Você está na página 1de 16

Ecologia, Ecossistemas e Relações ecológicas

AULA 6 Ecologia é uma especialidade da Biologia que estuda o meio ambiente, os


seres vivos e suas relações. Um campo de estudo muito amplo, com pesqui-
sas e orientações que podem influenciar no desenvolvimento sustentável e
na preservação do planeta em que vivemos.

O impacto causado ao planeta também é pegada ecológica

Afinal, o que é pegada ecológica?

A pegada ecológica está ligada à crescente demanda mundial por bens de consumo, que coloca
em risco os principais recursos naturais do planeta. Muitas vezes a indústria e os consumidores não
estão plenamente conscientes do nível do impacto que essa exigência pode causar no equilíbrio am-
biental. A falta de informação complica a situação e contribui para a sobrecarga ecológica do planeta.
A questão chave para a formulação da tal pegada ecológica é: qual a quantidade de recursos
naturais utilizada para mantermos a população mundial vestida, alimentada, hidratada e atualizada com
os mais inovadores bens de consumo? Outra questão complementar importante é: como saber se o
consumo humano esta dentro da biocapacidade do planeta?
Em síntese, a análise de pegada ecológica, entendida como um conjunto de rastros deixados
pelas atividades antrópicas no meio ambiente (em termos de hectares globais), dispara um sinal de
advertência para refletirmos sobre os nossos modos de vida, sugerindo a necessidade de seguirmos
diretrizes de sustentabilidade, e apoiar um largo programa de mudanças que nos façam refletir em qual
direção devemos ir.
Texto adaptado de artigo disponível em: https://www.ecycle.com.br/3731-pegada-ecologica-ambiental

Biologia 3 - Aula 6 81 Instituto Universal Brasileiro


Ecologia, Ecossistemas e Relações ecológicas
Ecologia Fatores bióticos e
abióticos do ambiente
O ambiente é caracterizado por um
conjunto de condições que influenciam di-
reta ou indiretamente os seres que nele vi-
vem. Quando se estuda o meio ambiente, os
seres vivos que nele vivem chamam nossa
atenção. Eles representam os fatores bio-
lógicos ou bióticos do ambiente.
Porém, qualquer ambiente apresenta
condições químicas e físicas que constituem
os fatores não biológicos ou abióticos (ar,
água, solo, temperatura).
Assim por exemplo, num ambiente ma-
rinho, a temperatura da água, a quantidade
de luz que consegue chegar nas diferentes
profundidades e as correntes de água são
fatores físicos deste ambiente.
Por outro lado, a solubilidade de várias
A palavra Ecologia foi criada em 1866, substâncias, o pH da água (que nos diz se a
por Ernst Heinrich Haeckel, um zoólogo ale- água é ácida ou básica), são fatores quími-
mão. É uma palavra derivada do grego, po- cos deste ambiente.
dendo ser desmembrada em duas partes: É importante observar que estes fato-
eco + logia. Eco origina-se de ‘oikos’, que res não ocorrem isoladamente mas são si-
significa ‘casa, lugar onde se vive’; ‘logia’ multâneos e uns influem nos outros.
origina-se de logos, que significa ‘estudo’. Por isso, uma severa alteração em
qualquer dos fatores, desestabiliza o equilí-
Ecologia é o estudo das relações brio harmônico da natureza.
que os seres vivos mantêm entre si e
com o ambiente em que vivem.

Existe uma interdependência entre os


seres vivos e todos dependem do ambiente.
Além disso, a qualidade e condições des-
te ambiente dependem das atividades dos
que nele vivem. Entre estes, o homem é o
que mais interfere no ambiente, alterando o
equilíbrio desejável.
A Ecologia tem como objetivo entender
esta interdependência a fim de se evitar a
destruição do ambiente, considerando o pla- Da célula ao organismo,
neta Terra como a nossa ‘casa’. As ações do organismo à biosfera.
de cada um no presente, podem determinar
a qualidade de vida de nossos filhos e, em Na natureza os seres vivos estão or-
longo prazo, a continuidade das espécies, ganizados de acordo com determinados ní-
incluindo-se a própria espécie humana. veis de organização. Assim, a célula é a
Biologia 3 - Aula 6 82 Instituto Universal Brasileiro
unidade básica de estrutura e funcionamen- Comunidade biótica ou biocenose
to de todo ser vivo. Nos seres pluricelulares,
as células se reúnem formando os tecidos. A comunidade biótica é formada pelo
Estes se organizam e formam os órgãos e conjunto das diferentes populações que
estes por sua vez, formam os sistemas ou vivem numa determinada área.
aparelhos. Usa-se o termo biocenose como sinô-
Um organismo ou indivíduo é o resulta- nimo de comunidade biótica.
do desta organização, assim resumida: Exemplo: A comunidade em uma mata é
formada pelo conjunto das populações das dife-
Célula Tecido Órgão rentes espécies de plantas, de insetos, sapos e
rãs, lagartos, cobras, tartarugas, aves, macacos,
Sistema Indivíduo roedores e outras que vivem na mesma área.

