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Material Complementar

DISCIPLINA
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E COLETIVA
Competência 01 | Conhecer o conceito e os Equipamentos de
Proteção Individual e Coletiva
MATERIAL COMPLEMENTAR

MATERIAL ELABORADO POR:


Profas. Juliana Véras e Audennille Marinho.
Curso Técnico de Segurança do Trabalho, semestre 2019.1.

GUIA PARA OS ESTUDOS DESTA SEMANA

1. Estude a competência 01 do eBook da disciplina.


2. Assista as vídeos-aulas da competência 01.
3. Estude este material complementar seguindo as instruções no texto para
consultar arquivos anexos e links.
4. Fique atento aos destaques que serão enviados ao longo da semana. Faça seus
comentários no “fórum de cada destaque da competência 01”.
5. Participe da atividade proposta no “fórum da competência 01”.
6. Participe do “fórum de dúvidas e discussões da disciplina”. Neste espaço você
pode tirar todas as suas dúvidas sobre a disciplina.
7. Encontre online na sala de bate papo um professor para tirar suas dúvidas.
Estamos sempre à disposição dentro do horário de funcionamento da escola!
8. Se preferir, envie diretamente uma mensagem para o professor da disciplina,
ou para o professor do seu grupo, porém, não guarde nenhuma dúvida para si.
Utilize sempre a ferramenta de mensagens do AVA para se comunicar com os
professores.
9. Responda atentamente a atividade da semana, lembre-se que ela pontua para
sua aprovação na competência.
10. Leia com antecedência a avaliação da disciplina, estude todo o material
disponível e a responda com segurança! Lembre-se de não deixar para o último
momento. Problemas sempre podem ocorrer, portanto, a metodologia a se
adotar é a da “prevenção”!

Bons estudos!!!

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PARTE I – EPC PARA MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS SEGUNDO A


NR 12

Estimado aluno,
NR 12
como você viu no eBook e nas duas vídeo-aulas desta semana, todos os artefatos que
tenham como objetivo isolar partes perigosas de máquinas e equipamentos são
considerados Equipamentos de Proteção Coletiva – EPC.
A principal norma que trata das especificações a serem seguidas para maquinários em
geral é a NR 12 (BRASIL, 2019a). Passe agora a leitura dos seguintes itens da NR 12,
para aprendizagem sobre os requisitos básicos em termos de proteção de máquinas e
equipamentos:
Princípios gerais
Item 12.1 e seu subitem
Item 12.2 e seus subitens
Item 12.3
Item 12.4
Item 12.5 e seus subitens
Arranjo físico e instalações
Item 12.6 e seu subitem
Item 12.7
Item 12.8 e seus subitens
Item 12.9
Dispositivos de partida, acionamento e parada
Item 12.24
Item 12.32
Sistemas de segurança
Item 12.38 e seu subitem
Item 12.49
Dispositivos de parada de emergência
Item 12.56 e seus subitens
Item 12.57
Item 12.58

Estes são requisitos essenciais que você deve conhecer sobre EPC para maquinário,
logo eles serão abordados na ATIVIDADE desta competência, na AVALIAÇÃO DA
DISCIPLINA e consequentemente, na AVALIAÇÃO PRESENCIAL.
Fique atento aos DESTAQUES desta semana, eles irão contribuir para reforçar o
aprendizado nesta matéria!
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Ânimo, se dediquem a aprendizagem agora, não há tempo a perder! Dúvidas, estamos


a disposição no “fórum de discussões da disciplina”, e online na sala de bate papo.
Tenha em conta que a NR 12 se aplica a todas as máquinas e equipamentos,
independentemente do segmento produtivo (exceto àquelas máquinas que possuam
normativas específicas). Ou seja, padarias, oficinas mecânicas, gráficas, metalúrgicas,
marcenarias, obras, e vários outros segmentos produtivos devem seguir as diretrizes da
NR 12 sempre que possuírem máquinas e equipamentos.
Como você estudou no eBook, os Equipamentos de Proteção Individual podem ser
classificados segundo a parte do corpo a proteger. Nesta segunda parte do material
complementar, vamos estudar detalhadamente, como se deve escolher a proteção
respiratória adequada.

