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N-38 REV. F 06 / 2013

Critérios para Projetos de Drenagem,


Segregação, Escoamento e Tratamento
Preliminar de Efluentes Líquidos de
Instalações Terrestres

Procedimento

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.


Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do
texto desta Norma. A Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma é a
responsável pela adoção e aplicação das suas seções, subseções e
enumerações.

Requisito Técnico: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que


deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma
CONTEC eventual resolução de não segui-la (“não-conformidade” com esta Norma) deve
Comissão de Normalização ter fundamentos técnico-gerenciais e deve ser aprovada e registrada pela
Técnica Unidade da PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de
caráter impositivo.

Prática Recomendada: Prescrição que pode ser utilizada nas condições


previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de
alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A
alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pela Unidade da
PETROBRAS usuária desta Norma. É caracterizada por verbos de caráter
não-impositivo. É indicada pela expressão: [Prática Recomendada].

Cópias dos registros das “não-conformidades” com esta Norma, que possam
contribuir para o seu aprimoramento, devem ser enviadas para a
SC - 34 CONTEC - Subcomissão Autora.

Meio Ambiente As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC -
Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, a
seção, subseção e enumeração a ser revisada, a proposta de redação e a
justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os
trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO


S. A. - PETROBRAS, de aplicação interna na PETROBRAS e Subsidiárias,
devendo ser usada pelos seus fornecedores de bens e serviços,
conveniados ou similares conforme as condições estabelecidas em
Licitação, Contrato, Convênio ou similar.
A utilização desta Norma por outras empresas/entidades/órgãos
governamentais e pessoas físicas é de responsabilidade exclusiva dos
próprios usuários.”

Apresentação
As Normas Técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho
- GT (formados por Técnicos Colaboradores especialistas da Companhia e de suas Subsidiárias), são
comentadas pelas Unidades da Companhia e por suas Subsidiárias, são aprovadas pelas
Subcomissões Autoras - SC (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando as
Unidades da Companhia e as Subsidiárias) e homologadas pelo Núcleo Executivo (formado pelos
representantes das Unidades da Companhia e das Subsidiárias). Uma Norma Técnica PETROBRAS
está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a
cada 5 anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As Normas Técnicas PETROBRAS são
elaboradas em conformidade com a Norma Técnica PETROBRAS N-1. Para informações completas
sobre as Normas Técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS 110 páginas, Índice de Revisões e GT


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N-38 REV. F 06 / 2013

Sumário

1 Escopo ............................................................................................................................................... 10 

2 Referências Normativas .................................................................................................................... 10 

3 Termos e Definições.......................................................................................................................... 11 

4 Condições Gerais .............................................................................................................................. 15 

5 Classificação dos Sistemas ............................................................................................................... 16 

6 Sistema Pluvial Limpo ....................................................................................................................... 16 

6.1 Descrição ............................................................................................................................. 16 

6.2 Principais Contribuições ....................................................................................................... 16 

6.3 Drenagem, Coleta e Escoamento ........................................................................................ 17 

6.4 Tratamento Preliminar .......................................................................................................... 17 

7 Sistema Contaminado ....................................................................................................................... 18 

7.1 Descrição ............................................................................................................................. 18 

7.2 Principais Contribuições ....................................................................................................... 18 

7.3 Drenagem, Coleta e Escoamento ........................................................................................ 18 

7.4 Tratamento Preliminar .......................................................................................................... 21 

8 Sistema Segregado ........................................................................................................................... 24 

8.1 Descrição ............................................................................................................................. 24 

8.2 Principais Contribuições ....................................................................................................... 24 

8.3 Drenagem, Coleta e Escoamento ........................................................................................ 24 

8.4 Tratamento Preliminar .......................................................................................................... 24 

9 Sistema Oleoso ................................................................................................................................. 25 

9.1 Descrição ............................................................................................................................. 25 

9.2 Principais Contribuições ....................................................................................................... 25 

9.3 Coleta e Escoamento ........................................................................................................... 25 

9.4 Tratamento Preliminar .......................................................................................................... 26 

9.5 Drenagem de Águas Oleosas de Fundo de Tanque ........................................................... 28 

9.5.1 Conceitos Básicos........................................................................................................ 28 

9.5.2 Sistema Manual ........................................................................................................... 28 

9.5.3 Sistema Automático (Ver Figuras A.18 a A.21) ........................................................... 28 

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9.5.4 Tanque Dreneiro .......................................................................................................... 29 

9.5.5 Tanque Auxiliar de Drenagem (TAD)........................................................................... 29 

9.5.6 Caixa de Acúmulo de Drenagem de Fundo de Tanque .............................................. 30 

9.6 Drenagem de Plataforma de Carregamento e Descarregamento ....................................... 30 

9.6.1 Caminhões Tanque ...................................................................................................... 30 

9.6.2 Vagões Tanques .......................................................................................................... 30 

9.7 Drenagem de Píer ................................................................................................................ 31 

10 Sistema de Óleo Combustível e “Bunkers” ..................................................................................... 32 

10.1 Descrição ........................................................................................................................... 32 

10.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 32 

10.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 32 

10.4  Drenagem nas Plataformas de Carregamento e Descarregamento Rodoviária de OC e


“Bunkers”........................................................................................................................... 33 

10.5  Drenagem nas Áreas de Carregamento e Descarregamento Ferroviário de OC e


“Bunkers”........................................................................................................................... 33 

10.5.1 “Sump Tank” dos Vagões .......................................................................................... 33 

10.5.2 Cobertura dos Vagões ............................................................................................... 33 

10.5.3 Coleta Segregada de Vazamentos de OC e “Bunkers”dos Vagões.......................... 33 

11 Sistema de Águas Acres (“Sour Water”) ......................................................................................... 34 

11.1 Descrição ........................................................................................................................... 34 

11.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 34 

11.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 34 

11.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 34 

12 Sistema Cáustico ou Ácido.............................................................................................................. 35 

12.1 Descrição ........................................................................................................................... 35 

12.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 35 

12.3 Drenagem, Coleta e Escoamento ...................................................................................... 36 

12.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 36 

13 Sistema de Soda Gasta Sulfídrica .................................................................................................. 37 

13.1 Descrição ........................................................................................................................... 37 

13.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 37 

13.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 37 

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13.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 37 

14 Sistema de Soda Gasta Fenólica .................................................................................................... 38 

14.1 Descrição ........................................................................................................................... 38 

14.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 38 

14.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 38 

14.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 39 

15 Sistema de “Pump Out” ................................................................................................................... 40 

15.1 Descrição ........................................................................................................................... 40 

15.2 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 40 

16 Sistema de Dietanolamina (DEA) Gasta ......................................................................................... 40 

16.1 Descrição ........................................................................................................................... 40 

16.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 40 

16.3 Drenagem, Coleta e Escoamento ...................................................................................... 41 

16.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 41 

17 Corrente com Alto Teor de Sólidos ................................................................................................. 41 

17.1 Descrição ........................................................................................................................... 41 

17.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 41 

17.3 Drenagem, Coleta e Escoamento ...................................................................................... 41 

17.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 42 

18 Sistema Sanitário ............................................................................................................................ 42 

18.1 Descrição ........................................................................................................................... 42 

18.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 42 

18.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 42 

18.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 43 

19 Sistema de Água Oleosa de Navios................................................................................................ 43 

19.1 Descrição ........................................................................................................................... 43 

19.2 Escoamento ....................................................................................................................... 43 

19.3 Tratamento ......................................................................................................................... 43 

20 Descarte de Perfuração com Fluido Base Aquosa ......................................................................... 43 

20.1 Descrição ........................................................................................................................... 43 

20.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 44 

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20.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 44 

20.3.1 Dique Convencional ................................................................................................... 44 

20.3.2 Sistema Anti-dique ..................................................................................................... 44 

20.4 Construção dos Diques ...................................................................................................... 44 

20.5 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 44 

20.5.1 Dique Convencional ................................................................................................... 44 

20.5.2 Sistema Anti-dique ..................................................................................................... 44 

21 Descarte de Perfuração com Fluido Base Não-Aquosa ................................................................. 45 

21.1 Descrição ........................................................................................................................... 45 

21.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 45 

21.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 45 

21.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 45 

22 Contaminado de Perfuração............................................................................................................ 45 

22.1 Descrição ........................................................................................................................... 45 

22.2 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 45 

22.3 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 45 

23 Efluentes de Completação .............................................................................................................. 46 

23.1 Descrição ........................................................................................................................... 46 

23.2 Principais Contribuições ..................................................................................................... 46 

23.3 Coleta e Escoamento ......................................................................................................... 46 

23.4 Tratamento Preliminar ........................................................................................................ 46 

24 Sistemas Especiais ......................................................................................................................... 47 

24.1 Descrição ........................................................................................................................... 47 

24.2  Sistema para Efluentes Sujeitos a Contaminação com Chumbo Tetraetila (CTE) das
Unidades de Etilação ........................................................................................................ 47 

24.2.1 Coleta e Escoamento ................................................................................................. 47 

24.2.2 Tratamento Preliminar................................................................................................ 47 

24.3 Efluentes Contaminados com Álcool/MTBE ...................................................................... 48 

24.3.1 Coleta e Escoamento ................................................................................................. 48 

24.3.2 Tratamento Preliminar................................................................................................ 48 

24.3.3 Caixa de Partição ....................................................................................................... 49 

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24.3.4 Bacia de Acumulação ................................................................................................ 49 

24.4 Efluentes de Usinas de Biodiesel....................................................................................... 49 

24.5 Efluentes das Áreas de Estocagem de Materiais Sólidos, em Grãos ou em Pó ............... 50 

24.5.1 Áreas Cobertas .......................................................................................................... 50 

24.5.2 Tratamento Preliminar................................................................................................ 50 

24.5.3 Bacia de Acumulação ................................................................................................ 51 

24.5.4 Decantação ................................................................................................................ 51 

24.5.5 Áreas de Estocagem Cobertas .................................................................................. 52 

24.6 Efluentes de Laboratório .................................................................................................... 52 

24.6.1 Descrição ................................................................................................................... 52 

24.6.2 Tipo de Descarte de Laboratório ............................................................................... 52 

24.6.3 Coleta e Escoamento ................................................................................................. 52 

25 Requisitos Básicos para Projeto ..................................................................................................... 53 

25.1 Estudos de Caminhamento ................................................................................................ 53 

25.2 Dimensionamento .............................................................................................................. 54 

25.3 Limites de Velocidade e Declividade ................................................................................. 56 

25.4 Características dos Elementos e Dispositivos de Drenagem ............................................ 57 

25.4.1 Geral .......................................................................................................................... 57 

25.4.2 Sistema Pluvial Limpo ................................................................................................ 58 

25.4.3 Sistema Oleoso .......................................................................................................... 58

25.5 Materiais ............................................................................................................................. 59 

25.6 Manual de Operação .......................................................................................................... 60 

26 Caracterização e Tratabilidade de Efluentes .................................................................................. 61 

26.1 Caracterização de Efluentes .............................................................................................. 61 

26.2 Tratabilidade....................................................................................................................... 61 

27 Tratamento e Disposição Final ........................................................................................................ 61 

 
Figuras

Figura 1 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do Sistema


Contaminado ....................................................................................................................... 22 

Figura 2 - Esquema de Encaminhamento da Drenagem Segregada ................................................... 24 

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Figura 3 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do Sistema


Oleoso ................................................................................................................................. 26 

Figura 4 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do Sistema de


Águas Acres ........................................................................................................................ 35 

Figura 5 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do Sistema de Soda


Gasta Sulfídrica ................................................................................................................... 37 

Figura 6 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do Sistema de Soda


Gasta Fenólica..................................................................................................................... 39 

Figura 7 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar das Correntes com Alto Teor de
Sólidos ................................................................................................................................. 42 

Figura 8 -  Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar do Sistema de Efluentes de


Completação........................................................................................................................ 46 

Figura 9 - Sistema Especial para Efluentes Contaminados com Álcool/MTBE .................................... 49 

Figura 10 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes das Áreas de


Estocagem de Coque .......................................................................................................... 50 

Figura 11 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes das Áreas de


Estocagem de Enxofre ........................................................................................................ 51 

Figura 12 - Quadro de Dimensionamento Hidráulico ............................................................................ 54 

Figura A.1 - Perfil Típico de Rua ........................................................................................................... 62 

Figura A.2 - Perfil Típico para Drenagem de Ruas ............................................................................... 63 

Figura A.3 - Perfis Típicos para Drenagem de Ruas e de Taludes ...................................................... 64 

Figura A.4 - Detalhe 1 ........................................................................................................................... 65 

Figura A.5 - Detalhe 2 ........................................................................................................................... 65 

Figura A.6 - Detalhe 3 ........................................................................................................................... 66 

Figura A.7 - Detalhe 4 ........................................................................................................................... 66 

Figura A.8 - Detalhe 5 ........................................................................................................................... 67 

Figura A.9 -  Esquema de Drenagem de Bacia de Tanque (exclusivamente para o sistema


contaminado) .................................................................................................................... 68 

Figura A.10 -  Esquema de Drenagem de Bacia de Tanque (com Envio Alternativo para o Sistema
Pluvial Limpo) ................................................................................................................. 69 

Figura A.11 - Drenagem das Bacias de Tanque Exclusivamente para o Sistema Contaminado ......... 70 

Figura A.12 -  Drenagem das Bacias de Tanque (com Envio Alternativo para o Sistema Pluvial
Limpo) ............................................................................................................................. 71 

Figura A.13 - Drenagem da Bacia de Tanques (Caixa de Válvula Junto à Canaleta) .......................... 72 

Figura A.14 - Drenagem da Bacia de Tanques (Caixa de Válvula Afastada da Canaleta) .................. 72 

Figura A.15 - Drenagem da Bacia de Tanques - Caixa de Válvula ...................................................... 73 

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Figura A.16 - Caixa Coletora da Bacia de Tanques .............................................................................. 73 

Figura A.17 -  Esquema Representando Sistema de Drenagem Manual de Fundo de Tanque -


Sistema Aberto (com Caixas de Inspeção e Manobra)................................................. 74 

Figura A.18 -  Esquema Representando Sistema de Drenagem Manual de Fundo de Tanque -


Sistema Fechado (com Amostradores) ......................................................................... 75 

Figura A.19 -  Esquema Representando Sistema de Drenagem Manual de Fundo de Tanque -


Sistema Fechado (com Centralização dos Amostradores) ........................................... 76 

Figura A.20 -  Esquema Representando Sistema Automático de Drenagem de Fundo de Tanque (com
um Sistema de Controle da Interface Óleo/Água para Cada Tanque) .......................... 77 

Figura A.21 -  Esquema Representando Sistema Automático de Drenagem de Fundo de Tanque (com
um Sistema de Controle da Interface Óleo/Água para um Grupo de Tanque) .............. 78 

Figura A.22 - Modelo de Caixa de Partição do Sistema Contaminado ................................................. 80 

Figura A.23 - Modelo de Caixa de Partição do Sistema Oleoso ........................................................... 82 

Figura A.24 - Tanque de Acumulação de Águas Contaminadas (TAC) ............................................... 85 

Figura A.25 - Tanque de Acumulação de Águas Oleosas (TAO) ......................................................... 86 

Figura A.26 - Esquema Típico de Áreas Contidas ................................................................................ 87 

Figura A.27 - Esquema Simplificado dos Sistemas de Drenagem de uma Unidade de Processo....... 88 

Figura A.28 - Drenagem de Áreas Contidas de Bombas ...................................................................... 89 

Figura A.29 - Ralo Simples de Piso (Preferencialmente para Sistema Oleoso) ................................... 90 

Figura A.30 - Ralo para Equipamentos com Descarga Visível (Drenagem Aberta) ............................. 91 

Figura A.31 -  Ralo para Equipamentos com Extremidade Flangeada no Acoplamento (Drenagem
Fechada) ........................................................................................................................ 92 

Figura A.32 - Ralo de Piso com Selo Hídrico (Preferencialmente para Sistema Contaminado) .......... 93 

Figura A.33 - Drenagem de Equipamentos ........................................................................................... 94 

Figura A.34 - Opção de Acesso para Limpeza de Drenos.................................................................... 95 

Figura A.35 - Caixa de Ralo com Tampo para Águas Pluviais ............................................................. 96 

Figura A.36 - Caixa Coletora Contaminada .......................................................................................... 97 

Figura A.37 - Caixa de Passagem com Selo Hídrico para Tubulações de Entrada com DN  50 cm . 98 

Figura A.38 - Caixa de Passagem com Selo Hídrico para Tubulações de Entrada com DN > 50 cm . 99 

Figura A.39 - Caixa de Passagem Quadrada, Sem Pescoço ............................................................. 100 

Figura A.40 - Caixa de Passagem Quadrada, Com Pescoço ............................................................. 101 

Figura A.41 - Caixa Coletora Com Bombeamento .............................................................................. 102 

Figura A.42 - Esquema Típico para Canaletas do Sistema de “Pump-Out” - Planta e Corte ............. 103 

Figura A.43 - Caixa Redutora de Velocidade ...................................................................................... 104 

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Figura A.44 - Minidique - Esquema 1 .................................................................................................. 105 

Figura A.45 - Minidique - Esquema 2 .................................................................................................. 106 

Figura A.46 - Microdique ..................................................................................................................... 107 

Figura A.47 - Desarenador .................................................................................................................. 108 

Figura A.48 -  Esquemático da Localização do Tanque Auxiliar de Drenagem e da Bomba de Retorno


de Produto .................................................................................................................... 109 

Figura A.49 - Canaletas do Sistema “Pump-out” ................................................................................ 110 

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1 Escopo

1.1 Esta Norma estabelece critérios básicos e requisitos de projeto que devem ser considerados para
os sistemas de drenagem, coleta, segregação, encaminhamento, acumulação e tratamento preliminar
de efluentes líquidos industriais e domésticos de unidades terrestres da PETROBRAS.

1.2 Esta Norma se aplica a projetos iniciados a partir da data de sua edição.

1.3 A aplicação desta Norma para as empresas do Sistema PETROBRAS sediadas no exterior deve
ter como princípio o respeito à legislação local, assim como aos demais requisitos aplicáveis. Fica
estabelecido que todas as demais legislações ou referências brasileiras existentes e destacadas
nesta Norma podem servir como insumo ao seu processo de adaptação.

1.4 Esta Norma contém Requisitos Técnicos e Práticas Recomendadas.

2 Referências Normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para


referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes dos referidos documentos.

