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GLOBAL

PERSONNEL CERTIFICATION SCHEME

PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO – PC09

CADEIA PRODUTIVA DO CONCRETO

REVISÃO 01
Programa de Qualificação PC09 – IBRACON Revisão 01
08/06/2019

CONTEÚDO

1. Objetivo e Referências
1.1 Objetivo
1.2 Referências

2. Definições e Responsabilidades
2.1 Definições
2.2 Responsabilidades

3. Programa de Qualificação
3.1 Centro de Competência
3.2 Empregador
3.3 Examinadores
3.4 Exames
3.4.1. Exames Teóricos
3.4.1.1 Profissionais para Preparação do Concreto
3.4.1.2 Inspetor de Pavimento de Concreto
3.4.1.3 Profissionais para Pré-moldados
3.4.1.4 Inspetor de Estrutura de Concreto
3.4.2 Exames Práticos
3.5 Reexame e Isenção de Exame

4. Qualificação dos Profissionais da Cadeia do Concreto


4.1 Elegibilidade
4.2 Manutenção
4.3 Requalificação
4.4 Extensão, Redução, Suspensão e Cancelamento do
Certificado
4.5 Transferência da Qualificação

5. Requisitos de Formação e Treinamento


5.1 Formação e Experiência
5.2 Treinamento
5.3 Visão

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08/06/2019

1. OBJETIVO E REFERÊNCIAS

1.1 OBJETIVO

Este Programa de Qualificação estabelece como é realizada a


qualificação de pessoas nas áreas pertinentes da Cadeia Produtiva do
Concreto, em linha com o estabelecido pelo Instituto Brasileiro do
Concreto (IBRACON), no âmbito do “GLOBAL Personnel Certification
Scheme” (GLOBAL), seguindo os requisitos da norma ISO/IEC 17024.

As normas específicas que estabelecem o que é requerido para as


Qualificações de pessoas nas diversas atividades da Cadeia Produtiva
do Concreto são as referências para a abrangência desse Programa.
Essas Qualificações são avaliadas para verificar a conformidade com as
normas aplicáveis, conforme estabelecido nesse Programa de
Qualificação.

Estão aqui definidas as regras para um candidato solicitar a


qualificação e como o GLOBAL, juntamente com o Comitê Setorial de
Certificação de Pessoas do IBRACON, faz para registrar avaliar, decidir
e emitir um certificado. Estão também descritas as regras para Centros
de Competência que prestam Exames Práticos.

1.2. REFERÊNCIAS

ISO/IEC 17024
NIT-DICOR 054
NBR 15146 – 1
NBR 15146 – 2
NBR 15146 – 3
NBR 16230
NBR 9452

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2. DEFINIÇÕES E RESPONSABILIDADES
2.1. DEFINIÇÕES

Área de Competência: Agrupa as competências requeridas para


ocupações afins. Pode ser também chamada de Área de Ocupação.

Auxiliar de Preparação de Concreto: Profissional apto a realizar


coleta, redução de amostras de campo, e ensaios básicos de um ou
mais grupos de atividades, sem avaliação e emissão de relatórios.

Auxiliar de Pré-moldados de Concreto: Profissional apto a realizar


coleta, redução de amostras de campo (no âmbito das atribuições
indicadas
no Anexo A) e ensaios básicos de um ou mais grupos de atividades,
sem avaliação e emissão de relatórios

Avaliação: Verificação efetuada após a interpretação, para determinar


se as indicações atendem ao critério de aceitação especificado ou para
determinar sua significância.

Centro de Competência: Entidade pública ou privada, reconhecida


pelo GLOBAL para promover o marketing e a infraestrutura dos
Exames, provendo a infraestrutura para o Examinador Líder avaliar as
habilidades e conhecimentos das pessoas, de forma a atender os
requisitos específicos que permitem o registro e a qualificação do
profissional em determinada Qualificação de uma Competência.
Centros de Competência utilizam Examinadores registrados e
independentes para prover os Exames. Centros de Competência podem
também prover formação e experiência profissional, dependendo da
natureza das atividades que executam e do credenciamento feito pelo
GLOBAL.

Competência: Capacidade demonstrada de aplicar conhecimentos,


habilidades e experiência profissional prévia, inclusive as de caráter
legal, requeridas para realizar de forma segura e com qualidade uma
determinada atividade profissional pertinente a uma ocupação.
Envolve o conjunto de direitos, obrigações e atribuições de uma pessoa
em uma atividade profissional específica, sendo composta pelos
requisitos legais pertinentes a essa ocupação profissional e
treinamentos, habilidades, formações e experiências profissionais
requeridas.

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Empregador: Uma organização governamental, privada ou de


qualquer outra natureza que requer que um ou mais de seus
empregados tenham a Qualificação específica certificada no Escopo de
um Programa de Qualificação.

Escopo: Indica a abrangência da Qualificação certificada, aplicável


quando esse nível adicional de detalhamento da Qualificação é
requerido para o registro do profissional. O Escopo indica a Qualificação
específica obtida pelo profissional certificado.

Inspetor I de Estruturas de Concreto: Profissional apto a


inspecionar estruturas de concreto, definir e acompanhar a realização
de ensaios necessários, bem como orientar a equipe de trabalho,
visando manter ou restabelecer seus requisitos de segurança
estrutural, de funcionalidade e de durabilidade

Inspetor II de Estruturas de Concreto: Profissional apto para, além


das atividades do inspetor I, planejar e supervisionar a inspeção de
estruturas de concreto, assim como avaliá-las, visando manter ou
restabelecer seus requisitos de segurança estrutural, de funcionalidade
e de durabilidade

Inspetor de Produção e Montagem de Pré-moldados de


Concreto: Profissional apto a analisar e avaliar os resultados dos
ensaios, nos limites de aceitação estabelecidos pelas respectivas
normas técnicas, e a realizar todas as inspeções abrangidas na
gestão dos processos de produção e montagem de elementos pré-
moldados de concreto de cimento Portland, conforme a seguir:
a) materiais para a produção de pré-moldado: recebimento e
armazenamento de insumos e elementos que serão utilizados na
produção do pré-fabricado;
b) desenvolvimento de traços, preparação de concreto, cura,
execução de fôrmas, execução de armaduras passiva e protendida,
execução de alças, insertes e afins, controle tecnológico da produção
e do produto acabado;
c) estoque e montagem: armazenamento, transporte, manuseio,
acabamento, identificação, locação de fundações, montagem,
ligações, controle dos elementos montados;
d) especificações e projetos: verificação da quantidade, dimensões
(diâmetros e comprimentos), posicionamento e cobrimentos de
armaduras, detalhes de ligações, localização das alças de içamento,
volume e peso da peça, verificação das especificações de montagem,
verificação do controle de atualização cronológica de documentos de
projetos (desenhos, especificações, instruções de serviço, memorial
de cálculo)

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Inspetor de Pavimento de Concreto: Profissional apto a analisar e


avaliar os resultados dos ensaios pertinentes, nos limites de aceitação
estabelecidos pelas respectivas Normas Brasileiras, e a realizar todas
as inspeções abrangidas no planejamento e execução do pavimento de
concreto de cimento Portland, conforme a seguir:
a) materiais componentes do concreto: recebimento e armazenamento
b) concreto: recebimento, amostragem, lançamento, adensamento e
cura
c) formas: verificação do tipo, do posicionamento (alinhamento e
nivelamento) e das dimensões
d) armaduras: verificação da quantidade, dimensões (diâmetros e
comprimentos), posicionamento e cobrimentos
e) controle do processo de execução do pavimento de concreto:
avaliação do acabamento superficial, corte de juntas, ensaios de
verificação da qualidade e demais elementos necessários para a
execução adequada do pavimento

Inspetor de Preparação de Concreto: Profissional apto a realizar


todas as inspeções abrangidas na preparação do concreto, a saber,
recebimento e armazenamento dos materiais componentes, dosagem,
mistura, transporte, lançamento, adensamento, acabamento
superficial, proteção, cura, verificação de formas, cimbramentos,
armaduras e embutidos. Apto também a analisar e avaliar os
resultados dos ensaios pertinentes, nos limites de aceitação
estabelecidos pelas respectivas normas técnicas

Interrupção significativa: Afastamento do profissional certificado


das atividades próprias do escopo da sua qualificação por intervalo de
tempo que, conforme definido neste Programa de Qualificação,
determina a suspensão ou cancelamento da qualificação.

Laboratorista I de Preparação de Concreto: Profissional apto a


realizar ensaios de um ou mais grupos de atividades e efetuar cálculos
sem avaliação e emissão de relatórios. Tem sua atuação principal em
campo (obra).

Laboratorista II de Preparação de Concreto: Profissional apto a


realizar ensaios de um ou mais grupos de atividades e efetuar cálculos
sem avaliação e emissão de relatórios. Tem sua atuação principal em
laboratório

Laboratorista de Pré-moldados de Concreto: Profissional apto a


realizar ensaios de um ou mais grupos de atividades e a efetuar
cálculos sem avaliação e emissão de relatórios, tendo sua atuação na
produção dos elementos pré-fabricados e nas concretagens de
montagem quando aplicável

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Programa de Qualificação: Conjunto de requisitos e condições


aplicáveis para a Qualificação de uma pessoa em uma Competência
específica de uma Área de Competência. O Programa de Qualificação
define todo o processo requerido para qualificar e manter a
Qualificação.

Qualificação: Competência específica que habilita uma pessoa para


uma determinada atividade profissional, considerando o Escopo
específico onde obteve a Qualificação.

Tecnologista da Preparação de Concreto: Profissional apto a


realizar ensaios, definir procedimentos executivos de inspeção e
amostragem, discernir sobre os limites de aceitação de um ou mais
grupos de atividades e efetuar cálculos com avaliação e emissão de
relatórios

Tecnologista de Pré-moldados de Concreto: Profissional apto a


realizar ensaios, definir procedimentos executivos de inspeção e
amostragem, discernir sobre os limites de aceitação de um ou mais
grupos de atividades e efetuar cálculos com avaliação e emissão de
relatórios

2.2. RESPONSABILIDADES

Candidato a Qualificação: Profissional responsável por Solicitar a


Qualificação e cumprir todos os requisitos do Programa de Qualificação,
inclusive o Código de Conduta.

