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HEMOGRAMA

1. ERITROGRAMA

a) Contagem de hemácias:

- Diluição com líquido de Gower


- Pipeta de Thoma de glóbulos vermelhos ou pipeta automática na proporção de 1:200.

Exemplo: 1:200 = 10 µL de sangue : 1990 µL de solução diluidora (ou 2000 µL).

- Contagem em Câmara de Neubauer modificada espelhada:

• Contar 1/5 mm² da grade de quadrados central (R)


• Considerar diluição (1:200), altura da câmara (entre câmara e lamínula - 0,1 mm)
e área contada (1/5 mm²); para o fator de multiplicação (200 x 10 x 5)
• Cálculo final: nde hemácias/mm³ = n◦ de hemácias contadas x 10 000 (ou 10 050
caso utilize 2000 µL da solução diluidora.)

b) Dosagem de hemoglobina:

- Utilizar sangue com anticoagulante (EDTA) – 20 µl


- Pipeta de Sahli ou pipeta automática
- Reativo de Drabkin (método da cianometahemoglobina) – 5 ml
- Leitura em espectrofotômetro ou fotocolorímetro λ = 540 nm
- Resultado: absorbância da amostra x fator de calibração = Hb g/dL

c) Determinação do volume globular (hematócrito):


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- Preencher um tubo capilar (sem heparina) com o sangue com EDTA (pelo menos ¾ do
tubo)
- Vedar uma das extremidades (com massa acrílica ou fogo)
- Centrifugar em microcentrífuga para micro-hematócrito durante 5 minutos (15 minutos
para caprinos)
- Usar a tabela que acompanha a microcentrífuga para obtenção do hematócrito
- Não considerar a capa leucocitária

d) Determinação dos índices hematimétricos:

- VCM (volume corpuscular médio) (µ3) = Ht x 10


He

- HCM (hemoglobina corpuscular média) (γγ ou ρ) = Hb x 10


He

- CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média) (%) = Hb x 100


Ht
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2. LEUCOGRAMA

a) Contagem do número total de leucócitos:

- Diluição com líquido de Thoma ou líquido de Türk


- Pipeta de Thoma de glóbulos brancos ou pipeta automática na proporção de 1:20
- Contagem em câmara de Neubauer modificada espelhada:

• Contar a grade de quadrados dos cantos (cada um com 1mm²) (W)


• Considerar diluição (1:20), altura da câmara (0,1 mm) e
área contada (4 mm2); para o fator de multiplicação (20 x 10 x ¼)

Exemplo: 1:20 = 20 µL da sangue: 380 µL de solução diluidora (ou 400 µL)

A partir desta solução, homogeinizar e colocar 10 µL na câmara de Neubauer.

• Cálculo final/ nº. de leucócitos/ mm³ = nº de leucócitos contados x 50 (ou 52,5


caso utilize 400 µL da solução diluidora).

b) Contagem Diferencial:

- Realizar esfregaço com sangue, de preferência sem anticoagulante


- Secar a lâmina ao ar e corar (Panótico, Rosenfeld, Diff Quick)
- Observar em objetiva de imersão (1000 x)
- Contar 100 células identificando os diferentes tipos de leucócitos:
- Neutrófilos: mielócitos
metamielócitos
bastonetes
segmentados
- Eosinófilos
- Basófilos
- Linfócitos típicos e atípicos
- Monócitos
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- Obtém-se dessa forma a contagem relativa (obtida em %)
- Para obter a contagem absoluta: nº. total de leucócitos x contagem relativa do leucócito
100
- Considerar também os eritroblastos (hemácias nucleadas) durante a contagem diferencial,
mas a parte; descontar do número total de leucócitos pela seguinte fórmula:

Número de leucócitos corrigidos = nº de leucócitos inicial x 100


100 + nº eritroblastos

- Os eritroblastos não são lisados pelos diluentes usuais de leucócitos e por isso são
contados, tanto por métodos manuais como pelos métodos automáticos
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3. PLAQUETAS

a) Contagem do número de plaquetas:

- Diluição com líquido de Rees-Ecker ou Oxalato de amônio tamponado


- Pipeta de Thoma de glóbulos vermelhos ou pipeta automática na proporção de 1:100
- Contagem em Câmara de Neubauer modificada não espelhada:

Exemplo: 1:100 = 10 µL de sangue: 990 µL ou 1000 µL de solução diluidora.

- Homogeinizar a diluição, após preencher a câmara (10 µL), deixar por 8-10 minutos
em uma câmara úmida.
- contar toda a grade de quadrados central (1mm²)
- considerar diluição (1:100), altura da câmara (0,1 mm) e área contada (1mm²); para o
fator de multiplicação
- cálculo final: número de plaquetas/mm³ = nº plaquetas contadas x 1000

b) Considerar morfologia das plaquetas:

- Realizar esfregaço com sangue, secar ao ar e corar


- Observar em objetiva de imersão (x100)
- Considerar a forma, o tamanho e as possíveis inclusões nas plaquetas; aproveitar para
observar o número de plaquetas/campo
- A estimativa de plaquetas pode ser realizada pelo número médio em campo de 100X, ou
seja, conforme tabela abaixo:

Espécie Acentuadamente Reduzido Dentro do intervalo Aumentado


reduzido de referência
Cão <3 4–9 10- 25 >26
Gato <3 4 - 14 15- 40 >41
Fonte: Sink & Feldman et al , 2006
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Obs: Para que essa referência esteja correta, é necessária uma boa distribuição de
plaquetas por campo no esfregaço.

Durante o exame dos esfregaços, observa-se ainda:

- Nas hemácias: · Hemoparasitas


· Anisocitose, policromasia e poiquilocitose
· Ponteado basófilo
· Corpúsculos de Howell-Jolly
· Corpúsculos de Heinz
· Formação em Rouleaux
· Inclusões virais

- Nos leucócitos: · Segmentações bizarras


· Inclusões virais
· Corpúsculos de Döhle
· Degenerações citoplasmáticas (granulações tóxicas, vacúolos)
· Hemoparasitas

- Nas plaquetas: · Anisocitose


· Alterações quantitativas
· Riquétsias
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ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS DOS ERITRÓCITOS

ANISOCITOSE: variação no tamanho das hemácias.

POIQUILÓCITO: alteração na forma das hemácias.

LEPTÓCITO: hemácias finas com a área de superfície aumentada, mas volume celular normal,
e que pode apresentar pregas na membrana.

CODÓCITO ou HEMÁCIA EM ALVO: caracterizada por uma área central mais escura
circundada por uma área clara.

ESFERÓCITO: hemácias esféricas pequenas que se coram densamente e com reduzida


proporção área de superfície: volume.

QUERATÓCITO: hemácia espiculada com uma ou duas projeções.

ESQUIZÓCITO ou ESQUISTÓCITO: fragmento de hemácia irregular resultado de trauma


mecânico à hemácia circulante.

ESTOMATÓCITO: hemácia que tem uma abertura central mais clara parecida com uma fenda
ou com uma boca.

ACANTÓCITO: hemácia irregular, espiculada, com projeções na superfície, de diferentes


tamanhos.

ACUMINÓCITO ou FUSÓCITO: hemácia fusiforme, alongada.

DACRIÓCITO: hemácia em forma de lágrima.

DISCÓCITO: hemácia discóide bicôncava normal.

DREPANÓCITO: hemácia em forma de foice.

ECENTRÓCITO ou PICNÓCITO: hemácia com hemoglobina condensada em uma área da


célula.

