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Aula 03

Direito Civil p/ TJ-PE - Técnico Judiciário - Áreas Judiciária e Administrativa (com


videoaulas)

Professor: Aline Santiago


Noções de Direito Civil para o TJ/PE -
Técnico Judiciário.
Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi.
Aula - 03

AULA 03: Dos Atos Ilícitos. Da Responsabilidade Civil.

Olá amigos!

Chegamos hoje ao final do nosso curso, mas devemos deixar bem claro que
ficamos à sua disposição no fórum de dúvidas. Não deixe de nos contatar!

Obviamente estamos torcendo pela sua aprovação, mas, caso ela não
ocorra, sempre que você tiver alguma dúvida não hesite em nos enviar um
e-mail.
O primeiro passo você já deu. Agora basta não desistir!

A aula de hoje talvez seja a mais “tranquila” entre as que foram


apresentadas até aqui. É de boa aplicabilidade prática e de fácil assimilação.
Ao analisar questões que se referem aos atos ilícitos e à responsabilidade
civil tenha em mente a situação de inferioridade na qual é colocado aquele
que sofre o dano (em relação àquele que o causa) e que esta situação será
sempre levada em consideração pelo direito. Imagine as situações na
prática, ficando clara esta ideia, você poderá acertar questões mesmo sem
um domínio absoluto do assunto.

Coragem.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: este curso é protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação
sobre direitos autorais e dá outras providências.
Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores
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Sumário
- Atos Jurídicos Lícitos. ............................................................................................................................ 3
- Ato ilícito e o abuso de direito (art. 186 e 187). ................................................................................... 4
- Excludentes de ilicitude (art.188) ..................................................................................................... 8
- Da Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954). ....................................................................................... 11
- A Culpa. ........................................................................................................................................... 13
- O risco e a teoria do risco. .............................................................................................................. 15
- Classificações da responsabilidade civil. ......................................................................................... 16
- O dano............................................................................................................................................. 17
- A responsabilidade civil e a reparação do dano. ............................................................................ 18
- O nexo causal. ................................................................................................................................. 20
- Os efeitos da responsabilidade civil quanto aos titulares da ação ressarcitória e quanto aos
devedores da indenização. ............................................................................................................... 21
- A Coautoria e a Solidariedade. ....................................................................................................... 23
- Outras situações (arts. 939 e 940): ................................................................................................. 24
-A responsabilidade civil e sua relação com a esfera penal. ............................................................. 25
QUESTÕES FCC E SEUS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS. ......................................................................... 27
LISTA DAS QUESTÕES E GABARITO. ...................................................................................................... 68

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A responsabilidade civil poderá ter origem em um ato que a princípio


é lícito (como, por exemplo, a contratação de uma obrigação), mas que no
seu inadimplemento (no seu não cumprimento) pode gerar a necessidade
de indenizar. E a responsabilidade civil poderá se originar pela não
observação de determinadas regras de convívio em sociedade.
Portanto, a responsabilidade pode advir de um não cumprimento
contratual – diz responsabilidade civil ¹contratual ou negocial, ou poderá
advir de um não respeito a regras de convívio em sociedade – e, neste
caso, diz responsabilidade civil ²extracontratual ou aquiliana.

No Código Civil de 2002, a responsabilidade civil extracontratual ou


aquiliana está baseada em dois dispositivos legais, quais sejam: o art.
186 – que trata do ato ilícito, e o art. 187 – que trata do abuso de direito.

Passemos agora ao seu estudo mais detalhado!

- Ato ilícito e o abuso de direito (art. 186 e 187).

O ato ilícito, embora também decorra da vontade do agente, produz


efeito jurídico involuntário, gera obrigação de reparar o dano.

Conforme lição de Flávio Tartuce2:

“De início, o ato ilícito é o ato praticado em desacordo com a ordem jurídica,
violando direitos e causando prejuízos a outrem. Diante da sua ocorrência, a
norma jurídica cria o dever de reparar o dano, o que justifica o fato de ser o ato
ilícito fonte do direito obrigacional. O ato ilícito é considerado um fato jurídico em
sentido amplo, uma vez que produz efeitos jurídicos que não são desejados pelo
agente, mas somente aqueles impostos pela lei”.

Assim, estaremos no campo dos atos ilícitos se o agente, por ¹ação


ou ²omissão voluntária, pratica ato contra o direito, com ou sem a
intenção manifesta de prejudicar, no entanto ocasiona o prejuízo,
ocasiona dano a outrem.

Observe que para o Direito Civil existirá interesse no ato ilícito se


houver dano a ser reparado (um dano a ser indenizado).

2
Manual de Direito Civil, vol. Único, ed. Método, 2ª ed., pg. 418.

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Veja, então, que no art. 186 existem duas características marcantes:

¹A violação de direito e o ²dano a outrem.

No artigo 187 aparece a figura do abuso de direito:

Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social,
pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto


lícito, mas cujo exercício não observa os limites que são impostos. Desta
forma, o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e acaba
por desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na
medida de sua execução.
Atente que este artigo não fala em culpa, pois para que se caracterize
o abuso de direito basta que a pessoa seja titular de um direito e que, na
utilização de suas prerrogativas, exceda os seus limites.
Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será
objetiva – ou seja, independente de culpa.

Os conceitos de responsabilidade objetiva (que independe de culpa) e de


responsabilidade subjetiva (que depende da comprovação de culpa) são
bastante importantes e você verá isso no decorrer desta aula.

Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do


Conselho Nacional de Justiça:
“Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe
de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”.

O Código Civil de 2002 (como vimos acima no art. 187) considera o


abuso de direito um ato ilícito, isto porque, extrapolar os limites de um
direito em prejuízo de outra pessoa merece uma resposta, em virtude de
consistir em violação a princípios de finalidade da lei.

Aquele que transborda os limites aceitáveis de um direito,


ocasionando prejuízo, deve indenizar.

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A diferença básica entre os institutos vistos acima (ato ilícito e abuso


de direito) é que no primeiro o ato já nasce ilícito e assim também serão
suas consequências; já no segundo o ato nascerá lícito, mas será ilícito o
exercício abusivo de suas prerrogativas.

Ainda sobre o art. 187 temos o enunciado 413 da V Jornada de Direito


Civil que reforça a orientação do atual código quanto ao princípio da
sociabilidade, presente no mencionado artigo:
“Os bons costumes previstos no art. 187 do CC possuem natureza subjetiva,
destinada ao controle da moralidade social de determinada época; e objetiva, para
permitir a sindicância da violação dos negócios jurídicos em questões não
abrangidas pela função social e pela boa-fé objetiva”.

- Excludentes de ilicitude (art.188)

O artigo 188 do CC enumera casos de exclusão de ilicitude. São


os atos lesivos que não são considerados ilícitos.

Art. 188. Não constituem atos ilícitos:


I - os praticados em ¹legítima defesa ou no ²exercício regular de um direito
reconhecido;
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de
remover ³perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do
indispensável para a remoção do perigo.

Portanto não se esqueça, há três casos excepcionais que não


constituem atos ilícitos apesar de causarem lesões aos direitos de outrem,
isto ocorre porque a própria norma jurídica lhes retira a qualificação
de ilícito. São eles:
 A legítima defesa;
 Exercício regular (ou normal) de um direito reconhecido;
 Estado de necessidade (quando há perigo iminente).

Vamos ver cada um deles!

1. A legítima defesa é considerada como excludente de


responsabilidade civil, se com o uso moderado de meios necessários

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alguém repelir injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de


outrem.
Observe que existe um ato que é praticado contra um agressor, mas
os meios utilizados para esta defesa devem ser apenas aqueles
estritamente necessários. A legítima defesa pode ser real ou, então, pode
ser putativa.
A legítima defesa putativa ocorre quando uma pessoa imagina
estar sofrendo uma agressão, mas na realidade isso não está acontecendo.
Nesta situação, se a pessoa tomar alguma atitude com a intenção de se
defender deste perigo imaginável, caberá indenização para o prejudicado.
Como também caberá indenização se houver excessos na defesa.

Assim, para que ocorra a legítima defesa é preciso:


 Que a ameaça ou a agressão ao direito seja atual ou iminente;
 Que seja injusta;
 Que os meios utilizados na repulsa sejam moderados, isto é,
não vão além do necessário para a defesa;
 Que a defesa seja de direito.

2. O exercício regular ou normal de um direito reconhecido


exclui qualquer responsabilidade pelo prejuízo, por não ser um
procedimento que fere ao direito. Parte-se do princípio que quem usa de
um direito seu não causa dano a ninguém. Como exemplos podemos citar
a pessoa que executa uma construção nos parâmetros permitidos por lei
em determinado terreno, mas que acaba por prejudicar o imóvel vizinho,
ocultando a sua visão ou recepção solar.

Mas cuidado! Conforme já explicado anteriormente, se houver abuso


do direito será configurado ato ilícito.

3. O estado de necessidade é a situação encontrada no inciso II:

...
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de
remover ³perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do
indispensável para a remoção do perigo.

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O estado de necessidade consiste na ofensa do direito alheio


(deterioração ou destruição de coisa pertencente a outrem ou lesão a uma
pessoa) para remover perigo iminente, quando as circunstâncias o
tornarem absolutamente necessário e quando não exceder os limites
do indispensável para a remoção do perigo.
Assim, por exemplo, age em estado de necessidade quem destrói a
propriedade alheia para salvar vida de alguém.

Para que se configure o estado de necessidade, exige-se:


 Perigo atual que ameace um bem jurídico, não provocado
voluntariamente pelo agente;
 Prejuízo indispensável para evitar o dano iminente;
 Limitação do prejuízo ao necessário para a sua remoção;
 Proporção maior do dano evitado em relação ao dano infligido.

Embora a lei declare que a o estado de necessidade (inciso II do


art. 188) e a legítima defesa (art. 188, inciso I) não tipificam um ato ilícito,
em determinados casos, sujeitam o autor do dano à reparação. É o
que encontraremos nos arts. 929 e 930:

Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art.


188, não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do
prejuízo que sofreram.
Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de
terceiro, contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a
importância que tiver ressarcido ao lesado.
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se
causou o dano (art. 188, inciso I).

Portanto, se a pessoa lesada, ou dono da coisa destruída ou


deteriorada não forem culpados do perigo, estes terão direito a indenização
e o autor do dano será responsável pela reparação, ficando, contudo, com
ação regressiva contra seu causador.

“Ficou complicado. Vocês podem esclarecer melhor isto?”

Sim. Observe que nas hipóteses dos arts. 929 e 930 existem terceiros
envolvidos. Ocorre mais ou menos o seguinte:
¹Paulo lesa ²José, mas em virtude de causa provocada por ³Mário
(causador do perigo). Nesta situação, ²José, não é o culpado pelo perigo

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e fará jus a indenização paga por ¹Paulo que lhe causou dano. ¹Paulo,
por sua vez, terá direito de ação (regressiva) contra ³Mário (o verdadeiro
culpado pelo perigo).
Observe que não há como não associarmos o assunto Atos ilícitos
(arts. 186 a 188) com a Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954). Pois o
dano, principal efeito dos atos ilícito, gera a obrigação de reparação, a
responsabilização civil.

- Da Responsabilidade Civil (arts. 927 a 954).

Para que uma pessoa seja responsabilizada civilmente e assim surja


o dever de indenizar, três5 são os pressupostos6 que devem estar
presentes, quais sejam:

a) Fato lesivo voluntário ou conduta humana, causado pelo agente


por ação ou omissão, que ocasione dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral. Normalmente ocorre uma ação positiva – ou
seja, o sujeito pratica uma ação que ocasionará o dano. Já a omissão
é mais trabalhosa para ser comprovada, uma vez que se precisa
provar que existia um dever de agir e também que se tivesse ocorrido
esta ação, o dano não se teria concretizado. O fato poderá estar
relacionado tanto a ato próprio como a ato de terceiro e que esteja
sob a guarda da pessoa.

b) Ocorrência de um dano, seja ele ¹patrimonial (material) ou


²moral (extrapatrimonial). Não pode haver responsabilidade civil
sem a existência de um dano, é também necessário que exista prova,
real e concreta, desta lesão.

c) Nexo de causalidade entre o dano e o comportamento do agente.


É uma ligação virtual entre a ação e o dano resultante. A causa do
dano deve ser o comportamento do agente. Este nexo ficará
afastado, excluindo a responsabilidade, por exemplo, se o

5
Existe divergência entre os doutrinadores sobre quais são os pressupostos do dever de
indenizar. Alguns acrescentam aos três – a conduta, o nexo e o dano - a culpa genérica
ou lato sensu. Nós optamos por explicar a culpa em separado, por uma questão didática,
mas vale o esclarecimento.
6
Vocês também poderão encontrar estes pressupostos como elementos da
responsabilidade civil.

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- A Culpa.

Conforme já explicamos, a culpabilidade no campo do direito


civil envolve ¹a culpa stricto sensu (ou aquiliana) e ²o dolo.
Não há de se confundir os conceitos de dolo e de culpa que são
bastante distintos, mas as consequências, no que diz respeito às
indenizações civis, serão as mesmas.
A indenização baseia-se no dano sofrido, no entanto a culpa poderá
ser analisada. Veja o que dizem os artigos 944 e 945:

Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.


Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso,
a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.

No artigo 945 aparece a figura da culpa concorrente, que trará a


diminuição dos efeitos do ato ilícito como consequência.

“E o que vem a ser a culpa concorrente?”

A concorrência de culpas se dá quando tanto o agente quanto a


vítima agem com culpa. A culpa da vítima acaba por diminuir a culpa do
agente. Portanto, quando a vítima também concorreu para o evento
danoso, com sua própria conduta, é comum a indenização ser concedida
pela metade ou em fração diversa, dependendo da contribuição da vítima.
Pois como ambas as partes cooperaram para o evento, não seria justo que
uma só respondesse pelos prejuízos.

Mas atenção!
Quando ocorre culpa exclusiva da vítima não há de se falar em
indenização, porque, aqui, a outra parte não contribuiu para o evento
danoso.

Quando se tem a culpa como elemento necessário para a


caracterização do dever de indenizar, estaremos diante da
responsabilidade subjetiva – esta depende da culpa do agente
causador do dano.

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Art. 5º...
...
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da
indenização por dano material, moral ou à imagem;
...
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;

- A responsabilidade civil e a reparação do dano.

Como você já pode perceber, a responsabilidade civil constitui uma


relação obrigacional que tem por objeto a prestação de ressarcimento, ou
seja, a reparação do dano procurando, na medida do possível, desfazer
seus efeitos, restituindo o prejudicado ao status quo ante.
Portanto a função da responsabilidade é servir como sanção civil,
punindo o lesante e desestimulando a pratica de atos lesivos, mas é
também, principalmente, a garantia ao direito do lesado, tendo natureza
compensatória, mediante a reparação do dano causado a vítima.
A obrigação de ressarcir o prejuízo causado pode originar-se:

1. Inexecução contratual, pois se origina de responsabilidade


contratual, o não cumprimento da obrigação, seja total ou
parcial, bem como nos casos de retardamento de seu
cumprimento.