Resolução CONAMA no 430 de 13/05/2011 - Dispõe sobre as condições e padrões de


lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução 357, de 17 de março de 2005,
do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA;

PETROBRAS N-270 - Projeto de Tanque de Armazenamento Atmosférico;

PETROBRAS N-1203 - Projeto de Sistemas Fixos de Proteção Contra Incêndio em


Instalações Terrestres com Hidrocarbonetos e Álcool;

PETROBRAS N-1645 - Critérios de Segurança para Projeto de Instalações Fixas de


Armazenamento de Gás Liquefeito de Petróleo;

PETROBRAS N-1674 - Projeto de Arranjo de Instalações Industriais Terrestres de Petróleo,


Derivados, Gás Natural e Álcool;

PETROBRAS N-2426 - Descarte de Soluções com Cádmio, Chumbo, Mercúrio e Prata;

PETROBRAS N-2810 - Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos e Efluentes;

PETROBRAS N-2909 - Amostragem, Monitoração e Medição de Vazão de Efluentes e


Corpos Receptores;

ABNT NBR 5645 - Tubo Cerâmico para Canalizações;

ABNT NBR 5688 - Tubos e Conexões de PVC-U para Sistemas Prediais de Água Pluvial,
Esgoto Sanitário e Ventilação - Requisitos;

ABNT NBR 7229 - Projeto, Construção e Operação de Sistemas de Tanques Sépticos;

ABNT NBR 7362-1 - Sistemas Enterrados para Condução de Esgoto - Parte 1: Requisitos
para Tubos de PVC com Junta Elástica;

ABNT NBR 7661 - Tubo de Ferro Fundido Centrifugado, de Ponta e Bolsa, para Líquidos
sob Pressão, com Junta Não Elástica;

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ABNT NBR 7665 - Sistemas para Adução e Distribuição de Água - Tubos de PVC 12
DEFOFO com Junta Elástica - Requisitos;

ABNT NBR 7675 - Tubos e Conexões de Ferro Dúctil e Acessórios para Sistemas de
Adução e Distribuição de Água - Requisitos;

ABNT NBR 8160 - Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário - Projeto e Execução;

ABNT NBR 8682 - Revestimento de Argamassa de Cimento em Tubos de Ferro Fundido


Dúctil - Especificação;

ABNT NBR 8890 - Tubo de Concreto de Seção Circular para Águas Pluviais e Esgotos
Sanitários - Requisitos e Métodos de Ensaios;

ABNT NBR 9649 - Projeto de Redes Coletoras de Esgoto Sanitário;

ABNT NBR 9778 - Argamassa e Concreto Endurecidos - Determinação da Absorção de


Água, Índice de Vazios e Massa Específica;

ABNT NBR 9779 - Argamassa e Concreto Endurecido - Determinação da Absorção da Água


por Capilaridade - Método de Ensaio;

ABNT NBR 9800 - Critérios para Lançamento de Efluentes Líquidos Industriais no Sistema
Coletor Público de Esgoto Sanitário - Procedimento;

ABNT NBR 10004 - Resíduos Sólidos - Classificação;

ABNT NBR 10160 - Tampões e Grelhas de Ferro Fundido Dúctil - Requisitos e Métodos de
Ensaios;

ABNT NBR 10787 - Concreto Endurecido - Determinação da Penetração de Água Sob


Pressão;

ABNT NBR 10845 - Tubo de Poliéster Reforçado com Fibras de Vidro, com Junta Elástica,
para Esgotos Sanitários - Especificação;

ABNT NBR 12208 - Projeto de Estações Elevatórias de Esgoto Sanitário - Procedimento;

ABNT NBR 13969 - Tanques Sépticos - Unidades de Tratamento Complementar e


Disposição Final dos Efluentes Líquidos - Projeto, Construção e Operação;

ABNT NBR 14486 - Sistemas Enterrados para Condução de Esgoto Sanitário - Projeto de
Redes Coletoras com Tubos de PVC;

ABNT NBR 15491 - Caixa de Descarga para Limpeza de Bacias Sanitárias - Requisitos e
Métodos de Ensaio;

ABNT NBR 17505-2 - Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis - Parte 2:


Armazenamento em Tanques e em Vasos;

Associação Brasileira de Cimento Portland - BT 55 - Efeito de Várias Substâncias Sobre o


Concreto;

API STD 650 - Welded Tanks for Oil Storage.

3 Termos e Definições

Para os efeitos deste documento aplicam-se os termos e definições das PETROBRAS N-1674,
ABNT NBR 7229 e ABNT NBR 8160 e os seguintes.

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3.1
água de controle de emergência
águas utilizadas em ocasiões especiais tais como: combate a incêndio, resfriamento de vasos ou de
equipamentos em condições anormais

3.2
água oleosa de navios
águas oriundas de:

a) “slops”: misturas oleosas típicas de um navio petroleiro, obtidas no tanque de


decantação que recebe as águas de lavagem dos tanques de carga e, em alguns casos
águas oleosas de porão das áreas de máquinas;
b) porão: acumuladas em “sump tanks” situados na cavidade inferior sobre a quilha,
originadas de diferentes procedências, que escorrem pelos costados, coberta e túnel da
hélice, e para aonde também confluem os efluentes e resíduos filtração de lubrificantes e
combustíveis bem como as águas de lavagem de piso da casa de máquinas.

3.3
área contida
área circundada por muretas, ressaltos, canaletas, rebaixada ou através de pontos altos no piso, a
fim de limitar o espalhamento dos líquidos no seu interior, favorecendo o seu escoamento e
impedindo o recebimento de contribuições externas à área contida (ver Figura A.26)

3.4
áreas controladas
áreas contidas que possuem dispositivos de controle de fluxo dos efluentes nelas recebidos, tal como
bacia de tanque

3.5
caixa coletora contaminada
caixa destinada a recolher as águas pluviais ou águas de controle de emergência de áreas não
contidas de unidades de processo e a drenagem de outras caixas, encaminhando-as para o sistema
contaminado, com dispositivo de selagem hídrica e grelha metálica (ver Figura A.36)

3.6
caixa coletora da bacia de tanque
caixa destinada a recolher as águas pluviais do interior da bacia, com dispositivo para remoção de
sólidos, interligada por tubulação à caixa de válvulas da bacia (ver Figuras A.9, A.10, A.11, A.12 e
A.16)

3.7
caixa de acúmulo de efluentes ou “sump tank”
caixa destinada a efluentes para armazenamento ou passagem por bombeio

3.8
caixa de acúmulo oleosa de fundo de tanque
caixa destinada a receber as águas oleosas de fundo de tanque de produto, para acúmulo e
transferência para tratamento adequado

3.9
caixa de amostragem do sistema de drenagem de fundo de tanque
caixa destinada a recolher o fluxo dos amostradores das tubulações de drenagem de fundo de tanque
de armazenamento, construída com “pescoço” para impedir o afluxo das águas de chuva acumuladas
na bacia (ver Figuras A.18 e A.19)

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3.10
caixa de inspeção e manobra da drenagem de fundo de tanque
caixa de chegada da tubulação proveniente do dreno de fundo de tanque de armazenamento,
destinada a permitir a visualização do fluido drenado; localiza-se próxima ao tanque de
armazenamento e possui um “pescoço” para impedir o afluxo das águas de chuva da bacia (ver
Figura A.17)

3.11
caixa de passagem
caixa destinada a coletar ou encaminhar fluxos, possibilitando a inspeção e limpeza das redes de
drenagem, podendo possuir dispositivo para ventilação (ver Figuras A.39 e A.40)

3.12
caixa de passagem com selo hídrico
caixa de passagem com dispositivo para selagem hídrica e ventilação individual, destinado a evitar a
propagação de gases ao longo da tubulação (ver Figuras A.37 e A.38)

3.13
caixa de passagem especial
caixa de passagem destinada a coletar ou encaminhar fluxos, possibilitando a inspeção e limpeza de
redes de drenagem específicas, tais como: sistema de águas acres, de soda gasta entre outros; estas
caixas devem possuir características adequadas para cada sistema

3.14
caixa de saída do sistema da drenagem de fundo de tanque
caixa de acesso à válvula de saída da tubulação de drenagem de fundo de tanque, dotada de haste
para manuseio ao nível do terreno e localizada no exterior da bacia (ver Figuras A.17, A.18 e A.19)

3.15
caixa de válvulas da bacia de tanque
caixa de acesso à válvula ou ao “manifold” de válvulas de saída de drenagem da bacia, localizada
externamente à bacia, com hastes para manuseio ao nível do terreno, interligada à caixa coletora,
que possibilita o envio das águas pluviais vertidas sobre a bacia para o sistema pluvial limpo ou
contaminado (ver Figuras A.9, A.10, A.11, A.12, A.13, A.14 e A.15)

3.16
caixa redutora de velocidade
caixa destinada a reduzir a velocidade e turbulência de fluxos bombeados, de modo a possibilitar a
detecção de filme de óleo, instalação de calhas Parshall, na entrada de sistema de separação de
óleo, entre outros (ver Figura A.43)

3.17
concreto ambiental
concreto que apresenta a seguinte composição e características:

a) fator água/cimento <= 0,4;


b) cimento CP III-RS;
c) absorção de água por imersão < 5 % (ensaio conforme ABNT NBR 9778);
d) coluna de ascensão capilar máxima > 8 cm (ensaio conforme ABNT NBR 9779);
e) penetração de água < 35 mm (ensaio conforme ABNT NBR 10787);
f) retração por secagem < 800 microstrain;
g) fissura: W <= 0,2 mm.

NOTA Podem ser aceitas outras composições e características desde que aprovadas, previa e
expressamente, pela PETROBRAS.

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3.18
efluente
conforme PETROBRAS N-2810

3.19
microdique
áreas contidas por meio da construção de muretas junto ao perímetro do tanque de armazenamento,
abaixo e em torno apenas das áreas mais suscetíveis à contaminação tais como válvulas,
amostradores e outros pontos similares

3.20
minidique
áreas contidas por meio da construção de muretas em torno de todo o perímetro dos tanques de
armazenamento, incluindo as canaletas periféricas e radiais, áreas de válvulas, amostradores e
outros pontos passiveis de contaminação

3.21
ralo de piso com selo hídrico
ralo para recolhimento de água pluvial ou água de controle de emergência, nas áreas contidas
encaminhando os efluentes para a caixa de passagem (ver Figura A.32)

3.22
sistema fechado
conjunto de tubos, caixas e outros dispositivos, destinados a impedir o contato direto das correntes
líquidas que circulam em seu interior com a atmosfera

3.23
sistema selado
conjunto de tubos, caixas e outros dispositivos, destinados a evitar a emanação de vapores para a
atmosfera, aliviando-os através de acessórios específicos

3.24
Tanque Auxiliar de Drenagem (TAD)
tanque atmosférico cujo objetivo é receber por gravidade de modo rápido a drenagem de um ou mais
tanques de produtos claros

3.25
tanque dreneiro ou drenador
tanque destinado a receber água de fundo de tanque de petróleo, drenagem de dessalgadora e
outras correntes de grande vazão, com alto teor de óleo e salinidade para posterior tratamento em
vazão regularizada

3.26
vazão de tempo seco
constituída pelas vazões que independem de chuvas, como as drenagens de fundo de tanques de
petróleo e produtos, drenos de equipamentos, purgas de torres de resfriamento, efluentes diversos
das unidades de processo e águas de lavagens de piso de todas as áreas caracterizadas pela
presença de agentes contaminantes diversos

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4 Condições Gerais

4.1 A filosofia que deve nortear a execução dos projetos de drenagem deve ser a máxima
segregação dos sistemas oleoso, contaminado e pluvial limpo, visando impedir o lançamento de
águas oleosas/contaminadas no corpo receptor e a sobrecarga da estação de tratamento de
efluentes com a afluência indevida de águas pluviais limpas, além de minimização de áreas
contribuintes para o sistema oleoso/contaminado através de coberturas com calhas alinhadas para o
sistema pluvial limpo.

4.2 Os sistemas de drenagem devem ser dimensionados para comportar a maior entre as seguintes
vazões de contribuição:

a) chuva, descargas de emergência, drenos de equipamentos, água de resfriamento de


máquinas e efluentes de processo, ocorrendo simultaneamente;
b) águas de controle de emergência.

NOTA Devem ser consideradas como contribuição total de água de controle de emergência, as
vazões definida pela PETROBRAS N-1203. Para efeito de projeto, não deve ser
considerada a ocorrência de emergência em mais de uma unidade simultaneamente.

4.3 Para qualquer sistema, a contribuição de água de chuva deve ser calculada considerando o
tempo de chegada da contribuição mais distante até o ponto de interesse (tempo de concentração),
além da variação da intensidade de chuva com o tempo.

4.4 O volume de águas pluviais para qualquer sistema deve ser calculado levando-se em
consideração o coeficiente de absorção do terreno.

4.5 A precipitação pluviométrica da região deve ser considerada para um tempo de recorrência de
20 anos. Estes dados devem ser obtidos através de curvas Intensidade-Duração-Frequência (I-D-F)
baseadas em registros locais levantados por entidade de idoneidade comprovada.

4.6 Os equipamentos tais como fornos, bombas, trocadores e outros que sujeitam a área a
vazamentos de petróleo e seus derivados, biocombustíveis e produtos químicos, exceto Gás
Liquefeito de Petróleo (GLP) e outros gases liquefeitos, devem ser instalados em áreas contidas (ver
Figura A.26).

NOTA Particularmente para GLP e outros gases liquefeitos, devem ser atendidos os requisitos da
PETROBRAS N-1645.

4.7 Os acessórios das tubulações, localizadas em tubovias, tais como válvulas, flanges, “vents”,
drenos, filtros e outros locais onde possa ocorrer vazamento de petróleo e seus derivados,
biocombustíveis ou outros produtos químicos, exceto GLP e outros gases liquefeitos, devem ser
instalados em áreas contidas.

4.8 Recomenda-se a verificação, e quando oportuna à revisão, do manual de operação dos sistemas
que contribuem para o sistema de drenagem, de forma a prever que os efluentes líquidos
provenientes das unidades de processo tenham as suas vazões e teores de contaminantes
minimizados por ajustes no processo, reciclagem e/ou tratamento no local. [Prática Recomendada]

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5 Classificação dos Sistemas

Os efluentes líquidos devem estar enquadrados em um dos seguintes sistemas:

a) pluvial limpo;
b) contaminado;
c) segregado;
d) oleoso;
e) óleo combustível;
f) águas acres;
g) cáustico ou ácido;
h) soda gasta sulfídrica;
i) soda gasta fenólica;
j) “pump-out”;
k) Dietanolamina (DEA);
l) corrente com alto teor de sólidos;
m) sanitário;
n) água oleosa de navios;
o) descarte de perfuração com fluido base água;
p) descarte de perfuração com fluido base óleo;
q) contaminado de perfuração;
r) efluentes de completação;
s) efluentes especiais [Chumbo Tetraetila (CTE), MTBE, álcool, áreas de estocagem de
materiais sólidos, descartes de laboratórios].

6 Sistema Pluvial Limpo

6.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes aquosas que não apresentam contaminação,
admitindo-se presença de substâncias em concentrações tais que possibilitem o seu lançamento
direto no corpo receptor, segundo a CONAMA 430 e legislação estadual ou municipal aplicável.

6.2 Principais Contribuições

6.2.1 Águas de chuva, de controle de emergência e de lavagem de pisos, coletadas em locais tais
como:
a) área administrativa;
b) ruas e áreas contíguas externas aos limites de bateria das unidades;
c) prédios, ruas e áreas de unidades de processo, áreas de transferência e estocagem e
centrais de utilidades não sujeitas a contaminação;
d) áreas de esferas e cilindros de gases, mesmo liquefeitos, bem como os respectivos
canais de fuga e bacias de contenção;
e) bacias de tanques de GLP ou outros gases refrigerados;
f) bacias de tanques que possuam sistema segregado de drenagem de fundo de tanque
para o sistema oleoso (ver o descrito em 7.3);
g) tubovias, exceto suas áreas contidas (ver o descrito em 8.3);
h) áreas terraplenadas destinadas a futuras ampliações;
i) áreas contidas de casa de bombas de torres de resfriamento, cujos circuitos não
envolvam troca de calor água-óleo (equipamentos ou sistemas que contenham
hidrocarbonetos), e cujas características físico-químicas estejam dentro dos limites
legais de lançamento em corpos hídricos.

6.2.2 Efluente tais como:

a) purga de caldeiras;

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b) purga de torres de resfriamento, cujos circuitos não envolvam troca de calor água-óleo
(equipamentos ou sistemas que contenham hidrocarbonetos), e cujas características
físico-químicas estejam dentro dos limites legais de lançamento em corpos hídricos.

6.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

6.3.1 A drenagem das bacias de tanques deve ser realizada conforme explicitado no 7.3.1.

6.3.2 No caso da área de esferas e cilindros de gases, o efluente deve ser dirigido a uma bacia de
contenção, conforme a PETROBRAS N-1645, antes de ser encaminhado para o sistema pluvial
limpo.

6.3.3 O escoamento deve ser preferencialmente por gravidade em canaleta aberta, a qual pode ser
confeccionada em concreto armado, alvenaria revestida com argamassa, meia cana de concreto, ou
ainda moldada no solo revestida com argamassa armada.

6.3.4 Em caso do escoamento por tubulação enterrada, esta pode ser, para escavação a céu aberto:
em concreto armado, ferro fundido, Polietileno de Alta Densidade (PEAD), PVC linha de esgoto,
Plástico Reforçado de Fibra de Vidro (PRFV) ou para método não destrutivo: furo direcional ou
“tunnel liner” revestido internamente em concreto. As cargas atuantes, peso de aterro e trem tipo,
devem ser consideradas no projeto, de forma a garantir a integridade do elemento de condução de
águas pluviais.

6.3.5 Em caso de escoamento por galeria enterrada, esta deve ser obrigatoriamente em concreto
armado.

6.4 Tratamento Preliminar

6.4.1 Deve ser avaliada a necessidade de remoção de sólidos grosseiros e areia do sistema pluvial
limpo, de acordo com a legislação ambiental vigente para descarte no corpo receptor. A remoção
deve ser feita através de uma caixa onde a velocidade máxima seja de 0,4 m/s considerando uma
chuva máxima com tempo de recorrência mínimo de 2 anos.

6.4.2 Caso seja adotada a utilização de bacia de amortecimento para acúmulo de água de chuva,
remoção de sólidos grosseiros e areia do sistema pluvial limpo, e aproveitamento da água de chuva,
deve ser dimensionada para uma chuva equivalente ao tempo de concentração mais 10 min ou
conforme postura local, com tempo de recorrência de 20 anos. A bacia deve ter um vertedor
dimensionado para a vazão máxima e direcionado para o corpo receptor. Se a topografia local
permitir, pode ser instalado um dreno de fundo para facilitar a remoção adequada do material sólido
acumulado e a limpeza da bacia.

6.4.3 Como garantia adicional para evitar contaminação de óleo, os ramais pluviais que recebem
contribuição das drenagens das bacias de tanque podem possuir ainda um septo com selo hídrico.

