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GRADUAÇÃO

CIÊNCIAS CONTÁBEIS

CONTABILIDADE
GERENCIAL

Prof. Ms Alexandre Cacozzi


Jundiaí – 2.013
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Programa da disciplina
Disciplina:- CONTABILIDADE GERENCIAL

Curso: Ciências Contábeis

Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e de Administração de Empresas “Padre


Anchieta”

Professor: Alexandre Cacozzi

OBJETIVOS:-
Desenvolver a capacidade de abordar os tópicos mais importantes da contabilidade
gerencial como sistema de informação e, como conseqüência, estudar os principais
instrumentos de análise para a tomada de decisão que é fundamental para a ação
administrativa como também prepará-los para a matéria de controladoria.

EMENTA:-
Introdução à contabilidade gerencial como um sistema de informação para tomada de
decisões. Aplicação do sistema de controle gerencial, estabelecimento do custo como
processo decisório, estudo do conceito de Custo Baseado em Atividades - ABC e do Custo
Padrão, Aplicação de alguns indicadores financeiros, tais como: Ponto de Equilíbrio, Grau
de Alavancagem Financeira e Margem de Segurança Operacional.

MATÉRIA A SER LECIONADA:

1- SISTEMA DE INFORMAÇÃO GERENCIAL


1.1- A importância da informação gerencial
1.2- Arquitetura de um sistema de informação contábil gerencial
1.3- Construção dos relatórios e característica da informação contábil
2- SISTEMA DE CONTROLE GERENCIAL
2.1- Contabilidade financeira e contabilidade gerencial
2.2- Planejamento estratégico e tático.
2.3- Medidas não financeiras de desempenho
2.4- Sistemas de informações gerenciais
3- CUSTO PARA DECISÃO
3.1- Custeio por absorção x custeio direto
3.2- Aplicação da margem de contribuição para fins decisoriais
3.3- O uso do ponto de equilíbrio para tomada de decisão
3.4- Análise custo/volume/lucro
3.5- Margem de contribuição e fator de limitação
3.6- Margem de segurança e alavancagem operacional
4- CUSTO BASEADO EM ATIVIDADES – ABC
4.1- Gestão estratégica de custos
4.2- Conceito e aplicação
5- CUSTO PADRÃO
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5.1- Conceito e aplicação


5.2- Análise das variações

METODOLOGIA DE ENSINO
Aulas expositivas conceituais e práticas com desenvolvimento e análise de exercícios,
estudo de casos e debates.

ATIVIDADES ACADÊMICA SUPERVISIONADAS (EXTRACLASSES)


Desenvolvimento de exercícios, elaboração para apresentação de trabalhos individuais e
em grupo, realização de seminários, pesquisa bibliográfica, participação em eventos de
interesse da disciplina.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA.
IIUDICIBUS, Sergio de. CONTABILIDADE GERENCIAL. 6. ed. São Paulo: Editora
Atlas S/A.. 2007
MARTINS, Eliseu. CONTABILIDADE DE CUSTOS. 9. ed. São Paulo: Editora Atlas
S/A.. 2008
PADOVEZE, Clóvis Luís. CONTABILIDADE GERENCIAL: um enfoque em sistema de
informação contábil. 4. ed. São Paulo: Editora Atlas S/A,. 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR.
FIGUEIREDO, Sandra; CAGGIANO, Paulo Cesar. CONTROLADORIA: teoria e prática.
2. ed. São Paulo: Editora Atlas S/A.. 1997.
KASSAI, José Roberto et al. RETORNO DE INVESTIMENTO: abordagem matemática e
contábil do lucro empresarial. 2. ed. São Paulo: Editora Atlas S/A.. 2000.
PEREZ JUNIOR, José Hernandez; OLIVEIRA, Luís Martins de; COSTA, Rogério Guedes.
GESTÃO ESTRATÉGICA DE CUSTOS. 4. ed. São Paulo: Editora Atlas S/A.. 2005.
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Cronograma de aulas

Data TA Assunto Objetivos:


02/08/13 Apresentação do Plano de Ensino
07/08/13 Apresentação do Plano de Ensino Realizar o contrato pedagógico.
09/08/13 Contabilidade Financeira x Explanar o conteúdo da disciplina e
Contabilidade Gerencial a importância da Contabilidade
Gerencial e suas principais
diferenças com a Contabilidade
Financeira.
14/08/13 Método de Custeio ABS x Variável Estudo de Caso sobre as diferenças
da contabilidade Financeira e a
contabilidade Gerencial na apuração
do resultado.
15/08/13 Recesso
21/08/13 Método de Custeio ABS x Variável Estudo de Caso
23/08/13 O uso dos Custos para Tomada de Estudo de Caso
Decisão
28/08/13 O uso dos Custos para Tomada de Estudo de Caso: Ponto de Equilíbrio;
Decisão Margem Segurança Operacional e
Alavancagem Operacional.
30/09/13 Comportamento dos Custos (Custo- Estudo de Caso
Volume-Lucro)
04/09/13 Comportamento dos Custos (Custo- Estudo de Caso
Volume-Lucro)
06/09/13 Custos para Tomada de Decisão Estudo de Caso 1 a 7
11/09/13 Custos para Tomada de Decisão Estudo de Caso 1 a 7
13/09/13 Custos para Tomada de Decisão Estudo de Caso 8 a 10.1
18/09/13 Revisão
20/09/13 1ª Avaliação
25/09/13 Custos para tomada de decisão Estudo de Caso 11 à 12
27/09/13 Custos para tomada de decisão Estudo de Caso 13 à 15
02/10/13 Custos para tomada de decisão Estudo de Caso 16 à 17
04/10/13 Custos para tomada de decisão Estudo de Caso 18 e 19
09/10/13 Gestão de Resultado
11/10/13 Custo ABC
16/10/13 Custo ABC
18/10/13 Análise de Resultado por produto
23/10/13 Produtividade
25/10/13 Produtividade
30/10/13 Produtividade
01/11/13 Jogo de Negócios
06/11/13 Jogo de Negócios
08/11/13 Jogo de Negócios
13/11/13 Resolução dos Exercícios do Exame de
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Suficiência - CRCSP
15/11/13 Feriado da Programação da República
22/11/13 Revisão
27/11/13 2ª Avaliação
29/11/13 Avaliação Substitutiva (1ª e 2ª)
04/12/13 Entrega das Avaliações
10/12/13 Entrega das Médias do Semestre
Recuperação - Exame

Avaliação
ATIVIDADES PESO
 1ª Avaliação (20/09/13) – Conteúdo da matéria até o dia 18/09 40%
 2ª Avaliação (27/11/13) – Conteúdo da matéria todo o 60%
semestre.

Curriculum resumido do Professor

Graduado em Ciências Contábeis pelo Centro Universitário Padre Anchieta (1995), mestre
em Ciências Contábeis e Atuariais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(2007), mestre em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Sant'Anna (2000),
MBA em Controladoria pela USP (2003), especialista em Gestão de Riscos pela FGV-SP
(1999). Coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Padre Anchieta de
Várzea Paulista e do Centro Universitário UniAnchieta (2008-2012). Professor da
Graduação e da Pós-Graduação do Centro Universitário UniAnchieta. Gerente de
Controladoria / Financeiro e Suprimentos na Castelo Alimentos S.A.Experiência na área de
Controladoria e Suprimentos, atuando principalmente nas seguintes áreas: Finanças,
controladoria, custos, contabilidade societária, contabilidade gerencial, planejamento
estratégico e suprimentos.
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Parte Teórica

1) Introdução de Contabilidade Gerencial

1.1) Caracterização da Contabilidade Gerencial:

Todos nós sabemos que a contabilidade gerencial, esta voltada única e exclusivamente
á administração da empresa, procurando dessa maneira suprir as necessidades de
informações que o administrador precisa para a empresa.
Em um sentido mais amplo e moderno a contabilidade gerencial se vale de inúmeros
campos de atuação como administração da produção, administração financeira, estrutura
organizacional da empresa e em toda a contabilidade empresarial na qual se situa.
De uma maneira geral, a contabilidade gerencial atua em todo o campo decisório do
administrador, informando as situações passadas e presentes, confecção de relatório sob
medida, avaliação de desempenho e tudo aquilo que de uma maneira poderá ser associado à
visão de gerência para tomada de decisão.

1.2) Características da Informação Contábil Gerencial:

 Útil: atender às necessidades dos usuários;


 Oportuna: estar à disposição na época certa;
 Clara: facilmente entendida pelo usuário;
 Íntegra: baseada em dados confiáveis;
 Relevante: abordar diretamente os pontos fundamentais, com transparência;
 Flexível: apresentar-se de várias formas e na linguagem do usuário;
 Completa: incorporar dados físicos e outros complementares à informação;
 Preditiva: fornecer indicadores de tendência.

Um aspecto de fundamental importância no modelo de contabilidade é definir quem


utiliza o produto. A contabilidade gerencial não se direciona ao Fisco ou aos bancos e
fornecedores, ela se direciona exclusivamente para tomada de decisões.

