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Eletrodinâmica: Geradores & Resistores

AULA 5 Tudo parece movido à energia elétrica! A iluminação das cidades, das casas,
dos ambientes de trabalho, lazer; os aparelhos elétricos que utilizamos no
dia a dia de maneira quase que automática. Só percebemos sua importância,
quando acontece um apagão ou uma falha de transmissão parcial. Dá para
imaginar o mundo sem energia elétrica?

A energia elétrica que consumimos no dia a dia faz um longo percurso!

Qual o impacto da eletricidade no mundo moderno?

A eletricidade se tornou a principal fonte de luz, calor e força utilizada no mundo moderno. Ativi-
dades simples como assistir à televisão ou navegar na internet são possíveis porque a energia elétrica
chega até a sua casa. Fábricas, supermercados, shoppings e uma infinidade de outros lugares precisam
dela para funcionar. Essa é a parte do consumo que vivemos no dia a dia, como um passe de mágica!
Grande parte dos avanços tecnológicos que alcançamos se deve à energia elétrica. Obtida a partir
de todos os outros tipos de energia, a eletricidade é transportada e chega aos consumidores no mundo
inteiro por meio de sistemas elétricos complexos, compostos de quatro etapas: geração, transmissão,
distribuição e consumo.
O primeiro passo para produzir energia elétrica é obter a força necessária para girar as turbinas das
usinas de eletricidade. Gigantescos sistemas de hélices, elas movem geradores que transformam a ener-
gia mecânica (movimento) em energia elétrica. Essa força pode ser obtida de diversas fontes de energia
primária. No caso do Brasil, a energia elétrica vem, em primeiro lugar, de usinas hidrelétricas; depois, de
termelétricas; e, por último, de usinas nucleares.
As usinas de energia elétrica são, geralmente, construídas longe dos centros consumidores (ci-
dades e indústrias) e é por isso que a eletricidade produzida pelos geradores tem de viajar por longas
distâncias, em um complexo sistema de transmissão. Ao sair dos geradores, a eletricidade começa a ser
transportada através de cabos aéreos, revestidos por camadas isolantes e fixados em grandes torres de
metal, constituindo uma rede de transmissão. No caminho, a eletricidade passa por diversas subestações
de distribuição, onde aparelhos transformadores aumentam ou diminuem sua voltagem, alterando o que
chamamos de tensão elétrica. Várias agências ficam responsáveis pela medição do consumo de energia!

Disponível em: http://www.eletrobras.com/elb/natrilhadaenergia/energia-eletrica/main.asp?View={B1E5C97A-39C6-


49BE-9B34-9BC51ECC124F}. Adaptado.

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Eletrodinâmica: Geradores & Resistores
Geradores (tensão elétrica ou
energia elétrica que uma partícula loca-
diferença de potencial – ddp) lizada possui e a sua própria carga elé-
trica. Esta relação define uma grandeza
chamada potencial elétrico.

polo condutor
+

A
pilha
B
-
polo

Assim para os pontos A e B, temos,


respectivamente:

EA EB
VA = VB =
ΔQ ΔQ
Geradores. São dispositivos que
transformam qualquer tipo de energia em
energia elétrica. São também responsá-
veis por fornecê-la e mantê-la. Os gera- Diferença de potencial - ddp
dores podem ser de corrente contínua, O gerador mantém entre seus polos uma
como as pilhas e baterias, ou de corrente diferença de potencial, que chamamos de
alternada, que é a energia fornecida pe- ddp, ou tensão elétrica, representada por U,
las empresas de eletricidade. e definida como:

U = VA - VB onde VA > VB
Exemplo da pilha

Para que possamos ter uma cor- • polo de maior potencial é representa-
rente elétrica circulando em um condu- do como polo positivo.
tor, precisaremos fornecer energia às • polo de menor potencial é representa-
cargas elétricas. Desta maneira é ne- do como polo negativo.
cessário o uso de um aparelho chama- A unidade de potencial (e tensão) no Sl é
do gerador. Na prática há diversos tipos o Volt, correspondendo a:
de geradores, como por exemplo: as
pilhas de lanterna. Nos geradores, ou- 1J
tros tipos de energia são transformadas 1 Volt = 1 Volt = 1 Joule/1 Coulomb
1C
em energia elétrica. Nas pilhas de lan-
terna, a energia química é transforma-
da em energia elétrica. Chamamos de Como já estudado, o trabalho da força
polos de um gerador os seus terminais. elétrica é dado por:
Quando um condutor é ligado aos po-
los de um gerador, há, em cada uma de T = ΔQ . (VA - VB)
suas extremidades, uma relação entre a

