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O BRAS IL CANTANDO

em ~~~ü~a[L
C!:l\lt11JIU~D@
Canções, modinhas e outros cantares, para 1 ou
2 vozes orpheonicas («a secco») ou com acom-
panhamento de piano, P.ara o lar e a escola, festas
'Ir
e passe1os

COLLECCJONADAS E HARMONIZADAS POR

OPUS 66

ED~tr@~L4\ >»'o/1@/LIE~«<
~~lr~@~@ltrn~{l ~o©©~~@
PREFACIO

E' incrível a riqueza da musica brasileira. Ao ser des-


coberta a Terra de Santa Cruz, esta já linha súa musica,
fertilizada, depois, principalmente pela península ibérica
e pelo elemento africano. Surgiram; aos poucos, generos,
cuja simples enumeração, incompleta, dá idéa de sua varie-
dade e abundancia: •
aboios, acalanlos, alujás, arrazoares, baianos, bailados,
batuques, cana-verdes, canções, candomblés, cantos d.e cu-
cumbís, cat.eretês, catiras, ca:rambús, cheganças, chibas, chi-
marritas, chôros, clwlas, cirandas, côcos (de ganzá, de praia,
de zambê), congadas ·ou congos, cordões, corta-jacas, curu-
rús, desafios, dobrados, emboladas, encantações, fados, fan-
dangos, {a.úneiros, jéguedés, jongos, lozwaçõ.es, lundús, ma-
cwnbas, maracatús, marchinhas, nwrlellos, nw:r:ixes, modas
e modinhas,. pastoris, ponteiros, pregões, quimbêtes, rcm-
clws, reizadas, rodas, sambas, sarambeques, sarambús, se-
restas, sorongos, tanguinhos, tood;as, trayeiras, Zé-Pereiras.
Assim, não foi grande coisa reunir, aos poucos, os 300
e tantos numeros. desta collecção, embora eü me limitásse
a cantares que correspondam ao fim visado: seu uso no
lar e na ·escola, em festas e passeios. Excluindo, salva ra-
ríssima excepção, cantos estrangeiros, não fiz outro tanto
com relação a Portugal que, de hú muito, mantém com
o Brasil, irmão, um vi vo intercambio musical.
!

O lado prático obrigou-me a atlender ás condições da


epoca e do paiz: assi.m, diante do forle impulso <lado, prin-
cipalmente por Villa-Lobos, ao conto orpheonico (como,
agora, chamam üo canto "ú secco"), accrescentei ~a todas

O BI~ASIL CANTANDO -5-


as melodias (menos nos hymnos officiaes); uma 2' voz, re-
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digindo~a de inodo que possam ser cantadas sem nenhum ·. ~
acompanhamento.
Müitos, entretanto, e com razão, não dispensam ~i ri-
queza de harmonias mais completas e de rythmos varia-
dos, pelo que accrescentei, sempre, o acompanhamento a
piano.
Por outro lado, este devia torna~· excessivamente dis-
pendiosa a composiçào c impressão das musicas, em pre-
juízo da acquisição do livro, pelo que procurei seguü· o
caminho que se impunha: em Ycz de usar de 3 pautas,
1 para o canto e 2 para o piano, reduzi tudo a 2 pautas,
reservando para a de cima as 2 vozes do canto, c para a
de baixo os complementos pianisticos; essa economia de ,,
1000 e tantas· pautas no livro não só reduz notavelmente o "
preço, mas ainda tem a vantagem prà·tica de fazer com
que todos os numeros possam ser locados, com a melo-
dia propria, ao piano, sem necessidade de canto.
Os· numeras, portanto, podem ser
1) can~qdos a 1 voz, de criança, de senhora, de ho-
mem ou mixtas ·
2) lcantado~ a 2 vozes,' de criaiH;.as, ou ambas de se-
nhoras, ou ambas de homens, ou ambas as par-
tes a vozes mix tas;
3) cantados a 1 voz com acompanhamento de piano;
4) canta das a . 2 vozes, acompanhadas ao piano;
5) tocadas ao piano, sem canto.

O BHASIL CANTANDO cstú dividido em 6 partes:


I) O Lar (acalantos - amor - despedida - filhos
infancia - irmãos - lar - mãe - orphãos ~ pae - sau- \

I
dades - terra natal);
Jl) Crianças (brinquedos de roda, de fila, etc.);
Ill) Vida popular (h<lladas - brindes - desafios
escnwos - festas - trabalho, etc.);
l
IV) Natureza (arvores - caça - estações de anno --
eslrellas - flores - fructas - luz - mar e rio - passari-
nhos - sol);
V) Palria (hymnos - soldados - terra natal, etc.);
VI) R cligião (c a Iceis mo cantos religiosos).
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':'\\

-6- O BRASIL CANTANDO


Mestres contemporaneos honraram-me com eonlrihui-
c:ôes especiaes, cscriptas para (•ste livro, que agradeço muito
particularmente; outros, bem como varias casas editoras, au-
torizaram-me a incluir estes ou aquelies numeros, ou man-
daram-me melodias e versos, publicados ou não, pelo que,
igualmente, me confesso penhorado.
O acompanhamento de piano me1·cceu-me tanta atten-
ção que não só procurei elevá-lo, frequentemente, por pe-
queninas imitações da melodia ele., mas que me dirigi a uma
das maiores autoridades no assumpto, o prof. Charles Lach-
muJHi, professor dos mais acatados c compositor de meri-
ios especiaes. Com elle, em dezenas de palestras, examinei
e discuti numero por numero, encantados ambos con1 a ri-
r!ueza, variedade e o sentimento da n1usica brasileira. Vejo
no prof. Lachmund, muito grato, o padrinho de meu trabalho.

p, Não pret·endo parar no caminho: agradeço de antemão


as contribuições que me enviarem de. todos OS! recantos do
Brasil (melodia e versos); caso não mais entrem no corpo
do livro, talvez possam ser editadas em suppl-emento, até se-
rem publicadas, em seguida, em nova edição.

Hio de Janeiro, Convento de Santo Antonio,

8 de Dezembro de 1937.

Frei Pedro Sinzig, O. F. M.

O BHASIL CANTANDO --7-


lo - FAMILIA
Acalantos - Amor - Despedida - Filhos - lnfancia - Irmãos - Lar
- Mãe - Orphãos - Pae - Saudades - Terra natal.

Acalantos

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zar á Con-cei - ção; En- con - !rei Nos-sa Se nho-ra Com seu ra-mi-nho na
me dis-se que -não. Eu lhe tor-nei a pe di r, El - la me deu seu cor-

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Canção de berço usada no norte e communicada por Ceição de Barros


Barreto em •Cantigas de quando eu era pequeninà• (Pimenta de Mello
8: C., Rio de Janeiro).

O BRASIL CANTANDO- 2 -9-


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Palavras de Branca de Gonta Collaço; melodia recolhida ou escripta por
Alex. Rey Collaço, em «Cantigas de Por!t1g·al» (Sassei,i & C., Lisboa) .

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-10- O BRASIL CANTANDO
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O BRASIL CANTANDO -11-


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2. De-amor se~ardente fôra 3. De gelo-e neve~em peito


Meu pobre seio, Oh ! fôra pena
Neli e te dava ~agora Q'rer offer!ar-te-um Jeito
Berço~e morada, Em noite-agreste,
Meu doce enleio, Linda~açucena,
'Strella do céu baixada, Jasmim do-horto celeste,
Ruben te- aurora! Deus homem feito!
Dorme, meu casto~anhelo! Dorme,- e não venhas, li rio!
Do"rme, florinha! Dorme, florinha !
Meu peito-é neve-e gelo, Dorme, que~era martyrio,
E~és vida minha! Por vida minha!
4. Mas, se-álgicla~é a noite
E~a terra fria, '
Tens berço que te~acoite,
Divino-Infante :
Tens noite-e dia
Regaço-e peito~amante
/ De Mãe : Maria.
Dorme, florinha beiJa,
Dorme, florinha!
Hei ele ficar de vela,
Que-és vida minha!
Versos do P. A. de Menezes. - Seguidilha portugueza. («Melodias de
Salão»; S. fiel, 1906).