2. A Lesão a direito subjetivo ocorre sem que preexista entre o


lesado e lesante qualquer relação jurídica. Nesta
responsabilidade extracontratual aparecerão, por exemplo, os
casos de ¹responsabilidade por fato de terceiro, ²de animais e
³de coisas, que configuram a responsabilidade indireta.

Vamos dar uma olhada em alguns artigos do Código Civil onde temos a
possibilidade da responsabilidade indireta:

Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários


individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos
causados pelos produtos postos em circulação.

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...
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado,
se não provar culpa da vítima ou força maior.
Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que
resultarem de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade
fosse manifesta.
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano
proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.

O princípio que rege a profundidade de alcance da responsabilidade,


até onde ela atingirá o patrimônio da pessoa que deve indenizar, é o
princípio da responsabilidade patrimonial. Ou seja, a pessoa deverá
responder com seu patrimônio pelos prejuízos causados a terceiros.
A responsabilidade deverá ser total, cobrindo o dano em todos os
seus aspectos, de modo que todos os bens do devedor, com exceção dos
inalienáveis, respondam pelo ressarcimento.
Além disso, a obrigação de prestar a reparação transmite-se com a
herança e o lesado poderá demandar o espólio até onde este alcançar o
saldo positivo deixado pelo de cujus aos seus sucessores.

“O que isto quer dizer?”

Quer dizer que os herdeiros responderão até os montantes deixados


como herança. Os herdeiros não responderão com seu patrimônio pessoal.

Continuando!
Em tese, apenas o lesado ou seus herdeiros teriam legitimação para
exigir a indenização do prejuízo, porém, atualmente, se tem admitido que
a indenização possa ser reclamada pelos que viviam sob a dependência
econômica da vítima.
Havendo direito à reparação do dano, surge à liquidação, que é a
operação de vai concretizar a indenização, fixando o quanto e o modo do
ressarcimento.
Este ressarcimento não poderá exceder o valor do dano causado por
não se permitir enriquecimento indevido. Ao credor se deve dar aquilo que
baste para restaurar a situação ao status quo ante, sem acréscimos nem
reduções.

Para se chegar ao quantum devido, de acordo com os arts. 944 e


945 deverá o magistrado analisar o grau de culpa do lesante e se houve
participação (culpa) do lesado:

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Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.


Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e
o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.

O juiz deverá analisar também:


 A situação da vítima e do causador do dano;
 A influência de acontecimentos exteriores ao fato prejudicial
(visto que a responsabilidade civil requer nexo de causalidade
entre o dano e a ação que o produziu);
 A possibilidade de lucro obtido pela vítima com a reparação do
dano.

- O nexo causal.

O nexo causal vem a ser o vínculo entre o prejuízo sofrido e a ação.


Para caracterizar este nexo, basta que se verifique que o dano11 não
ocorreria se o fato não tivesse acontecido.
Você precisa tomar cuidado com a negação da causalidade, as
excludentes de responsabilidade.
As principais excludentes de responsabilidade civil são: o estado de
necessidade; a legítima defesa (já vistos quando analisamos os excludentes
de ilicitude do art. 188); a culpa da vítima; o fato de terceiro; o caso fortuito
ou força maior12 e a clausula de não indenizar.
Todos os casos de excludentes de responsabilidade deverão ser
devidamente analisados e comprovados, porque sua comprovação deixa o
lesado sem a composição do dano sofrido.

11
O dano poderá ter um efeito indireto, como por exemplo, quando uma pessoa quebra a
vitrine de uma loja, e por causa desta atitude objetos são furtados da loja. Terá que
indenizar o vidro e também os objetos que foram furtados, por ser dano indireto, embora
efeito necessário da ação de quebrar a vitrine.
12
Se o evento danoso foi resultado de caso fortuito ou força maior, deixa de existir o
elemento culpa, deixando de existir a responsabilidade. Neste caso, existem dois
elementos: um de ordem interna – que é a inevitabilidade do evento, e outro de ordem
externa – que é a ausência de culpa do agente. A alegação de caso fortuito ou força maior
cabe ao réu, ou a pessoa que está sendo acusada de ter cometido o ato.

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- Os efeitos da responsabilidade civil quanto aos titulares da ação


ressarcitória e quanto aos devedores da indenização.

Titulares da ação ressarcitória:


No momento da consumação do fato lesivo surge para o lesado a
pretensão de indenização, mas seu direito de crédito apenas se concretiza
com a decisão judicial. Além disso, tal direito transmite-se com a herança.
Assim temos o art. 943:

Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-


se com a herança.

O direito de ressarcimento do dano atinge a todos os efetivamente


experimentarem o prejuízo. As pessoas jurídicas, públicas ou privadas,
poderão propor ação fundada em dano material e em dano moral objetivo.

Devedores da indenização:
Como vimos o dano é pressuposto da responsabilidade civil e terá
obrigação de repara-lo aquele para qual a lei impôs tal responsabilidade.
Em regra, a obrigação de reparar o dano será individual, mas nem
sempre vai ser direta (como já vimos nas espécies de responsabilidade),
será indireta, por exemplo, quando a pessoa responder por fato de outrem,
por animais ou coisas sob sua guarda.

A responsabilidade direta e a responsabilidade indireta:

A responsabilidade direta, simples ou por fato próprio - é a que


decorre de um fato pessoal do causador do dano, resultando, portanto, de
uma ação direta de uma pessoa ligada à violação ao direito ou ao prejuízo
ao patrimônio, por ato culposo ou doloso.

A responsabilidade complexa ou indireta - é aquela que só poderá ser


vinculada indiretamente ao responsável. Compreende: A ¹responsabilidade
por fato de terceiro; a ²responsabilidade pelo fato do animal; e a
³responsabilidade pelo fato da coisa.

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¹Responsabilidade por fato de terceiro, art. 932:

O artigo 932 é muito importante para fins de prova 

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:


I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas
mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue
por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores
e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a
concorrente quantia.

O fato de terceiro não exclui a responsabilidade, mas aquele que


ressarcir o dano causado por outrem, se este não for seu descendente,
absoluta ou relativamente incapaz, poderá reaver o que pagou.

Com relação a responsabilidade civil dos incapazes e a reparação do


dano há outro artigo no código:

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele
dependem.

E também o Enunciado nº 41 da I Jornada de Direito Civil:


“41 – Art. 928: a única hipótese em que poderá haver responsabilidade
solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido emancipado
nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código Civil”.

²Responsabilidade pelo fato do animal, caso do art. 936:


Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se
não provar culpa da vítima ou força maior.

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inteiro. Este direito de reembolso ou direito de regresso está autorizado


nos arts. 930 e 934:

Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro,
contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que
tiver ressarcido ao lesado.
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se
causou o dano (art. 188, inciso I).
...
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.

- Outras situações (arts. 939 e 940):

- A responsabilidade do demandante por dívida não vencida está no


art. 939:

Art. 939. O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos
casos em que a lei o permita, ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para
o vencimento, a descontar os juros correspondentes, embora estipulados, e a
pagar as custas em dobro.

Estamos falando de excesso de pedido, onde o autor, movendo ação


de cobrança de dívida, pede mais do que aquilo a que faz jus.
Por este motivo, o demandante de má-fé deverá esperar o tempo que
falta para o vencimento, descontar os juros correspondentes e pagar as
custas em dobro. Se agiu de boa-fé, deverá pagar tão somente as custas
vencidas na ação de cobrança, de que decairá, por ser intempestiva.

- A responsabilidade por dívida já solvida rege-se pelo art. 940:

Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem
ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a
pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no
segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.

Este artigo trata do excesso de pedido, e tem por finalidade impedir


que se exija uma segunda vez, dívida que já foi paga no todo ou em parte.

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Art. 941. As penas previstas nos arts. 939 e 940 não se aplicarão quando o
autor desistir da ação antes de contestada a lide, salvo ao réu o direito de
haver indenização por algum prejuízo que prove ter sofrido.

Portanto, se o credor desistir da ação, antes da outra parte ter


respondido, não se aplicarão as penas previstas, salvo se o réu (devedor)
tiver tido algum prejuízo por conta da ação.

-A responsabilidade civil e sua relação com a esfera penal.

Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo


questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Trata-se do princípio da independência relativa da


responsabilidade civil em relação à criminal. O indivíduo poderá não ser
penalmente responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano
civil ou, vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável,
sem ter que prestar contas de seu ato na esfera criminal.
No entanto, ainda conforme art. 935, no que diz respeito à
existência do fato ou de quem seja o seu autor, se estas questões já
estiverem decididas na esfera criminal, não se pode mais questioná-las na
esfera civil.

Assim, podemos definir a responsabilidade civil como a aplicação de


medidas que obriguem alguém a reparar dano moral ou patrimonial
causado a terceiro em razão de: ato próprio; ato de pessoa por quem ele
responde; ou de fato decorrente de coisa ou animal sob sua guarda; ou,
ainda, de simples imposição legal.

Outro assunto que, por vezes, é pedido em provas é a


responsabilidade civil relacionada aos contratos de transporte, tal
temática é encontrada nos artigos abaixo (A cobrança deste assunto,
quando ocorre, tende a literalidade da lei. Se você tiver dúvidas com
relação a algo, por favor, entre em contato conosco):

Art. 733. Nos contratos de transporte cumulativo, cada transportador se obriga


a cumprir o contrato relativamente ao respectivo percurso, respondendo pelos
danos nele causados a pessoas e coisas.

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§ 1o O dano, resultante do atraso ou da interrupção da viagem, será determinado
em razão da totalidade do percurso.
§ 2o Se houver substituição de algum dos transportadores no decorrer do
percurso, a responsabilidade solidária estender-se-á ao substituto.
Art. 734. O transportador responde pelos danos causados às pessoas
transportadas e suas bagagens, salvo motivo de força maior, sendo nula qualquer
cláusula excludente da responsabilidade.
Parágrafo único. É lícito ao transportador exigir a declaração do valor da bagagem
a fim de fixar o limite da indenização.
Art. 735. A responsabilidade contratual do transportador por acidente com o
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação regressiva.
Art. 736. Não se subordina às normas do contrato de transporte o feito
gratuitamente, por amizade ou cortesia.
Parágrafo único. Não se considera gratuito o transporte quando, embora
feito sem remuneração, o transportador auferir vantagens indiretas.

Chegamos ao final de mais uma aula, e mais uma vez reiteramos o pedido
de que façam todas as questões propostas, e caso fiquem em dúvida
entrem em contato através do fórum.
Até a próxima.

Aline & Jacson

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QUESTÕES FCC E SEUS RESPECTIVOS COMENTÁRIOS.

01. FCC 2016/TRT 23ª Região (MT)/Analista Judiciário. João e


Rodrigo entraram em luta corporal depois de uma discussão no trânsito.
Sem que Rodrigo pudesse se defender, João desferiu-lhe socos e pontapés,
causando lesões corporais. Muito machucado, Rodrigo representou pela
persecução criminal e ajuizou ação de indenização. A responsabilidade civil
a) Independe da criminal, podendo ser rediscutida no juízo civil qualquer
questão já decidida no juízo criminal.
b) Independe da criminal, mas, se João for absolvido, na ação penal,
por falta de provas, Rodrigo não poderá pleitear indenização na
esfera civil.
c) Depende da criminal, devendo o juiz extinguir a ação de indenização,
sem resolução de mérito, se ainda não tiver havido trânsito em
julgado da decisão proferida na ação penal.
d) Depende da criminal, devendo sempre o juiz suspender a ação de
indenização até o julgamento definitivo da ação penal.
e) Independe da criminal, mas, se a existência do fato for decidida, em
definitivo, no juízo criminal, não poderá ser discutida novamente no
juízo civil.

Comentário:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Trata-se do princípio da independência relativa da responsabilidade


civil em relação à criminal. O indivíduo poderá não ser penalmente
responsabilizado e, no entanto, ser obrigado a reparar o dano civil ou,
vendo por outra ótica, a pessoa poderá ser civilmente responsável, sem ter
que prestar contas de seu ato na esfera criminal.
No entanto, ainda conforme art. 935, no que diz respeito à existência
do fato ou de quem seja o seu autor, se estas questões já estiverem
decididas na esfera criminal, não se pode mais questioná-las na esfera civil.
Gabarito letra E.

02. FCC 2016/TRT 23ª Região (MT)/Analista Judiciário. Marcelo


praticou crime de roubo contra um supermercado, subtraindo R$
10.000,00, dos quais doou R$ 2.000,00 a seu irmão José. Descoberta a
autoria do crime, bem como a ocorrência da doação, o supermercado

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ajuizou ação de indenização contra Marcelo e contra José, visando à


reparação do dano. José
a) Responderá apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$
2.000,00.
b) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 2.000,00.
c) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 10.000,00.
d) Não responderá por nenhuma quantia, ainda que proveniente de
ilícito.
e) Responderá, apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$
10.000,00.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas
mesmas condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue
por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores
e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime,
até a concorrente quantia.
Gabarito letra B.

03. FCC 2015/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo Tributário do


Tesouro Estadual. O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social
a) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-
se à responsabilidade civil.
b) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem
consequências jurídicas.
c) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de
natureza objetiva.
d) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não
à responsabilidade civil.
e) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins
indenizatórios.

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Comentário:
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela
boa-fé ou pelos bons costumes.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Neste sentido, temos o enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do
Conselho Nacional de Justiça:
“Art. 187. A responsabilidade civil decorrente do abuso de direito independe
de culpa, e fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”.
Gabarito letra A.

04. FCC 2015/MANAUSPREV/Procurador Autárquico. Analise as


proposições abaixo, a respeito da responsabilidade civil:
I. O médico, em regra, responde civilmente somente se o autor da ação
fizer prova de dolo ou culpa.
II. O pai é objetivamente responsável pelos danos decorrentes de culpa do
filho menor que estiver sob sua autoridade e companhia.
III. Não se responsabiliza o incapaz se os seus responsáveis tiverem
obrigação de fazê-lo e dispuserem de meios suficientes para tanto.

Está correto o que se afirma em


a) I e III, somente.
b) III, somente.
c) I, II e III.
d) I e II, somente.
e) II e III, somente.

Comentário:
Afirmativa I – correta.
Art. 951. O disposto nos arts. 948, 949 e 950 aplica-se ainda no caso de
indenização devida por aquele que, no exercício de atividade profissional, por
negligência, imprudência ou imperícia, causar a morte do paciente, agravar-lhe o
mal, causar-lhe lesão, ou inabilitá-lo para o trabalho.
Afirmativa II – correta.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;

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Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Afirmativa III – correta.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
Gabarito letra C.

