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6.

Deontologia no exercício profissional

Carolina Bulgacov Dratch

Objetivos do capítulo
 Apresentar a definição de deontologia.
 Permitir a compreensão dos direitos, deveres e limites do exercício profissional.
 Possibilitar a análise contextualizadas das causas e consequências das ações
praticadas.

Tópicos de estudo
 Definição de deontologia
 Deontologia e profissão
 Deontologia e relação com seus pares e colegas de profissão
 Deontologia e relação com clientela/usuários dos serviços profissionais
 Códigos de Ética e de Conduta profissionais
 Definição de Código de Ética e de Conduta profissional
 Objetivos do Código de Ética e de Conduta profissional
 Direitos, deveres e limites do exercício profissional de acordo com o
Código de Ética e de Conduta profissional
 Causas e consequências das condutas profissionais: infrações ao
Código de Ética e de Conduta profissional
 Processo disciplinar
 Fluxo do processo disciplinar: da denúncia ao julgamento
 Penalidades do processo disciplinar

Contextualizando o cenário e Pergunta norteadora


O Conselho Federal (CFN) e Regionais de Nutricionistas (CRNs) foram criados e
regulamentados por meio da Lei Federal n. 6.583/78. Além de ter como objetivo proteger
a sociedade do mau profissional, o CFN e os CRNs apresentam as seguintes
competências: orientar, fiscalizar e normatizar a profissão do nutricionista. Em 1981, por
meio da Resolução CFN n. 24/81, foi publicado o primeiro Código de Ética Profissional
do Nutricionista. O documento foi atualizado algumas vezes, sendo que a última ocorreu
em 2018, por meio da Resolução CFN n. 599/2018, que aprova o Código de Ética e de
Conduta do Nutricionista. Esse documento serve de bússola para orientar a atuação

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profissional e estabelecer direitos, deveres e limites do nutricionista. O nutricionista que
infringe as disposições contidas no Código de Ética e de Conduta pode responder por
isso por meio de um processo disciplinar e ser penalizado. Desta forma, quais são as
orientações que o Código de Ética e de Conduta nos apresenta?

6.1 Definição de deontologia


De acordo com o dicionário Houaiss (2009), deontologia quer dizer “conjunto de deveres
profissionais de qualquer categoria profissional minuciados em códigos específicos;
deonto + logia = ciência ou estudo dos deveres”.
Segundo Dall´Agnol (2014) a ética deontológica também pode ser chamada de não
consequencialista, pois para este autor, a análise das consequências de um ato ou
comportamento não deve influir no julgamento moral sobre as ações das pessoas, ou
seja, o que é moral ou imoral decide-se com base em outros fatos, que não sejam as
consequências da ação. As principais correntes da ética deontológica, segundo o
mesmo autor, são o intuicionismo moral, a ética do dever, a ética do discurso e o
contratualismo,
O intuicionismo moral fundamenta-se na crença de que as pessoas normalmente
possuem o senso do que é certo ou errado, assim a teoria apela para intuição no lugar
da razão, o que pode ser considerado seu ponto negativo. A ética do dever foi proposta
inicialmente por Kant e pretende discriminar as regras do que é certo ou errado
moralmente, por meio de uma noção chamada imperativo categórico, segundo a qual a
ação será considerada moral se a regra da ação puder ser tomada como uma regra
universal, ou seja, se puder ser observada e seguida por todos os seres humanos, sem
que haja contradição.
A ética do discurso foi elaborada por Habernas e Apel. Os autores determinam as regras
do que é correto a partir da teoria de uma comunidade de comunicação. A teoria parte
do pressuposto de que a linguagem é o principal meio de interação entre as pessoas.
Quando duas ou mais pessoas se comunicam pode haver concordância e aceitação de
um fato ou não. Assim, a ética do discurso defende o respeito à opinião de todos os
agentes envolvidos em um debate de ideias a partir do entendimento de que nenhum
sujeito pode decidir sozinho sobre a moralidade. As questões morais são resolvidas
dentro de uma comunidade de comunicação em condições iguais, concretas e
racionalmente aceitas sem coação por todos os participantes.
Por fim, o contratualismo moral inspirou-se na teoria da justiça de John Rawls, segundo
a qual as regras de justiça deveriam reger as principais instituições de uma sociedade.

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PAUSA PARA REFLETIR: Conhecer o Código de Ética é uma obrigação para o
nutricionista?

