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VA L É R I A R U I Z

1ª Edição

Gráfica e Editora América LTDA


Goiânia - Goiás
- 2019 -
Copyright © 2019, by Valéria Ruiz

DIREITOS RESERVADOS – É proibida a reprodução total ou parcial


da obra, de qualquer forma ou por qualquer meio sem a autorização
prévia e por escrito do autor. A violação dos Direitos Autorais (Lei n.º
9610/98) é crime estabelecido pelo artigo 48 do Código Penal.

Diagramação e Capa:
Raphael César

Fotos da Capa:
Intensify Photo Corporate

Impressão e Acabamento:
Gráfica e Editora América Ltda.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Ruiz, Valéria
Relacionamento: do que você tem medo? /
Valéria Ruiz - Goiânia: Gráfica e Editora América,
2019.
68 p.

ISBN: 978-85-8264-166-8

1. Divórcio. 2. Separação. I. Ruiz, Valéria.


II. Título.

Impresso no Brasil
Printed in Brazil
2019
INTRODUÇÃO

Nasci em um lar de puro amor.


Tudo que eu queria era ter uma vida aos moldes dos
meus pais.

Nem sempre com facilidades, mas em constante harmo-


nia e alinhados com seus propósitos de vida e seus valores.
Em relação ao casamento, tudo o que sempre ouvi era
que meus pais eram um casal 20, a tampa e a panela e por
aí se vai...
Confesso que isso me deixava intrigada.
Como assim?
Achava tudo tão normal.
Na verdade, era normal pra mim que não conhecia
outra realidade.
Só tinha aquele modelo como referência.
Depois que cresci, amadureci, percebi que realmente
a relação dos meus pais era algo diferenciado.
Principalmente depois que me casei e pude sentir na
pele as dificuldades da rotina de um casamento.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Comecei a trabalhar muito cedo, já que meus pais


sempre empreenderam e nossa vida financeira foi entre
altos e baixos.
Não fui trabalhar porque necessariamente eu preci-
sasse me sustentar.
Mas na minha casa contribuir com o trabalho e apren-
der a trabalhar, principalmente em momentos difíceis, era
meio que natural.
Fazia parte, era estar em harmonia com nosso lar.
Então fui crescendo, mas tudo que no fundo eu queria
era ter uma vida igual a dos meus pais, isso significa:
Construir uma família como nós éramos.
Aí vocês podem imaginar como era importante pra
mim ter um casamento “feliz”.
Me casei aos 19 anos de idade, grávida de 3 meses,
com total apoio dos meus pais.
Apesar de apoiarem, me deram total liberdade de es-
colha.
Mas eu estava apaixonada e queria tanto uma família
que, é obvio, escolhi me casar.
Não me arrependo em nenhum segundo, tive um ca-
samento feliz por muitos anos.
Tenho muita gratidão por todos os aprendizados e
principalmente pelas três joias que compartilhamos, nos-
sos filhos.
Em 2012 resolvi me separar, após 19 anos de casada
e com 2 filhos.

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O que não foi nada fácil!


Você pode imaginar!
Porém, vesti minha capa da coragem, ponderei todos
os aspectos.
Inclusive de ter o dever e o poder de escolha do meu
próprio destino.
Não costumo terceirizar responsabilidades.
Ai pensava...
Daqui a 10 anos, vou virar para meu marido e dizer:
olha o que você fez com a minha vida, já que não me sentia
feliz naquele lugar, naquela situação.
Respondi pra mim mesma:
Não posso dizer isso.
Sei que vou dizer a mim mesma:
Por que você, Valéria, permitiu que fizessem isso com
a sua vida?
Já que sempre acreditei que as pessoas só fazem co-
nosco, o que permitimos!
Então...
Como sempre atenta e com propósito de me autoco-
nhecer, tive algumas percepções.
Em um momento crucial de minha vida, madura, per-
cebia que eu precisava fazer algo mais significativo e que
fizesse um maior sentido pra mim.
Fui fazer uma formação em coaching, pois já queria
contribuir mais efetivamente na vida das pessoas.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Me encantei com a ferramenta, mas abandonar uma


empresa que eu criei do zero e que estava estabilizada
com mais de 20 anos de mercado, dando lucro e começar
algo incerto, me parecia um desafio muito grande.
Porém, procuro estar sempre atenta às oportunidades
que o universo me oferece.
Muitas pessoas as quais eu tinha pouca intimidade,
começaram a me procurar para saber como foi meu pro-
cesso de separação e gostariam de entender como eu es-
tava sendo capaz de superar aquela dor.
Quem tinha traído quem?
Quando eu dizia que pelo que eu soubesse não havia
tido traição, aí sim que as pessoas se indignavam.
Como assim separar se não havia ocorrido nada de “sério”.
Como se não pudéssemos entender que não estamos
mais felizes e que podemos e devemos ir em busca da nos-
sa felicidade.
Entendemos que poderíamos finalizar nossa história
sem grandes mágoas.
Simplesmente entendendo que dali pra frente não se-
ria mais saudável continuarmos caminhando juntos.
Surpresas em perceber que eu estava bem, frequente-
mente me perguntavam. Como isso é possível?
E outras perguntas do gênero.
Foi então quando entendi que havia mais pessoas que
sentiam as mesmas dores, e que, como eu, durante o pro-
cesso de separação se sentiam perdidas.

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Entrou em ação a minha veia empreendedora e vi


uma oportunidade de negócios.
Fui pesquisar e percebi que aquele assunto “Separa-
ção” era pouco abordado.
Até mesmo porque ainda é um assunto tabu e cheio
de preconceitos, principalmente por vivermos em uma so-
ciedade machista e patriarcal.
Esse assunto Separação era mesmo pouco exposto,
e que da maneira que havia pensado nele como negócio,
não existia.
Resolvi abrir um negócio social e ainda no mundo vir-
tual.
Bom...
Tenho que confessar uma coisa a vocês. Eu era anal-
fabeta digital!
Costumo brincar que hoje já sou SEMI - analfabeta, já
melhorei bastante.
Não acham? rsrsrs
Importante também dizer que nunca tive medo de de-
safios e sempre fui em busca de novos conhecimentos.
Assim nasceu o site Bem Separadas.
Uma iniciativa para dar apoio e acolhimento para mu-
lheres em processo de separação.
Me inscrevi em um processo seletivo de uma institui-
ção internacional que dá apoio a negócios sociais.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Pra minha alegria passei no processo seletivo do So-


cial Good Brasil onde tiveram 380 projetos inscritos e 50
projetos foram selecionados.
Passamos modelando nossos negócios durante 4 me-
ses, indo a Florianópolis em meses alternados, onde ficáva-
mos juntos em imersão aprendendo como colocar um ne-
gócio social funcionando e monetizando (gerando lucros).
Foi um grande aprendizado, pois para quem veio de
empresas familiares e tradicionais, aprender sobre o mun-
do de startups foi sensacional.
Fiz um networking incrível com pessoas excepcionais
de todo Brasil, algo que muito me vale até hoje.
Além de queridos amigos, é claro.
Atendi várias mulheres como coach desde então e
contribuí com centenas delas em seus processos de sepa-
ração.
Algumas para permanecer no casamento, mas agora
com qualidade, e outras para encarar o medo e se separar.
Escrevi muitos artigos, fui colunista de uma revista fe-
minina conceituadíssima no meu Estado, tive quadro em
programa de TV, várias divulgações a nível nacional, al-
guns ebooks com dicas e agora nasce como uma realiza-
ção de um sonho este primeiro livro “Relacionamento: do
que você tem medo?” para orientar mulheres que estão
pensando em se separar ou não sabem o que fazer com
determinados medos após a separação.
Além dos trabalhos que venho fazendo dentro do Bem
Separadas, percebi o que muitas vezes, além das dores

