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Pós-Graduação em Educação

Psicopedagogia institucional

Psicopedagogia Institucional:
avaliação psicopedagógica

Material Complementar
Leituras
Complementares

Atividade 1

xx Família/escola
Uma das funções do psicopedagogo institucional é trabalhar com o contexto familiar. É preciso entender que
a família é co-participante no processo de aprendizagem do aluno.
Estabelecer estes objetivos de forma clara para a escola e para a família exige uma dinâmica de paciência,
positivismo e orientação.
Com base nos artigos e reportagens sugeridos, teça considerações sobre o que a família precisa assumir, o
que a escola precisa considerar e de que forma o psicopedagogo institucional poderá auxiliar.
ENTREVISTA: Isabel Parolin. Revista Direcional Escolas, edição 14, mar. 2006. Disponível em: <http://www.
direcionaleducador.com.br/artigos/entrevista-isabel-parolin>. Acesso em: 23 out. 2012.
Relações Interpessoais na Comunidade Escolar. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=cKMQqOzzXPw>. Acesso em: 23 out. 2012.
CARVALHO, M. E. P. de. Modos de educação, gênero e relações escola-família. Disponível em: <www.scielo.
br/pdf/cp/v34n121/a03n121.pdf>. Acesso em: 23 out. 2012.

Atividade 2

xx Afeto e cognição
As relações afetivas entre professor e aluno contribuem para o melhor rendimento escolar? A afetividade é
pressuposto básico para a construção dos conhecimentos cognitivo-afetivo? Muitas dificuldades de apren-
dizagem são oriundas da falta de afetividade na escola, problema este facilmente identificado pelo psicope-
dagogo institucional.
Observe a cena descrita:
Sexta-feira. Ao chegar à escola, a professora Sônia depara-se com um dos seus alunos, o Mateus, que vai
logo tirando um caderno da mochila.
— Professora, professora! Quero lhe mostrar o desenho que fiz.
— Menino, calma! Vamos entrar e depois você me mostra.
— Na sala, mal a professora termina a chamada, Mateus fala:
— Professora, dá para mostrar agora o meu...
Sônia, um tanto impaciente, o interrompe porque as crianças, curiosas, estavam atentas às palavras do
colega, ao invés de prestarem atenção no que a professora dizia:
— Mateus, deixe para mostrar seu caderno mais tarde. Agora estamos ocupados...

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— Mas, professora, eu vou dar o desenho para...
— Chega de conversa, Mateus! Vá pegando seu caderno!
Aborrecido o aluno cala-se. Se ao menos pudesse contar à professora para quem tinha desenhado, com tanto
gosto!
Só no final da aula a professora autoriza o menino a mostrar-lhe o desenho. Rapidinho, pois faltam poucos minu-
tos para a saída. Ele fala, então:
— Deixe pra lá, professora! Acho que a senhora não ia mesmo gostar, mas eu fiz o desenho para lhe dar de
presente de aniversário.
MARINHO, H. R. B. et al. Pluralidade de Linguagens: uma realidade na vida e no contexto educacional. Ponta
Grossa, 2005, p.21.
Que prejuízos esta professora poderá estar trazendo para Mateus e também para sua turma? Vamos trocar
ideias.

Psicopedagogia institucional

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Vídeos

1. COMO estrelas na Terra. Direção de Aamir Khan e Amole Gupte. Índia, 2007. 1 filme (140 min), sonoro,
legenda, color.
COMO estrelas na Terra. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=bnZdgb9WPeI>. Acesso em:
23 out. 2012.
Título original: Taare Zameen Par.
Gênero: drama.
Roteiro: Amole Gupte.
Elenco/personagem: Aamir Khan/Professor Nikumbh, Darsheel Safary/Ishaan Awasthi, M. K. Raina/diretor,
Sachet Engineer/Yohaan Awasthi.
Este filme é indiano e retrata que “como estrelas na Terra, toda criança é especial”.
É a história de uma criança, Ishaan Awasthi, de 9 anos, que sofre com dislexia e custa a ser compreendida. Um
professor substituto de Artes entra em cena e logo percebe que algo de errado estava pairamais »ndo sobre
Ishaan. Não demorou para que o diagnóstico de dislexia ficasse claro para ele, o que o leva a por em prática
um ambicioso plano de resgatar aquele garoto que havia perdido sua réstia de luz e a vontade de viver.
Este filme, associado ao artigo, nos permite perceber a importância da observação no processo de aprendi-
zagem. A psicopedagoga precisa ter esta habilidade para poder intervir positivamente no processo educativo.
Ishaan era cheio de imaginação e gostava muito de desenhar e brincar. Aprendemos que a brincadeira, a
musicalidade e o desenho contribuem muito no processo ensino-aprendizagem.