Examinador – Profissional credenciado pelo GLOBAL, responsável por


executar os Exames pertinentes ao processo de avaliação, utilizando a
infraestrutura de um Centro de Competência credenciado. O
Examinador avalia os Participantes dos Exames relativos a
determinada Qualificação. Os Examinadores são avaliados quanto a
Competência na Qualificação onde atuam, sendo reavaliados
anualmente. Os Examinadores são classificados em Examinadores
Líderes ou Examinadores, cabendo exclusivamente aos Examinadores
Líderes a responsabilidade pela avaliação dos Participantes em
Exames.

Gerente Técnico – Gerir os Programas de Qualificação, apoiando os


Comitês de Competência e se responsabilizando pela emissão e
controle dos certificados.

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Gerente Técnico Adjunto – Responsável pela decisão e emissão dos


certificados quando o Gerente Técnico indicar que há conflito de
interesse na sua atuação quanto a decisão e emissão do certificado.

Pessoa Certificada: Profissional que cumpriu todos os requisitos do


Programa de Qualificação no qual está certificado e que mantém o
cumprimento desses requisitos por todo o período de validade do
certificado, inclusive quando das verificações para a Manutenção do
certificado. A pessoa certificada cumpre o Código de Ética e tem
desempenho profissional permanente compatível com a qualificação
obtida.

Presidente do GLOBAL – Responsável por estabelecer a estrutura,


indicar as pessoas e prover recursos compatíveis para a adequada
operação do GLOBAL. O Presidente do GLOBAL é responsável por
controlar e decidir, em última instância, as Apelações e por liderar as
Análises Críticas pela Direção.

Técnico de Registro – Responsável por controlar e executar os


processos de qualificação de pessoas, analisando criticamente as
solicitações de qualificação, avaliando a Qualificação das pessoas em
conformidade com o requerido no Programa de Qualificação e
preparando os processos de qualificação de forma a permitir a decisão
pelo Gerente Técnico ou pelo Gerente Técnico Adjunto.

Observador/Vigia – Pessoa indicada pelo GLOBAL para presenciar


etapas do Exame, em apoio ao Examinador, visando evitar a ocorrência
de fraude. Os Observadores/Vigias são avaliados anualmente quanto a
manutenção da sua condição de Vigia.

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3. PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO

O Programa de Qualificação de Pessoas da Cadeia Produtiva do


Concreto é parte da Área de Competência de Engenharia Civil e
Construção.

Esse Programa de Qualificação estabelece a abrangência da


qualificação, a descrição das atividades profissionais, os requisitos
regulamentares e estatutários aplicáveis e os requisitos gerais para os
profissionais certificados conforme as normas de Qualificação do
Pessoal da Cadeia Produtiva do Concreto cobrindo atividades de
preparação do concreto, pré-moldados, pavimentos e estruturas de
concreto. Estão indicados os requisitos de treinamento, formação,
experiência profissional e as habilidades.

São cobertos os métodos e Qualificações seguintes:

• PC09Q01 – Auxiliar de Preparação de Concreto

• PC09Q02 – Laboratorista I de Preparação de Concreto

• PC09Q03 – Laboratorista II de Preparação de Concreto

• PC09Q04 – Tecnologista de Preparação de Concreto

• PC09Q05 – Inspetor de Preparação de Concreto

• PC09Q06 - Inspetor de Pavimento de Concreto

• PC09Q07 – Auxiliar de Pré-moldado de Concreto

• PC09Q08 – Laboratorista de Pré-moldado de Concreto

• PC09Q09 – Tecnologista de Pré-moldados de Concreto

• PC09Q10 – Inspetor de Produção e Montagem de Pré-


moldados de Concreto

• PC09Q11 - Inspetor I de Estruturas de Concreto

• PC09Q12 – Inspetor II de Estruturas de Concreto

O Programa indica os custos da qualificação e os passos que um


candidato ao registro em uma das Qualificações deve dar, deixando
claro como todo o processo de qualificação é executado. Formulário

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que deve ser utilizado para solicitar a inscrição e taxas a serem pagas
estão disponíveis no site do GLOBAL (www.globalpersoncert.com).

As questões relativas a Confidencialidade, Imparcialidade, Informação


ao Público, Uso do Certificado e Reclamações que dizem respeito a esse
Programa, são tratadas explicitamente e estão disponíveis em
www.globalpersoncert.com. O Código de Conduta, também divulgado
no site, é subscrito obrigatoriamente pelo candidato no momento da
inscrição e aplicável durante todo o período no qual a pessoa está
certificada pelo GLOBAL.

São também apresentados os requisitos para os Centros de


Competência no que se relaciona aos Exames Práticos, e para os
Examinadores e Vigias/Observadores.

Sempre que ocorrerem mudanças no Programa que requeiram


avaliação adicional das pessoas certificadas, inclusive as de caráter
regulatório e estatutário, essas modificações são documentadas e
amplamente divulgadas para as partes interessadas, sem necessidade
de solicitação por parte delas, deixando claro os novos requisitos e a
forma como o GLOBAL tratará a fase de transição entre as regras
anteriores e os novos requisitos.

As avaliações da Qualificação de uma pessoa são planejadas e


estruturadas de forma a assegurar que todos os requisitos do Programa
são verificados de forma sistemática e objetiva, com retenção dos
registros que confirmam a Competência específica do candidato para a
Qualificação pretendida. A conformidade regulatória e estatutária
aplicável é verificada, não sendo emitidos certificados quando é
evidenciado o não cumprimento.

3.1. CENTRO DE COMPETÊNCIA

O Centro de Competência que participa desse Programa de Qualificação


está habilitado a promover Exames para as Qualificações que fazem
parte desse Programa, conforme credenciamento específico pelo
GLOBAL. O Centro de Competência é responsável por propiciar a
infraestrutura do Exame. O Centro de Competência utiliza
Examinadores independentes registrados para prover o Exame. O
GLOBAL lista os credenciamentos específicos de cada Centro de
Competência e os Examinadores credenciados. Nos Exames desse
Programa de Qualificação pode ser necessário o uso de
Vigias/Observadores, sendo requerido a presença permanente dos
Examinadores ou dos Vigias/Observadores especificamente designados
durante toda a duração do Exame.

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O Centro de Competência deve ter uma ferramenta de gestão que


garanta a qualidade dos Exames, cobrindo o controle dos documentos
e dos registros, não conformidades e reclamações e ações corretivas.
A ferramenta de gestão deve garantir que materiais e equipamentos
sejam controlados e deve manter evidências suficientes para que o
GLOBAL possa avaliar todos os processos.

O Centro de Competência é responsável por informar adequadamente


os candidatos quanto aos Exames, indicando que informações
complementares podem ser obtidas diretamente no GLOBAL.

O Centro de Competência credenciado pelo GLOBAL é responsável por


cumprir integralmente os requisitos estabelecidos quanto aos
Examinadores e Exames, inclusive quanto a instalações e
equipamentos, devendo atender a todos os critérios que garantem que
o Programa de Qualificação cumpre com seus objetivos. O Centro de
Competência deve utilizar somente Examinadores aprovados pelo
GLOBAL.

As obrigações do GLOBAL e do Centro de Competência estão


estabelecidas no Acordo assinado pelas partes, indicando os direitos e
deveres de cada parte e incluindo provisão garantindo que o
credenciamento por parte do GLOBAL não gera direitos quanto aos
certificados emitidos, podendo o Acordo ser cancelado por decisão
unilateral do GLOBAL, considerando o cumprimento das obrigações
conforme definido no Acordo, independente do que ocorrer com os
certificados emitidos para pessoas que utilizaram o Centro de
Competência durante o período em que se encontrava credenciado pelo
GLOBAL.

O Centro de Competência deve manter o GLOBAL permanentemente


informado sobre o uso dos Examinadores credenciados, os Exames
credenciados e os profissionais avaliados, inclusive com informações
que permitam melhorar continuamente os Exames e devem incluir
reclamações e sugestões dos profissionais avaliados e de outras partes
interessadas.

O Centro de Competência aceita formalmente, no Acordo assinado,


todos os requisitos do GLOBAL relativos a manutenção desse
credenciamento, inclusive os relativos a imparcialidade,
confidencialidade e segurança da informação. Aceita não só informar
continuamente, mas a receber avaliações periódicas ou extraordinárias
do GLOBAL para verificar os processos e os registros que se relacionam
aos credenciamentos e pessoas examinadas no âmbito desse
credenciamento.

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É incentivado que o Centro de Competência esteja apto a prover


Exames para pessoas com necessidades especiais, a não ser que a
deficiência que a pessoa porta o proíba de ser certificado na
Qualificação específica. Políticas e procedimentos do Exame que
determinam adaptações razoáveis para pessoas com condições
especiais como, por exemplo, auxílio para leitura, tempo dilatado,
questões de Exame longas e impressas, devem estar documentadas e
disponíveis para todas as partes interessadas e devem atender todo e
qualquer requisito governamental.

O término bem-sucedido de um Exame significa que o Examinador e o


Centro de Competência asseguram que os requisitos do Programa de
Qualificação estão em conformidade com as metas de aprendizagem
requeridas e com as habilidades e demais requisitos sendo avaliados
pelo Exame.

O Centro de Competência é responsável por apoiar os Examinadores


para que cumpram integralmente os requisitos estabelecidos,
mantendo registros e evidências objetivas desse cumprimento. Desvios
detectados devem ser informados imediatamente ao GLOBAL.

3.2. EMPREGADOR

O Empregador pode ser responsável por enviar o candidato a


Qualificação ao GLOBAL e ao Centro de Competência que oferece
Exame para a qualificação desejada, validando as informações pessoais
fornecidas pelo candidato, estando aí incluídas as declarações de
educação, treinamentos e experiência profissional. Quando requerido,
o Empregador pode validar também a declaração de acuidade visual e
de outros requisitos de aptidão física aplicáveis.

O GLOBAL pode manter Acordo com o Empregador visando registrar


coletivamente os empregados para os quais o Empregador deseja a
qualificação segundo esse Programa de Qualificação, mantendo-se
aplicável todos os requisitos requeridos pelo GLOBAL para efetuar tal
registro e qualificação inclusive quanto a necessidade de cada
Candidato (1) assinar individualmente a Solicitação da Qualificação e
(2) receber diretamente do GLOBAL o resultado do processo de
qualificação.

