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Eletrostática e Lei de Coulomb

AULA 1 Eletrostática (do grego elektron + statikos) é um ramo da física que investiga
as propriedades e o comportamento de cargas elétricas em repouso, popu-
larmente chamada de eletricidade estática. A Lei de Coulomb descreve mais
detalhadamente a interação eletrostática entre as partículas eletricamente
carregadas.

A eletricidade estática está presente em diversos pontos de nossa rotina

Muito além dos efeitos sobre os cabelos


Muitas vezes levamos choque quando tocamos em maçanetas, carros, ou mesmo em outras
pessoas. Isso acontece quando um corpo está tão eletrizado que descarrega a energia acumulada
no primeiro objeto condutor que aparece pela frente.
Ficamos carregados quando usamos calçados com sola de borracha ou roupas de lã e tecidos
sintéticos, que acumulam carga quando em movimento. Ao apertarmos a mão de outra pessoa, o
choque pode ocorrer porque a carga estática de uma é diferente da outra.
No caso dos carros, o processo é semelhante: se tivermos um acúmulo de carga elétrica, ao
tocarmos a superfície metálica, sentimos o choque, pois o carro acumula carga durante o movimento,
e o atrito com o ar faz com que as cargas fiquem na superfície metálica externa.
Dentre as muitas dádivas com que a natureza nos presenteou, a eletricidade é uma delas. Em-
bora estivesse presente entre nós desde tempos imemoriais, foi somente há cerca de 180 anos que
o homem começou a, efetivamente, conhecê-la e, a partir daí, colocá-la a seu serviço.
Quando vemos o mundo de hoje, parece-nos difícil acreditar que houve época em que o ho-
mem vivia sem se utilizar da eletricidade, como o fazemos cotidianamente.

Física 3 - Aula 1 5 Instituto Universal Brasileiro


Eletrostática e Lei de Coulomb
Eletrostática
História

Tales de Mileto

No século VI a.C., já conhecia o fenô-


meno e procurava descrever o efeito da ele-
trostática no âmbar. Também os indianos da
antiguidade aqueciam certos cristais que
atraiam cinzas quentes atribuindo ao fenô-
meno causas sobrenaturais. O fenômeno po-
rém, permaneceu através dos tempos apenas
como curiosidade.
No século XVI, William Gilbert utilizou Benjamin Franklin
a palavra “eletricidade”, esta derivada da
palavra grega elektron que era o nome que Com sua experiência sobre as des-
os gregos davam ao âmbar. Gilbert reconhe- cargas atmosféricas, demonstrou o poder
ceu que a propriedade eletrostática não era das pontas inventando o para-raios, porém
restrita ao âmbar amarelo, mas que diversas foi Coulomb quem executou o primeiro es-
outras substâncias também o manifestavam, tudo sistemático e quantitativo da estática
entre estas diversas resinas, vidros, o enxo- demonstrando que as repulsões e atrações
fre, entre outros compostos sólidos. Através elétricas são inversamente proporcionais
do fenômeno da eletrostática nos sólidos, ob- ao quadrado da distância, em 1785. Des-
servou-se a propriedade dos materiais iso- cobriu ainda o cientista, que a eletrização
lantes e condutores. ocorrida nos condutores é superficial. Os
resultados obtidos por Coulomb foram re-
Otto von Guericke tomados e estudados por Pierre Simon
Laplace, Siméon-Denis Poisson, Biot, Carl
Inventou o primeiro dispositivo ge- Friederich Gauss e Michel Faraday.
rador de eletricidade estática. Esse era
constituído de uma esfera giratória com-
O estudo científico da eletrostática é di-
posta de enxofre com o qual foi consegui-
vidido em três partes: atrito, contato e indu-
da a primeira centelha elétrica através de
máquinas. ção. O fenômeno eletrostático mais antigo co-
Em 1727, Stephen Gray notou que os nhecido é o que ocorre com o âmbar amarelo
condutores elétricos poderiam ser eletriza- no momento em que recebe o atrito e atrai
dos desde que estivessem isolados. Charles corpos leves.
Du Fay descobriu que existiam dois tipos de
eletricidade, a vítrea e a resinosa, a primeira
positiva e a segunda negativa. Partículas dos átomos
Petrus Van Musschenbroek em 1745 As partículas elementares prótons e
descobriu a condensação elétrica ao inven- elétrons apresentam uma propriedade (não
tar a garrafa de Leyden, o primeiro capaci-
exibida pelos nêutrons) que é a carga elé-
tor, que permitiu aumentar os efeitos das
trica. Por convenção, os prótons possuem
centelhas elétricas. Garrafas de Leyden
são usadas até os dias de hoje em Má- carga elétrica positiva e, os elétrons, car-
quinas Eletrostáticas como a Máquina de ga elétrica negativa.
Wimshurst. Vejamos agora as características do
próton, do nêutron e do elétron.
Física 3 - Aula 1 6 Instituto Universal Brasileiro
Prótons