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Quando a carga elétrica atravessa o tre- bilitando a conversão da energia mecânica
cho AB do condutor, que está ligado aos polos em elétrica. Pela abundância de grandes
A e B do gerador. cursos d’água espalhados por quase todo
Sendo o território brasileiro, a principal fonte de
energia em nosso país, é a hidrelétrica.
U = VA - VB T = ΔQ . U

como potência é:

P = ΔQ
Δt

o que resulta,

P=U.i

que é a potência elétrica fornecida pelo


gerador.

Potência
Potência
elétrica (P)
não
elétrica
Gerador
(PG) Potência
dissipada
Itaipu, localizada no rio Paraná, foi
construída entre 1975 e 1982, pelos gover-
A potência não elétrica de um gerador é nos do Brasil e do Paraguai, é a nossa maior
a energia não elétrica que ele transforma por geradora de eletricidade, e também do mun-
unidade de tempo. Ela é proporcional à inten- do. A Itaipu Binacional, operadora da usi-
sidade de corrente i. na, é a líder mundial em produção de ener-
gia limpa e renovável, tendo produzido mais
PG= E . i de 2,4 bilhões de MWh desde o início de sua
operação. Só para comparar: a Hidrelétrica
Onde E é uma constante, denominada de das Três Gargantas, na China, produziu cer-
força eletromotriz do gerador (fem) e é uma ca- ca de 800 milhões de MWh desde o início de
racterística do mesmo, medida em volts. sua operação (2006), com uma potência ins-
talada 60% maior do que a de Itaipu (22.500
MW contra 14.000 MW). Em termos de re-
Fontes de energia elétrica corde anual de produção de energia, a usina
Fontes renováveis, como a força das de Itaipu ocupa o primeiro lugar ao superar
águas, dos ventos ou a energia do sol e re- seu próprio recorde que era de 98,6 milhões
cursos fósseis, estão entre os combustíveis de megawatts-hora. Em 2016, a usina de
usados para a geração da energia elétrica. Itaipu Binacional realizou um feito histórico
Por meio de turbinas e geradores, podemos ao produzir, em um único ano calendário,
transformar outras formas de energia, como a mais de 100 milhões de MWh de energia
mecânica e a química, em eletricidade. limpa e renovável. No total, em 2016, foram
produzidos 103.098.366 MWh de energia.
Tipos de fontes energéticas
• Solar
• Hidráulica São sistemas de geração de energia
A queda d’água movimenta as turbi- construídos de modo a transformar ener-
nas que estão ligadas a geradores, possi- gia luminosa em energia elétrica, como por
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exemplo, as placas solares feitas de um com-
posto de silício que converte a energia lumi- estarão no topo dos prédios e comple-
nosa do sol em energia elétrica. mentarão os painéis solares. Atualmen-
te, já existem esses modelos em cidades
brasileiras, onde o vento é constante,
como por exemplo, em Fortaleza, capi-
tal do Ceará.

• Química
A produção de eletricidade a partir da São geradores construídos de forma
energia solar vem crescendo nos últimos capaz de converter energia potencial quí-
anos e o uso mais generalizado é para a mica em energia elétrica (contínua ape-
obtenção de energia térmica. Esta utiliza- nas). Este tipo de gerador é muito encon-
ção atende vários setores, que vão desde a trado, como baterias e pilhas.
indústria (secagem de grãos na agricultura)
até o residencial, para aquecimento da água.
Outra tendência é o uso da energia solar para
a obtenção conjunta de calor e eletricidade.