1.3) Comparação entre a Contabilidade Gerencial e a Contabilidade Financeira:

Fator Contabilidade Contabilidade


Financeira Gerencial
Usuários dos relatórios Externos e internos Internos
Qual os objetivos dos relatórios? Fazer com que as necessidades Tem como foco principal
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dos usuários externos sejam facilitar o planejamento,


facilitadas através da análise controle, avaliação de
financeira. desempenho e tomada de decisão
internamente.
Qual a forma dos relatórios? Balanço Patrimonial, Orçamentos, contabilidade por
Demonstração dos Resultados, responsabilidade, relatórios de
Demonstração das Origens e desempenho, relatórios de custo,
Aplicações de Recursos e relatórios especiais não
Demonstração das Mutações do rotineiros para facilitar a tomada
Patrimônio Líquido. de decisão.
Qual a freqüência dos relatórios? Anual, trimestral e Quando se fizer necessário pela
ocasionalmente mensal. administração da empresa.
Qual os custos ou valores Num primeiro instante histórico Históricos e esperados (fatos
utilizados? (fatos passados). previstos e planejados).
Qual as bases de mensuração Moeda corrente. Várias bases (moeda corrente,
usadas para quantificar os moeda estrangeira - moeda forte,
dados? medidas físicas, índices, etc.).
Qual as restrições nas Princípios Contábeis Geralmente Não ocorre nenhuma restrição,
informações fornecidas? Aceitos. exceto as determinadas pela
administração da empresa.
Qual o arcabouço teórico e Ciências Contábeis. Utilização preponderante de
técnico? outras grades disciplinares, como
economia, finanças, estatística,
pesquisa operacional e
comportamento organizacional.
Quais as características da Preponderantemente objetiva Tem que ser relevante e a tempo,
informação fornecida? (sem viés), verificável, relevante podendo ser subjetiva, possuindo
e a tempo. menos verificabilidade e menos
precisão.
Qual a perspectiva dos Base na orientação histórica. Base orientada para o futuro
relatórios? facilitando o planejamento,
controle e avaliação de
desempenho antes do fato (para
impor metas), condicionada com
uma orientação histórica para
avaliação dos resultados reais
(para facilitar o controle
posterior do fato).

SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL


CONTABILIDADE GERENCIAL
GERENCIAMENTO GERENCIAMENTO GERENCIAMENTO ORÇAMENTOS E
GLOBAL SETORIAL ESPECÍFICO PROJEÇÕES
A Empresa As Divisões Os Produtos
 Demonstrativos  Contabilidade  Fundamentos  Orçamentos;
Contábeis Básicos; por Responsabilidade; de Contabilidade de  Projeções;
 Correção  Contabilidade Custos;  Análises de
Monetária Integral; Divisional;  Custeio Direto Investimentos.
 Demonstrativos  Consolidação e por Absorção;
Contábeis em Outras de Balanços.  Análise de
Moedas; Custo / Volume/ Lucro;
 Análise de  Custo-Padrão;
Balanço e  Formação de
Administração Preços de Venda;
Financeira;
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 Gestão de  Análise de
Impostos. Custos.

CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES


CONTÁBIL DECISORIAL
Avaliação Patrimonial Outras Avaliações
Formal Informal
Registro de Dados Informações “Decisoriais”
Clientela Externa: Clientela Interna:
- Acionistas - O Administrador
- O Fisco
- Financiadores
Dados Históricos: Previsões e Planos:
O que aconteceu (O passado...). O que acontecerá (O futuro...).
Livros Contábeis e Fiscais Relatórios diversos envolvendo toda a
empresa e ainda dados externos.
Ênfase nas operações Ênfase na Administração dos Potenciais.

2) Introdução de Contabilidade para Tomada de Decisões

Para um planejamento melhor adequado do lucro, não podemos deixar de questionar a


importância do relacionamento Custo / Volume / Lucro.
O comportamento da contabilidade de custos é de fundamental importância para o
planejamento do lucro de uma empresa, mas devemos saber avaliar também o
comportamento futuro dos custos, para tomada de decisões conscientes.
A tarefa do contador é a de fornecer informações sobre os custos para tomada de
decisão, em duas partes distintas. Primeiro, o planejamento do volume de saídas em curto
prazo, como os custo fixos e variáveis, em um intervalo de saídas planejado e de volume.
Segundo as decisões especiais a cursos alternativos de ação, como a aceitação ou rejeição
de um pedido especial.
A informação de custos tanto fixos como variáveis, são de fundamental importância
para o direcionamento das tomadas de decisões por parte dos administradores.
A natureza dos custos que são relevantes para decisões táticos de curto prazo irá
depender do tipo de problema para o qual eles são necessários.

2.1) Natureza dos Custos Relevantes:

Geralmente, os custos relevantes para um tipo de decisão têm duas importantes


características:
1) São custos futuros, como os custos ainda não incorridos;
Este é um dos pontos mais importantes, porque é muito fácil cair na falsidade de que
os custos passados poderão ser cobertos. Custos passados são irrelevantes, para uma
tomada de decisão, sua única utilidade é de ajudar os contadores a planejar a estimativa dos
custos futuros.
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2) Os custos relevantes são custos diferenciados. Nem todos os custos futuros são
relevantes. Os custos diferenciados significam que os custos serão diferentes de
acordo com a alternativa de curso de ação que for examinada.
No entanto, para tomada de decisões em curto prazo é possível que os custos fixos
sejam relevantes, afetando o nível de atividade, requerendo assim gastos de capital.

2.2) Importância da Margem de Contribuição:

A margem de contribuição é de fundamental importância, pois faz parte das decisões


táticas de curto prazo, com o objetivo maior de fazer melhor uso dos recursos existentes
possíveis de serem utilizados.
Podemos definir como margem de contribuição, o excesso de receitas de uma
atividade sobre os custos relevantes que está disponível para cobrir os custos fixos,
contribuindo dessa maneira para a formação do lucro empresarial.
O lucro, naturalmente, não aparecerá até que os custos fixos sejam totalmente
cobertos, mas em certas ocasiões, haverá uma grande expectativa de uma margem de
contribuição suficiente para justificar uma decisão particular.
Um dos grandes problemas enfrentados pelo administrador é o surgimento de um
pedido especial a ser produzido, se deverá ser aceito ou não. Podendo ser um pedido maior
a um preço mais baixo do que o usual, se deparando às vezes até abaixo do que seus custos
de produção.

2.3) Custo de Oportunidade:

Embora seja considerado pelos economistas como o custo apropriado para tomada de
decisão, o custo de oportunidade não é considerado no processo contábil, por ser difícil de
ser identificado e medido na prática.
Dessa maneira, há uma preferência inegável por parte dos contadores em mensurar os
custos mais objetivos como os custos históricos ou os custos futuros orçados para um
processo de tomada de decisão.
O custo de oportunidade pode ser definido como o valor da próxima melhor
oportunidade rejeitada, ou os fluxos de caixas perdidos como conseqüência da preferência
de uma alternativa ao invés de outra.
Existem casos ainda em que os custos de oportunidade estão claros que somente eles
irão ajudar no processo de tomada de decisão. Em conseqüência disso, os contadores
estarão aptos para tentar sua mensuração.
O custo de oportunidade é um conceito muito relevante, quando a empresa se depara
diante de um problema de escolha.
A não aceitação da segunda alternativa pode levar com que a empresa se depare com a
perda decorrente da mesma. Nesse caso ocorre a mensuração do custo da decisão.
O custo de oportunidade deve ser levado em conta no cálculo das vantagens em se
escolher uma alternativa ou outra, conforme o caso em que a empresa se deparar.
O uso do conceito de custo de oportunidade é usado nas seguintes situações:
- Descontinuidade de uma linha de produtos;
- Vender ou continuar o processamento de um produto semi-fabricado;
- Operar ou fazer um leasing;
- Produzir ou comprar.
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A razão em se descontinuar uma linha de produtos de uma empresa, basicamente é a


de que não estão sendo lucrativos, ou estão menos lucrativos do que uma outra linha de
produtos na qual a empresa pode utilizar melhores seus recursos.
Existem ocasiões, em que é possível a empresa vender seus produtos em um estágio de
semi-processamento, ao invés de continuar o processo produtivo, para assim, vender um
produto acabado.
A decisão de operar ou fazer um leasing de determinado ativo é outro exemplo da
importância do custo de oportunidade para a tomada de decisão, através de uma oferta de
aluguel, podendo assim ser verificado o que é mais vantajoso, se a de operar ou a de alugar
o ativo em questão.
É muito comum a empresa decidir comprar produtos de outras empresas
especializadas em tal produto. Na prática a empresa ficaria muito vulnerável, em se
tratando que ela ficaria muito na dependência dessas empresas especialistas e uma
considerável redução de seu controle sobre a qualidade do produto.
O custo de oportunidade, nessa ocasião, possibilitaria a empresa analisar as vantagens
que poderiam ser obtidas no uso alternativo de sua capacidade de produção liberada, pelo
fato da empresa adquirir seus produtos fora.