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emocionais e psicológicas, o que impacta a mulher para


viver uma relação insatisfatória é a dependência financei-
ra.
Quando a mulher consegue ter independência finan-
ceira ela também consegue startar todas as outras inde-
pendências, inclusive a independência emocional e psico-
lógica.
Assim, além de continuar apoiando as mulheres em
processo de separação, resolvi contribuir também ensi-
nando mulheres a terem independência financeira atra-
vés do empreendedorismo, para que o casamento seja
uma questão de escolha e não de necessidade.
Assim nasceu o Bem Preparadas.
Com palestras, workshop e Cursos para ensinar mu-
lheres abrir seu próprio negócio do absoluto zero, mesmo
que não saiba o que fazer e nem por onde começar, assim
ela pode conquistar sua independência financeira através
do empreendedorismo.
Hoje me sinto realizada como mulher, mãe e profissio-
nal.
Estou em um eterno recomeço.
Aos 45 anos, mãe da Ana Beatriz de 25 anos, João Pe-
dro (in memoriam) e João Victor de 19 anos.
Tenho como propósito de vida, ir embora deste plane-
ta um pouco melhor do que cheguei.
Todas as questões que convivo, vejo como uma ferra-
menta valiosa para construção dos meus objetivos.

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Relacionamento: do que você tem medo?

E ajudar outras pessoas a encontrarem seus cami-


nhos de equilíbrio e harmonia está completamente ligado
aos meus propósitos de vida.
Contribuir efetivamente e positivamente na vida de
outras mulheres é uma das minhas missões.
No intuito de colaborar com um mundo mais igualitá-
rio, leve e feliz.

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RECADO ESPECIAL

Quero deixar claro que tudo que relato neste livro foi
vivido, e compartilho com muito amor para que você
também possa, como eu, dominar seus medos e ir em
busca da sua felicidade.

Necessito contar pra vocês que durante muito tempo


tive medo de expor minhas vulnerabilidades.
Pensando que isso me fazia fraca.
Agora percebo que sou muito forte em poder me sen-
tir frágil.
É libertador poder declarar:
Tenho medos, inseguranças, defeitos, deficiências...
Por isso fico tranquila em te dar estes direcionamen-
tos, porque acredito que é assumindo nossa humanidade
é que somos capazes de ressignificar nossos momentos
difíceis.
Precisamos nos disponibilizar para estarmos abertos
ao novo, a fazer diferente e admitir que estamos em cons-
tante mudança, aprendizado e evolução.
Assim nos tornamos seres verdadeiramente mais se-

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Relacionamento: do que você tem medo?

guros, e somos capazes de estender as mãos para apoiar


quem está precisando naquele momento, pois sabemos a
importância de segurar em uma mão firme quando preci-
samos.
Em um momento oferecendo, e em outro solicitando.
Assim é que se vive a vida real!
Ao menos essa é a minha maneira de pensar e sentir.
Aproveito para agradecer todas as mãos estendidas
durante meu caminhar.
As que eu pude ver com os olhos da matéria, mas tam-
bém as que pude simplesmente sentir com a sutileza e a
profundidade da alma!

Você tem medo de se separar?

Vou lhe contar um pouco sobre os meus medos ao me


separar.
Em primeiro lugar, costumo dizer que ninguém se
casa para se separar.
Os nossos conflitos começam por aí. Inicia-se a lista
dos medos:
µµ Medo de não estar fazendo a escolha certa;
µµ Medo de os filhos sofrerem com a separação;
µµ Medo de não ser mais uma família;
µµ Medo de não ser aceita pela sociedade;

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µµ Medo de não ser capaz de manter


o padrão de vida;
µµ Medo de nunca mais conseguir se relacionar;
µµ Medo de o novo companheiro não
tratar meus filhos como eu gostaria;
µµ Medo de os filhos rejeitarem
meu novo companheiro;
µµ Medo da solidão.

Ufa! Quantos medos. Eles são reais?


No momento em que estamos passando pela situação,
são sim! Muito reais!
Mas comecei a me perguntar se só existia uma respos-
ta negativa para os meus medos.
E aos poucos fui vendo que muitos deles poderiam ter
fonte nas minhas crenças.
Outros poderiam ter respostas negativas pelo simples
fato de eu medi-los com minha própria régua.
Existiam outros que não tinham respostas positivas,
mas que eu poderia e deveria encarar, afinal de contas, a
vida não é feita só de “sins”.
Temos de lidar com os “nãos”, aprender a ressignificá-
-los ou, às vezes, transformá-los em “sins”.
Para isso, realmente há que se ter muita coragem. Co-
ragem de enfrentar as dificuldades, admiti-las e, principal-
mente, estar disposta a sair da zona de conforto e aplicar o

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Relacionamento: do que você tem medo?

famoso TBDC: “tirar a bunda da cadeira”. Agora, vou lhe


falar um pouco sobre cada um desses medos e, baseada
na minha experiência, oferecer-lhe sugestões para supe-
rá-los, já que entendo que todo medo pode ser superado
se for substituído pelo entendimento.
Então, prepare-se para uma nova visão, que pode aju-
dá-la a aliviar sua dor neste momento e lhe proporcionar
mudanças significativas!

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SUMÁRIO

Capítulo 1
19
Medo de não estar fazendo a escolha certa

Capítulo 2
29 Medo de os filhos sofrerem com a separação

Capítulo 3
33 Medo de não ser mais uma família

Capítulo 4
39 Medo de não ser aceita pela sociedade

Capítulo 5
45 Medo de não ser capaz de manter o padrão de vida

Capítulo 6
49 Medo de nunca mais conseguir se relacionar

Capítulo 7
53 Medo de meu novo companheiro não tratar meus
filhos como eu gostaria

Capítulo 8
57
Medo de os filhos rejeitarem meu novo companheiro

Capítulo 9
61 Medo da solidão

67 Conclusão

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CAPÍTULO 1

MEDO DE NÃO ESTAR


FAZENDO A ESCOLHA CERTA

Temos a pretensão de ter absoluto


controle das nossas vidas.
Definitivamente, trata-se de uma ilusão.

