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Comte.

~AULO
i1(ESSOA


PR BLEMAS -
,.
DE
r

ALGEBRA
Í:

'
.,
COM.TE PAULO PESSOA.

l'rohl mn11 t1 ALGEBRA ,


1·0111pll'lC r , com P roblemas
ele• AHl'l'M 'fl 'A ( j á publi-
1•1ulol 1 com Problemas de
<rno U:TIUA (hora no pre-
lo 1, 11 e• l<' ÍlO PROBJ,E.1\'IAS,
quul ·sló. r unido t udo o
11 · 1
1111e• 1111 11ôbr assuntos no
c•ur o GlN,A IAL. Os alunos
ele· Ginásio, tõdas as séries,
os candidatos do ART. 99,
PROBLEMAS
1." ICLO, alunos do NOR-
MAL, encontrarão nesta obra ( DE
o que faltava em matéria de
ctldática . ..
As questões apresentadas
nos diversos . concurso de
ALGEBRA
admisão às escolas militares
ADMISSÃO AO COLÉGIO NAVAL . CURSOS PREPARATóRIOO . MARINHA
do país, realizados em vários MERCANTE E CURSO NORMAL DOS INSTITUTO$ DE EDUCAÇÃO
anos consecutivos, bem como (PROBLEMAS PARA TODO O CURSO GINASIAL DE ACORDO
outros problemas, aqui reu- COM O PRO GRAM A OFICIAL)
nidos em volume, é o que nos
apresenta êste trabalho do
Comte. PAULO PESSOA .

1
Iµipunha-se a necessidade
de· um livro como o· que
apresentamos, para orienta-
ção. dos interessados .
Em capítulos esclarecidos \
pelas noções suficientes e (
impr:escindíveis à resolução
1964
dos problemas propostos em •
cada um, abrangendo t ôda a , lOZON+·eoIT®R
matéria, o autor oferece um .•" Av. Marechal Floriano, !t2 • 1.0 R . Cap, Salomão, ·27 • Gr, 408/ 9
• Telefone: 23-3943
RI O
Telefone: 32-881:l
S , PAVLO
A minha Mãe com todo o carinho

de seu filho.

Paulo

...
PREFÃCIO

Face à aceitação que "Problemas de Aritmética" mere-


ceu por parte dos estudantes, animou-se o autor a lançar
"Problemas de Algebra", nos mesmos moldes daquele.
Contendo o programa completo de Algebra do primeiro
!Ciclo, destina-se, particularmente, aos estudantes que se
destinam às Escolas Preparatórias de Cadetes do Ar e do
Exército; ao Colégio Naval; aos cursos normais do Insti-
tuto de Educação e à Marinha Mercante, dos quais espera
o autor, a mesma acolhida .
Embora destituído de qualquer caráter teórico, seus
capítulos são precedidos dos conhecimentos necessários e
indispensáveis à solução dos · inúmeros exercícios propos-
tos para resolução, tanto quanto possível idênticos aos re-
solvidos.
Os problemas apresentados nos diversos concursos
r alizados em diferentes anos, para aquelas escolas, figu-
ram no presente trabalho, fornecendo assim uma orienta-
ção aos futuros oficiais das Fôrças Armadas, bem como
às professôras primárias de amanhã .

O AUTOR
EXPRESSÃO ALGÉBRICA-VALOR NUMÉRICO
- ADIÇÃO - SUBTRAÇÃO - MULTIPLICAÇÃO
E DIVISÃO

Expressão algébrica é o conjunto de quantidades


representadas por letras e números ligados pelos sinais
de operações.
As exp'l'!essões algébricas podem ser:
Racionais: quando as letll'as que elas contêm estão
submetidas somente às operações: soma, subtração,
multiplicação, divisão e potenciação de exp-oente in-
te iro ou negativo. De um modo mai;s simples podería-
mos dizer que uma expressão algérbica é ro.cional,
quando não contém letra debaixo do sinal de raiz ou
devada a expoente fracionário.
lr..i·acionais: quando contêm letra submetida à ex-
tração de raízes ou elevadas a expoentes fracionários .
Inteiras: quando as l!etras só aparecem como par-
. l as, fatôres ou potências positivas e inteiras.
FraciJonárias: quando contêm\ letras em denomi-
11udorcs ou elevadas a expoentes inteiros e negativos.
Uma expressão algébrica pode ser, ao mesmo
1 mpo: racional e fracionária ou racional e inteira.
Pod e ser também irracional e inteira ou irracional e
fracionária.
Chnma-se valor numérico de uma exp ressão algé-
bricn , o resultado que se obtém quando se subs tituem
10 COM.TE PAULO PESSOA PROBT~EMAS DE ÁLGEBRA 11

as letras por v·alor.es numé11icos determinados e efe- Grau de um potinômio rncion~l ~nt~iro é o grau do
tuam-se as operações indicadas. 1 ·rmo de mais alto grau dêsse polmom10.
Duas expressões algébricas são eqLLivalentes quando Assim: .
têm o mesmo valor numérico pa•ra o mesmo sistema 3ax4 -12a2x-115ax + 7a3 x 3 é do 6. 0 grau, p01s o
de valo1-.es atribuídos à·s sua letras. têrmo de maior grau (+7a3 x 3 ) é do 6.º grau.
Têrmo é tôda a expires.são algébrtlcn cuias partes Se todos os têrmos do polinômio tiv~ssem o ~:sn~o
não estão separadas peJ.os sinais mais ( +) ou me- grau, 0 polinômio seria homogêneo. Assim o polmom10
nos (-). aª+ 3a2b + 3ab2 + bª, cujos têrmos têm o mesmo• gra~1
(3.º) .é um p1olinômio homogêneo do 3. 0 grau (grarn de
De acôrdo '·dom o número .de têrmos que uma homógeneidade) . ~
expressão algébrica possue, ela se chama :
Diz-se que um polinôhiio é completo em relaçao
Monômfo - quando tem 11:m têrmo. Ex.: -15a3b 2 y. a uma letra, quando tem tê·r mos d'e todos. ?s graus em
na qnal - 11'5 é o coefiriente do monômio. relação a essa letra do mais alto grau ate zero.
Dois monômioc:: são senielhanfes quan<lo dif ercm O polinômio aª'+ 3a2b + 3ab 2 + b 3 é coml!let.o em
apena.<: nelos coeficientes: Ex.: 3av2 e -14ay2. 1relação a a e b, pois nêle existem tôdas as potencias de
B;111ômio - quando tem ·a ois têrmos. Ex.: 3a•b - a e b desde a 3.ª até a potência zero. ,
- 9a 3 b 2 • Por outro lado o polinômio 12a3 - 8a2 8ab e +
Trinômin quando tem três têrmos. Ex.: incompleto em relação a a, vois falta o têrmo n~ qua.l
a 2 -2ab +b 2 • deveria aparecer a leira a com o expoente ze1'0, isto e,
Polinômio auan·<ln tem mais "d e três têrmos: o têrmo independente de a.
Ex.: a 3 + ::la2b + 3ab2 + bª. Diz-se que uma expressão algébrica eslá ordenada
Entende-se nor grau de u111 têrmo inteiro. a snmA em relação às potências decrescentes ou crescentes ~e ·
clos expoentes do" fnMres rt.lçrélJricos <Hteri:tis) dêsse uma determinada letra, denominada letra or~enatr1z
têrmo. Assim: - 15a 3 b 2 y é cl'o 6. 0 grau (3 + 2 + 1 = 6). ou pl'incipal, quando de um tênno para o segumte, os
Se ronsiderarmoc:: anenas a letra a o l1rau "d o têrmo f. expoentes da letra principal vão dec:escendo ou cres-
0
n 3. . Se noc:: referirmos à letra b então o têrmo serii cendo respectivamente, até o lêrmo. mdependente, que
0
do 2. gran•; finalment e o grau do têrmo em relação à é o que não contém a letra ordenalrzz .
!.J ser~1 o 1.0 •
Se o têrmo é f ractonário, o seu grau é a diferell'ça
que existe entre o grau do numerador e o do denomi- EXERC1CIOS. RESOLVIDOS
5a2b8
na dor. Por isso o grau do lê rm o - - - -- - é o 3. 0
c2
(2+ 3 - 2=3). 1) Determinar o valor numérico da seguinte ex-
Se o têrmo contém um radical, o grau da parte pr ·ão
irracional é o~ quociente do grau da quantid'ade colo-
cada debaixo do radical (radicando), pelo índice do a 2b - e 1 ~

- 7ab a~+ ab~


radical. Assim, o têrmo '{Yc2b4. é do 2. 0 grau porque
+
[ (2 4) -;- 3 = 2]. para a = 3, b = - 2 e c = - 1.
12 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 13

Substituindo-se na expressão proposta a; b e e pelos De1)ois do que foi .dito sôbre o que são têr:mos
seus valôres e oonsiderando sabidas as operações sôbre s melhantes, vamos gr1u.pá-los como se segue:
números relativos, vem:
2x + 5x -- 6x - x = O
(3) 2 X (-2)3 X (-1) (3) 2 X (- 2) - (-1) - 4x2 - x 2 - 5x2 = -10x2
54 - 7y+6y=-y
(-7) X (3) X (-2) 8y2 - 4y2 = + 4y2
1 Os resultados O; -10x2 ; -y e+ 4y2 foram obtidos
(3) 2
+ (3) (-2)2 aplicando-se os conhecimentos relativos às operações
com os números relativos aos coeficientes dos diferen-
9X (-8) X (-1) 9 X (-2) +1 1 tes grupos. . . ·
54 7X3X2 9+3X4 ou Finalmente ten11os para o resultado procurado

72
- 10x2 - y + 4y2
-18+1' 1
--;.- - - ou 4) Sendo:
54 42 21
4 17 4 17 P1 =xy 2
- xy 2 + 2xy; P2 = - 3x2 y - 4x 2y 2 + 2xy 2

-+-X21=-+---=
59
= 9 ·~
P 3 = 2x y 2 2
- 4x y + xy
2
3 42 3 2 6
Calcular
2) Calcular o valor numérico de P1 + P2 + P3
Podemos dispor os .polinômios como se segue, isto
3x -
2
[4x- (5x-1) + (~x2-3x-l) - (2x-:-3)] é, oom o aspecto de uma soma aritmética, figurando
para x = - 3. como pa1'Celas, os monômios semellhantes.
. Desembaraçando-se a expressão dada dos parên- Assim:
tesis e colchetes para simplificá-la antes da substituição
de x por menos 3, vem: P1 = ·X
2
y - xy2 + 2xy
P 2 = -3x y + 2
2xy2 -4x y 2 2

3x
2
[4x - 5x + 1 + 5x2 - 3x - 1 - 2x + 3] ou
-;---
P 3 = - 4x2y + xy + 2x y 2 2

3x - [5x 2 - 6x + 3] ou 3x2 - 5x2 + 6x - 3 ou


2
= - px2y + xy2 +3xy - 2x2 y 2
-;x + 6x - 3, ou substituindo-se x por seu valor
2

-2 (-3)2 + 6 (-3) -3 ou -18 - 18--:-3 .:_.,..,.:..39, 5) De -4x2y - xy~ + 5y8 subtrair + x 2y +


+3xy2 - 4y8
, ?>
11om10:
Reduzir os têrmos semelhan lcs do seguinte poli- Podemos escrever:
(- 4x2y - xyfl + 25yª) - (xlly + Sxy 2 - 4yª) ou
2x - 4x + 5x -
2
x 2
- 6x - 5x 2 - 7y + 8y2 - x + (- 4x y - + 5y )
xy2 3
+ 6y - 4y2 • - <+ x2y +Sxya - 4yª)
14 COM.TE PAULO PESSOÀ PnOBLEMAS DE ÂLGEBnA 15
Antes de fetuar a subtração retiraremos os pa- Cada lermo do polinàmio contido no parêntesis
rêntesis dos têrmos da diferença. deve se r multiplicado por xP+ 1 e os resultados somados
Teremos então: algebricamente.
As im:
-4x2y - xy 2 + 5y 3

- x 2y - 3xy 2 + 4y 3
2xv + 2 -4xv + 1 .+ 8xv - 1
- 5x2 y - 4xy 2 + 9y 3 XP+ 1
ou
2xP + 2 + P + 1 _ 4xv + 1 + P + 1 + 8xP - 1 + 11 + 1
Vê-se assim que: para efetuarmos a subtração 2x2v + 3 _ 4x2P + 2 + 8x2P ·
conservamos os sinais. dos têrm.os do minuendo e tro-
camos os sinais dos têrmos do subtraendo, para final- 8) Efetuar o produto:
mente efetuarmos a redução_ d'os têrmos semelhantes .
(3a4b2 - 6a3 b 3 + 4a2b + ab 4 5) (2a 2b - 5ab 2 + 2b 3
)

6) Efe tuar a multiplicação:


Devemos multiplicar cada têrmo do polinômio
(a2P + 3mb) X (-2a2P - Gm) multiplicador pelos têrmos do polinômio multiplicando
Convém r ecordar a reg.ra dos sinais para multipli- e somar os resultados parciais encon trad'os .
cação de dois números relativos. O quadro abaixo
esclarece o assunto: Assim:
3a4b2 - 6aªbª + 4a bt + ab
2 5 (multiplicando)
SINAIS DOS FATôRES SINAL DO PRODUTO 2a 2b - 5ab 2 + 2b 8 (multiplicador)
+ + + 6asba - 12a5b 4 + 8a b5 + 2a<sbã
4
+ - -
- 1'5 a 5b 4 + 30a b 20a b 5a b
4 5 3 6 - 2 7
- + -- 4 5
-
+ 6a b 12aªb + 8ia b + 2ab/! 6 2 7
- - + -

A seguir vejamos a regra para multiplicação de


6a6bª - 27a 5b 4 + 44a b 30a b 5 + 3a b + 2ab
4 5 - 3 2 7 8

monômios. NOTA - No caso dos polinômios 01 multiplicar não esta-


"Multiplicam-se os coeficientes, somam-se os ex- rem ordenados segundo o mesmo critério em relação à letra
poentes das letras comuns e esCll'evem-se no produto as ordenatriz, é de tôda conveniência que assim sejam dispostos
antes de efetuarmos o produto .
letras não-comuns com os exipoentes que tiverem."
Teremos então para o caso: . 9) Multipiicar
1 X (- 2) a2P + 8m + 2p - ~m Xb ou - 2a•P. 2m b,
(aa•b - 2a2 b 3 +b 5
) X (5a3 b - a 2b 2 +b 8
)
que é o pnoduto procurado.
Não sendo completos os polinômios a mutliplicar,
7) Multiplicar: deixam-se intervalos para os lf:êrmos que faltam no pro-
xP + i X (2xP + 2 _ 4x P + 1 + 8:xP. i) duto a fim de que possaimos colocar os têrmos seme-
lhantes un~ debaixo dos outros.
16 C OM.TE P AULO PES SOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 17
Teremos então : 11) Dividir os monômios:
3a4b - 2a 2b 3 + b G
5a3b - a 2 b 2 + b·1
+ 15a7b 2 - 10a5b 4 + 5aªb-
6
- -----
- 3a6b 3 + 2a 4b 5
4

+ 3a b 5 Convém l!'ecordar a regra dos sinais para divisão


de dois números relativos. O quadro seguinte esclarece
o assunto.
10) Multiplicar
l DIVIDENDO DIVISOR QUOCIENTE
lf)

+ + +
+ - -
Teremos - + -
- - +
a 2 - ab + b 2
a +h
A segufo vejamos a regra para divisão de mo-
a 3 - a 2b + ab 2 nômios..
+ a 2 b -ab2 +b 3 "Divide-se o coeficiente do divid'endo pelo coefi-
a3 +hª ciente do divisor e dá-se a cada letra expoente igual
ao seu expoente no dividendo, menos o seu expoente
É conveniente assinalar que: no divisor."
1.º - Os têrmos extremos do produto de dois poli- Teremos então para o caso:
nômios ordenados em relação à mesma letra não se
reduzem com nenhum outro.
2.º - O grau do produto é apenas a soma dos g.r aus
dos fatôres.
?
1
(+-:- -+) a2m - 2 - (m ~ 1) bª. 2 ou

3.º - O produto de dois polinômios tem, no mínimo, f12 12


dois têrmos. - ........,_ a2m - 2 - m + 1 b ou - -- am - 1 b,
35 35
4.º - Quando não existe nenhuma redução possível
no produto de dois polinômios, o número d'e têrmos do
que é .o qoociente procurado.
produto é igual ao produto do número de têrmos dos
dois falôres .
Assim, o produto de dois polinômios, de 3 e 4 12) Dividir
têrmos, respectivamente, terá no máximo 3 X 4 = 12
têrmos. (4x 3yª - 5x3y 2 + 6x y 2 2 -7x2 y)
16 CoM:r2 PAuto PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 19

Dividindo-se cada lêrmo do polinômio dividendo 5. 0 - Multiplicar o segundo quociente achado, pelo
pelo monômio divisor e somando-s os quocientes par- divisor e subtrair o resultado do primeiro resto e assim
ciais, :vem: ucessivamente até encontrar um resto zero, se a divisão
se fizer exafamente, ou um resto de grau inferior ao
4x3y 3 ;-;- x 2y ;::= 4.xy2 do divisor, quando então não será mais possível conti-
- 5x y + x y = - 5xy
3 2 2
nuar a divisão sem que apareça no quociente expoente
+ 6x 2y 2 + x 2 y = 6y + negativo. . :
- 7x2 y + x 2y = - 7
Apliquemos a regra ao exemplo proposto:
A soma dos quocientes pardais é: 4xy 2 -
+ 6y- 7, que é o polinómio quociente.
5xy +

1'
9x 5 - 12x4 + 4x3 + 3x2 - 3x + 1
- ·9xG+ 6x4 - 3x3
l 3x 2 - 2x + 1
Normalmente procede-se como se segue: 3x3 -d"x.2 - X +1
6x4 + x 3 + 3x2 - 3x + 1
+ 6x4 - 4x3 2x2 +
0-5x3 y 2
l 4xy 2 - 5xy + 6y - 7 -3xª +5x2-3x+ 1
+3x3 -2x2 + x
+5x3 y 2
O +6x2 y 2
+
3x2 -2x+l
-3x2 +2x-1
-6x2y2 ---
0-7x y
+7x2 y
2
º
NOTA - Os polinômios tanto podiam ter sido ordenados
com.o foram (potências decre.o;centes de X) , como segundo as
o potências crescentes da mesma letra.

13) Dividir 14) Divid'ir:


(9xG-12x4 + 4x3 +3x2 -3x+1) por (3x2 -2x+1) 4x + 4x5 - x 8 por 2x2 + 2 - 3x
Como vemos o polinômio dividendo é incompleto
Para dividir dois polinômios devemos: e não está ordenado; por isso vamos completá-lo e
1.0 - Ordená-los em relação às potêncais crescen- ordená-lo:
tes ou decrescentes da mesma letra. 4x5 + Ox 4 - x 3 + Ox2 + 4x + O 2x2 -3x+2
2. 0 -Dividir o primeiro têrmo do polinômio divi- +
-4xll 6x4 - 4xª
dendo pelo primeiro têrmo do polinômio divisor, 2xª+3x11 +2x
obtendo-se assim o primiero têrmo do quociente. 6x4 -5x8 +0xll +4x+O
3.0 - Multiplicar o quociente por todo o divisor e -6x"+ 9x8 -6xi.i
subtrair o resultado do dividendo. + 4x8 - 6x1 + 4x +O
4. 0 - - Dividir o primeiro têrmo do resto encontrado
pelo primeiro têrmo do divisor, achando-se ass.im o
..... ~~li + 6!.0 - 4lt
tSegundo tênno do quociente. o
20 .COM.T~L P-AULO . PESSOA
PROBLEMAS · DE '. ÁLGEBRA 2i
15) ·nividir: .
3) Calcular o valo1·. mun..érico .do ·polinômio: ·
5 4 2
x + 3x + 12x - 16 p r x + 3x - 4
2
8y2 - 18yz · 2 - 3y · 2 z -713 - 65, para y = 2 -1
ez=-3 · ·
Procedendo-se como no ex mplo anterior, vem:
l. E. - -1953 RESP.: - 1
+ 3x4 + Oxª + 12x2 + Ox - 16
x5 x 2 +3x-4
-x -3x4 +4x8
5
4) Cafoular o valor munérico da expressão :
3
x 8 +4x
4x +12x!!+ Ox-16 a2 -b b 3 - a•
- <fx3 - 12x2 + 16x -2.- ..+ ·+
3a3b 1rnra a= - 1 e b = 2
3 ...
+ 16x-16
Não é possível continuar a divisão, uma vez que o e. ·Naval-UJ53 1
RESP. : -4--
segundo resto é de um grau menor que o grau do 6
divisor.
5) Calcular o valor numérico da expressão:
EXER.CtCIOS A RESOLVER
2xx
( 2
-+ yy·.··- ) 2
_ 4x +y
·---,para • ·.l ·1
X=-- e y = --
1) Cal-cuJar o valor numérico de: y 2 3
. l 27
aª--- · R ESP.·. ---
4

\
b
/ 1 6) Calcula.r o valor numérico da expressão:
y4a
.
2
+-
b
4a~
9
---
2
para a =
4
. -2- e b - - -
1
1- a )2 a
para
1
a=---
3 ( l+a + 2a 2-
5
RESP.: REsP.: 4
4 ~ _.
: 2) Calcular o valor numérico de: 7) Calcula:r o :v.::tlor numérico da expressão:
ba · 9 - ah • 2 z2_
-
a2 -
--.-(-b)•B
- - - para a =- 2 e b - •
- 1
3x2+y2 _ _
2 ;J l
:-\. - '1, -~~---- - - - para x=l; v=-- e z=2
E. N. e. Duft'A -111~1 hHSP.: "'i2 y+z-x 6 2
E. P. C. l'..xército - 1959 REsP.: zero
Pl\OBLEMAS DE ÁLGEBRA 23

8) Reduza os tênnos semcllhantes da expressão: 1 1 2


2a
13) De
2 4
ax2 + --
3
x:11 subtrair
2a2 - - .-
u
- 4m - 3a2 + ah - 1

3 . 1 5 8
-a2 b-a+4bm - -4- a 2.x ,+_--
3 ax
2
- - -8- x
I.E.-1954 RESP.:
b
. 5 1 31
REsP•.-·: -4- -a 2x - ·12- -ax2 + --- v3
24 ...
9) Reduzir os têrmos semelhantes:

3a + 2b + [ - 5a + b - (- 2a + 3b) ] 14) Efetuar a muHiplicaÇão:


I.E. - 1951 RESP.: o 7ab 2c3 X 2a21be X 5a4b 5c2
RESP.: 70a 7bBcll
10) Reduzir os têrmos semelhantes:
15) Efetuar a multiplicação:
2 1 3 1 2
- x2 -4x---+--x2 ---x+ - ,.~-r ( 1 ) .,.,
3 2 5 2 3 _(5xm-2n) - -6- x2m+ny_'2
19 9 1
RESP.: l5x2 -2x+6 5
REsP.: - - - xsm •ll y2

) 11) Sendo: P = -- 3a 2
+ 5ab - 14b 2
;
16) Efetuar a multiplicação:
6

Q= - 9a2 - ah+ 6b e 2
am (2am - Sam - i + 6am - 2 - am • ª)
lR = 6a2 + 5ab -8b 2
RESP.: 2a2m - 3a2m. l + 6a2m • 2 - a2m • 3
calcule
-P+ (-Q +R) 117) Efetuar a multiplicação:
I.E.-1001 ~sP.: 18a2 + ah (18m" .2y4-24m2x-4y5+1) X 75mõ - x y"· 4
REsP.: 1350m3 yP - 1800m1 + x Y,1 '+ P + 75m5 · x yr1 - 4
112) Efetuar:
18) Efetuar a multiplicação:
(xª+2x 2 -3x+l) + (2x3 -3x2 +4x- 2) + .··
+ (3x3 + 4x2 - 2x + 5) (x2 - 5x + 9) (x + 3)
RESP.: 6x 3 + 3x 2
- X +4 e. Naval-1962 R.EsP.: xª -2x2 ..... 6~ + 27_

r
24 PROBLEMAS DE ÁLGEBRA ....,,
'l~ ;
.

19) E(etuar o produto: 25) Dividir os monômios:

(x2 + 2- x) ( 2 -1 ) 2xm -p -7- x2m + 2p

dando a ;resposta ordenada scgund as potências de- RESP.: 2x - m- Sp


orescentes de x.
C.Naval - 1953 RESP : x• - xª + x 2 + X - 2 26) Dividir:

20) Multiplicar: 3x8P - m y2m -;-- 2x5P + 3m ym - p


(am + bP....:... 2c11) (2am - 3b) 3
RESP.: _ _ X • 2p - 4m y m + p
RESP.: 2a m+ 2am bP - 4amcn - 3amb -
2 2
-- 3bP + 1 + 6bcn

21) Efetuar o produto: 27) Dividir:


(5a2 + ah - 3b'2) X (3a2 - 2ab + b 2 )
RESP.: 15a4 - 7a3b - 6a2b 2 + 7abª-3b4 RESP.: x 2 + 2xy + y2
22) Efetuar o produto:
28) Dividir:
(3a5 - 2a 2b 3 + 9ab 4 - 8b 5 ) X (4a2 + 5ab -6ib 2 )
REsP.: 12a7 + 15a6b - 18a5b2 - 8a4bª + (2a4 - 13a3 b + 31a 2b 2 - 38ab 3 + 24b 4 )
+ 26a3b 4 + 25a2b 5 - 94ab6 + 48b 7 -;-- (2a 2 - 3ab + 4b 2 )
iRESP. : a 2 - 5ab + 6b 2
23) Efetuar o produto:

(a5 - a~b + a3b 2 - a 2b3 + ab 4 - b 5 ) X (a+ b) 29) Dividir:


REsP.: a 6 - b6 (4x11 - 13xª - 3x - 18) por (2x2 - x - 6)
RESP.: 2x3 + x 2 +3
24) CalcuJe o valor da expressão :

Aa2 - [B - (Ba - C)] + B, 30) Dividir:

sendo (8a 3 + 2a 2b - 6ab2 + 2b 8) -;-- (4a2 + 3ab - b2)


A=a+1 ; B=l-a-a2 e C ·= a-1 R5:$.: Q=2a-b
1. E--- 1_952 R.EsP.: ~ R=-ab 2 + b3
26 COM.TE PAULO PESSOA

3i) Calcule o reSJlu <la divisão de: /

x3 - 3x 2 +4 por .· - 2
t. Naval-1958 RESP.: zero

J2) Dar o quociente e o resto d a di visão:

(4x 5 - 12x,( + 6x + 7x 3 2
- 7x + 8) por (x2 - 3x+ 2)
e. Naval - 1959 RESP.: Q = 4x3 - 2x + 1
R=+6

33) Dividir: Fatorar tun polinômio é decompô·lo em um pro·


duto de fatôres primos ou expressões que sómente
x 11 - x~ - 2x:i + x + 2x -- 1
2 por x 2 - 1 sejam divisíveis por si e pela unidade.
Como só estudaremos os casos simples da fato.
e.Naval - 1961 RESP.: X~ - 2x + 1 rnção de polinômios, diremos que para fatorá.los usa ..
remos os processos de:

EVIDENCIAÇÃO,
AGRUPAMENTO e
IDENTIFICAÇÃO

Em muitos casos, na fator ação d'e um polinômio,


eirnpregamos dois dos três processos indicados acima
ou mesmo os três.
Pôsto isto, vejamos em que consiste cada urm dos
processos enumerados .

EvmENCIAÇ.:iO é o processo em que os fatôres comuns,


numéricos e literais, que por ventura existam nos têr·
mos da expressão a fatorar, são postos em evidência.
Assim o polinômio 5x3 + 15x2 - 10x, que tem cm
lodos os. seus tênnos os fatôres comuns 5 e x, será
fatorado como se segirn:
5x (x 2 + 3x - 2)

j
28 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA

AGRUPAMENTO é o pro. SOS <tll \ grupa os lêrmos que 1 n) (x + b) =x 2 +(a+b)x+ab (6)


têm fatôres comuns. colo undo-os m evidência, fa- n) ( x - b) = x 2 - (a + b) x + ab (7)
zendo com que um nôvo fnlor comum o.pareça cm todos 1 li) ( x - b) = x 2 + (a - b) x - ab (8) .
os novos têrmos. permilin<l 'llltfo o emprêgo da Ev1- 11) (x+b) =x 2 -- (a-b) x-ab (9)
DENCIAÇÃO. 1 h) 2
(a -ab+llY 1=aª+bª (10)
Assim o polinômio : h) (a 2 + ab + b 2 ) =aª - bª (11)
+ t 0:-i produtos notáveis 6, 7, 8 e 9, são todos do
ab - x 2 + ax - bx
+ + 1111 · 111 tipo e o ·Conhecimento do 6 permite enunciar
• 11plicar os demais.
poderá ter os seus têrmos grupados de acôrdo com as
setas, indicativas e teremos:
EXERCíCIOS RESOLVIDOS
2
(ab+ ax) - (x +bx) e
1) Fatorar o polinômio:
a (b + x) - x (b + x), ·
12a2 b8 - 30a8 b2 + 18ab4 - 42a"b
mostrando assiin e só então a existência do fator
comum aos seus têrmos, (b + x) . 01.nos que os !têrmos do polinômio contêm os fa-
O processo da EVIDENCIAÇÃO permite escrevermos comuns 6, a e b. Empregando-se o processo de
1111 , • .,
• 11idenciação, teremos: ,
(b + x) (a -x)
6ab (2ab 2 - 5a2 b + 3bs - 7a8)
Tal processo é geralmente aplicável aos polinô-
mios de número pari de têrmos: os grupos sãio, em1geral, 2) Fatorar o polinômio:
constituídos do mesmo número de têrnws, não sendo
isso obrigatório . nem acons,e lhável, em certos casos, 8ax - bx + 8ay - by
como veremos oportunamente. Não . existindo um fator comum em todos os têr-
IDENTIFICAÇÃO, processo que se baseia no estabele- 111os,e tendo o polinômio um número par de têrmos,
.c im.ento da semelhança entre o polinômio dado e um 11plicaremos o processo dos agrupamentos.
dos muitos conhecidos couno produtos notáveis e que Teremos então:
devem ser memorizados pelos que pretendem ou ne-
cessitem efetu;ar fatorações. (-8ax+ 8ay) - (bx + by) ou
Os produtos dhamad'os notáveis, sãto : 8a (x + y) - b (x + y)

(a+b) 2 = a2 + 2ab +b 2 (1) Surgiu assim o fator comum (x + y) e o proces,so


(a-b) 2 = a2 - 2ab +b 2 (2) cl evidenciação deve ser empregado.
(a+b) (a-b) = a2 - b2 (3)
Al!lsim teremos.:
(a+ b)3 a 3 + 3a 2 b + 3ab 2 + b ~ (4)
(a - b) 3 = a~ - 3a 2 h 3ab 2 - b 3+ (5) tiu (. 1- y) - b ( + y) = (x ~1- y) (Stt =- h}
30 CoM.~~ PAULO PESSOA Í1ROBL~M AS nn Â.LGEBRA

Há, muitas vêzes, diversas maneiras de efe luar os


agrupamentos . No polinômio que acabamos de f.ator~,
poderiaimos adotar outro modo para grupar os termos, 9a2 - 12ab + 4b 2
por exemplo :
l<;squ matizando como no caso anterior:
(8ax - bx) + (8a r - hy) ou
9a 2 -- 12ab + 4b 2

b) + y

e finalmente
x (8a - (8a - b)
3t \i
1
J,
~)
iL
- 2 X 3a X 2b
(8a - b) (x + y), ------,,------ ~Então (3a ~ 2bP
- 12ab
co.mo havíamos concluído anteriormente.
ó) Fatorar:
3) Fatorar o polinômio:
x 2 -9
a 2 +4ab +4h 2

ão havendo fator comurm para evidenciar, a ex-


Não ijlavendo fator comum para evidenciar e tendo P• •' uo não será fatorada por evidenciação. Havendo
0 polinômio um número ímpar de têrmos, ficam afas- • pP11us dois têrmos, não há como grupá-Ios e conse-
tadas as .p ossibilidades do emprêgo dos processos de q 111·11t mente não usaremos o agrupamento. Ficaremos
-evidenciacão e agrupamento. • • 11l110reduzidos ao emprêgo da IDENTIFICAÇÃO.
Estan°do 0 polinômio ordenado, segundo as pat:n- Tratando-se de uma diferença entre dois qua~h:a­
cias decrescentes de a, verificamos que os 1.º e 3.º. ter- tl11 v mos que a expres.s ão é do tipo da assinalada com
mos são os quadrados de a e 2b. No ca o do 2. ter~o
0
u 111'1mero 3.
ser 0 dôbro de a multiplicado por 2b, teremos um poli- J•;squematizando-se como nos casos anteriores, vern:
nômio semelhante ao apresentado como resultado do
l.º produto notável e concluímos então que: x2 - 9
a 2 + 4ab + 4b =2
(a + 2b) 2
+ 3)
Esquematizando o que foi dito: l1·1·<·mos que: "'
(x -
"'
3) (x

a2 + 4ab + 4b2 (x 2 - 9) = (x - 3) (x + 3)
:\ 1 ./~ O) Falorar:
5a2 -4õm2
+;dxax2b
........__,r--- ~ Então (a+ 2bP l r 1111<10- 'e a EVIDENCIAÇÃO, vem:
4~b 5 (a 2 - 9m2 )
CoM .'l'l!l PAULO PESSOA
1>ll0BLE MA S f.> E Â LGE'l3h,\
33
O fator contido no parêntesis é do tipo do exemplo
1)(•pois disso podemos escrever:
anterior e teremos, esquematizando:

5 (a2-9m2) (x + 1) 2 - y 2

i i
5 (a - 3m) (a + 3m) l1 •11•111os, então, uma ex1)ressão do tipo da d'e nümero 3
d 1 1 produtos notáveis e já empregada no exemplo 5.
l•:n tão, vem:
Finalmente:

5a2 - 45m2 = 5 (a - 3m) (a + 3m)


(x + 1) 2- y2
i i
[ (x + 1) - y] [ (x + 1) + y]
7) Fatorar a expressão:
•1111· poderá ser escrito:
x2 + 2x + 1 - y2

Vê-se logo não ser aplicável a evidenciação. ~st~­ (x +1- y) (x + 1 + y)


mos diante de um caso de AGRUPAMENTO q~e de acordlo
com a advertência feita anteriormente, nao deve con- imos assim um exemplo em que o processo dos
ter o mesmo número de têrmos em cada grupo· neve \1.r11 JPAMENTOs empregado, mostra outro modo de grupar
ser grupado como se segue: 11 '''.''mos do polinômio, d emonstrando assim que a
1111111<•11·a de girupar os têrmos da expressão depende de
1111 natureza.
(x2 + 2x + 1) - Y2

isto é, um grupo constituído de x 2 2x + +


1, e o outro 8) Fatorar:
por y 2. -
Verifica-se a seguir a semelllhança da express~o con-
tida no parêntesis com a do núme:o 1 da relaçao dos (3a + b) 2
- (2a + 3b) 2

produtos optáveis e que já foi focahzad~ ~o exem?[lo 3.