2.4) A tomada de decisão em face das limitações de fatores:

Nas decisões tomadas em face da análise das situações que o custo de oportunidade
submete as empresas, é levado em conta sempre o resultado mais lucrativo das situações
depois de feito o devido levantamento pelos contadores, para se tomar à decisão com bases
extremamente convincentes.
Muitas vezes as empresas, não se deparam com o fato de que os recursos disponíveis
podem ser limitados, isso devido quando um produto cuja quantidade é aceita pelo mercado
a um preço ser ilimitada, a empresa teria nesse caso suas próprias limitações de volume de
saídas.
Mesmo com um preço muito acima dos custos de produção, a empresa pode não estar
apta a aumentar seus lucros, devido ao simples fato de não poder aumentar sua capacidade
de produção.
Um dos fatores de limitação que afetam o nível de saídas da produção, são a mão de
obra, matéria-prima, equipamentos e mesmo espaço da fábrica, para mencionarmos apenas
alguns fatores que podiam interferir na avaliação de limitações.
De acordo com a limitação de fatores, de qualquer natureza, a empresa desejará nesse
caso o maior lucro possível no uso de seus recursos disponíveis.
A respeito de se tomar decisões em cima das diversas alternativas disponíveis, o
administrador irá se guiar pela margem de contribuição que essas alternativas podem
oferecer para a empresa.
Como a empresa estará sendo afetada com a limitação de fatores disponíveis, a
margem de contribuição passa a ser de fundamental importância, devendo ser calculada em
termos de unidades de produtos vendidos.
Além de fornecer dados e informações importantes para os administradores com o
propósito de planejamento de lucros tanto a curto quanto em longo prazo, os contadores
fornecem informações para grande número de decisões táticas de curto prazo, como as
citações que já fizemos anteriormente, como descontinuar uma linha de produção ou entre
escolher entre vender ou continuar produzindo determinado produto semi-processado.
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Como em outras áreas de contabilidade, as informações de custos desempenham forte


papel nas decisões tanto a curto como em longo prazo, os custos que são relevantes para
tais decisões, são exatamente aqueles que podem afetar os níveis de custos de produção da
empresa.
Sabemos que o custo de oportunidade não é levado em conta no processo contábil,
mas existem decisões em que o custo de oportunidade é o único recurso a ser utilizado.

Revisão 1º Semestre
A Indústria Bicicletas Carolina S.A., apresenta o seguinte mix de produtos, produção
mensal e preço de venda unitário:

PRODUTOS Volume Produção Volume de Vendas Preço de Venda


CROSS 12.000 10.000 110,0
BIKE 8.000 6.000 150,0
Obs: Impostos sobre as Vendas de 18%

Dados de Compras:-

ITENS DE CUSTO CROSS BIKE


Volume de Compras 15.000 10.000
Quadro 30,00 40,00
Peças 10,00 15,00
Obs: Impostos inclusos de 12%

O tempo unitário despendido na fabricação dos produtos, nos dois departamentos


existentes é o seguinte:-

PRODUTOS Depto Montagem Depto Acabmento


CROSS 1,50 0,60
BIKE 1,00 1,20

Os custos diretos unitários da MOD são os seguintes:

ITENS DE CROSS BIKE


CUSTO
MOD 5,00 10,00
Total 5,00 10,00

Os custos Indiretos de Fabricação e as Despesas Operacionais, mensais, são os


seguintes:

ITENS Custos Indiretos Despesas


Aluguel 50.000
Energia Elétrica 100.000
Depreciação 50.000
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Administrativas 150.000
Despesas com Vendas 200.000
Totais 200.000 350.000

Os critérios e os dados para apuração dos gastos nos Centros de Custos são:

a) O aluguel é distribuído aos Departamentos de acordo com suas áreas.


b) O consumo de Energia é medido por Departamento.
c) A Depreciação têm como base de rateio o número de horas de mão-de-obra total
utilizada em cada departamento.

Dados coletados no período:


Almox. Adm.Prod. Montagem Acabam.
Área 350m2 50m2 2.000m2 1.600m2
Consumo Energia 500 Kw 700 Kw 20.000 Kw 28.800 Kw
Horas de MOT 1.500 h 2.000 h 4.000 h 5.000 h

d) Apurar o Custo Indireto de Fabricação total de cada Departamento e a distribuição entre


os departamentos como segue na tabela abaixo:

Adm.Geral Manutenç. Montagem Acabam Total


Almoxarifado 20% 40% 40% 100%
Adm.Prod. 55% 45% 100%

e) O critério de rateio do C.I.F para os produtos é com base nas horas de fabricação
dos departamentos produtivos; e

Dados os ajustes:
a) o estoque inicial de matéria-prima 0;
b) Os estoques iniciais de Produtos Acabados em X1, são os seguintes:

PRODUTOS Quantidade Custo Unitário Custo Total


CROSS 2.000 60,00 120.000,00
BIKE 1.000 90,00 90.000,00

Dados para o Fluxo de Caixa:


- Recebimento das Vendas em 70%;
- Pagamento dos Materiais em 50%;
- Pagamento das Despesas com Vendas em 100%;
- Pagamento das Despesas Administrativas em 100%.

O Balanço de XO:

BALANÇO PATRIMONIAL DE X0
Ativo Circulante 390.000 Passivo Circulante 0.000
Caixa 100.000 Empréstimo 0
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Duplicatas a Receb. 80.000


Estoque M.Prima 0
Prod. Acabados 210.000

Ativo não Circulante 450.000 Patrimônio Líquido 840.000


Imobilizado 450.000 Capital 840.000
Máquinas e Equip. 500.000
(-) Depreciação Acum -50.000
ATIVO 840.000 PASSIVO + P.L 840.000

Pede-se:

a) Elaborar o Mapa de Rateio dos Custos Indiretos de Fabricação;


b) Apurar o custo total de cada produto;
c) Apurar o estaque físico;
d) Apurar o estoque $;
e) Apurar o Lucro Bruto para cada um dos produtos;
f) Elabore a Demonstração de Resultados do período;
g) Contabilize os Razonetes;
h) Fluxo de Caixa;
i) Elabore o Balanço de XI.

Métodos de Custeio Absorção e Variável


Custeio por Absorção

O custeio por absorção veio a ser utilizado mais em razão dos critérios de avaliação de
inventários do que pelas necessidades gerenciais da empresa. Ele está de acordo com os
princípios fundamentais de contabilidade, pois considera todos os gastos industriais como
relacionados com os produtos. Nos primórdios da contabilidade industrial, os custos fixos
não eram relevantes e praticamente não havia necessidade de critérios de distribuição e
alocação de tais gastos aos diversos produtos da empresa.

O método de custeio por absorção é a aplicação dos princípios contábeis geralmente


aceitos e é, no Brasil, adotado pela legislação comercial e pela legislação fiscal.

Esquematicamente, o fluxo global de custos e despesas para apuração de resultados no


custeio por absorção pode ser representado pelo esquema a seguir:
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Outros critérios de custeio têm surgido, mas este é ainda o adotado pela Contabilidade
Financeira, portanto válido tanto para fins de Balanço Patrimonial e Demonstração de
Resultados como também, na maioria dos países, para Balanço e Lucro Fiscais. As
auditorias Externas tem-no como básico. Apesar de não ser totalmente lógico e de muitas
vezes falhar como instrumento gerencial, é aceito para fins de avaliação de estoques (para
apuração do resultado e para o próprio balanço).

Custeio Direto ou Variável

Como já comentado, o tempo e a crescente industrialização, criando atividades mais


complexas e diferentes, os gastos fixos e indiretos passaram a ter mais relevância dentro da
empresa. Os defensores do custeamento direto argumentam que um custo tem serviço
potencial futuro. Assim, entendem que os custos fixos de produção já incorridos e pagos
não evitam a necessidade de tê-los novamente, ou seja, não se pode evitar a ocorrência dos
futuros custos fixos. O mesmo não acontece com o material e a mão-de-obra direta já
empregada nas unidades de produtos estocadas. Esses custos já produziram os efeitos e não
precisarão ser mais repetidos, portanto, são ativos.

Neste método, só são alocados aos produtos os custos variáveis, ficando os fixos
separados e considerados como despesas do período, indo diretamente para o resultado;
para os estoques só vão, como conseqüência, custos variáveis. Esquematicamente, o fluxo
global de custos e despesas para apuração de resultados no custeio direto ou variável pode
ser assim representado:
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O método de custeio variável é útil para a tomada de decisões administrativas ligadas à


fixação de preços, decisão de compra ou fabricação, determinação do mix de produtos e,
ainda, possibilita a determinação imediata do comportamento dos lucros em face das
oscilações de vendas.

