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GEOGRAFIA

Prof . Kiko

Geografia de Pernambuco

Composto por planícies e serras, Pernambuco registra áreas geograficamente bem demarcadas.

Maracaípe

Com 98.311 km², Pernambuco é um dos 27 estados brasileiros. Localizado no centro leste da Região Nordeste, tem sua
costa banhada pelo Oceano Atlântico. O estado faz limite com a Paraíba, Ceará, Alagoas, Bahia e Piauí. Também faz
parte do território pernambucano, o arquipélago de Fernando de Noronha, a 500 km da costa. São 185 municípios - com
um total de 8.796.032 habitantes - e tem a cidade do Recife como sua capital.

Morro do Pico - Fernando de Noronha

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Apesar de ser um dos menores estados da Federação em extensão territorial, o estado possui paisagens variadas: serras,
planaltos, brejos, semi-aridez no interior, e belíssimas praias. O relevo é linear em sua maioria, sendo de planície litorânea
- com alguns pontos, sobretudo no Recife, no nível do mar - e, à medida que vai se entrando para o interior, tem picos de
montanhas que ultrapassam os 1000 metros de altitude.

Vista do Alto da Sé - Olinda

O RELEVO EM PERNAMBUCO
A superfície terrestre não é toda igual. Nela existem lugares altos, baixos, planos, ondulados... A essas diferentes
formas da superfície terrestre damos o nome de relevo.
O relevo resulta da ação de duas forças: uma tem origem no interior da Terra, como os vulcões e os terremotos; a
outra, que é externa, vem da ação do calor do Sol, das águas e do vento sobre as rochas, desgastando-as e corroendo-as
pouco a pouco. Esta ação é denominada erosão.
Quando falamos de relevo, devemos considerar o relevo de superfície e o relevo submarino.
Relevo de superfície é aquele que se encontra acima do nível do mar. Relevo submarino é aquele que se encontra
abaixo do nível do mar. O nível do mar, que tem altitude zero, é sempre tomado como referência.
No espaço geográfico pernambucano, o relevo de superfície apresenta planícies tabuleiros, planaltos, depressões,
serras, chapadas... Conheça essas formas e elementos do relevo, para poder identificá-los na paisagem.
Planície é um terreno relativamente plano, com altitudes geralmente baixas (inferiores a 100 metros). As planícies
litorâneas ou costeiras estão quase ao nível do mar; outras, de origem fluvial, têm altitudes mais elevadas. Nas
planícies predominam os processos de sedimentação, ou seja, de acúmulo de materiais transportados pelas águas dos
rios e dos mares.
Tabuleiro é um terreno com altitudes entre 20 e 50 metros, geralmente de topo muito plano, junto ao mar. No contato
com o mar, apresenta fortes declives (inclinações), denominados barreiras ou falésias.
Planalto é um terreno irregular, com altitudes acima de 300 metros, onde predominam os processos de erosão. No
Brasil, a altitude dos planaltos é em torno dos 600 metros. Os planaltos podem apresentar morros, chapadas e serras.

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As chapadas, típicas do relevo brasileiro, são elevações íngremes de topo plano, semelhantes a grandes mesas. Serra é
o nome que designa as escarpas dos planaltos.
Depressão é um terreno com altitudes entre 100 e 500 metros, mais plano que o planalto, suavemente inclinado, que
sofreu prolongados processos de erosão. No Brasil, as depressões são relativas, porque se situam abaixo do nível das
regiões circundantes, porém acima do nível do mar. Em alguns lugares do mundo, existem depressões absolutas
(situadas abaixo do nível do mar).
O espaço geográfico pernambucano é dominado por três formas de relevo: a Planície e Tabuleiros Litorâneos, o
Planalto da Borborema e a Depressão Sertaneja e do São Francisco.
A Planície e os Tabuleiros Litorâneos, como o próprio nome está dizendo, ocupam uma faixa de terra ao longo do
litoral. Além dos tabuleiros, nessa planície se encontram dunas e mangues.
Alguns municípios aí localizados, com suas respectivas altitudes, são:
Barreiros ...................23 metros Paulista ..................14 metros
Cabo .........................30 metros Recife........................4 metros
Itamaracá...................20 metros São Lourenço..........59 metros
Olinda........................16 metros Sirinhaém.................49 metros

O Planalto da Borborema é marcante no relevo pernambucano. Ele começa a surgir a aproximadamente 70


quilômetros do litoral, exibindo uma série de degraus com altitudes que variam entre 350 e 1.120 metros.
Por batismo popular, a Borborema recebe mais de cem denominações locais. Nela merece destaque o Maciço de
Garanhuns, um conjunto de morros agrupados em volta de um ponto culminante: O Monte Mangano (750 metros).
Veja algumas denominações locais da Borborema:
MUNICÍPIOS DENOMINAÇÕES LOCAIS DA BORBOREMA (Serras)
Arcoverde Mijo da Onça
Bom Conselho Papagaio na Pedra e Gigantes
Bonito Bonitinho
Garanhuns Mangano
Gravatá Russas
Lagoa dos Patos São Jorge
Limoeiro Passira
Pesqueira Ororobá
Quipapá Pilões e Quipapá
Baixa Verde, onde se localiza o Pico do Papagaio, ponto mais alto de
Triunfo
Pernambuco, com 1.120 metros de altitude.

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Na divisa pernambucana com o Piauí merece destaque a Serra Dois Irmãos e a Serra do Inácio. Já na divisa com o
Ceará, marca presença a Chapada do Araripe.

O LITORAL PERNAMBUCANO
Você já sabe que o litoral pernambucano é banhado pelo Oceano Atlântico e possui uma extensão de 187
quilômetros, desde a barra do Rio Goiana, ao norte, até a foz do Rio Persinunga, ao sul.
O litoral pernambucano possui belas praias de areia branca, banhadas por um mar de águas mansas. Muitas delas
exibem coqueirais e cajueiros.
A mansidão das águas é fruto da proteção dada por uma barreira natural de arrecifes, ao longo da costa, que funciona
como um quebra-mar. (Arrecife, ou recife, é um rochedo ou uma série de rochedos à flor da água, nas proximidades das
costas.) Por isso, as praias pernambucanas são um convite aos turistas.
O quadro da abaixo traz uma relação de muitas praias (de norte a sul) e dos municípios onde localizam.
Além das praias, os principais acidentes geográficos do nosso litoral são o Cabo de Santo Agostinho, a Baía de
Tamandaré e a Ilha de Itamaracá. Também não podemos esquecer que o Arquipélago de Fernando de Noronha pertence
ao território pernambucano.
Duas importantes atividades econômicas do nosso litoral são o turismo (que você vai estudar num capítulo à parte) e
a pesca.
Utilizando diversos tipos de embarcações, entre elas as jangadas, os pescadores trazem para nossa mesa os mais
saborosos peixes, como bijupirá, a pescada, a tainha, o bonito, o salmonete, a sardinha, o peixe-serra, a cavala.
MUNICÍPIOS PRAIAS
Goiana Carne de Vaca, Tabatinga, Pontas de Pedra, Catuama
Itamaracá Vila Velha, São Paulo, Fortim, Cações, Jaguaribe, Pilar
Abreu e Lima Coroa do Avião, Nova Cruz
Paulista Maria Farinha, Conceição, Nossa Senhora do Ó, Pau Amarelo, Enseadinha, Janga
Olinda Rio Doce, Rio Tapado, Casa Caiada, Bairro Novo, Farol, Carmo, Milagres
Recife Pina, Boa Viagem
Jaboatão dos Guararapes Piedade, Venda Grande, Candeias, Barra de Jangada
Cabo Barra do Paiva, Itapuama, Porto do Xaréu, Gaibu, Calhetas, Suape
Ipojuca Cupê, Gamboa, Cocaia, Maracaípe, Serrambi, Porto de Galinhas
Sirinhaém Guadalupe, Canela
Rio Formoso Tamandaré, Mucabinhas, Carneiros
Barreiros Porto
São José da Coroa Grande Gravatá, Várzea do Uma

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Entre os frutos do mar estão as lagostas, os camarões, os mariscos, as lulas, os polvos, as ostras, os caranguejos e os
siris.
No preparo dessas iguarias, não faltam o leite de coco, o pirão de farinha de mandioca e os molhos apimentados.

