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UI MARIA LENIR ARAÚJO MENESES 

 
Aula 03: FUNDAMENTOS TÉCNICOS DO BASQUETEBOL – UNIDADE II 
Aluno:      
Prof° Esp. Leonardo Delgado 
Data:   /  /    

FUNDAMENTOS TÉCNICOS   possibilidades,  para  responder  a  uma 


  No  basquetebol,  assim  como  em  determinada situação.  
qualquer  esporte  coletivo,  há  gestos  que  são 
específicos  da  modalidade  e  são  executados 
de acordo com as exigências momentâneas do 
jogo  e  com  as  especificidades  das  funções 
individuais. Esses gestos são os fundamentos.  
  De  Rose  Jr.  &  Trícoli  (2005) 
afirmam  que  os  fundamentos  podem  ser 
executados isoladamente ou combinados com 
outros fundamentos e que eles dependem das   
Figura 20: Saída Rápida 
capacidades físicas e motoras.  
  Os  fundamentos  do  basquetebol   
podem  ser  classificados  em  dois  grandes  Corridas com Mudanças de Direção  
grupos:  defesa e ataque.      De  frente,  lateral,  de  costas, 
   zigue‐zague  e  perseguições.  Estão  a 
Fundamentos Individuais de Ataque   velocidade de reação durante o movimento e 
  Os  fundamentos  de  ataque  a objetos em movimento.  
podem  ser  executados  com  e  sem  bola,  cujo 
objetivo  principal  é  a  obtenção  da  cesta.  São 
fundamentos de ataque:  

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‐ Controle do Corpo;  
‐ Manejo de Bola;  
‐ Drible; 
‐ Arremessos;  
‐ Assistência; 
 
‐ Rebote.   Figura 21: Corrida com mudança de direção 
  
Controle do Corpo    
  São  movimentos  corporais  Parada Brusca ou Paragem  
utilizado  no  basquete  que  visam  facilitar  a    Interrupção  imediata  no 
aprendizagem dos fundamentos com a bola.  deslocamento de um atacante para dificultar a 
  O  Controle  de  Corpo  é  a  ação da defesa. De acordo com Araújo (1992) 
capacidade  de  realizar  movimentos  e  gestos  é  o  elemento  técnico  que  permite  adquirir  a 
específicos  do  basquetebol,  exigidos  pela  posição  fundamental  para  melhorar  a 
própria  dinâmica  do  jogo.  Esses  gestos  e  intervenção  na  situação  de  jogo,  ou  utilizado 
movimentos são as várias formas de controlar  para receber a bola.   
o corpo.    Genericamente falar de dois tipos 
  Esses movimentos incluem:   de  paragens,  a  paragem  a  um  tempo,  e  a 
‐ Saídas rápidas   paragem a dois tempos.  
‐ Corridas com mudanças de direção e ritmo     
‐ Paradas bruscas   Paragem a um tempo  
‐ Fintas     Realiza‐se  quando  se  apoiam  os 
‐ Giros ou rotações   dois pés no solo ao mesmo tempo, através de 
‐ Saltos    um  pequeno  salto,  e  quando  a  corrida  é 
‐ Desmarcação.   moderada,  e  permite  que  qualquer  pé,  possa 
   ser utilizado como pé eixo (ARAÚJO, 1992).  
Saídas Rápidas  
  Estão  associadas  à  velocidade  de 
reação  complexa,  que  consiste  em  reagir 
selecionando  a  ação  adequada  a  entre  várias 

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Figura 22: Paragem a um tempo 

    
Determinantes técnicas   Figura 24: Finta 
‐ Pés paralelos   
  É  a  capacidade  de  superar  seu 
‐ Pernas semi‐fletidas   
oponente com ou bola. O objetivo é fazer com 
‐  Peso  do  corpo  distribuído  por  ambas  as 
que  o  adversário  acredite  em  uma  ação,  que 
pernas   
não  acontecerá,  levando‐o  a  tomar  postura, 
‐ Não saltar (salto rasante)   
posição  ou  atitude  ineficiente  diante  do 
  
ataque.   
Paragem a dois tempos  
 
  Realiza‐se  quando  a    velocidade  
Tipos (com bola):  
é  superior,  e  caracteriza‐se  por  se  apoiar 
‐ Pela frente  

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primeiro um pé e depois outro.  
‐ Por trás  
‐ Por baixo das pernas  
‐ Reversão  
  
