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DIFERENCIANDO AS PROVAÇÕES DAS TENTAÇÕES

Tg. 1. 12-15

ELUCIDAÇÃO

Depois de exortações sobre sabedoria e oração nos versos (5-8), pobreza e


riqueza (9-11). Nos versos lidos Tiago retorna ao tema das provações, e nos traz
a aplicação dos assuntos que tratou nos dois parágrafos anteriores, retornando
ao tema das provações, o qual apresenta “perseverança” como resultado da
prova, o verso 12 mostra o prêmio por suportar as provações.

TEMA:

ENXERGANDO O MUNDO COM A PERSPECTIVA DIVINA.

1º colocando em prática o conhecimento de Deus através das suas


promessas.

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a


provação”;
A ideia aqui de suportar é familiar ao judaísmo. Suportar aqui com
paciência e triunfo, mostrar constância sob a pressão.

Não é uma paciência da pessoa que senta, abaixa sua cabeça e deixa as coisas
passarem, e suporta passivamente até o final da tormenta.
É o espírito que pode suportar as coisas, não somente com resignação, mas com
uma ardente esperança
“Porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a
qual o Senhor prometeu aos que o amam”.
Há uma recompensa prometida ao cristão que alcança êxito a prova: “A
Coroa da Vida”.

A palavra coroa especialmente a coroa da vitória alcançada nas várias


disputas atléticas.
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Sendo geralmente ela trabalhada de ouro puro, era outorgada pelos estados
gregos como sinal de honra.

A coroa de fato, desempenhava um papel em muitos costumes antigos, tendo


várias conotações, de vitória, festividade, adoração, cargo público ou honraria, a
realeza ou visitação real.

E freqüentemente usavam a coroa figuradamente com o significado de um


”objeto de orgulho”.

E Tiago usou o termo “Coroa da Vida” como uma metáfora aos troféus dos
pagãos o galardão dos fiéis.

Que é de interesse especial para os leitores de Tiago.

Como judeus entendiam a metáfora como o prêmio que consiste na vida eterna.

E essa vida é intocável pela ameaça da morte espiritual, será o “prêmio” do


atleta fiel que agüenta a perseguição até o sofrer a morte física Ap. 2.10 “Não
temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em
prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação
de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.

A figura cristã do mártir como atleta, ganhando na arena a sua “coroa”. Policarpo,
o exemplo clássico, sofreu assim em Esmirna.

2º Conhecendo a natureza humana, e a concepção do pecado no


coração do homem.

As várias dificuldades e aflições enfrentadas pelos cristãos no mundo


podem produzir perfeição espiritual (V.4) e levá-los a recompensa de Deus
(v.12), caso perseverem na fé.

Contudo, elas podem causar um efeito nocivo se forem encaradas com


a atitude errada.

Tiago declara que uma dessas atitudes é a de culpar Deus pelo fascínio do
pecado que acompanha as provações.
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É certo que Deus testa os seus servos testou Abraão (Gn. 22.1), testou Israel,
deixando-o cercado das nações pagãs (Jz 2.22).

Mas, apesar de Deus provar os seus servos, a fim de fortalecer-lhes a fé, ele
nunca tenta induzir ao pecado e destruir a fé.

A pessoa que enfrenta as dificuldades e tropeçam nelas não devem atribuir os


seus fracassos em Deus.

Se desejar culpar alguém, tem apenas a si mesmo para culpar.

E é interessante que Tiago não menciona no seu contexto a atuação de Satanás,


o tentador, embora mais adiante ele ensine aos crentes a resistir as tentações
de Satanás (4.7).

Somos tentados por nosso “própria cobiça”. Tiago está consciente de


que pelo fato de seus leitores serem crentes em Jesus Cristo não os livra da
presença da cobiça no coração.

Nessa segunda parte Tiago mostra em termos dramáticos como a


cobiça, personalizada como mulher, concebe do desejo humano, fica grávida do
pecado e gera um filho, a morte, que em seguida mata o próprio pai.

Aqui Tiago usa figuradamente o verbo “conceber” para descrever a cobiça


grávida com o desejo humano e prestes a dar a luz o pecado.

Quando respondemos a cobiça com a nossa vontade, o encontro dos


dois engravida a cobiça com o pecado. O processo é narrado como se fosse
irreversível.

Veja figura semelhante em Jó 15.35 Concebem a malícia e dão à luz a


iniqüidade, pois o seu coração só prepara enganos.

E também no Salmo 7.14 Eis que o ímpio está com dores de iniqüidade;
concebeu a malícia e dá à luz a mentira.

Para Tiago o pecado aqui já nasce para seguir a sua carreira, ele “uma
vez consumado gera a morte”, a morte aqui não deve ser referida a morte
eterna, em se tratando de pecados cometidos por cristãos.
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Pois significaria a queda da graça ou a perda da salvação.

Em vez disso, morte aqui deve ser entendida como uma referência àqueles
efeitos mortíferos que o pecado traz para a alma, mesmo a do cristão:
amortecimento, culpa, escurecimento, endurecimento, e confusão no coração.

APLICAÇÃO

 Busque ao Senhor de todo o vosso coração, cresça no conhecimento


de Deus, com toda a força da sua alma, e o seu coração.

 Procure olhar as provações discernindo provações de tentações, com


os óculos da Palavra de Deus.

 Procure também olhar para o mundo sem as perspectivas da


cosmovisão pós-modernistas e sim com a cosmovisão da perspectiva cristã
como João. Sabendo que somo vice-regentes e que em Deus nos movemos e
existimos. E vivamos para a sua glória em meio a uma geração corrupta e sem
Deus.