05. FCC 2015/TJ-PE/Juiz Substituto. Haverá obrigação de reparar o


dano, independentemente de culpa,
a) Sempre que o juiz, verificando a hipossuficiência da vítima, inverter
o ônus da prova.
b) Apenas quando o dano for ocasionado por agente público ou preposto
de empresa concessionária de serviço público, no exercício de seu
trabalho.
c) Quando a lei não estabelecer que a hipótese se regula pela
responsabilidade civil subjetiva.
d) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
e) Somente nos casos especificados em lei.

Comentário:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos
de outrem.
Gabarito letra D.

06. FCC 2015/TRE-RR/Analista Judiciário. Durante as eleições para


Governador do Estado realizadas no ano de 2014, Simone, de 16 anos de
idade, pegou escondido da família o carro de seu pai, João, para fazer
propaganda com seus amigos de seu candidato preferido. Durante o
percurso, Simone atropelou uma família matando um homem de cinquenta
anos de idade ao invadir uma loja de alimentos. Neste caso, de acordo com
o Código Civil brasileiro, João
a) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá
reaver de Simone o valor total que pagar pelo ressarcimento do dano
causado.
b) Não responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha uma
vez que ela é relativamente incapaz.

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c) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha mas não
poderá reaver de Simone o que pagar pelo ressarcimento do dano
causado.
d) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá
reaver de Simone somente 50% do valor total que pagar pelo
ressarcimento do dano causado.
e) Só responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha se esta
não possuir patrimônio pessoal.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;

Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
Gabarito letra C.

07. FCC 2015/TCM-GO/Auditor de Controle Externo – Jurídica. No


direito brasileiro, a responsabilidade civil é
a) Tanto subjetiva como objetiva, nesse último caso enquadrando-se a
responsabilidade do profissional liberal e dos fornecedores de
produtos e serviços.
b) Sempre subjetiva, com a necessidade de comprovação de
imprudência, negligência ou imperícia, além do nexo causal e dano.
c) Objetiva, em regra, na modalidade de risco atividade, configurando-
se independentemente de culpa.
d) Subjetiva, em regra, implicando a necessidade de prova da ação ou
omissão voluntária, nexo causal, culpa e dano.
e) É sempre objetiva, na modalidade de risco criado ou risco atividade,
sem necessidade de demonstração de imprudência, negligência ou
imperícia.

Comentário:
Responsabilidade subjetiva que é a teoria clássica e pressupõe a culpa
em sentido amplo como elemento necessário, como fundamento, para a
responsabilização civil.

São elementos necessários a configuração do ato ilícito:


³Nexo de causalidade entre:

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¹Violação de direito ²Ocorrência do dano

Gabarito letra D.

08. FCC 2014/TRT 19ª Região (AL)/Analista Judiciário. A fim de


justificar o alto preço de imóvel, João afirma a José que o terreno possui
linda vista para o mar. Convencido por tal argumento, José compra o
imóvel, pagando o preço pedido por João. Cerca de ano e meio depois,
embora sem o objetivo de prejudicar José, e não obstante não tivesse tal
intenção quando realizou a venda, João adquire o terreno da frente e edifica
prédio que retira de José a vista para o mar. João cometeu ato
a) Lícito, pois não teve o objetivo de prejudicar José.
b) Ilícito, pois, ao quebrar a expectativa que havia incutido em José,
ofendeu os limites impostos pela boa-fé objetiva.
c) Ilícito, pois a lei proíbe que o vendedor construa nas proximidades do
imóvel alienado pelo prazo de 5 anos.
d) Lícito, pois está amparado pelo direito de propriedade.
e) Lícito, pois não tinha intenção de comprar o terreno da frente quando
da realização da venda.

Comentário:
O abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito, mas cujo
exercício não observa os limites que são impostos. Desta forma, o agente
exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e acaba por desviar-se
dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na
medida de sua execução.

Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social,
pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Além do mais temos os seguintes Enunciados do STJ :


362 – Art. 422. A vedação do comportamento contraditório (venire contra
factum proprium) funda-se na proteção da confiança, tal como se extrai
dos arts. 187 e 422 do Código Civil.

363 – Art. 422. Os princípios da probidade e da confiança são de ordem


pública, estando a parte lesada somente obrigada a demonstrar a
existência da violação.
Gabarito letra B.

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09. FCC 2014/TJ-CE/Juiz. Entre os poderes do juiz, ao fixar a


indenização por responsabilidade civil extracontratual, acha-se o de
a) Impor a pessoa incapaz, qualquer que seja a sua situação econômica
ou financeira, condenação a indenizar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de
meios suficientes.
b) Desconsiderar, em qualquer hipótese, a sentença absolutória
proferida no Juízo criminal.
c) Desconsiderar a circunstância de a vítima ter concorrido
culposamente para o evento danoso.
d) Reduzir, equitativamente, a indenização, se houver excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano produzido.
e) Reconhecer a responsabilidade objetiva do causador do dano
discricionariamente, segundo as circunstâncias do evento danoso.

Comentário:
Alternativa “a” – errada.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele
dependem.
Alternativa “b” – errada.
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a ¹existência do fato, ou ²sobre quem seja o seu
autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
Alternativa “c” – errada.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso,
a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.
Alternativa “d” – correta.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Alternativa “e” – errada. O juiz não reconhecerá a responsabilidade objetiva
de modo discricionário, mas sim, de acordo com a Lei, mais precisamente
com o art. 932.
Gabarito letra D.

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10. FCC 2014/TJ-AP/Juiz. O empregador responde civilmente pelos atos


praticados por seus empregados no exercício dos trabalhos que lhes
competir,
a) Mesmo que o empregado tenha sido absolvido em processo criminal,
no qual tenha ficado provado não ser ele o autor do ato ilícito.
b) Apenas se tiver sido negligente na escolha do empregado ou sobre
ele não exerceu vigilância.
c) Ainda que não tenha agido com culpa, na escolha ou na vigilância do
empregado.
d) Em qualquer circunstância, porque a responsabilidade civil do patrão
é sempre objetiva.
e) Somente se o empregado for condenado em processo criminal.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Desta forma, o empregador responde civilmente pelos atos praticados por
seus empregados no exercício dos trabalhos que lhes competir, ainda que
não tenha agido com culpa, na escolha ou na vigilância do empregado.
Gabarito letra C.

11. FCC 2014/TRT 18ª Região (GO)/Juiz. Embora preso em canil que
respeitou todas as normas técnicas de construção, Átila, cão da raça pastor
alemão, pertencente a Cássio, consegue pulá-lo e morde gravemente o
vizinho, Fábio, que na ocasião conversava com Cássio no quintal do imóvel,
ao lado do canil. Nessas circunstâncias,
a) Cássio é responsável objetivo pelas lesões causadas, pelo só fato da
coisa, inexistentes causas excludentes na hipótese formulada.
b) Nenhuma responsabilidade aquiliana cabe a Cássio, haja vista culpa
exclusiva da vítima, Fábio, consistente em estar ao lado do canil por
ocasião dos fatos.
c) A responsabilidade de Cássio e Fábio é de igual intensidade,
caracterizada culpa concorrente de Fábio por estar ao lado do canil
quando dos fatos.
d) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, que agiu diligentemente,
sem culpa, ao construir o canil de acordo com as normas técnicas
pertinentes.
e) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, já que o ocorrido
equiparou-se a caso fortuito ou força maior, tendo em vista o canil
ter sido construído de modo adequado.

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Comentário:
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se
não provar culpa da vítima ou força maior.

E também Enunciado nº 452 da V Jornada de Direito Civil:


452 – Art. 936: A responsabilidade civil do dono ou detentor de animal é
objetiva, admitindo-se a excludente do fato exclusivo de terceiro.
Gabarito letra A.

12. FCC 2014/TRT 2ª Região (SP)/Analista Judiciário. No jornal da


Capital "Semanário da Zona Leste”, foram publicadas em editorial
denúncias graves contra o restaurante "Alho e Óleo”, afirmando sua falta
de condições sanitárias, em razão das quais seu movimento de clientes caiu
por volta de 50%. Meses mais tarde, prova-se que as denúncias eram
falsas, mas parte da clientela jamais retornou.
Nessas circunstâncias, poderá o advogado do restaurante, ao acionar o
jornal,
a) Pleitear apenas danos materiais, pois os danos morais são cabíveis
exclusivamente às pessoas naturais ou físicas, inexistindo atributos
da personalidade às pessoas jurídicas nesse sentido.
b) Pleitear tanto danos materiais, pelo que o restaurante deixou de
lucrar, como danos morais, pois pessoas jurídicas também possuem
atributos da personalidade e, no caso, foi lesada sua honra objetiva.
c) Pleitear apenas danos morais, pela lesão à honra objetiva da pessoa
jurídica, que, no caso, englobam os danos materiais, não podendo
ser cumulados.
d) Pleitear danos materiais por lucros cessantes e por danos
emergentes, bem como danos morais por lesão à honra objetiva e
subjetiva da pessoa jurídica.
e) Nada poderá fazer, judicialmente, pois o direito de crítica jornalística
é amplo, não respondendo o jornal pela falsidade posteriormente
verificada da notícia que fez veicular, ainda que em editorial que
explicite seu posicionamento sobre a matéria.

Comentário:
Lembre-se da Súmula 227, que diz:
“a pessoa jurídica pode sofrer dano moral”
Porém, atente que o dano moral será objetivo, relativo a atributos sujeitos
à valoração extrapatrimonial da sociedade, como o bom nome, por
exemplo.

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Gabarito letra B.

13. FCC 2014/TRT 2ª Região (SP)/Analista Judiciário. Carlinhos, de


quatorze anos de idade, para vingar-se de uma surra que levou do irmão
de Caio, de apenas seis anos, bate neste até machucá-lo gravemente. Caio
é hospitalizado e, ao fim da internação, os gastos montam R$ 10.000,00,
suportados por seus pais, que querem agora ser indenizados do que
despenderam. Considerando que Carlinhos vive com seus pais, o advogado
dos pais de Caio
a) Poderá propor ação somente contra Carlinhos, pois o ato envolveu
dois menores, absolutamente incapazes, sem qualquer envolvimento
dos pais de Caio ou de Carlinhos.
b) Poderá propor ação somente contra os pais de Carlinhos, pois este,
sendo absolutamente incapaz, não responde judicialmente por seus
atos.
c) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra ele
próprio, direta e solidariamente, sem restrições quanto à
responsabilidade patrimonial de ambos, dada a natureza do ilícito
cometido.
d) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra o
próprio Carlinhos, que apesar de ser absolutamente incapaz
responderá equitativamente com seu próprio patrimônio se os
recursos de seus pais não forem suficientes, só não podendo ser
privado do necessário, a si ou às pessoas que dele dependem.
e) Não terá como propor ação indenizatória alguma contra Carlinhos ou
contra seus pais, já que, sendo Carlinhos absolutamente incapaz, a
questão resolvesse, exclusivamente, pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente, sem implicações indenizatórias civis.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;

Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele
dependem.
Gabarito letra D.

14. FCC 2014/SABESP/Advogado. Responde objetivamente, em regra,

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a) O partido político, por quaisquer atos de seus agentes ou


representantes.
b) O prestador de serviços, independentemente da natureza do serviço
prestado.
c) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral.
d) O Município, pelos danos que seus agentes causarem a terceiros no
exercício da respectiva função pública.
e) O agente público que, em serviço ou fora dele, causar dano a
particulares, mesmo que o dano não tenha ocorrido no exercício de
sua função.

Comentário:
A responsabilidade do Estado é OBJETIVA fundada na Teoria do Risco,
assim, em regra, o Município responderá objetivamente, pelos danos que
seus agentes causarem a terceiros no exercício da respectiva função
pública.
Gabarito letra D.

15. FCC 2014/Pref. De Cuiabá/Procurador. Aracy hospedou-se no


Hotel Bela Vista e levou consigo um poodle aparentemente inofensivo. Este,
porém, fugiu do quarto de Aracy, por descuido dela, e atacou os pés de
Ana Tereza, causando-lhe rompimento de tendão. Ana Tereza poderá pedir
indenização contra
a) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo
animal, e contra o Hotel Bela Vista, que responde subjetivamente por
seus hóspedes.
b) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo
animal, e contra o Hotel Bela Vista, que responde objetivamente por
seus hóspedes
c) Aracy, que responde subjetivamente pelos danos causados pelo
animal, mas não contra o Hotel Bela Vista, que não teve culpa pelo
incidente.
d) O Hotel Bela Vista, apenas, por se tratar de relação de consumo.
e) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo
animal, mas não contra o Hotel Bela Vista, que não teve culpa pelo
incidente.

Comentário:
Tanto a responsabilidade de Aracy quanto a do Hotel será objetiva, de
acordo com o arts. 932, IV; 933 e 936 do CC/2002.
Gabarito letra B.

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16. FCC 2014/TRF 3ª Região/Técnico Judiciário – área


administrativa. Considere as seguintes situações hipotéticas:

I. Mario, dezessete anos de idade, escondido de seu pai, Golias, pegou a


chave do carro da família e atropelou Xisto.

II. Fabiana, dezesseis anos de idade, com a permissão de sua mãe, Maria,
que lhe entregou as chaves do veículo da família, dirigiu alcoolizada e
colidiu o referido veículo com a moto de Fabrício.

III. Carlos é dono do restaurante “CC”. Seu empregado, Matias, derrubou


um prato na cliente, Fátima, ferindo-a.

IV. Diogo é dono do hotel “AA”. Nesta madrugada um hóspede enfurecido


atirou pela janela do quarto, no qual estava hospedado, vasos, um abajur
e um lustre, ferindo Simone, uma transeunte.

De acordo com o Código Civil brasileiro, responderão pelos atos praticados


pelos terceiros mencionados nas situações hipotéticas,

a) Golias, Maria e Carlos, apenas.


b) Maria, Carlos e Diogo, apenas.
c) Maria e Diogo, apenas.
d) Golias, Maria, Carlos e Diogo.
e) Carlos e Diogo, apenas.

Comentário:

Todos os casos descritos na questão se enquadram no art. 932:

Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;

II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas


condições;

III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no


exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue


por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e
educandos;

V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a


concorrente quantia.

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Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.

Gabarito letra D.

17. FCC 2013/TJ-PE/Juiz. O abuso de direito acarreta


a) Apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela
parte prejudicada, independentemente de decisão judicial.
b) Indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele.
c) Consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de
negócio fraudulento ou simulado.
d) Somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos
pelo juiz.
e) Indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei.

Comentário:
No artigo 187 aparece a figura do abuso de direito:
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social,
pela boa-fé ou pelos bons costumes.

Assim, o abuso de direito consiste em um ato jurídico de objeto lícito,


mas cujo exercício não observa os limites que são impostos. Desta forma,
o agente exercita um direito seu, mas exorbita seus limites e acaba por
desviar-se dos fins sociais para os quais estava voltado este direito.
O ato em si é lícito, mas perderá esta licitude (tornando-se ilícito) na
medida de sua execução.
Uma vez presentes os requisitos do art. 187, a responsabilidade será
objetiva – ou seja, independente de culpa.
Portanto o abuso de direito acarreta indenização a favor daquele que sofrer
prejuízo em razão dele.
Gabarito letra B.