6.4.4 Em função das condições de segurança locais, deve ser avaliada a necessidade de instalação
de sistema de detecção de óleo na saída principal ou em saídas secundárias do sistema pluvial limpo
para o corpo hídrico receptor, de acordo com o descrito em 8.3.

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7 Sistema Contaminado

7.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela eventual presença de
hidrocarbonetos ou biocombustíveis insolúveis em água, podendo conter sólidos suspensos e
dissolvidos e outros contaminantes em concentrações tais que impossibilitem o seu lançamento direto
no corpo receptor, segundo a CONAMA 430 e legislação estadual ou municipal aplicável.

7.2 Principais Contribuições

7.2.1 Águas de chuva, de controle de emergência, de resfriamento, de lavagem de pisos e drenos


coletadas em locais tais como:

a) microdiques, minidiques e bacias de tanques de armazenagem de hidrocarbonetos e


biocombustíveis insolúveis em água (inclusive os que possuam sistema segregado de
drenagem de fundo de tanque [ver o descrito em 7.3]), de águas contaminadas, de
águas oleosas, de água de produção, de águas acres e de produtos químicos, exceto as
bacias de tanques de GLP e outros gases liquefeitos ou refrigerados;
b) áreas contidas de tubovias, isto é, as áreas sujeitas a vazamentos, tais como aquelas
embaixo de “vents”, flanges, válvulas, drenos e outros acessórios (ver Seção 8);
c) áreas de “manifolds”;
d) áreas não contidas dentro dos limites de bateria das unidades de processo;
e) áreas contidas da estação de tratamento de efluentes líquidos;
f) áreas contidas de estações de compressores;
g) área da estação de tratamento de fluido de completação e perfuração a base de óleo;
h) áreas de recolhimento e limpeza de materiais e equipamentos de combate a poluição por
óleo;
i) área de conferência de cargas de caminhões-tanques;
j) áreas contidas de casa de bombas de torres de resfriamento cujos circuitos envolvam
troca de calor água-óleo (equipamentos ou sistemas que contenham hidrocarbonetos).

7.2.2 Efluente tal como:

a) purga contínua das torres de resfriamento;


b) drenagem de bacias, canais e poços de sucção de torres de resfriamento cujos circuitos
envolvam troca de calor água-óleo (equipamentos ou sistemas que contenham
hidrocarbonetos).

NOTA Esta corrente pode ter rede de coleta segregada para tratamento ou destino específico
quando houver objetivo de otimizar as condições de operacionais, tais como: redução da
contribuição para o dimensionamento do sistema contaminado ou unidade de tratamento de
efluentes, adequar qualidade de efluente para fins de reuso, entre outros.

7.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

7.3.1 Drenagem das bacias de tanques (ver Figuras A.9 a A.16).

7.3.1.1 A drenagem das bacias de tanques deve ser completamente segregada da drenagem de
fundo de tanque.

7.3.1.2 As águas pluviais precipitadas sobre as bacias de tanques devem ser enviadas à caixa
coletora da bacia de tanque.

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7.3.1.3 A tubulação de saída da caixa coletora, após passar através do dique, deve ser conduzida à
caixa de válvulas da bacia, que envia o fluxo ao sistema contaminado (ver Figuras A.9 e A.11).

7.3.1.4 Alternativamente a este sistema, pode ser instalado um “manifold” na caixa de válvulas da
bacia de forma a possibilitar o envio do fluxo ao sistema pluvial limpo ou contaminado (ver Figuras
A.10 e A.12), desde que existam sistemas de instrumentação e controle ou procedimentos
operacionais que assegurem a supervisão constante da bacia ou caixa de válvulas, de forma a
garantir a ausência de óleo no sistema pluvial limpo.

7.3.2 A drenagem de bacias de tanques de armazenagem de águas acres e produtos químicos deve
ser feita exclusivamente para a rede contaminada (ver Figura A.9).

7.3.3 O escoamento deve ser por gravidade, preferencialmente por canaletas abertas, em concreto
armado, na direção da estação de tratamento de efluentes líquidos. O bombeamento para um coletor
próximo só deve ser adotado em casos excepcionais e preferencialmente fora do limite de bateria das
unidades.

7.3.4 Devem ser utilizadas tubulações dentro do limite de bateria de unidades de processo, em
travessias de ruas ou quando o seu uso se fizer necessário.

7.3.5 A coleta e o escoamento dos efluentes provenientes de áreas não contidas dentro do limite de
baterias das unidades de processo, bem como de tubovias internas a essas áreas devem ser feitos
através de sistema selado e enterrado até o limite de bateria da unidade.

7.3.6 Minidiques

7.3.6.1 No sentido de minimizar os volumes drenados, das bacias de tanques, podem ser adotados
minidiques.

7.3.6.2 O minidique consiste em uma área concretada ao redor do tanque, com largura variável, a
partir do costado do tanque. Em seu limite deve existir uma mureta com altura de 40 cm somados à
altura de chuva do local para o período de 24 horas, executada também em concreto, levando-se em
conta que, no caso de tanques com teto flutuante, o dreno do teto deve ser encaminhado
obrigatoriamente ao minidique. Tanto o piso como a mureta do minidique devem ser construídos em
concreto ambiental. Caso existam acessórios tais como: válvulas, flanges e “vents”, localizados além
da distância calculada, o minidique deve ser estendido 50 cm além da projeção em planta nestes
pontos de forma a captar possíveis vazamentos, conforme as Figuras A.44 e A.45.

7.3.6.3 O minidique dever ter sua largura calculada de acordo com as equações abaixo:
2 2 2
(D - d ).0,40 = d Pdia (1)

D = d + 2md (2)

H = 0,40 + Pdia (3)

Onde:
d = é o diâmetro do tanque (m);
Pdia = é a precipitação de chuva vintenária do local para o período de 24 horas (m).
md = largura do minidique, distância do costado do tanque até a mureta do minidique
(m);
H = altura da mureta do minidique (ver Nota 2).

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NOTA 1 A largura do minidique deve ser igual ou maior a 1,50 m.


NOTA 2 A altura máxima da mureta do minidique deve ser de 0,70 m. Valores superiores podem ser
adotados com autorização expressa da PETROBRAS.

7.3.6.4 Caso não seja possível atender à largura mínima calculada por motivo de interferências,
outra solução deve ser adotada com aprovação prévia da fiscalização da PETROBRAS.

7.3.6.5 Na Figura A.45, o minidique deve ser interligado a uma caixa coletora localizada dentro da
bacia do tanque através de canaleta. As soleiras das muretas da canaleta devem ter a mesma cota
das soleiras do minidique. A caixa coletora deve ser interligada, através de tubulação de ferro
fundido, a uma caixa com válvula localizada fora da bacia do tanque. A válvula deve ficar
normalmente fechada e o efluente encaminhado para o sistema contaminado.

7.3.6.6 Na Figura A.44, o minidique deve ser interligado à caixa de válvula por tubulação de ferro
fundido com diâmetro de 200 mm.

7.3.6.7 O efluente do restante da bacia deve ser encaminhado à outra caixa coletora e dela a uma
caixa de válvulas com possibilidade de encaminhamento para os sistemas contaminado ou pluvial
limpo.

7.3.6.8 O piso do minidique deve ter caimento em direção a canaleta que deve ser prevista na base
da mureta do minidique, pelo lado de dentro, de modo a facilitar o encaminhamento da água de chuva
para a caixa coletora do minidique.

7.3.6.9 Deve ser verificada a influência do volume da base do tanque no volume total do minidique.

7.3.7 Microdiques (ver Figura A.46)

7.3.7.1 No sentido de minimizar, adicionalmente, os volumes drenados, das bacias de tanques,


podem ser adotados microdiques.

7.3.7.2 O objetivo do microdique é segregar apenas os pontos de contaminação específicos dentro


da bacia de contenção.

7.3.7.3 O microdique consiste de uma área concretada localizada a partir do costado do tanque nos
pontos de contaminação tais como: válvulas, flanges, drenos e “vents”. O microdique deve envolver
com raio mínimo de 50 cm os pontos de contaminação, com largura mínima de 1 m desde o costado.

7.3.7.4 Microdiques em Tanques de Teto Fixo

7.3.7.4.1 O microdique em torno de tanque de teto fixo deve ter um volume suficiente para receber
chuva máxima de um dia (TR = 20 anos) precipitada sobre um segmento retangular do teto com lado
igual ao comprimento da linha de contato entre o microdique e o costado e comprimento igual ao
diâmetro do tanque.

7.3.7.4.2 O microdique deve ser dimensionado pelas fórmulas abaixo, que já consideram um fator de
segurança para chuva de vento precipitada sobre o costado:

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b.d.Pdia + L.b.Pdia = h.L.b (1)

H = h + BS (2)

Onde:
b = é a linha de contato do costado do tanque necessária para envolver o ponto de
contaminação (m);
d = é o diâmetro do tanque (m);
Pdia = é a precipitação de chuva vintenária do local para o período de 24 horas (m);
L = é a largura do microdique (m);
H = é a altura do microdique (m);
h = é a altura calculada a partir dos volumes totais das áreas de contribuição;
BS = é a borda seca de 0,10 m.

NOTA A altura mínima do microdique (H) deve ser de 0,50 m.

7.3.7.4.3 Havendo mais do que um microdique, o cálculo é independente, os mesmos não devem
estar na mesma cota e devem estar interligados por tubulação de ferro fundido com diâmetro de, no
mínimo, 150 mm e o conjunto enviando para ponto de saída, com caimento adequado.

7.3.7.4.4 Para interligação com o “off-site”, deve haver uma tubulação com diâmetro de, no mínimo,
200 mm que deve interligar os microdiques para caixa de válvula situada externa à bacia. Esta caixa
de válvula deve escoar somente para o sistema contaminado.

7.3.7.5 Microdiques em Tanques de Teto Flutuante

7.3.7.5.1 O microdique deve ser dimensionado pela fórmula abaixo, que já considera um fator de
segurança para chuva de vento precipitada sobre o costado:

2L.b.Pdia = H.L.b

Onde:
b = é a linha de contato do costado do tanque necessária para envolver o ponto de
contaminação (m);
Pdia = é a precipitação de chuva vintenária do local para o período de 24 horas (m);
L = é a largura do microdique (m);
H = é a altura do microdique (m).

NOTA A altura mínima do microdique (H) deve ser de 0,50 m.

7.3.7.5.2 No caso de microdique em torno de tanque de teto flutuante o dreno de teto deve ser
encaminhado para bacia com opção de envio direto para a rede contaminada no exterior do dique. No
caso desta opção a válvula para este encaminhamento deve ficar normalmente fechada.

7.3.7.5.3 Caso as condições meteorológicas locais indiquem que o dreno de teto do tanque flutuante
deva ficar sempre aberto para a bacia de forma a evitar sobrecarga no teto durante a chuva e
extravasamento para o interior de tanques, não deve nesse caso ser adotada a opção de envio direto
para a rede contaminada no exterior do dique.

7.4 Tratamento Preliminar

7.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar o diagrama mostrado na Figura 1.

21
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Figura 1 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do


Sistema Contaminado

7.4.2 Em condições de tempo seco, os efluentes devem ser dirigidos para o tratamento primário, sem
queda livre do efluente. Em condições de chuva ou incêndio, quando a vazão afluente à caixa de
partição for superior a capacidade máxima de transferência desse sistema para o tratamento
primário, o excesso deve ser desviado através do primeiro vertedor da caixa de partição para a bacia
ou tanque de acumulação.

7.4.3 Gradeamento

Equipamento destinado a retenção de sólidos grosseiros, através de grades fixas ou móveis, provido
de facilidades para a operação de limpeza e remoção dos sólidos retidos.

7.4.4 Desarenador

7.4.4.1 Equipamento destinado à remoção de sólidos sedimentáveis, constituído por sistema de


sedimentação de dupla câmara paralela, dotado de facilidades para a operação de limpeza e
remoção dos sólidos retidos.

7.4.4.2 O cálculo do desarenador deve ser baseado na vazão afluente. Cada câmara deve ser
dimensionada para uma velocidade máxima de 0,3 m/s, com a metade da vazão máxima afluente,
pois supõe-se que a limpeza e eventual manutenção não devem ser realizadas em caso de chuva.
No caso de vazões de grande magnitude, que possam ocasionar dimensionamentos proibitivos do
desarenador, pode-se utilizar vazões de tempo de recorrência de 5 anos para cálculo do
desarenador. A critério da PETROBRAS, este tempo pode ser reduzido para até 2 anos. Em qualquer
caso, deve-se utilizar vertedores de extravasamento na canaleta de montante, que devem passar a
vazão excedente (ver Figura A.47).

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7.4.5 Caixa de Partição (ver Figura A.22)

Caixa destinada ao direcionamento dos fluxos excedentes decorrentes de chuva ou emergência,


quando a vazão afluente a esta caixa for superior à capacidade máxima de transferência admitida
para a estação de tratamento. Em condições normais, o efluente deve ser encaminhado para a
estação de tratamento, através de um sistema adequado de limitação de vazão, preferencialmente
por calha Parshall, atuando sobre válvula ou comporta limitadora de vazão. Nos casos em que não
for possível fluxo por gravidade para tratamento, a limitação de vazão pode se dar através de
bombeio, preferencialmente com elemento primário indicador de vazão atuando sobre o variador de
velocidade da bomba. Esta caixa é dotada de dois vertedores: o primeiro é destinado ao desvio
automático do fluxo excedente por gravidade para a BAC/TAC, o segundo, dotado de septo e selo
hídrico, é destinado ao desvio do fluxo excedente da capacidade à BAC/TAC (que nesse momento
deve estar completamente cheia e em vaso comunicante com a caixa) por gravidade para o corpo
receptor.

7.4.6 Bacia ou Tanque de Acumulação - BAC/TAC (Ver Figuras A.22 e A.24)

7.4.6.1 Bacia em concreto armado ou tanque fechado dimensionado para armazenar a vazão do
efluente do sistema contaminado, excedente à capacidade da estação de tratamento. Após cessada
a chuva ou situação de emergência, o efluente acumulado deve ser transferido para a estação de
tratamento, preferencialmente por gravidade, com vazão que não ultrapasse a vazão máxima de
projeto definida para o sistema de tratamento.

7.4.6.2 A capacidade da BAC/TAC deve ser dimensionada de modo a comportar o maior dentre os
seguintes volumes:

a) água de controle de emergência para 30 min de combate a incêndio, com vazão


conforme os critérios da PETROBRAS N-1203;
b) o excedente de vazão definido em 7.4.2, calculado para a precipitação pluviométrica
máxima da região, determinada em um tempo de recorrência de 20 anos, e para uma
duração de chuva igual ao tempo de chegada da contribuição mais distante à bacia,
acrescido de 10 min, com um tempo mínimo de 30 min;
c) em Unidades de Fertilizantes Nitrogenados (UFN) que armazenem e manipulem amônia,
água para abatimento de amônia em caso de vazamentos emergenciais, com vazão
conforme o projeto básico da unidade operacional, limitado a um tempo máximo de
30 min.

7.4.6.3 A capacidade da BAC/TAC deve ser minimizada pela redução das áreas de captação
contaminada inclusive pela cobertura dessas áreas tanto quanto possível.

7.4.6.4 Quando a vazão contaminada excedente à capacidade da estação de tratamento for


acumulada em BAC ou TAC, devem ser seguidas as seguintes premissas (ver Figura A.24):

a) o TAC deve ser construído de acordo com os critérios de projeto descrito nas
PETROBRAS N-270 e API STD 650;
b) o nível máximo de trabalho do BAC/TAC deve estar abaixo do nível máximo da caixa de
partição contaminada, proporcionando o desnível para impor a movimentação do fluxo;
c) não deve ser previsto bocal de extravasamento no BAC/TAC, visto que seu
extravasamento só deve ser possível pela caixa de partição contaminada;
d) deve ser construído dique de contenção de acordo com os critérios da
ABNT NBR 17505-2.

7.4.6.5 Admite-se a utilização de mais de um conjunto (caixa de partição mais BAC/TAC), dividindo
as áreas de captação contaminada das unidades, de modo a reduzir o tempo de chegada da
contribuição mais distante para cada BAC, assim diminuindo o volume total de acúmulo contaminado.

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8 Sistema Segregado

8.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes aquosas coletadas em áreas de tubovias não sujeitas
à contaminação.

8.2 Principais Contribuições

Nas tubovias devem ser identificadas e confinadas, através de muretas, todas as áreas passíveis de
contaminação, tais como áreas em torno de válvulas, flanges, “vents”, drenos, filtros, amostradores e
outros pontos mais suscetíveis a vazamento de petróleo e seus derivados, biocombustíveis e
produtos químicos, exceto GLP e outros gases liquefeitos. Todas estas áreas confinadas tem, além
da mureta, caimento do piso para uma canaleta contribuinte ao sistema contaminado, que fica
localizada de um lado da tubovia.

8.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

8.3.1 As águas de chuvas precipitadas sobre as áreas remanescentes das tubovias, que estão sob
tubulações contínuas ou áreas para futuras ampliações, devem ser enviadas para o sistema
segregado, ou seja, uma canaleta que ocupa o outro lado da tubovia.

8.3.2 O escoamento deve ser por gravidade, preferencialmente por canaletas abertas, em concreto
armado, na direção de uma caixa detectora de filme de óleo, localizada no ponto mais baixo da
tubovia. A caixa deve ser dotada de duas saídas munidas de comportas ou válvulas motorizadas:
uma para o sistema pluvial limpo, mantida normalmente aberta, e outra para o sistema contaminado,
mantida normalmente fechada.

8.3.3 O detector de filme de óleo deve ser do tipo emissão/absorção de radiação eletromagnética,
enviando sinal para comandar a abertura automática da comporta ou válvula para o sistema
contaminado e o fechamento automático da comporta ou válvula para o sistema pluvial limpo e,
quando possível, enviar sinal de alarme para a casa de controle.

8.4 Tratamento Preliminar

Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar o diagrama mostrado na Figura 2.

Sistema
contaminado

Drenagem Caixa detectora


segregada de óleo

Sistema pluvial
limpo

Figura 2 - Esquema de Encaminhamento da Drenagem Segregada

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9 Sistema Oleoso

9.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela presença constante de
hidrocarbonetos ou biocombustíveis insolúveis em água, podendo conter sólidos suspensos e
dissolvidos e outros contaminantes.