No caso de profissional autônomo, as declarações serão aceitas pelo


GLOBAL comprovadas ou se atestadas por terceira parte habilitada
legalmente ou administrativamente para atestar. O GLOBAL analisará

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cada caso específico quanto a aceitar o atestado fornecido, informando


as razões e orientando o candidato nos casos em que não aceitar.

A qualificação de uma pessoa atesta a capacidade dessa pessoa para


realizar determinada atividade, mas não representa uma autorização
para que essa pessoa trabalhe. A autorização para trabalhar é
responsabilidade exclusiva do Empregador.

O Empregador de uma Pessoa Qualificada é responsável por:


a) Conceder as autorizações para que realize a atividade,
garantindo inclusive os treinamentos adicionais
específicos relacionados ao trabalho a ser realizado;
b) Emitir todos os documentos relativos as autorizações de
trabalho;
c) Garantir a validade dos resultados das atividades
realizadas pelas Pessoas Certificadas;
d) Assegurar que os requisitos relativos as aptidões físicas
são efetivamente atendidos, conforme especificado;
e) Garantir que os métodos são aplicados de forma
contínua e adequada, conforme requerido;
f) Assegurar que as pessoas mantêm certificados válidos
para as tarefas relevantes;
g) Manter registros apropriados.

No caso de profissional autônomo, a própria Pessoa Certificada assume


todas as responsabilidades indicadas acima indicadas como sendo
aplicáveis ao Empregador.

3.3. EXAMINADORES

O GLOBAL registra individualmente e controla os Examinadores


credenciados nesse Programa de Qualificação, garantindo a
adequação, a confiabilidade, a confidencialidade, a imparcialidade e a
segurança da informação. Compete aos Centros de Competência
credenciados informar continuamente ao GLOBAL os Examinadores
credenciados utilizados, mantendo registros que evidenciam o
cumprimento dos seus compromissos.

O GLOBAL monitora individualmente os Examinadores quanto a


conduta, adequação e desempenho, podendo realizar essa avaliação e
monitoração durante um Exame. No caso desse Programa pode ser
necessária a utilização de pessoal além do Examinador para dar
suporte na execução ou acompanhamento dos Exames. Em casos de
grupos de candidatos com maior número de participantes é possível
que seja necessária a presença de um Examinador que apoia o

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Examinador Líder. O Examinador designado como Examinador Líder é


o único responsável pelo sucesso do Exame.

O GLOBAL evidencia, mantendo registros, que os Examinadores:


a) Compreendem o Programa de Qualificação e os requisitos do
Programa.
b) São capazes de cumprir todos os procedimentos requeridos
pelo Programa.
c) Têm Competência no campo onde atuam como Examinadores
e cumprem todos os requisitos da Qualificação onde
examinam.
d) São fluentes, tanto na comunicação escrita como oral, na
língua do Exame.
e) Identificam e informam prontamente ao Centro de
Competência qualquer conflito de interesse de forma a
garantir a imparcialidade no julgamento.

Examinadores para esse Programa de Qualificação devem ser


qualificados no Exame específico e devem ser profissionais com
reconhecida liderança e senioridade. Examinadores que lideram um
Exame são chamados de “Examinadores Líderes”. Examinadores
Líderes são aprovados pelos Examinadores Líderes já designados,
através de um processo de avaliação-entre-pares, quando é feita a
indicação inicial e para avaliar a possibilidade de progressão do
Examinador entre os níveis de Examinador em Treinamento,
Examinador e Examinador Líder.

Para Qualificações novas, introduzidas em adição as já existentes


nesse Programa de Qualificação, o GLOBAL pode indicar como
Examinadores pessoal competente e devidamente qualificado,
considerando a fase de transição necessária para atingir a Qualificação
formal especificada para a função de Examinador daquela Qualificação
específica. Esse período de transição é de no máximo cinco anos,
devendo o GLOBAL garantir que a pessoa indicada obterá a
Qualificação plena como Examinador no prazo de dois anos. O GLOBAL
deve manter registros e demonstrar que a pessoa apontada
provisoriamente como Examinador atende aos critérios seguintes:
a) Tem conhecimento suficiente dos princípios e conceitos
envolvidos na Qualificação;
b) Tem experiência profissional comprovada na Qualificação;
c) Tem habilidades para conduzir os Exames;
d) Conhece e é capaz de interpretar todos os processos,
materiais e documentos envolvidos no Exame.

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3.4 EXAMES

O GLOBAL registra individualmente e controla os Exames estabelecidos


nesse Programa de Qualificação como necessários para determinada
Qualificação, garantindo também o controle da adequação, a
confiabilidade, a confidencialidade, a imparcialidade e a segurança da
informação.

Os Exames são preparados pelo GLOBAL com a participação do Comitê


Setorial de Certificação de Pessoas do IBRACON e de especialistas que
elaboram o conteúdo, compondo o banco de questões controlado pelo
GLOBAL e utilizado para a seleção das questões incluídas nos Exames.
Os Exames avaliam a Competência de forma consistente e objetiva por
meio dos Exames escritos, orais, práticos, observacionais e outras
formas confiáveis e reproduzíveis, estando claramente identificada a
metodologia do Exame e sua adequação aos objetivos da avaliação. Os
Exames são aprovados pelo Gerente Técnico e pelo Comitê Setorial de
Certificação de Pessoas do IBRACON.

Exames fazem parte dos documentos sigilosos controlados tanto pelo


GLOBAL como pelo Centro de Competência. Somente Examinadores
têm acesso aos Exames, sendo esse acesso restrito as áreas
específicas onde estão credenciados para executar os Exames.

Exames são utilizados como instrumento para evidenciar a


Competência e devem ser estruturados de forma a garantir que essa
avaliação é: (a) Válida; (b) Suficiente; (c) Atualizada; (d) Autêntica;
(e) Confiável; (f) Justa. Adicionalmente, o processo do Exame deve
permitir que o mesmo resultado seja obtido por diferentes
Examinadores habilitados em diferentes locais aprovados para a
aplicação do Exame.

Para a Qualificação e Requalificação dos Profissionais da Cadeia


Produtiva do Concreto aplicam-se o Exame Teórico Geral e Específico
e o Exame Prático. O Candidato deve obter pontuação mínima de 70%
no Exame Teórico e 80% no Exame Prático.

Os Exames são aplicados antes da Qualificação e da Requalificação.

Para esse Programa de Qualificação são aplicáveis os Exames relativos


a cada Qualificação do Profissional da Cadeia Produtiva do Concreto,
conforme indicado a seguir:

• PC09E01 – Auxiliar de Preparação de Concreto

• PC09E02 – Laboratorista I de Preparação de Concreto

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• PC09E03 – Laboratorista II de Preparação de Concreto

• PC09E04 – Tecnologista de Preparação de Concreto

• PC09E05 – Inspetor de Preparação de Concreto

• PC09E06 - Inspetor de Pavimento de Concreto

• PC09E07 – Auxiliar de Pré-moldados de Concreto

• PC09E08 – Laboratorista de Pré-moldados de Concreto

• PC09E09 – Tecnologista de Pré-moldados de Concreto

• PC09E10 – Inspetor de Produção e Montagem de Pré-


moldado de Concreto

• PC09E11 – Inspetor I de Estruturas de Concreto

• PC09E12 – Inspetor II de Estruturas de Concreto

O conteúdo, a forma de aplicar, se teórico ou prático, a duração e o


número de questões estão indicados a seguir:

3.4.1. EXAMES TEÓRICOS GERAL E ESPECÍFICO


O Exame Teórico é um exame sem consulta, consistindo de questões
de múltipla escolha que abrangem a teoria dos conceitos gerais e dos
métodos aplicáveis, na profundidade apropriada, conforme indicado a
seguir. O Exame Teórico cobre questões gerais e específicas da
Qualificação buscada. O Exame Teórico contém 40 questões a serem
respondidas no tempo máximo de 120 minutos, cobrindo 20 questões
do Exame Geral e 20 questões do Exame Específico.

Para as diversas Qualificações são aplicados Exames Teóricos que


tomam por base o conteúdo requerido no treinamento para cada
Qualificação, conforme detalhado nos itens seguintes.

Os itens relativos aos Conhecimentos Básicos, são aplicáveis para o


Exame Teórico Geral. Para o Exame Teórico Específico são aplicáveis
os itens relativos aos conceitos básicos de cada atividade como, por
exemplo, o controle do concreto, os materiais componentes do
concreto, propriedades do concreto fresco e endurecido, controle de
preparação, aplicação e inspeção etc.

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As Tabelas que apresentam os Grupos de Atividades para cada


Qualificação complementam os dados apresentados nas Tabelas com
os treinamentos. As siglas utilizadas nas Tabelas com os Grupos de
Atividades indicam as seguintes atividades, conforme a Qualificação
buscada pelo Profissional:

CB: Conhecimento básico do ensaio, ou seja, princípio de


funcionamento, condições de aplicação, limitações de uso, natureza
dos resultados esperados.

EX: Além do previsto em CB, executa o ensaio e registra as condições


de ensaio e resultados obtidos.

AR: Além do previsto em EX, planeja, orienta a execução do ensaio,


interpreta e avalia os resultados, ou seja, tem discernimento sobre
procedimentos executivos de inspeção, amostragem, quantidade de
ensaios, periodicidade e pontos de coleta e avalia os limites de
aceitação ou representatividade dos resultados.

CA: Efetua cálculos, tomando como base as informações constantes


nos formulários.

CP: Interpreta e avalia procedimentos executivos de inspeção ou


ensaio, amostragem, quantidade de ensaios, periodicidade, pontos de
coleta.

3.4.1.1. EXAME GERAL E EXAME ESPECÍFICO PARA


PROFISSIONAL DE PREPARAÇÃO DE CONCRETO

Na Preparação de Concreto são aplicáveis os Exames Teóricos Geral e


Específico PC09E01 a PC09E05, conforme a Qualificação buscada pelo
Candidato. Esses Exames tomam por base o conteúdo requerido no
treinamento para cada Qualificação, conforme indicado na Tabela 1.