A Ecologia preocupa-se em estudar a Ecossistemas


organização dos seres vivos a partir de um Um ecossistema é formado pela comu-
conjunto de vários indivíduos, como se- nidade biótica (seres vivos) e pelos fatores
res atuantes no ambiente. Resumimos os abióticos do meio (fatores físicos e químicos).
níveis de organização que interessam à Como exemplos de ecossistemas pode-
Ecologia, com as seguinte sequência: mos citar: uma simples e pequena lagoa, um
rio, uma represa, o mar, o oceano, um deser-
População Comunidade to, uma caverna, um jardim, um quintal, uma
floresta, etc. Nestes ecossistemas, os seres
Ecossistema Biosfera
vivos interagem entre si e com os fatores fí-
sicos e químicos do meio onde vivem. Assim
População como a célula é a unidade básica do ser vivo,
o ecossistema é a unidade ecológica básica.
Uma população é formada peto conjun-
to de organismos de mesma espécie, que Principais ecossistemas
vivem numa certa área ou espaço físico. Lembramos que a biosfera é o conjunto de
Exemplos: população de uma certa todas as regiões do planeta onde existe vida.
espécie de peixe que vive numa região do Assim, a biosfera é formada pelo conjunto de
Pacífico, ou uma população de pinheiros todos os ecossistemas. Recordemos também
característicos de uma região, população de que um ecossistema é formado pelos organis-
uma espécie de araras, etc. mos da comunidade biótica, relacionando-se
entre si e interagindo com o meio ambiente
(Ecossistema = comunidade + ambiente).
Nas camadas de ar existem muitos seres
vivos que aí vivem temporariamente, enquan-
to estão sendo transportados pelo vento ou se
locomovendo nas migrações. Por isso, não po-
demos falar em ‘ecossistemas aéreos’.
Os ecossistemas podem ser aquáticos e
terrestres.

Ecossistemas aquáticos

Podem ser de água salgada, doce ou


salobra.
Os mares e oceanos são os ecossiste-
mas de água salgada onde os seres vivos
Biologia 3 - Aula 6 83 Instituto Universal Brasileiro
classificam-se como pertencentes ao plânc- polvos, lulas, tartarugas e muitos outros.
ton, ao nécton ou ao bentos, de acordo São todos consumidores.
com seu modo de vida e região marinha
(profundidade) explorada por eles.
Os seres que constituem o plâncton
são pequenos e a maioria é microscópica;
vivem flutuando e à deriva, arrastados pelas
correntes de água. O plâncton compreende
o fitoplâncton e o zooplâncton.
Fitoplâncton - é constituído por algas
microscópicas e macroscópicas flutuantes,
que têm vital importância pois, sendo fotos-
sintetizantes, são os produtores nos am-
bientes aquáticos, garantindo a existência
das diferentes cadeias alimentares.
Bentos(bénthon = profundidade) - é
Algas microscópicas
o conjunto de seres que vivem no fundo,
presos em rochas ou nos corais.
Inclui também aqueles seres que vi-
vem livres, porém se arrastando no fundo
ou ainda enterrados. Exemplos: esponjas,
algas fixas, vermes, poliquetas, ouriços-do-
-mar, estrela-do-mar, caranguejos, anêmo-
nas e inúmeros outros.

Zooplâncton - é constituído por animais


Estrela-do-mar Algas
pequeninos e vários tipos de larvas de inverte- macroscópicas
brados, que se alimentam do fitoplâncton.

Anêmona Ouriço-do-mar
Como exemplos de ecossistemas de
água doce temos os de águas calmas como
lagoas, lagos e represas, e os de água cor-
rente, como riachos, corredeiras e rios.
Nos lagos e lagoas, que têm águas
mais calmas, há maior quantidade de plânc-
Nécton (nécton = que nada) - é o ton e portanto o fitoplâncton é o respon-
conjunto de animais aquáticos capazes de sável pela produção de matéria orgânica
nadar livremente, vencendo o movimento para as cadeias alimentares, através da
da água. São os peixes, baleias, golfinhos, fotossíntese.
Biologia 3 - Aula 6 84 Instituto Universal Brasileiro
Por outro lado, nas águas com maior Biosfera
movimento há muito menos plâncton, mas
os rios recebem grande quantidade de maté-
ria orgânica trazida das margens e das áreas
inundadas, ao longo dos seus caminhos.
Mangue - representa uma região costeira
de transição, sujeita às marés, onde há mistura
de água doce (dos rios que chegam) com a água
salgada do mar, caracterizando a água salobra.
O mangue serve como ‘berçário’ de inú-
meras espécies de animais aquáticos, de lar-
vas de invertebrados que se desenvolvem em
suas águas rasas, calmas, quentes e ricas em
matéria orgânica.

A característica mais importante e


peculiar deste pequeno planeta do Siste-
ma Solar é a presença da matéria orga-
nizada, a que damos o nome de Vida.

Biosfera é o conjunto de todas as re-


giões do planeta Terra, onde existe vida. A
vida concentra-se em uma estreita faixa de 20
mil metros sobre a superfície terrestre, embo-
Diferentes ecossistemas ra a maioria dos seres vivos se encontre entre
os 3 mil metros de altitude e os 2 mil metros
Ecossistema urbano - é composto por de profundidade.
sua comunidade, ou seja, o conjunto de seres Existem lugares em que as condições
vivos que habitam uma cidade, e por seu bió- ambientais são tão desfavoráveis, que a pre-
topo, que são os fatores físicos e ambientais sença de vida parece impossível. Alguns se-
que atuam sobre essa comunidade e dela re- res vivos, no entanto, são adaptados às con-
cebem influência. Da mesma forma que num dições mais diversas.
ecossistema natural, ocorre circulação de ma-
téria e energia na cidade.

Acima de 3 mil metros de altitude, a


vida é quase impossível. A quantidade de
oxigênio disponível na atmosfera diminui
rapidamente conforme aumenta a altitude
(o ar fica rarefeito). A temperatura é muito
menor que na superfície. Com exceção de
algumas bactérias, somente poucas es-
pécies de aves conseguem sobreviver em
grandes altitudes, por períodos limitados.