A Zona da Mata é marcada por formações onduladas, caracterizadas como “domínio dos mares-de-morro”. É lá,
inclusive, que na transição com o Agreste é localizada a Serra das Russas que, na verdade, é a borda ocidental do Planalto
da Borborema, que corta alguns estados da Região Nordeste. O Agreste localiza-se sobre este planalto, sua altitude média
é de 400m, podendo passar dos 1000m nos pontos mais elevados. A estrutura geológica predominante é a cristalina, sendo
responsável, junto com o clima semi-árido, por formações abruptas (pedimentos e pediplanos).

No Sertão as cotas altimétricas decrescem em direção ao Rio São Francisco formando, em relação ao Planalto da
Borborema, uma área de depressão relativa. As formações geomorfológicas predominantes são os inselbergues, serras e
chapadas, estas últimas aparecendo em áreas sedimentares. Na Microrregião do Pajeú, próximo ao Município de Triunfo,
localiza-se o Pico do Papagaio , no limite com o sudoeste da Paraíba.

No clima, Pernambuco está inserido na Zona Intertropical apresentando predominantemente temperaturas altas, podendo
variar no quadro climático devido à interferência do relevo e das massas de ar. No Recife, por exemplo, a temperatura
média é de 25ºc, com máximas de 32º. Já em cidades do interior, nos meses de inverno – entre maio e julho – as
temperaturas podem baixar consideravelmente, podendo chegar, em alguns locais, até a 8ºc, a exemplo de Triunfo e
Garanhuns, Sertão e Agreste respectivamente.

Enquanto lê esse texto, você está respirando graças à grande camada de ar que envolve a Terra. Essa camada de ar
chama-se atmosfera e é formada por uma mistura de gases. Entre esses gases está o oxigênio, indispensável à nossa vida.
Na atmosfera existem também vapor de água, microorganismos, partículas de pó e, em determinados lugares
(principalmente nas grandes cidades), muita poluição.
Mas... por que estamos falando de atmosfera, se o assunto deste capitulo é clima?
A resposta é simples: é na atmosfera que ocorre uma série de fenômenos que irão determinar o clima de um lugar.
Veja quais são alguns desses fenômenos:

Quando os fenômenos atmosféricos se repetem com regularidade, em determinado lugar, temos o clima desse
lugar. O clima é algo permanente, em cada região.
Clima não pode ser confundido com o tempo meteorológico. O tempo muda constantemente, às vezes em questão
de poucas horas. Quantas vezes você não foi para a escola com céu azul e, ao sair, estava chovendo?

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A maior parte do Brasil, incluindo Pernambuco, está


localizada entre o Trópico de Câncer e o Trópico de
Capricórnio, isto é, na faixa intertropical, chamada zona
tropical o globo. Aí, os climas são tropicais, isto é, quentes,
devido à maior incidência dos raios solares.
Em Pernambuco, as temperaturas são sempre elevadas,
com variações térmicas tão pequenas que chegam a ser
insignificantes. Mesmo no inverno, a temperatura média é
sempre superior a 18º C, caracterizando o clima tropical.
Apenas algumas áreas de maior altitude, localizadas na
Borborema, registram temperaturas mais baixas, como é o
caso, por exemplo, dos municípios de Garanhuns e Triunfo.

As variações do clima tropical


pernambucano se dão em relação à
quantidade e a distribuição das
chuvas. Em todo o estado, as chuvas
diminuem no sentido leste-oeste e,
com menor intensidade, no sentido
sul-norte. Em vista disso, podemos
dizer que existem em Pernambuco
três variações do clima tropical. São
elas: Clima tropical úmido, clima
tropical subúmido e clima tropical
semi-árido.

Clima tropical Úmido, predominante no Litoral-Mata. Nessa região chove bastante, principalmente nos meses de
outono inverno. As chuvas de outono-inverno são trazidas pelos ventos de Sudeste e também por uma frente fria (esta
resultante do encontro entre a Massa de Ar Polar Atlântica e a Massa de ar Tropical Atlântica).
O índice pluviométrico (quantidade de chuva caída em um ano) oscila entre 700 e 2.000 mm anuais, mas em algumas
áreas pode ultrapassar os 2.000 mm. (1 mm = 1 litro de água de chuva por metro quadrado de terreno).

Clima tropical subúmido, predominante no Agreste. Nessa região dominada pela Borborema, a quantidade de
chuvas é menor que o Litoral-Mata, ficando entre 600 e1.000 mm anuais. Mas os meses mais chuvosos são sempre os de
outono-inverno.

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A presença do planalto Borborema é marcante no clima agrestino. As terras situadas do lado leste do planalto são
beneficiadas pelos ventos úmidos de Sudeste, recebendo maior quantidade de chuvas. Isto acontece porque as serras aí
existentes funcionam como uma barreira, impedindo que a umidade atinja o lado oeste do planalto, que adquire
características do clima seco do sertão.
Clima tropical semi-árido, predominante em todo o Sertão pernambucano, que corresponde a 70% do território do
estado. Nessa região, as chuvas são escassas, impedindo, com algumas exceções, que o índice pluviométrico ultrapasse os
600 mm anuais.
As chuvas modestas costumam ocorrer nos meses de verão (março é o mês “mais chuvoso”), devido à atuação da
Massa de Ar Equatorial Continental. Entretanto, as águas das chuvas evaporam com facilidade, por causa da má
permeabilidade. Para agravar o problema, às vezes as chuvas nem caem, provocando as secas calamitosas que tanto fazem
sofrer a população sertaneja, durante anos.
Em vista disso, todo o Sertão pernambucano integra o chamado Polígono das Secas, uma grande área de 950.000
2
km , delimitada por lei em 1951, que abrange muitos estados do Nordeste.
No Polígono das Secas vive boa parte da população nordestina, castigada pela falta d’água e, em conseqüência, de
alimentos. Para não morrer de sede e fome as famílias inteiras abandonam a região. Enquanto isso, os estudos e projetos
governamentais para solucionar amenizar o problema da seca continuam apenas no papel ou nas promessas da maioria
dos políticos.
A VEGETAÇÃO EM PERNAMBUCO
Vegetação é o conjunto de plantas que nascem naturalmente numa região. Ela faz parte da natureza. Não pode ser
confundida com plantação, que faz parte da cultura do homem.
Como exemplo de plantação, temos a cana-de-açúcar. Ela não existia em Pernambuco, nem no Brasil. Foi trazida
para cá de outros lugares do mundo, pelos colonizadores portugueses, anos depois de Pedro Álvares Cabral tomar posse
das terras brasileiras em nome do rei de Portugal.
Os canaviais, portanto, são um elemento cultural, introduzido com finalidade econômica. Eles se desenvolveram
graças ao trabalho do homem.
Entretanto, a Mata Atlântica que o homem derrubou para dar lugar aos canaviais fazia da natureza, isto é, já existia
em todo o Litoral-Mata Pernambucano e em grande extensão do litoral brasileiro muito antes de os portugueses aqui
chegarem.
NOSSAS FORMAÇÕES VEGETAIS

A vegetação pernambucana é conseqüência de uma série de fatores, como clima, relevo, tipo de solo, sendo que o
clima tem importância fundamental.
De leste para oeste, vamos encontrar, em Pernambuco, os seguintes tipos de vegetação: vegetação litorânea, Mata
Atlântica, matas de brejos e caatinga.
Conheça alguns tipos de vegetação litorânea.
Nas áreas próximas à foz dos rios, a mistura da água doce com a água salgada contribui para a formação dos
mangues. As plantas dos mangues apresentam troncos finos, folhas grossas e dois tipos de raízes: as raízes de apoio, com
que se fixam ao solo pantanoso, e as raízes respiratórias, que permitem a sua respiração.

