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NOTAS TÉCNICAS
16 ANO XLIV - W 237 - PARTE 1
QUARTA-FEIRA - 26 DE DEZEMBRO DE 2018 DIÁRioioFICIAL
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PODER EXECUTIVO

DECRETO Nº 42 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2018 XX - sinalização de segurança contra incêndio e pânico; §1° - Havendo mais de uma edificação no mesmo lote ou proprieda
REGULAMENTA O DECRETO-LEI Nº 247, DE XXI - sistema de espuma ; de, a área total construída será calculada somando-se as áreas dos
pavimentos de todas as edificações.
21 DE JULHO DE 1975, DISPONDO SOBRE O XXII - sistema de proteção contra descargas atmosféricas;
CÓDIGO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊN §2° - As edificações de um mesmo lote ou propriedade podem ter as
DIO E PÂNICO - COSCIP, NO ÂMBITO DO ES XXlll - sistema de resfriamento; e medidas de segurança exigidas de forma individualizada, desde que
TADO DO RIO DE JANEIRO. atendidos os critérios e parâmetros de isolamento de risco para a não
XXIV - sistema fixo de gases para combate a incêndio. transmissão de fogo entre edificações, estabelecidos em Nota Técnica
O INTERVENTOR NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTA
específica.
DO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições constitucionais Art. 7° - As medidas de segurança contra incêndio e pânico serão
e legais, que lhe conferem o art. 34, inciso Ili, da Constituição da Re regulamentadas pelo CBMERJ por meio de Notas Técnicas com base §3° - As edificações residenciais privativas, de um mesmo lote ou pro
pública Federativa do Brasil, o art. 3° do Decreto Presidencial nº nos conceitos estabelecidos neste Código, no Sistema Nacional de priedade, terão as medidas de segurança exigidas de forma individua
9.288, de 16 de fevereiro de 2018, e o art. 145 da Constituição do Metrologia , Normalização e Certificação da Qualidade (SINMETRO) e lizada, independente do isolamento de risco entre as edificações.
Estado do Rio de Janeiro , e tendo em vista o que consta no Pro em normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas §4° - Nos postos de abastecimento de uso exclusivo ou não, as áreas
cesso Administrativo nº E-27/033/002/2018, (ABNT), podendo, ainda, serem complementadas por normas interna destinadas à cobertura das bombas ou dispensers não serão compu
cionais reconhecidas e aceitas pelo CBMERJ. tadas para fins de exigência das medidas de segurança contra incên
CONSIDERANDO:
CAPÍTULO IV dio e pânico.
-o disposto no artigo 183 da Constituição do Estado do Rio de Ja EXIGÊNCIA DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO
neiro de 1989; e E PÂNICO CAPÍTULO V
CUMPRIMENTO DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊN
-o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975, que dispõe sobre a Seção 1 DIO E PÂNICO
Segurança Contra Incêndio e Pânico; Generalidades
Art. 15 - Na implementação das medidas de segurança contra incên
DECRETA: Art. 8° - As medidas de segurança contra incêndio e pânico das edi dio e pânico, as edificações e áreas de risco deverão atender às exi
ficações e áreas de risco serão exigidas em função dos seguintes as gências contidas neste Código e nas tabelas de exigências do Anexo
CÓDIGO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO pectos: Ili.
CAPÍTULO 1 1 - ocupação e atividade;
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES §1° - No Anexo Ili deste Código, consideram-se obrigatórias as me
l i - número de pavimentos; didas de segurança contra incêndio e pânico assinaladas com "X" nas
Seção 1 Ili - altura; tabelas de exigências, de acordo com a classificação das edificações
Generalidades e áreas de risco, devendo ser atendidas as observações abaixo das
IV.- área total construída (ATC); referidas tabelas.
Art. 1° - O presente Decreto regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21

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de julho de 1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra In V. - capacidade de população; §2° - Cada medida de segurança contra incêndio e pânico, constante
cêndio e Pânico (COSCIP), no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. das tabelas do Anexo Ili, deverá obedecer aos parâmetros estabele
VI.- carga de incêndio; cidos na respectiva Nota Técnica.
§1° - O COSCIP estabelece normas de segurança contra incêndio e
pânico, destinadas à proteção da vida, do patrimônio e do meio am VII - risco de incêndio; §3° - Os riscos específicos não abrangidos pelas exigências contidas
biente , a serem aplicadas às edificações e áreas de risco, no âmbito e VIII - riscos específicos. nas tabelas do Anexo 111 deste Código deverão atender às respectivas
do Estado do Rio de Janeiro. Notas Técnicas.
Art. 9° - Para fins de exigência das medidas de segurança contra in
§2° - Compete ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de cêndio e pânico, a ocupação principal será definida em função das §4° - As edificações e áreas de risco com ocupação não constante na
Janeiro (CBMERJ) estudar, analisar, planejar e elaborar as normas de atividades efetivamente projetadas ou desenvolvidas, mesmo não es tabela de classificação (Anexo li) e as que não possuam exigências

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segurança contra incêndio e pânico, bem como exigir e fiscalizar seu tando relacionadas no ato constitutivo ou registro. em tabelas específicas (Anexo 111) deverão ser analisadas individual
cumprimento, na forma estabelecida neste Código. mente por Comissão de Análise Técnica (CAT), constante do artigo 68
Parágrafo Único - Nas edificações com ocupações múltiplas, para deste Código.
§3° - O CBMERJ regulamentará, por meio de Notas Técnicas (NT), as
determinação das medidas de segurança contra incêndio e pânico exi
normas de segurança contra incêndio e pânico constantes deste Có §5° - As edificações e áreas de risco das divisões L-2 e L-3 somente
digo. gidas para a edificação , adota-se o somatório das exigências de cada
serão analisadas pelo CBMERJ por meio de Comissão de Análise
ocupação, observando ainda:
Art . 2° - Para os efeitos deste Código, aplicam-se os termos do glos Técnica.
sário constante do Anexo 1, além das definições abaixo: 1 - o dimensionamento das medidas de segurança poderá ser em fun Art. 16 - A instalação dos dispositivos fixos de segurança contra in
ção de cada ocupação, conforme os requisitos estabelecidos nas No cêndio e pânico deverá ser executada, obrigatoriamente, por empre
1 - edificação: construção destinada a abrigar qualquer atividade hu tas Técnicas específicas;
mana, materiais ou equipamentos, incluindo-se os estabelecimentos; sas instaladoras ou demais pessoas jurídicas legalmente habilitadas,
li - nas edificações térreas , quando houver parede de compartimen com registro no competente conselho de classe e cadastradas no CB
tação horizontal entre as ocupações múltiplas, conforme Nota Técnica MERJ.
li - área de risco: área não construída, associada ou não à edificação, específica, as exigências de chuveiros automáticos e de controle de Art. 17 - A manutenção das medidas de segurança contra incêndio e

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que contém produtos inflamáveis ou combustíveis, instalações elétri fumaça poderão ser determinadas em função de cada ocupação; e pânico deverá ser realizada por empresas instaladoras ou demais
cas ou de gás, ou outros riscos específicos, incluindo-se os loteamen
pessoas jurídicas legalmente habilitadas e com registro no competente
tos. Ili - nas edificações com mais de um pavimento , quando houver com conselho de classe.
partimentação horizontal e vertical entre as ocupações múltiplas, con
Seção li
forme Nota Técnica específica, a exigência de controle de fumaça po Art. 18 - O CBMERJ, no uso de suas atribuições, solicitará testes e
Da Aplicação
derá ser determinada em função de cada ocupação. documentos de aquisição ou de certificação referentes aos materiais,
Art. 3° - A regularização das edificações e áreas de risco, em todo anotações de responsabilidade técnica ou documentos correlatos aos
território do Estado do Rio de Janeiro, dependerá de Certificados ou Art. 10 - As áreas descobertas destinadas ao armazenamento de ma serviços e aos equipamentos relacionados à segurança contra incên
Autorizações expedidos pelo CBMERJ , sem prejuízo da competência teriais sólidos combustíveis, independente do uso da edificação, são dio e pânico das edificações e áreas de risco, conforme Notas Téc
de outros órgãos públicos. consideradas áreas de risco, devendo tais materiais ser fracionados nicas pertinentes.
em lotes, mantidos afastados dos limites da propriedade , possuir cor
§1° - Ficam abrangidos por este Código: redores internos que proporcionem o fracionamento do risco, de forma Art. 19 - O CBMERJ poderá exigir a certificação ou outro mecanismo
1 - a regularização e fiscalização para início de funcionamento de edi a dificultar a propagação do fogo e facilitar as operações de combate de avaliação da conformidade dos produtos e serviços voltados à se
ficações e áreas de risco, novas ou existentes, estruturas permanen a incêndio, conforme exigências deste Código e respectivas Notas gurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas de risco,
tes ou temporárias; Técnicas. por meio de organismos de certificação acreditados pelo Instituto Na
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cional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), comprovan
l i - a mudança na ocupação ou outra qualquer nos registros da ati Seção li do o atendimento às normas técnicas nacionais.
vidade; Do número de pavimentos, altura e área das edificações
§1° - A exigência de certificação de produtos e serviços de segurança
Ili - a modificação arquitetônica de uma edificação ou estrutura, quan Art. 11 - Para fins de exigência das medidas de segurança contra in contra incêndio e pânico ocorrerá de forma gradativa, de acordo com
to à altura, área construída ou leiaute; cêndio e pânico, os pavimentos de uso comum, sobrelojas, jiraus, me ato normativo a ser expedido pelo CBMERJ, respeitando o desenvol
IV. - a regularização de loteamentos e agrupamentos de edificações; zaninos, pavimentos para estacionamentos, pavimento de acesso, se vimento da conjuntura nacional com a existência de organismos de
e mienterrado e subsolo também serão computados como pavimentos certificação e laboratórios de ensaio nacionais acreditados pelo INME
em toda edificação. TRO.
V. - a promoção de eventos com atividades de diversões públicas.
§1° - Na aplicação deste artigo não serão computados como pavimen §2° - Poderão ser aceitos produtos e serviços certificados com base
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§2° - Estão isentas de regularização junto ao CBMERJ: to: em normas técnicas e organismos de avaliação da conformidade in
1 - edificação residencial privativa unifamiliar; 1 - pavimento superior destinado, exclusivamente, a áticos, casas de ternacionalmente reconhecidos.
li - residência exclusivamente unifamiliar, localizada no pavimento su máquinas, barriletes, reservatórios de água e assemelhados; Art. 20 - As edificações e áreas de risco licenciadas para construção
perior de edificação mista com até dois pavimentos, que possua aces li - jirau ou mezanino cuja área não ultrapasse 1/3 (um terço) da área ou construídas antes da vigência deste Código, e não regularizadas
so independente para a via pública e não haja interligação entre as do pavimento onde se situa, quando atender simultaneamente as se junto ao CBMERJ, deverão atender às exigências contidas neste Có
ocupações; guintes condições: digo, respeitadas as condições estruturais e arquitetônicas das mes
mas, podendo as exigências serem reduzidas ou dispensadas e, em
Ili - empresas situadas em imóvel residencial, utilizado como simples a)ter acesso exclusivo e independente da escada que interliga os de consequência, substituídas por outras medidas de segurança, confor
ponto de referência , ou seja, sem atendimento ao público, sem arma mais pavimentos da edificação; me Nota Técnica específica.
zenagem de mercadorias ou produtos, sem exibição de publicidade no
local e sem exercício da atividade; e b)ter qualquer ponto do piso a uma distância máxima de 35 m (trinta e
Parágrafo Único - Os procedimentos administrativos para tramitação
cinco metros) da saída de emergência do pavimento onde se si dos processos de adequação das edificações consideradas anteriores
IV - comércio ambulante de qualquer natureza. tua. serão definidos em Nota Técnica específica.
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CAPÍTULO li Ili - jiraus ou mezaninos destinados exclusivamente ao abrigo de equi CAPÍTULO VI


CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO pamentos Uiraus ou mezaninos técnicos), cuja área não ultrapasse 1/3 SUPRIMENTO DE GÁS COMBUSTÍVEL
(um terço) da área do pavimento onde se situa;
Art . 4° - Quanto à ocupação, as edificações e áreas de risco serão Art. 21 - O suprimento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para as
classificadas de acordo com o Anexo li deste Código. IV.- jiraus ou mezaninos no interior de unidades autônomas; e edificações e áreas de risco somente poderá ser realizado instalando
o botijão ou cilindro no pavimento térreo e fora da projeção da edi
Art. 5° - Quanto ao risco de incêndio, as edificações e áreas de risco V.- o pavimento superior da unidade duplex ou triplex do último piso ficação.
serão classificadas de acordo os parâmetros estabelecidos pelo CB de edificação residencial privativa multifamiliar, exclusivamente para o Parágrafo Único - No caso de impossibilidade técnica de instalação de
MERJ em Nota Técnica específica, em: dimensionamento das saídas de emergência, desde que não haja central de GLP fora da projeção da edificação, poderá ser permitida a
1 - Pequeno; acesso daquele à área comum da edificação. instalação em nicho. conforme os requisitos estabelecidos em Nota
§2° - Quando um pavimento possuir mais de um jirau ou mezanino, Técnica do CBMERJ.
l i - Médio 1;
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estes não serão computados como pavimentos quando a soma de


Art. 22 - Os requisitos de segurança contra incêndio e pânico das
Ili - Médio 2; e suas áreas não ultrapassar 1/3 (um terço) da área do pavimento onde
centrais de GLP e das redes de distribuição interna para gases com
IV - Grande. se situam, bem como atendam as condições das alíneas do inciso li bustíveis, sendo gás natural (GN) ou gás liquefeito de petróleo, serão
do parágrafo anterior. estabelecidos em Nota Técnica do CBMERJ.
CAPÍTULO Ili §3° - Para efeitos de legalização, por meio do procedimento simpli
MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO CAPÍTULO VII
ficado , conforme artigo 30, os jiraus ou mezaninos serão sempre com PROCESSO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
Art. 6° - As medidas de segurança contra incêndio e pânico para as putados como pavimento.
edificações e áreas de risco serão as seguintes: Seção 1
Art. 12 - Para fins de exigência de saídas de emergência, nas edi Generalidades
1 - acesso de viaturas; ficações que possuam apenas 01 (um) subsolo, este subsolo não será
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l i - alarme de incêndio; computado como pavimento . Art. 23 - Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) é
§1° - Na aplicação do caput, define-se subsolo como o pavimento si o conjunto de procedimentos e atos que tem por finalidade a regu
Ili - aparelho extintor; tuado abaixo do perfil do terreno , podendo ser semi-enterrado. Não larização junto ao CBMERJ das condições de segurança contra incên
IV.- brigada de incêndio; será considerado como subsolo o pavimento semi-enterrado que tiver dio e pânico das edificações e áreas de risco.
sua laje de cobertura acima de 1,50 m (um metro e cinquenta cen §1° - O PSCIP será regulamentado por meio de Nota Técnica .
V. - chuveiro automático; tímetros) do perfil do terreno.
§2° - Para abertura do PSCIP devem ser recolhidos os emolumentos
VI. - compartimentação horizontal; §2° - Caso a edificação possua mais de um nível de subsolo, todos correspondentes, conforme legislação em vigor.
VII. - compartimentação vertical; estes serão computados como pavimentos para fins de exigência de
saídas de emergência. §3° - As plantas arquitetônicas e outros documentos do processo in
VIII.- segurança estrutural contra incêndio (resistência ao fogo dos deferido, quando não retirados no prazo de 90 (noventa) dias após o
elementos da construção); Art. 13 - Para fins de exigência das medidas de segurança contra despacho final, poderão ser incinerados.
incêndio e pânico, a altura das edificações será expressa em metros
IX. - controle de fumaça; Art . 24 - O CBMERJ , nos casos em que o risco e a perículosidade
e terá como referência o nível do logradouro público ou via interior e
X.- controle de materiais de acabamento e revestimento; da atividade assim justificarem, poderá solicitar a apresentação de do
o teto do último pavimento habitável.
cumentação, expedida pelas prefeituras municipais, que ateste a com
XI - detecção de incêndio; §1° - Caso exista mais de um nível de acesso, será considerado co patibilidade entre a atividade a ser desenvolvida e a localização das
XII.- elevador de emergência; mo plano de referência para mensuração da altura, aquele que con edificações ou áreas de risco.
duzir à situação mais desfavorável , ou seja, a de maior altura da edi Seção li
XIII. - escada de emergência; ficação. Do Laudo de Exigências
XIV. - hidrante urbano do tipo coluna; §2° - As edificações residenciais privativas, com cobertura tipo duplex Art. 25 - O Laudo de Exigências do CBMERJ será emitido, após a
XV. - hidrante e mangotinho; ou triplex no último pavimento, terão como referência superior para aprovação do Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, para
mensuração da altura, o teto do primeiro nível da referida cobertura, as edificações e áreas de risco que estiverem com as medidas de
XVI. - iluminação de emergência; desde que não haja acesso dos níveis superiores à área comum da segurança contra incêndio e pânico projetadas de acordo com este
XVII.- plano de emergência contra incêndio e pânico; edificação. Código e Notas Técnicas pertinentes.
XVIII - saídas de emergência; Art. 14 - Para fins de exigência das medidas de segurança contra §1° - O Laudo de Exigências não pressupõe regularização e, conse
incêndio e pânico, o somatório de área adotado será a área total quentemente, não autoriza o devido funcionamento das edificações e
XIX - separação entre edificações; construída (ATC). áreas de risco.

A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO garante a autenticidade deste


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documento, quando visualizado diretamente no portal www.ío.rj.gov.br.
assinado
Oficial dlgilalntente Assinado digitalmente em Sábado, 22 de Dezembro de 2018 às 02:49:09 -0200.
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PODER EXECUTIVO DIÁRIO{ê)OFICIAL
ANO XLIV - N" 237 - PARTE 1
QUARTA-FEIRA - 26 DE DEZEMBRO DE 2018
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- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - D O ESTADO DO RIO DE JANEI R O - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
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§2° - Após a execução das medidas de segurança contra incêndio e Art. 33 - A realização de eventos temporários de reunião de público, §3° - Findo o prazo da prorrogação de que trata o parágrafo anterior,
pânico, consignadas no Laudo de Exigências, o requerente deverá so em locais abertos ou fechados , sob a administração pública ou pri e não comprovado o cumprimento das exigências formuladas, a edi
licitar o Certificado de Aprovação do CBMERJ. vada, com entrada paga ou não, com implantação de equipamentos ficação e área de risco poderá ser interditada até o cumprimento total
ou montagem de estruturas provisórias ou cenográficas, dependerá de das exigências formuladas pelo CBMERJ.
Art. 26 - O Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico poderá
prévia autorização do CBMERJ. §4° - Para comprovação do cumprimento das exigências formuladas ,
ser aditado por até 03 (três) vezes através de despacho do CB
MERJ. §1° - Para os fins do disposto no caput, as medidas de segurança o proprietário ou responsável deverá solicitar o encerramento da No
contra incêndio e pânico exigíveis , os procedimentos administrativos e tificação conforme os procedimentos administrativos regulamentados
§1° - A limitação de quantidade de alterações prevista no caput não pelo CBMERJ em Nota Técnica específica.
os prazos para a regularização serão estabelecidos pelo CBMERJ por
se aplica às modificações cadastrais , como nome do proprietário, no
meio de Nota Técnica. §5° - Os prazos determinados por Notificação obedecerão à gradação
me empresarial ou mudanças de logradouros, bem como da forma de
suprimento de gás combustível (GLP ou GN). §2° - Os eventos privados realizados em imóveis residenciais, que proporcional da complexidade das exigências formuladas, conforme
não caracterizem prática de atividade econômica, ficam isentos de au regulamentação do CBMERJ.
§2° - No caso de alterações de leiaute, ocupação ou acréscimos de torização do CBMERJ , desde que mantida a destinação residencial
ATC, que totalizem mais de 50% (cinquenta por cento) de modificação §6° - Se o não cumprimento das exigências for plenamente justificado
privativa e atendidas as medidas de segurança contra incêndio e pâ
do projeto aprovado inicialmente, o Laudo de Exigências aditado será em requerimento, o prazo da Notificação poderá ser prorrogado sem
nico exigidas para o imóvel.
cancelado e o responsável deverá tramitar novo projeto completo para aplicação de multa.
Seção VII
a edificação ou área de risco. Art. 43 - Na impossibilidade justificada de se cumprir as exigências
Dos Estádios de Futebol
§3° - Após aprovada a modificação do projeto, o responsável deverá formuladas mediante notificação regular nos prazos previstos no artigo
solicitar a emissão de novo Certificado de Aprovação. Art. 34 - Os estádios de futebol, além do previsto na Seção anterior, anterior, o proprietário ou responsável legal pela edificação ou área de
terão suas condições de segurança contra incêndio e pânico vistoria risco, poderá requerer a celebração de compromisso de ajustamento
Seção Ili das pelo CBMERJ anualmente, em observância à Lei Federal nº de
Dos Certificados e da Autorização 10.671, de 15 de maio de 2003. conduta nos termos do Capítulo XIII deste Código.
Art. 27 - Os Certificados e Autorizações do CBMERJ serão emitidos §1° - Após a vistoria de que trata o caput , será expedido o Certificado Art. 44 - Competirá ao CBMERJ, por meio de seus militares, verificar
para as edificações e áreas de risco que estiverem com suas medi de Vistoria Anual, com validade de 01 (um) ano, para os estádios que durante as vistorias técnicas de regularização ou de fiscalização a
das de segurança contra incêndio e pânico executadas de acordo se encontram com as condições de segurança contra incêndio e pâ funcionalidade das medidas de segurança contra incêndio e pânico
com este Código e Notas Técnicas pertinentes. nico em conformidade com este Código e demais legislações pertinen previstas, de forma visual e por amostragem.
§1° - Para os fins do disposto no caput, ficam estabelecidos os se tes.
Parágrafo Único - A instalação, comissionamento, ensaio, inspeção e
guintes Certificados e Autorização expedidos pelo CBMERJ: §2° - No âmbito do Estado do Rio de Janeiro, o CVA atenderá os manutenção de dispositivos ou medidas de segurança contra incêndio
requisitos do Laudo de Prevenção e Combate a Incêndio (LPCI), con

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1 - Autorização para Evento {AE): é o documento que autoriza a rea e pânico são de responsabilidade do responsável técnico, do proprie
lização de eventos de reunião de público; forme o Decreto Federal nº 6.795, de 16 de março de 2009. tário ou do responsável pelas edificações e áreas de risco, de acordo
CAPÍTULO VIII com o Capítulo IX deste Código.
li - Certificado de Aprovação {CA) : é o documento que certifica que CADASTRAMENTO DE PROFISSIONAIS E PESSOAS JURÍDICAS
as edificações e áreas de risco estão regularizadas, após a compro CAPÍTULO XI
vação do cumprimento das medidas de segurança contra incêndio e Art. 35 - O CBMERJ manterá atualizado um cadastro de pessoas fí INFRAÇÕES E PENALIDADES
pênico exigidas; e sicas e jurídicas habilitadas a projetar, executar ou conservar as me
Seção 1
didas de segurança contra incêndio e pânico, sendo estas: General idades
Ili - Certificado de Vistoria Anual (CVA): é o documento que certifica o
cumprimento das medidas de segurança contra incêndio e pânico pe 1 - empresas elaboradoras de projetos de segurança contra incêndio e Art. 45 - Considera-se infração toda ação ou omissão que viole as
las edificações e áreas de risco com atividade de reunião de público, pânico; normas concernentes à segurança contra incêndio e pânico, previstas

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possuindo a validade de 1 (um) ano, a contar da data de emissão. li - profissionais autônomos elaboradores de projetos de segurança neste Código e em Notas Técnicas.
§2° - O Certificado de Aprovação e a Autorização para Evento terão contra incêndio e pânico; e Parágrafo Único - O infrator estará sujeito às sanções de que trata
prazos de validade estabelecidos em Nota Técnica. Ili - empresas instaladoras de medidas de segurança contra incêndio este Capítulo, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
§3° - O CVA será expedido anualmente para as edificações de reu e pânico. Art. 46 - As infrações serão apuradas no Processo de Verificação de
nião de público previstas no §2º do artigo 32, após o término da va §1° - O cadastro terá validade pelo período de 01 (um) ano, po,den Infração (PVI), iniciado com a Notificação ou lavratura de Auto de In
lidade do primeiro Certificado de Aprovação , conforme Nota Técnica. do ser renovado a pedido do interessado. fração, observados o rito e os prazos estabelecidos neste Código e
em Nota Técnica.
§4° - Os Certificados e Autorizações poderão ser cassados caso haja §2° - Os documentos e requisitos necessários para cadastramento se
alteração nos fatores de natureza estrutural, ocupacional e humana da rão previstos em Nota Técnica. Art . 47 - As penalidades aplicadas pelo descumprimento da legislação
edificação ou área de risco, levados em consideração pelo CBMERJ §3° - Durante a vigência do cadastramento , será dispensada a rea de segurança contra incêndio e pânico serão as seguintes:
quando da sua expedição. presentação da documentação referida no §2° deste artigo nos pro 1 - multa;
cessos de legalização junto ao CBMERJ. l i - interdição; e

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Seção IV
Da regularização dos estabelecimentos §4° - As pessoas físicas e jurídicas referidas nos incisos deste artigo, Ili - cassação de Certificado ou Autorização.
anualmente , irão recolher os emolumentos, previstos em legislação Art. 48 - A aplicação das sanções previstas no artigo anterior será
Art. 28 - Os estabelecimentos localizados em unidades autônomas de
própria, para fins de cadastramento ou renovação. formalizada por meio de documentos lavrados, pelo bombeiro militar
edificações licenciadas para construção após a vigência deste Código
que a houver constatado, devendo conter:
somente poderão obter a regularização junto ao CBMERJ após a re Art. 36 - Além do cadastramento descrito no artigo anterior, o CB
gularização da edificação. MERJ manterá atualizado um cadastro de condomínios, administrado 1 - nome do infrator ou preposto, inscrição no cadastro de pessoas
ras e construtoras que possuem um corpo de profissionais habilitados, físicas (CPF), seu domicílio e residência, bem como os demais ele
Art. 29 - Os estabelecimentos localizados em unidades autônomas de inclusive responsável técnico, e que optarem por executar a instalação mentos necessários à sua qualificação e identificação civil;
edificações , comprovadamente licenciadas para construção antes da e manutenção de suas medidas de segurança contra incêndio e pâ-
vigência deste Código, poderão obter a aprovação do CBMERJ inde li - razão social, inscrição no cadastro de pessoas jurídicas (CNPJ) ,
nico. endereço da edificação ou área de risco, além dos demais elementos
pendente da regularização da edificação.
Parágrafo Único - Aplicam-se às pessoas jurídicas referidas no caput necessários à sua qualificação e identificação civil;
§1° - Antes da emissão de qualquer documento de regularização para deste artigo as disposições contidas nos parágrafos do artigo ante-
o estabelecimento , o responsável pela edificação deverá ser notificado Ili - local, data e hora que foi verificada a infração;
a providenciar sua regularização , devendo o teor da Notificação cons
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IV.- descrição da infração e menção do dispositivo legal ou regula
tar nos documentos emitidos para o estabelecimento. mentar transgredido;
Art. 37 - O cadastro das pessoas físicas e jurídicas referidas neste
§2° - A renovação do Certificado de Aprovação do estabelecimento, capítulo poderá ser suspenso ou cancelado , a qualquer tempo , sem V.- penalidade aplicada e o respectivo preceito legal que autoriza a
expedido na condição do caput , ficará condicionada à regularização prejuízo de eventuais penalidades cabíveis , caso os requisitos para sua imposição;
da edificação como um todo ou à vigência de compromisso de ajus cadastramento, previstos em Nota Técnica do CBMERJ, sejam des
VI. - assinatura do vistoriante e da pessoa autuada; e
tamento de conduta, celebrado pela edificação conforme Capítulo XIII cumpridos.
deste Código. VII.- prazos para interposição de recurso e para requerimento de Ter
CAPÍTULO IX
mo de Ajustamento de Conduta, quando cabíveis, por meio de pro
Seção V RESPONSABILIDADES
cesso administrativo.
Do Procedimento Simplificado Art. 38 - Competirá ao autor do Projeto de Segurança Contra Incên
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dio e Pânico: Parágrafo Único - Quando o infrator se recusar a atestar o recebi


Art. 30 - O processo de regularização relativo à Segurança Contra mento de documento lavrado, tais como Notificação , Auto de Infração,
Incêndio e Pânico, quando se tratar de edificações ou estabelecimen 1 - dimensionar as medidas de segurança contra incêndio e pânico; Auto de Interdição ou Auto de Desinterdição, a recusa deverá ser
tos classificados como de risco diferenciado , ocorrerá através de pro mencionada expressamente pelo bombeiro militar responsável pela la
li - detalhar, em projeto, as medidas de segurança contra incêndio e
cedimento simplificado obedecendo às seguintes normas: vratura.
pânico;
1 - tramitação de forma online, por meio da autodeclaração e ciência Art. 49 - A comunicação para ciência da sanção ao infrator será:
Ili - identificar os riscos específicos existentes; e
das medidas de Segurança Contra Incêndio e Pânico, sendo dispen 1 - pessoalmente;
sada a apresentação de jogo completo de plantas de arquitetura; IV - observar o fiel cumprimento deste Código e suas Notas Técnicas
regulamentadoras. l i - pelo correio ou via postal; ou
li - o requerente confirmará as informações fornecidas e atestará o
cumprimento das exigências , posteriormente, o Certificado de Aprova Ili - por edital, se estiver em lugar incerto ou não sabido.
Art. 39 - Ao responsável técnico pela execução das medidas de se
ção Simplificado será disponibilizado online pelo CBMERJ; e
gurança contra incêndio e pânico competirá conferir, testar, avaliar e Parágrafo Único - O edital referido no inciso Ili deste artigo será pu
Ili - o CBMERJ disponibilizará em seu site, em linguagem clara e garantir o seu funcionamento, conforme o projeto aprovado e o dis blicado uma única vez, na imprensa oficial, considerando-se efetivada
G

acessível, os critérios para enquadramento no procedimento simplifi posto neste Código e em Notas Técnicas. a notificação cinco dias após a publicação.
cado.
Art. 40 - O proprietário ou responsável legal pela edificação ou área Seção li
Parágrafo Único - Para os fins do disposto no caput, são classifi de risco deverá : Das Multas
cados como de risco diferenciado as edificações ou estabelecimentos
1 - providenciar a regularização perante o CBMERJ com a obtenção Art. 50 - As multas previstas neste Código corresponderão às res
cujas ocupações sejam caracterizadas conjuntamente por todos os cri
do Certificado ou Autorização exigidos, pectivas infrações, nos seguintes casos:
térios que indiquem menor vulnerabilidade, abaixo relacionados:
1 - possuir ATC até 900 m2 (novecentos metros quadrados); li - providenciar a regularização em caso de modificações arquitetô 1 - de 221,33 UFIR-RJ, aos proprietários ou responsáveis pelo uso de
nicas, documentais ou na ocupação; edificações e áreas de risco que não possuam os Certificados ou Au
li - possuir até 02 {dois) pavimentos , sendo que os mezaninos ou ji torizações do CBMERJ ;
raus serão computados como pavimentos; Ili - providenciar a renovação do Certificado ou Autorização dentro
dos prazos de validade estabelecidos; li - de 221,33 UFIR-RJ, aos proprietários ou responsáveis pelo uso de
Y

Ili - atender os limites máximos ou restrições para riscos específicos, edificações e áreas de risco que deixem de cumprir imposições que
tais como: líquidos inflamáveis ou combustíveis ; gás natural veicular; IV.- garantir que as edificações e áreas de risco sejam destinadas ao
lhes forem formuladas mediante Notificação regular;
gás liquefeito de petróleo; acetileno; materiais perigosos; pirotécnicos; uso para os quais foram projetadas e aprovadas;
munições ou explosivos; e outros, a serem definidos pelo CBMERJ Ili - de 442,66 UFIR-RJ, àqueles que, de qualquer modo, embaracem
V.- manter as medidas de segurança contra incêndio e pânico em
a atuação da fiscalização; e
em Nota Técnica; e conformidade com a legislação vigente; e
IV - a atividade econômica desenvolvida na edificação ou estabele IV - de 1.600 ,00 a 1.600.000 ,00 de UFIR-RJ, por descumprimento de
VI.- providenciar a adequação das edificações e áreas de risco às
cimento não poderá estar elencada no rol de atividades que ensejam compromisso de ajustamento de conduta;
exigências estabelecidas neste Código.
maior grau de vulnerabilidade , conforme relação de atividades não en §1° - As multas, previstas nos incisos 1 a Ili do parágrafo anterior,
quadradas no risco diferenciado , definida pelo CBMERJ em Nota Téc- CAPÍTULO X serão aplicadas em dobro caso ocorra a mesma infração num período
nica. de 5 (cinco) anos após decorrido o prazo para recurso ou ajustamen
S

FISCALIZAÇÃO E VISTORIA
Art. 31 - O CBMERJ poderá, a qualquer tempo , verificar os dados to de conduta.
informados , fiscalizar o local ou solicitar documentos , sob pena de Art. 41 - Para o cumprimento das disposições do presente Código, o §2° - As multas previstas neste artigo serão arrecadadas em guia pró
cassação do Certificado de Aprovação Simplificado , independentemen te CBMERJ poderá no exercício da função fiscalizadora, vistoriar toda e pria pelo Fundo Especial do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
das responsabilidades civis e penais cabíveis. qualquer edificação e área de risco no Estado do Rio de Janeiro e, Rio de Janeiro (FUNESBOM), em natureza de receita (NR) própria ,
quando necessário, solicitar documentos relacionados à Segurança sendo seus recursos aplicados preferencialmente na modernização do
Seção VI Contra Incêndio e Pânico e lavrar a documentação coercitiva cabível, Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico.
Da regularização da atividade de reunião de público na forma prevista neste Código.
§3° - O pagamento da multa estabelecida no Auto de Infração não
Art. 32 - Para o funcionamento e a regularização das edificações e isenta o responsável do cumprimento das exigências e demais san
áreas de risco com atividade de reunião de público enquadradas nas Parágrafo Único - O Comandante-Geral do CBMERJ estabelecerá ,
por meio de Nota Técnica , diretrizes para o exercício da função fis ções nas esferas cível e penal.
divisões F-3, F-5, F-6, F-7 e F-11 do Anexo li deste Código, de ca
ráter permanente ou temporário , é obrigatória a apresentação de pro calizadora por seus militares. §4° - Constitui embaraço à fiscalização toda ação ou omissão volun
jeto de segurança contra incêndio e pânico ao CBMERJ , para que as tária, advinda do proprietário, de responsável ou de terceiro, que im
medidas de segurança contra incêndio e pânico projetadas sejam de Art. 42 - Quando as edificações e áreas de risco, habitadas ou em porte em dificultar ou impedir o exercício da fiscalização pelo CB
vidamente analisadas. funcionamento, não estiverem regularizadas junto ao CBMERJ ou fo MERJ, caracterizada pela negativa não justificada de exibição dos do
rem verificadas inconformidades na instalação ou manutenção das cumentos de regularização expedidos pelo CBMERJ, não fornecimen
§1° - Os Certificados de Aprovação emitidos pelo CBMERJ para as medidas de segurança contra incêndio e pânico, seu proprietário ou to de informações sobre a ocupação e atividade desenvolvida no lo
Divisões F-3, F-5, F-6 e F-11 do Anexo li deste Código terão validade responsável será intimado a cumprir, em um prazo determinado , as cal, negativa de acesso à edificações e áreas de risco, bem como a
máxima de 01 (um) ano. exigências que constarão de uma Notificação. qualquer outro local onde se desenvolvam as atividades ou seja ne
§2° - Para a renovação da aprovação , as edificações e áreas de risco cessária a verificação visual das medidas de segurança contra incên
§1° - Findo o prazo determinado na Notificação e não comprovado o dio e pânico exigidas.
das Divisões F-3, F-5, F-6 e F-11 deverão solicitar o Certificado de
cumprimento das exigências formuladas , o infrator será multado em
Vistoria Anual expedido pelo CBMERJ.
221,33 UFIR-RJ e o prazo da Notificação prorrogado por até 30 (trin Seção 1111
§3° - Os Laudos de Exigências , Certificados ou Autorizações emitidos ta) dias. Da Interdição
pelo CBMERJ para os locais de reunião de público, deverão ser ex
Art . 51 - O bombeiro militar no exercício da função fiscalizadora po
postos em local visível , junto aos acessos de entrada da edificação , §2° - Findo o prazo da prorrogação de que trata o parágrafo anterior
em quadro próprio, com iluminação adequada destinada a este fim . derá determinar a interdição imediata, total ou parcial, dos locais que
e não comprovado o cumprimento das exigências formuladas , o in
julgar presentes elementos que caracterizem perigo sério e iminente
frator será multado em 442,66 UFIR-RJ e o prazo da Notificação pror
de causar danos, tais como:
rogado por até 30 (trinta) dias.

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18 ANO XLIV - W 237 - PARTE 1
QUARTA-FEIRA - 26 DE DEZEMBRO DE 2018 DIÁRioioFICIAL
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PODER EXECUTIVO

1 - risco de explosão, incêndio ou dano ambiental grave; §2° - Nos casos de reincidência, as multas serão aplicadas em do XVI.- Resolução SEDEC nº 166, de 10 de novembro de 1994, que
bro. baixa instruções suplementares ao Decreto nº 897/76 - Código de Se
l i - condição que prejudique o escape seguro das pessoas; ou gurança Contra Incêndio e Pânico (COSCIP) e as normas que o com
CAPÍTULO XV plementam;
Ili - condição que gere insegurança com risco iminente à vida. DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS XVII.- Resolução SEDEC nº 169, de 28 de novembro de 1994, que
Parágrafo Único - Na ocorrência do disposto no caput, o local será Art. 65 - O CBMERJ em suas atividades operacionais poderá utilizar baixa instruções complementares para a apresentação de projetos de
interditado e o proprietário ou responsável legal será intimado a cum qualquer recurso hídrico disponível. segurança contra incêndio e pânico na Diretoria Geral de Serviços
prir, em prazo determinado, as exigências que constarão de Notifica Técnicos do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janei
ção. §1° - Visando evitar embaraços ao serviço de combate a incêndios, ro;
não será admitida a instalação de válvula de retenção nos hidrantes XVIII.- Resolução SEDEC nº 170, de 12 de dezembro de 1994, que
Art. 52 - Além dos casos de interdição imediata, previstos no artigo de recalque situados em via pública ou interna. torna sem efeito o constante no artigo 154 da Resolução nº 142, des
anterior, o CBMERJ poderá determinar a interdição de local que apre ta Secretaria, por contrariar o artigo 192 do Decreto nº 897, de 21 de
sente perigo de causar dano à vida ou ao patrimônio, quando se ve §2° - Os custos correspondentes à quantidade de água comprovada
mente utilizada pelo CBMERJ em combate a incêndio serão ressar setembro de 1976 - Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico -
rificar: COSCIP;
cidos pela prestadora do serviço de fornecimento de água local, con
1 - o não cumprimento de exigências formuladas mediante Notificação, forme regulamentação da Agência Reguladora de Energia e Sanea XIX. - Resolução SEDC nº 172, de 22 de dezembro de 1994, que de
após decorridos as etapas e os prazos estabelecidos no artigo 42 e mento Básico do Estado do Rio de Janeiro (AGENERSA). fine procedimentos administrativos para o licenciamento de microem
não apresentado requerimento de celebração de compromisso de presas e empresas de pequeno porte que funcionem na residência de
ajustamento de conduta na forma do Capitulo XIII; ou §3° - O CBMERJ fornecerá ao proprietário ou representante legal do seus titulares;
imóvel ou bem sinistrado ou utilizado no exercício de suas operações, XX.- Resolução SEDEC Nº 180, de 16 de março de 1999, que apro
l i - o descumprimento do compromisso de ajustamento de conduta ce va a utilização das tubulações de cobre nas instalações preventivas, e
lebrado na forma do Capitulo XIII. para fins de direitos, certidão de ocorrência indicando os meios uti
lizados e o consumo estimado de água. dá outras providências;
Art. 53 - A interdição só cessará a requerimento do proprietário ou XXI.- Resolução nº 186, de 26 de maio de 1999, que cria o Selo de
responsável legal, após a comprovação da integral correção das ir Art. 66 - Competirá às prestadoras locais do serviço de águas e es Qualidade em Prevenção Contra Incêndio e Pânico, sem aumento de
gotos a instalação e a manutenção da rede pública de hidrantes ur despesas, e dá outras providências;
regularidades que motivaram a interdição ou por deferimento de re
banos, bem como fornecer ao CBMERJ informações sobre a rede XXII.- Resolução SEDEC nº 278, de 21 de dezembro de 2004, que
curso protocolado.
existente e futuras atualizações. dá nova redação a Resolução SEDEC Nº 112, de 09 de fevereiro de
Parágrafo Único - A cessação da interdição só será efetivada após a 1993;
emissão do Auto de Desinterdição. Parágrafo Único - O CBMERJ, após a análise da rede existente, fará XXlll - Resolução SEDEC nº 279 , de 11 de janeiro de 2005, que dis
anualmente, junto a cada prestadora de que trata este artigo, a pre põe sobre a avaliação e a habilitação do bombeiro profissional civil, o
Seção IV visão dos hidrantes a serem instalados no ano subsequente. dimensionamento de brigadas de incêndio e estabelece exigências às
Da Cassação dos Certificados e Autorização edificações licenciadas ou construídas em data anterior a vigência do

S
Art. 67 - Nas instalações elétricas das edificações e áreas de risco, Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, e dá outras providên
Art. 54 - Após a emissão dos Certificados ou Autorização pertinentes,
além do respeito às normas técnicas oficiais em vigor, poderão ser cias;
constatadas quaisquer irregularidades nas medidas de segurança con feitas exigências especiais que reduzam os riscos de incêndio.
tra incêndio e pânico estabelecidas neste Código, o CBMERJ poderá XXIV.- Resolução SEDEC nº 300 , de 21 de março de 2006, que
iniciar procedimento administrativo regular para sua cassação . Parágrafo Único - As edificações devem possuir dispositivo de pro aprova as normas complementares para aplicação do Decreto nº 897,
teção geral e desligamento de energia elétrica de forma a permitir o de 21 de setembro de 1976 (Código de Segurança Contra Incêndio e
Art. 55 - Os Certificados de locais regularizados por meio do proce corte geral de energia da edificação em caso de emergência, deven Pânico - COSCIP);
dimento simplificado serão automaticamente cassados quando for ve do , entretanto , as medidas de segurança contra incêndio e pânico se XXV.- Resolução SEDEC nº 31, 10 de Janeiro de 2013, que dispõe
rificado o descumprimento ou falta de manutenção dos requisitos para rem mantidas energizadas e em plenas condições de manobra e fun sobre o credenciamento de empresas especializadas para realizar cur
a sua concessão. cionamento . so de formação, curso de atualização e habilitação de Bombeiro Civil
(BC), de empresas especializadas para realizar curso de formação e

M
Parágrafo Único - A cassação dos Certificados nas condições des Art. 68 - O CBMERJ formará grupos de estudos, compostos por bom
critas no caput ensejará a perda do direito de dupla visita. atualização de Brigadistas Voluntários de Incêndio (BVI), sobre o ser
beiros militares, devidamente designados, com objetivo de analisar e viço de brigadas de incêndio e do credenciamento de empresas es
CAPÍTULO XII emitir pareceres, elaborar normas, propor atualizações e inova,ções pecializadas para prestação de serviço de Bombeiro Civil (BC) nas
RECURSOS na legislação, sobre as questões relativas à segurança contra incêndio edificações , eventos e áreas de risco no Estado do Rio de Janeiro , e
e pânico. dá outras providências; e
Art. 56 - Contra a aplicação de qualquer das penalidades adminis XXVI.- Resolução SSP nº 056, de 08 de agosto de 1995, que altera a
trativas previstas na legislação vigente, caberá recurso administrativo Parágrafo Único - Para os fins do disposto no caput, ficam estabe disposição contida no artigo 6° da Resolução SEDEC nº 135/93, pu
no âmbito CBMERJ. lecidas as seguintes comissões: blicada no DOERJ nº 177, de 17 de setembro de 1993, e dá outras
Art. 57 - O infrator poderá oferecer defesa ou impugnação do auto de providências.
1 - Comissão de Análise Técnica (CAT) - terá por atribuição analisar e
infração no prazo de 30 (trinta) dias contados de sua expedição. Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2018
emitir pareceres relativos aos casos específicos que necessitarem de
Art. 58 - Ultimada a instrução do processo, uma vez esgotados os soluções técnicas complexas ou apresentem dúvidas quanto às exi General de Exército WALTER SOUZA BRAGA NETTO
prazos para recurso sem apresentação de defesa , ou apreciados os gências previstas neste Código; Interventor Federal
recursos, a autoridade proferirá a decisão final dando o processo por

S
encerrado, após a publicação e adoção das medidas impostas. li - Comissão de Controle e Fiscalização (CCF) - terá por atribuição ANEXO 1
analisar processos, recursos e firmar compromissos de ajustamento
Parágrafo Único - Os procedimentos administrativos para a apresen de conduta relativos aos procedimentos de fiscalização; e GLOSSÁRIO
tação de recurso serão regulamentos por Nota Técnica.
Ili - Comissão Permanente de Assuntos Normativos (CPAN) - terá por 1- acréscimo: aumento de uma construção ou edificação em área ou
CAPÍTULO XIII atribuição propor atualizações, inova,ções e reavaliar toda a legisla em altura;
COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA ção de segurança contra incêndio e pânico, inclusive consolidando as 11- agrupamento: conjunto constituído por edificações ou áreas de ter
decisões da CAT e da CCF, conforme diretrizes do Comando-Geral do reno no mesmo lote, destinadas a unidades autônomas;
Art. 59 - O CBMERJ poderá celebrar compromisso de ajustamento de 111- altura da edificação: é a dimensão vertical medida em metros, ten
CBMERJ.
conduta às exigências legais quanto à implementação de medidas de do como referência o nível do logradouro público ou via interior e o
segurança contra incêndio e pânico, inclusive instalação de equipa Art . 69 - Competirá ao Comandante-Geral do CBMERJ, por meio de teto do ultimo pavimento habitável;
mentos, nos termos do §6° do art. 5º da Lei Federal nº 7.347, de 24 Portarias, aprovar Notas Técnicas para: IV.análise: é o ato formal de verificação das exigências das medidas
de julho de 1985. de segurança contra incêndio e pânico das edificações e áreas de ris
1 - baixar instruções para o cumprimento deste Código; co em Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico (PSCIP) ou
§1° - A celebração do compromisso de ajustamento de conduta de Processo de Verificação de Infração (PVI);
penderá de requerimento do proprietário ou responsável legal pela l i - regulamentar as medidas de segurança contra incêndio e pânico;
A
V. andar: piso acima do piso térreo, piso elevado;
edificação ou área de risco, em que declare os motivos que o im Ili - regulamentar o Processo e Procedimentos Administrativos relati VI.área coberta: área de uma edificação que, dependendo da sua
possibilitem de cumprir dentro do prazo as exigências legais formu vos à Segurança Contra Incêndio e Pânico; tipologia, corresponde à superfície delimitada pelo perímetro do extra
ladas mediante Notificação regular. dorso das paredes exteriores ou pela linha média das paredes divi
§2° - O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) conterá, dentre ou IV.- definir exigências para riscos específicos não abrangidos nas ta sórias;
tras, cláusulas que estipulem: belas anexas a este Código; VII. área de risco: área não construída, associada ou não à edifica
V. - definir exigências para edificações e estruturas especiais; ção, que contém produtos inflamáveis ou combustíveis , instalações
1 - a obrigação do compromitente em adequar sua conduta às exi elétricas ou de gás, ou outros riscos específicos, incluindo-se os lo
gências legais, no prazo acordado, com especificaçôes sobre as me VI. - definir regras relativas às construções anteriores não regulariza teamentos;
didas a serem adotadas e eventuais equipamentos a serem instala das junto ao CBMERJ; VIII.área livre: espaço descoberto, livre de edificações ou construções
dos, sujeito a multa e interdição, em caso de descumprimento do dentro dos limites de um terreno;
M

TAC; e VII. - regulamentar as Comissões previstas neste Decreto; IX. área total construida (ATC): somatório das áreas edificadas, in
li - as sanções pecuniárias por descumprimento total ou parcial do VIII. - classificar as edificações e áreas de risco quanto ao risco de cluindo as áreas horizontais das paredes e pilares;
TAC terão sua gradação conforme a área total construida e risco da incêndio; X.ático: parte do volume superior de uma edificação, destinada a
abrigar máquinas , piso técnico de elevadores, caixas de água e cir
edificação e área de risco, conforme Anexo IV deste Código.
IX. - definir as medidas de segurança, procedimentos e prazos para a culação vertical;
§3º - As multas arrecadadas serão destinadas ao FUNESBOM , na regularização de eventos temporários de reunião de público; XI.Auto de Desinterdição : documento expedido pelo CBMERJ para
forma do art. 2°, li, da Lei Estadual nº 622, de 02 de dezembro de permitir o retorno do funcionamento das edificações e áreas de risco
1982. X.- estabelecer a validade dos Certificados de Aprovação e Autori que foram interditados.
zações; e XII.Auto de Infração: documento expedido pelo CBMERJ, para multar
§4º - A celebração do compromisso de ajustamento de conduta não
XI. - estabelecer diretrizes para o exercício da função fiscalizadora. os responsáveis por edificações e áreas de risco, especificando as ir
anula a multa já aplicada , mas suspende o curso do procedimento re regularidades existentes e, em alguns casos, dando novo prazo
gular de fiscalização que o originou, o qual somente poderá ser ar Art. 70 - O Comandante-Geral do CBMERJ aprovará, por meio de para o cumprimento das mesmas;
quivado após o atendimento de todas as condições estabelecidas no Portaria, as Notas Técnicas necessárias ao cumprimento deste Código XIII.Auto de Interdição: documento expedido pelo CBMERJ para im
G

respectivo Termo. no prazo de 90 dias após a publicação deste Decreto. pedir a continuidade de funcionamento das edificações e áreas de ris
§5º - A elaboração, a análise, o aceite e o acompanhamento do TAC co que estejam com as medidas de segurança contra incêndio e pâ
Art. 71 - Este Decreto entrará em vigor 180 dias após sua publica nico em desacordo com este Decreto e demais diplomas legais que
competem à comissão a ser designada pelo CBMERJ. ção, revogando todas as disposições em contrário e, em especial:
norteiam as atividades do sistema.
Art. 60 - Em caso de recusa em firmar o compromisso após reque 1 - Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, regulamenta o De XIV.carga de incêndio: é a soma das energias caloríficas possíveis
rimento, será retomado o curso do procedimento regular de fiscaliza creto-Lei nº 247/1975, que dispõe sobre a segurança contra incêndio de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais
ção que o originou, conforme previsto no artigo 42. e pânico; combustíveis em um espaço, inclusive os revestimentos das paredes,
l i - Decreto nº 11.682, de 09 de agosto de 1988, que altera o Pa divisórias, pisos e tetos;
Art. 61 - No caso de inviabilidade técnica para execução de medidas XV. Comissão de Análise Técnica (CAT): comissão técnica instituída
rágrafo Único do art. 11 do Decreto nº 897, de 21.09.76, acrescentado
de segurança contra incêndio e pânico, inclusive instalação de equi pelo Decreto nº 5.928, de 18.08. 82, e dá outras providências; pelo Comandante-Geral do CBMERJ , com atribuição de analisar e
pamentos, o Diretor-Geral de Serviços Técnico s poderá designar Co Ili - Decreto nº 35.671, de 09 de junho de 2004, que dispõe sobre a emitir pareceres relativos aos casos específicos que necessitarem de
missão de Análise Técnica (CAT) , a fim de analisar e emitir parecer soluções técnicas complexas ou apresentem dúvidas quanto às exi
Y

segurança contra incêndio e pânico nas edificações construídas an


conclusivo acerca de solução técnica compensatória. teriormente à vigência do Decreto nº 897, de 21 de setembro de gências previstas neste Código;
1976, e dá outras providências; XVI.Comissão de Controle e Fiscalização (CCF): comissão técnica
§1° - A análise e emissão de parecer será precedida de apresentação
de estudo técnico elaborado por profissional habilitado , que justifique IV.- Decreto nº 44 .035 , de 18 de janeiro de 2013 , que estabelece os instituída pelo Comandante-Geral do CBMERJ, com atribuição de ana
a inviabilidade técnica e aponte de forma objetiva a solução de ca requisitos mínimos de segurança contra incêndio e pânico em centros lisar processos, recursos e firmar compromissos de ajustamento de
esportivos, de eventos e de exibição, e dá outras providências; conduta relativos aos procedimentos de fiscalização ;
ráter compensatório.
V.- Decreto nº 45.456 , de 19 de novembro de 2016 , que simplifica XVII.Comissão Permanente de Assuntos Normativos (CPAN): comis
§2° - A CAT poderá propor, em complementação ao estudo técnico procedimentos adotados perante o CBMERJ para regularização de são técnica instituída pelo Comandante-Geral do CBMERJ, com atri
apresentado , outras medidas que julgar pertinentes à especificidade buição de propor atualizações, inovações e reavaliar toda a legislação
imóveis ou estabelecimentos de risco diferenciado, e dá outras pro
do caso analisado. de segurança contra incêndio e pânico, inclusive consolidando as de
vidências; cisões da CAT e da CCF;
S

Art. 62 - O descumprimento, total ou parcial, do compromisso de VI.- Decreto nº 10, de 5 de junho de 2018 , que autoriza o Corpo de XVIII.compa rtimentação: é a medida de proteção passiva por meio de
ajustamento de conduta será comunicado à Procuradoria-Geral do Es Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro a celebrar Termo de vedas , fixos ou móveis, destinados a evitar ou minimizar a propaga
tado (PGE), para a propositura de ação cabível, por meio de processo Ajustamento de Conduta às exigências legais para a regularização de ção de fogo, calor e gases, interna ou externamente ao edifício, no
administrativo encaminhado pela Assessoria Jurídica da SEDEC. imóveis ou estabelecimentos; mesmo pavimento ou para outros pavimentos e riscos a edifícios vi
VII.- Resolução SEDEC nº 94, de 18 de junho de 1991, que define zinhos, possuindo resistência mecânica à variação térmica nos tempos
Parágrafo Único - O processo administrativo referido no caput deverá
medidas de segurança contra incêndio para comércio ambulante; requeridos de resistência ao fogo (TRRF), determinado pela Nota Téc
conter a cópia integral do Termo , do requerimento para celebração do
VIII.- Resolução SEDEC nº 097, de 04 de Novembro de 1991, que nica específica;
compromisso, da notificação original e da notificação que constatar o regulamenta a Lei nº 1.535, de 26 de setembro de 1989, que dispõe XIX. diversões públicas: é a atividade de reunião de público, em lo
descumprimento. sobre a obrigatoriedade de medidas que orientem os freqüent adores cais fechados ou ao ar livre, com entrada paga ou não, destinados a
CAPÍTULO XIV de recintos fechados, no caso de acidentes de grande porte, explo entretenimento de qualquer natureza, recreio ou prática de esportes,
TRATAMENTO ÀS MICROEMPRESAS, ÀS EMPRESAS DE PEQUE- sões, incêndios ou pânico, no Estado do Rio de Janeiro , estabelece que reúna um determinado público;
NO PORTE E AOS MICROEMPREENDEDORES INDIVIDUAIS sanções e dá outras providências; XX.edificação: construção destinada a abrigar qualquer atividade hu
IX. - Resolução SEDEC nº 108, de 06 de janeiro de 1993, que define mana, materiais ou equipamentos, incluindo-se os estabelecimentos ;
Art. 63 - O microempreendedor individual (MEi) optante pelo regime
medidas de Segurança Contra Incêndio para as alegorias carnavales XXI- edificação anterior: edificação comprovadamente construida ou
tributário denominado "Simples Nacional" terá reduzida a O (zero)
cas (carros alegóricos), tendo em vista a omissão do assunto pelo regularizada anteriormente à publicação deste Código, desde que
qualquer taxa ou emolumento devido.
COSCIP (Decreto nº 897 , de 21 de setembro de 1976), estabelece mantidas a área e a ocupação da época e não haja disposição em
Parágrafo Único - O benefício descrito no caput será vinculado à sanções e dá outras providências; contrário pelo Sistema de Segurança contra Incêndio e Pânico;
comprovação documental ou digital da regularidade do enquadramen X.- Resolução SEDEC nº 109, de 21 de janeiro de 1993; XXII- edificação mista: para efeitos deste código, é edificação cons
to. XI - Resolução SEDEC nº 124, de 17 de junho de 1993; tituída de unidades residenciais privativas (apartamentos) e unidades
XII - Resolução SEDEC nº 125, de 29 de junho de autônomas destinadas a espaços comerciais (lojas e salas);
Art. 64 - A fiscalização das microempresas e das empresas de pe 1993; XXlll- edificação residencial privativa multifamiliar: edificação destinada
queno porte deverá ser prioritariamente orientadora, quando a ativida XIII.- Resolução SEDEC nº 135, de 16 de setembro de 1993; ao uso exclusivamente residenc ial privativo constituída por duas ou
de e características se enquad rarem no risco diferenciado referido no XIV. - Resolução SEDEC nº 142, de 15 de março de 1994; mais unidades residenciais;
artigo 30 deste Código. XV.- Resolução SEDEC nº 148, de 25 de maio de 1994, que define
§1° - Será observado o critério de dupla visita para lavratura de autos normas de procedimento na análise dos projetos de edificações com
de infração , salvo na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou cobertura do tipo "duplex", construidas ou licenciadas posteriormente
embaraço à fiscalização. à vigência do Decreto nº 897/76 - Código de Segurança Contra In
cêndio e Pânico;

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ANO XLIV - N • 237 - PARTE 1
PODER EXECUTIVO
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DIÁRIO{ê)OFICIAL
O ESTADO DO RIO DE JANEI R O - - - - -
QUARTA-FEIRA - 26 DE DEZEMBRO DE 2018
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-

XXIV.edificação residencial privativa unifamiliar : edificação destinada LX- Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico: é o projeto es
ao uso exclusivamente residencial privativo constituída por uma única pecifico que representa as medidas de segurança contra incêndio e
unidade; pânico exigidas para a edificação, estabelecimento ou área de risco.
Somente pode ser elaborado por profissional legalmente habilitado e
XXV.edificação térrea: construção de um pavimento, podendo possuir cadastrado junto ao CBMERJ;
jirau ou mezanino desde que atendidos os requisitos do artigo 11 des
te Código; LXI- projeção horizontal: toda a área coberta da edificação, excluídas
as áreas em balanço, como as varandas, sacadas, helipontos e es
XXVI.emergência : é a situação crítica e fortuita que representa perigo à truturas congêneres;
vida, ao meio ambiente e ao patrimônio, decorrente de atividade hu
LXll- responsável técnico: profissional legalmente habilitado perante o
mana ou fenômeno da natureza que obriga a uma rápida intervenção
órgão de fiscalização profissional, para elaboração ou execução das
operacional;
atividades relacionadas com a segurança contra incêndio e pânico;
XXVll- estabelecimento: para efeitos deste código, considera-se esta
LXlll- risco: é a probabilidade latente de que ocorram prejuízos para a
belecimento todo complexo de bens organizado , para exercício da ati saúde, propriedade ou ambiente, avaliado em função da intensidade
vidade da empresa, por empresário , ou por sociedade empresária, em da ameaça e dos níveis de vulnerabilidade existentes;
uma edificação ou partes desta (sala comercial, loja ou unidades au
tônomas); LXIV- risco diferenciado: enquadramento de risco relativo a edifica
ções e estabelecimentos cujas características e atividades econômicas
XXVlll- estacionamento: local coberto ou descoberto em um terreno desenvolvidas apresentam menor vulnerabilidade e menor grau de pe
ou edificação, destinado a guarda de veículos; rigo à integridade física de pessoas, ao meio ambiente ou ao patri
XXIX.fachada: qualquer das faces externas de uma edificação , vol mônio, ensejando a regularização por meio de procedimento simpli
ficado;
tada para o logradouro ou para os afastamentos da edificação em re
lação ao terreno ou a outra edificação; LXV- risco especifico: situação que proporciona uma probabilidade au
mentada de perigo à edificação, tais como: caldeira, casa de máqui
XXX. GLP: gás liquefeito de petróleo; nas, incineradores, centrais de gás combustível, transformadores, fon
XXXI. imóvel: lote ou terreno, público ou privado, edificado ou não; tes de ignição e outros;
XXXll- imóvel edificado: imóvel ocupado total ou parcialmente com LXVI- risco iminente: perigo sério e iminente de causar danos, situa
edificação permanente; ção ensejadora de interdição imediata conforme Decreto-Lei nº
247/75;
XXXlll- imóvel não edificado: imóvel não ocupado ou ocupado com
edificação provisória, em que não se exerçam ocupações nos termos LXVll- risco isolado: é a característica construtiva, concebida pelo ar
da legislação de uso e ocupação do solo; quiteto ou engenheiro, na qual se tem a separação física de uma edi

S
ficação em relação às demais circunvizinhas, cuja característica bá
XXXIV.incêndio: fogo fora de controle; sica é a impossibilidade técnica de uma edificação ser atingida pelo
XXXV.interdição : é o ato que impede, total ou parcialmente, o fun calor irradiado, conduzido ou propagado pela convecção de massas
cionamento de uma edificação, estabelecimento ou o uso de uma de gasosas aquecidas, emanadas de outra atingida por incêndio;
terminada área, por não atender as condições de segurança contra LXVlll- saída de emergência : caminho contínuo , devidamente protegi
incêndio e pânico. Este ato pode estar relacionado à interrupção de do e sinalizado, proporcionado por portas, corredores, halls, passa
uma atividade especifica; gens externas, balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros dispo
sitivos de saída ou combinações destes, a ser percorrido pelos usuá
XXXVI.jirau: piso elevado no interior de um compartimento, com al rios em caso de incêndio e pânico, de qualquer ponto da edificação
tura reduzida, em geral sem fechamento ou divisões , cobrindo apenas até atingir a via pública ou espaço aberto, protegido do incêndio ou

M
parcialmente a área do mesmo ; distingue-se do mezanino por suas pânico, em comunicação com o logradouro;
menores dimensões, situando-se em compartimentos ou em edifica LXIX- segurança contra incêndio e pânico: conjunto de ações , medi
ções pequenas, muito usado em lojas; das de proteção ativa e passiva, além dos recursos internos e exter
XXXVll- Laudo de Exigências - LE: documento expedido pelo CB nos as edificações e áreas de risco, que permitem controlar a situa
MERJ como resultado da análise e aprovação do Projeto de Segu ção de incêndio, promover o escape seguro de pessoas e garantir o
rança Contra incêndio e Pânico, no qual constam as medidas de se acesso das equipes de socorro;
gurança contra incêndio e pânico projetadas para uma edificação, es LXX- Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico: compreende
tabelecimento, área de risco ou agrupamento; todas as Unidades do CBMERJ que, direta ou indiretamente, desen
volvem as atividades relacionadas à segurança contra incêndio e pâ
XXXVlll- legislação: envolve todas as normas jurídicas referentes à nico, observando-se o cumprimento das exigências estabelecidas nes
segurança contra incêndio e pânico, no âmbito do Estado do Rio de te Código;
Janeiro; LXXI- sistemas preventivos: é o conjunto de equipamentos, constru
XXXIX- logradouro público: espaço de propriedade municipal, destina ções e seus acessórios , serviços profissionais e estímulos visuais ou

S
do ao trânsito público, oficialmente reconhecido, aceito e identificado sonoros destinados a minimizar as possibilidades de ocorrência de in
por uma denominação; cêndio e pânico, assim como sua propagação, acelerar a recupera
ção, viabilizando a proteção à vida, ao meio ambiente e ao patrimô
XL- lote: parcela autônoma de terreno resultante de loteamento, des nio;
membramento ou remembramento , cuja testada é adjacente a logra LXXll- subsolo: pavimento situado abaixo do perfil do terreno, poden
douro público reconhecido; do ser semi-enterrado. Não será considerado como subsolo o pavi
XLI- loteamento: é a divisão de glebas em lotes destinados à edifi mento semi-enterrado que tiver sua laje de cobertura acima de 1,50
cação, com aberturas de novas vias de circulação ou de logradouros m (um metro e cinquenta centímetros) do perfil do terreno ;
públicos ou privados; LXXlll- taxa de ocupação: relação entre a projeção horizontal máxima
permitida para a edificação e a área total do terreno, definida pela
XLll- medidas de segurança contra incêndio e pânico: conjunto de dis
municipalidade e variando conforme o tipo de ocupação;
positivos, sistemas ou procedimentos a serem adotados nas edifica
ções e áreas de risco, necessários a evitar o surgimento de um in LXXIV- unidade autônoma: parte da edificação vinculada a uma fração
cêndio, limitar sua propagação, possibilitar sua extinção, bem como ideal de terreno e coisas comuns, sujeita às limitações da lei, cons
tituída de dependências e instalações de uso privativo e de parcela
propiciar a proteção à vida, meio ambiente e patrimônio; das dependências e instalações de uso comum da edificação, desti
A
XLlll- megajoule - MJ: é a medida de capacidade calorifica dos cor nada a fins residenciais ou não, assinalada por designação especial
pos e materiais, estabelecida pelo Sistema Internacional de Unidades numérica ou alfabética, para efeitos de identificação e discriminação;
- SI; LXXV- via interna: via privada para acesso às unidades de agrupa
XLIV- mezanino: andar encaixado no pé-direito de um pavimento, ge mentos;
ralmente contendo abertura parcial para este pavimento. Em compar LXXVI- vistoria: diligência realizada para verificação do cumprimento
timentos ou edificações de menor porte é comumente chamado de ji- das medidas de segurança contra incêndio e pânico nas edificações e
rau; áreas de risco, por meio de exame no local.
XLV- mudança de ocupação : consiste na alteração de uso da edifi
cação que motive a mudança de classificação da ocupação , prevista
M

nas tabelas anexas deste Código;


XLVI- Nota Técnica - NT: é o documento técnico, aprovado por por
taria do Comandante-Geral do CBMERJ, que regulamenta as medidas
de segurança contra incêndio e pânico, além de procedimentos ad
ministrativos para regularização e fiscalização das edificações e áreas
de risco;
XLVll- ocupação: é tipo de atividade econômica, uso residencial ou
outro, com ou sem fins lucrativos, nacional ou não, exercida em uma
propriedade pública ou privada, onde possa haver pessoas ou bens;
XLVlll- ocupação principal: é a principal ocupação para a qual a edi
ficação ou parte dela é projetada e/ou utilizada, devendo incluir as
ocupações subsidiárias . Atividade ou uso principal exercido na edifi
G

cação;
XLIX- ocupação múltipla: Para que a ocupação múltipla se caracterize
é necessário que a área destinada às ocupações secundárias seja su
perior a 10% da área total da edificação ou superior a 1.500m2 • Ca
racterizam-se também como ocupação múltipla as edificações que
possuam em qualquer pavimento ocupações secundárias estabeleci
das em área igual ou maior que 90% do mesmo pavimento. Não se
considera como ocupação múltipla , o local onde predomine uma ati
vidade principal juntamente com atividades subsidiárias, fundamentais
para a sua concretização ;
Y

L- ocupação secundária : atividade ou uso exercido na edificação, sen


do não subsidiária e não correlata com a ocupação principal;
LI- ocupação subsidiária : atividade ou uso de apoio ou suporte vin
culada a uma ocupação principal, correlata e fundamental para a sua
concretização, sendo considerada parte integrante desta. Caso a ati
vidade de apoio seja depósito, esta não poderá exceder 10% da área
total da edificação {limitada a 1.500m 2 ) para que seja considerada
subsidiária;
Lll- pânico: susto ou pavor que, repentino, provoca nas pessoas rea
ção desordenada , individual ou coletiva, de propagação rápida;
S

Llll- parecer técnico: ato administrativo opinativo que funciona como


embasamento jurídico para procedimentos administrativos, que indi
cam e fundamentam soluções para determinado assunto não previsto
pela legislação;
LIV- pavimento : conjunto de áreas cobertas ou descobertas em uma
edificação, situadas entre o plano de um piso e o teto imediatamente
superior, admitindo-se um desnível máximo de 1,50m;
LV- pavimento de uso comum - PUC: parte integrante das áreas co
muns da edificação, podendo abrigar dependências de serviço e apoio
ao uso principal , atividades de lazer e recreação, de administraç ão, de
estacionamento, e outras admitidas pela legislação;
LVI- pé-direito : distância vertical entre o piso e o teto de um andar em
uma edificação;
LVll- piso: é a superfície superior do elemento construtivo horizontal
sobre a qual haja previsão de estocagem de materiais ou onde os
usuários da edificação tenham acesso irrestrito;
LVlll- Processo de Segurança Contra Incêndio e Pânico - PSCIP:
composto pela documentação necessária para a regularização das
condições de segurança contra incêndio e pânico das edificações e
áreas de risco, conforme estabelecido em Nota Técnica. Nos casos
em que couber, conterá o Projeto de Segurança Contra Incêndio e
Pânico;
LIX- Processo de Verificação de Infração - PVI: processo administra
tivo instaurado para apurar o descumprimento da legislação de segu
rança contra incêndio e pânico;

A IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO garante a autenticidade deste


lj pr nsa docur:nentç
documento, quando visualizado diretamente no portal www.io.rj.gov.br.
assinado
Oficial dlgilalntente Assinado digitalmente em Sábado, 22 de Dezembro de 2018 às 02:49:16 -0200.
•OOD':20:! 00. 0 l r

A assinaturanão possui validade quando impresso.