A massa do próton é 1,64 . 10−27 kg. Se Próton F3 F3 Elétron


considerarmos dois prótons a certa distância, + −
veremos que aparece uma força de repulsão
entre eles, e esta força é dita força elétrica,
como na figura abaixo. Aos prótons vamos as- Um átomo está em estado neutro, quan-
sociar sempre a ideia de cargas positivas. do apresenta o mesmo número de prótons e
de elétrons, isto é, sua carga total é nula.
F1 F2
Próton Próton
+ + Corpos eletrizados
Quando, num corpo, o número de pró-
Define-se número atômico como nú- tons for igual ao de elétrons, podemos dizer
mero de prótons que o átomo possui. que este corpo está eletricamente neutro. Ha-
vendo excesso ou falta de elétrons em um cor-
Nêutrons po, este não mais estará eletricamente neutro;
estará eletrizado.
A massa do nêutron é aproximadamente Assim, quando houver excesso de elé-
igual à massa do próton, portanto, 1,67 . 10−27 kg. trons, o corpo estará eletrizado negativa-
Se considerarmos dois nêutrons a certa dis- mente; analogamente, quando houver falta
tância, ou um nêutron e um próton, não tere- de elétrons, o corpo estará eletrizado posi-
mos forças do tipo elétrico e, portanto, con- tivamente.
clui-se que o nêutron não apresenta carga.
Define-se número de massa como a
soma dos prótons e dos nêutrons que o átomo ++++
−−−−
++++
−−−−
++++
−−
possui. −−

Corpo neutro Corpo negativo Corpo positivo

Elétrons
Assim como ocorre com a massa, a car-
A massa do elétron é 9,11 . 10 kg; por- -31
ga elétrica também não é criada ou destruí-
tanto, a massa do próton é aproximadamente da, mas apenas transferida de um corpo para
1.836 vezes a massa do elétron. Se conside- outro. As formas pelas quais podemos ter
rarmos dois elétrons a certa distância, veremos essa transferência resumem-se basicamente
que aparece uma força de repulsão entre eles, em três: o atrito, o contato e a indução.
que é uma força elétrica. Aos elétrons vamos
associar sempre a ideia de cargas negativas. Eletrização por atrito

F2 F2
Quando dois corpos são atritados, pode
Elétron Elétron
− − ocorrer a passagem de elétrons de um corpo
para outro. Nesse caso diz-se que houve uma
eletrização por atrito.
Como a massa dos prótons e dos nêu- Consideremos um bastão de plástico
trons é muito maior do que a dos elétrons, con- sendo atritado com um pedaço de lã, ambos
cluímos que a massa do átomo se concentra inicialmente neutros, conforme a Figura 1. A
no núcleo. Se considerarmos um elétron e um experiência mostra que, após o atrito, os cor-
próton a certa distância, veremos que aparece pos passam a manifestar propriedades elé-
uma força de atração entre eles; portanto, con- tricas, pois há transferência de elétrons do
clui-se que “cargas de mesmo sinal se repelem bastão para a lã, o que ocorre devido às con-
e cargas de sinais contrários se atraem”. dições inerentes aos materiais envolvidos.
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Eletrização por indução
Neutro Neutra
A eletrização de um condutor neutro
Vidro + Lã pode ocorrer por simples aproximação de um
+++
Vidro
- +
Lã ++ - - -- - outro corpo eletrizado, sem que haja o contato
-
entre eles.
Figura 1. Eletrização por atrito. Consideremos, conforme a Figura 3, um
condutor inicialmente neutro (B) e um corpo
No exemplo acima descrito, houve trans- eletrizado negativamente (A). Quando aproxi-
ferência de elétrons do vidro para a lã, sendo mamos A de B, as suas cargas negativas re-
que o contrário também representaria uma pelem os elétrons livres do corpo neutro para
eletrização por atrito. posições mais distantes possíveis.
Na eletrização por atrito, os dois cor-
pos envolvidos ficam carregados com cargas A B
iguais, em intensidade, porém de sinais con-
trários.