A Tabela 2 apresenta os Grupos de Atividades para cada Qualificação


dos Profissionais de Preparação de Concreto, complementando os
dados apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 - Treinamento básico para pessoal de preparação do concreto

Item Assunto Conhecimentos necessários


Segurança do trabalho (Normas Regulamentadoras-NR)
Conhecimentos
1 Uso de equipamentos de proteção individual (EPI)
básicos
Metrologia e calibração de equipamentos

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Noções básicas de matemática/cálculo (média, desvio


padrão, volume, área, densidade, consumo)
Manuseio de equipamentos de medição em laboratórios
Noções de acreditação, conforme ABNT NBR ISO/IEC 17025
Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM) (termos
básicos)
Regras para arredondamento e algarismos significativos
Meio ambiente e responsabilidade social
Elaboração de relatórios
Conceitos básicos Normalização do concreto
2 sobre controle do Finalidade e aplicação do controle de qualidade do concreto
concreto
Materiais
componentes
do concreto,
propriedades do
concreto fresco e Conforme Tabela 2 para o grupo de atividades dos
3
endurecido, Profissionais de Preparação de Concreto
controle de
preparação,
aplicação e
inspeção

Tabela 2 - Grupos de Atividades para Profissionais de Preparação do Concreto

Agregados (AGR) Auxi Laboratorista Tecno Inspe


Norma Assunto liar I II logista tor
DER M 28 Umidade pelo fogareiro EX EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
DNER ME-89 Durabilidade de agregados - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 6467 Inchamento (Agregado Mole) - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7211 Especificação - - - AR AR
ABNT NBR 7218 Argila em torrões EX - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7221 Qualidade da areia - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7809 Índice de forma (Agregado Graúdo) - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 9775 Umidade Chapman (Agregado Mole) EX EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 9917 Sais, cloretos e sulfatos solúveis (Agregado - - EX CA EX CA AR
Mole) CP AR
ABNT NBR 9936 Partículas leves - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 9938 Resistência ao esmagamento (Agregado - - EX CA EX CA AR
Graúdo) CP AR
ABNT NBR 9939 Umidade por secagem (Agregado Graúdo) EX EX CA EX CA EX CA AR
CP AR

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ABNT NBR 15577 Reação álcali-gregado – Partes 1, 4, 5 e 6 - - - EX CA AR


CP AR
ABNT NBR NM 26 Amostragem EX EX EX EX CP CP AR
ABNT NBR NM 27 Redução da amostra de campo Absorção EX EX EX EX CP CP AR
ABNT NBR NM 30 (Agregado Mole) - EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 45 Massa unitária e volume de vazios - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 46 Material fino EX - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 49 Impurezas orgânicas (Agregado Mole) EX - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 51 Abrasão “Los Angeles” (Agregado Graúdo) - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 52 Massa específica (Agregado Mole) EX EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 53 Absorção e massa específica (Agregado - EX CA EX CA EX CA AR
Graúdo) CP AR
ABNT NBR NM 248 Granulometria EX EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
Concreto fresco (CFR) AUX LAB I LAB II TECN INSP
ABNT NBR 5738 Moldagem e cura de corpos-de-prova – EX EX EX EX CP CP AR
ABNT NBR 7212 Concreto dosado em central
- Condições gerais - EX AR EX AR EX AR AR
- Condições específicas - EX AR EX AR EX AR AR
- Inspeção, aceitação e rejeição - - - EX AR AR
ABNT NBR 9605 Reconstituição de traço - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 9833 Massa específica /ar incorporado - EX CA EX CA EX CA AR
AR AR CP AR
ABNT NBR 10342 Perda de abatimento EX EX EX AR AR
ABNT NBR 10908 Aditivos – Ensaios de uniformidade - - EX CA AR AR
ABNT NBR 12317 Verificação de desempenho de aditivos - EX EX EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 12655 Preparo, controle e recebimento de concreto - - - CP AR AR
ABNT NBR 12821 Preparação de concreto no laboratório EX - EX AR AR
ABNT NBR 14931 Execução de estruturas de concreto - - - CP AR CP AR
(Concretagem) EX CA
ABNT NBR 15558 Exsudação de água - EX CA EX CA CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 15823 Concreto auto adensável – Espalhamento e - EX CA EX CA CP AR AR
– Partes 1, 2 e 3 habilidade passante pelo anel J AR
ABNT NBR 15900 Água para concreto - - EX CA EX CA AR
– Partes 1, 2 e 3
ABNT NBR NM 9 Tempos de pega - - EX CA CP AR AR

ABNT NBR NM 47 Teor de ar – Método pressométrico - EX CA EX CA EX CA AR


CP AR
ABNT NBR NM 67 Abatimento pelo tronco de cone EX AR EX AR EX AR EX AR EX AR
CP CP
ABNT NBR NM 33 Amostragem EX EX EX EX CP EX CP
Concreto endurecido (CEN) AUX LAB I LAB II TECN INSP
ABNT NBR 5739 Compressão de corpos-de-prova EX EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7212 - Avaliação estatística - - - AR

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EX CA
- Aceitação e rejeição - - - CP AR AR
ABNT NBR 7222 Tração por compressão diametral EX EX CA EX CA EX AR AR
EX CA
ABNT NBR 7584 Esclerometria - EX EX CP AR CP AR
EX CA
ABNT NBR 7680 Extração de testemunhos - EX CA EX CA CP AR CP AR
EX CA
ABNT NBR 8522 Módulo de deformação - - EX CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 8802 Propagação de onda ultra-sônica - EX - CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 9204 Resistividade elétrica – volumétrica - - EX CA CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 9778 Absorção por imersão, índice de vazios, massa EX - EX CA CP AR AR
específica EX CA
ABNT NBR 9779 Absorção por capilaridade EX - EX CA CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 10786 Permeabilidade à água - - EX CA CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 10787 Penetração de água sob pressão - - EX CA CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 12142 Tração na flexão EX EX CA EX CA CP AR AR
EX CA
ABNT NBR 12655 Preparo, controle e recebimento de concreto - - - CP AR AR
ABNT NBR 14931 Execução de estruturas de concreto (cura) - - - CP AR CP AR
ASTM C 157 Mudança de comprimento - - EX CA CP AR AR
EX CA
CP AR
Cimento (CIM) AUX LAB I LAB II TECN INSP
ABNT NBR 5732 Cimento Portland comum - - - AR AR
ABNT NBR 5733 Cimento Portland de alta resistência inicial - - - AR AR
ABNT NBR 5735 Cimento Portland de alto-forno - - - AR AR
ABNT NBR 5736 Cimento Portland pozolânico - - - AR AR
ABNT NBR 5737 Cimento Portland resistente a sulfatos - - - AR AR
ABNT NBR 5741 Extração de amostras EX EX CP EX CP EX CP -
ABNT NBR 7215 Resistência à compressão - EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 11578 Cimento Portland composto - - - AR AR
ABNT NBR 11579 Finura - EX CA EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 11582 Expansibilidade - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 12989 Cimento Portland branco - - - AR AR
ABNT NBR 13116 Cimento Portland de baixo calor de hidratação - - - AR AR
ABNT NBR NM 23 Massa específica - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 43 Consistência normal - - EX EX CP -
AR
ABNT NBR NM 65 Tempos de pega - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR NM 76 Superfície específica Blaine - - EX CA EX CA AR
CP AR
Aço para concreto armado e protendido (AÇO) AUX LAB I LAB II TECN INSP

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ABNT NBR 6153 Dobramento - - EX AR EX CP AR


AR
ABNT NBR 6349 Fios, barras e cordoalhas para protensão – - - EX AR WX CP AR
Ensaio de tração AR
ABNT NBR 7477 Conformação superficial - - - EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7478 Fadiga - - - EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7480 Barras e fios de aço para concreto
- Amostragem - EX EX EX CP EX CP
- Inspeção - EX EX EX CP EX CP
- Aceitação e rejeição - - - AR AR
ABNT NBR 7482 Fios para concreto protendido (amostragem) - - EX EX CP EX CP
AR
ABNT NBR 7483 Cordoalhas para concreto protendido - - EX EX CP EX CP
(amostragem) AR
ABNT NBR 14931
Execução de estruturas de concreto - - - - EX AR
- Armaduras - - - - EX AR
ABNT NBR ISO 6892 - Anexos A e C - - EX CA EX CA AR
Tração AR CP AR
Concreto protendido (CPR) AUX LAB I LAB II TECN INSP
ABNT NBR 7215 Resistência à compressão - EX EX - -
ABNT NBR 7681 Calda para injeção – Especificação - - EX CP EX CP EX CP
ABNT NBR 7682 Calda para injeção – Fluidez - EX EX AR EX CP AR
AR
ABNT NBR 7683 Calda para injeção – Exsudação e expansão - - EX CA EX CA AR
AR CP AR
ABNT NBR 7684 Calda para injeção – Resistência à compressão - - EX CA EX CA AR
CP AR
ABNT NBR 7685 Calda para injeção – Vida útil - - EX CA EX CP AR
AR CA
ABNT NBR 14931 Execução de estruturas de concreto - - - - EX CP
– Procedimento (Anexo B) AR
Formas e escoramentos (FES) AUX LAB I LAB II TECN INSP
ABNT NBR 14931 Execução de estruturas de concreto - - - - EX CA
– Procedimento (sistemas de fôrmas)

3.4.1.2. EXAME GERAL E ESPECÍFICO PARA INSPETOR DE


PAVIMENTO DE CONCRETO
Para Inspetor de Pavimento de Concreto é aplicável o Exame Teórico
Geral e Específico PC09E06. Esse Exame toma por base o conteúdo
requerido no treinamento para cada Qualificação, conforme indicado
na Tabela 3.
A Tabela 4 apresenta o Grupo de Atividades para o Inspetor de
Pavimento de Concreto.