18. FCC 2013/TJ-PE/Serviços Notariais e de Registro. No tocante à


responsabilidade civil, é correto afirmar:
a) O dono de edifício ou construção responde objetiva e
automaticamente pelos danos que resultem de sua ruína,
independentemente de aferição de culpa ou nexo causal.

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b) Profissionais liberais respondem subjetivamente como regra geral, na


prestação de seus serviços, respondendo objetivamente nas relações
de consumo.
c) É absoluta a regra de que a indenização mede-se tão só pela extensão
do dano.
d) O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado,
desde que a vítima comprove a culpa daquele na guarda do animal.
e) Ressalvados casos previstos em leis especiais, os empresários
individuais e as empresas respondem independentemente de culpa
pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

Comentário:
Alternativa “a” errada.
Art. 937. O dono de edifício ou construção responde pelos danos que resultarem
de sua ruína, se esta provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse
manifesta.
Alternativa “b” errada.
Esta alternativa está errada porque os profissionais liberais mesmo nas
relações de consumo responderão subjetivamente na prestação de seus
serviços.
Alternativa “c” errada.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso,
a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.
Alternativa “d” errada.
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado,
se não provar culpa da vítima ou força maior.
Alternativa “e” correta.
Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários
individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos
causados pelos produtos postos em circulação.
Gabarito letra E.

19. FCC 2013/TCE-SP/Auditor. De acordo com o Código Civil, NÃO


constitui ilícito o ato
a) Legal, porém abusivo.
b) Culposo, mas não danoso.
c) Praticado no exercício irregular de um direito reconhecido.

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d) Contrário aos bons costumes.


e) Ilegal e danoso.

Comentário:
Art. 188. Não constituem atos ilícitos:
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito
reconhecido;
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de
remover perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do
indispensável para a remoção do perigo.
Deste modo não constitui ato ilícito o ato culposo mas não danoso.
Gabarito letra B.

20. FCC 2013/TJ-PE/Serviços Notariais e de Registro. Em relação à


responsabilidade civil do incapaz, é correto afirmar que
a) Como a obrigação de indenizar depende de ação ou omissão
voluntária do agente, e o incapaz não possui o discernimento
necessário, não será ele responsabilizado em nenhuma hipótese.
b) É subsidiária e mitigada, só tendo lugar se os seus responsáveis
legais não tiverem obrigação de indenizar, no caso concreto, ou não
dispuserem de meios suficientes. A indenização então fixada será
equitativa e não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as
pessoas que dele dependam.
c) O incapaz sempre é responsável direto e solidário com seus
representantes legais, pois o direito civil atual leva em conta
preponderantemente a figura da vítima e não a do causador do dano,
mostrando-se irrelevante se possui ele ou não discernimento
suficiente quanto à ilicitude de sua conduta.
d) Apenas o relativamente incapaz será responsabilizado, de modo
solidário com seus representantes legais mas com a fixação do
montante indenizatório obedecendo à equidade.
e) Tanto o absoluta como o relativamente incapaz serão
responsabilizados, subsidiariamente em relação a seus responsáveis
legais mas sem limitação quanto ao montante indenizatório devido.

Comentário:
Alternativa “a” errada.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios
suficientes.

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Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele
dependem.
Alternativa “b” correta.
A responsabilidade do incapaz é subsidiária e mitigada de acordo com o art.
928 visto acima.
Alternativa “c” errada.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis ¹não tiverem obrigação de fazê-lo ou ²não dispuserem de meios
suficientes.
Alternativa “d” errada.
O artigo que dispõe sobre o tema – art. 928 não fala em relativamente
incapaz, usa somente a palavra incapaz.
Alternativa “e” errada.
Art. 928. Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser
equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas
que dele dependem.
Gabarito letra B.

21. FCC 2013/DPE-AM/Defensor. Para responder a questão considere o


caso abaixo.
Menor de 17 anos, por culpa, lesiona pessoa capaz, causando danos
materiais. Reside com o pai e é órfão de mãe.
Considerando que o menor não é emancipado, o pai
a) Não responderá pelos prejuízos se o filho dispuser de meios
suficientes.
b) Responderá direta e objetivamente pelos prejuízos que o filho houver
causado.
c) Responderá direta e subjetivamente pelos prejuízos que o filho
houver causado.
d) Responderá subsidiária e objetivamente pelos prejuízos que o filho
houver causado.
e) Responderá subsidiária e subjetivamente pelos prejuízos que o filho
houver causado.

Comentário:
Atente que está questão é diferente da anterior. Aqui a banca está
perguntando da responsabilidade do pai, que de acordo com o art. 932 será
objetiva (independente de culpa).
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

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I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
Gabarito letra B.

22. FCC 2012/TRT 4ª Região/Juiz. Ao arbitrar indenização decorrente


de responsabilidade civil,
a) No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações, na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto
os devia, a serem pagos até a morte dos alimentados.
b) Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o
juiz poderá reduzir o valor da indenização.
c) No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o
ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao
fim da convalescença, excluídos os demais prejuízos que tenha
sofrido.
d) O grau de culpa jamais interfere no valor da indenização.
e) Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer
seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho,
a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes,
incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que
se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser paga mensal e
periodicamente.

Comentário:
Alternativa “a” está errada.
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações:
I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto
da família;
II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se
em conta a duração provável da vida da vítima.
Alternativa “b” está correta.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.
Alternativa “c” está errada.
Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido
das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença,
além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.
Alternativa “d” está errada.

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Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.
Alternativa “e” está errada.
Art. 950. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o
seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização,
além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença,
incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou,
ou da depreciação que ele sofreu.
Parágrafo único. O prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja
arbitrada e paga de uma só vez.
Gabarito letra B.

23. FCC 2012/TRT 6ª Região/Técnico. Sendo o patrão responsável pela


reparação civil dos danos causados culposamente por seus empregados no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele,
a) É obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa.
b) Só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa.
c) Não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo
esmo ato, em processo criminal, por insuficiência de prova.
d) Só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o
empregado for condenado no processo criminal.
e) A obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o
dano.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou
comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho
que lhes competir, ou em razão dele;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Gabarito letra A.

24. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Considere:


I. Os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia.
II. O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.
III. Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se
albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes,
moradores e educandos.

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IV. Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime,


pela totalidade da quantia ilícita resultante da conduta do meliante.

Segundo o Código Civil brasileiro, são responsáveis pela reparação civil,


ainda que não haja culpa de sua parte, pelos atos praticados pelos terceiros
acima referidos, as pessoas indicadas APENAS em
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) II, III e IV.
e) I e IV.

Comentário:
Observe os artigos:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas
condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue
por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e
educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a
concorrente quantia.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Deste modo, são responsáveis pela reparação civil, ainda que não haja
culpa de sua parte, pelos atos praticados pelos terceiros acima referidos,
as pessoas indicadas nas afirmações I, II e III.
Gabarito letra B.

25. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Artur mora sozinho em um edifício


residencial com vinte unidades. Seu apartamento possui grades nas janelas
e terraço envidraçado. Ontem, ele foi trabalhar, permanecendo no
apartamento apenas sua empregada doméstica diarista. Quando retornou
do trabalho, sua rua estava interditada tendo em vista que havia sido
lançado um vaso de flores de uma das janelas do edifício em que ele reside,
acarretando a morte de um pedestre. Artur, preocupado com o ocorrido,
consultou sua advogada e foi corretamente informado de que ele

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a) Não possui responsabilidade civil, uma vez que, conforme previsto na


lei, o envidraçamento de seu terraço é fato excludente de
responsabilidade.
b) Só possui responsabilidade civil pelo ocorrido se tiver concorrido
culposamente para a ocorrência do evento.
c) Não possui responsabilidade civil, tendo em vista que a sua ausência
do local dos acontecimentos exclui por si só a sua responsabilidade.
d) Possui responsabilidade civil pelo acontecimento apenas se for
comprovado que na sua unidade habitacional estava presente sua
empregada doméstica na hora em que ocorreram os fatos.
e) Possui responsabilidade civil pelo acontecido independentemente da
existência de culpa de sua parte.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou
comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho
que lhes competir, ou em razão dele;
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Gabarito letra E.

26. FCC 2012/TRT 11ª Região/ Analista. De acordo com o Código Civil
brasileiro, no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações, no pagamento
a) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da
família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o
morto os devia, levando- se em conta a duração provável da vida da
vítima.
b) Apenas das despesas com o tratamento da vítima, bem como na
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-
se em conta a duração provável da vida da vítima.
c) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo
período máximo de dois anos.
d) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo
período máximo de cinco anos.
e) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da
família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o
morto os devia pelo período máximo de dez anos.

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Comentário:
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações:
I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto
da família;
II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se
em conta a duração provável da vida da vítima.
Gabarito letra A.

27. FCC 2011/TRT 20ª Região/Analista Judiciário. José foi acusado


de, dirigindo um veículo automotor, ter atropelado um pedestre e lhe
causado ferimentos. No processo criminal relativo ao fato, foi decidido que
José não foi o autor do fato, tendo a sentença criminal transitado em
julgado. Nesse caso, na esfera civil, José
a) Só poderá vir a ser responsabilizado pelos danos morais de correntes
do atropelamento.
b) Poderá vir a ser responsabilizado pelos danos materiais e morais
decorrentes do atropelamento porque a responsabilidade civil é
independente da criminal.
c) Não mais poderá ser responsabilizado pelos danos materiais e morais
decorrentes do atropelamento.
d) Poderá vir a ser responsabilizado pelos danos materiais decorrentes
do atropelamento porque a sentença criminal não afastou a
existência do fato.
e) Poderá vir a ser responsabilizado pelos danos morais decorrentes do
atropelamento porque a sentença criminal não afastou a existência
do fato.

Comentário:
Embora, em regra, a esfera civil seja independente da criminal, há duas
situações em que decidido no juízo criminal, haverá repercussão na esfera
civil.
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a ¹existência do fato, ou ²sobre quem seja o seu
autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
Gabarito letra C.

28. FCC 2011/TRT 14º Região/Técnico Judiciário. Tício, em


decorrência de doença mental, é absolutamente incapaz de exercer
pessoalmente os atos da vida civil. Seus pais e responsáveis não possuem
bens e vivem, assim como os filhos menores de Tício, dos rendimentos de
dois prédios que a este pertencem. Tício, num acesso de loucura, ateou

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fogo em duas casas, destruindo-as e causando dano considerável aos


respectivos proprietários. Nesse caso, o incapaz
a) Não responde pelos prejuízos que causou, passando essa
responsabilidade ao Estado, em decorrência da sua incapacidade.
b) Não responde pelos prejuízos que causou por falta de capacidade
para exercer os atos da vida civil.
c) Responde integralmente pelos prejuízos que causou, pois seus
responsáveis não dispõem de recursos para fazê-lo.
d) Responde pelos prejuízos que causou, mas a indenização deverá ser
equitativa, não podendo privar do necessário o incapaz e as pessoas
que dele dependem.
e) Responde pela metade dos prejuízos que causou, sendo que a outra
metade só poderá ser pleiteada após a sua morte.

Comentário:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por
ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
Gabarito letra D.

29. FCC 2011/TRE-RN/Analista Judiciário. Margarida, com dezessete


anos de idade, dirigindo a moto de seu pai, sem autorização, atropelou Jair,
causando-lhe graves ferimentos. O pai de Margarida
a) É responsável pela reparação civil da metade dos danos causados a
Jair.
b) É responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair e poderá
reaver de Margarida a totalidade do que houver pago.
c) Não é responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair,
tendo em vista que Margarida não é absolutamente incapaz de
exercer os atos da vida civil.
d) É responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair e poderá
reaver de Margarida apenas metade do que houver pago.
e) É responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair, porém
não poderá reaver de Margarida o que houver pago.

Comentário:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;

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...
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
Gabarito letra E.

30. FCC 2011/TJ-PE/Juiz. Em um naufrágio, comprovadamente


ocasionado pelo excesso de peso na embarcação permitido por Pedro, seu
condutor, faleceram este e 3 (três) dos 5 (cinco) passageiros. Joaquim, um
dos passageiros sobreviventes, para se salvar retirou o equipamento salva-
vidas que Pedro utilizava. O outro passageiro sobrevivente – Antônio –
retirou também do passageiro José o equipamento salva-vidas que este
utilizava, razão pela qual veio a falecer. O cônjuge de Pedro move contra
Joaquim ação de indenização por dano moral e os filhos menores de José
movem ação de indenização por danos morais e materiais contra Antônio.
A indenização
a) É devida em ambos os casos, porque, embora o estado de
necessidade exclua a ilicitude do ato, não exime o causador do dano
de ressarcir os prejuízos.
b) Não é devida em nenhum dos dois casos, porque o estado de
necessidade exclui a ilicitude do ato.
c) É devida, por Antônio, aos filhos de José, e Antônio pode cobrar do
espólio de Pedro o que vier a despender, mas não é devida a
indenização ao cônjuge de Pedro.
d) É devida por Antônio aos filhos de José, e Antônio não tem direito de
cobrar do espólio de Pedro o que despender, mas não é devida a
indenização ao cônjuge de Pedro.
e) É devida pela metade em ambos os casos, porque admitida, na
responsabilidade civil, a compensação de culpas.

Comentário:
Art. 929. Se a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188,
não forem culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo
que sofreram.
Art. 930. No caso do inciso II do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro,
contra este terá o autor do dano ação regressiva para haver a importância que
tiver ressarcido ao lesado.
Parágrafo único. A mesma ação competirá contra aquele em defesa de quem se
causou o dano (art. 188, inciso I).
Art. 188. Não constituem atos ilícitos:
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito
reconhecido;

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II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de
remover perigo iminente.
Parágrafo único. No caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as
circunstâncias o tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do
indispensável para a remoção do perigo.
Deste modo, é devida indenização que será paga por Antônio aos filhos de
José. E ainda, poderá Antônio cobrar dos filhos de Pedro o que tiver que
pagar a título de indenização em ação regressiva. Pedro foi o responsável
pelo acidente, sendo assim não terá seu cônjuge direito à indenização.
Gabarito letra C.

31. FCC 2011/TRT 20º REGIÃO. No que concerne à responsabilidade


civil é INCORRETO afirmar que a indenização
a) No caso de lesão ou outra ofensa à saúde consistirá no pagamento
das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até o fim da
convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove
haver sofrido.
b) Poderá ser reduzida, equitativamente, pelo juiz se houver excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.
c) Será fixada tendo em conta a gravidade da culpa da vítima em
confronto com a do autor do dano se a vítima tiver concorrido
culposamente para o evento danoso.
d) Por ofensa à liberdade pessoal, se o ofendido não puder provar
prejuízo, será fixada equitativamente pelo juiz, na conformidade das
circunstâncias do caso.
e) Consistirá, havendo usurpação ou esbulho do alheio, se a restituição
da coisa não for possível, na restituição do equivalente, estimado pelo
valor de afeição, ainda que este se avantaje ao seu preço ordinário.