Eletrização por contato

Quando colocamos dois corpos con-


dutores em contato, um eletrizado e o outro
neutro, pode ocorrer a passagem de elétrons Terra
de um para o outro, fazendo com que o corpo
neutro se eletrize. Figura 3. Eletrização por indução.
Conforme Figura 2, o corpo eletrizado
transfere cargas elétricas ao corpo neutro, o Dessa forma, o corpo fica com falta de
que ocorre devido à força natural da distribui- elétrons numa extremidade e com excesso
ção de cargas elétricas por dois ou mais ma- de elétrons em outra. O fenômeno da sepa-
teriais condutores. ração de cargas num condutor, provocado
pela aproximação de um corpo eletrizado,
Neutro e
pode também ser denominado indução ele-
A B A BB A B
B
trostática.
Na indução eletrostática ocorre ape-
Antes Durante Depois nas uma separação entre algumas cargas
Figura 2. Eletrização por contato.
positivas e negativas já existentes no corpo
condutor.
As cargas em excesso do condutor ele-
trizado negativamente se repelem e alguns
Eletroscópios
elétrons passam para o corpo neutro, fazen-
do com que ele fique também com elétrons O eletroscópio de folhas é o instru-
em excesso e, portanto, eletrizado negativa- mento mais comum que pode ser utiliza-
mente. do para detectar e medir cargas elétricas.
Na eletrização por contato, os corpos Ele é constituído por uma esfera condu-
condutores ficam eletrizados com cargas de tora, fixada em uma das extremidades de
mesmo sinal, e não necessariamente em uma barra de metal, também condutora, e
mesma intensidade. duas finas folhas de metal fixadas na outra
Na eletrização por contato, a soma extremidade da barra. A esfera condutora
das cargas dos corpos é igual antes e e as folhas de metal são separadas por
após o contato, se o sistema for eletrica- um material isolante, como mostra a figura
mente isolado. abaixo.
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mentar (e), vale 1,6 x 10-19 Coulomb. Coulomb
(C) é a unidade de carga elétrica no SI).
Assim, o próton tem carga elétrica igual
a +1,6 x 10-19 C e, o elétron, carga elétrica de
-1,6 x 10-19 C. O nêutron não possui carga
elétrica.
Vimos, também, que corpos eletrizados
eram aqueles onde o número de prótons era
diferente do número de elétrons; quando os
primeiros predominavam, tínhamos carga po-
sitiva. Quando a predominância era de elé-
trons, tínhamos carga negativa.
Agora podemos quantificar esta carga. As-
O eletroscópio funciona da seguinte sim a carga elétrica de um corpo é dada por:
maneira: aproxima-se um material eletrizado
da esfera condutora. Pelo processo de indu- Q=±n•e
ção, as cargas de mesmo sinal do material
eletrizado são repelidas para as duas folhas Q = carga
metálicas. Como as folhas ficam carregadas Onde n = número de partículas
com cargas de mesmo sinal, elas tendem a e = 1,6 x 10−19 C
se afastar, ou seja, cargas de mesmo sinal se
repelem, como ilustra a figura abaixo. Exemplos:

1. Calcule o número de elétrons que


deve ser retirado de um corpo, inicialmen-
te neutro, para que o mesmo possua carga
final de 3 C.
Q=3C
Resolução: | e | = 1,6 x 10−19 C
n=?