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2. Não, -não,
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não,
da ca - n- nha pre-ta,
não, coi - ta- di - nha ...

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3. Ca-i-po-ra
lá do meu sertão,
Pega~essa melllna,
p'ra levar no teu surrão.
Acalanto popular bahiano cstyiizado por Georgina de Mello Erismann
(Sto. Amaro, Bahia). - Contribuição para «Ü Brasil cantando».

-12- O BRASIL CANTANDO


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O BRASIL CANTANDO 13-


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ne-sta mo-ra- da, sen - ti - ela, quão só - si - nho me dei - xou!
JUn-to cta mi-nha re ~di - nha, a can - !ar com e - mo - ção:

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-tão, a can- tar com c mo ção:

'"•l::ten;a Sauc1.1dc» é o titulo desse lindo arranjo de Fabiano Lozano


!Sii.o Paulo) ela melodia popular, sobre letra anonyma, escripta para
«O l'>rasil cantando» e dedicada ao autor da collecção. ·

-14- O BRASIL CANTANDO


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- men-te Por teu pe-no - so cho- 1:ar. Dor- me, dorme, meu fi-

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I - lhi - ntfo,

3. Dorme, filho, sob·~ guarda 4. Louvado seja~o Divino,


Do teu anjo tutelar, E -a Virgem Santa tambem,
Trocando por bellos sonhos, O meu filhinho já dorme,
Este penoso chorar. O meu menino, o meu bem;
Dorme, dorme, meu filhinho; Anjos do céu, embalae-o,
E' tempo de soccgar. Nas horas de Deus! Amen.

Versos (com outtas estrophes) de Juvenal Galleno. A melodia baseia-se


em 2 motivos de canções dos Muncluntetís tParáj que o autor do livro
ouviu ele seu confrade frei Hugo iv\ense. O l' motivo é dum acalanto
dos ditos indios; o 2' (dos ultimas 4 compassos) duma cr:nção de crian-
ças: 7iuuba, fumbac-iat.

O BRASIL CANTANDO - 15-


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nun-ca se-ja per-tu r- ba - do! Dor - - - me!


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3. Dorme, meu filhinho, dorme!
Tua mãe te está cuidando,
E os Anjos p'ra ti sorriem
Lá do céu, te contemplando.

Versos de Thiago Pessanha.


Do Oratorio «Maria Santíssima», opus 17 de Frei Pedro Sinzig, O. F. M.

16- O. BRASIL CANTANDO


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bei 7 ra do ri - !>• La - v~n-dô os pan- ni - nhos De seu bento Fi - lho.
. Jo-se es -ten- d1 -a; O Me- m - no cho- ra - va Do fn- o que fa - z1 - a.

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3. os· filhos dos homens 4. Menino pequeno


Enr berço dourado, Precisa de cp-;!cão;
E vós, meu Jesus, De di:; dorme l1a cama,
Em palhas deitado ! De noite~no coração.

Acalanto de Minas, communicado ao autor pelo Dr. Augusto de Lima Jr.

3. Roupão de velludo, 4. Menina bonita


Touquinha de filó, Não dorme na cama ;
Camisa de renda Dorme no regaço
Lhe deu a vovó. Da sua mucama.

Acalanto popular, conhecido em varios Estados.

O BRASIL CANTANDO -17-


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2. Murucultí, 3. Murucuhí,
Meu menino-é tão 'bonsinho! Vae-te-embora, vae-le-embora!
Tem, a protegê-lo, Veitt p'ra meu '!i!ho
De Deus um anjinho! Do somninho-a hora!
Melodia paracnsc communicada ao autor pelo violinista Marcos R. de Salles, Rio.

-18- O BRASIL CANTANDO


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sor - te Que Deus tem pa-ra lhe dar.

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3. Sáe-te d'ahi, ó papão, 4. Vae-te-embora, rouxinol,
De cima desse telhado ! Deixa~a baga do loureiro,
Deixa dormir. o menino Deixa dormir o menino
O seu somno descansado! Que está no som no primeiro!

5. Dorme, dorme, meu menino,


_Dorme, dorme, meu amor!
Os anjos do céu te-embalem,
E a benção elo Senhor!

Canção de berço com muitas variantes. O texto é usado no Brasil e


em Portugal. A melodia· parece ser portugueza.
O Bl~AS!L CANTANDO -19-
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Acalanto de Minas e de São Paulo.

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-20- O BRASIL CANTANDO


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3. Tornava Nossa Senhora, 5. Rogava Nossa Senhora:


Numa voz mais consumida: «Modera a tua alegria ..
«Dorme, dorine, ·dorme agora Não deites a roupa fóra
E que eu descanse lambem, Do teu leito pequenino ...
Porque mesmo adormecida Não rias mais. Dorme agora
Vela sempre, a toda hora, E brincarás todo o dia.
No· meu peito, o amor ele mãe." Dorme, dorme meu menino !,
E o menino Jesus não se dormia ... E o menino Jesus não se dormia.

4. Numa voz .mais fatigada, 6. Mais triste, mais abatida,


Tornava a Virgem Maria: Pedia a Virgem Maria :
"Dorme, pombinha nevada, •Tem pena da minha vida,
Dorme, dorme, dorme bem ... Que se a quero é para ti.
Vê.•'que está quasi apagada Vida afflicta c dolorida !
A frouxa luz ela bugia, Só por ti a viveria
De pouco azeii:e que tem." Tão longe de onde nasci!.
E o menino Jésus não se dormia ... E o menino Jesus não se dormia.
7. E a voz da Virgem volveu :
"Repara no meu olhar.
Vê como elle entristeceu.
Dorme, dorme, dorme bem,
Oh! alvo li rio do céu !
Olha que estou a chorar!
-- Tem pena de tua mãe '"
Nosso Senhor, então, adormeceu ...

Os bellos versos são de Augusto Gil, com musica de Frei Pedro


Sinzig, O. F. M.

O BRASIL CANTANDO -21-


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Esse acalanto, muito popular, apresenta variantes desde o nome que


lambem é «Sapo Jururú».

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i Acalanto do Pará, communicado ao autor do livro pelo violinista Marcos


R. de Salles, I<io de Janeiro.

-22- O BRASIL CANTANDO


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Canção ue berço conhecida em varias Estados e harmonízad:1, resp. ar-


ranjada, por autores diffcrentcs. - A 2' parte é uma variante do final
do n.' I ( •Accordd ele madrug-ada• ).

O BI~ASIL CANTANDO -23-


Andantino
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dei -la ca - lun - ga. -Diz, por cau - sa de que, ca - ltm - ga?

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que i - mou ?
e - lo pei - xe fri-to, ca- lun - ga, Qu.;--o ga - to co -meu.
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3. Que dê o gato,-o gato, calunga? 4. Que dê o fogo,-o fogo, calunga?
fugiu para-o mato, calunga .. A-agua já o-apagou, calunga.
Que dê o mato,-o mato, calunga? Oh!, que dê a agua, calunga?
O fogo-o queimou. O frade a bebeu.

5. Que dê o frade,-o frade, calunga?


'Stá dizendo missa, calunga.
Que dê essa missa, calunga ?-
'Stá no seu altar.
E' um dos acalantos mais apreciados pelas mães, por interessar muito as crcan-
ças. Há v.1riantes na m~lodia e nas palavras; o seguinte é, quiçá, mais popular.

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ca-lun - ga.