Procedendo-se como naquele exerc1c10, ve:m. Trata-se de nova expressão do tipo da fatorada no
'''<'mpJo 5.
x2 + 2x + 1 Esquematizando, vem:

~~)
(:ln + bP- (2a + 3b) 2
i ~
1 (:ht + b) - (2a + 3b) ] + b) + (2a + 3b) ]
[ (3a ou

+ 2
X X X
1
~ Então (x + n:a (3a + b - 2a - 3b) (3a + b + 2a + 3b) ou
2x (a - 2b) (5a + 4b)

//
34 t oM.'I'E PAULO Pt::sso,ç PROBLEMAS DE ÁLGEBRA ~5

9) Fatorar: Podemos, então, escrever:

x2 y2 . - 2ab + b 2 + 2xy - x 2 - y 2 = (a 2 - 2ab + b)2 -


-a 2- - h ~ - ( x2 -2xy+y2 ):::::: (a-b) 2 - (x-y)2

1p11· esquematizando dá:


Pode.mos escrever:
(a - h) 2 - -(x - y)2
,!, ,!,
[ (a-b) -(x - y)] [a-b) + (x-y)] ou

Expressão do tipo anterior. (a - b- x + y) (a -- b + x -y)

f l) Fatorar:
Esquematizando, vem:
a2 - b2 +x 2
- y2 +2 (ax - by)

Desembaraçando a expressão do parêntesis, vem:


,!,
a2 - b2 + x2 - y2 + 2ax - 2hy
- Yb )( - Xa + - vb )

1p11· poderen1os escrever:


Então:
a2 + 2ax + x 2
- b2 - 2by - y
2
ou
x2 y2 ( X
+ 2by
-----=
a2 b2
---- -
a
- by )( -a + -
X y )
b
(a~ + 2ax + x 2 ) - (b2 + y2)

s quantidades contidas nos parênteS'is, são:


10) Fatorar:
(a + x) 2
- (b + y) 2
a2 - 2ab + b + 2xy - 2
x2 - y2
produto notável (3) é o aplicável ao caso.
Grupemos o polinômio da seguinte maneira: Então, esquetnatitando, vem:

(a 2 - 2ab +b 2
) - (x2 - 2xy +y 2
) (a+ x)ll - (b + y)ª
~ . ~
O primeiro parêntesis dá: Í (n +X) - (b + y)] [ (a + X) + (b + y)) GU

(a - b) 2 e o segundo (x - y) 2 (n +~ - b - y) (a+~ + h + y)

/
3G Co:r.:r.TE PA ULO PESSOA
PnonLDlAS DE ÁLGEBRA 'J7

. ·,. ,Hfo os fatores 2 e x comuns, Leremos:


12) Fatorar:
2x (x 2 4x - 12)
x2 + 5x + 6 -

A expressão dada para falorr!I" é do tipo do pro- exprcss.ã o encerrada no parêntesis é semelhanlc
duto notável x 2 + (a+ b) x + ab . 111 produto notável 9; x 2 -·- (a - b) x - ab.
Vemos que o seu primeiro lêrmo é quadrado mas Procurando números que multiplicados dão -- 12
o terceiro não é. e 11111udos -4, teremos:

Devemos então procurar dois números que multi- I~ - (- 12) X ( 1): (- 12) + (+ 1) - = 11
plicados dêem 6 e que so.mad'os dêem. + 5 . 1·> (+ 12) X (- 1); (+ 12)f · (-1) = + 11
Então, procuraremos êsses números: I'> (- 6) X ( + 2); ( - 6) + (+ 2)
4 ·= -
I'' (+ 6) X (- 2); ( + 6) + (-2) =+
4
6 X 1 = ·6; 6 +1 =7 1.ª I~ (+ 4) X (-3);(+ 4)+(-3)=+ 1
3 X 2 = 6; 3 +2 =5 2. ª I~ (- 4) X (+3);(- 4)+(+3)=- 1
(-6) X (- 1) = 6; (- 6) + (- 1) -7 3.ª
(-3) X (-2) = 6; (- 3) + (-2) 1= - 5 4.ª \ ' 1•111os, assim, que a combinação 3." é a que salis-
ConcluÍJmos. assim, qu.e os números procurados são f l'lll1io:
2 e 3.
Teremos então:
x2 - 4x - 12 = (x - 6) (x + 2)
l 111111111< ntc:
x 2 + 5x + 6 ::::: (x + 2) (x + 3) •1
(x ~ - 4x - 12) = 2x (x - 6) (x + 12)
13) Fatorar:
1 1) Ft1lorar:
2
x -5x +6 a2 + 4a - 5
O trinômio acima difere daquele do exemplo 1 pr·<•s. ão 8, x 2 + (a - b) x - ah, idenlifica o
anterior pêlo sinal do têrrno em x e por isso o produto 11 111111 do xercício.
notável que a êle se assemelha é o de número 7: l'11d1 111os ler:
x 2 - l (a + b) x + ab. Dev·emos então procurar dois
números que multiplicados dêem 6 e qu.e somados 1 .1) X (+ 1) (- 5) + (+ 1) = - 4 V'
dêem -5. 1 I .1) X (- 1) (+5) + (-1) =+4 2.ª
A quarta variação do exemplo anterior é a que
satisfaz e por isso 111 1111 •i1·n nrrumação é a que serve, e teremos:

.·' ~ !Sx + 6 = (x - 2) (x - 3)
11 1 •ln - 5 = (a + 5) (a - 1)

1f 1 ,. "' l 1' 111':


14) F'atorRI' '
2x" - .-u - 24.x ,·
2
- 5xy + Gy 2
S8 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA

O produto notável 7 nos mostra que devemos pro- O x mplo assemelha-se ao produto notável 11, que
curar dois números que multiplicados dêem 6y ~ e que p1·1·111 i l a identificação.
somados dêem - 5y. Ter mos assim:
Como nos exemplos a n ler iores:
'
11
- 125 = x3 - 53
6y2 = (- 6y) (- y); (- 6y) + (- y ) + - 7y l." ! i
6y2 = <+ 6y) <+ y); ( 6y) + ( y) = + 7y 2." (x - 5) (x 2 + 5x + 25)
6y2 = (- 3y) (- 2y); (- 3y) + (- 2y) = - 5y 3." Então:
6y 2 = <+ 3y) <+ 2y); <+ 3y) + <+ 2y) = + 5y 4.ª ":1 - 125 = (x - 5) (x 2 + 5x + 25)
O arranjo é, portanto, o que serve, e assim teL"emos: 20) Fatorar:
x2 - 5xy + 6y2 = (x - 3y) (x - 2y) (x+ y) 3 - a3

17) Fatorar: O ·xemtllo se assemelha ao produto notável 11.


'l'Pr mos então:
xª +li.
( . y)ª - as
O exern.p lo acima se assemelha ao produto notá·
vel 10, (a + h) (a 2 - ab + b 2 ), para a identificação. L !
1 .v) - a ] [ (x + y) 2 + a(X: + y) + a 2 ] =
Assim teremos:
[ X+ )' - aJ [x 2 + 2xy + y 2 + ax + ay + a 2 J
x3 +1 »f Fatorar:
! !
(x + 1) {x2 - x + 1) (x + y) + 3
(x - y) 3
Então:
O produto notável semelhante ao do exemplo dado
x + 1 = (x + 1)
3
(x 2
- x + 1) • 11 1O, qu e nos permite es.crever, esquematizando:

18) Fatorar:
( y)ª + (x - y) ª
~ ~
y 3
+ 64 ( y) + (x - y) ] [ (x + y) 2 - (x + y) (x - y) +
Teremos:
(x - y) 2 ] = [x+y+x - y ] [ x 2 +2xy+y2 -
y3 + 64 = y3 +4 3 x:i + y 2 + x 2 - 2xy + y 2 ] = 2x (x 2 + 3y2 )
! !
(y + 4) (y 2 - 4y + 16) ·>~ ) Fatorar:
x6 _ yG
Então:
l'nd1,111os escrever:
y3 + 64 = (y + 4) _(y 2 - -Jy + 16) 11
vº = (x 3 ) 2 - (y 3 ) 2 identifciando-o com o pro-
19) Fatorar:
tl11l11 1111f 1'1vt'I :L rreremos então:

x3 - 125 (x3 +y 3
) (x8 - y3 )
40 COM.TE PA ULO PESSOA PllOBLEMAS DE ÁLGEBRA 41

A seguir os produtos notáveis 10 e 11 aplicados . Esqu matizando como fizemos no exemplo ante-
1·1or, ve~n:
nos 1.0 e 2. 0 parêntesis, dão:
+
/

x3 + y3 = (x + v) (x~ - xy + y 2 ) '27 ':i 54x2 y + 36xy 2 + 8yª


(x3 - y ª) = (x - )' ) (x~ + xy + y 2 ) t
Então: J,
1 1 + 2y
J,
xG - yG =
(x3 + yª) (xª - y") :1 X (3x) X 2y 2
3 X 3x X (2y) 2
(x + y) (x 2 - xy + y 2) (x - y) (x 2 + xy + y2) --v---
f- 54x 2y + 36xy 2
~ então (3x + 2y)3
23) Fatorar: Conseqüentemente:
8a3 - 60a2 b ·+ 150 aib 2
- 125b3
27x3 + 54x y + 36xy + 8y
2 2 3 = (3x + 2y)''
A expressão não contendo fator co,n unn para evi-
dencfa.r, não s.erá fatorada por evidênciação. Embora 25) Fatorar:
contendo nú.mero par de têrmos, também não s.erá a4 + h4 + a2b2
transfonT1ada em um produto, por mei·o de agrupa-
mentos. Teata-se de uma expressão que não se enquadra
Resta-nos compará-la com o produto notável 5
1·111 n 1:hu,m dos processos anteriormente indicados <le
l u 101·uçao.
para identificá-la.
Estando ordenada, empreguemos a esquematização ·Para .fatorá-la .p odemos somar a ela a 2b 2 e depois
costumeira. Teremos então: 1il1l ruir a mesma quantidade, isto é, a2b2.
8a 3 60a2b + 150ab 2 - 125b 3 ssim teremos:
t t
2a 1
1
1 - 5b a4 + b + a bt + a b
4 2 2 2 - a~b 2 ou
t t a + b + 2a h
4 4 2 2
- a 2b 2 ou
-3X (2a)2x5b +3x2aX(5b) 2 (a2 + b2)2 _ a2b2

' l_'(' I' mos assim.ª expressão primitiva transformada


-60a2 b + 150ab 3 ~então (2a-5b) 3 11 11 d1f ·~cnça de dois quadrados, recaindo assim numa
ConcJuímos então: 1 pn:ssno sernelihante ao produto notável 3.
S11i11 fatoração s.e!'á:
8a3 - 60a2b + • 150ab~'· - 125b 3 ·= (2a - 5h) 3
• (a 2 +h 2
- ab) (a~ +h + 2 ah)
24) Fatorar:
''ti) Fnlorar:
27x'; + 54x 2 y + 36xy 2 + 8y 3
a~+ bi
A semelihança do polinômio em questão com o
produto notável (4) nos leva a concluir que devemos (> polinômio em questão é do tipo do anterior, is.lo
1
usar o processo da identificação. 11 111 1· ·•Htuadra em nenhum dos p·r ocessos de fato-
42 Coy.n PAuLo PEsso•
PRO.BLEMAS DIZ ÁLGEBRA 4'3
ração indicados. Podemos, entretanto, somar à ex-
pressão 2ab e, a seguir, subtrair do resultado 2ab. EXERCiCIOS A RESOLYEil
Teremos então:
Fatorar:
a2 + 2ab + b 2
= (a + b) 2

1) 2a3b 4c 4 d - 3ab 4 c5 + 7a2b2c4d2


E depois:
iRESP.: ab 2c 4 (2a 2b 2 d - 3b 2 c + 7ad 2 )
(a + b) 2 - 2ab
2) xm + n y'11 _ x 2n ym + n _ xn y 2m
Se considerarmos que 2ab é o quadrado de ~
vem: RESP.: X 11 ym (xm - x" yn - ym)

~2ah )
2 :~) 12a5b 8 .6 a 6b 7 + 180aBb 6 9a 7bº
(a+ b) 2 - (
- -

RESP.: 3a5b 6 (4b 2 -2ab + 60as ~ 3a2b 3)


e o mesmo pliOduto notável aplicado anteriormente per-
mit·e escrever: C:. utra - 1948
,- r-
a2 + b 2 = (a + b + y 2ab) (a + b - y 2ab) 4) 8z (x-y) -3 (x - y)
e. aval -1952 RESP.: (x - y) (8z - 3)
27) Fatorar:
4a2 - 4ax - 15x2 5) ah- ac+ b 2 - hc
C. Dutra-1948 RESP.: (b - c) (a+b)
O polinômio dado pode ser escrito:
(2a) 2 - 2a X 2x - 15x2 6) 2-b-2a +ah
Temos agora que procurar duas quantidades que J. K - 19M RESP.: (1- a) (2- b)
multiplicadas dêem - 15x2 e somadas dêem -- 2x.
Vem: 7) x 2 + ax + bx + ah

- 15x2 = x X (- 15x); x -- 15x = - 14x


RESP.: (x +a) (x +- h)
- 15x2 = (- x) X 15x; - x + 1fix = + 14x
+ ax-2bx-2bp
- 15x2 1= (-3x) X (5x); - 3x + 5x = + 2x 8) ap
- 15x2 = (3x) X (- 5x); 3x: - 5x= - 2x RESP. : (a - 2h) (p + x)
Vemos que a 4.ª arrumação é a que serve; então:
!)) ux + bx - ex - ay - by + cy
4a 2 - 4ax - 15x2 = (2a + 3x) (2a - 5.x)
RESP.: (x - y) (a+b - c)
41 COM.TE PA ULO P ESSO,\ PnOBLEM:AS DE ÁLGEBRA 45

JO) xõ + X4 +X+ 1 20) x 2 - 38x + 361


R.EsP.: (x -19)2
21) a 2 -6a + 9
11) x 3 y 3 -2x 2 y -- 2xy 2 + 4 RESP.: (a -- 3) 2
22) 9a4 - 30a2b 2 + 25b 4
RESP.: (x 2 y - 2) (xy 2- 2)
RESP.: (3a 2 - 5b 2 ) 2
12) 4
x - 3xª-7x +27x - 18
2 23) x 6y 6 - 6x 3y 3 + 9
REsP.: (x 3y 3 - - 3) 2
(Sugestão: decompor 27x em 21x + 6x) 24) 9a 6b 10 - 12a8b 5 x 2 - 4x 4
C.Dutra - 1953 RESP.: (x - 1) (x - 2) (x+3) (x - :1) REsP.: (3a 3b 5 -2x 2 ) 2

13) (x~y~ + x 2 + y~)2 -· (x~ + y~) 2 - x 2 y 2 (x ~ + y~) RESP.: (2a - 3x) (2a + 3x)
4x 2
E. P. C. Exército - 1953 26) - - 1
y2
14) x 2 +2x+1
HESP.: (x+l)2
15) a 2 x 2 + 2ax +1 27) (b - c) 2 - cl2
RESP.: (ax + 1)2 C. Dutra-1958 RESP.: (b ~ e + d) (b - e- d)
16) 256 + 32a + a 2
28) _4_ x2ys - 25a2y
RESP.: (16 . t- a)2 9
1
17) a 2 +a+---'- RESP.: y X ( - }-xy-5a )( +xy + 5a )
4
1. E. - - 1954
RESP.:
2!))
a2 3 REsr.: (a+ 2 + x) (a+ 2 --'x)
18) w+-2 ab+9b2
:IO) (x + y) 2 - (x-y)2
RESP.: Resr.: 4xy
!.H ) (3a + 2b + c}ll - (a. + 2b + 3c)2
19) Em 25a 2 - * + 36b 2 , substitua o asterisco por ' " J>. C. Exército - 1959 RESP. : 8 (a+h+c) (a-e)
uma expressão tal que o resultado obtido "eja
um quadrado perfeito. !12) (~ .. + y)ll ~ - (8y. • ) ::

E. P. C. Exército - 1959 RESP.: 60ab


Ht;;sr.: 4 (x +2y) (2x ··- y)
4'6 COM.TE PAULO PESSOA
Pn9nLEMAS DÊ ÁLGEBrtA 47
33) 16x{ - 1 45) 4a~ + 9b~ - :.>.5 -:- 12a1J
e. Naval RESP. : (4x 2 + 1) (2x + 1) (2x-1) C. Dutra - 1951 REsP.: (2a - 3b + 5) (2a -3b - 5)
34) a 8 -b 8
46) x 2 - y 2 + 2yz - z2
RESP.: (a4. + b~) (a2 + h 2) (a+ b) (a - b)
I.E. - 1951 RESP.: (x +y- z) (x - y + z)
35) 256y8 - Z8

REsP.: (16y 4 + z4') (4y 2 + z2 ) (2y + z) (2y - z)


47) x 3 yz + y xz -
3 z 3 xy + 2x2y 2z

C. Dutra -1951
C. Naval - 1961 RESP.: xyz (x + Y + Z) (x + Y- z)

36) a8 - 81b 12 48) a2 +d 2


- b2 - c2 + 2hc - 2ad
RESP.: (a4 + 9b 6) (a 2 - 3b 3 ) (a2 + 3b 3 ) RESP.: (a+b - c -- d) (a+ c - h - d)
37) 7x2 - 28y 6 49) x 2 +11x +24
RESP.: 7 (x - 2y3 ) (x + 2y 3
) REP.: (x + 8) (x + 3)
38) 4x5 - 4x 50)
RESP.: 4x (x2 +1) (x + 1) (x -1) y 2 + 12y +35
RESP.: (y+5) (y+7)
39) x 2 -2xy +y 2 - a 2
51) a 2 + 6a-7
e. Naval - 1951 R.ESP.: (x - y +a) (x - y- a)
E. P. C. Exército - 1953 RESP.: (a+ 7) (a -1)
40) x 3 + 2x 2
-4x-8
52) a 2 + 6ab + 8b 2
'
RESP.: (x + 2) (x + 2) (x ~2) RESP.: (a+ 2b) (a+ 4b)

41) xª +x 2 ~ x - 1 53) a 2 -5ab + Õb 2


RESP.: (a - 2b) (a-3b)
e. Naval - 1958 R.ESP.: (x - 1) (x + 1) (x + 1)
54) a 2 ~ 1la+28
42) 2ah + 1-a 2
~ b2
RESP.: (a-7) (a - 4)
R~sP. : (1 - a+b) (1+a - b)
55) x 2 -12x + 35
43) x 2 + 2xy + y<J. - 9
z RESP.: (x - 7) (x+ 5)
RBSP.: (x + y + z) (X.+ y - z) 56) y 2 -3y-10
RESP.: (y+2) (y - -5)
41) n2 --- c2~"' 2cd ...,.. d'
RêsP.: (a + e+ d) (a ..;;:.. .e· ~ d)_ 57) x 2 -3~-4
RESP.: (x+1) (x - 4)
4g CoM.1'E PAuto PESSOA

58) x 2 - - 13x -· 68
RESP.: (x - 17) (x+4)
59) x 2
+ 6x-16
RESP.: (x + 8) (x ---., 2)
60) x 2 + 4x - 2t
RESP.: (x + 7) (x - 3)
M.D.C. E M.M.C.
RESP.: x (x+ 1) (x-8) O m d. e. de polinômios é o produto dos fatôres
62) x 3 -- 5x y + 6xy2
2 primos, comm1s, elevados aos menores expoentes. O
111. m. c. <le vários polinômios é o produto de fatôres
RESP.: X (x-3y) (x-2y) primos comuns e não comuns, elevados aos maiores
63) a 2 + 6ab + 8b 2 c•xpocntes . Segue-se, pois, que para calcuiar o m. d. c.
1111 o m. m. e. de vários polinômios torna-se i~ecessário
RESP.: (a+ 2h) (a+ 4b)
clcTompô-los em seus falôres primos isto é, fatorá-los.
64) 3x3 + 15x2 + 18x No capítulo anterior mostrá.mos como fatorar poli-
RESP.: 3x (x+2) (x+3) 111'1míos. No presente capítulo, depois de fatorá-los, pre-
1· 1 nmos selecionar os fatôres comuns e não comuns
65) 9b~ - 9by - 4y 2 1·11111 os 1n~nores ou ma~o.res expoentes segundo pre-
RESP.: (3b + y) (3b - y) l1•11dumos calcular o m. d. c. ou o m. m. c.
66) a3 + 8 EXERCíCIOS RESOLVIDOS
RESP.: (a+ 2) (a 2 - 2a + 4)
1) Calcular o m. d. c. e o•m . m. c. dos seguintes mo-
67) xª+ 27 11c1111ios:
REsP.: (x + 3) (x2 - 3x + 9) 18a4 b 2 c3 ; 24a3b 4 c e 48a5 b 3 d
68) y3 +x 0
Por se tratar de monômios já estão fatorados;
RESP.: (y +x 2) (y 2 - x2y +x 4)
11· ln-nos portanto escol•h er os fatôres primos comuns
1·11111 os menores expoentes, para ternnos o m. d. c., e os.
69) (a - b)3-c3 111161· s primos comuns e não comuns com os maiores
1 1 poentes para ter1mos o m. m. e.
REsP.: (a - b - c) [ (a - b) 2 + (a-b) c+c2]
Assim
70) a4 + b2 - a2b 2 m. d. c. = 6a3b 2 e
m. m. c. = 144a5b 4 c3 d
RESP. : (a 2 + b 2 + ab y 3) (a 2 + b 2- ab y 3)
2) Calcular o m. d. c. e o m. m. c. dos seguintes
71) a4 + b 4 jl• lf i nôrnios:
RESP.: (a 2 + b 2 + ab y2) (a 2 + b2 - ah y' 2) x2 - 1; x 2 +x- 2 e x2 - 2x +1
PnoBLEM:AS DE ÁLGEBRA 51
50 CoM:.TE PAULO PESSOA

•I) O mesmo exercício para:


Fatoremos os polinômios:
x 2 - 1 = (x - 1) (x + 1)
11 + y2 + y + 1; y2 - 1; 3ay + 3a; y2 - 4y - 5
x2 + x - 2 = (x + 2) (x - 1) RESP.: m. d.e.= y + 1
x 2 - 2x + = 1 (x - 1) 2 m. m. e. =
3a (y2 + 1) (y + 1) X
X (y-1) (y-5)
Teremos então, de acôrd'o com as definições:
m. d. e.= (x -1 ) r: ) O mesmo exercido para:
m.m.c.= (x-1) 2 (x+ l) (x+2)
3) Calcular o m. <l. e. e o m. m. e. dos seguintes
xªy'l + 1 ; :X:8y2 - + 2x2y 2 + xy
x; x 8 y 8
binômios: RESP.: m. d.e.= xy + 1
+
x2 - y 2 ; x y e x - y m.m.c. = xy (xy + 1) 2 (xy - 1) X
X (x2y2 - xy + 1)
Os dois últimos binômios não admitem( fatoracão.
Fatoremos o primeiro: · H) O mesmo exercício para:
x2-y2 = (x - y) (x y ) + +
x 2 2x - 3 e x 2 + 7x + 12
Vemos que não existem fatôres comuns aos três RESP.: m. d. e. :::::= x + 3
binômios. Concluímos então que êles são primos e por-
tanto o
m.m.c. = (x-11) (x + 3) (x + 4)
m. d. e.:::::= 1 e o 7) · O ;mesmo exercício par-a:
m.m.c. = (x+y) (x-y) =x2-y2 ~ - 4x - 80; 2x 2 - 18x +
40 e 2x2 - 24x + 70
EXER,Ci CIOS A RESOLVER RESP.: m. d. e. =2 (x - 5) 1

m. m. e. = 4 (x - 5) (x - 4) X
1) Calcular o m. d. e. e o m. m. e. dos monômios: X (x - 7) (x + 4)
16a3 b 4 ; 40a2c 2 e 56a3 d 8) O mesmo exercício para:
RESP.: m. d. e. = 8a2 9as -12a2p + 4ap 2 e a p:a + 6a p + 9a
5 8

2) Calcular o m. d. e. de:
m. rn. c. = 560a b c d
8 4 2
REsP.: m. d. e. = a
· m.m.c. =a (3a - 2p) 2 (a2p +3) 2
5xy2; 1:5x8 e 17x5y 4
C. Naval-1956 RESP.: X O) O mesmo exercício para:
3)
Calcular o rn. d. e. e o m. m. e. dos polinômios 3a2 + 24a + 45 e a' + 4aª - 5a11
x + xy; x 2 - y2; x 2 + 2xy + y2; ax - x - y + ay
2 REsP.: m. d. e. = (a + 5)
.. ·tu. m, ~:. ~ 3n.a (t\ -··... l) (u · :l) X
iRESP.: rn. d. e. = X +Y x <a.+ 5)
m.m.c. = x (x+y)2 (x-y) (a-1)
52

10) O mesmo exercício para:

a2x2 - 2a2 + 2ax - 4a +x- 2 e


XY - Y3 + 2xy - 2y2 +x _ y
RESP. : m. d. c. =1
m. m. c. = (x - 2) (a+ 1) 2 (x - )
X (y + 1)2 y X

11) O mesmo exercício para:


-
aº - a -- a2
3
1 e a2 - 2a +
1 +
REsP.: m. d. e. (a _ l) 2 = FRAÇÕES ALGÉBRICAS
m. m. c. ·= (a - 1) 2 (a+ 1) (a2 + a+ 1)
12) Achar o m. d. c. entre: Fração algébrica é o quociente indicado de duas
• prc sões algébricas, cuja divisão não se faz exata-
xª + 2x:2 - 3x e 2x3 + 5x2 - 3x 1111•nt .
C. Naval - 1959 A fração algébrica, como a arillnética é cons tituíd a
REP.: X
rl1• numerador e denominador, denominad'os têrmos da
l 111 ~·1io e estão .sujeHos às mesmas propriedades que
13) Acliar 0 m. d. e. e 0 m. m. e.: 11 qu las. Podem ser simplificadas, somadas, subtraídas,
11111lliplicadas, divididas, elevadas à potência e sofrerem
4xs - 12x2; 2x2 - 18; 3x3 - l8x2 + 27x
,. l 1·n . ões de raízes, obedecendo às mesmas regras se-
RESP. : m. d'. c. =x_ 3 HllÍ dn s nas frações aritméticas, es tudadas em outra
m. m ..c. = 12x2 (x + 3) (x -- 3)2 111 •11 Hi IÍIO •
S as expressões algébricas que constituem a fra-
14) Mesmo exercício para: 1•11n f'ôr m racionais a fração é dita raciona[. No caso
de• ~ t· r <· m expressões irracionais o numerador ou o deno-
aª - ab 2·' a a - a 2b e aª - 2a2b +
ab2 111i11ndor da fração, ou ambos, a fração é dita irracional.
REsP.: m. d. c. a (a_ b) o presente capítulo trataremos, apenas, das fra-
m. m. e. a 2 (a b) (a= + b) :z
, 01 ·.~ <tlqébrica~ racionais .

15) Mesmo exercício para:


EXERCíCIOS RESOiLVIDOS.
4x• - 36x2; 6x:i - 36x + 54 e 8xª - 8x2 - 48:x
RESP. : m. d. e.= 2 (. - 3) 1) Tornar irredutível a fração:
m . m. e. = 2'! .·:i (.+ :J) (x . a) c X
X (. + 2) 1-1a2 bc
7abcd
Co ~r.TE PA ULO PESSOA PROBLEMAS DE -ÁLGEBRA 55

O m. d. e. dos lêrmos d f - omo no exercício anterior teremos:


mos dividir os seus têrmos a ra~lao, sendo 7abc, podc-
por e e e teremos: (a:.i + b2 _ c2)2 _ (a2 _ b2 + c2)2
2ac 4ab 2 + 4abc
d
n~+ b2 - c2 + a 2- b 2 + c2) (a 2 + h 2 - c2- a 2+ h 2- c2)
que é a fração irredutível equivalente à proposta. 4ab (b +e)
2) Sim_plificar a fração: 2a2 (2b!l - 2c2) 4a2 (h 2 - c2 )
-
ax + x2 4ab (b +e) 4ab (h+ e)
. ab2 + b2x 4a2 (o - e) (b + e)~ a (h-c)
4ab (h +e) = b
. O m. d. e. dos têrmos da fração send
mos, Qomo no exercício anterior: o (a + x), ter e-
Reduzir ao mesmo 'denomina-d or as frações:
x (a + x) X
b 2 (a + x) 1J2 3a 5a 2c
4b' Tc' 3b
3) Simplificar a fracão ·
. . O m.m._c. dos 'denominad'ores é 12 hc.
ac + bc + ad + bd Teremos então:
a ,+ ab
2
3aX3c 5a X2h 2c X4c
e QU
m . d .Como
e . dJosvimos no · · l
t emno.s
• sd aexercic1os anteriores, a procura do 12hc 12hc 12bc
fira - .
têrmos: · çao ·e xige a fatoração de seus 9ac fOan 8lc2
Fatoremos 0 s t•·e rmos da fração proposta. - -- .e
12b'c 12bc tibc
Teremos:
ac + bc + ad + bd' e (a + b) +d (a· + h) 6) Reduzir ao mesmo 'denominador as frações:
a 2 + ab +
a (a + b) ax' 2a2x2 2a2 x2
e - - - --
(a + b) (e + d) a+x a2 - ax + x 2 a 3 + x3
a (a + b) a Os denominadores da 1.ª e 2.ª fracões são primos.
4) Simplificar a fração: '1 j lllllOS O denominador da 3.ª que, como sabemos é:
(11 1 /) (a2 - ax + x 2)"
(a2 + b2 - c2)2 - (a2 - b2 + c2)2 m. m, ·C. dos denominadores é pois: (a x) X +
4ab 2
+ 4abc ' (u 2 - ax + x 2) ' = (a8 + x 8 ).
56 COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 57
Então:
ax (a 2-ax + x2) O m. m c. P.os denominadores é 12x.
2a 2 x 2 (a+ x) 1 X (2a 2 + x2) Teremos então:
a 3 +x3 a3 + x3- e
aª + x 3
ou 2a X 4 + 3a X 3 + 5a X 2 7a X 1
ou
12x 12x 12x + 12x
a 3x - a 2x2 + axª 2aªx 2 + 2a 2 x3 2a2 + x 2 8a + 9a + lOa + 7a 34a 17a
a 3
+x 3
a 8
+x 3
e
a3 + x3 12x = 12x = 6;-
7) Reduzir ao mesmo denominador as frações: 9) Somar as f,rações:
a+ 1 a ·-1 a2 + 1 } a2 - 1 2a 3x2 + a 2
3x
a-1 ' a+ 1 ' a 2-1 e, a2+1 ---+---
a+x a-x + a2-,x2
Os denominadores da 1.ª, 2.ª e 4.ª frações são pri- O m. m. c. dos denominadores é a 2 - x 2 ; então:
mos, e o da 3.ª, a 2 -1 pode ser decompos.to e (a+ 1) X
X (~ -1). Nessas condições o m. m. c. dos denominado- 2a (a - x) 3x (a+ x) 3x2 + a 2
res e: a2-x2 + a2-x:2 + a2-x2
m.m. ,c .= (a+ 1l) (a-1) (a2 +1) (a2 -1) X
X (a 2
+ 1) = (a 4 1) . 2a2 - 2ax 3ax + 3x2 3x2 + a 2
Teremos então:
-
----+---
. a2-x2 a2-x2
+ + -a2-x2
---
(a+ 1) (a 2 + 1) (a+ 1) (a-1) (a - 1) (a 2 + 1) 2a2 _,2ax + 3ax + 3x2 + 3x 2 + a 2 3a 2 + ax + 6x 2

a 4 -1 a4 - l a2-x2 a2-x2
(a2+1) (a 2 +1) (a 2 -1) (a 2 -1)
e 10) Efetuar as operações:
a 4 -1 a 4 -1
ou 1 1 1
(11 - b)(a-c)
+ (b-a)(b-c)
+ (c- a) (c-b)
(a+ 1) 2 (a 2 + 1) (a - 1) 2 (a 2 + 1)
a4 - l a4 - l Observando-se os denomina·d ores das frações veri-
fi "nmos que uma t'l'loca de posição entre o~ , têrmos b e a
(a 2 + 1)2 (a~- 1) 2
do fator (b- a) do denominador da segunda fração
4
a - l
e - -- -- 1'11r{l om que êle se torne igual a um dos fatàres do
4
a - 1
d< nominador da primeira fração. Procedendo-se do
8) Somar as fr ações : 111<•s.mo modo com os têrmos dos fatôres do denomi-
1111dor da terceira)'fraçãio, conseguiremos qUie êles se tor-
2a 3a 5a 7a 111•111 os mesmos que um dos fatôres do denominador
3x + :l x + + d11 prirnC'ira fra ção (a - c) e outro do d enominador da
ôx 12x
•' tt 111d n fra ção (b - e).
PROBLEMA~ DE ÁLOEBRt~
58 COM.TE PAULO PESSOA

Essa troca de posição será possível mediante a


.- 2 - x -- 2 7x2 x~ - 4x + 3 _
colocação do sinal. menos (- ) em evidência, no fator (x - 2) (x - 3) + (x - 2) (x - 3) - (x - 2) (x - 3) -
(b-:- a) do denommador da 2.ª fração e também nos x2 - x - 2 + 7x 2
(x-
2
- 4x + 3) _
fa1ores (e - a) e (e - b) do denominador da 3.ª fracão
Teremos então: · · (x -2) (x - 3)

1 1 x 2 - x - 2+ 7x2 - x 2 + 4x-3 7x2 + 3x-5


+ + (x - 2) (x - 3) (x-2) (x - 3)
(a - b) (a - e) - (a - b) (b - c)
1 1 12) Efetuar:
+
- (a-lc) X- (b-c) (a-b) (a - e)
3x x2 2x3
1 1 x+l 1-x + 1-x2
(a-b) (b-c) + (a-e) (li-e) Observando-se o denominador da tel'ceira fração
vemos que ela pode ser decomposta no prod~to (1+x> X
O m. m. c. dos denominadores sendo (a - b) X X (1 - x), que será o m. m. e. dos. de~1ommadores ~as
X (a - e) (b - e), teremos: frações, pois o denominador da pnme1ra (x + 1) e o
1 X (b-c) lX(a-c) mesmo que (1 + x) .
(a-b)(a-c)(b - c) (a - b)(a-c)(b - c) + Jx (1 - x) x 2 (1 + x) 2x3 3x-.3x2

+ 1 X (a-b) (b-c)-(a-c)+(a---,-b) 1-x2 · 1-x2 + 1-x2 1 - x2

(a-b) (a - -c) (b-c) x2 + x3 2x3 3x - 3x2 -(x2 + x 3 ) + 2x~


(a - b) (a - ,c) (b - e) -
b-c-a+c+a- b o 1 -X·2 + 1-x2 1-x2
o 3x - 3x2 - x 2 - x 3 +,2x3 x3 - 4x2 + 3x
(a- h) (a- e) (b- c) (a- b) (a- e) (b- c)
1 ·-- X 2 1-x2
11) Efetuar as operações:
x+1 7~ x- 1
x (x2 4x- + 3) x (x - 1) (x -
2
3)
-
----- -L - - --- - 1-x2 1- x
x- 3 x2 - 5x +6 x- 2
x (x - 1) (x -3)
Os den01ninadores da 1.ª e 3.ª frações são primos;
fatoremos o da 2.ª, para que possamos achar o m . m. e. (1- x) (1 + x)
dos denominadores. Teremos: x 2 - 5x + 6 = (x - 3) x Vemos que o numerador da fração contém o fator
X (x - 2). Então, 10 m. m . e. é (x - 2) (x - 3) e ( x - tl), enquanto que o denominador o fator (1 - x) .
teremos: A colocação em evidência no numerador ou no de·
(x + 1) (x - 2) 7x 2 X 1 (x - 1) (x - 3) 11ominador, do sinal menos (-) igualará os fatores
considera<los, permitindo a f'Ua simplificação.
(x - 2} (x - 3) + (x - 2) (x - 3) (x - 2) (x - 3f -
CD Col\I,,.E PA ULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 61
Teremos:
x X - (1 - x) (x - 3)
15) Efetuar as operações:
- x (1 - x) (x - 3)
(1 - x) (1 + x) (1 - x ) (1 + x) 3xy 2 5x 2yz
4ab X -7b~
-X (x -3) 3x - x 2
------
Como no caso de multiplicação de frações aritmé-
ticas, tere1nos:
13) Reduzir à fração:
3xy2
14 X
3+3x+-- 4ab
x-3
Podemos escrever:
16) Efetuar as operações:
14
(3 + 3x) + - - x-3 4x2 -9 2+x
X
4-x 2 2x-3
Trata-se de s1omar um inteiro (3 + 3x) com uma
14
fra-ção X, - 3 e para isso basta multiplicar o ,inteiro pelo Antes de efetuar qualquer operação, fatoremos os
tê-rmos das frações que f ôrem fatoráveis.
denominador e somar o produto ao numerador. Teremos então:
Teremos _pois.
(2x-3) (2x + 3) 2+x
X
(3 + 3x) + 14 (3 + 3x) (x - 3) + 14 (2 -x) (2 + x) 2x-3
x-3 x-3
Vê-se agora a possibilidade de simplificações que
3x - 9 + 3x 2
- 9x + 14 3x2 -6x + 5· deverão ser feitas:
Assim ficaremos i'eduzidos a 2x + 3 , d epo1s
x- 3 x- 3 . d as
14) Reduzir à fração:
2-x
simplificações e que é o resultado.
2 - 3x
-2+x 17) Efetuar as operações:
5
Podemos escrever: a 8 -bll a8 +bª 2a+2
X X
2-3x (2 - 3x) +
5 (x - 2)
a 2
+ ab + b 2
3a+3 a2-b2
---
5
+X - 2 = - - - - - - - --
5 Como no exemplo anterior, fatoremos as expressões
futoraveis:
2 - 3x+5x - 10 2x-8
5 (li - b) (ali+ ah +h:a) (a+ b) (a11 - ah+ h 11 ).
5
(n~+ ah + b~) X~- 8(n 1~~1) X
62 COM.TI!: PAULO PESSO.\ J?ROntJ-.:M AS DE ÂLGEBRÁ

2 (a+ 1) 'r ·r '11 10 · :