NOTAS TÉCNICAS

GRUPO 1 - GENERALIDADES
NT 1-01 - Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização -
Parte 1 (Regularização)
NT 1-01 - Procedimentos Administrativos para Regularização e Fiscalização -

S
Parte 2 (Fiscalização)
NT 1-02 - Terminologia de segurança contra incêndio e pânico
NT 1-03 - Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio e

M
pânico
NT 1-04 - Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de
incêndio

S
NT 1-05 - Edificações anteriores - Adequação ao COSCIP
NT 1-06 - Processo Administrativo em tramitação por adequação normativa
GRUPO 2 - MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO
NT 2-01 - Sistema de proteção por extintores de incêndio
A
NT 2-02 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio
NT 2-03 - Sistemas de chuveiros automáticos sprinklers - Parte 1 - Requisitos
M

gerais
NT 2-03 - Sistemas de chuveiros automáticos sprinklers - Parte 2 - Áreas de
armazenamento
G

NT 2-04 - Conjunto de pressurização para sistemas de combate a incêndio


NT 2-05 - Sinalização de segurança contra incêndio e pânico
NT 2-06 - Iluminação de emergência
Y

NT 2-07 - Sistema de detecção e alarme de incêndio


NT 2-08 - Saídas de emergência em edificações
S

NT 2-09 - Pressurização de escada de emergência, elevador de emergência,


antecâmaras e áreas de refúgio
NT 2-10 - Plano de emergência contra incêndio e pânico (PECIP)
NT 2-11 - Brigadas de incêndio
NT 2-12 - Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA)
NT 2-13 - Sistemas fixos de gases para combate a incêndio

1
NT 2-14 - Controle de fumaça
NT 2-15 - Hidrante urbano
NT 2-16 - Acesso de viaturas em edificações
NT 2-17 - Separação entre edificações
NT 2-18 - Compartimentação horizontal e vertical
NT 2-19 - Segurança estrutural contra incêndio - Resistência ao fogo dos
elementos de construção

S
NT 2-20 - Controle de materiais de acabamento e de revestimento

M
GRUPO 3 - RISCOS ESPECÍFICOS
NT 3-01- Cozinha profissional
NT 3-02- Gás (GLP/GN) - Uso predial

NT 3-04 - Subestações elétricas


NT 3-05 - Caldeiras e vasos de pressão
S
NT 3-03 - Motogeradores de energia em edificações e áreas de risco
A
NT 3-06 - Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis
NT 3-07 - Heliponto e heliporto
M

GRUPO 4 - EDIFICAÇÕES E ESTRUTURAS ESPECIAIS


NT 4-01 - Quiosques e áreas para exposição ou venda de produtos e serviços
G

NT 4-02 - Edificações destinadas à restrição de liberdade


NT 4-03 - Edificações tombadas
NT 4-04 - Munições, explosivos e artefatos pirotécnicos - Fabricação,
Y

armazenagem e comércio
NT 4-05 - Gás (GLPGN) - Manipulação, armazenamento e comercialização
S

NT 4-06 - Postos de serviços e abastecimento de veículos


NT 4-07 - Edificações e estruturas para garagens
NT 4-08 - Pátios para armazenagens diversas
NT 4-09 - Túneis
NT 4-10 - Canteiro de obras

2
GRUPO 5 - REUNIÃO DE PÚBLICO E EVENTOS
NT 5-01 - Centros esportivos, de eventos e de exibição
NT 5-02 - Eventos pirotécnicos
NT 5-03 - Carros alegóricos, trios elétricos e carros de som
NT 5-04 - Eventos temporários de reunião de público
NT 5-05 - Atendimento médico para eventos de reunião de público

S
M
S
A
M
G
Y
S

3
NOTA
TÉCNICA

NT 1-01
Versão: 01 25 páginas Vigência: 04/09/2019

Procedimentos administrativos para regularização e


fiscalização – Parte 1 – Regularização

S
M
SUMÁRIO ANEXOS

1 OBJETIVO

2 APLICAÇÃO

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
S A - Relação das atividades não enquadradas no
risco diferenciado

B - Relação de unidades de atendimento


A
5 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS PARA
REGULARIZAÇÃO

6 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS PARA O


CADASTRAMENTO DE PROFISSIONAIS E
M

PESSOAS JURÍDICAS
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

1 OBJETIVO atividades de controle e fiscalização das casas de


diversões e dá outras providências;
1.1 Definir os procedimentos necessários para
tramitação de processos de regularização de g) Decreto Estadual nº 42/2018 – Código de
edificações ou áreas de risco, junto ao Corpo de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Rio
Bombeiros Militar, no que tange às medidas de de Janeiro (COSCIP);
segurança contra incêndio e pânico, regulamentadas h) Decreto Estadual nº 45970, de 31 de março de
através do Decreto Estadual nº 42/2018 – Código de 2017 - cria o Documento de Autorização Temporária
Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Rio de Funcionamento – DATF;
de Janeiro (COSCIP).
i) Decreto Estadual nº 46216, de 01 de janeiro de
1.2 Definir os procedimentos para tramitação de 2018 - altera o artigo 1º do Decreto nº 45.970, de 31
processos de regularização de edificações ou áreas de março de 2017
de risco comprovadamente licenciadas para

S
construção antes da vigência do Decreto Estadual nº Resolução SEDEC nº 142, de 15 de março de 1994-
42/2018 – COSCIP estarão disóníveis na NT 1-05 - Baixa instruções complementares para execução do
Edificações Anteriores . Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico
(COSCIP), dando nova redação à Portaria 002/78 e às
1.3 Definir os procedimentos necessários para

M
Notas Técnicas, Normas Técnicas e Ordens de
tramitação de processos de cadastramento de Serviço emitidas após a vigência do mesmo, até o ano
profissionais e pessoas jurídicas para realização de de 1992;
serviços relacionados à segurança contra incêndio e
pânico. j) Resolução SEDEC nº 169, de 28 de novembro de
1994 - Baixa instruções complementares para a
1.4 Os procedimentos para tramitação de processos

S
apresentação de projetos de segurança contra
relacionados aos atos de fiscalização, realizados pelo incêndio e pânico na Diretoria Geral de Serviços
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Técnicos do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
Janeiro (CBMERJ), estarão disponíveis na NT 1-01 – Rio de Janeiro;
Procedimentos administrativos para regularização e
fiscalização – Parte 2 - Fiscalização. k) Resolução SEDEC nº 278, de 21 de dezembro de
2004 – Define os locais de diversões públicas e
A
2 APLICAÇÃO estabelece que as atividades de coordenação,
2.1 Esta Nota Técnica aplica-se aos processos de controle , fiscalização e vistoria das casas de
regularização junto ao CBMERJ, no que tange às diversões serão exercidas pela Diretoria de Diversões
medidas de segurança contra incêndio e pânico. Públicas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
M

Rio de Janeiro;
2.2 Esta Nota Técnica aplica-se aos processos de
cadastramento de profissionais e pessoas jurídicas l) Resolução SEDEC nº 31, de 10 de janeiro de 2013 -
junto ao CBMERJ. Dispõe sobre o credenciamento de empresas
especializadas para realizar curso de formação, curso
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS de atualização e habilitação de bombeiro civil (BC), de
G

As normas e bibliografias abaixo contêm disposições empresas especializadas para realizar curso de
que estão relacionadas com esta Nota Técnica: formação e atualização de brigadistas voluntários de
incêndio (BVI), sobre o serviço de brigadas de
a) Lei Estadual nº 4211, de 06 de novembro de 2003 – incêndio e do credenciamento de empresas
Estabelece a obrigatoriedade dos parques de especializadas para prestação de serviço de bombeiro
Y

diversões possuírem gerador reserva; civil (BC) nas edificações, eventos e áreas de risco no
b) Lei Estadual nº 5390, de 19 de fevereiro de 2009 - Estado do Rio de Janeiro.
Dispõe sobre a fabricação, comercialização, 4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
estocagem e queima de fogos de artifício no âmbito
Para efeito desta Nota Técnica aplicam-se, além das
S

do Estado do Rio de Janeiro;


definições constantes no Decreto Estadual nº 42/2018
c) Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975 - Dispõe – COSCIP e na NT 1-02 – Terminologia de segurança
sobre segurança contra incêndio e pânico no âmbito contra incêndio e pânico, aplicam-se as definições
do Estado do Rio de Janeiro; específicas desta seção.
d) Decreto Federal nº 6795, de 16 de março de 2009 - 4.1 Área para exposição e promoção de produtos e
Regulamenta o art. 23 da Lei nº 10.671, de 15 de maio serviços: pequenas estruturas destinadas ao
de 2003, que dispõe sobre o controle das condições atendimento ao cliente, com foco comercial na
de segurança dos estádios desportivos; exposição e promoção de determinado produto ou
e) Decreto Estadual nº 16695, de 12 de julho de 1991 serviço, sendo permitida a comercialização.
– Transfere à Secretaria de Estado de Defesa Civil as 4.2 Atividade de diversões públicas: atividade de
reunião de público, em locais fechados ou ao ar livre,

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

com entrada paga ou não, destinados a 4.10 Documento de Autorização Temporária de


entretenimento de qualquer natureza, recreio ou Funcionamento (DATF): documento que autoriza, de
prática de esportes. forma temporária, especificamente as arenas e áreas
comuns situadas no perímetro interno do Parque
4.3 Atividade de reunião de público: atividade que
Olímpico na Barra da Tijuca e as instalações "modo
envolve concentração de pessoas em um determinado
legado" localizadas no bairro de Deodoro utilizada nos
local por um período de tempo. São exemplos de
Jogos Olímpicos e Paralímpicos destinadas a abrigar
atividades de reunião de público: casas noturnas,
eventos de reunião de público, sejam de natureza
boates, casas de festas, casas de espetáculo,
esportiva, de entretenimento musical, artístico, político
restaurante com música ao vivo, espaço destinado à
ou religioso;
dança, lonas culturais, centro de convenções, teatros,
cinemas, centros de exposição, circos, locais com 4.11 Eventos de reunião de público: eventos que
auditório, templos religiosos, estádios de futebol, envolvem a concentração de pessoas em um
ginásios esportivos, arenas esportivas e congêneres. determinado local por um período de tempo, podendo

S
ocorrer em locais abertos ou fechados.
4.4 Autorização para Evento (AE): documento que
autoriza a realização de eventos de reunião de 4.12 Eventos em locais abertos: eventos realizados
público. ao ar livre, podendo ocorrer em terrenos, praças ou

M
áreas descobertas.
4.5 Certificado de Aprovação (CA): documento que
certifica que as edificações e áreas de risco estão 4.13 Eventos em locais fechados: eventos
regularizadas, após a comprovação do cumprimento realizados em edificações, podendo ocorrer em
das medidas de segurança contra incêndio e pânico centros de convenções, clubes, auditórios, entre
exigidas. outros edifícios.
4.6 Certificado de Aprovação Assistido: documento
expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar para um
local quando um profissional técnico declara o
cumprimento das medidas de segurança contra
incêndio e pânico. A existência deste documento
significa que a edificação ou área de risco está
S 4.14 Ficha de Avaliação de Risco em Eventos
(FARE): documento preenchido pelo profissional de
saúde responsável pelo atendimento médico no
evento, no qual estão relacionadas as informações
básicas do evento e descrição da estrutura de
atendimento. Este documento necessita ser analisado
A
regularizada junto ao Corpo de Bombeiros Militar do pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Estado de Rio de Janeiro.
4.15 Laudo de Exigências: documento expedido pelo
4.7 Certificado de Aprovação Simplificado: CBMERJ como resultado da análise e aprovação do
documento expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, no
M

para um local quando o responsável legal se qual constam as medidas de segurança contra
compromete com as informações fornecidas e informa incêndio e pânico projetadas para uma edificação,
que cumpriu as medidas de segurança contra incêndio estabelecimento, área de risco ou agrupamento.
e pânico. Este documento é emitido para locais com
4.16 Laudo técnico circunstanciado: documento
pequeno potencial de risco, classificados no risco
elaborado por profissional técnico com a descrição
G

diferenciado. Este documento reúne as medidas de


minuciosa do funcionamento e manutenção das
segurança contra incêndio e pânico, os cuidados e
estruturas, equipamentos e engenhos, atestando as
restrições para o funcionamento do estabelecimento.
condições de operacionalidade e de qualidade técnica
Este documento significa que o imóvel,
de montagem e instalação dos mesmos.
estabelecimento ou área de risco está regularizado no
Y

Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de 4.17 Locais de baixo risco: locais considerados
Janeiro. “pontos de referência” ou “domicílios fiscais”. Tratam -
se de imóveis residenciais (casa ou apartamento),
4.8 Certificado de Vistoria Anual (CVA): documento
sem atendimento ao público e sem estoque de
que certifica o cumprimento das medidas de
mercadorias. Estes locais ficam dispensados de
S

segurança contra incêndio e pânico pelas edificações


documentos.
e áreas de risco com atividade de reunião de público,
possuindo a validade de 1 (um) ano, a contar da data 4.18 Locais de diversões públicas: locais
de emissão. destinados a entretenimento de qualquer natureza,
recreio ou prática de esportes e que reúnam um
4.9 Cadastrado: profissional ou empresa que está
determinado público. Estes locais podem ser fechados
registrado no Corpo de Bombeiros Militar para realizar
ou ao ar livre, com entrada paga ou não.
serviços relacionados à segurança contra incêndio e
pânico. São exemplos desses serviços: elaboração e 4.19 Estabelecimento comercial: parte de uma
tramitação de projeto de segurança contra incêndio e edificação destinada ao exercício de uma atividade
pânico, instalações ou manutenções em tubulações do comercial, com acesso direto ao logradouro ou
sistema preventivo e hidrantes. através de galeria.

4
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

4.20 Parecer Técnico: ato administrativo opinativo Aprovação Simplificado (CAS) ou o Certificado de
que funciona como embasamento jurídico para Aprovação Assistido (CAA).
procedimentos administrativos, que indicam e
5.1.2 Os Certificados de Aprovação e os Certificados
fundamentam soluções para determinado assunto não
de Aprovação Assistidos permanecem válidos por
previsto pela legislação.
cinco anos, a contar da data de emissão. Antes de
4.21 Pátio de armazenagem: área não coberta com a expirar o prazo, o proprietário ou o responsável legal
finalidade de estocar, de forma provisória ou não, deverá solicitar um novo Certificado de Aprovação.
produtos manufaturados de origem comercial ou
5.1.3 O local possuidor de CA, CAS ou CAA, mesmo
industrial, produtos relacionados às atividades
que esteja dentro do prazo de validade, que passar
agrícolas, de extrativismo vegetal ou mineral, assim
por mudanças das características arquitetônicas, de
como materiais, tubulações, aparelhos, equipamentos,
tipo de ocupação ou de responsável legal, precisará
veículos ou containers. Pode ser isolado ou
iniciar um novo processo de regularização.
complementar uma edificação, servindo de área de

S
armazenamento para edificação. 5.1.4 Os locais de baixo risco são dispensados de
documentos de regularização do CBMERJ. As
4.22 Produtos perigosos: substâncias químicas com
empresas consideradas “pontos de referência”, ou
potencial lesivo à saúde humana e ao meio ambiente.
seja, que funcionam em imóvel residencial (casa ou

M
4.23 Quadro resumo: tabela que reúne, de forma apartamento), não realizam atendimento ao público e
sintética, as principais informações do projeto, tais nem possuem estoque de mercadorias ficam
como: características arquitetônicas, medidas de dispensadas de documentos. O empresário sabe que
segurança e riscos específicos. foi dispensado de documento ao concluir o registro da
empresa no órgão de registro (Junta Comercial ou
4.24 Responsável legal: pessoa responsável pela

S
Registro Civil de Pessoa Jurídica). A resposta é
edificação ou área de risco ou evento. Trata-se do
enviada automaticamente pelo sistema do Corpo de
proprietário, síndico, administrador, locatário (no caso
Bombeiros, sem necessidade de abrir uma solicitação
de local alugado) ou cessionário (no caso de cessão
ou preencher um requerimento.
de um espaço). No caso de pessoa jurídica, um dos
sócios poderá representar a empresa. A pessoa, física 5.1.5 As edificações e áreas de risco com atividades
ou jurídica, poderá ser representada por terceiros, de reunião de público enquadradas nas divisões F-3,
A
desde que haja uma procuração outorgando tal F-5, F-6 e F-11 precisarão ser vistoriadas anualmente.
competência. Sendo assim, antes do Certificado de Aprovação
completar um ano, o proprietário ou o responsável
4.25 Reunião de público: trata-se da expressão
legal deverá solicitar um novo Certificado de Vistoria
relacionada à concentração de pessoas em um
M

Anual. Para mais detalhes, ver a Seção 5.6.


determinado local por um período de tempo. São
exemplos de locais de reunião de público: templos 5.1.6 Em relação à tramitação de processos, os locais
religiosos, auditórios, centros de convenção, boates, com menor potencial de risco e enquadrados no risco
cinemas, teatros, entre outros similares. diferenciado, poderão utilizar o procedimento
simplificado para se regularizar junto ao CBMERJ.
4.26 Risco diferenciado: enquadramento de risco
G

Neste caso, será aberto apenas um processo e o seu


relativo a edificações e estabelecimentos cujas
andamento ocorrerá de forma totalmente virtual. Ao
características e atividades econômicas desenvolvidas
concluir o passo a passo, será disponibilizado o CAS.
apresentam menor vulnerabilidade e menor grau de
Para mais detalhes, ver a Seção 5.2.
perigo à integridade física de pessoas, ao meio
ambiente ou ao patrimônio, ensejando a regularização 5.1.7 Para os locais não enquadrados nos parâmetros
Y

por meio de procedimento simplificado, sendo do procedimento simplificado, o solicitante precisará


autodeclatório e não havendo necessidade de apresentar Projeto de Segurança Contra Incêndio e
profissional técnico. Pânico. Após aprovação do projeto, com a expedição
do Laudo de Exigências, o requerente necessitará
4.27 Sala comercial: parte de uma edificação,
S

solicitar a emissão do Certificado de Aprovação.


destinada ao exercício de atividades comerciais, de
Portanto, o licenciamento ocorrerá em duas fases.
negócios ou de profissionais liberais, geralmente
Para mais detalhes, ver as Seções 5.3, 5.4 e 5.5.
abrindo para circulações internas do edifício.
5.1.8 No momento da solicitação do Certificado de
5 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS PARA
Aprovação, um profissional técnico irá se
REGULARIZAÇÃO
responsabilizar pela edificação ou área de risco. O
5.1 Informações preliminares responsável legal se compromete em manter os
dispositivos preventivos em boas condições de uso e
5.1.1 Um imóvel ou área de risco será considerado
dentro do prazo de validade. Para mais detalhes, ver
regularizado no Corpo de Bombeiros Militar do Estado
Seção 5.5.
do Rio de Janeiro (CBMERJ), quando possuir o
Certificado de Aprovação (CA), o Certificado de

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

5.1.9 O administrador das edificações, que possuam 5.2 Procedimento simplificado


quiosques (C-4) ou áreas de exposição e promoção de
5.2.1 É o procedimento de regularização para
produtos, deverá aprovar o layout com a designação
edificações ou áreas de risco enquadradas no risco
de todos os espaços pretendidos. Para tal, deverá ser
diferenciado, ou seja, locais com pequeno potencial
apresentado um Projeto de Segurança Contra
de risco. A tramitação ocorre de forma não presencial
Incêndio e Pânico, o qual ao ser deferido, resultará na
e por meio de autodeclarações do responsável legal
expedição de Certificado de Despacho Deferido. Para
da empresa que ocupa o espaço.
mais detalhes, ver as Seções 5.3 e 5.4.
5.2.2 Enquadram-se no procedimento simplificado as
5.1.10 Nos casos específicos de site de antena de
empresas situadas em edificações ou áreas de risco
telefonia ou rádio (M-3), deverá ser apresentado
que atendam a todos os seguintes critérios:
Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico, o
qual ao ser deferido, resultará na emissão do a) possuir área total construída (ATC) até 900 m²;
Certificado de Despacho Deferido, sendo este o

S
b) possuir até 02 pavimentos, sendo que o(s)
documento final de regularização no CBMERJ. Para
mezanino(s) ou jirau(s) será(ão) computado(s) como
mais detalhes ver a Seção 5.4.
pavimento(s);
5.1.11 No caso de estruturas ou eventos temporários
c) não realizar atividade de reunião de público, seja

M
de reunião de público, em locais abertos (ao ar livre)
como atividade principal, secundária ou temporária;
ou fechados, sob a administração pública ou privada,
com entrada paga ou não, com implantação de d) não realizar atividade de posto de abastecimento
equipamentos ou montagem de estruturas provisórias de líquidos inflamáveis, combustíveis e/ou gás natural
ou cenográficas, o responsável pelo evento deverá veicular (GNV);
solicitar previamente Autorização do CBMERJ para

S
e) comercializar, armazenar ou manipular até 200 l de
realização do evento. Para mais detalhes, ver as
líquidos inflamáveis e/ou combustíveis;
Seções 5.8 e 5.9.
f) caso possua instalação de gás liquefeito de petróleo
5.1.12 Os eventos privados realizados em imóveis
(GLP), utilizar apenas 02 botijões de 13 Kg de GLP,
residenciais, que não caracterizem prática de
sendo 01 botijão instalado e o outro de reserva ou
atividade econômica, ficam isentos de autorização do
utilizar uma central de GLP com, no máximo, 02
A
CBMERJ, desde que mantida a destinação residencial
cilindros de GLP de 45 Kg. Nos dois casos, os
privativa e atendidas às medidas de segurança contra
cilindros ou botijões deverão estar abrigados no
incêndio e pânico exigidas para o imóvel.
pavimento térreo, no exterior da edificação (fora da
5.1.13 No caso de estruturas ou eventos temporários projeção da edificação) e em local ventilado;
M

de reunião de público com estimativa de público igual


g) não comercializar ou armazenar gás liquefeito de
ou superior a 1.000 pessoas, antes de solicitar a
petróleo (GLP) e não utilizar qualquer outro tipo de
Autorização para o mesmo, será necessário que o
gás inflamável;
médico responsável técnico, durante o evento, solicite
ao CBMERJ a análise da Ficha de Avaliação de Risco h) não comercializar, armazenar ou manipular
em Eventos (FARE). Feita a análise e emitido o materiais perigosos, pirotécnicos, munições ou
G

deferimento pelo CBMERJ, o médico responsável explosivos;


técnico pelo atendimento deverá emitir o Certificado
i) salas comerciais que possuem canalização de
de Anotação de Responsabilidade Técnica (CART).
chuveiros automáticos do tipo Sprinkler e que não
Para mais detalhes, ver a Seção 5.12.
sofreram qualquer tipo de modificação da canalização
Y

5.1.14 No caso de evento em local fechado, será de chuveiros automáticos ou do leiaute interno, seja
necessário que a edificação esteja regularizada no com paredes internas, divisórias com mais de 1,60 m
CBMERJ. ou armários com altura superior a 1,60 m;

5.1.15 Quando for solicitada a apresentação de j) Quiosques (C-4) ou áreas de exposição e promoção
S

Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou do de produtos.


Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), emitido
5.2.3 Não se enquadram as salas comerciais que não
pelo CREA-RJ ou CAU-RJ respectivamente, os
possuem chuveiros automáticos do tipo Sprinkler, mas
mesmos deverão estar devidamente assinados pelo
que estão situados em edifícios com 10 ou mais
contratado e pelo contratante. Além disso, somente
pavimentos.
serão aceitas as vias definitivas das ARTs ou RRTs
emitidas após a realização do pagamento das 5.2.4 Não se enquadram as lojas comerciais que
mesmas. possuem canalização de chuveiros automáticos do
tipo Sprinkler.
5.1.16 É dever do responsável legal da edificação ou
área de risco manter o local em boas condições de 5.2.5 Não se enquadram as lojas comerciais
segurança contra incêndio e pânico. localizadas em edifícios que possuam exigência de

6
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

canalização de chuveiros automáticos do tipo 5.2.15 No caso de Microempreendedor Individual


Sprinkler. (MEI) optante pelo regime tributário denominado
“Simples Nacional”, não será necessário realizar o
5.2.6 Não se enquadram os túneis rodoviários ou
pagamento de emolumento para regularização da
ferroviários.
empresa.
5.2.7 No caso de lojas ou salas comerciais, é
5.3 Análise de Projeto de Segurança Contra
necessário que o prédio possua o Certificado de
Incêndio e Pânico
Aprovação.
5.3.1 Consiste na avaliação das medidas de
5.2.8 No caso da utilização de central de GLP, deverá
segurança e riscos específicos referentes à edificação
atender às instruções previstas na NT 3-02 – Gás
ou área de risco, com base no Projeto de Segurança
(GLP/GN) – Uso predial.
Contra Incêndio e Pânico, elaborado por profissional
5.2.9 A atividade econômica desenvolvida no imóvel técnico, contratado pelo responsável legal.

S
ou estabelecimento não poderá estar elencada na
5.3.2 Quando não se enquadrar no procedimento
relação das atividades não enquadradas no risco
simplificado, é dever do responsável legal pela
diferenciado, conforme Anexo A da presente Nota
edificação ou área de risco apresentar o Projeto de
Técnica.
Segurança Contra Incêndio e Pânico para avaliação

M
5.2.10 O procedimento simplificado começa com o do CBMERJ.
preenchimento do formulário do Corpo de Bombeiros
5.3.3 Ao elaborar o Projeto de Segurança Contra
Militar, de forma online, durante a abertura ou
Incêndio e Pânico, o profissional técnico deverá
modificação da empresa no sistema de registro de
observar as medidas de segurança previstas para
empresas, utilizado pela Junta Comercial do Estado
edificação ou área de risco em estudo, devendo se

S
do Rio de Janeiro (JUCERJA) e pelo Registro Civil de
basear no Decreto Estadual nº 42/2018 – COSCIP.
Pessoas Jurídicas (RCPJ).
5.3.4 Caso o profissional técnico adote outras
5.2.11 Caso a empresa já possua cadastro comercial,
medidas de segurança contra incêndio e pânico, além
poderá solicitar sua regularização junto ao Corpo de
das previstas no Decreto Estadual nº 42/2018 –
Bombeiros Militar no sistema de registro de empresas.
COSCIP, elas não serão objeto de análise por parte
Na própria interface do sistema de registro de
A
do CBMERJ.
empresas, o usuário será direcionado para o
preenchimento do formulário do Corpo de Bombeiros 5.3.5 Os símbolos gráficos presentes no Projeto de
Militar. Segurança Contra Incêndio e Pânico deverão estar de
acordo com a NT 1-03 – Símbolos gráficos para
5.2.12 Após o preenchimento do formulário do Corpo
M

projetos de segurança contra incêndio e pânico.


de Bombeiros Militar e conclusão da viabilidade no
sistema de registro de empresas, o CBMERJ 5.3.6 Para definição da classificação das edificações
informará ao usuário, de forma online, se a empresa quanto ao risco, deverá ser atendido o previsto na NT
foi ou não enquadrada no procedimento simplificado. 1-04 – Classificação das edificações quanto ao risco
de incêndio.
5.2.13 Após a tramitação no orgão de registro
G

(JUCERJA ou RCPJ), caso a empresa tenha sido 5.3.7 Na apresentação do Projeto de Segurança
enquadrada no procedimento simplificado, será Contra Incêndio e Pânico, o requerente deverá:
automaticamente aberto o processo simplificado de
a) apresentar requerimento eletrônico impresso e
regularização.
assinado pelo requerente;
Y

5.2.14 Ao acessar a interface do processo


b) recolher emolumento, com código de receita nº 101
simplificado, o usuário deverá:
ou 102, dependendo da área total construída, com o
a) imprimir a guia de emolumentos, disponível no comprovante de pagamento;
sistema, e realizar o pagamento da mesma;
c) apresentar cópia da identidade do responsável legal
S

b) após a constatação do pagamento do emolumento, pela edificação ou área de risco que assina as
imprimir o Termo de Responsabilidade, que deverá plantas;
ser assinado pelo sócio, administrador ou responsável
d) apresentar cópia do título de propriedade (RGI,
legal da empresa. Este termo deverá ser mantido no
ônus reais, contrato de locação ou similar);
local onde a empresa funciona;
e) apresentar cópia do contrato social, estatuto ou
c) autodeclarar que cumpriu as exigências;
documento similiar, no caso de pessoa jurídica;
d) por último, imprimir o Certificado de Aprovação
f) apresentar memorial descritivo do projeto;
Simplificado, que estará disponível no sistema. Este
Certificado deverá estar fixado em local visível onde g) apresentar cópia da Anotação de Responsabilidade
funciona a empresa. Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade

7
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Técnica (RRT) referente ao projeto, assinada pelo g) no caso de depósito de munições, materiais
contratante e pelo profissional contratado; explosivos ou pirotécnicos, no Quadro Resumo deverá
constar a descrição dos locais onde serão
h) compor o Projeto de Segurança Contra Incêndio e
armazenados os referidos materiais, as quantidades
Pânico com planta de situação, plantas baixas, cortes,
armazenadas, a forma de armazenamento e o tipo de
telhado, isométrico e fachada. Na planta de situação,
acondicionamento. Incluir planta de localização com a
ou prancha 01, deverá estar impresso o Quadro
representação das edificações, rodovias, ferrovias e
Resumo. O modelo do Quadro Resumo está
outros depósitos. Incluir nota na planta de localização,
disponível no Portal do Requerente. No caso de lojas
na qual o responsável legal pela edificação se
ou salas comerciais, dispensa-se a apresentação de
compromete com os afastamentos mínimos em
planta de situação, de telhado e de fachada.
relação às outras edificações. Acrescentar o memorial
5.3.8 Na elaboração do Projeto de Segurança Contra descritivo do material armazenado. Além disso,
Incêndio e Pânico, o elaborador do projeto deverá deverá atender às instruções previstas na NT 4-04 –

S
atentar também para: Munições, explosivos e artefatos pirotécnicos –
Fabricação, armazenagem e comércio;
a) no caso de cozinhas em edificações classificadas
nas divisões A-1, A-2, A-4, A-5 e A-6 (exceto na área h) no caso de edificação com previsão de instalação
comercial) não será necessário apresentar projeto de quiosque(s) e/ou área(s) para exposição e

M
específico de exaustão mecânica. Nos demais casos, promoção de produtos e serviços, representar nas
deverá representar a exaustão mecânica, seguindo as plantas baixas dos pavimentos a localização das
instruções previstas na NT 3-01 – Cozinha áreas destinadas à instalação destas estruturas, com
profissional; a numeração ou identificação dos espaços, devendo
atender às instruções previstas na NT 4-01 –
b) no caso da edificação possuir exigência de plano

S
Quiosques e áreas para exposição ou venda de
de emergência, deverá ser indicado no quadro
produtos e serviços.
resumo, atendendo a NT 2-10 - Plano de emergência
contra incêndio e pânico; i) no caso da edificação não ser abastecida por gás
combustível (gás natural ou gás liquefeito de petróleo
c) no caso de grupo motogerador, representar em
- GLP), deverá indicar esta informação no Quadro
planta o tanque de líquido inflamável ou combustível e
Resumo. No caso da edificação ser abastecida por
A
o motogerador, devendo indicar as características no
gás natural ou GLP, deverá indicar esta informação no
Quadro Resumo. Deverá, ainda, adotar as instruções
Quadro Resumo. No caso de GLP, representar em
previstas na NT 3-03 – Motogeradores de energia em
planta a localização e os componentes da central de
edificações e áreas de risco;
GLP, seguindo as instruções previstas na NT 3-02 –
M

d) no caso de controle de fumaça, atender à NT 2-14 Gás (GLP/GN) – Uso predial;


– Controle de fumaça;
j) no caso de edificação que utiliza ou armazena outro
e) no caso de tanque aéreo de armazenamento de tipo de gás, ou seja, diferente do gás natural ou GLP,
líquido combustível ou inflamável, indicar as representar em planta o local onde são armazenados
características no Quadro Resumo. Na planta baixa, os cilindros, identificar as quantidades individuais por
G

deverá representar o posicionamento, a capacidade cilindro e o produto que está sendo armazenado.
individual, o nome do líquido armazenado, o diâmetro Neste caso, anexar ficha de informação de segurança
e altura do tanque. Representar também o dique de para produtos químicos. Na ausência de nota técnica
contenção e o volume previsto. Os hidrantes dotados específica, seguir as instruções previstas em normas
de líquido gerador de espuma (LGE) deverão ser vigentes;
Y

indicados. O volume disponível de LGE deverá estar


k) quando for previsto sistema de proteção cont ra
mencionado no Quadro Resumo. No caso de mais de
descargas atmosféricas, atender às instruções
um tanque, representar um quadro dos tanques,
previstas na NT 2-12 – Sistema de proteção contra
contendo os volumes individuais e o nome do líquido.
descargas atmosféricas (SPDA).
Além dessas medidas, deverá adotar as instruções
S

previstas na NT 3-06 – Armazenagem de líquidos 5.3.9 Deverão ser apresentadas duas vias do Projeto
inflamáveis e combustíveis; de Segurança Contra Incêndio e Pânico impressas e
devidamente assinadas.
f) no caso de tanque de armazenamento de líquido
combustível ou inflamável enterrado ou de superfície 5.3.10 O Projeto de Segurança Contra Incêndio e
coberto por aterro, representar suas características no Pânico precisará ser assinado pelo:
Quadro Resumo. Na planta baixa, deverá representar
a) responsável legal pela edificação ou área de risco;
o posicionamento, a capacidade individual e o nome
do líquido armazenado no tanque. Além dessas b) profissional que realizou o levantamento
medidas, deverá adotar as instruções previstas na arquitetônico, autor do projeto arquitetônico ou
NT 3-06 – Armazenagem de líquidos inflamáveis e profissional responsável pela execução da obra;
combustíveis;

8
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

c) profissional elaborador do projeto, será o 5.3, o elaborador do projeto deverá atentar para o
responsável pelo dimensionamento das medidas de seguinte:
segurança contra incêndio e pânico.
a) na planta de situação deverá constar o Quadro
5.3.11 Nos casos de Projeto de Segurança Contra Resumo com a descrição das áreas, separando a
Incêndio e Pânico contendo hidrantes, magotinhos, cobertura de bombas. Mencionar o cálculo de taxa de
chuveiros automáticos ou controle de fumaça, o ocupação. Indicar no Quadro Resumo o volume
profissional elaborador deverá estar cadastrado no individual dos tanques, o tipo de combustível e/ou
CBMERJ como autônomo ou como responsável inflamável armazenado, o somatório total de
técnico de empresa de projeto ou instaladora. combustíveis líquidos armazenados, a quantidade de
cilindros de armazenamento de gás natural e a
5.3.12 Os profissionais técnicos precisarão carimbar
capacidade individual dos mesmos;
as plantas assinadas, informando o seu nome
completo, número de registro profissional e órgão de b) na planta baixa, representar a localização dos

S
registro. No caso de profissional cadastrado no tanques, das bombas de abastecimento, dos cilindros
CBMERJ, o carimbo deverá contemplar o número de de gás natural, do compressor, da botoeira de
registro no CBMERJ. Quando o profissional estiver emergência e das paredes resistentes ao fogo;
assinando na condição de responsável técnico por
c) atender às instruções previstas na NT 2-19 –

M
empresa cadastrada no CBMERJ, deverá também
Segurança estrutural nas edificações - Resistência ao
constar na(s) prancha(s) o nome da empresa e o
fogo dos elementos de construção;
número de registro.
d) atender as instruções previstas na NT 4-06 –
5.3.13 O memorial descritivo deverá ser composto
Postos de serviços e abastecimento de veículos .
pelo quadro de dispositivos preventivos, memória de

S
cálculo do(s) sistema(s) preventivo(s) fixo(s) e resumo 5.4.3 Para postos de venda ou depósitos de gás
do funcionamento dos dispositivos. liquefeito de petróleo (GLP), além dos itens
descritos na Seção 5.3, o elaborador do projeto
5.3.14 Após a entrada do processo, o requerente ou o
deverá atentar para o seguinte:
profissional técnico contratado deverá realizar o
upload do Quadro Resumo. Este deverá estar no a) na planta de situação, deverá constar, no Quadro
formato pdf (Portable Document Format) e ser Resumo, a quantidade de cilindros cheios e vazios;
A
assinado pelo profissional responsável pelo Projeto de
b) na planta baixa, representar o leiaute de
Segurança Contra Incêndio e Pânico. Para realizar o
armazenamento dos botijões cheios e vazios,
upload, o requerente ou profissional técnico
quantidade de botijões armazenados em cada ilha e
contratado utilizará o Portal do Requerente.
os tipos de botijões. Caso existam paredes resistentes
M

5.3.15 Para saber o local de tramitação, basta ao fogo, deverá indicar em planta quais as paredes
pesquisar a Unidade do Corpo de Bombeiros mais com este tipo de resistência;
próxima da edificação ou área de risco. A ferramenta
c) apresentar original e cópia simples ou cópia
de busca está na disponível na página da DGST, na
autenticada de certidão de zoneamento, informando
aba “Atendimento”. Além disso, a lista das Unidades
que após consulta à lei de zoneamento, a Prefeitura
G

está disponível no Anexo B.


permite a atividade de ponto de venda ou depósito de
5.4 Apresentação de projeto de segurança contra GLP no local. A certidão em formato digital também
incêndio e pânico - casos específicos será aceita, desde que possua consulta de veracidade
através de página da internet. A viabilidade aprovada
5.4.1 Para postos de combustíveis, além dos itens
pela Prefeitura também poderá substituir a certidão de
Y

da Seção 5.3, o autor do projeto deverá atentar para o


zoneamento.
seguinte:
d) não serão aceitas cozinhas neste tipo de
a) na planta de situação, deverá constar o Quadro
edificação;
Resumo com a descrição das áreas, separando a
S

cobertura de bombas. Mencionar o cálculo de taxa de e) no caso de paredes resistentes ao fogo, deverá
ocupação. Indicar no Quadro Resumo o volume atender às instruções previstas na NT 2-19 –
individual dos tanques, o tipo de combustível e/ou Segurança estrutural nas edificações - Resistência ao
inflamável armazenado e o somatório total fogo dos elementos de construção;
armazenado;
f) deverá atender as instruções previstas na NT 4-05 –
b) na planta baixa, representar a localização dos Gás (GLP/GN) – Manipulação, armazenamento e
tanques e das bombas de abastecimento; comercialização.

c) deverá atender as instruções previstas na NT 4- 5.4.4 Para depósitos de munições, explosivos ou


06 – Postos de serviços e abastecimento de veículos. pirotécnicos, além dos itens descritos na Seção 5.3,
o elaborador do projeto deverá atentar para o
5.4.2 Para postos de combustíveis com gás natural
seguinte:
veicular (GNV), além dos itens descritos na Seção

9
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

a) na planta de situação, deverá constar no Quadro c) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
Resumo, a descrição dos locais onde serão CAU-RJ, referente ao projeto;
armazenados os materiais explosivos ou pirotécnicos
d) no corte, deverão ser representados os
e as munições, descrição das quantidades
componentes do sistema de proteção contra
armazenadas, a forma de armazenagem e o tipo de
descargas atmosféricas, assim como o material das
acondicionamento do material;
cordoalhas de descida e os respectivos diâmetros;
b) apresentar planta de localização com a
e) deverá atender às instruções previstas na NT 2-
representação das edificações ao redor, rodovias,
12 – Sistema de proteção contra descargas
ferrovias ou outros depósitos;
atmosféricas (SPDA).
c) firmar termo de responsabilidade, se
5.4.7 Para túneis rodoviários ou ferroviários, além
comprometendo com os afastamentos mínimos em
dos itens descritos na Seção 5.3, o responsável
relação a outras edificações;
técnico deverá atentar para o seguinte:

S
d) memorial descritivo do material armazenado;
a) Incluir, na planta de situação ou prancha 01, nota
e) Título de Registro, expedido pelo Exército com a indicação da extensão total do túnel e com a
Brasileiro, nos casos de munições ou materiais extensão coberta do mesmo;

M
pirotécnicos;
b) Deverá atender às instruções previstas na NT 4-
f) original mais cópia simples ou cópia autenticada de 09 – Túneis.
certidão de zoneamento, informando que após
5.4.8 Para aprovação de layout de quiosque ou
consulta à lei de zoneamento, a Prefeitura permite a
áreas de exposição e promoção de produtos e
atividade de depósito de munições, explosivos ou
serviços no interior de edificações, além dos itens

S
munições no local. A certidão em formato digital
descritos na Seção 5.3, o responsável técnico deverá
também será aceita, desde que possua consulta de
atentar para o seguinte:
veracidade através de página da internet. A
viabilidade aprovada pela Prefeitura também poderá 5.4.8.1 O projeto com o leiaute trazendo a distribuição
substituir a certidão de zoneamento e neste caso não dos quiosques e áreas de exposição poderá s er
precisará ser autenticada ou assinada; apresentado no mesmo momento da análise do
A
projeto de toda edificação. No entanto, caso a
g) deverá atender as instruções previstas na NT 4-
edificação já esteja regularizada no CBMERJ, poderá
04 – Munições, explosivos e artefatos pirotécnicos –
apresentar somente o projeto com a distribuição dos
Fabricação, armazenagem e comércio.
quiosques e áreas de exposição, complementando o
5.4.5 Para pátio de armazenagem, além dos itens projeto aprovado anteriormente.
M

descritos na Seção 5.3, o elaborador do projeto


5.4.8.2 No projeto contemplando a distribuição dos
deverá atentar para o seguinte:
locais previstos para instalação de quiosques ou áreas
a) na planta de situação, deverá constar no Quadro para exposição, deverão ser representados os
Resumo, a descrição do tipo de armazenamento respectivos lugares, com as referências numéricas ou
(container, pilha compacta ou outros), altura de identificações das áreas, devendo atender às
G

armazenamento e os materiais armazenados; instruções previstas na NT 4-01 – Quiosques e áreas


para exposição ou venda de produtos e serviços .
b) representar em planta as vistas frontais, indicando
a altura de armazenamento dos materiais; 5.4.9 Para quiosques ou áreas para exposição e
promoção de produtos e serviços no interior de
c) emitir memorial descritivo do(s) material(is)
Y

edificações, além dos itens descritos na Seção 5.3, o


armazenado(s);
responsável técnico deverá atentar para o seguinte:
d) no caso de materiais químicos ou perigosos, deverá
5.4.9.1 Em geral, os quiosques ou áreas de exposição
apresentar a(s) Ficha(s) Técnica(s) do(s) produto(s);
e promoção poderão ser regularizados pelo
S

e) deverá atender às instruções previstas na NT 4- procedimento simplificado, não sendo necessário


08 – Pátios para armazenagens diversas. apresentar projeto.

5.4.6 Para Site para antena de telefonia, além dos 5.4.9.2 Caso o quiosque ou área de exposição ou
itens descritos na Seção 5.3, o responsável técnico promoção não tenha sido enquadrado no
deverá atentar para os seguintes pontos: procedimento simplificado e necessite apresentar
projeto específico, deverá:
a) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
CAU-RJ, referente à montagem da antena; a) Representar na Planta baixa do pavimento do
edifício ou shopping o local onde estará situado o
b) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
quiosque, de maneira que se permita identificar a
CAU-RJ, referente à instalação elétrica e à proteção
largura do corredor com a instalação do quiosque.
contra descargas atmosféricas da antena;

10
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

Além disso, será necessário apresentar a planta baixa 5.5.7 Para solicitação de Certificado de Aprovação, o
do quiosque; requerente deverá atentar para os itens descritos a
seguir:
b) Na prancha 01, deverá constar o Quadro Resumo e
se o quiosque utiliza gás combustível. a) requerimento eletrônico impresso e assinado pelo
solicitante;
5.4.9.3 No caso específico de quiosque no interior de
um edifício ou shopping, sendo deferida a solicitação b) emolumento, com código de receita nº 116, com o
através da análise de projeto, o CBMERJ emitirá um comprovante de pagamento;
Certificado de Despacho Deferido. Neste caso, não
c) cópia da identidade do responsável legal da
será necessário solicitar o Certificado de Aprovação
edificação ou área de risco;
para o quiosque.
d) cópia do título de propriedade (RGI, ônus reais,
5.4.9.4 Deverá, ainda, atender às instruções previstas
contrato de locação ou similar);
na NT 4-01 – Quiosques e áreas para exposição ou

S
venda de produtos e serviços. e) cópia do contrato social, estatuto ou documento
similiar, no caso de pessoa jurídica;
5.5 Emissão de Certificado de Aprovação
f) disponibilizar, no local a ser vistoriado, o projeto
5.5.1 O requerente deve solicitar o Certificado de

M
aprovado pelo CBMERJ;
Aprovação, após o cumprimento das medidas de
segurança contra incêndio e pânico. Um pré-requisito g) Declaração do Responsável Legal;
para solicitar o Certificado de Aprovação é possuir o
h) Declaração do Responsável Técnico;
Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico
aprovado pelo CBMERJ, com a expedição do Laudo i) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou

S
de Exigências. CAU-RJ, referente à instalação, inspeção ou
manutenção dos dispositivos preventivos;
5.5.2 Toda solicitação de Certificado de Aprovação
ocorrerá através do procedimento assistido. Neste j) No caso da edificação ou área de risco possuir
procedimento o representante pela edificação ou área dispositivo preventivo fixo, deverá apresentar Laudo
de risco será acompanhado por engenheiro ou Técnico Circunstaciado (com fotos);
arquiteto devidamente habilitado e registrado no
A
k) no caso de loja, sala ou parte de uma edificação,
CREA ou CAU, respectivamente. Este profissional
deverá informar o número do Laudo de Exigências e o
será identificado por responsável técnico. O
número do Certificado de Aprovação do prédio;
responsável técnico e o representante legal se
comprometem pelo atendimento das medidas de l) cópia da(s) nota(s) fiscal(is) dos dispositivos
M

segurança e proteção dos riscos específicos atínentes preventivos (extintores, mangueiras, esguichos, portas
à edificação ou área de risco. corta-fogo (PCF), chuveiros automáticos do tipo
sprinkler e etc.) referentes à aquisição, inspeção ou
5.5.3 Após a emissão do Laudo de Exigências, o
manutenção dos dispositivos. Todos os dispositivos
requerente necessita solicitar o Certificado de
deverão possuir selo do Instituto Nacional de
Aprovação. Somente o Laudo de Exigências não
Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e/ou
G

significa que a edificação está regularizada no


marca de conformidade da Associação Brasileira de
CBMERJ.
Normas Técnicas (ABNT). Serão aceitos dispositivos
5.5.4 No caso site para antena de telefonia, estes com a certificação internacional, desde que os
serão regularizados por meio de Certificado de laboratórios sejam acreditados pelo INMETRO;
Despacho Deferido, conforme Seção 5.4.
Y

m) no caso da edificação utilizar gás natural, deverá


5.5.5 Os locais enquadradados nas divisões F-3, F-5, apresentar a cópia da(s) ART(s) ou RRT(s), emitida(s)
F-6 e F-11 que já possuem o Certificado de pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à execução,
Aprovação, precisarão solicitar o Certificado de inspeção ou manutenção da rede de distribuição
Vistoria Anual, antes do Certificado de Aprovação interna de gás combustível e referente ao ensaio de
S

completar um ano. Para mais detalhes sobre o estanqueidade da instalação interna, ambas conforme
Certificado de Vistoria Anual, ver a Seção 5.6 desta a NBR 15.526 ou NBR 15.358;
Nota Técnica.
n) no caso da edificação utilizar gás do tipo GLP,
5.5.6 Os locais enquadrados nas divisões F-3, F-5, F- deverá apresentar a cópia da ART ou RRT, emitida
6 e F-11 que já possuem o Certificado de Registro, pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à execução,
precisarão solicitar o Certificado de Vistoria Anual, inspeção ou manutenção da central de GLP, conforme
antes do Certificado de Registro completar um ano. NT 3-02 – Gás (GLP/GN) – Uso predial e NBR 13.523.
Nestes casos, o Certificado de Registro será Considerando a rede de distribuição interna,
substítuído pelo Certificado de Vistoria Anual. Para apresentar ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
mais detalhes, sobre esta solicitação, ver a Seção 5.6 CAU-RJ, referente à execução, inspeção ou
desta Nota Técnica. manutenção e ensaio de estanqueidade, conforme

11
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

NBR 15.526 ou NBR 15.358. No caso de parede 5.5.13 Para saber o local de tramitação, basta
resistente ao fogo, apresentar ART ou RRT, emitida pesquisar a Unidade do Corpo de Bombeiros mais
pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à construção, próxima da edificação ou área de risco. A ferramenta
inspeção ou manutenção das estruturas com de busca está na disponível na página da DGST, na
resistência ao fogo, de no mínimo, 02 horas (TRRF aba “Atendimento”. Além disso, a lista das Unidades
mínimo de duas horas), conforme NT 2-19 – está disponível no Anexo B.
Segurança estrutural nas edificações - Resistência ao
5.6 Vistoria para emissão de Certificado de Vistoria
fogo dos elementos de construção;
Anual (CVA)
o) no caso de coifa de exaustão, cópia da ART ou
5.6.1 É o procedimento no qual o CBMERJ verifica se
RRT, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à
o local continua atendendo às medidas de segurança
instalação e/ou manutenção, atendendo as instruções
contra incêndio e pânico. Ao final, o CBMERJ emitirá
previstas na NT 3-01 – Cozinha profissional;
o Certificado de Vistoria Anual (CVA).

S
p) no caso de armazenamento de líquido combustível
5.6.2 Considerando que os locais de diversões
e/ou inflamável, em tanques aéreos ou enterrados,
públicas e edificações residenciais transitórias (hotel,
quando a quantidade de líquido inflamável ou
pousada, motel, apart-hotel, hostel e similares)
combustível for igual ou superior a 3.000 litros, deverá
precisam ser vistoriados anualmente pelo CBMERJ,

M
apresentar ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
antes de completar um ano da emissão do Certificado
CAU-RJ, referente à instalação, inspeção ou
de Aprovação, o responsável pela edificação precisará
manutenção dos tanques de inflamáveis e/ou
solicitar o Certificado de Vistoria Anual através de
combustíveis, atendendo as instruções previstas na
requerimento. Posteriormente, o CVA precisará ser
NT 3-06 – Armazenagem de líquidos inflamáveis e
renovado a cada doze meses, a contar da data de sua
combustíveis;

S
emissão.
q) no caso de grupo gerador, cópia da ART ou RRT,
5.6.3 Caso o local possua Certificado de Registro,
emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à
antes do mesmo completar 01 ano, a contar de sua
instalação, inspeção ou manutenção do grupo
data de emissão, o responsável pela edificação
gerador, atendendo as instruções previstas na
precisará solicitar o Certificado de Vistoria Anual. O
NT 3-03 – Motogeradores de energia em
Certificado de Vistoria Anual irá substituir o
A
edificações e áreas de risco;
Certificado de Registro.
r) no caso de exigência de brigada de incêndio, cópia
5.6.4 No caso de estádios de futebol, o responsável
do contrato de prestação de serviço de bombeiro civil,
legal pela edificação poderá realizar uma única
firmado com empresa credenciada no Corpo de
solicitação, apresentando os documentos necessários
M

Bombeiros Militar, atendendo as instruções previstas


para o Certificado de Vistoria Anual e para o Laudo de
na NT 2-11 – Brigadas de incêndio.
Prevenção e Combate de Incêndio e Pânico (LPCIP).
5.5.8 No caso de loja, sala ou parte de uma
5.6.5 Para solicitação de Certificado de Vistoria Anual,
edificação, é necessário que o prédio possua
o requerente deverá atentar para os itens descritos a
Certificado de Aprovação.
seguir:
G

5.5.9 Os modelos da Declaração do Representante


a) requerimento eletrônico impresso e assinado pelo
Legal e da Declaração do Responsável Técnico pela
solicitante;
Edificação estão disponíveis no Portal do Requerente,
na página da DGST. b) emolumento, com código de receita nº 910 ou 911,
dependendo do tipo de edificação, com o comprovante
Y

5.5.10 As medidas de segurança e os riscos


de pagamento;
específicos serão verificados pelo responsável
técnico, tomando por base o projeto aprovado e o c) cópia da identidade do responsável legal do
Laudo de Exigências, emitido pelo CBMERJ. estabelecimento ou edificação;
S

5.5.11 O profissional técnico deverá atentar para as d) cópia do título de propriedade (RGI, contrato de
Notas Técnicas relacionadas às medidas de locação ou similar);
segurança e riscos específicos presentes na
e) cópia do contrato social, estatuto ou documento
edificação ou área de risco.
similiar, no caso de pessoa jurídica;
5.5.12 No caso de utilização de gás liquefeito de
f) informar o número do Laudo de Exigências e do
petróleo (GLP), o profissional técnico se
Certificado de Aprovação do local;
responsabilizará pela localização dos recipientes, de
forma que os botijões ou cilindros de GLP estejam em g) disponibilizar, no local a ser vistoriado, o projeto
local térrreo, fora da projeção da edificação, em local aprovado pelo Corpo de Bombeiros Militar;
ventilado e atendendo às instruções previstas na
h) cópia da(s) nota(s) fiscal(is) dos dispositivos
NT 3-02 – Gás (GLP/GN) - Uso predial.
preventivos (extintores, mangueiras, esguichos, portas

12
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

corta-fogo (PCF), chuveiros automáticos do tipo q) no caso de engenhos mecânicos, apresentar laudo
sprinkler e etc.) referentes à aquisição, inspeção ou técnico circunstanciado, emitido por profissional
manutenção dos dispositivos. Todos os dispositivos habilitado e registrado no CREA-RJ ou CAU-RJ;
deverão possuir selo do Instituto Nacional de
r) no caso de exigência de brigada de incêndio, cópia
Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO) e/ou
do contrato de prestação de serviço de bombeiro civil,
marca de conformidade da Associação Brasileira de
firmado com empresa credenciada no CBMERJ. Para
Normas Técnicas (ABNT). Serão aceitos dispositivos
mais detalhes, verificar a NT 2-11 – Brigadas de
com a certificação internacional, desde que os
incêndio.
laboratórios sejam acreditados pelo INMETRO;
5.6.6 A tramitação do processo ocorrerá
i) quando possuir sistema preventivo fixo, ART ou
exclusivamente na Diretoria de Diversões Públicas
RRT, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à
(DDP).
instalação, inspeção ou manutenção do sistema
preventivo fixo, emitida por empresa credenciada pelo 5.7 Vistoria para emissão de Laudo de Prevenção e

S
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Combate de Incêndio e Pânico (LPCIP)
Janeiro;
5.7.1 O Laudo de Prevenção e Combate de Incêndio e
j) no caso da edificação utilizar gás natural, deverá Pânico é o documento expedido pelo CBMERJ para

M
apresentar a cópia da ART ou RRT, emitida pelo estádios de futebol, no intuito de atender ao previsto
CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à execução, inspeção no Decreto nº 6.795, de 16 de março de 2009. O
e/ou manutenção da rede de distribuição interna, CBMERJ realizará vistoria ao local avaliando as
conforme NBR 15.526 ou NBR 15.358; condições de segurança contra incêndio e pânico e,
posteriormente, emitirá o LPCIP, .
k) no caso da edificação utilizar central de GLP,

S
deverá apresentar a cópia da ART ou RRT, emitida 5.7.2 O requerente poderá apresentar a
pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à execução, documentação necessária para o LPCIP no mesmo
inspeção e/ou manutenção da central de GLP, momento em que for solicitar o Certificado de Vistoria
conforme NBR 13.523. No caso de rede de Anual.
distribuição interna, apresentar ART ou RRT, emitida
5.7.3 O Laudo de Prevenção e Combate de Incêndio e
pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à execução,
Pânico (LPCIP) possui validade de 01 ano. Antes de
A
inspeção e/ou manutenção, conforme NBR 15.526 ou
expirar este prazo, o responsável pelo estádio
NBR 15.358;
necessitará solicitar um novo LPCIP.
l) no caso de coifa de exaustão, cópia da ART ou
5.7.4 Para solicitação de Laudo de Prevenção e
RRT, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente à
Combate de Incêndio e Pânico, o requerente deverá
M

instalação, inspeção e/ou manutenção do sistema de


atentar para os itens descritos a seguir:
exaustão mecânica;
a) aperesentar requerimento eletrônico impresso e
m) no caso de armazenamento de líquido combustível
assinado pelo solicitante;
e/ou inflamável em tanques aéreos ou enterrado,
quando a quantidade de líquido inflamável ou b) recolher emolumento, com código de receita nº 129,
G

combustível for igual ou superior a 3.000 litros, será com o comprovante de pagamento;
exigida ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-
c) apresentar cópia da identidade do responsável legal
RJ, referente à instalação, inspeção ou manutenção
do estádio de futebol;
dos tanques de inflamáveis e/ou combustíveis;
d) apresentar cópia do título de propriedade (RGI,
n) no caso de grupo gerador, apresentar cópia da ART
Y

contrato de locação ou similar);


ou RRT, emitido pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente
à instalação, inspeção ou manutenção do grupo e) apresentar cópia do contrato social, estatuto ou
gerador; documento similiar, no caso de pessoa jurídica;

o) caso utilize carpetes ou cortinas, deverá apresentar f) informar o número do Laudo de Exigências e do
S

o certificado de ignifugação destes materiais, emitida Certificado de Aprovação do estádio de futebol;


por empresa registrada no Conselho Regional de
g) informar o número do Certificado de Registro, que
Química (CRQ-RJ), acompanhada da certidão de
está dentro do prazo de validade;
anotação de responsabilidade técnica da empresa que
prestou o serviço de ignifugação; h) disponibilizar, no local a ser vistoriado, o projeto
aprovado pelo Corpo de Bombeiros Militar.
p) no caso de engenhos mecânicos, apresentar cópia
da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, 5.7.5 Esta solicitação deverá ser protocolada na
referente à instalação, inspeção ou manutenção dos Diretoria de Diversões Públicas (DDP).
engenhos mecânicos;
5.8 Autorização para evento

13
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

5.8.1 É o tipo de solicitação na qual o CBMERJ distribuição de energia elétrica de baixa tensão e de
autoriza a realização de um evento, desde que sejam grupos geradores;
atendidas as condições de segurança contra incêndio
i) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
e pânico.
CAU-RJ, referente à montagem de todas as estruturas
5.8.2 Qualquer edificação que já esteja regularizada utilizadas no evento, incluindo palco, equipamentos de
no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de som, camarotes, camarins, house-mix, torres,
Janeiro, inclusive a que possua Certificado de passarelas, arquibancadas, postos médicos,
Registro ou Certificado de Vistoria Anual, precisará cenografia, cercamento, entre outras estruturas;
solicitar autorização para um evento quando ocorrer:
j) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
a) mudança temporária do leiaute aprovada pelo CAU-RJ, específica dos testes de carga e cópia do
projeto de segurança contra incêndio e pânico; memorial descritivo conclusivo, aprovando a estrutura
para o fim declarado, contendo as fotos do
b) montagem de estruturas temporárias, como palcos,

S
carregamento no local;
arquibancadas, camarotes, tendas e congêneres;
k) no caso de utilizar gás combustível na forma de gás
c) mudança temporária de atividade fim prevista para
natural, descrever em planta esta informação. No caso
edificação.
de utilizar botijões de 13 Kg ou cilindros de GLP,

M
5.8.3 Deverão ser atendidas as instruções previstas representar em planta os botijões e os cilindros, com
na NT 5-04 – Eventos temporários de reunião de as quantidades individuais dos recipientes;
público em todos os casos de eventos.
l) no caso de evento em local fechado, cópia do Laudo
5.8.4 As autorizações de eventos com estimativa de de Exigências, do Certificado de Aprovação, do
público de até 5.000 pessoas poderão tramitar na Certificado de Registro (caso possua) ou Certificado
Unidade do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
Rio de Janeiro que atende operacionalmente o local.
Para mais detalhes ver o Anexo B, desta Nota
Técnica.