PARTE II – EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

NAPO EM... POEIRA NO TRABALHO


Uma das ferramentas que você pode adotar para seu aprendizado é a animação. Mas
pense comigo, se você é capaz de adquirir conceitos com as animações, você também
poderá adotá-la em seus futuros treinamentos como técnico de segurança do trabalho.
Portanto, passemos a o Napo.
Os filmes da série “Napo”, de propriedade da Via Storia e do Consórcio Napo, são
produzidos em nome de um conjunto de organizações voltadas para saúde e
segurança, além de contar com apoio da Agência Europeia para a Segurança e Saúde
no Trabalho (EU-OSHA), que possui um acordo para reprodução e distribuição dos
filmes.
Os filmes podem ser utilizados livremente desde que tenham objetivo educativo, de
formação e de sensibilização. Imagens ou cenas individuais dos filmes também podem
ser utilizados em apresentações ou ambientes virtuais, desde que seja mencionada a
fonte de produção do material, neste caso disponível em: www.napofilm.net. Ou seja,
fique à vontade para adotar este material em seus treinamentos futuros. Não esqueça
expor a imagem apresentada no final deste arquivo, para apresentar os autores do
material.
Assista ao episódio abaixo relacionado e mergulhe no mundo, as vezes atrapalhado, do
Napo.
Link: Napo em... poeira no trabalho
Disponível em: https://www.napofilm.net/pt/napos-films/napo-dust-work

Você foi capaz de identificar as diversas atividades nas quais a poeira pode ser um fator
de acidente, ou de causar, lentamente uma doença ocupacional no trabalhador?

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PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA CONTRA AGENTES QUÍMICOS NA FORMA DE MATERIAIS


PARTICULADOS

Para a NR 09 que regulamenta o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais


(BRASIL, 2019b), os “agentes químicos são as substâncias, compostos ou produtos que
possam penetrar no organismo pela via respiratória, na forma de poeiras, fumos,
névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que pela natureza da atividade de exposição,
possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.”
Como nosso objetivo é determinar a proteção respiratória adequada, vamos tratar dos
agentes químicos que possam penetrar por via respiratória. Estes agentes químicos se
propagam no ambiente de trabalho nas formas de:
● Poeiras
● Fumos
● Névoas
● Neblinas
● Gases
● Vapores
Para determinar a proteção respiratória com exatidão técnica, você precisa conhecer o
que significam estas formas.
Antes, um lembrete, estamos falando das formas como o agente químico pode estar
presente no local de trabalho. As substâncias ou produtos químicos que podem
representar risco químico, segundo o que estabelece a legislação brasileira, estão
relacionados nos Anexos 11, 12, 13 e 13A da NR 15 (Atividades e operações insalubres;
BRASIL, 2019c).

FONTE
FONTEGERADORA:
GERADORA: TRAJETÓRIA:
TRAJETÓRIA: RECEPTOR:
RECEPTOR:
por
porexemplo
exemplo ambiente
ambientenanaforma
forma organismo
organismododo
matéria
matériaprima,
prima, de
deaerodispersóides
aerodispersóides trabalhador
trabalhadorpor
porvia
via
produto
produto ou
ougases
gaseseevapores
vapores respiratória
respiratória
processado,
processado,etc.
etc.

Imagem 01 – ilustração do agente químico desde a fonte geradora até o trabalhador


A imagem acima mostra três quadrados. O primeiro possui três imagens, um
caminhão betoneira, uma escavadeira, um tubo de vidro com produto
químico, e a última imagem com um suporte com três tubos de ensaio. A
imagem do centro possui uma seta que direciona o conjunto das imagens

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anteriores em direção a terceira imagem do conjunto, à direta. Neste


quadrado à direta há uma silhueta de um homem.

Uma observação importante:


No ambiente de trabalho pode haver a presença de mais de um agente químico, e
neste caso, a proteção respiratória deverá levar em consideração todos os agentes.
Ou seja, o trabalhador deve estar protegido de todos os agentes agressivos, do mais
leve ao mais agressivo.