Biologia 3 - Aula 6 85 Instituto Universal Brasileiro


simples retiradas do ambiente. Estes Ten-
Não se trata daquelas que vivem
do clorofila em suas células, conseguem
permanentemente em grandes altitu-
absorver a energia luminosa do sol, que é
des, como as que habitam as cordilhei-
necessária para que o processo da fotos-
ras, mas aquelas que durante o voo al-
síntese aconteça. Neste processo, absor-
cançam recordes de altitude.
vem água e o gás carbônico e produzem
O exemplo mais conhecido é o de
glicose e o gás oxigênio. A glicose é o
uma espécie de abutre que foi encontra-
alimento que é usado pelas plantas para
do a mais de 11 mil metros de altitude
sintetizarem outras substâncias para o seu
e um deles se chocou com um avião na
crescimento e desenvolvimento.
Costa do Marfim.
Seres heterótrofos não sintetizam ali-
mento. São todos os que não fazem fotos-
síntese: os fungos e todos os animais.
Sendo incapazes de sintetizar seu próprio
alimento, alimentam-se de outros seres ou
de substâncias provenientes deles.

Produtores, consumidores
e decompositores

Num ecossistema, os seres autótrofos


Tendo surgido no mar há quase 4 bi- são os produtores do ecossistema e deles
lhões de anos, a vida levou cada segundo dependem os demais seres heterótrofos. Es-
de todo este tempo para evoluir e atingir a tes, incapazes de fazer fotossíntese, conso-
imensa complexidade e riqueza, a que cha- mem vegetais ou animais. Por isso, são cha-
mamos de biodiversidade. mados de consumidores do ecossistema.
Quando um consumidor se alimenta
de um vegetal, ele é um consumidor pri-
mário ou consumidor de primeira ordem,
sendo portanto, herbívoro. Os próximos
consumidores serão os consumidores se-
A manutenção de toda a vida na Ter- cundários, terciários, e assim por diante
ra depende dos oceanos, que concentram, (carnívoros).
nada menos que 97% da biosfera e 90% da Como exemplo, podemos citar a plan-
biomassa existentes. Calcula-se que me- ta do milho que faz fotossíntese, sendo,
nos de 10% dos oceanos foram estudados portanto, o produtor. O frango que come o
e são conhecidos e até onde sabemos, a grão de milho é um consumidor primário
biodiversidade oceânica é imensa. e o homem que come o frango, é um con-
sumidor secundário:

Classificação dos seres vivos Milho Frango Homem


quanto à produção de alimento
Os restos dos seres vivos também
Seres autótrofos e seres heterótrofos servem de alimento para certos heterótro-
fos, que são as bactérias e os fungos.
Seres autótrofos (auto = próprio; Estes microrganismos são consumi-
trofos = alimento). São os vegetais e al- dores especiais, chamados de decompo-
gas, fotossintetizantes. que conseguem sitores do ecossistema, pois provocam a
sintetizar o seu próprio alimento no interior putrefação (apodrecimento) dos restos.
de seu organismo, a partir de substâncias Nessa decomposição da matéria, são de-
Biologia 3 - Aula 6 86 Instituto Universal Brasileiro
volvidas ao ambiente muitas substâncias
que serão absorvidas pelos vegetais, sen- Fungos e
Milho Rato Coruja
do novamente utilizadas pelos seres vivos. bactérias
Bentos(bénthon = profundidade) é for-
mado pelo conjunto de seres que vivem no fun- Neste segundo exemplo, o produtor é a
do, presos em rochas, em corais, ou no solo planta de milho, cujos grãos serão comidos
arenoso. Inclui também aqueles que vivem li- pelo rato (consumidor primário); a coruja,
vres, se arrastando no fundo ou enterrados. que come o rato, é o consumidor secundá-
Exemplos: Esponjas, algas fixas, ver- rio; se nenhum outro animal comer a coruja,
mes poliquetas, ouriços, estrelas-do-mar, ela acabará morrendo e seus restos serão
anêmonas do mar e inúmeros outros. decompostos pelos fungos e bactérias.
Outro exemplo:

Folha Gafanhoto Sapo Cobra

Fungos e
Gavião
bactérias
Neste exemplo, temos:

Produtor = folha, que faz fotossíntese.


Consumidor primário = gafanhoto, que comeu
a folha.
Consumidor secundário = sapo, que comeu o
gafanhoto.
Consumidor terciário = cobra, que comeu o sapo
Consumidor quaternário = gavião, que comeu
Cadeia alimentar e teia alimentar a cobra.
Decompositores = fungos e bactérias.
Chamamos de cadeia alimentar à se-
quência de seres vivos em que cada um ser- Observe que o consumidor primário
ve de alimento para outro. (ou consumidor de primeira ordem) é herbí-
A cadeia alimentar representa a trans- voro, isto é, alimenta-se de vegetais.
ferência da matéria orgânica nos seres vivos, O consumidor secundário e os seguin-
desde os produtores até os decompositores. tes, são carnívoros, isto é, alimentam-se de
Toda cadeia alimentar se inicia por um animais.
produtor, pois só ele é capaz de sintetizar Os decompositores também podem
seu próprio alimento. ser consumidores primários, quando fazem
Ele servirá de alimento para um consu- a decomposição de restos de vegetais; são
midor primário e assim por diante. Indica- consumidores secundários, terciários, etc,
mos com flechinhas a sequência dos seres quando fazem a decomposição de restos
que fazem parte de uma cadeia alimentar. de animais.
Observe os seguintes exemplos, que No entanto, sabemos que na natureza
resumem o exposto: e nas sociedades humanas, há uma varie-
dade muito grande de hábitos alimentares.
Milho Frango Homem Fungos e Isto quer dizer que não existe uma
bactérias única cadeia alimentar para cada grupo de
seres mas sim, uma mistura de cadeias ali-
mentares que acontecem ao mesmo tempo.
Ao conjunto de variadas cadeias ali-
Produtor Consumidor Consumidor Decompo- mentares entrelaçadas, chamamos de teia
primário secundário sitores
alimentar.
Veja um exemplo de uma teia alimentar:
Biologia 3 - Aula 6 87 Instituto Universal Brasileiro
necessárias ao vegetal. Quando este é comi-
Consumidores
do por um consumidor, menos energia é trans-
Gavião Coruja ferida, pois parte dela foi gasta pelo vegetal.
Esta diminuição da energia acontece
Jaguatirica até chegar nos decompositores, pois todos os
Sapo Cobra seres vivos precisam gastar parte da energia
Lagarto dos alimentos para se manterem vivos.
Pássaro Macaco Percebe-se assim, que há uma circula-
ção ou fluxo de energia entre os seres vivos,
que diminui em cada nível trófico à medida
Borboleta Gafanhoto que se afasta dos produtores.
Rato
Biomassa - é a massa seca ou úmida
Plantas dos organismos que formam um nível trófico
ou um ecossistema, por unidade de superfície
ou de volume.
Produtores (plantas) As unidades de medida de biomassa são
g/m2, kg/ha ou g/m3. Sabendo-se que 1g de
Observe que há cadeias com apenas biomassa equivale a 4kcal, pode-se expressar
dois consumidores, enquanto outra, a maior, a biomassa em kcal/m2 ou kcal/m3.
apresenta quatro consumidores.
Nas cadeias alimentares indicadas,
cada lugar ocupado por um ser é chamado de
nível trófico, que é o mesmo que nível alimen-
tar. Um mesmo ser pode ocupar diferentes
níveis tróficos, conforme a cadeia alimentar Quando falamos em produtividade
considerada. primária bruta, estamos nos referindo
Exemplo: Observe que numa cadeia ao total da biomassa (matéria orgânica)
alimentar a coruja é consumidor secundário produzida pelos organismos fotossinteti-
quando se alimenta do rato. Em outra cadeia, zantes, por unidade de área, e por tempo.
ela ocupa o nível trófico de consumidor terciá- Pode ser expressa em:
rio, quando se alimenta do lagarto.
__kg____
Fluxo de matéria e energia m2 . ano