6.1.1 Deontologia e profissão


De acordo com o Artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “todo ser
humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e
favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego” (1948, p. 12).
De acordo com o art. 5º da Constituição Federal Brasileira (CF), norma soberana que
estabelece os direitos e os deveres dos cidadãos brasileiros, o livre exercício de
qualquer trabalho, ofício ou profissão deve atender às normativas específicas relativas
às qualificações do exercício profissional.
Para estudarmos a relação entre deontologia e profissão, é importante, primeiro, definir
tais conceitos. Considera-se como profissão, o ofício ou uma modalidade de atividade
praticada por um indivíduo, remunerada ou não, em um local de trabalho, ou ainda um
ramo de serviço ou setor de uma organização. Além disso, toda profissão se reveste de
uma dimensão social, de utilidade comunitária, que supera a concreta dimensão
individual ou o mero interesse particular. Já deontologia, de forma mais precisa, pode
ser definido como um conjunto de regras de uma profissão, estabelecidas por uma
organização profissional, que se torna a instância de elaboração, de prática, de
vigilância e de aplicação destas regras.
Atualmente, estas regras se traduzem por meio dos Códigos Deontológicos, os quais
descrevem um conjunto de normas, comportamentos, direitos, deveres e limites de uma
comunidade profissional, de forma a defender os interesses da comunidade,
salvaguardar o profissional e honrar a profissão.
A necessidade de um código deontológico advém de algumas características inerentes
ao avanço da sociedade, como a ampliação do ambiente tecnológico mundial e a
necessidade de se manter relações profissionais de confiança e a reputação da classe
profissional em face das complexidades do mundo atual.
O primeiro código deontológico foi elaborado em meados do século XX, nos Estados
Unidos e foi destinado à área médica.
Na nutrição, o primeiro Código de Ética do Nutricionista foi publicado no ano de 1981.
Após essa data, foram publicados outros três, descritos no quadro abaixo:
Quadro 1. Histórico de publicação dos Códigos de Ética do Nutricionista
Número da Resolução Descrição
24/1981 Dispõe sobre o Código de Ética Profissional do Nutricionista
e dá outras providências

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141/1993 Dispõe sobre o Código de Ética Profissional do Nutricionista
e dá outras providências
334/2004 Dispõe sobre o Código de Ética do Nutricionista e dá outras
providências
599/2018 Aprova o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista e dá
outras providências
Fonte: Conselho Federal de Nutricionistas, 2019 (adaptado). Disponível em: www.cfn.org.br

O nutricionista é um profissional de saúde que atende aos princípios da ciência da


Nutrição, contribuindo para a saúde dos indivíduos e da coletividade nas diversas áreas
de atuação profissional, buscando continuamente o aperfeiçoamento técnico-científico,
pautando a sua conduta nos princípios éticos, na Bioética, nos Direitos Humanos
Universais e na Constituição Federal. É uma obrigação do nutricionista atender às
normativas gerais impostas aos cidadãos, de responsabilidades civil e penal, às
responsabilidades pertinentes ao exercício profissional estabelecidas pelo Estado e às
responsabilidades específicas delegadas por órgãos profissionais, sobretudo referentes
às responsabilidades técnicas e éticas (BRASIL, 1991). A transgressão a qualquer das
responsabilidades pode acarretar sanções de natureza jurídica e ético-disciplinares
(CFN, 1978).
BOX CURIOSIDADE: O 1º Código de Ética do Nutricionista foi publicado em novembro
de 1981 e dispunha de apenas 11 artigos. O Código atual é o Código de Ética e de
Conduta do Nutricionista e dispõe de 100 artigos.

6.1.2 Deontologia e relação com os seus pares e colegas de profissão


Referente à relação do nutricionista com os seus pares e colegas de profissão, a
Resolução CFN n. 599/2018, que “Aprova o Código de Ética e de Conduta do
Nutricionista”, traz um capítulo específico sobre as Relações Interpessoais, voltado para
orientar o nutricionista nas relações com outros profissionais, pacientes, clientes,
usuários, estudantes, empregadores, empregados, representantes de entidades de
classe e outros sujeitos, durante o exercício profissional, conforme pode ser visto a
seguir:

Quadro 2. Código de Ética e de Conduta do Nutricionista – Relações Interpessoais


Artigo Observação
27 Esse artigo trata de um direito do nutricionista em realizar denúncia de um
ato contra si ou qualquer pessoa que possa caracterizar agressão, assédio,
humilhação, discriminação, intimidação, perseguição ou exclusão.
28 Esse artigo trata de um dever do nutricionista como líder e fala sobre a
conduta respeitosa que o profissional deve ter para com todos sem se
prevalecer da posição ocupada.

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29 Esse artigo proíbe o nutricionista a prática de atos desrespeitosos contra
qualquer pessoa.
30 Esse artigo proíbe o nutricionista manifestar-se de posições depreciativas
ou difamatória quanto a atuação de nutricionistas ou de outros profissionais.
Fonte: Resolução CFN, 2018.

6.1.3 Deontologia e relação com clientela profissional/usuários dos serviços


profissionais
O relacionamento interpessoal do nutricionista com a clientela profissional/usuários dos
serviços é fundamental para estabelecer uma relação de confiança e respeito. Desta
forma, a Resolução CFN n. 599/2018 também será a responsável por orientar as
relações com a clientela e com os usuários do serviço.
Podemos considerar que relações pessoais também são norteadas pelos Princípios
Fundamentais do Código de Ética e de Conduta do Nutricionista, quando se descreve
que a atuação do nutricionista deve ser pautada nos Direitos Humanos, na Bioética, na
Constituição Federal, na defesa do Direito à Saúde e do Direito Humano à Alimentação
Adequada e da Segurança Alimentar e Nutricional; no respeito à vida, às dimensões
culturais e religiosas, de gênero, de classe social, raça e etnia, à liberdade e diversidade
das práticas alimentares, sem discriminação de qualquer natureza em suas relações
profissionais (CFN, 2018).

