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MORFOLOGIA

Classes de palavras e seus empregos – o que é.

Quando se pergunta a análise morfológica, o que se deseja é a análise da palavra


gramaticalmente, ou seja, aponte a classe gramatical (classes de palavras). Exemplo:

1) Caramba! 2) Os 3) meus 4) cinco 5) sensacionais 6) professores 7) vieram 8) do RJ 9) e palestraram


10) aqui.

1) Interjeição / 2) Artigo / 3) Pronome / 4) Numeral / 5) Adjetivo / 6) Substantivo / 7) Verbo / 8)


Preposição / 9) Conjunção / 10) Advérbio.

Algumas classes gramaticais (substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral e verbo) são
precipuamente variáveis, porque mudam de forma (singular, plural, masculino, feminino etc.). Já
outras (advérbio, preposição, conjunção e interjeição) são precipuamente invariáveis, porque não
mudam de forma.

Na gramatica tudo se relaciona sempre entre verbo e nome. Ou trabalha para o verbo ou
trabalha para o nome.

ESTRUTURA E PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS

ESTRUTURA DAS PALAVRAS: radical, sufixo, desinência, vogal temática, vogal/consoante de ligação.

Processo de formação das palavras: derivação, composição e outros processos.

Morfema: menor parte significativa que constitui uma palavra. Exemplo: supervalorização –
super+valor+iza+ção.

Existem 3 tipos de morfema: lexical, derivacional e flexional.

Lexical: é o morfema mais importante, é o principal, sem ele a palavra não existe. O morfema lexical é
o radical. Só formo novas palavras a partir do morfema lexical.

O morfema lexical não pode ser fragmentado. Exemplo: livreiro (livr- é o morfema lexical –
radical, pois posso formar outras palavras com este pedaço, como livrinho, livraria, livrete, etc.)

Mas que tipos de outros morfemas se juntam ao lexical para formar uma palavra? Vejamos.
Derivacional: é aquele que se une ao morfema lexical para formar novas palavras. São os afixos (sufixos
e prefixos).
Falou em morfema derivacional, falou em afixos (sufixo e prefixo).
Quando dizemos que uma palavra é derivada de outra, isso significa que ela foi acrescida de um
morfema derivacional.
Exemplo: Livreiro é palavra derivada de livro porque recebeu o sufixo –eiro.

Flexional: quando não há troca de radical (morfema lexical) nem acréscimo de afixos, mas sim quando
há o uso de desinências, ou seja, morfemas que indicam o número e gênero das palavras (no caso dos
nomes) e que indicam o modo, tempo, número e pessoa (no caso dos verbos) sem mudar a classe
gramatical das palavras. É a parte da palavra que se carrega conceitos relativos a conhecimento de
mundo (gênero, quantidade, modo, tempo, número e pessoa) e sintáticos, como concordância verbal
e nominal.

Alomorfia: é uma variação de algum morfema para que a palavra seja bem pronunciada. Normalmente
ocorre nos morfemas lexicais. Exemplo: verbo fazer, apresenta alomorfia no radical faz- (faço; fez;
fizera; feito; farei). Ninguém pronunciaria “Eu fazo”. Ocorre alomorfia para que haja enfonia, ou seja,
o bom som da língua.

Vocábulos cognatos: são um grupo de palavras que apresentam o mesmo morfema lexical. Exemplo
(radical). Exemplo: corpo, corpóreo, corporal, encorpado, corporação, incorporar, incorporado; amigo,
amigote, amigueiro, inimigo. Nessas últimas, cuidado com a alomorfia, o fato de haver alomorfia não
impede que os vocábulos sejam cognatos, pois tais palavras pertencem, sim, à mesma família,
apresentando radical igual.

Radical: morfema lexical, base da palavra, parte responsável pela significação principal da palavra e
pela formação de novas palavras. Sem radical não há palavra. Exemplo para identificar o radical é
pensar em uma palavra primitiva, ou seja, que ainda não sofreu modificação alguma: casa – casarão,
caseiro, casar, casamento, descasado, casebre.. Elas têm a mesma base. Esse pedaço de morfema é o
radical!