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Nas praias, surgem plantas rasteiras, ralas e esparsas, que se tornam mais densas à medida que se afastam do mar.
A paisagem da orla marítima é completada pelos coqueiros, cajueiros, mangueiras, jaqueiras, mangabeiras...
A Mata Atlântica recobria toda a Zona da Mata Pernambucana. Era uma floresta tropical rica em espécies vegetais,
como o pau-brasil, o pau d’arco, o pau d’arco – amarelo, a sucupira o vinhático, o jacarandá, o jequitibá, a maçaranduba,
a sapucaia...
Hoje devido à devastação que sofreu, da Mata Atlântica existem apenas trechos isolados, geralmente no alto das
colinas e também nas encostas íngremes da Borborema.
As Matas de brejos são encontradas no Agreste. Os brejos são áreas úmidas, de solo fértil. Localizam-se em
terrenos mais altos e com temperaturas mais brandas do que as das áreas que os circundam.
A Caatinga é encontrada na porção semi-árida do Agreste e na maior parte do Sertão pernambucano.
Palavra de origem indígena, caatinga quer dizer “mata branca”; isto porque, durante a seca, a maioria das plantas
perde as suas folhas, exibindo os galhos cinzento-esbranquiçados.
As espécies vegetais que formam a caatinga adaptaram-se ao clima semi-árido. Por exemplo, as cactáceas, para se
defenderem da evaporação, não possuem folhas, (sabe-se que é através das folhas, pela transpiração, que as plantas
perdem grandes quantidades de água); outras espécies simplesmente perdem as folhas durante as secas; outras, ainda,
possuem raízes grossas que armazenam a água que cai durante o curto período chuvoso.
De modo geral, encontramos dois tipos de caatinga:
 a caatinga arbustiva, formada por pequenos arbustos e várias espécies de cactos,como o xiquexique, o mandacaru
e a coroa-de-frade;
 a caatinga arbórea, composta pela caatinga arbustiva e por árvores, como o pau-ferro, a imburama, o pau-branco, o
umbuzeiro, a barriguda, a catingueira, a aroeira, o angico...

O mandacaru

“Entre os cactos da caatinga destaca-se, por seu porte exuberante, o


conhecido mandacaru.

Essa espécie atinge entre 6 e 12 metros de altura, com grandes e


magníficas flores alvo-esverdeadas de mais de 30 centímetros de
comprimento.

(...) Seu caule carnoso, ramificado como um candelabro, guarda reservas


de água muitas vezes utilizadas pelos habitantes da região.

O mandacaru, como a maioria das cactáceas, não possui folhas. Esses


órgãos estão modificados em espinhos e distribuídos sobre o caule, que
substitui as folhas na função da fotossíntese.

O fruto carnoso do mandacaru é comestível, servindo de alimento


principalmente às aves, que muito o apreciam. Sua polpa vermelha e doce
é repleta de sementes negras.

(...) O mandacaru abre suas folhas durante a noite, atraindo um grande 8


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3423-1949 e néctar.
– 3076-5055

O caule carnoso do mandacaru, além de representar uma fonte de água, é


também utilizados pelos habitantes das caatingas na produção de doces.”

(Célia de Assis et al. Caatinga. “Nossas plantas.”)


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Quem viu a caatinga apenas na época das secas precisaria vê-la na época das chuvas, quando todos os seus tons de
verde revivem.
Existe ainda, na chapada do Araripe, um tipo de vegetação chamado cerrado, no qual aparecem árvores, como o
pequizeiro, a mangabeira e o cajueiro.

RESERVAS BIOLÓGICAS

As reservas biológicas são áreas que devem ser totalmente protegidas, de modo a não sofrer nenhuma modificação
ou interferência do homem. São mantidas e supervisionadas pelo Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis. Entre as suas atribuições estão a preservação, a conservação, a fiscalização e o controle
dos recursos naturais e renováveis.
Em Pernambuco temos a Reserva Biológica de Saltinho e a Reserva Biológica de Serra Negra.

REGIÕES NATURAIS DE PERNAMBUCO


Os elementos naturais estudados (relevo, rios, clima e vegetação) propiciando a existência de três regiões ou zonas
naturais distintas no espaço geográfico pernambucano: O Litoral-Mata, o Agreste e o Sertão. Observe-as no mapa.

LITORAL – MATA
Representando 11% do território pernambucano, o Litoral-Mata é uma região de terra fértil próxima ao mar. Possui
um clima tropical úmido, com chuvas no outono-inverno (pluviosidade entre 700 e 2.000 mm anuais). Seu relevo inclui a
Planície e tabuleiros Litorâneos, um trecho da Depressão Sertaneja e as primeiras elevações da Borborema.
A monocultura canavieira trouxe sérios problemas para a população local. Ocupou o espaço das lavouras de
subsistência e contaminou as águas dos rios com resíduos industriais lançados pelas usinas, matando peixes e camarões de
água doce.
Com a falta de alimentos, boa parte dessa população deslocou-se então para o Recife, superlotando a cidade e
originando outros tipos de problemas, como falta de moradias, desemprego e subemprego.

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AGRESTE
Representando 19% do território pernambucano, o Agreste é a região intermediária entre o Litoral-Mata úmido e o
Sertão semi-árido. Por isso, apresenta características dessas duas regiões, exibindo uma paisagem de brejos e caatingas.
O Agreste possui um clima tropical subúmido, com pluviosidade que vária entre 600 e 1.000 mm anuais. Seu relevo
é dominado pelo Planalto da Borborema.
A economia do Agreste baseia-se na pecuária bovina (carne, leite, manteiga, queijo, couro) e na agricultura (feijão,
algodão, milho, mamona, mandioca, café, frutas, e hortaliças). Essas atividades econômicas fazem a região abastecedora
principalmente do Litoral-Mata.

SERTÃO
Representando 70% do território pernambucano, o Sertão é a região de domínio do clima tropical semi-árido, com
chuvas escassas e irregularidades e pluviosidade que raramente ultrapassa os 600 mm anuais.
O relevo do Sertão é constituído pela Depressão Sertaneja e do São Francisco, coberta, quase sempre, por uma
vegetação pobre, a caatinga, formada em grande parte por cactáceas: O mandacaru, a jurema, o xiquexique, o facheiro, a
coroa-de-frade...
Na margem pernambucana do Rio São Francisco, as culturas irrigadas de tomate, uva, feijão, cebola, arroz,
mamona... espantam a cor parda da seca.

O Estado também é dotado de uma vegetação muito diversificada, com matas, manguezais e cerrados, além da grande
presença da caatinga. Na hidrografia, existe a forte presença de rios – sobretudo na Região Metropolitana do Recife
(RMR) que conta com 14 municípios. Há, também, muitas barragens de contenção de enchentes e abastecimento
populacional como Tapacurá, Carpina, Jucazinho, entre outras. Os principais rios do estado são o Capibaribe e Beberibe,
Ipojuca, Una, Pajeú, Jaboatão e São Francisco, este último extremamente importante do desenvolvimento do Sertão, uma
vez que possibilita a distribuição de águas nas regiões secas.

OS RIOS EM PERNAMBUCO

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Você, com toda a certeza, conhece um rio ou um riacho. Já deve ter observado que as águas de um rio ou um riacho
correm sempre num sentido, seguindo um curso – caminho que ele percorre desde o lugar onde nasce (nascente) até o
lugar onde despeja as suas águas (foz).
Rios são os cursos d’água naturais que se deslocam de terrenos mais altos para terrenos mais baixos, até desaguar no
mar, num outro rio ou num lago.
O conjunto das terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e subafluentes constitui uma bacia hidrográfica.
Para achar a margem direita e a margem esquerda de um rio, dê as costas para a sua nascente. A margem direita está
à sua direita; a margem esquerda, à sua esquerda.
Descer um rio é navegá-lo a favor da corrente. Subir um rio é navegá-lo contra a corrente.
Esses rios pertencem às Bacias Secundárias (rios litorâneos) e à Bacia do São Francisco (rios sertanejos).

BACIAS SECUNDÁRIAS

Os rios litorâneos são perenes (nunca secam) e de pequena extensão. Nascem quase todos no Planalto da Borborema
e, seguindo a inclinação do terreno, correm na direção leste e desembocam no Oceano Atlântico. Nos seus cursos,
banham muitas cidades do Litoral-mata.
Veja quais são os principais rios litorâneos:
 Rio Goiana: formado pela junção do rios Capibaribe-Mirim e Tracunhaém; banha a cidade de Goiana.
 Rio Capibaribe: nasce na Serra do Jacarará, no município de jataúba; banha o Recife. Tem como afluentes os
rios Tapacurá, Goitá e Tejipió.
 Rio Beberibe: banha a cidade de Olinda.
 Rio Jaboatão: banha a cidade de Jaboatão dos Guararapes.
 Rio Siriji: na mata norte.
 Rio Pirapama: banha a cidade de Cabo.
 Rio Formoso: na mata sul.
 Rio ipojuca: em seu curso se encontra a cachoeira do Urubu, em Amaraji.
 Rio Sirinhaém: banha a cidade de Sirinhaém.
 Rio Una: banha a cidade de Barreiros.
 Rio Botafogo: abastece de água a cidade de Olinda.