Nas teias alimentares, parte do alimento Produtividade primária líquida - é


sintetizado pelos produtores vai sendo trans- o valor da produtividade primária bruta
ferido para os demais consumidores, até che- menos a biomassa consumida pela respi-
gar nos decompositores. ração dos produtores. Representa, então,
Neste processo, também é transferida a biomassa disponível para os demais ní-
a energia necessária para manter a vida. A veis tróficos.
energia inicial provém da energia luminosa do O plâncton mostra uma produtividade
sol, necessária à fotossíntese. Essa energia primária líquida elevada, assim como os
do sol fica incorporada na molécula de glico- campos cultivados pelo ser humano, por-
se (C6 H12 O6), nas ligações químicas entre os que nos dois casos a biomassa se renova
átomos constituintes. com rapidez. Já numa floresta madura, a
A glicose sintetizada passa a fazer par- produtividade primária líquida é pequena
te do corpo da planta. A glicose é utilizada na e a biomassa é grande. A produtividade
respiração aeróbia da planta, liberando ener- é canalizada para repor essa biomassa e
gia para o metabolismo do vegetal e é tam- para o processo da respiração celular.
bém usada para sintetizar outras substâncias
Biologia 3 - Aula 6 88 Instituto Universal Brasileiro
Pirâmides ecológicas Pirâmide de números - representa o
número de indivíduos de cada nível trófico.
São representações gráficas de al- Esse tipo de pirâmide não fornece muita in-
guns parâmetros tróficos, em forma de formação porque não considera o tamanho
barras horizontais sobrepostas. Os parâ- de cada indivíduo, mas sim, seu número
metros tróficos utilizados são a energia, a total.
biomassa e o número de indivíduos. Por exemplo, uma árvore conta tanto
quanto uma erva. Essa pirâmide pode se
Pirâmide de energia
apresentar invertida, como numa floresta,
consumidores em que o número de produtores (árvores) é
quartenários pequeno, mas equivale a uma grande bio-
consumidores massa.
terciários
consumidores Hábitat e nicho ecológico
secundários
consumidores
primários
Cada espécie de ser vivo está adap-
tada para viver em determinado lugar do
produtores ecossistema. Este lugar é denominado há-
Pirâmide de
bitat. Assim, o hábitat de uma certa alga é
Energia a superfície da água, onde recebe bastante
(simplificada) luz; o hábitat das moreias (tipo de peixe), é
uma toca entre pedras ou corais.
Na pirâmide de energia, cada degrau re- Da mesma forma, cada espécie de ser
presenta a quantidade de energia em cada ní- vivo exerce uma função no ecossistema,
vel trófico. Observe que o tamanho dos degraus chamada de nicho ecológico.
vai diminuindo. Isto significa que a quantidade de Exemplo: Uma espécie pode ser au-
energia transferida de um nível trófico para ou- tótrofa ou heterótrofa; tem época certa para
tro é sempre menor, pois cada nível só dispõe de reprodução; tem costumes diurnos ou no-
parte da energia existente no anterior. turnos, e assim por diante.
Por isso as cadeias alimentares não po- É comum comparar-se o hábitat de
dem ser longas, com muitos níveis tróficos, pois uma espécie com o seu “endereço” no
a energia disponível não é suficiente. Na verda- ecossistema.
de, estima-se que os herbívoros (consumidores O nicho ecológico seria a “profissão”
de primeira ordem) recebem apenas 10% da desta espécie.
energia que o nível trófico anterior recebeu. Daí Na natureza, duas espécies diferentes
a necessidade de existirem mais produtores na não podem ter o mesmo nicho ecológico
base da pirâmide. pois estariam numa situação de competi-
A pirâmide de biomassa representa a ção. Podem ter o mesmo hábitat, desde que
quantidade de matéria (massa) existente nos se- tenham nichos ecológicos diferentes.
res vivos de um ecossistema, em cada nível trófi- Por exemplo, girafas e zebras são
co. Veja o exemplo a seguir, no qual a unidade de herbívoros e vivem nas savanas da África
medida de massa é o quilograma(Kg). (mesmo hábitat). Porém, as girafas se ali-
mentam das folhas do alto das árvores e
Pirâmide de as zebras se alimentam de um certo tipo
Biomassa de vegetação rasteira. Portanto, ocupam
5 kg Biomassa dos consumidores de 3ª ordem nichos ecológicos diferentes.
50 kg Biomassa dos consumidores de 2ª ordem Se duas espécies diferentes ocuparem
500 kg Biomassa dos consumidores de 1ª ordem o mesmo nicho ecológico, a competição en-
5.000 kg Biomassa dos produtores tre elas favorecerá a mais adaptada e a ou-
tra terá que migrar ou não sobreviverá.
Biologia 3 - Aula 6 89 Instituto Universal Brasileiro
Relações ecológicas Caule com líquen
Os seres vivos relacionam-se e inter-
ferem uns na vida dos outros, em menor ou
maior grau. Esta interferência ou interação é
muito clara, por exemplo, nas ações relacio-
nadas à alimentação, ao acasalamento, à pro-
cura de proteção, à defesa do território. Es-
tudaremos as ‘relações entre os seres vivos’,
que são também chamadas de relações ou
interações ecológicas.
Estas relações podem ser:
• interespecíficas, quando ocorrem entre
seres de diferentes espécies, sendo também
chamadas de heterotípicas (hetero = diferente).
• intraespecíficas, quando ocorrem en- Outros exemplos de mutualismo: bac-
tre seres de mesma espécie, sendo também térias da flora intestinal que auxiliam a diges-
chamadas de homotípicas (homo = igual, se- tão do ser humano; bactérias e ruminantes,
melhante). protozoário e cupim. Neste caso, existe um
Ambos os tipos de relações podem ser protozoário que vive no aparelho digestivo do
ainda: cupim, e produz uma enzima (celulase) capaz
• relações positivas ou harmônicas, de digerir a celulose. Isso explica a capacida-
que trazem sempre vantagens pelo menos de dos cupins se alimentarem de madeira.
para uma das espécies (ou indivíduos) envol- As formigas cortadoras de folhas, como
vidas, sem nenhum prejuízo para a outra. as saúvas, cultivam um fungo em câmaras
• relações negativas ou desarmôni- subterrâneas, onde guardam as folhas pica-
cas, que causam desvantagens ou prejuí- das. Assim, o fungo tem meio de propagação
zos para uma das espécies (ou indivíduos) e as formigas garantem seu alimento, que
envolvidas. são porções do próprio fungo.
Veja, a seguir, os vários tipos de relações.
Inquilinismo - ambos se beneficiam.
Relações interespecíficas Exemplos: anêmona e caranguejo bernardo-e-
(entre espécies diferentes) remita. A anêmona, sendo fixa, utiliza o caran-
guejo para se locomover, ampliando sua área
Mutualismo para a busca de alimento. Vive como “inquilina”
(+/+) do caranguejo. Essa associação não é obrigató-
Relações ria, pois um pode viver sem o outro. As orquí-
Inquilinismo deas e as bromélias usam as árvores apenas
harmônicas
(+/+) como suportes, vivendo independentes, pois fa-
(positivas)
Comensalismo bricam seu alimento fazendo fotossíntese. São
(+/0) chamadas epífitas(epi = sobre; fitos = plantas).