EXERCÍCIO Nº 1
A empresa Paulista Ind. e Comércio S/A, apresenta os dados abaixo mencionados relativos
as operações projetadas para o primeiro quadrimestre de 2.005:

Dados:

JAN FEV MAR ABR TOTAL


Volume de Produção 10.000 13.000 8.000 9.000 40.000
Volume de Venda 10.000 8.000 9.000 11.000 38.000
Preço de Venda/Un 19,00 19,00 19,00 19,00
Custo Variável/Un 6,00 6,00 6,00 6,00
Despesa Variável/Un 1,00 1,00 1,00 1,00
Custo Fixo Mensal 115.000 115.000 115.000 115.000 460.000
Despesa Fixa Mensal 5.000 5.000 5.000 5.000 20.000

Preparar os seguintes relatórios:

1. Movimentação do estoque físico


2. Movimentação do estoque em $ pelos métodos de custeio Absorção e Variável
3. Demonstração de Resultado por ambos os métodos
4. Comprovação da diferença constatada nos Estoques e Resultados apurados

EXERCÍCIO Nº 2
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A empresa Paulista Ind. e Comércio S/A, apresenta os dados abaixo mencionados relativos
as operações projetadas para o primeiro quadrimestre de 2.005:

Dados:

JAN FEV MAR ABR TOTAL


Volume de Produção 15.000 10.000 16.000 16.000 40.000
Volume de Venda 10.000 9.000 14.000 15.000 48.000
Preço de Venda/Un 20,00 20,00 22,00 20,00
Custo Variável/Un 8,00 9,00 9,50 8,50
Despesa Variável/Un 1,00 1,50 1,50 1,60
Custo Fixo Mensal 120.000 115.000 120.000 125.000 480.000
Despesa Fixa Mensal 10.000 12.000 10.000 11.000 43.000

Preparar os seguintes relatórios:

1. Movimentação do estoque físico


2. Movimentação do estoque em $ pelos métodos de custeio Absorção e Variável
3. Demonstração de Resultado por ambos os métodos
4. Comprovação da diferença constatada nos Estoques e Resultados apurados

O uso de Custo no Planejamento de Operações


EXERCÍCIO Nº 1
A empresa Formandos S/A, está elaborando seu orçamento de resultado para o próximo
exercício com base nos seguintes parâmetros:

Volume de Venda 40.000


Preço de Venda / Un 10,00
Custo Variável/ Un 5,00
Despesa Variável/ Un 2,00
Custo Fixo 40.000,00
Despesa Fixa 20.000,00

Você, Controller da empresa, foi solicitado pela direção para efetuar um estudo que
responda as seguintes situações:

a) Qual o volume de vendas necessário para que seja atingido o equilíbrio de resultado
em termos contábeis?
b) Qual o volume de vendas necessário para seja atingido um lucro mínimo de $
75.000?
c) Qual o volume de vendas necessário para que seja atingido o equilíbrio de resultado
em termos financeiros?
d) Qual o volume de vendas necessário para que seja atingido uma sobra de recursos
da ordem de $ 30.000
17

e) Qual a Margem de Segurança Operacional (MSO) considerando-se o volume do


orçamento e o do Ponto de Equilíbrio Contábil?
f) Qual o grau de Alavancagem Operacional (GAO) considerando-se um crescimento
de 15% nas vendas orçadas?

Após análises preliminares da estrutura dos custos da empresa foi apurado que a
Depreciação é assim composta:

Custo de Depreciação 10.000


Despesa de Depreciação 2.000

EXERCÍCIO Nº 2
A Cia Brasil tem custos fixos de $ 300.000,00 e uma percentagem de custos variável de
80%. O lucro líquido no ano de 2005 foi de $ 84.000 e a taxa de imposto de renda é de
40%.

Pede-se:
a) Lucro Operacional
b) Margem de Contribuição
c) Receita total
d) Ponto de Equilíbrio em reais

Estruturação e Comportamento de Custos

Itens Caso 1 Caso 2 Caso 3 Caso 4


Vendas 134.578 174.356 236.980
Matéria Prima 55.043 89.065 98.087
Mão de Obra Direta 23.456 32.456 36.432 32.111
Despesas Operac. Variáveis 6.465 9.879
Custo Indireto Fabr. – Fixo 14.554 22.879
Despesas Operacionais – Fixo 9.456 10.989
Lucro Bruto 45.112 60.024
Estoque Inicial Prod.Acabado 0 0 0 0
Estoque Final Prod.Acabado 0 0 0 0
Margem de Contribuição 54.480 67.078
Estoque Inicial de Mat.Prima 10.321 10.254 18.774
Estoque Final de Mat.Prima 13.761 12.817 16.032
Custo Indireto Fabr. – Variável 15.467 19.999
Compras de Matéria Prima 66.650 90.668 100.892
Ponto de Equilíbrio 82.217
Custo dos Produtos Fabricados 167.476
Lucro Operacional (Prejuízo) 13.619 35.864 37.381
Margem Segurança Operac.($)
Margem Segurança Operac. (%)
18

Custo para Tomada de Decisão


EXERCÍCIO Nº 1
Uma empresa fabrica os produtos ALFA, BETA e GAMA. No mês de Julho/x2, seus
custos diretos foram:

Quantidade Matéria Prima Mão-de-obra Direta


ALFA 1.000 u $ 100,00/u $ 50,00/u
BETA 2.500 u $ 150,00/u $ 50,00/u
GAMA 1.200 u $ 120,00/u $ 40,00/u

Os custos indiretos de fabricação dessa empresa totalizaram $ 500.000,00 nesse mês, e 20%
desse valor correspondem a custos fixos.
Determine o custo variável dos produtos, considerando que os custos indiretos são rateados
à base do custo direto.

EXERCÍCIO Nº 2
A empresa FALCONI LTDA, apresenta as seguintes informações abaixo:

Produtos Quantidade Quantidade Custo Unitário Preço de Venda


Produzida Vendida Unitário
X 2.000 u 1.600 u $ 25,00 $ 50,00
Y 1.500 u 1.300 u $ 40,00 $ 80,00
Z 2.500 u 2.000 u $ 20,00 $ 40,00

Considere que:

a) Os custos acima foram calculados pelo Custeio por Absorção


b) Que os custos indiretos de fabricação fixos totalizaram $ 80.000,00 no período e foram
rateados aos produtos com base nos seus custos variáveis.
c) As despesas variáveis de vendas representam 10% dos preços.

PEDE-SE:
a) A DRE Gerencial (Método de Custeio Variável)
b) A margem de contribuição dos produtos.
19

EXERCÍCIO Nº 3
A Escola de Técnica de Jundiaí oferece cursos de especialização: Mecânica de Auto (60
horas) e Eletrecista Residencial (60 horas); tem normalmente 50 alunos para o curso de
Mecânica e 40 alunos para o curso de Eletrecista..

O preço dos cursos para cada aluno é de R$ 300 e R$ 200, respectivamente, para os
cursos Mecânica e Eletrecista. Os custos com material didático são de R$ 40,00 por aluno,
além de R$ 20,00 por hora-aula efetivamente ministrada pelos professores; já os custos
comuns (secretária, laboratório, aluguel, energia etc.) totalizam R$ 15.000 por período
letivo.

Considerando-se que o Imposto sobre Serviços (ISS) é de 2%, pede-se calcular:


a) Custo de cada um dos cursos
b) O lucro por curso.
c) A margem de contribuição por aluno.
d) A margem de contribuição por curso.

EXERCÍCIO Nº 4
a) A margem de contribuição unitária varia quando o volume de produção ou vendas
se modifica?

b) Se você fosse o gerente de uma loja, procuraria estimular as vendas de produtos que
têm maior preço unitário ou maior margem de contribuição unitária? Explique sua
decisão.

c) No caso de uma venda casada, isto é, o cliente compra o produto B juntamente com
o produto A, se o produto A tiver margem de contribuição negativa, deveria deixar
de ser fornecido?

d) Podemos dizer que a margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e


os custos diretos de um produto?

e) Produto com margem de contribuição reduzida ou negativa deve ter sua produção e
venda interrompida? Por quê?

EXERCÍCIO Nº 5
O natal do último ano foi excelente para as lojas que comercializam roupas masculinas.
Desta maneira gerente decidiu comprar estoques extras de Ternos, em virtude de seu preço
de venda unitário ser mais alto que dos demais artigos. Abaixo estão discriminados os
principais artigos comercializados por essa loja, seus preços de venda, bem como os custos
de aquisição.
20

PRODUTOS P.V – unitários Custos de Aquisição –


Unitários
Ternos 190,00 150,00
Camisas 50,00 30,00
Calças 90,00 45,00
Sapatos 110,00 60,00

Considere que quaisquer desses artigos teriam demanda para unidades adicionais. O gerente
acertou na escolha do produto, em sua tentativa de maximizar o lucro da empresa? Efetue
os cálculos e responda.

EXERCÍCIO Nº 6
Uma loja vende apenas dois produtos: telefones e celulares. Seus gastos fixos mensais se
resumem em $ 8.000,00. Os Telefones são adquiridos por $ 20,00 a unidade e vendidos por
$ 50,00. Cada celular é adquirida por $ 80,00 e vendido por $ 100,00.
O dono da loja tem estimulado as vendas de celulares pelo fato de ter o preço maior. Em
certo mês foram vendidos 150 unidades de telefones e 250 celulares. Se você fosse o dono
do negócio, faria o mesmo?

EXERCÍCIO Nº 7
A empresa 100% está produzindo e vendendo 8.000 u mensais de seu produto ZEM.
Seus custos e despesas mensais são:

Fixos: $ 45.000
Variáveis $ 140.000

PERGUNTA-SE:
Qual seria o preço de venda unitário que a empresa deveria praticar, mantendo-se a mesma
quantidade produzida e vendida, bem como os custos atuais para que obtenha um lucro:

a) De $ 35.000,00 mensais.
b) De 25% do preço de venda
c) De 50% do custo variável.