AGENTES QUÍMICOS
(exposição ao risco por via
respiratória)

AERODISPERSÓIDES GASES E VAPORES


(contaminantes na fase SÓLIDA ou (contaminantes na fase GASOSA)
LÍQUIDA) Obs: Podem ser divididos em ORGÂNICOS, ÁCIDOS,
ALCALINOS e INERTES. Porém não serão estudados
neste momento.

PARTÍCULAS SÓLIDAS PARTÍCULAS


LÍQUIDAS

POEIRAS FIBRAS FUMOS NÉVOAS NEBLINAS

Imagem 02 – exposição do trabalhador ao agente químico


A imagem acima apresenta um diagrama de quatro níveis, em duas sequencias hierárquicas. A primeira
na cor azul, possui três níveis, e a segunda na cor laranja, apena um nível.

DETERMINAÇÃO DA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA:


Quando o contaminante (agente químico) no local de trabalho é do tipo particulado
(aerodispersóides), a seleção da máscara filtrante irá depender da presença de
partículas oleosas em suspensão no ambiente de trabalho.

AGENTES QUÍMICOS MECANICAMENTE GERADOS: POEIRAS e FIBRAS, E NÉVOAS

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Quando o agente químico for mecanicamente gerado, ou seja, quando forem


partículas sólidas: poeiras e fibras, ou partícula líquidas: névoas, deve ser
adotada a máscara descartável tipo PFF1 (descartável – ver figura 27 do eBook)
ou o filtro classe P1 para a máscara tipo peça semifacial (ver imagem n. 26 do
eBook).

AGENTES QUÍMICOS TERMICAMENTE GERADOS: FUMOS


Quando o agente químico for termicamente gerado (fumos), deve-se usar o
filtro classe P2 ou a máscara descartável tipo PFF2. Como essa máscara
apresenta proteção suficiente para os fumos, que são partículas menores que
as poeiras e fibras do item anterior, a máscara PFF2 e o filtro P2 também
protegem contra poeiras, fibras e névoas citadas no item anterior. Ou seja, a
máscara PFF2 protege contra fumos e todas as partículas que a máscara PFF1
protege.

AGENTES QUÍMICOS: NÉVOAS À BASE DE TINTA, ESMALTE OU VERNIZ


CONTENDO SOLVENTE ORGÂNICO
Se o agente químico for névoa à base de tinta, esmalte ou verniz contendo
solvente orgânico, deve-se usar filtro combinado contra vapores orgânicos e
filtro para partículas classe P2, a serem acoplados na máscara tipo peça
semifacial da imagem n. 26 do eBook. Para proteção contra estes agentes não
podem ser adotadas as máscaras descartáveis do tipo PFF.

AGENTES QUÍMICOS: NÉVOAS CONTENDO AGROTÓXICO


Se o agente químico for névoa contendo agrotóxico em veículo orgânico, deve-
se usar filtro combinado contra vapores orgânicos e filtro para partículas
classe P2. Se o contaminante (agente químico) for um agrotóxico em veículo
água, usar filtro para partículas classe P2 ou máscara tipo PFF2.

AGENTES QUÍMICOS: RADIONUCLÍDEOS


Se o agente químico contiver radionuclídeos, usar filtro classe P3 na máscara
tipo peça semifacial (veja figura 26) ou máscara tipo PFF3. A máscara PFF3
também protege o usuário para os agentes que são retidos nas máscaras PFF2 e
PFF1.

Então, você pode se perguntar, se esta é a máscara tipo descartável mais


segura, porquê então não adotá-la para todas as situações?

