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Sociedade:. Ecumênica:. do Triângulo: e da Rosa:. Dourada:.

Fraternidade:. Espiritualista:. do Cruzeiro:. do Sul:.


Templo Xangô Quatro Luas:.

Oferendas IV

Elementais e Elementares

No plano das manifestações esotéricas, segundo a visão cosmogônica, concebemos a existência de três
Reinos: aquele Espiritual ou “Divino”; o Reino Elemental, e por fim aquele Humano, por sua vez considerado o
mais inferior dentre todos, já que a criatura humana, embora dotada de consciência superior, não se projeta
como a manifestação mais evoluída no plano da Criação, a não ser em relação ao seu próprio Reino.
O Plano a que denominamos Espiritual se encontra dividido em centenas de níveis e Sub-planos
intermediários, os quais se projetam desde o Plano Astral mais próximo daquele Físico, elevando-se em muitos
diferentes estados de evolução ascendente. O desconhecimento acerca das realidades do Plano Espiritual faz
com que esse seja concebido apenas como a “morada dos Espíritos e das Divindades”, quando em realidade,
esse se projeta ascendente e descendentemente, abarcando centenas de divisões.
Em razão da imensa quantidade de níveis, mundos e categorias de Seres Espirituais, Inteligências Criadoras,
Hierarquias, Hostes e Divindades que o compõem, juntamente com todos os seus estados de manifestação e
evolução individualizados, o Plano Espiritual é considerado o maior dentre os três Reinos.
Sabe-se que os Planos ou “Regiões Espirituais”, reconhecidos como Lokas, ou seja, “moradas”, estendem-se
acima da atmosfera, constituindo níveis ou realidades paralelas que vão se interpenetrando ao longo de centenas
de dimensões.1 Elevando-se muitos e muitos níveis, sempre na direção do Sol Central, por sua vez,
desconhecido, alcança-se por fim a região onde se encontram sediadas as Hostes mais sublimes.
Nessas regiões se encontram os Planos mais elevados que representam a esfera de toda atividade divina que
tudo envolve e de onde emanam todas as Energias Originais que mantêm e permitem a existência do Universo.
Acima desses está o Plano da Consciência Divina, onde apenas a Tríade manifesta dos três Logos Criadores se
projeta, sediando-se aí o Absoluto, embora tudo isso escape à nossa própria compreensão humana.
Dos Sete Reinos constituidores da Cadeia Evolucionária terrestre, três se manifestam como Reinos
Elementais Superiores, precedendo esses aos Reinos Mineral, Vegetal, Animal e Humano, sendo que desses três
não se é permitido falar por diferentes razões impostas pelas próprias Inteligências Espirituais.
Éter, Fogo, Ar, Água e Terra são apenas denominações utilizadas para expressarmos os Elementos síntese
constituidores de todas as coisas, já que a “matriz” absolutamente astralina dos Elementos surge desde o início,

1 Apenas para se ter uma ideia, Svarga, considerada a terceira grande divisão do Plano Espiritual (recordando que cada uma
das sete grandes divisões se divide em tantas outras intermediárias), morada das Divindades que se encontram mais
próximas de nosso Sistema e que possuem estreita relação com a Terra e os processo de evolução da humanidade, se
encontra localizada junto à Constelação da Ursa Maior, nas proximidades de Mizar, a segunda estrela da cauda, estando a
setenta e oito anos-luz de distância, uma cifra absurda de 737.936.976.861.24 km da Terra, o que pode ser percorrido
mentalmente em poucos segundos pelos Deuses, já que a velocidade do pensamento divino percorre cerca de 27.100.000
km por segundo.
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emanada de sua contraparte mais pura e espiritual, sendo os Elementos inicialmente manifestos em suas formas
supra-adamantinas.
À medida que vão descendo às diferentes Esferas, as substâncias akáshicas (a essência espiritual) de que são
constituídos os Elementos em seu estado luminoso vai adquirindo maior densidade, até que, ao tocarem o quarto
Plano de manifestação, aquele material, cristalizam-se pela ação direta das Forças Elementais que dominam por
absoluto os processos de aglutinação das partículas astrais, permitindo que se manifestem nas formas que os
conhecemos, embora ainda mantenham suas contrapartes etéricas e espirituais.
A Essência Elemental que se encontra em perfeita harmonia com a Alma do Mundo, imprime uma virtude
específica em todas as coisas dotadas de vida, sejam elas pertencentes aos Reinos Mineral, Vegetal ou Animal,
sendo essas geradas naturalmente ou despertadas por intermédio da vontade das Inteligências Elementais
Superiores.
Nesse processo, a essência elemental a que se encontra vinculada determinada estrutura; as energias
decorrentes do Sol e dos ciclos lunares, a influência de algumas correntes magnéticas provindas de determinadas
Constelações, a combinação entre os Elementos e os mais diferentes padrões de ressonância Elemental se
apresentam como fundamentais à impressão dessas virtudes nos minerais, plantas e animais.
A Natureza deixa impresso em cada coisa uma virtude oculta e determina como essa pode ser liberada pela
Terra (contato), pela Água (banhos), pelo Ar (defumações) ou pelo Fogo (fumigações) e outros processos. As
virtudes são impressas pelos Elementais através do Plano das Emoções, sendo que a força vital e a totalidade das
impressões de uma determinada energia são transmitidas e impregnam a estrutura celular, de modo que possam
se desenvolver na planta e no animal desde o início.
Dessa forma surgem as simpatias e as antipatias naturais geradas pela Natureza e impressas em cada
Elemento ou ser pertencente aos reinos naturais, onde sabemos que uma determinada coisa pela simples ação
magnética pode evocar e despertar o seu contrário positivo ou negativo pelo simples fato de estarem próximas
umas das outras. Assim existe uma antipatia entre o ruibarbo e a ira; entre o mel e o veneno, a safira e o mau
humor, entre a embriaguez e a ametista, o jaspe, as hemorragias e os intentos agressivos; entre a esmeralda e as
energias sexuais desequilibradas; entre a ágata e o veneno de escorpião, aranhas e serpentes; o coral vermelho, a
irritabilidade e as correntes negativas; entre o topázio, a cobiça, a ganância, a lascívia e todos os desejos mais
inferiores. Existe uma antipatia natural entre a formiga e o orégano; o coração das andorinhas e os morcegos; o
pepino é avesso ao azeite; a bílis do corvo causa grande temor ao homem e faz com que verdades escondidas
sejam reveladas; a bílis do urubu faz com que uma pessoa se afaste do lugar em que está e não queira mais
retornar ali; os carneiros são aversos a salsa; os bodes detestam o manjericão; existe incompatibilidade entre ratos
e tatus; a natureza do lagarto é contrária àquela do escorpião, tanto que a gordura do lagarto cura a mordida do
segundo; da mesma forma existe grande antipatia entre escorpiões e ratos, assim como entre as serpentes
venenosas e o caranguejo; o Sol em Câncer perturba as serpentes; o leão tem medo do canto do galo; o elefante
do grunhir do porco; a pantera e o leopardo não se aproximam de quem esteja ungido com gordura de galinha,
sobretudo com alho; existe inimizade entre a raposa e o cisne e entre os touros e as gralhas; o cordeiro foge do
lobo ao ponto que se pendurarmos a cauda de um lobo onde se encontram os cordeiros, sua carne deixa de ser
comestível; o pássaro alma de gato e o burro possuem uma antipatia tão grande que os ovos do primeiro não
vingam diante da zurrada do burro; da mesma forma existe uma antipatia imensa entre a oliveira e as prostitutas,
onde, se essas decidirem plantá-las, não vingam. Um leão teme tochas acesas em que se tenha passado gordura
de galo; o lobo não teme armas brancas, mas sim uma pedrada, tanto que a pedrada dada em um lobo logo se
converte em ferida purulenta. As víboras se afastam do local em que um homem nu caminhou pela manhã e em
seguida urinou nos quatro cantos. Os touros enfurecidos se acalmam ao serem amarrados em figueiras e muito
mais ainda.
Dos Elementos e das inúmeras interações entre esses depende todas as manifestações visíveis no Universo.
Assim, no topo de cada uma dessas Cadeias Superiores existe uma Inteligência Divina , um grande Ser Espiritual,
regente direto de poderosas Hostes Elementais, as quais dirigem e guiam os diferentes departamentos Universais
que se encontram sob seu domínio, existindo desde aqueles responsáveis pela matéria constitutiva das estrelas e