EXERCÍCIO Nº 8
Uma empresa produz e vende o produto Bem-feito. No ano de 2002 foram vendidas
10.000 unidades apresentando o seguinte resultado:

Receita Total $ 80.000,00


21

(-) Custo / Desp. Variáveis $ 40.000,00


(=) Margem de Contribuição $ 40.000,00
(-) Custos e Despesas Fixos $ 15.000,00
(=) Lucro Operacional $ 25.000,00

Pede-se:
a) Calcule o PEC da empresa
b) Calcule qual seria o PEE se o lucro fosse 25% sobre os custos (demonstre).
c) Supondo que se desejasse um lucro de 40% do preço de venda, qual seria o PEE para a
empresa operar?
d) Considerando-se que esta empresa tenha uma dívida de $ 41.000 para ser paga,
vencendo neste ano, e que a depreciação representa 20% dos custos fixos e Despesas
Fixos, qual o seu PEFE?

EXERCÍCIO Nº 9
No Estado de Goiás existem duas empresas concorrentes vendendo refrigerantes: a AC
Ltda e a Centro Oeste Ltda. O mercado neste estado consome 3.600.000 caixas de
refrigerante por ano e o Share de Mercado tem sido 50% para cada empresa.

A AC Ltda tem custos e despesas variáveis de $ 4,00 por unidade e custos e despesas fixos
anuais de $ 4.200.000 . A Centro Oeste Ltda tem variáveis de $ 6,00 por unidade e fixos de
$ 3.360.000 ano.

Os investimentos relevantes de ambas são apenas seus equipamentos, comprados com


recursos próprios; na AC Ltda eles são super modernos e foram recentemente adquiridos
por $ 35.000.000, enquanto que na Centro Oeste são também recentes, mas bem menos
automatizados, e adquiridos por $ 20.000.000. Ambas vendem seus produtos pelo mesmo
preço ($ 10,00 a caixa).

Em comum acordo as duas empresas resolveram reajustar seus preços em 10%, o que foi de
imediato colocado em prática.

RESPONDA:

a. Qual a influência desse aumento no Ponto de Equilíbrio Contábil e no lucro das duas
empresas?
b. Como ficaram as taxas de retorno sobre os ativos em equipamentos de ambas as
empresas?
c. Qual das duas foi mais beneficiada pelo aumento? Justifique.

EXERCÍCIO Nº 10

Você foi solicitado a fazer uma análise das três empresas abaixo, para aplicação em
ações. As três empresas estão no segmento de transformadores para usinas hidrelétricas.
22

Após várias análises realizadas, decidiu aplicar na que apresentasse maior lucro, dado que
as três vendem a mesma quantidade de produto (20 por mês) ao mesmo preço (mais ou
menos $ 600.000 cada um). Os dados apurados foram:

Empresa ALFA Empresa BETA Empresa GAMA


Custos e Desp.Fixos 3.000.000 2.500.000 2.000.000
Custos e Desp.Var/un 300.000 325.000 350.000

PERGUNTA-SE:

Em qual empresa você estaria disposto a investir? (Confirme sua resposta, calculando para
as três empresas o ponto de equilíbrio e o lucro para o atual nível de vendas, e projete qual
seria o resultado para o dobro e a metade)

EXERCÍCIO Nº 10.1
Adicionalmente aos dados acima, considere o seguinte Patrimônio Líquido para cada
uma das empresas:

Empresa ALFA Empresa BETA Empresa GAMA

M$ 150.000.000 M$ 95.000.000 M$ 80.000.000

Caso as empresa mantenham seu volume de venda de 20 unidades mês e baixem seus
preços em 10%, devido ao risco de novos concorrentes

Sabendo que o preço de cada ação é igual no mercado para as três empresas, calcule
qual seria a melhor alternativa para o Investidor.

EXERCÍCIO Nº 11
Um empreendedor está estudando a implantação de uma mini fábrica de Chopps.
Planeja investir $ 200.000,00 no negócio e deseja um lucro correspondente a 5% ao mês
deste investimento.

Estimou os seguintes valores:

Preço = $ 40,00 a unidade


Custo Variável = $ 20,00 a unidade
Despesas Variáveis = 10% do preço
Custos e Despesas Fixos = $ 10.000,00 por mês

Determine o P.E.E.
23

EXERCÍCIO Nº 12
A Elefante S.A fábrica extrato de tomate em caixas de 24 x 500 gramas e 18 x 300
gramas com os seguintes custos:

24 x 500 gramas 18 x 300 gramas


Custos/Desp. Fixos Ident. MR$ 240.000 MR$ 150.000
Custos e Desp. Variáveis MR$ 13,00 MR$ 9,00

Custos/Desp. Fixos Comuns: MR$ 300.000,00

A caixa de extrato de 24x500 gramas tem um preço unitário de venda de $ 25,00


enquanto que o extrato de 18x300 gramas tem $ 19,00

Com base nos dados acima acima você, controller da empresa, foi solicitado a preparar
estudos que respondam às seguintes questões:

a- Qual o Ponto de Equilíbrio Contábil de cada produto considerando-se somente os seus


custos identificados ?
b- Calcule seus Pontos de Equilíbrio Contábil na hipótese de que a empresa optasse por
fabricar apenas um ou outro.
c- Cada vez que a empresa deixar de vender uma caixa de 24x500 gramas, quanto precisa
vender de 18x300 gramas para conseguir amortizar totalmente os Custos e Despesas
Fixos, inclusive os Comuns?.

EXERCÍCIO Nº 13

A empresa Revista Análise S/A, tem a seguinte estrutura:

Custos Fixos – R$ 3.000.000


Custos Variáveis – R$ 7,00 p/exemplar
Receita Fixa Total de Anúncios – R$ 5.500.000 mês

Preço de Venda de cada exemplar - $ 6,00

Com base nos dados conhecidos, preparar:

A- O Ponto de Equilíbrio Contábil mensal em unidades e valor.


B- Qual Ponto de Equilíbrio Contábil Esperado mensal sabendo-se que os empresários
desejam um lucro de $ 650.000/ mês.
C- Margem de Segurança Operacional em unidades quando a empresa atingir o PEE.

EXERCÍCIO Nº 14

Fonte: Informática (Livro de Exercícios), Edgard B. Cornachione Jr., Ed. Atlas, pag. 66
24

A CIALTE, empresa distribuidora de aparelhos telefônicos, recebeu uma proposta


para comercialização da produção de aparelhos telefônicos fabricados pela TELEFAB. A
TELEFAB prima pela produção de peças não apenas funcionais, mas também de bom gosto
e estilo, usando materiais excelente qualidade e procedência.

A linha de aparelhos é composta de três modelos (simples, luxo e especial). Um


levantamento prévio feito pela sua equipe constatou que os aparelhos têm aceitação em
mercado com os seguintes preços: Simples $ 28, Luxo $ 97 e Especial $ 133.

Para a colocação de mais umas 500 peças no giro (nas operações mensais) de sua
empresa, haverá necessidade de expandir alguns mostruários (investimento) e incrementar
alguns vendedores com aumento de despesas decorrentes disso pessoal, telecomunicações,
energia etc. Um levantamento rápido indica que os investimentos seriam da ordem de $
5.500 e as despesas mensais em torno de $ 2.000.
Estima-se que esse volume de 500 peças é o objeto da proposta de TELEFAB.

Outra informação é que 50% do mercado é da linha simples, uns 40% da linha luxo e os
outros 10% da linha especial.

PEDE-SE:

 Calcular as bases de aceitação (ou não) da referida proposta.


 Indicar a taxa de comissão (%) bem como os volumes de operação, além do tempo
mínimo (meses) para o contrato.
 Demonstrar e justificar o método utilizado na análise.

EXERCÍCIO Nº 15
A Cia. Anchieta de impressoras está atualmente produzindo e vendendo 180.000
unidades por ano. Após fazer uma pesquisa de mercado, verificou que precisaria diminuir o
preço de venda de $ 100,00/ u para 93,00/ u para conseguir elevar suas vendas para o
máximo da sua capacidade de produção, que é de 220.000 u/ano

 Sabendo que os custos e despesas variáveis são de $56,00/u e que os fixos totalizam
$500.000/mês, fora a depreciação, que é de $ 800.000 / ano, calcule o lucro por unidade
e elabore os outros cálculos que julgar necessários para a análise da situação.

PERGUNTA-SE
Qual dos dois preços de venda deve a empresa adotar para maximizar seu lucro?

Para completar essa pesquisa, a companhia verificou ainda que, caso baixasse o preço
para $ 88,50/u, poderia colocar no mercado 260.000 anuais. Entretanto, para isso
necessitaria de um investimento adicional em equipamentos no valor de $ 2.500.000,
que teria uma vida útil de 10 anos, e uma valor residual de $ 400.000, e ainda teria uma
acréscimo nos demais custos fixos (exceto depreciação) de 10%.
25

PERGUNTA-SE:
Qual seria sua decisão nesse caso? Justifique.