Assim, o que poderíamos entender por “escolha cer-


ta” no que diz respeito à separação?
Já ouvi muitas mulheres dizendo: “Prefiro ficar como
estou”; “homem só muda de endereço”; “difícil com ele, pior
sem ele”; “eu não nasci com sorte no amor”, e por aí vai...
Será que a escolha certa é se sentir infeliz e continuar
num relacionamento porque você acredita não ser capaz
de tentar algo diferente, melhor?
“Se já me sinto infeliz, posso tentar buscar a felicida-
de, e, se não der certo, nada terá mudado. Já estava infeliz
mesmo...”
Entretanto, não tenha dúvidas: você já ganhou em
aprendizado por ter tentado fazer diferente, isto é, apenas
por ter abandonado a sua zona de conforto.
É importante lembrar que o conforto é, mais frequen-
temente do que gostamos de admitir, a própria infelicida-
de/insatisfação.
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Relacionamento: do que você tem medo?

E não se esqueça: não podemos ter resultados diferen-


tes fazendo sempre da mesma forma.
Algumas vezes não fomos nós que escolhemos.
Talvez não conscientemente e naquele momento.
Conheço alguns casos de mulheres que se separaram
porque foi uma imposição do marido ou até mesmo ele não
teve coragem de tomar a iniciativa, mas deixou a situação
insustentável, até o momento que a mulher não aguentou
mais e foi lá e tomou a decisão de se separar.
Mas nem sempre era aquilo que ela queria.
Costumo dizer que frequentemente vejo os homens
“puxar o cão do revólver, mas nunca o gatilho”.
Porém muitas vezes vi mulheres descobrindo após
passar pelo meu processo de coaching, que no fundo ela
também não estava feliz e já deveria ter se separado.
Os medos que as paralisam, muitas vezes deixam-nas
com essa sensação de que não queria ter se separado, so-
frendo ainda por um longo tempo após a separação.
Por mais difícil que seja, e sei que é, pois, já passei por
isso.
Todos temos duas opções de escolha na vida.
A dor é inevitável, mas o sofrimento sim.
O que você faz com a dor?
Se entrega a ela e fica estática, com depressão...
Ou
Admite que está doendo, valida sua dor, mas ressigni-

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fica e transforma sua dor em aprendizado, se preparando


para não cometer os mesmos erros.
E assim abrindo novos e lindos ciclos em sua vida.
O que você escolhe?
Então entenda que a escolha certa é sempre o que vai
te fazer bem.
Se não pode fazer a escolha no primeiro momento, de não
se separar, ressignifique e passe a fazer o que te faça bem.
Não permita que o outro tenha o poder e o direito de
ter em mãos a sua felicidade.
Sua felicidade deve estar sobre o seu controle, nas
suas mãos.
E não se esqueça: As pessoas só fazem com você o
que você permitir.
Importante lembrar que: Fechar ciclos não é fracasso
e se preparar para abrir novos e lindos ciclos na vida é
possível, basta estar disposta.

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Acreditando que você é capaz de fazer escolhas
diferentes;
33 Investindo no autoconhecimento;
33 Aprendendo a se amar de verdade;
33 Exercitando o autoperdão;
33 Aprendendo com os ensinamentos o que as dores
inevitavelmente nos trazem.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Acreditando que você é capaz de fazer escolhas


diferentes.

Muitas mulheres que eu atendo dizem: tenho “dedo


podre” pra escolher parceiros.
Não nasci pra ser feliz no amor.
Será que a partir do momento que você já sabe mais o
que você quer, sabe quem você é......
Você não passa a fazer escolhas diferentes e para
de repetir os mesmos padrões os quais nunca te fizeram
bem?
Isto estou dizendo pra quem tem vontade de ter um
companheiro.
Mas você também pode fazer a escolha de ir em busca
de “outras companhias”, que não precisa necessariamente
ser uma companhia amorosa.

Existem muitas outras formas de apreciarmos uma


boa companhia:
33 Aprender a gostar de ficar em sua própria compa-
nhia
33 Com amigos
33 Animalzinho de estimação
33 Ou até mesmo se envolvendo em projetos sociais
Acredite, ajuda o medo passar quando você se permi-
te fazer diferente!

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Investindo no autoconhecimento

Posso te garantir que o maior presente e o melhor in-


vestimento que uma pessoa pode fazer é investir em seu
autoconhecimento.
Você pode começar se dando o direito de se pergun-
tar:
Quem eu sou?
E o que eu gosto?
O que eu não gosto?
Vivo no automático?
Vivo só pra satisfazer as vontades do outro e não as
minhas?
Tente responder estas perguntas com muita sinceri-
dade.
E conforme a resposta, reavalie se a postura de não se
valorizar e de viver sem olhar pra si e se conhecer, tem te
ajudado a construir uma vida plena.
Quando você compreender a importância de se co-
nhecer, nunca mais vai viver no automático.
Vai fazer escolhas e a maioria delas acertada, pois
você já saberá o que não quer mais pra sua vida.
E esse é um grande passo.
Ter autoconhecimento diminui e muito o medo de não
saber se está fazendo a coisa certa.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Aprendendo a se amar de verdade

Será que realmente você se ama?


Quantas vezes olhou no espelho e se admirou?
Quantas vezes comemorou uma conquista? Ou você
acha sempre que não fez mais do que a obrigação?
Quantas vezes se permitiu conhecer o próprio corpo?
Se tocar mesmo, saber o que te dá prazer?
Fazer sexo do seu jeito?
Ou se masturbar até gozar?
Se eu bem conheço mulher...
Você deve até estar surpresa de ver que estou tocan-
do neste assunto, não é mesmo?
Se aqui a resposta for sim, você está surpresa ou cons-
trangida quando falo de conhecer o próprio corpo, de se
preocupar com seu prazer sexual...
Isso prova o quanto fomos reprimidas de olhar para
nós mesmas e nos amar de verdade!
O sexo é algo muito importante e temos que começar
a olhar pra este assunto com naturalidade e amorosidade.
Manter a autoestima elevada é fundamental pra qual-
quer pessoa, principalmente em um processo de supera-
ção de uma dor.
Comece a pensar sobre tudo que citei acima e busque
qual a melhor forma de aprender a se amar de verdade.

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Valéria Ruiz

Se ame de verdade!
Para superar o medo de não ter certeza de estar fazen-
do a escolha certa, se AMAR de verdade é imprescindível!

Exercitando o autoperdão
perdão
per·dão
substantivo masculino
1. Remissão de uma culpa, dívida ou pena.
2. Desobrigação do cumprimento de um dever.
3. Disposição para perdoar.

Esta é a definição que encontramos no dicionário so-


bre perdão.
É claro que é muito nobre perdoar o outro.
Importante e necessário!
No entanto perdoar a si mesmo é o que há de mais
significativo.
Pois você só consegue dar ao outro o que você conse-
gue dar a si mesmo.
E por incrível que pareça, muitas vezes temos a sen-
sação de que perdoar o outro é mais fácil do que perdoar
a si mesmo.
Eu particularmente tenho que fazer um exercício diá-
rio em relação ao autoperdão, me cobro muito.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Posso garantir que é libertador quando conseguimos


ter a consciência que somos seres humanos e que isso sig-
nifica que somos imperfeitos e falíveis.
Apesar de saber o que pra nós é o mais correto, ainda
estamos em processo de evolução e nem sempre vamos
somente acertar.
E me perdoar por fazer ou ter feito coisas que eu não
acho certas.
Exercitar o autoperdão te liberta de uma grande parte
do medo de não saber se está fazendo a coisa certa!
Porque se chegar em algum momento e entender que
não fez o que era certo, terá capacidade de se perdoar.
Pois sempre temos a chance de fazer um novo começo.

