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Fisiologia do coração

Trabalho realizado por:


Ana Margarida nº16649
Catarina Reis nº15609
Sónia Custódio nº15777
Sílvia Mendonça nº15895
Anatomia do Coração
Sistema circulatório

 Coração: Órgão central do sistema


circulatório
 Sangue: meio que fornece às células
nutrientes, O2, hormonas e recebe os
produtos finais do metabolismo (CO2)
 Vasos sanguíneos: tubos pelos quais
o sangue circula
(http://sbs.umkc.edu/bio734/ heart-lungs)

Há três tipos de vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares


Anatomia do Coração
Circuito Pulmonar e Sistémico

 Circuito pulmonar
Transporta o sangue pobre em
oxigénio do coração para os
pulmões e traz o sangue oxigenado
de volta ao coração

 Circuito sistémico
Conduz o sangue rico em oxigénio
do coração para as partes do corpo
excepto os pulmões e traz este de
(http://www.bombeirosemergencia.com.br/sistemacirculatorio )
volta ao coração
Anatomia do Coração
Localização do coração

(S ilverthorn, Human physiology)

 Situa-se na porção mediana da cavidade torácica, encontrando-se


separado pelo diafragma
 Projecta-se na coluna vertebral, nas vértebras dorsais estando separado
destas pelo esófago e aorta torácica
 Situa-se na face interna dos pulmões, num local denominado
mediastino
Anatomia do Coração
Forma do Coração

(http://www.phschool.com)
Anatomia do Coração
Coração: sua importância

 O coração é um órgão cuja função


está associada à produção de pressão
para que o sangue possa chegar à
totalidade de células presentes no
organismo

O sangue desloca-se de uma zona


de maior pressão para uma zona de
menor pressão

(http://www.julius-ecke.de/)
Anatomia do Coração
Considerações anatómicas

(http://www.hmc.psu.edu/) (http://www.hmc.psu.edu/)
Anatomia do Coração
Coração direito

 É constituído pela aurícula e


ventrículo direito que comunicam entre
si pelo orifício aurículo-ventricular

 A aurícula direita é uma câmara de


parede fina que recebe o sangue venoso

 O ventrículo direito comunica com a


artéria pulmonar que leva o sangue
pobre em oxigénio para os pulmões
(http://www.bombeirosemergencia.com.br)
Anatomia do Coração
Coração esquerdo

 A aurícula esquerda apresenta uma espessura


maior que a direita assim como o ventrículo
esquerdo é mais desenvolvido que o direito

 Esta aurícula recebe as quatro veias pulmonares


que trazem o sangue arterial vindo dos pulmões

 O ventrículo esquerdo bombeia o sangue arterial


para a artéria aorta e desta o sangue é
(http://www.bombeirosemergencia.com.br) encaminhado para todas as partes do corpo
Anatomia do Coração
Fluxo sanguíneo e válvulas

(S ilverthorn, Human physiology) (http://www.healthedonline.com)

 A existência de quatro válvulas cardíacas assegura o funcionamento


do coração e o modo unidireccional como o sangue se desloca

 As válvulas além de determinarem o sentido do fluxo sanguíneo


evitam o retrocesso de sangue no sistema
Anatomia do Coração
Válvulas

válvulas aurículoventriculares (AV):


asseguram a saída do sangue das
aurículas para os ventrículos
 válvulas tricúspide e bicúspide ou
mitral

Válvulas semilunares:
permitem a saída de sangue dos
ventrículos para as artérias
 válvulas pulmonar e aorta

(in http://www.edwards.com/)
Anatomia do Coração
Abertura e fecho das válvulas

(http://ADAM.com)

 As válvulas tricúspide e bicúspide não


permitem que o sangue regresse às aurículas
devido à existência de cordas tendíneas ligadas
aos músculos papilares situados no interior dos
ventrículos
 As válvulas semilunares estão ligadas no
ponto em que as artérias pulmonar e aorta
deixam os ventrículos (http://ADAM.com)
Anatomia do Coração
Parede do Coração

 Endocárdio: Camada fina, interna


de endotélio
 Miocárdio: Camada intermédia de
músculo cardíaco
 Epicárdio: Membrana externa fina
que cobre o coração
(Silverthorn, Human Physiology)

 Pericárdio: Membrana dupla com membrana


externa rija e fibrosa que ancora o coração.
Fluido pericárdico no interior diminui fricção entre
camadas.