9.2 Principais Contribuições

9.2.1 Águas de chuva, de controle de emergência, de resfriamento, de lavagem de pisos e drenos


coletadas em locais tais como:

a) áreas contidas de unidades de processo, de centrais termoelétricas e de bombas, que


manipulem petróleo e seus derivados e biocombustíveis insolúveis em água;
b) áreas contidas de píeres e plataformas para carga e descarga de petróleo e seus
derivados e biocombustíveis insolúveis em água através de caminhões, vagões-tanque,
navios e balsas;
c) áreas contidas de postos de serviços, tais como: abastecimento, lubrificação e lavagem
de veículos;
d) área de lavagem de equipamentos em oficinas;
e) área de lavagem de feixe de permutadores, que manipulem petróleo e seus derivados e
biocombustíveis insolúveis em água;
f) áreas contidas do campo de treinamento de combate a incêndio;
g) “landfarming”;
h) áreas contidas de fornos a óleo combustível.

9.2.2 Efluentes tais como:

a) drenagem de fundo dos tanques de petróleo e seus derivados (exceto GLP e outros
gases liquefeitos ou refrigerados) e biocombustíveis insolúveis em água;
b) drenagem de fundo de tanque de “slop”, quando não contaminada pelos compostos
indicados em 11.1 (ver Nota);
c) drenagem de fundo de tanque dreneiro;
d) drenagem de fundo de aterro industrial;
e) drenos de fundo dos equipamentos, de tubulações e amostradores que contenham ou
movimentem óleos;
f) purga intermitente de superfície das bacias de acumulação das torres de resfriamento;
g) efluentes das dessalgadoras;
h) água de produção de petróleo;
i) água oleosa de navio;
j) efluentes de tanques de lavagem de peças, equipamentos e instrumentos que se
utilizam de petróleo e seus derivados e biocombustíveis insolúveis em água;
k) drenagem de tanques de acúmulo de DEA gasta (ver Seção 16);
l) parcela aquosa de TAD.

NOTA Os tanques de “slop” cujos efluentes apresentarem contaminação com os compostos


citados em 11.1, devem ser providos de dispositivos que permitam a drenagem para o
sistema de águas acres.

9.3 Coleta e Escoamento

A coleta e o escoamento devem ser sempre feitos através de sistema selado e enterrado. O
escoamento deve ser por gravidade na direção da estação de tratamento de efluentes líquidos. O
bombeamento para um coletor próximo só deve ser adotado em casos excepcionais.

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9.4 Tratamento Preliminar

9.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar o diagrama mostrado na Figura 3.

Figura 3 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do


Sistema Oleoso

9.4.2 Em condições de tempo seco, os efluentes devem ser dirigidos para o tratamento primário, sem
queda livre do efluente (tubulação de chegada submersa). Em condições de chuva ou incêndio,
quando a vazão afluente à caixa de partição for superior a capacidade máxima de transferência
desse sistema para o tratamento primário, o excesso deve ser desviado através do vertedor da caixa
de partição para a bacia ou tanque de acumulação.

9.4.3 Os efluentes do “landfarming” e de outras áreas que possam arrastar quantidades significativas
de areia devem passar por sistema local de remoção destes sólidos, antes de serem encaminhados
ao tratamento preliminar.

9.4.4 Gradeamento

Equipamento destinado a retenção de sólidos grosseiros, através de grades fixas ou móveis, provido
de facilidades para a operação de limpeza e remoção dos sólidos retidos.

9.4.5 Caixa de Partição (Ver Figura A.23)

Caixa destinada ao direcionamento dos fluxos excedentes decorrentes de chuva ou emergência,


quando a vazão afluente a esta caixa for superior à capacidade máxima de transferência admitida
desse sistema para a estação de tratamento. Em condições normais, o efluente é encaminhado da
caixa de partição para a estação de tratamento, através de um sistema adequado de limitação de
vazão, preferencialmente por calha Parshall, atuando sobre válvula ou comporta limitadora de vazão.
Nos casos em que não for possível fluxo por gravidade para tratamento, a limitação de vazão pode se
dar através de bombeio, preferencialmente com elemento primário indicador de vazão atuando sobre
o variador de velocidade da bomba. Esta caixa é dotada de um vertedor destinado ao desvio
automático do fluxo excedente por gravidade para a BAO/TAO.

NOTA O elemento primário indicador-controlador de vazão pode ser do tipo calha Parschall ou um
instrumento em linha capaz de indicar vazão em tubulação parcialmente cheia.

9.4.6 Bacia ou Tanque de Acumulação - BAO/TAO (Ver Figuras A.23 e A.25)

9.4.6.1 Bacia em concreto armado com cobertura e, preferencialmente, com sistema de remoção de
voláteis ou tanque fechado dimensionado para armazenar a vazão do efluente oleoso excedente à
capacidade da estação de tratamento. Após cessada a chuva ou situação de emergência, o efluente
acumulado deve ser transferido para a estação de tratamento, preferencialmente, por gravidade e em
condições hidráulicas de escoamento compatíveis com o processo, com vazão que não ultrapasse a
vazão máxima de projeto definida para o sistema de tratamento.

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9.4.6.2 A capacidade da BAO/TAO deve ser dimensionada de modo a comportar o maior dos
volumes entre:

a) água de controle de emergência, para tempos e vazões de combate a incêndios


definidos na PETROBRAS N-1203;
b) o excedente de vazão descrito em 9.4.2, para a precipitação pluviométrica máxima da
região, determinada em um tempo de recorrência de 20 anos e considerando um período
de 2 h e 30 min de precipitação.

9.4.6.3 A capacidade da BAO/TAO deve ser minimizada pela redução das áreas de captação oleosa
inclusive pela cobertura dessas áreas tanto quanto possível.

9.4.6.4 A BAO deve ser provida de um vertedor, com septo para retenção do óleo, que permita seu
extravasamento para a BAC.

9.4.6.5 Para o extravasamento entre o TAO e o TAC, via tubulação, deve ser avaliada a necessidade
de um tanque com duplo extravasor. O tanque com duplo extravasor é um tanque que em seu interior
contem um vertedor cilíndrico concêntrico. O TAO deve ser extravasado pela parte inferior do tanque
de acordo com a Figura A.25 e deve ser interligado ao vertedor interno. O espaço entre o vertedor e o
tanque externo é interligado através de tubo que deve direcionar o extravasamento para o TAC (ver
Figura A.25).

9.4.6.6 A função do tanque com duplo extravasor é aumentar o comprimento do vertedor para o
extravasamento TAO/TAC, de modo a se reduzir a altura da lâmina d'água sobre o vertedor durante
essa operação, que pode impactar o perfil hidráulico entre o TAO e a caixa de partição oleosa no
caso de ocorrer através de uma simples tubulação direta de extravasamento, onde o vertedor deve
ter um pequeno comprimento (apenas o bocal de extravasamento), o que pode causar elevação do
nível do TAO acima do nível máximo de projeto da caixa, invertendo portanto o perfil hidráulico
normal do sistema.

9.4.6.7 No caso do tanque duplo extravasor, o comprimento do vertedor deve ser o perímetro do
tanque interno (de muito maior comprimento que o tubo) por onde o fluxo vindo do TAO extravasa
para o espaço entre os dois tanques e daí para o TAC, esse perímetro pode ser arbitrariamente
estabelecido em função dos diâmetros selecionado dos tanques concêntricos formadores do tanque
duplo extravasor, de modo a assim minimizar a lâmina d'água na extremidade superior do tanque
interno e consequentemente no TAO.

9.4.6.8 Se a análise hidráulica indicar que o extravasamento direto via tubo do TAO para o TAC não
causa elevação da lâmina d'água na tubulação de extravasamento direto que possa prejudicar o
citado perfil hidráulico, não é necessário à adoção de tanque duplo extravasor para essa operação.

NOTA O volume do tanque duplo extravasor não deve ser considerado no dimensionamento dos
volumes necessários de acúmulo contaminado e oleoso.

9.4.6.9 Quando o excedente à capacidade da estação de tratamento for acumulado em TAO ou


BAO, devem ser observadas as seguintes premissas (ver Figura A.25):

a) o TAO deve ser construído de acordo com os critérios de projeto descrito nas
PETROBRAS N-270 e API STD 650;
b) o nível máximo de trabalho do BAO/TAO deve estar abaixo do nível máximo da caixa de
partição oleosa, proporcionando o desnível para impor a movimentação do fluxo;
c) o nível de extravasamento deve ser inferior ao nível máximo da caixa de partição oleosa
e superior ao nível máximo da BAC/TAC para impor o deslocamento dos fluxos.

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9.5 Drenagem de Águas Oleosas de Fundo de Tanque

9.5.1 Conceitos Básicos

a) ser preferencialmente automática, com escoamento por gravidade, em tubulação, para o


sistema oleoso;
b) na saída da bacia de tanque, a tubulação de drenagem deve ser dotada de válvulas com
haste para manuseio ao nível do terreno;
c) deve ser sempre independente da drenagem das águas pluviais precipitadas na bacia
dos tanques;
d) o sistema de drenagem, automático ou manual, deve possuir recursos para a
recuperação do volume do óleo retido nas linhas entre o tanque e as válvulas de
bloqueio;
e) o sistema de drenagem, automático ou manual, deve possuir um sistema de detecção da
interface água/óleo;
f) independente da solução adotada, as válvulas de dreno devem ser mantidas junto ao
costado do tanque;
g) para controle das vazões de drenagem de fundo de tanque para tratamento,
preferencialmente, pode ser utilizado tanque drenador;
h) na inexistência de um sistema de tratamento adequado, a drenagem de fundo de tanque
deve ser encaminhada para uma caixa ou tanque de acúmulo para posterior
transferência para tratamento.

9.5.2 Sistema Manual

a) sistema aberto (ver Figura A.17):


― o dreno de fundo de tanque deve verter para uma caixa de inspeção e manobra,
construída dentro da bacia, com “pescoço”, para evitar o afluxo de águas de chuva,
permitindo a visualização da interface água/óleo;
― de acordo com as necessidades operacionais ou características de cada tanque,
pode haver uma ou mais caixas por tanque, construídas próximas a cada dreno;
― da caixa de inspeção e manobra o fluxo é conduzido, através de tubulação, para a
caixa de saída;
b) sistema fechado (ver Figuras A.18 e A.19):
― a tubulação de drenagem de fundo de tanque deve ter um amostrador, localizado
próximo ao dreno, possibilitando a detecção visual da interface água/óleo;
― abaixo do amostrador deve haver a caixa de amostragem, com “pescoço”, para evitar
o afluxo das águas de chuva da bacia;
― de acordo com as necessidades operacionais ou características de cada tanque pode
haver um ou mais pontos de drenagem, com os amostradores localizados próximos a
cada dreno de tanque;
― a drenagem da caixa de amostragem deve ser encaminhada para a tubulação de
águas oleosas.

9.5.3 Sistema Automático (Ver Figuras A.18 a A.21)

a) deve ser constituído basicamente de válvulas de bloqueio de fluxo motorizadas (uma


válvula para cada tanque), elementos sensores de interface água/óleo e Controlador
Lógico Programável (CLP);
b) no caso de se adotar a solução de um CLP dedicado, exclusivamente para o sistema
automático de drenagem, este deve ser capaz de comunicar-se com o CLP da planta;
c) o escoamento das águas oleosas deve ser efetuado através de tubulação, por
gravidade, diretamente dos tanques para o sistema oleoso;
d) os elementos sensores devem detectar o teor de óleo no fluido drenado;
e) estes elementos devem enviar sinais ao controlador lógico que comanda as válvulas de
bloqueio de fluxo instaladas nas linhas de drenagem dos tanques;
f) o sistema de controle de interface água/óleo, deve ser instalado o mais próximo possível
de cada tanque.

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9.5.4 Tanque Dreneiro

O tanque dreneiro, utilizado para as drenagens de tanques de petróleo e dessalgadora, deve atender
as seguintes condições:

a) as drenagens individuais dos tanques devem ser realizadas por meio de bombas ou por
gravidade, através de tubulação, para o tanque dreneiro;
b) a parada da drenagem dos tanques deve ser, preferencialmente, automática, através de
sinal indicativo de final de fase aquosa, proveniente de sensor instalado em ponto
estratégico ou outro sistema indicativo de fase aquosa, de modo a minimizar a presença
de óleo nas tubulações;
c) os efluentes devem ser enviados do tanque dreneiro para o sistema oleoso
preferencialmente por gravidade, com vazão controlada;
d) o tanque dreneiro deve ter dispositivo flutuante de recolhimento de óleo ou outro sistema
que possibilite a remoção segregada da camada de óleo acumulada no seu interior.

NOTA Devem ser utilizados tanques separados para drenagem de petróleo e drenagem de
dessalgadora.

9.5.5 Tanque Auxiliar de Drenagem (TAD)

9.5.5.1 O TAD pode ser adotado, para minimização de perda de produtos claros, que de modo geral
tem pouca água a drenar e está dispersa em bolsões, o que dificulta a drenagem sem saída
significativa de produto. No TAD ocorre a separação das fases água-produto, sendo que a primeira é
enviada para a rede oleosa por gravidade e o produto retorna por bombeio ao tanque de origem, ou,
em caso de mais de um tanque de produto drenando para o mesmo TAD, para o tanque contendo o
produto com requisitos de qualidade menos restritivos.

9.5.5.2 Quando houver a necessidade de TAD (ver Figura A.48), para as drenagens de tanques de
produtos claros, devem ser obedecidos os seguintes parâmetros:

a) os drenos dos tanques de produto claro devem ser interligados através de tubulação em
aço-carbono de 2”, desde a montante das válvulas de drenagem ao pé do tanque até o
TAD situado dentro da bacia; deve ser previsto by-pass do TAD alinhando a drenagem
diretamente para a caixa interna de saída da bacia do TAD;
b) nos casos em que o TAD receber drenagens de mais de um tanque, o mesmo deve
possuir “manifold” de entrada e drenagem com válvulas, possibilitando o recebimento de
qualquer dos tanques e permitindo o desvio direto da água drenada dos tanques para
caixa de saída da sua bacia;
c) o TAD deve ser construído em aço-carbono, ter planta circular e ser provido com visor de
nível, tampa removível, suspiro e alarme local de nível alto;
d) o TAD deve ser localizado no interior da bacia do tanque de produto, não
necessariamente do produto que estiver sendo drenado;
e) a bacia do TAD deve ter o piso pavimentado circundado por mureta de forma criar uma
bacia com capacidade para conter todo o seu volume com declividade para uma caixa
interna de drenagem, ligada por tubulação a outra caixa, com válvula, situada
externamente ao seu dique, que por sua vez deve estar interligada a uma das caixas da
rede de drenagem oleosa, externa bacia do tanque de produto;
f) a tubulação de drenagem de fundo do TAD deve ter um amostrador localizado próximo
ao dreno, possibilitando a detecção visual da interface água/óleo e deve ser coletada em
um funil e encaminhada por tubulação de 2” para a caixa de saída do dique do TAD;
g) a rede de drenagem oleosa externa às bacias, que recebe as drenagens de todos os
TAD, dever ser construída em ferro fundido;
h) ser instalado,externa à bacia de contenção dos tanques de produtos claros, um conjunto
moto bomba centrifuga horizontal (principal mais reserva) conectados por tubulações de
2” a cada TAD, para succionar o produto separado no TAD e encaminhá-lo de volta para
um dos tanques de onde foram drenados;

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i) a partida da bomba dever ser manual e a parada automática por chave de nível no TAD;
as bombas devem estar sobre piso pavimentado e confinado com muretas e canaletas,
drenando para a rede oleosa.

NOTA Após um período de repouso (cerca de 12 h) para separação das fases, o fluido contido no
fundo do TAD (fase aquosa) deve ser encaminhado para a drenagem oleosa.

9.5.6 Caixa de Acúmulo de Drenagem de Fundo de Tanque

a) o dimensionamento da caixa de acúmulo deve ser compatível com o volume a ser


drenado e com as capacidades de transferência e tratamento;
b) a caixa de acúmulo deve ser provida de sistema de controle de nível, intertravado com o
sistema de drenagem dos tanques, de forma a impedir o transbordamento da caixa;
c) a caixa de acúmulo deve ser provida de facilidades que possibilitem o seu esvaziamento
para caminhão vácuo ou sistema de tratamento.

9.6 Drenagem de Plataforma de Carregamento e Descarregamento

Aplicável para manuseio de hidrocarbonetos menos densos que a água e biocombustíveis insolúveis
em água.

9.6.1 Caminhões Tanque

9.6.1.1 Devem ser projetadas e construídas com o piso a 10 cm acima do piso adjacente, existindo
lombadas na entrada e saída das plataformas e circundadas com canaletas de drenagem oleosa. As
canaletas devem estar interligadas a um “sump tank” para contenção de eventuais vazamentos.

9.6.1.2 A projeção da cobertura das plataformas deve ultrapassar em cerca de 1 m as canaletas


externas que as circundam, de modo a evitar que as águas pluviais sejam conduzidas para o sistema
oleoso. O piso da área adjacente deve ser construído com caimento direcionado para o sistema
pluvial.

9.6.2 Vagões Tanques

9.6.2.1 Devem ser dotadas de canaletas laterais em toda a extensão, bem como entre as linhas
ferroviárias. As canaletas devem ser ligadas à rede oleosa. As bordas externas das canaletas devem
ser projetadas de modo a impedir a captação de água pluvial limpa proveniente de áreas adjacentes
pelas canaletas oleosas.

9.6.2.2 A área do desvio ferroviário deve ser pavimentada ou dotadas de bandejas de modo a
garantir impermeabilização. Quando pavimentadas, o caimento deve ser para as canaletas descritas
em 9.6.2.1.

9.6.2.3 As plataformas devem ser cobertas.

NOTA Recomenda-se que a projeção da cobertura das plataformas ultrapasse em 1 m as


canaletas externas que as circundam, de modo a evitar que as águas pluviais sejam
conduzidas para o sistema oleoso. [Prática Recomendada]

9.6.2.4 Deve ser prevista a construção de um “sump tank” para contenção de eventuais vazamentos.

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NOTA Os “sump tanks” devem ser esgotados para o sistema oleoso.

9.7 Drenagem de Píer

9.7.1 As lajes de piso das plataformas de operações de píeres devem ser circundadas por muretas
continuas, construídas em todas as suas periferias, para a contenção das águas pluviais, águas de
controle de emergência e eventuais vazamentos. A altura dessas muretas deve ser dimensionada
para conter a chuva vintenária em 24 h.

9.7.2 As drenagens de piso dessas áreas devem ser direcionadas, por meio do caimento dos pisos e
ou canaletas abertas, para uma ou mais caixas de manobra de válvulas. Cada caixa de manobra
deve ter duas válvulas, sendo uma alinhada para o corpo receptor e outra alinhada para o “sump
tank”.

NOTA Estas caixas de manobra de válvulas devem permanecer sempre com ambas as válvulas
bloqueadas. Após as chuvas ou a aplicação de águas de serviço, deve ser realizada pela
operação a avaliação da qualidade da água retida, devendo ser alinhada para o mar quando
limpa ou, em caso de contaminação, alinhada para o “sump tank”.