BACIA DO SÃO FRANCISCO

Com exceção do Rio São Francisco, que é um rio perene, todos os demais rios sertanejos são temporários, isto é,
correm apenas nas estações chuvosas. Durante a seca, seus leitos se transformam em filetes de água que formam, aqui e
acolá, pequenos poços onde a população se abastece de água.
Os rios sertanejos pernambucanos são afluentes ou subafluentes da margem esquerda do Rio São Francisco. Os
principais são: Rio das Garças, Rio Brígida, Rio Pajeú ( o mais extenso rio pernambucano), Rio Moxotó e Rio Ipanema
(este último deságua no são Francisco já fora do território pernambucano).

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O RIO SÃO FRANCISCO

O São Francisco é um dos maiores rios brasileiros. Junto com seus afluentes e subafluentes forma uma bacia
hidrográfica que abrange uma parte considerável do território pernambucano.
Ele nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Seguindo em direção ao norte, atravessa terras de Minas Gerais e
Bahia. Ao desviar o seu curso para o leste, faz divisa entre os seguintes estados: Bahia e Pernambuco, Bahia e Alagoas e
Alagoas e Sergipe, para finalmente desembocar no Oceano Atlântico.
A importância do Rio São Francisco vem de longa data, desde o início da colonização, pois foi uma via de
penetração para o interior e proporcionou a expansão da pecuária. Até hoje, próximo às suas margens, a criação de gado é
intensa: daí o nome que recebe de “Rio dos Currais”.
O São Francisco é conhecido ainda por outros nomes.
 “Velho Chico”, apelido carinhoso dado pela população que dele se serve.
 “Rio da Integração Nacional”, porque é uma importante via de transporte e comunicação, nos seus trechos
navegáveis. Embarcações de todos os tipos, muitas vezes exibindo as “carrancas”, sobem e descem as suas águas,
prestando inestimáveis serviços às populações ribeirinhas.
 “Nilo Brasileiro”, porque, a exemplo do Rio Nilo, no continente africano, deixa sobre as terras que o margeiam,
após as cheias, uma camada de fertilizante ótimo para a agricultura.

As águas do São Francisco abastecem cidades, produzem energia elétrica (hidrelétricas de três Marias, Sobradinho,
Itaparica, Paulo Afonso e Xingo) e irrigam plantações.
Nas vezes em que foi represado, as suas águas invadiram grandes extensões de terras, tragando inclusive cidades.
A Barragem de Itaparica, por exemplo, encobriu as cidades de Petrolândia e Itacuruba, que foram reconstruídas em
outro local.

A INDÚSTRIA

A economia pernambucana caracteriza-se pela existência de pólos específicos de produção de bens localizados em
diversas áreas do Estado. Hoje existem em Pernambuco doze (12) pólos de importância econômica, técnica e social, por
setores, considerando-se a competitividade. São eles:

Pólo Graniteiro
Pernambuco vem se firmando como um produtor brasileiro de pedras ornamentais, com destaque para o granito. O
foco principal desse Pólo Graniteiro está localizado em três municípios do agreste Pernambucano como: Bezerros, Belo
Jardim e Bom Conselho. Além da fonte de suprimento de matérias-primas, existem em Pernambuco unidades industriais
que produzem chapa e ladrilhos a partir de granitos nobres.

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Pólo Gesseiro e de Cimento


Um produto cada vez mais utilizado na indústria da construção civil brasileira e internacional é o gesso. Foram
descobertos nos últimos anos, novas aplicações para o gesso na construção melhorando a qualidade, contribuindo para a
redução dos custos e para um melhor aproveitamento dos imóveis construídos.
Os municípios onde estão localizados os vetores do Pólo Gesseiro e de Cimento são: Araripina, Bodocó, Exu, Ipubí,
Ouricuri, Trindade, Paulista, Goiana, Cabo de Santo Agostinho (SUAPE).
O Pólo Gesseiro pernambucano não abrange apenas a exploração mineira da gipsita, mas também o processo de
industrialização de gesso e de cimento, bem como, a fabricação de equipamentos e produção de insumos necessários à
operação do segmento.

A produção de gesso em Pernambuco atinge a marca de 1,8 milhões de toneladas por ano, o que representa 95% de
toda a produção nacional. A área, que abrange seis municípios da microrregião de Araripina dispõe de 30% de todas as
reservas brasileiras do mineral, estimadas em 700 milhões de toneladas. Um total de 312 empresas geram 12 mil postos
de trabalho no Araripe, com faturamento anual de R$ 200 milhões.

Mesorregiões de Pernambuco:

1. Mesorregião do São Francisco Pernambucano.


2. Mesorregião do Sertão Pernambucano.
3. Mesorregião do Agreste Pernambucano.
4. Mesorregião da mata Pernambucana
5. Mesorregião Metropolitana de Recife.

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MESORREGIÃO DO SERTÃO PERNAMBUCANO


Distribuição Espacial dos Distritos e Pólos Industriais

Pólo de Cerâmica
Outro Pólo importante e que tem forte ligação com o setor construtivo brasileiro, ó o de Cerâmica. Em termos de
produtos, são fabricados revestimentos de piso e de paredes, além do beneficiamento de porcelanato, fabricação de louças
de mesa, fabricação de cerâmica decorativa, produção de cerâmica térmica para utilização em eletricidade e mecânica.
Este Pólo localiza-se nos Municípios do Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

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MESORREGIÃO DO SÃO FRANCISCO PERNAMBUCANO


Distribuição Espacial dos Distritos e Pólos Industriais

Pólo de Bebidas
Pernambuco tem um importante Pólo de Bebidas de diversos tipos, desde bebidas alcoólicas até refrigerantes não
alcoólicos, sobressaindo-se o Estado, também, nesse importante segmento produtivo.
Destacam-se as três vinícolas instaladas na única Região Semi-árida do mundo, chegando a produzir anualmente 4
milhões de litros de vinho que percorrem o Brasil e o mundo, localizadas nos Municípios de Lagoa Grande e Santa Maria
da Boa Vista.
O Pólo de Bebidas localiza-se em SUAPE e nos Municípios do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Jaboatão dos
Guararapes, Lagoa Grande, Olinda, Paulista, Petrolina, Recife e Santa Maria da Boa Vista.

Pólo Metal Mecânico de Linha Branca


Pernambuco detém, hoje, um Pólo da maior importância para a Região, produzindo refrigeradores, freezers, fogões,
máquinas de lavar e outros aparelhos semelhantes. Toda essa linha de produção está concentrada nesse Pólo que
desenvolveu de forma paralela, uma indústria fornecedora de matérias-primas, que fazem parte da composição dos bens
produzidos no Pólo Metal Mecânico. O mesmo se encontra localizado nos Municípios de Abreu e Lima, Cabo de Santo
Agostinho, Igarassu, Ipojuca e Paulista.

Pólo Tecnológico Eletrônico do Recife


Pólo significativo para o Estado, localizado na mesorregião Metropolitana de Recife, compreendendo um elenco de
bens enquadrados nos gêneros de material elétrico e de comunicação.
Destaca-se a indústria do software no Estado que movimentou, apenas no ano de 99, cerca de U$ 200 milhões, o que
faz de Pernambuco o terceiro maior Pólo de Informática do País. São mais de 250 empresas instaladas só na Região
Metropolitana de Recife, onde existe uma média de 5 mil profissionais qualificados. Com a finalidade de consolidar o
setor tecnológico da informação no Estado, foi implantado em Pernambuco com investimentos da ordem de R$ 33
milhões, o Porto Digital. O projeto possibilita a criação de: um fundo de capital de risco para empresas, um fundo de
capital humano para fixar e atrair profissionais para Pernambuco, transferência do Centro de Informática da UFPE, das

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incubadoras do Instituto Tecnológico de Pernambuco, do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, da Sede da
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, da construção do Centro de Negócios de Tecnologia da Informação e
de um prédio para onde serão transferidos 32 empresas de software. O empreendimento funcionará também como
entroncamento de backbones das principais empresas de telecomunicações que atuam no Estado.

