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SEMINÁRIOS DE SEGURANÇA OCUPACIONAL

2019/2020

ESTATÍSTICA DA SINISTRALIDADE
Estatística dos Acidentes de Trabalho

A estatística constitui o método mais frequente de análise de riscos,


permitindo a definição de prioridades no controlo dos diferentes
riscos.
 No entanto é difícil saber, com

exatidão, quantos acidentes de


trabalho ocorrem…

 As estimativas dependem de um elevado número de fatores:

• Definição de “acidente de trabalho”

• Notificação dos acidentes

• Inexistência de um sistema de análise


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1 – Estatística dos Acidentes de Trabalho

 Para que um sistema se revele eficaz:


• Todos os acidentes deverão ser relatados

• A subnotificação deverá ser penalizada

• Os incidentes que não envolvam nenhum ferimento e/ou dano de propriedade


deverão ser sujeitos a inquéritos (nas empresas)

• Deverão ser criados programas de prevenção nos locais de trabalho

• (…)

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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho

 Henrich: “Acontecimento não planeado e não controlado através do qual a


ação ou a reação de um objecto, substância, pessoa ou radiação, resulta em
dano pessoal ou probabilidade de tal ocorrência”

 Compes: “Repentina perturbação no sistema Homem-Máquina-Ambiente,


através da qual a transformação de energia química ou física entre as
substâncias e/ou pessoas produz danos não planeados, que total ou
permanentemente, reduzem o valor e/ou função de pelo menos um dos
componentes do sistema”

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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho

Lei nº 98/2009, 4 de setembro

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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho *

Consequências

• Morte – acidentes mortais


• Incapacidade permanente – resultam, para a vítima e com caráter permanente, em deficiência física
ou mental ou diminuição da capacidade de trabalho
• Incapacidade temporária – resultam, para a vítima, em incapacidade de, pelo menos, um dia
completo além do dia em que ocorreu o acidente
• Outros casos – resultam, para a vítima, em incapacidade para o trabalho por tempo inferior ao
considerado na alínea anterior, sem incapacidade permanente

* Adotada na 10ª Conferência Internacional dos Estaticistas do Trabalho e alterado pela 16ª,
promovida pelo BIT
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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho

Forma

• Queda de pessoas/objetos
• Marcha sobre, choque contra, ou pancada por objetos
• Entaladela num objeto entre objetos
• Esforços excessivos ou movimentos em falso
• Exposição e/ou contacto com temperaturas extremas
• Exposição e/ou contacto com a corrente elétrica
• …

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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho

Agente
material

• Máquinas
• Meios de transporte e de manutenção (aparelhos elevatórios, meios de transporte por carris,
rolantes, …)
• Outros materiais (recipientes sob pressão, fornos, fornalhas, ferramentas, escadas,
andaimes, …)
• Materiais, substâncias e radiações
• …

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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho

Natureza da
lesão

• Fraturas
• Luxações, entorses e distensões
• Comoções e outros traumatismos internos
• Amputações e enucleações
• Feridas e lesões superficiais
• Queimaduras, ulcerações pelo calor ou pelo frio
• …

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2 – Classificação de Acidentes de Trabalho

Localização da
lesão
• Cabeça
• Olhos
• Pescoço
• Membros superiores (exceto mãos)
• Mãos
• Tronco, costas e órgãos internos
• …

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3 -Tratamento da Informação

O Decreto-lei n.º 106/2017, de 29 de agosto que regula a recolha,


publicação e divulgação da informação estatística sobre acidentes de
trabalho prevê que o modelo de participação de acidentes de trabalho, as
informações adicionais a prestar pelos seguradores sobre os acidentes de
trabalho que lhes sejam participados, bem como o prazo e a forma do envio
destas ao serviço da área governativa responsável pela área laboral
competente para proceder ao apuramento estatístico sejam aprovados por
portaria dos ministros responsáveis pelas áreas das finanças e laboral,
ouvidas as associações representativas dos seguradores.