9.7.3 As áreas mais suscetíveis a contaminação, tais como: áreas em torno de braços de
carregamento, “manifold” de válvulas, amostradores, bombas de drenagem entre outras, devem ser
contidas por muretas, não inferiores a 30 cm de altura. As drenagens de piso destas áreas devem ser
direcionadas, por meio do caimento dos pisos e ou canaletas abertas para uma caixa, e a partir
desta, por meio de tubulação, para o “sump tank”.

9.7.4 Todas as plataformas de operações de píeres (exceto as que operam somente com GLP e
GNL) devem possuir um “sump tank” destinado ao recebimento de todas as drenagens de piso das
áreas contidas, assim como eventuais efluentes contaminados das demais áreas. Em caso de
operações frequentes com produtos escuros (óleo combustível, “bunker” e outros), deve ser avaliada
a necessidade da existência de um segundo “sump tank”, destinado exclusivamente para a drenagem
das áreas contidas que operem com estes produtos.

9.7.5 A capacidade volumétrica do “sump tank” deve ser dimensionada de acordo com o índice
pluviométrico do local, devendo, entretanto prever a duração mínima de 24 h de chuva, sobre as
áreas contidas. Deve ser esgotado por conjunto motobomba, sendo uma principal e outra reserva.

9.7.6 Os efluentes coletados no “sump tank” devem ser direcionados, por meio de tubulação para a
destinação do sistema oleoso do terminal, para tratamento local ou armazenamento e transferência,
para posterior tratamento em instalações externas.

9.7.7 Os braços de carregamento e/ou de mangotes, bem como os “headers” de conexão dos
mesmos devem ser drenados, com a utilização de nitrogênio ou por meio de bomba. Quando por
bombas, deve ser especificada uma principal e outro reserva, devendo a vazão ser dimensionada
para executar a drenagem em um período não superior a 30 minutos, encaminhando os fluidos
drenados para as respectivas linhas do produto.

9.8 Sistema Oleoso Segregado

Em unidades operacionais que somente disponham de tratamento primário as correntes oleosas que
normalmente contêm contaminantes solúveis, tais como: carga orgânica, sulfetos, fenóis e amônia,
notadamente drenagens de fundo de tanques de petróleo e derivados, não devem ser misturadas
com as correntes contaminadas e nem enviadas para o tratamento primário. Essas correntes devem
ser minimizadas, segregadas, e acumuladas para tratamento externo adequado:

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a) através de “sump tank” com tubulação de envio: devem ser avaliados locais para o
adequado dimensionamento e projeto, com o “sump tank” exercendo a função de pulmão
para receber as drenagens, levando em conta os seus picos de vazão, e de modo que a
bomba de recalque para envio não seja acionada mais de 4 vezes por hora;
b) através de “sump tank” com envio rodoviário:
— as caixas de coleta devem ter cada uma o volume útil de no mínimo 40 % acima do
volume do tanque do caminhão que vai ser utilizado para o transporte e devem ser
construídas em concreto armado, enterradas, fechada, com boca de visita de ferro
fundido de 80 cm de diâmetro mínimo, providas de suspiro;
— as caixas de coleta devem ter o fundo com caimento para um rebaixo interno, onde
deve estar situada a sucção de uma bomba centrífuga vertical de vazão que permita
o esvaziamento completo do “sump tank” em no máximo 30 min, com partida manual
e parada automática por nível baixo;
— as caixas devem ter indicação local de nível e alarme local de nível muito alto;
— deve haver junto às caixas de coleta uma plataforma de carregamento, com
guarda-corpo e sistema adequado de braço de carregamento e mangote, para
permitir o enchimento dos caminhões-tanques através de bombeio;
— a área em frente às caixas, onde deve estar estacionado o caminhão-tanque, deve
ser segregada, de modo a se evitar que eventuais derramamentos e respingos se
espalhem para as áreas adjacentes; a segregação deve ser por quebra-molas e/ou
muretas baixas; a drenagem dessas áreas segregadas deve ser encaminhada para
as próprias caixas de coleta;
— a área segregada, bem como a plataforma de carregamento, devem ser cobertas, de
modo que não haja contribuição de chuva para a caixa de coleta.

10 Sistema de Óleo Combustível e “Bunkers”

10.1 Descrição

Sistema para o recolhimento e acúmulo de vazamentos e respingos de Óleo Combustível (OC) e


“bunkers”.

10.2 Principais Contribuições

10.2.1 Utilização obrigatória para áreas de plataformas de carregamento e descarregamento de OC


e “bunkers”.

10.2.2 Para as demais áreas sujeitas à contaminação com OC e “bunkers”, tais como: tubovias e
bacias de tanques devem ser avaliadas, pela unidade, a conveniência de sua adoção, em função das
condições locais de operação e tratamento de efluentes.

10.2.3 Além das contribuições descritas em 10.2.1 e 10.2.2 podem ocorrer eventuais lavagens de
piso e limpezas com vapor, essas contribuições devem ter suas vazões minimizadas para não
dificultar o envio do OC e “bunkers” recolhido para a destinação.

10.3 Coleta e Escoamento

As drenagens contendo OC e “bunkers” não devem ser: misturadas a efluentes contaminados e


oleosos ou enviadas para as redes contaminada e oleosa, uma vez que para essas redes o
tratamento vai se iniciar pela separação gravimétrica dos óleos e graxas (o que é praticamente
inviável para óleo combustível, pois sua densidade é de modo geral muito próxima ou até superior à
da água). Visando ainda prevenir obstrução das redes contaminadas e oleosas, é necessário
segregar totalmente essas drenagens, que devem ser coletadas e enviadas para uma destinação, tal
como:

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a) reprocessamento;
b) tratamento externo;
c) destinada como resíduos.

10.4 Drenagem nas Plataformas de Carregamento e Descarregamento Rodoviária de OC e


“Bunkers”

10.4.1 As plataformas devem ter piso impermeável, serem delimitadas por canaletas e possuírem
cobertura de modo a minimizar a captação de águas pluviais limpas. A canaleta de água pluvial deve
estar localizada em área externa à cobertura.

10.4.2 Para o acúmulo de vazamentos, derramamentos e drenagens existir um tanque de “slop” de


OC e “bunkers”, adequadamente isolado e aquecido através de serpentina interna de vapor, ou um
“sump tank” de OC e “bunkers”.

10.4.3 O descarregamento do tanque se deve ser feito por uma linha isolada e com “steam tracer”,
seguindo até a estação de carregamento de caminhões de OC e “bunkers”, onde deve ser conectado
à sucção das bombas de carregamento de OC e “bunkers” existentes.

10.4.4 Periodicamente, com nível adequado no tanque de “slop” de OC e “bunkers”, deve ser feito o
descarregamento desse produto para um caminhão tanque visando o seu tratamento/destinação.

10.4.5 No caso da unidade possuir “sump tank de OC e “bunkers”, o mesmo deve ser construído em
concreto, coberto com tampas metálicas removíveis e boca de visita e provido de serpentina interna
de aquecimento a vapor. Deve ser previsto controle de nível, com alarme de nível alto com indicação
local e remota (sistema supervisório), e facilidades para esgotamento do “sump tank” por caminhão
vácuo ou bombas.

10.5 Drenagem nas Áreas de Carregamento e Descarregamento Ferroviário de OC e


“Bunkers”

10.5.1 “Sump Tank” dos Vagões

10.5.1.1 Deve receber exclusivamente vazamentos de OC e “bunkers” recolhido das áreas de


carregamento e descarregamento ferroviário.

10.5.1.2 Não deve haver qualquer ligação com a tubovia contígua.

10.5.2 Cobertura dos Vagões

Deve ser construída cobertura em toda a área de estacionamento dos vagões (estrutura metálica com
telhas de fibra sintética/cimento), de modo que a contribuição da chuva caia externamente a área
contida de OC e “bunkers” em volta dos trilhos.

10.5.3 Coleta Segregada de Vazamentos de OC e “Bunkers”dos Vagões

10.5.3.1 Devem ser construídas bandejas afuniladas de boca larga para coleta seletiva dos
vazamentos de OC e “bunkers” nos pontos de interligação dos mangotes durante as
cargas/descargas dos vagões.

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10.5.3.2 Essas bandejas de coleta devem possuir as seguintes características:

a) construídas em aço-carbono pintado com tinta anticorrosão;


b) possuir abertura superior retangular, com superfície de coleta abarcando a área de
influência da operação dos mangotes e respingos dos bocais de carga/descarga dos
vagões;
c) devem ser instaladas na posição aproximada do bocal de carga/descarga dos vagões
quando estacionados.

11 Sistema de Águas Acres (“Sour Water”)

11.1 Descrição

Sistema para o qual são enviados os condensados de vapor d’água das unidades de processo, e
outras correntes contaminadas principalmente com sulfetos, mercaptans, amônia, cianetos, fenóis,
cresóis e outros contaminantes.

NOTA Este efluente também é conhecido como sistema de águas ácidas.

11.2 Principais Contribuições

a) condensado do tambor de refluxo da destilação atmosférica;


b) condensado do tambor de topo da destilação a vácuo;
c) condensado do tambor de refluxo da fracionadora das unidades de Craqueamento
Catalítico (FCC ou RFCC);
d) condensado do tambor de refluxo das estabilizadoras das hidrodessulfurizações (HSS) e
hidrotratamentos (HDT);
e) água de lavagem de gases do FCC e do RFCC;
f) líquido do tambor de separação de condensado da rede de tochas;
g) outros componentes similares aos descritos anteriormente, das demais unidades, tais
como: coque, reforma e outros, além dos efluentes de seus reatores e de seus
equipamentos de lavagem de produtos;
h) drenagem de fundo de tanques de “slop”, quando contaminadas com os compostos
indicados em 11.1.

11.3 Coleta e Escoamento

A coleta e o escoamento devem ser feitos através de sistema fechado. Estes efluentes devem ser
dirigidos para a unidade de tratamento de águas acres.

11.4 Tratamento Preliminar

11.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na Figura 4.

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Figura 4 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do


Sistema de Águas Acres

11.4.2 Armazenamento e Separação Preliminar do Óleo

As águas acres devem ser armazenadas em um vaso ou tanque de carga, capaz de permitir a
operação da unidade com vazão constante e com volume suficiente para conter o inventário da
unidade em caso de emergência. O vaso ou tanque deve ser selado com gás inerte ou gás
combustível, com alívio para o sistema de tocha. O sistema deve ser provido de facilidades para a
separação de óleo, sendo o óleo separado enviado para reaproveitamento ou para o sistema oleoso
e as águas acres enviadas para a unidade de tratamento de águas acres.

11.4.3 Unidade de Tratamento de Águas Acres

A unidade de tratamento de águas acres deve fazer a separação das fases gasosa e líquida, de
modo a se poder encaminhar a fase gasosa para sistema de gás residual ou para recuperação de
enxofre, e a fase líquida para a reutilização, tal como dessalgação do petróleo, ou para o sistema
oleoso. Quando o destino do efluente da fase líquida for para o sistema oleoso, sua temperatura deve
ser limitada ao máximo de 40 °C. Os teores de contaminantes, principalmente sulfetos e amônia,
devem ser tais que o efluente final da unidade de tratamento de efluentes industriais atenda aos
requisitos da legislação ambiental aplicável.

12 Sistema Cáustico ou Ácido

12.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela contaminação através de
drenagens, derrames ou vazamentos de equipamentos que movimentem ou contenham produtos
cáusticos ou ácidos.

12.2 Principais Contribuições

12.2.1 As águas de chuva, de controle de emergência, de resfriamento, de lavagem de pisos e


vazamentos coletados em locais tais como:

a) áreas contidas dos equipamentos das unidades de processo, que contenham ou


movimentem fluidos cáusticos ou ácidos tais como bombas dosadoras, tanques de soda
e tanques de ácido sulfúrico;
b) áreas contidas das unidades de preparo de soluções cáusticas ou ácidas;
c) áreas contidas de carga e descarga de fluidos cáusticos ou ácidos.

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12.2.2 Efluentes tais como:

a) efluente das operações de regeneração e deslocamento de vasos de troca iônica;


b) efluente das operações de limpeza química de membranas;
c) efluentes das operações de contra lavagem e enxágues de vasos de troca iônica e
membranas.

12.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

12.3.1 As drenagens das áreas contidas, bem como os efluentes provenientes das operações de
regeneração e deslocamento dos vasos de troca iônica, ou operações de lavagem de sistemas de
membranas, devem ser encaminhadas a bacias ou tanques de contenção/neutralização.

12.3.2 A coleta e o escoamento devem ser sempre feitos através de sistema fechado e enterrado ou
canaletas cobertas com tampas removíveis, resistentes à álcalis e ácidos. Estes efluentes devem ser
reunidos em uma caixa de passagem especial nos limites de cada unidade e em seguida conduzidos,
se possível, a uma caixa de passagem especial central, para posterior transferência ao tanque/bacia
de contenção/neutralização.

12.3.3 Quando a transferência entre a caixa central e o tanque/bacia de contenção for feita por
bombeamento, o sistema de bombeio deve ser projetado de modo a garantir que não haja
possibilidade de transbordamento.

12.3.4 O tanque/bacia de contenção/neutralização deve ser em concreto armado, com revestimento


anticorrosivo, possuindo facilidades para a neutralização do efluente.

12.3.5 Os drenos dos tanques de ácido sulfúrico e de soda cáustica devem ser providos de duplo
bloqueio.

12.4 Tratamento Preliminar

12.4.1 Os tanques ou bacias de contenção/neutralização que recebem os efluentes ácidos ou


alcalinos devem ser dimensionados para conter o maior dos volumes efluentes possíveis entre:

a) efluente das operações de regeneração e deslocamento;


b) maior vazamento possível na área contida;
c) efluentes das operações de contra lavagem e enxágues;
d) contribuição de chuva sobre as áreas contidas não controladas, considerando 2 h e
30 min de precipitação.

12.4.2 A neutralização do efluente, quando necessária, pode ser efetuada no tanque/bacia de


contenção, que neste caso deve ser provido de facilidades para sua consecução, ou em outra
unidade que faça a neutralização. O tanque/bacia de contenção deve ser provido de facilidades para
esgotamento para a rede pluvial limpa e para a rede contaminada.

12.4.3 Após a neutralização, o efluente deve ser esgotado para o sistema pluvial limpo, desde que
atenda aos requisitos da legislação ambiental aplicável. Caso contrário, deve ser encaminhado para o
sistema contaminado.

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12.4.4 Quando a neutralização for feita pela reação balanceada dos efluentes ácidos com os
efluentes alcalinos, a capacidade dos tanques/bacias de neutralização deve ser tal que possam
conter estes efluentes. Os tanques/bacias de neutralização devem ser revestidos com material
resistente a álcalis e ácidos e equipados com facilidades para completar a neutralização.

13 Sistema de Soda Gasta Sulfídrica

13.1 Descrição

Sistema fechado para o qual são enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela contaminação
com sulfetos, mercaptans, cianetos e fenóis, desde que a concentração de fenóis seja inferior a 1 %
(p/v). Este sistema também possui soda livre não reagida.

NOTA Se qualquer corrente contém fenóis em quantidade superior a 1 % (p/v), é considerada soda
gasta fenólica.

13.2 Principais Contribuições

a) soda proveniente dos tratamentos cáusticos de produtos;


b) águas de lavagem de produtos provenientes dos tratamentos cáusticos.

13.3 Coleta e Escoamento

A coleta e o escoamento devem ser feitos através de sistema fechado, provido de caixas de
passagem especiais. Estes efluentes devem ser dirigidos para a unidade de tratamento de soda
gasta.

13.4 Tratamento Preliminar

13.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na Figura 5.

Figura 5 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do


Sistema de Soda Gasta Sulfídrica

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13.4.2 Armazenamento e Separação Preliminar de Óleo

Os efluentes provenientes do sistema de soda gasta sulfídrica devem ser armazenados em dois
tanques ou vasos (um recebendo soda gasta e outro alimentando a unidade), que podem ser os
mesmos utilizados no sistema de soda gasta fenólica, caso o tratamento seja o mesmo. Os tanques
ou vasos devem ser dotados de facilidades para a remoção do óleo sobrenadante, e devem ser
selados com gás inerte ou gás combustível, com alívio para o sistema de tocha. O óleo separado
deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o sistema oleoso. A alimentação deve ser feita em
condições hidráulicas de escoamento compatíveis com o processo de forma a não haver queda livre
do produto dentro do tanque ou vaso.

13.4.3 Tratamento e Neutralização

13.4.3.1 A soda gasta sulfídrica, após a separação preliminar de óleo, deve ser processada para
remoção e neutralização dos contaminantes. Dentre os processos existentes são admitidos:

a) saturação com gás ácido;


b) termo oxidação úmida;
c) neutralização com gases residuais de combustão;
d) neutralização com ácido mineral forte.

13.4.3.2 Independentemente do processo adotado, os gases produzidos na unidade de tratamento e


neutralização devem ser encaminhados ao sistema de gás residual ou à unidade de recuperação de
enxofre. O óleo separado durante o processo deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o
sistema oleoso. O efluente líquido da unidade de tratamento e neutralização de soda gasta sulfídrica,
também denominado de salmoura neutralizada, deve ser dirigido ao sistema oleoso. Sua temperatura
deve ser limitada ao máximo de 40 °C, os teores de contaminantes, principalmente, sulfetos e fenóis
e o pH, devem ser tais que não impactem a estação de tratamento de efluentes de modo a acarretar
o não enquadramento do efluente final.

14 Sistema de Soda Gasta Fenólica

14.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes aquosas caracterizadas pela contaminação com
sulfetos, mercaptans, cianetos, cresóis e fenóis, desde que a concentração de fenóis seja superior a
1 % (p/v). Este sistema também possui soda livre não reagida.

NOTA Se qualquer corrente contém fenóis em quantidade inferior a 1 % (p/v), é considerada soda
gasta sulfídrica.

14.2 Principais Contribuições

a) soda proveniente dos tratamentos cáusticos de produtos;


b) águas de lavagem de produtos provenientes dos tratamentos cáusticos.

14.3 Coleta e Escoamento

A coleta e o escoamento devem ser feitos através de sistema fechado, provido de caixa de passagem
especial. Estes efluentes devem ser dirigidos para a unidade de tratamento de soda gasta com
possibilidade de reaproveitamento dos cresóis.

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14.4 Tratamento Preliminar

14.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento, o diagrama mostrado na Figura 6.