MESORREGIÃO DO AGRESTE PERNAMBUCANO


Distribuição Espacial dos Pólos Industriais

Pólo de Calçados
É um Pólo muito relevante para Pernambuco, principalmente pelo número de empregos que oferece, compreendendo
a fabricação de sapatos, sandálias, bolsas, malas, carteiras e cintos, bem como pelas indústrias fornecedoras de matérias-
primas que integram a composição dos bens produzidos no mencionado Pólo.

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Localiza-se em SUAPE e nos Municípios de Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes,
Escada, Ipojuca, Vitória de Santo Antão, Timbaúba, Carpina, Ferreiros, Bezerros, Bonito, Caruaru e Garanhuns.
Pólo de Higiene Pessoal, Perfumaria, Cosmético e Limpeza
Outro Pólo importante que vem cada vez mais se consolidando no Estado, com o surgimento de novos
empreendimentos industriais, é representado pelas fábricas Gessy Lever e Bombril S/A, empresas que se instalaram em
Pernambuco, devido a sua posição geográfica, o porto de Suape e a qualidade da nossa mão-de-obra.
Localiza-se em SUAPE e nos Municípios de Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes,
Olinda, Paulista, Igarassu, Recife, Ipojuca e Garanhuns.
Pólo de Móveis
A fabricação de móveis em Pernambuco procura se firmar como um Pólo importante para nossa economia, voltado
para atender ao mercado interno e ao mercado nordestino, mercado esse ainda a ser desbravado por esse tipo de indústria
local, que sofre os efeitos da concorrência dos móveis do Sul do País.
Esse Pólo se encontra localizado em SUAPE e nos Municípios de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de
Santo Agostinho, Ipojuca, Gravata, Bezerros, Caruaru, Lajedo, Garanhuns, João Alfredo e Afogados da Ingazeira.

Pólo de Industrialização do Leite


A consagração de Pernambuco como Pólo Industrial do Nordeste na área de bebidas lácteas, tem atraído cada vez
mais investimentos de empresas nacionais.
Localizado em SUAPE e nos municípios que compõem a bacia leiteira do Estado, esse Pólo tem Garanhuns como o
seu principal representante na fabricação de leite. Hoje, o Município detém a principal fábrica de leite em pó da região,
contando com uma produção em torno de 30 toneladas/ano do referido produto, com uma perspectiva de ampliação para
150 toneladas/ano. Esta ampliação proporcionará uma abertura de mercado, chegando a atingir a região Centro-Oeste do
País.
Os municípios que compõem a bacia leiteira do Estado são: Garanhuns, Bom Conselho, Lajedo, Capoeiras,
Correntes, São Bento do Una e Sanharó.

Pólo de Material Plástico para Construção Civil


Localizado em SUAPE e nos Municípios de Abreu e Lima, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Igarassu, Jaboatão
dos Guararapes, Olinda, Paulista, Recife, Caruaru e Garanhuns, compreende a fabricação do produtos de material plástico
para a construção civil, bem como, as indústrias fornecedoras de matérias-primas que integram a composição dos bens
produzidos no mencionado Pólo.
Pólo de Embalagens
É um Pólo importante para a economia estadual, principalmente pela sua dimensão e pelo número de municípios que
o compõe. Compreendendo a fabricação de embalagens de metal, papel, papelão, plásticos e vidros.
Localiza-se em SUAPE, Abreu e Lima, Igarassu, Itapissuma, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Ipojuca, Paulista,
Recife, Olinda, Moreno, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão, Carpina, Timbaúba, Ferreiros,
Caruaru e Garanhuns.

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COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO DE SUAPE


Além dos Distritos e Pólos Industriais, o Estado de Pernambuco possui o Complexo Industrial Portuário de SUAPE
que pela sua magnitude e importância é considerado como um Pólo Econômico Regional. Situa-se na parte mais oriental
do Nordeste brasileiro, Região que tem um PIB de R$ 126,4 milhões, uma população de 47,7 milhões de habitantes e uma
renda per capita de R$ 2.671. Pernambuco onde se situa, tem um PIB de R$ 25,8 milhões, o que representa 20,4% do PIB
regional. Este Complexo conta com um dos mais importantes portos do continente Sul-americano, pela sua localização
estratégica, a apenas 6 horas das grandes rotas marítimas internacionais, garante uma economia de 8 a 15 dias para
armadores que poderão deixar, em Suape, suas cargas destinadas ao Cone Sul, para que sejam transportadas por
cabotagem para outros portos brasileiros e países como a Argentina. Hoje, boa parte dos produtos importados pelo Norte
e Nordeste são distribuídos a partir de Suape. O porto é o maior distribuidor de gás de cozinha (GLP) para a Região.
Destaca-se, ainda, a proximidade com o Aeroporto Internacional dos Guararapes, um dos mais importantes do País e
com o Porto do Recife, este com atuação mais voltada ao transporte de cabotagem e às exportações de açúcar.

Infraestrutura Portuária
As instalações portuárias de Suape contam com um Porto Externo e um Porto Interno escavado, separado por um
cordão natural de arrecifes que protege então este último.
Acessado por um canal de 16,50 metros de profundidade, atualmente o porto de Suape oferece à navegação, três
instalações de acostagem em seu Porto Externo, apresentadas da seguinte forma:
1. Píer de Granéis Líquidos (PGL 1), com 14 metros de profundidade em seus dois berços, movimenta derivados de
petróleo, álcool e produtos químicos, podendo operar simultaneamente dois navios-tanque de até 45.000 tpb;
2. Píer Marítimo de Gás Natural Liquefeito (PGNL), com 15,5 metros de profundidade no berço leste e 10 metros no
berço oeste, atende navios de até 80.000 tpb. Este terminal se conectará com uma Usina de Regaseificação a ser
construída junto ao parque de tancagem na retaguarda, em investimento conjunto da ordem de US$ 200 milhões,
através do consórcio Shell/ Petrobrás;
3. Píer de Granéis Líquidos (PGL 2), com 14,5 metros de profundidade e 386 metros de extensão, dispõe de dois
berços de atracação para navios de até 90.000 tpb.

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O Porto Interno, em operação desde final de 1999 conta com um canal de navegação de 1.100 metros de extensão,
450 metros de largura, 15,5 metros de profundidade e abertura de arrecifes com 300 metros de largura para acesso de
navios graneleiros e mega carriers. Atualmente, em construção o quarto berço, que abrigará em sua retaguarda, o futuro
Terminal de Granéis Sólidos do Porto de Suape. Atualmente, o Porto Interno dispõe de um pátio de veículos de até 56.700
m2 e capacidade de estocagem para 4.825 veículos.
O Complexo Portuário de SUAPE conta, com cerca de 41 km de extensão de malha rodoviária interna que permite a
circulação de cargas desde os cais até os terminais e as indústrias. Possibilitam, também, ligações diretas por meio da
rodovia PE-60 com as principais vias das malhas federal e estadual, através de acessos controlados, dois na PE-60 e um
na PE-28.
O sistema ferroviário que abrange a malha interna de Suape já se interliga aos sistemas regional e nacional pela EF-
101, linha tronco para a futura integração com a ferrovia Transnordestina.
Internamente, SUAPE conta com todo um sistema de apoio administrativo e técnico de transportes, suprimento de
água, energia elétrica, gás natural e telecomunicações. Situado numa região de pouca densidade populacional e ocupando
áreas dos Municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, no Litoral Sul do Estado, o porto industrial dispõe de toda
uma infraestrutura já implantada e, em operação, além de áreas para expansão futura.

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História de Pernambuco

Uma terra altiva, de muitos movimentos nativistas que tiveram impacto histórico determinante para o Brasil.

O Início

Em 1501, quando a expedição do navegador Gaspar de Lemos fundou feitorias no litoral da colônia portuguesa, na recém
descoberta América, teve início o processo de colonização de Pernambuco, uma das primeiras áreas brasileiras a ter ativa
colonização portuguesa.

Entre os anos de 1534 e 1536, Dom João III, então rei de Portugal, instalou o sistema de Capitanias Hereditárias no
Brasil, que consistia na doação de um lote de terras, chamado Capitania, a um Donatário (português), a quem caberia
explorar, colonizar as terras, fundar povoados, arrecadar impostos e estabelecer as regras do local. Dentre os primeiros 14
lotes distribuídos por D. João III estava a Capitania de Pernambuco, ou Capitania de Nova Lusitânia, como seu Donatário,
Duarte Coelho, a batizou. Dessa forma, em 1535, Duarte Coelho se estabeleceu no local onde fundou a vila de Olinda e
espalhou os primeiros engenhos da região. Até então, os ocupantes do território eram os índios Tabajaras.