EXERCÍCIO Nº 16
Fonte: Exame de Suficiência do CRC com adaptações

Uma determinada empresa recebe um pedido de 2.600 unidades do produto “P”, no mês
de agosto de 2.000, de um cliente tradicional. Sua capacidade ociosa é de 2.080 unidades.
Para atender esse pedido, a empresa teria que reduzir para 12.480 unidades as vendas no
mercado interno, o que não lhe compromete no futuro. O preço de venda que o cliente está
disposto a pagar por este pedido é de R$ 80,00 a unidade. A empresa fabrica 13.000
unidades por mês e apresenta os seguintes custos unitários de produção:

CUSTOS VARIÁVEIS PROPORCIONAIS R$ 47,00


CUSTOS FIXOS R$ 31,50
CUSTO TOTAL R$ 78,50
PREÇO DE VENDA UNITÁRIO R$ 110,00

Pede-se:
1) Qual o lucro do mês, caso a empresa aceite o pedido de encomenda especial ?
2) Qual o lucro do mês, caso a empresa não aceite o pedido de encomenda especial?
3) Qual o lucro do mês, caso a empresa venda toda a capacidade de produção a preços
normais?

EXERCÍCIO Nº 17
A empresa Sem Fronteiras S.A. fabrica dois produtos: NATAVE e TANAVE. Em 2.002
produziu 500 u de NATAVE e 500 u de TANAVE.

Seus custos nesse mês foram:

Fixos = $ 400.000,00
Variáveis = $ 500,00 por unidade de Natave e $ 500,00 por unidade de Tanave.

Os preços unitários foram: Natave = $ 1.300,00 e Tanave = $ 1.200,00

Considerando que a empresa não utiliza o Custeio Variável, e sim o Custeio por Absorção e
que seus custos fixos são rateados em função do Custo Direto Total.
Os tempos gastos nessa produção forma: 1000 horas para fabricar Natave e 500 horas para
fabricar Tanave.
Determine o lucro de cada produto e que recomendação você faria se houvesse condições
de aumentar as vendas?

EXERCÍCIO Nº 18
– ANÁLISE DE RENTABILIDADE – FATOR LIMITATIVO
26

A empresa Formandos Ind. e Com. S/A, tem a seguinte estrutura de preços e custos
referente aos seus produtos.

PROD. PV/UN CV/UN CONS. DE HRS HOMEM/UN


ALFA 190,00 110,00 4 Horas
BETA 280,00 129,00 10 Horas
GAMA 275,00 121,50 12 Horas
OMEGA 290,00 124,50 15 Horas

Custo Fixo Mensal: R$ 2.500,00

Despesa Variável: 10,00 % s/ Vendas

Devido à uma greve na empresa a quantidade de horas homem ficou reduzido à 428 Horas,
insuficiente para sua produção visto que suas vendas atingem a 14 unidades de cada
produto.

Quais produtos a empresa tem que produzir para maximizar o lucro da empresa. Comprove
sua conclusão elaborando o demonstrativo de resultado.

EXERCÍCIO Nº 19
– ALAVANCAGEM OPERACIONAL

A Elefante Alimentos Ltda., ao aumentar sua produção e vendas em 20%, passando para
6.000 unidades mensais do produto Tempero, teve o seu custo total aumentando de $
350.000,00 para $ 400.000,00. Considerando que o preço de venda unitário é de $ 100,00.
Qual foi o Grau de Alavancagem Operacional.

GESTÃO DE RESULTADO
27

Um empreendedor está estudando a implantação de uma fábrica de suco. Planeja investir


$ 400.000,00 no negócio e deseja um lucro correspondente a 5% ao mês deste
investimento.

Estimou os seguintes valores:

Preço = $ 40,00 a unidade


Impostos s/ o preço = 12% sobre o preço/Receita
Custo Variável = $ 20,00 a unidade
Despesas Variáveis = 10% do preço
Custos e Despesas Fixos = $ 200.000,00 por mês
I.Renda = 34%

a) Determine o P.E.E;

Com base nas informações acima segue três decisões a serem tomadas:
1) A empresa recebe a proposta de venda de uma marca própria, no qual teria um
faturamento médio de R$ 200.000,00, as despesas e os custos variáveis teriam a
mesma proporção das vendas normais, além disto a empresa incorreria em custos e
despesas fixas adicionais no valor de R$ 9.000,00. Para atender esta situação a
empresa terá que investir R$ 100.000 em novos equipamentos com vida útil de 5
anos e com um valor residual de R$ 10.000,00 (o custo de investimento é de 10%
a.a). Você aceitaria esta proposta? Demonstre sua decisão com cálculos.
2) A empresa pretende aumentar as vendas normais em 40% com investimento em
uma propaganda, para isto teria que investir o valor de R$ 140.000,00. Você
aprovaria o investimento? Demonstre sua decisão.
3) A empresa planeja investir o valor de R$ 70.000,00 (o custo de capital é 14%) no
lançamento de um novo produto com ciclo de vida útil estimada de 4 anos, no qual
traria um incremento em suas Receitas, as despesas (impostos de 12% e despesas
variáveis 10%) teriam a mesma proporção das vendas normais, haveria também um
incremento das despesas fixas em R$ 20.000,00. Já os custos variáveis estão
estimados em R$ 10,00 por unidade produzida. O preço que o mercado está
disposto a pagar por este produto é de R$ 15,00 para uma venda estimada de 30.000
unidades por ano. A empresa pretende obter um retorno líquido de R$ 20.000,00. A
empresa deveria ou não lançar tal produto?
28

Custo Baseado em Atividades - ABC

Uma das razões para o aparecimento do novo critério baseia-se na evolução tecnológica,
que alterou bastante a composição dos custos dos fatores de produção, tornando mais
significativos os custos indiretos de fabricação e menos significativos, como conseqüência,
os custos do fator mão-de-obra direta. Desta forma, fica claro que os métodos de custos
tradicionais não acompanharam adequadamente as necessidades atuais de administração e
controle de custos, devido às tecnologias avançadas de produção, ao mesmo tempo em que
vêm revolucionando os processos de produção no nível de chão de fábrica, têm provocado,
simultaneamente, sensíveis alterações nos padrões de comportamento dos custos. À medida
que a incidência de mão-de-obra direta vem decrescendo, os custos indiretos de fabricação
(CIF), como a depreciação, gastos com engenharia e processamento de dados, têm
aumentado sensivelmente, como pode ser observado na figura a seguir.

Antes da revolução tecnológica o custo era dominado pela mão-de-obra (alto custo de
mão-de-obra em relação às despesas gerais) e os produtos necessitavam menos dos serviços
de apoio. A base de atividade para a alocação de despesas gerais não produzia resultados de
custo de produto muito diferentes de uma simples base direcionada pelo volume vinculada
ao custo da mão-de-obra. O custeio da atividade envolveria muito mais mão-de-obra, de
modo que não valia a pena o esforço extra.

A perda de relevância dos sistemas tradicionais, quando colocados no contexto das


decisões gerenciais, não só distorcem os custos dos produtos, como também não permitem
adequada gestão e mensuração estratégica das atividades relacionadas com a produção de
tais produtos.
29

O método ABC é uma metodologia de custeio que reduz as distorções provocadas pelo
rateio subjetivo dos custos indiretos para os produtos, ou seja, procura aprimorar o
custeamento dos produtos, por meio de mensurações corretas dos custos fixos indiretos,
sobre as atividades geradoras desses custos para acumulação diferenciada dos diversos
produtos da empresa.

As atividades geradoras podem ser, por exemplo, estabelecer relações com fornecedores,
comprar, receber, desembolsar, preparar uma máquina, reorganizar o fluxo de produção,
realizar uma venda, etc. As atividades vão desencadear o consumo de recursos e, portanto,
merecem ser observadas e analisadas cuidadosamente, com o objetivo de verificar quais
adicionam valor aos produtos e quais não o fazem.

O método de custeio ABC não se diferencia do sistema de custeio baseado em volume


apenas pela mudança das bases de alocação de custos, mas também pela identificação que
faz dos custos por atividades e da maneira como alocar os custos aos produtos através de
maior número de bases, conforme apresentado:

Em síntese, o ABC apropria os custos indiretos por atividades e os custos diretos são
apropriados diretamente aos produtos ou serviços. Por meio dele é possível eliminar e
reduzir atividades que não agregam valor ao processo produtivo.

Um resumo das empresas que requerem o custeio por atividades, são:-

 cujos custos indiretos representam parcela considerável dos seus custos industriais
totais;
 que produzem, em um mesmo estabelecimento, produtos e/ou serviços de extrema
variedade no que respeita ao processo produtivo ou ao volume de produção; e
 que trabalham com clientela igualmente diversificada, abrangendo clientes que
compram muito, clientes que compram pouco, clientes que exigem especificações
especiais, serviços adicionais etc.

Cabe ressaltar, que o método ABC é como um potente remédio de indicações bem
específicas:
30

 se a empresa precisa desse método, tem que esquecer os seus efeitos colaterais
(dispêndio extra de tempo e de dinheiro) e tratar de adotá-lo com a máxima urgência
porque, conforme alguns especialistas norte-americano, o maior risco desse método
é a possibilidade de que o seu concorrente venha a adotá-lo antes;
 mas, se a empresa é do tipo e do porte daquelas que convivem bem com os métodos
tradicionais de custeio, não se hesite em evitá-lo porque a relação custo-benefício
tenderá a lhe ser desfavorável.