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3. Que dê 9. g-ato, calunga? 4. Que dê o fog-o, ~alunga?
-Fug-iu para-o mato calung-a. -A ';gua já o-apagou, calunga.
-Que dê o mato, calunga? -Qtte dê a agua, calunga?
--0 fogo~o queimou, calunga. -0 frade~a bebeu, calunga.

5. Que dê o frade, calunga?


-'Stá dizendo missa, calunga.
-Que dê a missa, calunga?
-'Stá no seu altar, calunga.
Canção popularissima.

*
Andante

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1911
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(J9-
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J\calanto pernambucano, communicado, em variaute talvez mais usada,


pela pro.,t. Ceição de Barros Barreto («Cantigas de quando eu era pe-
~. quenina»; Pimenta de Mello & C., Rio de janeiro).

O Bl~ASIL CANTANDO -25-


'P..DITOHA Y O 'l. E R - PETHOPOT.TS - EST. no RIO - 2
Amor- Lar

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Andante
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ll,r;'-t-r~ - - - 1------J _____o,=---o ~-r~-
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I 1. Em má ho_- ra, an - jo que-


2. A pri - 111 e1- r a é a sau -

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- ri . do, Me pe - di - ste____ u - ma flfu;----l
-da - de, Cu -io- e- spi- nho a - tra- ves - sou

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•) O canto precedente tem o n.' 19. Attcndendo a fntur.1s edições de O Bl~ASIL CANTANDO, deixamos no
fim de cada secção alguns nt"]bi';OS em brRnco, para que, sem alteraçiio das canções ntl!llerndas, possam ser accre-
scentados, tzo logar proprio, núv&:' ~antares que chc~·aren!, ao .~10sso conhecimento c que julgarmos nas conrl!ções.
Dado o fim especial desta collecção, exclnimos das secções •Amor- Despedida- Saudades» canções apaixona-
das ou menos delicadas. Aliás os cantos de amor são tão numerosos que não faltarão a quem os procure.

-26- O BRASIL CANTANDO


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3. A segunda-é um martyrio

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4. A terceira-é dos sepulcros,


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S. A quarta, sim, dou-te-a quarta,


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Que me deram quando-amei. E' um goivo; não te-o dou! E' uma rosa, porém, olha:
foi-me caro! ~E' um thesouro fui colhê-lo -ao cemiterio, Si eu morrer, e tu sentires,
Que por lagrimas comprei! Entre mortos vegetou. Na minha campa a clesfolha.
A poesia, de 1851, é do livro de Camillo Castello Branco: «<nspirações». A mu-
stca, apparecida na dicção popular, foi propagada pelos cégos de Portt:gal.

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2. Ah, que sin-gec la ca -
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- en-te, ao po -en - te, já ele - sci-;'o sol en - tão?
- si-nha, ca - si - nha Bem co - ber-ta de pai - me1 - - ra,

~· .r• =i r . ~ -

3 M<1s, tudo sempre-enfeit<Jdo 5. De m<1nhã as criancinhas


Pelas ramas de .melão. Com seus paes <Jcordam rindo ;
Que verdura nas cortinas A' noite, depois da reza,
Da pobre c<Jsa .de João ! Bem socegados dormindo.
4. Ali 1i10rava-a p_obreza, 6. Dae, Senhor, que ainda goze
E ~il m<Jis ditosa-affeicão. De tão mimosa-<Jffeicão !
Ai, quanto inimo-e ca.rinho Dae-me-a paz, dae-rne-a ventur<J
Na pobre casa de. João. Da pobre casa de João!
A musica desse lundum é de j. j. Arvellos. Os versos «Eu gosto da côr more-
na» foram substituidos pelos de Juvcnal Ga!leno.- lO quadro, singelo e fiel, tra-
çado por Juvenal Galleno, é muito mais completo.)
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O BI~ASIL CANTANDO -27-
•'!.''

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~: f=i#ê' 1. E - ra um len - ço pe - que - ni - -


32 Que de tão !e - ve~e tão fi

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2. De lenco assim diminuto 4. Um lenço, apenas lencinho,
Menção a liistoria não faz, Nem era lenço siquer:
Pois só mesmo em Liliput Uma aza ele passarinho
De ser lenço era capaz. Num segredo de mulher.
Era o lenço de Titania, Um lenço, coisinha atôa,
Folha de rosa ou jasmim; Mas, Amor, aos olhos teus,
E só da moda, hoje, a insania Não há nada que mais clôa
Inventaram um lençó assim! Que um lenço acenando adet1s
3. Era um lenço que sorria, 5. Era esse lenco encantado
Mas seu perfume de flor Que se perdê ou que se cl;í,
Sabe só Deus se escondia E, no entretanto, guardado
Alguma historia de amor! No coração sempre está.
Era 11111 lenço tão galante I Tão pequeno e tão risonho,
E qualquer· coisa me diz Vindo afinal de que mão ?
Ser .o lenço ele um instante Era o lenço de algurn sonho,
Em que àlgem fô1'a. feliz. Era de um sonho a illusão!
Os versos são ele Maria Eu~rcnia Celso (Fantasias e Matutadas; Aricl); tendo mais 4
linhas que, por não formarem estrophe completa, supprimimos: seu Jog·ar é cieJ;ois de
«De ser ienço era capaz», na 2' estropl1e: Guimarães Passos, se o visse,
Diria log·o: •Meu bem,
Tão pequenino é tolice.
Pois nem um beijo contfm!
A melodia brasileira está vulgarizada lambem em Portugal, sendo can-
tada com versos intitulados «Dá-me um sorriso•.

-28- O BRASIL CANTANDO


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I 1. Ho-ras se - re nas desta qua-dra
I ~ nJ~ ~ 2. Sou noi-v;;IO pran- ~ que mêillvadêo

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i~.~-=-1--- -+-~-bo~- - -..-~---
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virgi-nal ca - pel - la, O véu de no i - va, branco véu cin -
se fe-liz me cre - io, Que magoa -é es - ta que m~-tei;'en-
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vir-gi-naes d'ou- tro - - ra, Nem mais as
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cren - - ças qií;;ôide-al cre -ou, Mas ve-ros la - ços vão prender-m~
qui i - _- _la me senti vi -ver; Cho-roêsta qua - eira - de sonhar fio -

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O Bl<ASJL CANTANDO -29-


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San-tos de - ve - res a cumprir eu vou.
- ri - do,__.-, Não mais mi - nh~al - ma po-de-rá re - ver.
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3. Mãe que na vida-o desvelado manto
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Dos teus carinhos desdobraste-em mim,


Da filha-acceite o derradeiro canto: Musica de Mons. Vic!orino Fontes, de Es-
Sou d'outro -agora. Deus o quiz assim. tancia ISergipe), sobre esse~ versos intitula-
(repetem-se as 4 linhas) dos "A noiva».

Andante _j_.61

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34~ "'mf 1. Não te - e- sque- ças
2. Não te~es - que - ças
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mim quan-do-a ro - sa
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re- cor - do,
re- cor- do, -@.
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pa- de - ce-te;-'meu
Não te-es- que - ças, meu
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3. Não te-esqueças de mim quando-a nuvem 5. Não te~esqueças de mim quando oras
No céu vae,· qual veloz berganlim: Nessa hora ... Como lindo e gentil seraphirn: Nessa hora ...
4. Não te-esqueças de mim quando-á tarde 6. Não te-esqueças de mini quando-a morte
O poente se põe de carmim: Nessa hora ... Negra-e feia vier para mim: Nessa horJ. ...
Canção brasileira.

-30- O BRASIL CANTANDO


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2. O. cra-vofi-coudo-en-te, A ro-safoivi-si-
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~ - ta r; O era - vo tevêtlrn de- sma - io, A ro - sa poz-;ea chorar.

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Canção popular bastante vulgarizada.