Afixos
Desinências: são morfemas flexionais colocados após os radicais. Indicam, no caso dos nomes: gênero
e número; no caso dos verbos: modo, tempo, número e pessoa. Mudam levemente a forma da palavra,
não formam novas palavras. Eles podem ser nominais ou verbais.

Nominais: as desinências –o (masculino) e –a (feminino) indicam gênero: aluno e aluna, gato e gata,
lobo e loba, cachorro e cachorra, menino e menina, etc.
Essas desinências não aparecem só em substantivos, mas também adjetivos, pronomes,
numerais: bonito/bonita, nosso/nossa, primeiro/primeira, etc.
A desinência –s (plural) indica número.
Essas desinências não aparecem só em substantivos, mas também adjetivos, pronomes,
numerais: bonitos/bonitas, nossos/nossas, primeiros/primeiras, etc.
Atenção! Algumas palavras apresentam –es na terminação do plural: hambúrgueres, flores,
veze, males, cônsules.. Porém só a desinência –s é considerada de número, o –e é apenas uma vogal
temática.
Mas o que é uma vogal temática?

Verbais: Existem as desinências modo-temporais (DMTs) e as desinências número-pessoais (DNPs).


DMT’s marcam a flexão do verbo para indicar noções de certeza, fato (modo indicativo) e
incerteza, hipótese (modo subjuntivo), tempo passado, presente e futuro.
As DNPs marcam a flexão do verbo para indicar as noções de quantidade (número) e emissor (1ª
pessoa), receptor (2ª pessoa), referente (3ª pessoa). Vêm após as DMTs. Não há DNPs em todos os
tempos e modos.

Vogal Temática: A vogal temática (VT) vem imediatamente após o radical para ligá-lo à desinência de
número ou aos sufixos.
VT nominal - O conjunto radical+vogal temática recebe o nome de tema: beij+o=beijo (tema).
As VTs -a, -e, -o, quando átonas finais, como em “casa, leve, povo”, são vogais temáticas
nominais. É a essas VTs que se liga a desinência indicadora de plural ou sufixos: povo-s, leve-s, casa-s;
povo-ado, leve-mente, casa-mento.

VTs verbais: vogal que vem após o radical (a, e, i), formando o tema e permitindo uma boa pronúncia
do verbo.
Vejamos as VTs verbais: amar: Eu amei, tu amaste, ele amou, nós amamos, vós amastes, eles amaram
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Diversos modos de se formar uma palavra. Os principais processos são: derivação, composição,
onomatopeia, abreviação, siglonimização, hibridismo, palavra-valise.

Palavra primitiva – aquela que não resulta de outra, ou seja, que não sofreu processo de
derivação: cadáver, flor, pedra, casa, verde, sol, etc.
Palavra derivada – aquela que resulta de outra na língua portuguesa, ou seja, que sofreu
processo de derivação: cadavérico, florista, empedrado, descasamento, esverdeado, solar, etc,
Palavra simples – aquela que só tem um radical, ou seja, que não sofreu processo de
composição: flor, pedra, casa, sol, etc.
Palavra composta – aquela que tem mais de um radical, ou seja, sofreu processo de composição:
flor-amarela, pedra-sabão, casa-comum, verde-água.

1. DERIVAÇÃO PREFIXAL, SUFIXAL, PARASSINTÉTICA (CIRCUNFIXAÇÃO), REGRESSIVA (REGRESSÃO) E


IMPRÓPRIA (CONVERSÃO)

Derivação é o reaproveitamento de um vocábulo pelo acréscimo de sufixos e prefixos. Há tipos


de derivação: prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria.

Prefixal: se dá quando um prefixo é colocado junto à palavra primitiva ou é colocado como último
elemento de uma palavra que já havia sofrido algum processo de formação (nesse caso há derivação
prefixal e sufixal - Por exemplo, a palavra reprodução segue este passo a passo: produzir > reproduzir >
reprodução.).

– homem > super- + homem > super-homem


– duque > arqui- + duque > arquiduque
– pôr > com- + pôr > compor

– homem > humano > super- + humano > super-humano


– duque > duquesa > arqui- + duquesa > arquiduquesa
– pôr > compor > de- + compor > decompor

Sufixal: se dá quando um sufixo é colocado junto à palavra primitiva ou é colocado como último
elemento de uma palavra que já havia sofrido algum processo de formação.

