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CENTRO UNIVERSITÁRIO PADRE ANCHIETA

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

APOSTILA DA DISCIPLINA

PRÁTICA DE FORMAÇÃO CONTÁBIL V

Profº Cassio C. Cezar

2.013
PLANO DE ENSINO

Disciplina: PRÁTICA DE FORMAÇÃO CONTÁBIL V

Série: 5ª Carga Horária: 40 horas

1- Objetivos/Competências/Habilidades:

Desenvolvimento de Rotinas Fiscais, visando a aplicação de Softwares que


abrangem as áreas de cumprimento de obrigações tributárias acessórias das
empresas em geral nas esferas Estadual e Federal.

2- Ementa:

Treinamento a partir de eventos contábeis fiscais de empresas em geral, com


aplicação de Softwares específicos oferecendo uma aproximação com a Prática
Contábil Tributária na elaboração de : DIRF, DIRPF, IRPJ LUCRO REAL com os
reflexos do IMPOSTO DE RENDA DIFERIDO e JUROS SOBRE O CAPITAL
PRÓPRIO - TJLP, COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZO FISCAL e COMPENSAÇÃO DE
BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DE CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. LUCRO
PRESUMIDO, DCTF MENSAL, PER/DCOMP, DMED e GCAP.

3- Conteúdo Programático:
1. DIRF – DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE
1.1 Aplicação de software da Secretaria da Receita Federal
www.receita.fazenda.gov.br

2. DIRPF – DECLARAÇÃO DE AJUSTE ANUAL DO IMPOSTO DE RENDA DA


PESSOA FÍSICA
2.1 Aplicação de software da Secretaria da Receita Federal
www.receita.fazenda.gov.br
2.2 GCAP
3. IRPJ – LUCRO REAL
3.1 Base de Cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social
3.2 LALUR – Adições, Exclusões e Compensações
3.2.1 Multas e provisões, compensação de Prejuízos Fiscais e Base de
Cálculo Negativa da Contribuição Social
4 DCTF MENSAL
Aplicação de software da Secretaria da Receita Federal
www.receita.fazenda.gov.br
5. PERD/COMP
6. DMED

4- Método de Ensino:

Aulas práticas expositivas com desenvolvimento de estudos de caso e aplicação de


softwares específicos, incluindo aulas com utilização de laboratório de informática.

5- Método de Avaliação:
 Trabalhos, exercícios, atividades = 1,00
 Trabalho : OFICINA DE IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA/2012 = 3,00
 Uma avaliação semestral, individual, sem consulta, contendo questões
objetivas e discursivas = 6,00

6- Atividades Discentes:
 Freqüência às aulas práticas, teóricas e dialogadas;
 Participação em discussões sobre assuntos do programa da disciplina;
 Resolução de exercícios;
 Elaboração e apresentação de trabalhos individuais e em grupo;
 Pesquisa bibliográfica;
 Participação em eventos de interesse da disciplina;
 Realização de provas.

7- Bibliografia Básica:
FABRETTI, Laudio Camargo. CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA. 9. ed. São Paulo:
Atlas. 2005.

IUDICIBUS, Sergio de e equipe de Professores da USP. MANUAL DE


CONTABILIDADE DAS SOCIEDADES POR AÇÕES: aplicável também às demais
sociedades. 6. ed. São Paulo : Atlas. 2003.

HIGUCHI, Hiromi – IMPOSTO DE RENDA DAS EMPRESAS, Editora Atlas 28ª Edição
2003

8- Bibliografia Complementar:
IUDICIBUS, Sergio de; MARION, José Carlos. CONTABILIDADE COMERCIAL. 6.
ed. São Paulo: Atlas. 2004.

IUDÍCIBUS, Sérgio de & MARION, José Carlos, Introdução a Teoria da Contabilidade


para o Nível de Graduação, 4ª edição São Paulo: Editora Atlas S/A, 2007.