Comentário:
A alternativa que está incorreta é a letra “e”.
Art. 952. Havendo usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa,
a indenização consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a
título de lucros cessantes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu
equivalente ao prejudicado.
Parágrafo único. Para se restituir o equivalente, quando não exista a própria coisa,
estimar-se-á ela pelo seu preço ordinário e pelo de afeição, contanto que este não
se avantaje àquele.
A alternativa “a” está correta.
Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o
ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da
convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.

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A alternativa “b” está correta.


Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
A alternativa “c” está correta.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.
A alternativa “d” está correta.
Art. 954. A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pagamento
das perdas e danos que sobrevierem ao ofendido, e se este não puder provar
prejuízo, tem aplicação o disposto no parágrafo único do artigo antecedente.
Art. 953. Parágrafo único. Se o ofendido não puder provar prejuízo material,
caberá ao juiz fixar, equitativamente, o valor da indenização, na conformidade das
circunstâncias do caso.
Gabarito letra E.

32. FCC 2011/DPE-RS/DEFENSOR. Atos ilícitos e responsabilidade civil.


a) A ilicitude dos atos jurídicos surge com a violação de direito alheio e
a consequente configuração de dano a terceiro, não havendo falar
em configuração de ato ilícito no exercício de um direito por seu
titular.
b) No sistema brasileiro a indenização é mensurada pela extensão do
dano, forte no princípio da restituição integral, não havendo
possibilidade de sua fixação e/ou redução pela via da equidade.
c) Nos termos do Código Civil, os empresários individuais e as empresas
respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos
produtos postos em circulação.
d) Os pais respondem, mediante a aferição da sua culpa, pelos atos dos
filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia, o que também ocorre com os empregadores, no que
respeita aos atos dos seus empregados, serviçais e prepostos, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.
e) No sistema da responsabilidade civil objetiva a culpa do ofensor é
despicienda, tanto para a fixação do dever de indenizar, quanto para
a fixação do quantum indenizatório.

Comentário:
A alternativa “a” está errada.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.

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Assim, de acordo com este artigo, o abuso de direito também é considerado


ato ilícito e passível de indenização.
A alternativa “b” está errada.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e
o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Portanto a indenização poderá ser fixada ou reduzida pela equidade.
A alternativa “c” está correta.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano,
independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a
atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua
natureza, risco para os direitos de outrem.
A alternativa “d” está errada.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros
ali referidos. Estes terceiros são os pais, os empregadores dentre outros.
E a alternativa “e” está errada.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da
culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
Gabarito letra C.

33. FCC 2010/TRT 8º Região/Analista Judiciário. Luiz, dirigindo


sozinho um veículo de seu empregador, atropelou um pedestre, causando-
lhe ferimentos graves. Nesse caso,
a) A culpa do empregado, autor do dano, acarretará a responsabilidade
objetiva do empregador.
b) O empregador responderá pelos danos causados independentemente
da existência de culpa do empregado.
c) O empregador só responderá pelos danos causados se ficar
demonstrado que sabia que o empregado não dirigia com cautela.
d) Somente o empregado responderá pelos danos causados, pois o
empregador não estava presente na ocasião do evento.
e) O empregador só responderá pelos danos causados se ficar
demonstrado que infringiu o dever de vigilância.

Comentário:
Para esta questão utilizaremos também o art. 932 – ele é muito importante
pensando em provas de concursos públicos.

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Art. 932 São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador
ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do
trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
Vimos em aula que este artigo trata da responsabilidade objetiva por fato
de outrem. Assim, embora seja necessária a culpa do empregado, que foi
o autor do dano, ela acarretará a responsabilização objetiva de seu
patrão.
Gabarito letra A.

34. FCC 2010/Prefeitura de Teresina/Procurador Municipal. No


tocante à responsabilidade civil,
a) A pessoa jurídica pode sofrer dano material, mas não moral.
b) Mediante apuração de culpa, as empresas e empresários individuais
respondem pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.
c) A gravidade da culpa do agente é irrelevante na fixação da
indenização, importando apenas a extensão do dano.
d) Importa aferir o nexo causal somente na responsabilidade subjetiva,
mas não na responsabilidade objetiva, para cuja caracterização
bastam o ilícito e o dano correspondente.
e) O incapaz responde pelos prejuízos que causar, de modo subsidiário
e desde que a indenização não o prive do necessário, ou às pessoas
que dele dependam.

Comentário:
A alternativa “a” está errada uma vez que a pessoa jurídica pode sofrer
tanto dano material quanto dano moral.
Art. 52. Aplica-se às pessoas jurídicas, no que couber, a proteção dos direitos da
personalidade.
A alternativa “b” está errada.
Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários
individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos
danos causados pelos produtos postos em circulação.
A alternativa “c” está errada.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e
o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização. Desta forma,
a indenização mede-se pela extensão do dano, mas dependendo da gravidade da
culpa do agente, poderá o juiz reduzir a indenização.
A alternativa “d” está errada, pois para que se configure o dever de
indenizar devem estar presentes a conduta do agente, o dano e o nexo de
causalidade entre o dano e a conduta do agente. Assim, é necessário, tanto

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para a responsabilidade subjetiva, quanto para a responsabilidade objetiva,


que haja comprovadamente dano causado a outrem e nexo entre esse dano
e o ato do agente.
E por fim, a alternativa “e” está correta.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por
ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
Gabarito letra E.

35. FCC 2010/TCE-RO/Procurador. Para o Código Civil, o sistema da


responsabilidade civil
a) Depende da prova da culpa, como regra geral, excepcionalmente
admitindo a responsabilidade objetiva pelo risco atividade.
b) Depende, como regra geral, da prova da ação ou omissão voluntária,
nexo causal e dano, somente.
c) Exclui o abuso do direito como ato ilícito objetivo.
d) Implica a ausência total da responsabilidade dos incapazes,
respondendo por eles seus representantes legais.
e) Importa a responsabilidade subjetiva dos empresários individuais e
das empresas pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.

Comentário:
Como vimos em aula, a responsabilidade civil, em regra, depende da
comprovação de culpa do agente. Porém, haverá casos em que
determinadas pessoas serão, por lei, responsabilizadas a responder por
dano que não causou, independentemente de culpa. Um dos casos
apontados pelo código civil é o do art. 927, parágrafo único.
Art. 927 Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem.
Deste modo a alternativa “a” está correta.
A letra “b” está errada por causa da palavra “somente” colocada ao final da
alternativa.
A alternativa “c” está errada porque o abuso de direito não é excluído, mas
sim é considerado ato ilícito.

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Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Este artigo faz referência expressa ao abuso de direito (art. 187).
A alternativa “d” está errada porque os incapazes podem responder por
seus danos de forma subsidiária.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
E a alternativa “e” está errada, pois é caso de responsabilidade objetiva.
Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários
individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos
danos causados pelos produtos postos em circulação.
Gabarito letra A.

36. FCC 2010/TCE-RO/Procurador. Assinale a alternativa INCORRETA.


a) O ordenamento pátrio admite a concorrência de culpas na esfera
cível.
b) A indenização mede-se pela extensão do dano, podendo o juiz reduzi-
la equitativamente se houver excessiva desproporção entre a
gravidade da culpa e o dano.
c) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se
transmitem com a herança, extinguindo-se a última com a morte do
lesante.
d) São cumuláveis as indenizações material e moral.
e) O dano estético tem sido admitido autonomamente ao dano moral,
dizendo respeito às lesões à integridade física da vítima.

Comentário:
A alternativa incorreta é a letra “c”.
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se
com a herança.
A alternativa “a” está correta de acordo com o art. 945.
A alternativa “b” está correta de acordo com o art. 944.
A alternativa “d” está correta de acordo com uma súmula do STJ, nº 37,
que diz: “São cumuláveis as indenizações por dano material e moral
oriundas do mesmo fato”.
A alternativa “e” está correta de acordo com outra súmula do STJ, nº
387, que diz: “É lícita a cumulação das indenizações de dano estético e
moral”.
Gabarito letra C.

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37. FCC 2010/TRT 8º Região/Analista. A indenização decorrente da


responsabilidade civil por ato ilícito
a) No caso de homicídio consiste exclusivamente no pagamento das
despesas de tratamento médico, funeral e luto.
b) Mede-se pela extensão do dano, não podendo, em nenhuma
hipótese, ser reduzida pelo juiz.
c) Não pode ser reduzida se a vítima tiver concorrido culposamente para
o evento danoso.
d) Pode ser reduzida equitativamente pelo juiz quando houver excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.
e) No caso de lesão corporal engloba as despesas de tratamento do
ofendido, mas não inclui os lucros cessantes até o final da
convalescença.

Comentário:
A alternativa “a” está errada.
Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações:
I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto
da família;
II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se
em conta a duração provável da vida da vítima.
A alternativa “b” está errada de acordo com o art. 944 e seu §único, já
comentado acima.
A alternativa “c” está errada de acordo com o art. 945, também já
comentado acima.
A alternativa “d” está correta de acordo com o art. 944 e seu §único.
A alternativa “e” está errada.
Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido
das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença,
além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.
Gabarito letra D.

38. FCC 2010/TRE-AL/Analista Judiciário. Mario possui dois filhos,


Joana e Danilo, que residem e dependem economicamente dele. Mário
ressarciu judicialmente danos distintos causados por Joana e por Danilo,
tendo em vista a comprovação da responsabilidade civil de ambos.
Considerando que Joana é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente
os atos da vida civil e que Danilo é relativamente incapaz, bem como que
tratam de atos e danos distintos, neste caso, Mario
a) Poderá reaver o que houver pago apenas de Joana.

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b) Poderá reaver o que houver pago de ambos os filhos.


c) Não poderá reaver o que houver pago de nenhum de seus filhos.
d) Poderá reaver o que houver pago apenas de Danilo.
e) Só poderá reaver metade do que houver pago e somente de Danilo.

Comentário:
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
Gabarito letra C.

39. FCC 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal. Para o


legislador civil, o abuso do direito é um ato:
a) Lícito, embora possa gerar a nulidade de cláusulas contratuais em
relações consumeristas.
b) Lícito, embora ilegal na aparência.
c) Ilícito objetivo, caracterizado pelo desvio de sua finalidade social ou
econômica ou contrário à boa-fé e aos bons costumes.
d) Ilícito, necessitado da prova de má-fé do agente para sua
caracterização.
e) Ilícito abstratamente, mas que não implica dever indenizatório moral.

Comentário:
Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo,
excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela
boa-fé ou pelos bons costumes.
Gabarito letra C.

40. FCC 2009/TRT 7º Região/Analista Judiciário. A respeito da


responsabilidade civil, considere:
I. A concorrência culposa da vítima para o evento danoso não altera o
montante da indenização devida, pois no Direito Civil não há compensação
de culpas.
II. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
III. O direito de exigir a reparação é personalíssimo e, se não exercido em
vida, não se transmite com a herança.

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É correto o que se afirma APENAS em


a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) II.

Comentário:
A afirmação I está errada.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso,
a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em
confronto com a do autor do dano.
A afirmação II está correta.
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
A afirmação III está errada.
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se
com a herança.
Gabarito letra E.

41. FCC 2009/TRT 15º Região/Analista Judiciário. A respeito da


responsabilidade civil, considere:
I. Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se
albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são responsáveis pela
reparação civil pelos atos praticados por seus hóspedes, moradores e
educandos.
II. A responsabilidade civil é independente da criminal, motivo porque se
pode questionar no juízo cível sobre a existência do fato, ou sobre quem
seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo
criminal.
III. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano
proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar
indevido.

Está correto o que se afirma SOMENTE em


a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) I.
e) II.

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Comentário:
Vamos analisar as afirmações:
A afirmação I está correta.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: IV - os donos de hotéis,
hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo
para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
A afirmação II está errada.
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
A afirmação III está correta.
Art. 938. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano proveniente
das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar indevido.
Gabarito letra C.

42. FCC 2009/TCE-PI/Assessor Jurídico. Haverá responsabilidade civil


objetiva
a) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
b) Sempre que a lei não exigir expressamente a comprovação de culpa
ou o reconhecimento da ilicitude do ato causador do dano.
c) Somente quando a lei expressamente dispensar a comprovação de
culpa do causador do dano.
d) Apenas quando o dano tiver sido causado por servidor público no
exercício de suas funções.
e) Sempre que o causador do dano for incapaz.

Comentário:
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente
de culpa, ¹nos casos especificados em lei, ou ²quando a atividade
normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco
para os direitos de outrem.
A responsabilidade será objetiva quando estiver nos casos autorizados por
lei ou quando a atividade desenvolvida pelo autor do dano implicar por sua
natureza, risco para os direitos de outras pessoas.
Gabarito letra A.

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43. FCC 2009/MPE-CE/Promotor de Justiça. Na responsabilidade civil,


a indenização mede-se pela extensão do dano, respondendo por ela o seu
autor:
a) Independentemente de culpa, bastando a comprovação do prejuízo e do
nexo causal, salvo quando a lei expressamente se referir a conduta
culposa ou dolosa como elemento essencial da responsabilidade.
b) Mas, se ele for incapaz, a indenização será equitativa e não terá lugar se
vier, a ele ou às pessoas que dele dependem, privar do necessário.
c) E o valor não poderá ser reduzido, ainda que a culpa do autor do dano
seja leve.
d) Não tendo nenhuma influência na fixação da indenização a concorrência
da vítima, se esta agiu apenas culposa e não dolosamente.
e) E conjuntamente os curadores, tutores, pais e empregadores, se tiverem
agido culposamente na vigilância dos curatelados, tutelados, filhos ou
empregados.

Comentário:
A alternativa “a” está errada porque ocorre justamente o contrário somente
haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem.
A alternativa “b” está correta.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa,
não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem.
A alternativa “c” está errada.
Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.
Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e
o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a indenização.
A alternativa “d” está errada.
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.
E a alternativa “e” está errada.
Arts. 932 e 933:
Art. 932 São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;

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II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas
condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos,
no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se
albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes,
moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até
a concorrente quantia.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros
ali referidos.
Gabarito letra B.

44. FCC 2009/TRE-PI/Analista Judiciário. Concernente à


responsabilidade civil, nos termos do Código Civil Brasileiro, é certo que
a) O incapaz, em regra, não responde pelos prejuízos que causar,
mesmo se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
b) É responsável pela reparação civil, independentemente de culpa de
sua parte, aquele que gratuitamente houver participado nos produtos
do crime, até a concorrente quantia.
c) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem por seu ascendente
ou descendente, pode reaver o que houver pago daquele por quem
pagou.
d) Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem
ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido,
ficará obrigado a pagar ao devedor, em ambos os casos, o dobro do
que houver cobrado, salvo se houver prescrição.
e) São responsáveis pela reparação civil, independentemente de culpa
de sua parte, os donos de hotéis, hospedarias, casas ou
estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, salvo para fins de
educação, pelos seus hóspedes e moradores.