Aprendendo com os ensinamentos o que as dores


inevitavelmente nos trazem.

Você é do tipo de pessoa que tem pena de si mesma?


Acha que o mundo inteiro está contra você?
Que a culpa de tudo que você sofreu é do outro?
Que ninguém sofre tanto como você?
Sinto muito te dizer...
Enquanto estiver pensando e sentindo assim, não avan-
çará em rumo a uma vida leve, feliz e cheia de significado.
Todos nós passamos por momentos difíceis, uns mais
outros menos.

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Valéria Ruiz

Inevitavelmente vamos ter dores, frustrações e medos.


Isso faz parte da nossa evolução.
Agora...
Se você estiver aberto para receber os ensinamentos
que a dores nos trazem.
Poderá ressignificar e ir aos poucos construindo uma
vida com o maior número de momentos felizes!
Não desperdice os presentes que as dores nos trazem:
OS ENSINAMENTOS!
Aprender com a dor vai fazer que seu medo de não
ter certeza se está fazendo o que é certo vai diminuir sig-
nificativamente.

FIM

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CAPÍTULO 2

MEDO DE OS FILHOS
SOFREREM COM A SEPARAÇÃO

Normalmente, esta é a maior preocupação de pais


amorosos quando pensam na separação.

Se existe alguém neste mundo que jamais gostaría-


mos de ver sofrer são nossos filhos.
Seríamos capazes de fazer qualquer coisa para evitar
isso, não é?
Esse medo é inevitável, assim como o sofrimento na
experiência de aprendizado daqueles que amamos.

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Em primeiro lugar, entendendo que o sofrimento é
inerente à existência humana.
33 Normalmente temos dificuldade de evoluir ou
crescer se não passarmos por certas situações.
Acredito que certamente poderíamos não necessitar
da dor, mas também que ainda não somos capazes de al-
cançar certos entendimentos sem ter vivenciado dificul-
dades.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Em relação ao sofrimento dos nossos filhos, diz o gran-


de filósofo Gibran Khalil Gibran: “Vossos filhos não são
vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida
por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E
embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis
outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamen-
tos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis
abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas al-
mas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis
visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por
ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
porque a vida não anda para trás e não se demora com
os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos fi-
lhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro
mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda
a sua força. Para que suas flechas se projetem, rápi-
das e para longe. Que vosso encurvamento na mão do
arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama
a flecha que voa, ama também o arco que permanece
estável.”
Por isso, minha querida amiga, por mais que quisés-
semos protegê-los de todo mal, ainda assim, não seríamos
capazes.
Tente olhar para reação do seu filho diante da sua
separação “sem lupa”, sem computar a sua dor própria,
pois ele pode estar encarando a situação com muito mais
leveza que sua frágil condição tenha capacidade de com-
preender.
Além disso, utilize-se sempre da verdade, lembrando
que ela sempre será um diamante.

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Valéria Ruiz

Mas atenção: este só será um presente caso seja devi-


damente embrulhado e entregue em mãos.
Se atirado ao rosto do destinatário, ao invés disso, será
uma pancada que deixará cicatrizes.
Busque ajuda de um profissional, um psicólogo.
A cada fase, na infância, adolescência ou vida adulta,
existe uma maneira muito particular para tratar de como
lidar com os filhos, sobre a temática da separação e nada
melhor do que ter o acompanhamento de um profissional!
Lembre-se também que a sua separação não será
nem de longe a única frustração que seu filho irá passar
durante a vida.
Portanto não se culpe, as frustrações são necessárias
para que as crianças cresçam e se tornem adultos mais
preparados para encarar a vida de frente.
Sem dúvida, aprender lidar com frustrações somente
constroem seres humanos mais plenos.
Ter estes entendimentos em relação aos nossos filhos
farão que o medo dos filhos sofrerem com a separação di-
minua drasticamente!

FIM

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CAPÍTULO 3

MEDO DE NÃO SER


MAIS UMA FAMÍLIA

Eu sentia muito medo por acreditar que, após a


separação, minha casa não seria mais um lar,
que não seríamos mais uma família.

Uma bobagem imensa: eu e meus dois filhos continu-


amos sendo uma família, só que numa nova configuração.
Quero deixar claro que, quando falo de nova configu-
ração, estou me referindo à rotina dos filhos, que normal-
mente ficam com a mãe.
Entretanto, há também muitos pais – hoje em dia cada
vez mais – que assumem o papel que antes cabia exclusi-
vamente à mãe.
Entre essas novas configurações, existe também a
guarda compartilhada entre os pais, em que a criança tem
uma rotina dividida entre duas casas.
Falando de amigos...
Os nossos amigos que são casados continuam fre-
quentando nossa casa da mesma maneira, sem dar um
mínimo de evidência de mudança de comportamento por-
que hoje somos uma nova configuração familiar.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Continuamos da mesma forma, em tudo.


Inclusive com os desentendimentos que uma família
naturalmente tem.
Aí pude realmente constatar que escolhi bem meus
amigos, porque provaram que não eram amigos do meu
estado (casada), e sim meus, independente do meu estado
civil, econômico etc.
Após minha separação, eu e meus filhos não ficamos
piores e nem melhores.
Continuamos nossa rotina de amor, de convivência e
de desafios.
Foi então que percebi que em alguns medos eu colo-
cava a “lupa” de que falei no capítulo anterior, e, assim, eles
mostravam a realidade muito pior do que realmente era.
Outros eu media com minha régua, e, no fim, as pessoas
aceitavam as situações muito melhor do que eu mesma po-
deria imaginar.

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Entendendo que, em nossa educação, nos foi erro-
neamente incutido que a família tem que ser per-
feita, como numa propaganda de margarina.
Hoje a sociedade já está em um processo de cons-
cientização que não somente existe um formato de
família: casal heterossexual, com “normalmente”
um casal de filhos.

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Valéria Ruiz

Para minha alegria muitas configurações de famí-


lia estão sendo reconhecidas pela sociedade.
Porque o que realmente vale é o AMOR; e não a
configuração que uma sociedade hipócrita resol-
ve implementar.
33 Tendo a certeza de que todas as famílias têm difi-
culdades de convivência
Somos seres normais.
E seres normais têm dificuldades de convivência,
independente de como o formato desta família se
configurou.
Portanto não existe perfeição em nenhuma confi-
guração.
Existe sim a disposição de seres que se amam en-
contrar a melhor forma de conviver, inclusive com
os desafios que toda rotina carrega, independente
da “configuração familiar”.
33 Despindo-se dos preconceitos e ideais, aceitando
que existem mil maneiras de se constituírem as
coisas, inclusive uma família.
Você ainda tem alguma dúvida sobre essa afirma-
ção?
33 Saindo do conto de fadas e vivendo a realidade,
com todas as suas alegrias e dores.
Contos de fadas, que foram criados com conceito
de “perfeição” que nos foi imposto durante muitos
séculos.

www.valeriaruiz.com.br 37
Relacionamento: do que você tem medo?