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dos Planetas com todas as suas diferentes manifestações, alcançando o Plano Terrestre e responsabilizando-se
por toda a obra da Natureza.
Contudo, é preciso que se compreenda que os Devas Elementais Superiores responsáveis por um
determinado sistema, não serão os mesmos de um outro e assim sucessivamente. Apenas a Inteligência
Elemental desprendida da Mente do próprio Logos se mantém como o regente absoluto de um determinado
Elemento. Dessa forma, os Deuses Elementais que se ocupam dos processos evolucionais de Júpiter, por
exemplo, não são os mesmos que se encontram encarregados daqueles do Orbe terrestre.
Essas Divindades Primordiais, anteriores a toda manifestação da Natureza, desprendendo parte de sua
energia essencial e moldando-as segundo as ideações contidas na Mente Universal, deram surgimento aos Devas
Elementais, Forças Originais e supra-adamantinas, constituídas pelas energias mais elevadas em concordância
com a essência supra-espiritual dos Elementos, os quais se manifestaram ao longo dos diferentes períodos de
evolução pelos quais passou o Orbe terrestre em seu longo processo evolutivo.
É aqui, nessa Hierarquia que se encontram as Inteligências a que denominamos Orixás, sendo esses, em
relação ao nosso Plano, as Forças mais elevadas que podemos alcançar em nossa atual condição evolutiva, tendo
sido conhecidos por diferentes nomes e personificações que lhe foram atribuídas pelas inúmeras civilizações que
já passaram pelo Orbe e que já cumpriram seu papel kármico.
Os Deuses a quem damos o nome de Orixás controlam diferentes Hierarquias de Seres Espirituais e se
encarregam dos processos evolutivos do Globo, abarcando o aspecto Espiritual, aquele Elemental e o Material.
No Reino Elemental, dominam as inúmeras Hostes de Elementais responsáveis pelos diferentes departamentos
da Natureza, atuando como os condutos por meio dos quais operam as energias divinas sustentadoras da
existência e dos diferentes reinos naturais. No Reino Espiritual e Humano, agindo através dos diferentes
processos de evolução, constituindo ao mesmo tempo, manifestações vivas da Lei de Ação e Reação.
Elementais são Espíritos dos Elementos; criaturas desenvolvidas nos quatro Reinos Elementais e que se
encontram responsáveis pela sustentação, equilíbrio, desenvolvimento e evolução de todas as manifestações da
Natureza, tanto em seu aspecto material e terreno quanto naquele espiritual. A esse propósito, os Elementais não
existem unicamente em nosso Plano de manifestação, mas também se desenvolvem nas regiões astrais, sejam
essas Superiores ou Inferiores.
Esses seres possuem natureza etérica e espiritual que se diferenciam em diferentes graus, e embora possam
ser perceptíveis por meio de certas impressões passíveis de serem captadas pelos cinco sentidos comuns, são
invisíveis à visão humana e até mesmo àquela espiritual, dependendo das circunstancias que se apresentam, não
sendo tão fácil quanto se supõem, captá-los pela visão astral.
Os Elementais se encontram em estreita afinidade com seu Elemento essencial, sendo esse, juntamente
com outras combinações, sua matéria constitutiva, embora se diferenciem em relação aos Elementos compostos
e, portanto, assumam características e padrões diversificados. Apresentam-se em diferentes Hierarquias
evolutivas e constituem um Plano de Evolução à parte que interpenetra aquele físico.
Possuem diferentes graus de inteligência, estando estreitamente vinculados por laços indissolúveis com as
manifestações de cada departamento da Natureza de que se ocupam. Seu intelecto (presente nos Elementais
Superiores) constitui o elo entre o “Devas Elementais” e suas personalidades, exatamente como ocorre com o
homem, porém em escala mais espiritualizada, sendo que a matéria de que são constituídos apresentam também
diferentes substâncias astrais.
Possuem corporatura astral extremamente plástica, a exceção dos Elementais da Terra, de constituição mais
densa, podendo assumir qualquer forma e modelar-se segundo qualquer imagem que absorvam, copiando
inclusive as feições humanas (normal em relação aos denominados Gnomos), incluindo as formas-pensamento
positivas e negativas.2

2 Artifício muito utilizado inclusive pelos Elementais do Ar, que captam as impressões da Luz Astral e corporificando as
imagens distorcidas criadas pelos próprios seres humanos, as utilizam de modo nocivo atuando através da mente no intento
de aterrorizar e amedrontar os mais impressionáveis.

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Profundos conhecedores da Natureza e de todos os seus processos, dominam substâncias fluídicas
completamente desconhecidas pelos seres humanos, como o fluido invisível capaz de dissolver todos os
Elementos compostos, inclusive os metais em sua essência primitiva. Essa mesma substância pode reduzir todos
os corpos densos ao seu estado original, ou seja, à sua matéria akáshica (astralizada), sendo capaz de mudar a
polaridade das moléculas e dissolvê-las.
Embora sejam considerados “Espíritos”, são na realidade seres espirituais em evolução paralela, a exceção
daqueles mais elevados e pertencentes ás Hierarquias Superiores. Assim, encontram-se constituídos por um
Corpo Espiritual denominado a ponto “Corpo Elemental”, de matéria etérica astralina e mais sutil que o Corpo
Etérico do homem, uma vez que é o resultado da matéria fluídica de seu próprio Elemento.
Embora sejam seres espirituais, possuem um Duplo Etérico, um Corpo Mental (que se apresenta
desenvolvido a depender do estágio evolutivo), Espírito ou “Corpo Luminoso”, afeto ao seu Reino em
específico e ao seu Elemento, apresentando aura e sendo possuidores de chakras, porém em tudo diferente
daqueles humanos, já que nos Elementais esses se prestam à outras funções.
Apenas os Elementais dos Reinos Superiores possuem Alma individualizada e, portanto, ego consciente. As
outras Hierarquias Menores possuem “Alma Grupo” muito semelhante àquela do Reino Animal, desprendidas
de sua Matriz originária, ou seja, de um dos Deuses ou Forças controladores do Reino a que se encontram
afetos. Elementais podem morrer, fundirem-se ao seu Elemento original, renovarem-se e entrarem em
adormecimento, o que pode perdurar por séculos.
Possuem ciclos de existência muito diferentes daquele humano, podendo controlar de certa forma sua
própria existência. Alguns grupos envelhecem e ao alcançarem determinado nível em sua cadeia evolutiva,
regeneram-se completamente. Podem viver por séculos ou deixarem de existir, como ocorre com os Elementais
dos Reinos Inferiores, especialmente àqueles vinculados às árvores e sua energia vital, onde, cortada a árvore e
cessada sua vida orgânica, esses também morrem e cessam toda atividade, sendo reabsorvidos pelo seu
Elemento.
Podem migrar de um corpo espiritual para outro, transferindo todos os seus Princípios vitais, mas não
reencaram como os seres humanos. Em relação aos que se encontram constituídos por matéria mais densa, seus
corpos entram em processo de decomposição, sendo essa, no entanto, absolutamente etérica, onde se converte
em energia modificada.
Contrário ao comumente exposto, possuem índole benéfica e maléfica, donde se sabe inclusive da existência
de Demônios Elementais, sendo que a exceção de algumas Hierarquias de Elementais Superiores, não têm
espírito imortal, constituindo e muitas situações Almas-grupo, como no caso das diferentes espécies do Reino
animal. Existem numerosas Hostes e Legiões desses Seres, divididos em cinco classes principais, cujas quatro
últimas conviu-se denominar Salamandras (Elementais do Fogo), Silfos e Elfos (Elementais do Ar), Ondinas
(Elementais das Águas) e Gnomos ou Duendes (Elementais da Terra).
Existe mais fantasias e informações distorcidas, carregadas por um certo tom ingênuo em torno desses
seres, que realidades expressas a respeito do que realmente veem a ser ou representam no Plano da Evolução, já
que o Reino Elemental se apresenta como o responsável direto pela manifestação e sustentação da existência de
toda a Natureza, sendo muito extenso e dividido em inúmeras Hierarquias.
Salamandras, por exemplo, não são apenas Espíritos femininos que ficam dançando “nuas” no Fogo e
constituem uma das categorias de Elementais mais complexas, já que são essencialmente fluídicas e plásmicas. O
mesmo ocorre com os Elementais da Água, os quais, muito embora sejam denominadas “Ondinas”, “Ninfas” e
“Sereias”, não se constituem apenas de Espíritos femininos. Elfos e Silfos são os mais plásticos dentre todas as
categorias e ao lado dos Elementais do Fogo constituem as duas Hierarquias mais evoluídas.
Gnomos são mais isolados, procuram o interior da terra ou o pico das cadeias de montanhas. Copiam os
hábitos humanos, sendo dotados de temperamento mais hostil. Duendes estão muito ligados as plantas e demais
manifestações dos Reinos Vegetal e Animal. Não gostam de se aproximar dos humanos e até mesmo se opõem a
esses por diferentes meios. Por estarem ligados ao Elemento Terra, assumem aparência mais densa,