• Eólica
É a energia cinética contida nas massas
de ar em movimento (vento). Seu aproveita-
mento ocorre por meio da conversão da ener-
gia cinética de translação em energia cinética
de rotação, com o emprego de turbinas eóli-
cas (aerogeradores) para a geração de ele-
O que distingue pilhas de baterias?
tricidade, ou de cataventos e moinhos, para
trabalhos mecânicos como bombeamento de
É comum usarmos os termos pilhas
água.No Brasil, as regiões com maior poten-
e baterias sem fazermos distinção des-
cial eólico são: Nordeste, Sudeste e Sul.
ses dois objetos, mas o que exatamen-
te os difere? A pilha é um sistema com
dois eletrodos e a bateria é um conjunto
de pilhas ligadas em série.

O número de usinas eólicas no • Térmica


mundo aumenta 24% a cada ano. No Geradores térmicos são aqueles ca-
futuro, esses geradores não poluentes pazes de converter energia térmica em
energia elétrica, diretamente. A queima
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de um combustível transforma a energia
química dos seus componentes em calor, para o gasoso, por meio da ação de mi-
sendo o gás natural um dos mais utilizados crorganismos que decompõem a maté-
no Brasil. O vapor produzido na queima do ria orgânica em um ambiente anaeró-
gás é utilizado para movimentar as turbinas bico. A utilização do lixo para produção
ligadas a geradores. O trabalho mecânico, de energia permite o uso desse biogás,
produzido pelas turbinas é transformado que é composto por gases que contri-
em energia elétrica pelo gerador elétrico. buem para o aquecimento global: prin-
cipalmente metano (CH4) e dióxido de
Fontes de energia térmica carbono (CO2). Ainda contém nitrogênio
(N2), hidrogênio (H2), oxigênio (O2) e gás
Petróleo. É o principal respon- sulfídrico (H2S), em pequenas quantida-
sável pela geração de energia elétrica des. A geração de energia por esta fonte
em diversos países do mundo, atra- permite a redução dos gases causado-
vés da queima de seus derivados em res do efeito estufa, além de diminuir a
caldeiras, turbinas e motores de com- poluição do solo e dos lençóis freáticos.
bustão interna. Da mesma forma, o No Brasil, ainda são poucas as usinas
carvão é responsável por cerca de 8% termelétricas movidas a biogás.
de todo o consumo mundial de ener-
gia, e de 39% de toda a energia elé-
trica gerada. Para a preservação do
carvão na matriz energética mundial,
atendendo às metas ambientais, têm
sido pesquisadas e desenvolvidas tec-
nologias de remoção de impurezas
e de combustão eficiente do carvão.
Energia nuclear. É proveniente
da fissão do urânio em reator nuclear.
Apesar da complexidade, seu princípio
de funcionamento de uma usina nucle-
ar é semelhante ao de uma termelétri-
ca convencional, onde o calor gerado
pela queima de um combustível produz
vapor, que aciona uma turbina, acopla-
da a um gerador de corrente elétrica.
Biomassa. É a massa total de
organismos vivos numa área. Cons- Carro elétrico. Vem para o mer-
titui uma importante reserva de ener- cado com força total. As grandes com-
gia, pois é formada por hidratos de panhias automobilísticas buscam novas
carbono. No Brasil, o maior recur- soluções a cada dia para ganhar consu-
so para geração de energia elétrica midores, cada vez mais conscientes e
a partir da biomassa, é o bagaço da exigentes em termos de níveis de polui-
cana-de-açúcar, cujo aproveitamento ção, emissões de carbono e eficiência
pode ser feito diretamente, por meio energética. A Nissan inova ainda mais e
da combustão em fornos e caldeiras. desenvolve o carro elétrico recarregável
Biogás. É obtido a partir da bio- sem fio. Ele funciona a partir da indução
massa contida em dejetos (lixo urbano, eletromagnética entre duas bobinas,
industrial e agropecuário), e em esgotos, uma colocada em baixo do carro e ou-
que passa naturalmente do estado sólido tra no chão. Três horas são o suficiente