Tabela 3: Treinamento básico para inspetor de pavimento de concreto

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Item Assunto Conhecimentos necessários


Segurança do trabalho (Normas Regulamentadoras - NR)
Uso de equipamentos de proteção individual (EPI)
Metrologia e calibração de equipamentos
Noções básicas de matemática/cálculo (média, desvio-padrão,
volume, área, densidade e consumo)
Manuseio de equipamentos de medição em laboratórios
1 Conceitos básicos Noções de acreditação de laboratório de ensaios, conforme
ABNT NBR ISO/IEC 17025
Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM) (termos
básicos)
Regras para arredondamento e algarismos significativos
Meio ambiente e responsabilidade social
Elaboração de relatórios
Materiais
componentes do
concreto,
propriedades
do concreto
Conforme Tabela 4 para o grupo de atividades do Inspetor de
2 fresco
Pavimento de Concreto.
e endurecido,
controle de
produção,
aplicação e
inspeção
Preparação inicial para concretagem da placa do pavimento
Recebimento, amostragem, lançamento e distribuição
(descarregamento e espalhamento)
Adensamento do concreto (realizado pela pavimentadora ou
régua vibratória e vibradores de imersão, dependendo do
Pavimento de
processo)
concreto
3 Nivelamento da camada de concreto
de cimento
Acabamento superficial (planicidade da superfície)
Portland
Texturização (verificar o equipamento a ser utilizado e
posterior ensaio de mancha de areia)
Proteção e cura (avaliação da aplicação do agente de cura)
Corte e selagem de juntas (controle do tempo de corte)
Conforto de rolamento

Tabela 4 - Grupos de Atividades para Inspetor de Pavimento de Concreto

Norma Assunto
Atividades
Materiais componentes (agregados, cimento, água, aditivos, adições e aço)
ABNT NBR 5732 Cimento Portland comum AR - -
ABNT NBR 5733 Cimento Portland de alta resistência inicial AR - -
ABNT NBR 5735 Cimento Portland de alto-forno AR - -
ABNT NBR 5736 Cimento Portland pozolânico AR - -

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ABNT NBR 5737 Cimento Portland resistente a sulfatos AR - -


ABNT NBR 5741 Extração de amostras de cimento AR CP -
ABNT NBR 7211 Agregados para concreto – Especificação AR - -
ABNT NBR 7480 Aço destinado a armaduras para concreto armado – Especificação AR CP -
ABNT NBR 7482 Fios de aço para concreto protendido – Especificação AR CP -
ABNT NBR 7483 Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido (amostragem) AR CP -
ABNT NBR 11578 Cimento Portland composto AR - -
ABNT NBR 11768 Aditivos para concreto (amostragem e especificação) AR CP -
ABNT NBR 12653 Materiais pozolânicos – Especificação AR CP -
ABNT NBR 13956 Sílica ativa para uso com cimento Portland AR CP -
ABNT NBR 15530 Fibras de aço para concreto AR CP -
ABNT NBR 15894-1 Metacaulim para uso com cimento Portland AR CP -
ABNT NBR 15900 - Água para amassamento do concreto AR CP -
Partes 1, 2 e 3
ABNT NBR NM 26 Agregados – Amostragem AR CP -
ABNT NBR NM 27 Agregados – Redução da amostra de campo AR CP -
ASTM C 1116 Standard specification for fiber-reinforced concrete (aço, vidro, sintética) AR CP -
Calda para injeção em bainhas de protensão Atividades
ABNT NBR 7681 Calda de cimento para injeção – Especificação CP-AR AR CP -
ABNT NBR 14931 Execução de estruturas de concreto – Procedimento (Anexo B, sem B.4) AR CP EX
ABNT NBR NM 19 Cimento Portand – Análise química – Determinação de enxofre como AR - -
sulfeto
Formas e armaduras Atividades
DNIT 047-ES Pavimento rígido – Execução de pavimento rígido com equip. de pequeno AR - -
porte
DNIT 048-ES Pavimento rígido – Execução de pavimento rígido com equip. de forma- AR - -
DNIT 049-ES trilho AR - -
Pavimento rígido – Execução de pavimento rígido com equip. de forma
Conforme projeto deslizante AR - -
do pavimento Leitura do projeto para avaliação de formas, armaduras, barras de ligação e
barras de transferência
Concreto fresco (CFR) Atividades
ABNT NBR 5738 Moldagem e cura de corpos de prova AR CP -
ABNT NBR 9833 Massa específica/ar incorporado AR - -
ABNT NBR 12655 Preparo, controle e recebimento de concreto AR CP -
ABNT NBR 15558 Concreto – Determinação da exsudação AR - -
ABNT NBR NM 9 Concreto – Determinação do tempo de pega AR -
-
ABNT NBR NM 33 Concreto – Amostragem AR CP
ABNT NBR NM 47 Concreto – Determinação do teor de ar – Método pressométrico AR -
-
ABNT NBR NM 67 Concreto – Determinação do abatimento pelo tronco de cone CP-AR AR CP -
DNIT 064-ME Pavimento rígido – Consistômetro VeBe AR CP -
Concreto Endurecido (CEN) Atividades
ABNT NBR 5739 Concreto – Compressão de corpos de prova AR - -
ABNT NBR 7222 Concreto – Determinação da tração por compressão diametral AR - -
ABNT NBR 7680 Concreto – Extração, preparo e ensaio de testemunhos AR CP -
ABNT NBR 8802 Concreto endurecido – Propagação de onda ultrassônica AR - -
ABNT NBR 9778 Concreto endurecido – Determinação da absorção de água, índice de AR - -
vazios, massa específica - - -
ABNT NBR 9779 Concreto Endurecido – Determinação da absorção de água por capilaridade AR - -
ABNT NBR 12142 Concreto – Determinação da resistência – Tração na flexão AR - -
DNIT 053-ME Pavimento rígido – Determinação da retração do concreto por secagem AR - -
Pavimento de concreto (PAV) Atividades
ABNT NBR 7583 Execução – Pavimento de concreto – Procedimento AR CP EX
ASTM C 309 Agente de cura AR - -

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ASTM E 965 Mancha de areia AR CP -


DNIT 046-EM Pavimento rígido – Selante de juntas – Especificação de materiais AR CP -
Conforme projeto Verificação da espessura das placas AR CP EX
do pavimento
Conforme projeto Posicionamento das juntas transversais e longitudinais AR CP EX
do pavimento
Conforme projeto Verificação da profundidade de corte das juntas longitudinais e transversais AR CP EX
do pavimento
Conforme projeto Posicionamento e especificação das barras de transferência AR CP EX
do pavimento
Conforme projeto Posicionamento e especificação das barras de ligação AR CP EX
do pavimento
Conforme projeto Conforto de rolamento AR CP -
do pavimento DNIT
062-PRO

3.4.1.3. EXAME GERAL E EXAME ESPECÍFICO PARA


PROFISSIONAL DE PRÉ-MOLDADO DE CONCRETO

Para os profissionais de Pré-moldados de Concreto são aplicáveis os


Exames Teóricos Geral e Específico PC09E07 a PC09E10, conforme a
Qualificação buscada pelo Candidato. Esses Exames tomam por base o
conteúdo requerido no treinamento para cada Qualificação, conforme
indicado na Tabela 5.

A Tabela 6 apresenta os Grupos de Atividades para cada Qualificação


dos Profissionais de Pré-moldados de Concreto, complementando os
dados apresentados na Tabela 5.

Tabela 5 - Treinamento básico para pessoal de pré-moldados de concreto

Item Assunto Conhecimentos necessários


Segurança do trabalho conforme legislações vigentes
(Normas
Regulamentadoras - NR 04, NR 05, NR 07, NR 18)
Uso de equipamentos de proteção individual (EPI)
Metrologia e calibração de equipamentos
Noções básicas de matemática/cálculo (média, desvio-
padrão, volume,
1 Conceitos básicos área, densidade e consumo)
Manuseio de equipamentos de medição em laboratórios
Noções de acreditação de laboratório de ensaio, conforme a
ABNT NBR ISO/IEC 17025
Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM) (termos
básicos)
Regras para arredondamento e algarismos significativos
Meio ambiente e responsabilidade social

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Elaboração de relatórios
Interpretação de textos (contratos)
Catalogação e gestão da informação (controle de
documentos,
registros e documentações)
Administração geral básica (definição de funções e cargos,
atribuições
e responsabilidades etc.).
Noções de medições de qualidade (pesquisa de satisfação)
Direito do consumidor (assistência técnica)
Auxiliar de pré-moldados de concreto
Materiais
componentes do
concreto,
propriedades do
concreto fresco e Conforme Tabela 6 para o grupo de atividades dos
2
endurecido, profissionais de pré-moldados
controle de
produção,
aplicação e
inspeção
Laboratorista de pré-moldados de concreto
Materiais
componentes do
concreto,
propriedades
do concreto fresco Conforme a Tabela 6 para o grupo de atividades dos
2
e endurecido, profissionais de pré-moldados
controle de
produção,
aplicação e
inspeção
Conforme a Tabela 6 para o grupo de atividades dos
profissionais de pré-moldados.
Pré-moldado de ABNT NBR 9062:2006, 8.2 Concreto
3 concreto ABNT NBR 9062:2006, 12.2 Materiais
ABNT NBR 9062:2006, 9.2.5.3
Liberação dos elementos pré-moldados protendidos por
pré-tração
Tecnologista de pré-moldado de concreto
Materiais
componentes do
concreto,
propriedades do
concreto fresco e
2 Conforme a Tabela 6 para o grupo de atividades dos
endurecido,
profissionais de pré-moldados
controle de
produção,
aplicação
e inspeção

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Pré-moldado de Conforme a Tabela 6 para o grupo de atividades dos


concreto profissionais de pré-moldados
ABNT NBR 9062:2006, 5.2.2 Tolerância e Tabela 1 –
Tolerâncias de fabricação para elementos pré-moldados
ABNT NBR 9062:2006, 8.2 Concreto (especificação)
ABNT NBR 9062:2006, 8.3 Aço
ABNT NBR 9062:2006, 8.4 Bainhas
3
ABNT NBR 9062:2006, 8.5 Calda para injeção
ABNT NBR 9062:2006, 8.6 Argamassa para ligações
ABNT NBR 9062:2006, 9.2 Armadura
ABNT NBR 9062:2006, 9.3 Insertos
ABNT NBR 9062:2006, 9.4 produção/Execução
ABNT NBR 9062:2006, Seção 12 Controle de execução e
inspeção
Inspetor de Produção e Montagem de Pré-moldado de Concreto
Materiais
componentes do
concreto,
propriedades
do concreto fresco
2
e endurecido, Conforme Tabela 6 para o grupo de atividades dos
controle de profissionais de pré-moldados.
produção,
aplicação e
inspeção
Conforme a Tabela 6 para o grupo de atividades dos
profissionais de pré-moldados
ABNT NBR 9062:2006, Tolerância e Tabela 1 – Tolerância de
fabricação para
elementos pré-moldados
ABNT NBR 9062:2006, Seção 8 Materiais
Pré-moldado de ABNT NBR 9062:2006, Seção 9 produção de elementos pré-
3
concreto fabricados
ABNT NBR 9062:2006, Seção 10 Manuseio, armazenamento
e transporte dos elementos pré-fabricados
ABNT NBR 9062:2006, Seção 11 Montagem de elementos
pré-fabricados
ABNT NBR 9062:2006, Seção 12 Controle de execução e
inspeção