9 - Material de Apoio:

Sites:

 www.receita.fazenda.gov.br
 www.fazenda.sp.gov.br
CRONOGRAMA DE AULAS

Data
Item Conteúdo Programático
Prevista

1 AULA INAUGURAL 20.02.2013

2 DIRPF 27.02.2013

3 DIRPF 06.03.2013

4 DIRPF 13.03.2013

5 DIRPF 20.03.2013

6 DIRPF 27.03.2013

7 DIRF 03.04.2013

8 DIRF/DMED 10.04.2013

9 DMED 17.04.2013

10 PERDCOMP 24.04.2013

11 PERDCOMP/DCTF 08.05.2013

12 DCTF 15.05.2013

13 PREJUÍZO FISCAL x PREJUÍZO CONTÁBIL 22.05.2013

14 LALUR 29.05.2013

15 Avaliação 2º Semestre 05.06.2013

16 Correção da Prova/Sub 12.06.2013

17 Divulgação das Notas 19.06.2013


ORIENTAÇÕES GERAIS PARA PREENCHIMENTO DE
DECLARAÇÃO
Todas as declarações serão preenchidas na Faculdade (laboratório) e
deverá ser salva pelo aluno (mídia própria do aluno – não fornecida pela faculdade) e
deverá ser salvo o resumo para todos os casos e imprimir a posterior.
Caso não consiga imprimir na faculdade o aluno deverá fazer uma cópia
de segurança da declaração, restaurar em outro local e imprimir o resumo.

SUMARIO

1. Introdução ................................................................................................................. 7
2. Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física ..................................... 7
2.1. Definição ............................................................................................................ 7
2.2. Estudo de Caso ................................................................................................ 7
3. Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte ..................................... 10
3.1. Definição .......................................................................................................... 10
3.2. Estudo de Caso .............................................................................................. 10
4. Declaração de Serviços Médicos e de Saúde ............................................... 12
4.1. Definição .......................................................................................................... 12
4.2. Estudo de Caso .............................................................................................. 12
5. Pedido de Restituição / Declaração de Compensação ............................... 13
5.1. Definição .......................................................................................................... 13
5.2. Estudo de Caso .............................................................................................. 13
6. Declarações de Contribuições de Tributos Federais .................................. 14
6.1. Definição .......................................................................................................... 14
6.2. Obrigatoriedade da apresentação ............................................................. 14
6.3. Impostos a serem declarados na DCTF................................................... 14
6.4. Estudo de Caso .............................................................................................. 14
7. Imposto de Renda Pessoa Jurídica ................................................................. 16
7.1. Introdução ........................................................................................................ 16
7.2. Lucro Fiscal ..................................................................................................... 16
7.3. Lucro Real ........................................................................................................ 16
7.3.1. Adições e Exclusões ............................................................................. 16
7.3.2. Base de Cálculo Negativa .................................................................... 16
7.3.2.1 Estudo de Caso................................................................................. 17
7.3.3. Compensação de Prejuízo Fiscal ....................................................... 17
7.3.3.1. Estudo de Caso ............................................................................... 17
7.4. Livro de Apuração do Lucro Real ............................................................. 17
7.4.1 Estudo de Caso do LALUR ................................................................... 18
1. Introdução
No Brasil o Estado, quer em âmbito federal, estadual ou municipal, faz o
contribuinte em muitos casos parece que o fisco quer que o contribuinte seja o próprio
fiscal, com entregas de inúmeras declarações, os quais os dados se cruzam e por um
mero descuido o contribuinte pode sofrer com as sanções da lei.
Nos próximos itens iremos transcorrer sobre algumas declarações que
são exigidas pelo Governo, com exemplos práticos e o principal preenchimento das
mesmas.
Em todos os estudos de caso das declarações utilizarem o gerador de
CPF e CNPJ para preenchimento dos campos de CPF e CNPJ de forma didática.

2. Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física


2.1. Definição
A Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física, é muito famosa e a
cada ano que passa a RFB vai aperfeiçoando-a, no intuído de diminuir a evasão fiscal.
Duas declarações que a RFB utiliza para consistir os dados da DIRPF
são a DIRF e neste ano a DMED.
O preenchimento da DIRPF deve ser feito sempre por um profissional
capacitado, para evitar problemas futuros com a fiscalização.

2.2. Estudo de Caso


Conforme os dados abaixo, preencha a DIRPF.
Entregue somente a ficha imprensa de resumo

Você é contratada para elaborar as declarações de imposto de renda


pessoa física dos contribuintes abaixo, conforme os dados:

A-)João da Silva
 Rendimento do trabalho assalariado - R$57.000,00, IR na fonte descontado de R$
4.800,00 e contribuição à previdência oficial de R$ 4.576,92
 Valor do 13º Salário foi de R$ 4.750,00 com retenção de IRRF de 400,00 e INSS no
valor de R$ 381,41.
 Dependentes: dois filhos e a esposa.
 Pagamentos efetuados: R$ 8.400,00 pagos à escola de ensino médio de um filho. R
 Relação de bens: uma casa adquirida em 01.01.1998 pelo valor original de
R$45.000,00; um veículo Fiat Palio ano/modelo 2010 adquirido em 20.12.2010 no
valor de R$34.000,00.