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para que o veículo esteja pronto para
Potência não
mais um rolê. A vantagem é que será
elétrica (P R)
mais fácil recarregar o carro em estacio- Potência
Receptor
namentos e garagens e não apenas em elétrica
(P) Potência
casa. E a empresa cogita a possibilida- dissipada
de de haver bobinas embutidas nas ave-
nidas e rodovias, de modo que os veícu-
À queda de potencial em função da
los possam ser recarregados enquanto
energia elétrica em outra forma de energia,
estão em movimento. A invenção ainda
que não a térmica, nós a representaremos
não tem data para ser lançada oficial-
por E’ e a chamaremos de força contra-ele-
mente no mercado, mas os engenheiros
tromotriz do receptor (fcem). No SI a unida-
garantem que o procedimento será sim-
de da fcem é o volt (V). A potência não elétri-
ples e barato.
ca desenvolvida pelo receptor é diretamente
proporcional à corrente i que o atravessa. E
é calculada a partir da fórmula:
Rendimento de um gerador
O rendimento de um gerador é defini-
PR = E’ . i
do pelo quociente entre a potência elétri-
ca transferida ao circuito (P), pela potência
não elétrica absorvida pelo gerador (P G). Potência no Sl é expressa em Watt (W)
Assim,
O rendimento elétrico do receptor é defi-
P U.i U nido pelo quociente entre a potência não elé-
ƞ= ƞ= ƞ= trica desenvolvida pelo receptor e a potência
PG E.i E
elétrica fornecida ao receptor, ou seja:

PR E’ (*)
ƞ= = E’ . i =
Receptores P U.i U

Receptores elétricos. São dispo-


sitivos que transformam energia elétrica Na vida prática, o rendimento é
em outra forma de energia, seja ela me- dado percentualmente, ou seja, o quo-
cânica, térmica, entre outras. Um exem- ciente é multiplicado por 100%.
plo de receptor é o motor elétrico que
transforma energia elétrica em energia
mecânica, sendo a base para o funcio- Veja dois exemplos a seguir:
namento de vários aparelhos, como os 1. Um gerador tem uma potência de
ventiladores, batedeiras, liquidificado- 1.500 W e, um receptor, consome 300 W
res etc. em aquecimento. Calcule a eficiência.
Resolução:
Qualquer componente elétrico que, A potência fornecida pelo gerador é
uma vez atravessado por uma corrente elé- de 1.500W. O receptor consome 300 W
trica, a transforme em outra modalidade em energia térmica; daí a potência não
de energia, que não seja somente térmica, elétrica é de 1.200 W. (1.500 - 300).
podendo ser mecânica, química, luminosa, O rendimento n é calculado:
sonora, recebe o nome de receptor. No re-
ceptor, a energia elétrica é transformada ƞ = 1.200 = 0,8 (80%)
1.500
em energia térmica (dissipada) e em outra
forma qualquer de energia.
Física 3 - Aula 5 48 Instituto Universal Brasileiro
2. Uma lâmpada tem rendimento de
12%. Se a potência luminosa da mesma U=R.i
é de 3 W, calcule a potência que lhe é
fornecida. R é a constante de proporcionalidade
Resolução: e representa uma característica do resistor
A lâmpada é um receptor, pois rece- que é a resistência elétrica. No S.l.,ela é
be energia elétrica (P) e a transforma em medida em Ohm, e seu símbolo é a letra
energia luminosa (PR). grega Ω (ômega).
O cálculo do rendimento é dado por: Do que vimos até agora:
P
ƞ= R
1 volt
P U
R= i 1 ohm = ; 1 Ω = 1V
3 1 ampére 1A
12% = 0,12 = ƞ 0,12 =
P
P = 25 W
Lei de Joule – potência
dissipada num resistor
Resistores O trabalho realizado pelas forças elé-
tricas, quando uma carga se desloca de um
Resistores. São elementos de cir- ponto A para um ponto B, é representado
cuito elétrico que apresentam resistência na fórmula:
à passagem de corrente elétrica e têm
como função a conversão de energia TAB = q . (VA - VB)
elétrica em energia térmica, processo
esse denominado de efeito joule.
Se a carga q for transportada num
As cargas elétricas, quando percor- tempo t, teremos:
rem um condutor, interagem com os átomos
e moléculas do condutor, decorrendo daí, TAB q
= . (VA - VB)
um aquecimento do mesmo. Chamamos t t
esta conversão de energia de efeito Joule.
Chamamos ainda de resistor a todo compo- Mas, o trabalho realizado na unidade
nente elétrico que se presta a transformar a de tempo é a potência; logo:
energia elétrica em energia térmica. Na vida
prática encontramos diversos resistores em- TAB
P=
pregados em aparelhos elétricos, como se- t
cadores de cabelo, aquecedores, chuveiros
etc. Nos circuitos elétricos, os resistores são Como a intensidade de corrente é:
representados pelos símbolos abaixo.
TAB
P=
t
ou
a expressão:

