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TRABALHO ESCOLA DE PASTORES

Bibliologia: Livro de Números

Pastoras em treinamento:

Liriane Balbino

Juliana Santos

Mariane G. Souza

Coordenador de equipe: Pr. Abraão Ribeiro


Janeiro de 2020, Juiz de Fora-MG

NÚMEROS

Introdução
O Livro de Números é o quarto dos cinco livros da Torá, No original hebraico é Bemidbar
– que significa “no deserto” ( Nm 1.1). Lembrando que os Judeus tinham por costume nomear
seus livros antigos com as primeiras palavras dos mesmos. Na versão bíblica grega (LXX ou
Septuaginta) é Arithmoi, cujo sentido do termo é aplicado a “recenseamentos”.O nome em
português é derivado do latim “Numeri” e é uma referência aos dois censos dos israelitas
citados na Bíblia. Moisés contou os homens israelitas (da idade de 20 anos para cima) duas
vezes, uma no Monte Sinai e outra nas planícies de Moabe, perto de Jericó (Número 26). Este
livro marca o final da história de Êxodo (opressão no Egito). Números conclui a narrativa
iniciada em Gênesis e elaborada no livro de Êxodo e no Levítico. O livro também demonstra a
importância da santidade; Israel não teve fé suficiente para conquistar a terra de Canãa (terra
prometida), e a promessa fica então para a próxima geração.

Data e Local
Existem opiniões variadas sobre quando Números e os outros livros de Moisés foram
escritos e não se sabe exatamente onde Moisés estava quando escreveu esse livro.
Provavelmente foi escrito no século XV, por volta de 1405 a.c. No entanto, o texto fornece
informações a respeito dos locais dos acontecimentos registrados. Por exemplo: Números 1:1-
1, registra os eventos ocorridos antes de Moisés e os filhos de Israel terem saído do Monte
Sinai. As experiências de Israel no deserto encontram-se em Números 10:11-35. E finalmente
no capitulo 22 relata os acontecimentos transcorridos nas planícies de Moabe (na fronteira
leste de Canaã) quando Israel se preparava para entrar na terra prometida.

Autor
Moisés é o autor de Números. Ele foi chamado pelo Senhor para libertar os filhos de
Israel do cativeiro no Egito e guiá-los até a terra prometida, Moisés testemunhou a maioria dos
acontecimentos registrados no livro de Números.

Divisões:

Números 1-9
Moisés e outros líderes registram o número de homens em cada tribo que podia sair à
guerra, num total de 603.500. Esse número não inclui os homens da tribo de Levi (que tinham a
designação de servir no tabernáculo). O Senhor determina como as tribos deveriam acampar
no deserto. O Senhor descreve o voto nazireu. A segunda Páscoa é celebrada para
comemorar a libertação dos israelitas do cativeiro do Egito pelo Senhor.

Números 10-21
Os israelitas deixam seu acampamento perto do Monte Sinai. Continuam sua jornada
para a terra prometida, marchando em direção ao norte para o deserto de Parã. Moisés envia
12 espias à terra de Canaã. Dois desses espias, Josué e Calebe, retornam com um relatório
encorajador. Os dez restantes trazem um relatório desanimador. Os israelitas têm medo de
entrar na terra de Canaã. Como consequência, o Senhor declara que Israel não entrará ainda
na terra prometida de Canaã, mas continuará a vagar pelo deserto. Eles enfrentam muitas
dificuldades e continuam a murmurar. Serpentes venenosas picam muitos israelitas. Moisés
ergue uma serpente de metal numa haste e os israelitas que olham para a serpente são
curados.

Números 22-36
Os israelitas armam suas tendas nas planícies de Moabe. O rei Balaque, de Moabe, teme
a presença deles. Balaque pede ao Profeta Balaão que amaldiçoe os israelitas. Balaão recusa-
se e, em vez disso, abençoa Israel, profetizando sobre a vinda de Jesus Cristo. Contudo,
alguns israelitas fazem cair sobre si mesmos a ira do Senhor por terem relações sexuais com
as filhas de Moabe e por adorarem a Baal. Os ofensores perecem. A velha geração rebelde
morre e a nova geração está pronta para entrar na terra prometida. O Senhor dá instruções
sobre terras, fronteiras e cidades na terra prometida (Canãa).