Mutualismo - associação entre duas es-


pécies, em que ambas se beneficiam.
Exemplos: líquens (algas e fungos). A
alga faz fotossíntese e garante matéria orgâ-
nica como alimento para ela e para o fungo, e Vocabulário. Há algum tempo era
este retém umidade necessária à sobrevivên- usada a palavra simbiose para indicar a
cia de ambos. Essa associação é obrigatória, associação entre os seres vivos, na qual
pois um não vive sem o outro.
Biologia 3 - Aula 6 90 Instituto Universal Brasileiro
vive sobre certas árvores, retirando a seiva ela-
um é necessário à sobrevivência do outro. borada. Por ser parasita, o cipó-chumbo nem
Atualmente, usa-se o termo mutualismo, con- precisa de folhas para fazer fotossíntese.
forme apresentamos no texto. No entanto,
emprega-se o termo simbiose para indicar Cipó-chumbo
qualquer forma de relacionamento, harmôni-
co ou desarmônico, entre os seres vivos.
Comensalismo - Este também é um
tipo de relação na qual uma das espécies
tem benefícios sem prejudicar a outra, possi-
bilitando melhores chances de alimentação.
Exemplo: Certos peixes conhecidos
como rêmoras, possuem ventosas no lado su-
perior do corpo. Através delas, prendem-se no
corpo de tubarões e fica fácil consumirem os
restos das presas capturadas por estes peixes. Amensalismo - relação em que uma
Além disso, usando-os como meio de transpor- das espécies inibe o crescimento ou a re-
te, economizam energia que teriam que gastar, produção de outra. Ex: fungos, que liberam
se tivessem que nadar em busca de alimento. antibióticos no meio, inibindo o crescimento
de bactérias. As folhas (agulhas) de certos
Relações interespecíficas pinheiros caem e forram o solo, impedindo o
desarmônicas crescimento de outros vegetais.