5.8.5 Os seguintes casos de autorização de eventos


S de Vistoria Anual (caso possua) do local;

m) no caso de evento em local aberto, declaração de


"Nada a Opor", emitido pela Prefeitura Municipal;

n) no caso de utilizar engenhos mecânicos, elétricos


ou eletrônicos, cópia da ART ou RRT, emitida pelo
A
tramitarão exclusivamente na Diretoria de Diversões
CREA-RJ ou CAU-RJ, atestando o bom estado de
Públicas:
funcionamento dos equipamentos;
a) eventos com estimativa de público superior a 5.000
o) cópia da carteira de registro do profissional, que
pessoas;
emitiu cada ART ou RRT, que compõe o processo;
M

b) queima de fogos;
p) no caso de eventos com público estimado acima de
c) carros alegóricos e trio elétrico. 1.000 pessoas, Certificado de Anotação de
Responsabilidade Técnica (CART), emitido pelo
5.8.6 Na solicitação de autorização para evento, o
CREMERJ e Ficha de Avaliação de Risco em Eventos
solicitante deverá apresentar:
(FARE), emitida pelo 1ºGrupamento de Socorro de
G

a) requerimento eletrônico impresso e assinado; Emergência (1ºGSE - Catete);

b) comprovante de recolhimento de emolumento, com q) no caso de exigência de brigada de incêndio, cópia


código de receita nº 901, 941, 942, 943, 944, 945 ou do contrato de prestação de serviço de bombeiro civil,
946, dependendo da estimativa de público; firmado com empresa credenciada no CBMERJ. Para
Y

mais detalhes, verificar a NT 2-11 – Brigadas de


c) documento especificando local, data, horário,
incêndio;
público estimado, faixa etária e para que se destina o
evento; r) no caso da exigência de maqueiros, cópia do
contrato de prestação de serviço;
d) cópia de contrato social, estatuto ou documento
S

similiar da empresa responsável pelo evento; s) cópia da nota fiscal da aquisição, inspeção, recarga
ou aluguel dos extintores para o evento, sendo que
e) cópia da identidade do responsável pelo evento;
todos os extintores deverão possuir o selo do Instituto
f) no caso do responsável pelo evento ser Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
representado por terceiros, procuração outorgando (INMETRO) e estar dentro do prazo de validade;
poderes ao requerente;
t) no caso de estrutura coberta por lona, ensaio de
g) cópia do título de propriedade (RGI, contrato de flamabilidade ou documento similar, emitido por
locação ou similar) ou contrato de cessão de espaço; laboratório acreditado pelo Instituto Nacional de
Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO),
h) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
atestando as características auto-extinguíveis da
CAU-RJ, referente à sonorização, iluminação,
mesma;

14
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

u) no caso de carpetes, tecidos, cortinas, cenografias c) apresentar laudo técnico circunstanciado, emitido
e materiais decorativos construídos com material de por profissional habilitado e registrado no CREA-RJ ou
fácil combustão, certificado de ignifugação destes CAU-RJ;
materiais, emitida por empresa registrada no
d) apresentar documento, expedido pela Prefeitura
Conselho Regional de Química (CRQ-RJ),
Municipal, autorizando a utilização engenhos
acompanhada da certidão de anotação de
mecânicos e/ou elétricos pelo parque de diversões.
responsabilidade técnica da empresa que prestou o
serviço de ignifugação; 5.9.2.2 No caso específico de solicitação de
autorização para parques de diversões, o CBMERJ
v) dois jogos de plantas com leiaute do evento, em
emitirá um Certificado de Despacho Deferido para o
escala ou cotadas, no padrão da Associação
local.
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), assinada pelo
engenheiro ou arquiteto e com a indicação das saídas 5.9.3 Queima de Fogos
de emergência, largura das portas e corredores,

S
5.9.3.1 No caso específico de autorização para
lotação estimada e localização do posto médico;
queima de fogos, deverá apresentar os seguintes
w) plantas das estruturas a serem montadas para o documentos:
evento, em escala ou cotadas no padrão da ABNT;
a) requerimento eletrônico impresso e assinado pelo

M
x) no caso de eventos com animais, documento de solicitante;
autorização da Secretaria Estadual de Agricultura e
b) emolumento, com código de receita nº 901, com o
declaração do médico veterinário se
comprovante de pagamento;
responsabilizando pelo bem estar dos animais.
c) contrato social da empresa responsável pela
5.9 Casos específicos de Autorização para eventos

S
queima;
5.9.1 Circos
d) cópia da identidade do responsável pela empresa;
5.9.1.1 No caso específico de autorização para circos,
e) autorização do proprietário do imóvel, onde
além dos itens descritos na Seção 5.8 desta Nota
ocorrerá a queima;
Técnica, deverá atentar para os pontos abaixo:
f) no caso de queima em logradouros públicos,
A
a) nas plantas, deverá constar as disposições dos
autorização da Prefeitura;
assentos, das circulações, dos locais destinados a
entrada e saída de público; g) cópia autenticada da Permissão Especial para
Queima de Fogos, emitido pela Polícia Civil do Estado
b) apresentar um documento especificando o período
do Rio de Janeiro;
M

de estabelecimento do circo, descrevendo a data e


horário dos eventos, número de ingressos ou convites h) duas plantas de localização, assinadas pelo
expedidos e faixa etária a qual se destina o evento; responsável técnico, informando sobre o
distanciamento da queima de fogos, com base no Art.
c) apresentar documento expedido pela
16 da Lei nº 5390, de 19 de fevereiro de 2009;
concessionária local de fornecimento de energia
G

elétrica, informando que a execução da instalação i) termo de responsabilidade, se comprometendo com


elétrica, provisória ou permanente, exclusiva do circo, os afastamentos mínimos do local de queima de
está em consonância com as normas vigentes; fogos;

5.9.1.2 No caso específico de autorização para circos, j) ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ,
o CBMERJ emitirá um Certificado de Despacho referente à montagem e inspeção da queima de fogos;
Y

Deferido para o local.


k) duas plantas, assinadas pelo responsável técnico,
5.9.2 Parques de Diversões Temporários detalhando o local da queima, de forma a possibilitar a
conferência da quantidade de artefatos a serem
5.9.2.1 No caso específico de autorização para
queimados e seu posicionamento no ponto de queima;
S

parques de diversões temporários, além dos itens


descritos na Seção 5.8 desta Nota Técnica, o l) cópia autenticada do certificado de habilitação ou
solicitante deverá: documento similar dos técnicos em pirotecnia e
documento da empresa, declarando quem são os
a) apresentar documento expedido pela
responsáveis técnicos pela queima de fogos, para a
concessionária local de fornecimento de energia
qual foi contratada;
elétrica, informando que a execução da instalação
elétrica, provisória ou permanente, exclusiva do m) termo de compromisso e responsabilidade firmado
parque de diversões, está em consonância com as pelo técnico pelo espetáculo pirotécnico;
normas vigentes;
n) em caso de queima em embarcações, apresentar
b) apresentar notas fiscais de compra ou aluguel de autorização de fundeio da Capitania dos Portos, bem
geradores reservas para o parque;

15
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

como carta náutica, informando a latitude e longitude sendo que todos os extintores deverão possuir o selo
da queima; do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia (INMETRO) e estar dentro do prazo de
o) memorial descritivo informando dia e horário da
validade;
queima, quantidade e tipo de fogos a serem
queimados, tipo de acionamento e posição dos l) no caso de carpetes, tecidos, cortinas, cenografias
acionadores; e materiais decorativos construídos com material de
fácil combustão, deverá apresentar o certificado de
p) nota fiscal da compra dos artefatos ou guia de
ignifugação destes materiais, emitida por empresa
importação, no caso de fogos de procedência
registrada no Conselho Regional de Química (CRQ-
estrangeira;
RJ), acompanhada da certidão de anotação de
q) Título de Registro, expedido pelo Exército responsabilidade técnica da empresa que prestou o
Brasileiro; serviço de ignifugação;

S
r) cópia da nota fiscal da aquisição, inspeção, recarga m) projeto de cada carro alegórico e/ou trio elétrico,
ou aluguel dos extintores para o evento, sendo que com a localização de cada gerador, em escala ou
todos os extintores deverão possuir o selo do Instituto cotadas, no padrão da Associação Brasileira de
Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia Normas Técnicas (ABNT), assinada pelo engenheiro

M
(INMETRO) e estar dentro do prazo de validade. ou arquiteto e com a indicação das saídas de
emergência e localização do posto médico.
5.9.3.2 No caso específico de autorização para
queima de fogos, deverá atender às instruções 5.9.4.2 No caso específico de autorização para carros
previstas na NT 5-02 – Eventos pirotécnicos. alegóricos e trios elétricos, deverá atender às
instruções previstas na NT 5-03 – Carros alegóricos,
5.9.4 Carros Alegóricos ou Trios Elétricos

S
trios elétricos e carros de som.
5.9.4.1 No caso específico de autorização para carros
5.10 Análise da Ficha de Avaliação de Risco em
alegóricos e trios elétricos, deverá apresentar os
Eventos (FARE)
seguintes documentos:
5.10.1 É o tipo de solicitação no qual o CBMERJ
a) requerimento eletrônico impresso e assinado pelo
avalia as informações presentes na Ficha de
solicitante;
A
Avaliação de Risco em Eventos (FARE) e verifica se a
b) emolumento, com código de receita nº 901, com o estrutura médica está adequada para o tipo de evento.
comprovante de pagamento; Ao ser deferida a solicitação fica autorizada a emissão
do Certificado de Responsabilidade Tecnica (CART)
c) contrato social da agremiação;
pelo responsável pelo atendimento médico durante o
M

d) cópia da identidade do responsável pelos carros evento. O CART é emitido pelo Conselho Regional de
alegóricos ou trio elétrico; Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ).

e) no caso do responsável pelos carros alegóricos ou 5.10.2 A FARE precisará ser emitida para qualquer
trio elétrico, ser representado por terceiros, evento com estimativa de público superior a 1.000
procuração outorgando poderes ao requerente; pessoas. Englobam-se aqui eventos de qualquer
G

natureza, tais como: artísticos, religiosos, esportivos,


f) documento especificando a data, horário e
festas de fim de ano, carnaval, espetáculos musicais,
quantidade de pessoas sobre cada carro alegórico;
feiras, exposições, entre outros.
g) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
5.10.3 A FARE é composta por três vias. As vias
CAU-RJ, referente aos serviços de distribuição de
Y

deverão ser preenchidas e assinadas pelo médico


energia elétrica de baixa tensão e serviço de
responsável pelo atendimento durante o evento. A
iluminação;
FARE está disponível na página do 1º Grupamento de
h) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou Socorro de Emergências (1ºGSE).
CAU-RJ, referente aos grupos geradores;
S

5.10.4 Na solicitação de análise da FARE, deverão ser


i) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou apresentados:
CAU-RJ, referente à montagem das estruturas do
a) três vias da FARE, assinadas pelo médico
carro alegórico e/ou trio elétrico;
responsável pelo atendimento durante o evento;
j) cópia da ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou
b) emolumento, com código de receita nº 931, 932,
CAU-RJ, específica de teste de carga dos carros
933, 934, 935 dependendo da estimativa de público,
alegóricos e/ou trio elétrico e memorial descritivo
com o comprovante de pagamento;
conclusivo, aprovando as estruturas para o fim
declarado, contendo fotos do carregamento no local; c) carta comunicando sobre o evento com o recebido
do hospital referenciado;
k) cópia da nota fiscal da aquisição, inspeção,
recarga ou aluguel dos extintores para o evento,

16
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

d) jogo de plantas com leiaute do evento, no padrão cópia do registro da empresa ou certidão, emitida pelo
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), CREA-RJ ou CAU-RJ, com a indicação do profissional
assinada pelo engenheiro ou arquiteto e com a técnico.
indicação das saídas de emergência, largura das
6.1.9 Um profissional poderá se responsabilizar por mais de
portas e corredores, lotação estimada e localização do
uma empresa cadastrada no CBMERJ, desde que o CREA-
posto médico.
RJ ou CAU-RJ autorize tal situação. Para que haja
5.10.5 A tramitação deste tipo de solicitação ocorrerá aceitação pelo CBMERJ, ambas as empresas precisarão
exclusivamente no 1ºGrupamento de Socorro de apresentar a certidão do CREA-RJ ou CAU-RJ, no qual o
Emergência (1ºGSE). mesmo profissional conste como responsável técnico.

5.10.6 Para retirada da documentação após análise do 6.1.10 Quando os cadastrados elaborarem um projeto de
Corpo de Bombeiros Militar, será necessário segurança contra incêndio e pânico, necessariamente
apresentar o protocolo do processo. Ao retirar a deverão elaborar a ART ou RRT, emitida pelo CREA-RJ ou

S
documentação, será necessário assinar o livro de CAU-RJ, referente ao projeto.
saída do FARE, no 1ºGSE.
6.1.11 As empresas credenciadas ao realizarem instalação,
5.10.7 Deverá atender às instruções previstas na inspeção ou manutenção dos sistemas preventivos que
NT 5-05 – Atendimento médico para eventos de compõem o sistema de segurança contra incêndio e pânico,

M
reunião de público. necessariamente deverão elaborar a ART ou RRT, emitida
pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, referente aos serviços
6 PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS PARA O
prestados.
CADASTRAMENTO DE EMPRESAS E PROFISSIONAIS
AUTÔNOMOS 6.1.12 O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de
Janeiro realizará o cadastramento nas seguintes

S
6.1 Informações preliminares
categorias:
6.1.1 O cadastramento de empresa ou profissional
a) empresas de projeto;
autônomo pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
Rio de Janeiro (CBMERJ) é uma forma de cadastrar, b) profissionais autônomos;
previamente, as empresas e os profissionais autônomos
c) empresas instaladoras;
que irão projetar, instalar, inspecionar ou manutenir os
A
sistemas de segurança contra incêndio e pânico. d) condomínios ou administradores;

6.1.2 Estará disponível na página do Corpo de Bombeiros e) empresas formadoras de bombeiro civil e brigadista
Militar, a relação de cadastrados com registro dentro do voluntário de incêndio;
prazo de validade.
M

f) empresas prestadoras de serviço de bombeiro civil.


6.1.3 No cadastramento, o CBMERJ atribuirá um número
6.1.13 As empresas de projeto são as que devidamente
de registro para empresa ou profissional autônomo.
registradas no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
6.1.4 Os credenciamentos terão validade de 12 meses, a de Janeiro, encontram-se em condições de projetar os
contar da data de deferimento da solicitação. sistemas de segurança contra incêndio e pânico.
G

6.1.5 Na renovação do cadastramento, o CBMERJ 6.1.14 Os profissionais autônomos são aqueles, que
atualizará a validade do registro da empresa, sendo devidamente habilitados pelo CREA ou CAU, estão
mantido o número de registro. registrados no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
de Janeiro, estando em condições de projetar os sistemas
6.1.6 É responsabilidade do cadastrado manter o registro
de segurança contra incêndio e pânico.
Y

profissional ativo no órgão de classe (CREA-RJ ou CAU-


RJ). 6.1.15 As empresas instaladoras são as que devidamente
registradas no Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio
6.1.7 No caso de mudança de representante legal, deverá
de Janeiro, encontram-se em condições de projetar,
comunicar à Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST),
instalar, inspecionar e conservar as instalações de sistema
S

em um prazo máximo de 05 (cinco) dias, sobre tal


fixos de segurança contra incêndio e pânico.
mudança. Deverá anexar a cópia da identidade do novo
representante legal. Caso esta modificação tenha 6.1.16 Os condomínios ou administradores são as
provocado alteração do contrato social da empresa, deverá empresas que possuem um corpo de profissionais técnicos
ser anexada também a nova versão do contrato social, com e que desejam efetuar as suas próprias instalações,
o registro da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro. inspeções ou manutenções. Não estão registradas para
prestar serviços de projeto, instalação inspeção ou
6.1.8 No caso de mudança de responsável técnico de
manutenção na área de sistemas preventivos fixos para
empresa cadastrada, deverá comunicar à Diretoria Geral de
outras empresas.
Serviços Técnicos, em um prazo máximo de 05 (cinco)
dias, sobre tal mudança. Deverá ser anexada a cópia da 6.1.17 As empresas formadoras de bombeiro civil e
carteira de registro, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, brigadista voluntário de incêndio são as empresas que
comprovante da anuidade do CREA-RJ ou CAU-RJ e nova devidamente registradas no CBMERJ, encontram-se em

17
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

condições de realizar o curso de formação e atualização de i) cópia do comprovante de pagamento da anuidade do


bombeiro civil e o curso de formação e atualização de órgao de registro (CREA-RJ ou CAU-RJ) do profissional
brigadista voluntário de incêndio. técnico, no ano corrente;

6.1.17.1 Quando a empresa formadora concluir o curso de j) cópia do registro da empresa ou certidão, emitida pelo
formação ou de atualização de bombeiro civil, a mesma CREA-RJ ou CAU-RJ, com a indicação do representante
deverá solicitar ao CBMERJ a homologação da referida legal, do profissional técnico e da atividade de engenharia
turma. de segurança contra incêndio e pânico;

6.1.17.2 A homologação de turma de bombeiro civil k) cópia da certidão, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-RJ,
consiste no reconhecimento pelo CBMERJ de todas as mencionando que a empresa está com registro ativo no
etapas pertinentes ao curso de formação ou atualização de órgão de classe, no ano corrente.
bombeiro civil.
6.2.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na
6.1.17.3 Todas as turmas homologadas pelo CBMERJ Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).

S
ficam disponíveis para consulta pública na página da
6.3 Cadastramento ou renovação do
DGST. Ao selecionar a turma, é possível visualizar todos os
cadastramento de profissional autônomo
concludentes.
6.3.1 Para o cadastramento ou renovação do

M
6.1.17.4 O CBMERJ não emite carteira de identidade para
cadastramento de profissional autônomo, deverá
bombeiro civil que tenha concluído o curso de formação.
realizar o upload dos seguintes documentos:
6.1.18 As empresas prestadoras de serviço de bombeiro
a) cópia da identidade do profissinal autônomo;
civil são as empresas que devidamente registradas no
CBMERJ, encontram-se em condições de prestar serviço b) no caso do cadastramento, cópia do comprovante

S
de bombeiro civil. de pagamento da caução, através da da guia de
recolhimento do Estado do Rio de Janeiro (GRE) ou
6.2 Cadastramento ou renovação do cadastramento de
Fiança Bancária, no valor correspondente a 442,655
empresa de projeto
UFIR-RJ. No caso de renovação de cadastramento,
6.2.1 Para o cadastramento ou renovação do não será necessário recolher a caução novamente;
cadastramento de empresa de projeto, deverá realizar o
c) cópia da carteira de registro, emitida pelo CREA-RJ
A
upload dos seguintes documentos:
ou CAU-RJ, do profissional autônomo;
a) cópia da identidade do representante legal;
d) cópia do comprovante de pagamento da anuidade
b) cópia dos atos constitutivos (contrato social, estatuto ou do órgao de registro (CREA-RJ ou CAU-RJ) do
similar), devidamente registrado na Junta Comercial do profissional autônomo, no ano corrente.
M

Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) ou no Registro Civil


6.3.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na
de Pessoas Jurídicas (RCPJ);
Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).
c) cópia do comprovante de inscrição e de situação
6.4 Cadastramento ou renovação de cadastramento
cadastral na Receita Federal, emitida considerando o
de empresa instaladora
número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ)
G

da empresa, pelo portal da Receita Federal; 6.4.1 Para o cadastramento ou renovação de


cadastramento de empresa instaladora, deverá
d) cópia do cadastro da empresa na Secretaria de Fazenda
realizar o upload dos seguintes documentos:
do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ);
a) cópia da identidade do representante legal;
e) cópia do certificado de regularidade jurídico fiscal (CRJL)
Y

ou da certidão negativa de débito (CND), do Instituto b) cópia dos atos constitutivos (contrato social,
Nacional de Seguridade Social (INSS); estatuto ou similar), devidamente registrado na Junta
Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) ou
f) cópia do alvará de localização e funcionamento da
no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ);
empresa, emitida pela Prefeitura Municipal;
S

c) cópia do comprovante de inscrição e de situação


g) no caso do cadastramento, cópia do comprovante de
cadastral na receita federal, emitida considerando o
pagamento da caução, através da guia de recolhimento do
número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
Estado do Rio de Janeiro (GRE) ou Fiança Bancária, no
(CNPJ) da empresa, pelo portal da Receita Federal;
valor correspondente a 442,655 UFIR-RJ. No caso de
renovação do credenciamento, não será necessário d) cópia do cadastro da empresa na Secretaria de
recolher a caução novamente; Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ);

h) cópia da carteira de registro, emitida pelo CREA-RJ ou e) cópia do Certificado de Regularidade Jurídico
CAU-RJ, do profissional técnico responsável pela empresa Fiscal (CRJL) ou da certidão negativa de débito
de projeto; (CND), do Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS);

18
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

f) cópia do alvará de localização e funcionamento da h) cópia da carteira de registro, emitida pelo CREA -RJ
empresa, emitida pela Prefeitura Municipal; ou CAU-RJ, do profissional técnico responsável pela
empresa ou condomínio;
g) no caso do cadastramento, cópia do comprovante
de pagamento da caução, através da guia de i) cópia do comprovante de pagamento da anuidade
recolhimento do Estado do Rio de Janeiro (GRE) ou do órgao de registro (CREA-RJ ou CAU-RJ) do
Fiança Bancária, no valor correspondente a 4.426,55 profissional técnico, no ano corrente.
UFIR-RJ. No caso de renovação de cadastramento,
6.5.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na
não será necessário recolher a caução novamente;
Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).
h) cópia da carteira de registro, emitida pelo CREA-RJ
6.6 Cadastramento ou renovação de cadastramento
ou CAU-RJ, do profissional técnico responsável pela
de empresa formadora de bombeiro civil e
empresa instaladora;
brigadista voluntário de incêndio
i) cópia do comprovante de pagamento da anuidade

S
6.6.1 Para o cadastramento ou renovação de
do órgao de registro (CREA-RJ ou CAU-RJ) do
cadastramento de empresa formadora de bombeiro
profissional técnico, no ano corrente;
civil e brigadista voluntário de incêndio, deverá
j) cópia do registro da empresa ou certidão, emitida realizar o upload dos seguintes documentos:

M
pelo CREA-RJ ou CAU-RJ, com a indicação do
a) cópia da identidade do representante legal;
representante legal, do profissional técnico e da
atividade de engenharia de segurança contra incêndio b) cópia dos atos constitutivos (contrato social,
e pânico; estatuto ou similar), devidamente registrado na Junta
Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) ou
k) cópia da certidão, emitida pelo CREA-RJ ou CAU-
no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ);

S
RJ, mencionando que a empresa está com registro
ativo no órgão de classe, no ano corrente. c) cópia do comprovante de inscrição e de situação
cadastral na Receita Federal, emitida considerando o
6.4.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na
número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).
(CNPJ) da empresa, pelo portal da Receita Federal;
6.5 Cadastramento ou renovação de cadastramento
d) cópia do cadastro da empresa na Secretaria de
de condomínios ou administradores
A
Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ);
6.5.1 Para o cadastramento ou renovação de
e) cópia do Certificado de Regularidade Jurídico
cadastramento de condomínio ou administrador,
Fiscal (CRJL) ou da certidão negativa de débito
deverá realizar o upload dos seguintes documentos:
(CND), do Instituto Nacional de Seguridade Social
M

a) cópia da identidade do representante legal; (INSS);

b) cópia dos atos constitutivos (contrato social, f) cópia do alvará de localização e funcionamento,
estatuto ou similar), devidamente registrado na Junta emitida pela Prefeitura Municipal, da sede ou filial,
Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) ou onde serão procedidos os cursos, com autorização de
no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ); funcionamento para atividades de capacitação e/ou
G

treinamento. No caso de renovação de


c) cópia do comprovante de inscrição e de situação
credenciamento, não será necessário apresentar o
cadastral na Receita Federal, emitida considerando o
alvará novamente, a não ser que tenha mudado o
número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
local de funcionamento dos cursos;
(CNPJ) da empresa, pelo portal da Receita Federal;
Y

g) no caso do cadastramenrto, cópia do comprovante


d) cópia do cadastro da empresa na Secretaria de
de pagamento da caução, através da guia de
Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ);
recolhimento do Estado do Rio de Janeiro (GRE) ou
e) cópia do certificado de regularidade jurídico fiscal Fiança Bancária, no valor correspondente a 442,65
(CRJL) ou da certidão negativa de débito (CND), do UFIR-RJ. No caso de renovação de cadastramento,
S

Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS); não será necessário recolher a caução novamente;

f) no caso de empresa, cópia do alvará de localização h) cópia da carteira de identidade, cópia de


e funcionamento, emitida pela Prefeitura Municipal; documento com a indicação do número de cadastro de
pessoa física (CPF), cópia de registro profissional e
g) no caso do cadastramento, cópia do comprovante
currículo do responsável técnico. No caso de
de pagamento da caução, através da guia de
renovação de credenciamento, não havendo mudança
recolhimento do Estado do Rio de Janeiro (GRE) ou
de responsável técnico, somente será necessário
Fiança Bancária, no valor correspondente a 442,65
reapresentar os registros profissionais que são
UFIR-RJ. No caso de renovação de cadastramento,
renovados anualmente nos órgãos de classe (CREA-
não será necessário recolher a caução novamente;
RJ ou CAU-RJ);

19
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

i) cópia da carteira de identidade, cópia de documento b) cópia dos atos constitutivos (contrato social,
com a indicação do número de cadastro de pessoa estatuto ou similar), devidamente registrado na Junta
física (CPF), cópia de registro profissional e currículo Comercial do Estado do Rio de Janeiro (JUCERJA) ou
de todos os instrutores dos cursos de formação e no Registro Civil de Pessoas Jurídicas (RCPJ). No ato
treinamentos. No caso de renovação de constitutivo da empresa deverá estar descrita a
credenciamento, somente precisará atualizar as atividade correlata com a prestação de serviço de
informações dos novos instrutores e dos instrutores segurança contra incêndio e pânico;
antigos quando os registros forem renovados
c) cópia do comprovante de inscrição e de situação
anualmente, como por exemplo: registro do CREA-RJ
cadastral na Receita Federal, emitida considerando o
ou CAU-RJ;
número do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas
j) cópia do relatório fotográfico das instalações físicas (CNPJ) da empresa, pelo portal da Receita Federal;
da empresa, com ênfase nas salas de aula, campo de
d) cópia do cadastro da empresa na Secretaria de
treinamento, simuladores, casa de fumaça e

S
Fazenda do Estado do Rio de Janeiro (SEFAZ);
equipamentos. No caso de renovação de
credenciamento, somente precisará apresentar o e) cópia do Certificado de Regularidade Jurídico
relatório fotográfico, caso tenham ocorrido mudanças Fiscal (CRJL) ou da certidão negativa de débito
nas instalações; (CND), do Instituto Nacional de Seguridade Social

M
(INSS);
k) cópia do Laudo de Exigências e Certificado de
Aprovação, emitidos pelo CBMERJ, para as f) no caso do cadastramento, cópia do comprovante
instalações da empresa. No caso de renovação de de pagamento da caução, através da guia de
credenciamento, somente precisará apresentar cópia recolhimento do Estado do Rio de Janeiro (GRE) ou
destes documentos quando ocorrer mudança das Fiança Bancária, no valor correspondente a 4.426,55
instalações;

l) cópia do material didático impresso distribuído aos


instruendos (apostilas, livros, folhetos), utilizados nos
treinamentos de prevenção e combate a incêndios e
de primeiros socorros. No caso de renovação de
S UFIR-RJ. No caso de renovação de cadastramento,
não será necessário recolher a caução novamente;

g) cópia da carteira de identidade, cópia de


documento com a indicação do número de cadastro de
pessoa física (CPF), cópia de registro profissional e
A
credenciamento, somente precisará apresentar os currículo do responsável técnico e responsável(is)
novos materiais didáticos; técnico(s) auxiliar(es). No caso de renovação de
credenciamento, não havendo mudança de
m) cópia das notas fiscais ou documento declarando a
responsável técnico, somente será necessário
posse dos equipamentos necessários para as
reapresentar os registros profissionais que são
M

instruções e treinamentos;
renovados anualmente nos órgãos de classe (CREA-
n) cópia da licença ambiental referente ao local de RJ ou CAU-RJ);
treinamento prático de combate a incêndio, emitida
h) relatório fotográfico do modelo de uniforme,
pela Prefeitura Municipal ou pelo Instituto Estadual do
utilizado pelos bombeiros civis nos locais onde presta
Ambiente (INEA);
serviço. Este uniforme não poderá ter semelhança
G

o) no caso de alugar campo de treinamento prático, com os uniformes do CBMERJ em relação as suas
cópia do contrato de utilização do campo. No caso de cores, formatos, padrões estéticos e logotipos. No
renovação de credenciamento, apresentar a cópia do caso de renovação de credenciamento, somente
novo contrato de utilização do campo; necessitará apresentar o relatório novamente, quando
ocorrer mudança de uniforme;
Y

p) no caso de alugar equipamentos para o treinamento


prático, cópia do contrato citando os equipamentos i) relatório fotográfico das instalações físicas da
que estão sendo alugados. No caso de renovação de empresa, mostrando o local das atividades
credenciamento, apresentar a cópia do novo contrato administrativas e o almoxarifado. No caso de
de aluguel dos equipamentos. renovação de credenciamento, somente precisará
S

apresentar o relatório fotográfico, caso tenham


6.6.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na
ocorrido mudanças na instalações;
Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).
j) cópia do Laudo de Exigências e Certificado de
6.7 Cadastramento ou renovação de cadastramento
Aprovação, emitidos pelo CBMERJ, para as
de empresa prestadora de serviço de bombeiro
instalações da empresa. No caso de renovação de
civil
credenciamento, somente precisará apresentar cópia
6.7.1 Para o cadastramento ou renovação de destes documentos quando ocorrer mudança das
cadastramento de empresa prestadora de serviço de instalações;
bombeiro civil, deverá realizar o upload dos seguintes
k) cópia das notas fiscais ou documento declarando a
documentos:
posse dos equipamentos de proteção individual (EPI)
a) cópia da identidade do representante legal;

20
Nota Técnica nº 1-01:2019 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização – Parte 1

necessários para os bombeiros civis que prestarão o


serviço nos locais atendidos pela empresa;

6.7.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na


Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).

6.8 Homologação de turma de bombeiro civil

6.8.1 Para a homologação de turma de bombeiro civil


formada por empresa cadastrada no CBMERJ, deverá
realizar o upload dos seguintes documentos:

a) cópia da relação dos concludentes, na qual todas


as folhas deverão estar assinadas pelo representante
legal e responsável técnico da empresa formadora. As

S
assinaturas deverão estar acompanhadas pelos
respectivos carimbos, com o nome completo e função;

b) cópia da relação dos concludentes, com as suas


respectivas notas por disciplina, na qual todas as

M
folhas deverão estar assinadas pelo representante
legal e pelo responsável técnico da empresa
formadora. As assinaturas deverão estar
acompanhadas pelos respectivos carimbos, com o
nome completo e função;
c) cópia das listas de presença por aula e por
disciplina, assinada pelos alunos, pelo instrutor, pelo
representante legal e pelo responsável técnico da
empresa formadora. As assinaturas do representante
legal e do responsável técnico deverão estar
acompanhadas pelos respectivos carimbos, com o
S
A
nome completo e função.

6.8.2 Este tipo de solicitação terá sua tramitação na


Diretoria Geral de Serviços Técnicos (DGST).
M
G
Y
S

21
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO A – RELAÇÃO DAS ATIVIDADES NÃO ENQUADRADAS NO RISCO DIFERENCIADO

CNAE Descrição
0161-0/01 Serviço de pulverização e controle de pragas agrí-colas
05xx-x/xx Extração de carvão mineral
06xx-x/xx Extração de petróleo e gás natural
07xx-x/xx Extração de minerais metálicos
08xx-x/xx Extração de minerais não metálicos
09xx-x/xx Atividades de apoio a extração minerais
1041-4/00 Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho
1042-2/00 Fabricação de óleos vegetais refinados, exceto óleo de milho
1043-1/00 Fabricação de margarina e outras gorduras vegetais e de óleos não-comestíveis de animais
1061-9/01 Beneficiamento de arroz
1061-9/02 Fabricação de produtos do arroz
1062-7/00 Moagem de trigo e fabricação de derivados

S
1063-5/00 Fabricação de farinha de mandioca e derivados
1064-3/00 Fabricação de farinha de milho e derivados, exceto óleos de milho
1065-1/01 Fabricação de amidos e féculas de vegetais
1065-1/02 Fabricação de óleo de milho em bruto
1065-1/03 Fabricação de óleo de milho refinado
1066-0/00 Fabricação de alimentos para animais

M
1069-4/00 Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente
1071-6/00 Fabricação de açúcar em bruto
1072-4/01 Fabricação de açúcar de cana refinado
1072-4/02 Fabricação de açúcar de cereais (dextrose) e de beterraba
1081-3/01 Beneficiamento de café
1081-3/02 Torrefação e moagem de café

S
1091-1/01 Fabricação de produtos de panificação industrial
1099-6/02 Fabricação de pós alimentícios
1099-6/05 Fabricação de produtos para infusão (chá, mate, etc.)
1099-6/99 Fabricação de outros produtos alimentícios não especificados anteriormente
1111-9/01 Fabricação de aguardente de cana-de-açúcar
1111-9/02 Fabricação de outras aguardentes e bebidas destiladas
12xx-x/xx Fabricação de produtos de fumo
13xx-x/xx Fabricação de produtos têxteis
A
15xx-x/xx Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
16xx-x/xx Fabricação de produtos de madeira
17xx-x/xx Fabricação de celulose, papel e produtos de papel
1811-3/01 Impressão de jornais
1811-3/02 Impressão de livros, revistas e outras publicações periódicas
M

1812-1/00 Impressão de material de segurança


1813-0/01 Impressão de material para uso publicitário
1813-0/99 Impressão de material para outros usos
1821-1/00 Serviços de pré-impressão
1822-9/99 Serviços de acabamentos gráficos, exceto encadernação e plastificação
19xx-x/xx Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de bicombustí-veis
20xx-x/xx Fabricação de produtos quí-micos
G

21xx-x/xx Fabricação de produtos farmoquí-micos e farmacêuticos


22xx-x/xx Fabricação de produtos de borracha e de material plástico
2311-7/00 Fabricação de vidro plano e de segurança
2312-5/00 Fabricação de embalagens de vidro
2320-6/00 Fabricação de cimento
2330-3/01 Fabricação de estruturas pré-moldadas de concreto armado, em série e sob encomenda
Y

2330-3/02 Fabricação de artefatos de cimento para uso na construção


2330-3/03 Fabricação de artefatos de fibrocimento para uso na construção
2330-3/04 Fabricação de casas pré-moldadas de concreto
2330-3/05 Preparação de massa de concreto e argamassa para construção
2330-3/99 Fabricação de outros artefatos e produtos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes
2341-9/00 Fabricação de produtos cerâmicos refratários
S

2342-7/01 Fabricação de azulejos e pisos


2342-7/02 Fabricação de artefatos de cerâmica e barro cozido para uso na construção, exceto azulejos e pisos
2349-4/01 Fabricação de material sanitário de cerâmica
2349-4/99 Fabricação de produtos cerâmicos não-refratários não especificados anteriormente
2391-5/01 Britamento de pedras, exceto associado à extração
2392-1/02 Fabricação de abrasivos
2392-3/00 Fabricação de cal e gesso
2399-1/99 Fabricação de outros produtos de minerais não metálicos não especificados anteriormente
24xx-x/xx Metalurgia
2513-6/00 Fabricação de obras de caldeiraria pesada
2521-7/00 Fabricação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras para aquecimento central
2522-5/00 Fabricação de caldeiras geradoras de vapor, exceto para aquecimento central e para veículos
253x-x/xx Forjaria, estamparia, metalurgia do pó e serviços de tratamento de metais
254x-x/xx Fabricação de artigos de cutelaria, de serralheria e ferramentas
259x-x/xx Fabricação de produtos de metal não especificados anteriormente

22
Nota Técnica nº 1-01:2017 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização (DGST e DDP)

26xx-x/xx Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e óptico


27xx-x/xx Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos
28xx-x/xx Fabricação de máquinas e equipamentos
29xx-x/xx Fabricação de veí-culos automotores, reboque e carrocerias
30xx-x/xx Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veí-culos automotores
31xx-x/xx Fabricação de móveis
32xx-x/xx Fabricação de produtos diversos
35xx-x/xx Eletricidade, gás e outras utilidades
38xx-x/xx Coleta, tratamento e disposição de resí-duos) recuperação de materiais
39xx-x/xx Descontaminação e outros serviços de gestão de resí-duos
462x-x/xx Comércio atacadista de matérias-primas agrí-colas e animais vivos
4632-0/01 Comércio atacadista de cereais e leguminosas beneficiados
4632-0/02 Comércio atacadista de farinhas, amidos e féculas
4632-0/03 Comércio atacadista de cereais e leguminosas beneficiados, farinhas, amidos e féculas, com atividade de fracionamento
e acondicionamento associada
4635-4/03 Comércio atacadista de bebidas com atividade de fracionamento e acondicionamento associada

S
4635-4/99 Comércio atacadista de bebidas não especificadas anteriormente
4636-2/01 Comércio atacadista de fumo beneficiado
4636-2/02 Comércio atacadista de cigarros, cigarrilhas e charutos
4637-1/01 Comércio atacadista de café torrado, moído e solúvel
4637-1/03 Comércio atacadista de óleos e gorduras

M
4637-1/99 Comércio atacadista especializado em outros produtos alimentícios não especificados anteriormente
4639-7/01 Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral
4639-7/02 Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral, com atividade de fracionamento e acondicionamento associada
4646-0/01 Comércio atacadista de cosméticos e produtos de perfumaria
4649-4/01 Comércio atacadista de móveis e artigos de colchoaria
465x-x/xx Comércio atacadista de equipamentos e produtos de tecnologias de informação e comunicação
466x-x/xx Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos, exceto de tecnologias de informação e comunicação

S
467x-x/xx Comércio atacadista de madeira, ferragens, ferramentas, material elétrico e material de construção
468x-x/xx Comércio atacadista especializado em outros produtos
469x-x/xx Comércio atacadista não-especificado
4711-3/01 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominâncias de produtos alimentí-cios - hipermercados
4711-3/02 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominâncias de produtos alimentí-cios - supermercados
4731-x/xx Comércio varejista de combustí-veis para veí-culos
4741-x/xx Comércio varejista de tintas e materiais para pintura
4784-x/xx Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP)
A
4789-0/06 Comércio varejista de fogos de artifí-cio e artigos pirotécnicos
4789-0/09 Comércio varejista de armas e munições
4930-2/03 Transporte rodoviário de produtos perigosos
5211-7/xx Armazenamento
5222-2/00 Terminais rodoviários e ferroviários
M

5240-1/01 Operação de aeroportos e campos de aterrisagem


582x-x/xx Edição integrada í impressão de livros, jornais, revistas e outras publicações
5911-1/01 Estúdios cinematográficos
5912-0/01 Serviços de Dublagem
5913-8/00 Distribuição cinematográfica, de vídeo e de programas de televisão
5914-6/00 Atividades de exibição cinematográfica
602x-x/xx Atividade de televisão
G

8122-2/00 Imunização e controle de pragas urbanas


8230-0/02 Casa de festas e eventos
8711-5/01 Clínicas e residências geriátricas
8711-5/02 Instituições de longa permanência para idosos
8711-5/05 Condomínios residenciais para idosos
8730-1/01 Orfanatos
Y

8730-1/02 Albergues assistenciais


9001-9/01 Produção teatral
9001-9/03 Produção de espetáculos de dança
9001-9/04 Produção de espetáculos circenses, de marionetes e similares
9001-9/05 Produção de espetáculos de rodeios, vaquejadas e similares
S

9003-5/xx Gestão de espaço para artes cênicas, espetáculos e outras atividades artí-sticas
91xx-x/xx Atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental
92xx-x/xx Atividades de exploração de jogos de azar e apostas
9311-x/xx Gestão de instalações de esportes
9312-x/xx Clubes sociais, esportivos e similares
9319-x/xx Atividades esportivas não especificadas anteriormente
932x-x/xx Atividades de recreação e lazer
9491-0/00 Atividades de organizações religiosas ou filosóficas
9603-3/02 Serviços de cremação
Nota: a letra "x" no CNAE significa que qualquer algarismo dentro do valor representa alto risco. Seguem
alguns exemplos:
05xx-x/xx - todas as atividades com o início 05 representam alto risco;
20xx-x/xx - todas as atividades com o início 20 representam alto risco;
462x-x/xx - todas as atividades com o início 462 representam alto risco.

23
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO B – RELAÇÃO DE UNIDADES DE ATENDIMENTO

INTRODUÇÃO

As solicitações de análise de projeto de segurança contra incêndio e pânico deverão ser protocoladas nos
Grupamentos do CBMERJ, que atendem ao local que está sendo regularizado. Em casos específicos, de
acordo com a complexidade, o projeto deverá ser protocolado exclusivamente na Diretoria Geral de Serviços
Técnicos (DGST). Os projetos referentes às edificações ou áreas de risco enquadradas nos critérios abaixo,
tramitarão nos Grupamentos:
a) Sites de Telefonia - antenas;
b) Edificação de usos especiais - postos de abastecimento de combustíveis líquidos com ou sem GNV, com até
1.500,00 m² de ATC, incluindo a cobertura de bombas;
c) Agrupamento de Edificações Residenciais Privativas Unifamiliares, independentemente do número de
unidades residenciais e da ATC;
d) Edificações Escolares com até 30,00 (trinta) metros de altura e ATC de até 3.000,00 m²;

S
e) Edificações Comerciais com até 30,00 (trinta) metros de altura e ATC de até 1.500,00 m² (ver as
observações abaixo);
f) Edificações Mistas (residenciais privativas multifamiliares e comerciais) com até 30,00 (trinta) metros de
altura, independentemente da ATC, desde que a área comercial seja de até 1.500,00 m² (ver as observações
abaixo);

M
g) Quiosques em edificações já possuidoras de Laudo de Exigências e/ou Certificado de Despacho expedido(s)
pelo CBMERJ que autorize(m) o posicionamento dos espaços em questão;
h) Lojas e salas comerciais com ATC de até 1.500,00 m²;
i) Depósito de GLP até classe IV, com ATC de até 900,00 m²;
j) Modificações de itens de Laudos emitidos pela própria OBM;
k) Agrupamentos de edificações residenciais privativas multifamiliares até 04(quatro) pavimentos,
independentemente da ATC;

da ATC;

pela própria OBM;


S
l) Edificações residenciais privativas multifamiliares com até 30,00 (trinta) metros de altura, independentemente

m)Isenção de hidrante urbano para agrupamentos e edificações cujo Laudo de Exigências tenha sido emitido

n) Edificações Residenciais Transitórias e Coletivas com até 12,00 (doze) metros de altura e ATC de até
2.000,00 m²;
o) Edificações Industriais com o máximo de 02 (dois) pavimentos, ATC de até 900,00 m² e que não possuam
A
depósitos de líquidos, gases e outros Inflamáveis;
p) Edificações Públicas com o máximo de 02 (dois) pavimentos e ATC de até 900,00 m²;
q) Edificações Hospitalares e Laboratoriais com o máximo de 02 (dois) pavimentos e ATC de até 900,00 m²;
r) Edifícios Garagem, Terminais Rodoviários e Galpões Garagem com o máximo de 02 (dois) pavimentos e
ATC de até 900,00 m²;
M

s) Edificações de Usos Especiais Diversos com o máximo de 03 (três) pavimentos, ATC de até 900,00 m² e
que não possuam depósitos de líquidos, gases e outros inflamáveis, assim como, explosivos ou pirotécnicos; e
t) Edificações de Reunião de Público com o máximo de 03 (três) pavimentos e ATC de até 900,00 m².

OBSERVAÇÕES:
G

1. Os projetos enquadrados nos critérios acima e que já haviam tramitado na DGST, tendo sido indeferidos, ao
dar reentrada permanecerão sendo analisados na Diretoria.
2. Permanecerão tramitando na DGST exclusivamente:
a) Os projetos que contemplem SPDA ou escada pressurizada, mesmo atendendo aos critérios acima;
b) As lojas que possuem área total construída superior a 1.500,00 m² e possuem sistema de chuveiros
automáticos do tipo Sprinkler;
Y

c) Os projetos referentes a shopping centers, lojas de departamento ou supermercados que possuem área
superior a 1.000 m² em qualquer pavimento ou área total construída superior a 1.500 m²;
d) Os projetos das edificações que possuam altura superior a 12,00 (doze) metros e que não seja possível o
acesso e o estabelecimento de um auto-escada mecânica.
3. Caso o projeto tenha tramitado no Grupamento do CBMERJ, tendo sido indeferido por duas vezes seguidas
S

pelo mesmo motivo, havendo discordância de entendimento entre o profissional técnico e o analista do
CBMERJ, o mesmo poderá ser tramitado na Diretoria Geral de Serviços Técnicos.
4. Na página da DGST existe uma ferramenta que ao digitar o endereço, aponta o Grupamento do CBMERJ
responsável pela regularização da edificação ou área de risco.

Tabela 1 - Unidades de atendimento na cidade do Rio de Janeiro


Unidade Endereço
1ºGBM – Humaitá Rua do Humaitá, 126, Humaitá
2ºGBM – Méier Rua Aristides Caire, 56, Méier
8ºGBM – Campinho Rua Domingos Lopes, 336, Campinho
11ºGBM - Vila Isabel Rua Oito de Dezembro, 456, Vila Isabel
12ºGBM – Jacarepaguá Rua Henriqueta, 99, Jacarepaguá

24
Nota Técnica nº 1-01:2017 – Procedimentos administrativos para regularização e fiscalização (DGST e DDP)

13ºGBM - Campo Grande Avenida Cesário de Melo, 3226, Campo Grande


17ºGBM – Copacabana Rua Xavier da Silveira, 120, Copacabana
19ºGBM - Ilha do Governador Estrada do Galeão, s/n, Ilha do Governador
24ºGBM – Irajá Avenida Brasil, 19001, Irajá
25ºGBM – Gávea Rua Major Rubens Vaz, 194, Gávea
28ºGBM – Penha Avenida Nossa Senhora da Penha, 25, Penha
GBS – Barra da Tijuca Avenida Ayrton Senna, 2001, Barra da Tijuca
GOCG – Centro Praça da República, 35, Centro

Tabela 2 - Unidades de atendimento na cidade de Duque de Caxias


Unidade Endereço

S
14ºGBM - Duque de Caxias Rua Doutor Manoel Teles, 1767, Prainha
GOPP – Campos Elíseos Rodovia Washington Luiz, Km 113, Campos Elíseos

Tabela 3 - Unidades de atendimento nas demais cidades

M
Unidade Endereço
2ºGSFMA – Magé Estrada do Contorno, Km 24, Iriri, Magé
3ºGBM – Niterói Rua Marquês de Paraná, 134, Centro, Niterói
4ºGBM - Nova Iguaçu Avenida Governador Roberto da Silveira, 1221, Posse, Nova Iguaçu
5ºGBM - Campos dos Goytacazes Avenida Rui Barbosa, 1027, Centro, Campos dos Goytacazes
6ºGBM - Nova Friburgo
7ºGBM - Barra Mansa
9ºGBM – Macaé
10ºGBM - Angra dos Reis
15ºGBM – Petrópolis
16ºGBM – Teresópolis
S
Praça da Bandeira, 1027, Centro, Nova Friburgo
Avenida Homero Leite, 352, Saudade, Barra Mansa
Rua Alfredo Becker, 290, Centro, Macaé
Rua Lídia Coutinho, s/n, Balneário, Angra dos Reis
Avenida Barão do Rio Branco, 1957, Quarteirão Brasileiro, Petrópolis
Rua Guandu, 680, Pimenteiras, Teresópolis
A
18ºGBM - Cabo Frio Avenida Nilo Peçanha, 256, Centro, Cabo Frio
20ºGBM - São Gonçalo Avenida São Miguel, 44, São Miguel, São Gonçalo
21ºGBM – Itaperuna Avenida Santos Dumont, 40, Padre Humberto Lindelauf, Itaperuna
22ºGBM - Volta Redonda Rua Governador Luiz Monteiro Portela, 346, Aterrado, Volta Redonda
M

23ºGBM – Resende Avenida Marcílio Dias, 550, Jardim Jalisco, Resende


26ºGBM – Paraty Avenida Roberto Silveira, s/n, Paraty
27ºGBM – Araruama RJ 124, Km 36, Rio do Limão, Araruama
G

Tabela 4 - Diretorias relacionadas aos serviços técnicos


Diretoria Endereço
DGST – Diretoria Geral de Serviços Técnicos Praça da República, 39, Centro, Rio de Janeiro
DDP – Diretoria de Diversões Públicas Rua do Senado, 22, Centro, Rio de Janeiro
Y

Tabela 5 - Unidade especializada em prevenção em estádios


Unidade Endereço
GPREVE - Prevenção em Estádios Rua Aristides Caire, 56, Méier, Rio de Janeiro
S

Tabela 6 - Unidade com atendimento de FARE


Unidade Endereço
1ºGSE – Catete Praça São Salvador, 4, Catete, Rio de Janeiro

25
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 1-02
Versão: 01 30 páginas Vigência: 04/09/2019

Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

S
M
SUMÁRIO
1 OBJETIVO
2 APLICAÇÃO
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS

S
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

1 OBJETIVO instalações e facilidades para apoio a aeronaves e ao


Padronizar toda a terminologia referente à segurança embarque e desembarque de pessoas e cargas.
contra incêndio e pânico no âmbito do Estado do Rio Afastamento: distância mínima, determinada pela
de Janeiro conforme previsto no Decreto Estadual nº legislação em vigor, entre duas edificações ou entre
42/2018 – Código de Segurança Contra Incêndio e Pâ- uma edificação e as linhas divisórias do terreno onde
nico do Estado do Rio de Janeiro (COSCIP). ela se situa; o afastamento é frontal, lateral, ou de
2 APLICAÇÃO fundos quando essas divisórias forem, respectiva-
mente, a testada, os lados ou os fundos do terreno.
Esta Nota Técnica (NT) aplica-se às NTs do Corpo de
Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro Agente extintor: substância utilizada para a extinção
(CBMERJ), regulamentando o Decreto Estadual nº de fogo.
42/2018 – COSCIP. Agentes gasosos: agentes extintores de incêndio que
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS nas condições normais de temperatura e pressão se

S
apresentam no estado gasoso. Classificam-se em:
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições
dióxido de carbono (CO 2 ), halon e agentes limpos.
que estão relacionadas com esta Nota Técnica:
Agentes limpos: agentes gasosos desenvolvidos a
a) Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975, que
partir do Protocolo de Montreal, ou seja, que busca-
dispõe sobre segurança contra incêndio e pânico;

M
ram substituir o halon, sendo eficazes na extinção dos
b) Decreto Estadual nº 42, de 17 de dezembro de incêndios, apresentando baixo ou nulo Potencial de
2018, que regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de Destruição da Camada de Ozônio (PDO). Dividem -se
julho de 1975, dispondo sobre o Código de Segurança em gases ativos e gases inertes.
Contra Incêndio e Pânico - COSCIP, no âmbito do
Agrupamento: conjunto constituído por edificações
Estado do Rio de Janeiro.
ou áreas de terreno no mesmo lote, destinadas a
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Para efeitos desta NT, aplicam-se as seguintes
definições e conceitos:
Abrigo de GLP: construção com material não
combustível, destinado à proteção física de
S unidades autônomas.
Alarmes para bombas de incêndio: sinal de supervi-
são que indica uma condição anormal que requer
atenção imediata.
Alinhamento: linha que define o limite entre o terreno
A
recipientes transportáveis de gás liquefeito de e o logradouro público.
petróleo (GLP) e seus complementos.
Altura da edificação: dimensão vertical medida em
Absorvedor de energia: dispositivo destinado a re- metros, tendo como referência o nível do logradouro
duzir o impacto transmitido ao corpo do trabalhador e público ou via interior e o teto do ultimo pavimento
sistema de segurança durante a contenção da queda.
M

habitável.
Acantonamento: volume livre compreendido entre o Altura da exposição ao fogo (H): altura, em metros,
chão e o teto/ telhado, delimitado por painéis de fu - de cada uma das paredes confrontantes de edifi-
maça (barreira de fumaça). cações contíguas.
Aceiro: abertura na vegetação que atua como barreira Altura de armazenagem ou altura de estocagem:
para retardar ou impedir o progresso de incêndio
G

distância entre o topo da mercadoria armazenada e o


florestal. piso.
Acesso: caminho a ser percorrido pelos usuários do Altura disponível para armazenamento: altura má-
pavimento ou do setor, constituindo a rota de saída xima, a partir do piso, na qual as mercadorias podem
para se alcançar uma escada, ou uma rampa, ou uma ser armazenadas e ainda manter espaçamento ade-
Y

área de refúgio, ou descarga para saída do recinto. quado dos elementos estruturais e distância livre ver -
Os acessos podem ser constituídos por corredores, tical requerida para os chuveiros automáticos.
passagens, vestíbulos, balcões, varandas, terraços e
Análise: ato formal de verificação das exigências das
similares.
medidas de segurança contra incêndio e pânico das
S

Acesso lateral: corredor de circulação paralelo às edificações e áreas de risco em Processo de Se-
filas (fileiras) de assentos ou arquibancadas, ge- gurança Contra Incêndio e Pânico – PSCIP ou Pro-
ralmente possui piso plano ou levemente inclinado cesso de Verificação de Infração – PVI.
(rampa).
Análise de risco: avaliação dos riscos potenciais,
Acesso radial: corredor de circulação que dá acesso suas causas, consequências e medidas de controle.
direto na área de acomodação dos espectadores
Analista: quem realiza a análise de Processo de Se-
(patamares das arquibancadas), podendo ser in-
gurança Contra Incêndio e Pânico – PSCIP ou Pro-
clinado (rampa) ou com degraus. Deve ter largura
cesso de Verificação de Infração – PVI.
mínima de 1,20 m.
Andar: piso acima do piso térreo, piso elevado.
Acionador manual: botão do tipo liga, para os venti-
ladores. Aparelhos a gás: aparelhos destinados à utilização
de gás combustível.
Aeroporto: todo aeródromo público dotado de

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Ar externo: ar oriundo do exterior da edificação. Área de armazenamento fechada: além do fecha-


Área a construir: somatório das áreas cobertas a mento superior existe a configuração de fechamento
serem construídas de uma edificação, em metros qua- lateral, por meio de paredes, ainda que parcial.
drados. Área de caldeira: quando a caldeira é instalada em
Área administrativa: local destinado ao desenvolvi- ambiente aberto.
mento e apoio das atividades administrativas, tais Área de envasamento: local destinado a preparação
como escritórios, cozinha, refeitório, vestiários, am - e enchimento dos recipientes transportáveis.
bulatórios e portaria. Área de estacionamento: área externa a qualquer
Área bruta de pavimento: medida, em qualquer pa- edificação, descoberta, destinada a estacionamento.
vimento de uma edificação, do espaço compreendido Área de eventos: área medida em metros quadrados,
pelo perímetro interno das paredes externas e pare - onde são alocadas todas as estruturas do ev ento,
des corta-fogo, excluindo a área das antecâmaras e inclusive área destinada ao público e estruturas de

S
dos recintos fechados de escadas e rampas. apoio.
Área classificada: área dentro da qual pode ocorrer Área de isolamento: espaço localizado entre o veí-
mistura inflamável. culo e a área destinada ao público.
Área coberta: área de uma edificação que, depen- Área de ocupação para o comércio ambulante:

M
dendo da sua tipologia, corresponde à superfície deli- somatório das áreas de projeção no solo, de toda a
mitada pelo perímetro do extradorso das paredes ex- estrutura de funcionamento do comércio.
teriores ou pela linha média das paredes divisórias.
Área de pavimento: medida em metros quadrados,
Área controlável de armazenamento: edificação ou em qualquer pavimento de uma edificação, do espaço
parte de uma edificação onde líquidos inflamáveis ou compreendido pelo perímetro interno das paredes

S
combustíveis possam ser armazenados, envasados, externas e paredes corta-fogo, e excluindo a área de
utilizados ou manuseados em quantidades que não antecâmaras e dos recintos fechados de escadas e
excedam as quantidades máximas permitidas. rampas.
Área de abastecimento: local destinado ao abaste- Área de pouso e decolagem de emergência: área
cimento de veículos, provido de pontos de abasteci- de pouso e decolagem construída sobre edificações,
mento. cadastrada no Comando Aéreo Regional respectivo,
A
Área de apoio operacional: local destinado ao su- que poderá ser utilizada para pousos e decolagens de
porte das atividades operacionais da base primária ou helicópteros, exclusivamente em casos de emergência
secundária, tais como central de ar comprimido, ma- ou de calamidade.
nutenção de recipientes, manutenção de veículos e de Área de pouso e decolagem: área do heliponto ou
M

equipamentos, subestação de energia elétrica e re- heliporto, com dimensões definidas, onde o
servatório de água potável. helicóptero pousa e decola.
Área de armazenamento: local contínuo destinado ao Área de pouso e decolagem eventual: área
armazenamento de recipientes transportáveis de gás selecionada e demarcada para pouso e decolagem de
liquefeito de petróleo (GLP), cheios, parcialmente helicóptero, possuindo características físicas
utilizados, e vazios, compreendendo os corredores de
G

compatíveis com aquelas estabelecidas pela Agência


inspeção, quando existirem. Nacional de Aviação Civil (ANAC) para helipontos
Área de armazenamento ao ar livre: local onde não normais, que pode ser usada, esporadicamente, em
existe qualquer tipo de cobertura e nem fechamento condições visuais, por helicóptero em operações
lateral, sendo admitido tela metálica para delimitar a aéreas policiais ou de defesa civil, de socorro médico,
Y

área de armazenamento, sem que se configure de inspeções de linhas de transmissão elétrica ou de


fechamento lateral. dutos transportando líquidos ou gases etc.
Área de armazenamento coberta: local onde existe Área de queda: local, incluso na área de segurança,
somente fechamento superior através de uma onde o produto resultante da queima dos fogos de
S

cobertura, sendo esta apoiada por pilares ou estrutura artifício e/ou artefatos pirotécnicos cairão.
sem qualquer tipo de fechamento lateral, sendo Área de refúgio: local seguro que é utilizado tempo-
admitido tela metálica para delimitar a área de rariamente pelo usuário, acessado através das saídas
armazenamento sem que se configure fechamento de emergência de um setor ou setores, ficando entre
lateral. esse (s) e o logradouro público ou área externa com
Área de armazenamento de apoio: local onde se acesso aos setores.
armazenam recipientes transportáveis de GLP para Área de risco: área não construída, associada ou não
efeito de comercialização direta ao consumidor ou à edificação, que contém produtos inflamáveis ou
demonstração de aparelhos e equipamentos que utili- combustíveis, instalações elétricas ou de gás, ou
zam GLP, situado dentro do imóvel onde se encontra outros riscos específicos, incluindo-se os loteamentos.
a área de armazenamento de recipientes transportáv el
Área de segurança: limites mínimos de afastamento
de GLP.
que deverão ser obrigatoriamente adotados segundo a

4
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

legislação vigente. mento ao cliente, com foco comercial na exposição e


Área de transferência: local que tem como finalidade promoção de determinado produto ou serviço, sendo
transferir GLP a granel (também conhecido como área permitida a comercialização.
de transvaso). Armazenagem: constituída por um conjunto de
Área imprópria ao uso: áreas que por sua ca- funções de recepção, descarga, carregamento,
racterística geológica ou topográfica impossibilitam a arrumação e conservação de matérias-primas,
sua exploração; por exemplo: taludes em aclive produtos acabados ou semiacabados. Desta forma
acentuado, barrancos em pedra, lagos mesmo os arti- essa atividade diz respeito à estocagem ordenada e à
ficiais, riachos e poços, dentre outros. distribuição de produtos acabados dentro da própria
fábrica ou em locais destinados a este fim, pelos fa -
Área livre: espaço descoberto, livre de edificações ou
bricantes, ou através de um processo de distribuição.
construções dentro dos limites de um terreno.
Compreende, assim, todas as atividades de um ponto
Área livre de um vão de fachada (entrada de ar destinado à guarda temporária e à distribuição de

S
limpo): área geométrica efetivamente desobstruída materiais.
para passagem de ar, levando em conta a eventual
Armazenagem em estantes compartimentadas:
existência de grelhas.
armazenagem em estruturas com menos de 75 cm de
Área não destinada à ocupação: área cuja destina- profundidade, com prateleiras com espaçamento

M
ção não preveja presença humana. vertical aproximado de 60 cm, providas de divisórias
Área normalmente ocupada: área onde a ocupação verticais a cada 1,2 m, no máximo, e separadas por
humana seja frequente ou cuja destinação preveja corredores de aproximadamente 75 cm. O mesmo
presença humana. efeito de compartimentalização pode ser obtido com
Área protegida: área dotada de sistemas preventivos caixas de madeira, metal ou papelão, com cinco lados

S
de segurança contra incêndio e pânico. fechados (caixas tipo bin-box) e um lado aberto
voltado para o corredor. As caixas podem ser
Área técnica: área de uma edificação destinada a
autoportantes ou suportadas por uma estrutura proje -
abrigar reservatórios, máquinas, equipamentos e
tada de tal forma que pouco ou nenhum espaço verti -
acessórios, destinados ao funcionamento predial, sem
cal se mantenha entre elas.
a permanência de pessoas.
Armazenagem em estantes simples: armazenagem
Área total construída (ATC): somatório das áreas
A
em estruturas com menos de 75 cm de profundidade,
edificadas, incluindo as áreas horizontais das paredes
com prateleiras com espaçamento vertical aproximado
e pilares.
de 60 cm e separadas por corredores de
Área total edificável (ATE): área máxima edificável, aproximadamente 75 cm.
conforme índice de aproveitamento do terreno esta-
M

Armazenagem em pilhas sólidas (empilhamento


belecido pela municipalidade.
sólido): armazenagem no piso, sem paletes ou outros
Área útil (AU): área de piso de um compartimento, dispositivos de manuseio de materiais. As cargas
excluindo as áreas horizontais das paredes e colunas . unitárias são colocadas umas sobre as outras, não se
Área útil de um vão de fachada, de uma boca de deixando nenhum espaço horizontal entre as mesmas.
ventilação ou de um exaustor de fumaça: área Armazenagem paletizada sobre o piso (empilha-
G

equivalente a um percentual de área livre, utilizada mento paletizado): configuração de armazenagem


para fins de cálculo, considerando a influência dos que consiste em produtos armazenados sobre paletes,
ventos e das eventuais deformações provocadas por sem o uso de estruturas porta-paletes. As cargas dos
um aquecimento excessivo. paletes são posicionadas umas sobre as outras, fi-
Y

Áreas de apoio administrativo: áreas no canteiro de cando a carga inferior posicionada diretamente sobre
obras (áreas administrativas, guarita ou portaria e o piso.
plantão de vendas) que compreendem aquelas Armazenagem transitória (estocagem de miscelâ-
instalações que desempenham funções de apoio aos neas): material armazenado a uma altura de armaze-
processos administrativos. nagem máxima de 3,7 m e que não seja a ocupação
S

Áreas de vivência: áreas no canteiro de obras principal de uma área utilizada para outra atividade.
(cozinha, refeitório, vestiário, área de lazer, aloja - Essa armazenagem não deve ocupar mais que 10%
mentos e banheiros) destinadas a suprir as necessi- da área da edificação ou mais de 370 m² da área
dades básicas humanas de alimentação, higiene, des - coberta por chuveiros, tomando-se a maior dessas
canso, lazer e convivência. áreas. Cada pilha ou área de armazenagem não deve
Áreas operacional e de apoio à produção: áreas no exceder 90 m², e cada pilha ou área deve ser
canteiro de obras (depósito e áreas de pro dução) que separada de outras áreas de armazenagem por pelo
desenvolvem as atividades de trabalho ligadas menos 7,6 m.
à produção. Armazenamento protegido: armazenamento prote-
Áreas para exposição e promoção de produtos e gido por sistema automático de proteção contra in-
serviços: pequenas estruturas destinadas ao atendi- cêndio.

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Arquibancada: série de assentos em filas sucessivas, Átrio coberto: aqueles que possuem um volume livre
cada uma em plano mais elevado que a outra, em fechado sob todas as suas faces laterais, com uma
forma de degraus, e que se destina a dar melhor visi- cobertura total ou parcial, podendo subdividir-se em:
bilidade aos espectadores, em estádios, anfiteatros, a) átrios cobertos abertos: nos quais os níveis são
circos, auditórios, etc. Podem ser providas de assen- abertos permanentemente sobre o volume central;
tos (cadeiras ou poltronas) ou não. Há também a mo-
b) átrios cobertos fechados: cujos níveis (à exceção
dalidade de arquibancadas para público em pé.
do nível inferior) são fechados por uma parede,
Arruamento privado: arruamento trafegável para mesmo que ela comporte aberturas, balcões ou uma
aproximação e operação dos veículos de emergência circulação horizontal aberta.
junto à pelo menos uma das fachadas da edificação,
Atualização: curso realizado pelas empresas for-
desde que não seja cega.
madoras de Bombeiro Civil (BC) e Brigadista Voluntá-
Artefatos pirotécnicos: fogos de vista com ou sem rio de Incêndio (BVI), visando à atualização dos co -
estampido, com ou sem flecha de apito ou de lágri-

S
nhecimentos adquiridos no curso de formação e reali-
mas, com ou sem bomba. zado periodicamente para o exercício das funções.
Artifício pirotécnico: designação comum de peças Auto de Desinterdição: documento expedido pelo
pirotécnicas preparadas para transmitir a inflamação e CBMERJ para permitir o retorno do funcionamento das
produzir luz, ruído, incêndios ou explosões, com a

M
edificações e áreas de risco que foram interditados.
finalidade de sinalização, salvamento ou emprego
Auto de Infração: documento expedido pelo
especial em operações de combate, fogos de artifício,
CBMERJ, para multar os responsáveis por edificações
etc.
e áreas de risco, especificando as irregularidades
Aspersor: dispositivo utilizado nos sistemas de pulve- existentes e, em alguns casos, dando novo prazo para
rização de água que tem por finalidade a aplicação do o cumprimento das mesmas;
agente extintor para controle ou extinção de incêndios
ou resfriamento.
Assento rebatível: mobiliário que apresenta duas
peças principais, encosto e assento. A peça do as -
sento possui características retráteis, seja por contra
de peso ou de mola, permanecendo na posição reco-
S Auto de Interdição: documento expedido pelo
CBMERJ para impedir a continuidade
funcionamento das edificações e áreas de risco que
estejam com as medidas de segurança contra
incêndio e pânico em desacordo com este Decreto e
de
A
demais diplomas legais que norteiam as atividades do
lhida quando desocupada. sistema.
Ático: parte do volume superior de uma edificação, Autonomia do sistema: tempo mínimo em que o
destinada a abrigar máquinas, piso técnico de eleva- sistema de pressurização assegura os parâmetros de
dores, caixas de água e circulação vertical. vazão de ar exigidos.
M

Atividade de reunião de público: atividade que Autorização: documento expedido pelo Corpo de
envolve concentração de pessoas em um determinado Bombeiros que autoriza a realização de eventos de
local por um período de tempo. São exemplos de ati - reunião de público, em locais abertos ou fechados,
vidades de reunião de público: casas noturnas, boa- com entrada paga ou não.
tes, casas de festas, casas de espetáculo, restaurante
Avisador sonoro: dispositivo que emite sinais
G

com música ao vivo, espaço destinado a dança, lonas


audíveis de alerta.
culturais, centro de convenções, teatros, cinemas,
centros de exposição, circos, locais com auditório, Bacia de contenção: área constituída por uma
templos religiosos, estádios de futebol, ginásios es - depressão, pela topografia do terreno ou, ainda,
portivos, arenas esportivas e congêneres. limitada por diques, destinada a conter eventuais
Y

vazamentos de produtos.
Atmosfera explosiva: mistura com ar, sob condições
atmosféricas, de substâncias inflamáveis ou combus- Balada: massa de composição pirotécnica,
tíveis na forma de gás, vapor ou névoa, na qual, após compactada em formato esférico ou cilíndrico,
a ignição, a combustão se propaga. destinada a geração de efeitos visuais e/ou sonoros.
S

Átrio: espaço amplo criado por um andar aberto ou Balcão ou sacada: parte de pavimento da edificação
conjuntos de andares abertos, conectando dois ou em balanço em relação à parede externa do prédio,
mais pavimentos cobertos, com ou sem fechamento tendo, pelo menos, uma face aberta para o exterior.
na cobertura, excetuando-se os locais destinados à Barreiras: estruturas físicas destinadas a impedir ou
escada, escada rolante, “shafts” de hidráulica, eletri- dificultar a livre circulação de pessoas.
cidade, ar-condicionado, cabos de comunicação e Barreiras antiesmagamento: barreiras destinadas a
poços de ventilação e iluminação. evitar esmagamentos dos espectadores, devido à
Átrio ao ar livre: aqueles que possuem um volume pressão da multidão aglomerada nas áreas de
livre fechado sob todas as suas faces laterais, cuja acomodação de público em pé.
menor dimensão é inferior ou igual à altura da edifica- Barricada: anteparo natural ou artificial tecnicamente
ção e não comportam nenhuma oclusão em sua parte adequado em tipo, dimensões e construção para
superior.

6
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

limitar, de maneira objetiva, os efeitos de uma (CBMERJ), na forma prevista nesta Nota Técnica.
explosão eventual sobre as construções, rodovias, Bombeiro civil líder: formado como técnico em
ferrovias, a ela adjacentes. prevenção e combate a incêndio, em nível de ensino
Barrilete: tubulação que se origina de um médio, comandante de guarnição em seu horário de
reservatório superior e que possui a função de trabalho.
alimentar todos os ramais existentes através das Bombeiro civil mestre: formado em engenharia com
suas colunas de distribuição. especialização em prevenção e combate a incêndio,
Bases de armazenamento de GLP em recipientes responsável pelo Departamento de Prevenção e
estacionários, envasamento e distribuição de GLP: Combate a Incêndio.
instalação apta para receber, armazenar, engarrafar e 4.1 Botijão: recipiente transportável de GLP, com
distribuir GLP. Este produto pode ser distribuído a massa líquida de GLP de até 13 Kg e capacidade
granel e/ou envasado. volumétrica de 32 litros ou 0,032 m³, fabricado

S
Bases e estações de manipulação e distribuição de conforme ABNT NBR 8460.
gás natural comprimido (GNC): conjunto de Botoeira “liga-desliga”: acionador manual, do tipo
instalações físicas com equipamentos, dispositivos e liga-desliga, para os ventiladores.
armazenamento que se destina a manipular e
Brigada de incêndio (BI): grupo organizado de
distribuir o gás natural para o consumo.