(Medline Plus, http://medlineplus.gov) (Silverthorn, Human Physiology)


Anatomia do Coração
Pericárdio

 Pericardite
Inflamação do saco pericardial
devido a infecção viral ou bacteriana.
Fricção dolorosa entre membranas

(Medline Plus, http://medlineplus.gov)

 Tamponamento cardíaco
Acumulação de sangue no saco
pericardial devido a hemorragia
Compressão do coração
Limita quantidade de sangue que
entra no coração
(Medline Plus, http://medlineplus.gov)
Anatomia do Coração
Células musculares cardíacas
99% células musculares contrácteis
1% células cardíacas especializadas do sistema de condução, não contrácteis com
despolarização espontânea

(Silverthorn, Human Physiology)

(Silverthorn, Human Physiology)

 Miocárdio composto por fibras musculares cardíacas dispostas em


espiral.
 Células ramificadas e uninucleadas.

 Células adjacentes unidas por discos intercalares.


Anatomia do Coração
Células musculares cardíacas

(Michael Troyan, http://www.bmb.psu.edu/courses)


Discos intercalares contêm desmossomas e
junções de hiato.
 Desmossomas conferem resistência
mecânica.
 Junções de hiato permitem propagação de
potenciais de acção entre células adjacentes.
 Tecido fibroso não condutor separa células
musculares das aurículas das células dos
(Michael Troyan, http://www.bmb.psu.edu/courses)
ventrículos.
Anatomia do Coração
Células musculares cardíacas

 Abundância de mitocôndrias – 40% do volume


celular.
 Abundância de mioglobina – armazena
quantidades limitadas de O2 para uso imediato e
facilita transporte de O2.

(Silverthorn, Human Physiology)

 Hipertrofia cardíaca
Aumento de tamanho das fibras musculares cardíacas
devido a resistência ao bombeamento ou no
bombeamento de maior volume de sangue.

(Medline Plus, http://medlineplus.gov)


Actividade eléctrica
Sistema de condução
1% células cardíacas especializadas do sistema de condução, não
contrácteis com despolarização espontânea
Especializadas na iniciação e condução de potenciais de acção
 Nó sinusal (nó SA)
Localiza-se na aurícula direita junto à veia
cava superior

 Nó auriculo-ventricular (nó AV)


Localiza-se na base da aurícula direita
 Feixe de His
Com origem no nó AV entram no septo
interventricular
Divide-se em dois ramos
Percorre as paredes ventriculares
(Medline Plus, http://medlineplus.gov)
 Fibras de Purkinje
Fibras terminais que se estendem do feixe de
His
Actividade eléctrica
Potencial de acção (nó SA)
Potencial “pacemaker” (Despolarização
lenta)
 Diminuição de permeabilidade aos iões  P k+
K+
 Permeabilidade a iões Na+ inalterada Ca 2+ in K+ out

 Abertura de canais de Ca2+ transientes

P Ca2+,L
Potencial de acção
 Fase ascendente - abertura de canais P Ca2+,T

de Ca2+ de longa duração


P k+ , PNa+

 Fase descendente – abertura de canais


de K+
(Silverthorn, Human Physiology)
Actividade eléctrica
“Pacemaker” do Coração

Diferentes taxas de despolarização lenta  Diferentes taxas de geração de


potenciais de acção
Células do nó SA  “Pacemaker” do Coração

Potencial acção
Tecido
por minuto
Nó sinusal
70-80
(“pacemaker”)
Nó AV 40-60
Feixe de His
20-40
Fibras de Purkinje

(Silverthorn, Human Physiology)

Coração bate a 70 a 80 batidas por minuto


Actividade eléctrica
“Pacemaker” do Coração
 Caso nó SA deixe de funcionar  nó AV torna-se “pacemaker”.
 Bloqueio cardíaco completo:
Condução de impulso bloqueada entre aurículas e ventrículos.
“Pacemaker” artificial:
Dispositivo implantado que gera impulsos de forma rítmica.
 Batimento prematuro:
Excitação de área do coração que despolariza a uma taxa mais rápida que nó SA

(Medline Plus, http://medlineplus.gov)


Actividade eléctrica
Propagação do impulso eléctrico
Nó SA (“Pacemaker”)

Propagação do impulso pelas aurículas através do


tracto interatrial e das junções de hiato

Tracto internodal Rede de


Purkinje

(Silverthorn, Human Physiology)


Nó AV (único ponto de contacto eléctrico entre
aurículas e ventrículos)
Atraso de 0,1s
Feixe de His