Figura 6 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes do


Sistema de Soda Gasta Fenólica

14.4.2 Armazenamento e Separação Preliminar de Óleo

Os efluentes provenientes do sistema de soda gasta fenólica devem ser armazenados em dois
tanques ou vasos (um recebendo soda gasta e outro alimentando a unidade), que podem ser os
mesmos utilizados no sistema de soda gasta sulfídrica, caso o tratamento seja o mesmo. Os tanques
devem ser dotados de facilidades para remoção do óleo sobrenadante, e devem ser selados com gás
inerte ou gás combustível, com alívio para o sistema de tocha. O óleo aí separado deve ser dirigido
para reaproveitamento ou para o sistema oleoso. A alimentação deve ser feita em condições
hidráulicas de escoamento compatíveis com o processo de forma a não haver queda livre do produto
dentro do tanque ou vaso.

14.4.3 Tratamento e Neutralização

14.4.3.1 A soda gasta fenólica, livre dos excessos de óleo, deve ser processada para remoção e
neutralização dos contaminantes. Dentre os processos existentes são admitidos:

a) saturação com gás ácido;


b) neutralização com gases residuais de combustão;
c) neutralização com ácido mineral forte.

14.4.3.2 Independentemente do processo adotado, os gases produzidos na unidade de tratamento e


neutralização, devem ser encaminhados ao sistema de gás residual ou a unidade de recuperação de
enxofre. O óleo separado durante o processo deve ser dirigido para reaproveitamento ou para o
sistema oleoso. O efluente líquido da unidade de tratamento e neutralização de soda gasta fenólica,
também denominada de salmoura neutralizada, deve ser dirigido ao sistema oleoso. Sua temperatura
deve ser limitada ao máximo de 40 °C, os teores de contaminantes, principalmente sulfetos e fenóis e
o pH, devem ser tais que não impactem a estação de tratamento de efluentes de modo a acarretar o
não enquadramento do efluente final.

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15 Sistema de “Pump Out”

15.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes de hidrocarbonetos, especificados ou não,


provenientes do esvaziamento de equipamentos, tubulações e amostradores durante paradas
programadas ou de emergência em unidade de processo.

NOTA Caso o sistema de “pump out” não seja por gravidade, não se aplicam as considerações
desta Norma.

15.2 Coleta e Escoamento

A coleta e escoamento devem ser feitos em função do especificado pelo projeto de processo. No
caso desse projeto especificar rede coletora enterrada interna a unidade de processo, esta rede deve
atender aos seguintes requisitos:

a) a rede coletora deve ter caimento constante na direção do tanque ou vaso de acúmulo;
b) a rede coletora deve ficar contida no interior de canaletas de concreto, preenchidas com
areia fina, seca e solta, ou sacos de areia, e fechada com tampa de concreto
devidamente vedada com mástique resistente a hidrocarbonetos, que impeça a entrada
de água de chuva para o interior da canaleta (ver Figura A.42);
c) se o tanque ou vaso de acúmulo estiver localizado dentro do limite de bateria da unidade
e for enterrado, este deve ser instalado dentro de uma bacia de concreto, preenchida
com areia fina, seca e solta, ou sacos de areia, de maneira a não haver espaço vazio
entre o vaso e outros elementos construtivos (ver Figura A.49);
d) em cada extremidade do coletor deve existir um flange cego que permita a limpeza deste
em caso de entupimento; o acesso a esse flange deve ser feito através de uma caixa em
concreto com tampa do mesmo material;
e) o fundo da canaleta deve ter caimento para as caixas de acesso ao flange com
dispositivo que impeça o carreamento da areia; o fundo da caixa de acesso ao flange
deve ser interligado através de sifão a uma caixa do sistema oleoso.

NOTA Em caso de enchimento das canaletas ou da bacia com sacos de areia, estes devem ser de
linha industrial, feitos em polietileno, com capacidade de 15 L a 20 L, espessura mínima de
0,3 mm, fechados com uso de solda e arrumados no interior das canaletas, de forma a
eliminar qualquer espaço vazio.

16 Sistema de Dietanolamina (DEA) Gasta

16.1 Descrição

Corrente exausta de DEA descartada das unidades de processo, contendo sulfetos, tiocianatos,
sólidos suspensos, pH de 9 a 11 e 15 % a 30 % em volume de DEA total.

16.2 Principais Contribuições

a) torre absorvedora de H2S de gás combustível;


b) torre extratora de H2S de GLP;
c) tratamento de gás residual de URE;
d) tratamento de gases gerados em unidades de HDS e HDT;
e) tratamento de gases de outras unidades de processo.

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16.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

16.3.1 Todo o volume a ser drenado do descarte de DEA e água de lavagem do sistema, deve ser
enviado através de tubulação para um tanque de acumulação, com capacidade para acumular todo o
volume da drenagem.

16.3.2 Os requisitos de projeto e construção do sistema de drenagem da DEA devem ser os mesmos
descritos em 15.2.

16.4 Tratamento Preliminar

16.4.1 Do tanque de acumulação, preferencialmente deve ser enviado para o “riser” da UFCC, com
vazão reduzida e controlada. [Prática Recomendada]

16.4.2 No caso de não ser possível o envio do efluente do tanque de acumulação para “riser” da
UFCC, a drenagem deve ser encaminhada para o sistema oleoso com vazão reduzida e controlada,
atendendo as condições operacionais da estação de tratamento de efluentes.

16.4.3 No caso de não ser possível o envio do efluente do tanque de acumulação para “riser” da
UFCC, nem para o sistema oleoso com vazão reduzida e controlada, atendendo as condições
operacionais da estação de tratamento de efluentes, deve ser previsto um sistema de descarte
externo adequado, devidamente autorizado pelo órgão de fiscalização ambiental.

17 Corrente com Alto Teor de Sólidos

17.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as correntes com concentração elevada de sólidos suspensos
oriundas das estações de tratamento de água.

17.2 Principais Contribuições

Efluentes tais como purga de clarificadores e contra lavagem dos filtros de das estações de
tratamento de água.

17.3 Drenagem, Coleta e Escoamento

17.3.1 A coleta e escoamento devem ser feitos em função do especificado pelo projeto de processo.

17.3.2 O escoamento deve ser preferencialmente por gravidade em canaleta aberta, a qual pode ser
confeccionada em concreto armado, alvenaria revestida com argamassa, meia cana de concreto, ou
ainda moldada no solo e revestida com argamassa armada. Devem ser utilizadas tubulações dentro
do limite de bateria de unidades de processo, em travessias de ruas ou quando o seu uso se fizer
necessário.

17.3.3 Atenção especial deve ser dada ao projeto de drenagem para se evitar baixas velocidades
evitando-se assim a sedimentação excessiva de sólidos no interior dos elementos durante o
escoamento.

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17.4 Tratamento Preliminar

17.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na Figura 7.

Para reutilização ou
descarte no corpo
Sistema de Água
receptor conforme
Efluente
retirada de sólidos requisitos de
legislação ambiental
aplicável

Sólidos

Para tratamento
ou disposição

Figura 7 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar das Correntes com


Alto Teor de Sólidos

17.4.2 Em condições normais de processo, os efluentes devem ser dirigidos para o sistema de
retirada de sólidos suspensos. Posteriormente a água tratada pode ser aproveitada através de
recirculação. Quando não for possível o total reaproveitamento da água, após passagem pelo sistema
de decantação, o efluente pode ser descartado para o corpo receptor, desde que atenda aos
requisitos da legislação ambiental aplicável.

17.4.3 O lodo retirado durante o processo de separação deve ter tratamento e disposição
apropriados.

18 Sistema Sanitário

18.1 Descrição

Sistema para o qual são enviados os efluentes provenientes do uso de água para fins higiênicos.

18.2 Principais Contribuições

Efluentes coletados em locais tais como:

a) lavatórios;
b) chuveiros;
c) vasos sanitários;
d) mictórios;
e) pias e drenos dos equipamentos das cozinhas;
f) ralos de pisos prediais;
g) bebedouros.

18.3 Coleta e Escoamento

18.3.1 A coleta e o escoamento devem ser feitos, preferencialmente, por gravidade, de acordo com a
ABNT NBR 9649 ou ABNT NBR 14486. Em caso de necessidade de recalque deve ser atendida a
ABNT NBR 12208.

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18.3.2 Para instalações prediais devem ser atendidos os critérios da ABNT NBR 8160.

18.3.3 Os efluentes não sanitários somente devem ser lançados no esgoto sanitário em condições
especiais, desde que atendam aos requisitos da ABNT NBR 9800.

18.4 Tratamento Preliminar

Para unidades dotadas de tratamento secundário (biológico) de efluentes industriais, os efluentes do


sistema sanitário após remoção de sólidos grosseiros e regularização de vazão, devem ser, de modo
preferencial, encaminhados a este tratamento. Nos demais casos, o tratamento dos efluentes do
sistema sanitário, em função de sua vazão e carga e observando a legislação ambiental aplicável,
deve ser realizado das seguintes formas:

a) fossa séptica com filtro anaeróbio acoplado: nesse caso o sistema projetado deve
atender a ABNT NBR 7229 e ABNT NBR 13969;
b) outros tratamentos biológicos individualizados, tal como estação de tratamento de
efluente compacta;
c) encaminhamento para rede pública de esgoto.

19 Sistema de Água Oleosa de Navios

19.1 Descrição

Sistema para o qual são enviadas as águas oleosas de navios e outras embarcações.

NOTA A água oleosa de navios, que esteja contaminada com produtos químicos tóxicos, não deve
ser incluída neste sistema.

19.2 Escoamento

A água oleosa de navios deve ser escoada em tubulações separadas e deve ser dirigida a tanques
de armazenamento, dimensionados para o caso operacional mais crítico, considerando frequência e
volume transferido dos navios.

19.3 Tratamento

19.3.1 A água oleosa contida nos tanques de armazenamento deve ser dirigida ao sistema de
tratamento de efluentes através do sistema oleoso, preferencialmente, por gravidade com a vazão
controlada.

19.3.2 Caso a instalação não possua estação tratamento de efluentes líquidos, a mesma dever ser
dotada de facilidades de modo a possibilitar a transferência do efluente recebido de navios para
tratamento externo.

20 Descarte de Perfuração com Fluido Base Aquosa

20.1 Descrição

São efluentes dispostos em diques de perfuração ou tanques, sem hidrocarbonetos e com sólidos
suspensos, dissolvidos e outros contaminantes.

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20.2 Principais Contribuições

20.2.1 Águas de chuva, lavagem de piso das seguintes áreas:

a) tanques de fluido de perfuração;


b) plataforma de perfuração;
c) bombas de fluido de perfuração.

20.2.2 Efluentes tais como:

a) fluido base aquosa descartado;


b) água de lavagem de peneiras vibratórias.

20.3 Coleta e Escoamento

20.3.1 Dique Convencional

A coleta e o escoamento devem ser feitos por gravidade através de canaletas de concreto,
direcionadas para o dique de perfuração, de forma seletiva para não haver mistura com os sistemas
pluvial limpo e sanitário.

20.3.2 Sistema Anti-dique

A coleta e o escoamento devem ser feitos por gravidade através de canaletas de concreto,
direcionadas para o antepoço, de forma seletiva para não haver mistura com os sistemas pluvial
limpo e sanitário, com bombeamento para o sistema de tratamento.

20.4 Construção dos Diques

Em regiões de solo muito permeável (arenoso), ou em terrenos calcários com a possibilidade de


conter cavernas próximas à superfície (relevo cárstico) e em se tratando de resíduos gerados pelos
fluidos de perfuração pertencentes a classe I ou IIA conforme a ABNT NBR 10004, os diques de
perfuração devem ser impermeabilizados, durante a sua construção, utilizando argila compactada ou
outro material, de forma a obter coeficiente de permeabilidade vertical máximo de 10-7 cm/s, que
impeça a percolação de efluentes e consequente contaminação do lençol freático.

20.5 Tratamento Preliminar

20.5.1 Dique Convencional

O tratamento primário é a remoção dos sólidos por sedimentação nos diques de perfuração e a
reutilização da água contaminada para fabricar fluido de perfuração, lavar peneiras e outros
equipamentos da sonda. Ao final da atividade de perfuração o dique deve ser drenado e aterrado em
conformidade com a legislação vigente. O líquido drenado deve ser enviado à estação de tratamento.

20.5.2 Sistema Anti-dique

O tratamento primário é a remoção dos sólidos através de centrífugas e a clarificação da água, que é
reutilizada para fabricar fluido de perfuração, lavar peneiras e outros equipamentos da sonda, ou
disposta na própria locação. O líquido excedente deve ser enviado à estação de fluidos.

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21 Descarte de Perfuração com Fluido Base Não-Aquosa

21.1 Descrição

São efluentes descartados em diques de perfuração com a presença de hidrocarbonetos, sólidos


suspensos, dissolvidos e outros contaminantes.

21.2 Principais Contribuições

21.2.1 Águas de chuva, lavagem de piso das seguintes áreas:

a) tanques de perfuração;
b) plataforma de perfuração;
c) bombas de perfuração.

21.2.2 Efluentes tais como:

a) fluido base óleo descartado;


b) água de lavagem de peneiras vibratórias.

21.3 Coleta e Escoamento

A coleta e o escoamento devem ser feitos por gravidade através de canaletas de concreto
direcionadas para um tanque ou bacia coberta impedindo a contaminação da locação com óleo.

21.4 Tratamento Preliminar

O efluente deve sofrer tratamento de remoção de sólidos grosseiros, areia e finos para reutilização. O
efluente não reutilizado deve receber tratamento para disposição final em conformidade com
legislação vigente.

22 Contaminado de Perfuração

Efluente com possível presença de hidrocarbonetos e sólidos suspensos.

22.1 Descrição

Águas de chuva, lavagem e drenagem coletadas nas áreas dos motores e geradores da sonda.

22.2 Coleta e Escoamento

A coleta e o escoamento destes efluentes devem ser feitos por gravidade através de canaletas de
concreto direcionadas para um separador água/óleo, de forma seletiva para não haver mistura com
os sistemas pluvial limpo, sanitário e oleoso.

22.3 Tratamento Preliminar

O tratamento primário é a remoção do óleo no separador água/óleo e a drenagem da água. O


efluente deve ser encaminhado ao sistema pluvial limpo, desde que atenda aos requisitos da
legislação ambiental aplicável, caso contrário deve ser encaminhado ao dique.

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23 Efluentes de Completação

23.1 Descrição

Efluentes das intervenções nos poços de petróleo terrestres provenientes das operações de
completação, recompletação, restauração, limpeza, mudança de método de elevação, fraturamentos,
tratamentos químicos, teste de formação e produção, abandonos e outras correlatas.

23.2 Principais Contribuições

23.2.1 Águas de chuva, de lavagem de pisos, em áreas tais como:

a) tanques de fluidos;
b) plataforma;
c) bombas de processo.

23.2.2 Efluentes tais como:

a) soluções salinas;
b) fluidos viscosificados;
c) soluções com detergente;
d) fluidos espumados;
e) fluidos ácidos;
f) fluidos alcoólicos;
g) fluidos com solventes orgânicos;
h) soluções alcalinas;
i) fluidos da formação óleo;
j) fluidos da formação sem óleo;
k) lavagens dos tanques de fluidos.

23.3 Coleta e Escoamento

A coleta deve ser feita para tanques com facilidades tais que permitam a transferência do efluente
para uma estação de tratamento, via caminhão, ou para o dique.

23.4 Tratamento Preliminar

23.4.1 Deve ser tomado como base para o tratamento preliminar, o diagrama mostrado na Figura 8.

Figura 8 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar do Sistema de


Efluentes de Completação

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23.4.2 Os fluidos ácidos e os fluidos alcalinos devem ser neutralizados antes do descarte para o
dique.

23.4.3 As soluções salinas que contenham cromato (Cr VI) devem sofrer redução e precipitação
antes do envio para o dique.

23.4.4 Para fluidos combustíveis (fluidos da formação com óleo e fluidos com solventes orgânicos)
recomenda-se a queima ou o transporte para uma estação de tratamento. [Prática Recomendada]

23.4.5 Os demais fluidos citados em 23.2.2 devem ser encaminhados para o dique. Se qualquer
fluido alterar consideravelmente as características físico-químicas de lançamento do efluente do
dique para o corpo receptor, esse deve ser encaminhado para uma estação de tratamento.

23.4.6 O efluente do dique deve ser encaminhado para o corpo receptor quando atender a legislação
ambiental vigente, caso contrário, deve ser transferido para uma estação de tratamento.

24 Sistemas Especiais

24.1 Descrição

Sistemas para os quais são enviados os efluentes que apresentam características próprias que não
permitem o seu enquadramento nos sistemas descritos anteriormente e que necessitam de cuidados
especiais para a sua coleta, escoamento e tratamento preliminar.

24.2 Sistema para Efluentes Sujeitos a Contaminação com Chumbo Tetraetila (CTE) das
Unidades de Etilação

Estão incluídos neste sistema os efluentes coletados nos seguintes pontos:

a) área do tanque balança;


b) plataforma coberta para armazenamento e esvaziamento de tambores;
c) área de estacionamento destinada ao esvaziamento de caminhões ou contêineres com
CTE;
d) área destinada ao simples estacionamento de caminhões de CTE e guarda de
contêineres com CTE;
e) equipamentos destinados a transferência e mistura de CTE, conectados a linhas de
gasolina de aviação.

24.2.1 Coleta e Escoamento

Os efluentes devem ser conduzidos através de tubulação e caixa de passagem especial para um
poço interceptador.

24.2.2 Tratamento Preliminar

O efluente coletado no poço interceptador para retenção do CTE deve ser conduzido diretamente ao
sistema oleoso. O CTE decantado retido no fundo do poço interceptador deve ser recolhido e
entamborado.

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24.3 Efluentes Contaminados com Álcool/MTBE

São os efluentes provenientes de vazamentos e derramamentos destes produtos, principalmente nos


pátios das áreas de carregamento/descarregamento e nas áreas contidas de seus parques de
bombas, podendo ou não estar misturados com águas de chuva, águas de lavagem de piso ou água
de combate à incêndio.

NOTA 1 De forma a minimizar a possibilidade de geração destes resíduos, estas áreas passíveis de
contaminação, sempre que possível, devem ser cobertas.
NOTA 2 Este sistema não se aplica em áreas de carregamento de caminhão, onde ocorre
carregamento em conjunto de álcool/MTBE e derivados de petróleo, que deve obedecer as
premissas do sistema oleoso.

24.3.1 Coleta e Escoamento

24.3.1.1 A drenagem das bacias de tanques de álcool/MTBE deve ser feita através de caixa de
válvula com possibilidade de drenagem para pluvial limpo ou para tratamento local ou externo
conforme descrito em 24.3.2.1.

24.3.1.2 No caso de áreas de carga e descarga de álcool/MTBE e parque de bombas para


álcool/MTBE, os efluentes líquidos nela coletados devem ser escoados, preferencialmente por
canaletas, para uma bacia de acumulação específica, após passar por uma caixa de partição.