M
pessoas treinadas e capacitadas para atuar na
Bláster pirotécnico: também denominado cabo prevenção e combate a incêndio, na orientação ao
pirotécnico, é o operador responsável pelo escape da população fixa e flutuante das edificações,
planejamento, supervisão e/ou execução do evento eventos, bem como no atendimento às emergências
pirotécnico, legalmente habilitado pelo órgão estadual setoriais, sendo composta de Bombeiros Civis (BC)
competente, segundo a regulamentação do Exército e/ou Brigadistas Voluntários de Incêndio (BVI), sendo
Brasileiro, em especial o Reg/T 3.
Bloco: agrupamento de assentos preferencialmente
localizados entre dois acessos radiais ou entre um
acesso radial e uma barreira.
Bocel ou nariz do degrau: borda saliente do degrau
S de acordo com a análise de risco, compostas somente
por BC, BVI ou mistas.
Brigadista voluntário de incêndio (BVI): aquele que,
pertencente à população fixa do local objeto da
proteção (exceto profissionais terceirizados ou
A
sobre o espelho, arredondada inferiormente ou não. temporários), é treinado e capacitado a exercer, sem
Boilover: fenômeno que ocorre devido ao exclusividade, as atividades básicas de prevenção e
armazenamento de água no fundo de um recipiente, combate a incêndios, bem como o atendimento a
sob combustíveis inflamáveis, sendo que a água emergências setoriais, conforme NT 2-11 – Brigadas
empurra o combustível quente para cima, durante um de Incêndio.
M

incêndio, espalhando-o e arremessando-o a grandes Cadastrado: profissional ou empresa que está


distâncias. habilitado pelo Corpo de Bombeiros para realizar ser-
Bomba de incêndio: bomba que fornece vazão e viços relacionados à segurança contra incêndio e pâ-
pressão de líquido dedicada à proteção contra nico. São exemplos desses serviços: recarga de ex-
incêndio. tintores, elaboração e tramitação de projeto de segu -
G

rança contra incêndio e pânico, instalações ou manu-


Bomba de pressurização (jockey ou auxiliar):
tenções em tubulações do sistema preventivo e caixas
bomba projetada para manter a pressão no sistema de
de incêndio.
proteção contra incêndio entre limites pré-
estabelecidos, quando o sistema não está fluindo Cadeias públicas ou estabelecimentos
congêneres: estabelecimentos penais destinados ao
Y

água.
recolhimento de pessoas presas em caráter
Bombas centrífugas: bomba na qual a pressão é
provisório.
desenvolvida principalmente pela ação de força
centrífuga. Caixas do tipo bin-box: caixas de madeira, metal ou
papelão, consistindo de cinco lados fechados e um
S

Bombeiro civil (BC): aquele que, habilitado nos


lado aberto voltado para o corredor. As caixas são
termos da Lei nº 11.901, de 12 de janeiro de 2009,
autos suportadas ou suportadas por uma estrutura
exerça, em caráter habitual, função remunerada e
que deixa poucos ou nenhum vão horizontal ou
exclusiva de prevenção e combate a incêndio, com
vertical ao redor das caixas.
vínculo empregatício estabelecido com pessoa jurídica
de direito privado, credenciada junto ao CBMERJ e Caldeiras: caldeiras a vapor são equipamentos
especializada na prestação de serviços de prevenção destinados a produzir e acumular vapor sob pressão
e combate a incêndios. Os BC que exercem funções superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de
classificadas como de Bombeiro Civil, nível básico, energia, projetados conforme códigos pertinentes,
combatente ou não, do fogo, deverão possuir excetuando-se refervedores e similares.
homologação e habilitação registradas no Corpo de Camada de fumaça “smoke layer”: espessura
Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro acumulada de fumaça por uma barreira ou painel.

7
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Caminhão-tanque: caminhão equipado com um explosivas, gases comprimidos ou liquefeitos,


reservatório acoplado para transporte de óleo diesel inflamáveis, oxidantes, venenosas, infecciosas,
até a edificação para o abastecimento dos radioativas, corrosivas ou poluentes, possam
reservatórios de diesel. representar riscos aos trabalhadores e ao ambiente.
Canalização preventiva: tubulação em ferro fundido, Cargas vivas: animais de uso comercial, silvestres ou
ferro galvanizado, aço carbono ou cobre com não, os domésticos, e os selvagens da flora brasileira
diâmetro nominal mínimo de 63 mm (2 ½”), ou exóticos.
destinados a conduzir a água para alimentar os Carretel axial: dispositivo rígido destinado ao
equipamentos de combate a incêndio. enrolamento de mangueiras semirrígidas
Canhão monitor: equipamento usado para lançar Carro de som: veículos com ou sem reboque do tipo
jatos com grande quantidade de água ou de espuma, carreta que sejam utilizados para sonorização, não
com movimento lateral e vertical. Pode ser fixo ou comportem pessoas em sua carroceria e façam parte
móvel (portátil).

S
de qualquer tipo de evento.
Canteiro de obras: área de trabalho fixa e Cartas de cobertura: documento que indica a
temporária, onde se desenvolvem as operações de espessura necessária de cada material de proteção,
apoio e execução de um objeto de obra. em função do fator de massividade e do TRRF.

M
Capacidade extintora: medida do poder de extinção Casa de caldeira: quando a caldeira é instalada em
de fogo de um extintor, obtida em ensaio prático ambiente fechado (prédio separado, com interposição
normatizado. de paredes e cobertura resistentes ao fogo, e TRRF
Capacidade total da central: capacidade volumétrica mínimo de 02 horas, conforme NT 2-19 – Segurança
total da central de GLP, expressa em litros ou metros estrutural nas edificações - Resistência ao fogo dos
cúbicos, resultante do somatório da capacidade elementos de construção, em alvenaria cintada, tendo
volumétrica de cada recipiente de GLP integrante da
central.
Capacidade volumétrica: capacidade total em
volume de água que o recipiente ou a tubulação pode
comportar, expressa em litros ou metros cúbicos.
S o teto em estrutura leve, ou no caso de laje, esta deve
ser simplesmente apoiada, objetivando direcionar a
formação de choques para cima em caso de
explosões, podendo ter apenas uma parede adjacente
a outras instalações do estabelecimento, porém com
as outras paredes afastadas de, no mínimo, 3,0 m de
A
Carga: elemento componente do artefato pirotécnico
outras instalações, do limite de propriedade de
podendo ser de propulsão/projeção, abertura ou efeito
terceiros, do limite com as vias públicas e de
ou quantidade de agente extintor contida no extintor
depósitos de combustíveis, excetuando-se
de incêndio, medida em litro ou quilograma.
reservatórios para partida com até 2000 l de
M

Carga a granel: toda carga homogênea, sem capacidade.


acondicionamento específico, apresentando-se sob a
Casa de máquinas de incêndio (CMI):
forma de sólidos, líquidos e gases.
compartimento destinado especificamente ao abrigo
Carga de apoio transitório: armazenamento de de bombas de incêndio e demais apetrechos
botijões ou cilindros de GLP no interior do imóvel complementares ao seu funcionamento, não se
destinado a comercialização de recipientes
G

admitindo o uso para circulação de pessoas ou


transportáveis de GLP, de forma transitória e auxiliar, qualquer outro fim
necessário para a operação de logística e transporte
Casas do albergado: estabelecimentos penais
dos recipientes transportáveis de GLP.
destinados a abrigar pessoas presas que cumprem
Carga de incêndio: soma das energias caloríficas pena privativa de liberdade em regime aberto, ou pena
Y

possíveis de serem liberadas pela combustão de limitação de fins de semana.


completa de todos os materiais combustíveis em um
Castelo d’água: reservatório d’água elevado e
espaço, inclusive o revestimento das paredes,
localizado, geralmente, fora da projeção da
divisórias, pisos e tetos.
construção, destinado a abastecer uma edificação ou
S

Cargas de vento: cargas principais, que definem o agrupamento de edificações.


deslocamento da estrutura. Através desta análise é
Cela coletiva: qualquer cômodo com a mesma função
definido o sistema estrutural responsável por impedir
de uma cela individual, porém com capacidade para
o deslocamento lateral do edifício.
abrigar mais de uma pessoa presa simultaneamente.
Cargas padronizadas: aquelas que diminuem o
Cela individual: menor célula possível de um
tempo de movimentação no recebimento ao longo do
estabelecimento penal. Neste cômodo devem ser
processo de armazenagem, bem como durante a
previstos cama e área de higienização pessoal com
expedição dos produtos para embarque –
pelo menos lavatório e aparelho sanitário, além da
carregamento de veículos. Os tipos de padronização
circulação.
de cargas mais comuns são a paletização e a
conteinerização. Central de espuma: local onde situam-se as
bombas, aparelhos dosadores e/ou geradores de
Cargas perigosas: quaisquer cargas, que por serem

8
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

espuma, suprimento de espuma, registros de controle incêndio e pânico e possui validade de um ano.
etc., destinados a pôr em funcionamento o sistema Certificado de aprovação (CA): documento expedido
de espuma para instalação fixa. pelo Corpo de Bombeiros, que certifica o cumprimento
4.2 Central de gás ou central de GLP: área devida- de todas as medidas de segurança contra incêndio e
mente delimitada que contém os recipientes trans - pânico, baseado no laudo de exigências. Este
portáveis ou estacionários e acessórios, destinados documento atesta que o imóvel, estabelecimento ou
ao armazenamento de GLP para consumo da própria área de risco está regularizado no Corpo de
instalação. Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Central de GNV: área destinada à alocação de Certificado de aprovação assistido (CAA):
componentes da instalação de GNV (estação de documento expedido pelo Corpo de Bombeiros para
medição e totalização de gás, conjunto de filtragem e um local quando um profissional técnico declara o
secagem do gás, compressores, estocagem e cumprimento das medidas de segurança contra
instalação elétrica). incêndio e pânico. Este documento atesta que o

S
Central de penas e medidas alternativas: imóvel, estabelecimento ou área de risco está
estabelecimentos destinados a atender pessoas que regularizado no Corpo de Bombeiros Militar do Estado
cumprem penas e medidas alternativas. de Rio de Janeiro.
Certificado de aprovação simplificado (CAS):

M
Centro de controle operacional (CCO): local
destinado ao gerenciamento e monitoramento do documento expedido pelo Corpo de Bombeiros para
túnel. Nele são instalados todos os equipamentos de um local quando o representante legal, sócio ou
operação e controle dos sistemas e subsistemas administrador da empresa se compromete com as
operacionais e de emergência. informações fornecidas ao Corpo de Bombeiros Militar
do Estado do Rio de Janeiro e informa que cumpriu as
Centro de destroca: local que se destina à destroca
de recipientes transportáveis de GLP, entre as
empresas distribuidoras.
Centro de eventos: local destinado à recepção de
público para eventos, que se caracterizam pela
mudança de ocupação temporária, com montagens de
S medidas de segurança de contra incêndio e pânico.
Este documento é emitido para locais de baixo risco,
classificados no risco diferenciado. Este documento
reúne as medidas de segurança contra incêndio e
pânico, os cuidados e restrições para o funcionamento
do estabelecimento. Este documento atesta que o
A
infraestruturas específicas e servindo à atividades imóvel, estabelecimento ou área de risco está
diversas que atraiam público, tais como centros de regularizado no Corpo de Bombeiros Militar do Estado
convenções, parques para montagens de feiras, do Rio de Janeiro.
pavilhões e assemelhados.
Certificado de registro - CR: documento hábil que
Centro de exibição: local destinado a exibição de
M

autoriza as pessoas físicas ou jurídicas à utilização


desfiles, performances, apresentações musicais, industrial, armazenagem, comércio, exportação,
concertos, shows, apresentações de esportes importação, transporte, manutenção, recuperação e
motorizados, esportes envolvendo animais, rodeios, manuseio de produtos controlados pelo Exército.
comícios, assembleias, cultos religiosos e
Chuveiro automático de controle para aplica ções
assemelhados, tais como sambódromos, arenas de
específicas (CCAE) ou chuveiro de gotas grandes:
G

rodeio, parques de exposições, conchas acústicas,


chuveiro que atua no modo de controle e se
coliseus, anfiteatros e assemelhados.
caracteriza por produzir gotas grandes de água e que
Centro esportivo: local destinado a receber é testado e aprovado para uso em áreas de incêndios
atividades de prática esportiva, destinadas a de alta intensidade.
treinamentos ou competições, tais como estádios,
Y

Chuveiro automático de resposta e supressão


ginásios, piscinas, canchas, quadras e assemelhados,
rápidas (ESFR): chuveiro que atua no modo de su-
excluindo-se as edificações destinadas
pressão e que se caracteriza por possuir coeficiente
exclusivamente a atividades comerciais e escolares
de descarga K entre 201 e 363. Classifica-se como
de academias de ginástica, musculação, crossfit,
sendo de resposta rápida e distribui água em grande
S

aeróbica, danças, lutas marciais e assemelhados.


quantidade e de forma especificada, sobre uma área
Centros de observação criminológica: limitada, de modo a proporcionar rápida extinção do
estabelecimentos penais de regime fechado e de fogo, quando instalado apropriadamente.
segurança máxima onde devem ser realizados os
Chuveiro automático do tipo sprinkler: dispositivo
exames cujos resultados serão encaminhados às
para extinção ou controle de incêndios que funciona
comissões técnicas de classificação, as quais
automaticamente quando seu elemento
indicarão o tipo de estabelecimento e o tratamento
termossensível é aquecido a sua temperatura de
adequado para cada pessoa presa.
operação ou acima dela, permitindo que a água seja
Certificado anual de diversões públicas (CADP): descarregada sobre uma área específica. Em geral,
documento expedido pelo Corpo de Bombeiros para este dispositivo está localizado junto ao teto e possui
locais de diversões públicas. Este documento certifica um bulbo de vidro com um líquido na cor vermelha ou
o cumprimento das medidas de segurança contra

9
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

amarela. Decreto 42/2018 - COSCIP.


Chuveiro de cobertura estendida: tipo de chuveiro Comissão de Controle e Fiscalização (CCF):
projetado para cobrir uma área maior do que a área comissão técnica instituída pelo Comandante-Geral do
de cobertura de chuveiros de cobertura padrão. CBMERJ, com atribuição de analisar processos,
Chuveiros intraprateleira (sprinklers in-racks) e recursos e firmar compromissos de ajustamento de
chuveiros para nível intermediário: chuveiro equi- conduta relativos aos procedimentos de fiscalização.
pado com uma guarnição que protege seu elemento Comissão permanente de assuntos normativos
de operação contra a água descarregada por outros (CPAN): comissão técnica instituída pelo
chuveiros instalados em níveis superiores. Comandante-Geral do CBMERJ, com atribuição de
Cilindro: recipiente transportável, com massa líquida propor atualizações, inovações e reavaliar toda a
de GLP acima de 13 Kg e até 90 Kg (inclusive), legislação de segurança contra incêndio e pânico,
fabricado conforme ABNT NBR 8460. inclusive consolidando as decisões da CAT e da CCF.

S
Cinto de segurança tipo paraquedista: equipamento Compartimentação: medida de proteção passiva por
de proteção individual utilizado para trabalhos em meio de vedos, fixos ou móveis, destinados a evitar
altura onde haja risco de queda, constituído de ou minimizar a propagação de fogo, calor e gases,
sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos interna ou externamente ao edifício, no mesmo
pavimento ou para outros pavimentos e riscos a

M
ombros e envolto nas coxas.
edifícios vizinhos, possuindo resistência mecânica à
Circulação de uso comum: passagem que dá acesso
variação térmica nos tempos requeridos de resistência
à saída de mais de uma unidade autônoma, quarto de
ao fogo (TRRF), determinado pela Nota Técnica
hotel ou assemelhado.
específica.
Classe do SPDA: número que denota a classificação
Compartimentar: separar um ou mais locais do resto

S
de um SPDA de acordo com o nível de proteção para
da edificação por intermédio de paredes e portas
o qual ele é projetado.
corta-fogo.
Cobertura: fechamento superior da edificação,
Compartimento: edificação ou parte dela, compreen-
inclinado em um ângulo máximo de 70° em relação à
dendo um ou mais cômodos, espaços ou pavimentos,
horizontal, que não apresenta as características de
construídos para evitar a propagação do incêndio de
piso.
dentro para fora de seus limites, incluindo a propaga -
A
Cocção: processo de preparação de alimentos onde ção entre edifícios adjacentes, quando aplicável.
há o emprego de energia térmica, gerando a emissão
Complexos ou conjuntos penais: conjunto arquite-
de vapor d´água, calor e gases da combustão
tônico de unidades penais que formem um sistema de
contendo propriedades poluentes, aderentes e
atendimentos com algumas funções centralizadas e
M

combustíveis, com odores característicos.


compartilhadas pelas unidades que o constituem.
Código de projeto: conjunto de normas e regras que
Composição pirotécnica: substância ou mistura de
estabelece os requisitos para o projeto, construção,
substâncias contendo sais oxidantes e materiais com -
montagem, controle de qualidade da fabricação e
bustíveis, para a obtenção de efeitos de projeção,
inspeção de equipamentos.
propulsão, sonoros, visuais, fúmeos ou combinação
G

Coifa: tipo de captor cujo formato e o posicionamento destes.


deve ser adequado aos distintos equipamentos de
Comprimento de exposição ao fogo (L): com-
cocção da cozinha profissional, de forma a realizar
primento, em metros, de cada uma das paredes con-
captação local, e de forma contínua, dos vapores com
frontantes de edificações contíguas.
ou sem gordura e/ou materiais particulados, enquanto
Y

perdurar a cocção de alimentos. Concentração de agente extintor: porção de agente


extintor na mistura ar e agente, considerando o vo-
Colônias agrícolas, industriais ou similares:
lume do ambiente protegido pelo sistema de inunda-
estabelecimentos penais destinados a abrigar pessoas
ção total, expressa em porcentagem do volume total.
presas que cumprem pena em regime semiaberto.
Concentração de projeto: concentração adotada no
S

Comércio ambulante: atividade funcionando em vias


dimensionamento do sistema fixo de gases, devendo
e área públicas, com tabuleiros, cabanas, tendas ou
ser maior ou igual a maior concentração mínima de
qualquer proteção física, desde que não seja utilizada
projeto dentre os combustíveis protegidos pelo sis -
alvenaria e caracterizando assim, sua possibilidade de
tema.
desmonte e transferência para outro local, sem
definição da sua estrutura. Concentração mínima de projeto: concentração de
mínima teórica incrementada por um fator de segu-
Comissão de Análise Técnica (CAT): comissão
rança previsto em norma. Assim como a concentração
técnica instituída pelo Comandante-Geral do
mínima teórica é específica para cada combustível.
CBMERJ, com atribuição de analisar e emitir
pareceres relativos aos casos específicos que Concentração mínima teórica: concentração mínima
necessitarem de soluções técnicas complexas ou de agente extintor determinada por ensaios de extin-
apresentem dúvidas quanto às exigências previstas no ção das chamas ou inertização específicas para um

10
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

determinado combustível. Como exemplo, podemos Damper corta-fogo: dispositivo de proteção ativa
citar o Cup Burner Method. contra incêndio, instalado no duto de exaustão, na
4.3 Concessionária: empresa ou entidade a quem o seção onde este atravessa uma parede, piso ou teto
Poder Público delega a prestação do serviço público que limite o ambiente da cozinha, sendo de aciona -
de distribuição de gases combustíveis canalizados por mento eletromecânico, cuja função é de bloquear, em
prazo determinado. caso de incêndio no interior do referido duto de
exaustão, a propagação de fumaça, fogo, e efluentes
Condição padrão do ar: condição do ar à tempera-
oriundos do processo de cocção, a outros ambientes
tura de 20 °C, à pressão atmosférica ao nível do mar
distintos ao da cozinha profissional.
(Patm = 101,325 kPa) e umidade absoluta nula (0
kg/kg). Degrau: conjunto dos dois elementos, horizontal e
vertical, de uma escada: o piso é a superfície hori-
Condutor de equipotencialização: condutor que
zontal do degrau, e o espelho é a superfície vertical
interliga partes condutoras ao SPDA.
entre um piso (degrau) e outro.

S
Condutor em anel: condutor formando um laço fe-
Densidade relativa do gás: relação entre a densi-
chado ao redor da estrutura e interconectando os
dade absoluta do gás combustível e a densidade ab -
condutores de descida para a distribuição da corrente
soluta do ar seco, na mesma pressão e temperatura.
da descarga atmosférica entre eles.
Depósito: para aplicação desta Nota, serão conside-

M
Conexão de ensaio: conexão projetada para facilitar
rados depósitos todas as edificações que armazenam
ensaios elétricos e medições em subsistemas do
materiais diversos com altura superior a 3,5 m de
SPDA.
estocagem e possuam pé direito acima de 4,0 m e
Conjunto de bombeamento: conjunto composto por: área construída superior a 450 m².
bomba de incêndio, motor, painel de controle principal
Depósitos aprimorados (ou paióis): depósitos cons-

S
e acessórios.
truídos visando o armazenamento de explosivos,
Construção: processo que inclui projeto, especifica- acessórios destes, munições, petrechos etc. por longo
ção de material, fabricação, inspeção, exame, teste e tempo. São construídos em alvenaria ou concreto,
avaliação de conformidade de caldeiras, vasos de com paredes duplas (com ventilação especial, natural
pressão e tubulações. ou artificial, visando à permanência prolongada do
Controle de fumaça por exaustão natural: sistema material armazenado). Geralmente usado em fábricas,
A
que permite a extração da fumaça para o exterior por entrepostos e para grande quantidade de material.
meios naturais, através de aberturas projetadas nas Depósitos rústicos: aqueles de construção sumária,
fachadas e cobertura. A fumaça é extraída através de dada à renovação constante do estoque de explosivos
aberturas permanentes no telhado ou automatizado. neles contidos, sendo constituídos, em princípio, de
M

Corredor de circulação: espaço totalmente desimpe- um cômodo de parede de alvenaria simples, de pouca
dido, destinado a circulação e evacuação de pessoas, resistência ao choque, coberto de laje de concreto
localizado entre lotes de recipientes contíguos e entre simples ou de telhas. Dispondo de ventilação natural
estes e os limites da área de armazenamento. (geralmente obtida de aberturas enteladas nas partes
Corrimão: barra, cano ou peça similar, com superfície altas das paredes) e de um piso cimentado ou
asfaltado. É o tipo de depósito construído para
G

lisa, arredondada e contínua, localizada junto às pa-


redes ou guardas de escadas, rampas ou passagens armazenamento de explosivos e acessórios em
para as pessoas nela se apoiarem ao subir, descer ou demolições industriais (pedreiras, minerações, des -
se deslocar. montes).

Costado do tanque: estrutura externa de um tanque. Descaracterização: reforma executada em elementos


Y

tombados.
Cozinha profissional: ambiente delimitado por um
único compartimento, ou por compartimentos adja- Descarga: parte da saída de emergência de uma edi-
centes, independente da distinção de pavimentos, ficação que fica entre a escada ou a rampa e o logra-
contendo equipamentos cuja finalidade é o processo douro público ou área externa com acesso a este,
S

de preparo de alimentos, que se destina diretamente à podendo ser constituídos por corredores ou átrios
finalidade econômica desempenhada, e/ou ao atendi- cobertos ou a céu aberto.
mento da própria coletividade pertencente desempe- Desinterdição: liberação para o funcionamento de um
nha, em apoio aos seus ocupantes, ao exercício de imóvel ou estabelecimento, que foi interditado pelo
atividades econômicas. Corpo de Bombeiros.
CPVC (policloreto de vinila clorado): tubulação em Detecção localizada: quando o objetivo é a rapidez
policloreto de vinila clorado destinados a conduzir a em se detectar a localização da ocorrência, tendo em
água para alimentar os equipamentos de combate a vista minimizar consideráveis perdas de elevado valor
incêndio. agregado, onde os pontos de captação de amostra de
Cup Burner Method: ensaio de extinção de chamas ar estejam localizados dentro de equipamentos, má -
previsto na NFPA 2001 e aplicado para combustíveis quinas e aparelhos.
classe B. Detecção principal: quando os pontos de amostra-

11
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

gem são localizados com o mesmo critério adotado ção a outros fatores. Os dispositivos de detectores
para os detectores pontuais de fumaça. mais utilizados são os de temperatura fixa, onde são
Detecção secundária: quando os pontos de amostra- acionados quando o ambiente atinge uma temperatura
gem são localizados diretamente no fluxo de ar do determinada, e os termovelocimétricos, instalados em
ambiente protegido. ambientes onde a característica de inicio de combus-
tão seja a elevação brusca de temperatura no sensor.
Detecção vertical: quando a tubulação responsável
pela amostragem do ar ambiente for posicionada na Diferencial de pressão: diferença de pressão entre
vertical ou inclinada. dois ambientes adjacentes.

Detectores de chama: monitoram ambientes, onde o Dique de contenção: maciço de terra, concreto ou
principal fator considerado é o surgimento de chama outro material quimicamente compatível com os pro-
no ambiente, em comparação a outros fatores. São dutos armazenados nos tanques, de forma a conter o
recomendados em ambientes onde haja o surgimento volume oriundo de eventuais vazamentos.

S
rápido de chama ou em ambientes abertos ou semia- Dispenser: dispositivo montado sobre uma plataforma
bertos, onde a ação de vento pode favorecer a dissi- elevada referido como um refúgio de bomba. O dispo-
pação de fumaça e calor do ambiente, eliminando os sitivo de dispensa de combustível líquido ou gasoso,
fatores de ação dos dispositivos detectores de fumaça incluindo gasolina ou gás natural comprimido, e si-
ou de temperatura. multaneamente, mede a quantidade dispensada.

M
Detectores de fumaça por amostragem de ar: com- Dispositivo contra bloqueio inadvertido (DCBI):
posto por dispositivo de detecção integrado a rede de meio utilizado para evitar que bloqueios inadvertidos
tubulação destinada a coletar o ar ambiente e realizar impeçam a atuação de dispositivos de segurança.
a análise percentual de partículas de fumaça em sus - Dispositivo regulador de pressão: dispositivo pro-
pensão no ambiente. Os detectores por amostragem jetado com a finalidade de reduzir, regular, controlar
de ar podem ser classificados, a saber:
Detectores lineares de fumaça: são distribuídos no
ambiente a proteger, onde a detecção de fumaça seja
o principal fator considerado no início de combustão.
Recebem a especificação de lineares, tendo em vista
que seus posicionamentos são de tal forma que os
S ou restringir a pressão da água.
Dispositivos de segurança: dispositivos ou compo-
nentes que protegem um equipamento contra sobre-
pressão manométrica, independente da ação do ope-
rador e de acionamento por fonte externa de energia.
A
Distância de segurança: distância entre uma face
feixes luminosos são projetados em direção paralela
exposta da edificação ou de um local compartimen-
ao teto do ambiente.
tado à divisão do lote, ao eixo da rua ou a uma linha
Detectores lineares de temperatura do tipo cabo: imaginária entre duas edificações ou áreas comparti-
que detecta o aumento de temperatura em qualquer mentadas do mesmo lote, medida perpendicularmente
M

parte de sua extensão, constituído de um sensor de à face exposta da edificação ou distância medida a
temperatura fixa. partir da extremidade do artifício pirotécnico, devendo
Detectores lineares de temperatura do tipo fibra ser utilizada como distância mínima para o início de
óptica: que detecta variação de temperatura e pres- posicionamento do público. Distância que delimita a
são, em função da variação local quanto as caracte- área de segurança.
G

rísticas da luz refletida no interior da fibra. Distância elétrica: distância mínima em linha reta
Detectores lineares de temperatura do tipo pneu- entre partes energizadas expostas de um equipa-
mático: baseado no princípio físico, mantendo-se o mento e partes metálicas da instalação.
volume de gases constante, conforme se aumenta a Distância livre: distância entre o topo do material
temperatura, acarreta um aumento de pressão.
Y

armazenado e os defletores dos chuveiros do teto.


Detectores lineares de temperatura: aplicados Distância máxima a ser percorrida: distância má-
próximos ou em contato direto com o material a prote- xima real, em metros, a ser percorrida por um opera -
ger. Recomenda-se a aplicação em bandejas de ca- dor, do ponto de fixação do extintor a qualquer ponto
bos, esteiras rolantes e similares. Os referidos detec - da área protegida pelo extintor.
S

tores podem ser classificados quanto ao tipo:


Diversões públicas: atividade de reunião de público,
Detectores pontuais de fumaça: monitoram ambi- em locais fechados ou ao ar livre, com entrada paga
entes com presença de materiais e atuam no início da ou não, destinados a entretenimento de qualquer
combustão, onde o principal fator considerado é a natureza, recreio ou prática de esportes, que reúna
geração de fumaça no ambiente, em comparação a um determinado público;
outros fatores. Os dispositivos de detectores mais
Duto de entrada de ar (DE): espaço vertical no inte-
utilizados são os tipos óptico (fotoelétrico) e iônico.
rior da edificação, que conduz ar puro, coletado ao
Detectores pontuais de temperatura: monitoram nível inferior desta, às escadas, antecâmaras ou
ambientes com presença de materiais e atuam no acessos, exclusivamente, mantendo-os, com isso,
início da combustão, onde o principal fator conside - devidamente ventilados e livres de fumaça em caso de
rado é a geração de calor no ambiente, em compara- incêndio.

12
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

Duto de exaustão: utilizados como condutores de autônomas destinadas a espaços comerciais (lojas e
gases, vapores e demais efluentes oriundos da coc- salas).
ção, sendo construído em formato de prisma ou em Edificação multifamiliar: edificação destinada ao uso
formato cilíndrico, constituídos por materiais incom - exclusivamente residencial constituída por mais de
bustíveis, tais como: chapa de aço carbono, aço ino - duas unidades residenciais.
xidável, ou qualquer outro material que venha a ga -
Edificação ou material resistente a fogo: material
rantir os mesmos critérios de resistência mecânica ao
de construção com propriedades de resistir à aç ão do
fogo e à corrosão, estanqueidade e rugosidade interna
fogo por determinado período de tempo, mantendo sua
equivalente aos dutos de aço.
segurança estrutural, estanqueidade e isolamento,
Duto de saída de ar (DS): espaço vertical no interior onde aplicável.
da edificação, que permite a saída, em qualquer pa-
Edificação térrea: construção de um pavimento, po-
vimento, de gases e fumaça da antecâmara da escada
dendo possuir mezaninos cujo somatório de áreas
para o ar livre, acima da cobertura da edificação.

S
deve ser menor que a metade da área do piso de pa-
Edificação: construção destinada a abrigar qualquer vimento.
atividade humana, materiais ou equipamentos,
Edificação unifamiliar: edificação destinada ao uso
incluindo-se os estabelecimentos.
exclusivamente residencial constituída por uma única
Edificação aberta lateralmente: edificação ou parte

M
unidade.
de edificação que, em cada pavimento:
Edificações com tombamento isolado: edificações
a) tenha ventilação permanente em duas ou mais fa - tombadas individualmente, por valores atribuídos di-
chadas externas, provida por aberturas que possam retamente a ela.
ser consideradas uniformemente distribuídas e que
Edificações destacadas e desprotegidas: edifica-
tenham comprimentos em planta que somados atinjam

S
ções desprovidas de sistema fixo de combate a incên-
pelo menos 40% do perímetro e áreas que somadas
dio.
correspondam a pelo menos 20% da superfície total
das fachadas externas; Edificação residencial privativa multifamiliar:
edificação destinada ao uso exclusivamente
b) tenha ventilação permanente em duas ou mais fa -
residencial privativo constituída por duas ou mais
chadas externas, provida por aberturas cujas áreas
unidades residenciais.
somadas correspondam a pelo menos 1/3 da superfí -
A
cie total das fachadas externas, e pelo menos 50% Edificação residencial privativa unifamiliar:
destas áreas abertas situadas em duas fachadas edificação destinada ao uso exclusivamente
opostas; residencial privativo constituída por uma única
unidade.
c) em qualquer caso, as áreas das aberturas nas fa-
M

chadas externas somadas devem corresponder a pelo Edificação térrea: construção de um pavimento,
menos 5% da área do piso no pavimento e as obstru- podendo possuir jirau ou mezanino desde que
ções internas eventualmente existentes devem ter atendidos os requisitos do artigo 11 do Decreto nº 42,
pelo menos 20% de suas áreas abertas, com as de 17 de dezembro de 2018.
aberturas dispostas de forma a poderem ser conside- Edifício garagem: edificação que se destina ao esta-
G

radas uniformemente distribuídas, para permitir venti- cionamento de veículos, seja de forma exclusiva ou de
lação. forma compartilhada com outras atividades.
Edificação anterior: edificação comprovadamente Efeito chaminé: fluxo de ar vertical dentro das edifi-
construída ou regularizada anteriormente à publicação cações, causado pela diferença de temperatura in-
do Decreto 42/2018 - COSCIP, desde que mantidas a terna e externa.
Y

área e a ocupação da época e não haja disposição em Efeito do sistema: efeito causado pelo erro de pro-
contrário pelo Sistema de Segurança contra Incêndio jeto e/ou instalação com configurações inadequadas
e Pânico. do sistema onde o ventilador está instalado, ocasio -
Edificação bifamiliar: edificação destinada ao uso nando redução do desempenho do ventilador em ter-
S

exclusivamente residencial constituída por duas uni- mos de vazão.


dades. Efluentes: é a emissão de fluido (líquido ou gasoso)
Edificação constituída por unidades autônomas : derivado do processo de cocção, que são arrastados
edificação destinada a abrigar usos e atividades não pelo sistema de exaustão e são descarregados na
residenciais, apresentando mais de uma unidade au- atmosfera.
tônoma. Elemento estrutural: todo e qualquer elemento cons-
Edificação geminada: tipo de edificação que trutivo do qual dependa a resistência e a estabilidade
compartilha a estrutura, alvenaria e telhado com outra. total ou parcial da edificação.
Edificação mista: para efeitos do Decreto 42/2018 - Eletrobomba: bomba centrífuga de pressurização
COSCIP, é edificação constituída de unidades com acionamento elétrico.
residenciais privativas (apartamentos) e unidades Eletrobomba Jockey: bomba centrífuga com acio-

13
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

namento elétrico, que tem a função de manter o sis- topo da carga de um palete contendo mercadorias
tema pressurizado, compensando pequenos vaza- combustíveis ou embalagens combustíveis. As merca-
mentos. dorias combustíveis embaladas individualmente com
Eletrodo de aterramento: parte ou conjunto de partes filme plástico e armazenadas de forma exposta sobre
do subsistema de aterramento capaz de realizar o um palete são também consideradas encapsuladas. O
contato elétrico direto com a terra e que dispersa a fechamento com filme plástico somente das laterais
corrente da descarga atmosférica nesta. da carga sobre paletes não é considerado encapsula-
mento. O termo encapsulamento não se aplica a pro -
Eletrodo de aterramento em anel: eletrodo de ater-
dutos ou embalagens envoltas em plástico colocadas
ramento formando um anel fechado ao redor da es -
dentro de caixas grandes fechadas, não envoltas em
trutura, em contato com a superfície ou abaixo do
plástico.
solo.
Ensaio: atividade que envolve o estudo ou a investi-
Elevador comum: aparelho de transporte vertical
gação sumária dos aspectos técnicos e/ou científicos

S
projetado para mobilizar as pessoas ou bens entre
de determinado assunto, resultando numa peça es -
diferentes níveis.
crita.
Elevador de emergência ou elevador de bombei-
Entrepiso: conjunto de elementos de construção, com
ros: aparelho que obedece a todas as características
ou sem espaços vazios, compreendido entre a parte

M
de um elevador comum, utilizado para evacuação de
inferior do forro de um pavimento e a parte superior do
feridos, doentes ou pessoas com mobilidade reduzida,
piso do pavimento imediatamente superior.
e em arranha-céus. Deve ficar à disposição dos bom-
beiros ou equipes de socorro. Equipamento ou máquina que produz calor: equi-
pamento ou máquina construído com a finalidade de
Embasamento: parte da edificação composta pelos
produzir calor (caldeira, fornos, boilers etc.), capaz de
pavimentos inferiores, cujas dimensões horizontais
excedem a projeção dos pavimentos superiores.
Emboque: estrutura (embocadura) que delimita a en-
trada e saída de um túnel.
Emergência: situação crítica e fortuita que representa
perigo à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio,
S causar uma autoignição do GLP, a uma temperatura
situada entre 490ºC e 610ºC.
Equipamentos de cocção: equipamentos que se
destinam a preparação de alimentos, através de ener-
gia térmica, proveniente do uso de fonte elétrica, uso
de gás ou sólido combustível.
A
decorrente de atividade humana ou fenômeno da
Equipotencialização para descargas atmosféricas:
natureza que obriga a uma rápida intervenção
ligação ao SPDA de partes condutoras separadas, por
operacional.
conexões diretas ou via dispositivos de proteção con-
Empilhamento: colocação, em posição vertical, de tra surto (DPS), para reduzir diferenças de potencial
M

um botijão de GLP sobre o outro, desde que assegu - causadas pela corrente da descarga atmosférica.
rada sua estabilidade.
Escada comum ou não enclausurada (NE): escada
Empilhamento estável: disposições de mercadorias que, embora possa fazer parte de uma rota de saída,
onde o colapso ou o deslizamento destas ou a inclina- se comunica diretamente com os demais ambientes,
ção das pilhas em direção aos canais verticais entre como corredores, halls e outros, em cada pavimento,
estas não é provável ocorrer no estágio inicial do in-
G

não possuindo paredes e portas corta-fogo.


cêndio.
Escada de emergência: escada integrante de uma
Empilhamento instável: disposições de mercadorias rota de saída, podendo ser uma escada pressurizada,
onde o colapso ou o deslizamento destas ou a inclina- escada enclausurada à prova de fumaça, escada en-
ção das pilhas em direção aos canais verticais entre clausurada protegida ou escada não enclausurada.
Y

estas deve ocorrer tão logo inicie o desenvolvimento


Escada de emergência enclausurada à prova de
do fogo.
fumaça (PF): escada cuja caixa é envolvida por pare-
Empresas de prestação de serviço de brigadas de des corta-fogo e dotada de portas corta-fogo, aces-
incêndio: são aquelas que devidamente registradas e sada por antecâmara igualmente enclausurada ou
S

habilitadas no CBMERJ, se encontram em condições local aberto, de modo a evitar fogo e fumaça em caso
de executar o serviço de brigadas de incêndio, no de incêndio.
território do Estado do Rio de Janeiro.
Escada de emergência pressurizada (EEP): escada
Empresas formadoras de bombeiro civil e briga- à prova de fumaça, envolvida por paredes corta-fogo e
dista voluntário de incêndio: são aquelas que devi- dotada de portas corta-fogo, cuja condição de estan-
damente registradas e habilitadas no CBMERJ, se queidade à fumaça é garantida por sistema de pressu-
encontram em condições de executar a formação e a rização.
atualização de bombeiro civil (BC) e a formação e a
Escape de ar: vazão de ar que sai dos ambientes
atualização do brigadista voluntário de incêndio (BVI),
pressurizados, definida em projeto.
no território do Estado do Rio de Janeiro.
Esguicho regulável básico: esguicho de jato regu-
Encapsulamento: método de embalagem que con-
lável em que a vazão de lançamento dá-se a uma
siste em envolver com filme plástico as laterais e o

14
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

pressão determinada pelo ajuste da forma do jato. senciais à estabilidade da edificação como um todo.
Espaços adjacentes: áreas dentro de uma edificação Estruturas temporárias: edificações provisórias fixa-
com comunicação com corredores, malls e átrios (ex. das em um espaço por um lapso temporal não supe-
lojas em um shopping center). rior a 90 dias, geralmente até o fim da realização de
Espoleta: tubo de alumínio contendo, em geral, uma determinado evento quando serão desmontadas e
carga de nitropenta e um misto de azida e estifinato transportadas para outro local. São exemplos de
de chumbo. É destinado a iniciação de explosivos. estruturas temporárias para atividades de caráter
eventual: palcos, camarins, camarotes, tablados, ten -
Estabelecimento: para efeitos do Decreto 42/2018 -
das, fechamentos metálicos (tapumes), house mix,
COSCIP, considera-se estabelecimento todo complexo
palanques, pórticos diversos para sustentação de
de bens organizado, para exercício da atividade da
iluminação, som e afins.
empresa, por empresário, ou por sociedade
empresária, em uma edificação ou partes desta (sala Estruturas verticais abertas e automatizadas de
estacionamento: estruturas situadas ao ar livre e

S
comercial, loja ou unidades autônomas).
sem fechamento lateral, destinadas a estacionamento,
Estabelecimentos comerciais: estabelecimentos que
em que o sistema de condução dos veículos é total-
manuseiam, armazenam ou exponham líquidos
mente automatizado e sem a presença humana.
inflamáveis e combustíveis em recipientes voltados
Estruturas verticais fechadas e automatizadas de

M
para o comércio.
estacionamento: estruturas situadas no interior de
Estabelecimentos especiais: estabelecimentos cuja
edificações, destinadas a estacionamento, em que o
atividade não envolva o comércio nem a in-
sistema de condução dos veículos é totalmente auto-
dustrialização de líquidos inflamáveis ou combustí -
matizado e sem a presença humana.
veis.
Evento pirotécnico: a queima e o uso de fogos de

S
Estabelecimentos para idosos: estabelecimentos
artifício e/ou artefatos pirotécnicos.
penais próprios, ou seções, ou módulos autônomos,
incorporados ou anexos a estabelecimentos para Evento temporário: qualquer tipo (s) de evento (s)
adultos, destinados a abrigar pessoas presas que classificado na seção 2 da Nota Técnica 5-04 –
tenham no mínimo 60 anos de idade ao ingressarem Eventos temporários de reunião de público, que
ou as que completem essa idade durante o tempo de possua duração inferior a 90 dias.
A
privação de liberdade. Exercícios simulados: atividade prática realizada
Estabelecimentos penais: todos aqueles utilizados periodicamente conforme o plano de emergência
pela justiça com a finalidade de alojar ou atender contra incêndio pânico (PECIP), com o objetivo de
pessoas presas, quer provisórias, quer condenadas, manter os ocupantes da edificação em condições de
ou ainda aquelas que estejam submetidas à medida enfrentar uma situação real de emergência, realizando
M

de segurança. o abandono da edificação e os procedimentos básicos


de emergência.
Estacionamento: local coberto ou descoberto em um
terreno, destinado à guarda de veículos. Explosão com projeção: explosão gerando projeção
de material incandescente que pode atingir outros
Estanqueidade: capacidade de um elemento constru-
artefatos.
tivo de impedir a ocorrência de rachaduras ou abertu-
G

ras, através das quais podem passar chamas e gases Explosão em massa: explosão a partir da iniciação
quentes capazes de ignizar um chumaço de algodão, de um artefato ou material, deflagrando a explosão
conforme estabelecido nas NBR 5628 e NBR 10636. dos demais artefatos ou materiais armazenados.

Estocagem: instalação representada por feixes ou Explosivos plásticos: massas maleáveis, nor-
Y

conjunto móvel de GCC, destinados ao armazena- malmente a base de ciclonite (RDX), trinitrotolueno,
mento de GCC. Permite o abastecimento rápido por nitropenta e óleos aglutinantes.
equalização de pressão sucessiva. Explosivos tipo ANFO: misturas de nitrato de amônio
Estrutura porta-paletes (racks): qualquer combina- com óleos combustíveis.
S

ção de elementos estruturais verticais, horizontais e Explosivos tipo dinamite: todos os que contêm
diagonais que apoiam mercadorias armazenadas. nitroglicerina em sua composição.
Algumas estruturas porta-paletes utilizam prateleiras Explosivos tipo emulsão: misturas de nitrato de
sólidas. As estruturas porta-paletes podem ser fixas, amônio diluído em água e óleos combustíveis, obtidas
modulares ou móveis. O carregamento pode ser ma- a partir de um agente emulsificante.
nual, utilizando empilhadeiras, gruas ou colocação
Explosivos tipo lama: misturas de nitratos diluídos
manual; ou automático, com sistemas de armazena-
em água e agentes sensibilizantes na forma de
gem e recuperação controlados por máquinas.
pastas.
Estruturas com risco de explosão: estruturas con-
Extintor de incêndio: aparelho de acionamento ma-
tendo materiais explosivos ou zonas perigosas.
nual, constituído de recipiente e acessórios contendo
Estruturas principais: considerar, para efeito desta o agente extintor destinado a combater princípios de
NT, como sendo todas as estruturas que sejam es - incêndio.

15
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Extintor portátil: extintor que possui massa total até Fogos frios ou indoor: fogos que quando entram em
245 N (25 kgf). combustão e consequentemente entram em contato
Extintor sobrerrodas: extintor que possui massa total com o oxigênio, apresentam uma rápida perda de ca-
superior a 245 N (25 kgf), montado sobre rodas. lorias.

Extração de fumaça: Retirada (natural ou mecânica) Fogos utilizados: fogos empregados no evento piro-
da fumaça de ambientes protegidos pelo sistema de técnico.
controle de fumaça. Foliões: pessoas que participam dos eventos com o
Fachada cega: paredes laterais de uma edificação propósito de se entreter.
sem aberturas (portas ou janelas). Fonte de ignição: energia mínima necessária, intro-
Fachada de aproximação: fachada da edificação duzida na mistura combustível/comburente, que dá
localizada ao longo de uma via pública ou privada, início ao processo de combustão. As formas de igni-
com largura livre maior ou igual a 6 m, sem obstrução, ção mais comuns são: chamas, superfícies aquecidas,

S
possibilitando o acesso e o posicionamento adequado fagulhas, centelha e arcos elétricos.
dos equipamentos de combate. A fachada deve pos- Food truck: veículo automotor destinado à comercia-
suir pelo menos um meio de acesso ao interior do lização de gêneros alimentícios em logradouros públi -
edifício e não ter obstáculos. cos, vias e áreas públicas ou privadas, com atividades

M
Fachada: qualquer das faces externas de uma edifi- que compreendam a venda direta ou distribuição gra -
cação, voltada para o logradouro ou para os afasta- tuita de alimentos ao consumidor, de caráter perma-
mentos da edificação em relação ao terreno ou a outra nente ou eventual, de modo estacionário ou itinerante.
edificação. Formação: curso realizado pelas empresas for-
Famílias de substâncias destruidoras da camada madoras de bombeiro civil e brigadista voluntário de
incêndio visando à preparação do aluno para exercer

S
de ozônio (SDOs): clorofluorcarbonos (CFCs), hidro-
clorofluorcarbonos (HCFCs), Halons, brometo de me- as funções de bombeiro civil (BC) ou brigadista vo-
tila, tetracloreto de carbono (CTC), metilclorofórmio e luntário de incêndio (BVI).
hidrobromofluorcarbonos (HBFCs). Forro resistente ao fogo: conjunto envolvendo as
Fator de fachada: razão entre a maior e a menor placas, perfis, suportes e selagens das aberturas,
dimensão da parede de cada uma das edificações devidamente ensaiado (conjunto), atendendo ao TRRF
A
confrontantes. mínimo igual ao que seria exigido para o elemento
protegido considerado.
Ficha de segurança pré-evento: ficha que deve ser
preenchida pelos responsáveis das edificações ou Gabinete de armazenamento de líquidos inflamá -
estabelecimentos de reunião de público (com ativi- veis e combustíveis: armários projetados para cen-
tralizar o armazenamento e a estocagem de líquidos
M

dade de diversões públicas), para cada evento, antes


da abertura ao público. Representa uma lista de verifi- inflamáveis e combustíveis de classes I, II e II A, em
cação das condições gerais de segurança contra in- recipientes. A capacidade volumétrica individual por
cêndio e pânico do local. gabinete é de até 460 litros.

Filtro de partículas: elemento destinado a realizar a Gás combustível comprimido (GCC): combustível
retenção de partículas existentes no escoamento de gasoso, gás natural seco ou biogás purificado, odori -
G

ar e que estão sendo arrastadas por este fluxo. zado e sob pressão.

Flashover: Ignição simultânea de toda carga de in- GLP: Gás liquefeito de petróleo.
cêndio presente no ambiente superaquecido. Gás natural (GN): mistura de gases inorgânicos e
Fogo classe A: fogo envolvendo materiais combustí- hidrocarbonetos saturados, contendo principalmente
Y

veis sólidos, tais como madeiras, tecidos, papéis, metano, cuja composição qualitativa e quantitativa
borrachas, plásticos termoestáveis e outras fibras depende dos fatores envolvidos no processo de pro-
orgânicas, que queimam em superfície e profundi- dução, coleta, condicionamento e escoamento do gás
dade, deixando resíduos. combustível, encontrado em rochas porosas no sub-
solo.
S

Fogo classe B: fogo envolvendo líquidos e/ou gases


inflamáveis ou combustíveis, plásticos e graxas que Gás natural liquefeito (GNL): fluido no estado líquido
se liquefazem por ação do calor e queimam somente em condições criogênicas, composto predominante-
em superfície. mente de metano e que pode conter quantidades mí -
nimas de etano, propano, nitrogênio ou outros compo-
Fogo classe C: fogo envolvendo equipamentos ener-
nentes normalmente encontrados no gás natural.
gizados, fios, cabos, quadros elétricos e similares,
onde deve se utilizar extintores não condutores de Gás natural veicular (GNV): gás natural destinado à
eletricidade para proteger seus operadores. utilização em veículos.

Fogos de artifício: designação comum a peças piro- Gases ativos: compostos halogenados que possuem
técnicas preparadas para transmitir a inflamação a fim baixo ou nulo potencial de destruição da cam ada de
de produzir luz, ruído, chamas ou explosões e nor- ozônio.
malmente empregado em festividades. Gases inertes: agentes que contenham, como com-

16
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

ponentes primários, um ou mais dos seguintes gases: da carteira de habilitação de bombeiro civil, confec-
hélio, neônio, argônio ou nitrogênio. Quando são cionada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
misturas de gases, podem ter como componentes Rio de Janeiro - CBMERJ, renovada a cada 05 anos,
o o
secundários o dióxido de carbono. conforme o Art. 2 da Lei n 7355 de 14 de julho de
Gelatina explosiva: mistura de nitrocelulose e 2016.
nitroglicerina utilizada na fabricação de explosivos tipo Hospitais de custódia e tratamento, aqui denomi-
dinamite. nados serviço de atenção ao paciente judiciário:
Grelha de insuflação: dispositivo utilizado nas saídas estabelecimentos penais destinados a atender pes -
de ar dos dutos de insuflação para direcionar e distri - soas submetidas à medida de segurança.
buir o ar de modo adequado. Iluminação incandescente: iluminação gerada por
Grelhas e venezianas: aberturas para introdução e lâmpadas constituídas de um bulbo evacuado con-
extração de ar. tendo um filamento metálico que, ao receber uma
corrente elétrica, atinge elevadíssimas temperaturas e

S
Guarda ou guarda-corpo: barreira protetora vertical,
“incandesce”, emitindo calor e luz.
maciça ou não, delimitando as faces laterais abertas
de escadas, rampas, patamares, terraços, balcões, Imóvel: lote ou terreno, público ou privado, edificado
galerias e assemelhados, servindo como proteção ou não.

M
contra eventuais quedas de um nível para outro. Imóvel edificado: imóvel ocupado total ou parcial-
Habilitação: reconhecimento e validação de todas as mente com edificação permanente.
etapas pertinentes a manutenção de suas rotinas em Imóvel não edificado: imóvel não ocupado ou ocu-
cursos de atualização e dos seus certificados de pado com edificação provisória, em que não se exer -
conclusão dos cursos de atualização emitidos por çam atividades nos termos da legislação de uso e
empresa formadora de BC credenciada no CBMERJ ocupação do solo.
realizada periodicamente para o exercício das funções
profissionais.
Halon: composto halogenado produzido artificial-
mente, contendo carbono, bromo e cloro e/ou flúor.
Por possuírem alto potencial destruidor da camada de
S Incêndio: fogo fora de controle.
Incêndio natural: variação de temperatura que simula
o incêndio real, função da geometria, ventilação, ca-
racterísticas térmicas dos elementos de vedação e da
carga de incêndio específica.
A
ozônio (PDCO), sua importação foi totalmente proibida
Incêndio padrão: elevação padronizada de tempera-
em 2010 pelo Protocolo de Montreal. Atualmente só é
tura em função do tempo, dada pela seguinte expres-
permitida a importação de halons regenerados
são:
(substância usada que foi reprocessada para retornar
às mesmas especificações do produto original) por θ g = θ o + 345 log (8 t + 1) onde:
M

não fazerem parte do cronograma de eliminação do t é o tempo, em minutos;


protocolo. θ o é a temperatura do ambiente antes do início do
Heliponto: área homologada ou registrada, ao nível aquecimento, em graus celsius, geralmente tomada
do solo ou elevada utilizada para pousos e igual a 20°C;
decolagens de helicópteros. θ g é a temperatura dos gases, em graus celsius, no
G

Heliporto: helipontos públicos dotados de instalações instante t.


e facilidades para apoio de helicópteros e de Incombustível: material que atende aos padrões de
embarque e desembarque de pessoas, tais como: método de ensaio para determinação da não-combus-
pátio de estacionamento, estação de passageiros, tibilidade.
locais de abastecimento, equipamentos de
Y

Índice de massividade: razão entre o perímetro ex-


manutenção, etc.
posto ao incêndio e a área da seção transversal de
Hidrante (tomada de incêndio): ponto de tomada um perfil estrutural.
d’água provido de registro de manobra e união tipo
Iniciador: conjunto composto por espoleta e tubo fle-
engate rápido.
S

xível oco com revestimento interno de película de


Hidrante de recalque (hidrante de passeio ou de mistura explosiva.
fachada): dispositivo instalado na canalização ou
Iniciador pirotécnico: dispositivo que sob ação de
rede preventiva, destinado a utilização pelas viaturas
fricção, chama, percussão ou corrente elétrica gera o
do Corpo de Bombeiros.
calor necessário de modo a principiar o funcionamento
Hidrante urbano: ponto de tomada de água provido do fogo de artifício.
de dispositivo de manobra (registro) interligado à rede
Integridade estrutural: conjunto de propriedades e
da companhia distribuidora local.
características físicas necessárias para que um equi -
Homologação: reconhecimento de todas as etapas pamento ou item desempenhe com segurança e efici -
pertinentes ao seu curso de formação e do seu ência as funções para as quais foi projetado.
certificado de conclusão emitidos por empresa forma-
Interdição: ato que impede, total ou parcialmente, o
dora de BC credenciada no CBMERJ, com a emissão
funcionamento de um imóvel, um estabelecimento ou

17
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

o uso de uma determinada área, por não atender as dido pelo Corpo de Bombeiros Militar, que certifica o
condições de segurança contra incêndio e pânico. cumprimento de todas as medidas de segurança
Este ato pode estar relacionado à interrupção de uma contra incêndio e pânico, baseado no laudo de exi-
atividade específica. gências. Este documento atesta que o imóvel, esta-
Interligação: abertura entre túneis, sinalizada, ilumi- belecimento ou área de risco está regularizado no
nada e provida de porta de emergência do tipo corta - Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Ja-
fogo (PCF) com tempo requerido de resistência ao neiro;
fogo (TRRF) de 90 min. b) Certificado de aprovação assistido (CAA): docu-
Intervenção: toda alteração do aspecto físico, das mento expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar para
condições de visibilidade ou da ambiência do bem um local quando um profissional técnico declara o
edificado, tombado ou da sua área de entorno tais cumprimento das medidas de segurança contra in-
como: serviços de instalação, reforma, reconstrução cêndio e pânico. Este documento significa que o imó-
etc. vel, estabelecimento ou área de risco está regulari-

S
zado no Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rio
Isolamento de risco: distância ou proteção que eli-
de Janeiro.
minam o risco de transmissão do fogo, de tal forma
que, para fins de previsão das exigências de medidas c) Certificado de aprovação simplificado (CAS):
de segurança contra incêndio, uma edificação seja documento expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar

M
considerada independente em relação à outra. para um local quando o responsável legal se compro-
mete com as informações fornecidas e informa que
Jirau: piso elevado no interior de um compartimento,
cumpriu as medidas de segurança de contra incêndio
com altura reduzida, em geral sem fechamento ou
e pânico. Este documento é emitido para locais de
divisões, cobrindo apenas parcialmente a área do
baixo risco, classificados no risco diferenciado. Este
mesmo; distingue-se do mezanino por suas menores

S
documento reúne as medidas de segurança contra
dimensões, situando-se em compartimentos ou em
incêndio e pânico, os cuidados e restrições para o
edificações pequenas, muito usado em lojas.
funcionamento do estabelecimento. Este documento
Lanço de escada: sucessão ininterrupta de degraus significa que o imóvel, estabelecimento ou área de
entre dois patamares sucessivos, nunca inferior a três risco está regularizado no Corpo de Bombeiros Militar
degraus. do Estado do Rio de Janeiro.
A
Largura do degrau (L): distância entre o bocel do d) Certificado de vistoria anual (CVA): documento
degrau e a projeção do bocel do degrau imediata- expedido pelo Corpo de Bombeiros Militar para locais
mente superior, medida horizontalmente sobre a linha que possuem áreas de reunião de público. Este do-
de percurso da escada. cumento certifica o cumprimento das medidas de se-
Laudo de exigências (LE): documento expedido pelo gurança contra incêndio e pânico e possui validade de
M

CBMERJ como resultado da análise e aprovação do doze meses, a contar da data de emissão.
Projeto de Segurança Contra incêndio e Pânico, no d) Certificado de despacho (CD): documento emitido
qual constam as medidas de segurança contra para atestação de pendências nas solicitações de
incêndio e pânico projetadas para uma edificação, laudos de exigências ou certificados de aprovação,
estabelecimento, área de risco ou agrupamento. bem como na concordância de solicitações que não
G

Laudo de prevenção e combate de incêndio (LPCI): ensejem na emissão dos documentos descritos pelas
documento expedido pelo Corpo de Bombeiros para alíneas (a) e (b);
estádios de futebol, no intuito de atender ao previsto e) Laudo de exigências (LE): documento elaborado
no Decreto nº 6.795, de 16 de março de 2009. Este por vistoriador após vistoria inicial, quando houver,
documento é um parecer elaborado após vistoria no
Y

que descreve as providências a serem tomadas pelo


local, avaliando as condições de segurança contra proprietário ou responsável com o objetivo de adequar
incêndio e pânico. o imóvel à legislação dentro do prazo estabelecido;
Legislação: envolve todas as normas jurídicas refe- f) Laudo de prevenção e combate a incêndio e pânico
rentes à segurança contra incêndio e pânico, no âm - (LPCIP): documento expedido pelo CBMERJ para
S

bito do Estado do Rio de Janeiro. estádios de futebol, no intuito de atender ao previsto


Leiaute (“layout”): distribuição física de elementos no Decreto nº 6.795/2009;
num determinado espaço. Limite da área de armazenamento: linha fixada pela
Licenças: atos administrativos que permitem o exer- fileira externa de recipientes transportáveis de GLP,
cício lícito de habitação ou atividade em um imóvel ou em um lote externo de recipiente, acrescida da largura
estabelecimento, prescrevendo sistemas preventivos a do corredor de circulação, quando houver.
serem mantidos e conservados; são formalizados Limite da propriedade: linha ou divisa que define a
através de documentos emitidos pelo CBMERJ, con- área externa ao empreendimento, delimitando a pro -
forme os tipos de imóveis e ocupações a serem licen- priedade imobiliária, separando o logradouro público
ciados: da área privada e separando terrenos ou construções
a) Certificado de aprovação (CA): documento expe- vizinhas que sejam de propriedade de terceiros.

18
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

Limite do lote de recipientes: linha fixada pela fileira amento, desmembramento ou remembramento, cuja
externa dos recipientes transportáveis de GLP, em um testada é adjacente a logradouro público reconhecido.
lote de recipientes. Loteamento: divisão de glebas em lotes destinados à
Linha de abastecimento: trecho da tubulação para a edificação, com aberturas de novas vias de circulação
condução de GLP, normalmente em fase líquida, que ou de logradouros públicos ou privados.
interliga a tomada de abastecimento ao (s) recipiente Maior risco predominante: risco considerado mais
(s) da central de GLP. relevante (pior risco) dentre os diversos riscos
Líquido miscível em água: líquido que, em qualquer presentes na edificação.
proporção, se misture com a água sem a utilização de Mais desfavorável: circunstância em que, havendo
aditivos químicos, como agentes emulsificantes. mais de uma opção de distância a ser percorrida por
Locais de diversões públicas: locais destinados a pessoas ou pela água e demais substâncias extintoras
entretenimento de qualquer natureza, recreio ou em sistemas preventivos, se adote a de maior risco.

S
prática de esportes e que reúnam um determinado Mangotinho: ponto de tomada de água onde existe
público. Estes locais podem ser fechados ou ao ar uma saída contendo válvula de abertura rápida,
livre, com entrada paga ou não. adaptador, mangueira semirrígida e esguicho regulá-
Locais de reunião de público: espaço destinado ao vel.

M
agrupamento de pessoas, em imóvel de uso coletivo, Mangueira: condutor flexível para conduzir água do
público ou não, com capacidade superior a 200 pes - hidrante ao esguicho.
soas, tais como estádios, auditórios, ginásios, esco -
Materiais de acabamento: todo material ou conjunto
las, clubes, teatros, cinemas, parques de diversão,
de materiais utilizados como arremates entre ele-
hospitais, supermercados, cultos religiosos e salões
mentos construtivos.
de uso diverso.
Local da apresentação: área necessária à realização
do evento pirotécnico. Nesta área não estão incluídas
as áreas destinadas ao desembarque, armazena-
mento, espectadores, estacionamento, etc.
Local de relativa segurança: local dentro de uma
S Materiais de revestimento: todo material ou conjunto
de materiais empregados nas superfícies dos ele-
mentos construtivos das edificações, tanto nos ambi -
entes internos como nos externos, com finalidade de
atribuir características estéticas, de conforto, de dura -
bilidade etc. Incluem-se pisos, forros, revestimentos
A
edificação ou estrutura onde, por um período limitado têxteis (carpetes, pisos, paredes, dentre outros), pa -
de tempo, as pessoas têm alguma proteção contra os péis de parede e as proteções térmicas dos elementos
efeitos do fogo e da fumaça. Este local deve possuir estruturais.
resistência ao fogo e elementos construtivos, de aca -
Materiais termo acústicos: materiais utilizados para
bamento e de revestimento incombustíveis, proporcio-
M

o isolamento térmico e/ou acústico, como lã de vidro,


nando às pessoas continuarem sua saída para um
isopores, vermiculita, vidros e outros.
local de segurança. Exemplos: escadas de segurança,
escadas abertas externas, corredores de circulação Material de cobertura: lonas, vidro, telhas cerâmicas
(saída) ventilados (mínimo de 1/3 da lateral com ven - e outros.
tilação permanente). Material resistente ao fogo: material capaz de resis-
G

Local de saída única: local em um pavimento da edi- tir ao fogo durante no mínimo 2 horas, ensaiado con -
ficação, onde a saída é possível apenas em um sen - forme ABNT NBR 10636.
tido. Material retardante: produtos ou materiais que, em
Local de segurança: local fora da edificação, no qual seu processo químico, recebem tratamento para me-
as pessoas estão sem perigo imediato dos efeitos do lhor se comportarem ante a ação do calor, ou ainda
Y

fogo. aqueles protegidos por produtos que dificultem a


queima, quando expostos a um processo de combus -
Local fechado: ambiente com paredes ou grades
tão.
fixas como fechamento, com portas ou vãos que dão
acesso ao interior do espaço, neste caso podendo Medidas de prevenção de incêndios: aquelas
S

possuir cobertura ou não. destinadas a minimizar os riscos de ocorrência de


incêndios no sistema de exaustão e nos equipamentos
Logradouro público: espaço de propriedade
de cocção.
municipal, estadual ou federal, destinado ao trânsito
público, oficialmente reconhecido, aceito e identificad o Medidas de proteção ativa: aquelas acionadas
por uma denominação. somente por ocasião do incêndio e compreendem
sistemas fixos de detecção, de alarme e de extinção
Lote de recipiente: conjunto de recipiente transportá-
com ação automática ou manual, registros, damper
veis de GLP, sem que haja necessidade de corredor
corta-fogo com acionamento eletromecânico, extinto-
de circulação entre eles, com área máxima equiva-
res portáteis, hidrantes e dispositivos de intertrava -
lente à superfície ocupada por 120 recipientes de
2 mento para bloqueio das fontes de energia elétrica do
massa líquida, igual a 13kg (até 20m ).
sistema de exaustão e das fontes de energia elétrica e
Lote: parcela autônoma de terreno resultante de lote- combustível dos equipamentos de cocção.