B-) Pedro Cunha


 Rendimento do trabalho assalariado - R$37.000,00, IR na fonte descontado de R$
4.800,00 e contribuição à previdência oficial de R$ 2.576,92
 Valor do 13º Salário foi de R$ 2.750,00 com retenção de IRRF de 400,00 e INSS no
valor de R$ 302,40.

Prática de Formação Contábil V 7


 Dependentes: um filho e a esposa. A esposa possui rendimento tributável de
R$16.700,00, sem retenção de IRRF e com desconto da previdência social no valor
de R$ 1.840,00.
 Pagamentos efetuados: R$ 4.400,00 pagos à escola de ensino médio do filho e R$
5.200,00 pagos ao cursinho preparatório para vestibular da esposa do declarante.
 Relação de bens: uma casa adquirida em 01.01.1998 pelo valor original de
R$45.000,00; um veículo Fiat Palio ano/modelo 2010 adquirido em 20.12.2010 no
valor de R$34.000,00. Metade do valor foi financiado pelo Banco Fiat por 6 anos e
por esta vai pagar R$ 25.000,00 em 60 parcelas fixas a partir de 20/01/2011.
 Pedro recebeu em outubro 2012 R$ 50.000,00 em dinheiro referente a uma doação
recebida de seu avô. Pedro aplicou esse dinheiro na caderneta de poupança.
 Aplicação em VGBL no valor de R$ 2.500,00 em 28/12/2012 e em PGBL no valor
de R$ R$ 3.000,00 em 20/12/2012.

C-) Luiz Martins


 Rendimento do trabalho assalariado - R$87.000,00, IR na fonte descontado de R$
6.800,00 e contribuição à previdência oficial de R$ 4.576,92
 Valor do 13º Salário foi de R$ 4.750,00 com retenção de IRRF de 400,00 e INSS no
valor de R$ 381,41.
 Dependentes: um filho, a esposa e paga pensão judicial para outro filho. A esposa
possui rendimento tributável de R$26.700,00, com retenção de IRRF no valor de R$
2.500,00 e com desconto da previdência social no valor de R$ 1.840,00.
 Pagamentos efetuados: R$ 10.400,00 pagos à escola de ensino médio de um filho, R$
5.200,00 pagos a título de pensão alimentícia, R$3.950,00 pagos à assistência médica
do titular (plano de saúde), R$12.700 pagos ao dentista do titular e R$5.780,00 pagos
a Escola de Inglês do titular.
 Relação de bens: uma casa adquirida em 01.01.1998 pelo valor original de
R$45.000,00; um veículo Fiat Siena ano/modelo 2012 adquirido em 20.12.2012 no
valor de R$34.000,00 a vista. Aplicação em Fundo de Investimento com saldo em
31.12.2012 de R$ 21.900,00 (31.12.2011 – R$ 16.400,00) rendimento bruto de R$
500,00 e IR sobre a aplicação de R$ 50,00.
 Em outubro de 2012 Luiz Martins e sua esposa compram um apartamento pelo valor
total de R$350.000,00. O apartamento está pronto e as condições da compra são: no
ato (em outubro) entrada de R$15.000,00 e o restante financiada pela CEF em 35
anos com parcelas mensais de R$ 1.500,00 sendo a primeira em 05/11/2012.
 Aplicação em PGBL no valor de R$ 5.000,00 em 28/12/2012

D-) Carlos Souza


 Rendimento do trabalho assalariado - R$107.000,00, IR na fonte descontado de R$
6.800,00 e contribuição à previdência oficial de R$ 4.576,92
 Valor do 13º Salário foi de R$ 4.750,00 com retenção de IRRF de 400,00 e INSS no
valor de R$ 381,41.
Prática de Formação Contábil V 8
 Dependentes: esposa e paga pensão judicial para outro filho. A esposa possui
rendimento tributável de R$26.700,00, com retenção de IRRF no valor de R$
2.500,00 e com desconto da previdência social no valor de R$ 1.840,00.
 Pagamentos efetuados: R$ 10.400,00 pagos à escola de ensino superior da esposa, R$
5.200,00 pagos a título de pensão alimentícia, R$3.950,00 pagos à assistência médica
do titular (plano de saúde), R$12.700 pagos ao dentista do titular e R$5.780,00 pagos
a Escola de Inglês do titular.
 Relação de bens: uma casa adquirida em 01.01.1998 pelo valor original de
R$45.000,00; um veículo Fiat Siena ano/modelo 2012 adquirido em 20.12.2012 no
valor de R$34.000,00 a vista. Aplicação em Fundo de Investimento com saldo em
31.12.2012 de R$ 21.900,00 (31.12.2011 – R$ 16.400,00) rendimento bruto de R$
500,00 e IR sobre a aplicação de R$ 50,00.
 Em outubro de 2012 Luiz Martins e sua esposa compram um apartamento pelo valor
total de R$350.000,00. O apartamento está pronto e as condições da compra são: no
ato (em outubro) entrada de R$15.000,00, adicionar o recurso de FGTS no valor de
R$ 25.000,00, venda da casa pelo valor de R$ 150.000,00 (valor utilizado na compra
do imóvel) e o restante financiada pela CEF em 25 anos com parcelas mensais de R$
800,00 sendo a primeira em 05/11/2012.
 Aplicação em PGBL no valor de R$ 5.000,00 em 28/12/2010