Mas que agora não se sustenta mais.


As pessoas estão percebendo que viver de faz de
conta ou de fantasia, não é o que faz seres saudá-
veis.
Haja vista um exemplo que gosto muito de citar, de
como foi o último casamento da realeza britânica.
Uma cultura megaconservadora e que teve que se
adaptar aos novos e lindos tempos.
Um príncipe na fila de sucessão da coroa, que se
casa com uma plebeia, mestiça, divorciada e de-
claradamente feminista.
Isso era inadmissível em gerações anteriores.
Que maravilha!
Até a realeza onde se inspirou os contos de fada,
escolhendo viver de uma forma mais autêntica e
real!
33 Deixando isso claro para os filhos.
Importante verbalizar para os filhos a importância
de não viver de faz de conta.
Do quanto podemos criar mais momentos de pleni-
tude e alegria quando encaramos a vida de frente.
Quando podemos admitir nossa fragilidade e vul-
nerabilidade, de não estabelecermos o que é cer-
to ou errado, e sim encontrarmos o que faz bem às
nossas almas.
Tentar trazer satisfação às nossas profundezas in-
ternas.

38 www.bemseparadas.com.br
Valéria Ruiz

E que a vida de fantasias pode parecer mais fácil,


mas que no fim conseguimos entender que ela se
torna superficial e vazia.
33 Entendo que, por mais dificuldades que possamos
viver, uma vida autêntica é sempre melhor do que
uma vida hipócrita de “faz de conta”.
Dissemine estes novos conceitos, coloque-os em
prática!
Isso te trará uma leveza na alma que fará com que
o medo de não ser mais uma família desapareça.

FIM

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CAPÍTULO 4

MEDO DE NÃO SER


ACEITA PELA SOCIEDADE

A propósito deste medo, quero compartilhar com vocês


uma experiência que vivi quando tive que resolver em
que escola colocaria minha primeira filha.

Como toda mãe, fui visitar as escolas mais conceitua-


das da cidade.
Constatei que cada uma tinha um aspecto positivo
que me chamava atenção, mas que todas tinham algo em
comum: a preocupação central com o método eficaz de
ensino.
Foi então que encontrei uma escola que prezava acima
de tudo a formação dos valores e do caráter dos alunos.
Isso, sim, faria diferença na vida adulta.
Essa filosofia veio muito ao encontro das minhas con-
vicções a respeito do assunto.
Há mais de 20 anos, pensar nestes conceitos era ain-
da mais incomum do que hoje em dia.
Quando comentei com minhas amigas sobre minha
escolha, ouvi algo como: “Realmente já ouvi falar muito
bem desta escola, mas você é doida de colocar sua filha lá;

www.valeriaruiz.com.br 41
Relacionamento: do que você tem medo?

esta escola não está de acordo com o mundo, sua filha irá
sofrer muito quando sair de lá”.
A despeito da desaprovação de muitos a meu redor,
refleti e resolvi colocá-la na tal escola, que não era com-
patível com o mundo de hoje e nem da época, mas com
certeza com o mundo que eu queria para minha filha.
Hoje, sou extremamente grata pelo Colégio Logosófico
González Pecotche.
Acredito que não precisamos ser radicalmente contra
o sistema, mas que devemos nos importar mais com o que
faz sentido para nós antes de ir pela maioria.
Quero trazer agora um aspecto que sinto na pele, e é
algo que a maioria das mulheres compartilha comigo.
Vejo situações que as pessoas fazem um julgamento
que mulher separada é uma “ameaça” para a sociedade.
Soube de vários casos de mulheres que após se sepa-
rarem, os maridos das amigas proibiram que saíssem em
companhia daquela agora separada, já que ela poderia in-
fluenciar suas esposas.
Outras situações onde a mulher não é mais convida-
da para ambientes que os casais amigos frequentam, pois
agora ela está “disponível” e pode ser uma ameaça para os
casamentos “tão bem estruturados”.
Será que se estas amigas estivessem tão bem, iriam
querer se separar só porque a amiga separou?
Será que se estes casais estivessem com o casamento
equilibrado, o simples fato de uma mulher separada estar no
ambiente causaria uma desestabilidade nos seus casamentos?

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Valéria Ruiz

As pessoas de forma geral sempre estão livres para


pensar e até conhecer outras pessoas.
Portanto independente de uma mulher casada estar
em companhia de uma mulher separada ou estar em um
ambiente de casais, se houver algum “risco” de traição,
com certeza não será pela condição de separada que algo
pode acontecer.
Inclusive em uma simples ida à padaria, pode aconte-
cer de se conhecer alguém ao qual podemos nos envolver
ou até nos apaixonar.
Atendo várias mulheres que estão superinfelizes em
seus casamentos, mas preferem permanecer para dar a
tão cobrada satisfação para a sociedade e não ser julgadas
por esta mesma sociedade.
Que no fim, no fundo pouco está se importando com o
bem-estar do outro.
Enfim...
Cada um faz as suas escolhas.
Eu escolho ser de verdade e não de faz de contas.
Aí te pergunto: você quer ser aceita por qual tipo de
sociedade?
Na sociedade que vive em função do outro, do que o
outro vai achar, do que o outro vai querer, do que outro vai
aceitar...
Em uma sociedade que determinou um “padrão” a ser
seguido que é imposto, sem se importar se as pessoas se
sentem felizes, se estão saudáveis...

www.valeriaruiz.com.br 43
Relacionamento: do que você tem medo?

Ou você quer ser aceita por uma sociedade que não


se importa com o padrão preestabelecido, com uma visão
mais ampla, que se importa verdadeiramente com a felici-
dade das pessoas?
Eu sempre escolho as opções, mesmo que não atenda
a maioria, mas que estejam focadas nos verdadeiros valo-
res que considero fundamentais para o ser humano.
O amor, a fraternidade, a bondade e principalmente a
empatia.
empatia
em·pa·ti·a
substantivo feminino
1. PSICOL Habilidade de imaginar-se no lugar de ou-
tra pessoa.
2. PSICOL Compreensão dos sentimentos, desejos,
ideias e ações de outrem.
3. Qualquer ato de envolvimento emocional em rela-
ção a uma pessoa, a um grupo e a uma cultura.
4. Capacidade de interpretar padrões não verbais de
comunicação.

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Tendo a certeza de que não importa o que a maio-
ria das pessoas pensam.
O que importa mesmo é o que te traz o maior nú-
mero de momentos felizes e uma vida mais plena,
repleta de significados.
44 www.bemseparadas.com.br
Valéria Ruiz

33 Tendo a consciência de que muitas vezes as pes-


soas que nos julgam gostariam de ter a mesma co-
ragem de se libertarem de determinadas amarras,
mas ainda não são capazes.
Ao nos libertarmos, estamos também as ajudando
a fazer o mesmo.
Quando vivemos uma vida mais real, querendo ou
não acabamos transparecendo isso. Pois nos tor-
namos pessoas mais leves, mais seguras.
E isso faz com que outras pessoas desejem estar
neste estado.
Assim acabamos servindo de inspiração para que
outras pessoas tenham coragem de romper a cou-
raça e ir em busca delas mesmas, do que realmen-
te lhes faz ter uma vida repleta de sentido.
33 Entendendo que existem muitas formas de com-
preender a vida e que um único modelo já não
cabe mais nos dias de hoje.
Assim, não precisamos ser aceitas por uma “socieda-
de” convencional, que costuma, não mais das vezes, ser
hipócrita.
Que saibamos contribuir para construção de uma so-
ciedade mais livre de preconceitos, mais empática e feliz.
Após estas reflexões quero deixar uma pergunta.
Ainda tem medo de não ser aceita pela “sociedade”?