Detalhes técnicos  
‐ Pela frente (empurrar a bola para outra mão)  
‐  Por  trás  (drible  atrás  do  corpo,  “raquetada” 
para companheiro, “raquetada” para si)  
  ‐  Por  baixo  das  pernas  (drible  à  frente  do 
Figura 23: Paragem a dois tempos  corpo,  flexionar  as  pernas,  empurrar  a  bola 
Determinantes técnicas   por entre as pernas para o companheiro)  
‐ Centro de gravidade do jogador baixo    ‐  Reversão  (trabalhar  o  giro  sem  bola,  puxar 
‐ Tronco ligeiramente inclinado    com a mesma mão)  
‐ Um pé à frente e outro atrás     
‐  Peso  do  corpo  distribuído  por  ambas  as  Giros ou Rotações  
pernas   É  o  movimento  realizado  com  as 
   pernas  para  se  livrar  do  defensor.  O  atacante 
Fintas   com ou sem bola, fixa uma das pernas à frente 
  Finta  (do  italiano  finta,  ato  de  utilizando‐a como pé de apoio.   
fingir, do particípio passado do verbo "fingir") 
é um termo usado para designar um ou vários 
movimentos  que  tendem  a  "ludibriar", 
enganar  um  adversário,  quando  se  está 
participando  de  competições  ou  jogos 
esportivos.   
 
Figura 25: Giros ou rotações 

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  A  rotação  sem  a  bola  permite 


preparar  a  recepção  e  a  desmarcação.  Com  a 
bola  permite  o  enquadramento  com  o  cesto 
após  a  recepção,  melhorar  a  linha  de  passe, 
proteger  a  bola,  driblar,  mudar  de  direção, 
entre outras coisas.  
  Para  uma  boa  execução  da 
rotação devemos:  
‐ Determinar o pé que vai servir de eixo;    
Figura 27: Desmarcação 
‐ Distribuir o peso do corpo sobre o pé eixo;  
‐  Efetuar  a  rotação  do  membro  inferior  solto    A  desmarcação  representa  um 
sobre o apoio conseguido;   dos  principais  movimentos  que  definem  o 
‐ Manter sempre a posição de tripla ameaça.   trabalho  do  atacante  sem  bola.    Para  Costa 
   (2002),  o  atacante  sem  bola  tem  de  ter  a 
Erros mais comuns:   iniciativa  tentando  criar  uma  situação  de 
‐ Infracção da regra dos apoios;   vantagem perante a defesa.  
‐  Distribuição  do  peso  do  corpo  sobre  o  pé    Tavares  (1996)  afirma  que  o 
livre;   jogador  para  se  desmarcar  deverá  solucionar 
‐ Membros inferiores em extensão;   os  seguintes  problemas:    I)  de  atitude  e 
‐ A bola está à frente do peito.   colocação (ver para conceber e boa percepção 
   do  campo  de  jogo);  II)  manobrar  os 

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Saltos   adversários  (abrir  espaço  na  direção  de  cesto 
  O  salto  é  uma  impulsão  vertical,  e obter posições de lançamento).  
que  corresponde  a  uma  capacidade    
fundamental  a  ser  desenvolver  em  todos  os  Manejo de Bola   
jogadores,  dando  uma  atenção  especial  à    O manejo de bola é a capacidade 
técnica  do  saltar  e,  primordialmente,  às  de manusear a bola nas diversas situações do 
técnicas  do  ressaltar  com  vista  a  uma  maior  jogo.  Deve‐se  oferecer  aos  praticantes  a 
eficiência  da  sua  utilização  em  situação  de  oportunidade  de  conhecer  as  diversas 
jogo.   possibilidades  de  movimentos  com  a  bola, 
como:  rolar,  tocar,  quicar,  segurar,  lançar, 
trocar  de  mãos  e  movimentá‐la  em  relação  a 
diversos planos do corpo. 
  Para  que  se  possa  manusear  a 
bola  adequadamente,  esta  deve  ser  segurada 
corretamente.  Sua  recepção  também  é 
importante. Portanto, serão descritos a seguir 
esses dois aspectos.  
    
Figura 26: Saltos 
Modo de segurar a bola (Empunhadura)  
    Deve‐se  segurar  a  bola  com 
Desmarcação   ambas as mãos, colocadas na sua parte lateral 
  Desmarcação  é  libertar‐se  da  e posterior, com os polegares paralelos.   
marcação  do  adversário  para  manter‐se  em    A bola deve ser apoiada na parte 
situação  de  disponibilidade  permanente  para  calosa  das  mãos,  estando  os  dedos 
a equipe.   entreabertos.  Os  cotovelos  permanecem 
próximos do corpo e a bola deve ficar à altura 
do  tórax.  Essa  forma  de  segurar  a  bola  é 
utilizada  quando  o  aluno/jogador  objetiva 
passar ou driblar.  

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comportar  como  tal, nomeadamente tendo a 
bola sempre dentro do seu campo de visão.  
 