X
(a+b) (a-b) xy2-y3 )
x- y --;- ( yx22 X
As simplificações possíveis reduzem o produto das (x + y)2 x4 - x2y 2 =

frações dadas a
2 (a 2 - ab +b 2
x-y
--;- 7
X2 y2 (X - y) J
)
(x +
y)2 [ X x2(x2 - y2) -
3
x-y x-y x-y (x2- y2)
. x~~~~
18) Efetuar as operações: (x+y)2 · (x - y2 2) (x+y) 2 x-y
4ab 8a4 x-y (x+y) (x-y) x-y_:
---
5xy 15x2
- - - -2 X
(x+y) x-y x+y
Como no caso de divisão de frações, aritméticas, 21) Resolver:
teremos.: 1 y
4ab 8a4 4a:b 15x2 3bx x+y 2
x +xy
X
5xy 15x2 5xy 8a4 2a 3y 1 1
19) Efetuar as operações: x-y x+y
b 2 +9b+18 ah +2b + 3a + 6 Teremos:
i1 y
a 2 -4 +
a3 4a2 4a +
x+y x(x-y)
De início teremos : 1
=
1
b 2 +9b+18 a 3 + 4a2 + 4a x-y x+y
X
a2 ~4 ab +2b + 3a 6 + l Xx yXl
X (X+ y) X (X+ y)
Fatorando os têrmos das frações, vem: - "
lX(x+y) 1 X (x-y)
(b + 3) (b + 6) a (a+ 2) 2 a (b + 6)
-(a- - -
2)_(_a_+_2_) X (a+ 2) (b + 3) (a-2)
(x - y) (x+y) (x - y) (x + y)
x- y X-Y;
20) Efetuar as operações: X (X+ y) (x+ y)
X

x- y ( x
2 (x + y) - (x-y) x+y-x+y
~2 +-2-x;r + t + Y2 (x. y) (x +y) (x-y) (x +Y)
PROBLEMAS DE ÁLGEBM (\5
CoM.'rE PAuto PESSOA

x-y ())
x~ - ax 4 - a4 x +a 5

X (X+ y) x-y x4 - ax 3 - a~x 2


+a x 3
2y x2 + a2
2y X (X+ y) (x + y) (x-y) RESP.:
X
(x-y) (x + y)
7) Simplificar:
= x-y X (x+y) (x - y) (x - y) 2
X (X+ y) 2y 2xy 6x3 - 30ax2 + 36a2 x
2x4 - 8a2 x 2
3 (x - 3a)
RESP.: - - -- -
EXiERCf CIOS .1\ RESOLVER X (x + 2a)
8) Simplificar:
Tornar irredutíveis as frações:
35 + 5x + 7y +- xy
2a2b 3 c4
1) 5+y
7abc C. Dutra - 1948 RESP.: 7 +X
2ab 2c3
RESP.:
7 9) Simplificar:
4a 4b5 c2 x3 2x2 x +2
2) - -
6a3b 8c 4 d2 x -1 2
2a C Naval - 1958 RESP.: x-2
RESP.:
3b 3c2d 2
16abxy 10) Simplificar:
3)
42x2y2 (a2 - b2 - c2 - 2bc) (a +b - e)
8ab
RESP.: (a+ b + c) (a + c 2 2
- 2ac - b2 )
21xy
x 2 + 2ax + a 2 C. Naval-1959 RESP.: 1
4)
mx+ma
11) Reduzir ao mesmo denominador as fü:ações:
x+a
RESP.:
m a2 ab 3a2 - 2ab
(a +ib) 2 (ai3- b 3 ) ---· . a2 - b 2
5) a+b' a-b'
(a2- b2) 2
a 2 + ab + b 2
RESP.:
a-bl
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 67
12) Mesmo exercício que o anterior, para:
l7) Efetuar e simplificar:
X+
-- ;
~I X~ - 2X +1 b a
x +2 X~+ 5x +6 ab - a 2 b 2- ab
x 2 + ·1x + ,l x 2 + 6x + 9 2 b+a
RESP. : ; ., ~ ; x - 2x+ 1 REsP.: - - a --) - -
1
X~+ 5x + 6 x- + ~ X + 6 X~+ 5x + 6

18) Efetuar e simplificar:


13) Mesmo exercido para:
1 2 l
1 a+2 a - 1
2 ~-- + 3 3-3x2
e 6x+6 3x-
a - 2' a 2 + 2a + 4 a3 - 8 5
REsP.: 6 (x -- l)-
a 2 + 2a + 4 a2 - 4 a2 - l
RESP.: e - -- -
aª - 8 a3 - 8 a:1 - 8 19) Efetuar e simplificar:
x2
14) Efetuar as operações e simplificar:
- -y-
X
+ x+y
y + x2+xy
m+n m- n x+y
2 + 3
RESP.:
y

5 m+n 20) Efetuar e simplificar:


RESP.:
6 3 7 4 - 20a
15) Somar as frações: l - 2a 1+2a 4a 2 - l
RESP.: o
2x 4x
x- 3 + x- 2
21) Efetuar e simplificar:
b e
RESP.:
6x2 -16x
6 a
(a-b)(a-c) + (b ~ c )(b· ~ a ) + (c-a)(c-b)
x 2 -5x+
C. Naval ~ il.959 RESP.: 0
16) Efetuar as operações:
a a 2a 2 4a 2b 2 22) Efetua·r e simplificar:
-- + + + - --- yª - 9 y - yª
ª- b a+ b a 2 +.b 2 a 4 - )J 4 ..l..
y2 - 5y + 6 2y2 - 6y+ 4
4a 2 ·Y+6
RESP.: - - - -
a2- b 2 J. r;. - i~.53 RESP.:
2y - 4
PROBLEMAS DE ÁLGEBHA 69
68 CoM.TE PAULO PESSOA
29) Efetuar:
23) Ef etu·e e simplifique:
3x2 +5 1 x-3
1 1 + 2+x x3 +8 x -2x + 4
2
6x - 12 + 2x _ x2 3x~ -12
1 RESP.:
x2 + 3x + 7
RESP.:
2x x +8
3

2-1) Efetue e simplifique:


30) Efetuar:
a+b a-b 4b 2
x+y 2x x 3 - x2 y
a-b a2-b2
y x+y + y~ -XBy
·4b
RESP.:
a+b y
25) - Efetue e simplifique: RESP:
x+y
X x-1
4x-8 + 2x -x2
31) Efetuar:
x-2 x+y x+y 2x 2-xy + y2
RESP.:
4x y-x y
+ xy-y~
26) Efetuar:
x -y
1 X RESP.:
y
2
x -1 x2 - 2x + 1
- (x2 +1) 32) Efetuar:
C. Naval - 1953 RESP.:
(x + 1) (x -·- 1)2 2 1 2y
27) Efetuar: x+y + y-x + x2-y2
x2 + 3x + 2 + x-6 1 1
x 3 ..._ 8 R.ESP.:
x 2 +2x+4 x-2 x+y
x-5
REsP.: 2
33) Efetuar:
x +2x+ 4
28) Efetuar: 2-x
3a+b 3a-b 10ab-b2 3-x x2 - x - 6
4a - b .4a b + + b 2 -16a2 x -- 2
b fuSP.:
RESP.:
4a ~ Li
70 COM .TE PATJLO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBHA 71
34) Efeluar:
38) Efetuar:
Y" Y" . t
(y · z)11-1
a-1
(y - z)" 1-
a+l
Y" -1z 1 1
HESL'.: - -- -
(y . z)" a+l a-1
36) Simplificar o mais possivcl a xwe ssiio: l.E. - 1955 REsP.: 1-a

1 1 39) Efetu·ar:
1 1 a+x a+x 2a+2x
X -
1
X -j- - --
1-
a+l + a-1 + a 2 -1
x+ - - X - --
x 2 (a+ x)
E. N. C. Dutra - 1954 RESP:
a-1
C. Naval - 1959 2
Hmw.:
xs 40) Efetuar:

1 1
36) Efetuar as operações alrnixo fodkadas dando
o resultado na sua expressão mui. sin1pl s: +
1 l 2x.
x- 1 J 1
X~
+ ~---------

I.,E. -1951 2
RESP.:---
1- x R.EsP.: 1
37) Efetuar:
41) Efetuar:
3x x~ - :lux a+b
U· X ab + b2
1 1 1
RESP.:
4x 2 -a2+ ab + b2
a2 ·- x2
E. N. C. Dutra - 1955 REsP.: a
72 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 73
42) Efetuar: 47) Efetuar:

x 2- x 1-x
l - 2x + x2 ax 2 - a
( 1-x2 +
1
E. P. C. Ar. - 1952 ax-1 RESI'.:
RESP.: X
ax-a
43) Efetuar: 48) Efetuar:
a
+
a
+
2a2 4a 2b 2
[ (1 + x)2- (1- x)
2
J[3 + -4x J
x
2 2

a-b a2 + b2 + a4-b4 (1-x) X (1 +


x) 4x

4a 2 RESP.: 3
Especialistas de Aer. - 1945 REsP.:---
a2-b2 49) Efetuar:
44) Efetuar : x-y x+y x2 + y2 + 1]
y+l y-4 1 - 6y-y 2
[ x+y x-y ][ 2xy
y+4 y+l y 2 + 5y + 4
RESP.:
2 (x + y)
y -- 4 x- y
RESP.:
y+l 50) Efetuar:
45) Efetu_a r: a 3 +8 - a 2 +9a-8 a 2 - 4a + 4
--- X X
1 1 a2-10a + 16 a3 - 4 a 3 -2a2 + 4a
a a 1- a
RESP.: - -
2 3 a
1+ -- 1+ -
a a 51) Efetuar:
1
RESP.: (1 ++)(a·--+ )
4-0) Efetua·r :
( 1 - ~ )2
( a2 - x + a22~2x ) (a~ + x) (a + 1) 2
REsP.:
REsP. : a 4 + x2 a-1
74 PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 75
COM.TE PAULO PESSOA

52) Efetuar: 57) Efcluar:

a- b
1 -
a+b a
X 2 1
a-b b
1 _j_ 1+ - -
a + ª2
a+b
RESP.: a - l
REsP.: 1
58) Efetuar:
53) Efetuar:

X x 2 -1 X
x-1 X
X
X
1
a+ - - - 1
RESP.: X a

54) Efetuar: RESP.: a+ l


a 59) Efetuar:
( 1 _ a+b
a ) +_ b - (l h )
b a -a+b x3 -x x2 + 3x - 4
RESP.: 1
55) Efetuar: REsP.: a
xª-4xy2
xy + 2y2
X(-x - x-2y - 1) 60) Efetuar:

RESP.: 2x (x 2 - xy) X ( 1 + : ) (X - :2 )
56) Efetuar: RESP.: X
2y 61) Efetuar:
1+
X-Y .
(x2 - xy) 6 3x -3
1 -l-
y
X
(x-+) x-- - -
x~ +X x3
X
j:\E SP .: 2~
RESP.: x2
76 COl\I.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 77
62) Efeluar:
67) Simplificar a expressão:
2x2 -xy y2 ) a 2 -1 a 2 -3a+2
4x -4xy + y 2
2
1x 2
- y2 - - --
x2-y2 3x+3y
2x+y 3 (a+ 1)
RESP.: - - - I. E. - 1951 RESP.: -- ) (--- -
2)
4x (x -y a -
63) Efetuar: 68) Reduzir à expressão mais simples.:

x2 2xy-6y 2 a - a2
( x2_ 4y2 x -5xy + 6y 2
2 a2 - l
1
2y r. E. - 1952 RESP.: - -
RESP. :
X +2y ª
69) Efetuar:
64) Efetuar e simplificar:

[ x+y
2x
- - J-'- [ +1 y +
y- + - y2
2-
[ ~~: 8
6-3a
y- y
X X2 • X
3a
I. E. - 1955 RESP.: - - -
C. Naval - 1961 RESP.: X 2+ a
65) Efetuar: 70) Efe'tuar:

a+b 6
2y y2-1 y2 + 4y + 3 [ a-b
a - b]
+ y-1 6
a+b 5a+5b

E. N. C. Dutra - 1955
10ab
E. N. C. Dutra - 1951 2
RESP.; REsP.:
3 (a-b)
66) Efetuar: 71) Efetua·r :
x:l+9x+20
x' - y4 x2 + xy X (x-5):1
x:i-25
x.- .y
xª-4x-5
E. P. C. Exército - 1959 + y~
RESP.: - --
x2 x+4
X
E. Acron{1uticn -- 1918 RESP.: ---1
'+
78 COM.TE PAULO PESiOA

72) Efetuar:

~ 2y2 8
( y-2 - y2_
----
4 y+2
1
E. Aeronáutica - 1948 RESP.: - - -
y-2

IDENTIDADE - EQUA:ÇÃO
73) Efetuar:
y- x Identidade é a igualdade entre duas expressões
x+
1 +xy algébricas, que têm o mesmo valor numérico, qualquer
xy-x2 que sejam os valores atribuídos às letras que nela fi-
1 - guram.
1 +xy Representa-se uma igualdade pelo sinal (=) e uma
E. P. C. Exército - 1953 RESP.: y jdentida<le pelo sinal (-).
Equação é uma igualdade entre duas expressões.
algébricas que apenas se verifica, isto é, se torna uma
74) Efetuar: identidade, para determinado ou determinados valô,r es
das letras que nela aparecem, algumas das quais se
(x + y)2 x+y denominam incógnitas. Equação é, portanto, uma igual-
x-y (x - y)~ dade condicional.
As expressões que figuram em uma equação ou em
E. N. C. Dntra - -- 1948 RESP.: x2 ~ y2 uma identidade chamam-se membros da equação ou da
identidade.
(1) (a+ b)2- a 3 + 3a2 b + 3ab 3 + b 3 e
75) Efetuar :
(2) 11x -- 4 = X + 66
a- h a2 - b2 Assim, nas igualdades
1 + a+ b
1
+ a2 + b2
+ (a+ b) 3 é o primeiro membro da identidade (1) e
a- b aª - b2 a + 3a2b + 3ab2 + b 3 , o segundo membro da mesma
3
1 - 1
a+ b +
a2 b 2 identidade.
Do mesmo modo 11x -4 é o primeiro membro da
b equação (2) e x + 66, o segundo memb110 da mesma
C. Naval - 1959 Rf:SP.: equação.
a
80 Col\r.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 81

Como dissemos acima, (1ualqucr valor de a e b b) eliminar os denominadores dos Lêrmos de Ulllla
verifica a igualdaci e (1), que por isso é uma idenlidade, equação, multiplicando-se os numeradores de
enquanto que somcn Le o valor 7 de X satisfaz a igual- seus têrmos, pelos quocientes respectivos das
dade (2), que é uma equação. divisões do m. m. c. dos denominadores pelos
Diz-se nesse caso que 7 é a raiz da equação (2) ou denominadores das diversas frações.
a sua solução. Sendo a equação uma igualdade en tre
duas expressões algébricas, pod m ser classificadas No presente capítulo trataremos, apenas, da resolu-
como foram as expressões algébricas, j ·Lo é: algébricas ção das equações do primeiro grau, com uma incógnita,
ou transcendentes; inteiras ou fracionárias; racionais ou numéricas ou literais; inteiros ou fracionários, para o
irracionais,· numéricas OUi literais. Podem, ainda ser do que seguiremos a regra abaixo;
l.º, 2.º; 3.º, etc., grau e conter uma, duas ou mais in-
cógnitas. 1) Retiram-se os parêntesis se os houver.
Resolver uma equação é acihar suas raízes ou solu-
ções que são tantas quantas forem as unidades do seu 2) Transpõe-se para um dos ni.e.rnbros da equação
grau. os têrmos que contêm a incógnita e para o outro
Quando duas ou mais equações admitem as mes- os têrmos independentes da incógnita (trocan-
mas raízes diz-se que elas são equivaienles . Assim: do-lhes os sinais de acôrdo com a cons.eqüência
llx - 4 = x + 66 e da propriedade 1). -
5x + 40 = 9x + 12
3) Elimina.m-se os denominadores, se os houver,
são duas equações equivalentes, pois ambas admitem 7 d'e acôrdo com a conseqüência b da segunda
para raiz ou solucão. propriedade da sequações.

PROPRIEDADE DAS EQUAÇÕES 4) Redllizem-se os têrmos semelhantes em cada


me;m bro.
1) Somando-se ou subtraindo-se a iffiesma quanti-
dade aos dois membros de uma equação, o resultado 5) Dividem-se ambos os membros pelo coeficiente
obtido é uma equação equivalente à equação primitiva. d'a incógnita.
Como conseqüência dessa propriedade conclui-se que
é possível passar um ou mais têrmos de um membro Tratando-se de uma equação fracioná.ria, porém, é
de uma equa ção p·ara o outro, desd'e que Ilh es troque-
1
indispensável, após encontrar a sua raiz, verificar se
mos o sinal. ela anula qualquer dos denominadores, pois em tal caso
a equação não tem solução por ser impossível a divisão
2) MuHiplicand'o-se ou dividindo-se ambos os mem- por zero.
bros de uma equação por uma mesma quantidade di;e-
rente de zero, obtém-se uma equacão equivalente à A multiplicação dos membros d'e uma equação fra-
primitiva. Esta propriedade nos perinite: cionária por um fat,or contendo incógnitas, pod·e, em
certos casos, introduzir sdluções estr(ljlhas à equação
a) trocar os sinais dos têrmos dos dois membros primitiva, daí a necessidade de verificar, como foi dito
da equação; acima, se a raiz achada anula qualquer dos denomina-
82 COM.TE PAULO PESSOA
PnoBLEMAS DE ÁLGEBHA 83

dores. As soluções cs lrall li as i.nl roduzidas são as da EXFJRCtCIOS RESOLVIDOS


eq uação que se obtém igualando-se a zero o multipli-
cador. 1) Resolver a equação
Se a equaçã0i a resolver fôr li~eral, torna-se neces- 3x - ,14 + 5x - 9 = 19x + 2x - 1
sário analisar a solução encontrada ou a raiz achada,
sob todos os aspectos possíveis. Tal aná lise é o que se Não havendo parêntesis a tirar, nem denominado-
chama discussão da equação . res a eliminar, basta que apliquemos os itens 2, 4 e 5
da regra apresentada para resolução de equações do
1\ fa~e 4 da regra pa.r a resolução de uma equação 1.0 grau. Teremos então:
do pri?1eiro gr?u 3: uma incógnita, reduz tôda e qualquer 3x + 5x - -· 19x ·- 2x = 1 + 44 + 9 ou - 13x ;::::: G2 ou
equaçao do pnmeiro grau, co111 uma incógnita, à forma
g er.a[ ai'= b, que tem par~ raiz X = __b_. X
52
;:::= - 4
a - 1t3
~s .difereAntes ihip 6teses que forem feitas quanto aos 2) Resolver a equação:
posSJ.ve1s valores de a e b, constituem a discussão da
e qua9~0: Elas (h~póteses) dirão da possibilidade; im- 3x - 2 (1 -- x) - 4 = - [3x - (2x + 1)
posszbzlzdade ou mdetcrminação da equação. - 2x + 2 ('1 - x)]

_ O quadro que se segue mostra como discutir a equa- Havendo parêntesis e colchetes a tirar, mas não
çao geral ax = b e quais as conclusões a tirar. existindo denominadores a eliminar, basfa aplicarmos
os ítens 1, 2, 4 e 5 da regra.
Assim teremos :
b =!= o -~ equação possível
/7' raiz: x =!=o 3x - 2 + 2x -1 = -- [3x - 2x - 1 -- 2x + 2 - 2x ] ou
a=!= o 3x - 2 + 2x - 4 = -- 3x + 2x + 1 + 2x - 2 + 2x ou
3x + 2x + 3x - 2x - 2x - 2x = 1 - 2 + 2 + 4 ou
~...,. b o -~ equação possível
5 1
raiz: x = o 2x =5 ex= 2
2 2
b =!= o equação impossível 3) Achar a raiz da equação:
z+t z-1 z-1
2 + 3 - 6 = 0

o -~ equação idêntica ou C0tno vemos, a equayão tem denominaadores nnmé-


indeterminada. ricós a eliminar. A aplicação dos itons 2, 4 e 5 da ·s,
reerra çonduz à i;olu.ção da equação,
84 CmLTE PAULO PESSOA PH.OBLEMAS DE ÁLGEBflA 85
Assim teremos : 16x - 3x-24x + 24x 36 + 8-18
ou = ou
3 (z + 1) 2 (z - 1) (z-1) 12 12
6 + 6 ()

13x 26
ou
Aplicando-se a 2." propriedade das equações, vem, 12 12
se multiplicarmos os seus m embros por 6:
13x = 26 e
3z + 3 + 2z - 2 - z + 1 = O ou 26
x=----=2
3z + 2z - z = ~ 3 + 2 - 1 ou 13

4z = ·-2 ou z = ·- -24- =. - ~
1
2
5) Resolver a equação:
(x - 7) (x - 8) = (x - 5) (x - 4) - 18
4) Resolver a equação :
A retirada dos parêntesis implica na efetuação das
multiplicações por êles indicados. Efetuando-se as. mul-
__!__
3
(2x - 1) -
1
- -
2
(~
2
- s) = 2 X tiplicações, vem:

X [ x - +
A equação tem parêntesis e colchetes para tirar
(2x - 3) J 1.º grau, dá:
x2 - 15x + 56 = x2 -

Os itens 2, 4 e 5 da regra para resolver equações do


9x + 20 - 18

e denominadores para eliminar. x2 - 15x - x2+ 9x = 20 - 18 -- 56 ou


O emprêgo de todos os itens citad'os na regra pro- -6x = -54 e
posta, conduzirá à solução da equação.
Assim: -54!
x=
-6
4X
~-------1----2
3 1
2
3
X
4
3
.2 -
[ x-x+-
3-
2
J 6) Resolver a equação:
2 3 1 x-GO
ou - -- - - - - - - - - =15 - --~
X 2x 3x 6x
4x 2 X 3
- 3- - - 3- - 4 + T - 2x - 2x + 3 ·ou Como a equação proposta contém incógnita nos de-
nominadores, é do tipo fra.cioná•r io.
4x X 2 . 3 Em principio o procedimento a adaptar para sua
3 - 4 - 2x + 2x:= 3 +-3- - 2 ou resolução é o con1ido na regra citada.
Assim:
16x 3x 21.x 21x 36 8 18 12 2 90x x - 90
' íi" - 12 ~ 12 + 12=12 + 12 - 12 6x
--------
ôx Gx 6x 6x
Olli
86 COM.TE PAVI,O PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 87
12 - fJ - 2 !JOx - X + no ou Como o valor achado para y não anula os denomi-
6x 6x nadores dos têrmos da equação dada, concluímos que a
1 89x
- - -6x- - -
+ 90
ou,
multiplicação dos memocos da equação por fatôres con-
tendo incógnitas não introd'uziu raízes estranhas à
6x equação:
de acôrdo com a 2.ª propriedad e das ('quações,,
1 = 89x + 90 ou 1 - 90 = 89x ou - 89 = 89 x e 8) Resolver a equação:
- 89 x+1 x+2 x-6
X = _ _ 8_9_ = - l ----+----
l.
1-x x-1 5-5x
Como o valor achado i;ara x foi diferente de zero
concluímos que a 2.ª propriedade não introduziu rai;, A equação dada pode ser escrita:
estranrhas à equação, cuja soluçãro é: x = - 1.
x+1 x+2 x-6
7) Hesolver a equação: 1-x + x-1 5 (ll' - x)
2y~ - y - 14 y- 2
_Y_-_3 =O
y~ + 5y + 6 y+ 3 Obser\ra-se então que o denominador da 2.ª fração
Y+ 3 do primeiro membro é o mesmo que o da primeira fra-
O denominador do primeiro Lermo do primeiro ção do primeiro membro e uma parte do denominador
m~mbro pode ser fatorado e a equação então será es- do segundo membro, apenas com o sinal contrário. Por
crita: isso podemos escrever a equação acima, do modo se-
2_y:2 -y-14 y- 2 y- 3 guinte:
(y + 3) (y + 2)
----
y + 3
---
y + 2
=o ou
x+l x+2 x-6
ou ainda
2y~ - (y --- 2) (~ + 2) + 3) +
y :---- 14
(y + 3) (y + 2) -
2
(y + 3) (y + 2) -
(y - 3) (y
(y + 3) (y + 2) = º 1-x

x+1
-(1-x)

x+2
5 (1- x)

x-6
2y - y - H - (y 2 - 4) - (y 2 - 9)
ou
+ 2) (y + 3) o ou(y
1-x 1-x 5 (1-x)

2y y ·- 14 - y + 4 - y + 9
2
-
2 2 Teremos então:
----~(_y _+_ 3_
) ~(-
y_+_2_) _:____:__ _ = o ou
5 (x+ll) 5 (x+2) x-6
ou
-- y - 1 5 (1-x) 5 (1-x) 5 (1 - x)
(y + 3) (y 2) + = Ü Oll - )' · 1 = Ü O ll
5 (x + 1) - 5 (x + 2) x- 6
y+1=0 e Y= ·- 1 (A) ou
5 (1 - x) 5 (1 - ,")
88 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 89

ainda, depois da segunda propriedade: 2x - 1 =X -1 OU

5 (x + l) - 5 (x+ 2) = x -- 6 (B) ou.


2x - X= - 1 +1 OU
5x + 5 - 5x - 10 = x - 6 ou
x=O
5x -5x - x = - 6 - 5 + 10 ou
-x= - 1 e x=l É fácil verificar que a raiz achada, x = o, anula os
denominadores da equação e portanto, pelas razões
O valor de x, entretanto substituído na equação expostas no problema anterior, trata-se de uma raiz
dad'a, anula seus denominador'es estranha à equaçãio que por êsse motivo não tem
raízes.
1+1 1+1 1-6- 2 3 -5 )
( 1-1 1-1 5(1-1> ou o-o-=o- 10) Resolver a equação:
Concluimos então, depois do que foi dito, que a
valor achado x = 1 é llillla raiz estranha à equação e x-3 x-7
nela introduzida em virtude da multiplicação dos mem- + 4-x x -x-12
2
bros da equação pelo fator (1 - x), que igualado a zero
e resolvido
A equação dada pode ser escrita:
1 - x=O e x=l
dá o valor da raiz estranha introduzida na equação, x+4 x-3 x-7
fato para o qual havíamos chamado a atencão, ante- x+3 + -(x-4) (x + 3) (x-4)
rior mente. ··
Trata-se assim de uma equação impossível, isto é, depois de colocar o sinal menos em evidência no deno-
que não tem raíz·es. minador da segunda fração do primeiro membro e
fatorar o denominador da fração que constitui o segundo
9) !Resolver a equação: membro da equação.
2x - 1 - x - 2 = x - 2 (x - 1)
Podemos então escrever:
A equação proposta pode ser escrita:
2 1 x- 1
(x + 4) (x-4) (x-3) (x+ 3) x-7
ou
---- ou (x-4) (x + 3) (x - 4) (x + 3) (x-4) (x + 3)
X x2 x2
2x 1 x- 1 (x + 4) (x - 4) - (x - 3) (x + 3) . x-7
--- -- - ou -----ou
x:2 x2 x2 (x -4) (x + 3) (x-4) (x +3)

2x-1 x- 1 x -16-x + 9
2 2 x-7
x2 ou - ------~ ou
xz (x-4) (x + 3) (x-4) (x + 3)
COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS fJE ÁLGEBfü 91

-7 ax + Lx (a+ b) X
x- 7 c ou = c ou
- - -- - - - - ou
(x - 4) (x + 3) (x - 4) (x + 3) ab ah

- 7= 7 = Ü
abc
X - OU X (a+ b) x = abc e X= - -- - -
a+b
que é raiz da equação, uma vez que nã o anula os deno-
minadores das frações que eonstiluem a equação.
+
Tal solu.cão só terá cabimento se a + b for diferente
de zero (a b # 0), qualquer que seja o valor de abc.
11) Resolver a equação:
13) Resolver a equação:
3a + ax + ex = 2ax + 2a + e m +n 111 - 11
O e:m prêgol dos itens 2, 4 e 5 da regra nos dá: a - = h ---
X X
ax + ex - 2ax = 2a +e- 3a ou Podemos escrever:
ex - ax = e - a ou ax m+n bx lll - 11
x (e - a) = c - a e
ou
X X X X

X=
c-a
=1
ax - m - n = bx - m + 11 ou
c-a
ax - bx =m + n - m + n ou
É conveniente assinalar porém que tal solução só 2n
ocorrerá para e diferente de a (a # e), pois em caso de x (a - b) = 2n e x = a- h
igualdade teríamos:
o É conveniente não esquecer que a equação só é pos-
x = -- - sível se (a - b) for diferente de zero ou. a # b.
0
que traduz identidade ou indelermniação, para a rJ.4) Resolver a equação:
equação.
a 2c
(a + x) (b + x) - a (b + c) - -- +
b
x2
12) Resolv er a equação:
X X
Teremos:
- - + --- = c a 2c
a b +
ah + ax + bx + x- - n 1 -
a) ac = - -b- x·2 ou
T eremos, de acôrdo com a regra:
a 2c
bx ax
--- =
ax + hx + x2 - x2 = - -b- - nb + ab + ac ou
ah + ab
c ou
92 CoM:.'rE PAULO PESSOA

PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 93
2
( a+ b ) x = -a - c
+ ac ou (a + b) x =
a 2c + abc ou
b L 10
Oy = 10 e y =
ac (a+ b) ac (a + b) ac o
(a+ b) x = e x = - -- - e X = - -
b b (a+ b) b que de acôrdo com o quadro síntese da discussão, traduz
impossibilidade. A equação é, p ois, i:m.possível.
des.de que (a + b) =f= O.
17) Resolver a equação:
15) Resolver a equação:
2 (2x + 5) - 14x 5+ 5x+1
+8-
5
X X 1 1 6 3 6
Teremos:
Teremos:
4x + 10 _ 14x + 5 = 5x + 1 + 53
ou
ax bx 6 3 6
ou +5
-10x6-+-
24x 60 14x 2
- 6-+ 6 6 + -536-- ou
ax - bx = am - bD• ou (a -b) X= am -· bm e
am-bm 24x + 60 - 14x - 5 = 10x + 2 + 53 ou
X=-----
a-b 24x - 14x - 10x = 2 + 53 -- 60 + 5 ou

possível para a diferente de b (a =f= b) . o


Ox =O e x = ---
0
16) Resolver a equação: que de acôrd'o com o quadro da discussão, .traduz iden-
tidade 1ou indeterminação. A equação é, pois, indeter·
2y-7 minada.
..L _ 4-y
_ _ y+9
10 6 30 18) Discutir a equação:
Podemos escrever: a (bx - a - 3) + 10 ::::: 5x (a . . . . . . b + 5)
6y-21 20-5y
Resolvamos a equação:
y+9
30 30 30
ou abx - a2 - 3a + 10 = 5ax - 5bx + 25x ou
6y - 21 + 20 - 5y = y + 9 ou abx - 5ax + 5bx - 25x = aª + 3a - 10 ou
6y - 5y - y = 9 + 21 - 20 ou ax (b - 5) + 5x (b - 5) = (a+ 5) (a - 2) ou
(b ~ G) (ax + 5x) = (a + 5) (a - 2) ou
l:HOBU~MAS DE ÂÜlEi:mA
94 COM.TE PAULO PESSOÃ

(b - 5) (a + 5) x =
(a +
5) (a - 2) e Se a equação deve admitir a raiz x = O, ela se tor-
nará em uma identidade quando nela substiluirmos
(a+ 5) (a - 2) x, por zero.
X = ---~~--
(b - 5) (a + 5) Façamos a substituição:
Será possivel ou determinada desde que: a =l= - 5 e
a- 2
b + 5 e sua raiz será : x = 1) - 5
· (2m - 1) (O+ 3) - (2 X ~ + 5) ( - 3.111
2 - 1 ) ou
Será impossível se b = 5; a =l= 2 e a + - 5.
3m
b =
Será indeterminada para a = - 5 ou a = 2 e
5.
(2m - 1) X 3 = 5 ( 2
- 1) ou

19) Discutir a equação: 15m


6m - 3 = - 5 ou
b [x (a - 3) - a ] = 3 [x (a - 3) - b] 2
Resolvamos a eqnação: 12m 6 15m 10
--- ou
b [ax - 3x - a] = 3 [ax - 3x - b] ou 2 2 2 2

abx - 3bx - ah = 3ax - 9x - 3b on 12m - 6 = 15m - 10 on


abx - 3bx - 3ax + 9x = ab - 3b ou 12m - 15m = - 10 +6 ou
bx (a - 3) - 3x (a - 3) =b (a - 3) ou
3m = -4
- 4
em= - - -
4
---= 1 - --
1
(a - 3) (bx - 3x) = h (a - 3) ou -3 3 3

= b (a -

+
(a - 3) (b - 3) x 3) ou 21) Determinar a, de modo que a equação:

+ +)
b (a - 3)
X =: - - - - - - -
(a - 3) (b - 3)
: (3a - 7) = (llx - 5ax) +x ( 3a

Será possível ou determ.irwcla, para a =I= 3 e b =;':- 3 tenha uma só solução.


. ' b
e sua raiz sera x = - - . Uma equação do primeiro grau oom uma incógnita
b-3 para ter uma só solução precisa ser possível.
Será impossivel para b =3 e a ~ 3. Será então a condição de possibilidade ou determi-
Sel'á indetermillada para a= 3. nação que deve ser estabelecida.
2()) Calcular m, de modo que a equação
Podemos escrever:
(2m -1) (x + 3) = (2x + 5) ( ;1 - 1)
3
(3a-7) X (11 - 5a) x (18a + 11) x

j!-dmjt.~ a raiz ~~O , 3 2 +· 6


96 CoM .'l'E PA u to PESSOA PHOBLEMAS DE ÂLGEBH A 97

Dividindo-se ambos os memh'.ros por x, vem: 4px - 18x - 28px = 52 + 34 -- 9 ou


3a/-7 ll - 5a 18a + 1 -24px-18x=77 ou -6(4p+3)x=77 e
3
6 + - --6-. - ou
77,
~ x=---
6a - 14 = 33 - 15a + 18n + 1 ou -6 (4p+3)
6a + 15a - - 18a = 33 + 1+ 14 ou Para que o denominador da fra ção, que repTesenta
1

o valor de x, seja zero e a equação seja irmpossivel,


3a = 48 e a = 16
torna-se necessário que:
Para a= 16, qualquer valor de x atisf az a equação, 3
que nesse caso será indeterminad'a . p=-----
Como queremos que a equação admita u.ma solução, 4
isto é, sejai determinada, segue-se que a deve ser dife-
i'ente de 16 (a =j= 1.6). 24) Determinar m de modo que a equação

22) Determinar o valor de c para que a equação


2m (x-1) x (4m + 9) 3 (mx + 4)
(3c + 1)2x = b (3c-1), tenha uma ó alução. 5 10 10
Resolvendo, vem:
b (3c - 1) s.ej a indeterminada.
X=
(3c + 1) 2 4m (x -1) x(4m+9) 3 (mx + 4) ou
. 1 10 10 10
É bastante que c =j= - - -, pois o denominador 4mx - 4m - 4mx - 9x = 3mx + 12 ou
3
da fração que exprim ua raiz não s anulando, a 4mx -- 4mx - 9x -3mx = 12 + 4m ou
equação é possível, qualquer qu j a o valor do nume-
rador. - x (9 + 3m) = 12 + 4m ou
12+ 4m 12+ 4m
23) Determinar p na equaçã X=-----
--(9 + 3m) 9+am
2px -17 9 (2x - 1) 7px + 13
10
- -20- - 5 --, Para que a equação seja indeterminada, deve-
mos ter:
de modo que ela seja impo sível.
Resolvamos a equação:
(a) 12 + 4m = O e (b) 9 + 3.m = O, isto é,
m=-3 e m=-3
4px - 34 9(2x - li.) 28px + 52
ou Como o valor de m foi o mesmo para as duas con-
20 20 20 dições (a) e (b), segue-se que o valor de m que torna
4px - 34 - 18x +9= 28px + 52 ou a equação indeterminada é - 3 - Se os valôres de m,
C'o M.TE t> Aui.o PES SOA PnOBLEMAS DE ÁLGEBRA 99

aohados nas condições a e fJ , não fossem o nwsmo, o A condição é, pois:


problema não podia ser sali sfeilo.
1
m =- 2 e p = - 1
25) Determinar m. e p d modo que seja indetermi-
nada a equação:
X 32 - 5x 26) Determinar m. e p de modo que a equação
2m (5x - 1.6) - - - (4p - 1) = 1 25p-2px + 20x
2 2
2m (5x - 4) - (px + m) - ' 6 ~~
Resolvendo a equação, vem: 3
4m (5x-16) ·- x (4p - 1) = 32 - 5x ou ej a impossível.
20mx - 64m - 4px + x = 32 - 5 x ou Resolvendo a equação, vem:
20mx - 4px + 5x + x = 32 + 64rn ou
6 X 2m(5x - 4) - 6 X _!__ (px + m) = 2õp - 2px + 20x
20mx - 4px + 6x = 32 + 64m ou 3
x (20m - 4p + 6) = 32 + 64m ou 60mx -- 48m - 2px - + 20x
2m = 25p - 2px ou

32 64m + 60mx -- 2px + 2px - 20x = 25p + 48m + 2rn ou


x = - - - -- -
20m - 4p 6 + (60m - 20) X = 25p + 50m
25p + 50m
Para que a equa ção seja indeterminada, deve- x=
mos ter: 60m-20
(a) 32 + .64111 = O e (b) 20m - 4p +6= O Para que haja impossibilidade torna-se necessá-
A condição (a), dá: rio que:
1 (a) 60m - 20 =O e (b) 25p + 50m =I= O.
m
2
= A primeira condição da:
Substituindo-se êsse valor em m, na condição b, 20 1
teremos: m = ou m =
60 3

20 X ( - -~- ) = 4p + 6 = O ou Empregando êsse valor de m, na condição (b), fica·


mos em condições de ealcula.r p .
- 10 - 4p + 6 = O ou - 4p = - 6 + 10 on Assim:
~ 1
P= - 4 ·p
' -- - 1 ;25p 50 X - + - =I= O
3
100 COM.TE PAULO PESSOA PnOBLEMAS DE ÁLGEBRA 101

50 EXERCíCIOS A RESOLVER
3
p =/= ou Resolva as equações:
25
1) 2x - 3 - x + 18x + 41- 2 - 6 + 20 + 6 =O
-50 2
p =/= ou p =/= - RESP.: x=-1
3X25 3
2) 2x - [3 - 2 (x + 1) (1 - 3x)] = 3 -
- 2 (3x 1) +
27) Qual o número que se deve escrever no lugar 1
RESP.: X=
de m, na equação mx - 8 = 3x - 5, para que a mesma 7
seja equivalente à equação:· X 2x-1 x+1
3) -----
4 3 6
X x-1 1 2
4 3 12 C. Naval - 1953 RESP.: x=
7
Como foi dito no inicio do presente capítulo, duas 1 X 2 (5-2x)
4) -(2--) 3 X
equações são equiva~1entes quando se satisfaziem para as 2 3 . 3
rn esm.as raizes.

