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ESTABILIDADE

Prof. Renato Gama


ESTABILIDADE (direito do empregado) X GARANTIA DE EMPREGO
(política socioeconômica).

CLASSIFICAÇÃO:
QUANTO AO TIPO: absolutas (falta grave) ou relativas (motivos
técnicos, financeiros, disciplinares ou econômicos)contratos por prazo
indeterminado e determinado (cláusula assecuratória do art. 481 da
CLT).
• QUANTO À DURAÇÃO: definitivas ou provisórias.
• QUANTO AO INTERESSE: personalíssimas ou altruístas (representantes
do grupo).
CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO:
• Súmula nº 244 do TST. GESTANTE. ESTABILIDADE PROVISÓRIA (redação do
item III alterada na sessão do Tribunal Pleno realizada em 14.09.2012) -
Res. 185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012
III - A empregada gestante tem direito à estabilidade provisória prevista no
art. 10, inciso II, alínea “b”, do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, mesmo na hipótese de admissão mediante contrato por tempo
determinado.

• Súmula nº 378 do TST. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. ACIDENTE DO


TRABALHO. ART. 118 DA LEI Nº 8.213/1991. (inserido item III) - Res.
185/2012, DEJT divulgado em 25, 26 e 27.09.2012
III - O empregado submetido a contrato de trabalho por tempo determinado
goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho
prevista no art. 118 da Lei nº 8.213/91.
CARGOS QUE NÃO ENSEJAM ESTABILIDADE
• Art. 468,§1o da CLT. Não se considera alteração unilateral a determinação
do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo
efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de
confiança.
• Art. 450 - Ao empregado chamado a ocupar, em comissão,
interinamente, ou em substituição eventual ou temporária, cargo diverso
do que exercer na empresa, serão garantidas a contagem do tempo
naquele serviço, bem como volta ao cargo anterior.

EXTINÇÃO DA ESTABILIDADE
• REINTEGRAÇÃO
• Súmula nº 396 do TST. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. PEDIDO DE
REINTEGRAÇÃO. CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO PERÍODO DE
ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO "EXTRA
PETITA“.
• I - Exaurido o período de estabilidade, são devidos ao empregado
apenas os salários do período compreendido entre a data da despedida
e o final do período de estabilidade, não lhe sendo assegurada a
reintegração no emprego.
• II - Não há nulidade por julgamento “extra petita” da decisão que deferir
salário quando o pedido for de reintegração, dados os termos do art.
496 da CLT.
HIPÓTESES:
Estabilidade decenal e FGTS: art. 492 da CLT.
Estabilidade Sindical (dirigente sindical eleito – conselho administrativo)
• Art. 543, §3º, da CLT - Fica vedada a dispensa do empregado sindicalizado
ou associado, a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo
de direção ou representação de entidade sindical ou de associação
profissional, até 1 (um) ano após o final do seu mandato, caso seja eleito
inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente apurada
nos termos desta Consolidação.
• Art. 8º, inc. VIII, da CF - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a
partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação
sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do
mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
• Súmula nº 379 do TST. DIRIGENTE SINDICAL. DESPEDIDA. FALTA GRAVE.
INQUÉRITO JUDICIAL. NECESSIDADE. O dirigente sindical somente
poderá ser dispensado por falta grave mediante a apuração em
inquérito judicial, inteligência dos arts. 494 e 543, §3º, da CLT.
• Súmula nº 369 do TST. DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE
PROVISÓRIA.
• I - É assegurada a estabilidade provisória ao empregado dirigente
sindical, ainda que a comunicação do registro da candidatura ou da
eleição e da posse seja realizada fora do prazo previsto no art. 543, § 5º,
da CLT, desde que a ciência ao empregador, por qualquer meio, ocorra
na vigência do contrato de trabalho.
• II - O art. 522 da CLT foi recepcionado pela Constituição Federal de
1988. Fica limitada, assim, a estabilidade a que alude o art. 543, § 3.º,
da CLT a sete dirigentes sindicais e igual número de suplentes.
• III - O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só
goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à
categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente.
• IV - Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base
territorial do sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade.
• V - O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical
durante o período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe
assegura a estabilidade, visto que inaplicável a regra do § 3º do art. 543
da Consolidação das Leis do Trabalho.
Estabilidade da Gestante
• Art. 391 da CLT - Não constitui justo motivo para a rescisão do contrato de
trabalho da mulher o fato de haver contraído matrimônio ou de encontrar-
se em estado de gravidez.
• Art. 10, II, do ADCT: fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa:
(...) b - da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco
meses após o parto.
Estabilidade do Titular da CIPA
• Art. 163 da CLT - Será obrigatória a constituição de Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes (CIPA), de conformidade com instruções expedidas
pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nelas
especificadas.
• Art. 10 do ADCT. Até que seja promulgada a lei complementar a que se
refere o art. 7º, I, da Constituição:
• II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa:
• a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de
prevenção de acidentes, desde o registro de sua candidatura até um ano
após o final de seu mandato;