Comentário:
A alternativa “a” está errada de acordo com o art. 928 e seu §único, já
comentados nas questões acima.
A alternativa “b” está correta.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: V - os que gratuitamente
houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros
ali referidos.

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A alternativa “c” está errada de acordo com o art. 934, já comentado em


outras questões.
A alternativa “d” está errada.
Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem
ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a
pagar ao devedor, no primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no
segundo, o equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição.
E a alternativa “e” está errada.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: IV - os donos de hotéis,
hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo
para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
Gabarito letra B.

45. FCC 2009/DPE-SP/Defensor Público. Com relação à reparação


civil, considere as seguintes assertivas:
I. Os incapazes respondem pelos prejuízos que causarem a outrem com a
totalidade de seus bens.
II. Os incapazes respondem pelos prejuízos que causarem se os seus
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de
recursos suficientes.
III. A indenização de danos causados por incapazes deverá ser equitativa
e poderá não ter lugar se privá-los, bem como às pessoas que dele
dependerem, do necessário para viver com dignidade.
IV. A indenização dos prejuízos que os incapazes causarem a outrem
deverá ter por medida a extensão do dano, isto é, deverá ser proporcional.
V. Pelo prejuízo advindo em acidente automobilístico causado por ação de
menor emancipado e com economia própria, a responsabilidade será
solidária com os pais e com o proprietário do veículo.

Estão corretas SOMENTE


a) I e IV.
b) I, IV e V.
c) II, III e V.
d) II, IV e V
e) III e IV.

Comentário:
A afirmativa I está errada.
Art. 928 O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios

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suficientes. Parágrafo único. A indenização prevista neste artigo, que deverá ser
equitativa, não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que
dele dependem.
A afirmativa II e III, estão corretas, também de acordo com o art. 928.
A afirmativa IV está errada também de acordo com o art. 928, pois a
indenização deverá ser equitativa, e não proporcional.
A afirmativa V está correta, de acordo com o art. 932, I combinado com o
art. 933.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos
menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
Também podemos usar como fundamentação para esta questão, o
enunciado 41 do CJF: “41 – Art. 928: a única hipótese em que poderá haver
responsabilidade solidária do menor de 18 anos com seus pais é ter sido
emancipado nos termos do art. 5º, parágrafo único, inc. I, do novo Código
Civil”.
Art. 5º. A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica
habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante
instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por
sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos.
Ou seja, quando a emancipação do filho é voluntária não há exoneração da
responsabilidade dos pais porque um ato de vontade não elimina a
responsabilidade que provém de Lei.
Gabarito letra C.

46. FCC 2008/MPE-RS/Secretário de Diligências. A respeito da


obrigação de indenizar, considere:
I. Os donos de estabelecimentos onde se albergue por dinheiro para fins de
educação são responsáveis pelos seus educandos.
II. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
III. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se
transmitem com a herança.

De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que se afirma APENAS
em

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a) III.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e II.
e) I.

Comentário:
A afirmação I está correta.
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: V - os donos de hotéis,
hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo
para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
A afirmação II está correta.
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
A afirmação III está errada.
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se
com a herança.
Gabarito letra D.

47. FCC 2008/TCE-SP/Auditor do Tribunal de Contas. A indenização


por ato ilícito
a) Só será devida quando ficar configurado dano material.
b) Não será devida, se ficar configurado apenas abuso de direito.
c) Será devida, ainda que o dano seja exclusivamente moral.
d) Só será devida na hipótese de se apurar dolo ou culpa grave do
agente.
e) Em nenhuma hipótese será devida, se o agente for incapaz.

Comentário:
Art. 186 Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral,
comete ato ilícito.
Gabarito letra C.

48. FCC 2007/TJ-PE/Técnico Judiciário - Área Administrativa.


Considere as afirmativas abaixo sobre responsabilidade civil.
I. É responsável pela reparação civil, desde que comprovada a culpa de sua
parte, o empregador pelos atos praticados pelos seus empregados, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.

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II. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
III. O dono ou detentor do animal ressarcirá o dano por ele causado, se
não comprovar culpa da vítima ou força maior.
IV. Aquele que ressarcir o dano causado por seu descendente relativamente
incapaz poderá reaver o que houver pago daquele por quem pagou.

É correto o que se afirma APENAS em:


a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, III e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

Comentário:
A primeira alternativa está errada.
Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que
não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali
referidos.
A segunda afirmativa está correta.
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
A terceira afirmativa está correta.
Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se
não provar culpa da vítima ou força maior.
A quarta afirmativa está errada.
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
Gabarito letra D.

49. FCC 2006/TRE-AP/Analista Judiciário - Área Judiciária. Com


relação a responsabilidade civil considere as seguintes assertivas:
I. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

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II. A responsabilidade civil é dependente da criminal, podendo, inclusive,


ser questionada sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
III. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem
ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de
um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) II.
b) II e III.
c) I.
d) I e II.
e) I e III.

Comentário:
A afirmação I está correta.
Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.
Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de
culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos
de outrem.
A afirmação II está errada de acordo com o art. 935, já comentado acima.
A afirmação III está correta.
Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem
ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um
autor, todos responderão solidariamente pela reparação.
Gabarito letra E.

50. FCC 2006/TRT - 6ª Região (PE)/Analista Judiciário - Área


Judiciária. No que se refere à responsabilidade civil, em matéria de Direito
Civil, aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for seu
a) Cunhado.
b) Ascendente até o primeiro grau.
c) Irmão.
d) Descendente, absoluta ou relativamente incapaz.
e) Ascendente até o segundo grau.

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Comentário:
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
Gabarito letra D.

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LISTA DAS QUESTÕES E GABARITO.

01. FCC 2016/TRT 23ª Região (MT)/Analista Judiciário. João e


Rodrigo entraram em luta corporal depois de uma discussão no trânsito.
Sem que Rodrigo pudesse se defender, João desferiu-lhe socos e pontapés,
causando lesões corporais. Muito machucado, Rodrigo representou pela
persecução criminal e ajuizou ação de indenização. A responsabilidade civil
a) Independe da criminal, podendo ser rediscutida no juízo civil qualquer
questão já decidida no juízo criminal.
b) Independe da criminal, mas, se João for absolvido, na ação penal,
por falta de provas, Rodrigo não poderá pleitear indenização na
esfera civil.
c) Depende da criminal, devendo o juiz extinguir a ação de indenização,
sem resolução de mérito, se ainda não tiver havido trânsito em
julgado da decisão proferida na ação penal.
d) Depende da criminal, devendo sempre o juiz suspender a ação de
indenização até o julgamento definitivo da ação penal.
e) Independe da criminal, mas, se a existência do fato for decidida, em
definitivo, no juízo criminal, não poderá ser discutida novamente no
juízo civil.

02. FCC 2016/TRT 23ª Região (MT)/Analista Judiciário. Marcelo


praticou crime de roubo contra um supermercado, subtraindo R$
10.000,00, dos quais doou R$ 2.000,00 a seu irmão José. Descoberta a
autoria do crime, bem como a ocorrência da doação, o supermercado
ajuizou ação de indenização contra Marcelo e contra José, visando à
reparação do dano. José
a) Responderá apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$
2.000,00.
b) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 2.000,00.
c) Responderá, de maneira objetiva, até a quantia de R$ 10.000,00.
d) Não responderá por nenhuma quantia, ainda que proveniente de
ilícito.
e) Responderá, apenas se comprovada culpa, até a quantia de R$
10.000,00.

03. FCC 2015/SEFAZ-PE/Julgador Administrativo Tributário do


Tesouro Estadual. O titular de um direito que, ao exercê-lo, excede
manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social
a) Comete ato ilícito, consubstanciado em abuso do direito, sujeitando-
se à responsabilidade civil.

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b) Não comete ato ilícito, mas, apenas, viola regra moral, sem
consequências jurídicas.
c) Não comete ato ilícito, mas se sujeita à responsabilidade civil de
natureza objetiva.
d) Comete ato ilícito, sujeitando-se a sanções administrativas, mas não
à responsabilidade civil.
e) Comete abuso do direito, que a lei não reputa ato ilícito para fins
indenizatórios.

04. FCC 2015/MANAUSPREV/Procurador Autárquico. Analise as


proposições abaixo, a respeito da responsabilidade civil:
I. O médico, em regra, responde civilmente somente se o autor da ação
fizer prova de dolo ou culpa.
II. O pai é objetivamente responsável pelos danos decorrentes de culpa do
filho menor que estiver sob sua autoridade e companhia.
III. Não se responsabiliza o incapaz se os seus responsáveis tiverem
obrigação de fazê-lo e dispuserem de meios suficientes para tanto.

Está correto o que se afirma em


a) I e III, somente.
b) III, somente.
c) I, II e III.
d) I e II, somente.
e) II e III, somente.

05. FCC 2015/TJ-PE/Juiz Substituto. Haverá obrigação de reparar o


dano, independentemente de culpa,
a) Sempre que o juiz, verificando a hipossuficiência da vítima, inverter
o ônus da prova.
b) Apenas quando o dano for ocasionado por agente público ou preposto
de empresa concessionária de serviço público, no exercício de seu
trabalho.
c) Quando a lei não estabelecer que a hipótese se regula pela
responsabilidade civil subjetiva.
d) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
e) Somente nos casos especificados em lei.

06. FCC 2015/TRE-RR/Analista Judiciário. Durante as eleições para


Governador do Estado realizadas no ano de 2014, Simone, de 16 anos de
idade, pegou escondido da família o carro de seu pai, João, para fazer
propaganda com seus amigos de seu candidato preferido. Durante o

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percurso, Simone atropelou uma família matando um homem de cinquenta


anos de idade ao invadir uma loja de alimentos. Neste caso, de acordo com
o Código Civil brasileiro, João
a) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá
reaver de Simone o valor total que pagar pelo ressarcimento do dano
causado.
b) Não responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha uma
vez que ela é relativamente incapaz.
c) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha mas não
poderá reaver de Simone o que pagar pelo ressarcimento do dano
causado.
d) Responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá
reaver de Simone somente 50% do valor total que pagar pelo
ressarcimento do dano causado.
e) Só responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha se esta
não possuir patrimônio pessoal.

07. FCC 2015/TCM-GO/Auditor de Controle Externo – Jurídica. No


direito brasileiro, a responsabilidade civil é
a) Tanto subjetiva como objetiva, nesse último caso enquadrando-se a
responsabilidade do profissional liberal e dos fornecedores de
produtos e serviços.
b) Sempre subjetiva, com a necessidade de comprovação de
imprudência, negligência ou imperícia, além do nexo causal e dano.
c) Objetiva, em regra, na modalidade de risco atividade, configurando-
se independentemente de culpa.
d) Subjetiva, em regra, implicando a necessidade de prova da ação ou
omissão voluntária, nexo causal, culpa e dano.
e) É sempre objetiva, na modalidade de risco criado ou risco atividade,
sem necessidade de demonstração de imprudência, negligência ou
imperícia.

08. FCC 2014/TRT 19ª Região (AL)/Analista Judiciário. A fim de


justificar o alto preço de imóvel, João afirma a José que o terreno possui
linda vista para o mar. Convencido por tal argumento, José compra o
imóvel, pagando o preço pedido por João. Cerca de ano e meio depois,
embora sem o objetivo de prejudicar José, e não obstante não tivesse tal
intenção quando realizou a venda, João adquire o terreno da frente e edifica
prédio que retira de José a vista para o mar. João cometeu ato
a) Lícito, pois não teve o objetivo de prejudicar José.
b) Ilícito, pois, ao quebrar a expectativa que havia incutido em José,
ofendeu os limites impostos pela boa-fé objetiva.
c) Ilícito, pois a lei proíbe que o vendedor construa nas proximidades do
imóvel alienado pelo prazo de 5 anos.
d) Lícito, pois está amparado pelo direito de propriedade.

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e) Lícito, pois não tinha intenção de comprar o terreno da frente quando


da realização da venda.

09. FCC 2014/TJ-CE/Juiz. Entre os poderes do juiz, ao fixar a


indenização por responsabilidade civil extracontratual, acha-se o de
a) Impor a pessoa incapaz, qualquer que seja a sua situação econômica
ou financeira, condenação a indenizar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de
meios suficientes.
b) Desconsiderar, em qualquer hipótese, a sentença absolutória
proferida no Juízo criminal.
c) Desconsiderar a circunstância de a vítima ter concorrido
culposamente para o evento danoso.
d) Reduzir, equitativamente, a indenização, se houver excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano produzido.
e) Reconhecer a responsabilidade objetiva do causador do dano
discricionariamente, segundo as circunstâncias do evento danoso.

10. FCC 2014/TJ-AP/Juiz. O empregador responde civilmente pelos atos


praticados por seus empregados no exercício dos trabalhos que lhes
competir,
a) Mesmo que o empregado tenha sido absolvido em processo criminal,
no qual tenha ficado provado não ser ele o autor do ato ilícito.
b) Apenas se tiver sido negligente na escolha do empregado ou sobre
ele não exerceu vigilância.
c) Ainda que não tenha agido com culpa, na escolha ou na vigilância do
empregado.
d) Em qualquer circunstância, porque a responsabilidade civil do patrão
é sempre objetiva.
e) Somente se o empregado for condenado em processo criminal.

11. FCC 2014/TRT 18ª Região (GO)/Juiz. Embora preso em canil que
respeitou todas as normas técnicas de construção, Átila, cão da raça pastor
alemão, pertencente a Cássio, consegue pulá-lo e morde gravemente o
vizinho, Fábio, que na ocasião conversava com Cássio no quintal do imóvel,
ao lado do canil. Nessas circunstâncias,
a) Cássio é responsável objetivo pelas lesões causadas, pelo só fato da
coisa, inexistentes causas excludentes na hipótese formulada.
b) Nenhuma responsabilidade aquiliana cabe a Cássio, haja vista culpa
exclusiva da vítima, Fábio, consistente em estar ao lado do canil por
ocasião dos fatos.

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c) A responsabilidade de Cássio e Fábio é de igual intensidade,


caracterizada culpa concorrente de Fábio por estar ao lado do canil
quando dos fatos.
d) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, que agiu diligentemente,
sem culpa, ao construir o canil de acordo com as normas técnicas
pertinentes.
e) Nenhuma responsabilidade cabe a Cássio, já que o ocorrido
equiparou-se a caso fortuito ou força maior, tendo em vista o canil
ter sido construído de modo adequado.