EQUINÓCITO ou HEMÁCIA CRENADA: hemácia com numerosas projeções, igualmente


espaçadas e de dimensões uniformes.

ELIPTÓCITO ou OVALÓCITO: hemácia elipsóide ou ovalada.

CNIZÓCITO: hemácia tricôncava que ao esfregaço sanguíneo parece ter uma faixa central de
hemoglobina e espaços mais claros em cada lado da faixa.

MACRÓCITO ou MEGALÓCITO: hemácia grande com VCM maior do que o normal.

MICRÓCITO: hemácia pequena com VCM menor do que o normal.

GIGANTÓCITO: hemácia grande, com mais do que 1,5 a 2 vezes o diâmetro normal.

TORÓCITO: hemácia com forma de argola, com uma área central clara bem definida e uma
espessa área periférica de hemoglobina.
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INCLUSÕES DOS ERITRÓCITOS


CORPÚSCULO DE HOWELL-JOLLY: pequeno resquício nuclear de eritroblasto.

CORPÚSCULOS DE HEINZ: estruturas formadas pela agregação de finos grânulos de


hemoglobina precipitada, denaturada. Raramente são visíveis com corantes do tipo
Romanowsky. São melhores corados com Novo Azul de Metileno a 0,5% ou Metil-Violeta em
solução salina fisiológica. Aparecem como estruturas azuladas ou corpúsculos refratários contra
um fundo claro na periferia da hemácia ou como uma leve protrusão na margem da célula.
Normalmente são observados em hemácias de felídeos. Podem estar associados a uma lesão
oxidativa dos eritrócitos e resultar em anemia hemolítica.

PONTEADOS BASÓFILOS: podem aparecer em resposta à intensa anemia, em hemácias mais


jovens. São mais evidentes em lâminas de esfregaços feitos com sangue com EDTA e em
lâminas coradas com Wright-Leishman. Também podem aparecer em casos de intoxicação por
chumbo. É um achado normal em ruminantes.

ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS DOS LEUCÓCITOS

BASOFILIA CITOPLASMÁTICA: resultante da retenção de ácido ribonucléico


citoplasmático.

VACUOLIZAÇÃO CITOPLASMÁTICA: restrição da citólise pelas enzimas digestivas


liberadas intracelularmente dos grânulos dos lisossomos.

CORPÚSCULOS DE DÖHLE: resquícios de retículo endoplasmático rugoso.

GRANULAÇÕES AZUROFÍLICAS: formadas pela retenção de ácidos mucopolissacarídeos


nos grânulos primários geralmente perdidos após o estágio de pró-mielócito.

CÉLULAS GIGANTES BIZARRAS: resultante da reduzida mitose ou maturação precoce.

HIPERSEGMENTAÇÃO NUCLEAR (com 5 ou mais segmentações): geralmente indica a


aumentada permanência intravascular das células, como um efeito dos corticosteróides.

LINFÓCITOS REATIVOS: linfócitos de tamanho pequeno a médio com citoplasma de


coloração azul intensa

LINFÓCITOS ATÍPICOS: linfócitos grandes com grande proporção de citoplasma em relação


ao núcleo; podem apresentar o núcleo irregular ou lobado

MONÓCITOS TÓXICOS ou REATIVOS: parecidos com os macrófagos, com o núcleo pouco


lobulado, bem vacuolizado, citoplasma com coloração clara, com ou sem granulações
azurofílicas
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INCLUSÕES DOS LEUCÓCITOS

VÍRUS: Corpúsculo de Lentz (cinomose) – podem também aparecer em hemácias

RIQUÉTSIAS: mórula de Ehrlichia sp.

BACTÉRIAS

OUTROS:

- Chlamydia sp

- Hepatozoon canis
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RETICULÓCITOS

1. Colorações Supravitais

- Solução de azul de cresil brilhante a 1% em solução salina fisiológica


- Solução de novo azul de metileno a 0,5% + solução de oxalato de potássio a 1,6%
- novo azul de metileno 0,5g
- oxalato de potássio 1,6g
- água destilada 100ml
- Filtrar antes de usar

2. Método para Contagem

- Misturar em partes iguais (1:1) o corante com a amostra de sangue em EDTA em tubo
de vidro 13 x 75 mm (por exemplo, 50µl ou 0,05ml de cada), homogeneizar bem e
colocar em banho- maria a 37 por 10 minutos.
- Preparar uma lâmina com a solução preparada, fazendo um esfregaço sanguíneo e
secar ao ar
- Contracorar com um corante do tipo Romanowsky (Giemsa, Rosenfeld) ou Panótico
- Contar o número de reticulócitos observados em um total de 500 a 1000 hemácias
- Expressar em porcentagem:

% de reticulócitos = no de reticulócitos contados x 100


node hemácias contadas

3. Cálculos

a) Contagem Absoluta de Reticulócitos:

% de reticulócitos X no total de hemácias= n° de reticulócitos / µL de sangue

b) Contagem Corrigida de Reticulócitos:

% reticulócitos observada X Ht animal ________


Ht médio normal para a espécie

Ht médio normal para cães: 45%


Ht médio normal para gatos: 37%

A anemia é regenerativa quando a contagem corrigida é > 1% (cães, gatos).


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Reticulócitos corrigidos CÃO GATO


Não regenerativa < 1% < 1%
Regenerativa entre 1 e 2 % > 1%
Regeneração intensa > 3% ***
Reticulócitos absoluto
Nenhuma regeneração 60.000/µL < 15.000/µL
Leve regeneração 150.000/µL 50.000/µL
Moderada regeneração 300.000/µL 100.000/µL
Acentuada regeneração > 500.000/µL > 200.000/µL

OBS: Os valores de referência para gatos correspondem somente à reticulócitos agregados.

EXEMPLO:

Cão
Hemácias = 3,0 x 106 / mm3
Ht = 25%
Contagem de reticulócitos: 5,0% = 0,05

a) Contagem absoluta de reticulócitos:


0,05 x 3,0 x 106 = 150.000 / mm3

b) Contagem corrigida de reticulócitos:


0,05 x 25 = 0,0277 = 2,77% ou 5 x 25 = 2,77%
45 45

OBS.: Nos gatos são identificados dois tipos de reticulócitos: os ponteados e os agregados.Os
ponteados representam os reticulócitos que estão em circulação há pelo menos 10 – 12 dias,
enquanto que os agregados são aqueles reticulócitos que foram liberados mais recentemente da
medula óssea. Portanto os reticulócitos agregados são os melhores indicadores de eritrogênese.

RETICULÓCITOS geralmente aparecem na circulação 48 a 72 horas


após o início do processo da anemia.
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FIBRINOGÊNIO
- Preencher dois tubos capilares para micro-hematócrito com sangue com EDTA
- Centrifugar em microcentrífuga por 5 minutos
-Quebrar um dos capilares acima da linha das hemácias e colocar o plasma no
refratômetro, lendo na coluna de proteínas totais
- Aquecer o outro capilar em banho-maria a 56-58oC por 3 minutos
- Passado esse tempo centrifugar novamente o capilar e realizar nova leitura das proteínas
totais

FIBRINOGÊNIO = (proteína do capilar não aquecido) – (proteína do capilar aquecido)

- Valores normais: CÃO  100 – 500 mg / dl


GATO  100 – 300 mg / dl

- Relação proteína plasmática: fibrinogênio – serve para distinguir a hiperfibrinogenemia


causada por alguma doença daquela associada à desidratação

PP: F = PPT – Fib


Fib

- NORMAL: > 15: 1


- relação < 10: 1 indica aumento marcante de fibrinogênio
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VELOCIDADE DE HEMOSSEDIMENTAÇÃO – VHS


- Obter uma amostra de 3 ml de sangue total com anticoagulante (EDTA ou Citrato de
sódio).
- Preencher um tubo de Wintrobe ou Westergreen com sangue no volume exato marcado
no tubo; aguardar uma hora e anotar quantos milímetros a coluna de eritrócitos desceu
- Corrigir o volume de hemossedimentação de acordo com o hematócrito do animal
(subtrair o valor observado do valor esperado).