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assemelhando-se tanto aos próprios humanos, como podem assumir aparência animal ou vegetal, apresentando-
se como a textura de algumas árvores ou como minerais.
A esse propósito, embora manifestem determinado gênero, existindo como seres masculinos e femininos,
os Elementais podem modificar tranquilamente sua estrutura, sendo em realidade, andrógenos. Os Elementais
dos Reinos Inferiores, responsáveis diretos pela sustentação das formas e pela manutenção do equilíbrio com
vida pulsante, são os mais puros na escala evolutiva.
Constituem Almas-grupo, possuem consciência instintiva controlada unicamente pelo plano das emoções
(razão pela qual podem ser benéficos e maléficos), não possuem órgãos sexuais, já que não se reproduzem; são
bastante isolados, embora se reúnam em pequenos grupos, morrem, deixam de existir ou são absorvidos em seu
Elemento, possuem linguagem musical, ainda que possam se comunicar com os seres humanos por meio dos
sentidos e das impressões do Plano Mental, sendo esses, em sua maioria, aqueles utilizados pelos Guias
Espirituais nos mais diferentes processos de manipulação energética, inclusive quando da polarização das
oferendas e da transubstanciação de sua matéria massa em pura energia.3
Elementais encerram em sua essência as potências de cada qualidade de vida a que estejam vinculados, mas
também o poder de realização dessas virtudes fundamentais. No caso dos Elementais Negros, esses foram e
continuam a ser gerados em razão das energias desprendidas pelo próprio ser humano ou por processos
agressivos da Natureza. Assim, nutrindo-se das correntes vitais exaladas pelos próprios seres vivos, convertem
aquelas mais densas em energia contrária, alterando sua própria estrutura.
Catástrofes naturais muito violentas, resultado sempre de um desequilíbrio em que operam intensamente as
Forças Elementais em seu caráter ajustador, também podem dar surgimento à determinados Espíritos de índole
agressiva e hostis aos seres humanos, donde ainda existem muitos Elementais que foram formados quando do
início do Globo Terrestre, no maior período de perturbações da atmosfera. Os Elementais também podem
interferir de modo pungente sobre o Reino Animal, alterando o comportamento e o padrão de determinadas
espécies.
Quando uma espécie entra em extinção natural devido aos diferentes processos de evolução, a Alma-grupo
é absorvida e servirá para dar continuidade à outra espécie, sendo os Elementais responsáveis por aquele
departamento remandados para outros ou transmutado em sua constituição de modo que possa se adaptar ao
novo ciclo. No caso em que a extinção é causada pela ação do homem, se não encontrarem uma forma de
transmigrarem juntamente com a Alma grupo, o Elemental morre ou se deixa morrer por desespero e desilusão.
Aliás, o “suicídio Elemental” é muito comum, sobretudo em relação aos processos destrutivos levados à
cabo pelo homem em relação à Natureza. Vibrando no Plano das Emoções,os Elementais mais puros
pertencentes aos Reinos Inferiores são acometidos por profunda tristeza e cessam seu ciclo existencial, sendo
reabsorvidos em seus Elementos afins. Em outros casos, entram em estado de adormecimento, permanecendo
assim até que toda sua vitalidade se extingua e ele seja naturalmente absorvido pelas correntes de energia com
que encontra afinidade.
No caso dos Elementais destinados a cuidarem de certas árvores ou cuja existência dependa diretamente das
mesmas, especialmente quando são criados juntamente com elas, esses podem morrer pelo esgotamento da
energia vital, sobretudo quando a árvore é muito antiga ou transferem seus princípios para outra árvore. Contudo

3 Filmes como Avatar, O Segredo do Abismo, O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Labirinto a Magia do Tempo, O Hobbit,
O Labirinto do Fauno e outros, deixam entrever em algumas cenas aspectos bastante próximos da realidade em relação à
alguns seres Elementais. Em Avatar, os Navis que vivem em torno da grande Árvore são Elementais associados à
sustentação do Reino vegetal. A esse propósito, a conexão estabelecida com as árvores, a luminosidade desprendida das
mesmas, os animais fantásticos, o próprio modo de viverem em comunidade e muitos outros aspectos refletem com
extrema clareza muitas das realidades desses seres Elementais. Em Harry Potter IV (O Cálice de Fogo), na cena do lago, é
possível ter uma ideia bastante aproximada de alguns Elementais da Água que se apresentam como Sereias e Tritões. Já no
Segredo do Abismo, embora se trate de uma raça alienígena, os processos de plasmagem dos seres aquáticos é exatamente o
mesmo usado pelos Elementais da Água, sobretudo quando copiam as feições humanas. Em O Senhor do Anéis I, vemos
Duendes que vivem no interior de cavernas e um Demônio Elemental do Fogo. No mesmo filme aparecem os Elfos do
Reino Superior e as cenas dos cavalos que surgem das águas nos remetem à processos que os mesmos podem executar, já
que possuem domínio sobre a maioria dos Elementos. Seja como for, a maioria desses filmes diz respeito aos Elementais
dos Reinos Superiores.
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falar de Espíritos das Árvores é perigoso e complexo, já que possuindo certa consciência, ao serem agredidos,
esses seres se lançam com toda força sobre aquele que cometeu o ato destrutivo.
Quanto mais antigo o Elemental, maior força e consciência esse possui. Constituindo uma emanação direta
da Natureza, agrega em si todas as potencialidades benéficas e maléficas. Assim, pela ação cometida, voltam-se
com extremo furor e podem mesmo chegar a provocar acidentes graves e até o desencarne do indivíduo.
Árvores são muito sensitivas e podem desprender energias boas e más.
Apegam-se aos seres vivos e podem protegê-los ou destruí-los a depender das diferentes situações que se
apresentem. Captam com precisão as impressões humanas e conseguem compreender a linguagem das emoções.
Sustentam campos de energia Elemental e se comunicam por meio de uma rede neural através das suas raízes.
Devem ser respeitadas pois que são muito misteriosas.
Dos Elementos primários, essencialmente espirituais, derivam os Elementos sutis, mais densos e que se
combinam entre si, produzindo os Elementos denominados compostos. Esses, por sua vez, combinam-se
novamente dando surgimento ao mundo material. Os Elementais devem ser vistos não apenas como
manifestações meigas e benéficas de cada Elemento, mas sim como as Forças animadoras da vida, compondo em
conjunto, a Alma da Natureza.
Desprovidos da habitual fantasia que lhes dão a maioria das pessoas que tratam do assunto, por meio de
suas energias determinam as correntes que emanam da Alma Espiritual e que sustentam os campos energéticos
de cada um dos Reinos naturais. São essências inteligentes concebidas como inseparáveis das diferentes
manifestações sutis da Natureza, sendo o mundo físico uma manifestação direta do mundo Elemental que o
sustenta energeticamente.
Dinamizadores das energias da Natureza, os Elementais possuem formas de vida completamente diferentes
daquelas que conhecemos em nosso Plano de manifestação. Habitam nosso mundo como se vivessem em uma
dimensão paralela, podendo ser percebidos pelos sentidos espirituais da percepção e da visão astral,
manifestando-se como bons e ruins, onde tanto podem beneficiar quanto prejudicar aqueles que lidam
diretamente com suas energias.
Os Elementais evoluem por meio de um processo que não envolve morte como a conhecemos, dissolução
e reencarnação, mas sim (e embora possam deixar simplesmente de existir), renovam-se em outras formas de
energia superiores, adquirem maior grau de inteligência, absorvem uns aos outros ou estabelecem novos ciclos de
existência. Essas Forças determinam as influências, as combinações, as simpatias e antipatias entre os diversos
Reinos por meio dos padrões de ressonância que vibram em cada coisa dotada de vida, uma vez que parte da
energia Elemental pulsa em todas elas.
Embora imaginação inflamada tenha prescrito formas definidas para cada uma das diferentes classes de
Elementais, não é possível, de fato, determinar uma única aparência para os mesmos, já que seus corpos astrais
refletem diretamente não somente a essência dos Elementos com que se encontram associados, como também
agregam as substâncias, formas e padrões dos ambientes em que se inserem, manifestando-se assim em centenas
de diferentes aspectos que vão desde seres gigantescos e de aparência petrificada como no caso dos Elementais
de grandes montanhas e pedreiras, ou assumindo formas radiantes e minúsculas como em algumas manifestações
dos Elementais do Ar e do Fogo.
Fluidos, possuem cores diferentes, podendo (a depender do Elemento a que pertencem) voar, penetrarem
na lava, assumirem formas Hídricas que copiam os padrões e sentimentos dos humanos, acessarem o arquivo
ancestral do Planeta, conectarem-se diretamente com as Inteligências Astrais, compreender a linguagem dos
animais e das plantas, absorverem e assumirem a forma de um outro Elemento, sendo sua corporatura astral
extremamente plástica, sobretudo em relação aos Elementais do Fogo, da Água e do Ar.
Constituídos por substâncias etéricas extraídas do ambiente em que se desenvolvem e que variam desde as
mais sutis e radiantes, até as mais densas e quase materiais, conseguem penetrar a matéria densa, atravessando-a
normalmente, manifestando diferentes graus de sentimentos e emoções, também essas afins com seu Elemento,
podendo resultar disso tanto em padrões positivos quanto negativos.

