Você está na página 1de 8

CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA

SAMUEL PESSOA DA SILVA RA 752027

T.D.E. 3 – NEURO CIÊNCIA PARA EDUCADORES

SÃO PAULO
2019
CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA

SAMUEL PESSOA DA SILVA RA 752027

T.D.E. – NEURO CIÊNCIA PARA EDUCADORES

Projeto de pesquisa referente à U.C. – Docência,


Sociedade e Contemporaneidade do Curso
Superior de Música do Centro Universitário
UniSant’Anna.

SÃO PAULO
2019
INTRODUÇÃO

O presente trabalho teve por objetivo debater a respeito dos processos de


aprendizagem do ser humano, e qual a importância dos sentimentos durante o processo de
aprendizagem, ressaltando alguns pontos que devem ser observados para que o processo de
aprendizagem seja eficiente e continuo, como por exemplo: A educação e o seu papel na
formação do ser humano, sua importância tanto para o individuo quanto para a sociedade e o
aprendizado através do medo e sua funcionalidade e resultados a médio e longo prazo.
A arte de aprender esta diretamente ligada não somente com a parte cognitiva da
pessoa, mas também com a área emocional e pessoal. O conhecimento que captamos através
dos livros é apenas uma porcentagem do conhecimento real que recebemos. O conceito de
aprender esta muito além dos limites da sala de aula, este, é uma construção continua e
permanente que realizamos diariamente desde o momento em que acordados.
Os atos de ensinar e de aprender estão diretamente ligados, sendo que quando
ensinamos através do processo de reflexão também aprendemos e aprimoramos nossos
conhecimentos, todos nós somos educadores, somos observados em tudo aquilo que fazermos
e dizemos, nossas ações ensinam crianças, jovens e adultos tanto com bons quanto com maus
exemplos.
A aprendizagem encontra-se ligada a sobrevivência, no sentido lato, aprender para
sobreviver tem sido um dogma genético desde os primórdios da evolução da vida neste
planeta. A espécie que aprende a sobreviver e se adaptar permanece.
O oficio de educar

O ofício de educar segundo David Bueno i Torrens é um dos, senão o mais


antigo dos ofícios existentes no planeta e não se limitaria apenas aos seres humanos, mas a
todos os seres vivos do planeta. Aprender a sobreviver e a se adaptar é comum para todas as
espécies vivas deste planeta. Aqueles que não aprendem como sobreviver fatidicamente
estarão destinados à extinção. Imagine um pássaro que não aprendeu a voar, como viveria?
Como se alimentaria? A menos que este animal desenvolva uma aprendizagem de como se
alimentar e se manter vivo sem a necessidade de voar, este fatidicamente estaria destinado
para a morte em poucos dias.
O oficio de educar não se limita a ensinar as matérias seculares, mas de trazer
conhecimentos necessários para a sobrevivência e ao convívio social, todos nós somos
educadores, desde os pais aos professores, vizinhos e amigos todos temos nossa parcela na
construção da educação e do caráter, tanto direta quanto indiretamente. Nossos gestos, ações e
atitudes ensinam á todo momento lições de sobrevivência para os demais inseridos naquela
sociedade, tanto com bons como quanto com maus exemplos daquilo que se deve ou não fazer
e seus potenciais resultados. Os animais ensinam seus filhotes todas as lições necessárias para
a sua sobrevivência, garantindo desta maneira, através de seus exemplos, a perpetração da
espécie, com nós, seres humanos, não seria diferente. Ensinamos aos nossos filhos técnicas
para “sobreviver” na sociedade em que nos encontramos inseridos, transmitindo não apenas as
informações fundamentais, mas também valores culturais, éticos e morais para a construção
do caráter do individuo, tornando-o um ser crítico e reflexivo, capaz de transformar o
ambiente a sua volta.

A aprendizagem, as emoções e os sentimentos.