24.3.2 Tratamento Preliminar

24.3.2.1 Drenagem de Bacias Exclusivas de Tanques de Álcool/MTBE

a) os tanques de álcool/MTBE não devem ser drenados, as águas contidas nas bacias,
exclusivas de tanques de álcool/MTBE, provenientes de chuvas são normalmente
limpas, isentas de contaminação, devem ser drenadas para o sistema pluvial através da
caixa de válvula da bacia; eventualmente, devido à possibilidade de vazamento ou
derramamento de álcool/MTBE no interior da bacia, as águas de chuva e de controle de
emergência podem estar contaminadas, devendo então ser encaminhadas para
tratamento interno ou removidas para tratamento externo adequado;
b) quando não houver disponibilidade de tratamento na unidade operacional, a caixa de
válvula de saída da bacia deve ser construída de modo a possibilitar o envio do fluxo
somente para o sistema pluvial; neste caso, o efluente, quando contaminado, deve ser
removido para tratamento externo;
c) quando houver disponibilidade de tratamento adequado para efluentes contaminados
com álcool/MTBE na unidade operacional, a critério da PETROBRAS, a caixa de válvula
da bacia pode ser construída de modo a possibilitar o envio do fluxo para o sistema
pluvial ou contaminado; neste caso, o efluente, quando contaminado, deve ser enviado
para tratamento local, com vazão controlada, atendendo as condições operacionais da
estação de tratamento de efluentes.

NOTA Quando houver suspeita de contaminação do efluente coletado da bacia do tanque,


proveniente de contribuições pluviométricas (água de chuva), deve ser feita análise de
Demanda Química de Oxigênio (DQO) ou equivalente para esta verificação.

24.3.2.2 Áreas de Carga e Descarga de Álcool/MTBE e Parque de Bombas para Álcool/MTBE

a) as áreas de carga e descarga de álcool/MTBE devem ser sempre cobertas adotando os


mesmos critérios de cobertura descritos em 9.6;
b) a contribuição das áreas dos parques de bombas de álcool/MTBE deve ser minimizada,
inclusive pela cobertura dessas áreas tanto quanto possível.

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c) deve ser tomado como base para o pré-tratamento dos efluentes coletados nas áreas de
carga e descarga de álcool e parque de bombas para álcool, conforme o diagrama
mostrado na Figura 9.

Figura 9 - Sistema Especial para Efluentes Contaminados com Álcool/MTBE

24.3.3 Caixa de Partição

A caixa de partição deve ser projetada de modo a direcionar os efluentes para a bacia de acumulação
até o limite da sua capacidade, com extravazamento emergencial para corpo receptor através de
vertedor na caixa de partição.

24.3.4 Bacia de Acumulação

A bacia de acumulação deve ser dimensionada de modo a comportar o maior dos volumes:

a) volume do maior vazamento acidental possível na área;


b) caso a área não seja coberta (exclusivamente para parques de bombas), o volume da
precipitação pluviométrica máxima da região, determinada em um tempo de recorrência
de 20 anos, e para uma duração de chuva de 30 min.

NOTA A bacia de acumulação deve ser provida de facilidades para permitir a transferência
alternativa do efluente para recuperação, tratamento adequado ou descarte no corpo
receptor, caso o efluente nela acumulado atenda aos requisitos da legislação ambiental
aplicável.

24.4 Efluentes de Usinas de Biodiesel

24.4.1 As drenagens com alto teor de carga orgânica solúvel, tais como as advindas de pontos do
processo: decantador de lavagem, torre absorvedora com água, vaso de receptor de fases pesadas,
reator de glicerina, vaso de topo da torre de recuperação de metanol, vaso pulmão de metanol, ou de
quaisquer outras correntes de características de alta concentração de glicerina ou metanol, devem
ser encaminhadas para um tanque de reprocessamento e posteriormente devem ser adicionadas, de
maneira controlada, à carga da unidade de processo como reciclo ou enviadas para tratamento
externo, não sendo encaminhadas, sob nenhuma hipótese, para a estação de tratamento de
efluentes, mesmo que disponha de tratamento biológico.

24.4.2 A terra diatomácea usada (impregnada de biodiesel e outros contaminantes) deve ser mantida
em caçambas até sua remoção para descarte externo. A área de manuseio de caçambas deve
possuir cobertura adequada para evitar precipitação de chuva sobre o material e propiciar boa
ventilação. O piso em volta das caçambas deve ser contido, de modo que lavagens, respingos ou
eventuais vazamentos sejam encaminhados ao sistema oleoso com previa passagem por um
desarenador, específico para essa área, para sedimentação de sólidos.

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24.4.3 O esvaziamento do “sump tank” das plataformas de carregamento e descarregamento


rodoviário deve possuir dois destinos possíveis: um para vazamentos de biodiesel, óleo vegetal ou
animal (atendendo os critérios descritos em 9.6); outro para vazamentos de glicerina, oleína, metanol
ou outros produtos solúveis em água de alta carga orgânica, devem ser encaminhados para
isotanques ou outro sistema de armazenamento temporário adequado, para posterior destinação.

24.5 Efluentes das Áreas de Estocagem de Materiais Sólidos, em Grãos ou em Pó

24.5.1 Áreas Cobertas

24.5.1.1 Descrição

Sistema onde estão incluídos, entre outros, os pátios de armazenamento de coque das unidades de
coqueamento e as piscinas ou pátios de armazenamento de enxofre.

24.5.1.2 Coleta e Escoamento

As áreas (pátios) para estocagem de materiais sólidos em grãos ou em pó, tais como enxofre, carvão,
coque, devem ser contidas. Os efluentes provenientes destas áreas contidas devem escoar através
de canaletas para tratamento preliminar. As saídas dos pátios devem ser providas de sistemas para
lavagem das rodas dos veículos de transporte dos produtos.

24.5.2 Tratamento Preliminar

24.5.2.1 Deve ser prevista uma bacia para decantação por acumulação e a sedimentação por
passagem. No caso do coque esta bacia após as chuvas deverá ser esvaziada para uso na unidade
de coque. No caso do enxofre deverá ser esvaziada para rede contaminada.

24.5.2.2 O diagrama mostrado nas Figuras 10 e 11 deve ser a base para o tratamento preliminar
desses efluentes.

Esvaziamento para
reaproveitamento
no processo

Decantação/
Efluente
acumulação

Extravasor para o
sistema contaminado
Remoção de ou descarte no corpo
sólidos receptor conforme
decantados requisitos da
legislação ambiental
aplicavél

Figura 10 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes das


Áreas de Estocagem de Coque

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Figura 11 - Esquema de Encaminhamento e Tratamento Preliminar dos Efluentes das


Áreas de Estocagem de Enxofre

24.5.3 Bacia de Acumulação

24.5.3.1 A bacia de acumulação também deve ter a função de sedimentação e deve ser
dimensionada de modo a comportar o maior dos volumes:

a) o volume de água de controle de emergência, para 30 min de combate a incêndio, com


vazão segundo os critérios estabelecidos na PETROBRAS N-1203;
b) o volume da precipitação pluviométrica máxima da região sobre a área de estocagem,
determinada em um tempo de recorrência de 5 anos, e para uma duração de chuva de
10 min.

24.5.3.2 A bacia de acumulação desse sistema deve ser provida de extravasor para o sistema
contaminado. Este sistema deve ser projetado para um tempo de recorrência de 20 anos. A bacia de
acumulação deve ser mantida vazia em condições normais de funcionamento da área. Depois de
cessada a chuva, a bacia deve ser esvaziada em no máximo 3 dias.

24.5.3.3 No caso do coque, o volume contido na bacia deve ser transferido para o processo, com
vazão de transferência tal que não se ultrapasse a vazão máxima de processo. Caso esta vazão seja
inferior a necessária para os esvaziamento da bacia em no máximo 3 dias, deve existir um sistema
complementar de transferência para rede contaminada.

24.5.3.4 No caso do enxofre, o volume contido na bacia deve ser transferido para o sistema
contaminado.

24.5.3.5 A bacia de acumulação deve possuir facilidade para manutenção e retirada de sólidos.
Quando não for dupla, deve possuir um by-pass isolado da bacia.

24.5.3.6 Na saída da bacia deve ser projetado um dispositivo com sifonagem a montante do poço de
sucção.

24.5.4 Decantação

24.5.4.1 O projeto de decantação deve levar em consideração o tipo de partícula a ser separada da
corrente líquida.

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24.5.4.2 A bacia de acumulação deve ser dotada de sistema a impedir curto-circuito entre vazões
afluentes e efluentes quando em chuvas extremas a fim de aumentar eficiência do processo de
sedimentação.

24.5.5 Áreas de Estocagem Cobertas

24.5.5.1 Descrição

Sistema onde estão incluídos os produtos sólidos solúveis, tal como ureia entre outros.

24.5.5.2 Coleta e Escoamento

As áreas para estocagem de materiais sólidos em grãos ou em pó solúveis devem ser


obrigatoriamente cobertas de modo a não gerarem efluentes contendo tais produtos em caso de
chuva. As demais áreas de manipulação do produto, na medida do possível, também devem ser
cobertas. Os efluentes provenientes destas áreas devem ser encaminhados à rede oleosa.

24.6 Efluentes de Laboratório

24.6.1 Descrição

São aqueles gerados nas atividades desenvolvidas dentro de laboratório, incluindo as amostras
líquidas (de origem interna ou externa) enviadas para os pontos de drenagem do laboratório ou
armazenadas para destinação final.

24.6.2 Tipo de Descarte de Laboratório

Podem ser:

a) efluentes drenáveis: pias de lavagens de vidrarias, sobras de amostras aquosas não


utilizadas, descarte de solução neutralizadora de lavador de gases, produto de reação de
análise isentos de metais pesados;
b) efluentes não drenáveis:
― que contenham metais pesados (cromo, cádmio, arsênio, prata, chumbo, mercúrio,
etc.) cromatos, cianetos, solventes e outros produtos químicos que não possam ser
tratados na unidade ou que apresentem restrições sobre a presenças desses
compostos no descarte;
― sobra de amostras de hidrocarbonetos e biocombustíveis insolúveis em água não
utilizadas;
― sobra de amostras de biocombustíveis solúveis em água não utilizadas;
― reagente não utilizado.

24.6.3 Coleta e Escoamento

24.6.3.1 Qualquer que seja o seu tipo, antes do lançamento de efluentes para a estação de
tratamento nos pontos de drenagem do laboratório é necessário verificar algumas informações,
dentre elas:

a) a compatibilidade físico-química das características do efluente com o material do qual é


constituída fisicamente a rede de drenagem, de forma a não comprometer a integridade
física das tubulações e do sistema de drenagem;

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b) a mobilidade do efluente (alta fluidez/baixa viscosidade) quando em contato com a rede


(considerando todo percurso do sistema) devido a possível formação de incrustação ou
assoreamento da rede, de forma a evitar problemas de entupimento;
c) se as características do efluente são compatíveis com o tratamento proposto de forma a
não impactar o tratamento existente;
d) a garantia que o descarte do efluente no corpo receptor (corpo hídrico ou rede coletora)
está dentro dos padrões de lançamento exigidos nas normas técnicas e legislação
vigente;
e) se existe possibilidade de reaproveitamento do efluente (como no caso dos óleos que
podem ser destinados para rerrefino);
f) as amostras não utilizadas de matérias primas, produtos intermediários e produtos finais,
não devem ser direcionadas diretamente para a estação de tratamento de efluentes e
sim retornadas para o processo produtivo, preferencialmente, para o ponto de onde
foram extraídas, observadas as restrições técnicas existentes.

24.6.3.2 Efluentes Drenáveis de Laboratório

a) devem ser incluídos no sistema contaminado ou oleoso e devem ser coletados e


escoados conforme descrito em 7.3 ou 9.3;
b) efluentes gerados em análises químicas ou amostras recebidas podem ser descartados
no dreno das capelas desde que atendam as características estabelecidas em 24.6.2 a),
se necessário procedendo-se a uma neutralização previa dos descartes em sistema a
ser adequadamente projetado e instalado.

24.6.3.3 Efluentes Não Drenáveis de Laboratório

a) devem ser recolhidos, segregados e armazenados para tratamento adequado ou


destinação final, como resíduos sólidos;
b) recomenda-se seguir as orientações da ABNT NBR 10004 para a classificação e
destinação final; [Prática Recomendada]
c) as atividades de coleta e armazenamento devem ser executados por pessoal habilitado
e com o uso de EPI e EPC adequados a cada finalidade;
d) efluentes contendo cádmio, prata, chumbo e mercúrio devem seguir a PETROBRAS
N-2426;
e) em caso de existência de segregação de pontos de drenagem, as caixas de
armazenamento dos efluentes de laboratório não drenáveis devem ser providas de
facilidades para dosagem e agitação de produtos químicos, capazes de promover a
precipitação ou remoção dos agentes tóxicos contaminantes; a solução sobrenadante,
depois da redução ou isenção dos contaminantes, deve ser enviada para o sistema
contaminado; a borra que pode existir no fundo das caixas de armazenamento, após a
precipitação ou remoção dos agentes tóxicos contaminantes, deve ser armazenada em
recipiente seguro até o sua destinação final, de acordo com a legislação ambiental
aplicável.

25 Requisitos Básicos para Projeto

25.1 Estudos de Caminhamento

25.1.1 O estudo de caminhamento para o projeto dos diversos sistemas de drenagem deve ser
baseado no arranjo geral da área a ser esgotada e no projeto de terraplenagem.

25.1.2 Devem ser indicados:

a) elevação de fundo, de início e de final de cada trecho;


b) elevações do terreno e de pisos;

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c) declividades de cada trecho;


d) sentido de fluxo;
e) dimensionamento de tubos, canaletas, canais, entre outros;
f) tipos de caixa e suas elevações de fundo e de topo;
g) identificação dos trechos, de acordo com a memória de cálculo;
h) materiais;
i) identificação do sistema de drenagem;
j) coordenadas das caixas e condutos.

25.1.3 Devem ser apresentados detalhes de obras complementares de drenagem, assim como das
interferências com redes subterrâneas, fundações e outras instalações.

25.2 Dimensionamento

25.2.1 O cálculo das descargas dos diversos sistemas de drenagem deve ser apresentado através
da respectiva memória de cálculo, devendo utilizar os seguintes dados:

a) catalogados em órgãos de idoneidade comprovada;


b) fornecidos pela PETROBRAS;
c) obtidos através de pesquisa local - indicando a fonte;
d) fabricantes de equipamentos.

25.2.2 O dimensionamento hidráulico dos diversos sistemas de drenagem, em canaletas


retangulares ou tubulações, deve ser apresentado no desenho de cada área, de acordo com o quadro
apresentado na Figura 12. No caso de canais trapezoidais ou outros, o procedimento para
dimensionamento deve ser o mesmo, substituindo pela seção correspondente ao projeto, e
acrescentando-se na tabela os dados referentes à seção.

Dimensionamento hidráulico

b
b (%)

a
a=Ø
Comprimento Vazão Declividade Velocidade Seção molhada
Trecho aproximado (m/m)
(m) (L/s) (m/m) (m/m)
a (m) b

Nº do ponto à jusante
Nº do ponto à montante

Figura 12 - Quadro de Dimensionamento Hidráulico

25.2.3 O dimensionamento dos diversos sistemas de drenagem deve ser calculado de acordo com
fórmulas conhecidas e de uso consagrado. O dimensionamento dos sistemas deve ser feito pelo
alinhamento da linha d’água. Isto deve ser evidenciado na memória de cálculo, onde deve constar o
nível de água a montante e jusante de cada trecho. Devem ficar claro as elevações de lâmina d’água.

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25.2.4 Os sistemas cuja coleta e escoamento são feitos através de tubulação, devem adotar, no
máximo, um percentual de uso de 67 %, da área da seção do tubo. No caso do uso de canaletas
deve ser mantida uma borda seca mínima de 5 cm. Para galerias de macrodrenagem, o percentual
de utilização deve ser de 80 %. Somente em casos excepcionais, e a critério da PETROBRAS, pode
ser aceito percentual de uso superior.

25.2.5 Em casos específicos, a rede de macrodrenagem pode ser verificada para tempo de
recorrência de 50 anos ou 100 anos, inclusive com verificação de onda devido a vento.

25.2.6 Dentro das unidades de processo, o percentual de utilização para dimensionamento por
critério de águas de emergência não deve ultrapassar 80 %.

25.2.7 Dentro das unidades de processo, áreas que recebem contribuição de águas de
chuva/incêndio devem ter diâmetro mínimo de 150 mm.

25.2.8 No caso de ampliação de contribuição para redes “off-sites” existentes, o percentual de


utilização das tubulações pode ser flexibilizado em até 80 %. Em casos específicos, a critério da
PETROBRAS, o tempo de recorrência pode ser flexibilizado para 5 anos para verificação das redes
de drenagem.

25.2.9 O dimensionamento dos extravasores das caixas de partição deve ser para TR=50 anos.

25.2.10 A vazão máxima regularizada para tratamento não deve exceder em 50 % a vazão normal
de tempo seco conforme CONAMA 430.

25.2.11 As vazões mínimas de esvaziamento sequencial das BAO/TAO BAC/TAC devem ser
estabelecidas de modo que atendam o estabelecido em 25.2.10, com o tempo de esvaziamento total
de no máximo 3 dias.

25.2.12 Caso as condições de projeto não permitam o atendimento simultâneo dos critérios
estabelecidos em 25.2.10 e 25.2.11 deve ser reavaliado o “layout” da unidade no que diz respeito à
captação de chuvas sobre áreas contaminadas e oleosas, à relação entre essas duas áreas,
objetivando se obter a redução ou eliminação de áreas contribuintes via alteração de “lay out” ou
cobertura dessas áreas direcionando a chuva para a rede pluvial limpa, e outras medidas possíveis,
visando redução dos volumes contaminados e oleosos a serem acumulados durante chuvas, de
modo que, na vazão de esvaziamento máxima definida pelo processo conforme o estabelecido em
25.2.10, se possa se reduzir o tempo de esvaziamento sequencial das BAO/TAO e BAC/TAC para no
máximo 3 dias, conforme o estabelecido em 25.2.11.

25.2.13 Critérios de Dimensionamento de “Sump Tank”

25.2.13.1 Em áreas descobertas, deve ser dimensionado para volume correspondente a 24 horas de
chuva vintenária precipitada sobre a área.

25.2.13.2 Em áreas cobertas, deve ser dimensionado com o critério de 1 m3 por cada 100 m2 de área
de drenagem, com volume mínimo de 1 m3.

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25.2.13.3 Em caso de esvaziamento por bomba, o volume calculado conforme o tipo de cobertura
deve ser checado com a vazão da bomba de esvaziamento a ser instalada, de modo que o “sump
tank”, além de atender a esse volume, se necessário seja aumentado para atender também ao
volume mínimo correspondente a 15 min de vazão da bomba (máximo de quatro partidas por hora).