Verificou-se, experimentalmente, a re- TAB q


lação entre a ddp aplicada a um resistor e a = . (VA - VB)
t t
corrente elétrica que por ele circula.
Esta relação foi chamada de Lei de
Ohm, e é dada por: ficará:
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isto é, a potência dissipada em um resistor
é o quociente entre o quadrado da dife-
P = i . (VA - VB)
rença de potencial aplicada ao resistor,
e a resistência do mesmo.
As expressões obtidas para a potência
Mas, U = VA - VB(ddp) dissipada num resistor são equivalentes.

Então, P = i . U (I) U2
P = R . i2 e P=
R

Estudo da potência
Unidade de potência
dissipada num resistor
A unidade de potência no SI é o watt (W).
► Primeira expressão da potência (lei
de Joule) 1J
1W=
Acabamos de achar a expressão da po- 1s
tência: P = i . U.
Para um resistor de resistência elétrica Além do watt, usa-se com frequência as
R, pela primeira Lei de Ohm, foi visto que: unidades:
R=U i de onde obtemos o valor da dife- 1 kW (1 quilowatt) = 1.000 W
rença de potencial: U = R . i. 1 MW (1 megawatt) = 1.000.000 W =
Substituindo na expressão da potência, 1000 kW
temos: P = i . R . i ou: 1 cv (1 cavalo-vapor) = 735 W
1 HP (1 horse-power) = 746 W
P = R . i2
Exemplos:
1. Qual é a resistência do fio de co-
isto é, a potência dissipada num resistor é bre que, sob a diferença de potencial de
o produto da resistência elétrica do resistor 220 V, é atravessado por uma corrente de
pelo quadrado da intensidade de corrente 5 A de intensidade?
que o percorre. U = 220 V
Dados
i=5A
► Segunda expressão da potência
(lei de Joule) Resolução:
Da primeira Lei de Ohm podemos obter Aplicando R = U , temos: R = 220
i 5
a intensidae de corrente, isto é, Portanto:

U R = 44 Ω
i= (II)
R

2. Qual é a diferença de potencial


Substituindo (II) na expressão aplicada num condutor de 115 Ω de re-
sistência, quando a corrente que o atra-
P=i.U
vessa é 1,2 A?
teremos:
U2 R = 115 Ω
P= U .U P= Dados
R R i = 1,2 A

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• A resistência é inversamente proporcio-
Resolução: nal à secção transversal do fio.
Aplicando U = R . i Assim:
tem-se:
Rα 1
U = 115 . 1,2 S
U = 138V
• O material de que é composto o con-
dutor também influi no valor da resistência a
partir de uma característica própria do material
Resistividade que é chamada de resistividade. Resistência
é diretamente proporcional à resistividade.
Assim:
Resistividade elétrica. É uma
propriedade que define o quanto um Rαρ
material opõe-se à passagem de cor-
rente elétrica, de forma que: quanto
maior for a resistividade elétrica de um
Com base no que vimos, podemos
material, mais difícil será a passagem
escrever a equação da resistência em
da corrente elétrica, e quanto menor a
função do comprimento do condutor, de
resistividade, mais ele permitirá a pas-
sua resistividade e da secção transver-
sagem da corrente elétrica.
sal deste condutor.
Assim:

