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ORDEM UNIDA E CIVISMO

OBJETIVOS DA ORDEM UNIDA


a)Proporcionar aos desbravadores os meios de se apresentarem e se
deslocarem em perfeita ordem em todas as circunstâncias.
b)Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência que são
fatores preponderantes na formação do desbravador.
c)Constituir uma verdadeira escola de disciplina.
d)Permitir. consequentemente, que o clube apareça em público, quer nas
paradas, quer nos simples deslocamentos do serviço, com aspecto enérgico e marcial.
e)Demonstrar que as atitudes individuais devem subordinar-se à missão do
conjunto, a tarefa do grupo.

DISCIPLINA
a)Exercícios que exijam exatidão e coordenação mental e física, ajudam a
desenvolver a disciplina. Para desenvolver no desbravador a disciplina é de grande vantagem
a prática dos exercícios de Ordem Unida. Estes exercícios criam reflexos de obediência e
estimulam os sentimentos de vigor do clube, de tal modo que toda a unidade se impulsiona,
conjuntamente, como se fosse um só homem.
b)A Ordem Unida não tem somente por finalidade fazer com que o clube se
apresente em público com aspecto marcial e enérgico, despertando entusiasmo e civismo
nos espectadores, mas principalmente a de constituir uma verdadeira escola de disciplina e
coesão. A experiência tem revelado que, nas circunstâncias críticas, as tropas que melhor se
portaram foram as que sempre se destacaram na ordem unida. A ordem unida concorre, em
resumo, para a formação moral dos desbravadores. Deve ser ministrada com esmero e
dedicação, razão pela qual esta instrução deve situar-se com destaque entre as demais.

CHEFIA NA ORDEM UNIDA


Os exercícios de Ordem Unida constituem-se em um dos meios mais
eficientes para se alcançar aquilo que em suma, consubstancia o exercício da chefia: a
interpretação necessária entre o chefe e os comandados. Além do mais, a ordem unida é a
forma mais elementar de iniciação do desbravador na prática e da chefia. É comandando na
ordem unida que se revelam e se desenvolvem as qualidades do chefe. Ao experimentar a
sensação de ter um grupo de homens deslocando-se ao seu comando, o principiante na arte
da chefia desenvolve a sua autoconfiança ao mesmo tempo em que adquire consciência de
sua responsabilidade sobre aqueles que atendem aos seus comandos. Os exercícios de
ordem unida despertam no chefe o apreço às ações bem executadas e ao exame dos
pormenores. Propiciam-lhe, ainda, o desenvolvimento da sua capacidade de observação e
de estimular o clube.
Através da Ordem Unida o clube evidencia claramente os quatro índices
de eficiência:
1 MORAL - pela determinação em atender aos comandos malgrados a
necessidade de esforço físico.
2. DISCLPLINA - pela presteza e atenção com que obedece aos comandos.
3. ESPIRITO DE UNIDADE - pela boa apresentação coletiva e pela
uniformidade na prática de exercícios que exigem execução coletiva.
4.PROFICIENCIA - pela exatidão nas execuções.