Fundo histórico

1440 A.C - Os minóicos


Durante uma expedição no começo do século XX, o arqueólogo Arthur Evans encontrou
vestígios da civilização Minoica, em Creta, a maior ilha do mar Egeu. Essa civilização surgiu
durante a idade do Bronze Greta. Creta é uma ilha montanhosa com portos naturais.

Acredita-se que a civilização minoica era constituída por cidade-estado,


subordinadas em certo nível a uma cidade mais importante e seu rei. Assume-se que
Cnossos (Κνωσός) era esta cidade. O palácio de Cnossos é o maior já encontrado na
ilha, embora grandes palácios também ocorram em Festos (Φαιστός) e Malia (Μάλια).
Associados ao palácio, estavam casas, lojas, banhos, oficinas e armazéns. Devido à
dificuldade na tradução dos escritos minóicos, não há a identificação dos reis de Creta
(Κρήτη), o nome Minos (Μίνωας) foi atribuído pelos gregos, posteriormente, ao rei que
teria governado do palácio de Cnossos (Κνωσός). (fonte:
http://greciaantigamitoereligiao.blogspot.com).

Os minóicos tinham uma religião matriarcal, adoravam exclusivamente divindades


femininas. O Egito por muito tempo, importou de Creta azeite e vinho, geralmente
transportados em vasos de cerâmica. Por volta de 1420 a.c, a ilha foi conquistada pelos
micênicos, que adaptaram a escrita Linear A, dos minóicos, criando a Linear B para a língua
micênica, uma forma de Grego.

Os vedas
Eles surgiram na região do Subcontinente da Índia, Os Vedas são vistos como as
escrituras sagradas associadas à religião hindu, porém a natureza dos seus ensinamentos é
totalmente diferente das outras escrituras religiosas popularmente conhecidas. Os Vedas
formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, que representam a
mais antiga literatura de qualquer língua indo-europeia. De uma forma resumida podemos dizer
que eles são a espinha dorsal de toda cultura hindu, também chamada de tradição védica.
Na tradição hindu os vedas são considerados incriados, eternos e sábios. Atualmente os
estudos védicos são cruciais para a compreensão de linguística indo-europeia, como também
na história indiana antiga.

O voto de Nazireu

Havia duas categorias de nazireus: os voluntários e os que os eram por designação


divina. Os regulamentos que governavam os nazireus voluntários são encontrados no capítulo
6.
Três restrições principais recaíam sobre os que faziam um voto de nazireu:
(1) Não deviam tomar nenhuma bebida inebriante; nem deviam comer algum produto da
videira, quer verde, quer maduro ou seco, nem beber seu suco, quer no estado fresco,
fermentado ou como vinagre.
(2) Não deviam cortar o cabelo da cabeça.
(3) Não deviam tocar em cadáver, nem mesmo o dum parente chegado: pai, mãe, irmão
ou irmã.
Além disso, o nazireu “deve mostrar-se santo, deixando crescer as madeixas do cabelo
de sua cabeça”, o que servia de sinal sublime pelo qual todos podiam prontamente reconhecer
seu santo nazireado. A mesma palavra hebraica na·zír, era usada com respeito à videira “não
podada” durante os sagrados anos sabáticos e de jubileu. (Le 25:5 ) É também de interesse
que a placa de ouro na frente do turbante do sumo sacerdote, que tinha inscrito nela as
palavras: “A santidade pertence a Jeová”, era chamada de “sinal sagrado de dedicação; né·zer,
da mesma raiz que na·zír”. (Êx 39:30, 31) Do mesmo modo, o ornamento oficial da cabeça, ou
diadema, usado pelos reis ungidos de Israel, também era chamado de né·zer. (2Sa 1:10; 2Rs
11:12)
No caso dos designava como nazireus para toda a vida, eles não faziam nenhum voto e
não eram restritos por um prazo. Por estes motivos, os mandamentos de Jeová para eles
diferiam de certo modo dos requisitos para os nazireus voluntários. Sansão foi tal nazireu
designado por Deus, todavia, não se lhe impôs nenhuma proibição quanto a tocar em
cadáveres. No caso de Samuel, foi a sua mãe, Ana, que fez o voto, separando seu filho ainda
não concebido para o serviço de Jeová como nazireu. O Apostolo Paulo fez o voto temporário
que na tradição judaica (não a Bíblia) dizia que não podia ser menos de 30 dias, porque se
achava que qualquer período inferior a isso degradava a solenidade do voto.