TABELA: Valores esperados de VHS de acordo com o Ht (cão).


Ht (%) VHS (mm) Ht (%) VHS (mm) Ht (%) VHS (mm)

9 82 23 40 37 13
10 79 24 38 38 12
11 76 25 36 39 11
12 73 26 34 40 10
13 70 27 32 41 9
14 67 28 30 42 8
15 64 29 28 43 7
16 61 30 26 44 6
17 58 31 24 45 5
18 55 32 22 46 4
19 52 33 20 47 3
20 49 34 18 48 2
21 46 35 16 49 1
22 43 36 14 50 0

Exemplo: Ht 43% VHS observado = 45mmVHS esperado = 7mm


VALOR CORRIGIDO: 45 – 7 = + 38

- CUIDADOS:
- Proporção de anticoagulante na amostra
- Limpeza do tubo a ser utilizado
- Colocação do tubo em uma posição absolutamente vertical
- Presença de bolhas de ar no tubo
- Amostra hemolisada
- Amostra de sangue deve ter sido coletada há pouco tempo
- Amostra refrigerada deverá ser mantida em temperatura ambiente
- Amostras de sangue de animais anêmicos
- Tubos de dimensões diferentes das de Wintrobe ou Westergreen
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URINÁLISE

1.Colheita de urina

Métodos:
- Micção espontânea: observando-se o cuidado de aproveitar o jato médio de urina e fazer
desinfecção de vulva ou prepúcio do animal
- Sonda vesical: observar os mesmos cuidados de desinfecção, utilizar sondas apropriadas
para a espécie, o sexo e o tamanho do animal
- Cistocentese: método de eleição para urocultura e análise

Armazenamento:
- Ideal realizar exame logo após a colheita, mas seu armazenamento pode ser feito sob
refrigeração por até 12 horas em recipiente limpo
- Lembrar que restos de detergente no frasco podem alcalinizar as amostras
- Para proceder ao exame transferir a urina para tubo cônico graduado e aguardar que esta
atinja a temperatura ambiente

2. Exame Físico

a) Volume
- A quantidade diária de urina eliminada por um animal é constante para a espécie
- Os cães eliminam de 24 a 60 ml/Kg de peso e os gatos de 9 a 18 ml/Kg de peso
- Para análise urinária são necessários de 5 a 10 ml

b) Cor
- Amarelo citrino: é a mais encontrada e a intensidade é proporcional à concentração da
urina
- Amarelo palha: quase incolor, no caso de urinas bastante diluídas
- Amarelo ouro: normalmente em urinas bastante concentradas, podendo também ser
encontrada em casos de doença hepática
- Âmbar: também com variação de intensidade, normalmente indica presença de
pigmentos biliares, hemoglobinúria ou mioglobinúria
- Avermelhadas: pela hematúria ou hemoglobinúria
- Outros: esverdeado, alaranjado, acastanhado...

c) Aspecto
- Límpido, ligeiramente turvo, turvo e sanguinolento

d) Odor
- “Sui generis”, característico para cada espécie animal
- Fétido, pela destruição tecidual ou presença de bactérias
- Adocicado, indicando uma possível Diabetes mellitus
- aliáceo, amoniacal
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e) Densidade
- Mede o grau de solutos existentes na amostra e, indiretamente, a capacidade renal em
concentrar a urina
- Mensurada através do refratômetro ou urodensímetro
- Valores normais para os cães é de 1,025 a 1,035 e gatos de 1,035 a 1,045

3. Exame químico

- Realizado com tiras reagentes comerciais - dependendo do fabricante é possível avaliar 7 a


10 provas químicas
- Mergulhar a fita na urina, tomando cuidado para que fique submersa até o último reagente
- Retirar a fita e aguardar o tempo recomendado pelo fabricante fazendo então a leitura no
próprio rótulo
- Evite deixar o recipiente aberto para não ocorrer interferência sobre as fitas que ainda serão
utilizadas

a) pH
- Determinado pela dieta e metabolismo corporal do paciente
- Valores normais: Cães: 5,5 a 7,5
Gatos: 6,0 a 7,0

b) Glicose
- Varia de negativo a quatro cruzes
- Pode ser:
- Transitória (stress, hiperexcitabilidade, administração parenteral)
- Permanente (Diabetes mellitus ou lesão renal)

c) Corpos cetônicos
- Varia de negativo a três cruzes, normalmente associado à Diabetes mellitus, inanição
prolongada ou febre

d) Proteína
- Varia de negativo a três cruzes, normalmente refere-se à albumina

e) Bilirrubina / Urobilinogênio
- A maioria das tiras reagentes faz a diferenciação dos pigmentos biliares em bilirrubina
e urobilinogênio
- A bilirrubina varia de negativo a três cruzes, podendo indicar processos hemolíticos,
hepatopatias e obstrução de ductos biliares ou ser fisiológica quando presente em
pequena quantidade em urinas de alta densidade
- O urobilinogênio normalmente é excretado na urina e apresenta-se aumentado nas
cirroses hepáticas ou icterícias hemolíticas
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f) Sangue
- Variação de negativo a quatro cruzes; refere-se à hematúria ou hemoglobinúria a ser
diferenciada no exame do sedimento urinário

g) Nitrito
- É classificado em ausente ou presente
- Pode ser utilizado como indicativo de contaminação bacteriana na urina.

4. Exame do sedimento

- Centrifugar a amostra por 5 a 10 minutos a uma rotação entre 1000 e 1500 rpm
- Desprezar o sobrenadante
- Homogeneizar o sedimento
- Colocar uma gota entre lâmina e lamínula
- Observar ao microscópio no aumento de 400x

a) Células
- Epitélio vaginal
- Vesicais ou de epitélio de transição
- Pelve renal
- Epitélio renal
- Epitélio uretral
- Descamação de vias urinárias ou trato urinário inferior
- Próstata

b) Eritrócitos
- Aparecem como pequenos corpúsculos laranja-esverdeados quando a urina é recente
- Podem ficar incolores em amostras mais antigas ou devido à dissolução da hemoglobina
- Podem ainda aparecer com bordas crenadas em urinas muito concentradas
- Normal até 2 eritrócitos por campo, considerando-se sempre o método de colheita.

c) Leucócitos
- Aparecem como células pequenas, de forma arredondada e citoplasma granulado

d) Bactérias
- São vistas como pequenos pontos ou traços, fixos ou em constante movimento

e) Cilindros
- Granulosos: contêm em seu interior grânulos de tamanhos e quantidades variadas, seu
formato é regular e suas bordas nítidas
- Hialinos: são homogêneos e semi-transparentes, suas bordas paralelas e suas terminações
arredondadas
- Céreos
- Eritrocitários
- Leucocitários
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f) Muco
- Aparece como filamentos de material homogêneo conferindo opacidade ao fundo da
lâmina ou como cilindróides de forma irregular, bordos não paralelos e terminação
geralmente em ponta

g) Cristais

Nome pH Dissolvido por Não dissolvido por


Ácido Úrico ácido hidróxido de sódio, ácido acético, ácido
água e éter clorídrico e calor
Carbonado de Cálcio alcalino
Fosfato Amorfo alcalino ácido acético calor
Fosfato Triplo alcalino, neutro ou ácido acético
levemente ácido
Oxalato de Cálcio ácido , neutro e ácido clorídrico ácido acético
levemente alcalino
Urato de Amônia alcalino ácido acético
Urato Amorfo ácido calor
Cistina ácido hidroclorídrico
Bilirrubina ácido
Tirosina ácido hidróxido de amônio ácido acético
e ácido clorídrico

h) Outros achados

- Espermatozóides
- Gotículas de gordura
- Impregnação de elementos por bilirrubina
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ANÁLISE DE CÁLCULO URINÁRIO