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Figura 1. Relação do nutricionista com a clientela profissional/usuários dos serviços profissionais. Fonte:
Shutterstock. Acesso em: 19/06/2019.

6.2 Códigos de Ética e de Condutas profissional


A definição e os objetivos dos Códigos de Ética e de Condutas Profissionais serão
estudados nos itens 6.2.1 e 6.2.2 deste capítulo.

6.2.1 Definição de Código de Ética e de Conduta profissional


Para entendermos a importância dos códigos de ética e de conduta, definiremos,
separadamente, os conceitos de ética e de conduta. Ética é a reflexão filosófica a
respeito da moral. Portanto, utiliza o rigor conceitual e os métodos de análise da
Filosofia. Conduta é a manifestação do modo como um indivíduo, ou grupo, se
comporta perante a sociedade, tendo como base suas crenças, culturas, valores morais
e éticos. Desta forma, podemos compreender que o Código de Ética e de Conduta
Profissional é conjunto de regras para orientar e disciplinar a conduta de um
determinado grupo de pessoas de acordo com os seus princípios.
A palavra conduta foi inserida no escopo do Código de Ética do Nutricionista em sua
última versão, publicada no Diário Oficial da União em 04 de abril de 2018. A
contemplação e validação do temo “ética e conduta” foram considerados importantes Commented [MR1]: Para melhor coesão, acredito que seria
interessante colocar a definição de código de ética e de
avanços no âmbito teórico-filosófico para a categoria, uma vez que as questões de conduta antes dos tópicos anteriores sobre deontologia e
relações interpessoais.
direitos e deveres descritas no Código normatizam a conduta do nutricionista e os
princípios fundamentais convidam-no ao exercício da reflexão e da criticidade no campo
de atuação no qual está inserido.
O processo de construção da Resolução CFN n. 599/2018, que “Aprova o Código de
Ética e de Conduta do Nutricionista”, se deu por meio de uma política de construção
coletiva, que compreendeu um período de quatro anos (2014-2018) e contou com a
participação de nutricionistas, estudantes de nutrição, advogados e filósofos (CFN,
2018).
Para ampliarmos o conhecimento sobre os Códigos de Ética, apresentaremos, abaixo,
um quadro dos Códigos de Ética das profissões da área da saúde:

Quadro 3. Apresentação dos Código de Ética das profissões de saúde.


Área da Saúde Código
Nutrição Resolução CFN n. 599/2018 “Aprova o Código de Ética e de
Conduta do Nutricionista”
Medicina Resolução CFM n. 2.217/2018 “Aprova o Código de Ética Médica”.
Odontologia Resolução CFO-118/2012 “Código De Ética Odontológica”.

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Fisioterapia Resolução n. 424/2013 “Estabelece o Código de Ética e
Deontologia da Fisioterapia”.
Enfermagem Resolução Cofen Nº 564/2017 “Aprova o novo Código de Ética dos
Profissionais de Enfermagem”.
Educação Física Resolução Confef n. 307/2015 “Dispõe sobre o Código de Ética
dos Profissionais de Educação Física registrados no Sistema
Confef/CREFs”.
Farmácia Resolução n. 596 de 21 de fevereiro de 2014 “Dispõe sobre o
Código de Ética Farmacêutica, o Código de Processo Ético e
estabelece as infrações e as regras de aplicação das sanções
disciplinares”.
Psicologia Resolução CFP n. 010/05 “Aprova o Código de Ética Profissional
do Psicólogo”.
Biomedicina Resolução n. 198, de 21 de fevereiro de 2011 “Regulamenta o
novo Código de Ética do Profissional Biomédico”.
Medicina Resolução n. 1138, de 16 de dezembro de 2016 “Aprova o Código
Veterinária de Ética do Médico Veterinário”.
Fonoaudiologia Resolução CFFa n. 490/2016 “Código de Ética da Fonoaudiologia”

BOX AFIRMAÇÃO: Dos Códigos de Ética das profissões da área da saúde, a Nutrição Commented [MR2]: Sugiro adicionar o código de ética dos
nutricionistas é o único que contempla a palavra conduta em
é a única profissão que contempla a palavra conduta em seu escopo. seu escopo.

6.2.1 Objetivos do Código de Ética e de Conduta profissional


O Código de Ética e de Conduta é uma ferramenta que apoia a garantia de direitos, a
orientação de deveres e aponta os limites da atuação profissional. Toda categoria
profissional possui normas e dinâmicas de funcionamento e conhecê-las permite fazer
escolhas conscientes, compreender o seu papel na sociedade e respeitar às atribuições
de outros profissionais.
Os Códigos de Ética de todas as profissões pautam-se no respeito ao ser humano e
devem estar ajustados às evoluções da sociedade, bem como à evolução da ciência e
da tecnologia. O progresso científico e tecnológico mundial pode acarretar conflitos
entre a competência técnica profissional e a ordem legal estabelecida. Desta forma, é
importante que os Códigos de Éticas sejam frequentemente atualizados (Gomes, 1996).
Conhecer o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista é uma obrigação legal de
todo nutricionista devidamente habilitado para exercer a profissão. É importante que o
nutricionista entenda e compreenda o conteúdo do Código de Ética e a sua aplicação
prática, pois a compreensão do Código de Ética do Nutricionista permite que a
sociedade seja protegida do mau profissional e a categoria seja valorizada.
Para que o nutricionista tenha êxito na vida profissional, é necessário que a sua conduta
esteja sustentada em quatro pilares básicos: a ciência, a técnica, a política e a ética
para garantir que suas ações profissionais não causem danos para a sociedade.