2. O ÓLEO de Lorenzo. Direção de George Miller. Estados Unidos: Universal Pictures, 1992. 1 filme (129 min),
sonoro, legenda, color.
Lançamento: 15 de janeiro de 1993 (2h09).
Gênero: drama.
Elenco: Peter Ustinov, Kathleen Wilhoite, Margo Martindalemais.
Um garoto levava uma vida normal até que, quando tinha seis anos, estranhas coisas aconteceram, pois
ele passou a ter diversos problemas de ordem mental que foram diagnosticados como ALD, uma doença
extremamente rara que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no
máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medica-
mento para uma doença desta natureza. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança
de descobrir algo que poderia deter o avanço da doença.
Essa história é real e marcada pela coragem e impetuosidade de pais que renegaram afirmações pouco
estudadas, na busca de respostas claras e concisas para a solução desse problema. E para chegar a essas
respostas eles precisaram pesquisar em livros. Após exaustivas leituras sobre o fato, levantaram hipóteses
e criaram modelos de estudos evidenciados quando o pai de Lorenzo cria o modelo da pia e o modelo da
única enzima para explicar o que ocorre no organismo do menino.

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Deduziram um tratamento com base em um óleo experimental, testado em uma cobaia humana: a tia do
garoto. Tudo isso foi muito válido, pois essa descoberta serviu para impedir o avanço da doença e evitar a
morte de muitos outros portadores, trazendo esperança às famílias dos mesmos.
Este filme é uma lição de vida fantástica que mostra que a ciência não tem respostas exatas.
Relacionado à psicopedagogia, nos permite perceber que nem sempre é possível resolver todos os problemas
existentes em uma instituição, mas não se pode desistir de pesquisar e acreditar que é possível fazer a diferença
na vida de um aluno.

3. POLLYANNA. Direção de: David Swift. Estados Unidos: Walt Disney, 1960. 1 filme (134 min), sonoro,
dublado, color.
POLLYANNA – filme completo dublado. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=snUKDhsnvHo>.
Acesso em: 23 out. 2012.
Palavras-chave: alegria, felicidade, lição de vida, menina, órfã, otimismo, solidariedade.
Baseado no livro de: Eleanor H. Porter.
Roteirista: David Swift.
Trilha: Paul J. Smith.
Na pequena cidade do interior americano vive a jovem Pollyana, uma pequena órfã que ilumina a vida de
todos que a conhecem. Sua tia Polly, preocupada com aparências, política e posses, tem problemas em
aceitar a alegria da sobrinha. Somente quando a cidade quase perde a sua habitante mais querida é que tia
Polly entende a importância do amor e da esperança.
Na psicopedagogia, afetividade e cognição se complementam, muitas intervenções são bem sucedidas por
não se perder a esperança, que todos podem aprender se forem trabalhados com carinho e dedicação.