Descrição Técnica  
‐ Levantar a mão alvo   
‐ Ver a bola em todo o momento   
‐ Ir ao encontro da bola   
‐ Estender os braços na direção da bola   
‐  Dedos  abertos  e  ligeiramente  voltados  para 
cima  
 
 
Posição Básica Ofensiva ou Tripla Ameaça  
 
Figura 28: Empunhadura    Posição  na  qual  nascem  todos  
os fundamentos, é uma “atitude corporal que 
  permite, quer  ao  atacante  com  bola,  quer  
  Quando  o  objetivo  for  o  ao  atacante  sem bola, executar os elementos 
arremesso  com  uma  das  mãos  ou  o  jump,    o   técnicos ofensivos”.  
aluno/jogador    deverá  segurar  a  bola  com  a 
mão do arremesso apoiada na parte posterior  
e    inferior  da    bola    e    a  outra    na    sua  parte 

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lateral.  
 
Erros comuns na Empunhadura   
‐ Apoiar a bola na palma das mãos;  
‐ Segurar a bola com as pontas dos dedos;   
‐  Segurar  a  bola  somente  pela  sua  parte   
Figura 30: Tripla ameaça 
posterior, juntando os polegares;  
‐ Abrir demasiadamente os cotovelos e     A  posição  de  tripla  ameaça 
‐ Afastar a bola do corpo, desprotegendo‐a.   caracteriza‐se  por  um  enquadramento  com  
  a    cesta    e  consequentemente    permitir    ao  
Recepção de bola  jogador  com  bola  
  É  o  elemento  que  permite  a  tomar uma das seguintes decisões:  
concretização  da  comunicação  entre  dois  I) lançar,   
jogadores, e serve de ponto inicial aos outros  II) passar; ou   
elementos técnicos ofensivos.   III) driblar.    
  
Descrição Técnica  
Se o defesa estiver próximo  
‐ Bola segura com uma mão de cada lado;  
‐  Bola  junto  ao  corpo  e  cotovelos  colocados 
naturalmente;  
‐ Mãos ligeiramente recuadas.  
  
 
Figura 29: Recepção  Se o defesa estiver a pressionar  
‐ Colocar a bola lateralmente, protegendo‐a, à 
  altura da cintura.  
  Todo o jogador sem bola de uma    
equipe  ao  ataque  é  sempre  um  potencial   Erros mais comuns:  
receptor    de    um  passe,    pelo    que    se    deve   ‐ Pega da bola nos hemisférios laterais  
‐ Pega da bola com as palmas da mão  

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‐ Pés paralelos   b)  recepção  da  bola  (domínio  sobre  a  bola,  
‐ Bola à frente do peito   braços esticados);   
‐ Membros inferiores em extensão   c) trajetória paralela ao solo;   
‐ Infracção da regra dos apoios   d) uso de força moderada;   
   e)  “ver”  e  não  “olhar”  para  o  recebedor 
Passe   (telegrafar);   
  É ação de transmitir a bola de um  f)  Movimentos  após  o  passe  (“dá  e  segue”, 
ponto  ao  outro  na  quadra,  de  modo  que  o  bloco,  
receptor,  possa  criar  situações  de  finalização  manobra)   
ou  para  a  progressão  no  terreno  de  jogo.  g) Passar em equilíbrio;   
Elemento  básico  do  jogo,  pois  dele  pode  h) Cotovelos juntos ao corpo;   
depender o nível do jogo.    i)  Saída  da  bola  das  pontas  dos  dedos  com 
trabalho de  
pulsos;   
j) Posição das pernas uma à frente da outra;  
  
Tipos de Passe  
    Existem  vários  tipos  de  passes,  podemos 
Figura 31: Passe  classifica‐los em:   
Passes com as duas mãos  
O Bom Passe é Feito   
‐ Passe de peito  
1 – ao companheiro melhor colocado   

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‐ Passe picado  
‐ Para facilitar a execução   
‐ Passe por cima da cabeça  
‐ Para ser bem utilizado   
‐ Passe Lateral com as duas mãos  
  
 
2 – Na Melhor Direção   
Passes com uma das mãos  
‐  Não  obrigando  o  companheiro  parado  a 
‐ Passe de ombro  
modificar sua posição   
‐ Passe de gancho  
‐  Não  obrigando  o  recebedor,  a  mudar  a 
 
passada, o ritmo ou direção da corrida.   
Passes Especiais  
‐  A  bola  não  deve  chegar  as  mãos  do 
‐ Passe na altura do peito com uma das mãos  
recebedor de modo que ele possa encadear a 
‐ Passe por trás das costas  
recepção  com  movimentos  de  que  vai 
‐ Passe por trás da cabeça  
animado.   
‐ Passe picado com uma das mãos;  
  
‐ Passe lateral;  
3 – Da Melhor Maneira   
‐ Passe por baixo;  
‐ Com trajetória e força conveniente;   
‐ Passe de peito (com movimento lateral)  
‐ Com boa proteção.   
  