Resolvamos então a segunda equação do problema: X [ 2x - - 1-


4
(2x. + 3) J+ 3 - 41-
3x
-
4x-4 1 REsP.: x =- 1
- -- ou
12

3x -
3x -
4x
12

+
4 = 1
4x = 1 - 4
l~

ou
ou
5) +(X -- +) + ~- ( -~ - +) =
8
X=3 = 4 - --
9
Substituindo-se êsse valor, na primeira equação, RESP.: x=5
vem:

=
m X 3 - · 8 3 X 3 - 5 ou
6)
x-1
4
1
8
(X 4~- 14-2x)
5
3m = 9 -5 + 8 ou x-9 7
12 2 8
3m = 12 e n1 = =4 ,
3 C. Naval - 1961 RESP.: X= 17
102 Cül\f.TE PAtlLO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 103

x+ 1 x- 1 3 1 2
7) = 1
2 4 4 x-2
1
I. E. - 195'1 fuSP.: X= 4 REsP.: x = 1
2

8)
x+3 x+4
+---+ x+ 5 = 16 1 1 2
2 3 4 16)
x- 3 3-x 3
E. P. C. Exército - 1954 REsP.: x=11 RESP.: X= 6

9') l (x -
~ 2) - S1 -. [ x- g1 (2x - 1) J= O
1
2 - 2-
4 2 5
x=- 6 17)
RESP.:
:X:+ 3 x+1 2x+6 2x+2
C. Naval - 1959 RESP.: X= 1
12 - x x-2 5x-36
10) 2 - +1- 3
=2 - - - -
4 1
18) 7x -
RESP.: X= 8 3 8
3 5
11) 7(x-2) - [4+3x - 3(2 - x) ] = - 5 9x -
4
RESP.: X= 7 13
G. P. C. Ar. - 1952 RESP.: X = 111
1
12) x +- 3
- - 5 (x + 2) = 2x +7 X
19) - (x - 1)
25 2 2
RESP. : X= - - - -
3
. 9 1
- X
2
13) (x + 5) (x + 3) = (x - 1 ) (x + 12)
E. Aeronáutica - 1948 RESP.: X= -4
REsP.: x = 9
x-3 x+3 2
20)
14) (3x + 1) (2x + 1) - 5 = .(3x + 2) .(2x - 1) x+3 x- 3 x."l-9
1 1
RESP.: X= REsP.: x = - ----"~
2 6
104 COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 105

2x-1 x+l bx d a ex
21) = 1 29) ----
x-3 x+3 a e h d
9 ad
RESP.: X= - RESP.: x--
7 bc
y-:1 y+1 lly+ 8 X 3-2x2 3
22) 30)
y -3 y+3 3y 2 - 27 2 6-4x 2x-3
RESP.: y = 8 RESP.: X= - 1
5x-1 5x-3
23) 2 a 1
2x+3 2x-3 31) (a =F O)
6 4-a2 x 2 2+ax ax-2
RESP.: X= - --
13 2
3 2 6x RESP.: X=
24) ---- a-1
x-2 x +2 2
x - 4
RESP.: Impossível (x = 2) a-2x 2 ax 2x
32) (a =F O)
a 2 -ax x-a a
y-1 1-y 2
25) =1- 1
y+l y2+2y+1 (y + 1)2 RESP.: x ---
· - 2-a
RESP.: Lrnpossível (y = - 1)
x2 - 3 4 - .x 2 x-1
26) (y-2) 3 = 3 (y + 1) - 1 33)
-1 -
2x-2 3-3x 6
yz - y - 2
RESP.: Impossível (x = 1)
RESP.: Impossível (y=2)
27) y (y - 1) . 1 = 1 -- 2y -1
a: a+2 2
34) + =0 <a =F O)
')
x -ax +
2 a 2 -ax ax
RESP.: Y=
3 R:EsP.: x=a - 2
a b e
+ + d 5
~

5 2
X X X 35)
2 + + =0
x -3x 9-3x 3x
a+b+c
RESP.: X= RESP.: Impossível (x = 0)
d
106 CoM.u PAULO PESSOA PROilLEMAS DE ÁLGEBRA 107

1 X a x+a 3 (2a - x)
36) + a 2 - ax + =0 (a =!= 0) 44) - -- - a
a x -ax
2
3 4
RESP.: Impossível (x = a) I. E. - 1954 RESP.: X= 2a

1 X 2 x+a 2b-2x x+ 1b x-a


37) + + = 0 45) +
2 4-2x x - 2x
2
a-b b- a a+b a+b
RESP.: Impossível (x = 2) b
I. E. - 1955 RIESP.: X=--
3
3x X + 2 (2x2 + 1) = o
38) 2x+ a x- b 3ax +(a+ b) 2
1-x 1+x x 2 -U: 46)
b a ab
RESP.: Impossível (x = 1) 2ah
RESP.: X= -
x-a x+a 2 a+b
39). .(~ =!= O).
a a x+a x+b x- a x- a
47) - - - 1 a2-b2
RESP.: x=1-a a+b b-a

40) a (bx - a) =b 2
(x - 1) C. Dutrn - 1955 RESP.: x = a

48) Resolver em relação a a, a fórmula:


RESP.: X == -a -
+b b- ,· (a .=!= b)
ka -lX

' 41) +( 1 - + )+ + (1 - +-) = 1


RESP.: x =a+ b para
E. P. C. Ar. - 1951
e = - - --
a
RESP.:
b
a= - - -, para k =!=e
k -c
a 2 - ab + b 2 =I= O bx-a b-ax 2ax-b
a b 49) ---~
42) 6 4 3
b-x a ·-X
RESP.: x = a + b, para a ~ b
2a-b
I. E. - 1951 RESP.: X=----
2b - 5a
a (a-x} b·(b + x)
43) - - -- - - - - - = X 2x 4x 17~
b a 50) X ---- -
3
8 = 3 - --
5
+ -15
-
RESP.: x = a - b, para
a 2 + ab + b 2 =I= O REsP.: Impossível
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 109
108 CoM.T.11: PA uLo PESSOA
5~ Sendo a =!= o determinar seu valor para qu:e a
51) 2x + (x - 3) +2= 3x +5 equaçao
H.EsP.: Impos ível x-a x+ a ax
2y 5-y2 3y a a x+a
52) - - - --- - -
y+l
seja impossível.
RESP.: a= 2
RESP.: Imp Sjv l (y = 1)
60) Discutir o valor de x, para b = -1, b = O e
axm + l _ xm bx"' n ,· "'(x~ 1 1) b = 1, na equação
53)
x-1
+ -X+
--1
= -.· ~ - .{
b 2 x - 1 = b (1 - x)
n -1 h + l RESP.: b = - 1 - iden1idade
li 1 h- 1 b= O - impossível
5-y 3 (y -! 1) b= 1 - possível ( (x = 1)
54) y - ---2 - +1 2
~
61) Resolva a equação:
RESl'.: lnd 'l •rminada
(a 2 - l)x = 2a + 3a + 1
2

3y+5 2 1 e faça a discussão para:


55)
y2 - 1 y- 1 y+ I
1.0 a= 1;
HE RP.: Impossível 2. 0 a =-1
y 34-y ;, :l 5-2y REsP.: 1.0 - impossível
56) 2. 0 indeterminada
10+ 2 -! 20 +
-
12 15
Hmil'.: Jnd terminada 62) Resolver e discutir a equação:
·57) netermine a condição n q11 <' d v alisfazer a ax - 5b = 2bx + 3a
a- 1 l 1 r 3a + 5b
para que a equação + - - -,seja
indeterminada.
3 o,· X • :HESP.: t' X= a-2b
Pall'a a=!= 2b -- possível
RESP.: a 1 " a = 2b - impossível
58) Mesmo problema para que a equação
63) Resolver a equação e discutir.
3 1 a- 3
- - - -· - - - - - - -
2
y (2d + 5) - dy = 2 (1 + y) - 2
ax x
seja determinada, indicando o valor da raiz.
RESP.: Para d +- 3- determinada
y= o
2 Para d ;::; 3- indeteTminada
HESP.: a=t0;a=!=3;x
a
110 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 111

64) Resolver e discutir a equação: 68) Determinar b na equação


(2c - 3) x = 2c lOx - (6b + 1) X= 2b,
, 3
RESP.: Para e + -- -
2
determinada de modo que ela seja impossível.
1
X
2c RESP.: b = 12
2c - 3
3 . . l 69) Determinar b na equação
Paira e = - - - 1mposs1ve
2
b 2y - 25y = b2 - 7b + 10
65) Determinar m ·de modo que a equação

-- (21~ = 1) (; +~)< ~ (2~ + 5) (


3
; - 1) '
para que seja indeterminada .

70) Determinar m e p na equação


RESP.: b = 5

admita a raiz x =O.


1
3mx - 2m =p - 2x,
RESP.: m = 1-- para que seja: 1.º - :ianpossível; 2. 0
- indeterminada.
3
4 2
66) Que relação deve exis.tir entre a e b, a fim de
RESP: Para p =!= - - e
. 3
1n = - -3-
que a equação · · - impossível
3x+b 2 4
3x + 2a - 3
= a + 20, Para m = - - 3- ep = ·3
admita a raiz x = 2. - indeterminada
C. Naval -1959 RESP.: 3a - b = 48
71) Determinar m e p para que a equação
67) Determinar o valor de e na equação 4y (3m - 1) - 10m = 5p
(2c + 5) 2
yr = ((2c + 5) (2 - 5), ,,eja impossível ou indeterminada.
para que admita uma só solução.
5
REsP.: Paira m = -13 - ~ P ~ - -
2
3-
REsP.: e ""'8 - 2 - impossível
1 2
y = --
2c.. - ~
- Param =-- e P =
3
-3
2c+ 5 - indeterminada
112 C'oM.TE PAuto PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 113

72) Discuta as equações: 76) Discuta a equação:


bx - a x2
bx x +a
1) bx - a =
a
a =!= O - - -
ax + a
+2
- ---
x+ a
= ---
a
(a =!= O)

REsP.: a =/= 1, h = O - impossível RESP.: b =!= 2 - determinada


a = 1 - ind l rrninada b = 2 - imposivel (a =I= 0)
a =/= 1, b =/= O - delcl'Jltinada
a 77) Qual a condição para que a equação
X =
h x ax-b x+2
2)
2x
(a =/= 0) r ---+
a ax
- -a
- (a =/= 0)
x+2=a+---
· a '~ seja determinada.
· RESP.: a = 2- indeter;minada- REsP.: a =I= 2, ,e b qualquer
a =/= 2 - determinada ( x = a)
4 2 78) Qual o número que se devei escrever no lugar
3) 2x - b = x + de m., na equação:
a
RESP.: a =I= 2 - determinada 1 1
- - (3x-4) + -- - (5x + 3) = 43-mx,
a = 2; b = - 1 - indeterminada 7 3
a = 2; lb =/= - 1 - impossível
para que a mesma seja equivalente à equação
73) Determinar os valôres de a e b que tornam X x+1
1ndeterminada a equação: + =X - 2?
· ax+2 2 7
a x - b = -- - RiESP.: m = 5
a
RESP.: a= 1; b = - 2 (a = O não serve) 79) Qual o valor de a que torna impossível a
equação I J.L.-. : _........illo,J~.,;{: ~ ~
'74) Mesma equação paira se tornar imposssível 2
a
y - a 2 = 2a + 2ay ?
1 / «'

RESP.: a = 1 e b =I= ·- 2 ou C. Dutra - 1951 REsP.: a= 2


a = O e b qualquer
80) Resolver a equação:
75) Qual a condição. para que a equação
y+1 + y+3 =4
2 m m+1
ax - --- X - 1
a RESP.: y = 2m - 1, param=!= O;
seja possível e determinada? 1
C. Dutra -1953 m=j=-lem -=1=---
REsP.: a =/= O e a =!= 1 2
114 COM.u PAULO PESSOA

81) Determinar os valôrcs de p e q pata l(ue a


equação
(5p-1) x+q - 3 = 0
seja impossível.
1
1. E. -1953 RESP.: p = --
5
e q =/= 3
,.
82) Determine os valôres de m. para; que a equação
abaixo tenha solução: DESIGUALDADES - INEQUAÇÕES
2mx + 7 = 4x 1)

Desigualdade.~ são relações da forma


1. E. - 1951 REsP.: m =I= 2
1.ª) a > b e 2.ª) e < d
83) Determine a a fim ·de que a equação
a e c são os primeiros membros das desigualdades; b e
(a -1) X= b d os segundos. A primeira se lê: a maior do que b. A
segund'a: c menor do que d.
seja determinada. Como os sinais das desigualdades são de sentidos
C. Naval - ;l..958 RESP.: a =I= 1 contrários, diz·s.e que as desigualdades também o são.
Há desigualdades que têm para membros exp;i·essões
84) Resolver: algébricas. Dentre elas existem as que são verdadeiras,
quaisquer que sejam os valôres atribuídos às letras nelas
X X
1 + - - =1-- ---- contidas. Diz-se nesses casos que a desigualdade é in·
a b condicional.
C. Naval - 1954 HESP.: x =O; se a =I= - b A desigualdade (a +b) 2 > - 5 é uma 'desigualdade
incondicional, pois (a+ b) 2 sendo positivo, pois se trata
85) Calcule o valor de k para que se torne impos· de um quadrado, é maior do que -5. No caso extremo
sível a equação: <le a e b serem nulos,, a desigualdade continua a ser
k 2y - k 2 = 2k + ky verdadeira:, pois zero é maior do que qualquer quanti-
E. P. C. Exército - 1955 RESP.: k = 2 dade negativa.
Curiosidade: Existem também as desigualdades que se verificam,
·a penas, para determinados valôres das letras ou incógni-
Resolva a equação: tas que nelas entram. Nesse caso temos as desigualda-
.(bc + am) x bcte des condicionais ou inequações. Inequação é, portanto,
- - - - - - - = am uma des.igualqaçle condicional en tr e duas expressões
x+ bco a +bco fllgébricas.
lR.ESP. : X = íllllO - te
116 COM.TE PAULO PESSOA
PnosLEMAS oE ÁLGEBRA 117
O grupo de valôres da incógnita que uma vez nela
substituída torna a inequação uma desigualdade, cons- c) Se os membros são de sinais contrários e a po-
titui a solução da inequação. tência a elevá-los fôr par, não se pode detenninar, à
Quando duas ou mais in equa ções admitem as mes- priori, o sentido da desigualdade resultante.
mas soluções, diz-se que são equivalentes . Co.mo conseqüência da propriedade 3, concluímos
Quando não existe nen huma solnção que satisfaça que se pode extrair a raiz do mesmo índice, dos dois
a inequação, diz-se que ela é impossivel. membros de uma desigualdade, se forem ambos po-
sitivos.
Propriedades das desigualdades
4) Pode-se somar membro a m·embro duas ou mais
1) Uma desigualdade não se altora, islo é, não muda desigualdades, desde que tenham o mesmo sentido. O
de sentido, qUtando aos dois membros. se sornia ou sub- resultado será uma desigualdade do m1esmo sentido
trai a mesma quantidade . . Como conseqüência dessa das propostas.
propriedade concluímos que é sempre possível a trans- 5) Pode-se subtrair membro a membro duas desi-
posição de tênmos de um membro para o outro, de uma gualdades., desde q;u.e tenham sentidos contrários. A
desigualdade, des.de que se lhe mude o sinal. desigualdade resultante terái 0 1 sentido daquela que ser-
2) Uma desiguldade não se altera, quando se mul- vir de rninuendo.
tiplicam ou dividem os dois membros p elo mesmo 6) Pode-se multiplicar membro a membro duas dc-
número positivo. Como conseqüência concluímos que, siguldades, desde que tenham. o mesmo sentido e quando
quando se multiplicam ou dividem os dois membros de os têr,mos forem todos positivos. A desigualdade resul-
uma dsigualdade pelo mesmo número negativo, é n e- tante terá o sentido das desigualdades propostas. Se,
cessário mudar o sentido da desigualdade. Ainda como entretanto, todos os têrmos das desigualdades forem
conseqüência podemos desembaraçar de d enominado- negativos, a desigualdade resultante terá sentido con-
res uma desigualdade, multiplicando ambos os mem- trário ao das desigualdades, propostas.
bros da desigualdade pelo menor múltiplo comum dos É conveniente assinalar que não há regra para mul-
denominadores, tendo o cuidado d'e inveTte1" o sentido tiplicar ordenadamente desigualdades de sentido.ç dife-
da desigualdade, quando o m. m. e. do denominadores, rentes ou do mesmo sentido, quando os têrmos não tive-
fôr um número negativo . reiin todos o mesmo sinal.
Pode·se elevar os dois membros de uma desigual- 7) Pode-se dividir duas desjgualdades, membro a
dade à mesma potência, desd e que êles sejam positivos. membro, desde que tenham sentidos contrários. Se os
Convém notar que: seus têrmos. forrem todos positivos a desigualdade resul-
tante terá o sentido daquela que serviu de. dividendo.
a) Se os membros forem negativos, multiplican- Se os seus têr>rnos forem todos negativos, a desi-
do-os por - 1 teremos uma desiguaJMade de sentido
gualdade resultante ter"á o sentido contrário daquele
contrário e têrmos ,positivos, à qual podemos então apli- q>lle serviu de dividendl()\.
car a propriedade enunciada acima. Para resolvermos uma inequação devemos seguir
b) Se os dois membros são de sinais contrários e rnuilo de perto a regra adaptada para a resolução das
a potência a elevá-los fôr ímpar, a d~s.igu~ldad e con- equações, tendo o cuidado de mudar-lhe o sentido, sem-
tinua no mesmo sentido , pre que multiplicarmos ou dividirmos os seus mem-
bros por - 1.
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 119
118 COM.TE PAULO PESSOA

440x < 51.4 e


EXERCiCIOS IWSOLVIDOS
514 257:
X_<---- OU X~<
220
440
1) Resolver a inequação:
Significando que to-d os os valôres ·d e x menores
x + 2 > 4x - 2x - 1 ?1')7
que - - - satisfazem a inequação. :
Teremos: 220
x - 4x + 2x > - 2 -- 1 ou
4) Achar os valôres inteiros ·ae x que saiisfazem a
- X> -3 OU X< 3 inequação:
significando que todo~ OS valôres de X menores que 3 1 · 2x
satisfazem a inequação. 3x:-~ > 20--
3
4
2) Resolver a inequação: Temos:
2 (3y - 1) +5 (1 -- y) < 2y +5 36x - > 240 - 8x
3 ou
Teremos: 36x + 8 >- 240 + 3x ou
6y - 2 +5- 5y< 2y + 5 OLL 44x > 243 e
6y - 5y - 2y < 5 + 2 - 5 ou 243 23
~ >. _4_4_ ou - ~ .:::::. ~ 44
-y<2 e y> - 2
Significando que todos os valôres de y maiores que Significando que qualquer valor inteiro maior que
- 2 satisfazem a inequação. 5 satisfaz a exigência do problema:. Assim: 6, 7, 8, 9, etc.

3) Resolver a inequação: 5) Resolver a inequação:


5x 13 X 9 2x 2 (x - 1) > 2x + 7
-7- - - - + -15 <
. 21
-- -
25 35 Teremos:
Teremos: 2x 2 > 2x + 7 ou
5x X
+--
2x 9 13 2x 2x > 7 + 2 ou
7 + 15 35
< 25 + 21
ou
Ü. X> 9
375x 35x 30x 189 325 Não existindo nenhum valor de x que multiplicado
525 + 525+ 525 < 525 + 525
ou
por zero dê um número maior que 9, conclui-se ser
impossível a inequação.
375x + 35x + 30x < 189 + 325 ou
120 COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 121
6) Resolver a inequação :
Vejamos a (B):
2 (y + 1) + 5 > 2y + 3 8x 10x + 22 11-5x
Tere1mos: - - - ou
4 >
4 4
2y + 2 + 5 > 2y + 3 ou
8x 10x 22 > 11 5x ou
2y - 2y > 3 - 2 - 5 ou
8x 10x + 5x > 11 + 22 ou
O.y> - 4
33
Como vemos, qualquer valor de y quando multipli- 3x > 33 e X> e X > 1'1
cado por zero torna-se zero. Como zero é maior que 3
qualquer quantidade negativa, segue-se que a inequação Assim a inequação A é satisfeita para valôres de x
é.. incondicional. 11
.
ma10res que ~ e .a B, para va IAores d e x ma10res
. que 11 .
7) Achar os valores de x que sa:tisfaçam simultâ-
neaanente as inequações: Assinalemos sôbre uma reta orientada nos sentidos
positivo e negativo, a partir de um de seus pontos,
3-2x · x- 3 escolhido para: origem~ os valôres encontrados.
-x+3<2x- - -- _(A),
2 5 Teremos assim:
{ 2x 5x+ 11 11+5x ·---~
2 >~ 4 JB)_ 11
---~
Resolva.mos, separadamenle, cadai uma das ine- 12 . 11
quações . -X Ú X X X+

Vejamos a (A): Origem


V e,inos que os valores de x crescem à medid'a que
15-10x 35x 105 70x 7x-21 se afastam para a direita do ponto O (origem).
35 - 35 + 35< -~~5
- - - - - ou
35 Como a inequação A se satisfaz para valôres de x
15 - 10x - 35x + 105 < 70x - 7x + 21 ou • •
ma10res (1.it
que Ll' segue-se que t o d os os va IAores d e x
- 10x - 35x - 70x + 7x < 21 - 15 -- 105 ·ou que forem assinalados sôbre a reta acima, à dkeita de
11 .
- 108x < - 99 ou
l2' satisfazem a inequação A, quer estejam antes do
99
'108x > 99 e x > valor11 d'e x, quer eslej am depois.
108 A inequação B se satisfaz ipara os valôres de x
11 maiores que 11, ou sejam, os assinalados sôbre a reta e
X> ---
12 à direita de 11. Segue-se então que todos os valôres de x
que estiverem à dkeita de 11 e, portanto, maiores que
122 . C•M.TE PAULO PESSOA

11, satisfazem simultâneamente as inequações . Então o 9) Ach.ar os valores de x que s.a tisfaçam shuultâ-
sistema de inequações tem solução para : neamen te as inequa~ões:

, > 11
8x - 5 >
15x-8
(A)
8) Aohar os valôres de
neai:nente as inequações:
qu salisfo ·am simultâ-
{ 2 (x - 3) > 5x -
2
+ (B)

; + ; <x+5+: (A) A inequação A resolvida, dá:

{ - 1- 16x - 10 > 15x - 8 ou


(x + 2) > ·- 71- (x - 2) (B)
8 16x - 15x > 10 - 8 ou
A inequação (A), dá: x>2
x 4x 8x 40 2x A inequação (B) resolvida, dá:
8 - +- 8- < - 8-+ - 8- + 8 ou
8x - 24 > 20x - 3 ou
x + 4x < 8x + 40 + 2x ou 8x - 20x > 24 - 3 ou
x + 4x - 8x - 2x < 40 ou
- 5 x < 40 ou/ - 12x > 21 ou
li()

>- > - -5- ou 21


5x 40 OU X 12x <- 21 Olb x< ou
12
X> - 8
7
A inequação (B), dá: X< 4
7x + 14 > 8x -- 16 ou
7x - 8x > - 14 - 16 ou Procedendo-se como das vêzes anteriores, teremos:
- X > - 30 OU X < 30
1----~

Procedendo-se como no caso anterior, teremos: - X - - - -1 ---X---1---- +X


1
7 o 2
,-----~ 1 4
- X - --1--x- - -- -·1--- + X
O gráfico nos mostra que as inequações se satisfa-
- 8 o +30
zem para valôres que se orientam/ em sentidos cont:rá-
tsse grâfico nos mostra que o grupo de x que serve
às duas inequações é o compreendido entre - 8 e + 30, ri_?s. Isso significa que as inequa ções são incompatívei&,
1

istb é, - 8 < :X < 30 . l'lao for.m ando, portanto, um sistema.


126 COM.TI!: PAULO PESSOA

No caso em questão, devemos ter (aind'a racioci-


o valor de x é como se estiv s emos dividindo ambos nando como nos exemplos anteriores) :'
os me11:nbros da inequação p t' uma quantidade ne-
gativa. f35x>0
1.0 caso: ~
Então: 1_2x+3<0 e
X >
2 (a - 1)
(a - 1)
OU r35x < o
2. 0 caso: ~
X> 2 L 2x +
3 > o
dois sistemas de inequações.
13) Resolver a inequaição: Resolvendo-se o primei:ro, vem:
35x > O e x > O
30 2x+3<0 e 2x<-3 e
y-1
> o
-3
x<
Sendo o denominador da inequaçao umu xpressão 2
que contémJ incógnit;t, não podemos eliminii-1 como fi- O gráfico
zemos no ·c aso de denominadores num dco . Vejamos
~ ~
então como proceder. Para que uma fru ú jn maior 1
que zero, isto é, positiva, é preciso qu eus têrmos -X 1 1 +x
tenham o mesmo sinal. Sendo. o numeL·ador positivo 3 o
---
(30) 1 o denominador terá que s ,. também , para qne a 2
fração o seja. nos indica que as inequações são incompatíveis e con-
Devemos ter então: seqüentemente que o primeiro caso não satisfaz a exi-
y -1 >o ow y> 1 gência imposta pelo problema.
Passemos ao segundo caso:
14) Resolver a inequação: 35x < O e x < O
~
300 2x+3>0 ex> - - -
2
5-x O gráfico
Raeioeinando de ru0de idêntico ao do exemplo
arnterlor devemos ter: - X ----1--l-----.,) +x
5 -- X <0 OU X > 5 3
---
o
2
i5 RMolver a iaeqttaçãe: 3
35x nos diz que x deve estar compreendido entre
<Q e zeiro.
128 CoM.tE PAuLo PESSOA PROBl,i<;MAS b~ ÂLGEl3HA 12tl
,. -
Teremos então O gráfico
3 ' ' 1

- 2
---~l---f---1---
-<x< O,
- X + X
indicando que o segundo caso soluciona o problema. -13 -6 o
nos diz que
y <-13
16) Resolver a inequação:
Teremos assim duas respostas:
y + 13
2y + 12 > o y 6 ou y < - 13,
>-
Empregando-se o mesmo raciocínio, teremos: independentes uma da outra, decorrentes das hipóteses
feitas serem ambas cabíveis.
13
1.0 caso: 1y + > O 97) Resolver a inequação:
2y + 12 > o 2
y + 13 < o < 3
2. 0 caso:
l 2y + 12 < Ü)
Resolvendo o primeiro sistema, vem:
x+1
Para aplicar o raciocínio anterior, devemos antes
escrever a inequação sob a forma:
2 .
y >- 13 - - - 3<0 ou
x+l
2y >- 12 e y >- 6
2-3x - 3
O gráfico / 1 Á x+l
--- Ǽ ou

. ,-----~ - 3x-1
<º ou
---1---- ! ----1---- +X
----- ~
x+l
- X
- 13 - 6 o 3x+l
<o OU1
nos diz q:ue x+l
X> - 6 3x+l
x+l
> o
0
Resolvendo o 2. sistema, vem: e então:
y <- 13 r 3x + 1 >o ( 3x + 1 <O
1.0 caso ~ e 2.0 caso ~
2y <- 12 e Y\ <- 6 l X + 11 >Ü l x+1<0
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 131
130 COM .TE PAULO PESSOA

Fraçã o imprópria é aquela que é maior do que a


H.esolvendo os dois s iste uw s como foi feito ante- unidade Fp.tão:
riormente, aciharemos, pura o 1.º: 2x - 7
1 > 1
3x > - 1 e X > - -- x-2
3
X> - 1 Procedendo-se como no caso anterior, ve,m :
O gráfico 2x - 7
x - 2
- 1 >o ou
r ---------- ~
1
1 1----~ 2x - 7 - x+2
- X - 1-- -1 1- - - - - +X x - 2 >o ou
- 1 1 o
--- x - 5
3 >o
nos cliz que x - 2
1
x> - -- ;E: então:
3
Para o segundo: rx - 5>0 rx - 5<0
1.0 caso i e 2.0 caso i
1 Lx -- 2>0 lx - 2<0
3x < - 1 e x< ---
3 O primeiro sistema resolvido dá:
X< - 1
O gráfico X> 5
O s.e gundo tem .p ara s-0lução:
~, -1
- X - -1- - -1----/- -- - +x x<2
- 1 1 o
- - - A solução será, pois:
3
nos diz que: X< 2 OU X > 5
X< - 1
A resposta será: 19) Resolver a inequação:
1 y - 17 3y+ 15
x> - -- -
3
ou X< - 1
2-y > y- 2
18) Quais os valôres de x que tornam imprópria a Podemos escrever:
fração y - 17 3y'+ 15
2x - 7 > ou
x - 2
? 2- y - (2-y)
132 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 133
y-17 3y+15 21) Resolver a inequação :
2-y >- 2 -y
ou
y2 + 10y + 16
y - 17 3y + 15 y-1 > 10
2- y +
y- 2
> o ou
Podemos escrever:
y -- 17 + 3y + 15 y2 + 10y + 1.6
2-y
> o ou - 10 >o ou
y-1
4y-2 y 2 + 10y + 16 -- 10y + 10
2-y
> o > o ou
y- 1
Então podemos considerar: y 2 +26 ' 1

( 4y-· 2 > o ( 4y -- 2 <o - - y-1


--->o
1. 0 caso ~
L 2-y > o
e 2. 0 caso
l 2-y <o Como no caso anter1or, o numerador da fração é
sempre positivo. Basta, portanto, que:
O primeiro caso dá:
1
y - 1 > ou y > 1
-<y<2
2 para que a fração d'ada satisfaça a condição.
• O segundo caso indica serem as inequações incom-
pa tí vejs- · 22) Sendlo a > b, diz,er qual das expressões é a
A solução será, portanto: maior .. • J

1 a4 - b4 ou 4a (a -
3 b) (Thiré)
- 2- <y < 2
Diz-s.e que um.a quantidade é maior do que outra,
quando subtraindo-se de uma a outra, o resultado
20) Resolver a inequação: (resto) é positiva.
yll Façamos a subtração:
7y+ 2 > o
(a4 - b 4) - 4a8 (a - b)
No caso em questão, como o numerador é um qua-
drado qualquer valor de y torná-lo-á positivo. Resta-nos e verifiquemos o sinal da diferença, não perd endo de
considerar como necessário que: vista a: circunstância de a ser maior do que b.
2 Temos:
7y +2 > o ou y > - 7-
(a 2 +b 2
) (a + h) (a - h) - 4a 3 (a - h)

• •
134. COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 135

. Di vidindo-se os lêrmos ela diferença por (a - b), Como qualquer quadrado é positivo, segue-se que
ma10r do que zero, vem: (a - b) 2 é positivo.
Concluímos então que:
(a 2 +b 2
) (a + b) - 4a3 ou
a+b
3 2
a + ab + a 2b + b ª - 4aª ou > yab
2
ab 2 + a 2b + b 3 - 3a 3
Por ser a > b segue-se que EXERCtCIOS A RESOLVER
ab 2 < a ª; a 2b < a 3 e b 3 < aª
Resolver as inequações:
e, conseqüentemente,
l) 5 - 3y+2 - 2y<y+6 - 4
ab 2 + atb + b ª < 3a 3
5
e, portanto, REsP.: y >
6
(ab 2 + a 2b + b 3 ) - 3a3 < O 2) 3- 2 (1 - 3y) - 4y > 2- 3 (1 - 2y)
Concluímos, então, que 4a (a - 3 b) é maio:r do que
! 1
a4 - b4. . 1
RESP.: y <
2
3) 2x - 3 > 3 (x - 2)
23) Demonstrar que a média aritmética de dois
n~1m~ros positivos desiguais é maior que sua,média geo- E. P. C. Ar. RESP.: X< 3
metnca.
1 - 3x x+l
Chamemos a e b os dois números. Teremos então 4) - - ---x> +1
que demonstrar s.e r 2 3
;- 5
>V ab C. Naval - 1953
RESP.: x< 17
Entâo:
x -5 x - 2
5) >
( ª ; b ) > (-V ab ) ~ ou
2 1- +2
3 4
C. Naval - 1955 RESP.: X < 2
a + 2ab + b
2 2
> ab ou 4 3y - 2
6) y - -- -
a 2 + 2ab + b 2 > 4ab ou 2 1
< - 3-
a 2 + 2ab + b~ - 4ab > O ou 2
10
a 2 - 2ab + b 2 > O ou RESP.: y >
(a - b) 2 > O 1. E. - 1953 3
136 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE . ÁLGEBHA 137

7) Achar os valôres inteiros e positivos de x que 14) Determinar as soluções inteiras e positivas
satisfazem a inequação: (naturais) do sistema: ·
1 - 2x 4x+3
3x+7
9
5x+ 1
18 < -
'17
6
- - X Jí 1 - __ 3 _ __ >
6
RESP.: X= 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 1 X_ 3(x-1) 3-2x
> 1 -
L 4 2
x-8 RESP.: 1
8) 2 -
3
<x
r ,
7 15) Qual o menor número inteiro que satisfaz ao
.I. E. -1952 RESP.: X > -2- sistema de inequações:
1+x x+1 3
5 2x-3 f1 - 3 < 6
+-
2
9) X - - - > +7
C. Naval - 1'952
3 2
RESP. : Impossível
1l
X -
3x-3
4
< 1
3-2x
2
RESP.: 2
10) 2(3y~1) -2y - 5 - 4 (y + 1) >o 16) Determinan as soluções inteiras e positivas do
RESP.: Impossível sistema de inequações:

11)

12)
2- 3x - 4

12 + 4 (1 -
+ 11x -

2y) >1-
8x +8 >O
RESP.:

5y -
RESP.:
Incondicional

(3y + 5)
Incondicional
r- 3x-1
4
x-1
3 <
2x-3
2
2x+1
4
>o

RESP.: 1 e 2
17) Quais são as soluções inteiras do sfatema de
1 3) Resolver o sistema: inequações:
2x 2x -1 x-2
> 20 - -3- <x-
2 4
3 x-1 2x+3
> 5x - --
4
{
2 ---->
2 4
I. E. - 1948 REsP.: Incompatíveis REsP.: ~' O, - 1, - 2, etc.
138 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBl1A 130

18) Quais os valôres inteiros de y que verificam ~2) Dclcrminarr os val6res de x que vedficam o
simultâneamente as inequações: sistema:
y- 3 2y-t3 4x- 79 .< 3
r 3x+ 10
X -
· _ _ 4_ + < 3 2 7
{ 4y-2 1 - 3y

I. E. -1951
5
-5< 10
R.EsP.: 2, 3 e 4
1
C. Naval -- 1954
4
> 2x - 5

RESP.: 4 < X <6


19) Calcule os números inteiros que satisfaçam si-
multâneamente as desigualdades: 23) Resolver o sistema d'e inequações:

~l
5(2x -7) 16(1 - x) 28
x-3 ---- ~ > 1 - --
> 6 9 45 -15
4
3(9-4x) .
1 > 2x
3(5 - 4x) - > O
5
REsP.: Incompatíveis
I. E. - 1957 ' RESP.: 4

20) Resolver o sistema: 24) Indique os valôres de x, que satisfazem a dupla


' , desigualdade:
5 3
-y
3
+ -5 < 3y + 1 2x +1
2
{ -4- y < 2
5y-1
5 4 1 5
RESP.: ---<x<
4 4
3 45
C. Dutra - 1949 RESP.: - W < y < 4t
25) Resolva, a inequação em x:
21) Resolver o sistema de inequações:
a
x +3>2x - 1 - - (x - a) <- (x - 2)
2
x+1 2x sendo n< - 2.
{
2 > 3
u~ + -1
C. Naval - 1951 fuSP.: < 3 C. Naval - 1958 RES P.: X >
X a+2
110 COJ'<I.T~ PAULO PESSOA
Pl\OBLEMAS DE ÁLGEBRA 141

.
26) R esol ver a mequação: 32) Qual é o menor valor de x inteiro e positivo
que satisfaz a condicão:
39 3x-2
>0 - x-1.
--- > 1
5x - 3
. RESP.: x > -3- RESP.: X = 2
5
33) Resolver a inequação:
27) Resolver a inequação: 2x+1 1-x2
---- > 1
- 37 2 X

15-.3 x > o C. Naval -- 1958 RESP. : 0 < X <2


RESP.'. X / 5 34) Resolver a inequação:

28) Resolver a inequação :


3 5 (4 + x)
5 (x + 7) - 3 (x + 10) > 14x+ 35
3y 1 1
> o RESP.: - 2 -2- .é~ X<'°--
110 + 2y . ' 5
RESP.: y>O ou y < -5 35) Resolver a inequação:
29) Resolver a inequação: X 1
2- <1----
1-x x-1
4x-7 RESP.: 0 <X <1
> 1
x-1
36) Resolver a inequação:
C. Naval - 1951 RESP.: X >2 OU X <1
16x-4
30) Resolver a inequação: x:2 ...,.-4
3x-5
-- --<
x-1
3
37) Resolv:er o sistema:
RESP.: X> 1 y- 1
>
31) Resolver a inequação:
2x
- ---> 2
x-3
{ y-5
3y - 4
2
11

7y - 6
4
<o
RESP.: X > 3
J. E. - 1951 Ri::sr.: y > õ ou y >- 2
142 Co M .Tl!J P AULO P ESSOA

38) Sendo a e b númer os positivos e a > b, deduzir


da expressão !

x+a
>
y a2 + x2 ya2 + x2
os limites entre, que deve e: tar compreendido o valor
de X . ., .'