– pincel > pincel + -ada > pincelada

– cabeça > cabeça + -ear > cabecear

– sutil > sutil + -mente > sutilmente


– cobrir > descobrir > descobrir + -mento > descobrimento

– sexo > sexual > bissexual > bissexual + -ismo > bissexualismo

– barco > embarcar > embarcar + -ção > embarcação

ATENÇÃO! Na palavra bissexualismo há acréscimo de sufixo e prefixo não simultâneos. Na palavra


embarcar, em+barco+ar, há acréscimo de prefixo e sufixo ao mesmo tempo, esse tipo de derivação é
chamado derivação parassintética.

ATENÇÃO! Normalmente palavras terminadas em sufixo -mento sofreram derivação sufixal a partir de
verbos: discernir + mento = discernimento; adiar + mento = adiamento.

Nenhuma palavra da língua portuguesa terminada em -mento pode ser encarada como parassintética,
pois esse sufixo é formador de substantivos a partir de verbos, logo: alinhar + mento = alinhamento;
desmatar + mento = desmatamento.

Parassintética (Circunfixação): se dá quando há acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo a uma palavra


primitiva.

Normalmente a parassíntese forma verbos (1). Mas há alguns nomes, adjetivos (2). Exemplo:

1) envelhecer (en + velho + ecer), aterrar (a + terra + ar), abençoar (a + bênção + ar), amanhecer
(a + manhã + ecer), apedrejar (a + pedra + ejar), esfoliar (es + fólio + ar), embarcar (em + barco + ar),
emagrecer (e + magro + ecer), amamentar (a + mama + entar), desterrar (des + terra + ar), emudecer
(e + mudo + ecer), apadrinhar (a + padrinho + ar) etc.

2) desalmado (des + alma + ado), desbocado (des + boca + ado), desbundado (des + bunda +
ado), subterrâneo (sub + terra + âneo), conterrâneo (con + terra + âneo), ensonado (em + sono + ado),
descampado (des + campo + ado), envernizado (em + verniz + ado), acebolado (a + cebola + ado),
avermelhado (a + vermelho + ado), abatatado (a + batata + ado) etc.

ATENÇÃO! Uma maneira clássica de perceber se a palavra sofreu derivação parassintética é retirar o
prefixo ou o sufixo. Se alguma palavra sobrar com a retirada de um dos afixos e fizer sentido, existindo
na língua portuguesa, mantendo o sentido do radical, aí não houve derivação parassintética. Caso
contrário, derivação parassintética certa! Exemplo: enegrecer: enegro (?) / negrecer (?); descerebrado
(idiota, imbecil): descérebro (?) / cerebrado (?). Percebe que não é possível retirar os afixos dessas
palavras, senão elas deixarão de existir? Logo, sofreram derivação parassintética.

ATENÇÃO! Temos de tomar muito cuidado com as palavras que sofreram derivação parassintética
terminadas em -ado, pois este “sufixo” pode ser confundido com uma “desinência” de particípio. E,
como já sabemos a esta altura do campeonato, desinência serve à flexão, não à derivação. Em outras
palavras, se a palavra terminar em -ado e, no contexto, for um particípio, ela não sofreu derivação
parassintética; não obstante, se -ado for um sufixo formador de adjetivo, a palavra sofreu derivação
parassintética. Uma maneira fácil de perceber se a palavra é tomada como adjetivo no contexto, para
que digamos que ela sofreu derivação parassintética, é perceber seu sentido (adjetivo indica estado,
característica, qualidade; verbo no particípio indica ação praticada por alguém).

Analise comigo: sobre o verbo desalmar, o dicionário Aulete diz: “tornar desalmado; desumanizar,
perverter: “A política do heroísmo desalmou os seus chefes. Transpondo para a voz passiva tal frase
de Rui Barbosa teríamos: “Os seus chefes foram desalmados pela política do heroísmo”. Percebe que
desalmados é um verbo no particípio? Portanto não há derivação na palavra, mas sim flexão, pois ela
recebeu uma desinência de particípio (desalmar + ado). Se a palavra está no particípio, então -ado é
uma desinência, e não um sufixo! Particípio é flexão do verbo, não derivação. Então, quando
desalmado será palavra formada por derivação parassintética? Desalmado só é formado por derivação
parassintética como adjetivo: “Você é um homem muito desalmado!” Pronto. Agora desalmado (des
+ alma + ado) é um adjetivo. E -ado é um sufixo formador de adjetivo, e a palavra sofreu derivação
parassintética (desalmado é aquele que não tem alma, figurativamente falando (sem compaixão, sem
empatia).

