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Or.: SANTANA DE PARNAIBA 11 De Novembro 2017 E.:V.

:
A.:R.:L.:S.: PATRIA EDUCAÇAO E CULTURA Nº 512
S.:
S.: S.:
V.:M.:
Ir.: 1º Vg.:
Ir.: 2º Vg.:
Demais Irs.:

Trabalho da 2º Instruçao Do Grau De Companheiro Maçom

A segunda instrução diz respeito ao painel das Lojas Maçônicas,


resumindo alegoricamente a ritualística e os ensinamentos maçônicos,
apontando após suas decifração e contemplação o caminho que
devemos trilhar em nossa vida maçônica.
O mais aparente é que o maçom, uma vez que parte do Universo deve a
ele estender o seu trabalho. O oculto revelado na instrução é que o
maçom deve levar a força de sua Caridade aos quatro cantos do mundo,
limitando-se apenas por seu bom-senso e sua prudência.
Tres são as imposições da jornada em direção ao Companherismo :
Trabalho, Ciencia e Virtude.
O Trabalho significa o esforço pessoal que abrange uma serie de fatores,
como a perseverança, o ideal, o entusiasmo, enfim, a disposição de
prosseguir na jornada acetada.
A ciencia diz respeito a instruçao pois não basta o trabalho operativo
representado peça frequência as sessões e por desempenho dos
encargos e preciso o interesse em direção a cultura.
O edifício espiritual da Maçonaria descansa sobre colunas simbólicas. A
Sabedoria concebe a construção, ordena o caos, cria e determina a
realização. A Força executa o projeto, segundo instruções da Sabedoria.
Contudo, não basta ser a edificação bem projetada e bem executada e
preciso ser bem adornada pela Beleza.
Sendo assim, todo Maçom deve ter essas qualidades Sabedoria que
orienta, Força que executa e Beleza que embeleza as ações para que
possa realizar com exatidão os seus trabalhos de fraternidade, caridade
para com a sociedade
Com as colunas B.: e J.: percebemos também os opostos nos mesmos
níveis pois estão dispostas em paralelo isto é nos mostra ou representa a
díade sagrada, o macho e a fêmea, a luz e a escuridão, o sol e a lua… ou
simplesmente a polaridade de que tudo é duplo, tudo tem dois pólos,
tudo tem seu par de opostos, o semelhante e o dessemelhante são uma
só coisa, os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus;
os extremos se tocam, todas as verdades são meias verdades, todos os
paradoxos podem ser reconciliados.
A maçonaria possui vários significados para o termo coluna mas nunca
devemos esquecer que as colunas mais importantes de um Templo
Maçônico são os seus Obreiros, eternos construtores de si mesmo,
colunas que ornam e edificam o homem de bem, justo e perfeito e que
através de seu juramento feito ao G.:A.:D.:U.: tem a obrigação de
construir um mundo melhor para si e para outrem, refletindo como
espelho a sabedoria, a beleza e a força dos ensinamentos maçônicos em
sua majestade.
A Estrela Flamejante, ainda que não seja tão brilhante quanto o Sol, é a
principal Luz de uma Loja. Sua Luz é suave e sem irradiações
resplandecentes. Por isto mesmo, não ofusca os olhos do Companheiro
que pode trabalhar tranquilo na conquista do novo Plano Espiritual. Ela
representa a virtude da Caridade, pois, espalhando Luz (ensino) e calor
(conforto) nos ensina a praticar o bem em todos os lugares a que esta
Caridade pode alcançar. O simbolismo da Estrela Flamejante, que é a