R E SP. : x < -- v ab e x > v ab


39) Provar que SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1.º GRAU
(1 + a) (1 + b) > 1 + a+ b
Duas ou mais equações sã o simultân eas ou formam
40) Demonstrar que a m édia aritmé tica de dois um sistema, quando se verifica.m para um m esmo con-
números positivos desiguais, é m aior que sua média junto d e valôres das incógnitas qu e contêm.
harmônica. Assim as equações
C Na val - 1959
3x + 4y = 24
41) Provar que a m édia h armô nica de dois núme- { 5x - 3y = 11
ros postivos é men or qu e a m édi a geométrica dos mes.-
m os números . =
que são satisf eilos para os valôres x 4 e y = 3, cons-
tituem um sistema de duas eqmações d'o 1. 0 grau a duas
42) Provar que 3 (1 + a 2 + a 4 ) > (1 + a+ a2 ) 2 , incógnitas, assim como asl equações
quaisquer que sejam os valôres positivos ou negativos
de a . 4x + 3y - z = 17
{
2x +5y + 3z = IJ.'9
3x - y + 2z = 9
satisfeitas para x = 3; y = 2 e z = 1 formam um sistema
de três equações do 1.0 grau a três incógnitas.
Os valôres x = 4 e y = 3 sã-o as raízes ou a solução
do primeiro sistema. Os valôres x = 3; y = 2 e z = 1
são as raízes ou solução do segundo.
Resolver um sistema de equações é determinar as
suas soluções. Quando dois ou mais sistemas se satis-
fazem para os mesmos valôres das incógnitas, são ditos.
equivalentes.
144 CoM.rE PAuLo PESSOA PROBLEMAS DE ÂtGEl3RA 145

Princípios em que se funda a resolução das equações Sua solução, rep resenta, quando existe, o ponto de
1

simultâneas interseção das duas relas que suas equações repre-


sentam.
1.º - As soluções de um sistemaj d'e equações não a a'
se alteram, quando qualquer delas é substituida por As rel ações e - - - tiradas das equa-
outra que seja formada somando ou subtraindo, mem- b b'
bro a membro, tôdas ou algumas das equações do sis- ções cfo sistema, representam o coeficiente angular das
tema proposto. · retas que o constituem também chamado dec.liv idade,
1

inclinação ou parâmetro angular. Seus valôres repre-


2.º - Se uma equação de um sistema estiver resol- sentam a tangente trigonométrica do ângulo que as retas
vido em relação a uma das incógnitas, poderemos subs- formam com a parte positiva do eixo das abcissas,
tituir esta incógnita pelo seu valor, nas outras equações àsto é, da origem dos eixos coordenados, para a direita.
do sistema, sem alterar as soluções.
c
Assim como representamos por Por outro fado, as relações + -- e + -ac',- re-
ax = b a
pI'esentam os ceficientes lineares, parâmetros lineares
tôdas as equações d'o primeiro grau com uma incógnita, ou coorP.enados na origem, isto é, as ordenad'as dlOs
representaremos por
pontos em que as retas encontram os eixos das ordena-
ax +· by = c das ou dos y. '
Para reprresenta1unos gràficamente qualquer ·e qua-
tôdas as equações do primeiro grau com du1as incógnitas. ção, torna-se necessárrio adotar-se um sis.t ema de refe-
Dêsse modo podemos representar :rência, que nos permita assinalar os pontos que irão
r ax + by = c constituir o lugar geométrico representado pela equação
dada. No caso adotaremos um sistema de áx1os ortogo-
A~
l a'x + b'y = c' nais~ isto é, duas retas perpendiculares, e,m relação às
quais serão traçadas aquelas que representam as equa-
todos os sistemas do 1.º grau com duas incógnitas, e por ções do sistema linear. As retas perpendicularres são
chamados eixos dos x ou das abcissas, consti:tuíd'o pela
( ax + by + cz = d reta horizontal e eixo do y ou das ordenadas, que é o
1 vertical. O ponto de encontro dos d'ois eixos, chama-se
B i a'x -i- b'y + c'z = d' origem do sistema de eixos coordenados e é assinalado
l 1 com a letra o. Depois disso, qualquer ponto do p~ano
L a"x + b"y + c"z = d" ficará deter,minado, se conhecermos os valôres de suas
todos 'OS sistemas do 1. 0 grau, co.m três incógnitas. coordenadas, isto é, abcissa e ordenada, pôsto que os
eíxos aciima referidos dividem o plano em quatro re-
Representando, gràficamente, as equações do pri- giões, onde se situam os diversos valores de x e y, de
meiro grau cQm uma ou duas incógnitas, uma linha reta, acôirdo COJ.lll seus sinais.
as equações simultâneas generalizadas em (A) são cha- Assím é que, todos os valôres positivos de x são
madas, também, sistemas lineares. assinalados sôbre o eixo correspondente, da origem para
146 CoM:. TE P AULO PE SSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 147,

a direi ta. Os negativos se rã o marcados sôbre o mesmo Sabemos que duas retas do mesmo plano, que não
eixo, poré.m da origem para a esquerda. forem paralelas ou coincidentes se encontram obrigató-
Os valôres positivos de y serão contados no eixo riamente em um ponto. Tal entretanto não ocorre obri-
dos y, da o.rigem para cima, enquanto que os negativos gatóriamente se as retas ao em vez de du,a s forem três
de y, da origem para baixo. ou mais.
A figura que se segue mostra o sistema de eixDs: Daí dizer-se que um sistema de equações lineares,
as quatro regiões em que o plano fi ca dividido e os para ter solução, exige que não existam mais equações
pontos M, P, N e Q assinalados, cada um em uma região. do que as incógnitas, para que o cruzamento das !'etas
represente o ponto que a ambas satisfaz.
Por outro lado, se considera:rmos apenas\ uma d'as
y equações ger'rlis do sistema, ela it erá duas incógnitas e
como a reta que ela representa, (com.o tôda a reta), é
ilimitada, conclui se que existe um número infinito de
- - - - - - - -1 M (x,4,4y) pontos satisfazendo a equação dada, tomando assim a
solução indeter.m.inada.
1
Dessas du1as considerações concluÍiilliüs: qualquer
1
1
sistema para ser possível precisa ter tantas equações,
1 quantas forem as incónitas .

º (_ ~"
1
n---------1 1 1
1
1
1
1 1 X
· Deixamos de fazer considerações semelhantes, que
viriam r eforçar a conclusão acima, co,m un1 sistema d e
três equações a três incógnitas, em vfrtude de exigirem
- }_- ,- - 1
o 1
conhecimentos acima dos limites que ês.te liviro tem em
1 1 vista.
1 1 Mostravemos, contudo, com exeITTlpLos, o modo de
1 1 proceder nos casos em que aquela igualdade não se veri-
1
1
1
fica, isto é, quando o número de equações não corres-
1
1 1
ponde ao de incógnitas. .
Como as equações., os sistemas podem ser inteiros ou
(_::-D 1
J _ __ - - - :- - - -
1
1 fracionários, numéricos ou literais, racionais ou irra-
cionais.
____ I
1
P(2, - 5)
X, y
Os cuidados que devemos ter, na resolução, quando
o sistema f ôr fracionário, são os mesmos apontados
y' quando tratamos das equações dio 1.0 girau, fracionárias.
Quando se tratar de um sisitema literal, as soluções
encontradas devem ser analisadas sôbre todos os aspec-
Dissemos anteriormente que o ponto de encontro tos, isto é, discutidas, para que possamos concluir se as
(quando existe) das retas representativas das equa- l'etas representativas das suas equações, são concorren-
ções, que cons,t ituem rum sistema linear traduz a solução tes (sistema possível); paralelos (sistema impossi"vel) ;
do sistema. Os valôres de x e y são as coordenadas do sizperpostas ou coincidentes (sistema. indeterminado) ,
1

ponto de encontro das retas.


148 COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 149
Es.sa verificacão poderá ser feita, à priori, como
veremos oportuna:inente, através das relações: ção ou redução ao mesmo coeficiente. Podemos ainda
resolvê-lo pela Regra de Cramer; gràficamente; pelo mé-
a b e todo de Bezout ou dos coeficientes indeter-minados; pelo
- =;/= - =;/= - - emprêgo de artifícios, quando se tratar de sistemas
a' h' e'
denominados especiais.
ou Sistema possível
(rretas concorrentes)
a b c EXER!CíCIOS RESOLVIDOS
7 =;/= b' e' J 1) Resolver o sistema:
a c .
a' =
b
~ =;/= ---;: -
Sis'iema impossível
r 3x + 4y = 24
(retas paralelas) ~
a h e Sistema indeterminado L5x - 3y = 11
a' b' . e' (retas superpostas) Empregaremos o método de eliminação por subs-
tituição. 1 ' • : '
Se quiser.mos ainda verificar se as raízes x e y são
iguais, usaremos a relação Resolvamos, .por exemplo, a primeira equação em
relação a x ,· vem:
a+b e
24-4y
a'+b' 7' x=
3
que uma vez verificada assegura a igualdad'e de x e y.
Nas rrelações apresentadas a, a', b, b', c e c' são os Ficaremos então com o sistema
coeficientes de x e y nas duas equações do sistema, bem
como seus têrmos conhecidos. 24-4y
É conveniente notari que aquêles coeficientes. figu-
ram nas refações apresentadas com os sinais que tive-
~X= 3
:rem nas equações do sistema . Convém lembrar que são
aplkáveis às equações de um sistema, tôdas as proprie- l 5x - 3y = 11
dades citadas no capítulo "Equações".
Vejamos agora como !resolver um sis'tema de duas eqwivaae:llte ao proposto.
equações do 1.0 grau a duas incógnitas. Empregando-se o segundo princípio, citad'o ante-
Os m étodos empregados consistem em eliminar uma riormente, teremos
das incógnitas do sistema, isto é, passar do sistema dado
para outro equivalente (mesma solução), no qual uma 24-4y
- - - -3y 11
das equações contém uma s.ó incógnita e a ou,tra, d~as,. 3
Os métodos mais usados são: Eliminação por. .mbst1tm- 24- -ly
ção; Eliminação por comparação ; Eliminação pela adi·
3
150 COM.TE PA ULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 151

nôvo sistema equivalente aos dois primeiros e que . ~omo d'uas quantidades iguais a uma terceira, são
possui uma de suas equações, com apenas uma in- iguais entre si, segue-se que
cógnita: y. 13-5y 4+2y
Res10lvendo aquela equa·ç ão terem.os o valor de y.
Assim: 4 1 3
11'20 - 20y - 9y = 33 ou De acôrdo com o 2. 0 principio teremos:
87 13-5y
29y = 87 e y= - - =3

{
29 X=
4
O valor de x será facilmente obtido, suhstituindo 13-5y 4+2y
na equação qu,e exprime o seu valor, em função do de y. 4 3
Teremos então:
ou
24-4y . 24-4X3 .
X= .. X= = 4
3 3 4+2y

{
X=
A solução do sistema será: 3
13-5y 4+2y
x=4 e y=3
'- 4 3
2) Resolver o sistema: que são sis,t emas equivalentes ao p'I"oposto, tendo uma de
r 4x + 5y = 13 :s uas equações, apenas. .c om uma incógnita, y.
!Resolvendo-a, teremos :
~
L 3x -2y = 4 39 - 15y = 16 + 8y ou
Empreguemos o método da eliminação por compa- 23 = 23y e y = 1
ração.
H:esolvamos as duas equações em relação a x ou y; Como da vez anterior, x será fàcilmente determi-
por exemplo : em relação a x. nado, empregando-se uma qualquer de suas expressões,
Tereiinos: em fül!nção de y.

13-5y Teremos, assim:'


x= tIB -5y
4 ou
x=
4
{ x= 4+ 2y
3 13 - 5
x= =2
4
'sis tema equivalente ao proposto.
152 CoM.TPl PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 153

A solução do sistema será: sistemas equivalentes aos antedores, porém com uma
das equações co'm apenas uma incógnita (23y = 115).
x = 2. e y 1
Resolvendo-a, vem:
3) Resolver o sistema: 115
)'.:=
( 5x - 4y =- 35 23
r
l 2x + 3y = 9 Substituindo se êsse valor em qualquer das equa-
ções do sistema proposto, teremos:
Será emprregado o metodo de eliminação pela adi-
ção ou nela redução ao mesmo coeficiente. 5x - 4 X 5 = - 35 ou
Multip~licando os membros d'a 1.ª ·equação do sis- 5x = ~ 35 + 20 : . 5x = - \1.5 e x = - 3
tema nor 2 e os da 2.ª por (-5) ou os da 1.ª por (-2)'
e os da 2.ª por (5), coeficientes da incógnita que ;pre- A solução do sistema será :
tendemos eliminar (um dêles com o sinal trocado), tere-
mos os sistemas: · x=-3 e y=5

( 10x - 8y =- 70 ( -10x + 8y = 70 Assim como, nos três exemplos propostos, elimina-


~
l -10x - il5y = - 45
ou
~l 10x + 15y = 45
mos de uma das equações a incógnita x, poderíamos ter
feito desaparecer a incógnita y, conservando-se a in-
cógnita x, bastando que procedessemos com o y como
equivalentes ao proposto, porém com os coeficientes de procedemos com o x.
x iguais em ambas as equações. mas de sinais contrários. No último sistema considerado os coeficientes de x
Aplicando-se o 1.0 princípio teremos para soma das bem como os de y, das equações, são primos entre si.
equações do sistema: Figuremos o caso em que tal não ocorre, isto é, um sis-
tema cujos coeficientes de x ou y não sejam primos
- 23y = - 115 ou 23y = 115 entre si. Embora: essa circunstância não altere em nada
a aplicação do método, exposto no exemplo 3, ter se-á
Essa equação, com qualquer das propostas dá: a vantagell\ ·de usar multiplicadores menores que os
respectivos coeficientes, facilitando, dêsse modo, os cál-
( 5x - 4y - 35 culos.
f
l 23y 115
4) Resolver o sistema:
OUJ

r 2x + 3y = 9 ( 6x + 3y = 7
{l 23y = 115 l 8 X+ 5y = 3
134 CoM.u PAULO PESSOA
PROBLEMA~ DE Á.T.GEBRA 155
Para eliminar a incógnita x poderíamos multiplicar
que substituído na outra equação dá:
a 1.ª equação pm 8 e a 2.ª por - 6, oi1 a primeira por
- 8 e a segooda por 6.
1

19
Como porém 6 e 8 (coeficientes de x), não são pri-
mos entre si , os multiplicadores das equações poderão
6x +3 ( -
3 ) 7 ou
ser os quocientes d'as divisões do m. m. c. de 6 e 8, (24)
por 6 e 8 J isto é, 4 e 3, e e.m seguida multiplicar uma 13
das equações por (-1). 6x - 19 7 e X
3
Assim:
( 6x X 4 + 3y X 4 = 7 X 4 A solução do sistem:a será:
rl 8x X 3 + 5y X 3 = 3 X 3 ou 13 19
x= e Y=-
r 24x + 12y ·= 28 3 3
~
l 24x + 15y = 9 ou
Nem todos os sistemas se apresentam sob a forma
-~

( 24x + 12y = 28 geral dos sistemas lineares.


~ Para a aplicação de qualquer dos métodos empre-
l - 24x - 15y = - 9 gados torna-se necessário que êles sejam pastos sob a
ou então forma geral.
( - 24x - 12y = - 28 O exemplo seguinte ·nos mostra como se conseg ue
~ êsse objetivo.
l 24x + 15y = 9
Aplicando o 1. princíp~o aos dois últimos sistemas

l
0
5) Resolver o sistema:
equivalentes ao proposto, vem:

~
- 3y = 119

r 6x + 3y =
ou

7
3y = - 19
Essa equação, eombinada com qualquer das do
sistema proposto, dará:

ou
( 8x
i
+ 5y = 3
rx-
3y-
y -- 3
5
x-2
;}
- 4 =0

-9=0

l 3y = - 19 L 3y = -19
Eliminando-se os denominadores d e cada uma
equivalentes ao sistema dado. 1 equação, vem:
'R esolvendo a equação 3y = - 19, achamos:
19 (10x - y+3-20=0
y =-
-3--, i
l9y - x+2-27=0
156 CoM.Tlll PAULO Pi:;ssoA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 157

sistema equivalente ao proposto e que também pode ser Chama-se indeterminada uma quantidade, de m1-
escrito: cio arbitrária, que se intnnduz como auxiliar em uma
( 10x - y = 17 questão, e cujo valor,1 posteriormente se deter;rn.ina, de
~ modo a satisfazer uma certa condição.
Lx-9y= - 2.5 O método àe Bewut consiste em: 1. 0 multiplicar
uma das duas equações (no caso de um sistema de 2
equivalente também ao proposto e apresentado, agora, equações) do sistema por m.; 2;.0 somar ou subtrair
sob a forma geral. - membro a me:mhro as duas equações; 3.0 imp'Or à in-
A aplicação de qualquer dos métodos ensinados, deter.minada a condiicão de anular o coeficiente da
resolveria o sistema, que entretanto será solucionadQ incógnita a eliminar de modo a obter-se uma só equa-
pela Regra de Cramer, para o que empregaremos as f ór- ção a uma incógnita.
mulas .de Cramer, que são :J
Vejamos um exemplo:
eh' -bc' ac'-ca'
x= e y = -ah-,---b-a-, -
ab'-ba' 6) Resolver o sistema:
nas quais a, b, a' e b' são os coeficientes de x e y nas ( 5x - 3y 11
equações do sistema ·e e e e' os têrmos conhecidos das ~
mesmas equações, todos porém com os respectivos sinais. L4x+2y 22
Essas fórmulas · serão instituídas, a título de exer-
cício, quando tratªrmos df! res9l_µção de sistemas !i- Multipliquemos a 1.ª equaÇãol, por m, vem:
terais. 5mx ___,. 3my ·= 11m
Tere,mos então:
equação que, com a segunda, forma um sistema equiva-
17 X (-9) - (-1) X (--25) lente ao proposto.
X=
10 X (-9) - (-\1) (1)
( 5mx - 3my ·= 1 tm
-153 - 25 - 178 ' ~
=2 l4x+2y=22
- 90+1 -89
10X (-25) -17 X (1) -250--17 Somando-se membro a membro as duas equações,
y = ----------~
10 X (-9) - (-1) (1) - 90+1 vem:

- 267 . + 5mx + 2y - 3JnYi = lbn + 22 ou


4:x.
.· -89 =3 (4 + 5m) x + _(2 - 3m), y_ = 22 + llm (A)
A solução do sistema será: Se pretendermos eliminar a incógnita x., por exem-
plo, faremos:
x=2 e Y=3 4
Eliminação pelo método de Bezout ou dos coefi- 4 + 5m O e m ---
5
cientes indetermiµados.
158 COM.TE PA ULO PESSOÁ
PROBLEMAS DE ÂLGEFinA 1f>9
~sse valor de m substiluído na equação (A); dará:
Se fizermos x igual a O e 4 na equação (2) o y
( 2- 3 X - : ) y = 22 + 11 X ( - +) ou
assumirá os valôres 8 e O, respectivamente.

Teremos então:
44
( 2 + 152 ) y = 22
5
ou y

22 66
y = ou
5 5
22y = 66 . e y =3
No ca.so de ppeferirnnos eliminar a incógnita y, fa-
i·íamos:
2
2-3111=0 e 1n = e
3 2 _ ...,. Raízes 'do sistema
como anteriormente, substituiríamos êsse valor de m Ponto de encontro das retas
na ~quação (A) e teríamos:
x' X

( 4 +5 X !) x = 22 + 11 X ~· ou

22 88
x = ou X 4
3 3 . y"
A solução do sistema s.e rá pois: .,
1.ª reta ' 2 ª reta

r· .,
x=4 e y=3
Resolução de um sistema linear, gràficamente
7) Resolver gràficamente o sistema:
1
I,
1

1
X
T y X

1
y
1
1
o 1 -2 o 8
. { 4x ~ 3y =6 (1)
1
1
1
1
1

1
3 2 4 o
2x + y = 8 (2) 1
1
1
1
1
Se atribuirmos a x na equação (1) os vaMres O e 3,
tetá QS valôres - 2 e 2, respectivamerrte. RESP.: X=3
y=2
160 CoM.tE PAuLo PESSOA PROBLEMAS bE ÂLGEl3RA 161

8) Resolver gràficamente o sistema: 9) ResQlver o sistema>:


f2x- y=2
( 3x - 2y = 2
~
~ L 4x - 2yi = 4
L 6x - 4y = - 9 1.ª reta 2.ª rela
1.ª reta 2.ª reta
X y X y
!~
· _x_ _ _
Y_ X y

'1 o -1 o 2,5 o - 2 2 2
1 2 2 2 5,25 1 o 3 4

~ -

I
.Y //
~
I
c.::,A:-

x'
X

i y' y'
REsP.: Retas paralelas; RESP.: Retas siUiperpostas
sistema impossível Sistema indeterminado
1G2 Co:rvr.TE PA ULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 163

10) Hesolver o sistema: se não anulassem os denominadores da 2.ª equaçã10


do sistema proposto, o que demonstra impossibilidade,
r 3x + ify = 11 como vimos anteriomente. O sistema é, pois, impossível.
)
Resiolução de n equações do 1.º grau a n incógnitas
l-
L x-
1 - + --
1
1- =
y- 2
o Reg1·a
Para resolver um siste.i.na de n equ1ações a n in-
O_ sistema sendo fracionário, exige que tenhamos
a:tençao ao resultado encontrado. Coloquemos 0 sistema cógnitas:
sob a for,ma geral : l.º - Elimina-se uma das incógnitas entre uma
Teremos então: dessas equações e os n ~ 1 restantes. Obtém-se assim
r
3x + 4y . 11 um nôvo sistema de n equa ções., no qual uma só equação
1

contém tôdas as incógnitas; as n - 1 restantes só ficam


i contendo n - 1 incógnitas .
Ly-2+x - 1=0 ou
r3x + 4y = 11 2. 0 - Elimina-se U!ma das incógnitas entre uma das
equaçôes do 2 ° sistema e as n - 2 restantes. Resulta
i tun nôvo sistema de equações, em que uma equação
y = 3
L X+ OLL
contém tôdas as incógnitas; ll!l11.a outra contém n -1
empregando-se o método de adicã
"
o .· incógnitas e n - 2 equações contém n - 2 incógnitas.
r 3x + 9y = 11 Procedendo-se do mesmo modo, obtém-se um sis-
i teina de n equações, no qual a 1.ª tem n incógnitas; a
L -3x - 3y = - 9 2.ª n -1; a terceira n-2; a quarta n - 3, até que a
equjvalente ao proposto, e que nos dá, depois de adicio- de ordem n só contém u;ma incógnita.
nar seus membros: 3.ª - Res.olve-se esta úiltima equação e a:éha-se para
y = 2 a incógnita um único valor. ~sse valor, substituindo a
Para obtermos x multiplicaremos a 2.ª equacão por incógnita na penúltima equação dá uma equação a uma
- 4 e teremos: · incógnita, que ta.mbérn só tem uma única solução. Os
r 3x + 4y = 11
valôres achados, substituídos nas incógnitas na equação
a, 3 incógnitas, transforma-a numa equação eq.uivalente
i a uma única incógnita e portanto de uma única raiz..
L- 4x - 4y = - 12
Assim consegue-se a·char os valôres de tôdas as in-
equivalente ao proposto e que nos dá depois de somar có_gnitas e o sistema terá tantas raízes quantas forem
suas equações, m 1e mbro a me.i.nbro: ' as equações.
x = l A eliminação das incógnitas será feita empregan.
do-se qualquer dos métodos de eliminação exiposto ante-
A solrnção do sistema seria: riormente. Apliquemos a regra a um sistema de três
e y = 2 equações; ·
16-1 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 1G3

111') Resolver o sistema: Vemos assim que a 1.ª das três equações do sistema
equivalente ao proposto, contém três incógnitas, en-
r 5x - + 2z =
y 2 (1) quanto que as duas outras só contêm 2, isto é, x e z,
1 pois y foi eliminado pelo método de substituição.
i - X + 3y + Z = 15 (2) Tiremos o valor de z na equação (b), vem:
1
l 3x + 2y; - z = - 2 (3) z = 3 -2x

Tirando-se o valor de y, po.r exemplo, na 1.ª equa- f\odemos então escrever:


ção, em função de x e z, vem:
( y = 5x + 2z - 2 (a)
y = 5x + 2z - 2 1
{ z = 3 -2x (b)
que com as duas outras e.quacões formará um sis.tem,:;i
equivalente ao proposto. • ' 1
Teremos então:
l 13x + 3z = 2 (c)

também equivalentes aos sistemas anteriores.


y = 5x + 2z - 2 (1)
r
1
Substituindo-se na equação (c), z, pelo valor dado
1
- x + 3y + z= 15 (2) em (b), vem:
·1 (a)
( y = 5x + 2z - 2
l 3x + 2y- Z=- 2 (3) ou
1
Subs tituindo-s.e nas equaições (2) e (3), y pelo seu 1 z ·= 3 -2x (b)
valor exipresso em (1), vem: 1
( y=5x+2z-2
L 13 + 3 (3 - 2x) '= .2 (c) ou
1 ( y = 5x + 2z - 2 (a)
{ - x + 3 (5x + 2z - 2) + z = 15 1
l + 2 (5x + 2z - 2) - z = ~
{ z = 3 -2x (b)
3x 2 ou 1
y = 5x + 2z - 2 l 13x + 9 - 6x = 2 (c) ou

14x + 7z = 21 r y = 5x + 2z - 2 (a)
{ 1
{ z = 3 - 2x (b)
13x + 3z = 2 ou
1
f y = 5x + 2z - 2 (a) L 7x = - 7 (e)

1 2x + z = 3 (b) Sistema no qual a 1.ª equação tem 3 incógnitas; a


2.n, duas,e a terceira uma, COillJÜ foi es1abelecid'o na
l 13x + 3z = 2 (~ regra.
156 COM.TE PA ULO PESSOA: PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 167

A equaçfü) Igualando-se duas a duas as equa ções do sistema 1

7x =- 7, d'á X = - 1, aciina, teremos:


que substituído na eqna ção (b), dá:
(l.")
9 + 3y - 4x 5x + 4y - 7
(2.ª)
~ = 3- 2 X (-- 1) = 3 + 2 = 5, - - - ·
2 3
que substituído na equação (a), dá:
(2.ª)
5x + 4y - 7 28 + 2y - 7x
(3.ª)
y 5x. 2z - + 2 ou 3 4
y = 5 X (- 1) + 2 X 5- 2 ou
y= - 5 + 10 - 2=3 ou

A solução do sistema será pois: 1.ª = 3.ª


2.ª = 3.ª ou
X =- 1; y = 3 e Z 5,
1.ª = 2.ª
tudo de acô1rdo com a regra estabelecida. 1.ª = 3.ª
12) Seja o sistema indiferentemente.

r 4x - 3y + 2z = 9 As duas equações r esultantes dessas diversas com-


binações, com qualquer das equações do sistema A, per-
1 '
1 5x + 4y - 3z = 7 mitirá escrever, por exemplo:
1
L 7x - 2y + 4z = 28 9 + 3y - 4x
z -
que iremos resolver empregando o método de elimina- 2
ção por comparcção. 9 + 3y -'- 4X 5x + 4y-7
'fiTemos, por exemplo, os valores de z nas três equ·a-
ções do sistema. Teremos: 2 3
5x -f-4y - 7 28 + 2y - 7x
í 9+ 3y - 4x
z (1.") l 3 4
2
5x + 4y - 7 que é um sistema equiva\J,e1üe ao proposto e que poderá
A z (2.ª) ser es.crito, ainda, da maneira seg uinte:
3
28 + 2y - 7x
'" - ---- (3.ª) z 9 + 3y - 4x.
= (a) ,
-! 2
equações que form am um sistema equivalente ao pro- { 22x - V 41 (b)
posto. 41x + 10y = 112 (e)
168 COl\'[.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBHA ·169

Se tirarmos, por exemplo, o valor de y na equação pelo método de eliminação pela adição ou redução ew
(b) e substituirmos em y na equação (c), virá: mes-mo coe{iciente.
9 + 3y - L
1X Igualemos, poc exemplo, os coeficientes de X nas
Z= três equações.
2 Para isso calculemos o m. m. e. de 2, 3 e 4, que é 12.
Multiplicando os membros da 1.ª equação por ·6,
y = 22x - 41 (12 --:-- 2); os da 2.ª por 4; (12 --:-- 3) e os da 3.ª por 3,
4lh + 10 (22x - 34) = 112 ou (12 --:-- 4), vem:

9+ 3y - 4x r 12x - 12y+ 18z = 96


z= 1
2 { 12x + 20y - 8z = 24
1 '
y = 22x - 41 l 12x + 9y - 12x = - 3
261x = 522 sis1:ema equivalente ao dado.
Subtraindo-se membro a membro a 2.ª equação da
Sistema no qual a 1.ª equação tem 3 incógnitas; a 1.ª e a 3.ª da 2.ª, por exemplo, vem:
2.ª, duas incógnitas e a 3.ª, uma incógnita.
Teremos então: - 32y + 26z = 72
11y + 4z = 27
522
x= = 2; y . 22 tX 2 - 41 = ·3 e equações q.u e reunidas a unia das equações do sistema
261 dará, por exemplo:

z=
9 + 3 .X 3-4 X 2
5 r 2x - 2y+ 3z = 16 (a)
2 1
{ - 32y + 26z 72 (b)
A solução do sistema será pois: 1
X = 2; y =3 e Z =5 l 11y + 4z Zl (c)
sistema equivalente também ao proposto.
Multiplicando-se os membros da equação (b) por
13) Seja resolver o sistema: 11 e os da (c) por 32, vem:
r 2x - 2y + 3z = 16 . r 2x - + 3z =
2y 1.6 (a)
1 1 1
{ 3x + 5y - 2z = 6 { - 352y + 286z = 792 (b)
1 1
l 4x + 3y - 4z = - 1 L 352y + 128z = 864 (e)
170 CoM.Tl!l PAULO PESSOA PnonLE1\T AS DE ÁLGEnnA 171

Somando-se membro a membro as equações (b) e 14) Hesolver o sistema':


(c) do último sistema, vem: r 4x - 3y + 2z = 28
r 2x - 2y+ 3z 16 ~
1
+ 2y -
3x 5z = 16
1 l
~ - 352y + 286z 7!)2 l 2x + y - 3z = 10
1 pelo méwdo de Bezout .
L 414z = 1656 Como vimos êsse mé1odo apresenta a vantagem de
dar imediatamente o valor da incógnita que se quer.
equivalente ao proposto, d'e acôrdo com ai 1.ª proprie- Assim, no caso de queremos x: nrnHiplica1nos a
dade.
1.ª equação por m; a 2.ª por p e somamos as três equa-
Tem.os assi!11 um "'1~tenia composto de 3 equações, ções do sistema, membro a 1nemhro.
?as. q~a1s a 1. tem tres incógnitas; a segunda, duas Assim, vem:
rncogmtas e a terceira u1111a incógnita, e que resolvida dá :
r4mx - 3my 2mz+ 28m
1656 1
z =
414
--:- 4; ~ 3px + 2py - 5ipz 16p
1
Teremos então: l 2x + y - 3z = 10
sistema equivalente ao proposto cujas equações. soma-
- 352y + 286z = 792 das membro a membro dão:
( 4m + 3p + 2) x + (- 3m + 2p + 1) y +
ou se dividirmos os seus membros por 11 : + (2m - 5p - 3) z = 28m + 16p + 10 (A)
- 32y + 26z = 72 e equação que pode substituir no sistema proposto, qual-
quer uma de suas eqnações (1.ª propriedade).
- 32y + 26 X 4 = 72 e Para ficannos com uma equação em x e termos o
y=1 seu valor, torna-se necessário que os coeficientes de y
e z sejam nulos.
Finalmente: Então tereimos:

2x - + 3z = 16 e
2y
r- 3m + 2p + 1 = o
~
2x - 2 X 1 + 3 X 4 = 16 e l 2m - 5p-3 =O
sistema de duas equações a du·as in cógnitas, qu e resol-
2x = 6 e x = 3 vido por qu alq uer dos métodos expostos dá:
A solução do sis.tema será: 1 7
ll1= - - - e p = --
11 11
X = 3; Y. =1 e z = 4
172 C OM.TE PA ULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 173

Tendo sido os coeficientes de y e z igualados a zero,


a equação (A) se reduz a: 28 X ( -
6
) 16 ( - : ) 10 ; + +
(4m + 2p + 2)x = 28m + 16p + 10 e y = ~~--~----------- =8
x=
28m+ 16p + 10
, que para -- 3 ( - 216 ) + 2 X ( - 1~ ) +1
~+3p + 2
7 Finalmente, para obtermos z teremos que resolver o
1
lll = --- e p sistema:
11 11 r 4m+3p+2 . o
dará: ~
L - 3111 2p 1 + o + =
que dá:
28 X ( -
1
- - )
11
+ 16 X (- _'ltl!_) + 10 111 = - --
1
p=
10
X = 10 17 117
e então:
(2m - 5p - + 16p + 10
3)z = 28m e
Para obternnos y teríamos qme resolver o sistema
z
2&m+-16p
= - -- - + 10 -
--
r 4m + 3p + 2 = o 2m - 5p - 3
~
L 2m - 5p - 3 = o 28 X ( -
1
: ) + 16 ( - :~ ) + 10
que dá ~
6
1 8
m=--- e p =-,----
26 13
A solução será :
e entãP, como da vez anterior, a equação (A) se re-
duzirá a: X = 10; y =8 e Z = 6

(- 3m + 2p + 1)y = 28m + 16p + 10 e Sistemas llteraiB


y - -+-!l6p
= - 28111 + 10 - , que para os va-
- -- 15) Seja a resolver o sistema:
- 3m + 2p + 1
1
r ax + by - e
lôres de m = - 2B e 8 , d'a:
p =--- {
13 L a'x + b'y e'
174 COM.TE PA ULO PESSOA PMBLEMAS DE ÁLGEBRA 175

Empreguemos o método de eliminação pela adição, Podemot; escrever:


por exemplo: multiplicando-se a i.n equação por - a, e
a 2.ª por+ a, vem:
( b (x + y) - a (x - y) = -!aL
i
( - aa'x - a'by = - a'c l (a+b)x+ (a - b)y=2(a-b) (a+b)
i
l aa'x + ab'y ac' = ou ainda
Subtraindo-s·e uma da outra, têr11110 a têrmo, vem: ( bx + hy - ax + ay = 4ab
ac' -a'c 1
(ab' - a'b)y = ac' - a'c e
y = ab'-a'b l (a+b)x+(a -;- b)y=2(a - b) (a+b) ou

Se multiplkarmos agoira a 1.ª equação pór b' e a se- ( (b - a)x+ (a+b)y=4ab (1)
gunda por - b, vem: 1
l (b + a)x+(a - b)y = 2(a - li) (a+b) (2)
í ab'x + bb'y = b'c
i As equações (1) e (2) dão:
l-
a'lbx - bb'y = - bc'
Í x = _!_1a:I_·)_-_ (_a_+_h_)Y_
Subtraindo-se uma da outra, têrmo a têrmo; vem: 1 b - a
(ah' - a'b)x =
b'c -bc' e x=
b'c -bc'
ab' -a'b
Os valôres de x e y encontrados para solução do
l x = _2_(_a_+_h_)_(a_-_h_)_ _(a__b_)_y_
a+ b
Podemos então escrev:er:
sistema, se ab' - a'b fôr diferente de z•ero, constituem
as fórmulas de C:ramer, ~mipregadas anteriormente na 4ab- (a+ b)y 2 (a-b) (a + b) - (a - b)y
resolução de um sistema de equação a duas incógnitas. (b - a) a+b
É cômodo, às vêzes, ·e screver a relação
ou
1 X y
ab' - ba' db' -bc' ac' -ca' 4ab (a + b) - (a + b) (a + b) y = 2 (a - b) (a + b) X
X (b - a) - (a - b) (b - a)y
tiradas das fórm:uJas de Cramer.
ou
16) Resolver o sàstemia: (a+ b) y + (a - b) y = 4ab (a+ b) -
2 2
2 (a - b) X
X (a+ b) (b - a)
x+y x~y =4
[ (a + b) 2 + (a - b )2] y ·= 4ah (a + b) + 2 (a - b )2 X
X (a +
b)
f-_......_:_ _ + __
- a- b n+b
Y
....
· ·- =2
y=
4ab (a+b) +2 (a-b) 2 (a+b)
E. P. C; Exército - 1953 (a + b) 2 + (a - b) 2
176 CoM:rE PAULO PEssoA
/ PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 177

4a~b + 4ab2 + 2a3 - 2a2b - 2ab2 + 2b 3 Para acharmos o valor de x é bastante multiplicar
qualquer das equações por -1 e somar os resultados.
a 2 + 2ab + b2 + a 2 - 2ab + b 2
Assim: ' 1

2a3 + 2a2b + 2ab 2 + 2bª aª + a 2b + ab 2 + bª


2a2 + 2b2 a2 + b2 X - y = 2b
- 2x + y = 2b e
(a+ b) (d.ividindo-s~ o numerador pelo denominador).
. ~uJbstituindo-s.e, como de OUitrí!S vêzes, O valor de y,
-X = 4b ou X= -4b
isto e, a + b, ein
4ab- (a +b) ~ 18) Resolver o sistema:
x=
b-a 1

a~
Y,
por exemplo, vem: + a-b
a-b
x=
4ab - (a + b) (a + b) { b
Y, 11
b - a + a-b
a+b a+b
4ab-a -2ab-b2
2
- a2 + 2ab - b 2
b-a b-a Ainda neste caso, o método .de adi ção se impõe. 1

Somando-se membro a membro as equações, vem:


a -2ab + lf'!
2 (a-b) 2
- - - -· = a - b, 2x 1 1
a-b a-b ou
desde que a seja diferente d-e b (a =I= b) . a+ b a - b + a+ b
A solução do, sistema é, pois:
2x a+b+ a - b
x=a-b e y=a+b ou
a+ b (a+ b) (a - b)
17) Resolver o sistema: 2a (a + b) a
rx - y= 2b X=
2 (a+ b) (a - b) a-b
{
l2x - y =-2b (caso a =I= - b)
Evidentemente o processo mais indicado para resol- Para obtermos o valor de y é bastantei que multi-
ver o sistema acima é o da adição, pois se multiplicar- pliquemos qualquer das equações do sistema por -1 .
mos a primeira equação do sistema ipor - 2 e somar o X y . 1
resultado, com a segunda .e quação, teremos: +
a+b a-b a-b
-2x +
2y = - 4b
X y 1
2x- y=-2h e
+ a - b
y = - 6b a+ b a+b
1i8 Co.l\.:t;,TE PAULO PEssoA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 179

Somando lermo a lêrmo, vem: sistema equivalente ao proposto, q,ue resolvido dá:
2y 1 .1 1 1
ou V=T e t= - --
a-b a-b a+ b 2
2y a+b-a+b
ou Como devemos calcular x e y vron, uma vez que:
a-b (a - b) (a + b)
1 1
2y 2bi V -
- --- e X= 2. e
X
a-b (a - b) (a+ b)
1 1
(a-b)
2b b t-- -- - - - 2- e Y,;= -
y -
2
Y=
2 (a - b) (a+ b) a+b
A solução será:
('Caso a =!= b)
x=2 e y=-2
A solução será, pois:
a b 20) Resolver o sistema:
x=--- e y = -- - 1
a-b a b + = o
{-Jx+
ay
Sistemas especial"
1 a+b
19) Resolver o sistema: X y ab
Como no caso anterior, faz:end'o-se
1 1
- - =V e - - ·= t e
X y
subsfüuindo no sistema proposto, vem.;
IL 1

{ ~-+=º
Façamos - - = V e --=t
X y
Teremos então, depois de fazermos as substituições: a+b
V+ t == ou
J V-2t ~ aV - bt = O
ab

l sv + 4t =- 2 {
l
T +t = · a+b
·ab. . oi,1
180 COJ\'I,TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEl3RA

aV - bt =O 21) Resolver o sistema:


{- aV - at = - ª (a+ b) ou
ah
+=+=-+-
- (a + b) t = - ª+b (a =!= O) {
b x+y+z=-24
a+b O sistema tem 3 equações e 3 ·incógnitas, pois pode-
b 1 mos escrevê-lo: ·
t = - - - -- =-- (a+ b =!= O)
(a + b) b X y
2 3
Para calcular V, teremos:
y z
aV - bt =O 3 7
bV + bt = a+ b (b =I= 0) ou
a x+y+z=-24
a+ b Sua solução, partindo de ·c omo êle foi proposto,
(a+ b) V= - - - e baseia-se em,· uma propriedade de Proporções, (prnpor-
a ção continuada) .
Assim:
a +b X y z
a 1 -2-
V= - -- (a+ b #-0) 3 7
a +b a
Sendlo, .de acôrdo com uma das equações
Como
x+y+z=-24
teremos:.
V= 2__ ·= __:.__ :. X= a e
X Q -24 X Y! Z
12 =2=3= 7, e
' 1 1
t= -==___,J •·. y
y b == b 2X-24 3X-24
x= 12 == - 4 ; y = ~2 ·= - 6 e
A solução do sistema é. pois:
7 X - 24
z= - 14
x==a. e y = b 12
~ ---~ -- ------- - .