4. NELL. Direção de: Michael Apted. Estados Unidos: Fox Filmes, 1994. 1 filme (113 min), sonoro, legenda, color.

FILME Nell (1994) trailer. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=1UZp5v2Gj04>. Acesso em


23 out. 2012.
Elenco: Jodie Foster, Liam Neeson, Natasha Richardson, Richard Libertini, Nick Searcy, Robin Mullins, Jer-
emy Davies, O’Neal Compton.
Produção: Jodie Foster, Renée Missel.
Roteiro: Willaim Nicholson.
Fotografia: Dante Spinotti.
Trilha sonora: Mark Isham.
Gênero: drama.
Filme baseado em fatos reais, narra uma história fantástica de uma garota, cujo único contato era com sua mãe,
que era afásica e morava em uma floresta longe da cidade e das pessoas. Após a morte de sua mãe Eremita,
um médico chamado Jerome Lovell a encontra em casa e na tentativa de ajudá-la percebe que ela se expressa
em um dialeto próprio evidenciando que até o momento presente não mantivera contato com outras pessoas.
Intrigado com a descoberta e ao mesmo tempo encantado com a inocência e pureza de Nell, ele tenta
ajudá-la a se integrar na sociedade. Pede ajuda a Paula Olsen, experiente em linguagem, a qual também se
interessa pelo caso e, junto com Jerome, arma acampamento próximo à casa de Nell. A fim de desvendar
a linguagem e o modo de viver de Nell, começam uma luta onde acabam se aproximando da garota e
formando uma amizade.

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Eles descobrem que Nell tinha uma irmã gêmea e que talvez ela tivesse sofrido algum tipo de agressão sexual,
por isso a maneira dela tentar fugir de todos e ter medo de tudo, até mesmo de sair de casa durante o dia.
Esse caso vai parar nos tribunais, onde a garota manifesta o amor por Jerome e Paula, onde ambos apren-
dem à linguagem própria da garota e afirmam que ela deve ficar.
Como resultado, todos eles acabam morando na casa de Nell, a qual integra-se à sociedade como uma
garota normal de sua idade. Paula e Jerome se casam e têm um lindo bebê.
O filme contribui com o trabalho do psicopedagogo na instituição, pois leva a refletir que é possível compre-
ender as diferenças. Ninguém pode ser excluído da sociedade, a aprendizagem é direito de todos.
A criança é concebida como um ser dinâmico, que a todo o momento interage com a realidade, operando
ativamente com objetos e pessoas. Essa interação com o ambiente faz com que construa estruturas mentais
e adquira maneiras de fazê-las funcionar.

5. O CONTADOR de histórias. Direção de Luiz Villaça. Brasil: Warner Bros., 2009. 1 filme (110 min), sonoro,
color.
O CONTADOR de histórias parte 1. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=SYMoZlH9GDo>.
Acesso em: 23 out. 2012.
O CONTADOR de histórias parte 2. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=vsa1U11CVCU>.
Acesso em: 23 out. 2012.
O CONTADOR de histórias parte 3. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=UA6AYw03X-I>.
Acesso em: 23 out. 2012.
Elenco: Maria de Medeiros, Marco Ribeiro, Paulo Henrique Mendes, Cleiton Santos, Malu Galli, Ju Colombo,
Daniel Henrique da Silva.
Produção: Francisco Ramalho Jr., Denise Fraga.
Roteiro: Maurício Arruda, José Roberto Torero, Mariana Veríssimo, Luiz Villaça.
Fotografia: Lauro Escorel.
Trilha sonora: André Abujamra, Márcio Nigro.
Gênero: drama.
Aos seis anos, Roberto Carlos Ramos é internado por sua mãe em uma instituição para menores caren-
tes em Belo Horizonte. Dotado de imaginação fértil, chega aos 13 anos analfabeto, com mais de 100
fugas no currículo, várias infrações e o diagnóstico de irrecuperável. O encontro com uma pedagoga
francesa mudará, para sempre, a vida de Roberto.
Como as pessoas podem se recuperar desde que encontrem alguém que acredite nessa possibilidade. Os
personagens, os lugares, as pessoas, tudo retrata muito bem Belo Horizonte e sua população, seus proble-
mas que são também do Brasil e, alguns, universais.
O psicopedagogo institucional pode ser esta pessoa que encontra o caminho para o aluno. Consegue ver as
habilidades presentes e não apenas as dificuldades, ajudando no resgate do ser humano.