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6.1.3 Direitos, deveres e limites do exercício profissional de acordo com o Código
de Ética e de Conduta profissional
Uma categoria profissional depende de um conjunto de normas que condicionam as
relações e as ações. Conhecer essas normas permite escolhas conscientes,
compreensão do seu papel na sociedade e respeito às atribuições de outros
profissionais.
A palavra direito é descrita 33 vezes no Código de Ética e de Conduta do Nutricionista.
Vejamos, a seguir, os principais direitos do nutricionista descritos no Código. Commented [MR3]: Não vejo a necessidade de descrever
quantas vezes tais palavras são citadas no Código.

Quadro 4. Apresentação dos direitos descritos no Código de Ética e de Conduta


do Nutricionista
Artigo Comentário
1º e 2º Nos Princípios Fundamentais, o direito já é citado no 1º Artigo e tem como
objetivo descrever em que a atuação profissional deve ser pautada. Neste
caso, nos Princípios Universais dos Direitos Humanos e da Bioética, na
CF e no CEC.
No Artigo 2º também há referência, cujo objetivo é frisar que a atuação do
nutricionista deve ser pautada no direito à saúde, no Direito Humano à
Alimentação Adequada e na Segurança Alimentar e Nutricional.
9º, 10, No Capítulo I – Das responsabilidades profissionais, a palavra direito está
11, 12, descrita em sete artigos. Esses artigos tratam de direitos importantes para
13, 15 e o nutricionista, como o direito à remuneração justa e o direito de realizar
20 serviços profissionais gratuitos com fins sociais e humanos.
27 No Capítulo II – Relações Interpessoais, a palavra direito está descrita
uma vez e descreve o direito que o nutricionista tem em denunciar atos
que caracterizem agressão, assédio, humilhação, discriminação,
intimidação, perseguição ou exclusão por qualquer motivo, contra si ou
qualquer pessoa.
31, 32, No Capítulo III – Condutas e Práticas Profissionais, a palavra direito é
33 e 34 descrita em quatro artigos. Podemos destacar, neste capítulo, o direito
que o nutricionista tem em realizar suas atribuições profissionais sem
interferências de pessoas não habilitadas para tais práticas.
53 e 54 No Capítulo IV - Meios de Comunicação e Informação, a palavra direito
é descrita em dois artigos. Destacamos como um importante direito, a
utilização dos meios de comunicação e informação.
59 No Capítulo V – Associação a Produtos, Marcas de Produtos, Serviços,
Empresas ou Indústrias, o direito é descrito uma vez e contempla ao
nutricionista o direito de utilizar embalagens para fins de atividades de
orientação, educação alimentar e nutricional.
66 e 67 No Capítulo VI - Formação Profissional, o direito é citado duas vezes.
Destacamos o direito do nutricionista exercer a função de
supervisor/preceptor de estágios em seu local de trabalho.
78 No Capítulo VII – Pesquisa, o direito é citado uma vez e declarado como
um direito a realização de estudo ou pesquisa, dentro ou fora dos seus

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trabalhos para produção de novos conhecimentos para o campo de
alimentação e nutrição.
84, 85 e No Capítulo VIII - Relação com as Entidades da Categoria, três direitos
86 são descritos, entre eles, o direito do nutricionista em associar-se,
exercer cargos e participar das atividades de entidades da categoria que
tenham por finalidade o aprimoramento técnico-científico.
Fonte: CFN, 2018 (adaptado).

A palavra dever, ou deveres, é citada 43 vezes no Código de Ética e de Conduta do