As maiores diferenças entre as abordagens ditas tradicional e ABC são as seguintes:

Abordagem Tradicional Abordagem ABC


Um ou poucos centros de custos indiretos Vários centros de custos indiretos
para cada departamento ou unidade homogêneos, porque diversas áreas de
industrial. atividades são usadas.
Os critérios de alocação dos custos indiretos Os critérios de alocação dos custos indiretos
podem ser ou não direcionadores de custos. são, com maior freqüência, os
direcionadores de custos.
Os critérios de alocação dos custos indiretos Os critérios de alocação dos custos indiretos
são quase sempre financeiros, tais como freqüentemente são variáveis não-
custo da mão-de-obra direta ou custo dos financeiras, como o número de peças de um
materiais diretos. produto ou horas-teste.

Para o exemplo, continuaremos utilizando a empresa de confecções que produz dois


tipos de produtos: camisetas e vestidos. Abaixo, encontram-se as informações acerca desses
itens:

O primeiro passo para aplicação do ABC é identificar as atividades homogêneas. As


atividades utilizam recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros para
produzirem produtos e serviços.

EXERCÍCIO Nº 1
A empresa Price Ind. S/A, produz e comercializa treis produtos: ALTO, MÉDIO e
BAIXO. Sabe-se que a matéria-prima utilizada é a mesma.

Os dados da produção e venda do último mês, sem significativas alterações em relação a


meses anteriores são os seguintes:

PRODUTO Volume $ Unit ref. Horas Mod/Um


Prod/Venda Material
ALTO 100 15 3,00
MÉDIO 150 20 3,50
BAIXO 200 30 4,00
Obs: O custo da MOD é de $ 6,00 p/unidade
31

A empresa, possuidora de um processo produtivo simplificado, opera com apenas um


centro de custo (Departamento), e os custos Indiretos de fabricação totalizam $ 10.200,00.

A análise específicas evidenciam os seguintes dados físicos relativos as atividades:

ALTO MÉDIO BAIXO


Comprar Materiais 10 5 5
Movimentar Materiais 20 30 10
Programar Produção 1 3 1
Controlar Produção 2 1 1

Os custos Indiretos de Fabricação tem as seguintes atividades relacionadas:

CIF relacionado à Compra de Materiais $ 2.900,00


CIF relacionado à Movimentação de Materiais $ 1.800,00
CIF relacionado à Programação de Produção $ 1.500,00
CIF relacionado ao Controle de Produção $ 4.000,00
TOTAL $ 10.200,00

Com base nos dados acima demonstrar o custo unitário total e o P.V unitário de cada
produto pelo método de Custeio Absorção e pelo Sistema ABC, com as seguintes
considerações:

a) Pelo custeio ABS (Rateio do CIF baseado no consumo dos totais de M.Prima)
b) O preço de venda deverá apresentar uma margem bruta de 50% tanto para o
método ABS como para o Sistema ABC.

EXERCÍCIO Nº 2

A empresa Cerâmica Moderna S/A é uma pequena distribuidora de cerâmicas de


mármore. As três principais atividades e seus grupos de custos são:
. Custos de fazer o pedido
. Custos de receber e estocar os produtos
. Custos de distribuir os produtos
e apresentam os seguintes detalhes para o ano de 2.000.

Atividade Direcionador de Quantidade do Custo unitário do


Custo Direcionador Direcionador
Colocar e pagar os Número de 500 $ 50 por pedido
pedidos de Pedidos
cerâmicas
Receber e estocar Lotes 4.000 $ 30 por lote
movimentados
Envio da Número de 1.500 $ 40 por remessa
Cerâmica aos remessas
varejistas
32

A MODERNA compra 250.000 unidades cerâmica a um custo médio de $ 3,00 por


unidade e as vende para os varejistas a um preço médio de $ 4,00 por unidade. Suponha que
a MODERNA não tenha custos fixos.

PEDE-SE:

1 – Calcule o lucro operacional para o ano 2.000.


2 – Para o ano de 2.001, os varejistas estão exigindo um desconto de 5% sobre o preço de
2.000. Os fornecedores da MODERNA estão dispostos a conceder um desconto máximo de
4%. A MODERNA espera vender em 2.001 a mesma quantidade vendida no ano de 2.000.
Se todas as informações apresentadas para o ano de 2.000 não alteram, calcule o lucro
operacional para 2.001.
3 – Suponha que a MODERNA decida fazer mudanças em sua atividade operacional,
fazendo pedidos aos seus principais fornecedores, de longo prazo, reduzindo o número de
pedidos para 200 e o custo para $ 25 por pedido. Com um novo layout do armazém a
MODERNA espera reduzir o número de lotes movimentados para 3.125 e o custo da
movimentação do lote movimentado para $ 28.
A MODERNA irá atingir o lucro operacional alvo de $ 0,30 por cerâmica no ano de 2.001?
Discuta a resposta.

GESTÃO DE CUSTO E ANÁLISE DE RENTABILIDADE

A Indústria de Tecelagem N.Sr Aparecida Ltda., apresenta o seguinte mix de produtos,


produção mensal e preço de venda unitário:

PRODUTOS Volume Produção Volume de Vendas Preço de Venda


Camisetas 18.000 18.500 12,00
Vestidos 4.200 4.700 22,00
Calças 13.000 13.100 18,00

O tempo unitário despendido na fabricação dos produtos, nos dois departamentos


existentes é o seguinte:-
33

PRODUTOS Depto Corte & Costura Depto Acabamento


Camisetas 0,30 0,15
Vestidos 0,70 0,60
Calças 0,80 0,30

Os custos unitários são os seguintes:

ITENS DE CUSTO Camisetas Vestidos Calças


Tecidos 3,0 5,0 7,0
Vestidos 0,25 0,75 0,50
MOD 0,50 1,00 0,75
Total 3,75 6,75 8,25

Os custos Indiretos de Fabricação e as Despesas Operacionais, mensais, são os seguintes:

ITENS Custos Indiretos Despesas


Depreciação 90.000
Energia Elétrica 54.000
Mão de Obra Indireta 121.000
Aluguel 15.000
Administrativas 30.000
Despesas com Vendas 20.000
Totais 280.000 50.000

Sabe-se que:
a) O critério de rateio do C.I.F para os produtos é com base nas horas de fabricação dos
departamentos produtivos.

Os estoques iniciais de Produtos Acabados são os seguintes:

PRODUTOS Quantidade Custo M.P Custo MOD Custo CIF Custo Total
Camisetas 1.200 3,50 0,55 4,50 10.260,00
Vestidos 500 6,00 1,10 12,00 9.550,00
Calças 300 8,00 0,80 14,00 6.840,00

DADOS PARA CÁLCULO DO CUSTO ABC

Levantamento das Atividades relevantes e correspondentes Custos Departamentais:

DEPARTAMENTOS ATIVIDADES DIRECIONADORES


Comprar Materiais 14.464
Compras
Desenvolver novos fornec. 3.616
34

Total 18.080
Receber materiais 6.850
Almoxarifado Movimentar materiais 6.850
Total 13.700
Programar produção 11.772
Administração Produção Controlar produção 7.848
Total 19.620
Cortar 32.970
Corte e Costura Costurar 76.930
Total 109.900
Acabar 83.090
Acabamento Despachar produtos 35.610
Total 118.700

Direcionadores de Custos das Atividades

Camiseta Vestido Calça Total


Nº de pedidos 100 400 250 750
Nº de novos 1 6 4 11
fornecedores
Nº de Recebimentos 100 400 250 750
Nº de Requisição 300 1.500 900 2.700
Nº de Produtos 1 1 1 3
Nº de Lotes 5 40 15 60
Tempo de Corte 2.000 882 3.000 5.882
Tempo de Costura 3.240 2.058 7.800 13.098
Tempo de Acabamento 2.500 2.520 4.100 9.120
Apontamento de Tempo 15 50 35 100

Pede-se:

a) Apurar o custo total de cada produto pelos métodos (ABS; Direto e ABC);
b) Apurar o Lucro Bruto para cada um dos produtos pelos métodos (ABS; Direto e ABC);
c) Elabore a Demonstração de Resultados do período pelos métodos (ABS; Direto e ABC);
d) Análise as Margens dos Produtos para cada método e qual a sua conclusão e que
recomendações faria.
35

PRODUTIVIDADE

Produtividade é a relação entre a quantidade produzida e os recursos utilizados para se


chegar ao resultado.

QUADRO 1 – RELAÇÃO DA PRODUTIVIDADE

Não podemos falar em produtividade sem falarmos em eficiência, ser produtivo é ser
eficiente. Muitos confundem eficiência com eficácia. Ser eficaz é realizar a meta esperada,
ser eficiente é realizar a meta esperada utilizando da melhor maneira os recursos
disponiveis.

QUADRO 2 – EFICIÊNCIA VERSUS EFICÁCIA

EFICIENTE EFICAZ
Chegar ao resultado, utilizando da melhor Chegar ao resultado, independente de como,
maneira os recursos oferecidos, podendo do que será gasto para obter o resultado, o
atingir á meta diminuindo os custos. importante é chegar.