Rede de Purkinje

(Michael Troyan, http://www.bmb.psu.edu/courses)


Miocárdio do ventrículo
Actividade eléctrica
Potencial de acção

Potencial de repouso: -90mV


Despolarização rápida para +30mV
Fase “Plateau”
 Aumento da permeabilidade a iões Na+

Fase Plateau (potencial de membrana


mantido em valores positivos por centenas
de milisegundos)

 Influxo lento de Ca2+


 Diminuição de permeabilidade a iões K+
(impede repolarização rápida)

Repolarização rápida
 Inactivação de canais de Ca2+
 Activação de canais de K+ (Silverthorn, Human Physiology)
Actividade eléctrica
Acoplamento excitação-contracção

(Silverthorn, Human Physiology)


Actividade eléctrica
Acoplamento excitação-contracção

(Silverthorn, Human Physiology)

 Ca2+ liga-se ao complexo troponina-tropomiosina tornando a contracção possível


 Quantidade de Ca2+ no citosol determina força da contracção
Actividade eléctrica
Efeito da concentração de K+ e Ca2+ no FEC

Aumento de K+ no FEC Aumento da concentração de Ca2+ no


FEC

Redução do gradiente de concentração

Prolongamento da fase “plateau”


Redução do potencial basal da membrana

Aumento da força da contracção


Diminuição de intensidade do potencial
de acção

Coração flácido e fraco


Actividade eléctrica
Período Refractário
 Período refractário: período em que após
excitação, a membrana não pode ser re-
excitada

 Período refractário longo do músculo


cardíaco (250ms) torna contracção tetânica
impossível
 Canais de Na+ responsáveis por fase
ascendente só podem ser reactivados após
repolarização

(Silverthorn, Human Physiology)


Actividade eléctrica
O Electrocardiograma

 Corresponde à actividade eléctrica do coração medida na superfície da pele.

 Não é uma medida directa da actividade


eléctrica do coração

 É uma representação complexa da actividade


eléctrica e que não pode ser comparado à
actividade medida numa única célula

 Representa uma comparação da voltagem


medida por 2 eléctrodos.

Silverthorn, Human Physiology


Actividade eléctrica
As ondas no Eletrocardiograma

University of
Maryland Medicine

 Onda P – Despolarização auricular


 Complexo QRS – Despolarização ventricular
 Onda T – Repolarização ventricular
Actividade eléctrica
As ondas no Eletrocardiograma

nó SA

nó AV

 O disparo do nó SA não surge no ECG


 Não existe uma onda específica para a repolarização atrial Adaptado de University
of Virginia Health System
 A onda P é muito mais pequena que o complexo QRS
 Períodos nos quais não se observa corrente:

 Atraso no nó AV – segmento PR
 Contracção e esvaziamento dos ventrículos – segmento ST
 Quando o músculo está completamente em descanso – intervalo TP
Actividade eléctrica
Alterações de frequência

 Taquicardia (> 100 batimentos/min)

www.cssolutions.biz

 Braquicardia (< 60 batimentos/min)

Health Center Online


Actividade eléctrica
Alterações no ritmo - Arritmias

 “Flutter” auricular
 Fibrilação auricular

Silverthorn, Human Physiology

 Fibrilação ventricular
www.cssolutions.biz

Silverthorn, Human Physiology


Actividade eléctrica
Miopatias

University Hospitals of Leicester


Ciclo cardíaco
Eventos Mecânicos

Contracção
 Sístole Esvaziamento

 Diástole Relaxação
Enchimento

 Pressão  Válvulas  Electrocardiograma

 Volume  Sons
Ciclo cardíaco
Diástole Ventricular

P auricular > P ventricular

Válvula AV aberta

 Volume
ventricular aumenta

Silverthorn,
Human
Physiology
Ciclo cardíaco
Sístole Auricular

 Disparo do nó SA

 Contracção auricular

 Aumento da P auricular

 Aumento da P ventricular

Silverthorn,
Human
Physiology
Ciclo cardíaco
Sístole Ventricular (1)

 Disparo do nó AV

 Contracção ventricular

 Aumento da P ventricular

Silverthorn,
Human
Physiology
Ciclo cardíaco
Sístole Ventricular (2)

P ventricular > P auricular

Fecho da válvula AV

contracção ventricular
isovolúmica

P ventricular > P aórtica

Abertura da válvula aórtica

Silverthorn,
Human
Physiology
Ciclo cardíaco
Sístole Ventricular (3)