A resposta está no fator econômico. Uma máscara PFF3 é mais cara que a PFF2
e mais cara que a PFF1. Portanto, você como técnico de segurança deve sempre
trabalhar com base no equilíbrio entre segurança e economia. Não pode jamais
prejudicar a segurança para obter vantagens econômicas, como também não
poderá onerar a empresa para um excesso de segurança desnecessário, e
portanto, contra o emprego adequado dos seus conhecimentos técnicos.
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Fique atento, sempre que houver outro tipo de contaminante no ambiente, não
arrisque indicar uma máscara sem estudar detalhadamente o assunto. Para isso, vocês
podem considerar esta leitura complementar:

TORLONI, Maurício et. al. Programa de proteção respiratória:


recomendações, seleção e uso de respiradores. 4.aed. São
Paulo: Fundacentro, 2016. Disponível em:
http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/biblioteca-
digital/publicacao/detalhe/2016/6/programa-de-protecao-
respiratoria. Acessado em: 21 de janeiro de 2019.

Nela você encontrará os meios para se determinar a proteção respiratória adequada


para agentes particulados na presença de asbestos, sílica cristalina, ou partículas
oleosas (proveniente de lubrificantes, fluídos de corte, glicerina, veículos com motor
de combustão interna, ar comprimido de compressores lubrificados a óleo), e na
ausência ou deficiência de oxigênio no ambiente de trabalho.

Agora, você irá saber como determinar a proteção respiratória para proteção dos
profissionais de saúde!

PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA CONTRA AGENTES BIOLÓGICOS NA FORMA DE GOTÍCULAS E


AEROSSÓIS

Como você já deve ter estudado na NR 09, considera-se agente biológico as bactérias,
fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros (BRASIL, 2019).
Por sua vez, a NR 32 Segurança e Saúde do Trabalho em Serviços de Saúde (BRASIL,
2019d) explica quais são as vias de entrada (meios de contato entre o agente biológico
e o organismo do trabalhador):

Vias de entrada: tecidos ou órgãos por onde um agente penetra em um


organismo, podendo ocasionar uma doença.
A entrada pode ser por:

- via cutânea (por contato direto com a pele),


- percutânea (através da pele),
- parenteral (por inoculação intravenosa, intramuscular, subcutânea),
- por contato direto com as mucosas,
- por via respiratória (por inalação), e
- por via oral (por ingestão).
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Neste momento, vamos estudar a proteção contra o agente biológico que pode ser
transmitido por via respiratória.

A exposição aos agentes biológicos dispersos por vias aéreas ocorre quando o doente
ou portador: fala, tosse ou espirra. Sua propagação no ambiente pode ocorrer de duas
formas: por gotículas ou aerossóis. A diferença entre estas duas formas está no
tamanho da partícula.

A ANVISA (2019) comenta que as gotículas têm tamanho maior que 5µm (cinco
micrômetros ou 0,005 milímetros) e podem atingir a via respiratória alta, ou seja,
mucosa das fossas nasais e mucosa da cavidade bucal.

Nos aerossóis, as partículas são menores ou iguais a 5µm, portanto permanecem


suspensas no ar por longos períodos de tempo e, quando inaladas, podem penetrar
mais profundamente no trato respiratório.

Existem doenças de transmissão respiratória por gotículas e outras de transmissão


respiratória por aerossóis, as quais requerem modos de proteção diferentes. Consulte
os itens 5 e 6 da Cartilha de Proteção Respiratória da ANVISA (2019) para conhecer
algumas das doenças que podem ser transmitidas por meio de gotículas e por meio de
aerossóis.

Tem-se então o seguinte cenário com relação a transmissão do agente biológico por
via respiratória:

FONTE
FONTEGERADORA:
GERADORA: TRAJETÓRIA:
TRAJETÓRIA: RECEPTOR:
RECEPTOR:
portador
portadorououdoente
doente ambiente
ambienteatravés
atravésde
de organismo
organismodo
do
quando
quando fala,tosse
fala, tosse gotículas
gotículasou
ou trabalhador
trabalhadorde
de
ou
ouespirra
espirra aerossóis
aerossóis saúde
saúde

Imagem 03 – ilustração do agente biológico desde a fonte geradora até o trabalhador


A imagem acima mostra três quadrados com imagens em seu interior. O quadrado
da esquerda possui o perfil de um corpo humano, o do centro possui uma seta
apontando em direção a imagem da direita, que por sua vez, contem a o perfil de
um corpo humano com um círculo contendo uma cruz em seu interior.