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3 -Tratamento da Informação

A Portaria que vem regular o modelo de participação relativa a acidentes de


trabalho, bem como o conteúdo, a forma e o prazo de envio de informação
sobre os acidentes de trabalho e da respetiva informação adicional, foi

publicada em Diário da República: Portaria 14/2018, de 11 de janeiro

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3 -Tratamento da Informação

Anexo I
Modelo de participação relativa a
acidentes de trabalho, por parte dos
empregadores, incluindo entidades
empregadoras públicas que tenham
transferido a responsabilidade pela
reparação de acidentes de trabalho e de
trabalhadores independentes ou de
serviço doméstico

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3 -Tratamento da Informação

Anexo II
Conteúdo de informação da
Participação de acidentes de trabalho,
por parte de seguradores, forma e
prazo de envio de informação sobre os
acidentes de trabalho

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3 -Tratamento da Informação

Anexo III - Modelo de mapa para se proceder ao encerramento do processo de


recolha de informação estatística relativa aos acidentes de trabalho

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4 - Comunicação dos acidentes de trabalho

 A ocorrência de acidentes de trabalho ou de doenças


profissionais constitui um forte indicador da
existência de disfunções nos locais de trabalho
e/ou nas respetivas envolventes

 A informação da sua ocorrência permite operar


melhorias naquele concreto local de trabalho e
melhor direcionar a ação de informação e controlo
no domínio da segurança e da saúde no trabalho,
influenciando assim o processo de melhoria de
condições de trabalho

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...no Mundo
Os custos económicos relativos a
estes valores é aproximadamente
4% do PIB mundial

Adicionalmente mais de 374 milhões


de acidentes não fatais e doenças são
reportados, muitos deles resultando
em ausências prolongadas do trabalho

Mais de 2 milhões de pessoas


morrem por ano como
consequência de acidente de
trabalho

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Fonte: http://www.ilo.org/global/topics/safety-and-health-at-work/lang--en/index.htm
...na União Europeia*

 Durante o ano de 2015 ocorreram 3.876 acidentes mortais (EU-28)

 Mais de um quinto dos acidentes ocorreu no setor da construção


Quadro estratégico da UE para a saúde e segurança no trabalho
(2014-2020) **

 Melhorar a implementação das normas de saúde e segurança


existentes, em particular através do reforço da capacidade das micro e
pequenas empresas de implementar estratégias eficazes e eficientes de
prevenção dos riscos
 Melhorar a prevenção das doenças relacionadas com o trabalho,
combatendo os riscos novos e emergentes, sem negligenciar os riscos
existentes
 Ter em conta o envelhecimento da mão-de-obra da UE

* dados EuroStat (https://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Accidents_at_work_statistics)


** https://oshwiki.eu/wiki/EU_OSH_Strategic_framework MESHO - SSO - Joana Duarte - 24 de setembro, 2019 18
...em Portugal

 Na década de noventa, anualmente….


• Ocorriam cerca de 300.000 acidentes de trabalho com alguma gravidade
• Morriam cerca de 300 trabalhadores

 De acordo com a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), em


2018 occorreram
• 484 acidentes graves registados
• 155 acidentes de trabalho mortais

informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.1 -Acidentes de trabalho mortais

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.1 -Acidentes de trabalho mortais

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.1 -Acidentes de trabalho mortais

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.1 -Acidentes de trabalho mortais

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.1 -Acidentes de trabalho mortais

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.2 - Acidentes de trabalho graves

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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5 - Estatísticas ACT
5.2 - Acidentes de trabalho graves

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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6 - Estatísticas GEP

A legislação Portuguesa engloba os acidentes de trajeto na definição


de acidentes de trabalho. No entanto, pelas suas características, e
atendendo à metodologia do projeto europeu de acidentes de trabalho no
qual Portugal está integrado, estes acidentes estão excluídos do tratamento
estatístico

 Em 2015 registaram-se 208.457 acidentes de trabalho, dos quais 161


tiveram como consequência a morte do sinistrado

A maioria dos acidentes de trabalho apurados em 2015 ocorreram nos


sectores de atividade "C - indústrias transformadoras", "F - construção“ e
“G - comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e
motociclos"

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Informação atualizada a 28 de agosto de 2019
6 - Estatísticas GEP

Informação atualizada a 28 de agosto de 2019

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7 - Índices Estatísticos

 A abordagem tradicional utilizada


para avaliar o desempenho da
segurança verifica-se através da Os indicadores de segurança e saúde no

medição e análise estatística de trabalho fornecem uma estrutura para avaliar


dados relacionados com acidentes a extensão a que os trabalhadores estão
protegidos contra os perigos e riscos
relacionados com o trabalho

As fórmulas de cálculo dos índices de sinistralidade têm por


base a “Resolução sobre as estatísticas das lesões profissionais
devidas a acidentes do trabalho”, adotada pela 16ª Conferência
Internacional de Estaticistas do Trabalho da OIT