 Aumento da P aórtica

Diminuição do
volume ventricular

Volume sistólico
final

 Início da
repolarização ventricular

 Fecho da válvula aórtica

Silverthorn,
Human
Physiology
Ciclo cardíaco
Diástole Ventricular

P ventricular > P auricular

Relaxação ventricular
isovolúmica

P ventricular < P auricular

Abertura da válvula AV

Silverthorn,
Human
Physiology
Ciclo cardíaco
Sons

1º som Fecho das Válvula


Válvula semiluna
válvulas AV semiluna r aórtica
r
pulmonar
2º som Fecho das válvulas Válvula AV
Válvula AV (bicúspide
semilunares )
(tricúspide
)

 Fluxo laminar vs fluxo turbulento


Adaptado de University of
Virginia Health System

 Válvulas estenóticas

 Válvulas insuficientes

 Febre reumática
“Output” cardíaco e o seu controle

O “output cardíaco” depende do


“heart rate” e do “stroke volume”
“Output” cardíaco

É o volume de sangue bombeado por cada


ventrículo por minuto.

“Heart rate”: batidas por minuto


“Stroke volume”: volume de sangue bombeado
por batida
“Output” cardíaco

O “stroke volume” em repouso 70 ml por batida

O “heart rate” em repouso 70 batidas por minuto

Ritmo do nó SA (sinosal)
“Output” cardíaco = “heart rate” x “stroke volume”
CO = 70 batidas/min x 70 ml/batida

CO = 4900 ml/min = 5 l/min


“Output” cardíaco
Reserva cardíaca

Diferença entre o “output” cardíaco em repouso e o volume máximo


de sangue que o coração é capaz de bombear por minuto.

Como é que o “output” cardíaco pode variar tão


bruscamente dependendo das exigências do
corpo?
“Output” cardíaco
O que influencia as batidas
cardíacas?

As batidas cardíacas são


influenciadas primeiramente pelo
nó sinosal (nó SA)

O coração é também é activado


pelo sistema nervoso autónomo
“Output” cardíaco
Sistema nervoso

Nervos simpáticos 1. Fornecem as aurículas,


especialmente os nós SA e AV.

Nervos parassimpáticos 2. A actividade nervosa espalha-se


pelos ventrículos.

Os dois ramos do sistema nervoso autónomo são coordenados


primariamente pelo centro de controle cardiovascular, localizado no
tronco do cérebro.
“Output” cardíaco
Efeito da estimulação
parassimpática
Influencia o nó SA de modo a diminuir a actividade do coração.

ACETILCOLINA Aumenta a permeabilidade do nó SA


em relação ao K+

Há uma hiperpolarização devido


ao aumento da permeabilidade de Iniciam-se as batidas com uma
K+ frequência mais baixa

O limiar acontece mais tarde, por Há uma redução automática da permeabilidade


causa da mudança de potencial de K+, que é responsável por uma
despolarização gradual até chegar ao limiar.
“Output” cardíaco
Conclusões:

Há diminuição da despolarização espontânea;

Prolongamento do tempo requerido para atingir


o limiar;

O nó SA é enriquecido com menos frequência.

Há diminuição da frequência cardíaca!


“Output” cardíaco
Efeito da estimulação
simpática:
Influencia o nó SA de modo a aumentar a actividade do coração.

NOREPINEFRINA Diminui a permeabilidade do K+,


criando um efeito de despolarização

Há uma grande frequência de potenciais


Frequência cardíaca mais elevada
de acção, acelerando a expansão de
cada potencial de acção através de
condução especializada.

Aumento da força de contracção Aumento da permeabilidade do


Ca2+, havendo um acréscimo do
fluxo
Há um aumento da participação do Ca2+ no processo
emparelhado de excitação-contracção.
“Output” cardíaco
Conclusões:

Há aumento da despolarização espontânea;

Diminuição do tempo requerido para atingir o limiar;

O nó SA é enriquecido com mais frequência.

Há aumento da frequência cardíaca!


“Output” cardíaco
Actividade do nó SA sob influência
parassimpática e simpática

Silverthorn, Human physiology


“Output” cardíaco
“Stroke” volume

Outro componente que determina o “output” cardíaco é o “stroke” volume

Controle intrínseco Controle extrínseco

Quantidade de sangue venoso que Estimulação simpática do coração.


retorna ao coração.
“Output” cardíaco
Controle intrínseco

É a relação directa entre o volume da diástole e o “stroke” volume.

Depende da relação força-tensão do músculo cardíaco.