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ça, A - ca - so seis - mas n'csta ho-ra 111 i 111 ?

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O BI~ASIL CANTANDO -31-
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§ III

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Au mor - ro, bel - la, de - ste~a.- mor sem fim!

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Sen - tes as no - tas do meu can to a- e - rio?
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A melodia desses versos de Guerra Junqueira, intitulados •Canto no mor>',
é de Mons. Victorino Fontes, ( Estancia - Sergipe).

-32- O BRASIL CANTANDO


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1. OI h.; as nu-vens douradas pelos a - res, Bre-ves.


2. Ouço "'"às cam-pos oncléãagúãé um la- men- to; A voz
mf - ---;.;

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ffu :;7-~~~-i-~-
1

-v f'_-~~~=---- ~-r- -==-~l:i> =~ is==!

3. Tudo, nuvens, estrellas, céu profundo,


Tudo se me turvou quando~cu te vi !
E não has de ser tu todo o mundo,
Se~eu só te~adoro~a ti, se-cu só te~adoro-a ti?

São versos de Bastos Tígrt>, intitulados "Eterna Canção•; a melodia é


de Mons. Victorino Fontes, de Estancia, Sergipe.
*

O BI~ASIL CANTANDO -33-


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vi da, men !e.
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e---e.---~· --

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•!:terno sonho», cançiio de Au;(nsto Calheiros (•Patativa»), communica-


da, no «Correio da Manhã» de 16-8-1936, por Eustorgio \Vanderley.

Con moto

~~r~ -1 ;f: ~~ s=t=k::____


J==--1 =16-.w-J;--<Yi-<l>~~
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!1- C-q-c- - - - - -
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- vistélim diãõs canticos do


2. E tão bel-la e tão casta! Descui-
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-34 O BRASIL 'CANTANDO


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vi-d;'a-lc-gre-mente lhe cor- ri - a; Foi - - ga-vâem seu pri-mor de mo- ci -


-Ih a-res de can-di-dos a - ·mo- res! Po - rem, el - la mais pu-ra mais for-

l~~tt_.ttf&JP ;r-, J r.o~


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3. A brisa da manhã lhe -ouvia- os cantos 4. Quando voltou depois a primavera,


E o ccho da campina-os repetia; · As florinhas e o campo vicejaram;
A' tarde, sobre~a relva perfumada, O valle fez-se verdeeo céu sereno,
Cantando, novamente-adormecia. Mas os cantos do-anjo não voltaram!
E cantava c sorria. -E veiu o ~inverno, Eu "lhe escutei a voz harmoniosa,
E trouxe suas nevoas, seus rigores; Eu _vi a flor do vali e- em seus verdores;
E acharam-n'a sem vida~e descorada, lioje só ouço-o murmurar do vento;
Flor do valle, morrendo-entre as mais flores. A flor do valie- abandonou as flores.
Versos de Francisco Octaviano de Almeida Rosa. A melodia foi encon-
trada entre os papeis de Mons. Victoríno Fontes, de Estancia (Sergipe).

O BRASIL CANTANDO -35-


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-36- O BRASIL CANTANDO


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sons de mi nha ly ra,

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3. Apenas, neste silencio, . 5. Mas talvez que-adormecida,
Ouço-o cahir de-uma fonte, Recostada-a seu postigo,
Que vem descendo do monte Sonhando,-ó virgem, commigo,
Com sonoro crepitar: Vão meus cantos te-accordar :,
Eu ajunto-ás vozes della Adeus, ó virgem, que-o bardo
Os echos do meu càntar. Não quer seu somno turbar.

4. Vem, flôr elos jardins celestes, 6. Olha que- a noite é negra,


Vem, meu anjo, sem receio, Faz frio de~inverno~e gelo;
Entornar dentro -em .meu seio Jú sinto em meu cabello
Teu perfume e teu olhar: O sereno-a gottejar:
Por tua alma-innocentinha, Não erra-cstrella no céu,
Minha~alma quero trocar. Nem ouço mocho piar.

Se111 indicaçiio de autores. <l ediçiio foi feita, sob o titulo «Modinha
brasileira», pela casa A. Napolciio & Cia. - l~io ele janeiro.

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Ada[2io

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-38- O BRASIL CANTANDO


3. Aos brutos, Mariliá, cortam 4. Ha de, Marilia, mudar-se
Armadas redes os passos; _ Do· destino ~a inclemencia;
Rompem depois os s~;us laços, Tenho por~tmim a-innocencia,
Fogem da· dura prisão. Tenho por mim a razão.
Muda-se- a sorte dos brutos; Muda-se- a sorte de tudo ;
Só a minha so1:te não? Só a minha sorte não?
São mui to numerosas as a rias sobre poesias. de Thomaz Antonio Goti-
zaga, havendo varias em manuscnplos conservados na bibliotheca da
Escola Nacional de Music:•, do Hio. Niio poucas entraram no «Cancio-
neiro de Musicas Populares», de Cesar das Neves íPorto, 18961; limita-
mó-nos á publicação desta que ahi vac, muito cantada em concertos
em tamilia, no Brasil e em Portugal.

O BI~ASIL CANTANDO -39


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-40- O BRASIL CANTANDO


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"O texto deste romance «Innocencia• é de Luiz Guimarães jr., a musica
de Luiza Leonardo. (Machado de Assis traduziu o texto para o frncez).
Edição de Narciso e Arthur Napoleão, Rio.

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1. Tu não te lembras da ca si-nha pe-queni na,


2. Tu não te lembras, ó mo - re-na, da pe-que- na

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re-na, da pe-que -
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On-de~o nosso-amor na -
Ca - si-nh;;'ond;;'eu te
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3. Tu não te lembras do cantar, 4. Tu não te lembras da~amizade,


Do trinar Que saudade !
Do mimoso rouxinol, Que me tinhas com fervor?!
Que contente- assim cantava, Daquelle sonho demorado
Annunciava Prolongado,
O nascer do flammeo sol?' Que foi todo -o nosso~amor?!
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Despedida- Saudades- Terra natal


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•) veja-se a nota da pg. 26.

-'- 42 - O BRASIL CANTANDO


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I O texto desta modinha •Despedida» é de S. de Passos; a melodia tle
José Lino de Almeida Fleming. (Narciso & C., Rio de Janeiro).

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O BRASIL CANTANDO -43-


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3. A f\ôr mais bella tu foste· 4. O' f\ôr, porque feneceste?


De nosso~aml!no jardim, Foi pouca-a nossa ternura·?
Anjo da terra de-exílio, 0' anjo porque voaste,
Dos céus lindo serafim. Levando~a nossa ventu1 a?

5. O' deixem, deixem que-eu chore


A bôa irmã que perdi! ·•
0'1 deixem, deixem que- eu chore,
Nem morta mesmo- eu a vi!
Versos de Vida! de Oliveira Ramos Netto; musica de fr. Pedro Sin-
zig, O. f. M.

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-44- O BRASIL CANTANDO


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Já o~outono lhes despe~os encantos; Longe, longe~o cruel desalento!
Cedo oinverno com gélidos mantos, Após dias de~amargo tormento
Baixará das montanhas d'além. Virão dias mais bellos, talvez!
Tudo triste, sombrio, gelado, Dá-me ainda~um sorriso~em teus Iabios,
ficará sem verdura nem flores: Uma espr'ança que~esta~alma~alimenta,
Tal meu seio privado de~amores . E na volta da quadra florente
ficará de ti longe !Í1mbem. Eu co'as flores virei outra vez.
4. Não sei mesmo, não sei se o destino 6. Mas, se~as flores do campo voltarem
Me dará que te -abrace na volta. Sem que~eu volte co'as flores da vida,
Ai ! quem sabe,~onde a vaga revolta Chora~aquelle que~em tumba~esquecida
Levará meu perdido baixei?! Dorme -ao longo seu longo dormir.
Sobre- as ondas, seri1 norte- e sem rumo, E cada-ar111o que~o sopro do~outono
Açoitado por ventos funestos, Desfolhar a verdura do~olmeiro,
Sumirá por ventura meus restos Lembra-te~ainda do-amor derradeiro,
Nas voragens de-ignoto parcel ! D'este~adeus que te disse-ao partir !