Tabela 6 - Grupos de Atividades para Profissionais de Pré-moldado de Concreto

Requisitos gerais Auxili Labor Tecnol Inspe


Norma Assunto ar atoris ogista tor
ta
ABNT NBR 5426 Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por - - CP AR CP AR
atributos
ABNT NBR 6118 - - CP AR AR

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Projetos de estruturas de concreto – Procedimento


ABNT NBR 9062 (propriedades dos materiais e cobrimento da armadura) - AR AR AR
Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado
(Verificar itens conforme a categoria solicitada nas Tabelas
ABNT NBR 12654 4 a 6 da Norma NBR 15146-3) - AR AR AR
Controle tecnológico de materiais componentes de
ABNT NBR 12655 concreto – procedimento - - AR AR
Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e
ABNT NBR 14931 recebimento - - AR -
Execução de estruturas de concreto – Procedimento (ABNT
ABNT NBR 14931 NBR 9062:2006, 8.2.4) - - - AR
Execução de estruturas de concreto – Procedimento
ABNT NBR NM ISO (ABNT NBR 9062:2006, Seção 9) - - AR AR
7500 Materiais metálicos – Calibração de máquinas de ensaio
estático uniaxial – Parte 1: Máquinas de ensaio de
tração/compressão – Calibração do sistema de medição da
força
Materiais componentes (agregados, cimento, água, aditivos, adições e aço) AUX LAB TECN INSP
ABNT NBR 5732 Cimento Portland comum - - CP AR -
ABNT NBR 5733 Cimento Portland de alta resistência inicial - - CP AR -
ABNT NBR 5735 Cimento Portland de alto-forno - - CP AR -
ABNT NBR 5736 Cimento Portland pozolânico - - CP AR -
ABNT NBR 5737 Cimento Portland resistente a sulfatos - - CP AR -
ABNT NBR 5741 Extração e preparação de amostras de cimentos EX EX CP AR -
ABNT NBR 7211 Agregados para concreto – Especificação - AR AR -
ABNT NBR 7218 Agregados – Determinação do teor de argila em torrões e EX EX CA EX CA -
materiais friáveis
ABNT NBR 7480 Aço destinado a armaduras para concreto armado - - CP AR CP AR
ABNT NBR 7481 Telas de aço soldadas – Armadura de concreto armado - - CP AR CP AR
ABNT NBR 7482 Fios de aço para concreto protendido - - CP AR CP AR
ABNT NBR 7483 Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido - - CP AR CP AR
(amostragem)
ABNT NBR 9775 Agregado miúdo – Determinação do teor de umidade EX EX CA CP AR AR
superficial por meio do frasco de Chapman EX CA
ABNT NBR 11578 Cimento Portland composto - - CP AR -
ABNT NBR 11768 Aditivos para concreto (amostragem e especificação) - - CP AR -
ABNT NBR 12317 Verificação de desempenho de aditivos de concreto - EX CP CP AR -
EX CP
ABNT NBR 12653 Materiais pozolânicos - - AR -
ABNT NBR 12989 Cimento Portland branco - - CP AR -
ABNT NBR 13956-1 Sílica ativa para uso em cimento Portland, concreto, - - CP AR -
argamassa e pasta de cimento Portland – Parte 1:
Requisitos
ABNT NBR 15306 Produtos pré-fabricados de materiais cimentícios - - CP AR -
reforçados com fibra de vidro – Procedimento
ABNT NBR 15530 Fibras de aço para concreto - - CP AR -
ABNT NBR 15894-1 Metacaulim para uso com cimento Portland - - CP AR -
ABNT NBR 15900-1 Água para amassamento do concreto - - CP AR CP AR
ABNT NBR 15900-2 Água para amassamento do concreto - - CP AR CP AR
ABNT NBR 15900-3 Água para amassamento do concreto - - CP AR CP AR
ABNT NBR NM 26 Agregados – Amostragem EX EX EX -
ABNT NBR NM 27 Agregados – Redução da amostra de campo EX EX EX -
ABNT NBR NM 49 Agregado miúdo – Determinação de impurezas orgânicas EX EX CA EX CA -
CP AR
ABNT NBR NM 248 Agregado – Determinação da composição granulométrica EX EX CA -

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EX CA
CP AR
Materiais complementares à execução da estrutura AUX LAB TECN INSP
ABNT NBR 9783 Aparelho de apoio de elastômero fretado - - CP AR CP AR
Fôrmas, armaduras e acabamento AUX LAB TECN INSP
ABNT NBR Projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado - - - AR
9062:2006
ABNT NBR 14861 Lajes alveolares pré-moldadas de concreto protendido – - - - AR
Requisitos e procedimentos

3.4.1.4. EXAME GERAL E EXAME ESPECÍFICO PARA INSPETOR


DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

Para os Inspetores I de Estruturas de Concreto são aplicáveis os


Exames Teóricos Geral e Específico PC09E11 e PC09E12, conforme a
Qualificação buscada pelo Candidato. Esses Exames tomam por base o
conteúdo do treinamento e as competências requeridas para cada
Qualificação, conforme indicado nas Tabelas 7 a 11 indicadas a seguir.

As normas de referência são as NBR 16230 e NBR 9452.

A Tabela 7 apresenta os treinamentos e a Tabela 8 as competências


requeridas para Inspetor I de Estruturas de Concreto, sendo
complementadas pela Tabela 11 onde estão indicadas os Grupos de
Atividades dos Inspetores I de Estruturas de Concreto.

A Tabela 9 apresenta os treinamentos e a Tabela 10 as competências


requeridas para Inspetor II de Estruturas de Concreto, sendo
complementado pela Tabela 11 onde estão os Grupos de Atividades
dos Inspetores II de Estruturas de Concreto.

Tabela 7 - Treinamento básico para Inspetor I de Estruturas de Concreto

Item Assunto Conhecimentos necessários


Noções básicas de utilização de equipamentos de proteção
individual (EPI) e equipamento de proteção coletiva (EPC)
Noções de metrologia e calibração de equipamentos
Noções básicas de matemática/cálculo (média, volume, área,
densidade, consumo)
1 Conceitos básicos Manuseio de equipamentos, máquinas, ferramentas e
instrumentos
Sistema Internacional de Unidade (SI)
Regras para arredondamento e algarismos significativos
(ABNT NBR 5891)
Noções básicas de preservação do meio ambiente

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Orientação de
equipe de Gestão de pessoas
trabalho Liderança
2
nas atividades de Conceitos em SMS (saúde, meio ambiente e segurança)
inspeção em Conceitos em planejamento
campo
Desenho técnico
Noções de comportamento estrutural
Inspeção de
Patologia das estruturas de concreto
3 estruturas de
Materiais de construção civil
concreto
Técnicas construtivas
Normalização
Conhecimento de Fundamentos de eletricidade
métodos de Equipamentos de ensaio
4 ensaio em Noções básicas de eletrônica
estruturas de Noções básicas de química
concreto
Tipos de inspeção
Critérios de classificação das OAE
Roteiro básico e ficha de inspeção cadastral
Roteiro básico e ficha para inspeção rotineira
5 NBR 9452 Fluxograma de gerenciamento da OAE
Roteiro básico e ficha para inspeção especial
Referência de classificação da OAE
Roteiro para inspeção subaquática
Convenção de nomenclatura para vistoria de OAE

Tabela 8 - Competência requerida para Inspetor I de Estruturas de Concreto

Elementos de competência Padrões de desempenho


Ler e interpretar projetos – Identificando simbologias
– Correlacionando o desenho com a estrutura existente
Cadastrar elementos – Identificando elementos estruturais
estruturais – Realizando levantamento geométrico
– Elaborando croqui do cadastramento geométrico
Coletar informações do – Entrevistando proprietário, usuários da obra, vizinhança,
histórico profissionais responsáveis pelo projeto, pela execução e
da obra em campo outros
Documentar manifestações – Identificando as manifestações patológicas
patológicas – Caracterizando as manifestações patológicas
– Registrando graficamente, fotograficamente e/ou por meio
de planilhas
– Quantificando as manifestações patológicas
– Dimensionando as manifestações patológicas
Identificar a gravidade das – Comparando com referências técnicas e/ou dados de
manifestações patológicas estudos anteriores e bibliografia técnica
– Correlacionando as anomalias às suas causas prováveis

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– Informando aos superiores sobre a gravidade das


manifestações patológicas
Distribuir atividades – Delegando tarefas
– Controlando o tempo de execução das tarefas
Coletar amostras para – Retirando manual ou mecanicamente
ensaio – Acondicionando
– Identificando
– Transportando
– Verificando suas condições frente aos procedimentos
previstos nas Normas Técnicas
Acompanhar ensaios em – Interpretando procedimentos e/ou normas
campo – Estabelecendo pontualmente o local do ensaio
– Verificando consistência dos resultados
Cumprir plano de trabalho – Realizando a mobilização das atividades com os recursos
previstos
– Controlando o cronograma
– Sugerindo ajustes no cronograma ao seu superior
Designar atividades – Distribuindo equipamentos, ferramentas e materiais para a
equipe
– Implantando a logística de execução das atividades
– Especificando tarefas
– Apontando riscos eminentes
Mitigar situações de risco – Verificando ações de segurança para a equipe
– Tomando ações necessárias para mitigação de riscos
– Abortando a atividade se houver riscos não mitigáveis para
a equipe
– Reportando para o superior a situação de risco de acidente

Tabela 9 - Treinamento básico para Inspetor II de Estruturas de Concreto

Item Assunto Conhecimentos necessários


Noções básicas de utilização de equipamentos de proteção
individual
(EPI) e equipamento de proteção coletiva (EPC)
Noções de metrologia e calibração de equipamentos
Noções básicas de matemática/cálculo (média, volume, área,
densidade, consumo)
1 Conceitos básicos Manuseio de equipamentos, máquinas, ferramentas e
instrumentos
Sistema Internacional de Unidade (SI)
Regras para arredondamento e algarismos significativos
(ABNT NBR 5891)
Noções básicas de preservação do meio ambiente
Noções de informática
Planejamento de Conceitos em SMS (saúde, meio ambiente e segurança)
inspeção de Noções de planejamento
2
estrutura Noções de logística
de concreto Patologia das estruturas de concreto