Estabilidade do Acidentado:
• Art. 118 da Lei nº 8.213/1991. O segurado que sofreu acidente do trabalho
tem garantida, pelo prazo mínimo de doze meses, a manutenção do seu
contrato de trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença
acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente.
Estabilidade do Aprendiz
• Art. 433 da CLT. O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo
ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a
hipótese prevista no § 5o do art. 428 desta Consolidação, ou ainda
antecipadamente nas seguintes hipóteses:
• I - desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, salvo para o
aprendiz com deficiência quando desprovido de recursos de acessibilidade,
de tecnologias assistivas e de apoio necessário ao desempenho de suas
atividades;
• II – falta disciplinar grave;
• III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo;
ou
• IV – a pedido do aprendiz.
Membro do Conselho Nacional da Previdência Social
• Art. 3º, § 7º, da Lei nº 8.213/1991. Aos membros do CNPS, enquanto
representantes dos trabalhadores em atividade, titulares e suplentes, é
assegurada a estabilidade no emprego, da nomeação até um ano após o
término do mandato de representação, somente podendo ser demitidos
por motivo de falta grave, regularmente comprovada através de processo
judicial.

Membro do Conselho Curador do Fundo de Garantia


• Art. 3º,§9º, da Lei nº 8.036/1990. Os representantes dos trabalhadores e
dos empregadores e seus respectivos suplentes serão indicados pelas
respectivas centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo
Ministro do Trabalho e da Previdência Social, e terão mandato de 2 (dois)
anos, podendo ser reconduzidos uma única vez.
Dirigentes Representantes dos Empregados nas Cooperativas
• Art. 55 da Lei nº 5.764/71. Os empregados de empresas que sejam eleitos
diretores de sociedades cooperativas pelos mesmos criadas, gozarão das
garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo artigo 543 da Consolidação
das Leis do Trabalho.
Membro do Conselho Curador do Fundo de Garantia
• Art. 3º,§9º, da Lei nº 8.036/1990. Os representantes dos trabalhadores e dos
empregadores e seus respectivos suplentes serão indicados pelas respectivas
centrais sindicais e confederações nacionais e nomeados pelo Ministro do
Trabalho e da Previdência Social, e terão mandato de 2 (dois) anos, podendo
ser reconduzidos uma única vez.
• OJ 253 da SDI-I do TST. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. COOPERATIVA. LEI Nº
5.764/71. CONSELHO FISCAL. SUPLENTE. NÃO ASSEGURADA. O art. 55 da Lei
nº 5.764/71 assegura a garantia de emprego apenas aos empregados eleitos
diretores de Cooperativas, não abrangendo os membros suplentes.
LEI 13.467/2017
• Art. 510-A. Nas empresas com mais de duzentos
empregados, é assegurada a eleição de uma comissão para
representá-los, com a finalidade de promover-lhes o
entendimento direto com os empregadores.