DEFINICÕES
Os termos militares têm um sentido preciso em que são exclusivamente
empregados. Quer na linguagem corrente, quer nas ordens e partes escritas, dai a
necessidade das definições que se seguem:
COLUNA - É a disposição de um grupo, cujos elementos estão um atrás do
outro. Quaisquer que sejam suas formações e distâncias.
COLUNA POR UM - É a formação de um grupo em que os elementos
(frações homens) são colocados um atrás do outro. Seguidamente, guardando entre si a
distância regulamentar conforme o número dessas colunas justapostas, tem-se as formações
de coluna por 2. por 3. etc.
DISTÂNCIA - É o espaço entre dois elementos (frações, homens) colocados
um atrás do outro e voltados para a mesma frente. Entre duas unidades, a distância se mede
em metros ou em passos contados do último elemento do clube da frente ao primeiro da
imediata. Esta regra continua a aplicar-se, ainda que a unidade da frente se escalone em
frações sucessivas. Entre dois homens a pé a distância de 80 cm é o espaço compreendido
entre ambos mia posição de sentido, medido pelo braço esquerdo distendido palitas dos
dedos tocando o ombro (mochila) do companheiro da frente.
FILEIRA - E a formação em que os homens estão colocados na mesma linha,
um ao lado do outro, tendo todos a frente voltada para o mesmo ponto afastado.
LINHA - É a disposição de um grupo cujos elementos (frações, homens)
estão dispostos um ao lado do outro.
FILA - É a disposição de um grupo de homens colocados um atrás do outro,
pertencentes a um clube formado em linha em mais de uma fileira. O primeiro homem de
cada fila, chama-se chefe de fila. A fila se diz “quebrada’, quando, em relação às outras do
mesmo clube, lhe falta um ou mais homens.
INTERVALO - É o espaço entre dois homens colocados na mesma fileira, ou
entre dois clubes vizinhos e contado em passos ou em metros, paralelamente à frente. Entre
duas unidades situadas à mesma altura, mede-se o intervalo do homem da esquerda da
fração da direita ao homem da direita da fração da esquerda. Entre dois homens, o intervalo
pode ser normal ou reduzido. Normal (80 cm) quando o espaço entre eles é medido pelo
braço esquerdo distendido horizontalmente e lateralmente, tocando o ombro do
companheiro. Reduzido (25 cm) quando o desbravador coloca o punho esquerdo fechado,
na cintura, costas da mão para a esquerda, tocando com este o braço do companheiro ao
lado.
ALINHAMENTO - E a disposição de vários homens ou unidades colocados
um ao lado do outro sobre uma linha reta, frente voltada para a mesma direção.
COBERTURA - É a disposição de vários homens ou unidades, todos com a
frente voltada para a mesma direção de modo que um elemento fique exatamente atrás do
outro.
CERRA - FILA - É o graduado colocado à retaguarda de uma tropa, com a
missão de cuidar da correção da marcha e dos movimentos, de exigir que todos se
conservem nos respectivos lugares e de zelar pela disciplina.
HOMEM-BASE - É o homem pelo qual uma tropa regula sua marcha,
cobertura e alinhamento em coluna, o homem-base é o da testa da coluna-base, que é
designada segundo as necessidades. Quando não houver especificações, a coluna-base será
a da direita em linha, o homem base é o chefe da fila-base, no centro, à esquerda ou à
direita, conforme seja determinado.
UNIDADE-BASE - É aquela pela qual as demais unidades regulam a marcha
ou alinhamento, por intermédio de seus comandantes ou de seus homens-base.
CENTRO - É o lugar representado pelo homem, fila ou coluna, situado na
parte média da frente de uma das formações de Ordem Unida.
DIREITA (ou esquerda) - E a extremidade direita (esquerda) de um grupo.
FORMAÇÃO - É a disposição regular dos elementos de um grupo em linha
ou em coluna. A formação pode ser normal ou em massa. Normal, quando a tropa está
formada conservando as distâncias e os intervalos normais dentre os homens ou frações.
Formação emassada é aquela em que uma tropa de valor companhia, ou superior dispõe
seus homens em várias colunas independentemente das distâncias normais entre suas
frações.
TESTA - É o elemento anterior de uma coluna.
CAUDA - É o elemento posterior de uma coluna.
PROFUNDIDADE - É o espaço compreendido entre a testa do primeiro e a
cauda do último elemento de qualquer formação.
FRENTE - É o espaço em largura ocupado por um grupo em linha ou coluna.
Avalia-se a frente aproximada de um grupo em ordem unida, atribuindo-se um metro e dez
centímetros a cada grupo, caso estejam com intervalo normal, e 75 cm se estiverem sem
intervalos.
ESCOLA - Grupo de homens tendo em vista o melhor aproveitamento da
instrução; seu efetivo, extremamente variável, não depende do previsto para os diferentes
elementos orgânicos.

Nota: Todas as medidas devem ser adaptadas de acordo com o


tamanho e idade dos desbravadores.