CÁLCULO DA PRODUTIVIDADE
36

Como mencionado anteriormente é possivel medir e calcular a produtividade de vários


segmentos empresariais, neste caso vamos avaliar a produtividade do processo produtivo.
Para realizar este cálculo teremos como fator o tempo (horas) e a quantidade produzida.

O cálculo da produtividade não é dificil, porém exige atenção e dados corretos. Para
determinar o resultado de produtividade de Um processo produtivo no qual os indicadores
são horas trabalhadas relacionadas a quantidade produzida, podemos destacar as seguintes
etapas:

HORAS DISPONÍVEIS

São as horas disponíveis durante um determinado périodo. Neste caso, vamos considerar
um mês com 4 semanas, cada empregado possui uma jornada de trabalho de 44 horas
semanais, podendo oferecer além da jornada comum aproximadamente 2 hrs extras
diárias, duram o mês totalizando assim 220hrs disponíveis.

HORAS PROGRAMADAS

Das horas disponíveis a empresa deve realizar uma análise para programar as horas que
realmente serão realizados os serviços, neste caso a empresa não pretende realizar horas
extras.

HORAS TRABALHADAS

Das horas programadas são deduzidas as horas não trabalhadas, geralmente quando se
trata de processo produtivo existe um relátorio interno, onde são registradas todas as
paradas e os motivos dessas paradas, essas pausas podem ser ocasionadas por diversos
motivos, tais como: Manutenção de máquinas; falta de matéria-prima; falta de energia-
elétrica etc.

É de extrema importância que a empresa análise os motivos das paradas, pois a empresa
está deixando de produzir, aumentando os custos, interferindo no resultado operacional, ou
seja, tempo não trabalhado é custo.

A manutenção da máquina pode ser programada, ou seja, a empresa pode determinar um


horário para realizar a manutenção das máquinas onde o processo produtivo não seja
interrompido.

HORAS PRODUTIVAS

São as horas em que os produtos foram efetivamente produzidos, sem contar as horas
paradas e disperdiçadas.

Exemplo do cáculo padrão:

HPRO= 10 produtos/hora (padrão)


37

Neste caso, a empresa possui um padrão de produção onde deverá ser fabricados 10
produtos em 1 hora.

ESTUDO DE CASO

A empresa XPTO produz bolsas de couro e apresenta os seguintes dados abaixo:

DADOS PARA O PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO


Quantidade estimada a ser produzida 1.510 unidades
Tempo padrão para produzir cada bolsa 1 hora
Nº de funcionários 10
Horas disponíveis para cada funcionário 216
Horas programada para cada funcionário 176
Manutenção programada 70 horas

ESTIMATIVA DOS CUSTOS


Custo unitário da M.Prima R$ 15,00
Custo por funcionário R$ 1.400,00
CIF total R$ 20.000,00

Com base nos dados acima, calcular:

a) Os indicadores de Utilização; Eficiência e Produtividade;


b) Calcular o custo projetado.

Segue abaixo os dados realizados:

DADOS REALIZADOS DA PRODUÇÃO


Quantidade produzida 850 unidades
Tempo gasto para cada item produzida 1,5 hora
Nº de funcionários 10
Horas disponíveis para cada funcionário 216
Horas programada para cada funcionário 176
Horas trabalhadas por cada funcionário 216
38

Paradas 300 horas

DADOS PARA APURAÇÃO DO CUSTO


Custo unitário da M.Prima R$ 15,00
Custo por funcionário R$ 1.400,00
Custo da Hora-extra 50% sobre o valor do custo da MOD
CIF total R$ 20.000,00

Com base nos dados acima, calcular:

a) Os indicadores de Utilização; Eficiência e Produtividade;


b) Calcular o custo realizado;
c) Comparar o custo estimado versus o realizado;
d) Emitir um relatório analisando as diferenças e o parecer do grupo.

Exercícios dos Exames de Suficiência – CRC-SP

Exercício 1

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011


39

Exercício 2

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 3

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 4

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011


40

Exercício 5

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 6
Em determinado período, a Cia. HG Ltda. realizou as seguintes operações com
mercadorias:

1. Compra de 200 unidades a R$100 cada uma;


2. Venda de 250 unidades;
3. Compra de 300 unidades a R$110 cada uma;
4. Venda de 400 unidades;
5. Compra de 100 unidades a R$20 cada uma;
6. Venda de 180 unidades.

Sabendo-se que o estoque inicial estava constituído por 300 unidades a R$80 cada uma,
calcule o Custo da Mercadoria Vendida e o estoque final pelos métodos PEPS, UEPS e
CMPM.

PEPS ENTRADAS SAÍDAS SALDO


OPERAÇÕES Quanti- Custo Custo Quanti- Custo Custo Quanti- Custo Custo
dade Unitário Total dade Unitário Total dade Unitário Total
SI 300 80,00 24.000
300 80,00 24.000
COMPRA 200 100,00 20.000 200 100,00 20.000
50 80,00 4.000
VENDA 250 80,00 20.000 200 100,00 20.000
50 80,00 4.000
200 100,00 20.000
COMPRA 300 110,00 33.000 300 110,00 33.000
50 80,00 4.000
200 100,00 20.000
VENDA 150 110,00 16.500 150 110,00 16.500
COMPRA 100 20,00 2.000 150 110,00 16.500
41

100 20,00 2.000


150 110,00 16.500
VENDA 30 20,00 600 70 20,00 1.400
Total 600 55.000 830 77.600 70 20,00 1.400

UEPS ENTRADAS SAÍDAS SALDO


OPERAÇÕES Quanti- Custo Custo Quanti- Custo Custo Quanti- Custo Custo
dade Unitário Total dade Unitário Total dade Unitário Total
SI 300 80,00 24.000
300 80,00 24.000
COMPRA 200 100,00 20.000 200 100,00 20.000
200 100,00 20.000
VENDA 50 80,00 4.000 250 80,00 20.000
250 80,00 20.000
COMPRA 300 110,00 33.000 300 110,00 33.000
300 110,00 33.000
VENDA 100 80,00 8.000 150 80,00 12.000
150 80,00 12.000
COMPRA 100 20,00 2.000 100 20,00 2.000
100 20,00 2.000
VENDA 80 80,00 6.400 70 80,00 5.600
Total 600 55.000 830 73.400 70 80,00 5.600

CMPM ENTRADAS SAÍDAS SALDO


OPERAÇÕES Quanti- Custo Custo Quanti- Custo Custo Quanti- Custo Custo
dade Unitário Total dade Unitário Total dade Unitário Total
SI 300 80,00 24.000
COMPRA 200 100,00 20.000 500 88,00 44.000
VENDA 250 88,00 22.000 250 88,00 22.000
COMPRA 300 110,00 33.000 550 100,00 55.000
VENDA 400 100,00 40.000 150 100,00 15.000
COMPRA 100 20,00 2.000 250 68,00 17.000
VENDA 180 68,00 12.240 70 68,00 4.760
Total 600 55.000 830 74.240 70 68,00 4.760

Exercício 7
42

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 8

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011


Aplicação da Convenção do Conservadorismo ou Prudência
"Se um estoque, avaliado pelo custo de aquisição (mercadoria) ou de fabricação (produto),
estiver ativado por um valor que exceda seu valor de venda (subtraindo os gastos com o
esforço necessário para a venda), deve ser reduzido ao montante deste último
(Custo ou Mercado - dos dois o menor)"
Bibliografia: Contabilidade de Custos - Eliseu Martins - Pag. 36
43

Exercício 9

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011

Exercício 10

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011


44

Exercício 11

11

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011

Exercício 12
45

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011

Exercício 13
A empresa Mood’s Hair produz um único produto (shampoo de camomila) que é vendido,
em média, por $ 9,50 cada unidade (preço líquido de tributos). Em determinado período,
em que não houve estoques iniciais, produziu integralmente 14.000 (quatorze mil)
unidades, vendeu 13.000 (treze mil) e incorreu nos seguintes custos e despesas (em $):

Supervisão geral da fábrica 17.000


Depreciação dos equipamentos de fábrica 10.000
Aluguel do galpão industrial 2.400
Administração geral da empresa 8.000
Material Direto 2,00 por unidade
Mão-de-Obra Direta 1,50 por unidade
Energia Elétrica consumida na produção 0,40 por unidade
Comissão sobre vendas 0,75 por unidade
Frete para entregar produtos vendidos 0,15 por unidade
PEDE-SE PARA CALCULAR o resultado do período utilizando:
a) o Custeio por Absorção; e
b) o Custeio Variável.

Exercício 14

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 15

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011


46

Exercício 16

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 17

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 1.2011

Exercício 18

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011


47

Exercício 19

Fonte: Exame de Suficiência Bacharel CFC 2.2011


48

Questionário de Avaliação

O objetivo deste instrumento de avaliação é colher informações sobre os diferentes aspectos


desta matéria. Estas informações são de fundamental importância para o contínuo
aperfeiçoamento de nossa matéria. Os comentários são particularmente importantes,
principalmente ao assinalar Péssimo e Ruim, no sentido de esclarecer qual foi a maior
dificuldade encontrada.

2º Semestre