E-) Luiz Martins


 Rendimento do trabalho assalariado - R$87.000,00, IR na fonte descontado de R$
6.800,00 e contribuição à previdência oficial de R$ 4.576,92
 Valor do 13º Salário foi de R$ 4.750,00 com retenção de IRRF de 400,00 e INSS no
valor de R$ 381,41.
 Dependentes: um filho, a esposa e paga pensão judicial para outro filho. A esposa
possui rendimento tributável de R$26.700,00, com retenção de IRRF no valor de R$
2.500,00 e com desconto da previdência social no valor de R$ 1.840,00.
 Pagamentos efetuados: R$ 10.400,00 pagos à escola de ensino médio de um filho, R$
5.200,00 pagos a título de pensão alimentícia, R$3.950,00 pagos à assistência médica
do títular (plano de saúde), R$12.700 pagos ao dentista do titular e R$5.780,00 pagos
a Escola de Inglês do titular.
 Relação de bens: uma casa adquirida em 01.01.1998 pelo valor original de
R$45.000,00; um veículo Fiat Siena ano/modelo 2012 adquirido em 20.12.2012 no
valor de R$34.000,00 a vista. Aplicação em Fundo de Investimento com saldo em
31.12.2012 de R$ 21.900,00 (31.12.2011 – R$ 16.400,00) rendimento bruto de R$
500,00 e IR sobre a aplicação de R$ 50,00.
 Em outubro de 2012 Luiz Martins e sua esposa compram um apartamento pelo valor
total de R$350.000,00. O apartamento está pronto e as condições da compra são: no
ato (em outubro) entrada de R$15.000,00, adicionar o recurso de FGTS no valor de
R$ 25.000,00 e o restante financiada pela CEF em 35 anos com parcelas mensais de
R$ 1.500,00 sendo a primeira em 05/11/2012.
 Aplicação em PGBL no valor de R$ 5.000,00 em 28/12/2010

Prática de Formação Contábil V 9


3. Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte
3.1. Definição
A Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte é mais conhecida
como DIRF, e muitas pessoas a confundem com Declaração da Pessoa Física, porém
não são a mesma e a DIRF deve ser entregue pela Pessoa Jurídica.
A DIRF é a declaração aonde a PJ deve mencionar de quem ela reteve o
imposto de renda e CSRF, base de calculo, CNPJ, razão social e descontos.
Esta declaração é bastante simples de ser preenchida, porém requer um
grande cuidado e uma conferência minuciosa, pois qualquer valor de retenção que seja
informada errada poderá prejudicar uma solicitação de restituição de imposto, isto ficara
mais claro com o preenchimento da mesma.
O programa gerador da DIRF poderá ser obtido no site
www.receita.fazenda.gov.br

3.2. Estudo de Caso


Considere as tabelas abaixo para os meses de outubro a dezembro de
2.012. Antes de preencher a DIRF, desenvolva as folhas de pagamento/autônomo.

Empregado Salário Dependentes


Base para I.R.
1 2
3.200,00
2 1
770,00

Prestador Autônomo Dependentes para I.R.