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7 - Índices Estatísticos
7.1 - Definições

 n – número de acidentes de trabalho

NOTA: Por Acidentes de trabalho entende-se acidente com ITA (Incapacidade


Temporária Absoluta) e Mortais

 N – número de horas/homem trabalhadas

 N’ – número médio de trabalhadores

 d – número de dias úteis perdidos

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7 - Índices Estatísticos
7.1.1 – Índice de Frequência

 Representa o número de acidentes de trabalho por milhão de

horas-homem trabalhadas
 Utilizado a nível geral da empresa

 Fórmula:

𝑛𝑛 × 106
If =
𝑁𝑁

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7 - Índices Estatísticos
7.1.2 – Índice de Incidência

 Representa, em média, o número de acidentes de trabalho por


cada mil trabalhadores (em média)

 Utilizado para estatísticas coletivas (por ramo de atividade)

 Fórmula:

𝑛𝑛 × 103
Ii =
𝑁𝑁′

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7 - Índices Estatísticos
7.1.3 – Índice de Gravidade

 Representa o número de dias úteis perdidos por mil horas-


homem trabalhadas

 Um acidente mortal equivale à perda de 7500 dias de trabalho

 Fórmula:

𝑑𝑑 × 103
Ig =
𝑁𝑁

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7 - Índices Estatísticos
7.1.4 – Índice de Avaliação de Gravidade

 Representa, em média, o número de dias úteis perdidos por


acidente
 Permite estabelecer prioridades quanto às ações de controlo
(calculados para cada departamento ou secção)

 Tratando-se de um método estatístico, não reflete a potencialidade dos


riscos envolvidos

 Fórmula:

IAG = IIg x 103


f

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7 - Índices Estatísticos
7.2.1 –Taxa de Frequência dos acidentes de trabalho não mortais

 As expressões de cálculo das taxas seguem o modelo de relatório anual


da atividade dos serviços de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho,
aprovado pela Portaria n.º 55/2010, de 21 de janeiro

nº AT × 106
Tf =
nº de horas efetivamente trabalhadas

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7 - Índices Estatísticos
7.2.2 –Taxa de Gravidade dos acidentes de trabalho não mortais

n.º dias perdidos × 106


Tg =
nº de horas efetivamente trabalhadas

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7 - Índices Estatísticos
7.2.3 –Taxa de Incidência dos acidentes de trabalho totais

n.º de AT totais × 103


TiT =
n.º trabalhadores

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7 - Índices Estatísticos
7.2.4 –Taxa de Incidência dos acidentes de trabalho mortais

nº de AT mortais × 103
TiM =
nº trabalhadores

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7 - Índices Estatísticos
7.3 – Últimas notas

 No caso de, num determinado mês, não existirem acidentes mas


existirem trabalhadores de baixa, os índices são na mesma calculados com
os dados existentes para esse mesmo mês
• Ii e If = 0 (zero acidentes de trabalho) e os x dias perdidos nesse mês entrarão
no Ig

A percentagem adstrita a um acidente com Incapacidade Permanente


(IP) é calculada com base no número de dias contabilizado para um
acidente mortal (equivale à perda de 7500 dias de trabalho)

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7 - Índices Estatísticos
7.3 – Últimas notas (cont.)

 Todos os índices representados têm uma referência excessivamente


elevada
• A maioria das empresas não tem 1.000 trabalhadores, nem efetua 1.000.000 de
horas de trabalho por ano

 Não existem tabelas de referência para comparação dos índices


• Estes índices foram elaborados de forma internacional; a internacionalização de
tabelas de referência não faria sentido atendendo à variabilidade socio-cultural
existente
• Teria que haver distinção de referências por ramo de atividade
• A melhor referência a ser utilizada é a da própria empresa, por comparação a
anos anteriores

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7 - Índices Estatísticos
7.3 – Últimas notas (cont.)