12. FCC 2014/TRT 2ª Região (SP)/Analista Judiciário. No jornal da


Capital "Semanário da Zona Leste”, foram publicadas em editorial
denúncias graves contra o restaurante "Alho e Óleo”, afirmando sua falta
de condições sanitárias, em razão das quais seu movimento de clientes caiu
por volta de 50%. Meses mais tarde, prova-se que as denúncias eram
falsas, mas parte da clientela jamais retornou.
Nessas circunstâncias, poderá o advogado do restaurante, ao acionar o
jornal,
a) Pleitear apenas danos materiais, pois os danos morais são cabíveis
exclusivamente às pessoas naturais ou físicas, inexistindo atributos
da personalidade às pessoas jurídicas nesse sentido.
b) Pleitear tanto danos materiais, pelo que o restaurante deixou de
lucrar, como danos morais, pois pessoas jurídicas também possuem
atributos da personalidade e, no caso, foi lesada sua honra objetiva.
c) Pleitear apenas danos morais, pela lesão à honra objetiva da pessoa
jurídica, que, no caso, englobam os danos materiais, não podendo
ser cumulados.
d) Pleitear danos materiais por lucros cessantes e por danos
emergentes, bem como danos morais por lesão à honra objetiva e
subjetiva da pessoa jurídica.
e) Nada poderá fazer, judicialmente, pois o direito de crítica jornalística
é amplo, não respondendo o jornal pela falsidade posteriormente
verificada da notícia que fez veicular, ainda que em editorial que
explicite seu posicionamento sobre a matéria.

13. FCC 2014/TRT 2ª Região (SP)/Analista Judiciário. Carlinhos, de


quatorze anos de idade, para vingar-se de uma surra que levou do irmão
de Caio, de apenas seis anos, bate neste até machucá-lo gravemente. Caio
é hospitalizado e, ao fim da internação, os gastos montam R$ 10.000,00,
suportados por seus pais, que querem agora ser indenizados do que
despenderam. Considerando que Carlinhos vive com seus pais, o advogado
dos pais de Caio

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a) Poderá propor ação somente contra Carlinhos, pois o ato envolveu


dois menores, absolutamente incapazes, sem qualquer envolvimento
dos pais de Caio ou de Carlinhos.
b) Poderá propor ação somente contra os pais de Carlinhos, pois este,
sendo absolutamente incapaz, não responde judicialmente por seus
atos.
c) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra ele
próprio, direta e solidariamente, sem restrições quanto à
responsabilidade patrimonial de ambos, dada a natureza do ilícito
cometido.
d) Poderá propor ação tanto contra os pais de Carlinhos como contra o
próprio Carlinhos, que apesar de ser absolutamente incapaz
responderá equitativamente com seu próprio patrimônio se os
recursos de seus pais não forem suficientes, só não podendo ser
privado do necessário, a si ou às pessoas que dele dependem.
e) Não terá como propor ação indenizatória alguma contra Carlinhos ou
contra seus pais, já que, sendo Carlinhos absolutamente incapaz, a
questão resolvesse, exclusivamente, pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente, sem implicações indenizatórias civis.

14. FCC 2014/SABESP/Advogado. Responde objetivamente, em regra,


a) O partido político, por quaisquer atos de seus agentes ou
representantes.
b) O prestador de serviços, independentemente da natureza do serviço
prestado.
c) Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que
exclusivamente moral.
d) O Município, pelos danos que seus agentes causarem a terceiros no
exercício da respectiva função pública.
e) O agente público que, em serviço ou fora dele, causar dano a
particulares, mesmo que o dano não tenha ocorrido no exercício de
sua função.

15. FCC 2014/Pref. De Cuiabá/Procurador. Aracy hospedou-se no


Hotel Bela Vista e levou consigo um poodle aparentemente inofensivo. Este,
porém, fugiu do quarto de Aracy, por descuido dela, e atacou os pés de
Ana Tereza, causando-lhe rompimento de tendão. Ana Tereza poderá pedir
indenização contra
a) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo
animal, e contra o Hotel Bela Vista, que responde subjetivamente por
seus hóspedes.
b) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo
animal, e contra o Hotel Bela Vista, que responde objetivamente por
seus hóspedes

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c) Aracy, que responde subjetivamente pelos danos causados pelo


animal, mas não contra o Hotel Bela Vista, que não teve culpa pelo
incidente.
d) O Hotel Bela Vista, apenas, por se tratar de relação de consumo.
e) Aracy, que responde objetivamente pelos danos causados pelo
animal, mas não contra o Hotel Bela Vista, que não teve culpa pelo
incidente.

16. FCC 2014/TRF 3ª Região/Técnico Judiciário – área


administrativa. Considere as seguintes situações hipotéticas:

I. Mario, dezessete anos de idade, escondido de seu pai, Golias, pegou a


chave do carro da família e atropelou Xisto.

II. Fabiana, dezesseis anos de idade, com a permissão de sua mãe, Maria,
que lhe entregou as chaves do veículo da família, dirigiu alcoolizada e
colidiu o referido veículo com a moto de Fabrício.

III. Carlos é dono do restaurante “CC”. Seu empregado, Matias, derrubou


um prato na cliente, Fátima, ferindo-a.

IV. Diogo é dono do hotel “AA”. Nesta madrugada um hóspede enfurecido


atirou pela janela do quarto, no qual estava hospedado, vasos, um abajur
e um lustre, ferindo Simone, uma transeunte.

De acordo com o Código Civil brasileiro, responderão pelos atos praticados


pelos terceiros mencionados nas situações hipotéticas,

a) Golias, Maria e Carlos, apenas.


b) Maria, Carlos e Diogo, apenas.
c) Maria e Diogo, apenas.
d) Golias, Maria, Carlos e Diogo.
e) Carlos e Diogo, apenas.

17. FCC 2013/TJ-PE/Juiz. O abuso de direito acarreta


a) Apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela
parte prejudicada, independentemente de decisão judicial.
b) Indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele.
c) Consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de
negócio fraudulento ou simulado.
d) Somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos
pelo juiz.
e) Indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei.

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18. FCC 2013/TJ-PE/Serviços Notariais e de Registro. No tocante à


responsabilidade civil, é correto afirmar:
a) O dono de edifício ou construção responde objetiva e
automaticamente pelos danos que resultem de sua ruína,
independentemente de aferição de culpa ou nexo causal.
b) Profissionais liberais respondem subjetivamente como regra geral, na
prestação de seus serviços, respondendo objetivamente nas relações
de consumo.
c) É absoluta a regra de que a indenização mede-se tão só pela extensão
do dano.
d) O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado,
desde que a vítima comprove a culpa daquele na guarda do animal.
e) Ressalvados casos previstos em leis especiais, os empresários
individuais e as empresas respondem independentemente de culpa
pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

19. FCC 2013/TCE-SP/Auditor. De acordo com o Código Civil, NÃO


constitui ilícito o ato
a) Legal, porém abusivo.
b) Culposo, mas não danoso.
c) Praticado no exercício irregular de um direito reconhecido.
d) Contrário aos bons costumes.
e) Ilegal e danoso.

20. FCC 2013/TJ-PE/Serviços Notariais e de Registro. Em relação à


responsabilidade civil do incapaz, é correto afirmar que
a) Como a obrigação de indenizar depende de ação ou omissão
voluntária do agente, e o incapaz não possui o discernimento
necessário, não será ele responsabilizado em nenhuma hipótese.
b) É subsidiária e mitigada, só tendo lugar se os seus responsáveis
legais não tiverem obrigação de indenizar, no caso concreto, ou não
dispuserem de meios suficientes. A indenização então fixada será
equitativa e não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as
pessoas que dele dependam.
c) O incapaz sempre é responsável direto e solidário com seus
representantes legais, pois o direito civil atual leva em conta
preponderantemente a figura da vítima e não a do causador do dano,
mostrando-se irrelevante se possui ele ou não discernimento
suficiente quanto à ilicitude de sua conduta.
d) Apenas o relativamente incapaz será responsabilizado, de modo
solidário com seus representantes legais mas com a fixação do
montante indenizatório obedecendo à equidade.

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e) Tanto oabsoluta como o relativamente incapaz serão


responsabilizados, subsidiariamente em relação a seus responsáveis
legais mas sem limitação quanto ao montante indenizatório devido.

21. FCC 2013/DPE-AM/Defensor. Para responder a questão considere o


caso abaixo.
Menor de 17 anos, por culpa, lesiona pessoa capaz, causando danos
materiais. Reside com o pai e é órfão de mãe.
Considerando que o menor não é emancipado, o pai
a) Não responderá pelos prejuízos se o filho dispuser de meios
suficientes.
b) Responderá direta e objetivamente pelos prejuízos que o filho houver
causado.
c) Responderá direta e subjetivamente pelos prejuízos que o filho
houver causado.
d) Responderá subsidiária e objetivamente pelos prejuízos que o filho
houver causado.
e) Responderá subsidiária e subjetivamente pelos prejuízos que o filho
houver causado.

22. FCC 2012/TRT 4ª Região/Juiz. Ao arbitrar indenização decorrente


de responsabilidade civil,
a) No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações, na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto
os devia, a serem pagos até a morte dos alimentados.
b) Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o
juiz poderá reduzir o valor da indenização.
c) No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o
ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao
fim da convalescença, excluídos os demais prejuízos que tenha
sofrido.
d) O grau de culpa jamais interfere no valor da indenização.
e) Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer
seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho,
a indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes,
incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que
se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser paga mensal e
periodicamente.

23. FCC 2012/TRT 6ª Região/Técnico. Sendo o patrão responsável pela


reparação civil dos danos causados culposamente por seus empregados no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele,
a) É obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa.

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b) Só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa.


c) Não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo
esmo ato, em processo criminal, por insuficiência de prova.
d) Só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o
empregado for condenado no processo criminal.
e) A obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o
dano.

24. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Considere:


I. Os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia.
II. O empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e
prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.
III. Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se
albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes,
moradores e educandos.
IV. Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime,
pela totalidade da quantia ilícita resultante da conduta do meliante.

Segundo o Código Civil brasileiro, são responsáveis pela reparação civil,


ainda que não haja culpa de sua parte, pelos atos praticados pelos terceiros
acima referidos, as pessoas indicadas APENAS em
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) II, III e IV.
e) I e IV.

25. FCC 2012/TJ-PE/Técnico. Artur mora sozinho em um edifício


residencial com vinte unidades. Seu apartamento possui grades nas janelas
e terraço envidraçado. Ontem, ele foi trabalhar, permanecendo no
apartamento apenas sua empregada doméstica diarista. Quando retornou
do trabalho, sua rua estava interditada tendo em vista que havia sido
lançado um vaso de flores de uma das janelas do edifício em que ele reside,
acarretando a morte de um pedestre. Artur, preocupado com o ocorrido,
consultou sua advogada e foi corretamente informado de que ele
a) Não possui responsabilidade civil, uma vez que, conforme previsto na
lei, o envidraçamento de seu terraço é fato excludente de
responsabilidade.
b) Só possui responsabilidade civil pelo ocorrido se tiver concorrido
culposamente para a ocorrência do evento.

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c) Não possui responsabilidade civil, tendo em vista que a sua ausência


do local dos acontecimentos exclui por si só a sua responsabilidade.
d) Possui responsabilidade civil pelo acontecimento apenas se for
comprovado que na sua unidade habitacional estava presente sua
empregada doméstica na hora em que ocorreram os fatos.
e) Possui responsabilidade civil pelo acontecido independentemente da
existência de culpa de sua parte.

26. FCC 2012/TRT 11ª Região/ Analista. De acordo com o Código Civil
brasileiro, no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras
reparações, no pagamento
a) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da
família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o
morto os devia, levando- se em conta a duração provável da vida da
vítima.
b) Apenas das despesas com o tratamento da vítima, bem como na
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-
se em conta a duração provável da vida da vítima.
c) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo
período máximo de dois anos.
d) Das despesas com seu funeral e o luto da família, bem como na
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, pelo
período máximo de cinco anos.
e) Das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da
família, bem como na prestação de alimentos às pessoas a quem o
morto os devia pelo período máximo de dez anos.

27. FCC 2011/TRT 20ª Região/Analista Judiciário. José foi acusado


de, dirigindo um veículo automotor, ter atropelado um pedestre e lhe
causado ferimentos. No processo criminal relativo ao fato, foi decidido que
José não foi o autor do fato, tendo a sentença criminal transitado em
julgado. Nesse caso, na esfera civil, José
a) Só poderá vir a ser responsabilizado pelos danos morais de correntes
do atropelamento.
b) Poderá vir a ser responsabilizado pelos danos materiais e morais
decorrentes do atropelamento porque a responsabilidade civil é
independente da criminal.
c) Não mais poderá ser responsabilizado pelos danos materiais e morais
decorrentes do atropelamento.
d) Poderá vir a ser responsabilizado pelos danos materiais decorrentes
do atropelamento porque a sentença criminal não afastou a
existência do fato.

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e) Poderá vir a ser responsabilizado pelos danos morais decorrentes do


atropelamento porque a sentença criminal não afastou a existência
do fato.

28. FCC 2011/TRT 14º Região/Técnico Judiciário. Tício, em


decorrência de doença mental, é absolutamente incapaz de exercer
pessoalmente os atos da vida civil. Seus pais e responsáveis não possuem
bens e vivem, assim como os filhos menores de Tício, dos rendimentos de
dois prédios que a este pertencem. Tício, num acesso de loucura, ateou
fogo em duas casas, destruindo-as e causando dano considerável aos
respectivos proprietários. Nesse caso, o incapaz
a) Não responde pelos prejuízos que causou, passando essa
responsabilidade ao Estado, em decorrência da sua incapacidade.
b) Não responde pelos prejuízos que causou por falta de capacidade
para exercer os atos da vida civil.
c) Responde integralmente pelos prejuízos que causou, pois seus
responsáveis não dispõem de recursos para fazê-lo.
d) Responde pelos prejuízos que causou, mas a indenização deverá ser
equitativa, não podendo privar do necessário o incapaz e as pessoas
que dele dependem.
e) Responde pela metade dos prejuízos que causou, sendo que a outra
metade só poderá ser pleiteada após a sua morte.

29. FCC 2011/TRE-RN/Analista Judiciário. Margarida, com dezessete


anos de idade, dirigindo a moto de seu pai, sem autorização, atropelou Jair,
causando-lhe graves ferimentos. O pai de Margarida
a) É responsável pela reparação civil da metade dos danos causados a
Jair.
b) É responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair e poderá
reaver de Margarida a totalidade do que houver pago.
c) Não é responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair,
tendo em vista que Margarida não é absolutamente incapaz de
exercer os atos da vida civil.
d) É responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair e poderá
reaver de Margarida apenas metade do que houver pago.
e) É responsável pela reparação civil dos danos causados a Jair, porém
não poderá reaver de Margarida o que houver pago.