A Colônia

No período colonial, Pernambuco torna-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos é responsável por mais de
metade das exportações brasileiras. Pernambuco torna-se a mais promissora das capitanias da Colônia Portuguesa na
América. Tal prosperidade chamou a atenção dos holandeses, que, entre 1630 e 1654, ocuparam toda a região, sob o
comando da Companhia das Índias Ocidentais, tendo como representante o Conde Mauricio de Nassau, que por ter
incendiado Olinda, estabeleceu-se no Recife, fazendo-a capital do Brasil holandês. Nassau traz para Pernambuco uma
forma de administrar inovadora. Realiza inúmeras obras de urbanização, amplia a lavoura da cana e assegura a liberdade
de culto.

No período holandês, é fundada no Recife a primeira sinagoga das Américas. Amante das artes, Nassau tem na sua equipe
inúmeros artistas, como Frans Post e Albert Eckhrout, pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do
cotidiano dos seus habitantes.

A partir de 1645 teve início um movimento de luta popular contra o domínio holandês de Pernambuco: a Insurreição
Pernambucana. A primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas, hoje localizado no município
de Vitória de Santo Antão, onde 1.200 insurretos mazombos munidos de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram
numa emboscada 1.900 holandeses bem armados e bem treinados. Foram quase 10 anos de conflito, com destaque para as
duas Batalhas de Guararapes, até que em janeiro de 1654 os holandeses se renderam. O movimento foi um marco
importante para o Brasil, tanto militarmente, com a consolidação das táticas de guerrilha e emboscada, quanto socio-
politicamente, com o aumento da miscigenação entre as três raças (negro africano, branco europeu e índio nativo) e o
começo de um sentimento de nacionalidade.
A ocupação dos holandeses fez Recife prosperar, onde se estabeleceram muitos comerciantes e mascates, enquanto
Olinda continuava a ser o reduto dos senhores de engenho. Devido a divergências quanto à demarcação de novas vilas,
em 1710, os moradores de Olinda invadem o Recife, dando inicio a chamada Guerra dos Mascates. O líder da ocupação,
Bernardo Vieira de Melo entrou para a história quando sugeriu que Pernambuco se tornasse uma república. Essa foi a
primeira vez que se falou em república no país. O conflito só terminou com a chegada, em 1711, do novo governador da
região.

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O Império

Em 1817, Pernambuco tentou proclamar-se independente de Portugal, mas o movimento foi derrotado. A Revolução
Praeira, em 1848, questionava o regime monárquico, e já pregava a República. Joaquim Nabuco, um dos maiores
símbolos do Abolicionismo, iniciou a pregação das idéias no Recife. Os pernambucanos se orgulham de sua participação
altiva na História do Brasil, sempre mantendo altos ideais libertários.

A República

Com o advento da República, Pernambuco procura ampliar sua rede industrial, mas continua marcado pela tradicional
exploração do açúcar. O Estado moderniza suas relações trabalhistas e lidera movimentos para o desenvolvimento do
Nordeste, como no momento da criação da Sudene. A partir de meados da década de 60, Pernambuco começa a
reestruturar sua economia, ampliando a rede rodoviária até o sertão e investindo em pólos de investimento no interior do
Estado. Na última década, consolidam-se os setores de ponta da economia pernambucana, sobretudos aqueles atrelados ao
setor de serviços (turismo, informática, medicina) e estabelece-se uma tendência constante de modernização da
administração pública.

Povo de Pernambuco

O pernambucano é batalhador e por isso vencedor. Uma gente que luta por seus ideais e conquistas. É um estado rico e
miscigenado.

Pernambuco é o sétimo estado mais populoso do Brasil, com 8.796.032 habitantes, o que corresponde a aproximadamente
4,6% da população brasileira, distribuídos em 185 municípios. Cerca de 80,2% dos habitantes do estado moram em zonas
urbanas. A densidade demográfica estadual é de 89,5 hab./km². Conforme dados do IBGE, a composição étnica da
população pernambucana é constituída por pardos (53,3%), brancos (40,4%), negros (4,9%) e índios (0,5%), de acordo
com o Censo 2010 do IBGE.

Os povos e a diversidade caminham de mãos dadas desde o início da formação do Estado de Pernambuco.
Heterogeneidade é a palavra que descreve o povo pernambucano. Na sua formação, o Estado teve um elevado número de
imigrantes. São portugueses, italianos, espanhóis, árabes, judeus, japoneses, alemães, holandeses e ingleses. Além das
fortes influências africana e, claro, indígenas.

Trata-se de um caldeirão cultural de riqueza ímpar, traduzida no jeito de ser de uma gente que aprendeu, desde sempre, a
lutar por liberdade. O espírito guerreiro e o amor pela terra vêm desde os primórdios. Foi esta garra que fez com que os
pernambucanos se unissem para derrubar o domínio holandês no estado em 1645, quando teve início a Insurreição
Pernambucana. O movimento foi o responsável pelo começo de um sentimento conhecido como pernambucanidade.

Povo festeiro, acolhedor e trabalhador, dedicado à arte de receber bem e de cultivar as tradições. Este é o pernambucano.
Que tem orgulho de carregar a bandeira do Estado no peito, símbolo maior dessa cultura. Mas esse estado não é apenas a
tradição: é também o espaço da modernidade e das expressões contemporâneas no campo das artes, da tecnologia, da
arquitetura, da música, da dança, do teatro, da culinária.

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Turismo em Pernambuco

Uma das principais vocações econômicas do estado, o turismo gera emprego e renda em todas as regiões. São praias
paradisíacas, de Norte a Sul, monumentos, cidades, calor e frio. Um estado rico que contempla a todos e recebe seus
turistas sempre com o maior prazer.

Do Litoral ao Sertão, Pernambuco é só beleza. É o destino certo para quem procura o melhor das riquezas naturais do
Nordeste, com um extenso e apreciado litoral de águas mornas e cristalinas. Os cenários convidativos de praias
paradisíacas como Tamandaré e Porto de Galinhas são apenas alguns dos inúmeros atrativos se sobressai, ainda, na
magnitude e importância histórica de suas tradições culturais, como os festejos carnavalescos e juninos.

Fernando de Noronha

O litoral com cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados,
representa o principal atrativo turístico do Estado. Sem falar no belíssimo arquipélago de Fernando de Noronha,
frequentado por brasileiros e estrangeiros durante todas as épocas do ano.

Instituto Ricardo Brennand

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Pernambuco tem umas das igrejas mais antigas do Brasil, localizada no município de Igarassu, na Região Metropolitana
do Recife. A igreja dedicada a São Cosme e Damião, que data de 1535, faz parte de um Centro Histórico com 396 m²
tombados pelo IPHAN. Um dos mais antigos e bem conservados conjuntos arquitetônicos, civil e religioso do Estado.

Ainda na Região Metropolitana do Recife as atrações são inúmeras. O Recife Antigo, bairro mais tradicional da capital
pernambucana, polo cultural e de animação, é ponto de visitação imperdível para o turista. São bares, restaurantes, boates,
feirinha de artesanato, além do marco zero da cidade e da primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, construída
em 1637 por judeus que vieram de Amsterdã para viver no Recife. A capital do Estado também se destaca pelo
pioneirismo na cinematografia e por ser berço de talentos criativos e empreendedores e todos os anos a cidade do Recife
se transforma no palco do cinema nacional. No CINE PE são exibidos os melhores filmes brasileiros da temporada e estão
presentes cineastas que fizeram nome no cinema nacional, assim como jovens realizadores, produtores, atores e atrizes,
uma vitrine da sétima arte que já entrou no calendário nacional.

Oficina de Francisco Brennand

O Sítio Histórico de Olinda é uma atração à parte para os sedentos de cultura. Um dos mais importantes conjuntos
arquitetônicos do país, Olinda recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco, e de
primeira capital brasileira da cultura. Os antigos casarios e as charmosas ladeiras contribuem para o charme da cidade,
que também é palco de uma das festas mais populares do Brasil: o Carnaval.