Nutricionista. Vejamos a seguir, os principais deveres do nutricionista descrito no
Código:
Tabela 5. Apresentação dos Deveres descritos no Código de Ética e de Conduta
do Nutricionista
Artigo Comentário
8º Nos Princípios Fundamentais, o dever do nutricionista é relacionado ao
exercício da profissão de forma crítica e proativa, com autonomia,
liberdade, justiça, honestidade, imparcialidade e responsabilidade. O
nutricionista deve estar ciente de seus direitos e deveres, não
contrariando os preceitos técnicos e éticos.
14, 15, 16, No Capítulo I – Das responsabilidades profissionais, a palavra dever é
17, 18, 19, citada por 10 vezes. Destacamos o Artigo 16, que descreve que é dever
20, 21 e do nutricionista assumir responsabilidade por suas ações, ainda que
22 estas tenham sido solicitadas por terceiros.
28 No Capítulo II – Relações Interpessoais, o dever é descrito uma vez
apontando o dever do nutricionista em fazer uso do poder ou posição
hierárquica de forma justa, respeitosa, evitando atitudes opressoras e
conflitos nas relações, não se fazendo valer da posição em benefício
próprio ou de terceiros.
35, 36, 37, No Capítulo III – Condutas e Práticas Profissionais, a palavra dever é
38, 39, 40, descrita em nove artigos. Podemos destacar, neste capítulo, o dever
41, 42 e que o nutricionista tem de realizar em consulta presencial a avaliação e
43 o diagnóstico nutricional de indivíduos sob sua responsabilidade
profissional.
55 No Capítulo IV - Meios de Comunicação e Informação, a palavra dever
aparece em um artigo. Nesse, esclarece que é dever do nutricionista,
ao compartilhar informações sobre alimentação e nutrição nos diversos
meios de comunicação e informação, ter como objetivo principal a
promoção da saúde e a educação alimentar e nutricional, de forma
crítica e contextualizada e com respaldo técnico-científico.
60 No Capítulo V - Associação a Produtos, Marcas de Produtos, Serviços,
Empresas ou Indústrias, o dever é citado uma vez e explica que quando
da prescrição dietética ou orientação para consumo ou compra
institucional, se houver necessidade de mencionar aos indivíduos e
coletividades as marcas de produtos, empresas ou indústrias, o
nutricionista deverá apresentar mais de uma opção, quando disponível.
68, 69, 70, No Capítulo VI - Formação Profissional, o dever é citado sete vezes.
71, 72, 73 Destacamos o dever que o nutricionista tem, no desempenho da
e 74 atividade docente, de estar comprometido com a formação técnica,
científica, ética, humanista e social do discente, em todos os níveis de
formação profissional.

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79, 80 e No Capítulo VII – Pesquisa, o dever é citado três vezes. Destacamos o
81 dever que o nutricionista tem, na realização de pesquisa, de respeitar o
meio ambiente, os seres humanos e animais envolvidos, de acordo com
as normas da legislação vigente.
87, 88 e No Capítulo VIII - Relação com as Entidades da Categoria, três deveres
89 são descritos, entre eles, o dever do nutricionista de cumprir as normas
definidas pelos Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas e
atender, nos prazos e condições indicadas, às convocações, intimações
ou notificações.
Fonte: CFN, 2018 (adaptado).

Para explicarmos os limites do nutricionista, iremos identificar, no Código de Ética e de


Conduta do Nutricionista, os artigos que descrevem o que é vedado. A palavra vedado,
que define o que é proibido, é citada 30 vezes no Código. Vejamos a seguir as principais
restrições do nutricionista descritas no Código:

Tabela 6. Apresentação dos Vedados descritos no Código de Ética e de Conduta


do Nutricionista
Artigo Comentário
23, 24, 25 No Capítulo I – Das responsabilidades profissionais, a palavra Vedado
e 26 é citada por 04 (quatro) vezes. Destacamos o artigo 23 que descreve
que é vedado ao nutricionista praticar atos danosos a indivíduos ou
coletividades sob sua responsabilidade profissional que possam ser
caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência.
29 e 30 No Capítulo II – Relações Interpessoais, a palavra vedado é
mencionada duas vezes. Destacamos o Artigo 30, que descreve que é
vedado ao nutricionista manifestar publicamente posições depreciativas
ou difamatórias sobre a conduta ou atuação de colegas da mesma
profissão ou de outros profissionais.
44, 45, 46, No Capítulo III – Condutas e Práticas Profissionais, a palavra vedado
47, 48, 49, aparece em nove artigos. Podemos destacar, neste capítulo, que é
50, 51 e vedado ao nutricionista atribuir a nutrientes, alimentos, produtos
52 alimentícios, suplementos nutricionais, fitoterápicos propriedades ou
benefícios à saúde que estes não possuam.
56, 57 e No Capítulo IV - Meios de Comunicação e Informação, a palavra vedado
58 é descrita em três artigos. Entre eles, destacamos o Artigo 57, em que é
vedado ao nutricionista utilizar o valor de seus honorários, promoções e
sorteios de procedimentos ou serviços como forma de publicidade e
propaganda para si ou para seu local de trabalho.
60, 61, 62, No Capítulo V - Associação a Produtos, Marcas de Produtos, Serviços,
63, 64 e Empresas ou Indústrias, vedado aparece seis vezes. O Artigo 62 explica
65 que é vedado ao nutricionista condicionar, subordinar ou sujeitar sua
atividade profissional à venda casada de produtos alimentícios,
suplementos nutricionais, fitoterápicos, utensílios ou equipamentos
ligados à área de alimentação e nutrição.
75, 76 e No Capítulo VI - Formação Profissional, vedado é citado por três vezes.
77 Um importante destaque deste capítulo é que é “vedado ao nutricionista,
no desempenho da atividade docente, difamar, diminuir ou desvalorizar

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a profissão, áreas de atuação ou campos de conhecimentos diferentes
dos que atua”.
82 e 83 No Capítulo VII – Pesquisa, vedado aparece duas vezes. Destacamos
que “é vedado ao nutricionista omitir citação de terceiros que tiveram
participação na elaboração de produções técnico-científicas”.
90 No Capítulo VIII – Relação com as Entidades da Categoria, a palavra
vedado é descrita apenas uma vez e explica que é vedado ao
nutricionista valer-se de posição ocupada em entidades da categoria
para obter vantagens pessoais ou financeiras, diretamente ou por
intermédio de terceiros, bem como para expressar superioridade ou
exercer poder que exceda sua atribuição.
Fonte: CFN, 2018 (adaptado).