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Ensaios em estruturas de concreto


Supervisão da Liderança
inspeção de Gestão de pessoas
3
estruturas Planejamento
de concreto Gestão de recursos
Concepção estrutural
Comportamento estrutural
Patologia das estruturas de concreto
Avaliação das Ensaios em estruturas de concreto
4 estruturas de Normalização
concreto Materiais constituintes da estrutura
Diretrizes para durabilidade das estruturas de concreto e
critérios de projeto que visam a durabilidade (ABNT NBR
6118)

Tabela 10 - Competência requerida para Inspetor II de Estruturas de Concreto

Elementos de competência Padrões de desempenho


Interpretar o escopo – Identificando o objeto do contrato
técnico do – Avaliando o prazo disponível para execução do serviço
contrato – Verificando as exigências contratuais de qualidade,
segurança, meio ambiente e saúde
Pesquisar o histórico da – Fazendo busca de documentos técnicos
obra – Coletando informações complementares (como entrevistas,
registros de imprensa etc.)
Elaborar plano de trabalho – Dimensionando a equipe
– Especificando equipamentos, ferramentas e materiais
– Elaborando cronograma
– Definindo metodologia de inspeção
– Definindo tipos, locais e quantidades de ensaios com base
na análise do conjunto de características, propriedades e
condições de exposição (Anexo B)
– Definindo forma de mobilização e logística
– Definindo prioridades
Diagnosticar o quadro – Atribuindo grau de criticidade à estrutura
patológico – Analisando o histórico da obra, documentos técnicos e
condições ambientais
– Analisando os resultados de ensaios de acordo com normas
técnicas e parâmetros estabelecidos
– Analisando os dados coletados em campo
– Utilizando equipes multidisciplinares
Prognosticar o quadro – Analisando o diagnóstico
patológico – Elaborando plano de manutenção preventiva e/ou corretiva
– Estimando a evolução da manifestação patológica
– Utilizando equipes multidisciplinares
Elaborar relatório – Compilando os resultados das análises
– Organizando a apresentação dos dados

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– Analisando elementos gráficos


– Analisando planilhas quantitativas e qualitativas de
anomalias
Emitir laudo – Consolidando os resultados das análises
– Formalizando as conclusões sobre as análises
– Validando relatórios
– Propondo a ação a ser tomada
Elaborar metodologia de – Definindo procedimentos executivos
recuperação ou reparo e – Especificando materiais, equipamentos e normalizações
proteção – Utilizando equipes multidisciplinares

Tabela 11 - Requisitos mínimos relativos a ensaios de campo para Inspetores de Estruturas de


Concreto

Ensaio Inspetor I Inspetor II


Medidor de espessura de cobrimento de armadura, estimativa do EX AR
diâmetro e sua posição (pacometria) EX AR
ABNT NBR 7584 EX AR
ABNT NBR 7680 EX AR
ABNT NBR 8802 EX AR
ABNT NBR 12655 EX AR
ASTM C 876 CB AR
DIN EN 14630 EX AR

3.4.2. EXAMES PRÁTICOS


O Exame Prático consiste na demonstração de proficiência na execução
das tarefas que são típicas das desenvolvidas no desempenho das
atividades do Candidato.

O Exame Prático toma por base os treinamentos e competências


indicadas nas Tabelas 1 a 11 para cada Qualificação, focando
especialmente nas atividades de execução, visando avaliar a
familiaridade e a habilidade do Candidato para desempenhar
corretamente o requerido.

O tempo total para a realização do Exame Prático depende da


Qualificação requerida, o que é indicado a seguir.

O Candidato deve estar aprovado no Exame Teórico Geral e Específico


para participar do Exame Pratico.

3.5. REEXAME E ISENÇÃO DE EXAME

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Um candidato que não é aprovado por comportamento antiético deve


esperar por pelo menos 12 meses antes de reaplicar para o exame.

Um candidato que falha e não obtém aprovação em qualquer parte do


exame, pode ser reexaminado duas vezes na parte específica em que
falhou, desde que o reexame ocorra após o período de um mês e até
dois anos após o exame original.

O candidato reprovado em uma terceira tentativa, em qualquer parte


do exame, deve refazer o exame em sua totalidade, devendo esperar
que tenha decorrido o prazo mínimo de 1 mês.

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4. QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA CADEIA


PRODUTIVA DO CONCRETO

A qualificação dos Profissionais da Cadeia Produtiva do Concreto é


realizada em etapas que cobrem a solicitação, a execução da
qualificação inicial e da requalificação, o acompanhamento da
manutenção da qualificação, a suspensão e a retirada do certificado, a
extensão ou redução da abrangência da Qualificação certificada.

A solicitação da qualificação é feita pelo preenchimento do Formulário


apropriado, contido no site do GLOBAL (www.globalpersoncert.com), o
qual é processado tão logo seja evidenciado o pagamento da taxa de
avaliação para o registro. O valor da taxa está indicado no site do
GLOBAL (www.globalpersoncert.com). A taxa cobre as atividades de
avaliação e não é reembolsável em nenhuma circunstância, inclusive
quando o candidato não consegue cumprir os requisitos da
qualificação.

A solicitação da qualificação pode também ser feita pelo Empregador


da pessoa que busca a Qualificação, sendo nesse caso assinado um
Acordo entre o GLOBAL e o Empregador, de forma a garantir que todos
os requisitos sejam atendidos de forma adequada. O Empregador
informará os dados dos empregados para os quais busca a Qualificação
e se responsabiliza perante o GLOBAL quanto ao cumprimento de todos
os requisitos aplicáveis desse Programa de Qualificação no que se
relaciona aos dados informados.

Os pré-requisitos para a qualificação e a forma de atendê-los para cada


Qualificação estão claramente indicados a seguir, nos itens que
abordam cada Qualificação específica. O candidato que solicita a
qualificação declara que compreende completamente esses pré-
requisitos, estando ciente de que é obrigação exclusivamente sua
avaliar se está atendendo os requisitos. O candidato só deve fazer a
solicitação após assegurar-se de que compreendeu todos os requisitos
e que entende que os cumpre integralmente. O GLOBAL informa e
apoia o candidato que necessita esclarecimentos quanto ao Programa
e os pré-requisitos para a Qualificação desejada.

A documentação reunida durante o processo de qualificação, desde a


solicitação até a decisão, é mantida como registro. Essa documentação
é suficiente para o GLOBAL tomar a decisão sobre a qualificação e para
permitir a rastreabilidade das etapas da qualificação, de forma a
identificar cada etapa, o que foi decidido e quem decidiu.

Todas as etapas do processo de qualificação, são controladas pelo


GLOBAL. O Comitê Setorial de Certificações de Pessoas do IBRACON

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tem atuação destacada no processo de Decisão da Qualificação, sendo


a entidade central que promove a Recomendação da Qualificação.
Etapas realizadas por Centros de Competência, Examinadores e
Observadores são realizadas por delegação e controle do GLOBAL. A
indicação de Centros de Competência, Examinadores e Observadores
é controlada pelo GLOBAL e validada pelo Comitê Setorial de
Certificação do IBRACON. A seleção das questões dos Exames Teórico
Geral e Específico bem como o que é requerido nos Exames Práticos
são, também, controlados pelo GLOBAL e validados pelo Comitê
Setorial de Certificação do IBRACON.

As etapas seguem procedimentos claramente estabelecidos desde a


avaliação da solicitação recebida, a análise e coleta das informações e
a recomendação da qualificação, tomando por base as evidências
coletas pelo Técnico de Registro, em conformidade com os requisitos
da Qualificação e as recomendação do Comitê Setorial de Certificação
do IBRACON. O Gerente Técnico ou o Gerente Técnico Adjunto, após
análise detalhada do processo e da recomendação do Comitê Setorial
de Certificação do IBRACON, toma a decisão sobre a qualificação. Os
critérios utilizados pelo Gerente Técnico ou pelo Gerente Técnico
Adjunto para a qualificação estão estabelecidos nesse Programa de
Qualificação para a Qualificação requerida, conforme indicado nos itens
a seguir.

A decisão da qualificação é tomada por pessoa que não está envolvida


no Exame e não deu treinamentos requeridos pelo processo de
qualificação, sendo mantidos registros que evidenciam essa
independência.

As decisões relativas as qualificações são comunicadas ao profissional


avaliado, mantendo-se sigilo sobre os dados dos profissionais
avaliados.

Todas as informações relevantes que fundamentaram a decisão são


informadas ao profissional avaliado, permitindo ao candidato tecer
comentários a respeito, inclusive quanto a pontos que não tenham
ficado suficientemente esclarecidos na documentação avaliada e que
possam ter sido relevantes para a decisão tomada. Se aplicável,
considerando as explicações e novas informações providas pelo
Candidato, o Gerente Técnico pode reencaminhar o processo para o
Técnico de Registro, solicitando que as novas informações e
documentos sejam incluídos e nova avaliação seja efetuada.

O certificado é desenhado de forma a reduzir o risco de falsificação.


Um certificado é emitido para cada pessoa que cumpra todos os
requisitos de uma Qualificação de um Programa. Os certificados

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indicam: (1) o nome da pessoa certificada; (2) a identificação do


Programa, indicando a Área de Competência, a Competência e a
Qualificação obtida, podendo indicar o Escopo da Qualificação, quando
aplicável ou adequado; (3) as condições de validade e limitações
aplicáveis a Qualificação; (4) a data da qualificação e a validade do
certificado; (5) a identificação única do certificado, com a identificação
das acreditações aplicáveis, incluindo a logomarca do IBRACON.

Os certificados são fornecidos em formato digital ou impressos.

4.1. ELEGIBILIDADE PARA A QUALIFICAÇÃO

Para obter a Qualificação, o Candidato deve preencher requisitos


mínimos de:
- formação,
- treinamento,
- experiência profissional e
- visão

Adicionalmente, o Candidato deve obter aprovação no Exame Teórico


Geral e Específico e no Exame Prático.

O Candidato ou seu Empregador deve prover evidência documentada


de que completou de forma satisfatória os Exames no métodos e níveis
para os quais a Qualificação está sendo buscada.