1 1.000,00 2
2 3.400,00 1
3 500,00 3

Sócio Pró- Dependentes


Labore para I.R.
1 2
4.300,00
2 1
4.400,00
3 3
4.500,00
Utilize também as informações abaixo para preencher a DIRF.

a) Nota fiscal de serviços de limpeza nº 10501-28.11.2012 de Beta Servs


de Limpeza Ltda sendo: valor bruto R$ 1.000,00 com retenção de 1% de IRRF.
b) Nota fiscal de serviços de segurança nº 10101-25.11.2012 de Alfa
Servs de Segur Ltda sendo: valor bruto R$ 3.500,00 com retenção de 1% de IRRF

Prática de Formação Contábil V 10


c) Nota fiscal de serviços de informática nº 102-22.12.2012 de Info Servs
de Inform Ltda sendo:valor bruto R$ 5.400,00 com retenção de 1,5% de IRRF e
retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL, vencimento em 28.12.2012
d) Nota fiscal de serviços de informática nº 525-16.10.2012 de DER
Servs de Inform Ltda sendo: valor bruto R$ 1.340,00 com retenção de 1,5% de IRRF
e) Nota fiscal de serviços de consultoria nº 962-04.10.2012 de
CONSULT Servs Ltda sendo: valor bruto R$ 5.750,00 com retenção de 1,5% de IRRF e
retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL, vencimento em 15.12.2012
f) Nota fiscal de serviços de locação mão obra nº 10-13.11.2012 de MOD
Servs Ltda sendo: valor bruto R$ 10.100,00 com retenção de 1% de IRRF no valor e
retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL, vencimento em 30.11.2012
g) Nota fiscal de serviços de comissões s/vendas nº 222-31.10.2012 de
RTR Repres, Ltda no valor de R$ 5.000,00 com IRRF de 1,5%.
h-) Considere um desconto de 5% mensal para cada empregado e sócio
com plano de saúde sobre o salário base, e a empresa gasta R$ 1.000,00 mensais com
cada empregado a título de convênio médico.

Prática de Formação Contábil V 11


4. Declaração de Serviços Médicos e de Saúde
4.1. Definição
A Declaração de Serviços Médicos e de Saúde, conhecida como DMED
das declarações da Receita Federal é a mais recente e foi instituída somente em 2.009,
porém a sua primeira entrega ocorrerá em 2.011 com dados de 2.010.
Na DMED são informados os valores recebidos basicamente de pessoa
física/jurídica pelas operadoras e clinicas de saúde.

4.2. Estudo de Caso


Com base nos dados abaixo preencha a DMED. Utilizar a opção de
“Operadora de Plano Privado de assistência médica à saúde” e no tópico de reembolso
utilizar outro CNPJ diferente do declarante.
Data de nascimento para o titular e cônjuge sempre utilizar maiores de 18
anos e para os filhos utilizar menores de 18 anos.

Entregue somente a ficha imprensa de resumo


Prestador de Reembolsos
Beneficiário do Serviço ou pagos por Titular ou
Valor
Serviço Plano de Plano de Dependente
Saúde Saúde
1-João da Silva 1.000,00 5.000,00 500,00 Titular
1ª Maria da Silva 500,00 5.000,00 1.500,00 Cônjuge de “1”
1ª Silvia da Silva 0,00 4.000,00 0,00 Filha de “1”
2 – Pedro Cunha 0,00 5.000,00 0,00 Titular
3 – Alex Pires 15.000,00 30.000,00 5.000,00 Titular
3ª – Sandra Pires 5.000,00 30.000,00 2.000,00 Cônjuge de “3”
3ª Felipe Pires 2.500,00 20.000,00 100,00 Filho de “3”
3ª Marina Pires 1.500,00 20.000,00 0,00 Filha de “3”
4 – Catia Arruda 0,00 2.000,00 0,00 Titular
4ª Ciro Arruda 0,00 2.000,00 0,00 Cônjuge de “4”
4ªAndréa Arruda 0,00 1.000,00 0.00 Filha de “4”
5 – Plínio Paz 2.000,00 10.000,00 1.500,00 Titular
6 – Mercedes 0,00 9.500,00 0,00 Titular
6ª Mario A. 2.000,00 8.580,00 68,41 Cônjuge de “6”
7 – José B 0,00 9.687,00 0,00 Titular
8 – Armando 150,00 5.870,00 68,41 Titular
9 – Caio Reis 2.890,00 8.580,00 1.587,60 Titular
9ª Karina Reis 3.890,00 9.874,00 0,00 Cônjuge de “9”

Prática de Formação Contábil V 12


5. Pedido de Restituição / Declaração de Compensação
5.1. Definição
O Pedido de Restituição / Declaração e Compensação, mais conhecido
como PER/DCOMP é programa pelo a Pessoa Jurídica solicita restituição ou
compensação de impostos no âmbito da Receita Federal.
A declaração deve ser feita e transmitida no mesmo dia, se acaso assim
não for feito a transmissão não ocorrerá.
A compensação ou restituição somente será efetivado após analise da
RFB com sua concordância, caso a RFB não esteja de acordo a mesma ira solicitar ao
contribuinte retificação ou esclarecimentos, porém caso a RFB não valide a declaração
em cinco anos contados do exercício seguinte ao da transmissão a declaração será
valida.
Os débitos podem ser corrigidos com a SELIC, porém a atualização é
juros simples e não compostos, somente não podem ser compensados no mesmo
exercício recolhimentos de IRPJ e CSLL com base em estimativa mensal.
Somente podem ser compensados tributos no âmbito da RFB, excluindo
os débitos junto a Previdência Social.