COMANDOS E MEIOS DE COMANDOS


Na Ordem Unida, para transmitir sua vontade ao grupo, o diretor ou
instrutor emprega os seguintes meios:
Voz
Gesto
Corneta (clarini)
Apito

VOZES DE COMANDO
Voz de comando é a maneira padronizada, pela qual o diretor/instrutor
exprime verbalmente a sua vontade. Quando não for especificadamente determinado em
contrário, é ao diretor dos desbravadores que cabe dar os comandos.
Na Ordem Unida, a voz de comando consta geralmente de:
1)VOZ DE ADVERTÊNCIA - como grupo, clube ou desbravadores, etc.
2) COMANDO PROPRIAMENTE DITO - como: DIREITA, que indica o
movimento a ser executado.
3) VOZ DE EXECUÇÃO - que determina o início da execução do movimento
como:
VOLVER! MARCHE!, etc.
A voz constitui-se no meio de comando mais utilizado na Ordem Unida.
Deverá ser empregado sempre que possível pois permite execução simultânea e imediata.
Entre o comando propriamente dito e a voz de execução deverá haver um
intervalo que permita a compreensão do movimento e. se for o caso, que os chefes
subordinados dêem vozes complementares. A voz de execução será dada no momento exato
em que o movimento deva começar ou cessar. O comando propriamente dito deverá ser
longo: a voz de execução, curta c enérgica.
A voz de comando deverá ser clara, enérgica e de intensidade proporcional
ao efetivo do clube. Uma voz dada com indiferença só pode ter como resultado uma
execução displicente.
Para dar uma voz de comando, o diretor/instrutor deverá voltar à frente
para o clube. Os comandos serão dados na posição de “Sentido”. Quando enquadrados em
formatura ou cerimônia, os diretores/instrutores volvem apenas a cabeça para o clube, ao
dar o comando.

DEVERES E QUALIDADES DO INSTRUTOR


Para que os exercícios de Ordem Unida atinjam as suas finalidades o
instrutor deverá:
1.Explicar em minúcias cada posição ou movimento, executando-o ao
mesmo tempo. Em seguida, determinar a execução pelos desbravadores, sem ajudá-los,
somente tocando, para corrigir, aqueles que sejam incapazes de fazê-lo por si mesmos.
2.Evitar conservar os instruendos por muito tempo em uma posição ou na
execução de movimentos.
3.Fazer com que aprendam cada movimento antes de passar para o
seguinte.
4.Imprimir gradualmente a devida precisão e uniformidade.
5.À medida que a instrução avançar agrupar os desbravadores segundo o
grau de adiantamento. Os que mostrarem pouca aptidão ou retardo na execução deverão
ficar sob a direção dos melhores instrutores ou monitores.
6.Não ridicularizar nem tratar com aspereza os que se mostrarem
deficientes ou revelarem pouca habilidade. O instrutor deverá fiscalizar cuidadosamente a
instrução, a fim de assegurar-se que os monitores tratem os desbravadores com a devida
consideração.