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No diagrama acima, você pode observar que o doente, ao falar, tossir ou espirrar
lançará no ambiente gotículas ou aerossóis, constituídos por agentes infecciosos, que
podem gerar doenças no trabalhador de saúde.
Logo, passamos agora as ações de proteção individual para que o profissional de saúde
esteja protegido durante a realização de suas atividades.

Segundo a ANVISA (2019), temos:

PARA DOENÇAS TRANSMITIDAS POR GOTÍCULAS:


Utilizar máscara cirúrgica sempre que o profissional de saúde entrar em
contato com o portador.
Também orienta que o portador deve utilizar máscara cirúrgica sempre
que houver deslocamento, evitando assim que ele contamine outras
pessoas não relacionadas com o atendimento.

PARA DOENÇAS TRANSMITIDAS POR AEROSSÓIS:


Utilizar proteção respiratória classificada como Equipamento de
Proteção Individual – EPI, uma vez que, como você viu anteriormente,
os aerossóis podem se dispersar por longas distâncias. Logo, o
profissional de saúde deve utilizar máscara de proteção enquanto estiver
em contato com o portador.

Você foi capaz de observar que a máscara cirúrgica NÃO é um Equipamento de


Proteção Individual – EPI, porém que é um importante instrumento de proteção para o
profissional de saúde?

A máscara cirúrgica é uma barreira de uso individual, que cobre o nariz e a boca, e é
indicada para proteger o trabalhador de saúde de infecções por inalação de gotículas
transmitidas à curta distância, e pela projeção de sangue ou outros fluidos corpóreos
que possam atingir suas vias respiratórias (ANVISA, 2019).

Portanto sabemos que, para proteção por gotículas deve-se adotar as máscaras
cirúrgicas, e para proteção de aerossóis, máscaras classificadas como EPI.

Neste momento você pode pensar: se a máscara do tipo EPI protege contra aerossóis,
que possui partículas menores que as gotículas, então este EPI também protege contra
as gotículas? Correto!

Porém o custo das máscaras do tipo EPI é maior que as do tipo cirúrgicas. Logo,
devemos adotar o procedimento adequado para proteção do trabalhador, dentro da
melhor condição financeira. Não seria uma boa aplicação da segurança do trabalho
onerar o orçamento da empresa desnecessariamente.

Na terceira semana desta disciplina, você vai conhecer o Certificado de Aprovação –


CA. Para ser comercializado ou utilizado, todo e qualquer EPI deve possuir este
certificado que atesta a qualidade do equipamento para prevenir riscos que possam
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ameaçar a segurança e saúde do trabalhador. O CA é caracterizado por uma


numeração que deve ser facilmente identificada no EPI.

Portanto, a máscara de proteção do tipo EPI possui uma numeração de CA, e a máscara
do tipo cirúrgica não.

Além do CA, as máscaras para proteção contra agentes biológicos devem possuir
registro na ANVISA/MS (RDC 185, 2001). Porém, não vamos neste curso, entrar neste
nível de detalhamento. Você técnico de segurança do trabalho precisa saber:

Qual é a máscara do tipo EPI para proteção contra aerossóis?

É a Peça Semifacial Filtrante, que tem como sigla no Brasil: PFF. É uma máscara que
cobre a boca e o nariz, e proporciona a vedação adequada sobre a face do trabalhador.
Possui três tipos de filtros (PFF 1, PFF 2, PFF 3), como você já estudou no item anterior,
cada um com um grau de proteção a depender dos contaminantes do ambiente de
trabalho.

A ANVISA (2019) estabelece que, em ambiente hospitalar, para proteção contra


aerossóis contendo agentes biológicos, deve-se adotar a máscara do tipo PFF 2.
No entanto, a ANVISA faz uma ressalva no caso do Hantavírus, onde recomenda a
utilização de máscara do tipo PFF 3 (ver quadro 3 da cartilha da ANVISA).

Logo, pela gradação do nível de proteção temos que a máscara PFF 2 protege o
trabalhador contra microorganismos na forma de aerossóis, além de fornecer o nível
de proteção da PFF 1, que protege contra materiais particulados na forma de poeiras,
névoas e fumos.