6. MR. HOLLAND – adorável professor. Direção de Stephen Herek. Estados Unidos: 1995. 1 filme (143 min),
sonoro, legenda, color.
MR. HOLLAND – adorável professor. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=tRuBY_nmiUQ>.
Acesso em: 23 out. 2012.
Lançamento: desconhecido.

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Elenco: Richard Dreyfuss, Glenne Headly, Jay Thomas.
Gênero: comédia dramática.
Em 1964 um músico (Richard Dreyfuss) decide começar a lecionar, para ter mais dinheiro e assim se
dedicar a compor uma sinfonia. Inicialmente ele sente grande dificuldade em fazer com que seus alunos se
interessem pela música e as coisas se complicam ainda mais quando sua mulher (Glenne Headly) dá luz a
um filho, que o casal vem a descobrir mais tarde que é surdo. Para poder financiar os estudos especiais e o
tratamento do filho, ele se envolve cada vez mais com a escola e seus alunos, deixando de lado seu sonho
de tornar-se um grande compositor.
Durante a vida do personagem central o mesmo reata relações com o seu filho que tinham se fragmentado
em decorrência do seu engajamento na vida escolar da escola em que trabalha. A disciplina de música que
era relegada ao segundo plano pelos discentes da escola passou a ser retratada com bons olhos pelos mes-
mos, devido às aulas do personagem central. O filme termina com o personagem central sendo despedido
devido à contenção de gastos iniciada pelo conselho de educação da região em que vivia o personagem
central, mas o mesmo não sai da escola sem antes receber uma homenagem.
Neste filme é possível analisar a estrutura da instituição, articulando com o capítulo do artigo que trata do
mapeamento como uma das avaliações feitas pelo psicopedagogo.

7. PRECISAMOS conversar sobre o Kevin. Direção de Lynne Ramsay. Reino Unido/EUA: Paris Filmes, 2011. 1
filme, sonoro,legenda, color.
PRECISAMOS falar sobre o Kevin – trailer legendado. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=AMmMN5Ge570>. Acesso em: 24 out. 2012.
Lançamento: 27 de janeiro de 2012 (1h50).
Dirigido por: Lynne Ramsay.
Elenco: TildaSwinton, John C. Reilly, Ezra Millermais.
Gênero: drama, suspense.
Nacionalidade: EUA/Reino Unido.
Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta
recomeçar a vida com um novo emprego e vive temerosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação
vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos:
Kevin (JasperNewell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin,
sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando mas, mesmo
conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz.
Cometeu assassinato em massa em sua escola. Sem conseguir entender as ações do filho, ela tenta lidar
com sua dor e o sentimento de culpa, por se sentir responsável pelo fato.

8. ENTRE os muros da escola. Direção de: Laurent Cantet. França: 2008. 1 filme (128 min), sonoro,
legenda, color.
ENTRE os muros da escola: conselho de classe. Disponível em: <http://www.youtube.com/
watch?v=DQq2Oj28OAI>. Acesso em: 23 out. 2012.
Gênero: drama.
Nacionalidade: França.
François Marin (François Bégaudeau) trabalha como professor de língua francesa em uma escola de ensino
médio, localizada na periferia de Paris. Ele e seus colegas de ensino buscam apoio mútuo na difícil tarefa de

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fazer com que os alunos aprendam algo ao longo do ano letivo. François busca estimular seus alunos, mas
o descaso e a falta de educação são grandes complicadores.
Ao relacionar com o texto do artigo é possível a reflexão sobre quais ações um psicopedagogo poderia fazer
para auxiliar o professor na difícil tarefa de ensinar uma turma que apresenta um comportamento fora do
esperado.
Em muitas situações o professor não consegue atuar sozinho e precisa que toda a escola se mobilize e
realize um trabalho compartilhado.