- Baseia-se na análise física (dimensões, forma, cor, superfície e consistência) e química


(identificação de carbonato, oxalato, amônio, fosfato, cálcio, magnésio, urato e cistina) do
material permitindo a avaliação qualitativa do cálculo

- Para a análise utilizamos uma quantidade de material triturado suficiente para preencher o
fundo de um tubo de ensaio 13 x 100 mm, portanto microcálculos só podem ser utilizados em
grande quantidade

- Não há necessidade de utilizar conservantes como formol ou álcool, basta lavá-los com
solução fisiológica ou água destilada e secá-los antes de enviar ao laboratório

MATERIAL

- Cadinho de porcelana e pistilo


- Bico de gás
- Centrífuga
- Banho-maria
- Cronômetro
- Tubos de ensaio
- Pipetas e ponteiras
- Kit comercial para análise de cálculo
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BIOQUÍMICA CLÍNICA

Técnicas mais comuns utilizadas na bioquímica clínica veterinária:

1. Espectrofotometria de Absorbância
- Espectrofotômetros analíticos, espectrofotômetros digitais, espectrofotômetros semi-
automáticos e analisadores bioquímicos automatizados: mensuram a maioria das determinações
bioquímicas, ou seja, uréia, creatinina, glicose, proteínas totais, albumina, enzimas hepáticas,
cálcio, fósforo, magnésio, bilirrubina, colesterol, triglicérides, amilase, lipase, dentre outras

2. Espectrofotometria de Reflectância
- Analisadores bioquímicos automáticos de química seca: também mensuram as mesmas
determinações realizadas pela espectrofotometria de absorbância

3. Fotômetro de Chama
- Utilizado para mensurar sódio, potássio, cloreto e cálcio

4. Potenciômetro
- Analisador de eletrólitos com eletrodos íon-seletivos – método eletroquímico: também
utilizado para sódio, potássio, cloreto e cálcio

5. Eletroforese de Proteínas
- Também é um método eletroquímico: mensura as diferentes frações protéicas séricas,
ou seja, albumina, α-globulina, β-globulina e γ-globulina

Na espectrofotometria de absorbância, dois tipos de metodologias podem ser usados: o


ponto final e o cinético.

Ponto Final (colorimétrico): consiste em mensurar a concentração de alguma substância


pré-existente no soro ou plasma. Para tal é adicionado um reagente a uma determinada
quantidade de soro e espera-se a reação química ocorrer. O produto resultado desta reação é
então mensurado pela espectrofotometria. Este produto é colocado em uma cubeta própria, por
onde passa um feixe de luz de determinado comprimento de onda, que depende da determinação
a ser realizada. A absorbância obtida através da cubeta é mensurada e através de uma curva de
calibração ou fator de calibração, calcula-se a concentração da substância pesquisada. A curva de
calibração e o fator de calibração são determinados através de um soro padrão, onde se conhece a
sua concentração.
Como exemplo, podemos citar a determinação de proteínas totais:
- Reagente de cor: biureto
- Padrão: 4,0 g/dl (de acordo com o fabricante)
- Procedimento:

TUBO BRANCO PADRÃO TESTE


Reagente de Cor 2,5 ml 2,5 ml 2,5 ml
Água destilada ou deionizada 0,05 ml - -
Padrão - 0,05 ml -
Amostra (soro) - - 0,05 ml
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- Homogeneizar bem e deixar em repouso durante 15 minutos em temperatura
ambiente
- Utilizar o filtro verde (545 nm), acertar o zero do aparelho com o tubo branco e
determinar então as absorbâncias do tubo padrão e do tubo teste
- Cálculo:
Absorbância do Padrão – 4,0 g / dl
Absorbância do Teste – Proteínas Totais da amostra

Proteínas Totais (g/dl) = 4 x absorbância do teste_


absorbância do padrão

Fator de Calibração = 4 .
absorbância do padrão

Cinético: mensura a atividade enzimática presente. A quantidade de enzima no soro


geralmente é medida indiretamente, pela atividade desta enzima. As enzimas são proteínas que
catalizam as reações químicas, através das quais, substrato é convertido em um produto
rapidamente.

enzima

Substrato --------------------→ Produto

Para mensurar uma atividade enzimática, avalia-se o grau de velocidade com que a
enzima converte um substrato em um produto. Quanto mais rápida a conversão, significa que é
maior a atividade enzimática. Para mensurar o padrão de conversão do substrato para produto,
avalia-se o grau de velocidade com que o produto está sendo obtido, e para isto, necessita-se de
várias medidas da concentração do produto em diferentes tempos. Portanto, por se tratar de um
processo dinâmico, é denominado de ensaio cinético.
Por exemplo, podemos citar a creatinina:
- Reagente de uso: picrato alcalino (ácido pícrico + hidróxido de sódio em partes iguais)
- Soro Padrão: 4,0 mg/dl (de acordo com o fabricante)
- Procedimento: utilizar filtro 510 nm , zerar o aparelho com água destilada ou deionizada;
pipetar 1 ml do reagente de uso em uma cubeta de espectofotômetro e adicionar 0,05 ml
(ou 50µl) do soro padrão à cubeta; com o auxílio de um cronômetro, ler a absorbância da
reação aos 30 segundos e aos 90 segundos. Calcular a diferença entre as leituras (∆) e
determinar o fator de calibração: F = 4 / ∆ padrão
- Realizar o mesmo procedimento com a amostra, no lugar do soro padrão
- Determinar o ∆ da amostra e multiplicar pelo fator de calibração. Dessa forma obtém-se
o resultado da amostra

Portanto, dependendo da determinação bioquímica a ser realizada, utiliza-se o método de


Ponto Final ou Cinético. Para tal, basta acompanhar as indicações das bulas de cada kit. As bulas
podem apresentar diferentes procedimentos para cada determinação bioquímica, de acordo com
o laboratório fabricante, mas basicamente são muito similares. Apenas é importante atentar que o
procedimento pode variar de acordo com o equipamento disponível, os fatores interferentes da
amostra e as diferenças existentes entre determinações humanas e veterinárias.
21
COPROPARASITOLÓGICO

1 - AMOSTRAS

Preferencialmente fezes frescas que não estiveram em contato com o solo por tempo
prolongado. Caso o envio não possa ser imediato, a amostra deve ser acondicionada sob
refrigeração por no máximo 24 horas.
As fezes para exame coproparasitológico seriado devem consistir de três amostras com
intervalo de 5 a 7 dias entre elas, colhidas e acondicionadas como descrito.
O envio das amostras em frascos do tipo “coletor universal” facilitam a observação de
aspectos macroscópicos das fezes como consistência, presença de alimentos não digeridos e
parasitas.