Predatismo (+/─) Relações intraespecíficas


(entre indivíduos da mesma espécie)
Competição (─/─)
Relações
desarmônicas Parasitismo (+/─) Relações Colônias
(negativas) harmônicas
Amensalismo Sociedades
(0/─) ou (+/─)
Canibalismo(+/-)
Ocorrem entre indivíduos de espécies di- Relações
ferentes, causando prejuízos para uma delas. desarmônicas Competição
Predatismo - nesta relação, um orga- intraespecífica(-/-)
nismo, chamado de predador, captura, mata
e se alimenta de outro, chamado de presa. Relações harmônicas
Exemplos: O gato é o predador do
rato, o leão é o predador da zebra e o ho- Colônias - Ocorrem entre indivíduos da
mem é o predador de muitos animais. mesma espécie, proporcionando benefícios en-
Competição - As duas espécies são pre- tre eles. Vivem ligados uns aos outros, não con-
judicadas, como na disputa por alimento, ou seguindo sobreviver isoladamente. Existem colô-
pela conquista e defesa de um território. nias nas quais os indivíduos realizam as mesmas
Parasitismo - nesta associação, a espé- funções e colônias que podem ser formadas por
cie menor geralmente vive dentro de outra ou indivíduos que têm funções diferentes, havendo
sobre ela, alimentando-se dela, porém, sem então uma divisão de trabalho entre eles.
matá-la, na maioria dos casos. Ex: protozoá- Exemplos: Os corais são colônias forma-
rios, fungos e vermes parasitas. Entre os vege- das por animais invertebrados do grupo dos ce-
tais, a cochonilha vive sobre as folhas, alimen- lenterados, todos realizando as mesmas funções.
tando-se da seiva elaborada. O cipó-chumbo, Secretam carbonato de cálcio, formando uma
que se assemelha a um enovelado amarelo, base sólida externa, onde vivem fixos e juntos.
Biologia 3 - Aula 6 91 Instituto Universal Brasileiro
O crescimento desta estrutura calcá-
rea forma os recifes de corais. férteis e morrem após o vôo nupcial, durante
As ‘caravelas’ também são colônias for- o qual a fêmea é fecundada. As operárias são
madas por celenterados. No entanto, os indi- fêmeas estéreis, encarregadas de procurar e
víduos desta colônia têm aparência diferente, transportar pólen e néctar, construir a colmeia
apesar de serem da mesma espécie, exercem e cuidar de sua limpeza e da alimentação das
funções diferentes na colônia: um retém ar e larvas que saem dos ovos. As espécies melí-
funciona como flutuador, como uma bolha, man- feras produzem o mel a partir do néctar e do
tendo a colônia flutuando na água do mar; ou- pólen, transformados pela ação de substân-
tros se encarregam da reprodução, outros da cias salivares destes animais. As operárias
alimentação e outros protegem a colônia com produzem ainda a geléia real, que é uma se-
seus tentáculos e com produção de substâncias creção glandular rica em proteínas e vitami-
urticantes, isto é, que causam um forte ardor. nas. A larva alimentada exclusivamente com
geléia real durante todo o período de seu de-
senvolvimento, produzirá uma fêmea rainha.

Sociedade das formigas

Esta sociedade também está organi-


zada em castas sociais. A rainha é a única
fêmea fértil e os machos morrem após a fe-
Sociedades - As sociedades são asso- cundação da rainha.
ciações de organismos de mesma espécie, As operárias são fêmeas estéreis. As
fisicamente separados, que se relacionam maiores, com grandes mandíbulas, são
socialmente segundo regras de comporta- os soldados; as que cortam e transportam
mento que visam a cooperação, a organiza- folhas são as carregadoras è as menores
ção e o bem-estar de todos. encarregam-se dós trabalhos dentro dos
É o caso, por exemplo, das sociedades hu- formigueiros, de sua limpeza, das larvas
manas, dos cardumes de peixes, das alcateias e da ‘criação’ de fungos que se desenvol-
(bandos de lobos), das sociedades de insetos vem nas folhas cortadas, provocando a
como abelhas, vespas, formigas e cupins. sua decomposição. Estes fungos consti-
As sociedades dos insetos estão orga- tuem o alimento das formigas.
nizadas em castas sociais, isto é, grupos
de indivíduos que exercem diferentes tipos Sociedade dos cupins
de atividades necessárias à sobrevivência,
sendo que alguns podem até ser um pouco Os cupins ou térmitas, também estão
diferentes na forma e no tamanho, mesmo organizados em castas sociais. Após a fe-
pertencendo à mesma espécie. cundação da rainha, os machos não mor-
rem como no caso das abelhas e formigas.
Eles se tornam soldados ou operários. Os
soldados têm grandes mandíbulas para a
defesa do cupinzeiro. As operárias respon-
sabilizam-se pela construção do cupinzei-
Sociedade das abelhas ro, limpeza e cuidados com os ovos e as
larvas. A rainha tem um abdômen enorme,
Está organizada em castas sociais: a desproporcional ao tamanho do resto do
rainha, as operárias e os zangões. corpo, não podendo nem se movimentar.
A rainha é a única fêmea fértil, encarre- É cuidada e alimentada pelas operárias e
gada de pôr ovos. Os zangões são machos produz milhares de ovos por dia.

Biologia 3 - Aula 6 92 Instituto Universal Brasileiro


Relações desarmônicas
Níveis de organização biológica dos
seres vivos:
Canibalismo - Ocorre entre indiví-
Célula Tecido Órgão Sistema
duos de mesma espécie, causando prejuí-
zos para um deles. Indivíduo
Esta relação pode ocorrer em situa-
ções extremas, geralmente relacionadas à Níveis de organização ecológica dos
seres vivos:
falta de espaço ou à falta de alimento.
População Comunidade Ecossistema
O indivíduo que mata e come um outro
da mesma espécie, é chamado de canibal. Biosfera
É comum ocorrer entre ratos, ocasionada
pela falta de espaço. População - conjunto de organismos da
mesma espécie.
Comunidade (biocenose) - conjunto de
Competição intraespecífica
diferentes populações.