5.2. Estudo de Caso


A tabela abaixo demonstra os recolhimentos feitos a maior, em seguida
os dados dos recolhimentos que podem ser compensados. Lembrando que os
recolhimentos a maior no momento de sua compensação devem seguir a ordem que foi
colocada na tabela. Não se esquecer de calcular a SELIC.
Entregue somente a ficha imprensa de resumo.

Código Período Valor Data do Valor Diferença SELIC


de Devido Recolhimento Devido a
Apuração Compensar
1708 01/2011 1.500,00 20/02/2011 250,00 1.250,00
1708 01/2011 300,00 20/02/2011 230,00 70,00
8045 12/2010 170,00 20/01/2011 158,00 12,00
3208 11/2010 600,00 20/12/2010 546,00 54,00
5123 12/2010 2.000,00 20/01/2011 1.580,00 420,00
5856 01/2011 22.250,00 20/02/2011 20.250,00 2.000,00
5123 01/2011 6.000,00 20/02/2011 5.860,00 140,00

Débitos a serem compensados:

Código Período Valor


de Devido
Apuração
1708 02/2013 50,00
1708 02/2013 200,00
8045 02/2013 158,00
3208 02/2013 546,00
5856 02/2013 5.000,00

Prática de Formação Contábil V 13


6. Declarações de Contribuições de Tributos Federais
6.1. Definição
A Declaração de Contribuições e Tributos Federais é mais conhecida
como DCTF .
Nesta declaração o contribuinte deve declarar todos os débitos referentes
ao período em questão e como eles foram recolhidos, isto é, informar todos os
pagamentos ou compensações efetuadas de determinado tributo/contribuição.
Caso o contribuinte tenha algum débito e “invente” um recolhimento
para o mesmo, com certeza a RFB irá pedir para comprovar o recolhimento.
Mesmo que não tenha sido recolhido o débito, o mesmo deve ser
informado.

6.2. Obrigatoriedade da apresentação


A DCTF deve ser apresentada de forma centralizadora, isto é, caso o
estabelecimento possua filiais, deve entregar uma única DCTF pelo estabelecimento
matriz.
Exceto os estabelecimentos abaixo, os demais estão obrigados a
apresentar a DCTF:
I-) empresas optante pelo Simples;
II-) pessoas jurídicas inativas;
III-) órgãos públicos da administração direta da União,e
IV-) as autarquias e as fundações públicas federais

6.3. Impostos a serem declarados na DCTF


Os impostos a serem apresentados na DCTF são:
I-) IRPJ;
II-) IRRF;
III-) IPI;
IV-) IOF;
V-) CSLL;
VI-) PIS/PASEP;
VII-) Cofins;
VIII-) CPMF;
IX-) CIDE de combustíveis e de remessa; e
X-) INSS sobre faturamento.

6.4. Estudo de Caso


Com base nos dados abaixo preencha a DCTF
A empresa tem apuração pelo Lucro Real, apesar de não estar obrigada e
levantou balancete de redução para o mês em questão.

A empresa COMÉRCIO DE MÓVEIS COSMOS LTDA realizou as


seguintes operações no mês 03/2011:
a) Nota fiscal de serviços de limpeza nº 10501-28.03.2012 de Beta Servs
de Limpeza Ltda sendo: valor bruto R$ 2.000,00 com retenção de 1% de IRRF no valor
de R$ 20,00, venc. 30.04.2012

