Você está na página 1de 2

Fundamentação para o debate de sexta

Tema: O conhecimento: é mais importante o intelectual ou o prático?

Site utilizado (que por si só tem credíveis fontes bibliográficas):


https://criticanarede.com/anunesoqueeoconhecimento.html

- O conhecimento não se baseia apenas no fundamento prático ou apenas no


fundamento teórico como é do senso comum.

 Pode ser definido da seguinte forma:


- Conhecimento: “é uma relação entre um sujeito, o agente que o conhece, e um
objeto, aquilo que é conhecido”.

 Como há diferentes tipos de objetos, o sujeito pode ter diferentes tipos


de conhecimento:
- Conhecimento das aptidões/saber-fazer: o objeto do conhecimento é o modo
como as ações são praticadas, logo o conhecimento adquirido é prático ou de
aptidões (ex. saber andar de bicicleta);

- Conhecimento por contacto: neste caso, o objeto de estudo relacionado com o


sujeito é o da experiência direta de contacto com pessoas, coisas, lugares, entre
outros (ex. conhecer a cidade Estarreja);

- Conhecimento proposicional: o objeto de estudo é o conhecimento de factos, ou


seja, as proposições verdadeiras. Deste modo, o sujeito adquire um conhecimento
rotulado como teórico. Este tipo de conhecimento é por ventura muito utilizado
pelos filósofos que baseiam os seus argumentos muitas vezes a partir de afirmações
de modo a que as suas teorias não sejam facilmente refutadas apenas pondo em
causa as bases em que se assenta (ex. saber que 1+1=2).
Argumentos:
O conhecimento teórico (proveniente do conhecimento proposicional) é o
mais acertado/importante porque:

- É o que nos garante uma maior veracidade nas informações que nos são
transmitidas pelo facto de resultar na comprovação experimental de algo e
por ser algo corroborado/aceite pela maioria da sociedade, por exemplo
científica, quando falamos a título de exemplo das partes nas quais o nosso
cérebro se divide e nas funções por elas desempenhadas;

- O conhecimento prático, mais precisamente o conhecimento de aptidões e o


conhecimento por contacto, têm o seu valor/veracidade mais dependente da
experiência direta ou indireta do sujeito em causa. Se, por exemplo alguém ou
um grupo de pessoas avistar um OVNI a sobrevoar os céus de uma
determinada região, todos os outros que não o avistaram irão rapidamente
rejeitar essa informação por não existir qualquer fundamentação científica a
seu favor, mesmo os observadores estarem completamente certos daquilo
que viram;

- Apesar da falta de comprovação empírica dos conteúdos teóricos, é segundo


estes que a sociedade se baseia desde o século XVIII e será segundo estes que
ela se continuará a basear até que se chegue à conclusão de que é mais
credível seguir um outro modelo de conhecimento (ex. os viajantes escolhem
o destino para o qual vão viajar com base nos seus desejos comparados com o
ambiente e a oferta estereotipada que determinado local oferece
(preposições do género: Portugal é um país de grande hospitalidade e de boa
comida), só depois vendo os comentários deixados pelas pessoas que já
visitaram esse país, neste caso (pudendo até ser para escolher simplesmente
determinada visita guiada, mas não o local em si));

- A existência de uma sociedade que atribuísse mais importância ao


conhecimento prático nunca conseguiria atingir a igualdade de
conhecimentos como um todo (ou seja, a quantidade adquirida) para todos os
seus membros dada as crescentes controvérsias sobre os factos a serem
ensinados e uma possível recusa maior por parte de uma certa cultura e por
todos os elementos que a praticam (devido a certos ideais culturais) de algum
conhecimento experienciado pelas restantes impróprio (ex. a recusa do
sabor da carne de vaca por parte do povo hindu, por exemplo, o indiano).