ATENÇÃO! NÃO CONFUNDIR DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL COM DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA!


Exemplos clássicos de palavras formadas por derivação prefixal e sufixal: infelizmente, deslealdade,
desvalorização, descortesia, inutilizar, analfabetização etc. Nessas palavras, não se sabe qual elemento
entrou por último, mas se sabe que os afixos NÃO entraram simultaneamente, logo não sofreram
derivação parassintética.

Regressiva: quando um verbo que indica ação serve de base para a formação de um substantivo
abstrato que igualmente indica ação ou resultado de uma ação – tal substantivo é chamado de
deverbal (pois é derivado do verbo). A ideia da regressão ocorre pois o verbo perde sempre sua
terminação (vogal temática + desinência de infinitivo: -ar, -er, -ir) dando lugar à vogal temática nominal
(-a, -e, -o).

Por exemplo:

VERBO (ação) SUBSTANTIVO (abstrato)


Atrasar Atraso
Demorar Demora
Tossir Tosse
Engasgar Engasgo
Escolher Escolha
Dançar Dança

Imprópria (Conversão): mudança de classificação morfológica de uma palavra. A palavra não muda em
absolutamente nada, o que muda é sua classificação morfológica. Por isso é chamada de imprópria,
não há propriamente uma derivação, pois não se usam afixos (morfemas) para formar uma palavra.
Exemplo:
Substantivação
– Você tem aracnofobia? (radical) / Eu tenho muitas fobias. (substantivo)
– Sou muito pró-ativo. (prefixo) / Esta questão só tem um pró. (substantivo)
– Aquela blusa é preta? (adjetivo) / Preta, você me ama? (substantivo)
– A casa foi comprada ontem. (artigo) / Esse a da frase anterior é um artigo. (substantivo)
– Eu me amo, não posso mais viver sem mim. (pronome) / O me, o te e o se também funcionam como
objetos diretos. (substantivos)
– Tenho dois filhos. (numeral) / O dois é um numeral cardinal. (substantivo)
– Habite-se! (verbo) / O habite-se foi concedido. (substantivo)
– Eu vou amar você e depois vou partir (verbos no infinitivo). / O amar e o partir fazem parte da vida.
(substantivos)
– Havia feito uma prova dificílima. (verbo no particípio) / Mahatma Gandhi realizou um feito inédito
na história! (substantivo)
– Amanhã te ligo. (advérbio) / Espero sempre por um amanhã melhor. (substantivo)
– Só ela me faz feliz. (palavra denotativa de exclusão) / O só pertence ao grupo de palavras denotativas.
(substantivo)
– Precisamos fazer uma ação contra a violência. (preposição) / Estes contras que você está expondo
não procedem. (substantivo)
– Estudo muito, porém não gosto, porque cansa. (conjunções) / Só tenho um porém a dizer; deixe o
porquê para depois. (substantivo)
– Ai! Deixa de ser chato! (interjeição) / Nunca se ouviu sequer um ai naquela casa. (substantivos)
– O rapaz só abre a boca para falar: “Fala sério!” (frase) / É um fala sério para cá, um fala sério para lá...
Que chatice! (locução substantiva)