2 - EXAME DAS FEZES

2.1 - EXAME MACROSCÓPICO

a) Consistência - dependente da espécie


 normal
 pastosa à formada
 pastosa
 diarréica

b) Coloração - dependente da espécie, alimentação, velocidade de trânsito, elementos


da bile, presença de sangue e medicamentos utilizados
 normal
 amarelada
 esverdeada
 avermelhada
 enegrecida

c) Odor - dependente da espécie e sua alimentação


 normal
 fétido
 pútrido
 butírico (rançoso)

d) Muco – observar a quantidade

e) Resíduos Alimentares – observar fragmentos de fibras, objetos estranhos (espumas,


fios, tecidos, pedras), fragmentos de ossos, alimentos não
digeridos, etc

f) Vermes – observar atentamente a presença de vermes redondos ou segmentos de


cestóides (melhor meio de diagnóstico desses parasitas – proglotes de
Dipylidium caninum)
22
2.2 - EXAME MICROSCÓPICO

a) Exame Direto

- Rápido e simples, porém pouco sensível


- Diluir uma pequena quantidade de fezes com água ou solução fisiológica colocando uma
gota da mistura entre lâmina e lamínula
- Observar em aumento de 100x e 400x

b) Método de Willis

⇒ Técnica mais comumente utilizada para diagnóstico de ovos leves

- Flutuação fecal (ovos são menos densos que a solução, como por exemplo: Ancylostoma
sp., Toxocara sp., etc....)
- Solução salina hipersaturada (cloreto de sódio): o sal grosso é adicionado à água e agitado
até que não mais se dissolva e os excessos fiquem no fundo do recipiente (manter o excesso
de sal e a solução hipersaturada em partes iguais no recipiente ou aproximadamente 400g
de cloreto de sódio em 1 litro de água)
- Misturar 1 a 2g de fezes em 10 ml de solução saturada, homogeneizar e preencher um
recipiente até sua borda superior; colocar uma lamínula cobrindo o mesmo e aguardar 10 a
15 minutos
- Retirar a lamínula sem escorrer a gota suspensa e colocá-la sobre lâmina
- Observar em aumento de 100x

c) Método de Centrífugo-Flutuação

⇒ Técnica mais comumente utilizada para diagnóstico de cistos de protozoários (Giardia sp,
Cystoisospora sp, Neospora sp.)

 Em Sulfato de Zinco (Método de Faust)


- 330g de sulfato de Zinco em 1 litro de água, dissolver bem
- 12 a 15 ml da solução para 1g de fezes, homogeneizar bem, peneirar, colocar o conteúdo
em tubo cônico e centrifugar a 1500 rpm por 5 minutos; com o auxílio de alça ou tubo de
vidro colocar uma gota da película sobrenadante entre lâmina e lamínula
- Pode-se acrescentar uma gota de lugol para melhor visualização dos cistos de Giardia sp.
- Observar em aumento de 400x

 Em Solução de Sacarose (Método de Sheather)


- Solução A  1 kg de açúcar em 781 ml de água, levar ao fogo até ferver
- Solução B  3 partes da solução A em 1 parte de água
- 11 ml da solução B para 1g de fezes, homogeneizar bem, peneirar, colocar o conteúdo em
tubo cônico e centrifugar a 1500rpm por 10 minutos; com auxílio de alça ou tubo de vidro
colocar uma gota da película sobrenadante entre lâmina e lamínula
- Observar em aumento de 400x
23

d) Método de Centrífugo-Sedimentação em Água-Éter

⇒ Técnica mais comumente utilizada para diagnóstico de ovos pesados (Platynosomum sp.)

- Preparar uma suspensão de fezes a 1:10 em água


- Peneirar a suspensão e transferir para um tubo cônico preenchendo até a metade do tubo
- Adicionar cerca de 4ml de éter-etílico, tampar o tubo com uma rolha e agitar fortemente;
retirar a rolha e centrifugar a 1500rpm durante 1 minuto
- Após a centrifugação aparecerão 4 camadas no tubo:
- Éter e pigmentos dissolvidos
- Substâncias graxas
- Detritos fecais e água
- Sedimento
- Desprezar o sobrenadante, tendo o cuidado de retirar os detritos deixados pela camada de
substância graxa junto às paredes do tubo; isso pode ser feito com o auxílio de um palito
envolto com algodão na ponta
- Homogeneizar o sedimento e examinar entre lâmina e lamínula em aumento
primeiramente de 100x e depois em aumento de 400x

Grandes Animais

e) Método de Flutuação em Solução Salina Hipersaturada

⇒ Técnica de McMaster modificado

- Solução salina hipersaturada (cloreto de sódio): solução semelhante ao método de Willis.


- Misturar 4 g de fezes em 56 ml de solução em proveta de vidro graduada, homogeneizar bem e
coar com gaze. Não é uma regra usar 4 g de fezes para 56 ml de solução, 2 g e 28 ml também
podem ser utilizados, o importante é usar quantidades que depois possam ser convertidas em
ovos por grama.
- Após a diluição encher a câmara de McMaster com a mistura utilizando uma pipeta pasteur ou
uma seringa, não podendo haver bolhas de ar. Deixar a câmara em repouso por 10 minutos para
que ocorra a flutuação.
- Para determinar o número de ovos de parasitas por grama, some a contagem dos dois lados da
câmara e multiplique por 50 (em diluição total de 60 ml), obtendo o resultado de OPG (ovos por
grama de fezes)

Ideal: Ovos tipo Tricostrôngilo, Strongyloides sp., Trichuris sp., Moniezia sp., Eimeria sp,
etc...

Interpretação: até 100 OPG : tratamento opcional


de 100 a 500 OPG : tratar os jovens
> 50 OPG: tratar jovens e adultos

Obs: O método de Willis, quando empregado para grandes animais, torna-se uma técnica
qualitativa de maior sensibilidade. Animais que apresentam ZERO/OPG no método de
MacMaster, não necessariamente representam resultado de exame coproparasitológico negativo.
24

COPROLÓGICO FUNCIONAL

1 - AMOSTRAS

As fezes devem ser frescas, colhidas preferencialmente logo após a defecação e enviadas
o mais rápido possível ao laboratório, para que seja processada no mesmo dia.
As fezes de animais com suspeita de insuficiência pancreática exócrina apresentam
alimentos mal digeridos ou não digeridos, podendo ter coloração amarelada pelo excesso de
gordura, são pastosas ou diarréicas, e podem ser volumosas.

2 –PESQUISA DE TRIPSINA FECAL

2.1 – TÉCNICA DA DIGESTÃO DO FILME DE RAIO-X

É uma técnica simples, porém deve ser utilizada sempre associada a outros exames, pois
pode não conferir resultados satisfatórios.

- Colocar em um tubo de ensaio 9 ml de solução de Bicarbonado de Sódio a 5% e completar


10 ml pela adição de fezes; homogeneizar bem (diluição 1:10)
- Adicionar 1ml da solução diluída acima em um tubo contendo 4 ml de solução de
Bicarbonato de Sódio a 5%, homogeneizar bem (diluição 1:50)
- Mergulhar em cada uma das soluções uma tira de filme de raio-x queimado
- Como controle negativo, colocar outra tira de filme de raio-x queimado em um tubo
contendo somente a solução de Bicarbonado de Sódio a 5%; e como controle positivo
proceder a diluição de 1:10 com fezes frescas de um animal saudável
- Colocar em banho-maria a 37 oC por 1 hora ou à temperatura ambiente por 2 ½ horas
- Passado este período lavar a tira em água corrente e verificar se houve clareamento do
filme de raio-x
- Tripsina presente: clareamento do filme, mais intenso na diluição de 1:10 e mais discreto
na diluição 1:50; no tubo controle não deve ocorrer o mesmo.