182 COM.TE PAU LO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 183

22) Resolver o sistema: Subtraindo-se dessa equação~ sucessivamente, cada


uma das equações do sistema, vem:
X y Z

Il 5=3=Tg

3x + 5y +· z = 3-1
x+ y
-x-y
z=9
+z= 15
6

O sistema dado é equivalente ao seguinte:


x+y+z= 15
3x _ 5y _ z -X -z=-14
Í18-15-18 y=1
í
l 3x + 5y + z = 34 X+ y + Z= 15
- y - z = -10
Como no exemplo anterior:
:x'.=5
3x 5y z
- - - - -,- A solução será, pois:
18+15+1i8 18
X = 5; y = 1 e Z = 9
porque o numerador da primeira fração é 34, podemos
escrever:
34 X y Z 24) Resolver o sistema:
- - = - - = -- = - - .e
51 6 3 18
x +y+z= a
X=
34 X 6 _ . y _
4
34 X 3 = . e z = 34 X 18
2
== 12 x+y+V=b
51 - ' .- 51 51
x+z+V=c
23) Resolver o sistema: Ly+ z+V=d
fx+y= 6
1 Como no caso anterior, somando-se as equações do
~ X+ Z= 14 siste1na têrmo a têrmo, vem:
1
ly+z=10 3x + 3y + 3z + 3V = a + b + e + d ou
Somando-se as equações têrnno a têrmo, vem: a+b+c+d
2x + 2y + 2z = 30 ou x + y + z = 15 3
184 CoM.TID PAULO PEssoA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 185

Subtraindo-se dessa equação sucessivamente cada 25) Resolver o sistema:


uma das equações do sistema, vem :
x+y-1
=a
a+h+c+d x-y+l
1.º) x+y+z+V=
3 y-x+1
{ = ab
-x-y-z -a x-y+1

b+c+d-2a O sistema: pode ser escrito:


V=
3 x+y-1 a

2.º) x+y+z+V=
-x-y -V=
a+b+c+d
3
-b
1.:.-
~

_...,J<.&:;:.,,.
{ x-y+1
y-x+1
x-y+1
1
ah
1
Em tôda a proporção: "A soma dos antecedentes
a+c+d-2b está paira a sua diferença assim como a soma das con-
z
3 • seqüentes está para a sua diferença".
Aplicando-se essa propriedade às equações do sis-
a+b+c+d tema, vem:
3.º) x+y+z+V=
3
1.ª equação:
-X -z-V= -e
x+y.-l+x-y+1 a+1
a+b+d-2c ou
x+y-1-x+y-:-1 a-1

y-
3 ,
2x a+1
ou
a+b+c+d' 2y-2 a-1
4.º) x+y;+z'+V=
3
X a+'1
-y-z-V = - d
y-1 a-1
a+b+c-2.d
X 2.ª equação :
3
y- X + 1+ X- Y_. + 1 ab+1
Sã·o êsses valôres de x, y, z e V, que consti1uem 11 ou
solução do sistema. y - x + 1 - x+y - 1 ab - 1
, 186 CoM.T~ PAULO PESSOA
/ PROBLE'M AS DE ÁLGEBRA 18i

- ---
2
2y - 2x
ab + 1
ab-1
ou J
r'
2x = (a + 1) ( ab
2
+1 ) e

1 a:b + 1 2 (a+1) a+1


y-x ab - 1 .X --
2 (ab + 1) ab +1
O sistema proposto será equivalente ao
Se agora multiplicarmos a s.egunda equiação por
-~- = ____:__+ 1 -

{
- (a - 1), o sistem_a será:
y-1
1
a- 1
ah+ 1
l (a+ 1) y - (a -1) x = a+ 1

y-x ah - 1 -{ ab-1
)1- (a - 1) y + (a -1) x = X- (a -1)
que pode ser escritCJo como se segue: L ah+ 1

r (a+ 1) y - (a - 1) X= a+ 1 Teremos então:

t: ab - 1 [ (a + 1) -
,.
(a - 1) ] y = (a + 1) -- ah - 1
X (a - 1) ou
ly - X = ab + 1 ah+ 1
a 2b - a - ah+ 1
que poderá ser escrito corno se segue, desde que
multipliquemos os membros da segunda equação por
2y = (a + 1) - ah + 1 ou

- (a+ 1)
a2h + a + ab + 1 - a 2h + a + ab - 1
y (a+ 1) - x (a - 1) = (a+ 1) 2y = ~----- ---- ou
(ah+ 1)

{ ab - 1 2a + 2ab
- y (a+ i1) + x (a+ 1) = - X (a+ 1) 2y = .e .
L · ab+1 ah +1
ab - 1 2a (1 + b) a (b + 1)
[ (a+ 1) - (a _ 1) ] x = -
ab + ·1
X (a + 1)
·
+ y ·_
2 (ah+ 1) ah +1
+ (a + 1) ou 26) Resolver o sistema:

(a+ 1 - a+ 1) x = (a+ 1) [ -
ab -rl
ab + + 1
J ou rox = ·9), = 12z

il--;:- + -~ + _2__ ==
1

2x =(a+ 1) ( ---
- a b + 1 + ab +
ah +- - -
1) ou 1 g·
1 y z
188 CoJ\r,TE PAuvo PEssof\
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 189
Podemos escrever o sistema:
iCOimO q = 2V, segue-se que q = 2 X 2 - 4 e
6x = 9y 3V 3X 2
6x = 12z
finalmente t = ·= - - = 3.
2 2
Como
{ -1 + -1 + 1
= 9 1
X y Z 1 V = -11 - = 2, entao
- x
X 2
As duas primeiras equações do sisteinia podem ser 1 1
es.critas como se segue, em virtude da conseqüência da t . · - - = 3; então y -
propriedade fundamental das proporções: y 3
1 1
6 9
--=-- q = ---
z
= 4, então .z i;;;::
4
y X

6 O sistema que acabamos de resolver pode ser sofü·-


12
-~-
cionado de modo diferente, e como se segue.
z X
O sistema pode ser escrito:
1 1 1
+ + 9 6 9 12
X y z 1 1 1
1 1 1 X y z
Faoi:end-0-se: - - = V; - - = t e - - = q, teremos:
X y Z
1 1 1
6t :ic 9V 2t 3V = (1)
X
+
y +
z
=9
6q --:- 12V ou q = 2V (2)
{ {
V+t+q=.9 V t + + q = 9 (3) Uma propriedade. de proporções permite escréver:

-- - 1 --
Substituindo na equação (3) t e q por exp'l'essões 6+9+12 6 9 12
que só ·c ontenham V, tiradas das equações (1) e (2), _.......___
1
-- ou
1 1 1 1
v,e m: - X +-+
y z X y a
3V
v+ 2
+ 2V 9 ou 27
a 6x e: 9y = 12.z e ~

9
9V s- 1 s 1 s 1
--=9
2
e V=2 x = G::::: 2 : y = 9 = 3 ez t=1:2 ~ T
190 CoM.TPJ PAULO PEssoA flnOBLÉMA DE ÂLGEBRA 191
29) Rewlver o sistema:
2y
2 (m + n) - 2 (m - ii) 4n
e
1 1 ·1n.2-112
+ m
~
1x-y x+y
y=
4n 2n
1 1 2 (m 2 - n2)
1 = n
l x- y x +y A solução é, pois:
Soma11do-se, membro a anembro, as duas equações, 2m 2n
vem: X= - - -- e y
in - n 2
2
2
- - =m+n e
x- y 28) Resolver o sis·t e'ma :
2 2 5
x - y (A) =-7

Subtraindo~se,
ções, vem:
2
m+n
membro a membro, as duas equa- { 3x+y
3
3x+y
2x.-y
4
2x-y
= - 7

- - - m - n e o presente sistema pode seir resolvido como o ante-


x+y
rior. Vamos, porém, resolvê-lo usando outro artifício.
2 Façamos:
x+ y (B)
lll - ll 1 1
=V e =t
As duas equações (A) e (B) formam o sistema, que 3x +Y 2x-y
s@ segue, equivalente ao primeiro, e que nos dá:
Depois das substi1uiições feitas no sistema proposto,
x-y= 2 vem:
m+n
[ 2V - 5t = - 7
{ x+y= 2 i
m-n L 3V - 4t = - 7
Teremos então: · que resolvido, dá:
x
2
= 2 + 2 _ 2 (m - n) + 2 (m + n) V= - 1 e t = +1
m+n m- n m11 -nª Como
4m 2m 1
e V=----- -1 e
m2-n2 3x+y
192 CoM.TE PAULO PESSOA PROBLEi\1A~ bE ALGEllRA

1 · Como havíamos feito:


t = -~-- = 1, teremos:
2x-y 1 1
V = = - - e t = 5x - 8y = - 43
r 3x + y = - 1 2x-3y +17 2
~
L2x-y= 1 podemos escrever:
que resolvido dá: í 2x - 3y + J7 = 2
x=Oey -1
1
L 5x - 8y = - 43 ou
29) Resolver o sistema: r 2x - 3y - 15
~
- -5 -
-2x-3y - + 16y -
+17
10x = 88,5 L 5x - 8y - - 43
que resolvido dá:
x=!°J e y=ll
-8 - -
-2x-3y + 17- + 5x - 8y + 39 = O 00) Resolver o sistema:
Vê-se q.ue 2x - 3y + 17 figura nos denominadores
xy
das duas equações. Por outro lado os têrmos 16y -10x =e
que figuram na primeira ,equaçâln são iguais ao produto ay+bx
de 5x - 8y, da s'egunda equação, por -2.
F~endo-se então:
xz
----- b
az+cx
1
- - - - - - = V e 5x - .8y = t
2x-3y + 17 yz
=a
teremos que: bz+cy
- 10x + 16y = - 2t O sistema pod'e ser escrito :
Fazendo-se as substituições no sistema proposto,
ay+bx 1
(A)
í 8V + t = -39 xy e
1
L5V - 2t - 88,5 az+cx 1
(B)
que resolvido dá: xz .b
1 bz+cy 1
V= e t - 43 (e)
2 yz a
194 COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 195

sistema de tipo também já resolvido anteriormente t':


por ser equivalente ao proposto, pois invertemos apenas
que passamos, não obstante, a resolver:
as razões que compõem suas equações. O primeiJ:o
membro da equação · (A) sendo tuna fração de denomi-
nador xy e de numerador ay + bx, concluímos ter ela 1 1 1
se originado da soma das frações: 2aV + 2bt + 2cq = - c-· + b +
a
ou

a b 1 ab + ac+bc
- - + - - cujo restiltado é
X y e aV + bt + cq = 2abc
(D)

Podemos então escrever:


Subtraindo-se sucessivamente da equ-ação D, cada
uma ·das equações do sistema ('M), v•em:
a b 1
X + y c
(A ')
ab + ac + bc
1.º) aV + bt + cq = - - - - - -
2abc
Do mesmo mod'o as. equações (B) e ('C) podem ser
escritas:
1
-- aV - bt
a c 1 e
X
+ z
--
b
(B')
ah+ ac+bc 1
cq - --
b c 1 2abc c
-y + z a
(C')
bc+ ac-ab
q=
Essas três equações (A', B' e C') formam um nôvo 2abc2
sistema de tipo já Tesolvido.
ab + bc + ac
1 1 1 2.º) aV + bt + cq =
Fazendo nêle - - = V; - - = t e - - = q, vem: 2ahc
- X y Z
l
aV + bt
1 - aV - ç_q - b
e
a,b + bc+ ac 1'
(M) aV + cq
1
--
bt - 2abc
---e
b
b
ab + bc + ac
1 t
bt + cq 2ab 2 c
a

\
, ....,,..:...~ ~~~ -~---
- ---- ~--- ---~ ·---- . - ~- - -~- - - '
1

196 Co~r.TE PAULO PEssoA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 1!)7

alb + bc + ac Multiplicando-s.e a primeira equação por a; a 2.ª


3.º) a V + Lt + cq = - --2-ab_c_ _ por b e a 3.ª por e, teremos o sistema:

- bt - cq
1 f abz + acy a2 (A)
a 1
1 bcx + abz b2 (B)
ab + bc+ ac 1 1
aV - -- - - - -
2abc
-· -
a
e l acy + bcx = c2 (e)

ab + ac-bc equivalente aoi proposto.


V
2a2bc Somando-se (A), e (B); (B) e (C) e (A) e (C), vem
respetivamente:
1 ab + ac-bc
Como V
X 2aZbc (A+ B) 2abz + acy + hcx = a2 + b2
segue-se que: (B + C) 2bcx + acy + abz = b 2 + c2
(A + C) 2acy + abz + bcx = a2 + cz
X
ab + ac-bc
Sendo Se subrtrairmos de A + B a equação C, vem:
t
+ bc- ac
= - 1y- = -ab-----
2ab c 2 2abz + acy + bcx = a2 + 12
- acy - bcx = · - c2
ccnclui-se que:
2ab 2 c
y=--~--- 2abz = a2 + b2 - c2 e
ab + bc-ac a2 + b2 - c2
Finalmente, porrque z =
1 bc+ac-ab 2ab
q -
- -
z
-
-
2abc2
teremos
Procedendo-se do mesmo modo com B+ G e A,
2abc2 vem:
z = ~~----
b c + ac -ab
2bcx + acy + abz = b2 + c2
31) Resolver o sistema: - acy - abz = - a~
• bz + cyr = a 2hcx = b2 + c2 a2
e
1
~ + az =
ex b
h2 + c2 - a2
1
l ay + bx = e
X = ---~~-
2b c
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 199
198 COM.TE PAULO PESSOA

vê-se facilmente que tôdas elas são diferentes.


Se repelirmos a operação com A + C e B, virá: Assim:
2acy + abz + bcx = a 2 +c 2
4 -17 o
abz - bcx = - b2 8 -# - 28 -# 1
e
2acy = a2 + cz - b2 Concluímos então que o sistema é possível ou de-
terminado.
a2 + c2 - b2
Suas equações representam retas co.ncorrentes.
y=
2ac
33) Dizer, sem resolver, s.e o sistema
Êsse artifício foi empregado pela circunstância do
sistema em aprêço ter os coeficientes de x, y e z, bem í 10x + 5y = 7
como os têrmos conhecidos di!>postos de modo caracte- i
rístico, como se poderá observar. . l 2x + y = 3
O exercício proposto, 54, pode ser resolvido com o
artifício em questão, mas o m;esmo não se dá com o é possível, impossível ou indeterm~nado.
exemplo seguinte (n. 0 55). Como no caso anterior, calculemos as relações

Discussão de sistema do 1.0 grau a b c


-- e
a' b' e'
32) Dizer, sem resolver, se o sistema
Teremos:
f 4x - 17y =O 10 5 7
~· 2 1 3
e
L sx- 28y = 1

é possível, impossível ou indeternninado. então verificamos que:


10 5 7
Escrevamos as relações: =F - -
2 1 - 3
a b e
e Concluímos então ser o sistema impossível, isto é,
a' b' c' suas equações •r epresentam relas paralelas.
verifiquemos em qual dos casos citados no presente ca- 34) Dizer, sem resolver,. se o sistema
I~ítulo elas se enquadram
( 2<X. + 4y = 1
4 - 17 o i
---
8 - 28 1 l 14x + 28y = 7
'
200 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEi)'.IAS DE ÁLGEBRA 20

é possível, impossível ou indeterminado. Considerando-se as duas P'rimeiras razões, vem:


Do mesmo modo que das vêzes anteriores calcule-
mos os valores de 3

a b e
2m=F3 e m=/=--
2 I
e --
a' b' e' 36) Determinar m de modo que as equações repre-
sentem retas paralelas.
Teremosi pois:
r 5x - y - 3my 5
2 4 1 ~
-- e -- l 6x + 3my 1
14' 28 7
O sistema pode ser escrito:
que são, evidentemente,
2 4 1 í 5x - (1 + 3m) y ·= 5
~
14 28 7
,.. l 6x + 3my 1
significando ser o sistema indeterminado, representando Para que as equações representem retas paralelas
suas equações retas superpostas ou coincidentes. é necessário que o sistema seja impossível.
A condição de impossibilidade sendo:
35) Determinar1 m. de modo que o sistema
a b e
r 2mx + 3y = 4 a'
_]_ '_ =F - ,- ,
) e
ve111:
~
L X + y = 2 5 - (1+3m) 5
=F -
seja p10ssível ou determinado, isto é, que as retas repre- 6 3111 1
sentadas por suas equações sejam doncorrentes.
A condição de possibilidade é: Considerando-se as duas primeiras razões, vem:

a 5 -1 - 3111
Olli
a' 6 3m

Teremos então: 15m = - 6- 18rn ou

2m 3 4 6 2
=F-=F- 33m = - 6 e m = - -- = ---
1 1 2 33 11
1 - - --~-'-"---- --- -

CoM.T!l PAULO PEssoà PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 203

37) Determinar m e p, de modo que o sistema: Fazendo-se as substituições, vem:

r .6mx + 15 y = 5 a - ,4 . 20
ou
\ ~
L 2x - 5py = 15
41+3" 28
28a-112 = 140 ou 28a = 252 e
seja indeterminado, isto é, que suas equações represen~ 252
tem retas superpostas ou coinciden:tes. a= =9
28
A condição de indeterminação sendo:
39) Determinar m de modo que se tenha x = O em
a b e , . 6m 15 5
- - = - - = - - , virá - - = - - -
a' b' e' 2 - 5p 15 r 3x - 2my = 4
~
Considerando-se a primeira e terceira relações e
L 6x + 5y = 1
bem assim a segunda e tericeira, vem :i Uma vez que x deve ser zero o sistema proposto se
reduz a
6m 5
e
1'5 5 r
-2my = 4
2 15 -5p 15 ~
L 5y = 1
que resolvidos dão: depois de substituir x por zero, no sis'tema dado.
Teremos então:
2X5 1 15 :x 15
m
6X15 9
·e l~ == - 5X5
- P -my = 2 e
1
ou
Y=-
5
38) Determinar o valor de a no sistema 1
--'- m X - - = 2 e m = - 10
5
( ax 4y 20
~ 40) Calcule o valor d'e m para que as equações
L 4x + 3y 28
r 2x + 4y. = m - 2
para que as raízes sejam iguais. 1
A condição para que haja igualdade de raízes é ~ x+ y=2
1
a+b e l x-y=m
a'+ b' ·C' sejam compatíveis.
PnosLEl\IAS DE ÁLGEBRA 205
204 COl\I.l'E PA ULO P E SSOA

42) Discuta o sistema:


Na realidade trata-se de um sistema de três equa-
ções a três incógnitas, isto é, x, y e m, que uma vez
resolvido indka o valor de m procurado.
f 4x - 6y = b
Teremos então depois de somar e subtrair mem- i
bro a membro as duas últimas equações do sistema:
l (1 - a) x + ay = a- 2

Res.olvamos o sistema:
fx+y=2
i ( 4 (1 - a) x - 6 (1 - a) y = b (1 - a)
Lx-y=1n
i .
Assim: l - 4 (1 - a) x - 4ay =- 4 (a - 2) ou

2+111 2-m - 6 (1 - a) y - -!ay = b (1 - a) - 4 (a - 2) ou


X - ----
2
e y = 2 - - 6y + Gay - 4ay = b (1 - a) - 4 (a - 2)

Substi'tu;inclo-se êsses valôres na primeira equação - 6y + 2ay = b (1 - a) - 4 (a - 2) ou


do sistema, vem : (- 6 + 2a) y = b (1 - a) - 4 (a - 2)

2+m 2-m b (1 - a) - 4 (a - 2)
2 X - ----- + 4 X
2
m - 2 ou y =
- 2 (3 - a)
2

2 +m +4 - 2m m-2 ou 111 =4 Parn 3 - a+ O ou a+ 3, o sistema é possível.


=
Pa.ra a 3 e b =-
2, obtido, depois de substituiir-se
41) Determinar o vallor de a que torna equivalentes no numerador da fração que exprime o valor de y, a
os sistemas: i por 3, o sistema é indeterminado
Para a= 3 e h =!-=- 2 o sistema será impossível.
r 3x - 2y 5 r ax - y = 10
43) Resolver o sistema:
I i e II i
l 4x + 3y = 18 l 3x + ay = 17
í 12x + 5y - 4z - 29
Para q1ue os sisten1as sejam equivalentes, vimos ser
necessário que as raízes de um satisfa·çam o ou1tro. Cal-
culemos pois as raízes do sistema: I, que são: x = 3 e
l 13x - 2y + 5z - 58

y = 2. Trata se de um sistema de duas equações a S in-


8

cógnitas. ' , 1 ll . " ~ i i 1:I ~ ifi


SuJJstiluindo-se x e y por seus valôres no sistema II, Se o número n de equações é menor que o número
(qualquer das equações), vem: p de incógnita, haveril , geralmente, indeterminação e
poderemos. dar valôres urbi!rários à p - n incógnitas.
a X 3- 2 = 10 e 3a = 12 e a ~ 4
206 COM.TE PA ULO PESSOA PROBLhMAS DE Á LGEB!tA 207

No caso em qUiestão poderíamos escolher um valor e tais valores não satisfaZJem, geralmente, qu alquer das
qualquer. para x, ou y ou z (p - n ou 3 - 2 = 1) e fica- n - ·p outras equações, as quais não entram em consi-
ríamos então com um sistema de 2 equações a duas deração na determinação de sua solução.
incógnitas, cuda solução combinada com o valor arbi-
No sistema proposto consideremos, po1· exemplo, as
trário escolhido constituiria a solução do sistema p·r o-
duas primeiras equações
posto. Façamos, por exemplo, nas duas equações, x =O.
O sistema se reduzirá à
[ 3x + 2y 5
( 5y 4z 29 ~
~
l 7x - 3y - 2
l -2y + 5z 58
cujo sistema por elas constituído tem para solução:
que resolvido dá
11 41
377 232 X e y
y= e z = 23 23
17 33

f:sse r·esultado com o valor atribuído à x, será a Substituind'o-se êsses valores na terceira equação
solução do sistema, isto é, do sistema proposto
377 232
X= O; y = e z ·= - X+ 7y = 12
17 33
encontraremos :
Éfácil crunpreender, como foil dHo anteriormente,
que o sistema é indeterminado, pois dependendo dos
11 41 11 287 276
varores atribuídlo.s a x, y ou z, as outras duas incógnitas
--23 + 7
X23= - 23+-~= 23 =l~
terão valôres diferentes.

44) Resolver o sistema:•


e como a identidade se verifica, concluímos que
í + 2y =
Sx 5
11
~ Sy =
7x - 2
e y
41
l - ' X+ 7y = 12 X=
23 23
Nesse caso 10 número de equações é superior ao d'e
incógnitas; !há, geralmente, impossibilidade de satisfa- é a solução do sistema proposto ..
. zer ao mesnio tempo tôdas as n equações, porque o~ . Não fôsse a terceira equação satisfeita para os va-
valôr es das incógnitas são determinados por p equações lôres de x e y achados, o s.istema não teria solução.
208 COM.TE PA ULO PESSOA PnoBLEMAS DE ÁLGEBRA 209

EX;ERCíCIOS A RESOLVER 6)

Resolver os sistemas:
E. P. C. Ar. - 19!'Yl RESP.: x=-1 e y :- - 4
tl ) ( 6x - y = 4
1 7)
L 2x + 3y = - 2 X y
= '2
+
1 E -1951

2) ( 4x - 3y = -
RESP.S

1
1
x=-- e
2
y = -1
{ 4
2x+ 1
3
y-3
5

2
=2

1 C. Naval - 1954 REsP.: x = 4 e y = 5


L sx - 9y = - 5
1 8)
I. E. - 1951 RESP.: x = - - e y = l 7+x 2x - y
2 =3x - 5

3)
i
( 3x

L 2x -
+ 5y = 20

lOy = o
{ 3
5x-7
2
+
4
4x - 3
6
= 18 - 5x

REsP. : x =:5 e y = 1 x = 3 y = 2
E. P. C. Exército - 1954 REsP. : e
4)
X - 3y = 1 f: - = ,c~n + xv 1
~
Q = Á9 +X J (6
3x
- - y=2
= - 31-
{
4 1. E. -1954 RESP.: x = - 2 e y
RESP.: x = 4 e y = 1

+ 4y 10)
5)
i
( 10x

L 2oy -
= 3
5x = 4
i 2 ~-;X +: = 6 ~~
1 ! L 3x + ~ 2 y ....:. s
RESP.: X= - - e y =-
5 4 E. N. e. Outra:_ 1949 RESP.: X= 7 e y = - 8 ~2
·--· - ... - - ----·-- --

210 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 211

11) 16)
f Y= 5 + 3x 2 4
~

{
= 1
L 2x -
'

3y = - s x-y x+2y
C. Naval - 1953 1 2 3
REsP. : x = - 1 e y = 2 +
x-y x+2y 2
12)
f 0,1x + 0,5y = 0,35 RESP.: X.= 2 e Y=l
~ 17)
L 6,2x - 4y = 4,2 2y-x 59-2x

13)

++ ~
· R:ESP.:

~
X=l e y= - -
2
1

i L
X----=20----

y +
23-x
73-3y - 30 -
3
-
2
y-3 .
'x-18

{ X
y--2
1
=
18)
REsP.: x = 21 e y = 20

E. N. C. Dutra - 1948 RESP. : x =1 e. y =2


14)
_3 -~=5 ab
X y RisP:: x=y=--
a+b
{ -4 - -
'
=6
5
19) ( x+ y=a
X y
~
1 l bx + ay = 2ab'
RESP.: X= -Il e ,y = -2- RESP.: x=a e y=b
15) 20)
f 3
_3_y__x_ -
7
-3-x- y +
y
a-b
·= 2a

l 4x ~3 -
5
_4_y__3_ -
x+y
a2+b2
E. Mfütar ___,_ 1939 IREsP.: x = 3 e y = 2 RESP.: x '= (a+ b)2 e y =(a ~b)~
212 COM.TE PA ULO PESSOA
PHOBLEMAS DE ÁLGEBRA 213
21)
25)

1: + : = ;
12:~ ~ = 2
a b
RESP.: X=~ e y = - - RESP.: x = 2a e y = a- 2b
b . a
26)
X y
22)

{--;
.- +-+
-ª-
X
- --
b
Y
=
= ----
(a+ b) 2
ab
b 2- a2
ab
i
L
~+ -
2a
X
·
a
2y
=1

-----=~
b a
2b
a

REsP.: x = 2b e y =a- b

RESP.: 27)

{ X+
~ _ __!__=~
Z3)
b a a
2b y =a

{
a:b a~b b2-a2
RESP. : x = b e y = a - b
ax + by =a+ b
28)
RESP.: x=1 e y::::1

24)

{ -ª + - = -
~ - L=1
Sb · b .
X 3y 3a 1-a2
RESP.: X = - - -- - e
b b 2a2 +a+1
2a-2a3
RESP.: x = 3a e y = a ~ b y=
E. N. C. Dutra - 1950 2.a2 +a+1

214 COM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 215

29) r ax + by = ab 33)
i X y 2z
l x- Y= a --+--+--=58
3 5 7
I. E. -1952 RESP.: x = b e y= O 5x · y z
-+-+-=76
4 6 3
30) Dar as coordenadas do ponto de interseção das
retas representadas pelas equações: X y 7z 147
2 - - 5-+40=-5-
r 2x = 1
i RESP.: X = 12; y = 30 e z = 168
l 3y +2 =o

1 2 34)
RESP.: X=-- e y=---
C. Naval - 1959 2 3 5x+7y
-----=6
Y+Y
31.) ( 2x + y - 4z = 14 3 (z-x)
1 =1
i 5y - X - Z = 1 x-y+z
1
l 2x - 4y + 5z = 13 2x+3y-z
=4
X

RESP.: X= 8; y =2 e Z = 1 -+3
' 2

32) RESP.: x=8;y=8 e z=12


x+2y 7
5x+6z
-9-
35)
3y+4z 8
Í X+ 2y + 3z = 6
1
x+2y 7 i 2x + 4y + 2z = 8
1
x+y+z = L8 l 3x + 2y + 8z\ = 101
REsr.: x = 51; y = 7~_ e z =I RESP.: X = 45; y =- 21 e z =1.
216 Co~I.Tl!l PAULO PEsSoA PHOBLEMAS DE ÁLGEBHA 217

36) 40) (x+z=10


2 4 1
-+-=a+2b iy+z+ 7
X y 1

{
1 1 a-b Lx+y= 9
-----
X y_ 2

2 2
REsP.: x =6; y = 3 e z =4
REsP.: x = - - e y = - -
a b
. 41) ( X + +
Z t= - 1
1
1 y+z+t= 1
37) ~
1 x+y+z= 2
1
Lx+y+t= - 2

REsP.: x = -1; y = 1; z = 2 e t = - 2
RESP. : x = 6 e y = 5
t12)
m. - n+l 1
38)
{ m+n-1 3
X y Z
1
. - 2 - = - 5 =-4- m -n + 1
{ n-m+l 15
x +y +z = 33
REsP.: x = .6 ; y = 15 e z = 12 1 9
J\ESP.: m=-- e 11 =--
4 8

39)
43) ( 4x = 5y = 2z
i
Lx+y+z=19

C. Naval-1951 iRESP.: X= 12; y = :15 e Z = 18 RllSPl : X= 5; y = 4 e z = 10


218 COM.TI!• PAULO PESSOA
PROBJ,BM AS DI> ÁLGEBRA
44) f mx = my = pz
1 47)
L ax + by + cz = d

RESP.: X = - -- -.- -
dnp! x~y x~y
anp + bmp + cnm { 3 5
x+y + -x---y = 6
dmp
y= RESP.: x = 2 ·e y = 1
anp + bmp + cnm
dmn 4S)
z= -~------
+ bmp + cnm
6m~2u
anp 2 - 7
3m - 3n 18
45) :
{ 1 8
a~ --: by cz _ 3m+n
1 1
111 - 11 9
1
{ -X+ -y+ --Z - d RESP. : m = 2 e n = 3
(a+ b + c)d (a+ b + c)<l 49)
x = ---~- =- 1--

{_<
REsP.:

~ -· ~-~14-.
a

z
(a+ b + c)d
= - - -e - - 3y + ----,-3-x_:_y_

46) x - 3y 3x ~ y 14
x+y + z = a
C. Naval - 1959 RESP.: x=5 e y=1
X 111
50)
y 11
r12 7,5
1
y p 2x+3y 3x+4z
z
--
q
.
30 37
amp anp 3x+4z
+ -5y--
+ 9z-
3
RESP.: X = - - - - - -; y =
mp + np + nq · mp + np + nq
22z 8
anq 5
e z = -- - - - - 5y +9z 2x+3y
mp+np+nq
REsP.: x = 1; y = 2 e z = 3
..
220 CoM.Tl!l P AULO PEssoA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 221

51) 55) r 2x + 3y = 21
xy 1
1 i 3x - 2z =- 5
1
xz 1 l 4y + 7z 69
x+ z 2 REsP.: x = 3; y = 5 e z = 7

yz 2 56) Dizer, sem resolver, se os sistemas abaixo são


--- possíveis, impossíveis ou indetenminados.
y+z 3
RESP.:
4
X = -- ; y = 4 e z=--
4 r 12x - 5y = 19 r 5x - 3y = 2
3 5 1.º i 2.º ~ .
52) L 8x + 5y = 21 L 1ox - .6 y = 4
xy 6 r 7x + 2y = 15
x+y 5
e 3. 0 i
L 14x + 4y = 18
{ --1 1 1
- - - - == ---- RESP.: 1. 0 - possível
y X ()
2. 0 -indeterminado
C. Naval - 1959 REsP. : x = 3 e y = 2 3. 0 - impossível

53) 57) Determinar o valor de k para que o sistema


seguinte seja indeterminado:
18
r 5y - X + - - ---- = 3
r 3x = ky
~ 3x+ 2y + 1
5 i
lOy -=--- - - - - - = 9,5 L 12y = kx - 1
1
L
2x -
3x+ 2y 1 + REsP.: Não há valor d'e k que
RESP.: x = 1 e y =- 1 torne o sistema inde·
C. Nttval - 1952 terminado.
54) ( 8z + 9y = 7
1 58) Rara que valôres de ~ e b será indeterminado
i 9x + 7z 8 o sistema,
1 2x - Sy - a
l 7y + 8x 9
{
2 11 2 4x + by - 10
REsP.: x = - -; y = 2l e ~= --·
e. Naval
3 7 - 1951 Rt::sP.: ~ =G e b = - ti
222 COM.TE PAULO PESSOA
f>noBLEM AS Dfi: ÁLG8RRA

59) Dderminar m de modo que as equaqões


63) Calcular o valor de m para que o sisle1na
( mx - y - x +2= O ( mx + 2y = 7
i i
l 2mx - 3y - x +4= O
L 13x + 26y = 9
seja impossível.
representem retas paralelas.
C. Naval~ 19'55 REsP.: m = 1
C. Naval - 1953 RESP.: 111 = 2
64) Determinar os parâmetros a e b de modo que
60)Calcule m e p de forma que o sistema seja o sistema
impossível. ( ax - by = 9
i
r 3x + 2y = 4m + 4 l 3x + 5y = 1
i seja indeter:minado.
L 6x - (p + 2) y = 1
E. P. e. Exército - 1953 RESP.: a = 12 e b =- 20
7
1. E. - 1955 RESP.: p= - 6 e m =f=--- 65) Dizer qual o aspecto gráfico que tem as solu-
8 ções dos seguintes sistemas:
61) Qual é o valor negativo de a que torna indeter- ( 2x + 5y = 8 ( 3x .:_ y 7
minado o sis1tema: l.º i 2.º i
l 4x + lOy 16 L 6x - 2y 9
( a 2x - 3y = 3 +X ( 2x + 3y 5
i e 3.º i
l ax + 2y + 2 =O l X = y
E. N. C. Dutra - '1954 RESP.: a= - 2 RESP.: 1.0 - Retas coinCidentes
2. 0 - " paraIT1elas
62) Cii.Icul~
m e p de modo que o .sistema seguinte 3.0 - " concorrentes
tieja indeterminado. 66) Determinar os valôres de a e b paira que o
sistema
.6x + (.m. - l)y =4 ( ax - 12y = 15
{ 9x-2y =P+1 i
l il2x - 16y = b
1
REsP. :· m -:- - 3 e P=~ .seja indeterminado.
E. P. C. Exéiicito - 1959 RESP. : a =9 e b = 20
224 C'. oM.'rE P Al1LO PEssoA P ROBLEMAS DE ÂLGEDlt\

67) Determinar k, no sistema 71) Determinar os valôres de a e b que tornam im-


possível o sistema
r (8k - 13> x + 5y = 1ok .+ s r 3x - ay 1= 6
il 7x - 2y = 12k + 14 i
l 2x + 4y = a + 2b
de modo que as equaições sejam incompatíveis. RESP.: a = - 6 e b # 5
9 72) Determinar a de modo que seja determinado
E. Naval - 1944 RESP.: k= - -- o sistema
16
r ax + y =1
68) Determinar k e p para que o sistema i
l x + ay = 2
r kx ~ 6y = 5k - 3p
REsP.: a#+ 1
C. Naval - 1968
i
L (k - 4)x + 2y = 4k + 3 73) Determinar o valor de a que torna impossível
o sistema
seja indeterminado.
E. P. Exército - 1955 RESP. : k =3 e p = 20 ( 2x + 3y = - 1
i
L a 2 x + 6y = a
69) Determinar k, para que o sistema
REsP.: a= 2
( 4x + ky 14 74) Quais os valôres de m e p que tornam indeter-
i minado o sistema -
L kx + 9y 21
( (2111 - 1) X - 6y = 5p - 1
seja indeterminado.
i
E. P. C. Exército - 1953 R.EsP.: k = 6
l 2x - 4y = 2m
REsP.: m = p = 2
70) Determinar os valôres de a e b que tornam
75) Quais os valores de m e p que tornam impos-
indeterminado o sistema
sível o sistema
( 2x - a 2y = 3a r 3x + 4y = 2p +1
i i
L 3x - 6y = b l (m + 2) x + 2my = 3m - 2
RESP.: a = + 2 e b = + 9 RESP. : m = 4 e p =I= 2
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 227
226 COM.TE PAULO PESSOA
79) Determinar os valôres de a e b que tornam
76) Detenninar m de modo que o sis.tema abaixo equivalentes os sistemas
não admita solução
2 1
fm (x + y) = 5- y 3x + 6y 2
i y x+y
l lll (y - X + 1) = J2 - 2 _(3x + 2y) e
x-y 7
I. E. - 1953
3 y -- - - ax - by = 4
RESP.: m=- - - 6 3
2
NOTA - f:ste exercício só deverá ser resolvido depois do estudo RESP.: a = 1; b =- 2
das equações do segundo grau.