BOX AFIRMAÇÃO: O Código de Ética e de Conduta do Nutricionista possui 100 artigos.


Destes, 23 são a respeito dos direitos do nutricionista.

6.2.4 Causas e consequências das condutas profissionais: infrações ao Código


de Ética e de Conduta Profissional

A violação dos preceitos estabelecidos no Código de Ética e de Conduta do


Nutricionista, além de causar prejuízo à sociedade ou ao indivíduo, fere a
responsabilidade ética profissional. De acordo com a Resolução CFN n. 321/2003 que
“Institui Código de Processamento Disciplinar para o Nutricionista e o Técnico da Área
de Alimentação e Nutrição e dá outras providências”, “constitui infração disciplinar a
transgressão a disposições legais e normativas reguladoras da conduta no exercício
profissional dos nutricionistas e dos técnicos da área de Alimentação e Nutrição e a
preceitos de ordem ética a que estão obrigados”.
As consequências de uma infração ética podem transcender as decisões do Conselho
Regional de Nutricionistas e atingir o âmbito normativo legal, de responsabilidade civil
ou penal. A responsabilidade civil compete à reparação de ato ilícito, do risco para os
direitos de outrem ou de danos configurados como imprudência, imperícia ou
negligência. Destacamos, para melhor entendimento, estes conceitos:
 Imprudência: quando o nutricionista atua sem cautela ou de forma precipitada,
realiza atitude diferente da recomendada para aquela situação ou usa técnica
proibida; ato de agir perigosamente (CFN, 2018).
 Imperícia: quando o nutricionista age com inaptidão ou ignorância porque não
tem qualificação técnica ou conhecimentos básicos da profissão; a falta de
habilidade específica para a realização de uma atividade técnica ou científica
(CFN, 2018).

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 Negligência: quando o nutricionista não atua de forma adequada para uma
determinada situação. Age com descuido, indiferença ou desatenção, não
tomando as devidas precauções; ausência de cuidado, inércia e passividade
(CFN, 2018).
Para que a atuação do nutricionista seja baseada em atitudes éticas e corretas é seu
dever atender a todas as normativas, sejam elas as conferidas aos cidadãos, as de
responsabilidades civil e penal, as pertinentes ao exercício profissional estabelecidas
pelo Estado e as específicas delegadas por órgãos profissionais, sobretudo referentes
às responsabilidades técnica e ética.
De acordo com a Lei Federal nº 6.583/1978, o Sistema CFN/CRN além de normatizar,
fiscalizar e orientar o exercício da profissão do nutricionista, tem como competência
atuar como o Tribunal Regional de Ética Profissional em processos disciplinares
relacionados ao exercício e às atividades profissionais nas áreas de Alimentação e
Nutrição, conhecendo, processando e decidindo os casos que lhes forem submetidos
(BRASIL, 1978). A Comissão permanente do Conselho Regional de Nutricionista
responsável pela apuração das transgressões de natureza ética praticadas por
nutricionista e pela instrução dos processos disciplinares instaurados é a Comissão de
Ética (CFN, 2004).

Pausa para refletir: Como o nutricionista poderá exercer a profissão sem infringir o
Código de Ética e de Conduta do Nutricionista?

6.3 Processo disciplinar


Nos itens 6.3.1 e 6.3.2 estudaremos como ocorre a tramitação de um processo
disciplinar no âmbito dos Conselhos Regionais de Nutricionistas (CRNs) e as possíveis
penalidades.

6.3.1 Fluxo e processo disciplinar: da denúncia ao julgamento


O fluxo do processo disciplinar é normatizado pela Resolução CFN n. 321/2003, que
“Institui Código de Processamento Disciplinar para o Nutricionista e o Técnico da Área
de Alimentação e Nutrição e dá outras providências”.
Neste item, iremos descrever detalhadamente como ocorre o fluxo do processo
disciplinar contra nutricionistas desde a denúncia até o julgamento e penalização.

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A denúncia, também chamada de representação, é um documento dirigido à
Presidência do Conselho Regional de Nutricionistas contendo algumas informações
importantes:
1) Nome, assinatura e qualificação do denunciante.
2) Nome completo, qualificação e endereço do denunciado.
3) Descrição dos fatos que possam caracterizar infração disciplinar.
4) Provas documentais que comprovem os fatos descritos na denúncia.
De acordo com o Código de Processamento Disciplinar, a denúncia/representação pode
ser de três tipos: funcional, particular ou ex-officio.
1) Funcional: quando expressa em fiscalização de rotina, programada ou motivada
por denúncia.
2) Particular: quando expressa em documento de iniciativa de quaisquer pessoas,
físicas ou jurídicas.
3) Ex-officio: quando se tratar de comunicação feita por conselheiro efetivo,
conselheiro suplente ou agente do CRN.
Recebida a representação/denúncia, o Presidente do Conselho Regional admite ou não
a denúncia, podendo decidir por: diligência, negativa de admissibilidade e a instauração
do processo disciplinar. A diligência pode ser deliberada para esclarecer os fatos
descritos na denúncia; a negativa de admissibilidade pode ser deliberada quando há
entendimento de que são ausentes os indícios de infração disciplinar. A instauração do
processo disciplinar ocorre quando há indícios de infração ao Código de Ética e de
Conduta do Nutricionista. Após a instauração do processo disciplinar este é
encaminhado à Comissão de Ética (CE) para instrução processual.
O processo disciplinar obedece a quatro fases: instauração, instrução, julgamento e
penalização.
 Fase de instauração: caracteriza-se por uma ação ou ordem pela qual é aberto
um processo disciplinar. A competência desta ação é do Presidente do Conselho
Regional de Nutricionistas.
 Fase de instrução: caracteriza-se pelo conjunto de atos com os quais são
apurados os fatos e eventos relacionados com uma representação/denúncia.
Esta fase é de competência da Comissão de Ética do Conselho Regional de
Nutricionistas. Tem como objetivo instruir o processo, ou seja, oportunizar ao
denunciado todas as possibilidades de defesa. Essa fase segue rigorosamente
um rito processual, que será explicado na sequência.
O primeiro ato da fase de instrução disciplinar é caracterizado pela solicitação
da defesa por escrito, realizada por meio de um ofício chamado “citação”.