30. FCC 2011/TJ-PE/Juiz. Em um naufrágio, comprovadamente


ocasionado pelo excesso de peso na embarcação permitido por Pedro, seu
condutor, faleceram este e 3 (três) dos 5 (cinco) passageiros. Joaquim, um
dos passageiros sobreviventes, para se salvar retirou o equipamento salva-
vidas que Pedro utilizava. O outro passageiro sobrevivente – Antônio –

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retirou também do passageiro José o equipamento salva-vidas que este


utilizava, razão pela qual veio a falecer. O cônjuge de Pedro move contra
Joaquim ação de indenização por dano moral e os filhos menores de José
movem ação de indenização por danos morais e materiais contra Antônio.
A indenização
a) É devida em ambos os casos, porque, embora o estado de
necessidade exclua a ilicitude do ato, não exime o causador do dano
de ressarcir os prejuízos.
b) Não é devida em nenhum dos dois casos, porque o estado de
necessidade exclui a ilicitude do ato.
c) É devida, por Antônio, aos filhos de José, e Antônio pode cobrar do
espólio de Pedro o que vier a despender, mas não é devida a
indenização ao cônjuge de Pedro.
d) É devida por Antônio aos filhos de José, e Antônio não tem direito de
cobrar do espólio de Pedro o que despender, mas não é devida a
indenização ao cônjuge de Pedro.
e) É devida pela metade em ambos os casos, porque admitida, na
responsabilidade civil, a compensação de culpas.

31. FCC 2011/TRT 20º REGIÃO. No que concerne à responsabilidade


civil é INCORRETO afirmar que a indenização
a) No caso de lesão ou outra ofensa à saúde consistirá no pagamento
das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até o fim da
convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove
haver sofrido.
b) Poderá ser reduzida, equitativamente, pelo juiz se houver excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.
c) Será fixada tendo em conta a gravidade da culpa da vítima em
confronto com a do autor do dano se a vítima tiver concorrido
culposamente para o evento danoso.
d) Por ofensa à liberdade pessoal, se o ofendido não puder provar
prejuízo, será fixada equitativamente pelo juiz, na conformidade das
circunstâncias do caso.
e) Consistirá, havendo usurpação ou esbulho do alheio, se a restituição
da coisa não for possível, na restituição do equivalente, estimado pelo
valor de afeição, ainda que este se avantaje ao seu preço ordinário.

32. FCC 2011/DPE-RS/DEFENSOR. Atos ilícitos e responsabilidade civil.


a) A ilicitude dos atos jurídicos surge com a violação de direito alheio e
a consequente configuração de dano a terceiro, não havendo falar
em configuração de ato ilícito no exercício de um direito por seu
titular.

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b) No sistema brasileiro a indenização é mensurada pela extensão do


dano, forte no princípio da restituição integral, não havendo
possibilidade de sua fixação e/ou redução pela via da equidade.
c) Nos termos do Código Civil, os empresários individuais e as empresas
respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos
produtos postos em circulação.
d) Os pais respondem, mediante a aferição da sua culpa, pelos atos dos
filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia, o que também ocorre com os empregadores, no que
respeita aos atos dos seus empregados, serviçais e prepostos, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.
e) No sistema da responsabilidade civil objetiva a culpa do ofensor é
despicienda, tanto para a fixação do dever de indenizar, quanto para
a fixação do quantum indenizatório.

33. FCC 2010/TRT 8º Região/Analista Judiciário. Luiz, dirigindo


sozinho um veículo de seu empregador, atropelou um pedestre, causando-
lhe ferimentos graves. Nesse caso,
a) A culpa do empregado, autor do dano, acarretará a responsabilidade
objetiva do empregador.
b) O empregador responderá pelos danos causados independentemente
da existência de culpa do empregado.
c) O empregador só responderá pelos danos causados se ficar
demonstrado que sabia que o empregado não dirigia com cautela.
d) Somente o empregado responderá pelos danos causados, pois o
empregador não estava presente na ocasião do evento.
e) O empregador só responderá pelos danos causados se ficar
demonstrado que infringiu o dever de vigilância.

34. FCC 2010/Prefeitura de Teresina/Procurador Municipal. No


tocante à responsabilidade civil,
a) A pessoa jurídica pode sofrer dano material, mas não moral.
b) Mediante apuração de culpa, as empresas e empresários individuais
respondem pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.
c) A gravidade da culpa do agente é irrelevante na fixação da
indenização, importando apenas a extensão do dano.
d) Importa aferir o nexo causal somente na responsabilidade subjetiva,
mas não na responsabilidade objetiva, para cuja caracterização
bastam o ilícito e o dano correspondente.
e) O incapaz responde pelos prejuízos que causar, de modo subsidiário
e desde que a indenização não o prive do necessário, ou às pessoas
que dele dependam.

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35. FCC 2010/TCE-RO/Procurador. Para o Código Civil, o sistema da


responsabilidade civil
a) Depende da prova da culpa, como regra geral, excepcionalmente
admitindo a responsabilidade objetiva pelo risco atividade.
b) Depende, como regra geral, da prova da ação ou omissão voluntária,
nexo causal e dano, somente.
c) Exclui o abuso do direito como ato ilícito objetivo.
d) Implica a ausência total da responsabilidade dos incapazes,
respondendo por eles seus representantes legais.
e) Importa a responsabilidade subjetiva dos empresários individuais e
das empresas pelos danos causados pelos produtos postos em
circulação.

36. FCC 2010/TCE-RO/Procurador. Assinale a alternativa INCORRETA.


a) O ordenamento pátrio admite a concorrência de culpas na esfera
cível.
b) A indenização mede-se pela extensão do dano, podendo o juiz reduzi-
la equitativamente se houver excessiva desproporção entre a
gravidade da culpa e o dano.
c) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se
transmitem com a herança, extinguindo-se a última com a morte do
lesante.
d) São cumuláveis as indenizações material e moral.
e) O dano estético tem sido admitido autonomamente ao dano moral,
dizendo respeito às lesões à integridade física da vítima.

37. FCC 2010/TRT 8º Região/Analista. A indenização decorrente da


responsabilidade civil por ato ilícito
a) No caso de homicídio consiste exclusivamente no pagamento das
despesas de tratamento médico, funeral e luto.
b) Mede-se pela extensão do dano, não podendo, em nenhuma
hipótese, ser reduzida pelo juiz.
c) Não pode ser reduzida se a vítima tiver concorrido culposamente para
o evento danoso.
d) Pode ser reduzida equitativamente pelo juiz quando houver excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano.
e) No caso de lesão corporal engloba as despesas de tratamento do
ofendido, mas não inclui os lucros cessantes até o final da
convalescença.

38. FCC 2010/TRE-AL/Analista Judiciário. Mario possui dois filhos,


Joana e Danilo, que residem e dependem economicamente dele. Mário

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ressarciu judicialmente danos distintos causados por Joana e por Danilo,


tendo em vista a comprovação da responsabilidade civil de ambos.
Considerando que Joana é absolutamente incapaz de exercer pessoalmente
os atos da vida civil e que Danilo é relativamente incapaz, bem como que
tratam de atos e danos distintos, neste caso, Mario
a) Poderá reaver o que houver pago apenas de Joana.
b) Poderá reaver o que houver pago de ambos os filhos.
c) Não poderá reaver o que houver pago de nenhum de seus filhos.
d) Poderá reaver o que houver pago apenas de Danilo.
e) Só poderá reaver metade do que houver pago e somente de Danilo.

39. FCC 2010 - PGM-TERESINA-PI - Procurador Municipal. Para o


legislador civil, o abuso do direito é um ato:
a) Lícito, embora possa gerar a nulidade de cláusulas contratuais em
relações consumeristas.
b) Lícito, embora ilegal na aparência.
c) Ilícito objetivo, caracterizado pelo desvio de sua finalidade social ou
econômica ou contrário à boa-fé e aos bons costumes.
d) Ilícito, necessitado da prova de má-fé do agente para sua
caracterização.
e) Ilícito abstratamente, mas que não implica dever indenizatório moral.

40. FCC 2009/TRT 7º Região/Analista Judiciário. A respeito da


responsabilidade civil, considere:
I. A concorrência culposa da vítima para o evento danoso não altera o
montante da indenização devida, pois no Direito Civil não há compensação
de culpas.
II. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
III. O direito de exigir a reparação é personalíssimo e, se não exercido em
vida, não se transmite com a herança.

É correto o que se afirma APENAS em


a) I.
b) I e II.
c) I e III.
d) II e III.
e) II.

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41. FCC 2009/TRT 15º Região/Analista Judiciário. A respeito da


responsabilidade civil, considere:
I. Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se
albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são responsáveis pela
reparação civil pelos atos praticados por seus hóspedes, moradores e
educandos.
II. A responsabilidade civil é independente da criminal, motivo porque se
pode questionar no juízo cível sobre a existência do fato, ou sobre quem
seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo
criminal.
III. Aquele que habitar prédio, ou parte dele, responde pelo dano
proveniente das coisas que dele caírem ou forem lançadas em lugar
indevido.

Está correto o que se afirma SOMENTE em


a) II e III.
b) I e II.
c) I e III.
d) I.
e) II.

42. FCC 2009/TCE-PI/Assessor Jurídico. Haverá responsabilidade civil


objetiva
a) Quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano
implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
b) Sempre que a lei não exigir expressamente a comprovação de culpa
ou o reconhecimento da ilicitude do ato causador do dano.
c) Somente quando a lei expressamente dispensar a comprovação de
culpa do causador do dano.
d) Apenas quando o dano tiver sido causado por servidor público no
exercício de suas funções.
e) Sempre que o causador do dano for incapaz.

43. FCC 2009/MPE-CE/Promotor de Justiça. Na responsabilidade civil,


a indenização mede-se pela extensão do dano, respondendo por ela o seu
autor:
a) Independentemente de culpa, bastando a comprovação do prejuízo e
do nexo causal, salvo quando a lei expressamente se referir a
conduta culposa ou dolosa como elemento essencial da
responsabilidade.
b) Mas, se ele for incapaz, a indenização será equitativa e não terá lugar
se vier, a ele ou às pessoas que dele dependem, privar do necessário.

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c) E o valor não poderá ser reduzido, ainda que a culpa do autor do


dano seja leve.
d) Não tendo nenhuma influência na fixação da indenização a
concorrência da vítima, se esta agiu apenas culposa e não
dolosamente.
e) E conjuntamente os curadores, tutores, pais e empregadores, se
tiverem agido culposamente na vigilância dos curatelados, tutelados,
filhos ou empregados.

44. FCC 2009/TRE-PI/Analista Judiciário. Concernente à


responsabilidade civil, nos termos do Código Civil Brasileiro, é certo que
a) O incapaz, em regra, não responde pelos prejuízos que causar,
mesmo se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.
b) É responsável pela reparação civil, independentemente de culpa de
sua parte, aquele que gratuitamente houver participado nos produtos
do crime, até a concorrente quantia.
c) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem por seu ascendente
ou descendente, pode reaver o que houver pago daquele por quem
pagou.
d) Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem
ressalvar as quantias recebidas ou pedir mais do que for devido,
ficará obrigado a pagar ao devedor, em ambos os casos, o dobro do
que houver cobrado, salvo se houver prescrição.
e) São responsáveis pela reparação civil, independentemente de culpa
de sua parte, os donos de hotéis, hospedarias, casas ou
estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, salvo para fins de
educação, pelos seus hóspedes e moradores.

45. FCC 2009/DPE-SP/Defensor Público. Com relação à reparação


civil, considere as seguintes assertivas:
I. Os incapazes respondem pelos prejuízos que causarem a outrem com a
totalidade de seus bens.
II. Os incapazes respondem pelos prejuízos que causarem se os seus
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de
recursos suficientes.
III. A indenização de danos causados por incapazes deverá ser equitativa
e poderá não ter lugar se privá-los, bem como às pessoas que dele
dependerem, do necessário para viver com dignidade.
IV. A indenização dos prejuízos que os incapazes causarem a outrem
deverá ter por medida a extensão do dano, isto é, deverá ser proporcional.
V. Pelo prejuízo advindo em acidente automobilístico causado por ação de
menor emancipado e com economia própria, a responsabilidade será
solidária com os pais e com o proprietário do veículo.

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Estão corretas SOMENTE


a) I e IV.
b) I, IV e V.
c) II, III e V.
d) II, IV e V
e) III e IV.

46. FCC 2008/MPE-RS/Secretário de Diligências. A respeito da


obrigação de indenizar, considere:
I. Os donos de estabelecimentos onde se albergue por dinheiro para fins de
educação são responsáveis pelos seus educandos.
II. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
III. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la não se
transmitem com a herança.

De acordo com o Código Civil brasileiro está correto o que se afirma APENAS
em
a) III.
b) I e III.
c) II e III.
d) I e II.
e) I.

47. FCC 2008/TCE-SP/Auditor do Tribunal de Contas. A indenização


por ato ilícito
a) Só será devida quando ficar configurado dano material.
b) Não será devida, se ficar configurado apenas abuso de direito.
c) Será devida, ainda que o dano seja exclusivamente moral.
d) Só será devida na hipótese de se apurar dolo ou culpa grave do
agente.
e) Em nenhuma hipótese será devida, se o agente for incapaz.

48. FCC 2007/TJ-PE/Técnico Judiciário - Área Administrativa.


Considere as afirmativas abaixo sobre responsabilidade civil.

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I. É responsável pela reparação civil, desde que comprovada a culpa de sua


parte, o empregador pelos atos praticados pelos seus empregados, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele.
II. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios
suficientes.
III. O dono ou detentor do animal ressarcirá o dano por ele causado, se
não comprovar culpa da vítima ou força maior.
IV. Aquele que ressarcir o dano causado por seu descendente relativamente
incapaz poderá reaver o que houver pago daquele por quem pagou.

É correto o que se afirma APENAS em:


a) I, II e III.
b) I, II e IV.
c) I, III e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

49. FCC 2006/TRE-AP/Analista Judiciário - Área Judiciária. Com


relação a responsabilidade civil considere as seguintes assertivas:
I. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar,
por sua natureza, risco para os direitos de outrem.
II. A responsabilidade civil é dependente da criminal, podendo, inclusive,
ser questionada sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor,
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.
III. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem
ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de
um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

Está correto o que se afirma APENAS em


a) II.
b) II e III.
c) I.
d) I e II.
e) I e III.

50. FCC 2006/TRT - 6ª Região (PE)/Analista Judiciário - Área


Judiciária. No que se refere à responsabilidade civil, em matéria de Direito
Civil, aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for seu

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Noções de Direito Civil para o TJ/PE -
Técnico Judiciário.
Professores: Aline Santiago e Jacson Panichi.
Aula - 03

a) Cunhado.
b) Ascendente até o primeiro grau.
c) Irmão.
d) Descendente, absoluta ou relativamente incapaz.
e) Ascendente até o segundo grau.

Gabarito:

1.E 2.B 3.A 4.C 5.D 6.C 7.D 8.B 9.D 10.C
11.A 12.B 13.D 14.D 15.B 16.D 17. B 18.E 19.B 20.B
21.B 22.B 23.A 24.B 25.E 26.A 27.C 28.D 29.E 30.C
31.E 32.C 33.A 34.E 35.A 36.C 37.D 38.C 39.C 40.E
41.C 42.A 43.B 44.B 45.C 46.D 47.C 48.D 49.E 50.D

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