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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA

BAHIA – UESB

LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS –


LIBRAS

Profª Thamires Oliveira de Souza

VITÓRIA DA CONQUISTA
PROCESSO HISTÓRICO DA
EDUCAÇÃO DOS SURDOS

• Concepção sobre os
surdos:

• Pessoas que não


pensavam, pois não
conseguiam se comunicar;
• Produziam sons inteligíveis,
e não verbalização de
palavras;
• Eram considerados seres
sem alma.
UM POUCO DE HISTÓRIA...
UM POUCO DE HISTÓRIA...
Congresso de Milão 1880
• Em 1880 o Congresso de Milão marcou a história no sentido de propor
uma nova filosofia educacional baseada em mudanças ocorridas na
Europa. Em decorrência desse processo, no Brasil, o método
combinado, que utilizada os sinais como o treinamento em língua oral,
foi substituído pelo método oral puro - o Oralismo
(SCHLÜNZEN;BENEDETTO; SANTOS, S/A).
O Método Oralista baseia-se na crença de que a
modalidade da língua oral é a única forma desejável de
comunicação para o surdo e que qualquer forma de
gesticulação deve ser evitada.

Congresso de Milão
No final século XV os Surdos não tinham direito
de frequentar as escolas, pois eram considerados
inferiores e excluídos da sociedade, tendo o apoio
de seus familiares, pois, estes tinham vergonha de
terem filhos Surdos e deixavam-nos em suas casas
(SOUZA, 2013).

A história da educação de Surdos teve início com a


fundação do Instituto de Surdos-Mudos, sendo hoje
o atual Instituto Nacional de Educação de Surdos
(INES) (GOLDFELD, 2002).
1950

A história da Pastoral dos Surdos no

Brasil começou oficialmente com a vinda do Pe.

Eugênio Oates, religioso americano. Em parceria

com Monsenhor Vicente Penido Burnier, primeiro

sacerdote surdo do Brasil, iniciaram uma longa e

difícil caminhada de dedicação, ao serviço dos

surdos espalhados pelo Brasil.


SURGIMENTO DO INES

Fundado em: 26 de setembro de 1857.


Fundador: Professor Surdo francês Ernet Hwet, veio
ao Brasil a convite do Imperador D. Pedro II para
trabalhar na educação de Surdos.
A priori, a educação dos Surdos era na modalidade
linguagem escrita, articulada e falada, datilologia
e sinais. A leitura labial estava voltada para os
indivíduos que apresentassem habilidade para
desenvolver a linguagem oral.
No Brasil
Em 1857, foi fundada a primeira escola para PS no Brasil, o Instituto
dos Surdos-Mudos, hoje, Instituto Nacional da Educação dos Surdos
(INES). (SCHLÜNZEN;BENEDETTO; SANTOS, S/A)

INES
• Século XVIII, muitas escolas começaram a se
interessar pelos estudos na comunicação dos Surdos
tendo a educação dos Surdos obtido um grande
avanço;

• Pesquisadores intensivaram ainda mais os estudos


sobre a surdez, teve o aumento do número de escolas
para Surdos em todo o mundo.
1875 Flausino de
Gama, instrutor surdo
copia os sinais
franceses e traduz as
legendas em português
e lança-se a primeira

“Iconografia dos
Surdos Mudos
Pe. Eugênio Oates Lança o
primeiro

livro:

“Linguagem das mãos” com o

intuito de espalhar o padrão

da Língua de Sinais no Brasil.


*

Na década de 70

Com
.. a visita de Ivete Vasconcelos,

educadora de surdos da

Universidade Gallaudet, chegou ao Brasil a

filosofia da Comunicação Total


1978

Mais recentemente, os avanços

nas pesquisas sobre as línguas de sinais,

preconiza o acesso da criança, o mais

precocemente possível, a duas línguas: à

língua de sinais e à língua oral de seu País -

Filosofia de Educação Bilíngue - Bimodalismo.


Brasil na década de 80 - começaram
os estudos linguísticos sobre a Libras
em Recife, e saiu o seu primeiro Boletim,
o Grupo de Estudos, Linguagem e
Educação dos Surdos - GELES,
fundado no
... Recife na UFPE.
A língua de sinais utilizadas pelos surdos das
capitais do Brasil foi denominada pela sigla
LSCB - Língua de Sinais dos Centros
Urbanos Brasileiros.

A existência da outra língua de sinais no Brasil, a


LSUK Língua de Sinais dos índios Urubus-
Kaapor, descoberto por um linguista americano
do Summer Institute e que depois, a Lucinda
Brito realizou o estudo e registros em seus livros.
No Brasil

Os professores já existentes nas instituições foram substituídos, e os


estudantes proibidos de usar sinais. A prática de amarrar as mãos das
crianças para impedi-las de sinalizarem era comum nessa época.
Mesmo assim, a língua de sinais sempre foi a preferida das
comunidades surdas, por ser a maneira natural dessas pessoas se
comunicarem (SCHLÜNZEN;BENEDETTO; SANTOS, S/A)
Referências
• MOURA, Maria Cecília de; LODI, Ana Claudia Balieiro;
HARRISON, Kathryn M. R. História e Educação: o Surdo, a
Oralidade e o Uso de Sinais. In: LOPES FILHO, O. de C. (Org.).
Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca, 1997. cap. 16.

• SCHLÜNZEN,Elisa Tomoe Moriya; BENEDETTO, Laís dos Santos


Di; SANTOS, Danielle Aparecida do Nascimento dos. História das
pessoas surdas: Da exclusão à política educacional brasileira atual.
CONTEÚDOS E DIDÁTICA DE LIBRAS, UNESP s/n.

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