FIM

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CAPÍTULO 5

MEDO DE NÃO SER CAPAZ DE


MANTER O PADRÃO DE VIDA

Este medo é forte para você?


Tenho que admitir que para mim ele pesou muito.
Não me considero uma pessoa extremamente mate-
rialista, mas pensar em mudar de padrão econômico foi
muito difícil para mim.
Nunca fui uma pessoa de luxos, mas sempre tive con-
forto.
Poder ir ao supermercado e comprar o que meus fi-
lhos tivessem vontade de comer sempre encarei com sa-
tisfação e gratidão.
Muitas vezes, mudar o padrão de vida é inevitável.
Faço-lhe agora uma pergunta que fiz a mim mesma: o
que é mais difícil, mudar de padrão de vida ou se manter
em uma relação em que você não tem expectativas de ser
feliz?

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Lembrando que, como na natureza, nada na vida
é estático.

www.valeriaruiz.com.br 47
Relacionamento: do que você tem medo?

Temos a péssima mania de achar que tudo deve


ser eterno!
A profissão, o negócio, os relacionamentos, a manei-
ra de pensar e agir em relação a vários aspectos.
Veja que lindo exemplo a natureza nos dá, está em
constante mudança e sempre se adapta às mudan-
ças necessárias e continua no fluxo.
33 Estruturando-se financeiramente, se possível, an-
tes de iniciar um novo ciclo. Se não, tudo bem.
Se tiver chance de criar sua independência finan-
ceira antes de se separar, é maravilhoso.
Mas se isso não for possível, não tenha dúvidas que
você é capaz de criar meios de pagar suas contas
básicas e muito mais; pode também pagar as con-
tas dos seus sonhos.
Posso te garantir que existem meios pra que sua
independência financeira vire realidade.
No momento certo posso te ensinar, pois ter inde-
pendência financeira te faz acessar todo seu poder.
O projeto do Bem Preparadas, pode te ajudar. Um
programa que ensina mulheres a abrir seu negócio
partindo do absoluto Zero mesmo que ainda não
saiba o que fazer e nem por onde começar.
Caso tenha interesse em saber mais sobre o projeto
acesse www.bempreparadas.com.br.
33 Compreendendo que em um momento podemos
ter muito; em outro, nem tanto, e assim por diante.

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Valéria Ruiz

Aprendemos muito na vida quando temos que di-


minuir nosso padrão econômico, muitas vezes, até
mesmo de que precisamos de pouco para viver e
sermos felizes.
Não são as coisas materiais que trazem as melho-
res e mais duradouras sensações; são as que vêm
de dentro.
Sem querer tirar o valor que o dinheiro tem pra
que possa fazer escolhas.
Mas as vezes nestes momentos é que percebemos
o que é ou não supérfluo em nossas vidas.
E nada em excesso na vida faz bem e é saudável!

A MUDANÇA PODE SER UMA OPORTUNIDADE!

Quem sabe não exista um sonho que estava aí bem


guardadinho no fundo do seu baú, sem ter tido a chance
de ser colocado para fora.
Este pode ser um excelente momento para abrir o ne-
gócio dos sonhos, prestar aquele concurso ou até mesmo
pedir uma promoção para o seu chefe.
Este é um novo momento, um novo ciclo que se abre
em sua vida, cheio de oportunidades.
“Dizem que na vida quem perde o telhado ganha as
estrelas. É assim mesmo.
Às vezes, você perde o que não queria, mas conquista
o que nunca imaginou.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Antes, talvez, diante de uma difícil situação como esta,


você estivesse com a autoestima baixa e acreditasse não
ser capaz ou merecedora.
Agora, porém, esta pode ser a sua grande chance de
até mesmo mudar de vida para MELHOR!

FIM

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CAPÍTULO 6

MEDO DE NUNCA MAIS


CONSEGUIR SE RELACIONAR

Já parou para pensar se sente necessidade


de ter outra pessoa?
Se a resposta for sim, por que tem essa necessidade?
Vou insistir em algo que tenho falado muito: em tudo o que
for fazer na vida, faça-se esta pergunta: “Necessito disso ou
escolho isso”?
Se a resposta for “necessito”, acenda uma luz amarela
de alerta.
Quando necessitamos, podemos passar por cima de
coisas que são fundamentais para nossa saúde psicológi-
ca, muitas vezes, até sem percebermos.
Quando escolhemos, apesar de tudo não ser exata-
mente como gostaríamos, temos consciência de que, na-
quele momento, foi a melhor opção.
Assim, não adoecemos, porque não travamos uma
luta contra nossas vontades e princípios.
Temos consciência do que é importante para nós e
podemos mudar quando acharmos conveniente.
“Precisamos aprender a ser feliz sozinho(a), pois um
companheiro(a) tem que ser uma questão de escolha e
não de necessidade.”
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Relacionamento: do que você tem medo?

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


Fundamental e indispensável: autoconhecimento.
Minha querida amiga, você não tem ideia das mudan-
ças que ocorrem quando nos conhecemos de verdade.
Não acredito que fiquemos mais fortes ou sem medos,
mas somos capazes de lidar com estes medos com muito
mais tranquilidade.
Não se conhecer é como estar em cima de um animal,
sem rédeas; por mais manso que ele possa ser, se não tiver
direcionamento, não saberá para onde tem que ir. Quando
nos conhecemos, temos as rédeas da própria vida.
Então escolhemos para onde queremos ir e em qual
velocidade, podendo errar e conduzir em novas direções.
É maravilhoso!
Para mim, a melhor sensação do mundo!
Sentir-se segura e liberta de amarras.
Isso não elimina nossas inseguranças e nossas imper-
feições, mas com certeza nos dá mais forças para irmos
em busca de ser uma pessoa mais completa de si mesma.
Assim, você não precisará ter medo de não mais se
relacionar, se perceber que é isso mesmo que quer.
Mas se resolver estar em um relacionamento com um
par amoroso, você poderá viver uma relação real, com
prazeres e dificuldades, como qualquer relação, mas uma
relação saudável, com muito mais possibilidades de mo-
mentos serenos e felizes.

