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Bizu do Direito – Lei Penal – www.bizudodireito.com.

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Sumário
Apresentação ..................................................................................................... 2

LEI PENAL ......................................................................................................... 4

Normas Penais em Branco ............................................................................. 5

Lei Penal no Tempo ........................................................................................ 5

Lugar do Crime ............................................................................................... 5

Lei Penal no Espaço ....................................................................................... 6

Conflitos de Normas no Direito Penal ............................................................. 7

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LEI PENAL
- Abolitio Criminis – lei posterior deixa de criminalizar uma conduta que
anteriormente era tida como crime.

Obs.: somente as sanções penais deixarão de existir, as extrapenais permanecerão;

- Extratividade - é a possibilidade da lei penal, após sua revogação, continuar


produzindo efeitos em relação a fatos ocorridos durante a sua vigência
(ultratividade), ou a lei nova retroage alcançando fato anteriores a sua criação
(retroatividade); aplicam-se sempre em benefício o réu.

C.P. Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória. Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente,
aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada
em julgado.
C.P. Art. 107- Extingue-se a punibilidade: (...)III - pela retroatividade de lei que não mais
considera o fato como criminoso;

Obs.: esses institutos podem ser utilizados nas fases pré-processual, processual e
após o trânsito em julgado, porém, é importante saber que, antes do trânsito em
julgado, a aplicação destes institutos é de competência da autoridade judiciária
correspondente a fase em que se encontra o processo, mas após o trânsito em julgado
competirá ao juiz da execução penal.

- Atenção: Súmula 711, do STF: A lei penal mais grave aplica-se ao crime
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à
cessação da continuidade ou da permanência. Súmula 611, do STF:
Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das
execuções a aplicação de lei mais benigna.

- Lei excepcional – é criada em situações de emergência; duram enquanto


ocorrer a excepcionalidade.

- Lei temporária – é a lei que já nasce com seu tempo de vigência definido em
seu próprio texto; são autorrevogáveis e dotadas de ultratividade.

- Quanto aos efeitos das leis excepcionais e temporárias, o Código Penal em


seu art. 3º determina que:

Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou


cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante
sua vigência.

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Normas Penais em Branco

- São as normas que precisam de complementos extraídos de outros


dispositivos, como é o caso da definição do que seria “droga” (portaria nº 344
da ANVISA); podem ser homogêneas, heterogêneas e ao avesso:

• Heterogênea – quando a norma que for utilizada como complemento


possuir natureza jurídica diferente; é o caso do exemplo acima;
• Homogênea – quando as normas que se complementam possuem a
mesma hierarquia;
• Ao avesso – é a norma que não tem a presença do efeito secundário;
como exemplo, o art. 304, art. 158, § 3º, do Código Penal;

Lei Penal no Tempo

- Em relação ao tempo do crime existem 3 teorias:

• Teoria da atividade – para essa teoria o tempo do crime será o momento


da conduta; tempus regit actum (é a teoria adotada pelo Direito Penal
Brasileiro);

C.P. Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda


que outro seja o momento do resultado.

• Teoria do resultado – essa, por sua vez, defende que o momento em


que se deu o resultado da conduta será o tempo do crime;
• Teoria mista ou da ubiquidade – para essa importa tanto o tempo da
conduta quanto o da produção do resultado.

Lugar do Crime

- A Teoria da ubiquidade foi adotada por nosso Código Penal, é a junção da


teoria da atividade com a teoria do resultado, por exemplo, homicídio que se
iniciou em um estado e a vítima falece em outro, aplica-se a teoria da ubiquidade
e dar-se-á preferência ao lugar do crime:

C.P. Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão,
no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

Obs.: a teoria da ubiquidade também se aplica aos crimes à distância (crimes que
envolvem mais de um país). Os dois países têm competência para julgar o delito.

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Lei Penal no Espaço

- Aplica-se o princípio da territorialidade – onde todo crime praticado em


território nacional incidirá a aplicação da lei brasileira.

C.P. Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras
de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as
embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo
brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações
brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no
espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.
§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves
ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no
território nacional ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar
territorial do Brasil.

- Quando a extraterritorialidade, é necessário que você leia estes dispositivos:

Extraterritorialidade Incondicionada

CP, Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os


crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; b) contra o patrimônio
ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de
empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo
Poder Público; c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; d) de
genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; § 1º - Nos casos do
inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro.

Extraterritorialidade Condicionada

CP, Art. 7º (...) II - os crimes: a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a
reprimir; b) praticados por brasileiro; c) praticados em aeronaves ou embarcações
brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí
não sejam julgados. § 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira
depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território
nacional; b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; c) estar o crime
incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o
agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido o agente
perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo
a lei mais favorável.

Extraterritorialidade Hipercondicionada

CP, art. 7º (...) § 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por
estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas
no parágrafo anterior (§ 2º): a) não foi pedida ou foi negada a extradição; b) houve
requisição do Ministro da Justiça.

- Quanto a pena cumprida no estrangeiro, atenua a pena imposta no Brasil


pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando
idênticas.

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C.P. Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo
mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.

Eficácia de sentença estrangeira - Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a


aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas consequências, pode ser
homologada no Brasil para: I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições
e a outros efeitos civis; II - sujeitá-lo a medida de segurança. Parágrafo único - A
homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte
interessada; b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país
de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição
do Ministro da Justiça.

Conflitos de Normas no Direito Penal

- As normas penais entram em conflito quando mais de uma norma puder ser
aplicada ao caso; resolve-se o conflito da seguinte forma: (mnemônico: S.E.C.A.)

• Princípio da Especialidade – lei especial derroga lei geral;


• Princípio da Subsidiariedade – fato é regulado de forma menos grave
por uma lei (chamada subsidiária) em relação a outra (chamada principal);
a aplicação da lei mais grave anula a lei menos grave; pode se dar de
forma expressa (ex.: art. 132, C.P.) ou tácita (um delito menor faz parte
do delito maior);
• Princípio da Consunção ou absorção – uma conduta é parte da
realização de outra.
• Princípio da Alternatividade – ocorre quando a norma descreve várias
formas de realização da figura típica, bastando a realização de uma delas
para que se configure o crime.

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