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Alimentam-se do Prana solar e lunar, bem como das diferentes energias produzidas pelos diferentes reinos
naturais, especialmente aquele Vegetal, embora existam classes de Elementais Negros que executam processo de
vampirização, nutrindo-se do plasma vital presente no sangue. Podem se alimentar de frutos e da essência
contida nas flores. Contudo, esses são frutos astrais e não constituídos de matéria física. A esse respeito, é claro
que existe uma enorme diversidade de plantas e até mesmo animais que permeiam o Reino Elemental,
condividindo ambas as manifestações (etérica e física) o mesmo espaço.4
Porém, em relação aos Elementais, nada de imaginar casinhas em forma de cogumelos onde somente reina
o amor, a paz e a alegria, ainda que algumas classes de Gnomos do Reino Inferior (especialmente aqueles mais
familiarizados com a vida cotidiana) tenham o hábito de imitar os seres humanos nas tarefas mais corriqueiras e
inclusive perambulem ao interno das casas localizadas em fazendas e chácaras, chegando mesmo a cultivar a
terra, viver em família e a edificar suas colônias próximas aos seres humanos.
Elementais pertencentes aos Reinos Superiores não necessitam de “casas”, embora aqueles do Reino
Inferior se reúnam em comunidades e de fato edifiquem colônias, sempre, porém, aproveitando todos os
recursos ofertados pela natureza da maneira mais harmônica possível, onde é sabido que os Elfos são aqueles
que manifestam as edificações mais radiantes e esplêndidas, podendo modificá-las completamente em razão da
plasticidade de que se compõem.
Seja como for, é importante compreender que o Reino Elemental não resulta em uma cópia etérica daquele
físico, mas sim o interpenetra, existindo, portanto, toda uma cadeia biológica própria, um ecossistema espiritual
muito mais aprimorado que aquele terrestre, onde se desenvolvem e evolucionam espécies vegetais e animais
multicoloridos, de formas diversificadas e mais evoluídas que aquelas do nosso Plano.
Esses seres veem nas Hierarquias Superiores, profundamente espiritualizadas os seus Deuses, estando esses
Elementais divinos encarregados de projetar e aperfeiçoar as formas das criaturas do Reino Animal, bem como a
estrutura biológica, química, curativa e física de todas as manifestações do Reino Vegetal, existindo Elementais
do gelo, da neve, dos Oceanos, das cavernas, das montanhas, dos vulcões, do interior da Terra, das pedreiras,
savanas, matas e de toda e qualquer manifestação da Natureza, cada qual assumindo corporatura, forma, padrão
de ressonância, arquétipo e evolução segundo seu Reino ou sistema afim.
Os Elementais nos veem todo o tempo, embora o oposto não se dê da mesma forma e até mesmo nos
evitam na quase totalidade das vezes, devotando afeição ou não, sempre em decorrência da forma como lidamos
com os Reinos da Natureza, e mesmo as manifestações grosseiras de nosso mundo como os esgotos,
abatedouros, cemitérios produziram as suas formas Elementais específicas, absolutamente pulsante e compostas
pela matéria astralizada mais densa dessas localidades.

4 Não há nada de estranho nessa afirmação que corresponde às localidades denominadas “Astro-Etéricas”. Se o Reino
Elemental permeia aquele humano, é certo que vamos encontrar vegetação, ilhas, pedreiras, animais e até outras
manifestações etéricas no mesmo ambiente que aquele físico, embora não sejam perceptíveis aos olhos físicos. Isso também
se dá com as “cidadelas” ou colônias Elementais existentes no topo das árvores e no meio das matas, sendo que tais
localidades não se restringem apenas aos Reinos Elementais, abarcando aquele Astral, como no caso dos “Focos”, pontos
de contato direto com as regiões espirituais e que se assemelham a Hospitais sediados ao interno dos cemitérios ou em
paragens específicas. Também existem Colônias Astrais, verdadeiras cidades de socorro reconhecidos como “Albergues de
reflexão” que podem estar localizados ao interno de densas florestas, no topo de montanhas, no meio de lagos, rios e mares
do Plano Físico. Um exemplo claro pode ser verificado no cemitério Campo da Esperança. Ali, na região a esquerda do
Cruzeiro se encontra estabelecido um Foco, sendo que a área nunca fora até o momento ocupada por sepulturas. Do outro
lado, no início da quadra 318 do setor A, estendendo-se sempre à direita e abaixo por uma grande extensão se encontra um
verdadeiro “pântano” fechado e lamacento, repleto de árvores de aparência monstruosa e lúgubre, povoado por aves
estranhas e assombrosas. Mais abaixo se encontra a “Cidadela”, uma localidade habitada e de aparência absolutamente
medieval, inclusive circundada por uma pequena muralha. Por todos os lados ali, podem ser vistos pela visão espiritual,
árvores e edificações menores que não pertencem ao Plano Físico. No lugar da habitual cerca de alambrado visível aos olhos
normais, em realidade existe uma densa muralha composta pela contraparte etérica de todos os caixões que ali já foram
sepultados e que estão empilhados uns sobre os outros. Na proporção que se decompõem na sepultura, também se verifica
o mesmo processo nessa muralha. A entrada de mármore é em realidade constituída por dois torreões de pedra medieval,
um portão de ferro bastante tosco e tochas que se espalham nas quatro direções, tudo isso circundado por muita lama, já
que as chuvas são constantes nas proximidades e no interior do cemitério, caindo inclusive chumbo e granizo.
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Em muitos casos, o desequilíbrio ocasionado pelo homem na estrutura harmônica da Natureza provocou
“mutações” em diferentes formas Elementais, como em relação aos rios poluídos que alteraram a constituição
dos Elementais Hídricos do Reino Inferior, aqueles que se encontram mais baixo na cadeia evolutiva,
produzindo seres deformes carregados por essência conturbada, agressiva, malévola e de aparência
verdadeiramente monstruosa, que chegam, inclusive, contrariando a própria natureza de que são constituídos, a
se alimentarem de peixes e pequenos animais, extraindo-lhes toda energia vital até que esses morram.
Esses seres obedecem a um padrão de evolução biológica, porém não no nível que conhecemos no Plano
da Matéria. Seus processos de geração são muito complexos e completamente fora da compreensão humana,
sendo que as Inteligências Elementais mais elevadas podem emanar de si mesmos outros seres enquanto se
entregam à meditação.
No entanto, a maioria de suas divisões não necessita “procriar” pelo processo de gestação comum aos
humanos, embora alguns Elementais Inferiores da Terra assim o procedam, porém por meio de processo
completamente diverso daquele humano, uma vez que as “relações sexuais” se encontram afetas apenas aos
Elementais sediados nos Planos Sombrios, os quais se comportando como verdadeiros vampiros, extraem todo o
tônus vital dos indivíduos aferrados à malha do vício, da luxúria e dos desregramentos sentimentais.
As classes mais inferiores podem assumir formas filamentosas e proteicas, assim como o aspecto masculino
ou feminino e até mesmo a forma assexuada pode ser manifestada por qualquer uma de suas Hierarquias. Variam
de tamanho a depender sempre da classe e do Reino a que pertencem. Alguns possuem estatura humana, outros
assumem aparência gigantesca. Normalmente se apresentam bastante pequeninos, possuído dez, vinte, quarenta
ou mais centímetros, chegando a alcançar a altura de verdadeiros colossos de mais de vinte metros no caso de
alguns Elementais da Terra, do Fogo e alguns Gênios do Ar.
Elementais podem surgir naturalmente pelo impulso da vontade em se manifestar e multiplicar daqueles que
se apresentam como os mais evoluídos ao interno de cada cadeia, como também podem ser exudados de seus
corpos espirituais. Podem ser gerados pela energia emanada pelas árvores e outras plantas; pelo orvalho, pela
chuva, pelo fogo, pelos raios, tempestades e furacões; surgem com o eco, pelo estrondo dos terremotos e até
mesmo pelos trovões, ou seja, pela aglutinação do som e sua reverberação em determinados ambientes saturados
com as mais diversas correntes de energia. Também podem “brotar” uns dos outros, abandonarem suas antigas
formas e assumirem outras, copiarem as formas animais assumindo aspecto zooforme e transmigrarem de um
corpo para outro.
Separando as partículas germinativas mais radiantes de uma determina planta e aglomerando a essas sua
própria essência encerrada ao interno de certas flores, projetam seres menores, muito minúsculos, dotados de
uma leve consciência elemental e profundamente ligados ao Plano das emoções. Essas criações etéricas podem
ser absorvidas por Espíritos mais elevados e utilizadas em processos destinados à cura de diferentes males do
Plano Físico ou mesmo na reestruturação celular e muitos outros processos desconhecidos da nossa ciência.
Técnica semelhante também pode ser realizada pelos Elementais da Água em pequenas gotas, como pelos
seres do Fogo em brasas incandescentes ou junto à lava vulcânica ou por aqueles da Terra que costumam fazer
brotar outros seres menores e de curta existência do interior de pedras preciosas, em processos semelhantes
àquele que a Natureza utiliza no surgimento de uma pérola, porém, mais adiantado.
Elementais possuem inúmeras formas de linguagem, desde aquela gutural, monossilábica e aflautada,
alcançando uma linguagem muito semelhante àquela humana, embora possam se comunicar pelo pensamento
através de impressões e formas mentais, conseguindo compreender e copiar nossa linguagem a ponto de se
fazerem entender naturalmente.
Esses Seres podem controlar os animais, fazendo-os retroceder ou atacar, assim como detém controle sobre
os fenômenos naturais, podendo ocasioná-los ou impedi-los, alterando ainda as condições climáticas
repentinamente. Aqueles que se arrolam entre os Elementais do Reino Médio e que possuem inteligência
bastante desenvolvida vivem em comunidades compostas por muitas centenas de Espíritos reunidos segundo um
mesmo padrão de energia.