Controle - Diluição 1:10 Diluição 1:50 Controle +

Interpretação: clareamento do filme nas duas diluições – TRIPSINA PRESENTE

não clareamento em nenhuma das diluições - TRIPSINA AUSENTE


- fezes velhas
- repetir com nova amostra

clareamento na diluição 1:10 e não clareamento na 1:50 – digestão bacteriana


25

2.2 – TÉCNICA DA SOLIDIFICAÇÃO DA GELATINA

- Misturar 9 ml de água e completar o volume de 10 ml pela adição de amostra de fezes;


homogeneizar bem
- Aquecer 2 ml de solução de gelatina a 7,5% a 37ºC, adicionar 1ml da Solução de
Bicarbonato de Sódio a 5% e 1ml da diluição fecal; homogeneizar
- Preparar um branco em um tubo colocando 2ml de gelatina, 1ml de solução de Bicarbonato
de Sódio a 5% e 1ml de água destilada
- Como controle utilizar uma amostra de fezes de um paciente aparentemente normal
- Colocar em banho-maria a 37 oC por 1 hora ou à temperatura ambiente por 2 ½ horas
- Refrigerar durante 20 minutos e ler os resultados
- Tripsina presente: não solidificação da gelatina na amostra e no controle; o tubo branco
deve solidificar a mesma

OBS.: ocasionalmente a solidificação não ocorre em 20 minutos e por isso é necessário


prolongar a refrigeração; portanto os tubos teste e controle não devem ser lidos até que o
branco tenha se solidificado.

3 –PESQUISA DE RESÍDUOS ALIMENTARES

- Observar à microscopia em aumento de 100x

3.1 – FIBRAS MUSCULARES

- Ceratorréia
- Preparar uma suspensão de fezes em água ou solução salina e examinar uma gota entre
lâmina e lamínula
- As fibras musculares aparecem como estruturas cilíndricas, amareladas e estriadas; com a
adição de lugol podem aparecer avermelhadas
- Ocorre em casos de trânsito intestinal rápido, insuficiência gástrica (fibras aparecem
agrupadas) e insuficiência pancreática (fibras aparecem soltas)

3.2 – GORDURA

- Esteatorréia
- Colocar 1ml de solução de fezes em um tubo e adicionar cerca de 5 gotas de solução de
Sudam III a 3%, homogeneizar bem e observar ao microscópio
- Apresenta-s arredondada, refringente, alaranjada ou avermelhada, de diversos tamanhos
- Ocorre em casos de trânsito intestinal acelerado, deficiência enzimática (lipase) ou de
digestão, diminuição na absorção ou hipersecreção endógena

3.3 – AMIDO

- Colocar uma gota de suspensão de fezes com uma gota de Lugol fraco e examinar entre
lâmina e lamínula
- Apresentam-se como estruturas azul-enegrecidas
- Ocorre em casos de trânsito intestinal acelerado, deficiência enzimática (amilase) ou
excesso de ingestão de feculentos
26

4 - TESTE DA LIPEMIA DO PLASMA

Serve basicamente para auxiliar no diagnóstico diferencial entre insuficiência pancreática


exócrina e síndrome da má absorção.

- Manter o animal em jejum de 12 horas


- Colher uma amostra sanguínea basal em tubo tampa roxa ou vermelha
- Fornecer ração adicionada de 3ml/kg de óleo de milho
- Colher nova amostra sanguínea 3 horas após a alimentação
- Se o plasma ou soro permanecerem límpidos fornecer novamente ração adicionada de
3ml/kg de óleo de milho acrescentando à mistura a dose recomendada pelo fabricante de
enzimas pancreáticas (Pancrezyme, Pankreoflat)
- Colher nova amostra sanguínea 3 horas após a alimentação, observando:

Insuficiência Pancreática Exócrina Síndrome da Má Absorção


Plasma ou soro lipêmico Plasma ou soro límpido
27

EXAME PARASITOLÓGICO DE RASPADO CUTÂNEO

1 – INDICAÇÕES

- pesquisa de ectoparasitas: Demodex canis, Sarcoptes scabiei e Notoedres cati.

Demodex canis Sarcoptes scabiei Notoedres cati.

2 – TÉCNICA

- O animal não deve tomar banho ou passar nenhum remédio na pele por no mínimo 3 - 5
dias
- Com uma lâmina nova de bisturi retirar o excesso de pêlos
- Com a mesma lâmina proceder a escarificação profunda, utilizando uma prega de pele; o
sangramento da pele geralmente é um sinal de que o raspado foi efetivo, estando atento
aos casos de fragilidade cutânea excessiva quando o sangramento pode ocorrer mesmo
que o raspado tenha sido demasiadamente superficial
- Colocar o material raspado em uma lâmina de vidro limpa com uma gota de glicerina
(impede que o material resseque) e observe ao microscópio com aumento de 100x ou
400x; a cobertura do material por lamínula é opcional
- Pode-se utilizar uma gota de solução de potassa (KOH a 10%) para clareamento do
material e melhor observação dos ectoparasitas
- Para envio do material ao laboratório colocar o material entre lâminas e fechar as
extremidades com esparadrapo
- Orientar o proprietário sobre como é o procedimento e porque a escarificação cutânea
deve ser profunda, obtendo-se assim permissão para esse procedimento, muitas vezes
doloroso para o animal; raspados superficiais ou inadequados podem resultar em
falsos negativos
- Nos casos de suspeita clínica com exame laboratorial negativo o Médico Veterinário
pode optar pela repetição do exame após 7 a 10 dias do raspado de pele
- Nas dermatites por Demodex canis, normalmente obtém-se raspados positivos e após o
tratamento deve-se proceder três raspados negativos consecutivos com intervalo de 15
dias
- Nas sarnas sarcóptica ou notoédrica muitas vezes o raspado pode resultar em falso
negativo, nesses casos os aspectos clínicos devem prevalecer na escolha do tratamento
28
PESQUISA DE MICROFILÁRIA

1) GOTA ESPESSA

- Colocar uma gota de sangue com anticoagulante (EDTA) entre lâmina e lamínula e
observar em pequeno aumento (100x)

2) TESTE DO MICROHEMATÓCRITO

- Preencher um tubo capilar com sangue com anticoagulante (EDTA) e centrifugar na


microcentrífuga por três minutos
- Examinar o tubo ao microscópio em pequeno aumento (100x) na região entre a capa
leucocitária e o plasma, onde as microfilárias deverão estar

3) TÉCNICA DE KNOTT MODIFICADA

- Misturar 1ml de sangue com anticoagulante (EDTA) em 10ml de formalina a 2% em


um tubo
- Homogeneizar bem para que haja lise das hemácias e centrifugar a 1500 rpm durante 5
a 8 minutos
- Desprezar o sobrenadante e adicionar ao sedimento azul de metileno a 0,1%
- Misturar bem e observar o sedimento ao microscópio em aumento de 100x
29
LIQUÍDOS CAVITÁRIOS E EFUSÕES

1. Coleta
- Uma amostra em EDTA
- Uma amostra em tubo seco
** Amostras de fluidos para cultura bacteriana deverão ser colocadas em frasco sem
anticoagulante.