representação do homem e a letra G que representa a Deus, tem
importância capital na posição em que a Estrela está disposta. Assim,
quando colocada com uma ponta para cima, representa o homem
espiritualizado. Nesta posição, as duas pontas inferiores da Estrela
representam as pernas afastadas do homem; as duas pontas laterais
representam seus braços abertos e a ponta superior representa a
cabeça.
A Estrela Flamejante é o emblema do gênio que eleva as grandes causas.
É a imagem do fogo sagrado que abrasa a alma de todo homem que,
resolutamente, sem vaidade, sem baixa ambição, vota a sua vida à glória
e à felicidade da Humanidade. Seu simbolismo iniciático se refere ao
homem evoluído, possuidor de poderes psíquicos, coroado de brilhante
inteligência e cujos trabalhos estão voltados para a especulação de
campos superiores.
Para um Comp.: M.: a letra G dentro da estrela flamejante significa Deus
(iod) ou também para muitos Geometria.
A presença do “G” no Templo é representativo da Geometria como a
ciência maçônica foco do estudo e conhecimento para a prática do
trabalho maçônico, base para o uso de todas as ferramentas do maçom.
Simboliza Deus o Grande Geômetra o Verbo criador, o Fogo Criador, por
significar a obra divina do equilíbrio e da harmonia do Universo.
Finalizando, seja qual for a origem da letra G, na Maçonaria, ela
simboliza o Ser Supremo, o Grande Arquiteto do Universo, o Grande
Geômetra, seja a cultura que for, em qualquer lugar do Universo.
A Escada em Caracol está presente no Painel da Loja de Companheiro,
formada por lances de três, de cinco e de sete degraus correspondem ao
Prumo ao Nível e ao Esquadro, simbolizando tambem respectivamente
os três graus da Maçonaria Simbólica: Aprendiz, Companheiro e Mestre.
Cada um dos cinco degraus seguintes corresponde a um dos cinco
sentidos humanos: audição, olfato, visão, paladar e tato. Embora falíveis
e, portanto, nem sempre confiáveis separadamente, mas fortes quando
juntos, os sentidos funcionam como verdadeiros guardiões a nos indicar
os perigos presentes em qualquer caminhada. O Companheiro
aprimora os cinco sentidos humanos em sua plenitude para, então,
aprender a dominar as sete artes e ciências liberais.
Os cinco degraus representam também as cinco ordens nobres da
arquitetura antiga, a Jônica, a Dórica, a Coríntia, a Compósita e a
Toscana . Os sete últimos degraus representam as sete artes liberais da
antiguidade: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música
e Astronomia. Elas sugerem ao Companheiro a necessidade da cultura e
do conhecimento em sua escalada evolutiva para atingir a Luz, um
caminho em que é necessário, a Cultura, o Conhecimento, o equilíbrio, a
retidão, a dialética e a harmonia, sugerido pelas sete artes.
A Escada em Caracol representa as grandes dificuldades que o
Companheiro encontra para estudar, compreender e aprender tudo o
que é necessário para alcançar o grau de Mestre. Por ser em espiral
(caracol) ela simboliza o caminho tortuoso e difícil que o iniciado deve
trilhar para atingir a perfeição, simboliza o deslocamento obrigatório do
corpo, que o Companheiro deve realizar sobre si mesmo, para atingir o
topo da Escadaria, no sentido esotérico é a "visão para dentro", em
busca dos sentidos espirituais e das ciências esotéricas.