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Também se reúnem em famílias e grupos distintos, onde podem ser verificadas verdadeiras colônias desses
seres, localizadas junto às grandes árvores centenárias, sobre os rios, no mais profundo da Terra, no fundo dos
mares, nas regiões glaciais, no interior de vulcões junto à lava incandescente, em cavernas e ambientes
absolutamente inóspitos, no meio de desertos, no topo de cadeias de montanhas, ao interno das matas, mas,
sobretudo, em localidades absolutamente fabulosas, constituídas inteiramente de matéria astral e que pairam
sobre grandes lagos, no alto das árvores de uma floresta, no meio dos oceanos e assim por diante, tudo em
perfeito equilíbrio com as Forças Naturais e invisíveis aos olhos humanos.
Contudo os Elementais do Reino Inferior, os quais possuem uma consciência dos Elementos e que se
manifestam como a Alma de certas árvores, plantas ou que se responsabilizam pelo equilíbrio da existência
mantendo pulsante as correntes que permitem a continuidade da vida nos mais diferentes Reinos, vivem isolados
ou em pequenos grupos, podendo ou não serem sociáveis.
Elementais são atraídos segundo níveis de frequência e padrões de vibração afins, onde também aplicamos
aqui o princípio que o semelhante sempre atrai o semelhante. Dessa forma, a natureza essencial de seu coração e
Espírito é quem irá determinar a atração, aproximação ou repulsão desses seres para o seu campo vibratório.
Existe muita “melosidade” em torno dos Elementais, onde a maioria dos textos que falam sobre os mesmos
os fazem parecer criaturinhas indefesas, cheias de amor para doar e sempre prontas a praticarem o bem a quem
quer que seja. Circundados por um senso poético muitas vezes ridículo e ingênuo, muitos desses textos falam em
farfalhar de folhas nas árvores, alegres saltos das Ondinas sobre as águas, de inteiros grupamentos de Elementais
assistindo ansiosamente o desabrochar das flores enquanto cantarolam e brincam ao redor de fogueiras, como
seres absolutamente inofensivos e que somente necessitam receber agradecimento e amor, não tendo mais nada
para fazer.
Muito disso tudo é pura tolice. O Reino Elemental é o “sustentador imediato” daquele Físico, constituindo
uma manifestação real, maior e muito mais abrangente que o próprio Reino Humano. Estamos falando de
Hostes e Hostes de Espíritos que se reúnem sob as mais diferentes denominações e circunstâncias; seres que
controlam literalmente todas as manifestações da natureza, abarcando a totalidade dos Reinos Mineral, Vegetal,
Animal e Humano.
Nem sempre resultam em criaturinhas dóceis e maravilhosas. Ao contrário, são bastante inteligentes,
astutos, profundos conhecedores dos processos de natureza mental dos humanos, podendo interferir em nossa
esfera, controlar nossas emoções e até mesmo determinarem o curso nocivo ou positivo de determinadas
situações pela sua influência. Muitos se degradaram juntamente com a humanidade e ora cobram em reações os
desequilíbrios levados a cabo em suas estruturas.
Elementais não são “bichinhos de estimação”. Constituem forças poderosas, seres capazes de comporem e
decomporem as mais diferentes energias e substâncias astrais, verdadeiros “cientistas” da Natureza que dominam
todos os seus processos biológicos e geológicos. Mesmo quando aparentemente inofensivos, devem ser tratados
com certa cautela e respeito, não existindo nenhuma vantagem nesses “manuais” de Magia irresponsável que
ensinam a canalizar essas forças e aplicá-las em benefício dos desejos unicamente egoístas dos humanos, através
de rituais incompletos que se tornam muito perigosos em razão daquilo que oferecem em termos de “contato
real” e que se valem de invocações mais adequadas aos Elementares que aos próprios Elementais.
Esses Seres existem a bilhões de anos e resultam na própria Alma dos Elementos e Sub-elementos que
controlam e dos quais se desprendem como diferenciações imediatas. Como ocorre em relação ao mundo
terreno, existem e se manifestam desde formas minúsculas, radiantes e primitivas, expressando a matriz mais
grosseira ou mais astralizada de um determinado Princípio da Natureza, alcançando processos reais de uma
evolução que se encontra absolutamente fora do contexto e da compreensão humana, dada a complexidade de
seu próprio Reino e das Forças que se encontram envolvidas em seus processos desde o início.
À medida que ascendemos em sua escala evolucionária, vamos encontrar Inteligências responsáveis pela
manifestação dos processos atômicos e celulares, bem como pelo desencadeamento de toda cadeia geológica e
biológica vinculada aos quatro Reinos, onde sabemos da existência de seres Elementais de grande evolução, cujo
trabalho consiste unicamente em criarem os moldes astrais que se converterão nas formas manifestas dos Reinos

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Vegetal e Animal, ou seja, os verdadeiros “desenhistas” da Natureza, que estabelecem desde a mais ínfima forma
germinal, estabelecendo as cores, os padrões, a anatomia e os próprios processos de evolução dos seres criados.
Todas as espécies animais, por exemplo, possuem um departamento da Natureza, ou seja, uma Legião de
Espíritos Elementais responsáveis pela sua evolução, o que se estende a determinadas espécies de árvores e
grupos coletivos de plantas, onde sabemos que a criação, ou antes, a manifestação de uma determinada espécie,
não resulta apenas numa consequência natural e biológica, mas sim, que existe uma Inteligência Espiritual que
dita através das impressões de sua mente as combinações celulares de toda uma cadeia biológica que depois irá se
converter em um leopardo, uma pantera, um elefante e toda cadeia animal, carregada pelas maravilhosas
expressões que esse Reino pode produzir utilizando-se das energias e do conhecimento acumulado pelas Forças
Elementais.
Dessa forma, o leopardo, por exemplo, possui um departamento da Natureza, uma Hoste Criadora
Elemental controlada nas Esferas Superiores por uma Inteligência Divina comum ao Reino Animal e no Plano
da Matéria por diferentes classes de Espíritos que se encontram responsáveis pelo processo evolutivo da espécie,
incluindo seu comportamento, seus padrões de ressonância, as simpatias e antipatias naturais que essa criatura
carrega consigo, sua Alma-grupo, as impressões do instinto que mais tarde irão se converter em reflexos de
consciência e assim por diante, sendo todos esses sistemas, quase sempre, descendentes diretos dos padrões
energéticos dos Elementais a que se encontra sujeita a sua evolução, ou seja, um reflexo de sua própria natureza e
essência, dando-se o mesmo com a totalidade do Reino Animal e daquele Vegetal, embora com as plantas ocorra
um processo mais coletivo e não necessariamente isolado.
Esses Espíritos da Natureza podem ser muita coisa, menos inocentes em sua maioria, ainda que os
Elementais dos Reinos mais baixos, manifestações diretas do Éter Astralino e cuja consciência ainda se encontra
encerrada no Plano Astral, possam apresentar certo nível de inocência, a qual, no entanto, não se deve deixar
enganar por aqueles que conseguem lidar com suas manifestações, já que a suposta “inocência” de determinados
Elementais é vista mais como um estado de pureza decorrente dos padrões de ressonância com que se
encontram afetos através das correntes elementais e não por serem esses ingênuos e completamente inofensivos,
onde devemos recordar a existência dos Elementais das Sombras, sobretudo os Elfos Negros, dos quais não nos
é lícito falar, especialmente quando reunidos em grupos.
Da mesma forma que nas Esferas Astrais se encontram sediados Elementais do Reino Superior,
responsáveis pelo desenvolvimento e sustentação direto das manifestações naturais que ali se projetam e cuja
Natureza do Plano da matéria se apresenta apenas como um reflexo de sua perfeição, é certo que as regiões
inferiores e intermediárias, onde também ocorrem inúmeros fenômenos naturais e onde existem igualmente
manifestações dos Reinos Mineral, Vegetal e Animal em um estado de densidade astral maior se encontram
permeadas por Espíritos Elementais cujas energias e padrões vibratórios se encontram em estreita afinidade com
as mesmas.
Se a essência de tudo aquilo que é considerado belo e puro encontra seu reflexo direto nas Hostes
Elementais responsáveis por exteriorizarem essa harmonia, o mesmo se dá em relação aos Elementais que
habitam as regiões sombrias ou o interior da Terra. Aqui devemos recordar a Lei da Similaridade, a qual nos
revela que não é o fato de uma determinada coisa pertencer ao que consideramos inferior ou sombrio, que faz
com que a beleza e a evolução apenas existam nos estados mais adiantados.
Assim, para os Elementais sediados nas Esferas Inferiores, os Princípios da Beleza e da Evolução
correspondem às manifestações daquela Esfera. Dessa forma, Enquanto o dualismo entre Bem e Mal for
encarado da forma antagônica como o é, esquecendo-se que todas essas argumentações resultam de uma Lei
Universal que existe por si mesma, não se chegará a consenso algum, sendo que não podemos lidar com a
questão do Mal apenas fazendo de conta que esse se encontra submetido ao poder divino e que, para tanto, basta
destruí-lo por meio de palavras e imprecações, da mesma forma que não devemos ser incoerentes ao ponto de
acreditar que todos os Elementais são bons apenas porque cuidam dos diferentes departamentos da Natureza.
Aliás, compreendendo claramente, “Deus” não criou os Elementais como seres inocentes e determinou que
a eles coubesse o cuidado com a Natureza. Esse tipo de ensinamento é muito superficial e não condiz em