LEITURA COMPLEMENTAR OBRIGATÓRIA DESTA SEMANA:

BRASIL. Norma Regulamentadora N. 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e


Equipamentos: item 12.1 e seu subitem; item 12.2 e seus subitens; item 12.3; item
12.4; item 12.5 e seus subitens; item 12.6 e seu subitem; item 12.7; item 12.8 e seus
subitens; item 12.9; item 12.24; item 12.32; item 12.38 e seu subitem; item 12.49; item
12.56 e seus subitens; item 12.57; item 12.58. Disponível em:
http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/NR12/NR-12.pdf. Acessado em: 18
de fevereiro de 2019.

LEITURA COMPLEMENTAR PARA APROFUNDAMENTO NO


ASSUNTO:

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Material Complementar

ANVISA. Cartilha de proteção respiratória contra agentes biológicos. Disponível em:


http://portal.anvisa.gov.br/documents/33868/327133/Cartilha+de+Prote
%C3%A7%C3%A3o+Respirat%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol
%C3%B3gicos+para+Trabalhadores+da+Sa%C3%BAde/271a71bf-04ff-4688-a7a1-
e48eb7000767
Acessado em: 30 de jan de 2019.

TORLONI, Maurício et. al. Programa de proteção respiratória: recomendações, seleção


e uso de respiradores. 4.aed. São Paulo: Fundacentro, 2016. Disponível em:
http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/biblioteca-
digital/publicacao/detalhe/2016/6/programa-de-protecao-respiratoria. Acessado em:
21 de janeiro de 2019.

3M, Saúde Ocupacional. Proteção Respiratória. Proteção para você respirar aliviado.
Disponível em: www.3Mepi.com.br. Acessado em jan de 2019.

FUNDACENTRO – Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do


Trabalho. Norma de Higiene Ocupacional – NHO 08: procedimento técnico para coleta
de material particulado sólido suspenso no ar de ambientes de trabalho. Disponível
em: http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/normas-de-higiene-ocupacional.
Acessado em: 18 de fev de 2019.

REFERÊNCIAS:

3M, Saúde Ocupacional. Proteção Respiratória. Proteção para você respirar aliviado.
Disponível em: www.3Mepi.com.br. Acessado em jan de 2019.

ANVISA. Cartilha de proteção respiratória contra agentes biológicos. Disponível em:


http://portal.anvisa.gov.br/documents/33868/327133/Cartilha+de+Prote
%C3%A7%C3%A3o+Respirat%C3%B3ria+contra+Agentes+Biol
%C3%B3gicos+para+Trabalhadores+da+Sa%C3%BAde/271a71bf-04ff-4688-a7a1-
e48eb7000767
Acessado em: 30 de jan de 2019.

BRASIL. NR 12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos. Disponível em:


https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-12.pdf. Acessado
em: 28 de março de 2019a.
BRASIL. NR 09 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA. Disponível em:
https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-09.pdf. Acessado
em: 28 de março de 2019b.

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Material Complementar

BRASIL. NR 15 – Atividades e operações insalubres. Disponível em:


https://enit.trabalho.gov.br/portal/index.php/seguranca-e-saude-no-trabalho/sst-
menu/sst-normatizacao/sst-nr-portugues?view=default. Acessado em: 28 de março de
2019c.
BRASIL. NR 32 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇOS DE SAÚDE.
Disponível em: https://enit.trabalho.gov.br/portal/images/Arquivos_SST/SST_NR/NR-
32.pdf. Acessado em: 28 de março de 2019d.

VIA STORIA & CONSÓRCIO NAPO. Napo. Disponível em: www.napofilm.net. Acessado
em: 04 de jan de 2019.

TORLONI, Maurício et. al. Programa de proteção respiratória: recomendações, seleção


e uso de respiradores. 4.aed. São Paulo: Fundacentro, 2016. Disponível em:
http://www.fundacentro.gov.br/biblioteca/biblioteca-
digital/publicacao/detalhe/2016/6/programa-de-protecao-respiratoria. Acessado em:
21 de janeiro de 2019.

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