R= ρ ℓ
S

No Sl a unidade de medida da re-


sistividade é o ohm x metro Ωm.
• ρ é a resistividade eléctrica (em
ohm metros).
• R é a resistência eléctrica do ma-
A resistividade do material de-
terial (em ohms Ω).
pende da temperatura. Na maioria dos
• l é o comprimento (medido em
casos, a resistividade aumentará se a
metros m).
temperatura do material também au-
• S é a área da secção (em metros
mentar. Estas observações permitiram
quadrados m²).
que se escrevesse, matematicamente,
• α é o coeficiente do material.
este fenômeno por:

Fatores determinantes da
resistência elétrica ρ = ρ0 (1 + α Δ Θ)

• Admitindo que um resistor seja consti-


tuído por um condutor, verificamos que a re- ρ = resistividade na temperatura
sistência é diretamente proporcional ao com- final
primento do fio. Onde ρ0 = resistividade na temperatu-
Assim: ra inicial
α = coeficiente do material
Rαℓ Δ Θ = variação de temperatura

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Exemplos: Agora podemos calcular a resistência
1. Consideremos dois fios conduto- do fio, que é dada por:
res F1 e F2. O fio F1 é mais fino que o fio R= ρ ℓ
F2, isto é, a área de da secção transversal S
do fio F1 é menor que a área da secção R = 1,75 . 10 -8 10
transversal do fio F2. Perguntanmos: qual 50,24 . 10-6
dos fios possui maior resistência, tendo
ambos o mesmo comprimento e sendo 17,5 . 10-8
= 0,348 . 10 -2
do mesmo material? 50,24 . 10-6
Resolução: Como a resistência de R = 3,48 . 10-3
um condutor é inversamente proporcional Ω = 3,48 mΩ (mΩ = “mili ohm”)
à área de sua secção transversal, o fio
mais fino tem resistência maior, isto é, a
resistência de F1 é maior que a resistên-
cia de F2.
Nota: O fio mais grosso (F2) possui
mais espaço para a corrente fluir.

Eletrodinâmica:
2. Calcule a resistência de um fio Geradores & Resistores
de cobre de 10 m de comprimento de
diâmetro igual a 8 mm, sabendo-se que Geradores
ρ cobre = 1,75 . 10-8 Ω . m
São dispositivos que transformam
a) ( ) 8,43 mΩ qualquer tipo de energia em energia elé-
b) ( ) 6,84 mΩ trica. São também responsáveis por for-
c) ( ) 4,43 mΩ necê-la e mantê-la. Os geradores podem
d) ( x ) 3,48 mΩ ser de corrente contínua, como as pilhas
Resolução: e baterias, ou de corrente alternada, que
é a energia fornecida pelas empresas de
ℓ = 10 m eletricidade.
Dados D = 8 mm
ρcobre = 1,75 . 10-8 Ω . m Rendimento de Gerador
Pedido: R = ?
O rendimento elétrico de um gerador
Inicialmente, calculamos a área S é dado pela relação entre a potência elé-
da seção transversal do fio. trica útil fornecida ao circuito externo e sua
S potência elétrica total gerada:
S = π . r2

onde r é o raio da seção circular do fio. P U.i U


ƞ= ƞ= ƞ=
Então, PG E.i E
r = D = 8 = 4 mm = 4 . 10-3 m.
2 2
Receptores
S = π . r2
S = 3,14 . (4 . 10-3)2 = 3,14 . 16 .10-6 Os receptores elétricos são disposi-
tivos que transformam energia elétrica em
S = 50,24 . 10-6 m2
outra forma de energia, seja ela mecânica,

Física 3 - Aula 5 52 Instituto Universal Brasileiro


c) ( ) 100,8 x 1021 elétrons.
térmica, entre outras. Um exemplo de re- d) ( ) 106,3 x 1021 elétrons.
ceptor é o motor elétrico que transforma
energia elétrica em energia mecânica, 3. Um dispositivo elétrico é ligado a uma
sendo a base para o funcionamento de fonte de 220 V e desenvolve uma fcem de 13
vários aparelhos, como os ventiladores, V. Indique a alternativa que representa o valor
batedeiras, liquidificadores etc. do rendimento deste dispositivo.