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nenhum momento com a realidade Espiritual. Elementais não “cuidam” da Natureza, mas são os seus
“emanadores diretos”; os sustentadores e organizadores de todas as formas de vida, onde, para tanto, obedecem
a todos os processos biológicos que eles próprios dominam e podem alterar.
São dinamizadores de Forças; arquétipos dos Elementos; correntes de ação e reação controladas por
Inteligências Divinas muito superiores; condensadores das esferas ou campos de força predominantes e que são
fundamentais à organização e sustentação da vida. Surgiram com o Planeta, desenvolveram-se segundo as
substâncias que aqui se apresentam como compositoras de sua estrutura, foram e são os responsáveis por
aglutinarem a matéria astral, tornando-a densa para que em seguida surja a vida.
Sendo os Elementos a trama vibracional que tecem a malha ressonante do Planeta e de todas as criaturas, os
Elementais se manifestam como “construtores” e organizadores da matéria. Os Elementais constituem fases
naturais de ressonância que refletem a interação entre os diferentes campos e suas polaridades. A criação
acontece inicialmente em um campo completamente neutro, puro. Os Elementos emanam um campo de energia;
os Elementais os captam e emanam naturalmente, sem que nada seja rigidamente planejado, inúmeras outras
egrégoras de energia alinhadas e afinadas com o campo da Terra, sendo que tudo aquilo que existe se alinha e se
harmoniza com essas esferas ressonantes. Como ocorre com todas as coisas no Universo, os Elementais se
manifestam como fruto da consequência e da necessidade cósmica.
As cinco correntes evolucionárias dominados pelos padrões de ressonância dos Elementos emanam os
campos de força que são fundamentais á subsistência da própria vida. São por sua vez denominadas “Atmo-esferas
de ressonância, sendo atmos, a raiz de “respirar”. Toda a existência na Terra resulta em subsistemas que
determinam campos de forças que emanam diretamente do interior da Terra e que possuem estreita relação com
o Sol.
Essas cinco esferas ressonantes encontram-se sobrepostas e circundam naturalmente a terra firme. A
superfície da Terra agrega em si mesma o seu padrão ressonante. Os alimentos que estão em afinidade com o
Elemento Terra são fixadores e crescem dentro dessa esfera de ação. Logo acima, cerca de 60 cm do solo se
projeta naturalmente a esfera de ressonância da Água. Aqui os alimentos que crescem segundo esse padrão de
ressonância são refrescantes e purificadores. A próxima esfera, localizada mais ou menos na altura do plexo solar
de um adulto ressona com as correntes ígneas, sendo a região natural em que os grãos se desenvolvem e crescem.
Acima estão as esferas do Ar e do Éter, onde alimentos como determinadas frutas que possuem energia bastante
expansiva e concentrada crescem.
A Umbanda, com o código gestual de seus Guias nos revelam essas realidades de ressonância, ainda que a
ignorância, o desinteresse e a avidez pelo “incorporar” de alguns mediadores não os façam perceber o que se
descortina diante de seus olhos. Pretos-Velhos, Caboclos de Oxóssi, de Xangô e Exus vão ao chão (Atmo-esfera
da Terra); Caboclas de Oxum, de Yemanjá e de Nanã descem e vibram com as mãos na altura dos chakras
superiores (Atmo-esfera da Água); Caboclos de Ogun, de Xangô, Oxóssi e Exus vibram na altura do plexo e um
pouco acima (Atmo-esfera do Fogo); Caboclos de Yansã e Ogun vibram com suas mãos direcionadas ao alto
(Atmo-esfera do Ar).
Todas as forças existentes possuem um fator de equilíbrio dinâmico. Todo aquele que visa manipular o
aspecto positivo de uma determinada energia deve conhecer o seu lado negativo, sendo essa, inclusive, uma regra
clara nos processos de Iniciação Magística, onde aprendemos primeiro a controlar as energias inferiores e
agressivas, para depois se ocupar daqueles superiores que obviamente não se acostam a uma criatura tão cheia de
defeitos e limitações quanto àquela humana.
Acreditar inocentemente que para controlar os Elementais e pô-los a seu serviço você precisa unicamente
brandir uma espada, erguer uma baqueta e pronunciar os esconjuros dos quatro Elementos e invocações
carregadas por um teor cristão resulta em pura ingenuidade. Desejar obter o conhecimento que permite o
manipular concreto das Forças Elementais e a manifestação de fenômenos de natureza física por pura
curiosidade, vaidade ou tola obtenção de um poder que você não saberá o que fazer com ele é idiotice. No
entanto, isso é o que a maioria dos alucinados que se enveredam pelos caminhos da Magia almejam sem lograrem
resultados satisfatórios.