‐ Sem deixar que o passe seja previsto.   
Passe Peito  
  
  Como o nome indica, com a bola 
Quando Passar   
à altura do peito é o passe direto de “peito a 
‐ Ganhar espaço na quadra;   
peito”.  Passe  seguro  e  de  fácil  execução, 
‐ Envolver a defesa;   
muito  utilizado.  Neste  movimento  os 
‐  Proporcionar  posição  de  arremesso  para  o 
polegares  é  que  darão  força  ao  passe  e  as 
companheiro;   
palmas  das  mãos  deverão  apontar  para  fora 
‐ Garantir a posse de bola.   
no final do gesto técnico.   
 
Generalidades dos Passes   
a) encurtar distancia (entregar a bola de mão 
a mão)   

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existe  um  adversário  entre  dois  jogadores  da 


mesma equipe.  
  Protege  a  bola  em  relação  ao 
adversário  de  estatura  mais  baixa  que  o 
executante.  

 
Figura 32: Passe a peito 

  É  utilizado  para  curtas  e  médias 


distancias  sempre  que  não  se  encontrem 
adversários na trajetória da bola.  
    
Figura 34: Passe por cima da cabeça 
Descrição Técnica:  
‐ Colocar os cotovelos junto ao corpo;    
‐ Avançar um dos apoios;   Descrição Técnica:  
‐ Executar um movimento de repulsão com os  ‐ Elevar os braços acima da cabeça;  
braços;   ‐ Avançar um dos apoios;  
‐ Executar a rotação dos pulsos;   ‐  Executar  o  passe  com  o  movimento  dos 
‐ Após a execução do passe, deve‐se ficar com  pulsos e dos dedos.  

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as  palmas  das  mãos  viradas  para  fora  e  os    
polegares a apontar para dentro e para baixo.   Passe Lateral  
     O  passe  lateral  é  usado  para 
Passe Picado   passar  ao  pivô  quando  este  estiver  sendo 
  Muito  semelhante  ao  passe  de  marcado,  por  trás,  por  um  jogador  mais  alto. 
peito, distingue‐se por a bola não ser passada  O  braço  deve  estar  estendido  ao  lado  do 
diretamente, mas sim por intermédio do solo.  corpo  paralelo  ao  chão,  e  a  bola  deve  ser 
É utilizado para curtas e médias distancias.   empurrada apenas com a mão.  

   
Figura 33: Passe Picado  Figura 35: Passe lateral 

Descrição Técnica:    
‐ Colocar os cotovelos junto ao corpo;   Passe de ombro (ou de basebol)  
‐ Avançar um dos apoios;     É  utilizado  nas  situações  que 
‐ Executar um movimento de repulsão com os  solicitam um passe longo.  A bola é lançada a 
braços.   partir se sua colocação sobre o ombro, o que, 
   dando  grande  amplitude  ao  movimento, 
Passe por cima da cabeça   origina  a  possibilidade  de  uma  projeção  com 
  Braços  estendidos  acima  da  bastante força.  
cabeça segurando a bola, dedos voltados para 
cima. Aplica‐se em curtas e medias distancias, 
excelente  para  servir  pivô.  É  usado  quando 

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‐  Lançar  a  bola  muito  próximo  do 


companheiro.  
  
Drible  
  É  um  fundamento  de  ataque, 
com a bola; é a forma legal de deslocar‐se pela 
quadra, com a bola.   
  O  drible  é  o  ato  de  bater  a  bola, 
  impulsionando‐a  contra  o  solo  com  uma  das 
Figura 36: Passe de ombro 
mãos e ligeira flexão do punho ao seu final ou 
   as duas alternadamente.   
  É    de    grande    eficiência    para  
longas  distancias,  sendo  característico  para 
inicio  do  contra  ataque.  É  um  tipo  de  passe 
com  uma  trajetória  linear  (sem  arco),  e  em 
direção ao alvo.  
   