77) Determinar k no sistema 80) Determinar os ,.alôres d e a e b que tornam


equivalentes os sistemas
f kx - 2y = k + 2
i y 1 ax - by 6
l 3x + (5 - k) y = 2k +2 -6
- ~
X
-----
3 2
de modo que:
e
l.º - As equações sejam incompatív·eis. 3x - 4 2
2.º - O sistema seja indeterminadlo. y-
6 3
2x + by = 4

REsP. : 1.0 - k 6 e k 1 = =-
E. N. C. Dutra - '1946 2.º-Não existem valores. RESP. : a =3 ~ b =O
NOTA - Como o exemplo ainterior, êsse exercício SÕ deverá ser
'J
resolvido depois do estudo. das equações do segundo grau. 81) Dê uma solução numérica ao sistema

78) Qual o valor a atribuir ao parâmetro m para


{ 3x + 6y =-
x+2y =~ l
que os sistemas -
í mx + 2my = 1 Í X= a 3
i e i O sistema sendo indeterminado
l mx + 3my = 2 l y =- a RESP.:
a resposta poderá ser: x O e =
-
sejam equivalentes? 1
Ç. Naval-1958 y=--
1 2
C. Naval - 1954 REsP.: m = - - -
a
228 COM.TE PAULO PESSOA

82) Determinar o valor de b no sistema

( 7x + 4y = - 22
i
L L!x + by = - 2
de modo que os val6res x e y sejam iguais.
RESP.: b = - 5

83) Dado o sistema


( kx - 6y = k - 1
RADICAIS. EXPOENTES FRACIONÁRIOS
i
L 2x + 3y = 11 RADICAL. Ohama-se radical à raiz indicada de um
número ou de urna expil'eSsão algébrica.
determinai• k, para que os valôres de x e y sejam iguais.
Assim: VA. que se lê, raiz m -gesima de A, é um
61 radical onde m é o índice do radical ou o grau do ra-
e. N:aval -rJ..959 RESP.: k = --
6 1-
clicai; y, é o sinal de raiz; A. o radicando, que pode ser
um número ou Uiffia expressão algébrica, positiva ou
84) Determinar m de modo que sejam compatíveis
negeativa.
as equações Chama-se raiz m - gesima de um número ou de
( mx +y =1 U1ma expressão algébrica A, tod'o o número ou tôda a
expressão algébrica que ·e levada à po-tência m se torna
l
1 X + y =2 igual a A.
Particularizando, raiz quadrada de um número é
1
l x-y=m um <0uhio númeiro que elevado ao quadrado, reproduz o
número dado.
C. Naval-1958 REsP.: m = O ou m = - 1 Assim:
/-
85) Determinar m no sistema V4 = ± 2, isto é, (+ 2) 2 é igual a 4.
Raiz cúbica de um número ou d'e uma expressão, é
r :rrux. - 6y + 3 = 5m um outro nÚ;mero ou outra quantidade, que elevado ao
l 2x _ , 7 (y - m) - 29 =- my cubo, reproduz a quantidade ou a expressão dadas .
Assim:
de modo que os valôres de x e y s•ej am iguais. J
ya 3 + 3a b + 3ab + b = (a + b), isto é :
2 2 3

(a. + b) = a + 3a b + 3ab + b
3 3 2 2 3

Vimos que v4tem dois valores, ( + 2 e - 2), is to


é, que seus valôres são iguais e de sinais contrários ou
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 231
230 C OJ\f.TE P AULO PESSOA
Só podemos somar ou subtrair radicais semelhantes.
simétricos. O valor + 2 é o valor ar itmético do radical Só podemos multiplicar ou dividir radicais do
e o valor - 2, o valor algébrico do radical. mes·m o índic e .
41-
0 mesmo acontece com; \/625 = + 5 e bem assim TEOREMAS
com tôdas as raízes de grau par de quantidades posi-
1

tivas. · 1) Para somar ou subtrair !radicais semelhantes,


Com as raízes de grau ímpar, porém, o mesmo não sornam-se ow subtraem-se os seus coeficientes e mul-
tiplica-se o resultado pelo radical comum.
ocorre, pois, de acôrdo com a definição --~/125 = + 5,
porque somente ( + 5)3 é igual a + 125; o valor - 5
• 1
Assim:
não é a raiz cübica de 125, porque (- 5) 3 é igual a - 125,
valor diferente do radicando.
31·- - -
3, - 3,-
Por ·outro lado, \/- '125 = - 5, porque somente
(-5) 3 é igual a - ~~5, valor dol radicando. (- 3 + 4 + 1) y5x2 = 2\/5x2
3, -
A \/ 125 só tem valor aritmético enquanto que a 2) O produto de vários radicais do mesmo índice
3,- - - é a raiz do mesmo índice do produto dos rad1candos.
y-125, não tem valor aritmético; só possui valor al-
gébrico. Assim:
Do exposto c onclui-se que o valor aritmético de um
radical, de radicando positivo é o valor positivo de
sua raiz.
~A-X ~B- X :J'c! = ~A X B X e
Ainda .de acÔtrdo com a , definição, se chamarmos como conseqüênica, qu,ando tivermos
,-- 1--
ru , - - -- - -
de a a \/ -36, isto é, a= \/-36 iríamos ter a 2 = - 36,
que sabemos não ser possível pois o quadrado de qual- yA X B X C,
quer quantidade positiva ou negativa, é sempre positiV'O. podemos es.orever
O mesmo acontece com qualquer raiz de grau par
m m; - rn; - m; -
de quantidade negativa, que por isso não tem valor no 1
âmbito real, seu valor é o que se chaima um número yA X B X C: = \/A X \/B X yC
complexo ou um imaginário.
3) O quociente de dois radicais de mesmo índice
Dois ou mais radicais são ditos semelhantes, quando é a raiz do mesmo índice do quociente dos radicandos.
têm o mesmo índice e o mesmo radicando. Assim os
Assim:
rad'icais

são radicais semelhantes, pois todos têm o índice 3 e o


mesmo radicando 5x 2 • As quantidades - 3, 4 e 1 são os
coeficientes dos radicais.
-------- - -

232 COM.TE PA ULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBIIA 233


/
conseqüentemente quando tivel'lffiOS A partir da quarta potência os :resultados das po-
tências seguintes voltam a se repetir na mesma ordem. 1,
A 6) Para extrair a raiz de um radical, é bastante
B multiplicar o índice do radical pelo índice da raiz que
m 1-
vai ser extraída.
yA Assim:
podemos transformá-lo em m ,-
ylB
mp; -
4) Para multiplicaT ou dividir um radical por uma :Reciprocamente, sempre que tivermos yA e fôr
quantidade, é suficiente multiplicru- OUJ dividir o radi- conveniente, podemos decompô-lo em
cando pela quantidade elevada à i1ma potência igual
ao índice do :radical.
,-
m/ P/ -
Assim: y yA
m,- w,
A\/B yAm XB e 7) Um radical não se. altera qu1ando se multiplica
ou se divide por tuna mesma quantidade, o índice do

~-A
;)A radicaJ e o expoente do radicando.
B Bm Assim:
m; -
5) Para elevar radical a uma potência, eleva-se
UJIU yA e
o radicando àquela potência.
Assim:

Se o fator escolhido para d'ividir o índice do radical


Aproveitaremos a o:portunidade para dar as potên- e o expoente do radicando, fô:r o índice do radical e a
divisão não se fizer exatamente, podemos apenas indi-
cias de -J=
1. cá-lo e teremos então os expoentes fracioná,r ios.
m,-
Teremos:
( \ /;-- 1 )1
Seja, por exemplo, y AP, cujo fator escolhido
para dividir o seu índice e o expoente de seu radicando
foi m. Suponhamos além disso que p não seja divisível
( y;-- 1 )2 por m.
Podemos então escrever:
,
(J- 1Y=-.J 1
VAv = A--;;;-, aparecendo assim o que se chama
( y;- )4
-1 = + 1 expoente fmcionánio.
234 COM.TE PAULO PESSOA
PnonLEMAS DE ÁLGEBRA 235
Pelo que ficou dito, vemos que o denominador da
fração expoente, indica o índice do radical e o nume- Em certos casos os radicais apresentados não são,
rador da mesma :fração, o expoente do radicando. aparentemente, semelhantes; entretanto, uma simplifi-
cação, que será ensinada oportunamente, permitirá que
4 1
ú 1- ,- se obtenha radicais semelhantes, podendo-se então
7 5 = y'7 4; 2 2
= y'2 somá-los.

É ainda baseado na pTimeira parte dêste teorema 2) Efetuar as operações


que podemos reduzir radicais de índices diferentes, ao
mesmo índice.
Número irracional ou incomensurável é todo aquêle
. ·a: Como no exemplo anterior, 1eremos:
que não pode ser escrito sob a forma b' sendo a e b
inteiros.1
Pode também ser 'definido como tôaa: expressão
decimal não periódica, composta de um número infinito 3) Multiplicar os radicais
de algarismos.
Números irracionais da forma

De acôrdo com o teorema 2, ven.1:

são denominados irracionais conjugados.

4) Multiplica1r os radicais
EXER!CfCIOS RESOLVIDOS

1) Adicionar os radicais
Como no exemplo anterior
+
51 - i 1-
3 y'3ab 2b y'3ab

Os rad'icais são semelharutes. De acôrdo com o teo-


rema 1, é bastante somar seus coeficientes, 3 e 2b' e mul-
No caso dos radicais a multiplicar não terem o
tiplicar o resultado pelo radical semelhante.
mesmo índice, torna-se necessário reduzi-los (ao mesm o
Assim:
indice), para em seguida eí'etuar o seu prn<l uto. O modo
11 , - 51- lí 1 -
pelo qual reduzimos radicais de índices diferentes a
3 v'~ab + 2b y'3ab = _(3 .-!: 2b) y3ab radicais do mesmo índice, será mostrado oportuna-
mente.
-

P ROB LEMAS DE ÁLGEBRA 237


236 C OM .TE PA ULO P ESSOA
Como no exemplo anterior:
5) Efetuar o pro<luto: C-v~-+ -v~-)C-v 18- -v13) = C~8Y - C-v13Y=
= v 82 - .J3
2
= v 64 - v'9= s - 3= s
Para multiplicar uma soma indicada d'e várias par-
celas por uma quantidade, multiplica-se cada parcela 8) Efetuar o produto
da soma pela quantidade considerada.
Teremos assim:
1- 1- 1- ; -:- 1- 1- ,- Trata-se de. uma multiplicação de binômios, e por
\/ 5 (\/ 3 + v 6- xv3+v 5 x
3) = v 5 v 6 - isso teremos:
- s v 5.= v 1s + ../3o - s v'5
1

/ ~ ,-
6) Efetuar o produto: - 3\/5 X 2\/2 ou
; - ,- 1- 1-

(s + y13) (5 - J3) 2 v 18 + 4v12 - 3 v 15 - 6 v 10 ou


1

No ca·p ítulo sôbre fatoração, vimos ser um produto 2 .J9 x 2 + 4v'4 x 3 - 3../15 - 6v 10 ou
notável a sarna de duas quantidades~ multiplicada por ,- 1- ,- 1- 1- ,-
sua diferença, isto é: 2v 9 x v 2 + 4v 4 x \/ 3 - 3 v 15 - 6v10 ou
1
(a + b) (a - b) = a 2 - b2 2 X 3 v'2 + 4 X 2/S- 3\/ 15 - 6V10 ou
1
Com o exemplo seguinte teremos: .6J2+ sv3 - 3y 15 - 6-)to
(5 + v 3
;-) ( 5 - v 3
;-) = 52 --
( v ;-3 )2 = 9) Efetuar o produto

;- . . ;-
= 52 - v 3 = 5 2 2
- v 9 = 2.5 - 3 = 22
Podemos'. escrever:
7) Efetuar o produto dos irracionais conjugados
238 C'oM.TE PAULO PEssoA
PnOBLEMAS DE ÃLGEJJRA 239
ou ainda:
Sabemos que o quadrado da soma de duas quan-
tidades é:

(a + b) 2 = a 2 + 2ab + b 2 , então
ou, de a·c ôrdo com ,o quadrado das potências de "\/1.
teremos:

-~ah
10) EfetUiar o ~produto

Como nos exemplos 7 e 8, vem: 13) Efetuar a divisão:


.1-. ,-
(4 +J- 3) ( 4 - J- 3) = 42 - ( \/ - 3 )2 = ~ 2 ax --;- ~ 5
ax

= 16 - (- 3) = 16 + 3 = 19 De acôrdo com o teorema 3, teremos:

11) Efetuar o produto


= _..3/_a
/I ,- )( // ,- )
" x4
(
~9-y' 17 ~9+v'17

Teremos: 14) Efetuar a divisão

Teremos que dividir cada têrmo da diferença pelo


_/ 1~ ,-
'{Y 81 - 17 == ~ 64 =4 divisor, c v' xy.
Então teremos:
12) Efetuar a potência
240 C'o M: ,'l'E P AULO PESSOA' P ROBLEMAS DE ÁLG!<:BRA 241

ax2 ~ -Y- hy: ~ -x =


=+~ = _1_ .... / (x + y) (x-y)
x2 -y2
=
xy ' xy (x + y) 2 3 "\' (x + y) 2

= ax2~ -1- h y _1_ .... / x - y


3 "\' (x+ y )
X

15) Multiplicar 17) Efetuar

(-.V,-)4
X~
2
hc
a+3 5m
2x-1 3n O teorema 5 nos autoriza a escrever
Aplicando o teorema 4, vem:
("V' ;-)4
b2c =
! .I
-.V (b2c) 4 = -.V (h2 x 4 .X ct x' =
nl-
~h Bc4

~ - ~
a+3 5m a+ 3 2
5m
--- X 18) Efetuar
2x-1 3n = ( 2x - 1 ) X · 3n =

.... / 5m (a+ 3)2


"\' 3n (2x-1) 2

O mesmo teorema 5 nos autoriza a escrever


16) Dividir

1 I
-3- '\' x2-y2 + ( x + y)
Aplicando novamente o teorema 4, vem:
19) Calcular
r
1 ~ 2 1 , ; x2 - v2 I
-- x - y2 + (x + y) = - - X - - -· /,-·-
3 · 3 ' (x y) + y "V' 36
PROBLEM AS DE ÁLGEBRA 243
242 CoM.Tm PAULO PESSOA
De acôrd'o com a recípil'oca aplicada nos casos an-
A recíproca do teorema 6 nos permite escrever: teriores, teremos: ·

1.- - ;-- 1-
1 3 ;- 3 / ;- / ''
v' v'36 =v y36 = -.V 6

20) Calcular
23) Efetuar as operações

l 'V
;---;:
y'8 ' ';,
' '/ '1 - - - -1

'/ '/ ;-
A mesma Tecíproca aplicada ao exemplo ante- v x yx '
vx
rior dá:
O teorema 4 aplicado nos permite escirever:
;-- ; -- 1-
1 ;- / , ;- /
'V y'8 = v' -.V8 = y 2 / I
/
;--
/ ;---;-
y' x y'x \/x
/
y' x v'
/ 1-
V xs
21) Decompor em um rnci'ical triplo
que ai:r~da pode ~presentaT o as·p ecto que se segue, depois
de aplicar a reciproca do teorema 6:

A recíproca anteriormente aplicada nos dá:


y' X ..Yx3
/
' /
;-
/
/
;--
/ ;-- /
/
1--
12)
V bc
3
v'
lj v;-
bc ou
j 'V/v;- / / ;-
bc ou v' v -.Vbc
Aplicando novamente o teorema: 4, escreveremos':

pois 12, índice do !l'adical dado pode ser decomposto


e:m: 3 .X 2 X 2 ou 2 X 3 X 2 ou 2 X 2 X 3, produto dos v /,;
V x' X xª =
)·1-
yx 7
,

índices dos radicais em que foi d'ecompostb o radical


proposto para depois 'de aplicar a mesma reciproca, cliegar ao
sultado
22) Decompor ei calcular
244 COM.TE PAULO PES SOA

24) Simplificar o radical PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 245

Aplicando-se aos dois prfu.neiros radicais o teorema


7, vem, (depois de dividir seus índices e expoentes
por 2)
Aplicanrlo-se o teorema 7, vem, se dividirmos o
índice e o expoente do Tadicando por 2 22 ~ 3 X V5-= 12 y 5-: 1

que é o radical simplificado. 1

27) Efetuar as operações


4/- 4/- 4/-
25) Efetuar as operações:_ . · 3 v3 - 5 v 48 +, v' 243
/ Aparentemente os radicais contrariam a condição
d s/ indispensável · para que sejam somados . Façamos,
v v (3a -2b) 14
porém, as simplificações possíveis.
Já vimos que Vem:
. l
v v (3a-2b)
1/s/
14 = '-1
/
a/ 11
v (3a -2b) 14 v3/(3a -2b)2
3 ~3- 5 .y
48 +. V'243 = 3 V3 - 5 :J 2 4 X 3 +

26) Simpilificar o radical


28) Dispor em ordem crescente
8/ - ;- 4 /-
y 5, y 3 v' 8
Decompondo-se o radicando em falôres prrimos, en-
con trairemos Torna-se necessário reduzir os radicais ao mesmo
índice. Para isso acha-se o m. m. ,e entre os índices,
que é 12, número que irá representar o índice comum
dos radicais a comparar. Em seguida dividiremos o
Teremos então: nôvo índice (12) su.cessivamenie pelos índices primiti-
vos. Os quocientes encontrados irão multiplicar os ex-
poentes respectivos dos rndican ~os.
Assim:
e de acôrda com a ~onseqüên~a do teor ema 2 / /
/ (12..;- 2) X l / . (1 2 ..;-4) X l OU

) 1zo :;;; ;2:··X~ - ~ 5 = ~


12
-y'27 X V3 2 /5 . y3
12
y8
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 247
246 COM.TE PAULO PESSOA
ao mesmo índice poderemos efetuar a divisão. Teremos
Efetu1ando as potências indicadas, teremos: então:
1-
4 / 542
121- 121-
v .625; v 729 e v512
12/-

"'36 =
Teremos pois:
' 12/-
v 512 .<
121-
V . 625 <
l'J/-
y 729, ~:
·- ,. .
é
..
-lo

isto é,
a/- . ;-
~ 3Í~) ' Tornar racional o 'd enomniador da fração
\
< y5 < y3
O emprêgo do teorema 7 tornou possível a redução:. : ,-
ao mesmo índice dos radicais propostos. .. y3
'l
. · · Tornar racional o denomina:dor de uma fracão é
29), Efetuar a multiplicação: . : a: operaçãp que tem por fim faz,e r des.aparecer, do d'eno-
minador, o radical em questão.
· í- a't-
v.8 .x v4 · [Multiplicando-se, no caso do exemplo, ambos os
1

Os radicais sendo de índices diferentes não podem


têrmos da f.raÇão, pela :)3, vem:
ser multi:pilica.dos. De acôrdo com o que foi feito no ;- ,- 4,;3
,-
exemplo anterior, reduzamos os radicais do problema r
4 4y3 4y3
ao mesmo índice e depois efetuaremos a multiplicação.
Assim, vem:
,- ,- ,- 3
y3 y3 X y3 y9
a/- a/- a/
v 83 ix· v 42 = v (23) 3 X (22)2
que é a fração racionaliza.d a.

32) Tornar racional o denomina~or ·d a fração


I ;- ;-
ai ai 13 61 5
= v 2° :X • 2 4
= v 2 = 2 v2 2

v~-
30) Efetuar a divisão:
Para que desapareça a railJ quar.ta do denomiador
da fração, torna-se necessario multiplicá-la 'J)ela raiz
quarta de uma quantidade .q ue torne o radicando a
Como no exemplo anterior os radicais não têm o quarta potência de~' UJQ ieaso em questãlo.
mesmo índice e não poderão ser divididos. Reduzindo-os
248 CoM.Tl!l PAULO PESSOA PI\OBLEMAS DE ÁLGEBRA

Teremos então: Se multiplicarmos os têrmos da fração pelo irra-


cional conjugado do denominador, vem:
4/- \
5 5..y68 5-163 5y68
4I
~- ~6X ~/6 3 ,.
41- 1
6 \/6X 6ª y'64 . -------
4/-
5 y'216 !I
- - - - , 'que é ;:i fração racionalizada. ;- ;- ;-
6 5 - 2y3 X v'5+ 3 8- 2y15 ,-
- - - - = 4-\/15,
5-3 2
33) Racionalizar o d'enol!Jliinador da fração
que é a fração racionalizada.
2
35) Racionalizar o denominador da fração
;-
2y'2
No; presente caso "devemos multiplicar os têrmos da
,- ;- ;-
fração pela quantidade (3-y'2) 3y'2-y' 3
Teremos então: O irracional conjugado do denominador é:

2 3J2+ 2J3
Teremos então:
3+)2 (3+J2)(3_J2)
2(3_ J;) 2 (3 - v 12"") 3y~-2y' 3-
1

9-2 7 ;-
que é a fração racionalizada . 12+4\/6
18-12
34) nacionalizar o . denominador d'a fração
36) Racionalizar o denominador da fração
;- ;-
y'!l-\/3 30
/ .:..;.. ;-"-
J5+J3 !.i.-V 3+v'5
1
GoM.TE PAULO PEssoÃ
I PROBLEMAS DE Á.LGEB),t<A 1'
A fração proposta pode ser escrita:
30
15 ( 2 - v;3-- 1.-
y 5 + 4y 3-
;-
2X3- 2 v;-)
15
1 1
C2-v 3Y+ v 5 1 - 12
Se multiplicarmos os têrmos da fração por
(- ;- ;- ;-)
15 4+3y3-y5-.2y15
(2 ;-) ;-
-11
- v'3 - v'5
Vefll:
30 15 (4 _ 3 v'3+ v 15+ 2 -v115)
(2-v'31-) l+v51- 11
que é o resultado pedido.
ao[(2~v13)-v 1s-]
37)1Racionalizar o denominador da fração:
j- 1-
2y3-3y6
;- ;-)
30 (2 -:J3- '.,/5) 30 ( 2-y3-v'5 1- ;-
v 2-v 3+v5-y 6
;- 1-

Podemos grupa,r os radicais do denominado do se~


C2-v'3Y-5 guinte modo, por exemplo:
1-
-
;-)
15 ( 2-y3-y'5
;-
1 - 2y3
O denominador da f!l'ação ainda continua irracional. Multipliquemos os têrmos da fra·Çãü por
Multiplicamos, então, ambos os têrmos da fração .por

(1 +2via) e vem:
Teremos então:
l 15 (1 +.2y/3)(2_J3_j5)
(1 - 2 "/3) C1 + 2 v13)
[ ( ,-; + '"i) - ('~ + '~) J[('~ + {~) + ( '~ + {~) J-
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 253
252 COM.TE . PAULO PESSOA

1
6 (9 - 4y ;-)
;-)2 ( ;- j-)2
( .J2 H-1V5 - V 3 .+ v' 6
(24 ~ -;s+30{6-6 "s-1s";;-4s "~-12l-;;+33";+6) (9+4"5)
6 (9 - 4 {5) (9 + 4 {5)

24vi~c>J~ªºv~=15vfso+4sv~+"24VÍ~57 .)2--66
;- ;- ;-: ;- ;- 6 (81 - 80)
2 v 6 + 2 v 15 - 3 y2-
6 v 3 - 3y 30 - 12
1- L-
2+2V. 10+5 - 3 - 6y2 -- 6
2
1- 1- ;- 1- 1-
2 v .6 + 2 v 15 - 3V 2- 6 v3- 3-V 30 - 12
38) Transformar em expoentes fracionários
;- 1-
2y10 - ·6 y2 -- 2 (an)-m
. 1- 1- 1- 1- 1- Podemos escrever:
-
2 v 6 + 2 v 15 - 3 v 2 - 6 v 3 - 3v 30 - 12 a -nm ow ai.n da
1
amn
1
2 [ ( v\o - 3 v 2 ) __ 1]
39)' Efetuar
Multiplicando-se os têrmos da fração por

[ (a+ b)
c2d
!
J- _1
8

Por se t!'ata·r de expoente negativo, podemos es•


(2v/a~2J1~~~vG-Ja~12) Cvi~av~- + 1) crev·e r:

2[ ( ~1; -- a.J;)'_ 1] [( v11; - av12-) + 1]


[ ~d
l

(a+b) ~
r3
-
(c2d)
(a+ h) 2
1

ir
1
-
254: C'OM.Tit PAULO PESSOA
PMBLl':MAS DE ÁLGÉBaA 255
1 ;--
/
(a+ b) 2
va+b Teremos :
1
1 1
- - X - 2 --
b 4 b 2
ou
61
v (a+ b) 3
;- 1
4 4;- -1
~16
- X2
(a+ 'b ) 3 X a y16 X a 2 .
v (c2d) 2
6 /
c4d2
1
'

40) Efetl!ar: 1

(16x - 4 ys)
3

4
b 2 1 1 Vab
2ab
1
-12 -1
Podtànos escrev er : 2a 2 2a b 2 2J.b
3 3
-4 X- - 8 X - -
4xx 4 X y 4 ou EXERJCfCIOS A RESOLVER
1
X x 3 X y- 6 ou 1) Ad'icionar os radicais:
-i./-
y163
1
x3 X
1 xª v ;-
.a
2
2 V
+ -- . .a
1 3/-
2
-
3/-
V
9' .. a 2
8 y6 8y6 15 a/-
RESP.: - -
2
ya2
.-
41) Efetuar as operações

Podemos escrever:
9- 0,5
2) 3
;-
v 2 + s v 3 - v2 - 2 v3
,- ;- ;-

;- ;-

a
- 0,11
~~
-- = 1
1
1
= ,-
1
=3
1 fu:sP.: 2y12 + 3\13
- 1
9 a )9
3) MuJtiplicar os radicais:
;- 1-
42) Efetuar 1 j 8x 3 / 3y 3

(
b-3
l6a2
)i 2 , 3Y,2 X -4- :V 2xª
3 . /-
R.ESP.: - y y
4x
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 257
256 CoM.TE PAULO PEsSoA
12)
. 1-
1 a2 1 / 4a2
4) 5vbx2vh
REsP.: .
5a~

b
R.EsP.: Jm2- n3
1:l)
a/ 2x 4 . 8 / .4 x 11

5) V 2.5
y
5 X 5 .::; - - -
5y RESP.: am ~ - hn ~
2x3
R.ESP.: 14)
5y2
Cv'~-+b + J ;:)(v 1a + h - ,/ ;)
6) j6 (\/5+' . ./3 + 3) RESP.: b
REsP.: .j30 + 3y1'2-+ 3v'6 15)

7)
RESP.: 27
(.ji+ y'2") ( J7 - J2)
r iR.ESP.: 5
I\ESP.: 72
8) 3
1
v 6-X 2 v 15 1
X 3 v':; X 2 v'3 . ;- I /
/ ;- / 1-
R.'ESP.: 216V15 17) y 4 + 2 \/ 2 X y'2 - y'2
RESP.: 2
9)
1- I ;---
/ / ;- / 1-
,- 18) y8 X V v'3 +1 X vv'3-1
RESP.: y 5- 4 RESP.: ..j
,, .
10) ;- 4i -
' l9)
C. Nnvnl -
y 24 X \/36
1951 REsr.: 12
R.EsP.: 2a - 5a8
11)

( ~ 5- ~~) ( ~ 5 + ~~) RESr.:


G ;-
60 \/ 2
C. Nnvnl
I\ESP.;
2G8 CôM.TE PAuLo Pm;soA PnOBLEMAS DE ÁLGEBRA 259
a ;- 4 ; - ;--
21) y 2 X \/8 11/ xªy + x2y2 3 /2x~ +
4xy + 2y~
12/- X\/ - - -
RESP . : 2y2 v 2x - 2y x2 - -
22) ~a - b X ~/(a-b)2
6; - - -V/ y
RESP.: (a-b) \/ a-b ax-ay
23) r-
HE s P.: (x + y) \Y a

X;-
REsP.: · -V a 4 -
rr/--
2 -V a 2Ybl'. +
y/
y b2
,i i /
;-
4
;-
io/ 1
W) -V -5- + 2 -V 400
24) . Efetuar a divisão: 1 ;-
RESP.: - V16
2

;; - 7/-
~y 4 + y 2y~
25)
RESP.: 2y • 30)
36/
/
y13
. RESP.: -v -32-
}/ 4x' - 4 · + .'/ 4x' + 4x
)' x2 ) ' x 2 -2x + 1 31) Efetuar:
x- 1
RESP.: /
X 5+2a / m 2 - b2 41112-112 / x2-y2

/ / · 2m-n V Y·+x X 4a2' - 25 V b +m


/ 2x2 - 2xy / X
:.!o) -V - - - - + -V - - -- 2m+n /
x +y x2-y2 ·RESP.: ____ V (m - b) (x-y) .
2a - 5
RESP. : (X - y) V2
;-
.
/ /
27) / 3a 3 a2 -4 / 3a
a + 1
;;;J) V X -V
( acy 2 ~;; - adz ~/y- ) + a ~yz 2 µ-2 2b 5 a 2 -1 2b 3

-2 r 3a 2 (a+2)
RESP.: cy-#'y - d ~1 2b 4 ('a -- l)
. ---··-·- .,

200 l:ü.\I,TE PAL:LO P~~SOA 1

PROBLEMAS DE ÁLGEBl\.\ 261


33) Efetuar:
4-0)
,Y25m4 x -;- 5mx2
1 ,--
RESP.: - -2- ~25mx .. 1-
5x RESP.: 2a4 Va
34) Efetuar:
41)
'
'i8xsy2 -;- 2x2y3 ~

RESP.:
1
2x2yS
~8xsy2 ( ~ jy5ab 1- ) X

35) Efetuar: 1 C. Dutra - 1~51 RESP. : 5ab

·~-3 j 2x j 18x3
J
,--
,- .

a-b a-b -;- (a-b) 5 1


42) j "{Y a2
a-b
REsP.: 1

X
36) Efetuar: ' 1

/
( s 1 -) 1
yx2zs 43) i . :/ 32a45
REsP.: xz2 ._/'x6z5 RESP.:
1
37)
11 1

(~2a4 )
2

1 44) v3/4;-
v 9a1s
a 2 ~4a 2
G/-
RESP.: RESP,: a y 3a3
38)
1

( v/~/21a6
/

)
1
45) .;j.../'mssn22
RESP. : 3a2 RESP.: 111 .y~
i 3Y)

·· ···· · '
,.(V. a2º''~'" r
iuln1--
V
RESP. : a 2c
~
i
1

·1fl)
5/
y' 32 y' c5
;-
;-
!