Outras conversões
– Substantivo se torna adjetivo: Ele tem um jeito moleque.
– Adjetivo se torna advérbio: Esta cerveja desceu redondo.
– Adjetivo se torna preposição acidental: Todos se salvaram, salvo o idoso.
– Particípio se torna adjetivo: Vocês são muito fingidos
– Advérbio se torna preposição acidental: Afora isso, estou de acordo com a decisão.
– Conjunção se torna preposição acidental: Tenho-o como amigo.
– Pronome se torna preposição acidental: Tenho que tomar uma decisão.
– Substantivo, adjetivo, pronome, verbo, advérbio se tornam interjeições: Misericórdia!, Bravo!, Qual!,
Viva!, Avante!
– Substantivo abstrato para concreto: A pintura da parede demorou duas horas. (abstrato) / A pintura
da parede está descascando. (concreto)
– Substantivo comum para próprio e vice-versa: O planalto tinha quase nenhuma ondulação. (comum)
/ O Planalto está cercado de corrupção. (próprio) / Judas traiu a Cristo por 30 moedas de prata.
(próprio) / Você é um judas safado! (comum)
– Mudança de gênero/mudança de sentido: Comemos uma banana a cada três horas. (feminino/fruto)
/ Tu não passas de um banana. (masculino/covarde).

2. COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO OU POR AGLUTINAÇÃO


Ocorre composição quando uma palavra é constituída por dois ou mais radicais. Há por
justaposição e por aglutinação.
Justaposição: não há perda dos elementos estruturais e fonéticos nos radicais (normalmente
separados por hífen): pontapé (ponta + pé), vaivém (vai + vem), passatempo (passa + tempo),
paraquedas (para + quedas), girassol (gira + sol), dezoito (dez + oito), joão-bobo (João + bobo), abelha-
rainha (abelha + rainha), caixa-d’água (caixa + água)*, guarda-chuva (guarda + chuva), maria vai com as
outras (maria + vai + outras)*, leva e traz (leva + traz)* etc.

Aglutinação: há perda de elementos estruturais e fonéticos nos radicais (não são separados por hífen):
boquiaberto (boca+aberta), mundividência (mundo + vidência), alvinegro (alvo + negro), fidalgo (filho
de algo), embora (em + boa + hora), aguardente (agua + ardente), petróleo (pedra + óleo), noroeste
(norte + oeste), vinagre (vinho + acre), lobisomem (lobo + homem), planalto (plano + alto), pernilongo
(perna + longa) etc.

3. ONOMATOPEIA

Palavras que imitam/reproduzem sons de seres animados ou inanimados: nabgue-bangue,


pingue-pongue, rugir, mugir, miar, etc.

4. ABREVIAÇÃO (Redução)

5. SIGLONIMIZAÇÃO: sigla, ex. ONU, CESPE, FCC, ESAF, PETROBRAS, PIB, EsPCEx, EMBRATEL...

6. HIBRIDISMO
Formação de palavras com morfemas de línguas diferentes: socio/logia (latim e grego),
auto/móvel (grego e latim), tele/visão (grego e latim), buro/cracia (francês e grego), banan/al (africano
e latim), sambó/dromo (africano e grego), micro-ônibus (grego + latim), report/agem (inglês + latim),
bi/cicleta (latim + grego), saga/rana (alemão + tupi), ciber/nauta (inglês + latim) etc.

7. COMBINAÇÃO (AMÁLGAMA OU PALAVRA-VALISE)


Criação de uma palavra a partir da junção de partes de duas ou mais palavras. Geralmente se
usa o início de uma e o final da outra. Ex. Português + Espanhol = Potunhol; Grêmio + Internacional =
Grenal.
Muitas palavras-valise, por n]ao serem dicionarizadas, são consideradas neologimos.

8. NEOLOGISMO
Neologismo é uma palavra nova, uma palavra inventada, que pode ou não ser dicionarizada.
Neologismo mórfico: falantes se valem de vários processos de formação de palavras já existentes para
a criação de novas palavras. Exemplo: amasso, agito, aperto (derivação regressiva); superfeliz, antigay,
desorgulhoso, (derivação prefixal); djavanear, viralizar, internetismo, obrigadaço, baba-ovice
(derivação sufixal); boa (boa tarde), tarde (boa tarde), apê (apartamento) (abreviação), etc.

Neologismo semântico: vocábulo que adquire novo significado, como em palavras metafóricas
(sentido conotativo) ou em gírias, diz-se que ela é neologismo de sentido. Exemplo: gato (ligação
elétrica ilegal), mala (pessoa chata), laranja (intermediário em negócios ilícitos), arroz (rapaz que
acompanha moças, mas não namora nenhuma), rede (internet), partidão (não é uma partida grande,
mas sim um homem digno, bonito e bem-sucedido), zebra (resultado inesperado) etc.