Nenhuma evolução, nenhum progresso existe sem que ajam


obstáculos a serem superados, em grau maior ou menor de dificuldades.
Assim, a coragem, perseverança, a paciência, entre outras, são virtudes
que o Companheiro já deverá ter absorvido durante o seu período de
aprendizado, para que possa suportar os empecilhos que encontrará na
sua ascendente trajetória. A escada no segundo grau significa que
a evolução, em geral, não se desenvolve numa progressão retilínea
constante, matematicamente invariável, mas por etapas, em ciclos
ascendentes ou em espiral, cujas volutas vão se alargando cada vez mais
até se confundirem com o infinito. Para o seu auto aperfeiçoamento o
Companheiro Maçom deve buscar incessantemente, mais luz e
conhecimento, em uma espiral, passo a passo, em sua escalada
ascensional do grau inferior para o superior.
A Escada em Caracol simboliza, portanto uma penosa e dramática
marcha feita de avanços e de recuos, de quedas e de ascensões, de
derrotas e de triunfos onde o Companheiro receberá o seu salário pelo
esforço e determinação e aguardará a glória de ser reconhecido como
verdadeiro Mestre Maçom.
A Geometria, na verdadeira tradição dos livres construtores de templos,
não pode ser considerada uma disciplina como as outras, nem sequer
distinta delas, mas sim como o sistema de referência fundamental, o
sistema a partir do qual se efetuam todos os percursos intelectuais,
morais e espirituais.
Assim, é pela Geometria e pelo aprofundar do seu estudo que se
introduz o espírito de pesquisa e se instala na consciência um modo de
atuar que subverte o dogma da fé e conduz ao racionalismo.
A Geometria e a arte de medir. O Companheiro inspirado na letra "G",
que representa a imagem de inteligência universal, deve possuir o
conhecimento sobre as medidas, medem-se todos os aspectos da
Natureza exterior e interior; medem-se as palavras e as obras e para
tanto, são usados instrumentos ‘específicos. Na construção, ela e vital
porque nada pode ser feito, sem uma medida adequada, desde o ponto,
às linhas retas e curvas e todas as demais dimensões. A construção
principal a que deve dedicar-se o Maçom, é a do seu próprio Templo,
símbolo de presença de Deus em si mesmo, no seu corpo físico, mental e
espiritual. Os instrumentos de medida são símbolos que devem ser
usados com razão e equilíbrio.
A Geometria serve tambem para corrigir os erros provocados por nossas
ilusões dos nossos sentidos, ela fornece a Maçonaria os emblemas das
contruçao que simbolizam o labor Maçonico, no sentido moral,
representa a devoção Maçonica, ou seja, o amor ao dever dando a
Maçonaria a força necessária para triunfar sobre os obstáculos que o
Homem virtuoso sempre encontra em sua jornada.
É por isso que a via iniciática da Maçonaria se mostra capaz de voltar a
unir Fé e Razão, Matéria e Espirito, Ação e Meditação e de recriar o
homem total que retorna à Unidade Primordial, fazendo desaparecer os
guetos e transformando todos os homens em irmãos.
A ambição e a vaidade são as maiores doenças da alma. A humanidade,
ainda repleta de desencontros, está presa às materialidades que
enaltecem o orgulho e o egoísmo, dois sentimentos que alimentam a
ambição desmedida que algumas pessoas têm pelo poder ou por tudo
aquilo que elas pensam que este pode lhes oferecer.
Maçonaria em sua essência é trabalho e dedicação ao bem estar
coletivo, aquele que se apega às materialidades de um cargo ou de sua
representação física deve lembrar-se de que a Maior Insígnia de um
Iniciado é o seu Avental de Aprendiz Maçom e quem não pensa e não
age assim em verdade nunca conseguirá ser um Maçom. Por isso é que
vez ou outra devemos retornar na linha do tempo, buscando no fundo
do nosso íntimo esse sublime e notável emblema, mas não somente
isso, que também saiba do significado e da nobreza de por vezes ter que
começar tudo novamente.

Essa Essência Maçônica não condiz com apegos materiais e muito menos
com o personalismo de alguns Irmãos que só reconhecem como
legítimos os seus próprios pontos de vistas. Não perceberam ainda que a
grande força de nossa instituição está exatamente na diversidade do
pensamento de homens de todas as profissões, religioes e artes. Não se
tocaram ainda que tudo acontece a partir do esforço coletivo – ninguém
faz nada sozinho.

O que faz com que um Homem Iniciado seja verdadeiramente um


Maçom e com certeza uma pessoa melhor são as suas atitudes. Eis
que os cargos, os paramentos, as medalhas e as honrarias não significam
nada diante de exemplos práticos de trabalho e de humildade. Talvez
seja por isso que, de uma forma muito especial, devemos nos identificar
com aqueles que atuam sem alardes, pois são eles que de fato fazem o
que precisa ser feito.
Todo este simbolismo nos indica que, na obra de nossa construção
Moral, devemos trazer para a Luz, todas as possibilidades das potências
individuais, despojando-nos das ilusões da personalidade. E nesse
trabalho, só poderemos ser Sábios se possuirmos Força, porque a
Sabedoria exige sacrifícios que só podem ser realizados pela força, mas
ser Sábio com Força, sem ter Beleza, é triste, porque é a Beleza que abre
o mundo inteiro à nossa Sensibilidade.
E por fim podemos dizer que é lá fora, no mundo profano, entre os
poderes constituídos, na política, nas organizações, nos negócios, em
nosso lar, na criação e no tratamento dos nossos filhos e nossas esposas,
e, principalmente entre os mais humildes, os pobres e miseráveis, os
excluídos e desassistidos, que nós precisamos mostrar quem somos,
porque somos e a quem servimos. É lá, que precisamos ser o sal da terra
e a luz do mundo, sem nenhuma pretensão de sermos diferentes, mas
com objetivos bem definidos, traduzidos em ação o nosso aprendizado e
convivência, para fazermos a diferença, neste mundo tão injusto, tão
desigual e que precisa muito de cada um de nós.

Assim seja.

Trabalho do Ir.: Leandro Anderson Lopes.


Fonte e pesquisa = Manual Companheiro Maçom Ritual Escoces Antigo e
Aceito do Simbolismo.
Rito Escocês Antigo E Aceito - 1º Ao 33º - Rizzardo Da Camino