POSIÇÕES
a) SENTIDO - Nesta posição o desbravador ficará imóvel e em silêncio, com
a frente voltada para o ponto indicado. Os calcanhares tão unidos quanto o permita a sua
conformação física as pontas dos pés voltadas para fora de modo que formem um ângulo
pouco menor que o reto. O corpo levemente inclinado para a frente com o peso distribuído
igualmente sobre os calcanhares e as plantas dos pés os joelhos naturalmente distendidos. O
busto aprumado, com o peito saliente ombros na mesma altura e um pouco para trás sem
esforço. Os braços caídos e ligeiramente curvos, com os cotovelos um pouco para a frente e
na mesma altura. As mãos espalmadas, dedos unidos, coladas à parte exterior das coxas,
cabeça erguida, o queixo ligeiramente aproximado do pescoço e o olhar fixo para frente. Ao
se tomar a posição de “sentido”, os calcanhares serão unidos com energia e vivacidade, de
modo a se ouvir esse contato. O desbravador tomará a posição de “Sentido” ao comando:
SENTIDO.
b) DESCANSAR - Estando na posição de “Sentido”, ao comando de
DESCANSAR, o desbravador levanta o corpo na ponta do pé direito e cai com a planta do pé
esquerdo cerca de 30 cm para a esquerda. Simultaneamente a mão esquerda segurará o
braço direito pelo pulso, a mão direita fechada colocadas às costas, pouco abaixo da cintura.
Nesta posição as pernas ficarão naturalmente distendidas e o peso do corpo igualmente
distribuído sobre os pés, que permanecerão num mesmo alinhamento. Esta é a posição do
desbravador ao entrar em forma, onde permanecerá em silêncio e imóvel. Para as mulheres,
observar uma abertura menor de pernas.
e) À VONTADE - Este comando deverá ser dado quando os desbravadores
estiverem na posição de “Descansar”. Achando-se os desbravadores na posição de
“Sentido”, deverá ser dado primeiro o comando dce “Descansar”, e. em seguida, o de À
VONTADE”. A este comando o desbravador manterá o seu lugar, de modo a conservar o
alinhamento e a cobertura. Poderá mover o corpo, falar e beber. Para cessar a situação de À
VONTADE”, basta que o diretor ou instrutor dê unia voz ou sinal de advertência. Os
desbravadores então. de modo próprio, tomarão a posição de “DESCANSAR”.
d) EM FORMA - Ao comando: CLUBE (DESBRAVADORES. GRUPO, etc.)
FRENTE PARA TAL PONTO. COLUNA POR UM (DOIS OU TRÊS), ou LINHA EM UMA (DUAS OU
TRÊS) FILEIRAS seguido de execução “EM FORMA”, cada desbravador deslocar-se-á
rapidamente para o seu lugar, e na posição de “Sentido”, tomará as distâncias e intervalos
regulamentares isto feito, tomará a posição de “DESCANSAR”.
e) FORA DE FORMA - MARCHE! - A este comando, os desbravadores
deixarão seus lugares com energia e rapidez, batendo fortemente o pé esquerdo no chão
como no rompimento.
OLHAR À DIREITA (ESQUERDA) - Os desbravadores deverão ser exercitados
na posição de “SENTIDO” ou no “PASSO ORDINÁRIO”, a volver a cabeça para a direita
(esquerda). A voz de execução girarão a cabeça energicamente para o lado indicado, sem
desviar a linha dos ombros e sem modificar a posição. Voltarão a cabeça à posição normal,
ao comando: OLHAR. FRENTE! Na continência a pé firme, cada desbravador girará a cabeça
para o lado indicado, olhará francamente a autoridade que se aproxima e. na proporção que
esta se deslocar, acompanha-la-á com a vista, voltando naturalmente a cabeça, até que ela
tenha atingido o último desbravador da esquerda (direita). Ao comando de OLHAR FRENTE!
volverá energicamente a cabeça para a frente primitiva.
a. Proporcionar aos desbravadores e às unidades, os meios de se
apresentarem e se deslocarem em perfeita ordem, em todas as circunstância.
b. Desenvolver o sentimento de coesão e os reflexos de obediência que são
fatores preponderantes.
c. Construir uma verdadeira escola de disciplina.
d. Treinar instrutores no comando das unidades.
e. Permitir, consequentemente, que clube apareça em público, quer nas
paradas, que nos simples deslocamento de serviço, com aspectos enérgico e marcial.
f. Demonstrar que as atitudes individuais devem subordinar-se à missão do
conjunto e à tarefa do grupo.

DIVISÃO DA INSTRUÇÃO DA ORDEM UNIDA


a. Instrução Individual - comum a todos os clubes, na qual se ministra ao
desbravador a prática dos movimentos individuais, preparando-o para tomar parte no
exercícios de instrução coletiva.
b. Instrução Coletiva - que se compõe em escolas, seção pelotão, seção,
pelotão, segundo a instrução que é ministrada a cada uma destas frações, subunidades ou
unidades.