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Valéria Ruiz

Não repetir padrões


Quando aprendemos a entender quem nós somos, o
que queremos e o que não queremos mais.
Fica muito mais fácil de não repetir padrões.
Iremos conseguir eliminar a maior parte das toxinas
que existiram no relacionamento anterior.
Construindo relações mais saudáveis e felizes.
Mas agora quero te contar um segredinho.
Quando estamos preenchidas de nós mesmas, não sei
explicar isso cientificamente, mas com certeza deve haver
uma explicação.
Só sei que atraímos muito mais possibilidades de par-
ceiros do que quando estamos carentes e sentindo uma
enorme necessidade do “outro”.
Como se o “outro” fosse capaz de preencher nossos
“vazios” existenciais.
Percebo também que quando o parceiro percebe que
ele não é a única razão da sua vida, tem mais cuidado para
manter a relação.
Pois sabe que não tem domínio sobre você e sua vida,
que não passa de um delicioso complemento.
Como se você amasse um bolo de chocolate recheado,
mas também apreciasse muito a cerejinha que vem por
cima.
O bolo é você, inteiro, consistente...

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Relacionamento: do que você tem medo?

O recheio são as várias coisas gostosas da sua vida,


como atividades que você gosta de praticar, seu trabalho,
seus amigos, filhos, pais, mães...
E a cerejinha é o companheiro.
O bolo está lá, saboroso, bem assadinho...
Quanto mais recheio ele tiver, vai ficar ainda mais gos-
toso.
E a cereja complementa, mas se não tiver, o bolo re-
cheado é o suficiente!
Portanto, se preocupe primeiro em deixar seu “bolo’
inteiro, saboroso e cheio de recheio.
Se der pra colocar a cerejinha, simplesmente sabe
que ficará perfeito!
Isso faz sentido pra você? Se fizer, gostaria que se com-
prometesse comigo e com você mesma, que irá se preocu-
par em manter seu bolo saboroso e bem recheado.
Combinado?

FIM

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CAPÍTULO 7

MEDO DE MEU NOVO


COMPANHEIRO NÃO TRATAR MEUS
FILHOS COMO EU GOSTARIA

Quando se fala do medo de o novo companheiro


não tratar seus filhos como gostaria...
Você sabe o que isso significa para você?

Uma amiga, quando se separou, me disse que não


acreditava que nenhum homem pudesse tratar seus filhos
como o próprio pai.
Discordo. Vejo inúmeros casos em que os padrastos
têm um carinho enorme pelos enteados e se posicionam
como pais amorosos.
Também é necessário sabermos que tipo de papel
queremos que nossos companheiros exerçam nas vidas
de nossos filhos.
Já percebeu que há mulheres que querem que o com-
panheiro assuma uma postura de pai, mas não admite que
ele a exerça em plenitude?
Eu, particularmente, entendo que um pai amoroso
não somente agrada e “passa a mão na cabeça” dos filhos,
mas também contribui com o crescimento deles, orientan-
do-os e impondo-lhes limites.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Você já parou pra pensar se o medo nasce aí?


Penso que esta questão precisa vir à tona e ser mais
pensada e discutida.

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Entendendo qual postura você realmente espera
do seu companheiro para com seus filhos
Será que você quer que seu companheiro somen-
te agrade seu filho ao invés de corrigi-lo?
33 Estabelecendo isso com ele em uma conversa fran-
ca e aberta.
Declare para seu companheiro que tipo de relação
você espera que ele tenha com seus filhos.
E se possível a cada acontecimento revisite esse
momento de conversa para alinhar novas situa-
ções que sem dúvidas irão surgir.
Lembrando que nós, como mães, também temos
dificuldades com nossos próprios filhos
33 Tendo empatia, conseguindo se colocar no lugar
do outro também é um excelente exercício, pois
podemos perceber que em algumas ocasiões tal-
vez não conseguiríamos nem mesmo ter a postura
que ele conseguiu ter.
33 Não aceitando de forma alguma qualquer coisa
que viole os limites que você entende como funda-
mentais para uma boa convivência entre seu par-
ceiro e seus filhos.

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Valéria Ruiz

33 Aí está a importância que tudo esteja claro e bem


estabelecido.
Seu parceiro sabendo quais são as suas “condi-
ções”, tem a possibilidade de estar mais atento e
principalmente de não se fazer de desentendido
diante das situações.
E por fim o mais importante!
Sempre temos opção de sair ou permanecer em
uma relação.
Se você chega à conclusão que seu companheiro
não está tratando seu filho bem.
Pode escolher sair deste relacionamento, pois te-
mos que estabelecer nossas prioridades.
E dentro do meu padrão, por exemplo, é claro que
o meu companheiro tratar meus filhos bem sempre
será uma condição pra me manter nesta relação.
Meus filhos, nesta situação, sempre serão prioridade.

FIM

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CAPÍTULO 8

MEDO DE OS FILHOS REJEITAREM


MEU NOVO COMPANHEIRO

Este assunto parece continuação do anterior, mas na


verdade há uma distância imensa entre eles.

Imagino que, como eu, seus filhos sejam prioridade na


sua vida.
Partindo desse princípio, este pode ser um bom mo-
mento para rever alguns conceitos.
Para os filhos serem prioridade em nossas vidas, pre-
cisamos nos anular como seres humanos?
Será que é isso mesmo que nossos filhos esperam de
nós? Sinceramente, não acredito que um ser humano pos-
sa dar o que não tem.
Como você pode ter plenitude nos relacionamentos se
não consegue ser plena nem com você mesma?
Por mais que amamos nossos filhos, não podemos dei-
xar que tomem pra eles as rédeas das nossas vidas.

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Relacionamento: do que você tem medo?

COMO SUPERAR ESTE MEDO


33 Estabelecendo seus limites e declarando-os.
Mostre para seus filhos que você é uma pessoa
adulta, madura e equilibrada.
Que você também tem consciência que eles a
amam e o quanto querem lhe proteger.
Mas que você sabe se cuidar, vai ficar atenta a to-
das as “ameaças”.
E o mais importante, que é um ser humano com di-
reito de experimentar, inclusive de errar!
33 Não radicalizando, recusando-se a dar atenção às
percepções dos seus filhos.
Vejo alguns pais ignorando totalmente as percep-
ções dos filhos e até criando um atrito e muitas ve-
zes um distanciamento, porque acham que os fi-
lhos não podem ter sua opinião ou ao menos não
devem expor.
Esta é uma linha muito tênue.
Não dar aos filhos o direito de conduzir as rédeas
de sua vida é uma coisa, mas ignorar totalmente
suas percepções, é outra coisa bem diferente.
Às vezes os filhos até com pouca maturidade po-
dem perceber algo que naquele momento não fo-
mos capazes de perceber.
33 Analisando se o filho está exercendo o seu papel
natural, em que ele entende a rejeição ao novo par-
ceiro da mãe como defesa e preservação.

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Valéria Ruiz

E, se for simplesmente isso, cuidado ao ceder, se-


não dificilmente conseguirá restabelecer o respei-
to à própria individualidade.
Algumas questões ficarão fora de lugar, pois a hie-
rarquia natural da vida é que nós, pais, conduzi-
mos a maior parte do tempo esta relação.
33 Analisando bem a situação e agindo com cautela e
muito amor, sem esquecer que o amor tem que ser
exigente, porque não é por amar os filhos incondi-
cionalmente que eles podem fazer o que querem
conosco.

FIM

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CAPÍTULO 9

MEDO DA SOLIDÃO

Acredito que eu vá falar agora sobre uma das coisas


que mais atingem a nós seres humanos – a solidão.
Como temos medo da solidão...