19
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Medidas de proteção contra incêndio: aquelas Decreto 42/2018 - COSCIP.


destinadas a minimizar os danos decorrentes do in- Nicho: compartimento com paredes e cobertura com
cêndio, impedindo sua propagação para outros ambi - tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) de no
entes e propiciando a possibilidade de sua extinção mínimo 02 (duas) horas, construído sob a projeção da
ou auto extinção. edificação, no pavimento térreo e com acesso pela
Medidas de proteção passiva: aquelas associadas a fachada da edificação. Destinado à proteção física de
aspectos construtivos intrínsecos ao sistema de recipientes transportáveis de GLP e seus comple-
exaustão e compreende: seleção de materiais e pro- mentos.
cedimentos de fabricação e instalação, incluindo, Nível de descarga: nível no qual uma porta externa
onde aplicável, selagem corta-fogo, enclausuramento conduz ao exterior.
e/ou atendimento aos afastamentos mínimos.
Nível de escape: nível no qual uma porta conduz a
Medidas de segurança contra incêndio e pânico: um local seguro no exterior da edificação.
conjunto de dispositivos, sistemas ou procedimentos a

S
Nível mais baixo onde se observam efeitos adver -
serem adotados nas edificações e áreas de risco,
sos (LOAEL): nível mais baixo de concentração de
necessários a evitar o surgimento de um incêndio,
agente extintor onde se observam efeitos toxicológi-
limitar sua propagação, possibilitar sua extinção, bem
cos ou fisiológicos adversos ao ser humano.
como propiciar a proteção à vida, meio ambiente e

M
patrimônio. Nível onde não se observam efeitos adversos (NO
AEL): nível mais alto de concentração de agente ex-
Medidor: equipamento destinado à medição do con-
tintor onde não se observam efeitos toxicológicos ou
sumo de gás combustível.
fisiológicos adversos ao ser humano.
Megajoule (MJ): medida de capacidade calorífica dos
Nível ou pavimento de acesso: nível do terreno no
corpos e materiais, estabelecida pelo sistema

S
ponto em que se atravessa a projeção da fachada ao
internacional de unidades (SI).
se entrar na edificação.
Mercadorias classe I, II, III e IV: combinação de pro-
Nível ou pavimento de descarga: parte da saída de
dutos com suas embalagens e recipientes, com varia-
emergência de uma edificação que fica entre a escada
dos graus de combustibilidade.
ou rampa e o logradouro público ou área externa com
Método de cálculo determinístico: método de acesso a este.
A
cálculo baseado no prévio conhecimento da quanti-
Nota técnica (NT): documento técnico, aprovado por
dade e qualidade de materiais existentes na edifica -
portaria do Comandante-Geral do CBMERJ, que
ção em estudo.
regulamenta as medidas de segurança contra incêndio
Método de cálculo probabilístico: método de cálculo e pânico, além de procedimentos administrativos para
baseado em resultados estatísticos do tipo de
M

regularização e fiscalização das edificações e áreas


atividade exercida na edificação em estudo. de risco.
Mezanino: andar encaixado no pé-direito de outro Notificação: documento emitido pelo Corpo de
pavimento, geralmente contendo abertura parcial para Bombeiros ao ser identificado que o imóvel ou esta-
este pavimento. Em compartimentos ou edificações de belecimento não está devidamente regularizado no
menor porte é comumente chamado de jirau. Corpo de Bombeiros ou deixa de atender alguma me-
G

Módulo de celas: conjunto de celas individuais e/ou dida de segurança contra incêndio e pânico. A notifi -
coletivas, que podem ser dispostas em alas (cor- cação define um prazo para o cumprimento das medi-
redores) e possuem a estrutura intrínseca às ativida- das. Caso não sejam cumpridas as exigências des -
des primordiais e cotidianas das pessoas presas critas na notificação, o imóvel ou estabelecimento
Y

como, por exemplo, refeitório, pátio descoberto (pátio estará sujeito ao auto de infração.
de sol), pátio coberto. Normalmente possui uma en- NPSH (Net Positive Suction Head): pressão mínima
trada única assistida por um controle de agentes de exigida na entrada da bomba para evitar a cavitação.
segurança penitenciária. O módulo de celas pode ser
Objeto da obra: edificação ou estrutura, provisória ou
chamado também de raio, bloco, pavilhão, vivência,
S

não, que compõe a obra propriamente dita. É o que


entre outros.
está sendo construído ou demolido.
Motogerador cabinado: gerador com um invólucro,
Ocupação: tipo de atividade econômica, uso residen-
um gabinete fechando o equipamento. As cabines
cial ou outro, com ou sem fins lucrativos, nacional ou
podem receber tratamento acústico. Algumas cabines
não, exercida em uma propriedade pública ou privada,
também podem ser usadas ao tempo, sem necessi-
onde possa haver pessoas ou bens.
dade de uma sala apropriada.
Ocupação múltipla: para que a ocupação múltipla se
Motobomba: bomba centrífuga de pressurização
caracterize, é necessário que a área destinada às
acionada por motor à explosão.
ocupações secundárias seja superior a 10% da área
Mudança de ocupação: consiste na alteração de uso total da edificação ou superior a 1.500m².
da edificação que motive a mudança de classificação Caracterizam-se também como ocupação múltipla as
da ocupação, prevista na tabela do Anexo II do edificações que possuam em qualquer pavimento

20
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

ocupações secundárias estabelecidas em área igual parcialmente de material plástico.


ou maior que 90% do mesmo pavimento. Não se Palete de plástico reforçado: palete de plástico
considera como ocupação múltipla, o local onde reforçado internamente por aço ou fibra de vidro ou
predomine uma atividade principal juntamente com outros materiais.
atividades subsidiárias, fundamentais para a sua
Pânico: susto ou pavor que, repentino, provoca nas
concretização.
pessoas reação desordenada, individual ou coletiva,
Ocupação secundária: atividade ou uso exercido na de propagação rápida.
edificação, sendo não subsidiária e não correlata com
Papéis de alta gramatura: papéis de alta gramatura
a ocupação principal.
são papéis com mais de 100 g/m2.
Ocupação subsidiária: atividade ou uso de apoio ou
Papéis de baixa gramatura: papéis de baixa grama-
suporte vinculada a uma ocupação principal, correlata
tura são papéis com menos de 50 g/m2.
e fundamental para a sua concretização, sendo
considerada parte integrante desta. Caso a atividade Papéis de média gramatura: papéis de média gra-

S
de apoio seja depósito, esta não poderá exceder 10% matura são papéis com gramatura entre 50 a 100
da área total da edificação (limitada a 1.500m²) para g/m2.
que seja considerada subsidiária. Papéis tissue: papéis macios e absorventes, com
Ocupação predominante: ocupação ou atividade de textura característica de gaze, independentemente da

M
maior risco exercido na edificação, mesmo não sendo gramatura, como por exemplo, lenços de papel, guar -
a atividade econômica principal. danapos, papel higiênico, toalhas de papel, papel para
filtros.
Oficinas de requalificação: local que se destina aos
trabalhos de requalificação e/ou manutenção de reci- Papel: material constituído por uma pasta de fibras de
pientes transportáveis de GLP. celulose, cargas minerais e outros produtos, utilizado

Operação de abastecimento: operação de trans-


ferência de GLP entre o veículo abastecedor e os re -
cipientes da central de GLP.
Operador: responsável pelas medidas preparatórias e
pelas ações exigidas no decorrer do evento, tendo a
Spara grande variedade de usos, principalmente impri-
mir, escrever e embalar. Para efeito desta nota téc -
nica, o termo papel é utilizado independentemente da
gramatura da folha, número de camadas ou método de
fabricação do material.
Parecer técnico (PT): ato administrativo opinativo que
A
seu encargo a realização do evento pirotécnico, as
funciona como embasamento jurídico para
precauções do desembarque, o recebimento, a
procedimentos administrativos, que indicam e
guarda, a preparação, o isolamento e o disparo dos
fundamentam soluções para determinado assunto não
fogos de artifício.
previsto pela legislação.
Organização Bombeiro Militar (OBM): toda estrutura
M

Parede cega: parede que não tem portas, janelas ou


física do CBMERJ, dotada de efetivo para o exercício
outra abertura.
das ações de segurança contra incêndio e pânico.
Parede corta-fogo: tipo de compartimentação que,
Órgão de preservação: autarquias ou fundações cuja
sob a ação do fogo, conserva suas características de
missão estabelecida em lei ou outro instrumento legal
resistência mecânica, estanqueidade à propagação da
é a proteção do patrimônio cultural brasileiro. Pode ter
G

chama e proporciona um isolamento térmico tal que a


âmbito federal, estadual e/ou municipal.
temperatura medida sobre a superfície não exposta
Painel alveolar: painéis pré-moldados de concreto, não ultrapasse 140°C durante um tempo especificado.
em geral, protendido, que possuem seção transversal
Parte interna: local situado no interior da estrutura
com altura constante e alvéolos em seu comprimento.
física do veículo.
Y

Painel de controle principal de bombas de incên-


Passarela de emergência: estrutura destinada a pas-
dio: conjunto de dispositivos utilizados para controlar
sagem de pedestres, exclusivamente para rota de
a partida e a parada do motor da bomba de incêndio,
saída, resgate ou manutenção, construída ao longo da
bem como para monitorar e sinalizar a situação e a
pista ou dos trilhos do túnel, desprovida de qualquer
condição do conjunto da bomba de incêndio.
S

obstáculo e dotada de sinalização e iluminação.


Painel de fumaça/Barreira de fumaça: elemento
Passeio: parte da via pública, normalmente se-
vertical de separação inserido no teto constituído por
gregada, destinada à circulação de qualquer pessoa,
partes de construção da edificação ou qualquer outro
independente de idade, estatura, limitação de mobili-
elemento que seja resistente ao fogo, utilizado para
dade ou percepção, com autonomia e segurança, bem
evitar a propagação horizontal da fumaça.
como à implantação de mobiliário urbano, equipa-
Palete: estrado de madeira, metal ou plástico utilizado mentos de infraestrutura, vegetação, sinalização e
para suportar cargas, facilitando o transporte e arma - outros fins previstos em leis específicas.
zenamento de mercadorias.
Patamar: superfície horizontal mais alongada que os
Palete de madeira: palete construído inteiramente de pisos (degraus). Servem como descanso ao subir uma
madeira. escada que vence uma grande altura piso a piso.
Palete de plástico: palete constituído total ou

21
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Pátio contíguo: entende-se por pátio contíguo a área atendidos pelo CBMERJ, mediante exame técnico das
descoberta balizada lateralmente a uma edificação edificações, materiais e equipamentos, no local ou em
permanente e/ou provisória, dentro do seu perímetro, laboratório especializado.
que possua canalização preventiva. Perigo sério e iminente de causar danos: situação
Pátio de armazenagem: área não coberta que tem ensejadora de interdição ou embargo, prevista no
como destinação de uso a estocagem provisória de Decreto-Lei nº 247/75, caracterizada nas hipóteses do
produtos manufaturados de origem comercial ou in- Capítulo VII – Das Infrações e Penalidades.
dustrial; de produtos produzidos pela atividade agrí - Pessoa com deficiência: aquela que tem impedi-
cola, de extrativismo vegetal ou mineral; bem como mento de longo prazo de natureza física, mental, in -
daqueles derivados das atividades e atribuições legais telectual ou sensorial, o qual, em interação com uma
do poder público. ou mais barreiras, pode obstruir sua participaç ão
Pátio de sol: espaço coletivo destinado ao banho de plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi -
sol e ao lazer. ções com as demais pessoas.

S
Pátio Isolado: área descoberta em terreno delimitado Pessoa com mobilidade reduzida : aquela que tenha,
ou que possua edificação permanente e/ou provisória, por qualquer motivo, dificuldade de movimentação,
dentro do seu perímetro, isenta de canalização pre - permanente ou temporária, gerando redução efetiva
ventiva. da mobilidade, da flexibilidade, da coordenação mo-

M
Pavimento: conjunto de áreas cobertas ou descober- tora ou da percepção, incluindo idoso, gestante, lac -
tas em uma edificação, situadas entre o plano de um tante, pessoa com criança de colo e obeso.
piso e o teto imediatamente superior, admitindo-se um Piso: superfície superior do elemento construtivo
desnível máximo de 1,50m. horizontal sobre a qual haja previsão de estocagem de
Pavimento de uso comum (PUC): parte integrante materiais ou onde os usuários da edificação tenham
das áreas comuns da edificação, podendo abrigar
dependências de serviço e apoio ao uso principal,
atividades de lazer e recreação, de administração, de
estacionamento, e outras admitidas pela legislação.
Pavimento em pilotis: local edificado de uso comum,
S acesso irrestrito.
Plano de abandono: parte integrante do Plano de
Emergência Contra Incêndio Pânico, que estabelece
um conjunto de ações e procedimentos a ser adotado
em uma edificação ou área de risco, visando a remo -
ção rápida, segura e ordenada de toda a população
A
aberto em pelo menos três lados, devendo os lados
abertos ficar afastados, no mínimo, 1,50 m das fixa e flutuante da edificação em caso de emergência.
divisas. Ou o local coberto, aberto em pelo menos Plano de emergência contra incêndio e pânico
duas faces opostas, cujo perímetro aberto tenha, no (PECIP): documento estabelecido em função dos ris-
mínimo, 70% do perímetro total. cos de incêndio e pânico da edificação, que encerra
M

Pavimento em subsolo: pavimento cuja cota da face um conjunto de ações e procedimentos a ser adotado,
superior da laje de cobertura não ultrapassa a cota do visando à proteção da vida, do meio ambiente e do
nível do logradouro. patrimônio, bem como a redução das consequências
de sinistros.
Pavimento semiembutido ou semienterrado:
aqueles que têm partes de seus pés direitos contidas Planta de emergência: mapa simplificado do local,
G

acima e abaixo do nível do logradouro. As partes em escala, indicando os principais riscos existentes,
acima do nível do logradouro, tomada em seu eixo as rotas de fuga a os meios que podem ser utilizados
central, deverão ter altura máxima de 1,50 m. em caso de sinistro.

Pavimento técnico: pavimento de uma edificação, Plásticos, elastômeros e borracha: plásticos, elas-
tômeros e borrachas são classificados como Grupos
Y

destinado a abrigar máquinas, piso técnico de


eleva¬dores, caixas de água, circulação vertical ou A, B ou C. Esta classificação é baseada em plásticos
qualquer equipamento, sendo vedada a sua utilização não modificados. O uso de produtos retardantes de
para qualquer fim de ocupação humana permanente. chama ou de fogo, ou alterações na forma física do
material, podem alterar a classificação.
Pé direito de referência: média aritmética das alturas
S

do ponto mais alto e do ponto mais baixo da cobertura Plásticos expandidos (espumados ou celula res):
(ou do falso teto) medida a partir da face superior do plásticos cuja densidade é reduzida pela pre sença de
piso. grande número de células, interconectadas ou não,
dispersas em seu corpo.
Pé-direito: distância vertical entre o piso e o tet o de
um andar em uma edificação. Plásticos expostos: plásticos não recobertos por
embalagens ou por envoltórios que absorvam água ou
Penitenciárias: estabelecimentos penais destinados
retardem significativamente a combustão da mercado-
ao recolhimento de pessoas presas com condenação
ria. Quando envoltos em papel ou encapsulados em
à pena privativa de liberdade em regime fechado, do-
filme plástico, ou ambos, devem ser considerados
tadas de celas individuais e coletivas.
expostos.
Perícia de incêndio: consiste na apuração das cau-
Plásticos sujeitos a derramamento: plásticos que
sas, desenvolvimento e consequências dos sinistros

22
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

caem de suas embalagens durante um incêndio, obs - destinados ao abastecimento público.


truindo os vãos verticais e criando um efeito de aba - Posto de comando: local fixo ou móvel, com repre-
famento do fogo. Exemplos incluem plásticos em pó, sentantes de todos os órgãos envolvidos no atendi-
paletizados, em flocos ou pequenos objetos (estojos mento de uma emergência.
de lâminas de barbear, pequenos frascos de 30 g a
Posto de gasolina inertizado: posto de gasolina que,
60 g, etc).
após tratamento específico, elimina atmosferas infla -
Pólvora Negra: mistura de nitrato de potássio, carvão máveis, atmosferas explosivas e demais produtos
e enxofre. combustíveis.
Ponto de abastecimento: conjunto formado por uma Prateleiras sólidas: prateleiras sólidas podem ser
mangueira e bico, destinado a efetuar a transf erência fixas, vazadas, de tela metálica ou de outro tipo, utili -
de GCC para veículos, feixes, ou conjunto móvel de zadas em estruturas porta-paletes. As prateleiras não
GCC, podendo possuir as facilidades necessárias serão consideradas sólidas caso tenham mais de 50%
para a medição da quantidade abastecida ou ponto

S
de área vazada, e caso a estrutura tenha vãos verti -
destinado ao abastecimento a granel por volume, cais desimpedidos. Também se excluem desta defini-
através do acoplamento de mangueiras, para transfe- ção prateleiras sólidas com área igual ou menor a
rência de GLP do veículo abastecedor para o recipi- 1,85 m².
ente.

M
Precipitador eletrostático: comumente denominado
Ponto de ancoragem: ponto destinado a suportar de filtro de ar eletrostático, constitui-se em um equi-
carga de pessoas para a conexão de dispositivos de pamento industrial de controle de poluição destinado à
segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava- coleta de material particulado de gases de exaustão.
queda e talabartes. Este dispositivo mecânico ou elétrico, por meio de
Ponto de encontro: local seguro externo à edifica- processo de ionização, carrega eletrostaticamente
ção, protegido dos efeitos do sinistro, onde os ocu -
pantes devem aguardar a chegada do socorro, ou
permanecer após o abandono da edificação em caso
de emergência. Deve ser previamente estabelecido no
plano de emergência contra incêndio e pânico.
Ponto de quiosque: área que referencia o local do
S estas partículas poluentes para então capturá-las por
atração eletromagnética.
Preservação: ato ou efeito de proteger, defender,
guardar ou manter a salvo de perigo, ameaça, mal ou
dano futuro aos atributos com significação cultural de
um bem patrimonial.
A
quiosque, em projeto. Princípio de incêndio: período inicial da queima de
Ponto de utilização: extremidade da tubulação da materiais, compostos químicos ou equipamentos, en-
rede de distribuição interna, destinada à conexão de quanto o incêndio é incipiente.
aparelhos a gás. Prisma: espaço livre e descoberto, de seção horizon-
M

Pontos de venda de GLP: estabelecimento comercial tal constante ao longo de toda altura da edificação.
que juntamente com outras atividades econômicas, se Procedimentos operacionais: conjunto de ações
destina também ao armazenamento e revenda recipi - realizadas antes das atividades rotineiras de trabalho
entes transportáveis de GLP, não sendo esta sua ati - em altura.
vidade econômica principal.
Processo de adequação técnica (PAT): instaurado a
G

População: número de pessoas para as quais uma fim de se analisar e emitir pareceres relativos aos
edificação, ou parte dela, é projetada. casos que necessitarem de soluções técnicas comple-
População fixa: população que permanece regular- xas para novos sistemas construtivos ou para alterna-
mente na edificação (residentes, funcionários, colabo- tivas de adequação de edificações comprovadament e
Y

radores, etc.), de acordo com os turnos de trabalho e existentes antes do Decreto 42/2018 - COSCIP.
natureza da ocupação. Processo de segurança contra incêndio e pânico –
População flutuante: população que não permanece (PSCIP): composto pela documentação necessária
regularmente na edificação. Deve ser considerado para a regularização das condições de segurança
sempre o número máximo simultâneo de pessoas. contra incêndio e pânico das edificações e áreas de
S

Porta corta-fogo leve: porta resistente ao fogo uti- risco, conforme estabelecido em Nota Técnica. Nos
lizada com a finalidade de garantir proteção contra casos em que couber, conterá o Projeto de Segurança
incêndios impedindo a passagem de fogo ou fumaça Contra Incêndio e Pânico.
entre compartimentos. Deve atender as exigências de Processo de verificação de infração (PVI): processo
resistência mecânica, estanqueidade e isolamento administrativo instaurado para apurar o descumpri-
térmico, contidos na NBR 11.742. mento da legislação de segurança contra incêndio e
Posto de abastecimento de uso exclusivo: instala- pânico.
ção interna a uma indústria ou empresa, cuja finali - Profissional Habilitado – PH: aquele que tem com-
dade é o abastecimento de combustível e/ou lubrifi - petência legal para o exercício da profissão de enge-
cantes para sua frota. nheiro nas atividades referentes a projeto de constru -
Posto de abastecimento de uso público: aqueles ção, acompanhamento da operação e da manutenção,

23
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras, va- conforme especificações (como por exemplo, ASME –
sos de pressão e tubulações, em conformidade com a American Society for Testing and Materials, DIN –
regulamentação profissional vigente no país. Deutsches Institut Für Normung, BS – British Stan-
Profundidade de piso em subsolo: profundidade dards, UNI – Ente Nazionale Italiano di Unificazione,
medida em relação ao nível de descarga da edifica- AFNOR – Association Française de Normalisation, JIS
ção. – Japanese Standards Association), para ser abaste-
cido no local da instalação. O recipiente estacionário
Projeção horizontal: toda a área coberta da edifica-
pode ser transportado ou movimentado, contendo no
ção, excluídas as áreas em balanço, como as varan-
máximo um resíduo de 10% em volume de GLP na
das, sacadas, helipontos, heliportos e estruturas con-
fase líquida.
gêneres.
Recipiente estacionário: recipiente com capacidade
Projeto de segurança contra incêndio e pânico: é o
volumétrica superior a 0,5 m³, projetado e construído
projeto específico que representa as medidas de
conforme normas reconhecidas internacionalmente.

S
segurança contra incêndio e pânico exigidas para a
edificação, estabelecimento ou área de risco. Recipiente transportável abastecido no local:
Somente pode ser elaborado por profissional recipiente transportável, projetado e construído con-
habilitado e cadastrado junto ao CBMERJ. forme ABNT NBR 8460 e ABNT NBR 13523, que pode
ser abastecido por volume no próprio local da central

M
Projeto simples: é o projeto técnico simples, assi-
de GLP, através de dispositivos apropriados para este
nado por engenheiro ou arquiteto.
fim, respeitando o limite máximo de enchimento a 85
Propriedade não-propagante: propriedade que so- % da capacidade volumétrica.
mente permite a queima do material com a presença
Recipiente transportável trocável: recipiente de
de fonte de calor externa (o material quando incendi-
GLP com capacidade volumétrica igual ou inferior a
ado por fonte de calor externa, por si só, não mantém
a combustão, sendo extinto o incêndio ao se retirar a
chama externa).
Proteção ativa: tipo de proteção contra incêndio que
é ativada manual ou automaticamente em respos ta
aos estímulos provocados pelo fogo, composta basi-
S 0,5 m³, projetado e construído conforme ABNT NBR
8460 e ABNT NBR 13523, abastecido por massa em
base de engarrafamento e transportado cheio para
troca.
Recipiente transportável: recipiente para acondi-
cionar GLP que podem ser transportados manual-
A
camente das instalações prediais de proteção contra
mente ou por qualquer outro meio, com capacidade
incêndio.
volumétrica total superior a 0,5 m³ (500 l), em confor-
Proteção passiva: conjunto de medidas incorporado midade com a ABNT NBR 8460.
ao sistema construtivo do edifício, sendo funcional
Reconstrução: intervenção destinada a reproduzir
durante o uso normal da edificação e que reage pas-
M

características arquitetônicas e técnicas de edifica-


sivamente ao desenvolvimento do incêndio, não esta-
ções pré-existentes acometidas de sinistros como:
belecendo condições propícias ao seu crescimento e
incêndio, desabamento, etc
propagação, garantindo a resistência ao fogo, facili-
tando a fuga dos usuários e a aproximação e o in- Recuo: incorporação ao logradouro público de uma
gresso no edifício para o desenvolvimento das ações área de terreno de propriedade particular adjacente ao
G

de combate. Deve ser obtida através do uso de afas- mesmo logradouro, a fim de possibilitar a implantação
tamentos e enclausuramentos específicos ou revesti- ou modificação de alinhamento aprovado pelo municí -
mento com isolante térmico, aplicados nos encami- pio.
nhamentos horizontais e verticais, conforme orienta- Rede de alimentação: trecho da instalação em alta
ções técnicas da ABNT/NBR 14518:2000. pressão, situado entre os recipientes de GLP e o pri-
Y

Projeção horizontal: toda a área coberta da meiro regulador de pressão.


edificação, excluídas as áreas em balanço, como as Rede de distribuição interna: conjunto de tubula-
varandas, sacadas, helipontos e estruturas ções, medidores, reguladores e válvulas, com os ne-
congêneres. cessários complementos, destinados à condução e ao
S

Quiosque: pequenas estruturas, tipo estandes comu- uso do gás combustível, compreendido entre o limite
mente destinados a exposição e venda de produtos, da propriedade até os pontos de utilização. No caso
instaladas em galerias e/ou circulações internas a de GLP, considera-se a rede de distribuição interna a
uma edificação. partir da central de GLP.

Rampa: parte inclinada de uma rota de saída, que se Rede de Espuma: instalação hidráulica de combate a
destina a unir dois níveis de pavimento. incêndio que atua, mediante comando, para lança-
mento de espuma.
Recipiente enterrado: recipiente situado abaixo do
nível do solo, coberto com terra ou material inerte Rede geral: tubulação existente nos logradouros
semelhante. públicos, da qual derivam a canalização (ramal) que
conduz o gás combustível até o medidor ou local do
Recipiente estacionário: recipiente com capacidade
medidor.
volumétrica acima de 0,25 m3, projetado e construído

24
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

Rede preventiva: tubulação em ferro fundido, ferro de ventilação.


galvanizado, aço carbono ou cobre com diâmetro Risco: probabilidade latente de que ocorram perdas
nominal mínimo de 75 mm (3”), destinados a conduzir para a saúde, propriedade ou ambiente, avaliado em
a água para alimentar os equipamentos de combate a função da intensidade da ameaça e dos níveis de
incêndio. vulnerabilidade existentes.
Reforma: intervenção que altera as características Risco diferenciado: enquadramento de risco relativo
originais da edificação como, por exemplo, acréscimo a imóveis ou estabelecimentos cujas características e
ou redução de área. atividades econômicas desenvolvidas apresentem
Registro de bomba: registro destinado a abrir e fe- menor vulnerabilidade e menor grau de perigo à inte -
char o hidrante. gridade física de pessoas, ao meio ambiente ou ao
Registro de sobrepressão: dispositivo que atua patrimônio, ensejando a regularização por meio de
como regulador da pressão do ar em ambiente que procedimento simplificado.

S
deva ser mantido em determinado nível de pressão, Risco específico: situação que proporciona uma pro-
evitando que esta ultrapasse os valores especificados. babilidade aumentada de perigo à edificação, tais
Registro geral de corte: dispositivo destinado a inter- como: caldeira, casa de máquinas, incineradores,
romper o abastecimento de gás combustível para toda centrais de gás combustível, transformadores, fontes
de ignição e outros.

M
a rede de distribuição interna e todos os pontos de
consumo, usualmente, denominado válvula de ramal. Risco isolado: característica construtiva, concebida
Regulador de pressão: equipamento destinado a pelo arquiteto ou engenheiro, na qual se tem a
reduzir a pressão do gás combustível. separação física de uma edificação em relação às
demais circunvizinhas, cuja característica básica é a
Rendimento da bomba: relação entre a potência útil
impossibilidade técnica de uma edificação ser atingida

S
fornecida pela bomba ao líquido e a potência absor-
pelo calor irradiado, conduzido ou propagado pela
vida por ela.
convecção de massas gasosas aquecidas, emanadas
Reparação: intervenção que não altera as caracterís - de outra atingida por incêndio.
ticas originais da edificação.
Rota de saída: caminhos e saídas devidamente sina-
Reserva técnica de incêndio (RTI): volume de água lizados, dotados de proteção contra incêndio e de-
destinado exclusivamente ao combate a incêndio. sobstruídos, que devem ser percorridos pelas pessoas
A
Reservatório: compartimento destinado ao armaze- para um rápido e seguro abandono da edificação,
namento d’água. deslocando-se de qualquer local até o ponto de en-
Resíduos sólidos: produtos que resultam de ativida- contro.
des de origem industrial, doméstica, hospitalar, co- Saída de emergência: caminho contínuo,
M

mercial, agrícola, de serviços e de varrição, e que são devidamente protegido e sinalizado, proporcionado
classificados como passivo ambiental, e, por isso de- por portas, corredores, “halls”, passagens externas,
mandam cuidados específicos por conta do risco de balcões, vestíbulos, escadas, rampas ou outros
contaminação. dispositivos de saída, ou combinações desses, a ser
Resistência ao fogo em túnel: definida como o percorrido pelo usuário em caso de emergência, de
G

tempo decorrido entre o início do incêndio e o mo- qualquer ponto da edificação até atingir a via pública
mento em que a estrutura não mais exerce a função ou espaço aberto protegido do incêndio ou pânico, em
para a qual foi projetada, devido ao excesso de de - comunicação com o logradouro.
formação ou colapso. Saída horizontal: passagem de um edifício para outro
Resistência ao fogo: propriedade de um elemento de por meio de porta corta-fogo, vestíbulo, passagem
Y

construção de resistir à ação do fogo por determinado coberta, passadiço ou balcão.


período de tempo, mantendo sua segurança estrutu- Sala de armazenamento: ambiente onde estão ins-
ral, estanqueidade e isolamento, onde aplicável. talados os tanques ou recipiente de óleo diesel em -
Responsável técnico: profissional legalmente habili- pregados para o abastecimento dos tanques de con-
S

tado perante o órgão de fiscalização profissional, para sumo diário da edificação.


elaboração ou execução das atividades relacionadas Sala de comando e controle: local instalado em
com a segurança contra incêndio e pânico. ponto estratégico que proporcione visão geral de todo
Retardo: dispositivo de queima lenta destinado à recinto (setores de público, campo, quadra, arena
transmissão de chama para iniciação de carga de etc.), devidamente equipado com todos os recursos de
abertura e/ou de efeito, proporcionando um tempo de informação e de comunicação disponíveis no local,
espera, compatível com a segurança e o efeito dese- destinado à coordenação integrada das operações
jável. desenvolvidas pelos órgãos de Defesa Civil e Segu-
rança Pública em situação de normalidade.
Reverso de fumaça (backlayering): deslocamento e
movimentação do fluxo de fumaça e dos gases quen- Sala de motogerador: ambiente onde estão instala-
tes em sentido contrário ao da direção do fluxo de ar dos os motogeradores e os tanques ou recipiente de
óleo diesel empregados no consumo diário dos moto-

25
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

geradores da edificação. de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu


Segurança contra incêndio e pânico: conjunto de equipamento de proteção individual, diretamente ou
ações, medidas de proteção ativa e passiva, além dos através de outro dispositivo, de modo a que perma -
recursos internos e externos as edificações e áreas de neça conectado em caso de perda de equilíbrio, des -
risco, que permitem controlar a situação de incêndio, falecimento ou queda.
promover o escape seguro de pessoas e garantir o Sistema de aplicação local: sistema desenhado para
acesso das equipes de socorro. aplicação do agente extintor diretamente sobre o ma -
Segurança contra incêndio em cozinha profissio- terial em chamas.
nal: adoção de medidas de prevenção e de medidas Sistema de detecção algorítmico: sistema analó-
ativas e passivas de proteção, aplicáveis ao sistema gico, com a avaliação de um ou mais critérios, em
de exaustão mecânica e aos equipamentos de cocção. consideração das condições encontradas do ambiente
Selagem de travessia: é o emprego de material com a ser protegido em função do tempo.

S
finalidade de preenchimento do vão ou fresta resul- Sistema de detecção analógico: sistema endereçá-
tante entre a passagem de duto de exaustão e parede, vel, com monitoramento contínuo da central, conside -
piso ou teto transpassado pelo referido duto. O mate - rando-se os padrões de valores previamente definidos
rial empregado deverá garantir, no mínimo, a mesma de temperatura e fumaça, para comparação as condi-
classificação do elemento penetrado, principalmente ções apresentadas no ambiente a ser protegido.

M
quanto a resistência mecânica ao fogo. Sistema de detecção convencional: composto por
Serviço de Segurança Contra Incêndio e Pânico: um ou mais circuitos de detecção, distribuídos pelos
compreende todas as unidades do CBMERJ que, di- ambientes de uma edificação. Ao ser acionado um
reta ou indiretamente, desenvolvem as atividades desses dispositivos de detecção pertencente a um
relacionadas à segurança contra incêndio e pânico determinado circuito, a central indica o ambiente pro -
nas edificações e áreas de risco, observando-se o
cumprimento das exigências estabelecidas no Decreto
42/2018 - COSCIP.
Setor: espaço delimitado para acomodação dos es-
pectadores, permitindo a ocupação ordenada do re-
cinto, definido por um conjunto de blocos.
S tegido por esse circuito em questão.
Sistema de detecção endereçável: composto por um
ou mais circuitos de detecção, distribuídos pelos am -
bientes de uma edificação. Ao ser acionado um des -
ses dispositivos de detecção, a central identificada,
não somente o ambiente a ser protegido, mas assim
A
Setor externo: setor cujo fluxo componha-se de pes- como o específico dispositivo de detecção atuante.
soas estranhas ao estabelecimento (visitas), guarda Sistema de detectores: elementos componentes do
externa e pessoal administrativo. sistema, instalados em determinados ambientes a
Setor intermediário: setor onde possam vir a circular serem protegidos, capazes de detectar um princípio
M

pessoas dos setores externo e interno. de incêndio com brevidade.

Setor interno: setor onde o uso é exclusivamente de Sistema de espuma: conjunto de equipamentos que,
pessoas presas e de funcionários. associado ao sistema de água de combate a incêndio,
é capaz de produzir e aplicar espuma, a partir de um
Shaft: área específica em uma construção onde
líquido gerador de espuma (LGE).
passa-se várias tubulações aparentes, do tipo água,
G

elétrica, esgoto, incêndio. Sistema de injeção de água: sistema de segurança


contra incêndio que injeta água a uma grande vazão e
Sinalização: marcação de piso, parede, coluna e/ou
pressão diretamente no interior do recipiente GLP.
teto, destinada a indicar a presença de um extintor.
Sistema de inundação total: sistema desenhado
Sinalização de alerta: sinalização que visa alertar
Y

para aplicação do agente extintor no ambiente onde


para áreas e materiais com potencial risco de incêndio
está o incêndio, de forma que a atmosfera obtida im-
ou explosão.
peça o desenvolvimento e manutenção do fogo.
Sinalização de equipamentos: sinalização que visa
Sistema de proteção contra descargas atmosféri-
indicar a localização e os tipos de equipamentos de
cas (SPDA): sistema completo utilizado para minimi-
S

combate a incêndio e alarme disponíveis no local.


zar os danos físicos causados por descargas atmosfé-
Sinalização de orientação e salvamento: sinalização ricas em uma estrutura. Consiste nos sistemas de
que visa indicar as rotas de saída e as ações neces - proteção externo e interno.
sárias para o seu acesso e uso adequado.
Sistema de resfriamento para recipientes de gás
Sinalização de proibição: sinalização que visa proibir liquefeito de petróleo: sistema composto por de hi-
e coibir ações capazes de conduzir ao início do incên- drantes, canhão monitor e/ou aspersores juntamente
dio ou ao seu agravamento. com conjunto de dispositivos de combate a incêndio
Sinistro: ocorrência proveniente de risco que resulte reserva técnica de água, bombas de incêndio, rede de
em prejuízo ou dano. tubulação e outros acessórios descritos necessários
Sistema de ancoragem: componentes definitivos ou ao seu funcionamento, tendo como objetivo principal
temporários, dimensionados para suportar impactos reduzir a temperatura dos recipientes de GLP em caso

26
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

de incêndio. Subsolo: pavimento situado abaixo do perfil do


Sistema externo de proteção contra descargas terreno, podendo ser semi-enterrado. Não será
atmosféricas: parte do SPDA consistindo em um sub- considerado como subsolo o pavimento semi-
sistema de captação, um subsistema de descida e um enterrado que tiver sua laje de cobertura acima de
subsistema de aterramento. 1,50 m (um metro e cinquenta centímetros) do perfil
do terreno.
Sistema fixo de extinção de incêndio: são dispositi-
vos utilizados na proteção de captores e de dutos de Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de
exaustão, com acionamento automático e manual, segurança, regulável ou não, para sustentar, posicio -
sendo que o acionamento manual deve ser instalado nar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.
na rota de fuga. São indicados como sistema fixo de Tanque com selo flutuante: tanque vertical com teto
extinção: sistema de aspersores de água por chuvei- fixo metálico que dispõe em seu interior de um selo
ros automáticos, sistema de injeção por vapor d´água flutuante metálico suportado por dispositivos herméti -
saturado, injeção de água neblinada e injeção de cos de flutuação metálicos.

S
agente químico saponificante úmido, além também do Tanque com teto flutuante: tanque vertical projetado
uso de sistema de extinção com dióxido de carbono para operar à pressão atmosférica, cujo teto flutue
(CO 2 ). sobre a superfície do líquido.
Sistema interno de proteção contra descargas at-

M
Tanque de armazenamento: tanque destinado ao
mosféricas: parte do SPDA consistindo em ligações armazenamento de óleo diesel e alimentação de tan -
equipotenciais para descargas atmosféricas ou isola- que diário.
ção elétrica do SPDA externo.
Tanque de consumo diário: tanque diretamente
Sistemas preventivos de segurança contra incên- ligado ao grupo motogerador, visando a sua alimenta-
dio e pânico: conjunto de equipamentos, construções ção imediata.
e seus acessórios, serviços profissionais e estímulos
visuais ou sonoros destinados a minimizar as
possibilidades de ocorrência de incêndio e pânico,
assim como sua propagação, acelerar a recuperação,
viabilizando a proteção à vida, ao meio ambiente e ao
patrimônio.
S Tanque de pressão: tanque hidropneumático
localizando dentro da CMI o qual tem por função
manter a pressão de trabalho da canalização
preventiva, necessária ao perfeito funcionamento do
sistema.
A
Tanque de superfície: tanque que possui sua base
Sobressolo: pavimentos destinados à garagem ou
totalmente apoiada acima da superfície, na superfície
estacionamento de veículos, limitados a dois, e locali -
ou abaixo da superfície com ou sem aterro.
zados acima do subsolo ou do pavimento térreo.
Tanque horizontal: tanque com eixo horizontal que
Soleira: parte inferior do vão da porta, ao nível do
M

pode ser construído e instalado para operar acima do


chão, constituída por pedra, mármore ou peça de ma-
nível, no nível ou abaixo do nível do solo.
deira quadrilonga.
Tanque portátil: qualquer recipiente fechado con-
Subestação: conjunto de equipamentos usados para
tendo capacidade líquida superior a 230 L e inferior a
controlar as características e/ou a distribuição da
3 000 L, e que não seja destinado à instalação fixa.
potência elétrica, podendo apresentar várias possibili -
Inclui os recipientes intermediários para granel (IBG},
G

dades de projeto, o qual pode exigir dispositivos de


conforme definido e regulamentado pela Agência Na -
manobra, transformação, reação, correção e/ou prote-
cional de Transportes Terrestres (ANTT).
ção.
Tanque subterrâneo: tanque horizontal construído e
Subestação externa: instalação cujos equipamentos
instalado para operar abaixo do nível do solo e total -
estão expostos ao tempo e sujeitos à ação das intem -
Y

mente enterrado.
péries.
Tanque vertical: tanque com eixo vertical, instalado
Subestação interna: instalação cujos equipamentos
com sua base totalmente apoiada sobre a superfície
estão ao abrigo das intempéries, podendo tal abrigo
do solo.
consistir em uma edificação ou câmara subterrânea.
S

Tanques aéreos isolados: aqueles considerados


Subsistema de aterramento: parte de um SPDA ex-
isolados para fins de proteção contra incêndio,
terno que é destinada a conduzir e dispersar a cor -
quando distanciarem entre si no mínimo duas vezes o
rente da descarga atmosférica na terra.
diâmetro do maior tanque vertical ou duas vezes a
Subsistema de captação: parte do SPDA externo maior dimensão do tanque horizontal ou 15m de área
que utiliza elementos metálicos dispostos em qualquer livre do terreno a partir do seu costado, considerando
direção, que são projetados e posicionados para in - a maior das três distâncias, e quando estiverem em
terceptar as descargas atmosféricas. bacias de contenção isoladas.
Subsistema de descida: parte de um SPDA externo Taxa de fluxo (F): número de pessoas que passam
projetado para conduzir a corrente da descarga at - por minuto, por determinada largura de saída (pes -
mosférica desde o subsistema de captação até o sub- soas/minuto).
sistema de aterramento.
Taxa de ocupação: relação entre a projeção hori-

27
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

zontal máxima permitida para a edificação e a área ção de gêneros alimentícios em logradouros públicos,
total do terreno, definida pela municipalidade e vari - vias e áreas públicas ou privadas, com atividades que
ando conforme o tipo de ocupação. compreendam a venda direta ou distribuição gratuita
Tempo de saída: tempo no qual todos os espec- de alimentos ao consumidor, de caráter permanente
tadores, em condições normais, conseguem deixar a ou eventual, de modo estacionário ou itinerante.
respectiva área de acomodação (setor) e adentrarem Trajetória de escape do ar: caminho percorrido pelo
em um local seguro ou de relativa segurança. ar de escape até o exterior da edificaç ão.
Observação: Não inclui o tempo total necessário para Transposição: abertura ou túnel de interligação entre
percorrer a circulação inteira de saída (do assento ao túneis gêmeos, sinalizada, com pavimentação rodoviá-
exterior). ria ou trilhos ferroviários servindo de desvio do tráfego
Tempo equivalente de resistência ao fogo: tempo, de veículos ou de trens.
determinado a partir do incêndio-padrão, necessário Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção
para que um elemento estrutural atinja a máxima tem -

S
do usuário contra quedas em operações com movi-
peratura calculada por meio do incêndio natural con- mentação vertical ou horizontal, quando conectado
siderado. com cinturão de segurança para proteção contra que-
Tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF): das.
tempo mínimo em horas que um elemento estrutural

M
Trio elétrico: veículo, reboque e semirreboque adap-
deve impedir a propagação do fogo sem comprometer tados com equipamentos de sonorização para qual-
sua função estrutural. quer tipo de apresentação, pronunciamentos e simila-
Termo de declaração e compromisso: termo inicial res (musicais ou não) através de alto-falantes e que
em que o requerente fornece informações cruciais tenha a carroceria adaptada para comportar pessoas.
para o enquadramento do imóvel ou estabelecimento Tubo de lançamento: tubo de carregamento ante
na classificação do correspondente risco, atestando
que tem ciência das exigências a serem atendidas,
comprometendo-se a atender todas as exigências até
o início da atividade, além de manter as condições de
operação dos sistemas preventivos durante a validade
de suas licenças.
S carga utilizado para projeção de bombas aéreas ou
dispositivos similares.
Tubulação: conjunto de tubos, conexões e outros
acessórios destinados a conduzir a água desde a re-
serva técnica de incêndio até os hidrantes ou mango-
A
tinhos.
Terraço: local sobre uma edificação ou ao nível de
Túneis gêmeos: destinados ao tráfego de veículos e
um de seus pavimentos acima do pavimento térreo,
trens, constituem-se em túneis singelos, interligados
não em balanço, com pelo menos uma face aberta
por transposições e com acesso por meio de embo-
para o exterior.
ques.
M

Testada: linha que separa o logradouro público do


Túnel bidirecional: túnel singelo com tráfego nos
lote ou terreno e coincide com o alinhamento existente
dois sentidos.
ou projetado.
Túnel de acesso ou “vomitório”: passagem coberta
Teste hidrostático (TH): tipo de teste de pressão
que interliga as áreas de acomodação de público (ar -
com fluido incompressível, executado com o objetivo
quibancadas) às circulações de saída ou de entrada
G

de avaliar a integridade estrutural dos equipamentos e


do recinto.
o rearranjo de possíveis tensões residuais, de acordo
com o código de projeto. Túnel de serviço: túnel de menor porte, interligado
ao principal, destinado a manutenção, rota de fuga e
Título de registro: documento hábil que autoriza a
acesso de socorro.
pessoa jurídica à fabricação de produtos controlados
Y

pelo Exército. Túnel ferroviário: destinado ao tráfego de trens fer-


roviários, constitui-se em galeria subterrânea de se-
4.4 Tomada para abastecimento: o mesmo que
ção ampla com estrutura pavimentada com trilhos, que
ponto de abastecimento.
liga duas seções de uma via férrea.
Tombamento: meio legal para a preservação de um
S

Túnel metroviário: destinado ao tráfego de trens


bem, através de ato administrativo que tem por
metroviários, constitui-se em galeria subterrânea de
finalidade proteger, por intermédio de aplicação de
seção ampla com estrutura pavimentada com trilhos,
legislações específicas, bens de valor cultural, impe-
que liga duas seções de uma via férrea.
dindo que venham a ser destruídos ou descaracteri-
zados. Túnel rodoviário: destinado ao tráfego de veículos,
constitui-se em galeria subterrânea de seção ampla
Tombamento integral: tombamento do imóvel de
com estrutura pavimentada e que liga duas seções de
maneira geral, interna e externamente.
uma estrada e/ou rodovia.
Tombamento parcial: é o tombamento apenas da
Túnel singelo: galeria subterrânea com tubo único
volumetria, fachada e/ou cobertura, ou de alguns ele -
para tráfego de veículos ou trens, cujo acesso é deli -
mentos específicos.
mitado por emboques.
Trailer: veículo rebocável destinado à comercializa-

28
Nota Técnica nº 1-02:2019 – Terminologia de segurança contra incêndio e pânico

Túnel unidirecional: túnel gêmeo com tráfego em petróleo, devendo estes seguirem Nota Técnica espe-
sentido único. cífica.
União tipo engate rápido (junta storz): peça desti- Vazamento de ar: vazão de ar que sai do ambiente
nada ao acoplamento de equipamentos por encaixe e/ou do interior da rede de dutos de modo não desejá -
de ¼ de volta. vel, causando a perda de uma parcela do ar movi-
Unidade autônoma: parte da edificação vinculada a mentado pelo ventilador.
uma fração ideal de terreno e coisas comuns, sujeita Vazão da bomba (Q): volume de líquido impulsionado
às limitações da lei, constituída de dependências e pela bomba, numa unidade de tempo, que atravessa
instalações de uso privativo e de parcela das seu bocal de saída.
dependências e instalações de uso comum da Vazão nominal (Q n ): vazão para a qual a bomba é
edificação, destinada a fins residenciais ou não, projetada e, consequentemente, apresenta o melhor
assinalada por designação especial numérica ou rendimento quando nela trabalha.
alfabética, para efeitos de identificação e

S
4.5 Veículo abastecedor: veículo homologado para
discriminação.
transporte e transferência de GLP a granel.
Unidade de passagem: largura mínima para a passa-
Veículos transportadores de GLP : todo e qualquer
gem de uma fila de pessoas, fixada em 0,55 m.
meio de transporte existente, seja motorizado ou não,

M
Unidades de abastecimento: conjunto de, no por quaisquer vias (terrestres, marítimas ou aéreas),
máximo, dois pontos de abastecimento. utilizado para transporte de GLP.
Válvula: acessório de tubulação destinado a contro- Ventilação forçada, semilongitudinal (por ventila -
lar ou bloquear o fluxo de água no interior das tubu - dores axiais), horizontais ou verticais: sistema
lações. constituído de poços ou aberturas intermediárias, pro -

S
Válvula de alívio: dispositivo automático que a de- vidas de equipamentos de ventilação, por onde o ar é
terminado ponto de temperatura e/ou de pressão, exaurido ou insuflado no interior do túnel.
liberando o fluido para a atmosfera ou outro espaço Ventilação longitudinal: sistema constituído por jatos
seguro até que seja restabelecido os parâmetros de ventiladores, através dos quais cria-se um fluxo de ar
temperatura e/ou de pressão preestabelecido, depen - uniforme ao longo de toda a extensão do túnel. Sis -
dendo de sua aplicação; ou válvula próxima à tema constituído de poços ou aberturas intermediá-
A
descarga da bomba de incêndio utilizada para limitar a rias, providas de equipamentos de ventilação, por
pressão do sistema de proteção contra incêndio, em onde o ar é exaurido ou insuflado no interior do túnel.
condições anormais.
Ventilação transversal: utilização de dutos
Válvula de bloqueio: dispositivo de acionamento fisicamente separados, atuando de forma paralela e
rápido com a finalidade de interromper o fluxo de gás
M

simultânea, sendo o mais recomendado para túneis.


mediante ao acionamento manual e/ou a distância ou Destina-se a insuflação de ar exterior e exaustão de
registro instalado na rede de alimentação dos hidran - fumaça do interior do túnel.
tes para fechamento, em caso de reparo.
Via de acesso: arruamento trafegável para aproxima-
Válvula de bloqueio por excesso de fluxo : disposi- ção e operação dos veículos e equipamentos de
tivo projetado e calibrado para assegurar que na ocor- emergência, junto às edificações ou área de risco.
G

rência de um corte ou ruptura na tubulação ou qual-


Via interna: via privada para acesso às unidades de
quer outro acessório, possa imediatamente interrom -
agrupamentos.
per o fluxo de gás.
Vigas e estruturas secundárias: vigas e estruturas
Válvula de retenção: dispositivo projetado para per-
não enquadradas no conceito de estruturas principais
Y

mitir o escoamento somente em um único sentido


e vigas principais. A classificação das vigas e
predeterminado.
estruturas como secundárias ou principais é de total
Válvula de segurança ou válvula de alívio de pres - responsabilidade do técnico responsável pelo projeto
são: dispositivo destinado a aliviar a pressão interna estrutural.
do recipiente ou tubulação, por liberação total ou par -
S

Vigas principais: vigas que estão diretamente ligadas


cial do produto nele contido para a atmosfera.
aos pilares ou a outros elementos estruturais que
Varanda: parte da edificação, não em balanço, limi- sejam essenciais à estabilidade da edificação como
tada pela parede perimetral do edifício, tendo pelo um todo.
menos uma das faces aberta para o logradouro ou
Viradouro: área destinada à manobra e ao retorno de
área de ventilação.
veículos em vias sem saída.
Vasos de pressão: reservatórios projetados para
Vistoria: diligência realizada para verificação do
resistir com segurança a pressões internas diferentes
cumprimento da exigência das medidas de segurança
da pressão atmosférica, ou submetidos à pressão
contra incêndio e pânico nas edificações e áreas de
externa, cumprindo assim a sua função básica no
risco, por meio de exame no local.
processo no qual estão inseridos; para efeitos desta
NT, estão excluídos os vasos de gás liquefeito de Zona enfumaçada: espaço compreendido entre a

29
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

zona livre de fumaça e a cobertura ou o teto.


Zona livre de fumaça: espaço compreendido entre o
piso de um pavimento e a face inferior das barreiras
de fumaça ou, nos casos em que estes não existam, a
face inferior das bandeiras das portas.

S
M
S
A
M
G
Y
S

30
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 1-03
Versão: 01 12 páginas Vigência: 04/09/2019

Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio


e pânico

S
M
SUMÁRIO ANEXOS
1 OBJETIVO A - Simbologia para projeto de segurança contra
2 APLICAÇÃO incêndio e pânico e para projeto simples.
3 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
4 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS
5 PROCEDIMENTOS

S
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 1-03:2019 – Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio e pânico

1 OBJETIVO de emergência contra incêndio e pânico (PECIP),


Padronizar os símbolos gráficos a serem utilizados respectivamente.
nos projetos de segurança contra incêndio e pânico
das edificações e áreas de risco, regulamentando o
Decreto Estadual nº 42/2018 – Código de Segurança
Contra Incêndio e Pânico do Estado do Rio de Janeiro
(COSCIP).
2 APLICAÇÃO
Esta Nota Técnica (NT) aplica-se aos projetos de
segurança contra incêndio, apresentados ao Corpo de
Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro
(CBMERJ), para a regularização das edificações e

S
áreas de risco, conforme previsto no Decreto Estadual
nº 42/2018 – COSCIP.
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições

M
que estão relacionadas com esta NT:
a) ABNT NBR 14100:1998 – Proteção contra incêndio
– símbolos gráficos para projeto;
b) ABNT NBR 17240:2010 - Sistemas de detecção e
alarme de incêndio – Projeto, instalação,
comissionamento e manutenção de sistemas de
detecção e alarme de incêndio – Requisitos.
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
Para efeito desta Nota Técnica, aplicam-se as
definições constantes da NT 1-02 – Terminologia de
segurança contra incêndio e pânico.
S
A
5 PROCEDIMENTOS
5.1 Toda simbologia de equipamentos e estruturas
referentes aos projetos de segurança contra incêndio
e pânico adotada para efeito de legalização, deverá
M

estar de acordo com o disposto nesta NT.


5.2 As dimensões dos símbolos devem estar em
mesma escala, proporcional à escala de desenho do
projeto, e devem permitir a perfeita visualização dos
sistemas e equipamentos de segurança contra
G

incêndio e pânico.
5.3 Os símbolos podem ser suplementados por figuras
detalhadas, números e abreviaturas.
5.4 Os significados de todos os símbolos utilizados
Y

devem ser representados em uma legenda de forma


clara e de fácil identificação pelo leitor.
5.5 Símbolos que, por ventura, não constem do anexo
desta NT, deverão ser indicados em legenda
suplementar.
S

5.6 No caso de projetos executivos das instalações de


segurança contra incêndio e pânico, podem ser
adotadas as simbologias próprias das respectivas
normas técnicas da ABNT.
5.7 As simbologias referentes à sinalização de
segurança e plano de emergência deverão seguir o
disposto nas Notas Técnicas NT 2-05 – Sinalização de
segurança contra incêndio e pânico e NT 2-10 – Plano

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO A - SIMBOLOGIA PARA PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO E PARA

PROJETO SIMPLES

EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO -


CO 2

EXTINTOR DE ÁGUA
PRESSURIZADA – AP

S
PORTÁTEIS

EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA

M
EXTINTOR DE PÓ BC

EXTINTOR DE PÓ ABC

S
A
EXTINTOR DE PÓ D
EXTINTORES

EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO -


M

CO 2

EXTINTOR DE ÁGUA
G

PRESSURIZADA – AP
SOBRERODAS

EXTINTOR DE ESPUMA MECÂNICA


Y

EXTINTOR DE PÓ BC
S

EXTINTOR DE PÓ ABC

EXTINTOR DE PÓ D

Fonte: CBMERJ.

4
Nota Técnica nº 1-03:2019 – Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio e pânico

HIDRANTE DUPLO

HIDRANTE SIMPLES

HIDRANTE URBANO

S
SISTEMA DE HIDRANTES

HIDRANTE URBANO SUBTERRÂNEO

M
BOMBA DE INCÊNDIO

RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO

S
SISTEMA FIXO DE EXTINÇÃO

REGISTRO DE RECALQUE
A
REGISTRO DE RECALQUE COM
VÁLVULA DE RETENÇÃO
M

ACIONADOR BOMBA INCÊNDIO


G

BICO DE SPRINKLER PARA CIMA

BICO DE SPRINKLER PENDENTE


Y

BICO DE SPRINKLER LATERAL


SPRINKLERS
S

REGISTRO DE RECALQUE PARA


SISTEMA DE SPRINKLERS

BOMBA PARA SISTEMA DE


SPRINKLERS

RESERVA TÉCNICA PARA SISTEMA


DE SPRINKLERS

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

PAINEL DE COMANDO DO SISTEMA


DE SPRINKLERS

VÁLVULA DE GOVERNO E ALARME -


VGA

BATERIA DE CILINDROS DE CO2


GÁS CARBÔNICO

S
ACIONADOR MANUAL DO SISTEMA
DE CO2

M
BATERIA DE HALON

TANQUE ATMOSFÉRICO DE ESPUMA

ESTAÇÃO FIXA DE
S
A
EMULSIONAMENTO
SISTEMA DE ESPUMA

ESTAÇÃO MÓVEL DE
EMULSIONAMENTO
M

CANHÃO MONITOR PORTÁTIL


SISTEMA DE ESPUMA
G

CANHÃO MONITOR SISTEMA DE


RESFRIAMENTO
Y

LÍQUIDO GERADOR DE ESPUMA


S

ESGUICHO LANÇADOR DE ESPUMA

Fonte: CBMERJ.

6
Nota Técnica nº 1-03:2019 – Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio e pânico

SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA


PONTO DE ILUMINAÇÃO DE
EMERGÊNCIA

BATERIAS E ACUMULADORES DO
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE
EMERGÊNCIA

PONTO DE ILUMINAÇÃO DE
EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO

S
CENTRAL DO SISTEMA DE

M
ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

GRUPO MOTOGERADOR

CENTRAL DE GLP S
A
GLP

VASO PRESSÃO
M
VASOS E TANQUES

TANQUE HORIZONTAL ENTERRADO


G
TANQUES

TANQUE HORIZONTAL SUPERFÍCIE


Y
S

TANQUE VERTICAL ENTERRADO

Fonte: CBMERJ.

7
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

VASOS E TANQUES (CONT.)


TANQUE VERTICAL SUPERFÍCIE
TANQUES

TANQUE HORIZONTAL
SEMIENTERRADO

S
TANQUE VENTICAL
SEMIENTERRADO

M
CHAVE ELÉTRICA SECUNDÁRIA

S
SISTEMA ELÉTRICO

CHAVE ELÉTRICA PRINCIPAL


A
M

QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE LUZ


G

AVISADOR SONORO ELETRÔNICO


SISTEMA DE ALARME

AVISADOR AUDIOVISUAL
S

AVISADOR SONORO MECÂNICO

AVISADOR VISUAL

8
Nota Técnica nº 1-03:2019 – Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio e pânico

DETECTOR TÉRMICO

DETECTOR
TERMOVELOCIMÉTRICO

DETECTOR DE FUMAÇA

S
M
DETECTOR MULTISENSOR

DETECTOR DE CHAMA

S
SISTEMA DE DETECÇÃO

DETECTOR NO ENTREFORRO
A
DETECTOR NO ENTREPISO
M

DETECTOR NA PAREDE
G
Y

PROTEÇÃO CONTRA INTEMPÉRIES


S

ACIONADOR MANUAL

CENTRAL

9
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

BARRA ANTIPÂNICO

PORTA CORTA-FOGO P-60

S
PORTA CORTA-FOGO P-90
PROTEGIDAS
ABERTURAS

M
PORTA CORTA-FOGO P-120

PAREDE CORTA-FOGO

PAREDE DE COMPARTIMENTAÇÃO

PAREDE COMUM S
SISTEMAS PASSIVOS

VEDOS

A
DIVISÓRIA
M

ELEVADOR

ELEVADOR DE EMERGÊNCIA
G
ELEVADORES

MONTACARGA
Y
S

SHAFT PROTEGIDO

DAMPER CORTA-FOGO
DAMPERS

DAMPER CORTA-FUMAÇA

10
Nota Técnica nº 1-03:2019 – Símbolos gráficos para projetos de segurança contra incêndio e pânico

DAMPER CORTA-FOGO E CORTA-


FUMAÇA

VENTILADOR OU EXAUSTOR PARA


CONTROLE DE FUMAÇA

ACIONADOR MANUAL (EXAUSTÃO


OU VENTILAÇÃO)

S
DAMPER DE SOBREPRESSÃO

M
VENEZIANA DE ENTRADA DE AR
COM FILTRO
CONTROLE DE FUMAÇA

VENEZIANA DE ENTRADA DE AR
JUNTO AO PISO
S
A
VENEZIANA DE ENTRADA DE AR
JUNTO AO TETO
M

GRELHA COM DISPOSITIVO DE


AJUSTE E BALANCEAMENTO
G

DIMENSÕES DA VENEZIANA E
ALTURA DO PISO
Y
S

11
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ROTAS DE FUGA

DIRECIONAMENTO
DIREÇÃO DO FLUXO

SAÍDA FINAL

REGISTRO

S
TANQUE DE PRESSÃO

M
MANÔMETRO

S
OUTROS

PRESSOSTATO
A
TUBO QUE SOBE
M

TUBO QUE DESCE


G

TUBO QUE PASSA

REPRESENTAÇÃO DO DIÂMENTRO
Y

DA CANALIZAÇÃO

Fonte: CBMERJ.
S

12
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 1-04
Versão: 01 20 páginas Vigência: 04/09/2019

Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao


risco de incêndio

S
M
SUMÁRIO ANEXOS

1 OBJETIVO A - Classificação das edificações e áreas de


risco quanto a ocupação
2 APLICAÇÃO

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS

5 PROCEDIMENTOS S B - Classificação das edificações e áreas de


risco quanto ao risco de incêndio

C - Método tabelado para levantamento da carga


incêndio específica (depósitos)

D - Método determinístico para levantamento da


A
carga de incêndio específica (depósitos)

E - Exemplo de planilha para cálculo da carga de


incêndio específica
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

1 OBJETIVO 4.3 Carga de incêndio específica: valor da carga de


incêndio dividido pela área de piso do espaço con-
Classificar as edificações e áreas de risco quanto ao siderado, expresso em megajoule por metro quadrado
risco de incêndio conforme previsto pelo Decreto (MJ/m²).
Estadual nº 42/2018 – Código de Segurança Contra
Incêndio e Pânico do Estado do Rio de Janeiro 4.4 Depósito: para aplicação desta NT, serão consi-
(COSCIP). derados depósitos todas as edificações e áreas
cobertas que armazenem materiais diversos com
2 APLICAÇÃO altura superior a 3,7 m de estocagem e possuam pé
Esta Nota Técnica (NT) aplica-se às edificações e direito acima de 4,0 m e área construída superior a
áreas de risco para classificação do risco e 500 m².
determinação do nível de exigência das medidas de 4.5 Método de cálculo probabilístico: método de
segurança contra incêndio, conforme prevê o Decreto cálculo baseado em resultados estatísticos do tipo de

S
Estadual nº 42/2018 – COSCIP. atividade exercida na edificação em estudo.
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS 4.6 Método de cálculo determinístico: método de
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições cálculo baseado no prévio conhecimento da quan-
que estão relacionadas com esta Nota Técnica: tidade e qualidade de materiais existentes na edifica -

M
ção em estudo.
a) Decreto n° 42, de 17 de Dezembro de 2018, que
regulamenta o Decreto- Lei n°247, de 21 de Julho de 5 PROCEDIMENTOS
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra 5.1 As edificações são classificadas quanto a
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do ocupação conforme o Anexo II do Decreto Estadual nº
Rio de Janeiro;

S
42/2018 – COSCIP e Anexo A desta NT.
b) Resolução SEDEC nº 109/93 – Anexo I – 5.2 As edificações são classificadas quanto ao risco
Classificação das edificações quanto aos riscos de de incêndio como: risco pequeno, risco médio 1, risco
incêndio; médio 2 e risco grande.
c) ABNT NBR 14432/2001 – Exigências de resistência 5.3 As densidades de carga de incêndio constantes do
ao fogo de elementos construtivos de edificações –
A
Anexo D aplicam-se somente para a classificação do
Procedimento; risco dos depósitos e, consequentemente, a
d) NTCB nº 07/2009 – Carga de incêndio. Corpo de determinação do nível de exigência das medidas de
Bombeiros Militar do Estado do Mato Grosso; segurança contra incêndio e pânico, conforme Decreto
Estadual nº 42/2018 – COSCIP.
M

e) IT n° 14/2018– Carga de incêndio nas edificações e


áreas de risco. Corpo de Bombeiros da Polícia Militar 5.4 As edificações, exceto depósitos, têm a sua
do Estado de São Paulo; classificação quanto ao risco de incêndio definida no
Anexo B.
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
5.5 Em complemento ao que consta em 5.4, quando a
Para efeito desta Nota Técnica, além das definições
G

ocupação não estiver listada no Anexo B, o risco de-


constantes da NT 1-02 – Terminologia de segurança verá ser definido conforme a atividade desenvolvida
contra incêndio e pânico, aplicam-se as definições no local e enquadrada por similaridade no referido
específicas deste item. anexo.
4.1 Armazenagem: a armazenagem é constituída por 5.6 Os depósitos serão classificados mediante a
Y

um conjunto de funções de recepção, descarga, correlação da altura de estocagem com sua carga de
carregamento, arrumação e conservação de matérias - incêndio específica constante na tabela 1 do Anexo C.
primas, produtos acabados ou semiacabados. Desta
forma essa atividade diz respeito à estocagem 5.6.1 O levantamento da carga de incêndio específica
constante do Anexo C deve ser realizado em módulos
S

ordenada e à distribuição de produtos acabados


dentro da própria fábrica ou em locais destinados a de, no máximo, 1.000 m² de área de piso (espaço con-
este fim, pelos fabricantes, ou através de um processo siderado). Módulos maiores de 1.000 m² podem ser
de distribuição. Compreende, assim, todas as utilizados quando o espaço analisado possuir materi-
atividades de um ponto destinado à guarda temporária ais combustíveis com potenciais caloríficos seme-
e à distribuição de materiais. lhantes e uniformemente distribuídos.

4.2 Carga de incêndio: soma das energias caloríficas 5.6.2 Considerar para o cálculo: 1 kg de madeira
possíveis de serem liberadas pela combustão equivale a 19 MJ; 1 cal equivale a 4,185 J; e 1 BTU
completa de todos os materiais combustíveis em um equivale a 252 cal.
espaço, inclusive os revestimentos das paredes, 5.7 Os depósitos, quando não contemplados na tabela
divisórias, pisos e tetos. 1 do Anexo C, devem ter os valores da carga de
incêndio específica determinados pela metodologia

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

constante do Anexo D (método determinístico). Após o


cálculo do valor da carga específica, deverá verificar a
Tabela 2 do Anexo C para classificação de risco. O
modelo de planilha para elaboração do cálculo está
contido no Anexo E.

5.8 Os depósitos, quando não especificada a carga


incêndio do material estocado, serão classificados no
risco grande.

5.9 As edificações mistas classificadas pela ocupação


em A-6, conforme prevê o Anexo B da presente Nota
Técnica ficarão classificadas no risco pequeno,
apenas quando a parte comercial se situar apenas no

S
pavimento térreo e possuir uma área construída de
até 900 m².

5.10 As edificações comerciais de tintas e solventes,


classificadas em C-1, conforme prevê a o Anexo B,

M
para serem classificadas no risco médio 1 deverão
possuir um estoque de até 500 litros de inflamáveis.
Quando este valor for ultrapassado, deverá ser
apresentado cálculo da carga incêndio conforme
previsto no Anexo D da presente NT.
5.11 As edificações comerciais atacadistas
classificadas em C-2, conforme prevê o Anexo B,
quando possuírem estoques com altura superior a
3,70 m, serão classificadas no risco grande.

5.12 Toda edificação que possuir Heliponto deverá


S
A
atentar para o item 5.20.3 da Nota Técnica 2-02
Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para
combate a incêndio, no qual são definidos os
parâmetros mínimos requeridos pelo sistema, portanto
o sistema da edificação ao possuir heliponto poderá
M

ter sua classificação majorada.

5.13 As edificações das divisões I-2 e I-3 conforme o


Anexo B, poderão ter seu risco revisto, desde que seja
comprovado através da apresentação de cálculo de
valor da carga de incêndio previsto no Anexo D da
G

presente NT.

5.14 As edificações das divisões G-1, G-2 e G-3, que


possuírem área coberta destinada especificamente ao
estacionamento de veículos superior a 1.500 m², terão
Y

a classificação de risco de incêndio majorada para


Risco Médio 2.

5.15 Sempre que em uma edificação houver mais de


uma atividade/ocupação, será considerada, para fins
S

de exigências, a de maior risco, mesmo que não seja


a atividade econômica principal.

5.16 Casos omissos e não contemplados na presente


NT devem ser submetidos à análise da Comissão de
Análise Técnica (CAT), que somente através da
emissão de Parecer Técnico definirá a classificação
de risco.

4
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

ANEXO A - CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO À OCUPAÇÃO

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Definição e exemplos

Residencial privativa Casas térreas ou assobradadas (isoladas e


A-1
unifamiliar não isoladas)

Residencial privativa
A-2 Edifícios de apartamento em geral
multifamiliar

Pensionatos, internatos, orfanatos, alo-


A-3 Residencial coletiva
jamentos, mosteiros, conventos.

S
Conjunto de duas ou mais edificações
Agrupamento residencial
A Residencial A-4 residenciais privativas unifamiliares dentro de
privativo unifamiliar
um lote.

M
Conjunto de duas ou mais edificações resi-
Agrupamento residencial
A-5 denciais privativas multifamiliares dentro de
privativo multifamiliar
um lote.

Edificação composta de unidades


residenciais privativas (apartamentos) e

S
A-6 Mista
unidades autônomas destinadas a espaços
comerciais (lojas ou salas).