2. Exame físico
- Cor: amarelado, avermelhado, âmbar ou esbranquiçado
- Odor: inodoro, fétido
- Aspecto: límpido, ligeiramente turvo, turvo ou sanguinolento
- Coagulação: presente ou ausente
- Densidade (uso do refratômetro)

3. Exame químico

a) pH
- Uso de fita reagente (Combur®) ou papel de tornassol

b) Proteínas totais
- Método bioquímico: Biureto
- Prova qualitativa (optativa): Prova de Rivalta
- 50 ml de água destilada em uma proveta
- 8 gotas de ácido acético glacial
- Homogeneizar
- Algumas gotas do líquido cavitário
- Prova Positiva = coagulação de proteínas (turvação)
c) Albumina
- Método bioquímico: verde de bromocresol

a) Outras determinações possíveis


- Uréia/Creatinina
- Colesterol
- Triglicérides
- Bilirrubinas
- Amilase/Lipase
- Eletroforese de proteínas

4. Exame citológico

a) Contagem de células nucleadas


- Mesma técnica descrita para contagem de leucócitos

b) Avaliação Citológica
- Esfregaço do material “in natura” e pós-centrifugação (3 minutos a 1500rpm),
utilizando a técnica de esfregaço interrompido e/ou “squash”.
- Coloração: corante tipo Romanowsky
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5. Exame bacteriológico

- Quando necessário
- Pode-se realizar pesquisa de bactérias de modo geral, com coloração do esfregaço
pelo método de Gram.
- Encontrando-se bactérias neste, deve-se encaminhar o material para cultura

6. Classificação dos Líquidos Cavitários

- Podem ser: abdominal (ou peritoneal), pleural e pericárdica.

Tipo de efusão Cor/Turbidez Proteína total (g/dl) Densidade Leucócitos/ul

Transudato Incolor < 2,5 < 1,017 < 1.000


Transudato
Amarelo claro ≥ 2,5 1,017 - 1,025 > 1.000
modificado
Amarelo escuro /
Exsudato > 3,0 > 1,025 > 5.000
Âmbar
Quilosa Esbranquiçada > 2,5 > 1,017 Variável
Avermelhada /
Hemorrágica > 3,0 > 1,025 > 1.000
Sanguinolenta
Amarelo escuro /
Bilosa > 3,0 > 1,025 > 5.000
Âmbar
Amarelo claro /
Neoplásica > 2,5 > 1,017 Variável
Âmbar
Fonte: Raskin R.E & Meyer D.J., 2009.
31

ANÁLISE DE LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO

1. Coleta de material
- Uma amostra em tubo seco e, se possível, em tubo com EDTA

2. Exame físico
- Cor: incolor, xantocrômico, avermelhado ou amarelado
- Odor: normalmente inodoro
- Aspecto: límpido, ligeiramente turvo ou turvo
- Coagulação: presente ou ausente

3. Exame químico

a) Proteínas totais
- Método: Turbidimetria (ácido tricloroacético a 5% sol. Aquosa)
Colorimétrico (vermelho de piragalol): Sensiprot® (Labtest)
- Valor normal: < 48 mg/dl

b) Globulinas (ausente ou presente)


Teste de Nonne Apelt
- Reativo: solução saturada de sulfato de amônio
- Pipetar 0,5 ml da solução de sulfato de amônio em um tubo de ensaio
- Adicionar 0,5 ml de liquor pela parede do tubo, cuidadosamente
- Deixar em repouso por alguns minutos e observar se há formação de um
anel branco a acinzentado na superfície de contato entre os líquidos
- A formação do anel indica a presença de globulinas

Teste de Pandy
- Reativo: 10g de cristal de ácido carbônico em 100ml de água destilada
- Pipetar 1 ml do reativo em um tubo de ensaio 13 x 75 mm e adicionar
algumas gotas do liquor; agitar vigorosamente
- A ocorrência de turvação branca indica a presença de globulinas; a
turvação pode ser graduada de 1 a 4 +
- No liquor normal pode ocorrer um leve turvação

c) Glicose
- Realizar dosagem pareada com a glicose sérica
- Valor normal: 60-70% do valor sérico

d) Eletrólitos (Sódio e Potássio) e enzimas (CK, AST, LDH)

4. Contagem total de células

- Material: - Pipeta de Thoma de glóbulos brancos ou automática (9:10)


- Câmara de Neubauer modificada espelhada
- Reativo: ácido acético glacial a 10 ml
0,1g de cristal de violeta
90 ml de água destilada
32
- Método: preencher os dois lados da câmara de Neubauer e deixar repouso por
um minuto em câmara úmida.
- Contar todos os elementos celulares dos dois lados (18 mm2 da câmara) com a objetiva
de 100x.

Figura referente a um dos lados


da Câmara de Neubauer

- Cálculo: n° de células contadas x 0,6 (quando contado os dois lados da câmara)


n° de células contadas x 1,1 (quando contado um lado da câmara)
- Valor normal: < 8 / mm3

5. Avaliação Citológica

- Realizar o esfregaço a partir de: liquor "in natura"


liquor com EDTA
liquor centrifugado*
- * Em caso de material pobre em sedimento, pode-se centrifugar a amostra em
baixa rotação ( 600 rpm/ 5 min.) ou utilizar a citocentrífuga
- Preparar um esfregaço interrompido
- Coloração: corante tipo Romanowsky
33

COLETA DE MATERIAL PARA EXAME


BACTERIOLÓGICO

O principal objetivo da desinfecção ou da assepsia é reduzir o número de


microorganismos presentes (= contaminantes) que não sejam os agentes etiológicos do processo
infeccioso pesquisado.

1.UROCULTURA

O método de eleição para urocultura é a cistocentese. Deve ser realizada a assepsia do


abdômen para que bactérias normais da flora da pele não contaminem o material diretamente
puncionado da bexiga. Exame preferencialmente guiado pelo ultra-som.
Outros métodos de coleta como cateterismo ou micção espontânea podem carrear bactérias
do trato urinário inferior para a amostra a ser examinada.

2. CULTURA DE SECREÇÕES EM GERAL

O ideal é não utilizar antissépticos locais evitando tocar em áreas que não sejam as
examinadas, por exemplo:
- Secreções óticas: não utilizar agentes ceruminolíticos nem qualquer tipo de antibiótico ou
antifúngico que anteceda até 7 dias da coleta de material. Antissépticos também não são
recomendados. Usar preferencialmente swabs estéreis secos ou com meios de transporte como o
Stuart (o uso de cotonetes não é recomendado devido ao algodão destes ser tratado por métodos
germicidas). Fazer somente uma limpeza mais externa do ouvido com algodão embebido em
solução fisiológica estéril, introduzir o swab na cavidade auditiva com movimento rotatório,
tendo cuidado para não lesar o tímpano. Enviar o material em até 24 horas para o laboratório.
- Secreções oculares: a inflamação pode ocorrer nas afecções perioculares por isso evitar
limpar o local com antissépticos ou mesmo solução fisiológica estéril evitando assim diluição ou
mesmo eliminação do material. Colher somente a secreção em swabs estéreis. Para coleta do
material, as pálpebras devem ser retraídas tomando cuidado para não encostar o swab nas
mesmas. Lembrar que as inflamações intra oculares podem ser induzidas por focos primários de
infecção bacteriana em qualquer ponto do corpo.