É uma relação na qual os indivíduos de Ecossistema


mesma espécie competem entre si pelo ali-
mento, disputando fêmeas, defendendo terri- É formado por comunidade biótica (seres
tórios, etc. Nesta competição ou concorrência, vivos) e os fatores abióticos do meio (físicos e
os mais fortes e melhor adaptados levam van- químicos). Constitui a unidade básica da Ecolo-
tagens sobre os demais. Apesar da competi- gia. Há vários tipos de ecossistemas, agrupados
ção, muitos são unidos nas situações em que em dois: aquático (marinho, fluvial, lacustre) e
a população está ameaçada. terrestre (florestas, desertos, cidades).
Aqui finalizamos o estudo sobre as rela- Biosfera - conjunto de todas as regiões
do planeta Terra onde há vida.
ções ecológicas entre as espécies vivas. Não po-
Seres autótrofos são os seres fotos-
demos nos esquecer que as interacões entre os sintetizantes, vegetais e algas, que sinteti-
seres vivos acontecem ao mesmo tempo em que zam seu próprio alimento.
eles interagem com o ambiente em que vivem. Seres heterótrofos - são aqueles que não
Cabe ao ser humano usar inteligente- sintetizam alimento: bactérias, a maioria dos
mente os recursos do ambiente sem compro- protozoários, todos os fungos e todos os animais.
meter sua qualidade, em benefício das espé- Num ecossistema, os seres autótrofos
cies vivas e dele próprio. são os produtores. Os seres heterótrofos
são os consumidores. O consumidor que se
alimenta do vegetal é herbívoro, chamado con-
sumidor primário. Todos os demais consumi-
dores são animais, na seguinte sequência: se-
cundário, terciário, quaternário.
Os restos dos seres vivos também servem
Ecologia, Ecossistemas de alimento para certos heterótrofos, que são as
e Relações ecológicas bactérias e os fungos.
Estes microrganismos são consumido-
Ecologia res especiais, chamados de decompositores
do ecossistema, pois provocam a putrefa-
Ecologia é o estudo das relações ção(apodrecimento).
que os seres vivos mantêm entre si e com Cadeia alimentar é a sequência de
o ambiente em que vivem. seres vivos em que cada um serve de ali-
mento para um outro. Representa a transfe-
Fatores bióticos do ambiente: os se- rência da matéria orgânica nos seres vivos,
res vivos que nele habitam. desde os produtores até os decomposito-
Fatores abióticos (não vivos): elementos res. Os produtores são sempre os vegetais
químicos e físicos: ar, água, solo, temperatura. e os consumidores, animais. Consumidor

Biologia 3 - Aula 6 93 Instituto Universal Brasileiro


primário ou de primeira ordem é o herbívoro de cada indivíduo, mas sim, seu número total.
(come vegetal), enquanto que os outros são Hábitat - é o lugar onde vive determi-
sempre carnívoros(comem animais). nada espécie.
Nos ambientes aquáticos: Nicho ecológico - é o que o ser faz
Produtores - são seres fotossintetizan- para viver; os seus costumes, do que se ali-
tes, que constituem o fitoplâncton: algas mi- menta.
croscópicas e flutuantes. Na natureza, duas espécies diferen-
Consumidores - o zooplâncton, forma- tes não podem ter o mesmo nicho ecológico
do por animais pequeninos que vivem na su- pois estariam numa situação de competição.
perfície da água e vários tipos de larvas. Podem ter o mesmo hábitat, desde que te-
Todos os animais aquáticos são consumi- nham nichos ecológicos diferentes.
dores nos respectivos ecossistemas.
No mar, podem ser consideradas três Relações ecológicas
profundidades, onde vivem diferentes es-
pécies: Interespecíficas - ocorrem entre se-
Plâncton(seres flutuantes), fitoplânc- res de diferentes espécies, sendo tam-
ton e zooplancton. bém chamadas de heterotípicas (hetero =
Nécton(nekton = natação), formado pelo diferente).
conjunto de animais aquáticos capazes de nadar Intraespecíficas- ocorrem entre se-
livremente, vencendo a resistência da água. res de mesma espécie, sendo também
Bentos(bénthon = profundidade) - conjun- chamadas de homotípicas (homo = igual,
to de seres que vivem no fundo. semelhante).
O fluxo de energia entre os seres vi- As relações podem ser:
vos diminui em cada nível trófico à medida Harmônicas: com vantagens para, pelo
que se afasta dos produtores. menos uma das espécies envolvidas.
Biomassa - é a massa seca ou úmida Desarmônicas: com desvantagem ou
dos organismos que formam um nível trófico prejuízo para uma das espécies.
ou um ecossistema, por unidade de superfície
ou de volume. Relações harmônicas
As unidades de medida de biomassa são
g/m2, kg/ha ou g/m3. Sabendo-se que 1g de Interespecíficas: Mutualismo(+/+)
biomassa equivale a 4kcal, pode-se expressar a Inquilinismo(+/+)
biomassa em kcal/m2 ou kcal/m3. Comensalismo (+/0)
Pirâmides ecológicas - São diagramas
de alguns parâmetros tróficos, em forma de bar- Intraespecíficas: Colônias
ras horizontais sobrepostas. Os parâmetros tró- Sociedades
ficos utilizados são a energia, a biomassa e o
número de indivíduos.
Pirâmide de energia - cada degrau repre- Relações desarmônicas
senta a quantidade de energia em cada nível
trófico. O tamanho dos degraus vai diminuindo, Interespecíficas: Predatismo (+/─)
significando que a quantidade de energia trans-
Competição (─/─)
ferida de um nível trófico para outro é sempre
menor, pois cada nível só dispõe de parte da Parasitismo (+/─)
energia existente no anterior.
Pirâmide de biomassa - representa a Amensalismo
quantidade de matéria (massa) existente nos (0/─) ou (+/─)
seres vivos de um ecossistema, em cada ní-
vel trófico. Intraespecíficas: Canibalismo(+/-)
Pirâmide de números - representa o
número de indivíduos de cada nível trófico. Competição
Esse tipo de pirâmide não fornece muita in- intraespecífica(-/-)
formação porque não considera o tamanho