Hotéis, motéis, pensões, hospedarias,


B-1 Hotel e assemelhados pousadas, albergues, casas de cômodos,
camping.
A
Serviço de
B
hospedagem Hotéis e assemelhados com cozinha própria
nos apartamentos (incluem-se, flats, apart-
B-2 Hotel residencial
hotel, hotel residência, e similares destinados
M

a ocupação transitória)

Edificações comerciais, que em função da


atividade desenvolvida, ficam enquadradas
no Risco Médio 1 conforme Nota Técnica
específica, tais como: artigos de metal,
G

C-1 Comercial 1
louças, artigos hospitalares, edifícios de lojas
de departamentos, magazines, armarinhos,
galerias comerciais, supermercados em geral,
mercados e outros.
Y

C Comercial Edificações comerciais, que em função da


atividade desenvolvida, ficam enquadradas
no Risco Médio 2 conforme Nota Técnica
C-2 Comercial 2 específica, tais como: comércio atacadista de
S

produtos químicos e petroquímicos, de


resíduos de papel e papelão, espuma e iso-
por, etc.

Centro de compras em geral (shopping cen-


C-3 Shopping centers
ters)

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Definição e exemplos

Ponto de venda localizado no mall de centro


C Comercial C-4 Quiosque comercial e de centro de compras em geral
(shopping centers)

Escritórios administrativos ou técnicos, insti-


Local para prestação de tuições financeiras (exceto as classificadas em
D-1 serviço profissional ou D-2), cabeleireiros, centros profissionais e
condução de negócios assemelhados, repartições públicas (exceto as

S
classificadas em D-5).

D-2 Agências bancárias Agências bancárias e assemelhados

M
Serviço Lavanderias, assistência técnica, reparação e
D profissional e Serviços de manutenção e
manutenção de aparelhos eletrodomésticos,
institucional D-3 reparação (exceto os
chaveiros, serviços de pintura, pintura de
classificados em G-4)
letreiros, serviços de limpeza e outros.

D-4
S
Laboratórios de análises
clínicas e assemelhados
Laboratórios de análises clínicas sem
internação e assemelhados. Laboratórios
ambientais, fotográficos e assemelhados.
A
Edificação pública das
Quartéis, delegacias, postos policiais,
D-5 forças armadas, policiais e
grupamentos e assemelhados
militares estaduais

Pré-escola (creches, escolas maternais, jardins


M

de infância). Escolas de educação básica,


ensino fundamental e médio, educação de
E-1 Escolar em geral
jovens e adultos, ensino superior, ensino
técnico e assemelhados. Escolas profissionais
em geral.
G

Escolas de artes e artesanato, de línguas, de


E-2 Escolar especial cultura geral, de cultura estrangeira, escolas
religiosas e assemelhados
Escolar e cultura
E
Y

física

Locais de ensino e/ou práticas de artes


marciais, natação, ginástica (artística, dança,
S

musculação e outros) esportes coletivos (tênis,


E-3 Espaço para cultura física
futebol e outros que não estejam incluídos em
F-3), sauna, casas de fisioterapia e
assemelhados. Sem arquibancadas.

6
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Definição e exemplos

Museus, centro de documentos históricos,


Local onde há objeto de
F-1 galerias de arte, arquivos, bibliotecas e asse-
valor inestimável
melhados

Igrejas, capelas, sinagogas, mesquitas, templos,


F-2 Local religioso e velório cemitérios, crematórios, necrotérios, salas de
funerais e assemelhados

S
Arenas em geral, estádios, ginásios, piscinas,
Centro esportivo e de rodeios, autódromos, sambódromo, jóquei clube,
F-3
exibições pista de patinação e assemelhados. Todos com
arquibancadas.

M
Estações rodoferroviárias e marítimas, portos,
Estação e terminal de marina, metrô, aeroportos, helipontos,
F-4
passageiro teleféricos, estações de transbordo em geral e
assemelhados

F
Local de Reunião
F-5

F-6
S
Arte cênica e auditório

Boates e casas de show


Teatros em geral, cinemas, óperas, auditórios
de estúdios de rádio e televisão, auditórios em
geral e assemelhados

Boates, danceterias, discotecas, centro de


convenções, e assemelhados
A
de Público
Circos, parques temático, parque de diversões,
F-7 Instalações temporárias
feiras, eventos de foodtruck e assemelhados

Restaurantes, lanchonetes, bares, cafés,


M

F-8 Local para refeição


refeitórios, cantinas e assemelhados

Parques recreativos (sem atividade de diversões


F-9 Recreação pública
públicas) e assemelhados
G

Locais para exposição agropecuária e


F-10 Exposição de animais
assemelhados. Edificações permanentes
Y

Clubes sociais, bilhares, boliche, salões de


baile, restaurantes com atividades de diversões
Clubes sociais e
F-11 públicas, zoológicos, aquários, parque de
diversão
S

diversões (edificação permanente), e


assemelhados.

7
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Definição e exemplos

Garagem sem acesso de


Garagens automáticas e garagens com
G-1 público e sem
manobristas.
abastecimento

Garagem com acesso de Garagens coletivas sem automação, em geral e


G-2 público e sem sem abastecimento (exceto veículos de carga e
abastecimento coletivos)

S
Postos de abastecimento de combustíveis e
Local dotado de
serviço, garagens com abastecimento de
G-3 abastecimento de
combustível (exceto veículos de carga e
combustível
coletivos)

M
Oficinas de conserto de veículos. Borracharia
Serviço automotivo (sem recauchutagem). Oficinas e garagens de
G
e assemelhado Serviço de conservação, veículos de carga e coletivos (tais como:
G-4
manutenção e reparos empresas de ônibus, transportadoras, etc).
Garagens de máquinas agrícolas e rodoviárias.

G-5 Hangar
S Retificadoras de motores.

Abrigos para aeronaves com ou sem abas-


tecimento

Abrigos para embarcações com ou sem abas-


A
tecimento. Estrutura náutica que combina áreas
Galpão ou garagem para guarda de embarcações em terra ou sobre a
G-6
náutica água, cobertas ou não, e acessórios de acesso à
água, podendo incluir oficina para manutenção e
M

reparo de embarcações e seus equipamentos.

Hospitais, clínicas e consultórios veterinários e


Hospital veterinário e
H-1 assemelhados (inclui-se alojamento com ou sem
assemelhados
adestramento)
G

Local onde pessoas re-


Tratamento de dependentes de drogas, álcool e
querem cuidados espe-
H-2 assemelhados, todos sem celas, asilos,
ciais por limitações físicas
residências geriátricas.
ou mentais
Y

H Serviço de saúde
Hospitais, casa de saúde, prontos-socorros,
clínicas com internação, ambulatórios e postos de
H-3 Hospital e assemelhados atendimento de urgência, postos de saúde e
puericultura e assemelhados com internação.
S

Hospital psiquiátrico.

Clínica e consultório Clínicas médicas, consultórios em geral, unidades


H-4 médico, odontológico e de hemodiálise, ambulatórios e assemelhados.
assemelhados Todos sem internação.

8
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Definição e exemplos

Edificações industriais que, em função das


atividades exercidas e dos materiais utilizados,
I-1 Industrial 1
são classificadas como Risco Médio 1 conforme
Anexo B.

Edificações industriais que, em função das ati-


vidades exercidas e dos materiais utilizados, são
I Industrial I-2 Industrial 2
classificadas como Risco Médio 2 conforme

S
Anexo B.

Edificações industriais que, em função das ati-


vidades exercidas e dos materiais utilizados, são
I-3 Industrial 3
classificadas como Risco Grande conforme Anexo

M
B.

Edificações sem processo industrial que ar-


Depósitos de material mazenam tijolos, pedras, areias, cimentos, metais
J-1
incombustível e outros materiais incombustíveis, todos sem

J Depósito
J-2

J-3
S
Todo tipo de Depósito

Todo tipo de Depósito


embalagem.

Depósitos com carga de incêndio até 1.000


MJ/m², conforme Anexo C ou Anexo D.

Depósitos com carga de incêndio entre 1.000 e


A
2
1.200 MJ/m , conforme Anexo C ou Anexo D.

Depósitos onde a carga de incêndio ultrapassa a


J-4 Todo tipo de Depósito
1.200 MJ/m², conforme Anexo C ou Anexo D.
M

Comércio em geral de fogos de artifício, munições


L-1 Comércio
e assemelhados

Explosivos ou
L L-2 Indústria Indústria de material explosivo ou munições
munições
G

L-3 Depósito Depósito de material explosivo ou munições


Y
S

9
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Definição e exemplos

Túnel rodoferroviário destinados a transporte de


M-1 Túnel
passageiros ou cargas diversas

Edificação destinada a manipulação,


Líquidos ou gases infla- armazenamento e distribuição de líquidos ou
M-2
máveis ou combustíveis gases inflamáveis ou combustíveis, tais como:
ponto de venda ou depósito de GLP, etc.

Central telefônica, centros de comunicação,

S
M-3 Central de comunicação
antenas de telefonia e assemelhados.

Canteiro de obras e assemelhados, (não


M-4 Estrutura temporária
possuem atividade de reunião de público)

M
M-5 Silos Armazéns de grãos e assemelhados

Geração, transmissão e distribuição de energia


M-6 Energia
e assemelhados.
M Especial

M-7

M-8 Loteamento
S
Pátios de armazenagem
Pátios – área não coberta que tem como
destinação de uso a estocagem de produtos.

Loteamento - é a divisão de glebas em lotes


destinados à edificação, com aberturas de
novas vias de circulação ou de logradouros
A
públicos ou privados
M

Local onde a liberdade Manicômios, reformatórios, prisões em geral


M-9 das pessoas sofre res- (casa de detenção, penitenciárias, presídios) e
trição instituições assemelhadas, todos com celas
G

Fonte: Decreto nº 42/2018 – COSCIP.


Y
S

10
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

ANEXO B - CLASSIFICAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES E ÁREAS DE RISCO QUANTO AO RISCO DE INCÊNDIO

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Risco


A-1 Residencial privativa unifamiliar PEQUENO

A-2 Residencial privativa multifamiliar PEQUENO

A-3 Residencial coletiva MÉDIO 1


A Residencial A-4 Agrupamento residencial privativo unifamiliar PEQUENO

Agrupamento residencial privativo


A-5 PEQUENO
multifamiliar

S
A-6 Mista (ver item 5.9) MÉDIO 1

Serviço de B-1 Hotel e assemelhados


B MÉDIO 1

M
hospedagem B-2 Hotel residencial

Edificações comerciais: artigos de metal;


louças; artesanato; artigos hospitalares,
odontológicos, veterinários; antiguidades;
lojas de animais; lojas de brinquedos;

S
farmácias; artigos de uso doméstico;
concessionária de veículos; artigos de
cosméticos; comércio de bebidas; artigos de
eletrônica e telefonia; edifícios de lojas de
departamentos; magazines; livrarias;
joalherias; artigos de iluminação; artigos
A
C-1 musicais; comércio de máquinas e MÉDIO 1
equipamentos em geral; comércio de móveis
em geral; artigos de vestuário; comércio de
artes; padaria e confeitaria; óticas;
papelarias; armarinhos; tabacaria; sorveteria;
M

C Comercial tapeçaria; artigos de informática; comércio de


tecido; comércio de tintas e solventes (até
500 litros de inflamáveis); galerias
comerciais; supermercados em geral;
hortifrutigranjeiros; mercados e outros. (ver
G

item 5.10).

Edificações comerciais atacadistas como: de


produtos químicos e petroquímicos; de
resíduos de papel e papelão; espuma e iso-
C-2 MÉDIO 2
por; de resinas; de produtos alimentícios; de
Y

mercadorias em geral e outros. (ver item


5.11).

C-3 Shopping centers MÉDIO 2


S

C-4 Quiosque MÉDIO 1

11
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Risco


Local para prestação de serviço profissional ou
D-1
condução de negócios

D-2 Agências bancárias


Serviço
profissional e Serviços de manutenção e reparação (exceto os
D-3
D classificados em G-4) MÉDIO 1
institucional
D-4 Laboratórios de análises clínicas e assemelhados

D-5 Edificação pública das forças armadas, policiais e


militares estaduais

S
E-1 Escolar em geral
Escolar e cultura
E E-2 Escolar especial MÉDIO 1
física
E-3 Espaço para cultura física

M
F-1 Local onde há objeto de valor inestimável

F-2 Local religioso e velório

F-3 Centro esportivo e de exibições

F-4 Estação e terminal de passageiro


F
Local de
Reunião de
Público
F-5

F-6

F-7

F-8
S
Arte cênica e auditório

Boates e casas de show

Instalações temporárias

Local para refeição


MÉDIO 1
A
F-9 Recreação pública

F-10 Exposição de animais

F-11 Clubes sociais e diversão


M

Garagem sem acesso de público e sem


G-1
abastecimento

Garagem com acesso de público e sem


G-2
Serviço abastecimento MÉDIO 1
G

automotivo e G-3 Local dotado de abastecimento de combustível


G assemelhado
G-4 Serviço de conservação, manutenção e reparos

G-5 Hangar
Y

MÉDIO 2
G-6 Galpão ou garagem náutica

Hospitais, clínicas e consultórios veterinários e


H-1
assemelhados
S

Local para tratamento de dependentes de droga,


H-2 álcool e assemelhados, todos sem celas, asilos,
residências geriátricas

Hospitais, casas de saúde, prontos-socorros,


H Serviço de saúde MÉDIO 1
clínicas com internação, ambulatórios e postos de
H-3 urgência, postos de saúde e puericultura e
assemelhados com internação. Hospital
psiquiátrico.
Clínicas médicas, consultórios em geral, unidades
H-4 de hemodiálise, ambulatórios e assemelhados.
Todos sem internação.

12
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Risco


Edificações industriais que fabricam: aditivos de
uso industrial; adoçantes naturais e artificiais; água
envasada; alimentos e pratos prontos; alimentos
para animais; amianto; equipamentos para
sinalização e alarme; aparelhos ortopédicos;
extração de areia, ardósia, basalto, calcário,
dolomita e argila; fabricação de aviamentos para
costura; balanças; fabricação de bebidas não
alcóolicas (exceção refrigerantes); de bicicletas;
bijuterias e artefatos; bolsas; biscoitos; café e

S
derivados; calçados; caldeiras; artigos de escritório
(caneta); catalisadores; casas pré moldadas de
concreto; cerâmica; de chá; chocolate; de cimento;
condimentos; cordoaria; couro; de doces,
embalagens de vidro; embalagens de metais;

M
especiarias, molhos, temperos e condimentos;
I Industrial I-1 MÉDIO 1
artefatos de esporte; esquadrias de metal;
fermentos e leveduras; ferramentas; galvanoplastia;
fibras artificiais e sintéticas; conservas de frutas;
balas e semelhantes; gelo comum; extração de

S
pedras preciosas; extração de gesso e caulim;
extração de grafita e granito; guarda chuvas;
instrumentos musicais; fabricação de artigos de
joalheria; jogos eletrônicos; lâmpadas; laticínios;
extração de mármore e marmoraria; matadouro de
(abate de suínos, bovinos, aves); artigos de metal;
A
extração e beneficiamento de minérios; cunhagem
de moedas e medalhas; móveis com
predominância de metais; móveis de materiais sem
madeira); artigos ópticos; artefatos de pesca;
serralheria; rolamentos para fins industriais; de
M

sorvetes; artigos de vidro.


G
Y
S

13
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Risco


Edificações industriais que fabricam: absorventes
higiênicos; medicamentos; adubos e fertilizantes;
defensivos agrícolas; aparelhos de áudio e vídeo;
equipamentos de medida; equipamentos de
transmissão; equipamentos elétricos; componentes
eletrônicos; compressores; aparelhos elétricos;
equipamentos e informática; artigos de tabaco;
transmissores de comunicação; aparelhos
eletrodomésticos; aparelhos fotográficos e
cinematográficos; motocicletas; instrumentos

S
cirúrgicos, odontológicos e laboratorial; cigarros,
cigarrilhas e charutos; aparelhos eletromédicos e
eletroterapêuticos; aparelhos telefônicos;
hidráulicos e pneumáticos; fabricação de
automóveis; aeronaves; motores para automóveis e

M
turbinas; de açúcar; estufas e fornos elétricos;
vinho; cervejarias e chopes; fabricação de
I Industrial I-2 refrigerantes; adesivos e selantes; aparelhos de ar MÉDIO 2
condicionado; aparelhos e máquinas de
refrigeração e ventilação; desinfetantes;

S
elastômeros; fios, cabos e condutores elétricos;
embarcações; de locomotivas; fabricação de
produtos alimentícios; fabricação de
farmoquímicos; fabricação de fogões,
refrigeradores e máquinas de lavar e secar; fornos
industriais; fraldas descartáveis; gases industriais;
A
produtos de carne; frigorífico; fabricação de
refrescos, xaropes; de sucos; letras, letreiros e
placas; transformadores, indutores, conversores,
sincronizadores e semelhantes; margarina, óleos
vegetais; massas alimentícias; mastiques; painéis e
M

letreiros luminosos; moagem e fabricação de


derivados de milho; pilhas, baterias e acumuladores
elétricos; produtos adesivos; produtos químicos
inorgânicos; ração. (ver item 5.13).

Edificações industriais que fabricam: caixotes barris


G

ou pallets de madeira; carpintaria; coletam resíduos


perigosos; fabricam produtos químicos; bancos e
estofados; vassouras; fabricação de lápis; produtos
graxos; produtos petroquímicos; laminados planos
e tubulares de materiais plásticos; escovas, pincéis
Y

e vassouras; tratamento e disposição de resíduos


perigosos; extração de petróleo e gás natural;
embalagens de materiais plásticos; esquadrias de
madeiras; artefatos de madeira; marcenarias;
S

artefatos de materiais plásticos; extração e


I Industrial I-3 GRANDE
beneficiamento de carvão; casas de madeiras pré
fabricadas; fabricação de álcool; tanoaria e
embalagens de madeira; aguardente de cana de
açúcar; amido e féculas de vegetais; artefatos de
cortiça, bambu, palha, vime; artigos de tapeçaria;
mobiliário com predominância de madeira; têxtil;
artefatos de borracha; colas; extração e
beneficiamento de areias betuminosas; fabricação
de armas de fogo e munição; beneficiamento e
produtos de arroz; fabricação de biocombustível;
cloro e álcalis; colchões; combustíveis nucleares;

14
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Risco


(continuação)
coquerias; equipamento bélico pesado; espumas;
gráfica; impermeabilizantes, solventes e produtos
afins; materiais plásticos; refino de óleos
lubrificantes; papel e derivados; produtos derivados
de petróleo; artigos de plásticos em geral; produtos
I Industrial I-3 de limpeza e polimento; ceras de polimento; GRANDE
plastificantes, resinas e fibras; resinas termofixas;
resinas termoplásticas; sabões e detergentes
sintéticos; tintas de impressão; tintas, vernizes,
esmaltes e lacas; moagem e derivados de trigo;
extração e beneficiamento de xisto; fabricação de

S
óleos vegetais. (ver item 5.13).

M
S
A
M
G
Y
S

15
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Grupo Ocupação/Uso Divisão Descrição Risco


Edificações sem processo industrial que ar-
mazenam tijolos, pedras, areias, cimentos, metais e
J-1 MÉDIO 1
outros materiais incombustíveis, todos sem
embalagem.

Depósitos com carga de incêndio até 1.000 MJ/m²,


J-2 MÉDIO 1
J Depósito conforme Anexo C ou Anexo D.

Depósitos com carga de incêndio entre 1.000 e


J-3 2 MÉDIO 2
1.200 MJ/m , conforme Anexo C ou Anexo D.

Depósitos onde a carga de incêndio ultrapassa a

S
J-4 1.200 MJ/m², conforme Anexo C ou Anexo D. GRANDE
Edificação de guarda móveis e self storage;

Comércio em geral de fogos de artifício, munições


L-1 GRANDE
e assemelhados

M
Explosivos ou
L
munições L-2 Indústria de material explosivo, munições e fósforos GRANDE

L-3 Depósito de material explosivo ou munições GRANDE

M-1 Túnel GRANDE

M Especial
M-2

M-3

M-4

M-5
S
Líquidos ou gases inflamáveis ou combustíveis

Central de comunicação

Estrutura temporária

Silos
GRANDE

MÉDIO 1

MÉDIO 1

GRANDE
A
M-6 Energia MÉDIO 1

M-7 Pátios de armazenagem MÉDIO 2

M-8 Loteamento MÉDIO 1


M

M-9 Local onde a liberdade das pessoas sofre restrição MÉDIO 1


G
Y
S

16
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

ANEXO C – MÉTODO TABELADO PARA LEVANTAMENTO DA CARGA INCÊNDIO ESPECÍFICA

Tabela 1 - Carga de incêndio relativa à altura de armazenamento (Depósitos)


2
Carga de Incêndio (qfi) em MJ/m
Tipo de material Altura de armazenamento (em metros)
1 2 4 6 8 10
Açúcar 3780 7560 15120 22680 30240 37800
Açúcar, produtos de 360 720 1440 2160 2880 3600
Acumuladores/baterias 360 720 1440 2160 2880 3600
Adubos químicos 90 180 360 540 720 900
Alcatrão 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Algodão 585 1170 2340 3510 4680 5850
Alimentação (alimentos industrializados) 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Aparelhos eletroeletrônicos 180 360 720 1080 1440 1800

S
Aparelhos fotográficos 270 540 1080 1620 2160 2700
Artigos de borracha 2250 4500 9000 13500 18000 22500
Bebidas alcoólicas 360 720 1440 2160 2880 3600
Borracha 12870 25740 51480 77220 102960 128700

M
Brinquedos 360 720 1440 2160 2880 3600
Cabos elétricos 270 540 1080 1620 2160 2700
Cacau, produtos de 2610 5220 10440 15660 20880 26100
Café cru 1305 2610 5220 7830 10440 13050
Caixas de madeira 270 540 1080 1620 2160 2700
Calçado 180 360 720 1080 1440 1800

S
Celuloide 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Cera 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Cera, artigos de 945 1890 3780 5670 7560 9450
Chocolate 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Colas combustíveis 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Colchões não sintéticos 2250 4500 9000 13500 18000 22500
Cosméticos 248 495 990 1485 1980 2475
A
Couro 765 1530 3060 4590 6120 7650
Couro, artigos de 270 540 1080 1620 2160 2700
Couro sintético 765 1530 3060 4590 6120 7650
Couro sintético, artigos de 360 720 1440 2160 2880 3600
Depósitos de mercadorias incombustíveis em pilhas de caixas de
90 180 360 540 720 900
M

madeira ou de papelão
Depósitos de mercadorias incombustíveis em pilhas de caixas de
90 180 360 540 720 900
plástico
Depósitos de mercadorias incombustíveis em estantes metálicas
9 18 36 54 72 90
(sem embalagem)
Depósitos de paletes de madeira 1530 3060 6120 9180 12240 15300
G

Espumas sintéticas 1125 2250 4500 6750 9000 11250


Espumas sintéticas, artigos de 360 720 1440 2160 2880 3600
Farinha em sacos 3780 7560 15120 22680 30240 37800
Feltro 360 720 1440 2160 2880 3600
Feno, fardos de 450 900 1800 2700 3600 4500
Fiação, produtos de fio 765 1530 3060 4590 6120 7650
Y

Fiação, produtos de lã 855 1710 3420 5130 6840 8550


Fósforos 360 720 1440 2160 2880 3600
Gorduras 8100 16200 32400 48600 64800 81000
Gorduras comestíveis 8505 17010 34020 51030 68040 85050
S

Grãos, sementes 360 720 1440 2160 2880 3600


Instrumentos de ótica 90 180 360 540 720 900
Legumes, verduras, hortifrutigranjeiros 158 315 630 945 1260 1575
Leite em pó 4050 8100 16200 24300 32400 40500
Lenha 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Madeira em troncos 2835 5670 11340 17010 22680 28350
Madeira, aparas 945 1890 3780 5670 7560 9450
Madeira, restos de 1350 2700 5400 8100 10800 13500
Madeira, vigas e tábuas 1890 3780 7560 11340 15120 18900
Malte 6030 12060 24120 36180 48240 60300
Massas alimentícias 765 1530 3060 4590 6120 7650
Materiais de construção 360 720 1440 2160 2880 3600
Materiais sintéticos 2655 5310 10620 15930 21240 26550

11
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

2
Carga de Incêndio (qfi) em MJ/m
Tipo de material Altura de armazenamento (em metros)
1 2 4 6 8 10
Material de escritório 585 1170 2340 3510 4680 5850
Medicamentos, embalagem 360 720 1440 2160 2880 3600
Depósitos de mercadorias incombustíveis em pilhas de
90 180 360 540 720 900
caixas de plástico
Móveis de madeira 360 720 1440 2160 2880 3600
Móveis, estofados sem espuma sintética 180 360 720 1080 1440 1800
Painel de madeira aglomerada 3015 6030 12060 18090 24120 30150
Papel 3780 7560 15120 22680 30240 37800
Papel prensado 945 1890 3780 5670 7560 9450
Papelaria, estoque 495 990 1980 2970 3960 4950
Produtos farmacêuticos, estoque 360 720 1440 2160 2880 3600
Peças automotivas 360 720 1440 2160 2880 3600

S
Perfumaria, artigos de 225 450 900 1350 1800 2250
Pneus 810 1620 3240 4860 6480 8100
Portas de madeira 810 1620 3240 4860 6480 8100
Produtos químicos combustíveis 450 900 1800 2700 3600 4500

M
Queijos 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Resinas sintéticas 1890 3780 7560 11340 15120 18900
Resinas sintéticas, placas de 1530 3060 6120 9180 12240 15300
Sabão 1890 3780 7560 11340 15120 18900
Sacos de papel 5670 11340 22680 34020 45360 56700
Sacos de plástico 11340 22680 45360 68040 90720 113400

S
Tabaco em bruto 765 1530 3060 4590 6120 7650
Tabaco, artigos de 945 1890 3780 5670 7560 9450
Tapeçarias 765 1530 3060 4590 6120 7650
Tapeçarias 900 1800 3600 5400 7200 9000
Tecidos sintéticos 585 1170 2340 3510 4680 5850
Tecidos, fardos de algodão 585 1170 2340 3510 4680 5850
Tecidos, seda artificial 450 900 1800 2700 3600 4500
A
Toldos ou lonas 450 900 1800 2700 3600 4500
Velas de cera 10080 20160 40320 60480 80640 100800
Vernizes 1125 2250 4500 6750 9000 11250
Vernizes de cera 2250 4500 9000 13500 18000 22500
Obsservações:
M

a) Pode haver interpolação entre os valores.


b) A carga incêndio para depósitos apresentada nesta tabela pode ser substituída pelo método determinístico (Anexo E)
Fonte: ABNT NBR 14432.
G

Tabela 2 - Parâmetros para definição da classificação de risco

Risco Carga de incêndio específica (Mj/m²)

qfi ≤ 1000 MJ/m²


Y

Médio 1

Médio 2 1000 < qfi ≤ 1200 MJ/m²

qfi ≥1200 MJ/m²


S

Grande

Fonte: CBMERJ.

18
Nota Técnica nº 1-04:2019 – Classificação das edificações e áreas de risco quanto ao risco de incêndio

ANEXO D - MÉTODO DETERMINÍSTICO PARA LEVANTAMENTO DA CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA

D.1 O levantamento da carga de incêndio deverá ser realizado conforme item 5.4 desta Nota Técnica.

D.2 Os valores da carga de incêndio específica para as ocupações não listada na tabela do Anexos B devem ser
determinados pela seguinte expressão:

Onde:
qfi – valor da carga de incêndio específica, em megajoule por metro quadrado de área de piso;

S
Mi – massa total de cada componente i do material combustível, em quilograma. Esse valor não poderá ser excedido durante
a vida útil da edificação exceto quando houver alteração de ocupação, ocasião em que M i deverá ser reavaliado;

Hi – potencial calorífico específico de cada componente i do material combustível, em megajoule por quilograma, conforme

M
Tabela C.1 abaixo;

Af – área do piso do compartimento, em metro quadrado.

Valores de referência - potencial calorífico específico (Hi)

S
Tipo de material Hi Tipo de material Hi Tipo de material Hi
(MJ/kg) (MJ/kg) (MJ/kg)
Acetileno 50 Dietilcetona 34 Metano 50
Acetileno dissolvido 17 Dietileter 37 Metanol 19
Acetona 30 Enxofre 8,4 Monóxido de carbono 10
Acrílico 28 Epóxi 34 Nafta 42
Açúcar 17 Etano 47 N-Butano 45
Amido 17 Etanol 26 Nitrocelulose 8,4
A
Algodão 18 Eteno 50 N-Octano 44
Álcool alílico 34 Éter amílico 42 N-Pentano 45
Álcool amílico 42 Éter etílico 34 Óleo de linhaça 37
Álcool etílico 25 Etileno 50 Óleo vegetal 42
Álcool metílico 21 Etino 48 Palha 16
M

Benzeno 40 Farinha de trigo 17 Papel 17


Benzina 42 Fenol 34 Parafina 46
Biodiesel 39 Heptano 46 Petróleo 41
Borracha (Espuma) 37 Hexametileno 46 Plástico 31
Borracha (Tira) 32 Hexano 46 Poliacrilonítrico 30
Butano 46 Hexaptano 46 Policarbonato 29
Cacau em pó 17 Hidreto de magnésio 17 Poliéster 31
G

Café 17 Hidreto de sódio 9 Poliestireno 39


Cafeína 21 Hidrogênio 143 Polietileno 44
Cálcio 4 Fibra sintética 6,6 29 Polimetilmetacrílico 24
Carbono 34 Fósforo 25 Polioximetileno 15
Carvão 36 Gás natural 26 Poliuretano 23
Celulose 16 Gasolina 47 Polipropileno 43
Y

Cereais 17 Glicerina 17 Polivinilclorido 16


Chá 17 Gordura e oleo vegetal 42 Propano 46
Chocolate 25 Grãos 17 PVC 17
Cloreto de polivinil 21 Graxa; Lubrificante 41 Resina de fenol 25
C-Heptano 46 Látex 44 Resina de uréia 21
S

C-Hexano 46 Lã 23 Resina melamínica 18


Couro 19 Leite em pó 17 Seda 19
C-Pentano 46 Linho 17 Sisal 17
C-Propano 50 Linóleo 2 Tabaco 17
Creosoto 37 Lixo de cozinha 18 Tolueno 42
D-glucose 15 Madeira 19 Turfa 34
Diesel 43 Magnésio 25 Uréia 9
Dietilamina 42 Manteiga 37 Viscose 17

Observação: Os valores de materiais não listados nesta tabela poderão ser apresentados pelo responsável
técnico, desde que citada a fonte bibliográfica.

19
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO E - EXEMPLO DE PLANILHA PARA CÁLCULO DA CARGA DE INCÊNDIO ESPECÍFICA

(Esse modelo deve ser utilizado apenas para depósito)

Potencial
Massa total de Potencial calorífico
Tipo do material existente na edificação calorífico
cada material por material²
por compartimento específico¹
Mi – (kg) Mi x Hi = qi (MJ)
Hi – (MJ/kg)
1
2
3
4
5
6

S
7

Total do potencial calorífico do pavimento³ – qi (MJ)

M
∑ MiHi

Área do piso do pavimento Af (m²)

4
Carga de incêndio específica do pavimento

Observações:
1 – Constante da Tabela E
qfi = ∑ MiHi
Af

S
2 – Massa total de cada material multiplicado pelo potencial calorífico específico
A
3 – Somatória de todos os potenciais caloríficos considerados
4 – Total do potencial calorífico do pavimento dividido pela Área do piso do pavimento = (qfi)
M
G
Y
S

20
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 1-05
Versão: 01 09 páginas Vigência: 04/09/2019

Edificações anteriores – Adequação ao COSCIP

S
M
SUMÁRIO ANEXO(S)
1 OBJETIVO A – MODELO PARA TERMO DE COMPROMISSO
2 APLICAÇÃO B – MODELO PARA TERMO DE COMPROMISSO DE
3

4
5
REFERÊNCIAS NORMATIVAS E
BIBLIOGRÁFICAS
DEFINIÇÕES E CONCEITOS
PROCEDIMENTOS S ESTADO DE CONSERVAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA
CANALIZAÇÃO PREVENTIVA
C – MEDIDAS COMPENSATÓRIAS PARA EDIFICAÇÕES
ANTERIORES
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


1 OBJETIVO e vertical, as mesmas serão avaliadas como um risco
Estabelecer as medidas de segurança e proteção contra isolado tendo as suas exigências com base no Decreto nº
incêndio e pânico para as edificações e áreas de risco 42/2018 - COSCIP, mantendo-se para as demais áreas
anteriores, comprovadamente construídas, licenciadas ou existentes as medidas de segurança anteriormente
em processo de licenciamento para construção em data aprovadas.
anterior à vigência do Decreto Estadual nº 42/2018 – 3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado BIBLIOGRÁFICAS
do Rio de Janeiro (COSCIP). As normas e bibliografias abaixo contêm disposições que
2 APLICAÇÃO estão relacionadas com esta Nota Técnica.
2.1 Esta Nota Técnica (NT) aplica-se a todas as a) Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975 –
edificações ou áreas de risco construídas ou licenciadas Dispõe sobre segurança contra incêndio e pânico no âmbito
anteriormente ao Decreto nº 42/2018 - COSCIP. do Estado do Rio de Janeiro;

S
2.2 Ficam isentas das exigências contidas nesta NT b) Decreto nº 42, de 17 de dezembro de 2018, que
as seguintes edificações ou áreas de risco, estando regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975,
consequentemente dispensadas de aprovação de novo dispondo sobre o Código de Segurança Contra Incêndio e
projeto de segurança contra incêndio e pânico (projeto de Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro;

M
segurança) em adequação ao Decreto nº 42/2018 - c) Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976 –
COSCIP: Regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975,
a) Edificações construídas ou licenciadas durante a que dispõe sobre Segurança Contra Incêndio e Pânico;
vigência do Decreto nº 897, de 21 Set 1976, possuidoras de d) Decreto nº 35.671, de 09 de junho de 2004, que
Laudo de Exigências, e que não tenham sofrido qualquer dispõe sobre a segurança contra incêndio e pânico nas
alteração no projeto de segurança aprovado;

S
edificações construídas anteriormente à vigência do
b) Edificações construídas ou licenciadas antes da vigência Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, e dá outras
do Decreto nº 897, de 21 Set 1976, que possuam Laudo de providências;
Exigências em caráter de adequação ao Decreto nº 35.671, e) Resolução SEDEC nº 142, de 15 de março de
de 09 Jun 2004, e que não tenham sofrido qualquer 1994, que dispõe sobre instruções complementares para
alteração no projeto de segurança aprovado; execução do Código de Segurança Contra Incêndio e
A
c) Edificações construídas ou licenciadas anteriormente ao Pânico (COSCIP), dando nova redação à Portaria-002/78, e
Decreto nº 897, de 21 Set 1976, porém não enquadradas às Notas Técnicas, Normas Técnicas e Ordens de Serviço
no Decreto nº 35.671, de 09 Jun 2004, possuidoras de emitidas após a vigência do mesmo, até o ano de 1992;
Laudo de Exigências emitido em caráter de adequação ao f) Resolução SEDEC nº 169, de 28 de novembro de
antigo COSCIP (Decreto nº 897/76), e que não tenham
M

1994, que dispõe instruções complementares para a


sofrido qualquer alteração no projeto de segurança apresentação de projetos de segurança contra incêndio e
aprovado. São exemplos dessas edificações: pânico na Diretoria Geral de Serviços Técnicos do Corpo de
- A-2 e A-5 com altura menor ou igual a 30 m; Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro;
- A-6 com até 2 pavimentos, exclusive subsolo; g) Resolução SEDEC nº 279, de 11 de janeiro de
2005, que dispõe sobre a avaliação e a habilitação do
G

- B-1 e B-2 com até 2 pavimentos, exclusive subsolo;


bombeiro profissional civil, o dimensionamento de brigadas
- H-2 e H-3 com até 2 pavimentos, exclusive subsolo;
de incêndio e estabelece exigências às edificações
- H-1 e H-4 com até 3 pavimentos, exclusive subsolo; licenciadas ou construídas em data anterior a vigência do
- Todas dos Grupos F (exceto F-8), G, L e M; Decreto n° 897, de 21 de setembro de 1976, e dá outras
Y

- Todas dos Grupos C, D, E, I, J e da Divisão F-8 com até 3 providências;


pavimentos, exclusive subsolo. h) IT 43/2018 – Adaptação às normas de segurança
2.3 Todas as edificações consideradas anteriores contra incêndio – Edificações existentes. Corpo de
devem atender às exigências contidas no Decreto Estadual Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, 2018;
S

nº 42/2018 - COSCIP, respeitadas as condições estruturais i) NPT 002 – Adaptação às normas de segurança
e arquitetônicas das mesmas, podendo as exigências contra incêndio – Edificações existentes e antigas. Corpo
serem reduzidas ou dispensadas e, em consequência, de Bombeiros Militar do Estado do Paraná, 2018.
substituídas por outras medidas de segurança, conforme a 4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
presente NT.
Para efeito desta Nota Técnica, além das definições
2.4 As edificações que tenham sofrido acréscimo de constantes da NT 1-02 – Terminologia de segurança contra
área no projeto de segurança aprovado pelo CBMERJ incêndio e pânico, aplicam-se as definições específicas
deverão ser reavaliadas com base nos critérios do Decreto desta seção.
Estadual nº 42/2018 – COSCIP e NT específica.
4.1 Anterioridade: condição em que a edificação é
2.5 Sendo promovida a compartimentação das novas comprovadamente licenciada para construção, construída
áreas mencionadas no item 2.4, conforme critérios ou possuidora de documento de regularização do CBMERJ
estabelecidos pela NT 2-18 – Compartimentação horizontal anterior à publicação do Decreto Estadual nº 42/2018 -
Nota Técnica nº 1-05:2019 - Edificações Anteriores ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico

COSCIP, desde que mantidas a área e a ocupação da 5.1.2 Inexistindo documentação comprobatória, poderão
época e não haja disposição em contrário pelo Sistema de ser utilizados outros recursos ou documentos para auxiliar
Segurança contra Incêndio e Pânico. na comprovação da anterioridade da edificação, tais como:
4.2 Áreas livres cobertas: aquelas não possuidoras - Foto aérea (com data anterior ao Decreto Estadual nº
de elementos de compartimentação que confiram a 42/2018 – COSCIP);
resistência ao fogo requerida. - Serviços de mapa online dotado de histórico de registro de
4.3 Comissão de Análise Técnica (CAT): comissão fotos (exemplos: Google Street View, Google Maps e
técnica instituída pelo Comandante-Geral do CBMERJ, com Google Earth);
atribuição de analisar e emitir pareceres relativos aos casos - Original ou fotocópia autenticada de jornal ou revista (com
específicos que necessitarem de soluções técnicas data anterior ao Decreto Estadual nº 42/2018 – COSCIP),
complexas ou apresentem dúvidas quanto às exigências no qual haja foto ou informação relativa à edificação ou
previstas no Decreto Estadual nº 42/2018 – COSCIP. área de risco em análise.

S
4.4 Documentação comprobatória:documento, 5.1.3 A autenticação de qualquer fotocópia inerente ao
conjunto de documentos ou fotocópia autenticada que processo de regularização da edificação/área de risco, junto
comprove a data de construção (ou licenciamento para ao CBMERJ, deve seguir a Lei Federal nº 13.726 de 08 de
construção), a ocupação e a área construída de uma outubro de 2018 ou instrumento legal que venha substituí-
edificação anterior.

M
la.
4.5 Edificação anterior: edificação comprovadamente 5.2 Adequações quanto às medidas de segurança
licenciada para construção, construída CBMERJ anterior à contra incêndio e pânico para edificações anteriores
vigência do Decreto Estadual nº 42/2018 – COSCIP, desde (construídas ou licenciadas em data anterior à vigência
que mantidas a área e a ocupação da época e não haja do Decreto Estadual nº 42/2018 – COSCIP)
disposição em contrário pelo Sistema de Segurança contra

S
5.2.1 Todas as edificações deverão atender às
Incêndio e Pânico.
exigências estabelecidas no Decreto nº 42/2018 - COSCIP,
4.6 Laudo de Exigências(LE): documento expedido guardadas as devidas adequações previstas na presente
pelo CBMERJ como resultado da análise e aprovação do NT, conforme condição estrutural e/ou arquitetônica da
Projeto de Segurança Contra incêndio e Pânico, no qual edificação.
constam as medidas de segurança contra incêndio e pânico
5.2.2 Quando não for possível o cumprimento das
projetadas para uma edificação, estabelecimento, área de
A
adequações mencionadas nesta NT, em virtude das
risco ou agrupamento. Para aplicação desta NT, fica
características arquitetônicas e/ou estruturais da edificação
considerado inválido qualquer LE emitido em data anterior à
ou por inviabilidade técnica, o profissional responsável pelo
vigência do Decreto nº 897/76.
projeto deverá declarar o exposto por meio de termo de
4.7 Processo de Adequação Técnica (PAT): compromisso (em projeto), conforme Anexo A, assim como
M

instaurado a fim de se analisar e emitir pareceres relativos deverá apresentar laudo técnico circunstanciado (com
aos casos que necessitarem de soluções técnicas ou fotos).
alternativas de adequação de edificações
5.3 Adequações para edificações ou áreas de risco
comprovadamente existentes antes do Decreto Estadual nº
comprovadamente construídas ou licenciadas em data
42/2018 – COSCIP.
anterior a 20 de dezembro de 1976 (início da vigência
G

5 PROCEDIMENTOS do Decreto nº 897, de 21 Set 1976 – antigo COSCIP)


5.1 Da comprovação de anterioridade 5.3.1 Sistema de hidrantes
5.1.1 Para efeito de comprovação de anterioridade, são 5.3.1.1 A tubulação do sistema de hidrantes, instalado
exemplos de documentação: anteriormente à vigência do Decreto nº 897/76, poderá ter
Y

- Projeto de segurança aprovado pelo CBMERJ com diâmetro nominal de 50 mm (2”), desde que comprovado
emissão de Laudo de Exigências; tecnicamente o desempenho hidráulico dos componentes
- Certificado de Aprovação emitido pelo CBMERJ; do sistema, conforme modelo do Anexo B.

- Licença de obras emitida por órgão público; 5.3.1.2 Admite-se a utilização de três lances de
S

mangueiras por hidrante, correspondendo ao alcance


- Projeto aprovado por órgão público;
máximo de 45 m, somente para edificações enquadradas
- Certidão emitida por órgão público; nas divisões A-2, A-5 e A-6 (áreas residenciais), desde que
- Escritura; atendam a 5.3.1.1.
- Certidão do registro geral de imóveis; 5.3.1.3 O conjunto de pressurização do sistema de
- Convenção ou ata de condomínio registrada em cartório, hidrantes poderá ser instalado em abrigo, desde que esse
cujo registro possua data anterior ao Decreto Estadual nº espaço físico seja suficiente para o acondicionamento e a
42/2018 – COSCIP; operação de todos os dispositivos requeridos pelo sistema
de pressurização, observando-se o estabelecido no item
- Imagens de microfilmes emitidas por órgão público.
5.2.2.
5.3.1.4 Quanto ao dimensionamento da RTI, quando não
for possível o cumprimento do previsto na NT 2-02 -

3
Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a 5.3.4 Saídas de emergência (escadas)
incêndio, observando-se o estabelecido no item 5.2.2: 5.3.4.1 As edificações não possuidoras de Laudo de
5.3.1.5 Na impossibilidade elencada acima: Exigências ou aquelas que tenham, a qualquer tempo,
5.3.1.5.1 Para as edificações da divisão A-5 cujo sistema de sofrido alguma alteração do projeto de segurança
hidrantes seja alimentado por castelo d’água, a RTI deverá anteriormente aprovado deverão ser dotadas das seguintes
ser de, no mínimo, 6.000 litros, acrescida de 200 litros para exigências básicas em suas escadas:
cada hidrante exigido em todo agrupamento. a) Previsão de piso ou fita antiderrapante;
5.3.1.5.2 Para as edificações classificadas nos riscos b) Previsão de faixas de sinalização refletivas no rodapé
pequeno ou médio 1, com até 4 hidrantes, a RTI será de, das paredes do hall e junto às laterais dos degraus.
no mínimo, 6.000 litros. 5.3.4.2 Edificações com enquadramento na exigência
5.3.1.5.3 Para as as edificações classificadas nos riscos de escada de emergência do tipo Não Enclausurada,
pequeno ou médio 1, com mais de 4 hidrantes, a RTI será conforme Decreto nº 42/2018 - COSCIP

S
de, no mínimo, 6.000 litros, acrescidos de 500 litros por 5.3.4.2.1 As edificações com mais de 2 pavimentos e que
hidrante excedente a 4. sejam enquadradas na exigência de escadas do tipo Não
5.3.1.5.4 Para as edificações classificadas no risco médio 2, Enclausurada deverão ser dotadas de uma das seguintes
a RTI será de, no mínimo, 12.000 litros. opções:

M
5.3.1.5.5 Para as edificações classificadas no risco grande, a) Ventilação permanente (não admitindo-se sistema de
2
a RTI será de, no mínimo, 30.000 litros.. fechamento) com área mínima de 0,40 m nos patamares
5.3.2 Sistema de chuveiros automáticos (sprinklers) da escada, podendo ser a cada dois pavimentos, ou na
circulação destes;
5.3.2.1 Para as edificações pertencentes às divisões A-2,
A-5 e A-6 (área comercial com até 900 m² e situada apenas b) Exaustão no topo da escada, com área mínima de 1,00
no pavimento térreo), o sistema de chuveiros automáticos
exigido conforme Decreto Estadual nº 42/2018 - COSCIP
poderá ser substituído pelo sistema de detecção
dimensionado conforme NT 2-07 – Sistema de detecção e
alarme de incêndio.
5.3.2.2O conjunto de pressurização do sistema de
S
m², podendo ser: cruzada, por exaustores eólicos ou
mecânicos.
5.3.4.2.2 Quando não for possível o cumprimento de
nenhuma das alternativas elencadas no item acima e
obedecendo ao estabelecido no item 5.2.2,serão exigidas
medidas de segurança compensatórias, conforme
A
chuveiros automáticos poderá ser instalado em abrigo, estabelecido no Anexo C desta NT.
desde que esse espaço físico seja suficiente para o 5.3.4.3 Edificações com enquadramento na exigência
acondicionamento e a operação de todos os dispositivos de escada de emergência do tipo Enclausurada,
requeridos pelo sistema de pressurização, observando-se o conforme Decreto nº 42/2018 - COSCIP
M

estabelecido no item 5.2.2. 5.3.4.3.1 As edificações que sejam enquadradas na


5.3.2.2 Fica vedada a previsão de canalização de exigência de escadas do tipo Enclausurada deverão ser
chuveiros automáticos com toda a tubulação seca, ainda dotadas de uma das seguintes opções:
que os reservatórios d’água possuam volume inferior à RTI a) Enclausuramento do acesso às escadas, por meio de
demandada por este sistema e pelo sistema de hidrantes e portas corta-fogo (PCF), em todos os pavimentos, com
G

de mangotinhos. Nesses casos, será admitida a utilização, previsão de ventilação permanente (não admitindo-
em conjunto, do volume de água destinado ao uso diário da sesistema de fechamento) com área mínima de 0,40 m
2

edificação e do volume destinado à RTI, quando não for nos patamares da escada, podendo ser a cada dois
possível o atendimento aos critérios estabelecidos pelo pavimentos;
Decreto Estadual nº 42/2018 – COSCIP e NT específica,
b) Enclausuramento do acesso às escadas, por meio de
Y

observando-se o estabelecido no item 5.2.2.


portas corta-fogo (PCF), em todos os pavimentos, com
5.3.2.3 Para as edificações que possuírem, segundo a NT previsão de exaustão no topo da escada, com área mínima
2-03 (parte 2), tempo de funcionamento do sistema acima de 1,00 m², podendo ser: cruzada, por exaustores eólicos
de 60 minutos, e em virtude das características ou mecânicos;
S

arquitetônicas e/ou estruturais da edificação ou por


c) Enclausuramento do hall de acesso às escadas, por
inviabilidade técnica, atestadas pelo profissional
meio de portas corta-fogo (PCF), em todos os pavimentos,
responsável pelo projeto através de termo de compromisso
com previsão de ventilação permanente (não admitindo-se
(em projeto), conforme Anexo A, assim como através de 2
sistema de fechamento) com área mínima de 0,40 m nos
laudo técnico circunstanciado (com fotos), não reunirem
patamares da escada, podendo ser a cada dois
condições para tal cumprimento, poderão possuir como
pavimentos;
limite de tempo os 60 minutos já mencionados.
d) Enclausuramento do hall de acesso às escadas, por
5.3.3 Compartimentação horizontal e vertical
meio de portas corta-fogo (PCF), em todos os pavimentos,
5.3.3.1 Nos vãos dos elevadores, serão admitidas portas com previsão de exaustão no topo da escada, com área
do tipo pantográficas ou de madeira, desde que já mínima de 1,00 m², podendo ser: cruzada, por exaustores
existentes anteriormente à vigência do Decreto nº 897/76 e eólicos ou mecânicos;
atendam ao estabelecido no item 5.2.2.
Nota Técnica nº 1-05:2019 - Edificações Anteriores ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico

e) Ventilação permanente (não admitindo-se sistema de automáticos para as demais áreas abaixo da cota de 12 m
2
fechamento) com área mínima de 0,40 m nos patamares caso não haja qualquer modificação nos referidos
da escada, em todos os pavimentos; ambientes.
f) Exaustão no topo da escada, com área mínima de 1,00 5.4.1.5 Havendo modificação nas áreas citadas no item
m², podendo ser: cruzada, por exaustores eólicos ou 5.4.1.4, o projeto de segurança relativo à canalização de
mecânicos. chuveiros automáticos deverá ser adequado conforme NT
5.3.4.3.2 As opções (e) e (f) somente serão aceitas na 2-03 - Sistema de chuveiros automáticos / sprinklers, salvo
impossibilidade arquitetônica e/ou estrutural de atendimento quando for promovida a compartimentação destas áreas,
das demais opções (a), (b), (c) e (d), atendendo ao conforme critérios estabelecidos pela NT 2-18, ficando
estabelecido no item 5.2.2. desta forma, o risco isolado e podendo ser mantida a
isenção mencionada em 5.4.1.4.
5.3.4.3.3 Quando não for possível o cumprimento de
nenhuma das alternativas elencadas no item 5.3.4.3.1 e 5.4.1.6 Quanto ao dimensionamento da RTI, para as
edificações que possuírem, segundo a NT 2-03 (parte 2),

S
obedecendo ao estabelecido no item 5.2.2,serão exigidas
medidas de segurança compensatórias, conforme tempo de funcionamento do sistema acima de 60 minutos,
estabelecido no Anexo C desta NT. e em virtude das características arquitetônicas e/ou
estruturais da edificação ou por inviabilidade técnica,
5.3.5 Acesso de viaturas
atestadas pelo profissional responsável pelo projeto através

M
5.3.5.1 As edificações, com enquadramento na exigência de nota informativa (em projeto), conforme Anexo A, assim
de escada de emergência do tipo Enclausurada conforme como através de laudo técnico circunstanciado (com fotos),
Decreto nº 42/2018 - COSCIP, situadas em terreno onde não reunirem condições para tal cumprimento, poderão
não seja possível o acessoe/ou o estabelecimento de possuir como limite de tempo os 60 minutos já
viatura operacional do CBMERJ do tipo Auto Plataforma mencionados.
Mecânica ou Auto Escada Mecânica, deverão ser dotadas
de canalização de chuveiros automáticos.
5.3.5.2 Para efeito do item 5.3.5.1, será considerado
acesso a possibilidade de estabelecimento das citadas
viaturas a uma distância máxima de 15 m para, ao menos,
uma fachada dotada de ventilação.
S
5.4.2 Compartimentação horizontal e vertical
5.4.2.1 Entre os vãos de iluminação de 2 (dois)
pavimentos consecutivos, deverá haver um elemento
construtivo resistente ao fogo, com um mínimo de 1 m de
altura, 0,15 m de espessura de concreto ou 0,25 m de
alvenaria (inclusive revestimento). Por conveniência
A
5.3.5.3 A ventilação mencionada no item anterior deverá arquitetônica, poderá haver acabamento externo para este
possuir dimensões mínimas que possibilitem o acesso ao elemento construtivo, em painéis ou revestimento não
interior da edificação para realização de salvamento ou combustíveis de qualquer natureza.
medidas de combate a incêndio.
5.4.2.2 Nas edificações em centro de terreno com altura
M

5.4 Adequações para edificações ou áreas de risco superior a 43 m contados acima do nível da soleira do
comprovadamente construídas ou licenciadas no pavimento de acesso, será obrigatório que a laje
período de 20 de dezembro de 1976 a 24 de junho de correspondente ao teto do último pavimento tenha um beiral
2019 (período de vigência do Decreto nº 897, de 21 Set ao longo de todas as fachadas e que exceda de 0,80 m o
1976) plano vertical das mesmas.
5.4.1 Sistema de hidrantes
G

5.4.2.3 Quando o último pavimento for afastado do plano


5.4.1.1 Quanto ao dimensionamento da RTI, quando não da fachada, o beiral deverá existir também na laje
for possível o cumprimento do previsto na NT 2-02 - correspondente ao teto do penúltimo pavimento e nas
Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a mesmas condições.
incêndio, observando-se o estabelecido no item 5.2.2. 5.4.2.4 Para efeito do item 5.4.2.2, fica definido como
Y

5.4.1.2 Na impossibilidade elencada acima, a RTI deverá edificação em centro de terreno aquelas onde não seja
ser dimensionada conforme já estabelecido nos itens possível o escape através de paredes geminadas com
5.3.1.5.1 a 5.3.1.5.5. outra(s) edificação(ões).
5.4.1.3 Sistema de chuveiros automáticos (sprinklers) 5.4.2.5 As edificações de que trata o item 5.4.2.2 sob
S

5.4.1.4 Para as edificações possuidoras de Laudo de cujas lajes do teto no último pavimento, não exista qualquer
Exigências no qual conste as classificações de residencial ventilação (parede cega) ou que possuam qualquer
coletiva (acima de 30 m de altura), residencial transitória elemento estrutural que venham a substituir o beiral citado
(acima de 5 pavimentos), hospitalar (acima de 3 no item 5.4.2.3, de forma a não apresentar risco de
pavimentos) ou laboratorial, e que tenham altura superior a propagação das chamas para os respectivos telhados,
12 m do nível do logradouro público, da via interna ou de ficarão isentas nessas partes, da construção do beiral
via de acesso, onde haja a previsão de chuveiros previsto no artigo em referência.
automáticos em todas as áreas acima dos 12 m, bem como 5.4.2.6 O elemento estrutural substitutivo mencionado no
em todas as circulações, subsolos, áreas de item acima, deverá elevar-se, no mínimo, 1 m acima da laje
estacionamento e em outras dependências que a juízo do correspondente ao teto do último pavimento, devendo
CBMERJ, exijam tal instalação, mesmo abaixo da citada atentar, se for o caso, para o item 5.4.2.3.
altura, serão mantidas as isenções de chuveiros 5.4.3 Saídas de emergência (escadas)

5
2
5.4.3.1 As edificações não possuidoras de Laudo de c) Área da ventilação com somatório não inferior a 0,40 m ,
Exigências ou aquelas que tenham, a qualquer tempo, admitindo-se até duas aberturas distintas.
sofrido alguma alteração do projeto de segurança 5.4.3.5 Edificações com enquadramento na exigência
anteriormente aprovado deverão ser dotadas das seguintes de escada de emergência do tipo Não Enclausurada,
exigências básicas em suas escadas: conforme Decreto nº 42/2018 - COSCIP, exceto as
a) Previsão de piso ou fita antiderrapante; elencadas nos itens 5.4.3.2 e 5.4.3.3
b) Previsão de faixas de sinalização refletivas no rodapé 5.4.3.5.1 As edificações com mais de 2 pavimentos e que
das paredes do hall e junto às laterais dos degraus. sejam enquadradas na exigência de escadas do tipo Não
5.4.3.2 As escadas das edificações pertencentes às Enclausurada deverão, ao menos, ser dotadas de uma das
divisões A-2, A-5 e A-6 (área comercial com até 900 m² e seguintes opções:
situada apenas no pavimento térreo), com 4 ou 5 a) Ventilação permanente (não admitindo-se sistema de
2
pavimentos, deverão, ao menos, ser do tipo Não fechamento) com área mínima de 0,40 m nos patamares

S
Enclausurada e ter as seguintes características: da escada, admitindo-se ser a cada dois pavimentos, ou na
a) Serem dispostas de forma a assegurar passagem com circulação destes;
altura livre igual ou superior a 2,10m (dois metros e dez Obs.: Será admitida a ventilação embutida no rebaixamento
centímetros) e largura mínima de 1,20 m; de teto, limitada a uma distância máxima de 5 m, entre a

M
b) Ter lanços retos, não se permitindo degraus em leque; tomada no interior da edificação e o exterior da mesma.

c) Ter patamares intermediários sempre que houver mais b) Exaustão no topo da escada, com área mínima de 1,00
de 16 (dezesseis) degraus. A extensão do patamar não m², podendo ser: cruzada, por exaustores eólicos ou
poderá ser inferior a 1,20 m; mecânicos.

d) Ter corrimão obrigatoriamente; 5.4.3.6 Para as edificações citadas nos itens 5.4.3.2,

S
5.4.3.3 e 5.4.3.5.1, as escadas do tipo Enclausurada
e) Não possuir instalação de bocas coletoras de lixo ou
conforme características elencadas nos itens 5.4.3.7.1,
quaisquer instalações estranhas à sua finalidade que
5.4.3.7.2 e 5.4.3.7.3 serão admitidas como medida de
venham a impedir ou dificultar o fluxo de pessoas em
segurança para fins de cumprimento da legislação vigente.
situação de emergência;
5.4.3.7 Edificações com enquadramento na exigência
f) Possuir uma ventilação que poderá ser no nível do
de escada de emergência do tipo Enclausurada
patamar intermediário ou na circulação de cada pavimento,
A
com uma área mínima de 0,40 m .
2 5.4.3.7.1 As escadas do tipo Enclausurada deverão ser
dimensionadas conforme previsto na NT 2-08 - Saídas de
Obs.: Será admitida a ventilação embutida no rebaixamento
emergência em edificações, sendo admitida somente a
de teto, limitada a uma distância máxima de 5 m, entre a
utilização do duto de saída de ar.
tomada no interior da edificação e o exterior da mesma.
M

5.4.3.7.2 As escadas pressurizadas, conforme previsto na


5.4.3.3 As edificações enquadradas nas divisões A-2, A-5
NT 2-09 - Pressurização de escada de emergência,
e A-6 (área comercial com até 900 m² e situada apenas no
elevador de emergência, antecâmaras e áreas de refúgio,
pavimento térreo), com 6 pavimentos de qualquer natureza
serão consideradas como alternativa aceitável às escadas
(exclusive o subsolo e inclusive os pavimentos de uso
enclausuradas à prova de fumaça, tanto quando se tratar
comum, estacionamentos e cobertura), poderão ter suas
de mera opção como quando não for possível a construção
G

escadas de emergência conforme características previstas


da escada enclausurada.
no item 5.4.3.2, desde que:
5.4.3.7.3 Quando não for possível o pleno cumprimento das
a) A escada não possua distância superior a 20 m da porta
características da escada do tipo Enclausurada
de acesso de qualquer unidade residencial;
estabelecidas no item 5.4.3.7.1, observando-se o
Y

b) Tenham no máximo de 20 unidades residenciais; e estabelecido no item 5.2.2, serão admitidas as condições
c) Possuam um desnível, entre o piso do pavimento térreo elencadas abaixo em concomitância com as medidas de
(cota de soleira da porta de acesso) e o piso do sexto segurança compensatórias conforme Anexo C desta NT:
pavimento, igual ou menor a 13,50 m; a) Largura da escada menor que 1,20 m, ficando limitada a
S

5.4.3.4 As edificações elencadas nos itens 5.4.3.2 e 1,10 m.


5.4.3.3, em que não for possível o pleno cumprimento das b) Vão livre de passagem no interior da escada menor que
características das escadas estabelecidas no item 5.4.3.2, 1,20 m, ficando limitado a 1,10 m.
observando-se o estabelecido no item 5.2.2, serão 2
c) Área do duto de saída de ar menor que 0,84 m , ficando
admitidas as condições elencadas abaixo em 2
limitada a 0,70 m . (não aplica-se às escadas
concomitância com as medidas de segurança
pressurizadas)
compensatórias conforme Anexo C desta NT:
d) Área da abertura para ventilação permanente por duto
a) Largura da escada menor que 1,20 m, ficando limitada a 2 2
menor que 0,84 m , ficando limitada a 0,70 m , devendo
1,10 m.
estar localizada junto ao teto e não sendo admitido que a
b) Vão livre de passagem no interior da escada menor que parte inferior desta abertura esteja abaixo da parte superior
1,20 m, ficando limitado a 1,10 m. da PCF de acesso à escada. (não aplica-se às escadas
pressurizadas)
Nota Técnica nº 1-05:2019 - Edificações Anteriores ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico

5.4.3.8 Para as edificações enquadradas no grupo F reunião, copa etc), admitindo-se, ainda, um caminhamento
conforme Decreto Estadual nº 42/2018 - COSCIP, exceto máximo interno de até 5 m (distância útil).
as da divisão F-8 sem entretenimento, deverão possuir os 5.4.5.5 Para as edificações citadas no item acima, será
dimensionamentos das saídas e demais critérios de acordo admitido um caminhamento interno superior a 5 m,
com o previsto na NT 2-08 - Saídas de emergência em limitando-se a 10 m (distância útil), caso a edificação seja
edificações. dotada de sistema de detecção dimensionado conforme NT
5.4.4 Acesso de viaturas 2-07.
5.4.4.1 As edificações com altura superior a 12 m situadas 5.5 Disposições Gerais
em terreno onde não seja possível o acesso e/ou o 5.5.1 Os estabelecimentos localizados em edificações
estabelecimento de viatura operacional do CBMERJ do tipo que comprovadamente foram construídas ou licenciadas
Auto Plataforma Mecânica ou Auto Escada Mecânica, antes da vigência do Decreto nº 897, de 21 Set 1976 e que
deverão ser dotadas de canalização de chuveiros ainda não possuam Laudo de Exigências, poderão ser
automáticos.

S
regularizados junto ao CBMERJ, sem que a edificação
5.4.4.2 Para efeito do item 5.4.4.1, será considerado como um todo tenha sido devidamente regularizada. Para
acesso a possibilidade de estabelecimento das citadas tanto, deverá ser observada a NT 1-01 – Procedimentos
viaturas a uma distância máxima de 15 m para, ao menos, administrativos para regularização e fiscalização.
uma fachada dotada de ventilação.

M
5.5.2 Os estabelecimentos localizados em edificações
5.4.4.3 A ventilação mencionada no item anterior deverá que foram construídas ou licenciadas após a vigência do
possuir dimensões mínimas que possibilitem o acesso ao Decreto nº 897, de 21 Set 1976, somente poderão obter
interior da edificação para realização de salvamento ou sua regularização após a devida regularização da
medidas de combate a incêndio. edificação como um todo.
5.4.5 Distâncias máximas a serem percorridas 5.5.3 Casos específicos que necessitarem de soluções
5.4.5.1 As edificações enquadradas nas divisões A-2, A-5,
as áreas residenciais das edificações enquadradas na
divisão A-6, as das divisões G-1 e G-2 servidas por rampa,
todas com até 24 pavimentos e as demais com até 2
pavimentos estarão isentas dos critérios previstos no item
Stécnicas complexas deverão ser analisados por CAT.
A
5.4.5.
5.4.5.2 As distâncias máximas a serem percorridas para
atingir as portas de acesso às edificações e o acesso às
escadas ou às portas das escadas (nos pavimentos) devem
ser de no máximo 35 m (distância útil).
M

5.4.5.3 Para as edificações pertencentes às divisões A-2,


A-5 e A-6 (somente na área residencial), a distância
máxima mencionada no item acima deverá ser medida a
partir da porta de entrada das unidades autônomas.
5.4.5.4 Para as demais edificações, a distância máxima
G

mencionada no item 5.4.5.2 deverá ser medida a partir da


porta de entrada das unidades autônomas (ex.: salas
comerciais e congêneres) ou das dependências de um
mesmo pavimento (ex.: salas de aula, escritório, salas de
Y
S

7
ANEXO A – MODELO PARA TERMO DE COMPROMISSO

TERMO DE COMPROMISSO

Declaração do responsável técnico pelo projeto de segurança contra incêndio e pânico, referente à edificação a qual possua
características arquitetônicas e/ou estruturais ou inviabilidade técnica que impossibilitem o cumprimento de parâmetros
estabelecidos nesta NT.

O abaixo assinado: _______________________________________________________________________,


(nome completo, número do CPF e do registro profissional)
responsável técnico pelo projeto de segurança da edificação/estabelecimento, CPF/CNPJ __________________________________ declara,

S
sob as penas das leis e dos regulamentos vigentes, sujeitando-se, no caso de descumprimento, às sanções previstas, que a citada
edificação possui características arquitetônicas/estruturais que tornam inexequível/inviável ____________________________________.
(citar o que não poderá ser cumprido)

M
Rio de Janeiro, ____ de _________________ de ________.

_______________________________________________________________
(RESPONSÁVEL TÉCNICO PELO PROJETO DE SEGURANÇA)

S
ANEXO B – MODELO PARA TERMO DE COMPROMISSO DE ESTADO DE CONSERVAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA CANALIZAÇÃO
A
PREVENTIVA

TERMO DE COMPROMISSO
M

Declaração do responsável técnico pelo projeto de segurança contra incêndio e pânico, referente ao estado de conservação e
funcionamento da canalização preventiva.

O abaixo assinado: _______________________________________________________________________,


G

(nome completo, número do CPF e do registro profissional)


responsável técnico pelo projeto de segurança da edificação/estabelecimento, CPF/CNPJ __________________________________ declara,
sob as penas das leis e dos regulamentos vigentes, sujeitando-se, no caso de descumprimento, às sanções previstas, que após testes e
verificações realizados na edificação, constatou que a canalização preventiva composta por tubulação instalada anteriormente à vigência do
Y

Decreto nº 897/76 e com diâmetro nominal de 50 mm encontra-se em perfeito estado de conservação e funcionamento.

Rio de Janeiro, ____ de _________________ de _______.


S

_______________________________________________________________
(RESPONSÁVEL TÉCNICO PELO PROJETO DE SEGURANÇA)
Nota Técnica nº 1-05:2019 - Edificações Anteriores ao Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico

ANEXO C – MEDIDAS COMPENSATÓRIAS PARA EDIFICAÇÕES ANTERIORES

Para a definição das medidas compensatórias previstas na presente NT deverá ser considerada a seguinte ordem de prioridade quanto às
exigências de segurança, tomando por base as tabelas do Anexo III do Decreto nº 42/18:
1º - detecção de incêndio;
2º - chuveiros automáticos;
3º - brigada de incêndio.
Ou seja, o não cumprimento de uma das medidas de adequação desta NT, que possibilitem medidas compensatórias, ensejará na exigência
imediatamente subsequente conforme a sua ordem de prioridade acima e que a edificação ainda não a possua.
Casos que extrapolem as medidas de segurança elencadas acima deverão ser submetidos ao CAT.
Segue exemplo abaixo para melhor entendimento:

S
Tomemos como exemplo uma edificação construída em 1970 e que exerce atividade hospitalar destinada a cães e gatos.
De acordo com a Tabela 1 do Anexo II do Decreto nº 42/2018, a mencionada edificação será classificada na divisão H-1 e,

M
consequentemente, as medidas de segurança exigidas estarão estabelecidas na Tabela 18 do Anexo III do mesmo decreto.
Nesse momento, abordaremos 4 casos distintos:
Caso 1)
Edificação possui 3 pavimentos. O responsável técnico declara, por meio do termo de compromisso, a inexequibilidade do cumprimento de
medidas estabelecidas por esta NT, conforme item 5.3.4.2.2.

exigência na ordem de prioridade.