9. O MENINO urubu. Direção: Fernando Alves. Brasil: 2006. 1 filme (15 min), sonoro, color.

O MENINO urubu parte 1. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=E8On5KPJ088>. Acesso


em: 23 out. 2012.
O MENINO urubu parte 2. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=KyeoDEsPUI4>. Acesso em:
23 out. 2012.
Palavras-chave: animação, curta, família.
É a história de um bebê abandonado no lixão. Um casal de urubus o encontra e cria como se fosse um
filhote. A mamãe-urubu “batiza” o garoto de Carniça, achando ser o nome mais bonito. Como todo filhotmais
»e de urubu, Carniça aprende a voar, mas quando cresce, fica mais pesado e não consegue voar por muito
tempo. Então, surge uma crise de identidade: “Por que eu tenho essas penas? E esse bico dentro da boca?
Por que o vento não me leva mais?”.
Muitas vezes o psicopedagogo se depara com situações de alunos na instituição escolar que estão sofrendo
problemas parecidos, crises emocionais que os fazem ficar confusos em sua identidade.
O filme também mostra como a escola exclui o diferente e que as notas e a promoção são mais importantes
que a aprendizagem.
É possível perceber a importância de se considerar a cultura e os saberes dos alunos no momento da apren-
dizagem, pois nem todos são iguais, mas todos podem aprender.

10. O SORRISO de Monalisa. Direção de Mike Newell. Estados Unidos: Columbia Pictures, 2004. 1 filme (117
min), sonoro, legenda. color.
O SORRISO de Monalisa parte 1. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=tDz8VJ6eS3k>.
Acesso em: 24 out. 2012.
O SORRISO de Monalisa parte 2. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=rXJHvW_nVOc>.
Acesso em: 24 out. 2012.
Elenco: Julia Roberts, Kirsten Dunst, Julia Stilesmais.
Gênero: comédia dramática, romance.
Katharine Watson (Julia Roberts) é uma recém-graduada professora que consegue emprego no conceituado
colégio Wellesley para lecionar aulas de história da arte. Incomodada com o conservadorismo da sociedade
e do próprio colégio em que trabalha, Katharine decide lutar contra estas normas e acaba inspirando suas
alunas a enfrentarem os desafios da vida.
A história fica centrada em uma professora inovadora, com ideias à frente de seu tempo, que é contratada
por uma renomada e tradicional escola de ensino médio, a qual preparava alunos para as universidades
americanas na década de 50 do século XX. Em um primeiro contato com a turma, composta apenas de
mulheres de classe média alta, a educadora Katherine ficou surpresa com a capacidade das alunas condi-

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cionadas às limitações da “decoreba” de uma apostila extremamente limitada. Além disso, as alunas demon-
stravam desconhecimento do que realmente seria a disciplina de história da arte, com a qual a educadora
teria que trabalhar.
No filme é possível articular a função do psicopedagogo na instituição escolar, buscando compreender o
todo para assim entender as partes. Em uma escola tradicional com professores limitados que não inovam
nas práticas educativas e não buscam o afeto para ensinar, a professora ensina os alunos a pensar.

Psicopedagogia institucional

32.
Estudo de caso

xx Mapeamento Institucional
Segundo (Porto,2011)o mapeamento escolar é utilizado para que o psicopedagogo conheça a instituição e
assim possa realizar uma intervenção de qualidade. Mapear é observar, analisar tudo o que dito mas também o
que está nas entrelinhas.è uma forma de avaliar a instituição e descobrir o porque dos sintomas que estão ocor-
rendo, somente após o diagnóstico é possível propor ações de melhoria ou intervenções psicopedagógicas.
Durante o mapeamento da escola x, um psicopedagogo fez o seguinte diagnóstico:

xx Diagnóstico
Esta escola parou no tempo, na inatividade. As pessoas que trabalham nela perderam o interesse em cons-
truir cotidianamente uma escola viva. O fazer educacional é mecânico e até quem tem a tarefa de gerir a
escola não demonstra vontade, desistiu de inovar.
Os professores e o restante da equipe acompanha o ritmo da diretora, resultando em alunos com pouca
ou nenhuma eficiência educacional. Em que direção ou a partir de onde precisa começar a mudança nesta
escola?
Compreendendo que o papel do psicopedagogo é analisar e apontar caminhos para uma mudança positiva
na instituição, o que você sugere de ações para melhorar esta realidade?
PORTO, O. Psicopedagogia Institucional: teoria, prática e assessoramento psicopedagógico, 4 ed. Rio
de Janeiro: wark editora, 2011.