CHEFIA NA ORDEM UNIDA


Os exercícios de Ordem Unida constituem um dos meios mais eficientes
para se alcançar aquilo que, em suma, com substância o exercício da chefia; a interpretação
necessária entre o chefe e os comandados. Além do mais , a Ordem Unida é a forma mais
elementar de iniciação na prática da chefia. É comandado na Ordem Unida, que se revelam e
se desenvolvem as qualidades do chefe. Ao experimentar a sensação de ter um grupo de
desbravadores deslocando-se ao seu comando, o principiante na arte de chefia desenvolve a
sua autoconfiança, ao mesmo tempo que adquire consciência de sua responsabilidade sobre
aqueles que atendem aos seus comandos, observadores mais próximos das aptidões que
demonstra. Os exercícios de Ordem Unida despertam no chefe o apreço às ações bem
executadas e ao anexo dos pormenores. Propiciam-lhe, ainda, o desenvolvimento da sua
capacidade de observar e de estimular o clube.
É, pois, a Ordem Unida uma atividade de instrução ligada,
indissoluvelmente, á prática da chefia e à criação de reflexos da disciplina.

COMANDO POR GESTOS - os comandos por gestos substituirão as vozes de


comando quando a distância, o ruído ou qualquer circunstância não permitir que o
comandante se faça ouvir. Os comandos por gestos, convencionados para tripa a pé, são os
seguintes:
Atenção - levantar o braço direito na vertical, mão espalmada, palma da
mão voltada para a frente. Todos os gestos de comando devem ser precedidos por este.
Após o elemento a quem se destina a ordem acusar estar atendo, levantando também o
braço direito até a vertical, comandante da fração baixa o braço e inicia a transmissão da
ordem.
Alto - colocar a mão direita, dedos unidos, à altura com a palma para a
frente; em seguida, estender o braço vivamente na vertical.
Diminuir Passo - da posição de atenção, baixar lateralmente o braço direito
estendido (palma da mão voltada para o solo) até o prolongamento da linha dos ombros e aí
oscilá-lo para cima e para baixo.
Apressar o passo (acelerado) - como o punho cerrado, à altura do ombro,
erguer e baixar o braço direito várias vezes, verticalmente.
Direção à esquerda (direita) - em seguida ao gesto de atenção, baixar o
braço direito à frente do corpo até à coluna do ombro e fazê-lo girar lentamente para
esquerda (direita), acompanhando o próprio movimento do corpo na conversão. Quando já
estiver na direção desejada, elevar então vivamente o braço estendê-lo na direção definitiva.
Em forma - da posição de “Atenção”, com o braço direito, descrever
círculos horizontais acima da cabeça; em seguida, baixar este braço na direção da marchar
ou do ponto para qual deverá ficar voltada a frente do grupo.
Coluna por um (ou por dois) - na posição de atenção, fechar a mão,
conservando o indicador estendido para o alto (ou o indicador e o médio, formando um
ângulo aberto, no caso de coluna por dois).
Comandante de grupo ou unidade - estender o braço direito
horizontalmente à frente do corpo, palma da mão para o solo; flexionar a mão para cima
(dedos unidos e distendidos) várias vezes.
Comandante de pelotão - com os braços estendidos à frente do corpo,
palmas das mãos para o solo, descrever círculos verticais em sentidos opostos.

EMPREGO DE CORNETA (ou clarim) - os toques de corneta (clarim) serão


empregados de acordo com o respectivo Manual de Toques, Marchas e Hinos das forças
armadas. Quando o grupo atingir um certo progresso na instrução individual, deverão ser
realizada sessões curtas e freqüentes de Ordem Unida, com os comandos executados por
meio de toques de corneta (clarim). Consegue-se, assim, familiarizar os desbravadores com
os toques mais simples, de emprego usual. O desbravador deve conhecer os toques
correspondentes às diversas posições necessárias aos deslocamentos.