O processo de aprendizagem encontra-se intimamente ligado as nossas emoções e


sentimentos. Quem nunca se pegou lendo um livro tão interessante que ao se dar conta havia
se passado horas a fio sem que se percebesse, ou quando praticamos uma atividade da qual
gostamos tanto que não vemos a hora passar?
Nossas emoções segundo David Bueno i Torrens em seu livro “Neurociência para
Educadores” tem a função principal de favorecer a sobrevivência com ações e
comportamentos rápidos, pré-conscientes. Aprendemos logo cedo emoções fundamentais
como medo, raiva, asco, alegria e surpresa, oque seriam nossas emoções primárias se
comparássemos com as cores. A diferente mistura que nosso cérebro faz com estas emoções
primaria cria um espectro inimaginável de outras emoções secundárias, todas focadas em
garantir a sobrevivência.
Os sentimentos constituem a racionalização das emoções, é quando explicamos em
palavras as emoções que sentimos de forma consciente. Estes se encontram já não se
encontram mais no espectro primário, portanto recebem e influenciam nos aspectos culturais e
educativos da pessoa. Poderíamos dizer que os sentimentos são uma resposta mais polida e
civilizada da nossa mente para as diferentes situações com as quais nos deparamos. Logo uma
pessoa impulsiva seria dominada por suas emoções, espectro primário, sendo levado a tomar
decisões que em primeira instancia visa sua sobrevivência, mas que em um segundo momento
não seria a mais adequada para o meio social no qual se encontra. Em contra partida uma
pessoa reflexiva seria aquela que como diziam nossos pais “pensa antes de falar”. Esta assim
como a impulsiva recebe estímulos emocionais, porem antes de tomar ou concluir as ações
rápidas destinadas à sua sobrevivência, ela submete suas emoções a um filtro no qual estas
são racionalizadas sendo transformadas em sentimentos, somente então é dado uma resposta
de acordo com os padrões e regras sociais determinantes. Um exemplo clássico seria aquele
momento em que o chefe reclama ou faz um comentário desairoso para um determinado
funcionário da empresa e logo a ira toma conta do daquele funcionaria. Repare que neste caso
tanto o impulsivo quanto o reflexivo são tomados pelo mesmo sentimento, porém o
funcionário impulsivo sentindo-se ameaçado naquela situação, responde a altura, de forma
enérgica e impulsiva, seu principal objetivo naquele momento é ganhar aquela disputa,
mostrar quem é o mais forte, porem as consequências de seus atos lhe custarão seu emprego.
O funcionário reflexivo também é tomado pela mesma emoção, porem ao racionaliza-la
percebe que existem outros fatores sociais e culturais envolvidos e desta forma refina sua
resposta para um tom mais brando, aceitável e condizente com a situação e o ambiente.
Nosso cérebro armazena todo o nosso aprendizado através de nossas emoções e todas
as vezes que nos encontramos em situações que determinem uma emoção, fazemos uso de
toda aprendizagem relacionada àquela emoção a fim de encontrar uma solução, podendo esta
ser aceitável ou não.
O fato é que quando a aprendizagem encontra-se relacionada diretamente com uma
determinada emoção, nosso cérebro absorve esta informação como sendo fundamental para
nossa sobrevivência, porem algumas emoções trazem consequências posteriores terríveis
como o caso do medo ou da raiva que mesmo sendo funcionais para o ensino e aprendizagem
estes cobra seu preço posteriormente gerando traumas, psicoses, depressões e até mesmo em
ultimo caso suicídio.
Quando o ato de aprender se torna prazeroso e alegre, todas as vezes em que
aprendemos algo novo sentimos uma sensação de alegria e prazer vinda do nosso cérebro
como forma de recompensa pelo conhecimento adquirido. O contrário também procede na
aprendizagem através do medo.

.
Conclusão

A construção do processo de aprendizagem é diferente de pessoa para


pessoa, pois não consta apenas dos conhecimentos acadêmicos, mas também dos
conhecimentos adquiridos através de vivencias individuais, da sapiência de cada um, o
que torna diferente a experiência de aprendizagem. Outro ponto importante a ser
observado é que a aprendizagem não é uma repetição daquilo que aprendemos com
nossos mestres, mas sim uma inovação e aperfeiçoamento daquilo que foi passado,
através da reflexão, sendo inseridas novas ideias e conhecimentos sobre aquilo que foi
aprendido.
Aprendemos e ensinamos em todo momento, com nossas atitudes, com nossas
palavras e com nosso conhecimento.
O ato de aprender deve ser sempre prazeroso e focado em ajudar as pessoas a
crescerem em dignidade, desenvolvendo plenamente suas faculdades físicas, morais, e
intelectuais, transmitindo conhecimento, valores e atitudes em forma de cultura,
desenvolvendo e aperfeiçoando uma capacidade de se acostumar a atuar de uma forma
coerente em determinadas situações.