25.2.13.4 Em caso de esvaziamento por caminhão sugador, o volume calculado conforme o tipo de
cobertura deve ser checado, de modo que o “sump tank”, além de atender a esse volume, se
necessário seja aumentado para também ter um volume mínimo correspondente a metade da
capacidade do caminhão sugador a ser utilizado, ou, na ausência dessa informação, volume mínimo
de 5 m3.

25.2.13.5 Em caso de possibilidade de derramamento de produto na área, o volume calculado


conforme o tipo de cobertura e o tipo de esvaziamento devem ser checados, de modo ao “sump tank”
ter um volume mínimo correspondente ao volume máximo derramado em um único acidente ou
descarga operacional na área.

EXEMPLO 1

No caso de área de carregamento e descarregamento de caminhão tanque, considerar uma


câmara interna do tanque de um caminhão.

EXEMPLO 2

No caso de área de “scrappers”, considerar o inventário da linha (comprimento e diâmetro


do trecho do tubo sujeito a verter para a área no recebimento de “pigs”).

EXEMPLO 3

No caso píeres, considerar o inventario da linha de carregamento e descarregamento.

25.2.13.6 Independente de divisão interna (muretas em volta de bombas, entre outras) da área, toda
a drenagem deve ser encaminhada para um único “sump tank” e deve ser considerada oleosa.

25.2.13.7 O combate a incêndio não deve ser considerado para o dimensionamento do “sump tank”.

25.2.13.8 O extravasamento emergencial deve ser feito através de vertedor dotado de septo retentor
de óleo, para a rede contaminada, ou, na ausência desta em perfil hidráulico adequado, para rede
pluvial limpa mais próxima, com caminhamento de modo a evitar sujar áreas contíguas.

25.2.13.9 Qualquer unidade na qual se utilize um sistema conjugado único (oleoso e contaminado),
tal sistema deve ser projetado e operado seguindo os critérios do sistema oleoso.

25.3 Limites de Velocidade e Declividade

a) velocidade:
― mínima: canais, canaletas e dutos fechados = 0,60 m/s;
― máxima: canais e canaletas = 4 m/s; dutos fechados = 2 m/s;
b) declividades:
― mínima: 0,0006 m/m;
― máxima: deve ser limitada pela velocidade máxima.

NOTA Os limites indicados para velocidade e declividade, só podem ser excedidos com aprovação
prévia da PETROBRAS.

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25.4 Características dos Elementos e Dispositivos de Drenagem

25.4.1 Geral

25.4.1.1 Nas redes de tubulações devem ser instaladas caixas de passagem nas seguintes
situações:

a) cabeceiras dos coletores;


b) mudanças de direção, exceto quanto a drenos de equipamentos, conforme 25.4.3.8;
c) mudanças de declividade;
d) mudanças de seção;
e) confluência de coletores;
f) alinhamentos retos, dentro das unidades de processamento, em intervalos inferiores a
60 m;
g) alinhamentos retos, fora das unidades de processamento, em intervalos inferiores a
100 m, para linhas com diâmetro nominal inferior a 60 cm e 150 m para linhas com
diâmetro superior a 60 cm;
h) mudança de sistema de encaminhamento;
i) mudança de material de encaminhamento.

25.4.1.2 Dentro do limite de bateria da unidade de processo todos os tampões das caixas de todos
os sistemas devem ser hermeticamente vedados. O sistema oleoso e todo sistema que possa
acumular/emanar gases em seus pontos baixos devem possuir tampões das caixas hermeticamente
vedados mesmo fora do limite de bateria.

25.4.1.3 Para as áreas de drenagem do sistema pluvial limpo e de efluentes contaminados com
álcool/MTBE podem ser utilizados ralos simples de piso (ver Figura A.29). Não se deve instalar ralos
de piso em salas de controle, subestações elétricas ou em pátios de controle de sistemas elétricos.
[Prática Recomendada]

25.4.1.4 A ventilação das caixas de passagem deve ser feita individualmente para cada câmara (ver
Figura A.38), através de um tubo de suspiro com diâmetro mínimo de 10 cm (4”) para a atmosfera,
com uma altura mínima de 6 m.

25.4.1.5 A extremidade de descarga da tubulação de suspiro das caixas de passagem (ver


Figuras A.37, A.38, A.39, A.40 e A.41), deve situar-se a, pelo menos, 15 m dos pontos de chama ou
de superfícies cuja temperatura possa provocar a ignição dos vapores e ter afastamento mínimo de
3 m de plataformas e passarelas.

25.4.1.6 Os ralos de piso com selo hídrico (ver Figura A.32) devem ser dispostos de tal maneira que
descarreguem seus efluentes em caixas de passagem. Devem ser localizados sempre no ponto mais
baixo da superfície a ser drenada e ter a mesma elevação do piso.

25.4.1.7 As caixas coletoras contaminadas devem ser dispostas de tal maneira que descarreguem
seus efluentes em caixas de passagem ou caixa coletora. Devem ser localizadas sempre no ponto
mais baixo do piso e ter sua mesma elevação (ver Figuras A.27 e A.36).

25.4.1.8 A drenagem superficial (pluvial limpa ou contaminada) fora do limite de bateria das unidades
deve ser, preferencialmente, em canaleta aberta, a não ser em travessias de ruas ou quando o uso
de tubulação e/ou galeria se fizer necessário.

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25.4.1.9 Em áreas livres dos efeitos do tráfego de viaturas ou de movimentação de terreno pode ser
utilizado o meio-tubo em concreto ou canaleta em alvenaria, revestida com argamassa. [Prática
Recomendada]

25.4.1.10 Em áreas administrativas e industriais, com tráfego intenso de pessoas e veículos,


recomenda-se que as canaletas sejam cobertas (ver Figuras A.5 e A.7). [Prática Recomendada]

25.4.1.11 Recomenda-se que as caixas sejam identificadas no campo conforme nomenclatura


adotada no projeto. [Prática Recomendada]

25.4.1.12 Recomenda-se que as válvulas do sistema de drenagem localizadas nas caixas de


manobra de válvulas possuam dispositivo que permita a verificação visual da sua condição de
operação (aberta ou fechada) à distância pelo operador da área. [Prática Recomendada]

25.4.2 Sistema Pluvial Limpo

25.4.2.1 Nas drenagens de ruas devem ser empregadas bocas de lobo ou meio-fio interrompido (ver
Figuras A.1 a A.8).

25.4.2.2 A critério da PETROBRAS, pode ser utilizada a rede de drenagem enterrada constando de
bocas de lobo, caixas de passagem e tubulações, desde que a profundidade da rede seja técnica e
economicamente admissível.

25.4.2.3 Deve ser evitado o acúmulo de águas que provoque erosões e desmoronamentos no
terreno, assim como deve ser implantada proteção de taludes contra efeitos de erosão causada pelas
águas pluviais.

25.4.2.4 As caixas de passagem para o sistema pluvial limpo devem ser conforme a Figura A.35.

25.4.3 Sistema Oleoso

25.4.3.1 Para o sistema oleoso devem ser usadas caixas de passagem com selo hídrico e
ventilação, dentro do limite de bateria das unidades de processos. As exceções a esta exigência só
podem ser efetuadas com autorização expressa da PETROBRAS (ver Figura A.27).

25.4.3.2 Em linhas extensas, fora da área de processo, podem ser intercaladas, entre duas caixas de
passagem com selo hídrico, até três caixas de passagem sem selo hídrico e ventilação consecutivas
(ver Figura A.27). [Prática Recomendada]

25.4.3.3 O tronco principal do sistema oleoso das unidades de processo deve ser conduzido além do
limite de bateria da unidade, como um sistema separado, até uma caixa de passagem com selo
hídrico. Esta caixa deve ser interligada ao coletor do sistema oleoso através de uma caixa de
passagem com selo hídrico (ver Figura A.27).

25.4.3.4 A distância dos ralos de piso e drenos à caixa de passagem receptora não deve exceder a
12 m.

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25.4.3.5 As bases de bombas devem ser circundadas por canaletas de dimensões mínimas de
0,10 m de largura x 0,10 m de profundidade, escoando por ralo seco e tubulação até caixa com selo
hídrico (ver Figura A.28). Deve-se atentar evitar contribuições externas às canaletas que circundam
as bombas.

25.4.3.6 Os drenos de grupos de bombas que se encontrem próximos podem ser interligados a
ramal em ligações em “T” ou 45 e deve possuir na sua extremidade acessos de limpeza com abertura
fácil pelo piso (ver Figuras A.33 e A.34).

25.4.3.7 Quando os vasos e outros equipamentos de processo necessitarem de drenos com


descarga visível (sistema de drenagem aberta), estes devem ter uma bolsa de 10 cm, com uma
projeção de 7,5 cm acima do piso, ligada a uma derivação, descarregando para uma caixa de
passagem. Quando o volume da drenagem exceder a 5 L/s, devem ser utilizadas tubulações de
15 cm (6”) de diâmetro, ou maiores (ver Figura A.30). Quando houver a possibilidade de emanações
de gases tóxicos, a descarga deve ser lançada em dreno com a extremidade flangeada no
acoplamento (sistema de drenagem fechada) (ver Figura A.31).

25.4.3.8 Os drenos de grupos de vasos e equipamentos de processo semelhantes que se encontrem


próximos podem ser interligados a um ramal onde as mudanças de direção não excedam 45º. Este
ramal contêm na sua extremidade acessos de limpeza com abertura fácil pelo piso (ver Figuras A.33
e A.34). [Prática Recomendada]

25.5 Materiais

25.5.1 Na concepção do projeto, devem ser avaliados a influência da temperatura, pH e composição


dos efluentes, bem como a agressividade do solo sobre os materiais utilizados, observando aspectos
de durabilidade e segurança das instalações.

25.5.2 Para estruturas e elementos construtivos de concreto, que tenham contato com efluentes
ácidos e alcalinos, deve ser especificada proteção ao ataque químico de acordo com o BT-55.

25.5.3 Para todo o sistema oleoso de drenagem e para o sistema contaminado, dentro do limite de
bateria, deve ser utilizada tubulação de ferro fundido dúctil ou nodular, classe K7 ou superior, de
acordo com a ABNT NBR 7675, com junta de borracha nitrílica.

25.5.4 Para tubulações enterradas, deve ser especificada proteção anticorrosiva externa adicional,
nos casos em que o solo for especialmente agressivo.

25.5.5 Nas tubulações enterradas deve ser prevista proteção mecânica ou recobrimento mínimo de
0,45 m, em cruzamentos com pistas, arruamentos entre outros o recobrimento mínimo deve ser de
0,60 m.

NOTA Devem ser consideradas as cargas atuantes sobre o terreno.

25.5.6 Os materiais empregados para tubulações e acessórios devem ser conforme as


especificações das ABNT NBR 5645, NBR 5688, NBR 7362-1, NBR 7661, NBR 7675, NBR 7665,
NBR 8682, NBR 8890, NBR 10160, NBR 10845 e NBR 15491.

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25.6 Manual de Operação

25.6.1 Deve ser apresentado, junto ao projeto do sistema de drenagem, segregação, escoamento e
tratamento preliminar, o documento intitulado “Manual de Operação”, constituído, entre outros, dos
seguintes itens:

a) sumário;
b) descrição do sistema de drenagem;
c) sistemas de instrumentação e automação adotados, bem como as principais proteções e
intertravamentos do sistema;
d) relação dos desenhos constituintes do projeto;
e) relação dos principais equipamentos e cuidados para as respectivas manutenções;
f) instruções para a realização das operações de drenagem em condições normais;
g) instruções para a realização das operações de drenagem em condições de
excepcionalidade;
h) treinamento recomendado para o pessoal de operação;
i) outras recomendações e informações consideradas necessárias para o perfeito
entendimento, por parte do pessoal da operação, da filosofia adotada no projeto;
j) perfil hidráulico e memória de cálculo pertinentes.

NOTA Em intervenções de pequena complexidade, o manual de operação pode ser emitido de


modo simplificado, a critério da PETROBRAS, contendo no mínimo o descrito em b) e d).

25.6.2 Dentre as principais recomendações, constantes do manual de operação, devem ser


incluídas, quando aplicável, as descritas em 25.6.2.1 a 25.6.2.8.

25.6.2.1 Todas as válvulas das caixas de válvulas da bacia de tanques devem ser mantidas
rigorosamente fechadas, quando não estiverem sendo operadas. Deve ser estabelecido um programa
para a constante verificação de sua estanqueidade.

25.6.2.2 Quando o sistema de drenagem das bacias permitir o envio do fluxo ao sistema pluvial limpo
e ao contaminado, a drenagem para o sistema pluvial limpo só deve ser efetuada após a verificação
da ausência de hidrocarbonetos e adotados procedimentos operacionais que assegurem a
supervisão constante durante a drenagem da bacia. No caso de se constatar contaminação da água
no interior da bacia com hidrocarbonetos, ou na impossibilidade de supervisão durante todo o tempo
de drenagem, o fluxo de drenagem deve ser dirigido para o sistema contaminado.

25.6.2.3 A BAO/TAO deve ser mantida vazia durante a operação normal do sistema e deve ter
prioridade de esvaziamento em relação à BAC/TAC. Depois de cessada a chuva ou a situação de
emergência, o efluente acumulado nessa BAO/TAO deve ser transferido para o tratamento primário.

25.6.2.4 A BAC/TAC deve ser mantida vazia durante a operação normal do sistema e deve ter
prioridade de esvaziamento em relação às bacias de tanques, caso estas não sejam direcionadas ao
sistema pluvial limpo. Depois de cessada a chuva ou a situação de emergência e esvaziada a
BAO/TAO, o efluente acumulado nessa BAC/TAC deve ser transferido para o tratamento primário.

25.6.2.5 A bacia de acumulação do sistema de efluentes contaminados com álcool/MTBE, deve ser
mantida vazia durante a operação normal do sistema, devendo ser imediatamente drenada após
cessada a chuva ou a situação de emergência para tratamento adequado, recuperação ou descarte
para o corpo receptor, caso o efluente nela acumulado atenda aos requisitos da legislação ambiental
aplicável.

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25.6.2.6 A bacia de acumulação do sistema de efluentes das áreas de estocagem de materiais


sólidos, em grãos ou em pó, deve ser mantida vazia em condições normais de funcionamento da
área, devendo ser imediatamente drenada, após cessada a chuva ou a situação de emergência, em
uma vazão de transferência tal que não ultrapasse a vazão máxima de projeto do decantador. Em
termos de prioridade de esvaziamento esta bacia deve ser considerada como BAC/TAC.

25.6.2.7 A vazão máxima de esvaziamento das águas de chuva acumuladas nas bacias e tanques
citados em 25.6.2.3 a 25.6.2.6, somada à vazão de tempo seco, não deve ultrapassar a vazão
máxima regularizada (ver 25.2.6).

25.6.2.8 A bacia de contenção de áreas de esferas e cilindros de GLP e outros gases pressurizados
deve ser mantida vazia durante a operação normal do sistema, devendo ser imediatamente drenada,
após cessada a chuva ou a situação de emergência, para o corpo receptor.

26 Caracterização e Tratabilidade de Efluentes

26.1 Caracterização de Efluentes

A caracterização adequada dos efluentes a serem conduzidos e/ou pré-tratados é necessária para
um correto projeto de sistema de tratamento desses efluentes. Quando não se dispuser de dados
suficientes para a caracterização do efluente da própria unidade projetada, os elementos devem ser
obtidos por levantamentos em unidades similares, composição de efluentes sintéticos ou pesquisa
bibliográfica. Com este fim, devem ser medidas ou estimadas as vazões mínima, média e máxima,
bem como serem analisados em laboratório, todos os parâmetros poluentes dos efluentes. Essa
etapa de caracterização deve ser a mais abrangente possível, em períodos de tempo representativos
das condições operacionais das instalações. A medição de vazão deve ser feita utilizando-se
vertedores, calhas ou outros dispositivos de medição, adequados à vazão estimada ou previamente
conhecida. A amostragem, de preferência, deve ser composta, podendo ser simples em caso de
determinados parâmetros como por exemplo teor de óleos e graxas.

NOTA Para amostragem, monitoração e medição de vazão de efluentes, devem ser atendidas as
condições fixadas na PETROBRAS N-2909.

26.2 Tratabilidade

Os estudos de tratabilidade dos efluentes podem ser de laboratório ou de campo, físico/químicos e/ou
biológicos. Como regra geral, devem ser executados obrigatoriamente quando os efluentes
apresentarem parâmetros para os quais seja difícil prever as taxas de remoção. Tais estudos
revestem-se de maior importância quando o processo de tratamento em questão visa enquadrar os
efluentes na legislação ambiental em vigor.

27 Tratamento e Disposição Final

Deve ser adotada para o tratamento dos efluentes líquidos a tecnologia mais adequada técnica e
economicamente de modo a enquadrar todos os parâmetros do efluente tratado nos limites exigidos
pela legislação ambiental pertinente. Devido à complexidade, variedade e individualidade dos
processos de tratamento de efluentes líquidos aplicáveis a diversas unidades industriais, o
detalhamento deste item não faz parte do escopo desta Norma.

NOTA Em caso de se adotar emissários submarinos para o lançamento dos efluentes, a menos
que haja restrição especifica do licenciamento ambiental, o emissário deve ser considerado
como parte integrante do tratamento, aplicando-se os limites exigidos pelo órgão ambiental
para enquadramento do corpo receptor após a dispersão dos efluentes.

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ÍNDICE DE REVISÕES

REV. A, B, C, D e E
Não existe índice de revisões

REV. F
Partes Atingidas Descrição da Alteração

Todas Revisão

IR 1/1
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GRUPO DE TRABALHO - GT-34-22

Membros

Nome Lotação Telefone Chave


Carlos Moreira dos Santos BR/DIOL/GESMS/GMA - ZG62
Christine Lombardo Costa Pereira E&P-CORP/SMS/MA 704-3647 UTU8
Claudia Vasconcellos R de Oliveira e
ENG-AB/PROJEN/EPROC 819-3365 UPLB
Correa
Diego Fiorin Korff ENG-AB/PROJEN/ECIA 819-3331 CMDK
Eduardo Francisco Torres Ferreira ENG-AB/PROJEN/EPROC 819-3391 SGA0
Fernanda Fonseca Rodrigues TRANSPETRO/PRES/SE/ENG/PROJ/PC 811-9254 NYH1
João Carlos Mannarino AB-CR/SMES/MA 814-5963 JCMO
Priscilla Lopes Florido CENPES/PDEDS/TTRA 712-4827 BU9F
Vitor Gaudencio de Andrade Passos SMES/SAE/MA U3E0
Convidada
Fabiane Fernandes Peixoto ENG-AB/PROJEN/ECIA 819-3336 EH0Q
Secretário Técnico
Alexander Neri dos Santos ETM-CORP/ST/NORTEC 819-3086 EEDS