EMPREGO DO APITO
Os comandos por meio de apito serão dados mediante o emprego de silvos
longos e curtos. Os silvos longos serão dados como advertência e os curtos, como execução.
Precedendo os comandos, os desbravadores deverão ser alertados sobre quais os
movimentos e posições que serão executados; para cada movimento ou posição, deverá ser
dado um silvo longo, como advertência, e um ou mais silvos breves, conforme seja a
execução a comando ou por tempos. Exemplo: Atenção – estando o grupo fora de forma, a
um silvo longo, todos voltar-se-ão para o comandante à espero de seu gesto, voz de
comando, ordem ou outro sinal. Estando em forma, à vontade, a um silvo longo, os
desbravadores retornarão a posição de descansar.

EXECUÇÃO POR TEMPOS


Para fins de instrução, todos os movimentos poderão ser subdivididos e
executados ao comandos intercalado: “TEMPO 1!”, “TEMPO 2!”, “TEMPO 3!”, etc. Para a
realização de movimentos por tempos, a voz de comando deverá ser precedida da
advertência “POR TEMPO!”. Após esta voz, todos os comandos continuarão executados por
tempos, até que seja dado um comando precedido pela advertência “A COMANDO!”.

CIVISMO
O termo civismo refere-se mais especificamente às atitudes e
comportamento que no dia-a-dia manifestam diferente cidadãos na defesa de certos valores
e práticas assumidas como fundamentais para uma vida coletiva, visando preservar sua
harmonia e melhorar o bem estar de todos. Cidadania, civismo e civilidade fazem assim
parte de um mesmo processo, inerente à vida em sociedade. Ambos os conceitos são
verdadeiros padrões sociais. Como devo usar, exibir e cuidar da bandeira nacional e dos
desbravadores, inclusive como dobrá-las corretamente? As bandeiras devem ser hasteadas
pela manhã e recolhidas antes de escurecer. Devem estar em condições adequadas para
serem exibidas. Podem ser colocadas a frente do pelotão em desfiles, sendo a do Brasil na
frente, desfraldada sobre a cabeça de uma autoridade em reuniões em lugares fechados, a
bandeira do Brasil deve estar sempre ao centro quando disposta com outras ou à frente em
locais que passe apenas uma delas, se estiver em mastros deve estar acima das outras ou, no
mínimo, na mesma altura, se disposta com mais uma apenas, deve ficar a direita. As regras
oficiais para saudação e uso da bandeira nacional estão incluídas na Lei n° 5.700, do Diário
Oficial da União de 2 de Setembro de 1971. Lembre-se de que a bandeira nacional deve ser
exibida em atividades oficiais, tais como acampamentos, programações de investidura, Dia
do Desbravador, etc. Sempre com a prioridade máxima perante as outras.
Quando está desfraldada usa-se no centro e acima da cabeça. Quando for
número impar de bandeiras coloca-se a Bandeira do Brasil no meio e mais alta. Quando for
número par coloca-se na seguinte ordem Bandeira do Estado, Bandeira do Brasil, Bandeira
dos Desbravadores e a Bandeira do seu Clube ou Visitante.
Em desfile carrega a Bandeira Nacional com duas pessoas segurando em
ambas extremidades da bandeira, ou também carregue com porta - bandeiras nas seguintes
posições: junto ao corpo ou sobre o ombro.
Em saudações civis deve ficar na posição de sentido e alinhados.
BANDEIRAS E BANDEIRINS
V - Conduzida em formaturas, desfiles, ou mesmo individualmente;
VI - Distendido sobre ataúdes, até a ocasião do sepultamento.
Art.1 20. A Bandeira Nacional estará permanentemente no tapo de um
mastro especial plantado na Praça dos Três Poderes de Brasília, no Distrito Federal, como
símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro.
§ 1ª A substituição dessa Bandeira será feito com solenidades especiais no
1º domingo de cada mês, devendo o novo exemplar atingir o topo do mastro antes que o
exemplar substituído comece a ser ornado.
§ 2ª - Na base do mostro especial estarão escritos exclusivamente os
seguintes dizeres:
Sob a guardo do povo brasileiro, nessa praça dos Três Poderes, a Bandeira
sempre no alto — a visão permanente da Pátria.
Art. 13ª - Hasteia-se diariamente a Bandeira Nacional;
I - No Palácio do Presidente da República e na residência do Presidente da
