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Questão VI:

(INCONCILIAVEIS)

Adam Smith, por meio do pensamento liberal, aceita o lucro como algo de direito ao
capitalista uma vez que ele arca com os riscos inerentes à produção. Este fato é suscitado pelo
entendimento de que essa quantidade adicional é consequência do adiantamento de salários e
matéria prima. Não obstante, o capitalista também gere a produção e, por conseguinte, é
merecedor. Em contrassenso, Karl Marx, com a ideai de mais-valia, acredita que o lucro
mediado por um excedente produtivo é de pertence ao proletariado. Enquanto Adam Smith
analisa o processo com uma valoração ao capitalista, Marx parte da ideia das classes sociais as
quais são produtos da historicidade humana e, portanto, transitória; tornando, assim,
inconciliáveis em sua totalidade já que o estudo é centrado em diferentes classes da sociedade
capitalista em especial o que tange a teoria do valor.

Parte das contradições internas do capitalismo

(CONVERGÊNCIA)

Ambos acreditam e reconhecem o trabalho como forma de se acrescentar valor ao


produto. Embora em Smith a Divisão do Trabalho esteja presente de forma mais ativa e
estritamente necessária para a formação do capital, Marx também a reconhece no processo
produtivo. Não somente, partem da circulação de mercadorias como o ponto de partida do
capital e cada poderia estar valorizada por um fetichismo presente decorrente de uma valor
irreal posto nela.

(DIVVERGÊNCIAS)

Inicialmente, em A riqueza das nações são empregados os termos de valor de uso como
apenas utilitário e valor de troca como o poder de compra, não os colocando em uma mesma
conjuntura, mas em perspectivas sociais e históricas, estando o capital em todo o processo. Em
O Capital, são analisados estes mesmos termos de valor, mas como acrescentadores ou não de
capital. Nela, ambos estão diretamente correlacionados, sendo que o valor de troca é uma
derivação do valor de uso. O valor de troca é uma derivação do valor de uso mas que por meio
da capacidade de trabalho consegue produzir um excedente pelo tempo de labor transcorrido
e assim criar um excedente produtivo, o capital. Ainda acrescenta e aprofunda, diferente do
primeiro autor, as formas de trabalho abstratas e concretas que formam este valor de troca da
mercadoria, através das formulações de capital variável e concreto.

Ademais, Smith acrescenta a teoria da Mão Invisível, que seria responsável por um
equilíbrio natural do mercado sem a interferência do estado e que, em uma sociedade bem
assistida, seria responsável por uma riqueza universal até as classes mais baixas da sociedade.
Marx, com base nos postulados de Hegel, detecta uma dialética entre o Capitalista e o Proletário
a qual gera uma síntese em que há uma luta de classes. Embora ambos deixem claro a existência
de classes sociais distintas, apenas o segundo consta em sua obra a oposição entre elas e o
resultado deste processo. O escritor alemão pressupõe, com isso, uma realidade social pautada
na capacidade de trabalho e no tempo de sua confecção, na qual o tempo extra decorrido na
objetificação em conjuntura ao trabalho social aplicado (concreto e abstrato) gera o excedente
produzido que se transforma na mais-valia apropriada pelo capitalista.
O trabalhador teria a necessidade natural de laborar e se especializar neste processo e
buscar com isso o seu bem-estar social, para Smith. Totalmente contrário a essa ideia, Marx
evidencia o fator de expropriação e sanções de leis que obrigam o labor, a obrigatoriedade a fim
de se conseguir obter os produtos necessários a sua subsistência, dispondo do seu tempo livre.

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