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Nessa defesa, o nutricionista deverá descrever suas razões e indicar provas. As
provas podem ser testemunhais, documentais ou periciais. Após o recebimento
da defesa por escrito e realizada a análise dos documentos pela CE, ocorre o
segundo ato da fase de instrução, que é chamado de tomada de depoimentos.
Neste ato, são tomados, em separado, depoimentos do denunciante, das
testemunhas indicadas pelo denunciante, do denunciado e das testemunhas
indicadas denunciado. Caso a CE julgue pertinente, poderá realizar a acareação
entre as partes. Após esse ato, ocorre o terceiro ato de competência da CE, que
é a elaboração de um relatório conclusivo, com proposta de arquivamento
do processo por ausência de infração disciplinar ou de prosseguimento do
feito, recomendando a penalidade a ser aplicada.
Após a elaboração do relatório conclusivo pela CE, este é remetido ao Plenário
do CRN.
 Fase de julgamento: essa fase compete ao Plenário dos Conselhos Regionais
de Nutricionistas. O Presidente do Conselho Regional de Nutricionista solicita a
um integrante da CE a leitura do relatório conclusivo e então o Plenário decide
pelo acolhimento ou não da decisão da CE. Em caso de acolhimento, ocorre o
prosseguimento do processo disciplinar e o Presidente nomeia um Conselheiro
Efetivo como relator. O Conselheiro Relator é o responsável por elaborar o
relatório e o voto e entregar o documento lacrado à Secretária do Plenário. Após
incluído o relatório e o voto em pauta de reunião plenária, os envolvidos no
processo (denunciante e denunciado) são notificados com antecedência mínima
de quinze dias do dia, a hora e local da sessão de julgamento. O julgamento
ocorre em uma sessão extraordinária. Nesta sessão, o Conselheiro relator
realiza a leitura do relatório e voto. Após a leitura, as partes denunciante e
denunciado podem se manifestar. Inicia-se, então, a fase de discussão e
esclarecimento. Encerrada a discussão, o Presidente inicia a votação. Os
envolvidos no processo ou seus procuradores formalmente constituídos são
notificados do resultado do julgamento e do início da contagem do prazo para
recurso da decisão ao CFN. O recurso voluntário contra a decisão do Conselho
Regional de Nutricionista deve ser protocolado em até trinta dias após a ciência
do resultado, o qual será encaminhado à Presidência do CFN. O Presidente do
CFN, ao receber o recurso, encaminha-o à CE do CFN, que emite parecer no
prazo de trinta dias, restituindo-o a seguir à Presidência. Julgado o recurso, o
CFN providencia a publicação de extrato da decisão no Diário Oficial da União
ou no seu jornal ou revista oficial e comunica às partes representante e

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representada. Na ausência de recurso voluntário protocolado no CRN, a pena é
aplicada ao profissional.
 Penalização: a aplicação da pena de um processo disciplinar é de competência
do Conselho Regional de Nutricionistas da Região em que o profissional tenha
sua inscrição originária.
Obedecendo a Constituição Federal Brasileira, em todos os atos do processo disciplinar
é assegurado às partes, denunciante e denunciado, o princípio do contraditório e a
ampla defesa. Para melhor compreensão, o fluxo do código de processamento
disciplinar é apresentado a seguir.

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Figura 2. Etapas de um processo disciplinar. Fonte: CRN, 2018 (adaptado).

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6.3.2 Penalidades do processo disciplinar
As penalidades do processo disciplinar estão determinadas na Lei n. 6.583, de 20 de
outubro de 1978, que “cria os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas, regula
o seu funcionamento, e dá outras providências”; no Decreto n. 84.444, de 1980, que
“cria os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas, regula o seu funcionamento,
e dá outras providências” e na Resolução CFN n. 321/2003 que “Institui Código de
Processamento Disciplinar para o Nutricionista e o Técnico da Área de Alimentação e
Nutrição e dá outras providências”. De acordo com estas legislações, as penas
disciplinares podem ser:

 Advertência
 Repreensão
 Multa equivalente a até 10 (dez) vezes o valor da anuidade
 Suspensão do exercício profissional pelo prazo de até três anos
 Cancelamento da inscrição e proibição do exercício profissional

Para execução da pena são considerados os antecedentes profissionais do


denunciante, o seu grau de culpa e as circunstâncias atenuantes e agravantes e as
consequências da infração. Ainda de acordo com a norma, salvo os casos de gravidade
manifesta ou reincidência, a imposição das penalidades obedecerá à gradação.