xx Intervenções pedagógicas considerando as múltiplas inteligências


Segundo Celso Antunes (1999) durante muito tempo, acreditou-se que todo o processo de ensino fixava-se
na figura do professor, esta concepção está superada, hoje se percebe a importância da eficiência do ensino
com a compreensão de como a pessoa aprende.
O papel do novo professor é estimular as diferentes inteligências de seus alunosde forma que se tornem
aptos a resolver problemas. Para isso é preciso ser mediador, o diálogo em sala de aula precisa existir.
O psicopedagogo institucional trabalha voltado para a inclusão social, ele precisa acreditar e garantir que
todos são capazes de aprender, independente de sua cultura e de seus diferentes saberes. Precisa saber que
a inteligência não é única e que existem muitas maneiras de ensinar.
Desta forma, quando solicitado por uma instituição escolar para ajudar na aprendizagem precisa orientar
com segurança a comunidade escolar, mostrando alternativas de trabalho.
Diante do retrato de uma sala de aulaque sofre com a falta de atenção dos alunos reflita:, qual o seu parecer
sobre a professora e qual a orientação, enquanto psicopedagogo:

xx RETRATO DA SALA
A professora da escola X, trabalha com alunos de 7 anos de idade. Fica estressada quando seus alunos
andam na sala, pulam ou brincam fora de horário. Diz para todos ficarem calados, grita faz com que colo-

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quem as mãos na carteira e abaixem a cabeça. Para a professora um bom aluno tem que ficar imóvel. Mas o pior
é que, um aluno na hora do intervalo veio correndo em direção a ela para abraçá-la.
Ela imediatamente disse:
– Menino, não corra aí!
E ele respondeu:
– Mas aqui não é o corredor?
Qual o seu parecer sobre a professora e qual a orientação, enquanto psicopedagogo: Taques( 2006, p.96)
ANTUNES, C. As inteligências múltiplas e seus estímulos. Campinas. São Paulo. Papirus, 1998
TAQUES, Célia Maria Oliveira. Programa de formação de professores. Ponta Grossa. UEPG,
2006.

Psicopedagogia institucional

34.
Estudo de caso

xx Professores que apoiam uns aos outros


A inclusão nas escolas de alunos que apresentam comprometimento na aprendizagem gera nos professo-
rescerta insegurança em relação às práticas de sala de aula.Ele sabe que precisa não só integrar o aluno na
sala e sim incluir, ou seja, garantir que ele aprenda.
Assim, segundo Mittler (2003) precisam apoiar-se mutualmente para discutirem problemas e encontrarem
soluções que são experimentadas, que podem ou não dar certo.
Um variante neste tema é a participação de um consultor, cujo trabalho é o de promover auxílio no ensino
colaborativo entre os professores, facilitar a troca de informações e ideias, assessorar e orientar a equipe
pedagógica a resolverem problemas e encontrarem as melhores respostas.
Como você percebe a figura do pedagogo institucional na escola para auxiliar no processo de inclusão,sendo
um profissional habilitado e contratado como assessor.
MITTLER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. Porto Alegre: Artmed, 2003,p. 171

xx A questão racial na escola


O psicopedagogo institucional tem como função trabalhar novas e diferentes formas de olhar o mundo. No
trabalho com projetos, muito poderá contribuir com a escola na qual está inserido ou assessorando.
Sendo as questões raciais um assunto que precisa ser abordado e trabalhado no contexto educacional , com
base na leitura do artigo indicado e nas leituras já realizadas, de que forma o psicopedagogo poderá conduzir
este assunto na escola por meio de um projeto?
Disponível em: <www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1454-8.pdf>. Acesso em: 13 nov.
2012.

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