No Agreste pernambucano está o paraíso dos esportes radicais. Bonito, com oito quedas d’água que variam de 2 a 30
metros de altura, proporciona aos aventureiros, trilhas, arvorismos, trekkings e rapéis de tirar o fôlego. Formadas pelas
águas do Rio Verdinho e riacho Águas Vermelhas, as cachoeiras de Bonito compõem uma das mais belas paisagens do
Estado.

Também no agreste pernambucano um dos atrativos é o clima. A cidade de Gravatá, a 80 km do Recife, está a uma
altitude de 447 metros. Nos meses de junho e julho, as baixas temperaturas, as atividades que caracterizam a vida no
campo e a gastronomia local atraem milhares de visitantes. Nas cidades de maior altitude, no chamado Planalto da
Borborema, o frio inspirou eventos culturais como o Festival de Inverno de Garanhuns. O município, a 230 km do Recife,
sedia há mais de vinte anos um dos maiores festivais de música do estado.

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Gastronomia pernambucana

O sertão do estado também tem um sítio de clima diferenciado. A 1.004 metros de altitude fica a cidade de Triunfo, a
mais alta do território pernambucano, onde todos os anos acontece a Festa do Estudante, com grupos de teatro de dança, e
o Festival de Cinema, no Cine Teatro Guarany, um prédio tombado pelo patrimônio histórico.

Pernambuco tem ainda a Feira de Caruaru, a maior feira livre do mundo, considerada patrimônio imaterial do Brasil pelo
IPHAN; o Teatro de Nova Jerusalém, o maior teatro ao ar livre do mundo onde, todos os anos, é encenado o espetáculo da
Paixão de Cristo; o Parque Nacional da Serra do Catimbau, entre o Agreste e o Sertão pernambucano, formado por um
complexo de serras, vales e rochas sedimentares, distribuídos em 90 mil hectares, que impressiona pela grandiosidade e
primitivismo; a Serra Negra, em Bezerros, situada em uma altitude de 960 metros com temperatura de até 9º C, cercada
por uma reserva ecológica, que faz da sua beleza um cenário para cartão postal; o Vale do São Francisco, com suas
dezenas de vinícolas, local ideal para os amantes de um bom vinho.

Pernambuco está sempre de braços abertos para receber os turistas. Além da riqueza natural, dispõe de moderna e
capacitada rede hoteleira. Sem falar na hospitalidade sem igual do povo pernambucano.

Cultura de Pernambuco

Nossa cultura é rica, verdadeira referência para o mundo. São muitos os movimentos - maracatu, frevo, caboclinho, o
forró, entre outros - que fazem de Pernambuco um caldeirão cultural.

Pernambuco é, antes de tudo, um estado marcado pela diversidade cultural. E tem uma população que respira e valoriza a
sua cultura, passando de geração em geração. Não por acaso, o estado é conhecido no país como um dos que têm a cena
cultural mais viva, construída a partir da contribuição de índios, portugueses, holandeses, judeus, africanos, entre outros.
É celeiro de poetas, artistas plásticos e músicos reconhecidos em todo mundo, sem falar nos seus movimentos, no
carnaval, no São João, em nossa cultura. Isso é Pernambuco.

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Lampião e Maria Bonita | Museu do Forró - Caruaru

O carnaval, por exemplo, é a maior festa. Não só dos pernambucanos, mas de todos que visitam o estado na época dessa
democrática festa – seja na capital, nas praias, no interior. Tem o maracatu, o caboclinho, o coco de roda, a ciranda e o
maior de todos os representantes - o frevo! O ritmo, aliás, é único e teve origem no próprio estado. Na festa, além das
ladeiras de Olinda, do fervor do Recife Antigo, tem também o Galo da Madrugada, o maior bloco de rua do mundo
(segundo o Guinness Book).

No interior, seja no Sertão ou no Agreste, há outros movimentos culturais. Os caretas de Triunfo (cidade sertaneja a
600km do Recife); os Papangus de Bezerros (agreste, 90km da capital) que no carnaval promovem uma grande festa nas
ruas do município.

Rua da Aurora - Recife

Pernambuco também é a terra do São João. O período junino no estado é um dos mais tradicionais do país. A cidade de
Caruaru, no agreste, é o ponto central onde acontecem 30 dias de festa - todo o mês de junho. É a terra do forró, do
xaxado, do mestre Vitalino, da famosa “Feira de Caruaru”, do Alto do Moura, entre outros. Mas não só é nesta cidade,
onde acontecem os festejos. Da capital ao interior são muitas as homenagens ao Santo.

Na Zona da Mata, tanto a Norte quanto a Sul, o destaque fica para os maracatus. De baque solto ou de baque virado. De
influência africana, eles têm muita força nesta região devido à grande presença de engenhos de cana de açúcar. No

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período colonial, os escravos vindos da África para trabalhar a produção do açúcar trouxeram os costumes para cá.
Antigamente, muitas dessas movimentações aconteciam às escondidas ou na senzala. Com o passar dos anos e a liberdade
dos negros, a cultura foi incorporada como um todo. E hoje é um dos nossos destaques. E entre as cidades, Nazaré da
Mata desponta como uma das que mais concentra maracatus.

Tudo isso é apenas uma demonstração da rica cultura de Pernambuco. Uma cultura que orgulha os pernambucanos, que é
passada de geração em geração, levada para todos os cantos do mundo, mas que só pode ser sentida em sua alma em
nosso Estado. Por isso, para conhecer um pouco mais do que o povo pernambucano tem a oferecer não basta estudar e
ler... Tem que experimentar. Isso é Pernambuco.

Símbolos
Bandeira

A Bandeira de Pernambuco foi idealizada pelos revolucionários de 1817 e oficializada, anos depois, pelo governador
Manuel Antônio Pereira Borba (1915-1919).
A cor azul do retângulo superior simboliza a grandeza do céu pernambucano; a cor branca representa a paz; o arco-íris em
três cores (verde, amarelo, vermelho) representa a união de todos os pernambucanos; a estrela caracteriza o estado no
conjunto da Federação; o sol é a força e a energia de Pernambuco; finalmente, a cruz representa a fé na justiça e no
entendimento.

Brasão

O brasão de Pernambuco foi oficializado pelo governador Alexandre José Barbosa Lima (1892-1896), em 1895.

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O leão representa a bravura do povo pernambucano; os ramos de algodão e de cana-de-açúcar simbolizam riquezas do
estado; o sol é a luz cintilante do equador; as estrelas são os municípios. Ainda estão no brasão o mar de Recife e o farol
do Forte da Barra, de onde se vê a cidade de Olinda. Na faixa, aparecem as datas históricas mais importantes do estado:
1710 (guerra dos Mascates), 1817 (Revolução Pernambucana), 1824 (Confederação do Equador) e 1889.

Hino

O hino pernambucano é uma poesia acompanhada de música em honra aos bravos guerreiros do estado. Foi composto no
ano de 1908. A letra foi escrita por Oscar Brandão e a música é de autoria de Nicolino Milano.
Letra do Hino

"Coração do Brasil! em teu seio


Corre o sangue de heróis - rubro veio
Que há de sempre o valor traduzir
És a fonte da vida e da história
Desse povo coberto de glória,
O primeiro, talvez, no porvir.

Estribilho
Salve! Oh terra dos altos coqueiros!
De belezas soberbo estendal!
Nova Roma de bravos guerreiros
Pernambuco, imortal! Imortal!

Esses montes e vales e rios,


Proclamando o valor de teus brios,
Reproduzem batalhas cruéis.
No presente és a guarda avançada,
Sentinela indormida e sagrada
Que defende da Pátria os lauréis.

Estribilho

Do futuro és a crença, a esperança,


Desse povo que altivo descansa
Como o atleta depois de lutar...
No passado o teu nome era um mito,
Era o sol a brilhar no infinito
Era a glória na terra a brilhar!