O Candidato ou seu Empregador deve prover evidência documentada


de que atende aos requisitos de formação, experiência profissional e
visão.

4.2. MANUTENÇÃO DA QUALIFICAÇÃO

A validade do certificado é de três anos (36 meses), sendo efetuado o


acompanhamento após 12 meses e 24 meses, para verificar se as
condições da qualificação continuam válidas, de forma a assegurar a
contínua conformidade da pessoa certificada face aos requisitos da
Qualificação.

Nos acompanhamentos aos 12 meses e 24 meses é verificado se


existem informações e reclamações de partes interessadas. É
verificado se ações legais foram levadas a cabo com relação a pessoa
certificada, e se ela continua profissional ativa, confirmando que o
trabalho está sendo realizado de forma satisfatória contínua. São
coletadas evidências da manutenção das condições requeridas para a

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qualificação, inclusive quanto a manutenção das habilidades e da


capacidade física necessárias para o bom desempenho da profissão,
inclusive no que se relaciona ao requisito de visão.

Para a revalidação da qualificação após uma interrupção significativa,


o profissional deve passar em um Exame de Requalificação, sendo a
requalificação válida para um novo período de três anos.

4.3. REQUALIFICAÇÃO

Os critérios utilizados pelo GLOBAL para a Requalificação, conforme


indicado a seguir, são aplicáveis para todos os Profissionais da Cadeia
Produtiva do Concreto incluídos nesse Programa.

O profissional qualificado pode requerer em tempo hábil ao GLOBAL, a


requalificação para um novo período de três anos.

Na requalificação são consideradas:

a) As evidências documentais de que o profissional vem


desempenhando as atividades relativas a Qualificação
certificada sem interrupção significativa.

b) As evidências de que a capacidade física requerida para o bom


desempenho da profissão, inclusive no que se relaciona ao
requisito de visão, está mantida.

c) A aprovação em Exame Teórico Específico e Exame Prático,


executados nas mesmas condições dos Exames da
qualificação inicial

4.4. EXTENSÃO, REDUÇÃO, SUSPENSÃO E CANCELAMENTO DO


CERTIFICADO

A extensão ou redução da abrangência de um certificado poderá ser


executada somente quando solicitado pelo profissional certificado,
desde que atendidos todos os requisitos do Programa de Qualificação
pertinentes a modificação solicitada. A solicitação é feita seguindo os
mesmos passos da solicitação inicial, considerando agora o que é
pertinente a extensão ou redução pretendida.

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As modificações solicitadas são analisadas criticamente pelo Técnico de


Registro e pelo Comitê Setorial de Certificação de Pessoas do IBRACON
e, se aprovadas, ao Gerente Técnico para decidir sobre a emissão do
certificado modificado, sendo mantidas todas as demais condições
relativas a validade do certificado e avaliações de manutenção do
certificado já realizadas, conforme prescrito no Programa de
Qualificação.

Nos casos em que o profissional certificado deixa de cumprir com um


ou mais requisitos do Programa de Qualificação, inclusive os requeridos
para a manutenção do certificado, o GLOBAL informa ao profissional
imediatamente, por escrito, solicitando que sejam tomadas ações
imediatas e ações corretivas para corrigir o desvio detectado. Não
havendo tomada de ação corretiva de forma compatível com o que foi
acordado com o GLOBAL, o Comitê Setorial de Certificação de Pessoas
do IBRACON é informado que o profissional terá seu certificado
suspenso, não podendo a partir da suspensão declarar-se certificado,
interrompendo imediatamente a execução das atividades que
requeiram que o profissional seja certificado.

A suspensão do certificado é por prazo determinado decidido pelo


Gerente Técnico em conformidade com o que está estabelecido no
Programa de Qualificação. O prazo da suspensão é informado
claramente no ato da suspensão.

Havendo a falha no fechamento da ação corretiva requerida no prazo


estipulado, o GLOBAL solicita ao Comitê Setorial de Certificação de
Pessoas do IBRACON que se manifeste visando o cancelamento do
certificado. O certificado cancelado é informado no mesmo local onde
são listados os profissionais certificados, sendo o nome do profissional
retirado da listagem de profissionais certificados. Cópias impressas do
certificado cancelado devem ser imediatamente devolvidas ao GLOBAL.

A interrupção significativa por período superior a 12 meses determina


a suspensão da qualificação e, quando superior a 24 meses, o seu
cancelamento.

Na medida do possível, inclusive quanto aos requisitos legais,


normativos e estatutários aplicáveis, o GLOBAL informará as partes
interessadas sobre a suspensão e o cancelamento do certificado.

4.5. TRANSFERÊNCIA DA QUALIFICAÇÃO

Se solicitado pelo profissional certificado, o GLOBAL fornecerá as


informações necessárias requeridas por outro OPC acreditado na

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mesma entidade acreditadora e para a Qualificação específica onde o


profissional interessado na transferência está certificado, considerando
que o certificado ainda esteja válido.

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5. REQUISITOS DE FORMAÇÃO, EXPERIÊNCIA,


TREINAMENTO E VISÃO

5.1. FORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA

As Tabelas 12 a 15 indicam os requisitos de Formação e Experiência


para cada Qualificação para os Candidatos a Qualificação na Cadeia
Produtiva do Concreto.

Tabela 12 - Requisitos mínimos de escolaridade e experiência profissional para preparação


de concreto

Categoria Alternativa A Alternativa B Alternativa C

Estudantes e
graduados
Técnico em
Tecnologista/ em engenharia civil,
edificações (ensino Ensino médio e três
Inspetor (a) arquitetura e
profissionalizante anos
tecnologia
técnico em construção de experiência
PC09Q04 em construção civil (*)
civil) e dois anos de na atividade
PC09Q05 e um ano de
experiência na atividade
experiência na
atividade
Técnico em edificações
(ensino
Laboratorista Ensino fundamental e
profissionalizante Ensino médio e um
dois anos de
técnico em construção ano de experiência na
PC09Q02 experiência
civil) e seis meses de atividade
PC09Q03 na atividade
experiência na
atividade
4ª Série do ensino
Auxiliar Ensino médio e seis Ensino fundamental e fundamental e um
meses de experiência um ano de experiência ano e seis meses de
PC09Q01 na atividade na atividade experiência na
atividade
(*) Os candidatos devem apresentar comprovação de conclusão das disciplinas “Resistência
dos Materiais” e “Materiais de Construção”.

Tabela 13 - Requisitos mínimos de escolaridade e experiência para Inspetor de Pavimento


de Concreto

Alternativa A Alternativa B Alternativa C


Categoria

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Graduados e
estudantes
em engenharia civil, Técnico em edificações
Inspetor arquitetura e (ensino profissionalizante Ensino médio e três
tecnologia técnico em construção anos de experiência na
PC09Q06 em construção civil (*) civil) e dois anos de atividade
e experiência na atividade
um ano de experiência
na atividade
(*) Os candidatos devem apresentar comprovação de conclusão das disciplinas “Resistência
dos Materiais” e “Materiais de Construção”.

Tabela 14 - Requisitos mínimos de escolaridade e experiência profissional para pré-


moldado de concreto

Categoria Alternativa A Alternativa B Alternativa C

Estudantes e
graduados Técnico em edificações
Tecnologista/
em engenharia civil, (ensino
Inspetor (a) Ensino médio e três
arquitetura e profissionalizante
anos de experiência na
tecnologia em técnico em construção
PC09Q09 atividade
construção civil (*) e civil) e dois anos de
PC09Q10
um ano de experiência experiência na atividade
na atividade
Técnico em edificações
(ensino
Ensino fundamental e
Laboratorista profissionalizante Ensino médio e um ano
dois anos de
técnico em construção de experiência na
experiência
PC09Q08 civil) e seis meses de atividade
na atividade
experiência na
atividade
4ª Série do ensino
Auxiliar Ensino médio e seis Ensino fundamental e fundamental e um
meses de experiência um ano de experiência ano e seis meses de
PC09Q07 na atividade na atividade experiência na
atividade
(*) Os candidatos devem apresentar comprovação de conclusão das disciplinas “Resistência
dos Materiais”
e “Materiais de Construção”.

Tabela 15 - Requisitos mínimos de escolaridade e experiência para Inspetor de Estruturas


de Concreto

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Categoria Alternativa A Alternativa B Alternativa C

Curso superior na área Ensino médio


Ensino médio com
de construção civil, profissionalizante em
Inspetor I cinco
com um ano de construção civil com dois
anos de experiência na
experiência em anos de experiência em
PC09Q11 atividade de inspeção,
patologia e terapia das patologia e terapia das
recuperação ou reforço
estruturas de concreto estruturas de concreto
Engenheiro civil
especialista (pós-
graduado
Curso superior na área
lato sensu, mestre ou
de
doutor) em patologia Engenheiro civil
construção civil com
Inspetor II e com cinco anos de
dez
terapia das estruturas experiência em patologia
anos de experiência
PC09Q12 ou e terapia das estruturas
em
em estruturas de de concreto
patologia e terapia das
concreto,
estruturas de concreto
com dois anos de
experiência na
atividade

5.2. TREINAMENTO

Para todas as Qualificações, o candidato deve demonstrar ter realizado


treinamento teórico e prático, com carga horária mínima de 80 horas,
com conteúdo conforme estabelecido nos itens 3.4.1 a 3.4.4 acima.

Os treinamentos podem se comprovados por declaração do


Empregador e serão avaliados pelo GLOBAL visando confirmar a
adequação quanto ao que é requerido, sendo verificada a competência
da Instituição e do Instrutor, os quais devem estar claramente
designados e identificados nos comprovantes e declarações fornecidos
para a análise do GLOBAL.

5.3. VISÃO

Antes da qualificação o Candidato ou o Empregador deve prover


evidência documental satisfatória de visão conforme os seguintes
requisitos:
• Acuidade visual, natural ou corrigida, avaliada pela
capacidade de ler as letras J-2 do padrão JAEGER para visão
próxima, a 50 cm de distância, ou pelo emprego de método
equivalente.

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• Acuidade visual para visão longínqua, natural ou corrigida,


igual ou superior a 20/40 da escala SNELLEN.

Após a Qualificação, os testes de acuidade visual devem ser realizados


anualmente e verificados pelo GLOBAL quando das avaliações
periódicas. Os testes podem ser realizados pelo próprio empregador.

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