Caso 2)
S
De acordo com o número de pavimentos, a edificação enquadra-se na exigência de escada do tipo Não Enclausurada. Logo, a medida
compensatória cabível é Detecção de Incêndio, haja vista não haver tal exigência para o caso de uma edificação idêntica e ser a primeira

Edificação possui 6 pavimentos. O responsável técnico declara, por meio do termo de compromisso, a inexequibilidade do cumprimento de
medidas estabelecidas por esta NT, conforme item 5.3.4.3.3.
A
De acordo com o número de pavimentos, a edificação enquadra-se na exigência de escada do tipo Enclausurada. Logo, a medida
compensatória cabível é Detecção de Incêndio, haja vista não haver tal exigência para o caso de uma edificação idêntica e ser a primeira
exigência na ordem de prioridade.
Caso 3)
M

Edificação possui 8 pavimentos (H ≤ 30m). O responsável técnico declara, por meio do termo de compromisso, a inexequibilidade do
cumprimento de medidas estabelecidas por esta NT, conforme item 5.3.4.3.3.
De acordo com o número de pavimentos, a edificação enquadra-se na exigência de escada do tipo Enclausurada. Logo, a medida
compensatória cabível é Chuveiros Automáticos, haja vista a edificação já possuir a exigência de Detecção de Incêndio, sendo portanto
utilizada a medida de segurança subsequente na ordem de prioridade.
G

Caso 4)
Edificação possui 13 pavimentos (H > 30m). O responsável técnico declara, por meio do termo de compromisso, a inexequibilidade do
cumprimento de medidas estabelecidas por esta NT, conforme item 5.3.4.3.3.
De acordo com o número de pavimentos e a altura, a edificação enquadra-se na exigência de escada do tipo Enclausurada. Logo, a medida
Y

compensatória cabível é Brigada de Incêndio, haja vista a edificação já possuir as exigências de Detecção de Incêndio e de Chuveiros
Automáticos, sendo portanto utilizada a medida de segurança subsequente na ordem de prioridade.
S

9
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 1-06
Versão: 01 07 páginas Vigência: 04/09/2019

Processo Administrativo em tramitação por adequação


normativa

S
M
SUMÁRIO

1 OBJETIVO

2 APLICAÇÃO

3 NORMAS APLICÁVEIS

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS

5 PROCEDIMENTOS S
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 1-06:2019 – Processo Administrativo em tramitação por adequação normativa

1 OBJETIVO de abastecimentos instalados em áreas rurais ou


áreas atendidas por rodovias fora do perímetro
1.1 Definir os requisitos aplicáveis para a tramitação urbano, e dá outras providências;
de processos de regularização de edificações ou
áreas de risco e promoção de eventos com atividade i) Decreto nº 44.617, de 19 de fevereiro de 2014, que
de diversões públicas, junto ao Corpo de Bombeiros dispõe sobre a concessão de autorização para a
Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), no que realização de eventos culturais, sociais, desportivos,
tange às medidas de segurança contra incêndio e religiosos e quaisquer outros que promovam
pânico durante período de adequação normativa concentrações de pessoas, no âmbito do Estado do
instituído por esta Nota Técnica (NT). Rio de Janeiro, e dá outras providências;

1.2 Definir os requisitos aplicáveis para a tramitação j) Decreto nº 45.456, de 19 de novembro de 2016, que
de processos relacionados aos atos de fiscalização, simplifica procedimentos adotados perante o CBMERJ
praticados pelo CBMERJ, durante período de para regularização de imóveis ou estabelecimentos de

S
adequação normativa instituído por esta NT. risco diferenciado, e dá outras providências;

2 APLICAÇÃO k) Decreto nº 45.553, de 26 de janeiro de 2016, que


altera o Decreto nº 44.617, de 20 de fevereiro de
Esta NT aplica-se aos processos de regularização e 2014, que dispõe sobre a concessão de autorização

M
fiscalização das edificações e áreas de risco e da para a realização de eventos culturais, sociais,
promoção de eventos com atividade de diversões desportivos, religiosos e quaisquer outros que
públicas, em tramitação no CBMERJ durante o promovam concentrações de pessoas, no âmbito do
período de adequação normativa. Estado do Rio de Janeiro, e dá outras providências;
3 NORMAS APLICÁVEIS l) Decreto nº 45.970, de 31 de março de 2017, que
As normas abaixo contêm disposições que estão
relacionadas com esta Nota Técnica:

a) Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976,


regulamenta o Decreto-Lei nº 247/1975, que dispõe
sobre a segurança contra incêndio e pânico;
S cria o Documento de Autorização Temporária de
Funcionamento – DATF;

m) Decreto nº 46.216, de 01 de janeiro de 2018, que


altera o artigo 1º do Decreto no 45.970, de 31 de
março de 2017;
A
b) Decreto nº 11.682, de 09 de agosto de 1988, que n) Decreto nº 10, de 5 de junho de 2018, que autoriza
altera o parágrafo único do art. 11 do Decreto nº 897, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de
de 21.09.76, acrescentado pelo Decreto nº 5.928, de Janeiro a celebrar Termo de Ajustamento de Conduta
18.08. 82, e dá outras providências; às exigências legais para a regularização de imóveis
M

ou estabelecimentos;
c) Decreto Nº 16.695, de 12 de Julho de 1991, que
transfere à Secretaria de Estado da Defesa Civil as o) Resolução SEDEC nº 094, de 18 de junho de 1991,
atividades de controle e fiscalização das casas de que define medidas de segurança contra incêndio
diversões, e dá outras providências; para comércio ambulante;

d) Decreto nº 35.671, de 09 de junho de 2004, que p) Resolução SEDEC nº 097, de 04 de novembro de


G

dispõe sobre a segurança contra incêndio e pânico 1991, que regulamenta a Lei n° 1.535, de 26 de
nas edificações construídas anteriormente à vigência setembro de 1989, que dispõe sobre a obrigatoriedade
do Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, e dá de medidas que orientem os freqüentadores de
outras providências; recintos fechados, no caso de acidentes de grande
porte, explosões, incêndios ou pânico, no Estado do
Y

e) Decreto n° 37.913, de 01 de Julho de 2005, que Rio de Janeiro, estabelece sanções e dá outras
regulamenta o Art. 4º da Lei Nº 3.714, de 21 de providências;
novembro de 2001, que proíbe a participação de
animais em espetáculos circenses no Estado do Rio q) Resolução SEDEC nº 108, de 06 de janeiro de
1993, que define medidas de Segurança Contra
S

de Janeiro, e dá outras providências;


Incêndio para as alegorias carnavalescas (carros
f) Decreto nº 6.795, de 16 de março de 2009. alegóricos), tendo em vista a omissão do assunto pelo
Regulamenta o art. 23 da Lei nº 10.671, de 15 de maio COSCIP (Decreto nº 897, de 21 de setembro de
de 2003; 1976), estabelece sanções e dá outras providências;
g) Decreto nº 44.035, de 18 de janeiro de 2013, que r) Resolução SEDEC nº 109, de 21 de janeiro de
estabelece os requisitos mínimos de segurança contra 1993;
incêndio e pânico em centros esportivos, de eventos e
de exibição, e dá outras providências; s) Resolução SEDEC nº 124, de 17 de junho de 1993;

h) Decreto nº 44.089, de 28 de Fevereiro de 2013, que t) Resolução SEDEC nº 125, de 29 de junho de 1993;
modifica os requisitos máximos para o u) Resolução SEDEC nº 135, de 16 de setembro de
armazenamento de líquidos combustíveis em postos 1993;

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

v) Resolução SEDEC nº 142, de 15 de março de 1994; hh) Resolução SEDEC nº 31, 10 de Janeiro de 2013,
que dispõe sobre o credenciamento de empresas
w) Resolução SEDEC nº 148, de 25 de maio de 1994,
especializadas para realizar curso de formação, curso
que define normas de procedimento na análise dos
de atualização e habilitação de Bombeiro Civil (BC),
projetos de edificações com cobertura do tipo
de empresas especializadas para realizar curso de
"duplex", construídas ou licenciadas posteriormente à
formação e atualização de Brigadistas Voluntários de
vigência do Decreto nº 897/76 - Código de Segurança
Incêndio (BVI), sobre o serviço de brigadas de
Contra Incêndio e Pânico;
incêndio e do credenciamento de empresas
x) Resolução SEDEC nº 166, de 10 de novembro de especializadas para prestação de serviço de Bombeiro
1994, que baixa instruções suplementares ao Decreto Civil (BC) nas edificações, eventos e áreas de risco no
nº 897/76 – Código de Segurança Contra Incêndio e Estado do Rio de Janeiro, e dá outras providências;
Pânico (COSCIP) e as normas que o complementam;
ii) Resolução SEDEC nº 83, de 05 de janeiro de 2016,
y) Resolução SEDEC nº 169, de 28 de novembro de que dispõe sobre as normas gerais de ação para a

S
1994, que baixa instruções complementares para a análise do projeto de atendimento médico e demais
apresentação de projetos de segurança contra procedimentos para obtenção de autorização para a
incêndio e pânico na Diretoria Geral de Serviços realização de eventos especiais com estimativa de
Técnicos do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do público superior a 1 (um) mil pessoas;

M
Rio de Janeiro;
jj) Resolução SEDEC nº 131 de 15 de Fevereiro de
z) Resolução SEDEC nº 170, de 12 de dezembro de 2019, que estabelece critérios técnicos para emissão
1994, que torna sem efeito o constante no artigo 154 de Ficha de Avaliação de Risco (FARE),
da Resolução nº 142, desta Secretaria, por contrariar exclusivamente, para eventos com reunião de público
o artigo 192 do Decreto nº 897, de 21 de setembro de associados ao período carnavalesco;
1976 – Código de Segurança Contra Incêndio e
Pânico – COSCIP;

aa) Resolução SEDEC nº 172, de 22 de dezembro de


1994, que define procedimentos administrativos para
o licenciamento de microempresas e empresas de
S kk) Resolução SSP nº 056, de 08 de agosto de 1995,
que altera a disposição contida no artigo 6º da
Resolução SEDEC nº 135/93, publicada no DOERJ nº
177, de 17 de setembro de 1993, e dá outras
providências;
A
pequeno porte que funcionem na residência de seus
ll) Resolução SSP Nº 071, de 18 de Setembro de
titulares;
1995, que regula procedimentos dos Órgãos da
bb) Resolução SEDEC nº 180, de 16 de março de SSP/Rio de Janeiro nas ocorrências de perturbação
1999, que aprova a utilização das tubulações de cobre do trabalho ou do sossego alheios, por Diversões
M

nas instalações preventivas, e dá outras providências; Públicas;

cc) Resolução nº 186, de 26 de maio de 1999, que mm) Resolução Conjunta SEDEC/SESEG nº 135, de
cria o Selo de Qualidade em Prevenção Contra 20 de fevereiro de 2014, que regulamenta o Decreto
Incêndio e Pânico, sem aumento de despesas, e dá nº 44.617, de 20 de fevereiro de 2014, que dispõe
outras providências; sobre a concessão de autorização para a realização
G

de eventos culturais, sociais, desportivos, religiosos e


dd) Resolução SEDEC nº 278, de 21 de dezembro de
quaisquer outros que promovam concentrações de
2004, que dá nova redação a Resolução SEDEC nº
pessoas, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, e dá
112, de 09 de fevereiro de 1993;
outras providências;
ee) Resolução SEDEC nº 279, de 11 de janeiro de
nn) Portaria nº 078, de 06 de Setembro de 1993, que
Y

2005, que dispõe sobre a avaliação e a habilitação do


organiza a operacionalidade do Sistema de Controle e
bombeiro profissional civil, o dimensionamento de
Fiscalização de Diversões Públicas do Corpo de
brigadas de incêndio e estabelece exigências às
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro;
edificações licenciadas ou construídas em data
anterior a vigência do Decreto n° 897, de 21 de oo) Portaria nº 084, de 14 de Junho de 1994, que
S

setembro de 1976, e dá outras providências; baixa instruções normativas para a operacionalidade


do Sistema de Segurança Contra Incêndio e Pânico;
ff) Resolução SEDEC Nº 293, de 18 de outubro de
2005, que baixa instruções complementares para pp) Portaria CBMERJ nº 156, de 31 de outubro de
regulamentação do Decreto Nº 37.913, de 01 de julho 2000, que complementa as exigências do CoSCIP,
de 2005, na forma que menciona; tendo em vista o disposto no Art. 233 do Decreto nº
897, de 21 de Setembro de 1976 – CoSCIP;
gg) Resolução SEDEC nº 300, de 21 de março de
2006, que aprova as normas complementares para qq) Portaria CBMERJ nº 383, de 10 de março de
aplicação do Decreto nº 897, de 21 de setembro de 2005, que regulamenta dispositivos da Resolução
1976 (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico SEDEC nº 279, de 11 de Janeiro de 2005, e dá outras
– COSCIP); providências;

4
Nota Técnica nº 1-06:2019 – Processo Administrativo em tramitação por adequação normativa

rr) Portaria CBMERJ nº 722, de 04 de fevereiro de 02/2012 - Sistema de Segurança Contra Incêndio e
2013, que obriga as edificações de reunião de público Pânico dirigido pela DGST - Complementação de
que desenvolvam as atividades de casa noturna, Informações para a Análise de Projetos de Segurança
boates, casa de espetáculos e congêneres a afixarem, Contra Incêndio e Pânico quanto às Exigências do
nos acessos de entrada, de forma visível ao Sistema de Iluminação de Emergência e de
consumidor, placa informativa com registros relativos Sinalização de Emergência - Nota DGST nº 171/2012
à Segurança Contra Incêndio e Pânico, em todo o - Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº 190, de
Estado do Rio de Janeiro; 08/10/2012;

ss) Portaria CBMERJ nº 727, de 09 de abril de 2013, aaa) Anexo ao Aditamento Administrativo de Serviços
que fixa os critérios para definição de exigências de Técnicos nº 02 - Nota DGST nº 171/2012, publicado
adequação de segurança contra incêndio e pânico em no Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº 190, de 08
edificações de reunião de público, construídas ou de outubro de 2012 - Guia Simplificado para Análise e
licenciadas anteriormente a vigência do Decreto Nº Vistoria dos Sistemas de Iluminação de Emergência

S
897, de 21 de setembro de 1976, que desenvolvam as baseado na NBR 10898;
atividades de casa noturna, boates, casas de
bbb) Anexo ao Aditamento Administrativo de Serviços
espetáculos e congêneres, em todo o território do
Técnicos nº 02 - Nota DGST nº 171/2012, publicado
Estado do Rio de Janeiro;

M
no Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº 190, de 08
tt) Portaria CBMERJ nº 883, de 19 janeiro de 2016, de outubro de 2012 - Guia Simplificado para Análise e
que define instruções a serem adotadas para a Vistoria dos Sistemas de Sinalização de Emergência
regularização de imóveis ou estabelecimentos de risco baseado na NBR 13434 Parte 1 e Parte 2;
diferenciado e dá outras providências;
ccc) Complemento ao Aditamento Administrativo de

S
uu) Portaria CBMERJ nº 1008, de 06 de setembro de Serviços Técnicos nº 02/2012 - Nota DGST nº
2018, que estabelece procedimentos a serem 212/2012 - Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº
adotados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado 238, de 21/12/2012 - Prorroga para 02 de janeiro de
do Rio de Janeiro para celebração de compromisso de 2013 o prazo para início da cobrança dos critérios
ajustamento de conduta às exigências legais para definidos no Aditamento Administrativo de Serviços
regularização de imóveis e estabelecimentos, e dá Técnicos nº 02/2012;
A
providências - Termo de Ajustamento de Conduta –
ddd) Aditamento Administrativo nº 03/2014 - Nota
TAC;
DGST nº 133/2014 - Boletim Ostensivo
vv) Portaria CBMERJ nº 1051, de 09 de maio de 2019, SEDEC/CBMERJ nº 165, de 11/09/2014 - Novos
que modifica critérios de adequação e segurança procedimentos para análise de projeto de segurança
M

contra incêndio e pânico estabelecidos pela Portaria contra incêndio e pânico quanto às exigências de
CBMERJ nº 727, de 09 de abril de 2013; sistema de iluminação e sinalização de emergência
em escada enclausurada a prova de fumaça e escada
ww) Aditamento Administrativo de Serviços Técnicos
de emergência pressurizada;
nº 01/2011 - Sistema de Segurança Contra Incêndio e
Pânico dirigido pela DGST - Critérios para a exigência eee) Aditamento Administrativo nº 06/2014 - Nota
G

de projeto aprovado pelo CBMERJ com a expedição DGST Nº 208/2014 -Republicação - Boletim Ostensivo
de Laudo de Exigências do tipo "P" - Nota DGST SEDEC/CBMERJ nº 237, de 30/12/2014 -
247/2011 - Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº Complementação de informações para a análise de
075, de 21/09/2011; projetos de segurança contra incêndio e pânico e
vistorias em edificações dotadas de centrais de GLP ;
xx) Aditamento Administrativo de Serviços Técnicos nº
Y

02/2011 - Sistema de Segurança Contra Incêndio e fff) Aditamento Administrativo nº 08/2014 - Nota DGST
Pânico dirigido pela DGST - Diretrizes para a nº 225/2014 - Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº
execução do serviço de fiscalização das condições de 232, de 18/12/2014 - Procedimentos de fiscalização
segurança contra incêndio e pânico de edificações - em edificações;
S

Nota DGST 271/2011 - Boletim Ostensivo


ggg) Aditamento Administrativo nº 09/2014 - Nota
SEDEC/CBMERJ nº 099, de 26/10/2011;
DGST nº 226/2014 - Boletim Ostensivo
yy) Aditamento Administrativo de Serviços Técnicos nº SEDEC/CBMERJ nº 235, de 23/12/2014 -
01/2012 - Sistema de Segurança Contra Incêndio e Competência para interdição de edificações;
Pânico dirigido pela DGST - Complementação de
hhh) Aditamento Administrativo nº 01/2015 - Nota
Informações para a Análise de Projetos de Segurança
DGST nº 006/2015 - Boletim Ostensivo
Contra Incêndio e Pânico em Edificações dotadas de
SEDEC/CBMERJ nº 004, de 08/01/2015 - Fixação de
Jiraus ou Mezaninos - Nota DGST nº 108/2012 -
critérios técnicos para o projeto de central de geração
Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº 190, de
de energia elétrica em edificações utilizando moto
08/10/2012;
gerador alimentado por óleo diesel;
zz) Aditamento Administrativo de Serviços Técnicos nº
iii) Aditamento Administrativo nº 01/2018 - Nota DGST

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

nº 135/2018 – Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº contra incêndio e pânico, aplicam-se as definições


235, de 21/12/2018 - Padroniza os procedimentos específicas deste item.
administrativos referentes ao protocolo e à análise de
4.1 Comissão de Análise Técnica (CAT): comissão
projetos de segurança contra incêndio e pânico a
técnica instituída pelo Diretor-Geral de Serviços
serem adotados pelas unidades integrantes do
Técnicos do CBMERJ ou Diretor de Diversões
sistema de segurança contra incêndio e pânico;
Públicas do CBMERJ, com atribuição de analisar e
jjj) Regulamento Técnico nº BM/5-001/2016 - Nota emitir pareceres relativos aos casos específicos que
BM/5 010/2016 - Boletim Ostensivo SEDEC/CBMERJ necessitarem de soluções técnicas complexas ou
nº 057, de 31/03/2016 - Isenção de rede de chuveiros apresentem dúvidas quanto às exigências previstas no
automáticos do tipo sprinkler para galpões comerciais Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico
e/ou industriais com área de estoque ou (COSCIP);
industrialização composta por materiais considerados
4.2 Período de adequação normativa : período
incombustíveis;

S
compreendido entre 24 de junho de 2019 (início na
kkk) Nota DGST nº 207/2014 - Boletim Ostensivo vigência do Decreto nº 42/2018 – COSCIP) e o
SEDEC/CBMERJ nº 205, de 07/11/2014 - Programa sexagésimo dia a contar da publicação da Portaria
de Transferência de Atribuições para as Seções de que aprova a presente NT.

M
Serviços Técnicos (SST) do Sistema de Segurança
5 PROCEDIMENTOS
Contra Incêndio do CBMERJ gerido pela DGST -
Orientação para as Seções de Serviços Técnicos das 5.1 Fica instituído o período de adequação normativa
OBMs quanto a análise de processos para aprovação compreendido entre 24 de junho de 2019 (início na
de lojas, salas ou pavimentos ("Partes"); vigência do Decreto nº 42/2018 – COSCIP) e o
sexagésimo dia a contar da publicação da Portaria

S
lll) Nota DGST nº 227/2014 - Boletim Ostensivo
que aprova a presente NT.
SEDEC/CBMERJ nº 215, de 25/11/2014 - Novos
Procedimentos a serem adotados em relação à 5.2 Durante o período de adequação normativa, as
entrada de processos de Microempreendedores edificações, áreas de risco e os eventos com atividade
Individuais – MEIs; de diversões públicas no âmbito do Estado do Rio de
Janeiro, poderão obter a regularização junto ao
mmm) Nota DGST nº 236/2018 - Boletim Ostensivo
A
CBMERJ por meio do cumprimento das exigências e
SEDEC/CBMERJ nº 210, de 14/11/2018 - Sistema de
requisitos estabelecidos no Decreto nº 897, de 21 de
Segurança Contra Incêndio e Pânico - Laudos de
setembro de 1976, ou no Decreto nº 42, de 17 de
Exigências com formato simplificado (LE) -
dezembro de 2018.
Orientações complementares para cumprimento e
M

inspeção das exigências; 5.2.1 Caso os responsáveis legais por edificações,


áreas de risco e eventos com atividade de diversões
nnn) Nota GAB/CMDO-GERAL nº 012/2019 - Boletim
públicas, optem por adotar os requisitos previstos no
Ostensivo SEDEC/CBMERJ nº 003, de 04/01/2019 -
Decreto nº 897/76 – COSCIP para fins de
Procedimentos administrativos das Seções de
regularização junto ao CBMERJ, durante o período de
Serviços Técnicos - Procedimento Assistido;
adequação normativa, os processos devem atender
G

ooo) Parecer Técnico nº 016/2008 - Nota DGST exclusivamente ao estabelecido no referido Decreto e
167/2008 - Boletim SUBSEDEC/CBMERJ nº 189, de nas demais normas constantes do capítulo 3 desta
09 de outubro de 2008 (Sobre a avaliação de uma NT.
nova linha de produtos, denominada TigreFire®, que
5.2.2 Caso os responsáveis legais por edificações,
inclui tubos e conexões produzidos em CPVC
Y

áreas de risco e eventos com atividade de diversões


(policloreto de vinila clorado) desenvolvidos e
públicas optem por adotar os requisitos previstos no
fabricados pela supracitada empresa, com objetivo de
Decreto nº 42/2018 – COSCIP para fins de
compor às instalações de combate a incêndio nas
regularização junto ao CBMERJ, durante o período de
edificações, especificamente nas instalações de
adequação normativa, os processos devem atender
S

canalizações de chuveiros automáticos do tipo


exclusivamente ao estabelecido no referido Decreto e
Sprinklers); e
nas demais Notas Técnicas aprovadas por Portaria do
ppp) Parecer Técnico PT-00012/11 - Referente ao Comandante-Geral do CBMERJ.
Processo nº E08/8543/51210/2011 de 24/05/2011
5.3 Os atos praticados pelo CBMERJ correspondentes
(Sobre a adoção de Mangotes Flexíveis nas
aos procedimentos e processos de regularização e
instalações das canalizações de chuveiros
fiscalização de edificações, áreas de risco e eventos
automáticos).
com atividade de diversões públicas, no âmbito do
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS estado do Rio de Janeiro, durante o período de
adequação normativa, poderão utilizar as disposições
Para efeito desta Nota Técnica, além das definições
previstas no Decreto nº 897, de 21 de setembro 1976,
constantes da NT 1-02 – Terminologia de segurança
e nas normas constantes do capítulo 3 desta NT.

6
Nota Técnica nº 1-06:2019 – Processo Administrativo em tramitação por adequação normativa

5.4 Os casos específicos que necessitarem de


soluções técnicas complexas ou apresentem dúvidas
quanto às exigências previstas no COSCIP serão
apreciados pelo Diretor-Geral de Serviços Técnicos do
CBMERJ ou Diretor de Diversões Públicas do
CBMERJ, que poderá designar Comissão de Análise
Técnica (CAT), a fim de analisar e emitir parecer
conclusivo acerca de solução técnica específica.

S
M
S
A
M
G
Y
S

7
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 2-01
Versão: 01 06 páginas Vigência: 04/09/2019

Sistema de proteção por extintores de incêndio

S
M
SUMÁRIO ANEXOS
1 OBJETIVO A - Equivalência de capacidade extintora
2 APLICAÇÃO
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
5 INSTALAÇÃO E CAPACIDADE EXTINTORA
6 PROCEDIMENTOS
7 CERTIFICAÇÃO, VALIDADE E GARANTIA
S
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 2-01:2019 – Sistema de proteção por extintores de incêndio

1 OBJETIVO ponto da área protegida pelo extintor. Devem ser


Esta Nota estabelece os requisitos exigíveis para considerados todos os obstáculos arquitetônicos,
projeto, dimensionamento e instalação de extintores mobiliários e etc.
de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e 4.6 Extintor de incêndio: aparelho de acionamento
áreas de risco, para combate a princípio de incêndio, manual, constituído de recipiente e acessórios
conforme previsto no Decreto Estadual no 42/2018 – contendo o agente extintor destinado a combater
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do princípios de incêndio.
Estado do Rio de Janeiro (COSCIP). 4.7 Extintor portátil: extintor de incêndio que pode
2 APLICAÇÃO ser transportado manualmente, sendo que sua massa
Esta Nota Técnica aplica-se à todas as edificações e total não pode ultrapassar 20 kg.
áreas de risco, com exceção de edificações 4.8 Extintor sobre rodas: extintor de incêndio,
residenciais unifamiliares, aeronaves, embarcações, montado sobre rodas, cuja massa total não pode

S
veículos e torres de comunicação onde não haja ultrapassar 250 kg, operado e transportado por um
edificação de acordo com o Decreto Estadual no único operador.
42/2018 – COSCIP. 4.9 Fogo classe A: fogo envolvendo materiais
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS combustíveis sólidos, tais como madeiras, tecidos,

M
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições papéis, borrachas, plásticos termoestáveis e outras
que estão relacionadas com esta Nota Técnica: fibras orgânicas, que queimam em superfície e
profundidade, deixando resíduos.
a) Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 1975, que
dispõe sobre a Segurança Contra Incêndio e Pânico; 4.10 Fogo classe B: fogo envolvendo líquidos e/ou
gases inflamáveis ou combustíveis, plásticos e graxas
b) Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, que
que se liquefazem por ação do calor e queimam
regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de
1975, que dispõe sobre segurança contra incêndio e
pânico;
c) Decreto nº 42, de 17 de Dezembro de 2018, que
regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra
S somente em superfície.
4.11 Fogo classe C: fogo envolvendo equipamentos
energizados, fios, cabos, quadros elétricos e
similares, onde deve se utilizar extintores não
condutores de eletricidade para proteger seus
A
operadores.
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do
Rio de Janeiro; 4.12 Fogo classe D: fogo envolvendo a combustão de
metais pirofóricos. Esses combustíveis são
d) ABNT NBR 12693:2013 - Sistema de proteção por
caracterizados pela queima em altas temperaturas e
extintores de incêndio;
por reagirem com alguns agentes extintores
M

e) ABNT NBR 15808:2017 - Extintores de incêndio (principalmente a água).


portáteis;
4.13 Fogo classe K: fogo envolvendo a combustão de
f) ABNT NBR 15809:2017 - Extintores de incêndio óleos e gorduras utilizados em cozinhas.
sobre rodas;
4.14 Princípio de incêndio: período inicial da queima
g) NFPA 10:2013 - Standard for Portable Fire de materiais, compostos químicos ou equipamentos,
G

Extinguishers. enquanto o incêndio é incipiente.


4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS 4.15 Sinalização: marcação de piso, parede, coluna
Para efeito desta Nota Técnica, além das definições e/ou teto, destinada a indicar a presença de um
constantes da NT 1-02 – Terminologia de segurança extintor.
Y

contra incêndio e pânico, aplicam-se as definições 4.16 Unidade extintora: aparelho extintor de incêndio
específicas desta seção. que atende a capacidade extintora mínima prevista
4.1 Área protegida: área medida em metros nesta norma.
quadrados de piso, protegida por uma unidade 5 INSTALAÇÃO E CAPACIDADE EXTINTORA
S

extintora, em função do risco.


Para detalhamento das Tabelas de Capacidades
4.2 Agente extintor: substância utilizada para a Extintoras, ver Anexo A.
extinção de fogo.
Para efeitos de sinalização de segurança deverá ser
4.3 Carga: quantidade de agente extintor contida no levado em consideração a NT 2-05 – Sinalização de
extintor de incêndio, medida em litro ou quilograma. segurança contra incêndio e pânico.
4.4 Capacidade extintora: medida do poder de 5.1 Extintores portáteis
extinção de fogo de um extintor, obtida em ensaio
Para a instalação dos extintores portáteis, devem ser
prático normatizado.
observadas as seguintes exigências:
4.5 Distância máxima a ser percorrida : distância
a) quando forem fixados em paredes ou colunas, os
máxima real, em metros, a ser percorrida por um
suportes devem resistir a três vezes a massa total do
operador, do ponto de fixação do extintor a qualquer
extintor;

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

b) quando forem fixados em parede, devem ser tiverem livre acesso a qualquer parte da área
observadas as seguintes alturas de montagem: protegida, sem impedimentos de portas, soleiras,
 a posição da alça de manuseio não deve exceder degraus no piso, materiais e equipamentos;
1,60 m do piso acabado, c) não é considerado como extintor sobre rodas o
 a parte inferior deve guardar distância de, no conjunto de dois ou mais extintores instalados sobre
mínimo, 10 cm do piso acabado. um mesmo suporte e cujo acionamento seja
individualizado;
c) não devem ficar em contato direto com o piso;
d) os extintores de incêndio sobre rodas devem
d) devem possuir capacidade extintora mínima
possuir capacidade extintora mínima conforme Tabela
conforme Tabela 01.
02;
Tabela 01 – Capacidades extintoras mínimas de
extintores portáteis Tabela 02 – Capacidades extintoras mínimas de
extintores sobre rodas
Capacidade Extintora

S
Tipo de Agente Extintor Capacidade Extintora
Mínima Tipo de Agente Extintor
Mínima
Água 2-A
Água 10-A
Espuma mecânica 2-A : 10-B Espuma mecânica 6-A : 40-B

M
Dióxido de carbono 5-B : C Dióxido de carbono 10-B : C

Pó BC 20-B : C Pó BC 80-B : C

Pó ABC 2-A : 20-B : C Pó ABC 6-A : 80-B : C


Fonte: ABNT NBR 12693.
Compostos halogenados 5-B : C
Fonte: ABNT NBR 12693.
5.1.1 O extintor deve ser instalado de maneira que:
a) haja menor probabilidade de o fogo bloquear seu
acesso;
b) seja visível, para que todos os usuários fiquem
S e) não é permitida a proteção de edificações ou áreas
de risco unicamente por extintores sobre rodas,
admitindo-se a proteção da metade da área total
correspondente ao risco, considerando o complemento
por extintores portáteis, de forma alternada entre o s
dois tipos de equipamentos;
A
familiarizados com a sua localização; f) a proteção por extintores sobre rodas deve ser
c) permaneça protegido contra intempéries e danos obrigatória nas edificações de risco grande.
físicos em potencial; 6 PROCEDIMENTOS
d) não fique obstruído por pilhas de mercadorias, 6.1 Dimensionamento por Classe de Incêndio
M

matérias-primas ou qualquer outro material; A natureza do fogo, em função do material


e) esteja junto ao acesso dos riscos; combustível, está compreendida numa das quatro
f) sua remoção não seja dificultada por suporte, base, classes:
abrigo, etc; a) fogo classe A: conforme Tabela 03 e para melhor
entendimento, vide Anexo A;
G

g) não fique instalado em escadas.


Tabela 03 – Determinação da unidade extintora, área e
5.1.2 O extintor de pó quimico (ABC) poderá substituir distância a serem percorridas para fogo classe A
qualquer tipo de extintor das classes A, B e C dentro
de uma edificação ou área de risco. Risco
Extintor
5.1.3 É permitida a instalação de uma única unidade Classe A Pequeno Médio Grande
Y

extintora de pó ABC em edificações do risco pequeno 1e2


com área inferior a 50 m².
Unidade extintora 2A 2A 4A
5.1.4 Serão aceitos extintores com acabamento
externo em material cromado, latão ou metal polido, Área máxima
S

desde que possuam marca de conformidade expedida protegida por 01


250 m² 150 m² 100 m²
por órgão credenciado pelo Sistema Brasileiro de (uma) unidade
Certificação (Inmetro). extintora

5.2 Extintor sobre rodas Distância máxima


20m 15m 10m
Para a instalação dos extintores sobre rodas, devem percorrida
ser observadas as seguintes exigências: Fonte: CBMERJ.
a) não se admite a possibilidade de um extintor sobre b) fogo classe B: conforme Tabela 04 e para melhor
rodas proteger locais situados em pavimentos entendimento, vide Anexo A;
diferentes;
c) fogo classe C: conforme tabela 05 e para melhor
b) só são admitidos extintores sobre rodas nos entendimento, vide Anexo A.
cálculos das unidades extintoras, quando estes

4
Nota Técnica nº 2-01:2019 – Sistema de proteção por extintores de incêndio

Tabela 04 – Determinação da unidade extintora, área e moto gerador e congêneres, deverão ser
distância a serem percorridas para fogo classe B
dimensionados extintores de incêndio de acordo com
Unidade Distância máxima a ser a Nota técnica ou a Norma Brasileira correspondente,
Risco
extintora percorrida(metros) devendo os referidos extintores não distar mais do
que 5 m da instalação a proteger.
10B 10
Pequeno 6.5 Para a proteção por extintores de incêndio em
20B 15 instalações temporárias (overlays) deverá ser aplicada
a NT 5-02 - Estruturas temporárias.
Médio 20B 10
6.6 Para a proteção por extintores de incêndio em
1e2 40B 15 eventos que envolva queima de fogos e/ou artefatos
de pirotecnia, deverá atender o previsto na NT 5-03 -
40B 10
Grande Eventos pirotécnicos.
80B 15

S
6.7 Para edificações residenciais multifamiliares serão
Fonte: ABNT NBR 12693. cobrados extintores na área de uso comum, incluindo
Tabela 05 – Classes do fogo e distâncias as circulações dos pavimentos destinados às
máximas a serem percorridas unidades residenciais.

M
Distância Máxima a ser Percorrida 6.8 Em situações onde são encontrados equipamentos
Classe do Fogo energizados, deve-se utilizar extintores não
(metros)
condutores de eletricidade, observando a distância
C 10 máxima a ser percorrida pelo operador na Tabela 05.
Fonte: CBMERJ. 6.9 Os agentes extintores de incêndio da Classe D
devem ser compatíveis com o metal específico a ser

S
6.2 Classes de Incêndio Especiais – D e K
protegido.
Os extintores de incêndio especiais são aqueles cuja
natureza do fogo, em função do material combustível, 6.10 Extintor de incêndio classificado para Classe D
estão comprendidas numa das duas classes: não há números usados em sua quantificação. A
eficácia relativa destes extintores de incêndio para
a) fogo classe D: conforme Tabela 06;
uso em combustíveis específicos é detalhada na placa
Tabela 06 – Classes do fogo e distâncias
A
máximas a serem percorridas de identificação do extintor.
6.11 Nos locais onde são aplicáveis, é facultativa a
Distância Máxima a ser Percorrida
Classe do Fogo substituição de extintores de incêndio originalmente
(metros)
previstos, por extintores para as Classes Especiais D
e K.
M

D 23

Fonte: NFPA 10. 6.12 Nas instalações industriais, depósitos, galpões,


oficinas e similares, com exceção das áreas
b) fogo classe K: conforme Tabela 07 e para melhor
administrativas das referidas ocupações, os locais
entendimento, vide Anexo A;
onde os extintores forem colocados serão sinalizados
Tabela 07 – Classes do fogo e distâncias
máximas a serem percorridas por círculos vermelhos ou por setas largas vermelhas,
G

com bordas amarelas. A área do piso, equivalente a


Distância Máxima a ser Percorrida um quadrado com 1 m de lado, localizada abaixo do
Classe do Fogo
(metros) extintor será também pintada em vermelho e, em
K 10 hipótese alguma, poderá ser ocupada.
Y

7 CERTIFICAÇÃO, VALIDADE E GARANTIA


Fonte: CBMERJ.
6.3 Para a proteção por extintores de incêndio em 7.1 Os extintores devem possuir marca de
instalações de líquidos inflamáveis e combustíveis, conformidade concedida por órgão credenciado pelo
gás liquefeito de petróleo (GLP) e gás natural (GN) Sistema Brasileiro de Certificação.
S

devem ser seguidas as Notas Técnicas NT 3-06 - 7.2 Para efeito de vistoria do Corpo de Bombeiros o
Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis, prazo de validade/garantia de funcionamento dos
NT 3-02 - Gás (GLP/GN) – Uso predial e NT 4-05 - extintores deve ser aquele estabelecido pelo
Gás (GLP/GN) – Manipulação, armazenamento e fabricante e/ou da empresa de manutenção certificada
comercialização. pelo Sistema Brasileiro de Certificação.
6.4 Para a proteção por extintores de incêndio em 7.3 Extintores de incêndio halogenados (gases limpos)
instalações especiais, tais como casa de máquinas, devem estar de acordo com as resoluções 267/2000 e
casa de bombas, casa de força elétrica, incinerador, 340/2003 do Conselho Nacional do Meio Ambiente
sala de transformadores, sites de telefonia, grupo (Conama).

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO A - CAPACIDADE EXTINTORA

Tabela 1 - Equivalência de capacidade extintora – Classes A, B e C


Equivalência de Capacidade Extintora

Agente Extintor Classificação Modelo Classe A Classe B Classe C


Portátil 10 L 2-A - -
Água Pressurizada 75 L 10-A - -
Sobre Rodas
150 L 20-A - -
Espuma Mecânica Portátil 9L 2-A 10-B -
Portátil 6 kg - 5-B C
10 kg - 10-B C
Gás Carbônico (CO₂)

S
25 kg - 10-B C
Sobre Rodas
30 kg - 10-B C
50 kg - 10-B C
4 kg - 20-B C
Portátil 6 kg - 20-B C
PQS (Bicarbonato de
8 kg - 30-B C

M
Sódio)
20 kg - 30-B C
Sobre Rodas
50 kg - 30-B C
4 kg 2-A 20-B C
ABC (Fosfato 6 kg 3-A 20-B C
Portátil
Monoamômico) 8 kg 4-A 30-B C
12 kg 6-A 30-B C
3 kg - 5-B C
Halogenado

Fonte: CBMERJ.
Portátil
6 kg

S
1-A

Tabela 2 – Extintores Classe K


Agente Extintor Classificação
10-B

Modelo
C

Classe K
A
3L K
Agente Classe K Portátil 6L K
10 L K
Fonte: NFPA 10.
M
G
Y
S

6
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 2-02
Versão: 01 20 páginas Vigência: 04/09/2019

Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a


incêndio

S
M
SUMÁRIO ANEXOS
1 OBJETIVO A - Dos mananciais e reservatórios de
2 APLICAÇÃO abastecimento

S
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS B - Modelo de planilha de cálculo

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS C - Modelo de Termo de compromisso

5 PROCEDIMENTOS
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

1 OBJETIVO j) ABNT NBR 11720:2010 – Conexão para unir tubos


de cobre por soldagem ou brasagem capilar –
Fixar as condições necessárias exigíveis para
Especificações;
dimensionamento, instalação, manutenção,
aceitação/aprovação e manuseio, bem como as k) ABNT NBR 11861:1998 – Mangueira de incêndio –
características, dos componentes de sistemas de Requisitos e métodos de ensaio;
hidrantes e/ou de mangotinhos para uso exclusivo de l) ABNT NBR 12779:2009 – Inspeção, manutenção e
combate a incêndio em edificações conforme previsto cuidados em mangueiras de incêndio – Procedimento;
no Decreto Estadual no 42/2018 – Código de m) ABNT NBR 12912:1995 – Rosca NPT para tubos –
Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Rio Dimensões – Padronização;
de Janeiro (COSCIP).
n) ABNT NBR 13206:2010 – Tubo de cobre leve,

S
2 APLICAÇÃO médio e pesado sem costura, para condução de água
2.1 Esta Nota Técnica (NT) aplica-se a todas as e outros fluídos – Especificação;
edificações em que sejam necessárias as instalações o) ABNT NBR 13714:2000 – Sistemas de hidrantes e
de sistemas de hidrantes e/ou de mangotinhos para de mangotinhos para combate a incêndio;

M
combate a incêndio, conforme previsto no Decreto
p) ABNT NBR 14105:2015 – Medidores de pressão;
Estadual nº 42/2018 - COSCIP.
q) ABNT NBR 14349:1999 – União para mangueira de
2.2 A presente Nota Técnica não se aplica a indústrias
incêndio;
petroquímicas, refinarias de petróleo, terminais e base
de distribuição de derivados de petróleo e instalações r) ABNT NBR 14870:2013 – Esguichos de jato
regulável para combate a incêndio - Parte 1: Esguicho

S
de armazenagem de líquidos e gases combustíveis e
inflamáveis no tocante exclusivamente aos parâmetros básico de jato regulável;
de pressão e vazão dos tanques aéreos e/ou s) ABNT NBR 16021:2011 – Válvulas e acessórios
enterrados. No entanto, as áreas comerciais e para hidrante – Requisitos e métodos de ensaio;
industriais das referidas edificações ficam sujeitas às t) Fundamentos de Física 1 – Mecânica – 10ª Edição,
exigências previstas nesta NT. 2016, Halliday, David; Resnick, Robert; Walker, Jearl.
A
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS 4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições Para efeito desta Nota Técnica, além das definições
que estão relacionadas com esta Nota Técnica: constantes da NT 1-02 – Terminologia de segurança
a) Decreto n° 42, de 17 de dezembro de 2018 que contra incêndio e pânico, aplicam-se as definições
M
regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de específicas desta seção.
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra 4.1 Abrigo de mangueiras: compartimento destinado
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do exclusivamente ao acondicionamento de hidrante e de
Rio de Janeiro; equipamentos de combate a incêndio.
b) ABNT NBR 5410:2008 – Instalações elétricas de 4.2 Barrilete: tubulação que se origina de um
G

baixa tensão; reservatório superior e que possui a função de


c) ABNT NBR 5580:2015 – Tubo de aço-carbono para alimentar todos os ramais existentes através das s uas
usos comuns na condução de fluídos – Especificação; colunas de distribuição.
d) ABNT NBR 5590:2017 – Tubo de aço-carbono com 4.3 Canalização preventiva: tubulação em ferro
ou sem costura, pretos ou galvanizados por imersão a fundido, ferro galvanizado, aço carbono ou cobre com
Y

quente, para condução de fluídos – Especificação; diâmetro nominal mínimo de 50mm (2”), destinados a
e) ABNT NBR 5626:1998 – Instalação predial de água conduzir a água para alimentar os equipamentos de
fria; combate a incêndio.
f) ABNT NBR 6414:2000/NM-ISO7.1 – Rosca para 4.4 Carretel axial: dispositivo rígido destinado ao
S

tubos onde a vedação é feita pela rosca – enrolamento de mangueiras semirrígidas.


Designação, dimensões e tolerâncias – Padronização; 4.5 Casa de máquina de incêndio (CMI):
g) ABNT NBR 6925:2016 – Conexão de ferro fundido compartimento destinado especificamente ao abrigo
maleável, de classes 150 e 300, com rosca NPT, para de bombas de incêndio e demais apetrechos
tubulação; complementares ao seu funcionamento, não se
admitindo o uso para circulação de pessoas ou
h) ABNT NBR 6943:2016 – Conexão de ferro maleável
qualquer outro fim.
para tubulações – Classe 10 – Especificações;
4.6 Castelo d’água: reservatório d’água elevado e
i) ABNT NBR 10897:2014 – Proteção contra incêndio
localizado, geralmente, fora da projeção da
por chuveiro automático – Procedimento;

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

construção, destinado a abastecer uma edificação ou para lançamento de espuma.


agrupamento de edificações. 4.20 Rede preventiva: tubulação em ferro fundido,
4.7 Central de espuma: local onde se situam as ferro galvanizado, aço carbono ou cobre com diâmetro
bombas, aparelhos dosadores e/ou geradores de nominal mínimo de 75 mm (3”), destinados a conduzir
espuma, suprimento de espuma, registros de controle a água para alimentar os equipamentos de combate a
etc., destinados a pôr em funcionamento o sistema de incêndio.
espuma para instalação fixa. 4.21 Registro de tubulação: registro destinado a
4.8 CPVC (policloreto de vinila clorado): tubulação abrir e fechar o hidrante.
em policloreto de vinila clorado destinados a conduzir 4.22 Reserva técnica de incêndio (RTI): volume
a água para alimentar os equipamentos de combate a d’água do reservatório, previsto para combate a

S
incêndio. incêndio.
4.9 Eletrobomba: bomba centrifuga de pressurização 4.23 Reservatório: compartimento destinado ao
com acionamento elétrico. armazenamento d’água.
4.10 Eletrobomba jockey: bomba centrifuga com 4.24 Shaft: área específica em uma construção onde

M
acionamento elétrico que tem a função de manter o passam várias tubulações aparentes, do tipo água,
sistema pressurizado, compensando pequenos elétrica, esgoto e incêndio.
vazamentos.
4.25 Sistema preventivo: sistema de combate a
4.11 Esguicho regulável básico: esguicho de jato incêndio composto por bombas de incêndio,
regulável em que a vazão de lançamento se dá a uma tubulação, hidrantes, mangotinhos, reservatórios para

S
pressão determinada pelo ajuste da forma do jato. incêndio, mangueiras e esguichos.
4.12 Hidrante (tomada de incêndio): ponto de 4.26 Tubulação: conjunto de tubos, conexões e
tomada d’água provido de registro de manobra e união outros acessórios destinados a conduzir a água desde
tipo engate rápido. a reserva técnica de incêndio até os hidrantes ou
4.13 Hidrante de recalque (hidrante de passeio ou mangotinhos.
de fachada): dispositivo instalado na canalização ou 4.27 União tipo engate rápido (junta storz): conexão
A
rede preventiva, destinado a utilização pelas viaturas giratória destinada ao acoplamento de equipamentos
do Corpo de Bombeiros. por encaixe de 1/4 de volta.
4.14 Mangueira de incêndio: condutor flexível de 4.28 Válvula: acessório de tubulação destinado a
combate a incêndio, dotado de uniões para conduzir controlar ou bloquear o fluxo de água no interior das
M
água do hidrante ao esguicho. tubulações.
4.15 Mangotinho: ponto de tomada de água onde 4.29 Válvula de bloqueio: registro instalado na rede
existe uma saída contendo válvula de abertura rápida, de alimentação dos hidrantes para fechamento, em
adaptador, mangueira semirrígida, esguicho regulável, caso de reparo.
válvula e carretel.
5 PROCEDIMENTOS
G

4.16 Motobomba: bomba centrifuga de pressurização


5.1 Requisitos gerais
acionada por motor à explosão.
5.1.1 Os sistemas de combate a incêndio serão
4.17 NPSH (net positive suction head): pressão
classificados em: risco pequeno (mangotinho), risco
mínima exigida na entrada da bomba para evitar a
pequeno (canalização preventiva), risco médio 1
cavitação.
Y

(canalização preventiva), risco médio 2 (rede


4.18 Pavimento Técnico: pavimento de uma preventiva) e risco grande (rede preventiva), conforme
edificação, destinado a abrigar máquinas, piso técnico Tabela 1.
e elevadores, caixas de água, circulação vertical ou Tabela 1: Classificação dos riscos
qualquer equipamento, sendo vedada a sua utilização
S

Esguicho Mangueira Pressão de


para qualquer fim de ocupação humana permanente. Vazão
Classificação de Risco Diâmetro Diâmetro Comp. Hidrantes Trabalho
4.18 Porta corta-fogo leve: porta resistente ao fogo Tipo Tipo (L/min)
(mm) (mm) Máx. (m) (mca)
utilizada com a finalidade de garantir proteção contra Risco Pequeno 1 - Mangotinho Regulável 25 25 30 Semi-rígida 1 58 100
incêndios impedindo a passagem de fogo ou fumaça Risco Pequeno 2 Regulável 38 38 30 Flexível 1 10 100
entre compartimentos. Deve atender as exigências de Risco Médio 1 Regulável 38 38 30 Flexível 1 35 200
resistência mecânica, estanqueidade e isolamento Risco Médio 2 Regulável 38 63 30 Flexível 2 35 400
térmico, contidos na NBR 11.742. Risco Grande Regulável 63 63 30 Flexível 2 40 1000
4.19 Rede de espuma: instalação hidráulica de Fonte: CBMERJ.
combate a incêndio que atua, mediante comando,

4
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

5.1.2 Todos os ábacos, tabelas e outras referências risco médio 2 (rede preventiva) e risco grande, tendo
técnicas utilizadas no dimensionamento devem ser a inscrição INCÊNDIO. A profundidade máxima da
relacionados no memorial descritivo e apresentados caixa será de 0,40 m, não podendo o rebordo do
na juntada do processo para aprovação do projeto de hidrante ficar abaixo de 0,15 m da borda da caixa,
segurança contra incêndio e pânico. conforme Figura 2.
5.1.3 Deverão ser adotadas para o dimensionamento Figura 1: Dispositivo de recalque tipo coluna
do sistema preventivo, além dos valores estipulados
na Tabela 01, as perdas de carga nas mangueiras de
incêndio, tendo como premissas as vazões indicadas
na tabela supracitada, bem como as pressões
necessárias para que os jatos d’água atinjam a

S
distância mínima de 8 m lineares, medidos da saída
do esguicho até o ponto de queda do jato (alcance
linear), de acordo com a alínea A, do item 5.12.3.
5.1.4 As demandas do sistema preventivo serão

M
definidas por esta Nota Técnica, exceto quando a
norma utilizada no dimensionamento da rede de Fonte: CBMERJ
sprinklers, bem como a NT 2-03 (partes 1 e 2)
5.2.6 Complementarmente ao item anterior, seu
propuserem uma vazão superior a que constar nesta
acesso deverá estar voltado para cima em ângulo de
NT, além das que constarem em 5.20.
45º e posicionada, no máximo, a 0,15 m de

S
5.2 Dos Dispositivos de recalque profundidade em relação ao piso do passeio,
5.2.1 O hidrante de recalque deverá ser do tipo conforme Figura 2.
fachada preferencialmente, no entanto, o Corpo de Figura 2: Dispositivo de recalque no passeio público
Bombeiros aceitará a sua instalação junto à via de
acesso de viaturas, sobre o passeio e afastado dos
prédios, de modo que possa ser operado com
A
facilidade pelas viaturas do Corpo de Bombeiros.
5.2.2 O hidrante de recalque, quando na fachada,
deverá ser instalado na de maior facilidade de acesso
pelas viaturas do CBMERJ ou em ambas as fachadas
M
nos casos em que a edificação possua mais de um
logradouro, com o acesso voltado para a rua, a um
ângulo de 45º e altura de 1 m a 1,2 m. A localização
do hidrante de recalque deverá permitir a aproximação
da viatura apropriada para o recalque da água, a
G

partir do logradouro público, para acesso das viaturas


do Corpo de Bombeiros.
5.2.3 O hidrante de recalque, quando na fachada,
deverá ser instalado, dentro de um abrigo com
dimensões mínimas de 0,30 m x 0,40 m para os riscos
Y

pequeno e médio 1 e com dimensões mínimas de 0,60


m x 0,40 m para o risco médio 2 e risco grande, tendo
a inscrição INCÊNDIO, conforme Figura 1, devendo
distar no máximo 15 m do alinhamento da via pública.
S

5.2.4 O hidrante de recalque será localizado de modo


que possa ser operado com facilidade.
= 2 ½”
5.2.5 O hidrante de recalque, quando instalado no
passeio público, terá registro tipo gaveta, com 63 mm
(2 1/2”) de diâmetro e seu orifício externo disporá de
junta storz, à qual se adaptará um tampão, ficando
protegido por uma caixa metálica com tampa com
dimensões mínimas de 0,30 m x 0,40 m, para os
riscos pequeno e médio (canalização preventiva) e Fonte: CBMERJ.
com dimensões mínimas de 0,60 m x 0,40 m, para o

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

5.2.7 Nos sistemas preventivos com vazões iguais ou no caso previsto em 5.2.10.
superiores a 400 l/min, os hidrantes de recalque 5.3 Dos abrigos de mangueiras
deverão ser duplos, com as características previstas
5.3.1 Os abrigos de mangueiras deverão atender os
em 5.2.5 e interligados a uma tubulação com diâmetro
parâmetros da Tabela 2.
de, no mínimo, 75 mm (3”).
Tabela 2: Composição dos abrigos
5.2.8 O hidrante de recalque deverá possuir válvula
do tipo gaveta ou esfera e permitir o fluxo de água nos Alvenaria Alumínio Chapa Fibra de
Materiais Madeira
de Tijolo Anodizado Tratada Vdiro
dois sentidos.
5.2.9 O sistema preventivo, quando em agrupamentos Abrigos X X X X
Portas Com
diversos, deverá possuir um distribuidor geral com X X X X
moldura

S
diâmetro nominal mínimo de 75 mm (3”) e suas
Fonte: COSCIP.
derivações para os blocos dos referidos agrupamentos
serão, no mínimo, em 63 mm (2 ½”) de acordo com a 5.3.2 As mangueiras de incêndio deverão estar
sua classificação de risco, e dotadas de hidrantes de acondicionadas dentro dos abrigos, conforme NBR
recalque (fachada ou passeio), conforme figura 3. 12779 e as mangueiras de incêndio semirrígidas

M
deverão ser enroladas com o uso de carretéis axiais.
Figura 3: Esquema vertical
5.3.3 Os abrigos de mangueiras deverão possuir
destinação exclusiva para os equipamentos de
combate a incêndio.
5.3.4 Para as edificações classificadas como risco

S
pequeno e risco médio 1 (canalização preventiva), os
abrigos terão forma paralelepipedal com as dimensões
mínimas de 75 cm de altura, 45 cm de largura e 17 cm
de profundidade.
5.3.5 Para as edificações classificadas no risco médio
2 e risco grande (rede preventiva), os abrigos terão
A
forma paralelepipedal com as dimensões mínimas de
80 cm de altura, 60 cm de largura e 17 cm de
Fonte: CBMERJ.
profundidade.
5.2.10 Nesse sistema preventivo deverá ser instalada
5.3.6 As portas dos abrigos, quando em vidro,
M
uma válvula de retenção com a finalidade de impedir,
deverão possuir espessura mínima de 3 mm, com
em caso de recalque para os hidrantes, o
inscrição “INCÊNDIO”, em letras vermelhas com o
abastecimento do castelo d’água por meio dessa
traço de 1 cm, em moldura de 7 cm de largura.
tubulação, conforme figura 4.
5.3.7 Para edificações classificadas como risco
Figura 4: Esquema horizontal
pequeno e risco médio 1 (canalização preventiva),
G

cada abrigo deverá possuir registro globo angular de


63 mm (2 1/2”) de diâmetro, junta storz de 63 mm (2
1/2”) e redução para 38 mm (1 1/2”) de diâmetro, onde
será estabelecida a linha de mangueiras, conforme
NBR 16021.
Y

5.3.8 Para as edificações classificadas no risco médio


2 e risco grande (rede preventiva), cada abrigo deverá
possuir registro globo angular de 75 mm (3”) de
diâmetro, junta storz de 75 mm (3”) e redução para 63
S

mm (2 1/2”) de diâmetro, onde será estabelecida a


linha de mangueiras, conforme NBR 16021.
5.3.9 Os abrigos serão pintados, preferencialmente na
cor vermelha, possuirão ventilação permanente e o
Fonte: CBMERJ. fechamento da porta será através de trinco ou
5.2.11 É proibida a instalação dos hidrantes de fechadura, sendo obrigatório que uma das chaves
recalque em local de passagem ou parqueamento de permaneça junto ao abrigo, ou em seu interior desde
quaisquer tipos de veículos. que haja uma viseira de material transparente e
5.2.12 É terminantemente proibida a instalação de facilmente violável e, com a inscrição “INCÊNDIO” em
válvula de retenção nos hidrantes de recalque, exceto

6
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

letras vermelhas, quando toda a porta for 5.5.5 Para cada ponto de mangotinho serão
transparente. obrigatórios os seguintes apetrechos:
5.3.10 Os abrigos serão dispostos de modo a evitar a) abrigo (s);
que, em caso de sinistro, fiquem bloqueados pelo b) esguicho (s);
fogo, sendo localizados próximos aos acessos das
c) mangueira semirrígida;
edificações.
d) carretel axial.
5.3.11 Em edificações verticalizadas, o primeiro abrigo
deverá distar-se, no máximo, 5 m da fachada interna 5.6 Da instalação dos hidrantes e/ou mangotinhos
da edificação. 5.6.1 Os hidrantes serão distribuídos nas edificações
5.3.12 Nas edificações enquadradas no risco médio 2 obedecendo aos seguintes critérios:

S
e no risco grande, os abrigos quando externos, a) a altura do registro do hidrante será, no mínimo, de
deverão distar-se no máximo 15 m do eixo da fachada 1 m e no máximo de 1,5 m do piso;
dos prédios que as compõem. b) o número de hidrantes será determinado segundo a
5.3.13 Nas edificações classificadas no risco médio ou extensão da área a proteger de modo que qualquer

M
grande (rede preventiva), os locais onde os abrigos ponto do risco seja alcançado por uma linha de
forem projetados deverão possuir área de 1 m x 1 m mangueira. O comprimento das linhas de mangueiras
do piso localizado abaixo do abrigo pintado em não poderá ultrapassar 30 m, o que será calculado
vermelho e, em hipótese alguma, poderá ser ocupada. medindo-se a distância de percurso compreendida
5.4 Das válvulas de abertura para hidrantes e entre o hidrante e o ponto mais distante a proteger.
Exceto nos casos previstos nas Notas Técnicas NT 4-

S
mangotinhos
05 – Gás (GLP/GN) – Manipulação, armazenamento e
5.4.1 As válvulas deverão ser do tipo globo angular de
comercialização e NT 4-02 – Edificações destinadas à
63 mm (2½”) de diâmetro para os riscos médio 2 (rede
restrição de liberdade, bem como as demais previstas
preventiva) e para o risco grande e, do tipo globo
na seção 5.20 desta NT;
angular, de 38 mm (1½”) de diâmetro para os riscos
pequeno e médio 1 (canalização preventiva). As c) as linhas de mangueiras, com um máximo de duas
seções, deverão estar permanentemente unidas por
A
válvulas para mangotinhos (risco pequeno) deverão
ser do tipo abertura rápida, de passagem plena, e junta storz, prontas para uso imediato, e serão
diâmetro mínimo de 25 mm (1”). dotadas de esguichos de jato regulável;

5.4.2 As válvulas do tipo globo angular deverão d) serão pintados preferencialmente em vermelho de
forma a serem localizados facilmente;
M
possuir união do tipo engate rápido (junta do tipo
storz), compatível com as mangueiras utilizadas pelo e) serão dispostos de modo a evitar que, em caso de
CBMERJ. sinistro, fiquem bloqueados pelo fogo;
5.5 Dos tipos de sistemas f) poderão ficar no interior do abrigo das mangueiras
5.5.1 Os sistemas preventivos previstos nesta NT ou externamente ao lado deste;
G

serão definidos de acordo com a Tabela 1. g) deverão situar-se fora das caixas de escadas e/ou
5.5.2 As vazões e pressões dos sistemas preventivos antecâmaras e áreas de refúgio quando houver;
serão obtidas na saída dos hidrantes mais h) deverão estar sinalizados de acordo com a NT 2-05
desfavoráveis hidraulicamente, representadas através – Sinalização de segurança contra incêndio e pânico.
de cálculos preliminares, devendo sempre ser 5.7 Do dimensionamento dos sistemas
Y

observada a vazão e a pressão mínimas de trabalho,


5.7.1 Nas edificações enquadradas na classificação
prevista na Tabela 1.
de risco pequeno – mangotinho, risco pequeno e risco
5.5.3 Os sistemas preventivos do tipo mangotinho médio 1, conforme Tabela 1, o número de hidrantes
deverão ser dotados de ponto de tomada d’água ou mangotinhos (com exceção do risco médio 2) será
S

provido de registro de manobra e união do tipo engate determinado segundo a extensão da área a proteger,
rápido para utilização de mangueira de incêndio com de modo que qualquer ponto do risco seja alcançado
25 mm (1”) de diâmetro. por, pelo menos, uma linha de mangueiras, de modo
5.5.4 Para cada ponto de hidrante serão obrigatórios que, entre cada abrigo e os respectivos pontos mais
os seguintes apetrechos: distantes a proteger, seja de no máximo 30 m.
a) abrigo; 5.7.2 Nas edificações enquadradas na classificação
b) mangueira (s) de incêndio; de risco médio 2 e risco grande, conforme Tabela 1, o
número de hidrantes será determinado de acordo com
c) chaves de hidrantes;
o previsto em 5.7.1, com exceção dos casos previstos
d) esguicho(s). nas NTs 3-02 - Gás (GLP/GN) - Uso predial e NT 4-

7
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

02 - Edificações destinadas à restrição da liberdade, 5.7.7 A tubulação no seu trecho de sucção e recalque
bem como as demais previstas em 5.20. das bombas (colar hidráulico) terão diâmetros
5.7.3 Caso haja, em uma mesma edificação, mais de compatíveis para velocidades máximas de 2 m/s e
um tipo de ocupação, de acordo com a NT 1-04 – 3 m/s, respectivamente.
Classificação das edificações quanto ao risco de 5.7.8 A velocidade máxima da água na tubulação não
incêndio, todo sistema deverá ser dimensionado para deve ser superior a 5 m/s (considerando sucção e
atender hidraulicamente a classificação de maior recalque) a qual deverá ser calculada pela seguinte
risco, desde que sejam pressurizados por um único fórmula:
sistema de bombas.
5.7.4 A pressão máxima do sistema preventivo não

S
poderá exceder 100 mca (1.000 kPa). Onde:
5.7.5 Os cálculos hidráulicos para os hidrantes do V é a velocidade da água, em metros por segundo;
sistema preventivo deverão ser apresentados Q é a vazão de água, em metros cúbicos por segundo;
atentando para os parâmetros de pressão e vazão A é a área interna da tubulação, em metros

M
para os pontos das zonas baixa, média e alta, quando quadrados.
for o caso, bem como para a pressão máxima prevista 5.7.8.1 Para o cálculo da área deve ser considerado o
em 5.7.4. diâmetro interno da tubulação.
5.7.6 Os cálculos hidráulicos para os diferentes 5.7.9 Para efeito de equilíbrio de pressão para fins de
sistemas de bombas deverão satisfazer a uma das atendimento ao 5.7.4, deverá ser adotada válvula
seguintes equações apresentadas: redutora de pressão nos sistemas preventivos.

S
a) Colebrook: fórmula geral para perdas de cargas 5.7.9.1 Complementarmente, para atendimento ao
localizadas, “fórmula universal”: 5.7.4, poderá ser utilizada a opção de aumentar o
diâmetro nominal da tubulação, de modo que, no
cálculo, o parâmetro de pressão do sistema não
exceda 100 mca.
A
5.7.9.2 Para sistemas conjugados (canalização ou
Onde:
rede preventiva e sistema de chuveiros automáticos
hf é a perda de carga, em metros, de coluna d’água;
do tipo sprinkler) admite-se pressão máxima de
f é o fator de atrito (extraído do diagrama de Moody e
Hunter-Rouse); sistema até 121 mca (1.210 kPa).
M
L é o comprimento da tubulação (tubos), em metros; 5.7.10 Para todas as edificações cujos sistemas sejam
D é o diâmetro interno, em metros; pressurizados por sucção negativa, deverá ser
v é a velocidade do fluído, em metros por segundo; apresentado junto ao memorial de cálculo de bomba o
g é a aceleração da gravidade, em metros por segundo net positive suction head - NPSH. Para tanto o NPSH
ao quadrado. disponível deverá ser maior ou igual ao NPSH
b) Hazen-Williams: requerido pela bomba de incêndio.
G

5.7.11 Será adotado o modelo de planilha de cálculo,


a ser utilizado para o dimensionamento do sistema
Onde: preventivo para as diversas ocupações de edificações,
J é a perda de carga por atrito, em metros por conforme Anexo B.
Y

metros; 5.8 Das casas de máquinas de incêndio (CMI)


Q é a vazão, em litros por minuto;
5.8.1 A CMI deverá ser constituída de material
C é o fator de Hazen W illians (Tabela 3);
incombustível e o seu piso deverá ser antiderrapante.
D é o diâmetro interno do tubo, em
milímetros. 5.8.2 As dimensões para as CMI das edificações
S

Tabela 3: Fator “C” de Hazen-Williams classificadas no risco pequeno e médio 1 sujeitas a


canalização preventiva, serão de no mínimo 1,5 m x
Tipo de Tubo Fator "C"
1,5 m x 2 m e acesso através de porta corta-fogo
Ferro fundido ou dúctil sem revestimento
interno 100 (PCF), tipo P-90, com as dimensões mínimas de
Aço Preto (Sistema de tubo molhado) 120 0,60 m x 1,80 m.
Galvanizado 120 5.8.3 As dimensões para as CMI das edificações
Cobre 150 classificadas no risco médio 2, sujeitas a rede
NOTA - Os valores do fator "C" de Hazen Willians são preventiva, e risco grande, serão de, no mínimo, 2,5 m
válidos para tubos novos x 2,5 m x 2,3 m, com acesso através de PCF tipo P-90
Fonte: NBR 13714. com as dimensões mínimas de 0,90 m x 2,1 m.