É algo que percebo acometer a muita gente, indepen-


dente de idade, condição socioeconômica, raça, credo etc.
Após refletir muito sobre isso, entendi que este medo,
que assombra a maioria de nós, é algo natural.
Somos seres gregários, por isso temos a necessidade
do outro.
Mas questiono a forma como lidamos com isso.
Por essa necessidade do outro, que tipo de escolhas
fazemos?
Escolhemos nos anular, “amar” o outro mais do que a
nós mesmos?
Escolhemos até mesmo estar completamente sós ao
lado de alguém?
Você percebe o quanto isso é absurdo e contraditório?

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Relacionamento: do que você tem medo?

solidão
so·li·dão
substantivo feminino
1. estado de quem se acha ou se sente desacompa-
nhado ou só; isolamento.
“vive na mais negra s.”
2. sensação ou situação de quem vive afastado do
mundo ou isolado em meio a um grupo social.
“quanto mais gente, maior a sua s.”

Depois de ver a definição de solidão no dicionário,


será que somente pelo fato de não estar com um par amo-
roso precisamos ou realmente, estamos sós?
Neste momento te convido a rever seus conceitos de
solidão.
Mesmo que precisemos refazer as rotas, fechar ciclos
e abrir outros, compreendemos que a solidão não é preen-
chida pela companhia de alguém.
É como se estivéssemos com fome e pedíssemos para
outra pessoa se alimentar para eliminar nossa fome.
Óbvio que isso não será possível.
E achar que alguém possa preencher nossos “vazios”
existenciais é a mesma coisa.
Ninguém é capaz de exercer algo que compete so-
mente a nós mesmos.

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Valéria Ruiz

Passeando por esta analogia, até podemos encontrar


alguém que vá ao supermercado comprar os ingredientes,
e que até possa nos ajudar a preparar uma refeição sabo-
rosa.
Mas se alimentar por nós! Impossível!
A sensação de solidão pode ser amenizada quando
você entende que somente você pode se alimentar para
suprir a necessidade de alimento que seu corpo tem ou a
solidão também pode ser eliminada quando você desco-
bre o que verdadeiramente te faz companhia.
E, de repente, você pode perceber que são os amigos,
seus familiares, sua profissão, seu engajamento em causas
sociais ou sua vida intelectual.
Seu companheiro pode estar entre essas coisas, ou
junto de algumas delas, mas não necessariamente a com-
panhia de um namorado, marido, amante ou o que for.
Não é a companhia deste par amoroso que eliminará
sua solidão!
Eu te pergunto: você já se sentiu sozinha ao lado de
uma pessoa?
Se não, posso te garantir que é horrível!
Quantas vezes me perguntei: por que permaneço ao
lado de uma pessoa que não consigo mais conversar, re-
partir minhas alegrias e minhas angústias?
Tive tanto medo de me sentir só.
Mas fui percebendo que eu já estava completamente
sozinha e o pior ao lado de alguém que eu tanto amei.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Será que não era melhor eu me experimentar enca-


rando de frente meu medo da dor em me sentir sozinha
também fisicamente?
Assim ainda eu tinha uma esperança. De encontrar algo
que pudesse preencher aquele vazio e não me sentir mais só.
E foi isso que fiz.
Enfrentei mais esse medo e aos poucos fui compreen-
dendo que era possível ter somente lampejos de solidão
ao passar pela escola da vida.
Entenda que se quisermos nunca estaremos comple-
tamente sós, mas tenha certeza que também nunca tere-
mos ausência total de momentos de solidão na vida.

COMO SUPERAR ESTE MEDO?


33 Em primeiro lugar, admitindo que esse medo existe.
Querer neste momento esconder de você mesma
que isso é uma dor, não vai ajudá-la em absoluta-
mente nada.
Se você encarar, talvez este “bicho” pode não ser
tão feio e medonho como você imaginava.
Afinal, para todos os medos que temos, o que mais
tentamos evitar é de encará-los.
No entanto assim só fazemos que a dor da incerte-
za se prolongue.
Ficamos com a certeza da dor da incerteza, mas
evitamos trocá-la pela dor da realidade. A qual co-
mumente é menor.

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Valéria Ruiz

33 Depois, enfrentando-o com coragem e determinação


Experimente!
Talvez você ainda não tenha noção do tamanho da
sua coragem e determinação.
33 Descobrindo o que verdadeiramente te realiza.
Como é importante descobrir o que verdadeira-
mente nos realiza.
Assim podemos criar situações para nos sentir-
mos plenas na maior parte do tempo.
33 Inserindo e valorizando as “companhias” que dão
sentido à sua vida.
Muitas vezes perdemos belas oportunidades na
vida pelo simples fato de não valorizar ou perce-
ber algo que pode estar muito próximo de nós.
Fique atenta e valorize os pequenos gestos e até
mesmo suas pequenas conquistas.
Sempre que possível troque a solidão por solitude.
solitude
so·li·tu·de
substantivo feminino
Solitude é o estado de privacidade de uma pessoa, não significando,
propriamente, estado de solidão. Pode representar o isolamento e a re-
clusão, voluntários ou impostos, porém não diretamente associados a
sofrimento. Uma distinção foi feita entre solitude e solidão. Nesse sentido,
essas duas palavras se referem, respectivamente, à alegria e à dor de
estar sozinho
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Solitude – O prazer de estar sozinho.

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CONCLUSÃO

Antes de finalizar, quero lhe dizer mais algumas


coisas. Não incentivo ninguém a se separar, pelo
contrário, acho que devemos fazer todo o possível
para vivermos juntos e bem, ainda que não acredite
em relação perfeita.
No entanto, quando não estamos felizes, temos o direito
e o dever de ir em busca da nossa felicidade, lembrando-nos
de que fechar ciclos não é fracasso. Hoje, sei a importância do
medo para minha sobrevivência, porém fico sempre atenta
para que ele não me paralise e me impeça de ser feliz.
Desejo que você saiba avaliar se o seu medo também
é desse tipo – o que paralisa.
Se for, analise e refaça suas escolhas.
Você também tem o direito de escolher sempre ter
medos que paralisam suas possibilidades de ser feliz.
O medo pode não ser uma questão de escolha, mas o
que faz com ele, definitivamente, é uma escolha que cabe
somente a você!
O trecho da música que vou compartilhar a seguir
foi libertador no meu momento de escolher o que eu faria
com os meus medos.

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Relacionamento: do que você tem medo?

Espero que ele possa ajudá-la também:


Ei, dor!
Eu não te escuto mais.
Você não me leva a nada.
Ei, medo!
Eu não te escuto mais.
Você não me leva a nada.
E se quiser saber pra onde eu vou.
Pra onde tenha sol.
É pra lá que eu vou.
(Trecho da música “O sol”, da banda Jota Quest)

Espero que este livro possa lhe auxiliar a ressignificar


seus medos e a fazer escolhas que lhe tragam inúmeros
momentos felizes!
Que possamos nos encontrar onde tenha sol, porque
“é pra lá que eu vou”!
Fique bem e conte comigo para se sentir cada vez melhor.

Um abraço fraterno, Valéria Ruiz.

Bem Separadas.

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