Prática de Formação Contábil V 14


b) Nota fiscal de serviços de segurança nº 10101-25.03.2012 de Alfa
Servs de Segur Ltda sendo: valor bruto R$ 3.500,00 com retenção de 1% de IRRF no
valor de R$ 35,00, venc 17.04.2012
c) Nota fiscal de serviços de informática nº 102-22.03.2012 de Info Servs
de Inform Ltda sendo:valor bruto R$ 6.400,00 com retenção de 1,5% de IRRF no valor
de R$ 96,00 e retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL no valor de R$ 297,60
vencimento em 04.04.2012
d) Nota fiscal de serviços de informática nº 525-16.03.2012 de DER
Servs de Inform Ltda sendo: valor bruto R$ 8.340,00 com retenção de 1,5% de IRRF no
valor de R$ 125,10 e retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL no valor de R$ 387,81
vencimento em 18.03.2012
e) Nota fiscal de serviços de consultoria nº 962-04.03.2012 de
CONSULT Servs Ltda sendo: valor bruto R$ 5.750,00 com retenção de 1,5% de IRRF
no valor de R$ 86,25 e retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL no valor de R$ 267,38
vencimento em 10.03.2012
f) Nota fiscal de serviços de locação mão obra nº 10-31.03.2012 de MOD
Servs Ltda sendo: valor bruto R$ 18.100,00 com retenção de 1,5% de IRRF no valor de
R$ 271,50 e retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL no valor de R$ 841,65
vencimento em 31.03.2012
g) Nota fiscal de serviços de comissões s/vendas nº 222-31.03.2012 de
RTR Repres Ltda sendo: valor bruto R$ 7.300,00 com retenção de 1,5% de IRRF no
valor de R$ 109,50, vencimento 06.04.2012
h) Nota fiscal de serviços hospitalares nº 333-25.03.2012 de TTT Servs
Ltda sendo: valor bruto R$ 9.300,00 com retenção de 1,5% de IRRF no valor de R$
139,50 e retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL no valor de R$ 432,45 vencimento
em 25.03.2012
i) Nota fiscal de serviços de raio X nº 444-24.03.2012 de XXX Servs
Ltda sendo: valor bruto R$ 7.500,00 com retenção de 1,5% de IRRF no valor de R$
112,50 e retenção de 4,65% de PIS/COFINS/CSLL no valor de R$ 348,75 vencimento
em 22.04.2012
j) Pagamento de salários competência 02/2012 no dia 04.03.2012 com
retenção de IRRF no valor de R$ 760,80.
k)Pagamento de serviços profissionais de contabilista autônomo
competência 02/2012 no dia 18.03.2012, com retenção de IRRF no valor de R$ 330,00.
l) IPI sobre materiais em gerais em 03/2012 no valor de R$ 58.350,29.
m) Para pagamento do IPI, foi utilizado o valor de R$ 10.530,29,
referente a pagamento a maior do IPI ref, 02/2012, foi feito PER/COMP.

Pede-se:
1) Determine o PA (período de apuração) , o VC (vencimento), o valor a ser recolhido
de IRRF e os códigos. (utilize o SICALC para obter os códigos)
2) Determine o PA (período de apuração) , o VC (vencimento), o valor a ser recolhido
de PIS/COFINS/CSLL e o código das contribuições. (utilize o SICALC para obter o
código)
3) Preencha a DCTF MENSAL, com os dados preparados nos itens 1 e 2.
4) Fazer cópia de segurança : FERRAMENTAS - Gravar cópia de segurança
5) Entregar a ficha resumo da DCTF e do cálculo dos DARFs extraída do SICALC.

Prática de Formação Contábil V 15


7. Imposto de Renda Pessoa Jurídica
7.1. Introdução
O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, é imposto que deve ser pago por
todas as entidades, exceto as imunes, isentas e o órgãos públicos.
Existem duas formas de apuração: Lucro Real e o Presumido, até o limite
de 48.000.000,00 a pessoa jurídica pode optar, porém a partir deste valor somente
deverá apurar o Lucro através do sistema do Lucro Real.
Antes de estudar a apuração vamos entender alguns fatores que podem
influenciar de maneira direta no lucro.

7.2. Lucro Fiscal


O Lucro Fiscal pode ser dividido em dois, sendo o primeiro o Lucro que
o governo acredita que você tenha, ou melhor, que presuma isto é o Lucro Presumido.
Já o outro é o Lucro Real, isto é, receitas subtraindo as despesas, porém nestes caso
deve-se levar em considerações os ajustes.
Os ajustes nada mais são aquilo que o governo diz que não pode fazer
parte do seu lucro, tanto de forma positiva como negativa.

7.3. Lucro Real


7.3.1. Adições e Exclusões
As adições e exclusões estão normatizadas no RIR.
A regra geral para as adições ao lucro é bem simples, basta verificar as
despesas que não fazem parte da atividade essencial da empresa, porém em caso de
dúvida deve ser feito uma consulta junto a RFB
Podemos citar como exemplo de adição: despesas pessoais do sócio,
multas de oficio, doação, brindes, bônus pago a diretoria entre outras.
AS exclusões no geral são provisões adicionadas em exercícios
anteriores e que ser realizaram no exercício corrente, ou receitas ainda realizada.
Exemplo: Venda para entrega futura em partes.