Resistores a) ( ) 4,702%
b) ( ) 5,909%
São elementos de circuito elétrico c) ( ) 3,206%
que apresentam resistência à passagem d) ( ) 7,291%
de corrente elétrica e têm como função a
conversão de energia elétrica em ener- 4. Qual é o trabalho realizado quando a
gia térmica, processo esse denominado diferença de potencial aplicada em um condu-
de efeito joule. tor é 110 V, sendo a corrente 2,2 A, durante 7
segundos?
Resistividade
a) ( ) 1.694 J
Resistividade elétrica. É uma pro- b) ( ) 1.225 J
priedade que define o quanto um material c) ( ) 1.973 J
opõe-se à passagem de corrente elétrica, d) ( ) 2.100 J
de forma que: quanto maior for a resisti-
vidade elétrica de um material, mais difí- 5. Qual é a potência consumida por uma
cil será a passagem da corrente elétrica, lâmpada elétrica que funciona com diferença
e quanto menor a resistividade, mais ele de potencial de 110 V e intensidade de corren-
permitirá a passagem da corrente elétrica. te de 0,80 A?

a) ( ) 95 watts
b) ( ) 47 watts
c) ( ) 68 watts
d) ( ) 88 watts

6. Qual é a potência consumida por uma


1. Considere uma lâmpada de potência lâmpada cujo filamento tem resistência de 330 Ω,
25 W. Qual a corrente que passa pela mes- sendo a intensidade de corrente 0,4 A?
ma, sabendo que encontra- se ligada a uma
fonte de 127 V? a) ( ) 40,27 watts
b) ( ) 52,80 watts
a) ( ) 183,4 mA c) ( ) 48,90 watts
b) ( ) 244,8 mA d) ( ) 29,35 watts
c) ( ) 196,9 mA
d) ( ) 215,7 mA 7. A corrente que passa em um resistor
de 2.200 Ω, submetido a uma diferença de po-
2. Se esta mesma lâmpada, nas condições tencial de 440 V é igual a:
descritas pelo exercício 2, ficasse acesa por 24
horas, quantos elétrons passariam pela mesma? a) ( ) 100 mA
b) ( ) 200 mA
a) ( ) 102,9 x 1020 elétrons. c) ( ) 300 mA
b) ( ) 110,3 x 1022 elétrons. d) ( ) 400 mA
Física 3 - Aula 5 53 Instituto Universal Brasileiro
Aplicando:

T = q . (VA - VB)

e sendo q = i . t, temos:
1. c) (x) 196,9 mA
Comentário. Sabemos que P = U . i T = i . t . (VA - VB)
T = 2,2 . 7 . 110
25 = 127 . i i = 25
127 T = 1.694 J

i = 196,9 mA
5. d) (x) 88 watts
Comentário.
2. d) (x) 106,3 . 1021 elétrons
Comentário. Sabemos que i = Q Dados i = 0,80 A
Δt
U = 110 v

Q Aplicando: P=U.i
0,1969 =
24 . 60 . 60(24h = 24 . 60 . 60s) P = 110 . 0,80
a potência consumida é:
Q = 17,01 . 103 C
P = 88 watts
Dividindo-se este valor pelo módulo
de carga do elétron, teremos o número de 6. b) (x) 52,80 watts
elétrons: Comentário.
17,1 . 103 C
ƞ= R = 330 Ω
1,6 . 10-19 C Dados
i = 0,4 A
ƞ = 106,3 . 1021 elétrons
Aplicando: P = R . i2 (Lei de Joule)
3. b) (x) 5,909 % temos: P = 330 . (0,4)2
Comentário. O cálculo do rendimento é P = 330 . 0,16
dado por: P = 52,80 watts

P que é a potência consumida pela lâmpada.


ƞ = R = E’
P U
Portanto, 7. b) (x) 200 mA
Comentário.
13
ƞ= ƞ = 59,09 . 10-3 (5,909%)
220
Dados R = 2200 Ω Pedido: i = ?
U = 440 V
Aplicando:
4. a) (x) 1.694 J
Comentário. Lei de Ohm: U = R . i U
i=
R
440
U = 110 v i= = 0,2 A = 200. 10-3A =
2.200
Dados i = 2,2 A
t= 7 s 200 mA

Física 3 - Aula 5 54 Instituto Universal Brasileiro

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