O comprimento das fibras do músculo cardíaco em repouso é menor que o


comprimento óptimo.

Há um aumento do comprimento das fibras para se aproximarem do comprimento


ideal, aumentando assim a tensão contráctil do coração na sístole.

O que provoca uma variação no comprimento das fibras


antes da contracção?
“Output” cardíaco
Lei de Frank-Starling

O factor mais importante é o grau de elasticidade da diástole.

Lei de Frank-Starling

O coração normalmente bombeia todo o sangue que retorna ao coração; o


aumento do sangue venoso que retorna resulta num aumento do “stroke”
volume.
“Output” cardíaco
“Stroke” volume

A relação do “stroke” volume com o retorno do sangue


venoso tem duas importantes vantagens:

1. Equalização do “output” cardíaco entre


os lados direito e esquerdo do coração.

2. Quando é necessário um “output” elevado, o


retorno do sangue venoso é aumentado através
da acção do sistema nervoso simpático
“Output” cardíaco
Controle extrínseco

A contracção do coração pode ser aumentada através da


estimulação simpática.

Epinefrina / norepinefrina
Sistema nervoso simpático

1) Aumento do fluxo dos iões de Ca2+ através da


norepinefrina e epinefrina.

As fibras do miocárdio geram mais força.


O coração ejecta uma maior percentagem de sangue.
“Output” cardíaco
Controle extrínseco

2) A estimulação simpática aumenta o “stroke” volume,


através da força de contracção cardíaca e através do
aumento do retorno venoso.

Há um aperto das veias, que ejectam mais sangue,


aumentando o volume da diástole e consequentemente o
“stroke” volume.
“Output” cardíaco
Estimulação simpática no
“stroke” volume Silverthorn, Human physiology
“Output” cardíaco
Controle do “output” cardíaco
Silverthorn, Human physiology
“Output” cardíaco
Pressão alta do sangue
A pressão arterial do sangue é referida a um “afterload”, porque é imposto
um “workload” no coração depois da contracção ter começado.

Se a pressão arterial do sangue é elevada ou se a válvula de saída é


estenótica, o ventrículo tem de gerar mais pressão para ejectar sangue.

Há um aumento do “afterload”

Facilita o coração a contrair com mais força e a manter o


“stroke” volume normal!

Um elevado “afterload” é um dos dois maiores factores que


causam falhas no coração.
Output cardíaco
Diminuição da contracção
num coração doente
Quando um ou dois ventrículos falham, o coração é incapaz de
bombear para fora todo o sangue que retornou.

As veias tornam-se congestionadas de sangue.

Danos no músculo do coração como resultado de um ataque


cardíaco ou de uma circulação deficiente;
O facto do coração bombear de um modo prolongado contra
um aumento do “afterload”, tal como uma válvula semilunar
estenótica ou uma elevação sustentada na pressão sanguínea.
Output cardíaco
Medidas para compensar
o stroke volume
A actividade simpática é aumentada, aumentando a contracção do
coração em direcção à normalidade;
Os rins, num esforço de compensar para remediar a sua redução de
fluxo sanguíneo, retêm uma quantidade extra de sal e água no corpo,
durante a formação da urina, de modo a expandir o volume de sangue.

Aumento do volume da diástole.

O alargamento resultante das fibras do músculo cardíaco facilita o


bombear do coração enfraquecido, normalizando o “stroke” volume.
“Output” cardíaco
Falhas no coração

Falhas vagarosas: Ocorrem quando o sangue não consegue entrar e ser


bombeado pelo coração, continuando a causar danos no sistema venoso;
Falha apressada: Ocorre simultaneamente quando o coração falha para
bombear uma quantidade adequada de sangue para os tecidos, visto que
o “stroke” volume torna-se progressivamente mais pequeno.

Há congestão do sistema venoso, que também pode ser designada de


falha congestiva no coração.

Uma falha no lado esquerdo do coração leva a um edema pulmonar,


que se caracteriza como o excesso de fluido no tecido dos pulmões.
“Output” cardíaco
“Stroke” volume
Silverthorn, Human physiology
“Output” cardíaco
Irrigação do músculo
cardíaco
O músculo cardíaco é incapaz de extrair O2 ou nutrientes do
sangue dentro das suas câmaras:

1. O endocárdio não permite que o sangue passe para a câmara do


miocárdio.
2. As paredes do coração são muito espessas para permitir a difusão
do O2 e de outros componentes do sangue da câmara para as
células cardíacas.