Números 21

Introdução: Me chamou a atenção ver como os eventos que aconteceram durante o êxodo do
povo de Israel, trazem lições importantes para as nossas vidas. Podemos identificar que tais
eventos tiveram um tom profético que apontava para Cristo. Nesse capítulo, analisaremos um
desses eventos. Em Números 21.4-9 encontramos Deus tratando com o seu povo de uma
maneira específica e peculiar.
1-A MURMURAÇÃO DO POVO:

1. Nos versículos anteriores do capítulo 21, encontramos o povo de Israel, devotos, tementes e
confiantes no Senhor, após uma calorosa e vitoriosa batalha, porém algo aconteceu e eles logo
fraquejaram na fé: "mudança de caminho", Deus através de Moisés os levou por outro caminho
no qual eles. Moisés precisou conduzir o povo a leste de Edom, e depois, a norte, passando
por um terreno difícil. Não demorou muito para que esse acontecimento deixassem o povo
impaciente e para que começassem a murmurar novamente." A angústia e a impaciência do
povo foram os primeiros passos para mais uma vez desagradarem a Deus.

2. O segundo passo foi falar contra a autoridade de Deus e de Moisés, o povo murmurou,
reclamou. Também murmuraram contra o alimento que Deus os deu (o maná).
“e começou a falar contra Deus e contra Moisés. Eles diziam: — Por que Deus e Moisés nos
tiraram do Egito? Será que foi para morrermos no deserto, onde não há pão nem água? Já
estamos cansados desta comida horrível!”
Números 21:5

Dizem os estudiosos da Bíblia que essa foi a 11° murmuração dos Israelitas no deserto. Neste
momento aprendemos que muitas vezes quando Deus nos leva por outro caminho, nós
perdemos a confiança e murmuramos, caímos no grave erro de reclamar contra o maná(
Palavra de Deus), Deus e Moisés (o Ministério).

2-A MORDIDA DAS SERPENTES E SEUS EFEITOS:

Em face de tais pecados do povo, Deus executa seu juízo sobre eles mandando "serpentes
ardentes" para os morder. Até aquele momento, Deus os havia preservado de tais serpentes, já
que no local onde eles andavam era comum a presença dessas serpentes (Dt 8.15), mas
agora, diz a Bíblia "Deus mandou..."

No hebraico elas são chamadas de Nachash Saraph, ou seja, "serpentes abrasadoras",


"serpentes de fogo", "serpentes ardentes". Mas porque esses nomes? De acordo com o
Comentário Bíblico Beacon: "Esta descrição se deve, provavelmente, à natureza do veneno
tóxico e à coloração que cor de cobre brilhante." Segundo Matthew Henry: "Estas serpentes
são chamadas de ardentes, pela sua cor, ou pela fúria, ou pelo efeito de suas picadas,
inflamando o corpo, causando-lhe imediatamente uma febre alta, queimando-o com uma sede
insaciável."

A mordida venenosa destas serpentes tiraram o sossêgo da vítima, trazia muita dor, febre
ardente, inflamação e sensação de queimadura por todo o corpo. W. W. Wiersbe escreveu: "
Aqueles que eram picados morriam rapidamente, ao que parece, era uma morte dolorosa. O
salário do pecado é a morte." É assim que o pecado faz com o homem, o conduz à morte. E
naquela época muitos morreram.