Estribilho

A República é filha de Olinda,


Alva estrela que fulge e não finda
De esplender com seus raios de luz.
Liberdade! Um teu filho proclama!
Dos escravos o peito se inflama
Ante o Sol dessa terra da Cruz!"
Estribilho

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EXERCÍCIOS

01. Embora composto por uma mistura de gases em que predominam o nitrogênio e o oxigênio em proporções fixas, o
ar atmosférico encontra-se acompanhado por quantidades variáveis de vapor d'água. Sobre o tema acima analise as
propostas a seguir:

1) A ascensão dinâmica ou orográfica dos alísios no interior de Pernambuco resulta, muitas vezes, em condensação
superior e chuvas nas escarpas a barlavento; esse fato é particularmente verificado na Borborema.
2) A sotavento, no médio São Francisco ou sobre o Sertão nordestino, a subsidência do ar contribuirá para manter
baixa a umidade relativa do ar.
3) No interior dos continentes, sobretudo na faixa de latitudes subtropicais, a umidade atmosférica tende a ser mais
elevada do que sobre as massas oceânicas.
4) Na faixa oriental de Pernambuco, os índices de umidade relativa do ar superam os do vale médio do São
Francisco.
5) O ar atmosférico sobre a faixa equatorial brasileira, especialmente na Região Norte, apresenta baixa quantidade
de vapor d'água, em face do notável efeito de continentalidade somado ao tipo de formação vegetal dominante na
Região.
Estão incorretas:
A) 1 e 2 D) 3 e 5
B) 2 e 3 E) 1 e 3
C) 1 e 5

02. Dentro dos espaços semi-áridos nordestinos, algumas importantes diferenciações internas, relacionadas sobretudo ao
quadro natural, definem as chamadas áreas de exceção.
Sobre esse assunto podemos dizer que:

1) uma das áreas de exceção corresponde ao município de Triunfo, que apresenta um mesoclima diferente do das
áreas vizinhas.
2) nos brejos de altitude, a melhoria das condições ambientais e dos recursos naturais representa, de uma certa
maneira, um aumento da favorabilidade às atividades humanas.
3) os espaços agrícolas representados pelos perímetros de irrigação e vazante dos açudes, onde se encontram solos
aluviais, podem ser considerados como áreas de exceção.
4) o fator topográfico e a exposição aos fluxos de ar podem determinar a existência dos brejos no Agreste e Sertão
pernambucanos.

Está(ão) correta(as):
A) 1 apenas D) 2, 3 e 4 apenas
B) 1 e 2 apenas E) 1, 2, 3 e 4
C) 3 e 4 apenas

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03. Os movimentos de massa rápidos que se verificam nas encostas íngremes de áreas tropicais úmidas acarretam, em
geral, sérios problemas sociais e econômicos nas áreas urbanas afetadas por esse processo geológico. Recife é um
exemplo clássico deste fato.
Quais são as condições que favorecem tais movimentos?

1) atividades antrópicas.
2) regime pluviométrico.
3) estrutura do regolito.
4) topografia.
5) retirada da cobertura vegetal original.

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Estão corretas:
A) 1 e 5 apenas D) 2, 4 e 5 apenas
B) 2 e 3 apenas E) 1, 2, 3, 4 e 5
C) 1, 3 e 5 apenas

04. O ambiente das caatingas é considerado um “meio ambiente instável” porque apresenta as
seguintes características, EXCETO:

A) cobertura vegetal suficientemente fechada para oferecer um freio aos processos


erosivos;
B) condições bioclimáticas agressiva, com fortes variações;
C) escoamento superficial muito atuante;’
D) acumulação de detritos rochosos, intensa, nas partes inferiores do relevo, como a base
das vertentes e planícies aluviais;
E) a retirada da cobertura vegetal em áreas críticas pode implicar na formação de núcleos
de desertificação

05. "No caso específico das condições atmosféricas, a cidade apresenta alterações climáticas
muito diferenciadas das áreas circunvizinhas. A intensidade de urbanização, expressa em
termos de espaço físico construído, altera significativamente o clima."
(LOMBARDO, Magda A.- Ilha de Calor nas Metrópoles: o exemplo de São Paulo)
A urbanização, pelo que se pode deduzir do texto acima, altera consideravelmente o clima
urbano, pois:
I. contamina a atmosfera mediante a emanação dos gases;
II. a concentração de edifícios, como no caso do bairro de Boa Viagem, no Recife,
interfere nos efeitos dos ventos;
III. provoca o aumento das superfícies de absorção térmica;
IV.acarreta a impermeabilização dos solos;
V. proporciona alterações na temperatura e na umidade do ar atmosférico.

Assinale a única alternativa correta.


A) I, II e V somente. D) I e II somente.
B) I, III e IV somente. E) I, II, III, IV e V.
C) II, III e V somente.

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06. "A terra aqui é pegajenta e melada. Agarra-se ao homem com modos de garanhona. Mas ao
mesmo tempo parece sentir gosto em ser pisada e ferida pelos pés da gente, pelas patas dos
bois e dos cavalos. Deixa docemente marcar até pelo pé de um menino que corra
brincando, empinando papagaio; até pelas rodas de um cabriolé velho que vá aos
solavancos de um engenho de fogo morto a uma estação de Great Western".
(Gilberto Freyre)
O texto desta questão refere-se aos (s):
A) solos laterizados e altamente férteis da Zona da Mata nordestina;
B) solo conhecido como areias quartzosas;
C) solos litólicos onde se cultiva a cana-de-açúcar;
D) solos arenosos dos mangues e das planícies aluviais do Nordeste brasileiro;
E) "massapé".

07. Observe:
“De configuração geográfica longitudinal, estreito no sentido norte/sul e alongado na
direção leste/oeste, encontra-se Pernambuco inteiramente situado dentro dos limites da zona
Tropical, visto que seus pontos extremos Norte e Sul se encontram, respectivamente, entre os
paralelos de 7° e 15’ e 9° 27’ de latitude sul.”
(ANDRADE, Thaís de Lourdes Correia de. IN: Atlas Escolar de Pernambuco)
Analise e conclua.
I. O Estado de Pernambuco se encontra situado numa faixa de latitudes médias, o que
justifica a não existência, no Sertão, de um clima desértico.
II. Por estar localizado inteiramente na zona Tropical, só há em Pernambuco climas
Tropical Úmido e Temperado de Altitude.
III. De leste para oeste, Pernambuco apresenta uma sucessão de paisagens naturais
diferenciadas e uma intensa diversificação de formas de uso do solo.
IV. Em Pernambuco, a maior parte da população economicamente ativa exerce atividades
no setor secundário da economia.
V. Do ponto de vista geológico, Pernambuco apresenta, em grande parte do seu território,
terrenos antigos que se apresentam bastante erodidos.

Estão corretas as afirmativas:

A) I e V, somente. D) I, III e IV, somente.


B) III e V, somente. E) I, II, III, IV e V.
C) II e IV, somente.

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08. A Zona da Mata ocupa aproximadamente 8% do território nordestino. Essa parte do


Nordeste possui como característica marcante o fato de ser densamente povoada.
Quais seriam outras características da Zona da Mata?
1. A população regional é predominantemente urbana.
2. O processo de urbanização, na Zona da Mata, foi muito destacado por ter sido o
território-berço das primeiras aglomerações na época colonial.
3. A urbanização da Zona da Mata explica-se, muito mais, por fatores que proporcionam a
expulsão do homem do campo do que pela atração que as cidades exercem por
oferecerem melhores condições de vida.
4. A Zona da Mata apresenta, em toda a sua extensão, um clima cujo regime de chuvas é
determinado pela massa de ar Equatorial Continental.
5. Toda a Zona da Mata, geologicamente falando, situa-se em terrenos sedimentares
recentes, daí a grande fertilidade dos solos.

Assinale:

A) se todas são verdadeiras.


B) se apenas 1 e 4 são verdadeiras.
C) se apenas 3 e 5 são verdadeiras.
D) se apenas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
E) se apenas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

09. Com relação a indústria pernambucana, os municípios de Ipubí, Trindade, Paulista e


Goiana, integram:

A) Pólo de bebidas.
B) Pólo tecnológico
C) Pólo gesseiro e graniteiro
D) Pólo gesseiro e cimenteiro
E) Pólo têxtil.

Referências Bibliográficas:

Almanaque Abril 2012. Ano 38. EAN 789 3614 08126 7. Ed. Abril
Espaço Geo-Histórico e Cultural. Atlas Escolar Pernambuco. Ed. Grafset. 2ª Edição.
SIEBERT, Célia. Geografia de Pernambuco. Ed. FTD

GABARITO: 1-D;2-E;3-E;4-A;5-E;6-E;7-B;8-D;9-D

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