3. CULTURA DE FEZES

Indicada em casos de animais com diarréia grave, sanguinolenta ou associada com sintomas
sistêmicos tais como febre, depressão e desidratação. O material deve ser colhido fresco e
enviado imediatamente ao laboratório, refrigerado, por se tratar de um meio rico para
proliferação bacteriana. Os principais enteropatógenos bacterianos são Salmonella sp e
Campylobacter sp.
34
4. CULTURA DE LAVADO TRAQUEAL OU TRAQUEOBR ÔNQUICO

Indicado em casos de tosse crônica, evidência de moléstia parenquimatosa pulmonar e


presença de padrões radiográficos compatíveis com infiltração broncopulmonar. Tal
procedimento evita contaminação por agentes da flora oral. É necessário realizar procedimento
com material estéril, um anestésico local, solução salina estéril além de seringas e material para
preparação da pele (assepsia e antissepsia). As amostras devem ser rapidamente processadas para
a cultura, pois a demora pode causar falsos negativos. O material pode ser cultivado para
bactérias aeróbias e anaeróbias (sob consulta).

5. CULTURA PARA INFECÇÕES BACTERIANAS DE PELE

Cada enfermidade tem o seu histórico, mas a princípio o isolamento do agente infeccioso
ocorre a partir do exsudato pustular também colhido em swabs estéreis.

6. HEMOCULTURA

Após antissepsia da pele, colher cerca de 1 ml de sangue e inocular diretamente no meio


de cultura .

O uso de antibioticoterapia deve ser evitado por no mínimo 7 dias para todo e qualquer
material para avaliação bacteriológica.

MANTER SOB REFRIGERAÇÃO todo o material para cultura


que não puder ser enviado imediatamente ao laboratório
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BIÓPSIA DE PELE

É um procedimento de grande valia nas dermatopatias, direcionando ou definindo o


diagnóstico.

1. MATERIAL

- “punch” ou saca bocado de tamanhos variados


- tesoura cirúrgica
- porta agulhas
- pinça anatômica
- fio de sutura
- anestésico local ou anestesia geral
- formol 10% *

* o formol comercial normalmente encontra-se a 40% e deve ser diluído na proporção de 1 parte
de formol em 9 partes de água

2. PROCEDIMENTO

- Ecolher o local adequado para retirada da amostra de tecido cutâneo (pústulas íntegras,
áreas de transição de úlceras...)
- Rtirar o excesso de pêlos com a tesoura (não depilar com lâmina)
- Limpar a lesão com líquido de Dakin e com o “punch” promover movimentos de
rotação em sentido único (horário ou anti-horário, evitando vai e vem) até que o fragmento se
destaque
- Com o auxílio da tesoura, destacar o fragmento (ao utilizar a pinça anatômica evitar o
esmagamento ou rompimento da peça)
- Secar em papel filtro para retirar o excesso de sangue e colocar em formol 10% num
volume suficiente para cobrir toda a peça
- Promover a sutura para facilitar a cicatrização e desinfetar a ferida com líquido de
Dakin, tintura de Iodo 2% ou Iodopovidine
- Ao encaminhar o material para o laboratório, enviar uma ficha de identificação do
animal com os seguintes dados: nome do animal, espécie, raça, sexo, idade, descrição da lesão e
tratamentos anteriores para facilitar o trabalho do patologista e aumentar a precisão do exame
36

CORANTE DE ROSENFELD

Giemsa 0,97 g
May Grunwald 0,53 g
Metanol PA qsp 1000 ml

Preparar com pelo menos um mês de antecedência.


Guardar bem fechado em frasco âmbar.
Devem ser colocadas pérolas de vidro para homogeneização do corante.
Filtrar somente a quantidade necessária, com papel filtro.

Procedimento técnico:

1 - Identificar a lâmina a lápis, na região da cabeça do esfregaço sanguíneo


2 -Verificar se o esfregaço sanguíneo está seco
3 - Verificar se a lâmina não está do lado avesso

- Colocar 1ml do corante sobre a lâmina


- Deixar durante 2 minutos
- Adicionar 2 ml de água destilada sobre o corante tomando o cuidado de não
derramar a mistura
- Homogeneizar com bastão de vidro limpo rolando sobre a lâmina
- Deixar durante 12 minutos
- Enxaguar com bastante água destilada
- Deixar secar em temperatura ambiente com a lâmina inclinada

CONTAGEM DE PLAQUETAS

Reativo: Oxalato de Amônio Tamponado

Oxalato de Amônio 2,8625 g


Tampão Fosfato de Sorensen 16,6 ml
Timerosol 0,025 g
Água destilada qsp 250 ml

Tampão Fosfato de Sorensen (pH 7,1-7,3):

a) solução A: Na2HPO4 12 H2O – 2,5068g para 100ml de água destilada


b) solução B: KH2PO4 – 0,95263 g para 100 ml de água destilada

- 60 ml de solução A + 40 ml de solução B = Tampão Fosfato de Sorensen

Conservar o reativo refrigerado para evitar contaminação fúngica.


Deixar à temperatura ambiente apenas o necessário para uso.
37
SOLUÇÃO DE NOVO AZUL DE METILENO

- Novo Azul de Metileno 0,5 g


- Oxalato de Potássio 1,6 g
- Água destilada 100 ml

SOLUÇÃO PARA RASPADO DE PELE

- KOH a 10% (potassa)

SOLUÇÃO PARA COPROLÓGICO FUNCIONAL

- Solução de Bicarbonato de Sódio a 5%


38
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

- Boletim Técnico – Giardíase


Solange Maria Gennari , Sílvio Luís Pereira de Souza
Fort Dodge Saúde Animal LTDA

- Diagnostic Cytology of the Dog and Cat


Rich L. Cowell & Ronald D. Tyler
American Veterinary Publications, Inc. 1989

- Diagnosis of Gastro Intestinal Parasitism in Dogs and Cats


J.F. Williams, A Zajac
Ralston Purina Company 1980

- Essentials of Veterinary Hematology


Nemi C. Jain 1993
Lea & Febiger

- Manual Saunders Clínica de Pequenos


S.J.Birchard, R.G.Sherding 1998
Editora Roca Ltda.

- Manual de Urinálise Veterinária


Carlos Eugênio Kantek Garcia – Navarro 1996
Livraria Varela

- Medicina de Laboratório Veterinária


Interpretação e Diagnóstico
D.J.Meyer, Embert H. Coles, Lon J. Rich
Ed. Roca LTDA 1995

- Parasitologia Clínica Veterinária


Margareth W. Sloss , Anne M. Zajac, Russel L. Kemp
Ed. Manole LTDA 6a edição

- Parasitologia Veterinária
Urquhart , Armour, Duncan, Dunn, Jennings
Ed. Guanabara 1990

- Patologia Clínica Veterinária ( apostila)


Sociedade Paulista de Medicina Veterinária
1983- 2ª edição

- Patologia Clínica Veterinária – Teoria e Interpretação


Joaquim Miranda de Silveira 1988
Ed. Guanabara

- Small Animal Clinical Diagnosis by Laboratory Methods


M.d.Willard, H.Tvedten, 4th ed
W. B. Saunders Company 2004

- Textbook of Veterinary Internal Medicine


Stephen J. Ettinger, Edward C. Feldman
Harcourt Brace 1995
W.B. Saunders Company

- Veterinary Clinical Pathology


Embert H. Coles 1986, 4th ed.
W. B. Saunders Company

- Veterinary Laboratory Medicine- Clinical Pathology


J.Robert Duncan, Keith W. Prasse 1986,2nd ed.
Iowa State University Press
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- Veterinary Hematology and Clinical Chemistry
Mary Anna Thrall 2004
Lippincott Williams & Wilkins

- Microbiologia
Luiz Rachid Trabulsi 1989, 2a. edição
Livraria Atheneu

- Canine and Feline Cytology


Rose E. Raskin, Denny J. Meyer, 2009, 6° edition
Ed Saunders Elsevier