Versos de Soares de Passos; melodia ·popular portugueza, propagada lambem no Brasil.

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2. Si-ao branélu rio procuro 3. Si-ao hermo canto de-uma-ave


As minhas penas contar, Vou meus gemidos juntar,
O rio foge de ouvir-me, Emmudece-o passarinho, ·
Augmenta-se o meu penar. Augmenla-se o meu penar.
Canção composta por Candido lgnacio da Silva, discipulo do Padre
José Mauricio Nunes Garcia.
-46- O BRASIL CANTANDO
Muito moderado

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-48- O Bl~ASIL CANTANDO
3. O negro mal do ciume
Fez-me triste-enlouquecer.
Em cruel melancolia
Eis aqui o mett viver.
Manuscrlpto da bibliothcca da Escola Nacional de Musica. Obra 2528, vol. n' 3805.

O BHASIL CANT AN'DO


fv\annscripto da bibliothcca da Escola Nacional de Musica. Obra 2528, vol. n" 3805.

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0 BRASIL CANTANDO - 49 -
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as mesmas fé - ras, Que fe-rir po-dem as mesmas fé - ras.

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Modinha que encontrei numa edição impressa que se conserva na bibli-


theca da J::scola Nàcional de Musica, e da qual falta a pagina de titulo
e qualquer indicação de autor e editor.

Andante
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-50- O BRASIL CANTANDO


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A musica talvez seja rle C. Ignacio da Silva. E' a melodia duma col-
lecção impressa, ant_iga.

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O BRASIL :CANTANDO. -51-
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3. Sobem soluços á garganta 5. Quem .'we partir leva~a saudade


E~a dôr occulta-se~a sorrir; Com que -alimenta- o coração;
Mas ·ella~explocle;~a magoa é tanta; "Deixa-me~alguma por piedade!»
fecham-se os ouvidos p'ra não ouvir. Pede-n que fica na solidão.

4. Dizer-se «adeus» afflige tanto· 6. A despedida-é um tormento ...


Que-o coracão nos fica~a doer! Um lenco no~ar traduz um ai,
Palavra~hosÍil que sobe~a pranto, Que fiCá~a voar na~aza do vento.
Fecham-se~os labios p'ra não dizer. Que parte~e volta, que vem, qúe vae.

Os versos são de Bastos Tigre. A melodia, intitulada •modinha bahia·


na•, está entre as «Modinhas Portuguezas, com ac. de guitarra espanho·
la•, manuscripto da bibliotheca da Escola Nacional de Musica, obra 2788,
voi. 3966. O texto, ahi, é outro, que se nos afignra menos apropriado.

-52- O BRASIL CANTANDO


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1. Ou. vi, q - ' cam - pos, ·ou ·vi, ó J cé us, Quanto me
2. Bosqúes fron- do - sos, Nos troncos te - us, Gra-va_ elo

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Minhas saudades, ·(:, , 4. Oáoo-me-~lm. ..s~l~piiR.


-8uspi[.o_s. meus, :'~·,.- .•.,_....:"!.l?Oos lab10S t~us;·~-"- v·-"
Tudo vos deixo ':> 1!.··- t,;:,..Qu-ando·-eu \le1dér-
N'um terno adeus. \-"-· 'o.> --;_~, Meu terno adeus!
I,, '; ~
''I ·.._":...\...•.. ~ . . . . ~~ .......... --·~- \_ . . <~ ....

5. Temos· ba-lrianos, '


A ffectos meus I
Saudoso eu parto,
Adeus, adeus!

Manuscripto da bibliotheca da l'.scola Nacional de Musi<-~. I<io, sem


indicação de autores. A musica, um tanto banal, lembra certas operas
italianas.

O BRASIL CANT,)NDO - 53 ---


Moderato

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§=!~,..-------l§.,._~;r§·if=.-~t==~l~~;.~~~~~
'-----<!F C!!lb .;
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1. Penso- em li, quan-do vejo-em céu se -
60 2.Pensõêin ti ne-stas horas de sau-

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sa, Melan- •. ,
Nos

3. Penso -em li, quando ouço a voz sonora


De-uma flauta a gemer em solidão;
Quando ouço do leito-o doce-harpejo
De-um plangente e saudoso violão.
Melodia e texto constam dos manuscriptos de Mons.· Victorino Fon-
tes, de Estancia (Sergipe).

~---=j.--
_:--~-- ---J-·
--(19
_·-"!--~~ ~~d- D _ _ Qt_<r>·#~-·

-~- I ~ t:.J lJ
Per - di, per - di a li-ber-

-54- O BRASIL CANTANDO


Modinha de Frederico Luiz Guilherme de Varnhagen (pae do historio-
dor brasileiro, Viscoude de Porto Seguro).

__ Muito moderado _ --I-- ~ _


· J!l=&io~
~-- J'~ -• .S=-
T~~---t:. ~-:L ~w~-~=~=-&> -t~~E
..J"'--,1%1>--,0----,--------r--r w -1=-.

• 0 I.Quandõ;.s glo-rias que go- zei, Vou n; i-


( )~ 2. En - can -tos que já não go - zo, Mas

l A~h-El·}-· ~-11>-·--=-q!f;.
::;f-'-t;;:ll- -~- -~--i!l'-~~'-.
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O BRASIL CANTANDO -55-


-56- O BRASIL CANTANDO
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1.
Modinha de Candido lgnacio da Silva. outrora popularissima. Em «Mo-
dinhas Imperiaes•, Mario de Andrade apresenta a transcripção duma
edição em agua-forte, sem indição da respectiva officina, um tanto dif-
ferente da publicação feita por Cesar das Neves que serviu de base para
a pequenina phantasia do autor de •O Brasil cantando», em •Sob o
Cruzeiro do Sul» (4 phantasias para piano e violino).

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pra-do na-scê a flor pri - mei-ra, E fo-ge-;;-in- ver- no quêenre-gé -la-os
a - zas, pe - lo céu, li - gei- ra, Vol-ta-;an-do- ri-nh;'aos seus an-ti - gos

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o:BRÁSIL :CANTANDO -57-


EDITORA ~O Z B S - Pr:TROPOLIS - Es·r. Do RIO - 4
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2. Só tu não voltas ao teu ninho~antigo,
Doce~andorinha que-eu adoro tanto;
Só tu não trazes ao teu pobre- amigo
A primavera desse-amor tão santo.
Ah! volta, se-é q'ue, por acaso,
Em outro peito não fizeste-um ninho ...
Volta que-é tempo, já 'stá findo-:-o prazo,
E-estou cansado de viver sosinho!
São versos do poeta pernambucano Mendes Martins, com melodia de
· seu patrício Arthur Nogueira Lima.

· Moderato

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-58- O BRASIL CANTANDO


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3. Si-o cume do pico~a lua prateia S. Sem forças, e.n vão, deitado no leito
Ao seu clarea·r, · · Eu quero dormir; ·
Meu peito-infeliz suspira e -anseia, Saudade, que fere, que rala-me~o peito
Começo-a chorar. Eu entro~a sentir.

4. Passadas venturas me vem á lembrança, 6. Saudade da terra que longe deixei


Que doce painel! E onde nasci ;
Contemplo depois da sorte-a mudança Saudade do povo, da gente que~amei,
Para tão c"ruel. Mas que já perdi !
A. 1- S. Monteiro é o autor da musica d~ssa modinha (edição de A. Na-
poleão & Cia.), sendo o texto (aqui incompleto) do Dr. Vilela Tavares.