Como: Q = n • e,
resulta: 3 = n • 1,6 • 10−19

3
n =
1,6 x 10-19

Dessa forma, utilizando um eletroscó- n = 1,875 x 1019 elétrons


pio de folhas podemos determinar o módulo
2. Qual é a carga elétrica de um corpo que
da carga induzida de forma qualitativa. Assim,
possui 5 x 1019 elétrons e 7 x 1019 prótons?
podemos dizer que quanto mais as folhas de
metal se afastam, mais carga elas receberam. Resolução: Vemos, inicialmente que o nú-
Hoje, instrumentos mais sensíveis à carga es- mero de prótons é maior que o número de elé-
tão sendo utilizados: os eletrômetros. trons, ou seja: 7 x 1019 > 5 x 1019. Então, o corpo
está carregado positivamente. A diferença entre o
número de elétrons e prótons é de 2 x 1019.
Lei de Coulomb Portanto, n = 2 x 1019
No nosso estudo consideramos o próton, Aplicando-se a fórmula:
o elétron e o nêutron. Por convenção, o próton Q = n • e, resulta:
tem carga positiva e, o elétron, negativa. Mas Q = 2 x 1019 • 1,6 x 10−19
quanto vale esta carga elétrica? Esta carga elé- Q = 3,2 C
trica, que tem o nome de carga elétrica ele-
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Força eletrostática Observações:
• K0 é uma constante de proporcionali-
Inicialmente vamos definir o conceito
dade, chamada de constante eletrostática do
de carga elétrica puntiforme: será uma carga vácuo. No Sl.
elétrica que existe em um corpo de dimen-
sões desprezíveis, quando comparadas com K0 = 9,0 x 109 Nm2 C-2
as distâncias que as separam. Veja que este
conceito é semelhante ao de ponto material. • No SI, a carga elétrica é medida em
Coulomb (C). Na prática é comum o uso de
Vamos considerar duas cargas puntifor- submúltiplos desta unidade.
mes q1 e q2 no vácuo e separadas por uma
distância d. Vale a pena lembrá-los:
- microcoulomb (µC) = 10-6 C
d - nanocoulomb (nC) = 10-9 C
q1 q2
- picocoulomb (pC) = 10-12 C

Já sabemos que se as cargas elétricas pun- Exemplos:


tiformes forem de mesmo sinal (ambas positivas
ou ambas negativas), elas se repelirão; se seus 1. (CESGRANRIO – RJ) Três cargas
sinais forem diferentes, elas se atrairão. +q ocupam três vértices de um quadrado. O
módulo da força de interação entre as cargas
Cargas elétricas de mesmo sinal: situadas em M e N é F1. O módulo da força de
q1 q2 interação entre as cargas situadas entre M e P
d é F2. Qual o valor da razão F2?
F1
M N
−F F +q +q
Cargas elétricas de sinais diferentes:
q1 q2
d
+q
P
F −F
Resolução: Inicialmente chamemos
de d o segmento MN. O segmento MP é a
A intensidade de F depende: hipotenusa de um triângulo MNP.
- dos módulos das cargas q1 e q2 Portanto o segmento MP, que chama-
- da distância (d) que as separa remos de d’, vale d’ = 2d (por Pitágoras).
- do meio onde as cargas se encontram, Agora, já temos condições de calcular F1
(no nosso estudo assumiremos que as cargas e F2:
q2
estão no vácuo) F1 = K 2
d
A intensidade de F é calculada pela Lei q2 q2
F2 = K 2 = K 2 d2
( 2d)
de Coulomb; assim, a intensidade da força é
diretamente proporcional ao produto dos mó- F2 Kq2 • d2
=
dulos das cargas e inversamente proporcional F1 2d2 • Kq2
ao quadrado da distância que as separa. F2
= 1
Matematicamente assim a escrevemos: F1 2
2. Duas cargas elétricas de 8,0 x 10−2 C
|q1| • |q2|
F = K0 e 6,4 x 10−2 C estão a 4 cm, no ar. Qual é a
d2 força elétrica entre elas?