Descrição Técnica:  
‐ Segurar a bola com as duas mãos e por cima 
do ombro;    
Figura 38: Drible 
‐ Colocar o cotovelo numa posição levantada;  

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‐ Avançar o corpo e a perna do lado da bola;   Condições de uso 
‐ Fazer a extensão do braço e finalizar o passe    Deve  ser  utilizado  nas  seguintes 
para as distancias maiores.   condições; 
   ‐ Para cortar defensor 
Passe de Gancho   ‐  Para  melhorar  ângulo  de  passe  ou 
  O  passe  de  gancho  é  um  recurso  arremesso, 
para  longas  distâncias  (lançamentos),  sendo  ‐ Para ir à cesta 
sua  trajetória  curva.  O  braço  faz  um   
movimento  circular  com  a  bola  de  modo  a  Descrição Técnica  
passá‐la acima e ao lado da cabeça.   ‐ Cabeça levantada, olhando o menos possível 
para a bola;  
‐  Movimento  coordenado  do  antebraço,  de 
modo  a  amortecer  o  movimento  da  bola  e 
reenviá‐la para o solo;   
‐  Mão  aberta  por  cima  da  bola  (alavanca)  e 
dedos estendidos;   
‐  Os  dedos  são  o  principal  ponto  de  contato 
com a bola;  
  ‐ Pulsos em permanente flexão/extensão.  
Figura 37: Passe de Gancho 
 
  Tipos de Dribles  
Erros Comuns dos Passes    Drible de proteção (ou Baixo) 
‐ Abrir ou fechar muito os cotovelos;      Objetivo  de  proteger  a  bola, 
‐  Aproximar  a  bola  antes  de  realizar  a  quando recebe marcação próxima.  
extensão dos braços;      As  pernas  devem  estar 
‐ Unir as pernas;    flexionadas e o corpo deve estar entre a bola e 
‐ Lançar a bola com trajetória parabólica.    o  adversário.  Coloca‐se  à  frente  a  perna 
‐  Lançar  a  bola  antes  do  ponto  imaginário  oposta  à  mão  do  Drible.  Serve  também  para 
(1,50 m do companheiro)    abrir  linhas  de  passe  e  para  garantir  a  posse 
de bola. 

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    Quando  retirar  um  dos  pés,  o 


Drible de progressão (Alto ou de Velocidade)   outro será considerado pé‐de‐pivô.  
  Utilizado  fundamentalmente  ‐  Jogador  recebe  a  bola  no  ar  e  um  dos  pés 
progressão  da  bola  sem  se  preocupar  com  a  toca o solo antes do outro: o pé que primeiro 
proteção  da  bola.  A  bola  é  impulsionada  à  toca o solo é o pé‐de‐pivô.  
frente do corpo e lateralmente.   ‐ Jogador recebe a bola no ar e cai com os dois 
pés ao mesmo tempo: Quando retirar um dos 
pés, o outro será considerado pé‐de‐pivô.  
  Um    jogador    que    esteja  
driblando  ou receba um  passe  durante  uma  
progressão    (ou    seja,  correndo),    pode  
executar  dois  tempos  rítmicos  e,  a seguir, 
arremessar ou passar a bola; isso não significa 
necessariamente  dois  passos  (como  é  mais 
  comumente    executado),    pois    o    jogador  
Figura 39: Drible Baixo e Alto 
pode,    por  exemplo,  executar  dois  saltos 
  consecutivos;  desde  que  mantenha  o  mesmo 
Drible com mudança de direção ‐   ritmo.  
  Objetivo de fintar um  adversário.     Mas o esquema dos passos não é 
As mudanças de direção poder ser executadas  a  única  restrição.    Você  também    não    pode:  
pela  frente  do  corpo,  com  giro,  por  entre  as  driblar    a    bola,  pegá‐la  com  as  mãos  e 

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pernas, e por trás do corpo.   driblá‐la  novamente;  Não  pode  driblar  a  bola 
  Pique  a  bola  no  chão  e  faça  o  com  ambas  as  mãos;  Não  pode  apoiar  a  bola 
movimento  da  pedalada  do  futebol  por  cima  por  baixo,  ou  seja,  conduzir  a  bola  levando  a 
da bola.   mão  sob    a    bola.    Todos  estes  aspectos    são  
considerados  drible  ilegal  e  tem  a  mesma 
penalidade da caminhada.  
  