3- ISRAEL CLAMA, E DEUS ATENDE:


”Então o povo foi falar com Moisés e disse: — Nós pecamos, pois falamos contra Deus, o
Senhor, e contra você. Peça a Deus que tire essas cobras que estão no meio da gente. Moisés
orou ao Senhor em favor do povo,”
Números 21:7

É interessante que após a chegada das serpentes, o povo passou a se arrepender e clamar
por causa daquela situação.

Para cada atitude humana existe uma resposta divina. O homem peca, Deus executa juízo; o
homem se arrepende, Deus executa sua misericórdia; o homem clama, Deus manda resposta!

O povo pediu pra Deus tirar as serpentes, entretanto o Senhor lhes respondeu de outra forma.
"Disse o Senhor a Moisés:
“e ele disse:

“Disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente abrasadora, põe-na sobre uma haste, e será
que todo mordido que a mirar viverá.”
Números 21:8 ARA

Nesse versículo encontramos Deus ordenando a Moisés para fazer uma serpente de bronze,
em outras versões da Bíblia, aparece os nomes: serpente de cobre, serpente de metal,
serpente de latão, todas as referidas traduções são exatas e perfeitamente aceitáveis. A
serpente de bronze era apenas um meio pelo qual Deus realizaria a cura nos Israelitas. Ela foi
a resposta de Deus aos feridos. Todo aquele que a olhasse viveria.

4- DA MORTE PARA A VIDA:

A serpente de bronze era apenas um símbolo da cura (que na verdade só era dada por Deus),
entretanto o povo devia olhar para a serpente. Deus não falou para cultuar a serpente nem lhe
queimar incenso como se fazia na época de Ezequias (2 Rs 18.4), mas era para apenas olhar
para aquele objeto. Era um ato de fé, não na serpente, e sim em Deus. Segundo Matthew
Henry: "Os próprios judeus dizem que não era o ato de olhar para a serpente de bronze que os
curava, porém ao olhar para ela, visualizaram Deus como o Senhor que os Sarava." Então
todos os mordidos que olharam, ficaram curados e viveram.Passavam da morte para a vida.

Essa serpente de bronze adquiriu na tipologia Bíblia a figura de Cristo. De acordo com W.W
Wiersbe: "Jesus usou a serpente de bronze para ilustrar sua própria morte na cruz (Jo 3.14).
"Levantar" era um termo usado na época para referir-se à crucificação.''

Vejamos agora o que os eruditos da Bíblia dizem para confirmar esta linha de reflexão: "O
poder vivificante da serpente de metal prefigura a morte sacrificial de Jesus Cristo, levantado
que foi na cruz para dar vida a todos que para Ele olhassem com fé." (Bíblia De Estudo
Pentecostal); "Aquela serpente de bronze tipifica Cristo, que se fez homem (bronze na tipologia
representa a humanidade) e foi feito pecado por nós (o pecado é representado pela serpente)
para nos salvar." (Silas Daniel); "Uma vez que era necessária uma viga transversal para
sustentar a serpente, a haste é considerada, por alguns como símbolo da cruz." (Bíblia De
Estudo Palavras-Chave).

”Compare a dor deles com a nossa. O pecado morde como uma serpente, e pica como uma
víbora venenosa. Compare a aplicação do remédio deles e do nosso. Eles olharam e viveram e
nós, se crermos não pereceremos. Contemplamos a Jesus pela fé (Hb 12.2). Todo o que
olhava, por mais desesperado que fosse o seu caso, mais frágil que fosse a sua visão, e mais
distante que fosse o seu lugar, era curado totalmente." (Matthew Henry); "A comparação entre
a serpente de bronze no tempo de Moisés e a cruz de Cristo nos ajuda a compreender melhor
o significado da graça de Deus na salvação. Todas as pessoas foram contaminadas pelo
pecado, e um dia morrerão e enfrentarão o julgamento (Hb 9.27), mas se olharem para Cristo
pela fé, ele as salvará e lhes dará vida eterna. O ato de olhar para a serpente bronze salvou
muitas pessoas da morte física, mas olhar para Cristo nos salva da morte eterna."