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Q = 8,0 x 10−2 C Força eletrostática. Força entre cargas
q = 6,4 x 10−2 C elétricas que existe em um corpo de dimen-
Dados d = 4 cm = 4 x 10−2 m sões desprezíveis, quando comparadas com
N • m2 as distâncias que as separam. Utilizando a
K = 9 x 109 (Kar = Ko) fórmula:
C2
|q1| • |q2|
Resolução: F = K0
Aplicando d2
Q •q
F=K
d2
temos:
8,0 x 10−2 x 6,4 x 10−2
F = 9 x 109
(4 x 10−2)2

F = 28,8 x 109 N
1. O que acontece com um corpo quan-
do o número de prótons for superior ao núme-
ro de elétrons?
a) ( ) O corpo ficará inerte sem sofrer
interferência de outros corpos, eletricamente
carregados.
Eletrostática e Lei de Coulomb b) ( ) O corpo estará eletrizado. Como
os prótons têm carga positiva, o corpo estará
Eletrostática eletrizado positivamente.
c) ( ) O corpo poderá sofrer descargas
Eletrostática (do grego elektron + stati- elétricas involuntariamente, devido à sua pou-
kos) é um ramo da física que investiga as pro- ca energia.
priedades e o comportamento de cargas elé- d) ( ) O corpo tenderá a ficar neutro re-
tricas em repouso, popularmente chamada de cebendo maior carga elétrica.
eletricidade estática.
2. Quando colocamos em contato dois
Partículas dos átomos
corpos, onde um deles está eletricamente
Prótons: carga elétrica positiva, ficam neutro e o outro eletrizado, o que ocorre?
no núcleo dos átomos. a) ( ) Ambos os corpos ficarão eletriza-
Elétrons: carga elétrica negativa, ficam dos com mesma carga elétrica.
na eletrosfera ao redor do núcleo dos átomos. b) ( ) Um dos corpos irá sofrer a perda
Nêutrons: não apresentam carga elétri- de toda sua carga elétrica.
ca, ficam no núcleo junto com os prótons. c) ( ) Ambos os corpos irão liberar toda
Eletrização: forma como os corpos ad- a sua energia para um meio externo.
quirem carga elétrica, existem 3 formas princi- d) ( ) Um dos corpos irá adquirir uma
pais que são atrito, contato e indução.
carga maior que outro possuía.
Eletroscópio: aparelho utilizado para
verificar se corpos estão ou não eletrizados.
3. Um corpo condutor inicialmente neutro
Lei de Coulomb perde 5,0 . 1013 elétrons. Considerando a carga
elementar e = 1,6 . 10-19, qual será a carga elé-
Determina a carga elétrica presente em trica no corpo após esta perda de elétrons?
um corpo qualquer a partir do número de elé- a) ( ) +14 µC
trons e do valor em coulomb de um elétrons b) ( ) +12 µC
1,6 x 10-19C, através da fórmula Q = ± n . e. c) ( ) +10 µC
d) ( ) +8 µC
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4. Um corpo possui 5,0 . 1019 prótons e Qual a intensidade da força sentida na
4,0 . 1019 elétrons. Considerando a carga ele- partícula 4?
mentar e = 1,6 . 10-19, qual a carga deste corpo? a) ( ) 3,75 N
a) ( ) +1,6 C b) ( ) 2,25 N
b) ( ) -1,6 C c) ( ) 2,74 N
c) ( ) +3,2 C d) ( ) 4,55 N
d) ( ) -3,2 C
8. (Unitau-SP) Uma esfera metálica
5. Em uma atividade no laboratório de tem carga elétrica negativa de valor igual a
física, um estudante, usando uma luva de ma- 3,2 . 10-4 C. Sendo a carga do elétron igual
terial isolante, encosta uma esfera metálica A, a 1,6 . 10-19 C, pode-se concluir que a esfera
carregada com carga +8 µC, em outra idêntica contém:
B, eletricamente neutra. Em seguida, encosta a) ( ) 2 . 1015 elétrons
a esfera B em outra C, também idêntica e ele- b) ( ) 200 elétrons
tricamente neutra. Qual a carga de cada uma c) ( ) um excesso de 2. 1015 elétrons
das esferas? d) ( ) 2 . 1010 elétrons
a) ( ) Q´A = +4 µC; Q´B = +4 µC; Q´C = +6 µC
b) ( ) Q´A = +2 µC; Q´B = +2 µC; Q´C = +4 µC 9. Julgue os itens a seguir:
c) ( ) Q´A = +8 µC; Q´B = +4 µC; Q´C = +2 µC
d) ( ) Q´A = +4 µC; Q´B = +2 µC; Q´C = +2 µC I - Um corpo que tem carga positiva pos-
sui mais prótons do que elétrons;
6. Considere duas partículas carregadas II - Dizemos que um corpo é neutro
quando ele possui o mesmo número de pró-
respectivamente com +2,5 µC e -1,5 µC, dis-
tons e de elétrons;
postas conforme mostra a figura abaixo:
III - O núcleo do átomo é formado por
d = 0,3 m elétrons e prótons.
+ − Estão corretas as afirmativas:
Q1 = +2,5 µC Q2 = −1,5 µC a) ( ) I e II apenas
b) ( ) II e III apenas
Qual a intensidade da força que atua so- c) ( ) I e III apenas
bre a carga 2? d) ( ) I, II e III
a) ( ) 0,375 N
b) ( ) 0,500 N 10. Estando duas cargas elétricas Q idên-
c) ( ) 0,750 N ticas separadas por uma distância de 4 m, de-
d) ( ) 0,900 N termine o valor destas cargas sabendo que a
intensidade da força entre elas é de 200 N.
7. Quatro cargas são colocadas sobre a) ( ) 4,56 x 10-5 C
os vértices de um retângulo de lados 40cm e b) ( ) 7,32 x 10-4 C
30cm, como mostra a figura abaixo: c) ( ) 2,54 x 10-5 C
d) ( ) 5,96 x 10-4 C
Q1 = −10 µC Q2 = +5 µC