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Pelo pouco que compreendemos sobre a própria natureza dos Elementais, sabemos que todos aqueles que
pertencem ao Reino Inferior e até alguns pertencentes ao Reino Médio possuem os defeitos de suas qualidades.
Em relação aos Elementais, o Mal não resulta em um Princípio independente de sua estrutura cósmica, mas sim,
equivale ao aspecto desequilibrado e por vezes destrutivo das próprias forças construtivas da Natureza, o que
nos faz adentrar ao contexto da Lei das Harmonias Contrárias, mas que detém em si também algo de bom e
positivo, ainda que a afirmação pareça contraditória.
Essa Lei revela que as harmonias podem ser encontradas ou estabelecidas exatamente pelas suas
impossibilidades ou incompatibilidades lógicas, afirmando a existência de diferentes “fatores determinantes” que
vão além das limitações impostas pelo positivo-negativo, ainda que essa polaridade seja, a princípio, determinante
de toda ordem harmônica, onde uma força não existe sem a outra.
Já afirmamos que o inteiro Universo é “filho da Necessidade e da Consequência”. Tudo é fruto da
“Necessidade Cósmica” e não da voluntariedade cósmica, o que não significa dizer que a Vontade como
Princípio não impere e não seja um dos mecanismos principais da manifestação.
Certo é que todas as coisas inerentes aos Três Reinos (Espiritual, Elemental e Humano) existem pela
necessidade de sua existência e foram se constituindo segundo consequências, causas e necessidades e não
porque um plano fora delineado para os mesmos em todos os seus aspectos desde o início, o que, por si só
constituiria uma impossibilidade para as Inteligências Criadoras.
Quando falamos em Elementais, estamos fazendo referência à uma infinidade de Hostes e Seres Espirituais
que existem e evolucionam em uma realidade paralela àquela em que nos situamos e que se encarregam desde o
início, como responsáveis diretos, por manifestarem todas as formas existentes por meio da aglutinação de
partículas de matéria mais densa em torno dos protótipos astrais anteriormente criados, permitindo a
manifestação da vida.
Não existem apenas Elfos, Salamandras, Ondinas e Gnomos, da mesma forma que os Gênios e os Devas
dos Elementos não devem ser evocados desnecessariamente. Se os Elementais são os responsáveis diretos pelos
processos de evolução da Natureza, é certo que se enfurecem ou entram em desarmonia com a criatura humana
em consequência de tudo aquilo que ela destrói.
Basta para tanto recordarmos que esses seres levaram bilhões de anos para criarem e aperfeiçoarem aquilo
que a criatura humana destruiu e continua a destruir em apenas dois séculos, sendo certo que a desarmonia já
fora instaurada como um processo irreversível, que resultará em uma cadeia sucessiva de reações vindouras
absolutamente negativas.
Muitas correntes pseudo-magísticas, fruto dos devaneios de seus criadores ignorantes falam
irresponsavelmente em invocar os “Quadrantes”, ou seja, os Elementos e Elementais por meio de seus Gênios
no intento de realizar processos magísticos utilizando-se dessas Forças da Natureza e de entrar em sintonia com
essas vibrações para a obtenção dos mais diferentes fins.
Como elucidado mais acima, Elementais não resultam em Elfos de orelha pontudas, Silfos graciosos, Fadas
inocentes que voam aqui e acolá, Ondinas sensualizadas, Salamandras bailarinas e ignorantes que somente sabem
dançar no Fogo e Gnomos inofensivos e pequeninos que só praticam o bem, emanando puro amor e bondade.
A verdade é bem diferente de tudo isso. Pode estar certo disso.
Para melhorar um pouco mais, existem Elementais que se encontram em estado de adormecimento e que
pertencem a eras passadas incontáveis, assim como a classe mais perigosa desses seres e a qual não devemos
fazer nenhum comentário desnecessário para não despertar sua atenção, que é aquela dos Elementais
Demoníacos, Forças muito antigas que aqui estavam antes da criação do Reino Vegetal, Animal e Humano e que
se encontram vinculados aos processos mais agressivos da Natureza em seu início, quando o Globo ainda era
uma massa de lava incandescente e ventos avassaladores sopravam por toda parte cobrindo a atmosfera com
gases sulfurosos, possuindo esses uma essência malévola e vingativa.
Na Natureza se encontram ocultados grandes segredos e espetaculares poderes de ação se encontram
adormecidos, podendo ser despertados apenas pela ação mental. Em realidade, existe tanto a ser dito a respeito
do Reino Elemental e de seus habitantes que poderíamos produzir material para um livro.

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Oferendas resultam em processos de Magia Natural, a qual compreende os processos ocultos pelos quais
desvendamos as harmonias existentes na Natureza, alcançando resultados tanto positivos quanto negativos. Os
Elementais imprimiram naturalmente em cada coisa suas simpatias e antipatias, sendo o conhecimento desses
processos utilizados em larga escala nas movimentações de cunho magístico, sendo que tais processos se dão
puramente por afinidade vibratória e padrões de ressonância.
Todo elemento possui ondulações individuais e freqüência própria. Portanto, em se tratando de
movimentação magística, o agrupamento dessas radiações e a persistência de suas emanações em concordância
com os endereços vibratórios, produz o efeito desejado.
Os pensamentos produzem seus efeitos, quer desejemos ou não. Assim, Ao ser moldada pelo pensamento,
a essência Elemental adquire certa cor, que expressa a natureza do pensamento ou sentimento. A essência
Elemental evolui aprendendo a responder a todas as freqüências possíveis de ondulação. Assim, o pensamento
ajuda a essência Elemental ao mantê-la vibrando em certa freqüência por algum tempo, de modo que esta se
habitua àquela oscilação específica e, na próxima vez em que encontrar vibrações similares, responderá muito
mais prontamente do que antes.
Depois os átomos daquela essência, que haviam voltado para a massa geral, serão capturados novamente
por outro pensamento e terão de oscilar em freqüência totalmente diferente, desenvolvendo-se assim um pouco
mais ao adquirirem a capacidade de responder a um segundo tipo de ondulação. Assim, lenta e gradualmente, os
pensamentos, não só humanos, mas também dos Espíritos da Natureza, Devas e mesmo dos animais que
conseguirem pensar, estão desenvolvendo a essência Elemental que os circunda; vagarosamente, ensinando
alguns átomos aqui, outros acolá, a responderem a essa ou àquela freqüência oscilatória.
Para a essência Elemental não faz qualquer diferença se o pensamento que a anima é benéfico ou não, tudo
o que ela precisa para se desenvolver é ser usada por algum tipo de pensamento. A qualidade da essência atraída
é que mostra a diferença entre os pensamentos. Matéria mais densa e grosseira veicula desejos e pensamentos
maléficos, enquanto o pensamento de caráter elevado requer para recobrir-se uma matéria correspondentemente
mais sutil e que possa vibrar mais rápido.
Um deles, por exemplo, é a repetição de invocações e os demais processos de natureza magística.
Encantamentos e cerimônias podem, quando devidamente manipulados, dar resultados diretos e positivos,
dependendo de como são realizados e da influência pessoal e psíquica depositada pelo Magista durante a
operação.
Não se iluda. Se uma oferenda for realizada em meio a um ambiente carregado por energias hostis e
conturbadas, bem como se não existe um intento e uma aura de preparação, intenção elevada e receptividade, as
energias manipuladas jamais alcançarão o seu intento. Nesses casos, a oferenda servirá apenas para “alimentar”
determinadas Forças Elementares que procuram nas mesmas o tônus energético de que necessitam para vitalizar
seus cascões astrais, existindo então Elementares que assim como muitos Elementais visam somente extrair para
si a energia desprendida das oferendas e nada mais.
Existem diferentes categorias de seres “elementares”, arrolados entre Forças positivas e negativas. Espíritos
que ainda não conseguiram se desvencilhar dos estreitos laços e afinidades negativas que cultivaram ao longo de
uma inteira existência, tendem, após o desencarne e especialmente nos casos de alcoolismo, dependência química
e outros que envolvem toda uma gama de sentimentos muito pesados e revestidos por extensa aura de vingança,
ira, desprezo pela vida (especialmente em relação aos homicidas) e outros, a aferrarem-se ao Plano Físico e suas
criaturas na tentativa de suprirem seus corpos espirituais com o máximo de energia extraída dos encarnados,
convertendo-se em Elementares.
Existem também casos bastante específicos, em que o “Corpo de Desejo”, ou seja, a “forma criada” e
constituída pelos pensamentos de natureza grosseira, os desejos mais baixos, os sentimentos mais conturbados e
as formas-pensamento mais degradantes, as quais assumiram existência subjetiva e passaram a “vampirizar” o
indivíduo sobrevivem e se aferram ao Corpo Etérico do desencarnado, o qual, assim comoo Corpo Físico, tende
a entrar em decomposição gradual, vegetando, porém, por um determinado período de tempo, em uma duração
variável e proporcional ao nível de materialidade que o indivíduo desenvolveu ao longo de sua existência.
Privado de mente objetiva, de sentidos físicos e do próprio Espírito, esse Corpo de Desejo, também
denominado “Rupa” ou “Cascão” permanece abandonado às suas próprias correntes energéticas, desintegrando-
se de modo gradual, não sem reportar prejuízo de causa ao Espírito do qual se encontra desligado.