7.3.2. Base de Cálculo Negativa


A base de cálculo negativa do IRPJ e CSLL, nada mais do que
conhecemos como prejuízo fiscal.
A empresa pode obter Lucro Fiscal, porém ter prejuízo fiscal devido os
ajustes que a Lei determina que o faça.
Vejamos o exemplo a seguir:
Uma empresa, efetuou venda para entrega futura em 12/2010 no valor de
R$ 1.000.000,00, porém ainda não entregou nada.
Sobre o R$ 1.000.000,00 foi destacado ICMS a 12%, PIS 1,65% e
COFINS 7,60%.
O Lucro contábil desta empresa foi de R$ 500.000,00

Cálculos:
Lucro Contábil - R$ 500.000,00
Vendas não entregues - R$ (1.000.000,00)
ICMS - R$ 120.000,00
PIS - R$ 16.500,00

Prática de Formação Contábil V 16


COFINS - R$ 76.000,00

Prejuízo Fiscal - R$ (287.500,00)

Podemos verificar que a empresa, apesar de possuir um Lucro Contábil


de R$ 500.000,00, obteve um Prejuízo Fiscal de R$ 287.500,00. Desta forma diz que a
empresa tem uma base de cálculo negativa de CSLL e IRPJ.

7.3.2.1 Estudo de Caso


Com os dados abaixo calcule a base de cálculo negativa para o IRJP e
CSLL:
Lucro Fiscal : R$ 350.000,00
Multas de Trânsito: R$ 1.000,00
Bônus a Diretoria: R$ 50.000,00
Vendas não entregues – R$ 301.500,00
ICMS sobre as vendas – 18%
PIS – 1,65%
Cofins – 7,60%

7.3.3. Compensação de Prejuízo Fiscal


Para compensar o Prejuízo Fiscal de exercícios anteriores com o Lucro
de um exercício existe um limite de 30% sobre o Lucro Fiscal, desde que o Prejuízo
Fiscal Acumulado suporte o mesmo.
Suponhamos que uma empresa tenha um lucro do Exercício no valor de
R$ 100.000,00 e um prejuízo fiscal acumulado conforme Lalur B no valor de R$
80.000,00. A empresa somente poderá compensar o valor de R$ 30.000,00, ficando
desta forma com um Lucro Fiscal de R$ 70.000,00 e um Prejuízo fiscal Acumulado
ainda de R$ 50.000,00.

7.3.3.1. Estudo de Caso

Com os dados abaixo calcule a base a compensação do prejuízo fiscal:


Lucro Fiscal : R$ 350.000,00
Multas de Trânsito: R$ 1.000,00
Bônus a Diretoria: R$ 50.000,00
Prejuízos acumulados conforme Lalur parte “B” – 200.000,00

7.4. Livro de Apuração do Lucro Real


O Livro de Apuração do Lucro Real, mais conhecido como LALUR é o
livro aonde é controlado todo o Lucro/Prejuízo fiscal de uma empresa, utilizaremos os
dados do item 6.4.2., para fazer o LALUR.

Prática de Formação Contábil V 17


7.4.1 Estudo de Caso do LALUR
PARTE A – REGISTRO DOS AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 31/12/11
DEMONSTRAÇÃO DO LUCRO/PREJUÍZO REAL

1. Prejuízo Líquido do Exercício (2.223.168,27)

2. Adições
2.1 Multas Fiscais 419.018,82

3. Exclusões
3.1. Reembolso de Multas (166.954,10)

4. Lucro/Prejuízo Real (1.971.103,55)


Reconhecemos a exatidão da demonstração do lucro real acima, conforme legislação em
vigor em:

Jundiaí, 31 de dezembro de 2012

Diretor Geral Contador

Prática de Formação Contábil V 18


PARTE B – CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRÃO AJUSTES DO LUCRO LÍQUIDO DE EXERCÍCIOS FUTUROS

CONTA: Prejuízo Fiscal Acumulado a compensar

PARA EFEITO DE ATUALIZAÇÃO


CONTROLE DE VALORES
MONETÁRIA
SALDO
DATA MÊS VALOR D
DO HISTÓRICO DE A COEFICIENTE DÉBITO CRÉDITO R$ C
LCTO. REFER. CORRIGIR
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9)
Saldo Anterior 1.606.377,10 D
31/12/11 Prejuízo Fiscal do Exercício 1.971.103,55 3.577.480,65 D

Utilize os dados dos itens 6.4.3.1 e 6.4.4.1 e confeccione o LALUR.

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