Erros Comuns do Drible   
‐  Driblas  com  a  as  duas  mãos  ao  mesmo 
tempo;   
‐ Olhar a bola ou para o solo;   
  ‐  Conduzir  ou  bater  na  bola  em  vez  de 
Figura 40: Drible com mudança de direção 
impulsioná‐la;  
  ‐  Colocar  a  perna  correspondente  a  mão  do 
  drible, à frente do corpo;   
Regras de Drible   ‐ Driblas a bola à frente do corpo;   
  Um  jogador  não  poderá  tirar  o  ‐ Driblar acima da linha da cintura.  
pé‐de‐pivô  do  chão  para  iniciar  uma   
progressão sem antes executar um drible. Um  Arremessos  
jogador  poderá  tirar  o  pé‐de‐pivô  do  chão    O  arremesso    ou    lançamento    é  
para  executar  um  passe  ou  um  arremesso,  o  elemento    técnico    mais    importante    do  
mas a bola deverá deixar sua mão antes que o  basquetebol,  pois  é  em  função  dele  que 
pé retorne ao solo.   atingimos o objetivo de jogo, isto é, a “cesta”.   
  O  pé‐de‐pivô  é  determinado  da 
seguinte forma:  
‐  Jogador  recebe  a  bola  com  um  dos  pés  no 
chão: Aquele pé é o pé‐de‐pivô.  
‐  Jogador  recebe  a  bola  com  os  dois  pés  no 
chão:  

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA 
 

‐  Executar    mais    do    que    dois    tempos  


rítmicos, cometendo uma violação;   
‐ Flexionar a perna de impulsão na fase aérea;   
‐  Em    função    da    velocidade    de    seu  
deslocamento,  arremessar  a  bola  com  muita 
força;   
‐  Não  olhar  para  a  cesta  no  momento  do 
arremesso;   
  ‐  Não  obedecer  a  simetria  entre  membros 
Figura 41: Arremesso 
superiores    e    inferiores    (arremesso    com    a  
  Mão  esquerda, elevar joelho direito);   
Tipos de Arremessos   ‐ Executar a queda em uma só perna e muito 
  Dependendo  da  sua  posição  na  distante do local de impulsão;  
quadra,  da    posição    do    adversário    mais     
próximo    e    de    sua  velocidade    de   Arremesso em apoio  
deslocamento    poderão    ser    utilizadas    Partindo da posição fundamental, 
diferentes    tipos    de    arremesso,    sendo    que   com  o  peso  do  corpo  na  perna  da  frente,  a 
os    mais  utilizados  para  a  iniciação  são:  a  bola na altura do peito, o jogador flexionará as 
bandeja,  o  arremesso  em  apoio,  o  jump,  a  pernas  simultaneamente  a  elevação  da  bola 
enterrada e a ponte‐aérea.   acima da cabeça.  
  

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Bandeja  
  É    um    tipo    de    arremesso  
executado quando o atacante se encontra em 
deslocamento  e  nas  proximidades  da  cesta 
adversário.   
  A  bandeia  se  caracteriza  pela 
execução de  dois tempos  rítmicos e impulsão 
numa só perna.  
  É um arremesso que tem que dar 
 
dois  passos:    o    primeiro    de    equilíbrio    e    o   Figura 43: Arremesso em apoio 
segundo    de  distância.    Que    pode    ser    feito  
em  movimento  com passe ou driblando.    
Erros Comuns:   
‐  Colocar  à  frente  a  perna  contraria  ao  braço 
de arremesso;   
‐ Não semi‐flexionar  as  pernas  para  iniciar  o 
movimento;   
‐ Colocar a bola atrás da cabeça ou em posição 
que dificulte a visão da cesta;   
‐  Não  manter  o  braço  de  arremesso  paralelo 
ao solo;  
  ‐  Estender  somente  o  antebraço,  imprimindo 
Figura 42: Bandeja  uma alavanca inadequada;   
‐ Não olhar para a cesta;   
 
‐  Não  flexionar  o  punho  no  final  do 
Erros Comuns:   
movimento;   
‐  Não  calcular  corretamente  o    local    de  
‐ Não dar a bola uma trajetória parabólica;  
impulsão,  colocando‐se    muito    distante    ou  
  
muito  próximo  da cesta;   

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA 
 

Jump   pula  recebe  a  bola  e  finaliza  a  jogada 


  A  sua  principal  característica  é   arremessando a bola antes de  tocar  o  chão.   
que    o  momento    do    arremesso    coincide  
com  o  momento mais alto do salto. Este tipo 
de  arremesso  pode  ser  realizado    de    uma  
posição  estática  ou  após  um deslocamento.   

 
Figura 46: Ponte aérea 

  Também    pode    ser    feita    com  


um jogador  arremessando  a  bola  na  tabela  
  com    outro  jogador    pegando    o    rebote    e  
Figura 44: Jump 
finalizando    a    jogada  imediatamente    em  
  seguida    com    arremesso    ou  enterrada.  Esta 
Erros Comuns:    jogada é conhecida como alley‐oop na NBA.  
‐  Iniciar  a  extensão  do  braço  de  arremesso    
antes ou depois de se atingir o ponto mais alto  Assistência  
do salto;      Assistência  é  um  passe  certeiro  

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‐ Não executar a queda sobre as duas pernas;    que encontra  outro  companheiro  de  equipe,  
‐  Não  manter  o  equilíbrio  no  plano  vertical  livre  de marcação,  e  acaba  convertido  em  
durante o salto;    cesto.    O    jogador  que  faz  a  assistência  é  tão 
‐  Podem  se  considerar  também  os  erros  importante  como  o  jogador  que  marca  o 
citados no arremesso com uma das mãos;   cesto.  
     