Biologia 3 - Aula 6 94 Instituto Universal Brasileiro


5. O tipo de relação ecológica que se es-
tabelece entre as flores e as abelhas que nelas
coletam pólen e néctar, é chamado:

a) ( ) comensalismo.
1. Qual das seguintes categorias eco- b) ( ) competição.
lógicas é constituída por seres de uma única c) ( ) amensalismo.
espécie? d) ( ) mutualismo.

a) ( ) Biosfera 6. Entre os seres vivos que compõem uma


b) ( ) Ecossistema comunidade, podemos observar relações harmô-
c) ( ) População nicas e desarmônicas. São exemplos de relações
d) ( ) Comunidade harmônicas e desarmônicas, respectivamente:

2. Animais que vivem em suspensão a) ( ) parasitismo e predatismo.


nos ambientes aquáticos e carregados pe- b) ( ) predatismo e mutualismo.
las correntes de água formam: c) ( ) comensalismo e parasitismo.
d) ( ) comensalismo e mutualismo.
a) ( ) o plâncton.
b) ( ) o fitoplâncton. 7. (FUVEST) Qual a quantidade de ener-
c) ( ) o zooplâncton. gia que está disponível para os consumidores
d) ( ) o nécton. primários de uma comunidade?

3. Que tipos de organismos devem es- a) ( ) Toda a energia incorporada na fo-


tar necessariamente presentes em um ecos- tossíntese durante a vida do vegetal.
sistema para que ele se mantenha? b) ( ) Toda energia luminosa que é ab-
sorvida pelas plantas.
a) ( ) Herbívoros e carnívoros. c) ( ) A porção de energia incorporada
b) ( ) Herbívoros, carnívoros e de- nas substâncias químicas existentes nas plantas.
compositores. d) ( ) A porção de energia transforma-
c) ( ) Produtores e herbívoros. da em calor durante as reações químicas das
d) ( ) Produtores e decompositores. células do vegetal.
e) ( ) A porção de energia utilizada pela
4. O esquema abaixo representa as respiração celular do vegetal.
relações tróficas de um campo.
8. Sabemos que as pirâmides de energia,
em face de suas propriedades, são as mais uti-
Roedores Cobras
lizadas pelos ecológicos. A respeito desse tipo
de pirâmide, marque a alternativa incorreta.
Plantas
a) ( ) Uma pirâmide de energia sempre
Insetos Sapos
apresenta o vértice voltado para cima.
b) ( ) Através de uma pirâmide de ener-
Um gavião que se alimenta de roedo- gia, é possível analisar o conteúdo energético
res e de cobras é um consumidor de: presente em cada nível trófico.
c) ( ) O nível mais energético está lo-
a) ( ) segunda ordem, apenas. calizado no ápice da pirâmide.
b) ( ) segunda, terceira e quarta ordens. d) ( ) Através de uma pirâmide de ener-
c) ( ) quarta ordem, apenas. gia, podemos perceber que a energia se per-
d) ( ) terceira e quarta ordem, apenas. de de um nível trófico para outro.
Biologia 3 - Aula 6 95 Instituto Universal Brasileiro
to, quando gaviões se alimentam deles, são
consumidores de segunda ordem.
Porém, na cadeia alimentar apresentada,
as cobras podem ser consumidores de segun-
da ordem, quando se alimentam de roedores
1. c) ( x ) População. e então, o gavião será o consumidor de ter-
ceira ordem. Quando as cobras se alimentam
Comentário. Organismos de uma mes- dos sapos elas são consumidores de terceira
ma espécie que vivem e se reproduzem numa ordem e então, o gavião será o consumidor de
certa área ou espaço físico, constituem uma quarta ordem.
população. Exemplos: população de uma cer-
ta espécie de bactérias, população de uma 5. d) ( x ) mutualismo.
espécie de macacos. Comentário. A relação entre as flores e
as abelhas é vantajosa para ambas (mutua-
2. c) ( x ) zooplâncton. lismo), pois apesar de fornecerem néctar e
pólen às abelhas para a produção do mel, as
Comentário. Seres vivos muito peque- flores têm garantido o transporte de seu pólen
nos, até microscópicos, que vivem na super- até outras flores, garantindo a reprodução.
fície aquática, constituem o plâncton. Este é
formado pelo zooplâncton (animais minúscu- 6. c) ( x ) comensalismo e parasitismo.
los e larvas) e pelo fitoplâncton (algas micros-
cópicas e outras flutuantes). Comentário. No comensalismo, uma
das espécies tem benefícios sem prejudicar a
outra, possibilitando melhores chances de ali-
mentação. É uma relação harmônica. O para-
sitismo é uma relação desarmônica, pois uma
espécie é beneficiada (parasita), enquanto a
outra é prejudicada (hospedeira).

7. c) ( x ) A porção de energia incor-


porada nas substâncias químicas existen-
3. d) ( x ) Produtores e decompositores. tes nas plantas.

Comentário. A energia solar é transferi- Comentário. Pela fotossíntese, os ve-


da aos ecossistemas através dos produtores getais transformam a energia luminosa em
e a matéria orgânica dos restos e dos cadá- energia química, presente nas substâncias
veres dos seres é decomposta pelos decom- formadas a partir da glicose. É dessas subs-
positores, que liberam os nutrientes que serão tâncias, os carboidratos, que os consumido-
novamente utilizados pelos seres vivos. res primários retiram a energia, pelo processo
da respiração celular.
4. b) ( x ) segunda, terceira e quarta
ordens. 8. c) ( x ) O nível mais energético
está localizado no ápice da pirâmide.
Roedores Cobras
Plantas Comentário. Todas corretas, exceto a
questão c. O nível energético mais elevado é
Insetos Sapos formado pelos organismos produtores. Como
a energia se perde a cada nível trófico, os ní-
Comentário. Os roedores são consumi- veis próximos ao ápice são os que apresen-
dores primários ou de primeira ordem. Portan- tam menos energia.
Biologia 3 - Aula 6 96 Instituto Universal Brasileiro

Você também pode gostar