~'E. rn52 RESP.: 2 y e

j
262 GoM.TE PAULO PESSOA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA

;,;3) Decompor em um radical triplo:


/2 (
47) ~ -z; z1 . ;-
~ 108 +3v
/--;-)
~ 16 ao/-
y'xy
REisP.: 3 /
48): / ;-

(v' ;- ;- ;-) - RESP.;


G
v'
j
v 3 j /-
yxy
3 /
32 +V
/ 3/ -
v' 16
·!) /

+ V64 X V~ 54) Efetuar as operações:


REsP.: 8 /
I 1--
49) x! 7/ s / -
;-)!! ]
V V ya24x
./;~[
1. 3 ;-
;- 3 4 ;- (
yz/-
y
v 3' 5-y-y21+ 2 vt44- v~ RESP.: a 24

RESP.: 8-J3 55)


50) 27/-
RESP.: yy 13
I
/ ;--
3 1-
56)
3 /
v' 111 v' n
3 /
v pº
RESP.: 12 Js RESP.: v I mªny
9
6

51)

[( ~/2 ;-)~
+v
;-][
~/16 + V~H -
-
2 irn;~]
RESP.: v:;o i a 29 b 27
RESP.: 6
!"i8) Efetuar:
52) Calcular:
ior-
v 32
RESP.: 1
f

264 COM.TE PAULO PE~.SOA . PROB&EMAS DE ÁLGEBRA


1

59) ;- . ;- 2 ;-
ü5) 3a y a - 8 \/ a 3 + --
a
y' 64a 5

l. E. - 1951 RESP.:
'
RESP.:
66)
60) Simplificar: ;- ;- ( ) ;-
V 16x8y - v' 25xy 8 - x - 5y V xy
va I (x + ys)º ;-
REs~.: (x + yª) ~ C. Naval -1952 R'ESP.: 3x v xy
61) Simplificar o radical:
j_,i;- J_1g;- rt /a- / 25a
67) b -b4 - J;2 +b v'-4- + 2b v'
v2144-0
1

9
4b4

1-
RESP.: -- \!a
2b
62) Efetuar as operações:
ai-- a;- a/-
68) 3 \/ a 4 b 4 + 5a y ab 4 + b y' a b 4

;- C. Naval - 1955 RESP.: 9ab .,_/~b


RESP.: 6y.5
; -- / ;--
;- ;-- ;-- ;- - 69) 6a \/ 63ab3 3 y 112a3b 3 + 2ab y 343ab -
63) \/275 + v1300 - v' 44 +v 52 -2)99 - '
-

- 5b )28a8b
-2hi
E. P. C. Exército - 1954 RESP.: lOab )7ab

70) Dispor em ordem crescente:


64) 2 V'a6b - 3a2 VÍ>4b + 5a Vaªb + 2a V125b +
2 4

s/--
+ 3y27a6b
RESP.:
'
266 COM.TE PA ULO .PES SOA PnoBLEi\1AS DE ÁLGEBHA 267

71) Coloque em ordem crescen te e


f)
ª;a 2,
V -
J- ~ e ·4v;a3- 71-
HESP.: .,;
1
;s-; ~/;s- e ,/ ; c y b3
RESP.:.
C. Naval - 1954 b
72) Torne racional os denominadores:
2 73 Efetuar:
a)

/
4v48
1-
--- -
4
( -
y2500 -
1-c
\/ 2 o>
)
y' 3
RESP.:
6
'7
r-
b) I. E. - 1951 REsP.: 5y2

74) Racionalizar os denominadores:

RESl'.:
3
a)
22
3 5 - ~10
e) 1 1-
RESP.: 1+
. - 5 y'10
.
r-
REsP.: -f! 9 12
10 b)
d) - - ;-
·l ; - 4+3y2
v' 15
1
~ /-
RESP.: 6 ( 3y 2-4)
2y'153
RESP.: - - ----
3
;- 7-3~10
e)
7 y' 5 1-
e)
5+4 \7 5
v' 6
''
7 y' MOO
7 (4 vr; _ 5) + 15(y 10 -
1
4 y' 2)
1

RESP . .~ RESP.:
6 55
2G8 Co;1r.TE PAULO PEssoA
7. ) Efetuar:
2
d)
;- ;- 5 + _3 ) X ~
y 7 + y5 ( ~~ + 1 ~ 3- 1 . 4 ~ 3- l
;- ;-
C. Dutra - 1948 RESP.: V7- y5 e. l)ulrn - 1949 HESP.: 2
38 7G) Efetuar:
e)
2

C. Dutra - 1948
;-

n 2+../3
RESP. : GV 2

2- J3 ;-
77) Racionalizar:
;- ;-
I. E. - 1951 RESP.: 7 + 4 V3 y ll + y5
a)
;- ;-
g)
y 11 - y 5
r-
RESP.:
8 +v s5
3
C. Naval - 1955 RESP.: ;- ;-
3 y 5 - 4y2
3
h) - - - - --
;-
2J5- 3v;;;
4y3- 5 1 ( ;· - )
12 y 3
;-
+ 15
RESP.:
2 - (j + \/ 10
I. E. - 1951 RESP.:
23 78) Efetuar:
;- 6
6
5- 7y 3 ~- --1--
i) 1- ;- ;-
;- y 3 \ / 5 - \ / ::1
1 +v3
E. P. C. Exército RESP._;_ ~y3
,-- 13
RESP , : 1 \(2
270 C0M.Tll PAULO l"ESSOA P!IOllLE ~ 1.\S 1)1 ·: ALGEBR.\ 271

79) Efetuar: 82) Cakular :·


;-- ;-- ;-- ;--
9 4
+ ;- ;- :;/ ~a5 X u;/ ~la~ X ~/ -~/a 9 X ~/! ;/;:
2J2- -/5 2\/ 5+.3y'2 11111 / -
HESP.: y' a~
;-
!~liSP.: 7 '\/ 5 83)

~O) Racionalizar:
18 li ; -
a)
;- ;- HESP.: v' a
4+3v'2+ 5v'3 84)
_ 1_

18 (1 20 \/6+ 205 \/ 3- 219 /2- ~W8) (


a :xrn ) 11 1 - 11

u11l
;-

RESP.: ~~~~~·~~~~-~~~- a n xn X V a
529 RESP.: X
12 85)
b)
1
3 + J2-y' S
1
RESP.: 3 (3 y' 6- 4 J 3+ 5 ./2- 5) ;-
I. E. - 1955 RESP.: 13 v' 2
2
e)
4/- 2 30
86) 11 v' .2500 + - - - - - + - - - - ---
;- ;-
y' 2 - y' 3
C. Dutra - 1951 RESP . : ;-
I. E. - 195!> RESP.: - 30 y' 3
81) Racionalizar:
IS . 87)
;-
3 + v' 6
(- 2) -1 X (- 2) -8
1
RESI".:
RESP.: J3 C. Dutra - 193-1
272 COM.TE PA ULO PESSOA
/ P110BLEMAS DE ÁLGEBllA 273

88) 9-1) l~ dada a expressão :

;-
;; 512 -
(
~ 50
1 )-1
+ ;-
v 2- 1
C. Dntra - 1955 RESP.: (i
m/-

89) Efetuar:
Escreva essa cxvressão sob a form.a 2" sendo m v
e n núm.eros inteiros positivos e primos entre si .

(+ ) -+x (+ )-3
12; -
C. Outra - 19'53 RESP.: V 2
1 95) \'erificru e a id entidade:
( 1~ ) - ;{ 7 (--l6)° a +\/
I
a~ - 1
i--
a - \ / ,a2- l I
C. Dutra - 1951 HESP.: 2:í I
- -- --- := :ia y a 2 - 1
a- y a - 1 2

90)
2
3- X 27 *+ S. o,r;iJ + (2-
3
Yi +a} X a- i
RESP.: 8

RESP.: B

U2)

1
RESP.: 11 -·-·
2

9:1) Reduzir ú cxpr c~são mais simples:

(2 + -v13) c~ -\/ 3- ) 1

C2 -- -v13 ) (3+ -v13)


C. Naval - 1959 HESI'.: 2 + {~
EQUAÇÃO DO 2.° GRAU A UMA INCÓGNITA

Uma equação a uma incógnita é do 2. 0 grau, quan<lo


é 2 o mais elevado expoente da incógnita, não_entrando
ela em denominador, nem debaixo d'o sinal de raiz .
Uma tal equação só pode conter três espécies de
têrmos: têrmos em que entre a incógnita ao quadrado;
têrmos que envolvam a incógnita no 1.0 grau e têrmos
em que não entre a incógnita, isto é, têrmos conhecidos.
Representando-se a incógnita por x, escrevendo no
primeiro membro todos os têrmos e reduzindo os têr-
mos semelhantes, a equação tomará a forma geral:
ax 2 + bx + c = O (1)
onde a, b e e são quantidades positivas ou negativas.
No caso de b e e s'e rem divis.iveis por a teremos a
equação com o seguinte aspe.cto:
x2 + px + q = O (2),
na qual
b c
P= - - e q=
a a
Além dessas duas formas a equação do 2. 0 grau
pode apresentar-se ainda como se segue:

x2 -+ 2kx -+- e = O (3) ,


indicando ser O coeficient e de X um número par ,
270 Co11r.TE PA ULO PEs soA
Pnü BLE ~J .\ S DE Á LGE BR A 277
A solução de uma equação do 2.º grau, quak1uer
que seja a forma com que se apresentar <l, 2 ou 3), é São as considerações feitas acima qu e t:onslituem a
dada pela fórmula:· discussão da equação. O quadro abaixo esclarece o
assunto:
/
- b ± y b2 - 4ac b2 - 4ac < O Não há raízes no campo real
x=
2a (~aizes imaginárias)

Enlrelanto, no caso daquelas represenla<las cm (2) b2 - 4ac =O Raiz dupla, positiva ou nega-
e (3), podemos empregar as fórmulas simplificadas: tiva; caso b seja negativo ou
positivo.
p / p2
/
- k + v /k 2
- ac c < o Raízes reais., . desiguais e de
X = - -- + y - - - q e x= - - - sinais contrários; a maior
2 4 a
raiz em valor absoluto é a
A quantidade b 2 - 4ac = D,. (delta) é o discrimi- que tem sinal contrário ao
nante da equação. h2 - 4a.c > O de b.
A equação do 2. 0 grau pode apresentar-se com me-
nos de três têrmos, isto é, ser incompleta e tornará. os e > O Raízes reais, desiguais, do
seguiu tes aspectos: mesmo sinal, contrário ao
de b.
ax 2 + bx o (1)
ax 2 + c o (2) Para as raíz es serem inversas é necessário que:
ax2 o (3)
a= e
A equação (1) tem para as raízes:
Para serem inversas e de sinais contrários, deve-
b mos ter:
X= Ü e X = - --;
a a= - c
/ Propriedades das raízes:
/ c
a equação (2) tem para solução: x = ± v - - -, que 1.ª ) A soma das raíz es de uma equação do 2. 0 grau,
a é igual ao coeficiente de x, dividido pelo coeficiente
só terá valôres reais no caso de ser c < O, pois do con- de x 2 , com o sinal trocado:
trário os valôres de x não existirão no campo real, isto b
é, são imaginários. x' x" = + a
Diz-se, no caso de ser c < O, que as raízes são reais,
iguais e de sinais contrádos, isto é, simétricas. 2.ª) O produto das raízes de uma equação do 2. 0
A equação (3) será satisfeita para x = O, como se grau é igual ao quociente do têrmo conhecido, pelo
vê fàdlmente (r'aiz dupla igual a zero). Conforme o coeficiente de x 2 :
discriminante da equação h 2 - 4ac, seja m enor, igual ou e
maior quli! zero, teremos as várias soluções da equação . x.' ~"
!
Co;.1:rn PA GLO PEssoA PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 279

3. 4 ) A diferença entre as raízes de uma equação do A l.ª nos diz que a soma das raízes de uma equação
2. grau é igual ao quociente da raiz quadrada de .6.,
0 do 2. 0 grau, coJn o sinal trocado, é o coeficiente de x.
pelo coeficiente de x 2 : A 2.0 , indica ser o ·p roduto das raízes da equação do
2.º grau, o têrmo conhecido. ·
, / b2 4ac Em alguns casos é vantajoso empll'egar, para resol-
x' - x" = ------- ver uma equação do 2. 0 grau, artifícios que abreviam ou
a
facilitam as operações. Vejamos em que consistem êsses
4.ª) A soma dos quadrados das raízes de uma equa- artifícios:
ção do 2.0 grau pode ser obtida por meio da igualdade:
1. 0 ) Coloca-se a equação sob a forma. de um pro-
x' 2 + x" 2 = (x' + x") 2 - 2x'x" duto que s.e iguala a zero, ou de dois produtos que se
igualam. Cada um dos valôres da incógnita que trans·
5.ª) O quadrado da diferença das raízes de uma forme a equação em uma identidade, é raiz da equação .
equação do 2. 0 grau se obtém pela igualdade: Seja a equação:
(x' - . x'')2 = (x' + x") 2
- 4x'x" x2 - ax - 6a2 = O
6.ª) A soma dos cubos das raízes de uma equação
do 2.0 grau é dado por: Podemos escrevê-la:

(x' 0 + x "3 ) = (x' + x"P - 3x':·(' (x' + x ") (x + 2a) (x - 3a) = O

7.") A soma dos invers.os das raízes de uma equação Concluímos então, depois do que foi dito que:
do 2.0 grau é dadq. por: x: + 2a = O ou x =- 2a e
1 1 x' +x" x - 3a = O ou x = 3a.
- -, + --,, - '."·'
X X ·"'
X x"
que são as raíz es da equação.
8.ª) A soma dos inversos dos quadrados das raízes
Outro exemplo:
de uma equação do 2. 0 grau é:
1 1 Cx' + x") 2 - 2x'x"
- . 7x - 42 = x 2 - 6x
x' '2- + x" 2 (x'x") 2 Fatorando os m embros da equação, vem:
U) A soma dos inversos dos cubos das raízes de u111à 7 (x - 6) = x (x - 6)
equação do 2. 0 grau é dada por: f-1
Vê-se que o fator (x- 6) aparece nos dois mem-
1 1 (x' + x") 3 - 3x'x" (x' + x") bros da equação, ·p odendo ser simplificado, restando
x' 8 + x" 3 (x'x") 8 então 7 = x que é uma das raízes da equação.
As propriedades l.ª e 2.ª nos permitem, conhecendo Se x - 6 f ôr igual a zero teremos a equação trans-
as raízes de uma equação do 2. 0 grau, restabelecer a forma-da em identidade. Fazendo-se então x - 6 = (,
equação. ou x = 6 ter,e mos a outra raiz da equação .
280 COM.TE PAULO PESSOA P~OBLEMAS DE ÁLGEB.l\A 281

2.º) O emprêgo de propriedades de proporções, o resultado por x - a e igualar a zero o quociente.


muitas vêzes dá bons resultados, isto é, facilita a solução, Teremos então:
como veremos oportunamente.
<2x - 1) 2 + (3x + 2) - (2a - 1) 2 - (3a + 2) =O ou
3.0 ) Fazendo uso de uma incógnita auxiliar, como 2 2
mostraremos em outra ocasião. 4x - x - 4a + a = O
Em certos casos, o próprio aspecto da equação per- Dividindo o primeiro membro da equação por
mite descobrir com uma simples observação, qual é uma x - a, encontraremos para quociente 4x + 4a -1, que
das raízes. igualado a zero, dá:
Assim, na equação:
4x +4a-1 =O
(a - x)_2 - (b - x)2 <a - b) 2, = que wna vez resolvido, dá :
Vê-se facilmente que b é uma das raízes da equação
pois substituindo-se nela x por b, ficaremos com uma 1-4a
x=
identidade 4
que é a segunda raiz.
(a - b)2 - (b - b) 2 = (a - b) 2 ou
(a: - b)2 = (a - b) 2
EXERCf CIOS RESOLVIDOS
A segunda raiz será achada tamd)éJ.n com a mesma
facilidade; vê-se que x =a é a outra raiz. 1) Resolver a equação
No caso de não haver a facilidade encontrada no
exemplo proposto, a segunda raiz será aohada dividin- 12x2 - 17x + 6 = O
do-se o primeiro membro da equação igualado a zero
A aplicação da fórmula . geral dá:
pela incógnita menos a primeira raiz . O quociente
obtido será igualado a zero e a equação assim formada , / . /
uma vez resolvida, dará o valor da segunda raiz.
x=
17 ± v 17 2
4 X 12 X 6
- 17 ± Y./ 289 - 288
Vejamos um exemplo: 2X12 24
(2x - 2
1) + (3x + 2) = (2a - 1) 2 + (3a + 2) 17±1
C. Naval - 1959. 24
Vê-se logo que a diferença entre os têrmos do 1.º Então:
memb110 e os do 2.0 , r,esid'e apenas em que o primeiro
membro tem x nas posições em que o segundo tem a. x' = 17 1 + e x"
17 - 1
Logo: 24 -1 2.-1 3
x= a
2) Resolv er a equação :
De acôrdo com o que ficou dito, devemos escrever
todos os têrmos no primeiro membro e a seguir dividir· x 2. - 6x -:- 16 = O
282 COM.TI! PAULO PE_SSOA 11nou1 .E \l .\ S J)J ·: Á I .GEBB .\

Embora a aplicação da fórmula geral resolvesse e, conseqii entemente,


a equação, vamos aplicar a fónnula simplificada:
5
/ / x=O e 4x - 5 = 0 -OU X= - -
p / p2 6 / 52 + As raízes são, pois:
4
X = - -- ± y - - - q= ---+ y - - - (- 16)
2 -1 2 4 5
x' =O e x"
4
=3± j 9 + 16 = 3-+ 5
Então: 5) Resolver a equação:
x' = 3 +5= 8 e x" = 3 - 5 = - 2
3x2 - 27 =O
3) Resolver a equação: Podemos escrever:
3x2 + 24x + 45 = O 3x" = 27;x ~= 9 e x = ±
1-
v' 9= ± 3
Dividindo-se ambos os m embros por 3, vem.: (x' = +3 e x" = - 3; raízes simétricas)
x2 + 8x + 15 =O õ) Resolva a equação:
1.11
Aplicando a fórmula simplificada, embora a f61·- 2x2 + 8 =o
mula geral resolv esse o problema, vem:
Como no exemplo anterior:
- k ± ~k. 2 - ac v lG
/

X =----
- 4 ±
--- - - - - ·
2x2 =- 8; x 2 =- 4 e x = ± J- 4
a 1 Isso mostra não hav er raízes no campo real; raízes
= - 4 ± 1 imaginárias. ·
Então:
x' = - 4 +1 = - 3 e x" = - 4- 1 = - 5
7) Resolver a equação:
7 (x - 6) = x (x - 6)
·I) Hesolver a equação:
A presente equação já foi resolvida anteriormente,
-h 2
- 5x = O c:onsiderando-se os produtos iguais.
1\~ caso de não preferirmos aquêl-e processo, tería-
Embora o cmµr êgo da fórmula geral reschrcsse a mos, efetuando as operações indicadas; reduzindo os
equação, seu emprego, no presente caso é desnecessário têrmos semelhantes e passando todos os têrmos para o
pois uma s.imples fat oração resolve a equação . primeiro membro.
. Assim: 7x - 42 =
x2 - 6x ou
4x2 - ãx = x (4x - 5) =O :x.2 ~ i3x + 42 = O,
PttüLlLE ',J A S DE ALGEUt\c\ '~) '' ,.)
-
284 CO)f.T!'. PAULO PESSOA

Então:
que r esolvida apresenta as raízes:
a 2 + 2ah + b 2 a +b
x' = 7 e x" = 6 X' e
a2-b2 a-b
8) Resolver a equação: a~ - 2ab + b2 a - })
x" -
x2 + x + 1 3a2 + b 2 a2·_b2 a+b
x2 - x + 1 a 2 + 3b2
9) Resolver a equação:
Aplicando a propriedade das proporções: a soma
dos dois primeiros têrmos está para a sua diferença , X 3x+ 1 ' .l

assim como a sorna · dos dois últimos está para a su a x-2 x-1 2-x
diferença, vem:
x~ + x + 1 + x 2 - x + 1 Podemos escrever a equação dada da maneira · se-
guinte:
lX'° +X + l) - (x 2 - X+ 1)
X 3x +1
2x2 +2 4a2 +4b2 x- 2 x- 1 x-2
0 .-1
ou
2x 2a2 - ih 2 X (x - 1) (3x + 1) (x - 2)
x2 + 1 (x - 1) (x - 2) (x-1 (x'-2)
Ull
X 2 (x - 1)
(x-1) (x-2)
(a 2 - b 2 )x 2 -2(a 2 +h 2 )x+(a 2 - b 2 ) =0 e
Multiplicando-se os membros da equação por
/ (x-1) (x-2), vem:
2 (a 2 + b 2) + y 4 (a 2 + b 2 )2-4 (a 2-b 2 ) (a2 - b 2)
X=-----------------~---
2 _(a2 - h2) X (X - 1) - ( 3x + 1) (X - 2) = - 2 (X - 1) O ll

x2 - 3x =O e x' =O e x" =3
2 (a 2 + b 2) ± ~4a 4 + 8a b2+ 4b -2 4 4
4a + 8a 2b 2 - 4b 4
tsses dois valôres, substituídos na equação, não
2 · (a 2 - b 2) emulam os seus denominadores, indicando assim serem
rnizes da equação.
~ (a 2 +h 2
) ± .J16a~b 2 . . 2 (a 2 + b 2 ) ± .4ab
1O) Hesol ver a equação:
2(a2 - b 2 ) 2 (a 2 ~ b2 )
1 -1 .
· · a2 + b 2.- ± 2ab + ' -__ --:- 1
. .. . x-2 .. -· x 2 -4
280 Co:--1:r11: P.\ l ' L() PEs~o.\

A equação proposla pode ser escri ta: A elJ. uaçào proposta pode ser escrita:

1 1 x2 - 8 J 7;
+ O~l + +2= o (transformação de expoen-
X+ 2 x- 2 x2 - 4 X~ X tes .negativos)
x-2 x+2 x2 -8 .,
ou .:> 7x 2x2
x -4
2 + x2 -4 2
x -4 + + -x2= 0 ou 2x 2 + 7x + 3 =O
x~ x2
X - 2 + X + 2 = x-" - 8 ou x2 - 2x - 8 = O,
<1ue resolvido apresenta para raízes
C[UC resolvido apresenta para raízes
1
x' = 4 e x" = --i 2 x'
2
e x" =- 3
Das raízes achadas, x" = - 2 anula o denon,tinador
A mesma equação pode ser resolvida com o auxílio
da V' e ljltima frações, indicando s~r estranha. a. equ~a­ de uma incógnita auxiliar, como se segue:
cão . Isso aconteceu em conseqüência da mul'hphcaçao
dos membros da equação por x 2 -4. Vemos que a equação proposta pode ser escrita
Por isso, a única Taiz da equação é: x' = ·1. 3
x2 X
11) Resolver a equação:
1 .
x2 - (a + b) x + ah = O F azend!o-se - - = V, ve1n:
X
Aplicando a fórmula, vem:
3 V:!.+ 7 V + 2 = O
I
(a + b) ± -V (a + b) 2
- 4ab <'<Junção que tem par~ raízes:
2
1
V' = - - e V" = - 2
(a+b) ±J(a-b) 2 (a+b) ± (a -- h) 3
2 2 t•onsidrran <lo que fizemos
E então:
a+b+a-b 1
x' a e V, leremos:
2 X

a+b - a+JJ 1 1
2
b
X
---
3
e X =- 3 OU

12) Rc50J "' n a equação: 1 1


2
3x • ~j- 7~ ·
2 1
1- .2 ::::: O 2
COM.TE PAULO PESSOA
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 289
288

13) Formar a equação do 2. 0 grau, cujas raízes Finalmente:


são: 5 e2. x2 + 8x =O
As propriedades .1 e 2 dão: 16) Calcular a diferença entr~ as raízes da equação
S = x' + x" = 5 + 2 = 7 e P = x' X x" = 5 X 2 = 10 7x + 10 = O, sem resolvê-la.
e nos permitem escrever: Aplicando-se a propriedade 3, vem:
x2 - 7x + 10 =O /
\/b 2 -:-4ac
14) Formar a equação do 2.º grau, cujas raízes são: x' - x
11
==
a
;- qur depois das substitu.ições,. dá:
-4-\/ - 5
x' = e x" I
3 \/49-40
As propriedades aplicadas no exeinplo anterior, x' - x" = ------ = 3
1
dão:
; -- ;---·- 17) Determinar a soma dos quadrados das. raízes
-4+\/-5 -4 - y - 5 - 8 +
1 = O, sem resolver a equação.
x' + x" = 3
+ -------
3
= --
0
d11 1·11uução 2x 2 - 3x
A propriedade 4 a ser aplicada, exige que calcule-
11 w s t~ soma e o prod'uto das raízes da equação proposta.
( .omo:

- b e
+ x" e x'
(4- 3~ -_§_) X- (·1·+ f=S) = 16 9+ 5= :.1
x' X" -- --
a a
= _
~ \ t' 111 :

Teremos a equação: l
. " --1 X
" = -- - -
3 = -3- e x' x" == --
8 7 2 2 2
x2 + --
3
x + -- = O
3
ou 3x2 + 8x +7=O pli ·nndo-se êsses valôres na expressão que tradu,z.
1 p1 opri dnde 3, vem: · ·
lfl) Formar a equação do 2.0 grau, cujas raízes são:
x· =O e x" = - 8 1 \ ... ( ·' + "').,
X X - - 2 X·' X"' = (
2
0 )!!- .4"X -21-=
Como nos casos anteriores:
9 5
x' + x" =O+ (-S) = - 8. =-- 1=-
4 4
x' x" =O X (- 8) = O
------- -

290 PnonLEMAS DE ÁLGEBRA 2fü

18) Determinar ú quadrado da diferença das raízes " li) <'.11l1·1ilur, sem resolver a equação, a soma do~
da equação 3x2 - 7x + 2 =
O, sem resolver a equação. 111\ 1 1 11 dn s rnil~es d'e equação
A propriedade 5 para ser aplicada exige que co-
nhecarnos a soma e o produto d'as raízes, que no caso 5x 2 + 3x + 2 =O
em aprêço são:
1>11 'ttuação dada tiramos:
- 7 7 2
-x' + x''
' ------~ e x' x"
, -- - 3 - •;
3 - 3 ' ., - : :>
X + X = - - e x' x" = - - -
5 5
Aplicando-se êsses valôres na expressão corrcspon-
·d ente à propriedade 5, vem;: ,\ propriedade 7, dá:
(x' - x")2 = (x' + x")2 - 4x' x" 3
.,
1 x '+ ::-.." J
+- ,
e)

( _7_ )2_ 4 X_2_ =~--8-= - - - - - - --


25 \. X x' x" 2
3 3 9 3 9
5
O presente exerc1010 poderia também ser resolvido
.com o auxílio da propriedade 3, pois vimos que ela 2 l) Calcular a soma dos inversos dos quadrados das.
.nos dá: 1 : i1<'s da equação 4x 2 +
5x - 2 = O, sem achar as.
I 1 11/l'S.

x' - x"
vb 2
-4ac
a Du equação dada tiramos
Elevando-se ambos os membros ao quadrado, vem, 5 ' " 2 1
depois de substituir-se a, b e e pelos seus valôres tfra<l os ' ' + x '' == - -4- e X X=---= - - -
4 2
.da equação
propriedade 8 nos dá:
25
9 (x' + x '')2 - 2x' x"
(x' x") 2
r a soma dos cubos das raízes da equa-
- O, sem resolvê-la.
riedade 6, depois da determi-
( 5
·1
r ( - 2 X - -1- )
2
25
-+ 1
16 -11
1e são, respectivamente: - 4
(---~ y~
1 l
4
" (x' + x") =
X 2:l) Calcular a soma dos inversos dos cubos das.
x' 1 1il •e• 1ln equação x 2 - 4x +3= O, sem resolvê-la.
292 COM.TE PAULO PESSOA PROBLE M AS DE Á LGEBRA

Como nos casos anteriores: l•11t no :


x' + x" = 4 e x' x" =3 58 = (4) 2 - 2x' x " ou
58 - 16 = - 2x' :x," ou
A propriedade 9 expressa por
x'x" = - 21
1 1 (x' + x") 3 - 3x'x" (x' + x") T mos então:
~ + x" 3 = (x' x")S x' + x" 4
dá: x' X x" 21
1 1 (4)3-3 X 3 X 4 64-36 28 " a equação dada, x'. x " = q; então:
----;--;-
X +~ X = 3ª 27 27 q =- 21

23) Determinar p na equação x 2 + px + 6 O, de = 25) Resolva a equação:


modo que a soma dos quadrados das raízes seja 13.
A propriedade 4 nos diz que
(m - 1) x 2 ~ (m + 2) x - 9 = O,
11 1> n<lo que suas raízes satisfazem a uma das seguintes
x' 2 + x" = 2
(x' + x") 2
- 2x'x" 1•1mdi çõc:s:
No problema em questão temos: a) x' + x" 2
x' 2
+ x" 2
= 13 (dado do problema) b) x' 2
+ x" 2
10
x' x" =6 e x' + x" = - p (tirados da equação) N 'l'A - As condições são independentes, isto é, constituem dois
xercícios.
Fazendo-se as substituições vem:
A equação dá:
13 = p 2 - 2 X 6 ... p 2 = 25 e p = + 5,
m+2
que é o valor pedido. x' + x" 2 ou
m-1
24-) Determinar q na equação x 2
- 4x + q = O, de m+2=2m-2 e m=4
modo que a soma dos quadrados das raízes seja 58.
Como no prtobl,e ma anterior, temos: Subs tituindo na equação dada, m pelo valor achado
i. ll1 :
x' 2
+ x" 2 = (x' + x") 2 - 2x' x"
(4 ~ 1)x 2 - (4 + 2) X - _9:;::: Ü OU
O problema dá: 3x2 - 6x - 9 = O ou
x2 2x - 3 =O,
x' 2
+ x" 2
= 58 e 11 .I s raízes são:
-

x' + x" = 4 x' = 3 e x" = -1


CO~l,TE P AC LO PES SOA
PROBLEMAS DE ALG.m.m_. .
Consideremos a condição b. A equação dá : .\ s raízes são p>Ois:
m+2 ;-- ; ---
x' + x" = - - - - e x· x "
x' = •1+\/ - 11 e x''--:-- 4 - y' -- 11,
m- 1 m- 1
Substituindo êsses valôres em qu e elevadas ao quadrado dão:

x' 2 + x" 2 = (x' + x") 2 -2x' x'',


YCm:

(
ll1
m -
+ 21 )'.! - ~') x
(- 9
m - 1
) -
-
10 ou - 11 + 16 - 8
;--
v- 11 - 11 = 10

m 2 + 4m+4 18 26) Determinar p na equação x 2 px - 45 =O, de +


(m-1) 2 + m-1
= 10 ou d<• modo que a soma dos quadrados dos ínversos. das
106
m + 4m + 4 + 18
2
(m - l) = 1O ( m - - 1V ou
rnl;.r, s seja - - --
2025
9m 42m + 24 =
2
- O ou 3m 2 - 14m +8= O, A propriedade 8, dá:
cujas raízes são:
1 1 (x' +
x''F - 2x ' x"
1n'
2
= 4 e · rn " -x.-, . + -x , .- = ---(---;--;;--
)~ - - -- -
xx-
3
Substituindo-se na equação proposta, m por 4, en- O problema dá:
co ntraremos a equação 1 1 106
x2 -- 2x - 3 = O, x' 2 + x" 2 = 202.5
cujas raízes. como vimos, são: x'
Substituamos agora, ha equação, m por
= 3 e
+;
x" = -- 1.
vem:
Da equação tiramos:
x'
x'
+ x"
X x" - -
p
45

(+- 1) x 2 - ( + + 2) X - 9 = 0 ou
En tão:
106 (-p)2-2 X (-45)
ou
x 2
-- 8x + '27 = O, 2025 (- 45) 2

que não tem raízes no campo real, como veremos a __x_2025_<_~_45_)_2-


_ _1oo = p2 + oo ou
seguir.
;-- ;-
8 ± )64-108
X ·= - - - - - =
8±2y'-ll
2
,--
=4 +y'- 11
106 - oo = e p = +p2 v 16 = ± 4,
2 'I n ' \ a resposta pedida,
l
296 COM.TE PAULO PESSOA_ PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 297

27) Determinar e na equação 3x2 - 24x + e = O, O quadro da discussão apresentado no inicio d o


de modo que a diferença entre os quadrados das raízes ·apírtulo, mostra ·que não há raízes no campo r eál
:seja 16. quando
O problema dá:
b2 - 4ac <O
x' ~ - x" 2 = 16
Substituindo na desigualdade acima a, b e e por
Da equação tiramos: seus valôres tirados da equação, vem:

, " 24 25 - 4 X 3k X 1 < O ou
x + x = -- =8
3 25
25 < 12 k e k > -
· -
12

Como. 29) Calcule b na equação x 2 - bx + 2 = O, de forma


l!Ue as raízes sejam iguais.
x' 2
- x" 2
(x' + x") (x' - x" ), temos Para que as raízes sejam iguais é preciso que:
16 = 8 (x' - x") e b2 ~ 4ac =O ·

16 Substituindo na igualdade acima a, b e e pelos va-


x' - x" = -- = 2
lôres da equaçã·o, vem:
8
b2 - 4 X 1 X 2 = O .ou
A partir de agora temos o. sistema
r x' + x" . 8 b2 = 8 b= ± 2y2
1
l x' - x" 2
30) CalcuJl e o valor de k paTa a equação 5x2 - 3x
1
+
que resolvido, dá: k = O ter raíze~ :reais .e desiguais.
x' = 5 e x" = 3 Para que as raízes. sejam reaís ·~ desigwais é preciso
l ,, Como <ru :
e .
x' .x" · -3-, b2 --:-- 4ac > o.
teremos: Substituindo na desigualdade a, b e e tirados da
e 1·quação, vem:
e e= 45
3 ou

28) C~lcule k para a equação 3kx9 - 5x + 1 o 9 > 20 k ou k ·<


9
não ter raízes no campo real. . · :_: ; 20
Pn osLE \ L\S nE ALGEBR..\ 299
Co.:ir.TE PACLO PESSOA

Como vemos ·trata-se de uma condição imp ossível,


31) Determinar a condição que deve satisfazer m.., pois m 2 sendo sempre positivo, por ser um quadrado
para que a equação não pode ser menor que zero.
x2 - 2 (m + 1) x + (m 2 - 3) '-- O
33) Calculem. de forma que a equação x~ - llx +
tenha:
a) raízes simétricas;
+ (10rn - 2) =O tenha a diferença das raízes igu al a ::.
A condição do problema estabelece que
b) raízes inversas.
x' - x" = 3
Resolver a equação para o caso b.
A equação permite calcular
Para que as raízes sejam simétricas. é necessano,.,
como vimos no início do capitulo, que tenhamos b = O. x' + x" = 11
Na equação proposta As duas r elações
- 2 (m + 1 )=O ou m =- 1 r x' x" 3
Para as raízes serem inversas devemos. ter a con-. ~
(Hção a = e, que no caso em quesitão d'á : L x' + x" 11
m" - 3 =1 ou, in 2 =4 e m = + 2 formam um sistema que resolvido dá:
Fazendo-se a substituição de m na equação pelos x' = 7 e x" = 4
valôres achados, teremos: Como
x' x" = lOm - 2,
2
x - 6x 1 + =O e x2 + 2x + 1 = O, ll' rcmos:
que resolvidas dão: 7X4=10m - 2 e m=3
;-
X = 3 ± 2 V 2 e x' - x" ~ 1 3-1) Calcule m de modo que a equação x 2 - mx +
:32 = O, tenha uma raiz dupla da outra.
, 32) Determinar m. na equação x 2 + 4mx + füu~ = O,.. A condição do problema estabelece que:
para que as raízes sejam desiguais.
Para que as raízes sejam desiguais tlorna-se neces-.
x' = 2x"
sârio que: A equação nos diz que:
b 2 - 4ae >O
x' x " - 32
S.u bstituindo-se a, b e e, na desigualdade acima,.,.
pelos valôres na equação, vem .: As duas relações:
(4m) 2 - 4 X 1 X 6m2 > .O ou r x' = 2x''
16m 2 ~ 24m:i > O
- 8m 2 > O e m2 < O
ou
1 x'x" = 32
PROBLEMAS DE ÁLGEBRA 301
300 CoM:.TE PAULO PESSOA

36) Determinar m na equação


formam um sistema que, resolvido, dá:
2x" 2
= 32; x" 2
= 16 e x" = + 4
(2m - 1) x 2 +2 (1 - m) x + 3111 = O,
d e modo que uma das raízes seja - 1.
Se x' = 2x", teremos, que:
Como uma das raízes é - 1, sua substituição na
x' = ± 8 equação tornará nulo o seu primeiro membro. Fazendo
Conclu·i remos então ser a substituição, vem:
m = - (+ 8 + 4) =+ 12 (2m - 1) (- 1) 2 +2 (1 - m) (- 1) + 3m =O ou

35) Determinar ~ na .equação ax 2 - 16x +3= o,.


2m - 1- 2 + 2111 + 3m = O ou
de modo que_ rnna raiz seJa o triplo da outra. · 7
A equaçao nos diz que: 7m - 3 = O e lll = --
3
X ··+· x . -- 16- . e
- x 'x·· _ -3- 37) Determ1inar e na equação 16x 2x 2 + +e = O,
a a ele modo que uma raiz seja o triplo da outra.
A equação dá:
O problema estabelece que:
' ,, 1.6
x' == 3x" X + X = - --
2
=- 8 (1)

T eremos então: li e
X X
I
= -- (2)
2
3x" +x" =~
a
e 4 x = --
,, 16
e x"- - -
4
A condição do problema é que
a a
Conseqüentemente: x' ~ 3x"

x'=3 X~ =~ A ~ ulbstituição dessa condição em (1), dá:


a a 3x" + x" = - 8 e x" = - 2
Como Co nseqüente.mente
' .. 3
X .X = - - , x' = 3x" = 3 X ' (- 2) = - 6
a
leremos: A igualdade (2), diz que
12 4 3 48 3 , e
X ou - - - e X x" = --
2
OU
a a · a a2 a

48a = 3a 2
ou · 48 3a e
48 (- 6) X (- 2) = - .-e, ou
::= a = -- = 16. 4
3
PnOBLE'.'vIAS DE ALG EBRA 3-03
-302 Co ~LTE PAU LO PEssoA·
.teremos, depois de substituir x' e x" por seus való:·c~s,
38) Que valor se deve dar a e na equação 12x2 - ·dado e calculado
')
- 17x +e = O, para que uma de suas raíz es seja ---;;..- 2 +1
b
.:> 3
A soma das raízes da equação é
x' + x" = 17/i2 40) Dada a equação ax 2 + bx + c =
O, estabelecer
x' 3
Sendo uma de suas raízes 2
/a poderemos ter, depois. .a a relação entre a, b e e para que se tenha 7 = -2 ·
da substituição
2 17 De início podemos escrever, em virtude da relaç ã o.
3
+ x"
12
ou
3
x" (1)
x" == -17- - -2- 3
A equação dá:
2
12 3 4
h
A equação nos diz qu e x' + x" (2)
a
I li e
-X -X -- -
12- Substituindo em (2), x' pelo seu valor dado em
0 ), vem:
e cOJno conhecemos x' e x" faremos as substituições. b
para ficar com: ~
2 ,x"+ x '' == --~ e
2 3 c a
3 x - 4-=12 b
a 2b
e concluir qu e : e = 6. x," = - - -- - = - 5a
~+1
J.9) Que valor se deve dar a b na equ a~·ão 3x2 + 2 .
+ bx + 6 = O, p ara que a raix x' tenh a •o valor 2 .
Êsse valor substituído em (1) , dá:
O produto das raízes da equação prop os ta é : 3 2b 3b
x' - -- X - --