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Ocorre que se esse “espectro” for atraído de modo violento por meio de familiares, amigos ou através de
processos de necromancia e Magia Cerimonial negativa, a “forma astral” se aferra por afinidade a um novo ser
encarnado, passando a vampirizá-lo através de diferentes métodos.
Nos casos em que o nível de maldade do indivíduo desencarnado se apresenta excessivo, esses “cascões”
tende a desenvolver uma espécie de consciência objetiva e assim pelos processos de “parasitismo” e
embrionamento astral, passam literalmente a “viver” em outro corpo, do qual extraem toda vitalidade até que
esse, desprovido de todas as suas forças, venha a morrer, donde então escolhem um novo “hospedeiro” e assim
dão continuidade à sua própria existência extra-física, tornando-se Elementares.
Corpos astrais de seres desencarnados extremamente aferrados a seus corpos físicos são os vampiros uma
realidade maior do que aquela que imaginamos, estando muito distantes de pertencerem apenas ao mundo
fictício. As Entidades denominadas "vampiras" podem ser consideradas "Criaturas-espelhos que refletem
muitas das imagens presentes em nosso inconsciente coletivo, alimentando-se inclusive das mesmas, sobretudo
aquelas que nos remetem à estados inferiores. Em gênero, não expressam uma individualidade tangível, mas
refletem nossas próprias paixões inferiores, aferrando-se aos seres, onde passam a agregar a individualidade
do vampirizado em questão.
Podemos delinear inúmeros e diferentes aspectos em relação aos Elementares, uma vez que os mesmos
se dividem em diversas categorias, cada qual possuindo seu modo de ação, o que os diferencia
claramente uns dos outros, podendo ser encontradas entre os mesmos desde entidades vampiras que se
alimentam unicamente dos resíduos presentes nas fezes como os “Shavats” e os “Tradimãs”, os quais
girovagueiam incessantemente em meio aos esgotos, assim como os “Lahuts”, os quais, vivendo ao interno de
cavernas e sepulturas, detestam a luz do dia e saem nas altas horas da noite, procurando e alimentando-se do
tônus vital presente nos restos de animais abatidos, nos cadáveres em decomposição, nos animais ferozes, nas
aves noturnas e nas raízes venenosas.
A primeira vista você deve estar se perguntando qual a relação existente entre esses seres espirituais e as
oferendas, já que essas, aparentemente, se apresentam apenas como manifestações energéticas de natureza
positiva e destinadas às Forças consideradas superiores. Em realidade, existe uma grande relação entre
Elementares e oferendas, já que extensa categoria de Espíritos arrolados nessa condição e aferrados à
Terreiros e a processos de baixa magia consomem as oferendas que a princípio ou não, estariam endereçadas
a essas Forças. Segundo, é fato que nem toda oferenda se encontra revestida por essência energética
realmente benéfica, já que as impressões diretas recebidas do ofertante lhe ditam sua própria constituição
energética, podendo inclusive inverter sua polaridade.
A “Quimbanda pura”, na qual de fato se encontram sediados muito Elementares “disfarçados” de
Guias, sobretudo “de esquerda”, ou seja, que se fazem passar por verdadeiros Exus, constitui um exemplo
bastante claro e específico dessa relação. Nesses ambientes, extensos agrupamentos de Espíritos ainda
aferrados às necessidades da matéria, se valem da ingenuidade e da ignorância humana, perpetrando
verdadeiro crime espiritual, onde, através dos processos de magia mais baixos, especialmente aqueles ligados
às práticas de sacrifício desenfreadas, encontram no tônus agressivo e contaminado por toda sorte de
sentimentos inferiores dos encarnados seu principal veículo de sustentação energética, bem como na extensa
quantidade de animais sacrificados e no consumo desenfreado de bebidas alcoólicas e muitas vezes nas
substâncias inebriantes consumidas por aqueles que se revestem falsamente da roupagem de Seres
Espirituais.
Processo símile se dá com muitos Terreiros denominados de Umbanda e Candomblé, onde seres
Elementares controlados por verdadeiras Inteligências trevosas que se fazem passar por Guias e até por
Orixás, exigem não somente grande quantidade de sangue, necessário para manter suas “matrizes”
energéticas, or sua vez disfarçadas de “Assentamentos”, como também exigem longo e desequilibrado
conteúdo em suas oferendas, carregadas com muita bebida, carnes de todas as espéci es animais, partes
internas de animais sacrificados, cujas energias são desprendidas através do vapor do cozimento ou
depositadas diretamente no fogo e que permanecem dias em decomposição, de modo que o tônus nocivo e
modificado em sua estrutura energética sirva de “sustento” aos seus corpos astrais enfim animalizados.
É por essa razão que a Umbanda não prescreve nem adota a prática de se “arriar” oferendas muito
carregadas em encruzilhadas de rua, estradas asfaltadas, cemitérios, portas de igreja ou afins , uma vez que
reconhece a existência das Entidades Elementares e sabe que as mesmas se nutrem em larga escala de tudo
aquilo que muitas vezes inocentemente é ofertado por parte daqueles que desconhecem as reais relações
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entre os Planos Astral e Físico em sua contraparte mais nefanda.
Muitos “Orixás” cultuados ao interno de diversos Terreiros, na verdade se apresentam tanto como
Elementares quanto Elementais disfarçados, os quais providos de extrema inteligência, encontraram a
maneira de nutrir constantemente seus veículos incorpóreos, agregando cada vez mais e mais força por meio
das práticas sacrificiais e das oferendas de cunho mais denso.
Esse processo, porém em seu aspecto positivo e direcionado, é o mesmo que resulta na geração e
sustentação do Bará coletivo de um Barco Iniciático, bem como naquele individual, resultado de três energias
essenciais: aquela do próprio Iniciado; a energia extraída diretamente do reino Elemental que mantenha
relações diretas com o Orixá associado ao Bará, ou seja, a “matriz de sustentação”, mais a energia capturada e
emanada diretamente pelo Bará Indiferenciado ou a contraparte espiritual de Èxú Orixá.
O assunto não é novidade e nem tampouco se apresenta como prática atual, sendo, há muitos milhares
de anos, o método utilizado por diferentes Inteligências negras em seus intentos malévolos. Assim surgiram
os sanguinários Deuses Astecas, em realidade, Elementares criados pelos habilidosos Magos Negros Atlantes,
e que, tendo sobrevivido ao tempo, fixaram-se como Divindades de outras civilizações, passando a exigir
uma imensa quantidade de sangue por meio dos sacrifícios humanos, de modo que pudessem dar geração à
outras Forças de igual teor, conseguindo lograrem êxito por muitos séculos.
Mas os Astecas não foram os únicos, já que o processo se deu em diferentes períodos e com diferentes
“Divindades” infiltradas entre os Hindus, Sirianos, Hititas, Indonésios, Romanos, Babiloneses, Chineses,
Trácios, Africanos, cartagineses, Maias, Fenícios, Cananeus, Miceneos, Cretenses, Persas, Egípcios, Gregos,
existindo, de uma forma ou de outra, em meio a todas as grades civilizações, umas mais, outras menos, em
diferentes períodos de ascensão e queda. Muitas dessas “Divindades criadas” pela força de Magos e
Sacerdotes, ainda vivem e exigem seus tributos em tribos mais primitivas ou se fazem adorar
disfarçadamente, valendo-se de diferentes métodos, todos, contudo, bastante evidentes diante das
circunstâncias em que se apresentam, onde não poderíamos deixar de mencionar um dos maiores exemplos,
tido no “Lúcifer” cristão, o qual corresponde em realidade, a gigantesca egrégora energética, alimentada pelo
medo e por uma gama infinita de sentimentos nocivos que lhes endereçam milhares de criaturas, sendo esse
muito distante do verdadeiro Lúcifer, ainda que explicações a respeito escapem ao tema no momento.
Elementares possuem profundas capacidades psíquicas e as utilizam para subtrair aos seres sua força
vital, podendo os mesmos tornarem-se vampiros intencionais ou não intencionais. Os primeiros procuram
ativamente suas vítimas, acostando-se às mesmas e por meio do controle mento-emocional, lhes alteram a
personalidade, provocando fortes reações emocionais de cunho negativo, as quais geram uma profunda
excitação em todo o organismo, colocando então o indivíduo em plena afinidade com sua aura nociva de
onde lhes extrai o fluxo vital.
Esses seres, como também algumas classes de “Elementais Negros”, especialmente associados ao
Elemento Ar, possuem preferências em relação às energias que subtraem de suas vítimas, dando grande
vazão àquelas provindas das relações sexuais desenfreadas. Também a intensidade e tipo de energia
manipulada diferem entre os diversos grupos de Elementares e Elementais.
“Alps” e “Moróis”, Entidades que se aferram à energia mental e são atraídas por meio das relações
sexuais desequilibradas, conhecem profundamente os processos de dominação e extração do fluído de
suas vítimas por meio de sonhos de natureza erótica ou mesmo incitam-lhes descontroladamente as
práticas masturbatórias, que por produzirem suficiente energia mental, permiti-lhes assim o atracamento ao
campo áurico do indivíduo e, por conseguinte, a sucção de seu fluído vital.
Na prática, os Elementares não almejam a morte de suas vítimas, embora tal fato possa ocorrer e
existam grupos desses seres cuja ação por sobre os encarnados e desencarnados é própria aquela de
escravizá-los por meio da exigência de sacrifícios contínuos ou mesmo exaurir-lhes toda vitalidade ao
longo de muitos anos por intermédio de processos de “feitura de cabeça”, os quais, envolvendo muito
sangue e manipulando energias muito densas por meio de ritos e oferendas “carregadas”, especialmente
nos Terreiros que despertam para a desconfiança quanto à sua verdadeira natureza energética, tendem, em
realidade, a converter o indivíduo em “elemento de sustentação” de seu quantum vital deletérico,
convertendo-os em “depósitos” vivos destinados a proverem as energias de que necessitam par a se
manterem vivos.

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Flávio Juliano:.
Dirigente

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