8
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

5.8.4 A ventilação da CMI deverá ser de 10% da área 5.9 Dos reservatórios e da reserva técnica de
do piso da mesma e o sentido de abertura da PCF de incêndio (RTI)
acesso será opcional. 5.9.1 A reserva técnica de incêndio (RTI) será
5.8.5 As paredes e a ventilação da CMI deverão calculada da seguinte forma:
possuir tempo de resistência requerido ao fogo
(TRRF) de 2 h e cobertura de laje.
RTI = [60 + (nº hid. x ω)] x Qsistema
5.8.6 As casas de máquinas de incêndio, quando
distantes de edificações protegidas por hidrantes,
atestado através de cálculo previsto na NT 2-17 – Onde:
60 = autonomia de água para incêndios, em
Separação entre edificações, deverão possuir paredes
minutos;

S
e lajes em alvenaria, dispensando a necessidade do
nº. hid.= número total de hidrantes na edificação;
cumprimento do previsto em 5.8.2, 5.8.3 e 5.8.5.
ω = constante atribuída para majoração e
5.8.7 A drenagem de água do piso deverá ser feita manutenção do volume da água de incêndio no(s)
através de ralo com dimensões mínimas de 10 cm x reservatório(s) igual a 2 min;

M
10 cm. Q sistema = vazão do sistema de incêndio, obtido
através da Tabela 1.
5.8.8 Deverá haver um ponto de luz no interior da
5.9.2 Os reservatórios tanto elevados quanto
CMI.
enterrados serão tratados no Anexo A.
5.8.9 A CMI deverá ser guarnecida por:
5.9.3 A captação das águas provenientes de
a) 01 unidade extintora de no mínimo 4 Kg de CO 2 ou mananciais naturais, tais como lagos, lagoas, baías,

S
capacidade equivalente, para edificações rios, açudes e similares, deverão estar de acordo com
enquadradas no risco pequeno; o descrito no Anexo A.
b) 01 unidade extintora de no mínimo 6 Kg de CO 2 ou 5.9.4 Os reservatórios (elevados ou subterrâneos)
capacidade equivalente, para edificações poderão ter subdivisões, desde que estas estejam
enquadradas no risco médio; ligadas em paralelo com a adoção de válvulas de
c) 01 unidade extintora de no mínimo 6 Kg de CO 2 e registro em material incombustível e ligadas
A
01 unidade extintora de no mínimo 6 kg de PQS ou diretamente a sucção do barrilete e, ainda, que cada
capacidade equivalente, para edificações unidade possua o volume mínimo de 6 m³.
enquadradas no risco grande. 5.9.5 Será permitida a interligação do reservatório
5.8.10 A alimentação de energia elétrica da CMI inferior com o reservatório superior para fins de
M
deverá ser feita através de circuito independente de utilização da reserva técnica de incêndio somente
alimentação normal da edificação. para edificações construídas ou licenciadas
5.8.11 Na face externa da porta da CMI deverão ser anteriormente a vigência do Decreto Estadual nº
afixadas as palavras “CASA DE MÁQUINAS DE 42/2018 – COSCIP.
INCÊNDIO” e sua sinalização deverá estar de acordo 5.9.6 Os reservatórios deverão ser dotados de
G

com a NT 2-05 – Sinalização de segurança contra proteção mecânica, constituída de material de


incêndio e pânico. natureza incombustível ou outro, desde que estejam
5.8.12 Não será permitida a passagem de prumadas protegidos por parede com TRRF de, no mínimo 2 h,
pela CMI que não sejam as específicas de incêndio. de modo que sua integridade física seja preservada
quando do acontecimento de um sinistro.
5.8.13 O acesso à CMI não poderá ser feito por halls
Y

privativos ou cômodos habitados. 5.10 Das bombas de incêndio


5.8.14 Caso existam escadas de acesso a CMI, estas 5.10.1 As bombas serão centrífugas e acionadas por
deverão ser fabricadas em materiais incombustíveis e motores elétricos ou a explosão, devendo ent rar em
serem fixas. funcionamento automático quando houver abertura do
S

hidrante e/ou sprinkler mais desfavorável à pressão


5.8.15 As bombas do sistema de incêndio deverão ser
ou o dreno do sistema preventivo.
utilizadas única e exclusivamente para este fim.
5.10.2 Os sistemas de bombas abastecidas por
5.8.16 Será aceita a CMI enterrada, sendo seu acesso
reservatório superior deverão possuir passagem livre
feito através de porta de material incombustível ou
(by-pass) do fluxo d'água.
com tratamento retardante ao fogo e por escadas do
tipo marinheiro. 5.10.3 As bombas serão consideradas afogadas ou
com sucção positiva quando o nível mais baixo do
5.8.17 A(s) unidade(s) extintora(s) deverá(ão) estar
reservatório d'água estiver acima do nível do eixo da
posicionada(s) fora da CMI, junto a porta de acesso.
bomba.

9
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

5.10.4 As bombas serão de acoplamento direto, sem 5.10.15 O volume da reserva técnica de incêndio
interposição de correias ou correntes, capazes de deverá estar pleno para o pronto emprego pelo
assegurar instalação, pressão e vazão exigidas. CBMERJ, de acordo com os itens abaixo:
5.10.5 Haverá sempre dois sistemas de a) nos casos em que a RTI e o volume de água do
pressurização, independente da classificação de risco, abastecimento predial diário forem contidos em um
sendo: único reservatório e a RTI for superior a 70% do
a) 02 eletrobombas sendo uma de reserva, para os volume deste reservatório, deverá ser apresentado o
sistemas de risco pequeno e médio 1; cálculo do volume mínimo de abastecimento predial
diário, de acordo com o Código de Obras do Município
b) 01 eletrobomba e 01 motobomba, para os sistemas
correspondente, atestando que o volume total do
de risco médio 2 e grande; ou
reservatório projetado está adequado;

S
c) 02 eletrobombas, para os sistemas de risco médio 2
b) nos casos em que a RTI e o volume de água do
e grande, devendo uma das eletrobombas ser
abastecimento predial diário forem contidos em
alimentada por motogerador.
reservatórios distintos, o posicionamento e o volume
5.10.6 As bombas elétricas terão instalação de ambos devem ser indicados no projeto e, se for o

M
independente da rede elétrica geral. caso, deverá ser apresentado o cálculo do volume
5.10.7 As bombas serão de partida automática e mínimo de abastecimento predial diário, de acordo
dotadas de dispositivo de alarme que denuncie o seu com o Código de Obras do Município correspondente,
funcionamento. atestando que o volume do reservatório projetado está
5.10.8 Quando as bombas não estiverem situadas adequado.

S
abaixo do nível da tomada d’água (afogada), será 5.10.16 Será considerado reservatório superior, para
obrigatório um dispositivo de escorva automático. fins de dimensionamento do sistema preventivo, o
5.10.9 Os sistemas disporão de ramal para teste de reservatório em que a tomada de abastecimento das
pressão e vazão do projeto, com diâmetro ajustado a bombas de incêndio estiver localizada acima do eixo
estes parâmetros, manômetro em ramal sem destas, bem como será considerado reservatório
turbulência, chave liga e desliga do tipo pressostato inferior, o reservatório em que a tomada de
A
(sucção negativa) ou de fluxo (sucção positiva) para abastecimento das bombas de incêndio estiver
acionamento automático. localizada abaixo do eixo destas.

5.10.10 Se o abastecimento da canalização ou rede 5.10.17 Quando a pressurização do sistema de


preventiva for feito por reservatório subterrâneo ou incêndio for feita através de mananciais classificados
M
baixo, estes deverão apresentar conjunto de bombas como fontes naturais (baias, lagoas, lagos, rios,
de acionamento independente e automático, de modo açudes e similares), suas dimensões deverão estar de
a manter a pressão constante e permanente na rede. acordo com o que preceitua a NBR 13714 e Figuras 1
e 5 e Tabela 1 do anexo A desta NT.
5.10.11 As bombas de incêndio serão dimensionadas
de acordo com os parâmetros técnicos de vazão e 5.10.18 Quanto aos reservatórios superiores serão
G

pressão do sistema, os quais serão apresentados observados os seguintes parâmetros:


através de memorial de cálculo em anexo ao projeto. a) o abastecimento do sistema preventivo será feito
5.10.12 A pressurização do sistema preventivo de de preferência pelo reservatório elevado admitindo-se,
uma edificação poderá ser por gravidade, no caso do porém, reservatório subterrâneo ou baixo, facilmente
reservatório elevado, sem adoção de conjunto de utilizável pelas viaturas do Corpo de Bombeiros em
Y

bombas, desde que sejam atendidos todos os substituição ao primeiro;


parâmetros de vazão e pressão mínima de trabalho b) a alimentação do sistema preventivo será feita por
adicionadas as suas perdas de carga, comprovado gravidade;
através de cálculo hidráulico. c) Serão instalados válvula de retenção e registro
S

5.10.13 Para os casos em que o reservatório de junto à saída do sistema preventivo;


abastecimento não for exclusivo para incêndio, a(s) d) a reserva técnica mínima para incêndio será
tomada(s) de água desse(s) deve(m) ser instalada(s) assegurada mediante diferença de nível entre saídas
de modo a garantir o volume mínimo da reserva do sistema preventivo e as da distribuição geral (água
técnica de incêndio para o combate. fria);
5.10.14 Para efeito de cumprimento da exigência e) a capacidade mínima da instalação deve ser tal que
prevista em 5.10.13, a(s) tomada(s) de água permita o funcionamento de 01 hidrante duplo, quando
deverá(ão) estar localizada(s) no fundo dos rede preventiva, e de 01 hidrante simples, quando
reservatórios. canalização preventiva, com a vazão total do sistema

10
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

preventivo, durante 60 minutos, à pressão mínima de Logo, os esguichos deverão estar ajustados aos seus
1 kg/cm² e máxima de 4 kg/cm²; valores de pressão e vazão do sistema, de modo que
f) a altura do reservatório elevado ou a capacidade funcione perfeitamente.
das bombas deverá atender à vazão mínima exigida 5.12.3 O alcance do jato compacto produzido por
na Tabela 1 e a pressão obtida através do cálculo quaisquer sistemas não deverá ser inferior a 8 m,
hidráulico; medidos da ponta do esguicho até o ponto mais
g) a prumada principal do reservatório elevado que distante produzido pela parábola do jato d’água.
abastece os sistemas de hidrantes ou de mangotinhos a) para este e para os demais casos, o alcance do
deverá ser provida de uma válvula de gaveta e uma jato d´água deverá ser extraído através da fórmula:
válvula de retenção, considerando-se o sentido

S
reservatório–sistema e a válvula de retenção deverá
A = (V² x sen 2Ɵ)/g
ter passagem livre, no mesmo sentido;
Onde:
h) os reservatórios deverão estar localizados, dentro
do possível, em local de fácil acesso ao CBMERJ. A - é o alcance máximo, em metros;

M
5.10.19 Quanto aos reservatórios subterrâneos ou V - é a velocidade do fluido, em metros por
aterrados serão observados os seguintes parâmetros: segundo;

a) o CBMERJ admite o abastecimento do sistema Sen Ɵ - seno do ângulo formado entre a projeção
preventivo através de reservatório subterrâneo ou do jato d’água e o solo, igual a 45°;
aterrado, desde que facilmente utilizável, em g - é a aceleração da gravidade, em metros por

S
substituição ao exposto em 5.10.18; segundo ao quadrado.
b) a distribuição será feita por conjunto de bombas de 5.12.4 Os esguichos deverão ser de latão, de acordo
partida automática; com a recomendação da NBR 14870.
c) deverão ser instaladas válvulas de retenção e 5.13 Das mangueiras de incêndio
registro junto ao recalque das bombas; 5.13.1 As mangueiras de incêndio para uso nos
d) assegurando-se a reserva técnica para incêndio, o diversos hidrantes serão classificadas em cinco tipos:
A
mesmo reservatório destinado ao consumo normal a) tipo I – Destinada a edificações de ocupação
poderá ser utilizado, observando o disposto em residencial com pressão de trabalho de 10 kgf/cm²;
5.10.15;
b) tipo II – Destinada a edificações de ocupação
e) os reservatórios deverão estar localizados, dentro comercial e industrial, com pressão de trabalho de
M
do possível, em local de fácil acesso ao CBMERJ . 14 kgf/cm²;
5.11 Das especificações das instalações c) tipo III – Destinada a edificações de ocupação
5.11.1 Todas as partes que compõem um sistema de industrial e de uso naval, onde é necessária uma
segurança contra incêndio e pânico deverão estar de maior resistência a abrasão, com pressão de
acordo com esta nota técnica, com as normas trabalho de 15 kgf/cm²;
G

técnicas nacionais vigentes ou com os acervos d) tipo IV – Destinada a edificações de ocupação


técnicos internacionais, caso não haja legislação industrial, onde é desejável uma maior resistência a
específica que disserte sobre o tema. abrasão, com pressão de trabalho de 14 kgf/cm²;
5.11.2 Toda e qualquer inovação tecnológica não e) tipo V – Destinada a edificações de ocupação
Y

descrita nesta NT ou nas Normas Técnicas nacionais industrial, onde é necessária uma alta resistência a
vigentes deverão ser submetidas aos testes, ensaios, abrasão e a superfícies quentes com pressão de
verificações, visitas técnicas e o que for necessário trabalho de 14 kgf/cm².
para fins de análise prévia por parte do CBMERJ para
5.13.2 O comprimento das linhas de mangueira e o
aceitação da utilização do(s) mesmo(s).
S

diâmetro nominal interno das mesmas serão


5.12 Dos esguichos de incêndio determinados de acordo com a Tabela 4, em seções
5.12.1 Serão adotados pelo CBMERJ os esguichos de 15 m cada, com marca de conformidade e
reguláveis básicos. Todavia, também poderão ser identificada da seguinte forma:
utilizados os esguichos de vazão constante, esguichos
de vazão ajustável e os esguichos automáticos de
X mm Logomarca NBR 11861 Tipo Y M/A
pressão constante, conforme NBR 14870.
5.12.2 O desempenho dos esguichos e,
consequentemente, o alcance dos jatos de água Onde:
sempre será referido a uma dada pressão nominal. X é o diâmetro da mangueira;

11
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Y é o tipo da mangueira; 5.15.2 As tubulações específicas para combate a


M é o mês de fabricação; incêndio não poderão possuir diâmetro nominal
inferior a 50 mm (2”) para edificações classificadas
A é o ano de fabricação.
como risco pequeno e enquadradas no que preceitua
Tabela 4: Cobertura de mangueiras a seção 5.19, desde que sua prumada não seja
conjugada com a rede de sprinklers, e diâmetro
LINHAS DE MANGUEIRA
nominal mínimo de 63 mm (2 ½”) para os demais
riscos.
Comprimento máximo Diâmetro
5.15.3 A canalização preventiva, resistente a uma
pressão mínima de 18 kg/cm² e diâmetro mínimo de
30 m 38 mm (1 1/2”)
63 mm (2 1/2”), sairá do fundo do reservatório

S
superior, abaixo do qual será dotada de válvula de
30 m 63 mm (2 1/2”) retenção e de registro, atravessando verticalmente
Fonte: CBMERJ. todos os pavimentos, com ramificações para todas os
abrigos de incêndios e terminando no registro de

M
5.13.3 As mangueiras e outros apetrechos serão
passeio.
guardados em abrigos, junto ao respectivo hidrante,
de maneira a facilitar o seu uso imediato. 5.15.4 A pressão d’água exigida em qualquer dos
hidrantes será, no mínimo, de 1 kg/cm², e no máximo,
5.13.4 Complementarmente ao item anterior, os
de 4 kg/cm².
hidrantes também poderão ser acondicionados dentro
do mesmo abrigo de medidas variáveis, desde que 5.15.5 As tubulações de incêndios ou os seus trechos

S
ofereçam possibilidade de qualquer manobra e de visíveis e/ou aparentes deverão ser pintados,
rápida utilização, porém nunca inferior a 75 cm de preferencialmente, na cor vermelha. Todavia, admite-
altura x 45 cm de largura x 17 cm de profundidade. se a pintura em outra cor, desde que a tubulação
possua, a cada 3 m, uma faixa de 10 cm de largura na
5.13.5 As mangueiras serão de 38 mm (1 ½”) ou de 63
cor vermelha.
mm (2 ½”) de diâmetro interno, flexíveis, de fibra
resistente à umidade, revestida internamente de 5.15.6 As tubulações de incêndio, quando aéreas,
A
borracha, capazes de suportar a pressão mínima de deverão estar fixadas por meio de suportes metálicos
teste de 21 kg/cm² para mangueiras do tipo I, de 28 nas estruturas da edificação, de acordo com o que
kg/cm² para mangueiras do tipo II, IV e V e de 30 preceitua a NBR 10897.
kg/cm² para mangueiras do tipo III, dotados de junta 5.15.7 As conexões, os suportes e os acessórios
M
storz e com seção de 15 m de comprimento. diversos utilizados nas tubulações de incêndio
5.13.6 As edificações enquadradas no risco grande deverão ser de material incombustível de modo a
que possuam áreas não classificadas no referido risco garantir suas estanqueidade e estabilidade e possuir
poderão adotar, nos hidrantes destas áreas, proteção contra choques mecânicos.
mangueiras de 38 mm (1 ½”), desde que a pressão 5.15.8 As tubulações de cobre poderão ser utilizadas
G

máxima admissível seja de 60 mca. nas instalações preventivas contra incêndio, desde
5.14 Das válvulas e juntas de união que sejam atendidas as seguintes condições:
5.14.1 As dimensões e os materiais para conexão do a) possuam diâmetro nominal mínimo de 54 mm;
tipo engate rápidos e as uniões de engate rápido entre b) sejam projetadas e utilizadas somente nas
mangueiras deverão estar de acordo com o previsto
Y

canalizações preventivas das edificações


na NBR 14349 e em 5.12.4 desta NT. classificadas como risco pequeno, conforme Tabela 1;
5.14.2 Será necessária a instalação de válvulas de c) atendam as prescrições da NBR-11720 quanto ao
bloqueio na derivação para os hidrantes em processo de soldagem dos tubos e conexões;
complexos ou agrupamentos de quaisquer naturezas
S

d) os hidrantes internos do sistema estejam providos,


de ocupação quando o seu sistema preventivo for em todas as suas saídas, de adequação do tipo storz,
único, objetivando possibilitar manutenção em com diâmetros de 38 mm, objetivando possibilitar a
quaisquer trechos da tubulação sem, no entanto, conexão de mangueiras de 38 mm nos mesmos;
despressurizar o sistema de incêndio.
e) o hidrante de recalque do sistema possua saída
5.15 Da canalização preventiva com diâmetro de 63 mm e esteja devidamente
5.15.1 O projeto e a instalação da canalização equipado com adaptação do tipo storz e tampão,
preventiva contra incêndio deverão ser executados ambos com 63 mm de diâmetro, conforme Figura 2;
obedecendo-se ao especificado nesta seção. f) os diâmetros do dreno e do colar hidráulico
atendam, no mínimo, a Tabela 5.

12
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

Tabela 05: Drenos e colares hidráulicos fundo do reservatório superior, abaixo do qual será
dotada de uma válvula de retenção e de um registro,
Classificação de Risco Sucção Recalque Alívio atravessando verticalmente todos os pavimentos, com
1.A - Risco Pequeno - Mangotinho 1 1/2" 1 1/4" 1/2" (opcional) ramificações para todas as caixas de incêndios e
1.B - Risco Pequeno CP 1 1/2" 1 1/4" 1/2" (opcional) terminando no registro de passeio.
2.A - Risco Médio CP 3" 2 1/2" 1/2" (opcional) 5.16.4 A pressão d’água exigida em qualquer dos
2.B - Risco Médio RP 3" 3" 3/4" (opcional) hidrantes será de, no mínimo, 4 kg/cm².
3. - Risco Grande RP 4" 3" 1"(obrigatório) 5.16.5 As tubulações de incêndios ou seus trechos
Fonte: CBMERJ. visíveis e/ou aparentes deverão ser pintados,
preferencialmente, na cor vermelha. Todavia, admite-
5.15.9 As tubulações de cobre deverão estar de

S
se a pintura em outra cor, desde que a tubulação
acordo com a NBR-13206 no tocante aos requisitos
possua, a cada 3 m, uma faixa de 10 cm de largura na
básicos para a condução de fluidos.
cor vermelha.
5.15.10 Fica vedado o uso do CPVC em qualquer
5.16.6 As tubulações de incêndio, quando aéreas,
trecho dos sistemas de hidrantes (canalização ou rede

M
deverão estar fixadas por meio de suportes metálicos
preventiva), sejam eles exclusivos ou conjugados com
nas estruturas da edificação, de acordo com o que
a canalização de chuveiros automáticos do tipo
preceitua a NBR 10897.
sprinklers, inclusive nos trechos de sucção das
bombas de incêndio. 5.16.7 As conexões, os suportes e os acessórios
diversos utilizados nas tubulações de incêndio
5.15.11 Serão aceitas as instalações de incêndio em
deverão ser de material incombustível de modo a

S
polietileno de alta densidade (PEAD), desde que
garantir a estanqueidade e estabilidade e possuir
enterrados a 0,90 m do piso acabado, quando não
proteção contra choques mecânicos.
houver trânsito de veículos e a 1,20 m do piso
acabado, quando houver trânsito de veículos no local. 5.16.8 A capacidade mínima da instalação deve ser tal
Estes, quando aparentes e externos a edificação, que permita o funcionamento simultâneo das duas
deverão promover a transição para FG, FF ou AC a no saídas de um hidrante duplo, com vazão total de
1.000 l/min, durante 60 min, à pressão de 4 kg/cm².
A
máximo 0,60 m do piso acabado e, quando internos à
edificação, deverão promover a transição para FG, FF 5.16.9 As tubulações de aço deverão estar de acordo
ou AC no trecho enterrado, sendo vedada a referida com a NBR 5580 ou NBR 5590, quanto aos seus
tubulação aparente no interior da edificação devendo requisitos básicos de instalação, bem como as
cumprir, entretanto, todos os parâmetros técnicos conexões de aço deverão estar de acordo com a
M
previstos nas NBRs 15561 e 10897. norma ASTM A 234, quanto aos mesmos requisitos
5.15.12 Para edificações de um complexo, será aceita básicos.
prumada única na distribuição geral do sistema 5.16.10 As conexões de ferro deverão estar de acordo
preventivo, com suas derivações para os blocos e/ou com a NBR 6925 ou NBR 6943.
prédios que as compõem 5.16.11 Deverão ser observadas todas as subseções
G

5.15.13 O diâmetro nominal das tubulações deverá da seção 5.11 desta NT.
estar compatível com os parâmetros de pressão e 5.16.12 Serão aceitas as instalações de incêndio em
vazão do sistema, determinados através de cálculo PEAD, conforme descrito em 5.15.11.
hidráulico.
5.17 Dos Mangotinhos de Incêndio
Y

5.15.14 Para as edificações enquadradas no risco


5.17.1 O projeto e a instalação da canalização
pequeno, será admitida a utilização de prumada única
preventiva contra incêndio deverão ser executados
para o sistema de hidrantes ou mangotinhos e par a
obedecendo-se ao especificado neste item.
rede de chuveiros automáticos devendo ser observado
o diâmetro mínimo de 63 mm (2 ½”). 5.17.2 A tubulação do sistema, em sua prumada
S

principal, não deverá possuir diâmetro nominal inferior


5.16 Da rede preventiva
a 63 mm (2 ½”), conforme Figura 5.
5.16.1 O projeto e a instalação da rede preventiva
5.17.3 A tomada de água para utilização de mangueira
contra incêndio deverão ser executados obedecendo-
flexível para incêndio, quando em sistemas
se ao especificado nesta seção.
conjugados deverá ser de 38 mm (1 ½”), conforme
5.16.2 As tubulações específicas para combate a Figura 5.
incêndio não poderão possuir diâmetro nominal
5.17.4 O sistema deverá possuir válvula globo angular
inferior a 75 mm (3”).
em sua prumada, bem como uma válvula de abertura
5.16.3 Deverá ser resistente a pressão mínima de 18 rápida, com diâmetro mínimo de 25 mm (1”),
kg/cm² e diâmetro mínimo de 75 mm (3”), sairá do

13
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

localizada próxima ao abrigo, de modo que seja parâmetros previstos em 5.11 e 5.12 desta NT.
possível a utilização pelo CBMERJ 5.17.13 A pressão d’água exigida em qualquer dos
Figura 5 - Esquemático da instalação de mangotinho hidrantes será, no mínimo, de 10 mca, de modo a
garantir uma vazão constante de 100 l/min. Todavia,
atentando para o previsto em 5.12.3 desta NT.
5.17.14 O esguicho regulável de 25 mm (1”) deverá
ser de liga de metal não ferroso e de composição em
latão.
5.18 Dos alarmes
5.18.1 Todos os sistemas deverão ser dotados de

S
alarme audiovisual localizado próximo ao hall de
entrada, ao acesso principal, à zeladoria e a brigada
de incêndio, caso haja, indicando o uso do hidrante ou
do mangotinho utilizado, sendo acionado

M
automaticamente através do pressostato.
5.18.2 O referido alarme audiovisual deverá possuir
potência máxima de 65 decibéis. Caso existam mais
Fonte: ABNT NBR 13.714. alarmes na edificação, o de incêndio deverá ser
diferenciado dos demais, tendo em vista a sua
5.17.5 Considerando que o risco pequeno

S
finalidade.
(mangotinho) opera com pressões relativamente
elevadas, deverão ser adotados os devidos cuidados 5.18.3 Além dos itens acima mencionados nesta
em seu manuseio caso seja necessária a utilização da seção, deverão ser observados os parâmetros
mangueira de incêndio nos pontos de tomada de água elencados na NT 2-07 – Sistema de detecção e
de 40 mm. alarme de incêndio, nos itens que couberem.

5.17.6 As mangueiras de incêndio semirrígidas 5.19 Das edificações construídas ou licenciadas


A
deverão atender aos parâmetros técnicos previstos na anteriormente a vigência do COSCIP.
Norma EN 694/2014 de acordo com o seu risco. 5.19.1 A tubulação do sistema de hidrantes poderá ter
5.17.7 A canalização preventiva de incêndio para uso diâmetro nominal de 50 mm (2”), desde que
do sistema de mangotinhos será dimensionada comprovado tecnicamente o desempenho hidráulico
M
apenas para edificações do risco pequeno, conforme dos componentes do sistema, de acordo com o
NT 1-04 – Classificação das edificações quanto ao previsto em 5.1.2, 5.5.2, 5.11.1, 5.12.3 e 5.15.4 desta
risco de incêndio e para edificações com as seguintes NT.
ocupações: residenciais coletivas (asilos, clínicas 5.19.2 Poderá ser utilizada na edificação, caso seja
psiquiátricas, reformatórios e congêneres) e públicas do interesse de seu representante legal, o sistema de
G

(tendo como ocupação principal a restrição da mangueiras semirrígidas para uso de mangotinhos
liberdade). apenas e tão somente para o risco pequeno.
5.17.8 As dimensões dos abrigos dos mangotinhos 5.19.3 Complementarmente ao item anterior, poderá
deverão ser de, no mínimo: 0,90 m de altura, 1 m de ser realizada vistoria nas edificações em lide, por
largura e 0,35 m de profundidade, de modo que estes parte do CBMERJ, para fins de atestar a
Y

abrigos possam utilizar mangueiras de 15, 20, 25 ou compatibilidade do projeto apresentado e da


30 m. arquitetura da mesma.
5.17.9 Todos os carretéis deverão ser dotados de um 5.19.4 De acordo com o leiaute apresentado, poderá
sistema de frenagem de modo a evitar o ser utilizado, no máximo, 3 lances de mangueiras,
S

desenrolamento por inércia, o que pode causar com 15 m cada, no(s) abrigo(s) que não cumpra(m) o
transtorno em sua operacionalidade. atendimento do exposto na alínea c, do subitem 5.7.1.
5.17.10 Todos os abrigos deverão estar devidamente 5.19.5 Havendo inexequibilidade para a construção da
sinalizados de acordo com a NT 2-05 – Sinalização de CMI, serão aceitos em substituição a esta, os abrigos
segurança contra incêndio e pânico. para a(s) bombas(s) de pressurização do sistema
5.17.11 Todas as mangueiras do sistema de preventivo.
mangotinhos deverão estar conectadas em carretéis 5.19.6 Os abrigos deverão ser representados em
axiais e estes, dentro dos abrigos. projeto, com suas dimensões mínimas, de modo que
5.17.12 Deverão ser observados, inclusive, os possa ser executada a instalação e/ou manutenção
das bombas.

14
Nota Técnica nº 2-02:2019 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

5.19.7 Será permitida a interligação do reservatório acordo com o parágrafo 1° do art. 11 do Decreto n°
inferior com o reservatório superior para fins de 42/2018.
utilização da reserva técnica de incêndio, conforme 5.20.8 Somente para as edificações enquadradas no
previsto em 5.9.5. risco pequeno, haverá a opcionalidade da utilização
5.20 Das considerações finais do conjunto de mangueiras semirrígidas (mangotinho)
5.20.1 As edificações que possuam hidrantes providos ou mangueiras de incêndio .
de líquidos geradores de espuma (LGE) deverão 5.20.9 Deverá ser representado, em planta, Termo de
observar, para seu dimensionamento, o que preceitua Compromisso, seguindo o modelo estabelecido no
a NT 3-06 – Armazenagem de líquidos inflamáveis e Anexo C desta NT, onde será declarado pelo
combustíveis, para tanques que possuam volume a representante legal, bem como pelo autor do projeto

S
partir de 3.000 l. de segurança contra incêndio e pânico, a altura
5.20.2 Para casos em que as edificações possuam máxima de acondicionamento de materiais em
tanques aéreos de inflamáveis e a NT 2-17 – edificações onde haja estocagem.
Separação entre edificações não os isente da

M
proteção por hidrantes, aos mesmos serão exigidos
hidrantes localizados a uma distância média de 15 m
do costado dos referidos tanques, porém a não mais
que 30 m de distância útil, atentando inclusive para o
que preceitua a NT 3-06 – Armazenagem de líquidos
inflamáveis e combustíveis, no tocante aos

S
parâmetros de pressão e vazão dos tanques, seja
para os diques ou para os próprios.
5.20.3 As edificações que possuam helipontos em
seus domínios deverão adotar como parâmetros de
pressão de trabalho no mínimo de 40 mca e vazão
mínima do sistema de 500 l/min, atentando, no
A
entanto, para o que preceitua a NT 1-04, para fins de
enquadramento da edificação, quanto ao seu risco de
incêndio.
5.20.4 Os parâmetros de pressão mínima nos
M
hidrantes, bem como de vazão do sistema de incêndio
para os depósitos de GLP/GN deverão seguir o que
preceitua o Anexo B da NT 4-05 – Gás (GLP/GN) –
Manipulação, armazenamento e comercialização.
5.20.5 Os parâmetros de pressão e vazão do sistema
G

de incêndio para túneis urbanos, rodoviários,


ferroviários e/ou metroviários deverão observar o que
preceitua a NT 4-09 – Proteção contra incêndio e
pânico em túneis.
5.20.6 Para os trechos de tubulação do sistema
Y

preventivo localizados no exterior das edificações,


será permitida alimentação comum (única) para
chuveiros automáticos e hidrantes, desde que das
bombas de incêndio até as válvulas de governo e
S

alarme; no caso da derivação do sistema de sprinklers


para o interior da(s) edificação(ões), ou até as
válvulas de bloqueio; no caso da derivação do sistema
de hidrantes para o interior da(s) edificação(ões).
5.20.7 Apenas e tão somente os pavimentos técnicos
que não possuam maquinários, onde o agente extintor
água não seja recomendado para método de extinção
de incêndio ou quaisquer equipamentos não elétricos,
serão isentos das instalações previstas nesta NT, de

15
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

os
ANEXO A - DOS MANANCIAIS E RESERVATÓRIOS DE ABASTECIMENTO

Tabela 1 - Dimensões de poços de sucção

S
M
Fonte: ABNT NBR 13.714.

Figura 1 - Tomada superior de sucção para bomba principal

S NÍVEL NORMAL DA ÁGUA


A
M
G
Y
S

Fonte: ABNT NBR 13.714.

16
Nota Técnica nº 2-02:2017 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

Figura 2 - Tomada inferior de sucção para bomba principal

NÍVEL NORMAL DA ÁGUA

S
M
S
A
Fonte: ABNT NBR 13.714.

Figura 3 - Tomada inferior de sucção para bomba principal


M
NÍVEL NORMAL DA ÁGUA
G
Y
S

Fonte: ABNT NBR 13.714.

17
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

Figura 4 - Alimentação natural do reservatório de incêndio

S
M
S
Fonte: ABNT NBR 13.714.

Figura 5 - Alimentação natural do reservatório por canal


A
M
G
Y

Fonte: ABNT NBR 13.714.


S

18
Nota Técnica nº 2-02:2017 – Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio

ANEXO B - MODELO DE PLANILHA DE CÁLCULO

S
M
S
A
M
G
Y
S

19
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO C – MODELO DE TERMO DE COMPROMISSO

TERMO DE COMPROMISSO

(Declaração do responsável legal pelo uso da edificação/estabelecimento e do autor do projeto de segurança contra incêndio
e pânico, para a aprovação da mesma, no tocante a altura de estocagem dos materiais acondicionados, conforme item 5.20.7
da NT nº 2-02:2017 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio )

Os abaixo assinados:

1) _______________________________________________________________________________________, responsável
(nome completo, número do CPF ou da cédula de identificação)

S
legal pelo uso da edificação situada ____________________________________________________________________
(endereço), sob o CPF/CNPJ ________________________________;

M
2) ____________________________________________________________________________________________, autor
(nome completo, habilitação e número de registro junto ao CREA ou CAU)
do projeto de segurança contra incêndio da edificação/estabelecimento;
declaram, sob as penas das leis e dos regulamentos vigentes, sujeitando-se, no caso de descumprimento, às
sanções previstas, que a edificação em tela não possuirá altura de estocagem superior a 3,50 m (três metros e cinqüenta

S
centímetros).

Rio de Janeiro, ____ de _________________ de ________


A
_______________________________________________________________
M
(RESPONSÁVEL PELO USO DA EDIFICAÇÃO/ESTABELECIMENTO)

_____________________________________________________________
G

(AUTOR DO PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO)


Y
S

20
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 2-03
Versão: 01 10 páginas Vigência: 04/09/2019

Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers – Parte 1 –


Requisitos gerais

S
M
SUMÁRIO ANEXOS

1 OBJETIVO A - Termos de compromisso

2 APLICAÇÃO B - Reserva técnica para incêndio (R.T.I.)


3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS

4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS

5 PROCEDIMENTOS S C - Sinalização
sprinklers
do hidrante de recalque

D - Proteção para edificaçôes com tetos/telhados


altos
para
A
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 2-03:2019 - Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers – Parte 1 – Requisitos gerais

1 OBJETIVO tomando por base a diferença de nível entre o


logradouro público ou a via interior e o teto do último
Estabelecer parâmetros técnicos para elaboração de pavimento habitável.
projeto e execução da instalação de sistema de
chuveiros automáticos nas edificações classificadas 4.2 Área permanentemente aberta: área coberta,
de acordo com o Decreto Estadual nº 42/2018 – ventilada e constantemente aberta em pelo menos
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do duas das laterais, podendo ser fechada por
Estado do Rio de Janeiro (COSCIP), com exceção das paredes/divisórias em até dois dos seus lados, que
áreas de armazenamento. possua contato direto com o exterior da edificação.

2 APLICAÇÃO 4.3 Chuveiro automático de resposta padrão ( SR):


chuveiro automático que possui elementos
2.1 Esta Nota Técnica (NT) aplica-se a todas as termossensíveis com índice de tempo de resposta
edificações onde é exigida a instalação de chuveiros 1/2
(ITR) igual ou maior que 80 (m.s) .

S
automáticos.
4.4 Chuveiro automático de resposta rápida ( FR):
2.2 As áreas onde houver armazenamento de chuveiro automático que possui elementos
produtos devem ser dimensionadas obedecendo ao termossensíveis com índice de tempo de resposta
que prevê a Parte 02 (Sistemas de chuveiros 1/2
(ITR) igual ou menor que 50 (m.s) .

M
automáticos para áreas de armazenamento).
4.5 Circuito supervisionado: circuito elétrico cuja
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS integridade é continuamente monitorada pela central.
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições 4.6 Coluna de alimentação (prumada): tubulações
que estão relacionadas com esta Nota Técnica: verticais de alimentação de um sistema de chuveiros

S
a) Decreto nº 42, de 17 de dezembro de 2018, que automáticos.
regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 4.7 Coluna principal de alimentação do sistema
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra (riser): tubo não subterrâneo, horizontal ou vertical,
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do localizado entre a fonte de abastecimento de água e
Rio de Janeiro; as tubulações gerais e subgerais, contando com uma
b) Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, que válvula de governo e alarme.
A
regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de 4.8 Fator K (fator de descarga): fator que relaciona a
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra vazão do chuveiro automático com a pressão dinâmica
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do nele atuante; serve para definir a capacidade de
Rio de Janeiro; vazão do chuveiro automático. As unidades adotadas
M

1/2
c) ABNT NBR 10897:2014 – Sistemas de proteção para definição do valor deste fator são l/min/bar e
1/2
contra incêndio por chuveiros automáticos – gpm/psi .
Requisitos; 4.9 Material incombustível: materiais de construção,
d) ABNT NBR 16400:2018 – Chuveiros automáticos incluindo revestimentos, forros, coberturas,
para controle e supressão de incêndios – Requisitos; subcoberturas e isolantes termoacústicos, que, sob as
G

condições esperadas de uso, sejam classificados


e) National Fire Protection Association – NFPA- como incombustíveis em ensaio executado de acordo
13/2019 – Standard for the Installation of Sprinkler com a Norma ISO 1182:2010.
Systems;
4.10 Prisma (shaft) de incêndio: prisma vertical
Y

f) Instrução Técnica Nº 23 – edições 2015 e 2018 – exclusivo para as prumadas de incêndio e seus
Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de apetrechos.
São Paulo;
4.11 Ramais: tubos aos quais os chuveiros
g) Norma de Procedimento Técnico Nº 23/2012 – automáticos são fixados.
S

Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Paraná.


4.12 Tubulações gerais: tubos que alimentam as
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS tubulações subgerais, diretamente ou com conexões.
Para efeitos desta parte da Nota Técnica, além das 4.13 Tubulações subgerais: tubos que alimentam os
definições constantes na NT 1-02 – Terminologia de ramais.
segurança contra incêndio e pânico e na norma ABNT
NBR 10897:2014 ou na norma NFPA-13/2019, 4.14 Válvula de governo e alarme: conjunto
conforme a norma a ser adotada no dimensionamento, composto por válvula seccionadora, válvula de
aplicam-se as definições específicas desta seção. retenção e sistema de alarme de fluxo, manômetros,
drenos e acessórios, instalado em cada coluna de
4.1 Altura para efeito da exigência de sprinklers: alimentação (riser) de um sistema de chuveiros
cômputo da altura para definição da exigência de automáticos.
canalização de chuveiros automáticos deverá ser feito

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

4.15 Varanda permanentemente aberta: área 5.2.3.1.1 Caso exista mais de uma câmara frigorífica
coberta e constantemente aberta em pelo menos uma que atenda as condições estabelecidas no subitem
das laterais, podendo ser fechada por anterior, as mesmas estarão dispensadas da
paredes/divisórias em até três dos seus lados, e que instalação de chuveiros automáticos, desde que estes
possua contato direto com o exterior da edificação. ambientes cumpram os requisitos de
compartimentação estabelecidos na NT 2-18 –
5 PROCEDIMENTOS
Compartimentação horizontal e vertical.
5.1 Geral
5.2.4 Serão isentos do sistema de chuveiros
5.1.1 Os sistemas de proteção por chuveiros automáticos as varandas permanentemente abertas.
automáticos devem ser projetados e executados de
5.2.4.1 O material de acabamento e revestimento das
acordo com critérios estabelecidos na norma t écnica
varandas deverá ser incombustível.
brasileira NBR-10897 da ABNT, sendo aceita a norma
NFPA 13/2019 da National Fire Protection 5.2.4.2 Deverá ser apresentado, em planta, um Termo

S
Association, se o assunto não for contemplado pela de Compromisso, seguindo o modelo estabelecido no
NBR supracitada. A classificação do risco, área de Quadro 1 do Anexo A, onde seja declarado pelo
operação, tabelas e demais parâmetros técnicos responsável pelo uso dos ambientes conjugados às
devem seguir os critérios contidos na norma técnica varandas, que não será realizado nenhum fechamento

M
considerada. parcial ou total nas aberturas das mesmas, nem
alteradas as suas características construtivas.
5.1.2 Os projetistas e os instaladores das
canalizações de chuveiros automáticos devem ter 5.2.5 A critério do projetista, a instalação de chuveiros
atenção especial às eventuais obstruções à descarga automáticos poderá ser substituída pela instalação de
dos bicos de sprinklers, atendendo sempre aos detectores de incêndio, ligados ao sistema de alarme
requisitos estabelecidos na NBR-10897.

5.2 Requisitos básicos


chuveiros automáticos
para a instalação

5.2.1 Nas edificações sujeitas à exigência de


canalização de chuveiros automáticos, este sistema
de

S do prédio ou ao alarme do sistema de chuveiros


automáticos, nos seguintes ambientes:

a) subestações, salas de medidores e de PC de


energia elétrica com área interna superior a 20 m²,
além de casa de máquinas de elevadores e casa de
A
máquinas de incêndio que não possuam bombas com
deverá abranger toda a área da edificação, exceto nas
motor à explosão, todos com área máxima de 40 m²,
ocupações residenciais privativas das Divisões A-2, A-
desde que exista compartimentação equivalente a 30
5 e A-6 da Tabela 1 do Decreto Estadual nº 42/2018 –
min de TRRF (tempo requerido de resistência ao fogo)
COSCIP, que seguirão os critérios estabelecidos na
entre os mesmos e os ambientes adjacentes;
M

subseção abaixo, e demais exceções relacionadas


nesta NT. b) centros de processamento de dados (CPD) com
área máxima de 20 m², desde que exista
5.2.1.1 Nas ocupações residenciais privativas, sujeitas
compartimentação equivalente a 30 min de TRRF
à exigência de canalização de chuveiros automáticos,
entre os mesmos e os ambientes adjacentes; e
deverão ser instalados bicos de sprinklers nas áreas
G

de uso comum de todos os pavimentos, incluindo c) salas destinadas a abrigar equipamentos de


subsolos e estacionamentos, exceto nas áreas radiologia, tais como: ressonância nuclear magnética
permanentemente abertas dos pavimentos de uso e tomografia computadorizada, equipamentos de
comum. medicina nuclear e radioterapia, desde que exista
compartimentação equivalente a 30 min de TRRF
5.2.2 Em edificações com classificação distinta das
Y

entre os mesmos e os ambientes adjacentes.


Divisões A-2, A-5 e A-6 da Tabela 1 do Decreto
Estadual nº 42/2018 – COSCIP, a instalação de 5.2.6 As áreas de entreforro estarão sujeitas à
chuveiros automáticos no interior da residência do instalação de chuveiros automáticos, respeitadas as
zelador será dispensada, desde que a mesma seja condições de isenção previstas na NBR-10897.
S

localizada na cobertura.
5.2.6.1 Quando não houver a previsão da instalação
5.2.3 A instalação de chuveiros automáticos será de chuveiros automáticos no interior de áreas de
dispensada em banheiros, lavatórios e lavabos, entreforro, deverá ser apresentado, em planta, um
cabendo tal exigência para vestiários, bem como para Termo de Compromisso, seguindo o modelo
subestações, salas de medidores e de PC de energia estabelecido no Quadro 2 do Anexo A, onde seja
elétrica, desde que estes três últimos ambientes declarado pelo projetista e pelo responsável pelo uso
possuam área interna máxima de 20 m². da edificação, que tanto o forro, quanto os materiais
contidos em seu interior serão incombustíveis ou
5.2.3.1 Também será dispensada a instalação de
possuirão coeficiente de propagação de chama igual
chuveiros automáticos no interior de câmaras
ou inferior a 25.
frigoríficas que operem com temperaturas inferiores a
5º C e que possuam área interna máxima de 12 m². 5.2.7 Será aceita, como alternativa aos chuveiros

4
Nota Técnica nº 2-03:2019 - Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers – Parte 1 – Requisitos gerais

automáticos, a instalação de sistemas fixos de gases 5.4.2 Nos casos de edificações que possuam mais de
por inundação total em partes da edificação um tipo de classificação de risco, a reserva técnica de
(ambientes), ressalvadas as restrições de emprego e incêndio deverá ser calculada em função da vazão e
os requisitos estabelecidos na NT 2-13 – Sistemas do tempo de funcionamento do maior risco.
fixos de gases para combate a incêndio.
5.4.3 Nos casos em que hidrantes e mangotinhos
5.3 Dos chuveiros automáticos, tubulações, sejam instalados em conjunto com o sistema de
conexões e mangotes chuveiros automáticos, as vazões e pressões mínimas
exigidas na NT 2-02 – Sistemas de hidrantes e de
5.3.1 Serão aceitos nas redes de chuveiros
mangotinhos para combate a incêndio, devem ser
automáticos tubos de condução não enterrados
garantidas, sendo somadas as reservas efetivas de
constituídos em aço, cobre e CPVC (policloreto de
água para o combate a incêndios por sprinklers,
vinila clorado), sendo este último aceito somente para
atendendo aos requisitos técnicos previstos nesta NT
ocupações enquadradas no Risco Leve e que
e na NT 2-02 – Sistemas de hidrantes e de

S
disponham exclusivamente de bicos de sprinklers de
mangotinhos para combate a incêndio.
resposta rápida (FR), desde que cumpridos os
requisitos estabelecidos na NBR-10897 e nas 5.4.4 Nos casos em que a RTI e o volume de água do
respectivas normas por ela citadas. abastecimento predial diário forem contidos em um

M
único reservatório e a RTI for superior a 70% do
5.3.2 Serão aceitos nas redes de chuveiros
volume deste reservatório, deverá ser apresentado o
automáticos tubos de condução enterrados
cálculo do volume mínimo de abastecimento predial
constituídos em aço, ferro dúctil, cobre e PEAD
diário, de acordo com o Código de Obras do Município
(polietileno de alta densidade), desde que cumpridos
correspondente, atestando que o volume total do
os requisitos estabelecidos na NBR-10897 e nas
reservatório projetado está adequado.

S
respectivas normas por ela citadas, ressaltando que
as tubulações de PEAD deverão ser enterradas a uma 5.4.5 Nos casos em que a RTI e o volume de água do
profundidade mínima de 0,90 m, em locais onde não abastecimento predial diário forem contidos em
houver trânsito de veículos, e 1,20 m, em locais onde reservatórios distintos, o posicionamento e o volume
houver trânsito de veículos. de ambos devem ser indicados no projeto e, se for o
caso, deverá ser apresentado o cálculo do volume
5.3.3 Serão aceitos acoplamentos mecânicos (rígidos
A
mínimo de abastecimento predial diário, de acordo
e flexíveis), conexões de tubos com pontas
com o Código de Obras do Município correspondente,
ranhuradas (grooved fittings) e mangotes flexíveis em
atestando que o volume do reservatório projetado está
aço inoxidável para instalação direta dos chuveiros
adequado.
automáticos, desde que estes resistam às pressões
M

máximas de operação e de ensaio hidrostático 5.5 Requisitos para instalação de dispositivos de


previstas na NBR-10897 e sejam certificados, de bloqueio, controle, ensaio e alarme
acordo com norma específica, por organismo
5.5.1 Nas edificações constituídas de múltiplos
certificador de produto (OCP) acreditado pelo
pavimentos, com exceção das classificadas nos
INMETRO ou, ainda, na ausência de certificação
Grupos C, F, I, J, L e nas Divisões G1, G-4, G-5, G-6,
nacional, possuam certificação internacional
G

M-1, M-2 e M-6 da Tabela 1 do Decreto Estadual nº


concedida por laboratório de entidade ou instituição
42/2018 – COSCIP, será aceita a instalação de
de reconhecida competência técnica. No caso dos
comandos secundários (conexão setorial de dreno,
mangotes flexíveis, os mesmos também deverão
ensaio e alarme – floor control valve) na saída da
possuir diâmetro interno mínimo de 25 mm (1”).
respectiva prumada em cada pavimento, em
Y

5.3.4 Serão aceitos chuveiros automáticos que substituição às válvulas de governo e alarme, desde
resistam às pressões máximas de operação e de que não sejam ultrapassados os limites de área
ensaio hidrostático previstas na NBR-10897 e sejam estabelecidos pela NBR-10897 para cada coluna de
certificados, de acordo com a NBR-16400, por alimentação.
organismo certificador de produto (OCP) acreditado
S

5.5.2 Nas edificações classificadas no Risco Pequeno,


pelo INMETRO ou, ainda, na ausência de certificação
conforme previsto na NT 1-04 – Classificação das
nacional, possuam certificação internacional
edificações quanto ao risco de incêndio, nos
concedida por laboratório de entidade ou instituição
pavimentos exclusivamente residenciais, os drenos
de reconhecida competência técnica.
poderão ser instalados sem a adoção de dispositivos
5.4 Reserva técnica de incêndio (RTI) para rede de de controle, visor de fluxo e alarme, não excluindo os
sprinklers demais requisitos da NBR-10897.

5.4.1 A reserva técnica de incêndio para a rede de 5.5.2.1 Nas edificações relacionadas no item anterior
sprinklers deverá ser definida em função do tempo de também será admitida a utilização de prumada vertical
operação do sistema, de acordo com a(s) única para o sistema de hidrantes ou mangotinhos e
classificação(ões) de risco da edificação, conforme para rede de chuveiros automáticos, devendo ser
previsto no Tabela 1 do Anexo B. observado o diâmetro mínimo de 2 ½” (63 mm).

5
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

5.5.3 Para redes localizadas no exterior das f) tubulação e acessórios do dreno da canalização de
edificações, será permitido que os sistemas de chuveiros automáticos;
incêndio possuam alimentação comum para chuveiros
g) eletrodutos e acessórios do circuito elétrico que
automáticos e hidrantes, desde a(s) bomba(s) de
abastecerá a(s) bomba(s) de incêndio, o sistema de
incêndio até as válvulas de governo e alarme, no caso
alarme e outros circuitos elétricos dos sistemas
da derivação do sistema de sprinklers para o interior
preventivos exigidos (detecção de incêndio,
da(s) edificação(ões), ou até as válvulas de bloqueio,
iluminação de emergência, etc.), conforme o caso.
no caso da derivação do sistema de hidrantes para o
interior da(s) edificação(ões). 5.6.4 Quando existir a necessidade do desvio de
posição da caixa de incêndio, esta poderá deslocar-se
5.5.4 Nas edificações onde o nível mínimo do
independente do prisma (shaft), devendo ser mantido
reservatório que contém a RTI estiver situado acima
o acesso para inspeção e/ou manutenção.
do teto do pavimento ocupado mais elevado e a área
total protegida por sprinklers não ultrapasse os limites 5.6.5 O prisma (shaft) deverá figurar nas plantas

S
estabelecidos pela NBR-10897 para cada coluna de arquitetônicas das edificações.
alimentação, a instalação da válvula de governo e
5.6.6 O prisma (shaft) será construído obedecendo às
alarme poderá ser dispensada, desde que esta seja
seguintes especificações:
substituída por válvula de retenção instalada na

M
expedição da(s) bomba(s) e por chave de fluxo para a) espaço interno com dimensões mínimas de 50 cm
acionamento do sistema de alarme, de modo que de largura e 25 cm de profundidade;
atenda as mesmas funções da VGA.
b) paredes com tempo requerido de resistência ao
5.5.5 Nas edificações onde o nível mínimo do fogo igual ou superior ao exigido pela NT 2-19 –
reservatório que contém a RTI estiver situado abaixo Segurança estrutural nas edificações – Resistência ao
do teto do pavimento ocupado mais elevado, será
obrigatória a instalação de válvula(s) de governo e
alarme, a ser(em) quantificada(s) em função dos
limites de área estabelecidos pela NBR-10897 para
cada coluna de alimentação.

5.5.6 O gongo hidráulico, normalmente presente nas


S fogo dos elementos de construção, respeitado o limite
mínimo de 1 h.

5.6.6.1 O prisma (shaft) poderá sofrer desvios


horizontais, desde que sejam mantidas suas
características construtivas nesses percursos.
A
5.6.7 O instrumental de manobra e controle dos
válvulas de governo e alarme, poderá ser substituído
sistemas preventivos de cada pavimento deverá
por dispositivo de alarme elétrico, interligado ao
localizar-se no interior do prisma (shaft), com exceção
sistema de alarme principal da edificação, de forma a
dos instrumentos específicos dos hidrantes.
avisar quando houver fluxo de água no sistema a
M

partir do funcionamento de um único chuveiro. 5.6.7.1 O acesso ao instrumental instalado será feito
através de uma abertura específica, dotada de porta
5.5.6.1 O circuito do alarme de que trata este item
metálica com largura e altura mínimas de 50 cm x
deve ser supervisionado.
40 cm, contendo os seguintes dizeres “CAIXA DE
5.6 Do prisma vertical para proteção das INSPEÇÃO DO SHAFT”.
G

tubulações de incêndio (shaft de incêndio)


5.7 Dos hidrantes de recalque
5.6.1 No que concerne às passagens de tubulações
5.7.1 Os hidrantes de recalque das canalizações de
hidráulicas e elétricas dos sistemas preventivos fixos,
chuveiros automáticos deverão obedecer aos
será exigida a construção de prisma vertical para as
requisitos estabelecidos na NT 2-02 – Sistemas de
prumadas de incêndio (shaft de incêndio), nas
Y

hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio,


edificações onde houver a instalação de canalização
além das exigências contidas na subseção 5.7 desta
de chuveiros automáticos do tipo sprinklers, desde
NT.
que as prumadas atravessem mais de um pavimento.
5.7.2 Quando os sistemas de incêndio possuírem
5.6.2 Esta exigência poderá ser estendida às
S

alimentação única para chuveiros automáticos e


edificações dotadas de outros sistemas preventivos
hidrantes, será permitida a adoção de hidrante de
aprovados pelo CBMERJ.
recalque comum aos dois sistemas, desde que o
5.6.3 O prisma (shaft) será construído na parte mesmo seja interligado diretamente na tubulação de
posterior ou ao lado dos abrigos de equipamentos de alimentação comum.
combate a incêndio e conterá:
5.7.3 Em qualquer caso, o hidrante de recalque da
d) tubulação e acessórios do sistema de hidrantes ou canalização de chuveiros automáticos, seja ela
mangotinhos; conjugada ao sistema de hidrantes ou não, deverá
possuir duas saídas tipo “storz” com diâmetro de 2½”
e) tubulação e acessórios da canalização de chuveiros
(63 mm).
automáticos;

6
Nota Técnica nº 2-03:2019 - Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers – Parte 1 – Requisitos gerais

5.7.4 O hidrante de recalque para a canalização de


chuveiros automáticos deve conter sinalização e
indicação claras, de forma a ser diferenciado do
recalque do sistema de hidrantes, conforme previsto
no Anexo C .

S
M
S
A
M
G
Y
S

7
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO A – TERMOS DE COMPROMISSO

Quadro 1 - Termo de compromisso do responsável legal pela edificação/ estabelecimento


para varandas permanentemente abertas

TERMO DE COMPROMISSO

Declaração do responsável pelo uso da edificação/estabelecimento para aprovação de projeto de


segurança contra incêndio e pânico sem a previsão de chuveiros automáticos em varandas
permanentemente abertas.

O abaixo assinado: ___________________________________________________________________,


(nome completo, número do CPF e da cédula de identificação)

S
responsável pelo uso da edificação/estabelecimento, CPF/CNPJ ________________________________
declara, sob as penas das leis e dos regulamentos vigentes, sujeitando-se, no caso de descumprimento, às
sanções previstas, que nas varandas não protegidas por chuveiros automáticos, o material de acabamento e

M
revestimento deverá ser incombustível e não será realizado nenhum fechamento parcial ou total nas aberturas
das mesmas, nem alteradas as suas características construtivas.

Rio de Janeiro, ____ de _________________ de ________

_______________________________________________________________

S
(RESPONSÁVEL PELO USO DA EDIFICAÇÃO/ESTABELECIMENTO)

Quadro 2 – Termo de compromisso do responsável legal pela edificação


para áreas de entreforro
A
TERMO DE COMPROMISSO
M

Declaração do responsável pelo uso da edificação/estabelecimento para aprovação de projeto de


segurança contra incêndio e pânico sem a previsão de chuveiros automáticos em áreas de entreforro.

Os abaixo assinados:
1) ____________________________________________________________________________________________,
(nome completo, número do CPF e da cédula de identificação)
G

responsável pelo uso da edificação/estabelecimento, CPF/CNPJ ________________________________;


2) _____________________________________________________________________________________________,
(nome completo, habilitação e número de registro junto ao CREA ou CAU)
autor do projeto de segurança contra incêndio da edificação/estabelecimento;
declaram, sob as penas das leis e dos regulamentos vigentes, sujeitando-se, no caso de descumprimento, às
Y

sanções previstas, que nas áreas de entreforro onde não há a previsão da instalação de chuveiros automáticos
em seu interior, tanto o forro, quanto os materiais contidos em seu interior serão incombustíveis ou possuirão
coeficiente de propagação de chama igual ou inferior a 25, e que não serão alteradas as características
S

construtivas destas áreas.

Rio de Janeiro, ____ de _________________ de ________

_______________________________________________________________
(RESPONSÁVEL PELO USO DA EDIFICAÇÃO/ESTABELECIMENTO)

_______________________________________________________________
(AUTOR DO PROJETO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO)

8
Nota Técnica nº 2-03:2019 - Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers – Parte 1 – Requisitos gerais

ANEXO B – RESERVA TÉCNICA PARA INCÊNDIO (RTI)

Tabela 1 – Duração da reserva de água (RTI)


Duração –
Categoria de Risco
t (min)
Leve 30
Ordinário Grupo 1 e 2 30
Extraordinário Grupo 1 e 2 60
Fonte: CBMERJ.

RTI = Q x t
Onde:
RTI – Reserva técnica de incêndio em litros (L);
Q – Vazão em litros por minuto (L/min);

S
t – Tempo de duração da reserva de água em minutos (min).

M
S
A
M
G
Y
S

9
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

ANEXO C - SINALIZAÇÃO DO HIDRANTE DE RECALQUE PARA SPRINKLERS

S
M
Fonte: CBMERJ.
S
A
OBSERVAÇÕES:
a) O hidrante de recalque do sistema de hidrantes deverá ser sinalizado da mesma forma ilustrada na figura, substituindo-se a expressão
“SPRINKLER” por “HIDRANTE”;
b) No caso de hidrante de recalque único para hidrantes e sprinklers, a sinalização adequada será “HIDRANTE/SPRINKLER”;
M

c) Havendo mais de um sistema de sprinklers ou de hidrantes na edificação, os hidrantes de recalque deverão conter inscrições adicionais
que os identifiquem (Bloco 1/Bloco2, Galpão 1/Galpão 2, Prumada Alta/Prumada Baixa, etc).
G
Y
S

10
NOTA CBMERJ
TÉCNICA NT 2-03
Versão: 01 22 páginas Vigência: 04/09/2019

Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers - Parte 2 –


Áreas de armazenamento

S
M
SUMÁRIO ANEXOS

S
1 OBJETIVO A - Classificação de mercadorias

2 APLICAÇÃO B - Classificação das mercadorias – exemplos

3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS C - Exemplos das mercadorias – classes I, II, III E


IV
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS
A
5 PROCEDIMENTOS
M
G
Y
S

Aprovada pela Portaria CBMERJ nº 1071, de 27 de agosto de 2019.


S
Y
G
M
A
S
M
S
Nota Técnica nº 2-03:2019 - Sistemas de chuveiros automáticos / sprinklers - Parte 2 – Áreas de armazenamento

1 OBJETIVO específicas deste item e da norma NBR-13792/1997


da ABNT ou da norma NFPA-13/2019 da National Fire
1.1 Estabelecer parâmetros técnicos para implementa- Protection Associantion ou das normas da FM (Data
ção do sistema de chuveiros automáticos para áreas Sheet 2-0/2011 e Data Sheet 8-9/2015), conforme a
de armazenamento, atendendo ao previsto no Decreto norma a ser adotada no dimensionamento.
Estadual nº 42/2018 – Código de Segurança Contra
Incêndio e Pânico do Estado do Rio de Janeiro 4.1 Altura da edificação (pé-direito): máxima altura
(COSCIP) . do edifício (pé-direito) e que deve ser medida do nível
do piso ao ponto mais elevado do teto ou telhado.
2 APLICAÇÃO
4.2 Altura de armazenagem ou altura de estoca-
2.1 Esta Nota Técnica (NT) aplica-se a todas as áreas gem: distância entre o topo da mercadoria armaze-

S
de armazenamento das edificações onde é exigida a nada e o piso.
instalação de chuveiros automáticos conforme
previsto no Decreto Estadual no 42/2018 – COSCIP. 4.3 Altura disponível para armazenamento: altura
máxima, a partir do piso, na qual as mercadorias po -
3 REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRÁFICAS dem ser armazenadas e ainda manter espaçamento

M
As normas e bibliografias abaixo contêm disposições adequado dos elementos estruturais e distância livre
que estão relacionadas com esta Nota Técnica: vertical requerida para os chuveiros automáticos.

a) Decreto nº 42, de 17 de dezembro de 2018, que 4.4 Armazenagem em estantes compartimentadas:


regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de armazenagem em estruturas com menos de 75 cm de
profundidade, com prateleiras com espaçamento

S
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do vertical aproximado de 60 cm, providas de divisórias
Rio de Janeiro; verticais a cada 1,2 m, no máximo, e separadas por
corredores de aproximadamente 75 cm. O mesmo
b) Decreto nº 897, de 21 de setembro de 1976, que efeito de compartimentalização pode ser obtido com
regulamenta o Decreto-Lei nº 247, de 21 de julho de caixas de madeira, metal ou papelão, com cinco lados
1975, dispondo sobre o Código de Segurança Contra fechados (caixas tipo bin-box) e um lado aberto
A
Incêndio e Pânico – COSCIP, no âmbito do Estado do voltado para o corredor. As caixas podem ser
Rio de Janeiro - REVOGADO; autoportantes ou suportadas por uma estrutura proje -
c) ABNT NBR 10897:2014 – Sistemas de proteção tada de tal forma que pouco ou nenhum espaço verti-
contra incêndio por chuveiros automáticos – Requisi- cal se mantenha entre elas.
M
tos; 4.5 Armazenagem em estantes simples: armazena-
d) ABNT NBR 13792:1997 – Proteção contra incêndio, gem em estruturas com menos de 75 cm de profun-
por sistema chuveiros automáticos, para áreas de didade, com prateleiras com espaçamento vertical
armazenamento em geral – Procedimentos; aproximado de 60 cm e separadas por corredores de
aproximadamente 75 cm.
G

e) ABNT NBR 16400:2018 – Chuveiros automáticos


para controle e supressão de incêndios – Requisitos; 4.6 Armazenagem em pilhas sólidas (empilhamento
sólido): armazenagem no piso, sem paletes ou outros
f) National Fire Protection Association – NFPA- dispositivos de manuseio de materiais. As cargas
13/2019 – Standard for the Installation of Sprinkler unitárias são colocadas umas sobre as outras, não se
Systems;
Y

deixando nenhum espaço horizontal entre as mesmas.


g) Factory Mutual – FM – Data Sheet 2-0/2018 e Data 4.7 Armazenagem paletizada sobre o piso (empi-
Sheet 8-9/2018; lhamento paletizado): configuração de armazenagem
h) Instrução Técnica Nº 24– edições 2015 e 2018 – que consiste em produtos armazenados sobre paletes,
S

Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de sem o uso de estruturas porta-paletes. As cargas dos
São Paulo; paletes são posicionadas umas sobre as outras, fi-
cando a carga inferior posicionada diretamente sobre
i) Norma de Procedimento Técnico Nº 24/2012 – o piso.
Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Paraná.
4.8 Armazenagem transitória (estocagem de mis-
4 DEFINIÇÕES E CONCEITOS celâneas): material armazenado a uma altura de ar-
Para efeito desta Nota Técnica, além das definições mazenagem máxima de 3,7 m e que não seja a ocu-
constantes da NT 1-02 - Terminologia de segurança pação principal de uma área utilizada para outra ativi -
contra incêndio e pânico, aplicam-se as definições dade. Essa armazenagem não deve ocupar mais que
10% da área da edificação ou mais de 370 m² da área

3
Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico - Estado do Rio de Janeiro

coberta por chuveiros, tomando-se a maior dessas um palete são também consideradas encapsuladas. O
áreas. Cada pilha ou área de armazenagem não deve fechamento com filme plástico somente das laterais
exceder 90 m², e cada pilha ou área deve ser da carga sobre paletes não é considerado encapsula-
separada de outras áreas de armazenagem por pelo mento. O termo encapsulamento não se aplica a pro-
menos 7,6 m. dutos ou embalagens envoltas em plástico colocadas
dentro de caixas grandes fechadas, não envoltas em
4.9 Caixas do tipo bin-box: caixas de madeira, metal
plástico.
ou papelão, consistindo de cinco lados fechados e um
lado aberto voltado para o corredor. As caixas são 4.18 Estrutura porta-paletes (racks): Qualquer com-
autossuportadas ou suportadas por uma estrutura que binação de elementos estruturais verticais, horizontais
deixa poucos ou nenhum vão horizontal ou vertical ao e diagonais que apoiam mercadorias armazenadas.

S
redor das caixas. Algumas estruturas porta-paletes utilizam prateleiras
sólidas. As estruturas porta-paletes podem ser fixas,
4.10 Chuveiro automático de controle para aplica-
modulares ou móveis. O carregamento pode ser ma-
ções específicas (CCAE) ou chuveiro de gotas
nual, utilizando empilhadeiras, gruas ou colocação
grandes: chuveiro que atua no modo de controle e se
manual; ou automático, com sistemas de armazena-

M
caracteriza por produzir gotas grandes de água e que
gem e recuperação controlados por máquinas.
é testado e aprovado para uso em áreas de incêndios
de alta intensidade. 4.19 Mercadorias: para fins desta nota técnica, o
termo mercadoria refere-se ao conjunto formado por
4.11 Chuveiro automático de resposta e supressão
produto, embalagem, recipientes, envoltórios, paletes
rápidas (ESFR): chuveiro que atua no modo de su-
ou qualquer outro componente que possa influenciar

S
pressão e que se caracteriza por possuir coeficiente
na combustibilidade do conjunto.
de descarga K entre 201 e 363. Classifica-se como
sendo de resposta rápida e distribui água em grande 4.19.1 Mercadorias classe I, II, III e IV: combinação
quantidade