Ajjectuoso
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v-c
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- da- de
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consumi - do - ra,
qu;'eu desfal - Ie - ça
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-60- O BRASIL CANTANDO


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on - de eu fôr!

Das •Modinhas Portuguezas», manuscripto da bibliotheca da Escola Na-


cional de Musica, Rio. (O nome, talvez, só se refira á língua, pois ha
eutre essas musicas uma «Modinha Bahiana» ).

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O BRASIL CANTANDO -61-


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3. Um longo-olhar que se lança


Numa carta-ou numa flor;
Saudade, -irmã da -esperança;
Saudade, filha do -amor!
Urna palavra tão breve,
Mss tão longa no sentir,
Que-ha muita gente que-a escreve
Sem a saber traduzir.

Sobre esses versos ele Bastos Tigre, Mons. Victorino fontes, de Estan-
cia (Sergipe) escreveu a melodia supra.

-62-. O BRASIL CANTANDO


rall.

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2. Escreve com ·tua mão 4. Quando vou· por meu caminho
Sobre·-a minha sepultura: A chamar pela ventura,
«Aqui jás quem sempre teve Não acho melhor descanço
Muito~arnor, pouca ventura». Do que~a paz da sepultura.

3. Meus males, minhas desditas 5. Eu hei de mor'rer, morrer;


Remedio não podem ter; Não sei a hora nem quando;
Só deixarei de ser triste Terra que me-has de comer,
Quando deixar de viver. Podes te-ir apparelhando.
Cantiga que nos veiu de Portugal e que foi registr . ada por Cesar das
Neves .em «Cancioneiro de Musicas Populares». Porto, Typ_ Occidental,
1896. (em sol menor),

Andante mosso
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1. Se ·os meus su - spi ros po -


2. Se te não vis - se de

O BRASIL CANTANDO -63-


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O compositor talvez seja Candido Ignacio da Silva. lia um exemplar
desta musica, impressa, na bibliotlieca da Escola Nacional de Musica, s~m
pagina de titulo nem indicação de editor ou autor.

-64- O BRASIL CANTANDO



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6 9<) Tudôé sombrio e si - nis - tro Em torno do meu vi-

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-da - de! Mor-ta jaz mi-nha- espe - ran ça,


- frer. Qualquer ca-mi-nho que- eu !ri lhe,

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Poesia de Francisco G. de Amorim; musica de Dalmacio Francisco Ne-


grão IBarra do Rio Grande, Bahia). - O manuscripto acha-se na bi-
bliotheca da Escola Nacional de Musica, Rio.

O BRASIL: CANTANDO -65-


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2. Eu fui· n'um jar - dim Co - lhe r u - IÍla. fl?r, Só -
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3. A nossa-amizade, 5. A nossa~amizade .
Meu bem, se-acabou. B.em cedo-:-acabotl,
Assim foi a rosa· Foi como-a rosinha
Que, cedo, murchou. Que se··de.sfolhou.

4. Da flôr que me déste · 6. Perdôa, · donzella,


De tantos carinhos, Que Deus perdoou,·
ficaram-me- ap,enas Quando Magdalena
Agudos espinhos. A seus pés chorou.
. . :

Communirado pela pianista Julia de Brito Mendes em «Canções Popu-


lares do Brasil», (J. Ribeiro dos Santos, Rio).

Con moto
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1. E - ia, vamos, meu ca-
2. Que lon-go temp;;'o d'au-
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*) veja-se a nota da pg. 26.

-66- O BRASIL CANTANDO


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pra-zer! On - de-e- stou?

O BRASIL CANTANDO -67-


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3. Não havia~esta casinha. 5. ·- Magro estou, comadre-lgnacia?


De quem será? Quem n'a fez.? - Ora, gentes, quem não vê? -
Esta marca~eu bem conheço, - Saudades, foram saudades.
E' lá de casa~o pedrez ! - Isto me diz vosmecê?
E já vi este magano, - Como~está meu afilhadv?
E' de certo -o Marianno! - Bem gordinho, Deus louvado !
AquelleTo Xico Serrano, Hontem dei no malcreado.
Aquella parec~ -a lgnez! - Ai, comadre, ai, não, dê !
. Graças, graças ao bom Deus, Graças, graças ao bom Deus,
Eis-me sorrindo-entre-os meus! Eis-me sorrindo~entre-os meus!
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4. Quanta gente no riacho, 6. E todavia meus campos


No riachiilho tão meu ! Pela Cidade troquei !
Adeus, comadre !~Ai, por isso Por tanto tempo -a ventura
'····
Lindo dia-anianheceu!. Pela- amargura deixei !
Meu compadre, que tardança ! Aqui affectos, carinho;
Já ninguem tinha~«=sperança E lá? Perfídias, espinhos,
De vê-lo mais. Que mudanca !· Té que me metti~a caminho,
Porque tanto- emmagreceu? Té que p'ra- os mattos voltei!
Graças, graças ao bom Deus; Graças, graças ao bom Deus,
Eis-me sorrindo- entre- os Ú1eus! Eis-me sorrindo- entre os meus!

juvenal Gallcno, autor dos versos, completou o. quadro por mais algu-
mas estrophes. A melodia foi communicada por Eustorgio Wanderley.

Allef{retlo.
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2. Ha nas fo lhas d'um ra
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-68- O BRASIL CANTANDO


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O BRASIL CANTANDO -69-


Este romance. •Sou eu !•, versos do Dr. Antonio José de Araujo, é mu-
sica de Francisco Manoel da Silva, feita para ser executada pela filhi-
nha (de 6 annos de idade incompletos) do sr. José Joaquim de Lima e
Silva. - foi publicada pelos successorcs de P. Laforge, Rio, na publi-
cação «Abelha Musical». O original (para 1 voz) tem um postludio de
8 com passos.

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1. Vamos fa-lar da chou- pa
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- - na que la s;;'erguia no mon -
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2. En-tão um can'rôexha.- la - - vas, qu;;'a dôr a - in -da con- so - - ·la,

l~. (frb~l .
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Onde cho-ra-v; uma fon - te, •mais al-va qu;;'a côr do l~r!
Enquantôa minha v.i - o - la ge-mi-a'";o teu co- rã- çao!

l~t?-(]jCJ W~c__ rtl_D_;_


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w...:r . . o-ni - ti nha,
a sor- ri a,

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II U-ma for-mo-s; i-gre -
E só quandôo sol na -
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no mantê a re-zar, re -
é que mor-ri-a-acan-
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3. já não vêm as pombas-rolas, 4. Ali, no cimo do monte,


Aquellas amigas nossas, A' beira da loura praia,
Rezar no colmo das chôças A' sombra da sapucaia,
A litania do~amor. Que- é mesmo um verdoso véu.
O jardim, que-alegre viste, A gente não sabe,~ao certo,
Ficou, depois que partiste, se-a choça do céu tão perto,
Triste, tão triste, tão triste, Fitandoõ'horizonte~aberto,
Que não deu mais uma flôr! Quer ver mais agua-ou mais céu.
Letr~ de Catullo Cearense ; m usica de um anonymo, para o •Cancio-
neiro Escolar>, organizado por flranca de Carvalho Vasconcellos e Ar-
duino Bolivar, (Bello I-lorizonte). ··
T•\i·"•
. :,;: . .

·~·: .