República;
II - Nos edifícios-sede dos Ministérios;
III - Nas Casas do Congresso Nacional;
IV - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores e nos Tribunais
Federais de Recursos;
V - Nos edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judiciário dos
Estados, Territórios e Distrito Federal;
VI - Nas Prefeituras e Câmaras Municipais;
VII - Nas repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa de
fronteira;
VIII - Nas Missões Diplomáticas, Delegações junto a Organismos
Internacionais e Repartições Consulares de carreira, respeitados os usos locais dos países em
que tiverem sede;
IX Nas unidades da Marinha Mercante, de acordo comas Leis e
Regulamentos da navegação, polícia naval e praxes internacionais.
Art. 14ª - Hasteia-se, obrigatoriamente, o Bandeira Nacional nos dias de
festa ou de luto nacional, em todas as repartições públicas, nos estabelecimentos de ensino
e sindicatos.
Parágrafo único. Nas escolas públicas ou particulares é obrigatório o
hasteamento solene da Bandeira Nacional, durante o ano letivo, pelo menos uma vez por
semana.
Art.15ª - - A Bandeira Nacional pode ser hasteada e arriada a qualquer hora
do dia ou da noite.
§ 1ª - Normalmente faz-se o hasteamento às 8horas e o arriamento às 18
horas.
§ 2ª - No dia 19 de novembro, Dia da Bandeira, o hasteamento é realizado
às 12horas, com solenidades especiais.
§ 3ª - Durante a noite a Bandeira deve estar devidamente iluminada.
Art. 16ª. Quando várias bandeiras são hasteadas ou armadas
simultaneamente, a Bandeira Nacional é o primeira a atingir o topo e a última a dele descer.
Art. 17ª. Quando em funeral, a Bandeira fica ao meio-mastro ou a meia-
adriça. Nesse caso o hasteamento ou ornamento, deve ser levada inicialmente até o topo.
Parágrafo único. Quando conduzida em marcho, indica o luto por um laço
de crepe atado junto à lança.
Art. 18ª. Hasteio- se a Bandeira Nacional em funeral nas seguintes
situações, desde que não coincidam com os dias de festa nacional;
- Em todo o Pais, quando o Presidente do República decretar luto oficial;
II - Nos edificios-sede dos poderes legislativos, federais, estaduais ou
municipais, quando determinado pelos respectivos presidentes, por motivo de falecimento
de um de seus membros;
III - No Supremo Tribunal Federal, nos Tribunais Superiores, Tribunais
Federais de Recursos e nos Tribunais de Justiça estaduais, quando determinado pelos
respectivos presidentes, pelo falecimento de um de seus ministros ou desembargadores;
IV - Nos edifícios-sede dos Governos dos Estados, Territórios, Distrito
Federal, por motivo de falecimento do Governador ou Prefeito, quando determinado luto
oficial pela autoridade que o substituir;
V - Nas sedes de Missões Diplomáticos segundo as normas e usos do país
em que estão situadas.
Art. 19ª• A Bandeira Nacional, em todas as apresentações no território
nacional, ocupa lugar de honra, compreendido como uma posição: Central ou mais próxima
do centro e à direita deste quando com outras bandeiras, pavilhões ou estandarte, em linhas
de mastro, panóplias, escudos ou peças semelhantes;
II - Destacada à frente de outras bandeiras, quando conduzida em
formaturas ou desfiles;
III - A direita de tribunas, púlpitos, mesas de reunião ou de trabalho.
Parágrafo único. Considera-se direita de um dispositivo de bandeiras, a
direita de uma pessoa colocada juntou ele e voltada para a rua, para o platéia ou de modo
geral, para o público que observa o dispositivo.
Art. 20º. A Bandeira Nacional, quando não estiver em uso, deve ser
guardada em local digno.
Art. 21º. Nas repartições públicas e organizações militares, quando a
Bandeira é hasteada em mastro colocado no solo, sua largura não deve ser maior que 1/5
(um quinto) nem menor que 1/7 (um sétimo) de altura do respectivo mostro.
Art. 22º. Quando distendida usem mastro, coloca-se a Bandeira de modo
que o lado maior fique na horizontal eu estrela isolada em cima, não podendo ser ocultada,
mesmo parcialmente, por pessoas sentadas em suas mediações.
Art.23º. A Bandeira Nacional nunca se abate em continência.