Enterradas/Afundanço   Rebotes  
  É movimento que conjuga o salto    Em um jogo de basquetebol, toda 
e  a  colocação  com  firmeza  da  bola  vez  que  houver  uma  tentativa  de  arremesso 
diretamente na cesta.   os  jogadores  deverão  se  posicionar  de  tal 
  O  termo  utilizado  na  NBA  é  forma que, se a cesta não for  convertida,  eles  
"Dunk"  que  descreve  a  mesma    situação    e   estarão  em  condições  de conseguir  a  posse  
que  é  executado  de  uma  forma habilidosa,  da  bola.  Portanto, o ato de recuperar a bola 
este  movimento  é  executado  normalmente  após  um  arremesso  não‐convertido  é 
quando o jogador que o executa está isolado.   denominado rebote.  

     
Figura 45: Enterrada  Figura 47: Rebote 

  Tipos de Rebote 
Ponte‐aérea     O  rebote  pode  ser  classificado 
  É  quando  um  jogador  lança  a   como: rebote de defesa ou defensivo e rebote 
bola diretamente a um de seus parceiros, que  de ataque ou ofensivo.  
 

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA 
 

Rebote de defesa    O atacante deverá tomar algumas 
  É  a  recuperação  da  bola  por  um  atitudes para facilitar sua ação de rebote, caso 
defensor após o arremesso do adversário.   o arremesso não seja convertido:  
  O  rebote  de    defesa    pode    ser   1. Proceder como nos itens 1 a 4 do rebote de 
dividido    em    fases  distintas.  Estas  fases  são:  defesa;  
acompanhamento  visual  da  trajetória    da   2. Ao recuperar a bola, e estando equilibrado 
bola,    bloqueio    ao    adversário,    salto    e  no  solo,  o  atacante  deverá  tentar  um  novo  
tomada da bola e queda. A ação do rebote se  arremesso    ou  passá‐la  a  um  companheiro 
inicia quando o atacante executa o arremesso.   melhor  posicionado  para  arremessar  ou 
  O  defensor  deverá    tomar   reiniciar o ataque.  
algumas    atitudes    para    facilitar    a    sua  ação  Obs.:  Na  fase  aérea  do  rebote  existe  a 
de  rebote  caso  o  arremesso  não  seja  possibilidade de o atacante tocar a bola para a 
convertido:   cesta sem dominá‐la.  
1.  Acompanhar  visualmente  a  trajetória  da    Esta  ação  é  denominada 
bola para se colocar adequadamente.   “tapinha”.  
2.  Ao  mesmo  tempo  ele  deverá  se  colocar    
entre  a cesta e seu adversário, de frente para  Erros mais comuns:  
aquela. Não há uma  distância  definida  para   ‐ Colocar‐se muito embaixo da cesta;  
que    o    defensor    se  posicione  em  relação  à  ‐  Não  se  colocar  na  região  mais  próxima  à 
cesta.  Entretanto  nunca  deverá  estar   cesta, onde normalmente ocorrem os rebotes.  
imediatamente  sob  ela.   Com  esta   ação  o  ‐  Não  sincronizar  o  salto  com  o  ressalto  da 