O músculo cardíaco recebe sangue através das


artérias coronárias.
“Output” cardíaco
Irrigação do músculo
cardíaco
O músculo cardíaco recebe a maior parte do seu sangue rico,
durante a diástole.
A circulação do sangue em direcção às células do músculo
cardíaco é reduzida durante a sístole, dando-se apenas 30% da
circulação arterial.

O aumento da distribuição de sangue para as células é


acompanhado por uma vasodilatação das artérias coronárias.
O aumento da circulação através das coronárias é imperativo para
permitir o aumento de O2 no coração.
O coração sob repouso, remove 65% do O2 existente nos vasos
das coronárias.
“Output” cardíaco
Irrigação do músculo
cardíaco
O maior sector que coordena o sangue que passa pelas
coronárias, controlando as necessidades de O2 do miocárdio é a
ADENOSINA.

ATP

O aumento da formação e da actividade de adenosina das células


cardíacas ocorre:
1. Quando há um défice de O2 no coração;
2. Quando a actividade cardíaca é aumentada e consequentemente o
coração requer mais O2, sendo preciso mais ATP.
“Output” cardíaco
Irrigação do músculo
cardíaco Silverthorn, Human physiology
Arteriosclerose
Possíveis Causas da arteriosclerose

Possíveis causas para o aparecimento


de arteriosclerose:
 predisposição genética
 obesidade
 idade avançada
 tabagismo
 hipertensão
 aumento do colesterol no sangue

(http://www.4woman.gov/ faq/angina.htm)
Arteriosclerose
Colesterol

origem:

Dieta humana (produtos de origem animal)


Sintetizado pelo organismo (fígado)

características:

 É o componente estrutural das membranas celulares, percursor de


hormonas e sais biliares

Lípido pouco solúvel no sangue

 Liga-se a proteínas plasmáticas transportadoras específicas em forma


de complexos lipoproteícos
Arteriosclerose
Lipoproteínas

Tipos:
 Critério: comparação da quantidade de
lípido com a densidade de proteínas
 HDL high-density lipoproteins mais
proteína e menos lípido
 LDL low-density lipoproteins menos
proteína e mais lípido
 VLDL very low density lipoproteins
menos proteinas e mais lipidos

(academic.brooklyn.cuny.edu/. ../page/ldlhdl.htm)
Arteriosclerose
Metabolismo do colesterol

Células necessitam de colesterol do sangue


Acção do fígado:

 Sintetiza novo colesterol, transportado pelo


LDL para as células
 Extracção do colesterol do sangue (via
HDL)
 Conversão em sais biliares
 Parte dos sais são reincorporados no sangue

(academic.brooklyn.cuny.edu/. ../page/ldlhdl.htm)

 Controle do nível total de colesterol no


organismo
Arteriosclerose
Predisposição para arteriosclerose

Elevado nível LDL


 falta de receptor proteico do LDL eleva a
concentração de colesterol no sangue
 LDL oxidado provoca a necessidade da
existência de antioxidantes: Vitamina C e
beta caroteno
 Tamanho das partículas: as mais pequenas
não são absorvidas pelo fígado/ ficam no
sangue

Fraco nível HDL (academic.brooklyn.cuny.edu/. ../page/ldlhdl.htm)

 mais relevante: taxa de HDL/ total de


colesterol
 mais alipoproteína A1/ menos
alipoproteína A2
Referências
 Sherwood; “Human Physiology”, Brooks/Cole, 4ºed., 2001

 Vander, Sherman & Luciano, “Human Physiology –


The Mechanisms of Body Function”, 8ºed., McGraw Hill

Guyton & Hall, “Tratado de Fisiologia Médica”, 10ªed,Guanabara Koogan

 Silverthorn; “Human Physiology, an Integrated Approach”, 2ª ed., Prentice Hall

 University of Virginia Health System. Disponível na Internet em:


http://www.healthsystem.virginia.edu/

 University Hospitals of Leicester - Your heart, our support. Disponível na Internet em:
www.yourheart.org.uk/myocardial.php

 Health Center Online. Disponível na Internet em: www.heartcenteronline.com/index2.cfm

 http://www.cssolutions.biz
Referências

 Lossow, Francone Jacob, “Anatomia e Fisiologia Humana”, 5ªed,Guanabara

 http://www.vitaphone.de/en/About_The_heart/structure.htm
 http://www.heartcenter.online.com
 http://www.acessexcellent.org
 http://www.bombeirosdeemergencia.com.br/sistemacirculatorio.htm
 http://www.medtudents.com.br