Conclusão: A serpente simboliza a morte, o engano, a dor e o sofrimento; o bronze tipifica o


Filho do Homem, a saber: Jesus Cristo e a haste representa a cruz. Ou seja, Jesus (o bronze)
carregando nossos pecados (serpente) na cruz (haste). Todo aquele que olhar para Jesus
viverá, será curado da morte eterna, causada pelo pecado. Façamos como o autor aos
Hebreus: "Olhando firmemente para o Autor e Consumador da Fé, Jesus..." (Hb 12.2). Quem
não olha para Jesus, através dos olhos da fé, está morto espiritualmente e continua enfermo
rumo à morte eterna. Porém, aquele que nele crer não perece, mas tem a vida eterna.

No capítulo 25 fala sobre as filhas de Moabe, com as quais os homens de Israel


fornicaram.

Cada vez que Balaão tentou amaldiçoar Israel, bênçãos saíram da boca dele. Não
conseguindo vencer o povo de Deus com suas palavras, o falso profeta deu outra sugestão.
Seguindo a palavra de Balaão, os moabitas fizeram uma festa e convidaram o povo de Israel.
Nessa festa, eles praticaram idolatria e imoralidade, e alguns israelitas tropeçaram e
participaram dessas impurezas.

A arqueologia descobriu que os devotos de Baal praticavam a prostituição como parte de


sua adoração. Esta prática sórdida foi adotada pelos israelitas. Fineias filho de Eleazar e Beto
de arão vs 8. Foi após o homem . . . até ao interior da tenda. O termo qubba, fora do comum,
significando "tenda abobadada", indica a alcova onde Finéias apanhou-os no ato (Delitzsch).

11. Estava animado com o meu zelo. Literalmente, zeloso com o meu zelo. Finéias
defendera o ódio zeloso de Deus contra o pecado. Ódio perfeito ao pecado está detrás de
todas as "difíceis" pragas e imprecações da Bíblia.
13. Sacerdócio perpétuo. Por causa desta aliança de amizade (v. 12), os descendentes
de Finéias viriam a ser os sumo sacerdotes de Israel (cons.I Sm. 14:3; 22:11, 20). Continuaram
assim através de toda a história do Tabernáculo e do Templo.

Finéias, filho de Eleazar, reagiu. Ele pegou uma lança e entrou na tenda atrás do casal e matou
os dois. Deus ficou tão contente com a justiça de Finéias que a praga cessou. Já tinham
morrido 24.000 pessoas por causa da imoralidade e idolatria do povo.Assim, Finéias salvou a
nação e validou a posição de sua família no sacerdócio. Centenas de anos depois, ele foi
lembrado como um homem justo (Salmo 106:30-31). Podemos achar a reação de Finéias
extrema, mas Deus a aceitou. Embora não cabe a nós matar ninguém hoje (Romanos 12:19),
não devemos deixar de nos opor e até castigar os pecadores. Finéias não se preocupou com a
posição de Zinri ou a de Cosbi. Eram pecadores se rebelando contra a vontade de Deus, e ele
os castigou. De semelhante modo, o evangelho pode causar divisões de famílias (Mateus
10:34-38). Os servos de Deus terão que rejeitar os irmãos que voltam ao pecado (1 Coríntios
5:3-7,11-13). Homens justos, como Finéias, têm coragem de pelejar contra o pecado, usando
as armas espirituais que Deus nos dá (2 Coríntios 10:3-6; Efésios 6:11-17).

Preparativos para Entrada na Terra. 26:1 – 36:13.

Deste ponto até o fim de Números 36, o assunto principal está diretamente ligado à
entrada de Israel na terra prometida, uma nova convocação de guerreiros (cap. 26), problemas
de herança de filhas e a consagração de um sucessor de Moisés (cap. 27), a divisão da terra e
orientação para o estabelecimento da terra (caps. 32; 34) e o estabelecimento das cidades
levíticas (cap. 35).

O Segundo Recenseamento nas Planícies de Moabe. 26:1-65, em contraste ao do Sinai,


faz uma lista das famílias das diferentes tribos, tendo em vista a herança delas (cons. Gn.
46).As tribos maiores herdariam mais terra e as menores, menos, com a distribuição das tribos
a ser decidida por meio de sortes (26:54-56; 33:54).