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defensor executará o bloqueio de rebote.   bola no aro ou tabela; e   
3.  O  bloqueio  é  executado  com  o  corpo  ‐  Conseguindo    a    posse    da    bola,    não  
equilibrado  e  preparado  para  absorver  os  protegê‐la  devidamente,    deixando    que    um  
choques  provocados  pelos  contatos  corporais  adversário  tenha facilidade  em  recuperá‐la.  
que ocorrem nesta fase do rebote.    Exemplo:  colocar  a  bola atrás da cabeça.  
4.  Sincronizar  o  tempo  de  salto  com  a    
recuperação  da  bola,    para    poder    tomar   Fundamentos Individuais de Defesa  
contato    com    a    mesma    no  ponto  mais  alto    Os    fundamentos    de    defesa, 
do salto e da trajetória da bola. Esta pode ser  normalmente,    são    executados    sem    bola  
considerada a fase mais difícil do rebote.   (exceto    o  rebote),  visando  a  recuperação  da 
5.    Ao    recuperar    a    bola    o    defensor    deve   posse de bola para iniciar a ação ofensiva.  
realizar    a  queda    de    forma    equilibrada     Os fundamentos de defesa são:  
(sobre    os    dois    pés)    e  protegê‐la    com    o   ‐ Posição defensiva;  
corpo    (principalmente    com    os  braços,  ‐ Deslocamentos na posição defensiva;  
abrindo os cotovelos).   ‐ Rebote de defesa;  
6.  Com  a  posse  da  bola  e  no  solo,  o  jogador  ‐ Corta‐luz e toco  
terá  duas  alternativas:    passar    para    um     
companheiro  melhor posicionado  ou  driblar   Posição Básica Defensiva  
para    uma    região    menos  congestionada    da     De  acordo  com  Tavares  (1996)  é  a  
quadra  (de  preferência  para  as laterais).   “atitude  corporal  que  permite  ao  defensor 
  executar os  
Rebote de ataque   elementos técnicos defensivos”.  
  É  a  recuperação  da  bola  por  um    
atacante  após  arremesso  não  convertido  Figura 48: Posição Básica Defensiva  
executado por um companheiro de equipe ou    De acordo com Costa (2002) mediante à  
por  ele  mesmo.  No  rebote  de  ataque  podem  perda    da    posse    de    bola,    o    jogador    deve  
ser identificadas as  mesmas  fases  do  rebote   assumir  
de  defesa.    imediatamente    uma    atitude    defensiva  
recuando  

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA 
 

sempre    sem    perder    de    vista    a    bola    e   Corta‐Luz   


procurando     Caracteriza‐se  por  um  bloqueio  
rapidamente o seu adversário direto.   ofensivo,  com  o  objetivo  de  atrapalhar  ou 
   retardar a   
Descrição técnica   boa    movimentação    de    defensores.    Ótimo  
a) Pés naturalmente fixos no solo;    recurso  
b) Distanciados a 40 cm;    contra defesa individual.  
c) Formando 45 graus quando unidos;      
d) Pernas semi‐flexionadas;    Figura 50: Corta Luz  
e) Joelhos na direção dos pés;      
f)    Tronco    semi‐flexionado,    ligeiramente   Tipos de Corta‐Luz:   
inclinado  à   ‐  Direto:  Bloqueio  oferecido  para  o  jogador 
frente;    que tem a  
g)    Peso    do    corpo    igualmente    distribuído   posse de bola, com objetivo de que o mesmo 
sobre  as   possa  
pernas;    finalizá‐la.   
h) Cabeça dirigida à frente, naturalmente;    ‐  Indireto:  Bloqueio  oferecido  para  o  jogador 
i) Braços ligeiramente flexionados.    que não  
j) Antebraços dirigidos à frente;    tem  a  posse  de  bola,  com  objetivo  de  que  o 
k) Palmas das mãos voltadas para o exterior;    mesmo  
l) Corpo bem relaxado    possa finalizá‐la.   

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   ‐   Cego:   Bloqueio   oferecido   nas   costas   do  
Deslocamentos na Posição de Defesa    jogador  
  Poderão  ser  efetuados  deslocamentos   defensor,    para    que    o    mesmo    não    tenha  
para frente, para trás e lados. LATERAL: se faz  tempo  de  
através   reação, gerando assim espaços na defesa.   
de    pequenas    passadas    em    forma    de   ‐  Falso:  Pode  acontecer  a  partir  de  qualquer 
deslizamentos.     um dos  
FRENTE/TRÁS:  Assemelha‐se  ao  movimento   outros  tipos  de  corta‐luz,  porém,  quando 
do   ocorre uma  
“esgrimista”,    porém,    na    troca    de    direção   troca  na  marcação.  No  momento  da  troca,  
para   quem  
acompanhar  o  adversário,  utilizar  o  DROP   recebe  a  bola  para  finalizar,  é  o  próprio 
STEP,    jogador que  
jamais  ficando  de  costas  para  o  adversário,    ofereceu o corta‐luz.  No caso do falso a partir 
evitando‐se    juntar    os    pés    ou  executar  de  um   
pequenos   direto,  se  torna  o famoso PICK and ROLL.  
saltos.      
   Toco / Bafo  
     É um bloqueio brusco ao movimento da  
Figura 49: Deslocamentos Defensivos   bola  que  foi  ou  está  sendo  arremessada  a 
   cesta por  
Erros Mais Comuns:    um adversário.  
‐ Cruzar as pernas ou uni‐las;     
‐ Saltitar em vez de deslizar;    Figura 14:  
‐ Não se manter em posição defensiva;     
‐  Não  guardar  a  distancia  adequada  entre  o 
defensor e  
o  atacante,  que  é  aproximadamente  um 
braço.   
  

Leonardo de A. Delgado. CREF. 001764‐G/MA