Bandeira do Clube dos Desbravadores tem 90cm de altura e 135cm de


largura. No meio da Bandeira encontra-se uma insígnia Ai dos desbravadores, conforme
descrita no Regulamento de Uniforme, medindo 30cm de altura por igual medida de largura.
Divide-se em quatro partes. Ao olhar para a bandeira o observador notará
que as partes superior direita e inferior esquerda são brancas; as partes superior esquerda e
inferior direita são azuis. O nome do clube deve aparecer em letras destacadas na parte
inferior direita.

O BANDEIRIM DE UNIDADE
Cada unidade terá um bandeirim. Este medirá 55cm de largura e 36cm de
altura no lado do mastro, devendo estreitar-se do lado oposto para obter-se o efeito de
bandeirinha. Será de cor branca, com borda de cor azul de até 4 mm. Uma faixa de tecido
azul de 10cm de largura deverá ser aplicada em toda altura no lado do mastro, onde será
escrito verticalmente o nome da unidade. A insígnia A1 dos Desbravadores medindo 10 x
10cm deve ser colocada a 7,5 cm abaixo da borda superior do bandeirim, na linha entre o
tecido azul e o branco. O símbolo da unidade, representando graficamente as características
do seu nome, será colocado no centro da parte branca do bandeirim, não podendo exceder
a medida de 12,5 x 12,5 cm. Ao se dizer a lei e o voto, o capitão deverá manter o bandeirim
em sua mão direita, enquanto os demais desbravadores fazem a saudação maranata.
O modo mais prático para se estabelecer a posição de cada bandeira em
reação à Nacional é o seguinte: Verifica-se o número de bandeiras que participarão do
dispositivo, inclusive a nacional. Se o número de bandeiras for par, a de prioridade 1 ficará à
esquerda da nacional, a de prioridade 2 à direita, alternado- se as demais à esquerda e à
direita. Se o número de bandeiras for ímpar, a de prioridade 1 ficará à direita da nacional, a
de prioridade 2 à esquerda, alternando-se as demais à direita e à esquerda.
A Bandeira estrangeira só poderá ser hasteada isoladamente na embaixada
e/ou - consulado do respectivo país.

LEMBRE-SE:
Considera-se direita de um dispositivo de Bandeira, direita de uma pessoa
colocada junto a ele voltada para a rua, para a platéia ou de modo geral para o público que
observa o dispositivo.
Quando várias bandeiras são, hasteadas ou arriadas simultaneamente,
Bandeira Nacional é a primeira a atingir o topo e a última a dele descer.
Quando em funeral, a Bandeira, fica a meio-mastro ou meia-adriça, Nesse
caso, no hasteamento ou arriamento, deve ser elevada inicialmente até o topo.
Quando conduzida em desfiles 8 formaturas, a Bandeira deverá se manda
na posição vertical e, ~, em nenhuma situação, poderá ser abatida (posição horizontal) nem
inclinada para a frente.
Num dispositivo de bandeiras, as estrangeiras deverão ficar distribuídas à
direita e à esquerda da Nacional, por ordem alfabética dos países. Para os estados e
territórios da união, a ordem é determinada pela constituição histórica dessas entidades:
Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Pará, Pernambuco, São Paulo, Minas
Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba, Espírito Santo, Piauí, Rio
Grande do Norte, Santa Catarina, Alagoas, Sergipe, Amazonas, Paraná, Acre, Mato Grosso do
Sul, Distrito Federal, Rondônia, Amapá, Fernando de Noronha e Roraima. Quando, além de
bandeiras estrangeiras participar a estadual, ela deverá estar logo após a estrangeira de
primeira prioridade.
Se houver também a municipal, esta ficará em última prioridade ou
penúltima, caso haja uma bandeira de alguma entidade (por exemplo, a dos Desbravadores).

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