Trazendo ainda uma reflexão final sobre números, que me chamou atenção no capítulo 11:

A Insuficiência do Maná (11.6-9) Mas a verdadeira questão não era a simplicidade do


regime alimentar do deserto. A reclamação se concentrava na característica intragável do
maná (6). A crítica era um golpe contra Deus, dizendo, em essência: “O que tu fazes por nós
não é suficiente”. Queixavam-se, apesar do fato de o maná ser o alimento milagroso que até
aqui os mantivera vivos e que os sustentaria por todo o transcurso da viagem longa e difícil
para Canaã (Êx 16.14-36; Js 5.12).

12. Como a ama. Nesse versículo Moisés não está sendo humorístico nem sarcástico
com o Senhor, mas apenas O lembra de Sua soberania, pois Ele foi quem deu vida a essa
nação e lhe prometeu uma terra. Portanto, só o Senhor podia amamentar essa criança e
sustentá-la, como uma ama de leite carrega e alimenta uma criança que mama.

14. Eu sozinho não posso levar a todo este povo. A fragilidade humana de Moisés
aparecem aqui e na linguagem do versículo 15. Suas palavras estão carregadas de intensa
emoção, pois ele se encontra em situação angustiosa, sentindo que seria um ato de
misericórdia se Deus lhe tirasse a vida.

Quantas vezes nos sentimos sobrecarregados por querer ou ter que fazer tudo sozinhos?
Quantos pastores já passaram por momentos de questionamentos de sua capacidade naquilo
que Deus confiou?

Infelizmente, este é um sentimento por que passam muitos pastores nas igrejas, levando
alguns até a desistir do seu ministério. Moisés errou em reclamar assim ao SENHOR, pois a
carga não era dele: o SENHOR é que estava, não só carregando o povo, mas ele também.
16. Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel. Estes homens se tornaram os
organizadores e secretários de Moisés, conforme indica a palavra superintendentes (shoter;
cons. shataru assírio, "escrever"). Por isso a LXX traduz aqui para o conhecido termo
"escribas" (grammateis). Eles eram realmente "oficiais", mas podiam ter contribuído para a
organização e preservação do registro sagrado.

Devem ser distinguidos dos chefes dos milhares e centenas, etc., de Êx. 18:21-27; Em
êxodo 18 Moisés foi aconselhado por Jetro de colocar pessoas para o ajudar a resolver as
questões do povo.

17. Tirarei do Espírito que está sobre ti. Diferente daqueles que foram escolhidos em
êxodo, esses homens não precisaram ser ensinados por Moisés de como agir ou ajudá-lo, pelo
contrário Deus tirou uma parte do seu Espírito que estava sobre Moisés e colocou sobre esses
homens. Não havia mais poder do que antes, somente mais equipamento! Moisés reclamava
do peso do fardo da responsabilidade que levava, mas Deus distribuindo o fardo, mostrou que
o poder de Moisés tinha sido sempre suficiente em proporção ao peso desse fardo.

Conclusão: Deus tem o pastor (no caso Moisés) como responsável de seu povo, e
Moisés tinha Deus como responsável pelo povo, que o criou e o gerou, se comparando a uma
ama de leite. assim cada alma confiada a nós daremos conta a Deus, "Obedecei a vossos
pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de
dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos
seria útil." Hebreus 13:17

Deus coloca a responsabilidade do seu povo sobre o pastor, podemos ilustrar como fala
em HB que ele deve ser como uma vela que pra levar a luz e iluminar o ambiente se desgasta
se necessário for em prol disso. Não há responsabilidade maior delegada por Deus, de confiar
seus filhos.

Moisés desejou morrer, hoje há muitos pastores assim e que chegam ao suicídio. Por
levar um fardo pesado, mas ao contrário de Moisés não foram até a Deus lançar esse
fardo,pois foi Deus quem deu a solução tanto humana ( levantar os 70), quanto a sobrenatural (
a provisão de carne).

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