 Os indicadores de desempenho de segurança são utilizados para:


• monitorizar o nível de segurança de um sistema (quer este seja um
departamento, um local ou uma indústria)

• decidir onde e como agir, isto é, em que áreas agir e que medidas tomar
• motivar aqueles que estão na posição de tomar as medidas necessárias a tomá-
las

 Estesindicadores apenas consideram os acidentes com “baixa” (dias


perdidos), como preconizado pela OIT

É necessário ter em atenção aquando da comparação destes dados com


as estatísticas nacionais, uma vez que o GEP considera nas suas
publicações todos os acidentes (com e sem baixa)

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.1 – Pela ACT

 Exame presencial das práticas laborais no


local de trabalho, das normas/instruções em
uso e das condições de trabalho

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.1 – Pela ACT

 Uma entrevista da vítima, das


testemunhas e do pessoal de
enquadramento imediato

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.1 – Pela ACT

 Uma reunião com os representantes do


empregador e dos trabalhadores para a
segurança e saúde do trabalho

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.1 – Pela ACT

 Definição de medidas adequadas,


baseada nos poderes legais de que dispõe

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.1 – Pela ACT

 A informação do resultado da visita ao


empregador ou ao seu representante,
incluindo uma perspetiva sobre o
acompanhamento inspetivo subsequente.

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.1 – Pela ACT

 Acompanhamento inspetivo até à


alteração consolidada das condições de
trabalho existentes

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.2 – Five whys

sintoma
desculpa causa
culpado raíz

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.3 – Metodologia EEAT

 Objetivo: "recolher dados comparáveis a


nível comunitário sobre acidentes de
trabalho, para criar uma base de dados"

 O acidente de trabalho é definido


como "uma ocorrência imprevista,
durante o tempo de trabalho, que
provoque dano físico ou mental".

 Organismos portugueses que fornecem dados : Ministério de Emprego


e da Segurança Social (Departamento de Estatística) e Instituto Nacional de
Estatística

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.3 – Metodologia EEAT

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8 - Investigação do acidente de trabalho
8.3 – Metodologia EEAT

ANEXO A: APLICAÇÃO DA FASE III DAS EEAT A PARTIR DO ANO


DE REFERÊNCIA DE 2001
ANEXO B: CLASSIFICAÇÕES E FORMATOS UTILIZADOS NAS EEAT
ANEXO C – GUIA DE UTILIZAÇÃO DAS CLASSIFICAÇÕES
ANEXO D: CLASSIFICAÇÕES FACULTATIVAS DE 4 POSIÇÕES
ANEXO E: PONDERAÇÃO
ANEXO F: METODOLOGIA PARA ACIDENTES DE TRAJECTO

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Estatística das Doenças Profissionais

 É ainda mais difícil saber qual o número de doenças profissionais que


ocorrem anualmente, devido a vários fatores:
• Diagnóstico (complexo)
• Comunicação (durante anos foi inexistente)
• Tratamento da informação (não é feito por entidades estatísticas oficiais, impedindo
a divulgação de um balanço rigoroso das mesmas)

 Anualmente morrem seis vezes mais pessoas por doença profissional do que por
acidente de trabalho*

 Em média, ocorrem 4 a 5 mortes por dia devido a doença profissional


* http://www.dnpst.eu/uploads/Relatorio-2016.pdf

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1. Principais dificuldades

 O processo de diagnóstico de doenças profissionais é complexo


• As doenças podem levar anos a manifestar-se
• Muitas vezes o trabalhador em causa já passou por várias empresas quando o
diagnóstico é finalmente feito

 A subnotificação foi e continua a ser frequente

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1. Principais dificuldades
1.1 Participação das doenças profissionais

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2. Evolução das doenças profissionais participadas, por fator de
risco

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3. Número de doenças profissionais participadas, segundo a CAE
Rev3

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3.5 - Últimas notas

 A nível europeu, as perturbações músculo-esqueléticas constituem o


mais comum problema de saúde relacionado com a atividade profissional*

 Estimou-se que o custo das doenças profissionais é, no mínimo, de 145 mil


milhões de euros, por ano, na União Europeia*

 A participação ativa das organizações de trabalhadores e de empregadores


é essencial para o desenvolvimento de políticas e programas nacionais de
prevenção de doenças profissionais

* http://www.ilo.org/public/portugue/region/eurpro/lisbon/pdf/safeday2013_relatorio.pdf

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 A reter!
 A Lei nº 98/2009 regula o regime de reparação de acidentes de
trabalho;

 Um acidente mortal equivale à perda de 7500 dias de trabalho;

 A percentagem adstrita a um acidente com IP é calculada com base


no número de dias contabilizado para um acidente mortal;

 Na representação estatística de acidentes de trabalho, a melhor


referência é a da própria empresa;

 Os índices estudados apenas consideram os acidentes com “baixa”,


tal como preconizado pela OIT.

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