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O rock como muitos conhecem, um ritmo barulhento, um movimento libertador,

revolucionário, que nasceu de uma mistura dos ritmos jazz e blues, e nos foi
apresentado por genios como Elvis, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, AC/DC, e aqui
no Brasil foi representado por Raul Seixas, Mutantes, Rita Lee, Raimundos, e outros;
atualmente vive uma de suas piores fases, em termos de criação e originalidade, já que o
que figura na cena hoje são as tais "Bandas Coloridas".

Afinal o que são essas bandas coloridas e como chegaram ao topo das paradas nas
rádios e alavancar milhões de adolescentes para sua "família"?

Para começar, vou contar minhas próprias experiências. Comecei a gostar de rock,
influenciado pelo meu tio que me emprestou 2 discos, um do Jimmi Hendrix e um do
Pink Floyd, e que eu ouvi por longos 3 meses, até descobrir o Iron Maiden e o Guns n'
Roses e ouvir essas duas bandas que até então eram rock e eram boas de verdade. Eu
tinha meus exatos 14 anos e estava lendo tudo que podia sobre o mundo do rock,
notícias sobre as bandas e pesquisei outras bandas. Logo conheci o Metálica, Foo
Fighters, Ac/DC. Led Zeppelin, mas com certeza criei minha identidade quando escutei
o Nirvana.

Falar do Nirvana é falar de uma paixão minha, continua sendo a melhor banda do
universo para mim. Fui arrebatado e até enganado um pouco, achando que ali estava o
punk rock que eu havia perdido e somente encontrado nos livros. Ali estava aquela
anarquia que era bombardeada ao som de "Territorial Pissings" "Smells like Teen
Spirit". Essas eram minhas favoritas e passei a pesquisar tudo sobre o Nirvana. Mas isso
não falarei novamente aqui no Blog porque é paixão demais.

Descobri que o Rock era mais que música, era um movimento contra o "sistema". Um
sistema que determinava que você iria ver determinada coisa, vestir e se comportar
como uma pessoa exemplar. Mas o rock também tinha sua lei, era dividido em Grunges,
Punks, Metaleiros, Posers. Todos tinham uma forma de se vestir, de agir, até mesmo
alguns tinham regras para drogas que iriam usar. Mas mesmo assim, mesmo dentro
desses parâmetros conseguiamos produzir uma estética louca, chocante e desafiadora.

Quem nunca ouviu o bordão "todo roqueiro é maluco"? Quem nunca ouviu "Maluco
Beleza" ? Raulzito eternizou o rock brasileiro nessa música e foi o maior roqueiro entre
todos do Brasil.
Como disse anteriormente, cheguei a ser enganado sobre o punk rock ainda existir. Não
sabendo ou negando isso, eu gostava de uma banda que até 1994 existiu para uma
galera entitulada Grunge. O punk havia morrido há muitos anos. O punk foi uma
ramificação que desafiou com o Sex Pistols, Black Flag, The Clash, Ramones, e no
Brasil, Ratos de Porão, Plebe Rude, Titãs(sim eram punk na minha opinião, pergunte
para quem ouvia "Polícia") a estética bonitinha que vigorava, com solos, harmonias.

Na verdade, o que aconteceu comigo naquela época e que acontece hoje é a mesma
coisa, e eu só fui perceber quando por algum tempo ao assistir algumas propagandas da
MTV, o Nirvana havia sido colocado como uma antiga banda Pop; o que só me fez
recusar esse título, já que haviam me vendido como uma banda Punk.

Quem aqui não lembra dos primórdios de Blink-182, em que eram considerados banda
punk? E o Greenday?

No final de 2005 e início de 2006 uma nova ramificação surgiu - com o aparecimento
de algumas bandas como Simple Plan e com a "adesão" de algumas nem tão novas,
como o próprio Blink, Greenday - ... - a essa nova ramificação foi dado o nome de
Emocore.

Para os "adeptos" do Emocore foram chamados de Emos e o estilo era assim: Franjinha
ou moicano, maquiagem estilo Gótico, roupas pretas, variando com lenços, botas, tênis
xadrez, blusas de bolinha, pulseiras com espinhos. Era uma mistura de estilos. Assim
como no vestuário e nas atitudes, as bandas eram bem parecidas com os fãs: as músicas
continham misturas de Punk, Metal, Hardcore e Pop.

No Brasil as bandas como CPM 2 2, NXZero, deixaram de ser underground para virar
moda e foram, repetidamente, tocadas nas rádios e