Proposta de atividade

Agora é a hora de praticar tudo o que você aprendeu nesse capítulo! Elabore uma tabela
listando em uma coluna os deveres, em outra os direitos e em outra os limites
determinados no capítulo IV – Meios de Comunicação e Informação do Código de Ética
e de Conduta do Nutricionista, destacando as principais ideias abordadas ao longo do
capítulo. Ao produzir sua tabela, considere as leituras básicas e complementares
realizadas.

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Recapitulando
Neste capítulo identificamos que o Nutricionista, no exercício de sua profissão, deve
pautar as suas ações no Código de Ética e de Conduta do Nutricionista e também em
outras normas vigentes, como por exemplo, na Constituição Federal Brasileira, que nos
orienta que conhecer o Código de Ética da profissão é uma obrigação legal de todo o
profissional. O Código de Ética e de Conduta não foi elaborado para limitar a atuação
do nutricionista, mas para servir de guia para que o profissional possa agir com
responsabilidade e consciência. Conhecemos o conceito de deontologia e entendemos
que os Códigos de Ética existem para definir e nortear os direitos, os deveres e os limites
do profissional, além de proteger a sociedade e valorizar a profissão. Exercer uma ação
em desacordo com o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista pode acarretar,
como consequência, a abertura de um processo disciplinar e uma possível penalidade.
Desta forma, o Nutricionista deve conhecer e compreender o Código de Ética e de
Conduta do Nutricionista de maneira que os direitos, deveres e limites sejam respeitados
e cumpridos. A Nutrição é uma ciência que está em constante movimento, ou seja, o
que pode ser uma verdade absoluta hoje, pode não ser amanhã e assim também é a
sociedade – estamos em constantes mudanças e adaptações no modo de viver no
individual e no coletivo. Por isso, o Código de Ética e de Conduta deve acompanhar as
mudanças sociais e estar sempre atualizado com o cenário em que vivemos. Para isso,
o nutricionista deve participar ativamente das discussões que envolvem os temas
ligados à profissão.

Palavras-chave

1. Deontologia
2. Código de Ética
3. Código Deontológico
4. Código de Ética e de Conduta
5. Construção coletiva
6. Direitos
7. Deveres
8. Vedado

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9. Proibições
10.Limites
11.Denúncia
12.Infração
13.Consequências
14.Processo Disciplinar
15.Comissão de Ética
16.Instauração
17.Instrução
18.Julgamento
19.Penalização

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Referências bibliográficas

DEONTOLOGIA. In: HOUAISS, A.; VILLAR, M. S. Dicionário Houaiss de Língua


Portuguesa. Elaborado pelo Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia e Banco de
Dados da Língua Portuguesa S/C Ltda. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

Darlei Dall’Agnol. Ética: História e Filosofia da Moral. 2ª. ed. Florianópolis:


Licenciaturas a Distância Filosofia/EaD/UFSC, 2014. v. 1. 761p

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Assembleia Geral das


Nações Unidas em Paris. 10 dez.1948. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/wp-
content/uploads/2018/10/DUDH.pdf> Acesso em 1 de jun. 2019.

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN nº 599/2018 que


“Aprova o Código de Ética e de Conduta do Nutricionista”. CFN: 2018. Disponível
em <http://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/2018/04/codigo-de-etica.pdf> Acesso em
20 de jun. de 2019.

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN nº 321/2003, de 02 de


dezembro de 2003. Institui Código de Processamento Disciplinar para o
Nutricionista e o Técnico da Área de Alimentação e Nutrição e dá outras
providências. Disponível em: <http://www.cfn.org.br/wp-
content/uploads/resolucoes/Res_321_2003.htm> Acesso em 20 de jun. de 2019.

CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN nº 356/2004, de 28 de


dezembro de 2004. Aprova o regimento interno comum dos conselhos regionais
de nutricionistas da 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª regiões e dá outras providências.
Disponível em: <http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/res/2000_2004/res356.pdf> Acesso
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BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.


Brasília, DF: Senado Federal; 1988.

BRASIL. Lei nº 6.583, de 20 de outubro de 1978. Cria os Conselhos Federal e


Regionais de Nutricionistas, regula o seu funcionamento e dá outras
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BRASIL. Decreto nº 84444, de 30 de janeiro de 1980. Regulamenta a Lei 6.583, de 20


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<https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980-1987/decreto-84444-30-janeiro-
1980-433856-publicacaooriginal-1-pe.html >Acesso em 20 de jun. de 2019.

BRASIL. Lei nº 8.234, de 17 de setembro de 1991. Regulamenta a Profissão do


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BRASIL. Código Penal. Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Diário Oficial


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BRASIL. Código civil. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Diário Oficial da União.
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GOMES, J. O atual ensino da ética para profissionais de saúde e seus reflexos no


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