Moderato
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r._.~$,.. ·=f~=-'~ ~,w
1. Vê, co-môas
2 . Dentro da
....-----..._ ....----:::---. ~
. ~ q.,§. . :::.p. - .
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O BRASIL CANTANDO -71-

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3. Aqui deves entrar como num templo, 4. Ama~esta casa. Pede~a Deus que-a guarde,
Com alma pura-;--o coração sem susto; Pede~a Deus que-a proteja-eternamente.
Aqui recebes da virtudeõexemplo, Por que, talvez, em lagrimas, mais tarde,
Aqui aprendes a ser meigo e -justo. Te vejas, triste, desta casa-ausente.
5. E, já homem, já velho-e fatigado,
Te lembrarás da casa que perdeste,
E-has de chorar lembrando o~teu passado.
Ama, creança,-a casa-em que nasceste!
A musica desses versos de Olavo Bilac é de F r. Basilio Rõwer, O. F. M.
(Rio de janeiro)_

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2. Ai! que-historias tão bo -

') veja-se a nota da pg. 26.

-72- O BRASIL CANTANDO


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- po - ra va - - len - te, Que o cai - ti- tú ca- vai - ga- va! E-o da

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3. Mais não gozo ess:-~s delicins, 4. Que risonhas companheiras


Que tanto gozei na-infancia, Nesses folguedos de-infancia,
Que findou depress:-~, como Que findou depressa, como
Da rosa finda -a fragrancia ! Da rosa finda-a fragrancia!
Ao menos me seia dado Eu era~o padre da festa,
Recordar aquelles di:1s, O padrinho,-o convidado;
Que passei na meninice E com o meu oratorio
Em brinquedo, em folias! Era-um rei, um potentado.
Recordar aquellas horas Logo depois começavam
De fagueira devoção, Os brinquedos innocentes,
Junto do meu oratorio O tempo-será e outros
Enfeitado ele galão. Que nos tornavam contentes.
E-aquelh:s santas novenas, Assim brincava-eu sorrindo
Baptizaclos, casamentos No terreiro do meu lar,
Das bonecas das meninas, Nos dias santos :í. tarde,
D'aquelles divertimentos. Noutros dias ao luar.
5. Ai, que tempo deleitoso,
O tempo ela minha infancia,
Que findou depressa, como
Da rosa 'finda-a fragrancia!
E quando chegava o dia
Das festas ele São ] oão ...
Que oaltos sobre-a fogueira,
Que mimos que-eu tinha-então!
E depois, no fim do anno
Os presepes, os bailados;
Pelo Reis, elo boi a dansa,
E lambem dos mascarados !
E-eu de lcdo-estremccia,
Todo- ufano- assoberbado, juvenal Galleno contintía, em mais algumas
estrophes, o quadro dessa Infanci;,t, ql1e re-
Porque linha-um bom casaco, cebeu musica por Carlos Gomes, cscripta
Um chapéosinho-enfeitaclo! para «Bclla nympha de minha alma•.

-74- O BRASIL CANTANDO


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O titulo desta mnsica de Francisco Manoel da Silva é •Moda com acom-
panhamento de piano». Poesia de uma senhora feita <Í morte de sua
filha. Foi publicada numa revista, e devo o fac-simile ao sr. Ag-ostinho
D. N. d'Aimeida, cujo o 'archivo reune o mais rico material que liá sobre
o autor do nosso 1-Jymno Nacional.

-76- O BRASIL CANTANDO


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3. A' vontade dos céus livra-la-approuve 5. Desfolhou-se! e-ao som de-ethereo canto,
Do martyrio cruel que padecia; Ascendia-o perfume para-os céus;
Porem, antes martyrios, que deixar-nos Era a alma ela virgem que voava,
Ella- a Deus soluçante só pedia. A gozar da mansão aos pés de Deus.
4. Mas, coitada,- era muito'-0 soffrimento 6. Mas, lá da -eternidade-inda-um sorriso
Já ia- as suas faces descorando; Nos mandou p'ra saudade mitigar;
Nos altares os círios eram pallidos, Guard;;:.a Deus, que p'ra nós sempreí!a consolo:
E -a candida bonina foi marchando. Emquanto não morrer, por ella-orar.
Poesia do bacharel A. Limoeiro; - musica de Carlos Gomes. - (Edi-
ção n. 156 de Arthur Napoleão & C., Rio de janeiro).

Andante

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1. Não teês- que - ças de mim, ir-man-


2. Não te es- que - ças de mim, quandôou-

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vi - res As es strel las no céu a · bri - lha r.
I tri - ste, Passo a - vi -d;;' em con- ti - nu -o cho- r ar.
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3. Não te-esqueças de mim, quando fores 4. Não te-esqueças de mim, quando-o sol
A correr pela beira do mar; Occultar-se por traz do-horizonte;
Não te-esqueças de mim, quando-as ondas Não te":'esqueças de mim, quando-o vires
Virem, lêdas, na praia brincar. Vir alegre -oscular tua fronte.

5. Não te-esqueças de mim, irmanzinha,


Não te-esqueças do pobre-exilado,
Que só teve momentos felizes i.i
Quando,-alegrc, vivia a teu lado!
Canção portugueza, vulg-arizada no Brasil.

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-78- O BRASIL CANTANDO


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A linda rosa, para-o chão pendeu;
Agora murcha, desfolhou-se-a rosa,
· E de viçosa toda-a côr perdeu.
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4. C'rôa de virgem, si-a perderes, bella,
Assim, como·- e lia perdeu viço- e cqr.
Toda-a belleza que tu tens, donzella,
t-Ias de perdê-la, como-a perde- a flor.
Canção portugneza, propag-ada tambem no Brasil.

O BRASIL CANTANDO 79-


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-80- O BRASIL CANTANDO


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3. Esses dias de candida-innocencia,


Em que-a vida não tem noite sombria,
E' tudo-aurora, luz, perfume-e rosas,
Acompanhado de-intima-harmonia!
Quanto mais aêXistencia se-avisinha
De seu termo fatal, mais a saudade
Nos punge, minha irmã; nos traz á mente
As lembranças da nossa mocidade.

4. E tu perguntas ainda, se não penso


Na tua doce-imagem, santa-e pura,
Irmã do meu affecto !-Alma nascida
Como-os anjos, de-amor e de ternura!
Oh, sim, eu penso-em ti! Tu formas parte
De meu ser immortaL Associados
Andam nossos espíritos, embora
Nossos corpos existam separados !

Sobre esses versos de A. E. Zaluar. que tem mais 3 estrophes, o com-


positor José Uno de Almeida Fleming offereceu, no dia de seu 38'
anniversario, esta musica a sua irmã, em Ouro Fino, aos 28 de Setem-

.. bro de 1878. (A edição original é de Arthur Napoleão & C., - Rio) .

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O BRASIL CANTANDO -81-


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Que foi tra Zl - do
Não o. in ven- ta

3. Mas, perdôa-me -a franqueza, 5. De Jesus.' - Pois, não chegava


Mas a ti fica-te bem. Seres anjo? Que-ambição!
Tu tens meiguice-e belleza, Angc!a só, já bastava;
Como só um anjo tem. Pois, os anjos ele quem são?
4. Teus olhos da côr d'espr'anca, 6. De Jesus, - ai, oxalá,
faces da côr da-alvorada! · Que-assim fosse toda a gente!
Que te falta, pois, criança, De ti duvida não ha:
P'ra seres um anjo? - Nada. I::'s de Jesus, innocente.
7. Tens um nome tão bonito!
Assim fosse- o nome meu!
Quer dizer anjo, acredito e
Que-um dia o serás no céu. ..~;

Os lindos versos são de P. Agostinho da Costa e Silva; a melodia é .,


portugueza.

