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“Vocês conhecem a mensagem enviada por Deus ao povo de Israel, que fala das boas novas de

paz por meio de Jesus Cristo, Senhor de todos.” (Atos dos Apóstolos 10.36, NVI)

Ao invés de tréguas, paz duradoura!


No dia 24 de dezembro de 1914 ocorria o primeiro Natal durante a vigência da 1ª Guerra
Mundial. Aquela que seria a guerra para acabar com todas as guerras estava se tonando uma
carnificina sem precedentes onde os exércitos de países cristãos se enfrentavam em trincheiras
ao longo da fronteira da Bélgica e França com o Império Austro-húngaro, que incluía a
Alemanha.
Durante o dia, o bombardeio fora intenso, mas a noite foi silenciosa, como se os soldados
estivessem se lembrando de suas famílias tentando comemorar o Natal longe do Front
Ocidental.
Já eram 5 meses de guerra que iria mostrar ao mundo os horrores dos gases letais, como o gás
lacrimogênio, gás mostarda e armas químicas de destruição em massa como o Antraz... Naquela
noite havia silencia e talvez por causa disto, alguém se lembrou da música "Stille Nacht", em
alemão, que significa "Noite silenciosa". O nome era o mesmo em inglês "Silent Night", mas
em português ficou conhecida como noite Feliz.
Alguém assoviou a música, outro a cantou em alemão, outro em inglês, alguém em francês. Em
pouco tempo, soldados deixaram as trincheiras, tomaram bebidas para aquecer, trocaram café,
chocolate. Dizem até que houve uma partida de futebol que os alemães, sempre eles, ganharam
da Inglaterra por 3x2. Talvez seja lenda!
Este incidente durou dias e chegou a entrar o ano de 2015. A Guerra poderia ter acabado ali,
pela recusa dos soldados em voltar a atirar em quem eles nem conheciam, nem odiavam. Mas os
generais e os governantes decidiram que a guerra tinha que continuar. Mandaram bombardear os
pontos na fronteira, e eram muitos, que se recusavam a voltar a lutar. E a guerra continuou e
ceifou cerca de 17 milhões de vidas entre soldados e civis.
O Salmo 120 termina assim:
“Já há tempo demais que habito com os que odeiam a paz. Sou pela paz; quando, porém, eu
falo, eles teimam pela guerra.” (Salmo 120.6–7, RA)

Há um anseio no coração do homem pela paz, mas há um anseio que parece mais forte ao
nosso redor e talvez nos lugares sombrios de nossa alma que teima pela guerra.

Se quisermos viver a paz verdadeira que só Jesus pode nos dar precisamos trilhar um caminho
de lutas que nos colocará em guerra com as pessoas e até com o nosso próprio coração.
Brigamos até para impor a nossa “paz” sobre a “paz” de outros!

Sem perdão, sem arrependimento, sem um compromisso verdadeiro com Jesus, sem abrir
mão não haverá paz.

Pode acontecer como na 1ª Guerra um frágil armistício e momentos fugazes de uma paz
ameaçada por canhões mais poderosos que nós. Mas só quando nos unirmos com aquele que
deu a vida por aqueles que estavam em guerra com ele, para lhes dar a paz: Jesus podemos
receber a verdadeira paz.

“Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu
coração, nem tenham medo.” (João 14.27, NVI)

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