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-82- O BRASIL CANTANDO


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O BRASIL CANTANDO -83-


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3. Que~auroras, que sol, que vid~, 5. Livre filho das montanhas,
Que noites de melodia! Eu ia bem satisfeito.
N'aquella doce~alegria, De camisa- aberta -ao peito,
N'aquelle~ingenuo folgar! Pés descalços, braços ntís,
I
O céu bordado de-estrellas, Correndo pelas campinas t
A terra d'aronús cheia, A' róda das cachoeiras,
As ondas beijando~a areia, Atrás das· asas ligeiras
E~a lua beijando~o mar! Das borboletas azues !
4. O' dias da minha infancia, 6. Naquelles dias ditosos ··~· ':
O' meu céu de primavera! la colher as pitangas,
Que doce-a vida não era, Trepava-a tirar as mangas,
Nessa risonha manhã! · Brincava -á beira do mar;
Em vez das magoas de~agcira, Rezava~as Ave-Marias,
Eu tinha nessas delicias, Achava~ci céu sempre lindo,
De minha mãe carícias Adormecia sorrindo,
E beijos de minha irmã! E despertava~a cantar.
7. (como a Ja)
iJoesia de.Casimiro de Abreu, intitulada «Meus 8 annos»; melodia popular.

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«Eis, meu filho,~a Mãe de Deus, Que me abriu o coração
Da terra- e do céu alegria !» A's santas leis do Senhor.

4. Tomando minhas mãosinhas, 6. Oh; minha mãe, eu te devo


Dizia : «<ionra -a Jesus !, Esta fé que tenho na alma!
E fazer me ensinava Esta fé que é meu thesouro,
O santo sig·nal da Cruz. Que minhas dôres acalma.

7. Esta fé que no meu peito,


Nunca. mais se- extinguirá,
E que-ao Céu meu pensamento
Constante encaminhará.
Canção portugueza, bastante propagada no Brasil.

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3. E dez annos eu tinha somente, 4. E depois embalada nas ondas


Quando-um dia- os rochedos deixei Eu deixei este meu Portugal ;
E- essas flores e verdes campinas Soluçando bem triste, coitada,
E-as rolinhas que tanto-afaguei. Com sauqades da terra natal.
Canção popular em Portugal e no Brasil.

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-86- O BRASIL CANTANDO


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3. «Minha~-r. Primeiro nome 6. Amor de mãe, amor santo !
Que a · -. Ir balbuciei ! Ai de mim, já o perdi !
«Minha ãe!» Doce-harmonia Tão ardente, tão sagrado
Que jamais olvidarei! Nunca, nunca-o conheci!
Eu por ella-as santas crenças H a muito-amor nesta vida;
No meu peito-acalentei. Mas, tão puro, nunc~.:-'o vi.
«Mãe» e • Deus» foram os nomes Amor de mãe, conh~ti-o
Que-a sorrir balbuciei. Só depois, quando ú perdi!

4. Minha mãe, ó minha-amiga, 7. E perdi-o! ... Sim, no mundo


Meu primeiro-e santo-amor! Ao desamparo fiquei.
Para mim foste na vida Foram lagrimas de fogo,
Mais que-um anjo do Senhor! Lagrimas que então chorei.
Quantas vezes no teu peito De joelhos sobre-a campa,
Escondi a minha dôr! Mãe, ó mãe, por ti bradei,
Mãe, ó mãe, tu foste sempre Mas, debalde! Não me~ouvias,
Meu primeiro-e santo amor! Ao desamparo fiquei.

5. Sempre meiga -e carinhosa S. Mãe, ó mãe, adeus! Eu calo,


. Vi o teu pranto correr, Mais não pode o coração!
Doce pranto que soltavas Expirou, morreu nos labias
A' voz do meu padecer, A minha ti iste cancão.
Eras mãe!' Só tu podias Só leu nome-inda ·repelem
Minhas magoas compr'ender; Os echos da solidão.
Ah, mil vezes, com meu pranto, Teu nome que-o tenho n'alma,
Vi o teu pranto correr ! Como a dôr no coração.

Essa canção portugueza, com versos de Pinheiro Caldas, ha annos foi


approveitada para piano solo em «Salve, Brasil!» de f r. Pedro Sinzig,
O. f. M.

-88- O BRASIL CANTANDO

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3. No berço, pendente dos ramos floridos, 5. feliz o bom filho que pode contente
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Em que-eu pequenino feliz dormitava: Na casa paterna de noite-e de dia
Quem é que-este berço com todo-o cuidado, Sentir as carícias do anjo de-amores,
Cantando cantigas, alegre-embalava? Da-estrella brilhante que -a vida nos guia!
- Minha mãe ! - -Uma mãe!-

4. De ·noite,-al!a noite, quando-eu já dormia 6. Por isso-eu agora na term do exilio,


Sonhando-esses sonhos dos anjos dos céus, Sentado sozinho co'a face na mão,
Quem é que meus labias dormentes roçava Suspiro-e soluço por quem me chamava:
Qual anjo da guarda, qual sopra de Deus? - «Oh, filho querido do meu coração!,
- Minha mãe ! - - Minha mãe ! -
Poesia de Casimiro de Abreu. - Canto publicado em «Modinhas Brasi-
leiras» (1921) de fr. Pedro Sinzig, O. f. M. (Editora «Vozes», Petropolis).

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3. No berço, pendente dos ramos floridos, 5. Feliz o bom filho que pode contente
Em que-eu pequenino feliz dormitava: Na casa paterna de noite e de dia
Quem é que-este berço com todo-o cuidado, Sentir as caricias do anjo de- amores,
Cantando cantigas, alegre-embalava? Da-estrella brilhante que-a vida nos guia!
- Minha mãe! - - Uma mãe! -
4. De noite,-alta noite, quando-eu já dormia 6. Por isso-eu agora na terra do exilio,
Sonhando esses sonhos dos anjos dos céus, Sentado sosinho co'a face na mão,
Quem é que meus labios dormentes roçava Suspiro-e soluço por quem me chamava:
Qual anjo da guarda, qual sopro de Deus? - «Oh, filho querido do meu coração!»
c- Minha mãe ! - - Minha mãe ! -
Poesia de Casimiro de Abreu. - Melodia communicada como «melodia
antiga» por Mons. Victorino Fontes, (Estancia, Sergipe)

O BRASIL .CANTANDO - 91-


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3. Conta-me,-ó filha querida, 6. Mamãe,. mamãe, da e-me agua!


De contar não tenhas medo; Oh! meu Deus, que sêde eu tenho!
Eu prometto-hei de guardar Mamãe, que doce gostoso
O teu bonito segredo. Comi no céu, d'onde venho !

4. Mamãe, vovó já me disse 7. Porque tu não me trouxeste


Que os sonhos que a gente tem, Ao menos uma fatia,
Para tornatnse em verdade Do bom doce que comeste
Não se dig~m a ninguem. Dos anjos em companhia?

5. Pois bem, eu vou esperar, 8. Eu disse a Papae do Céu :


Contrariada talvez, «Na terra não quero ir!'
Até que tornes sonhar Elle, sorrindo, me disse:
O teu segredo outra vez. «Vae ver, si mamãe quer vir».
Canto mineiro.

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- zinha coi-ta-di · nha! Não tem na-da p'ra me dar, Não tem na-da p'ra rne
- souro, não é ou - ro, Qu.;'ella-é pobrêe nada tem, Quêell;;é pobrêe na-da

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3. Escuta, filha querida, 4. Da mulher toda-a riqueza


Minha vida, E' a pureza!
Cada dia-ella me diz, O' filha, confia-em Deus!
Ebuve- a lição que te- ensino, Sê casta-e boa, que~os anjos
Que não serás infeliz! lião de cor;;;r-te nos céus!

5. Tua mãe, tão pobrezinha,


Coitadinha,
Não tenr nada p'ra te dar;
Dá-te-a licão da virtude
Que te reríete-a chorar.
Dessa canção portugueza existe urna transcripção popular para violino
com accomp. de piano pelo autor de •O Brasil cantando», sob o titulo
<<Estrellas e flores», opus !S. -

· Lento expressivo
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Poesia de Gonçalves Crespo, musica de Charles Lachmund (1898)

-96- O BRASIL CANTANDO


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