h = 50 cm
y = 30 cm

1. b) ( x ) O corpo estará eletrizado.


x = 40 cm
Como os próton têm carga positiva, o cor-
Q3 = +12 µC Q4 = −3 µC po estará eletrizado positivamente.
Comentário. Já sabemos que um corpo
Física 3 - Aula 1 12 Instituto Universal Brasileiro
está eletricamente neutro quando o número Primeiramente calculamos a carga resul-
de prótons é igual ao número de elétrons. tante do primeiro contato, pela média aritmé-
tica delas:
2. a) ( x ) Ambos os corpos ficarão
QA + QB +8µC + 0
eletrizados com mesma carga elétrica Q’A = Q’B = =
2 2
Comentário. Dois corpos ao entrarem em
contato irão dividir a sua carga igualmente e am- Q’A = Q’B = +4 µC
bos passarão a ter a mesma carga elétrica.
Como a esfera A não faz mais contato
3. d) ( x ) +8 µC com nenhuma outra, sua carga final é +4 µC.
Comentário. Inicialmente pensaremos Calculando o segundo contato da esfera
no sinal da carga. Se o corpo perdeu elétrons, B, com a esfera C agora, temos:
ele perdeu carga negativa, ficando, portanto,
com mais carga positiva, logo, carregado po- QB + QC +4µC + 0
Q’B = Q’C = 2 = 2
sitivamente.
Quanto à resolução numérica do proble- Q’B = Q’C = +2 µC
ma, devemos lembrar, da equação da quanti-
zação de carga elétrica: Portanto, as cargas finais das 3 esferas são:
Q=n.e Q’A = +4 µC
Sendo n o número de elétrons que modi- Q’B = +2 µC
fica a carga do corpo: Q’C = +2 µC

|Q| = n • e 6. a) ( x ) 0,375 N
|Q| = (5 • 1013) . (1,6 • 10−19) Comentário. Analisando os sinais das
|Q| = 8 • 10−6C cargas, podemos concluir que a força calcula-
|Q| = 8 µC da pela lei de Coulomb será de atração, tendo
o cálculo de seu módulo dado por:
Logo, a carga no condutor será:
|Q1| • |Q2|
Q = +8 µC F12 = K
d2

4. a) ( x ) +1,6 C 9 • 109 Nm . 2,5 • 10-6C • 1,5 • 10-6C


2

Comentário. Primeiramente verificamos F12 =


C2 (0,3m)2
que o corpo possui maior número de prótons
do que de elétrons, portanto o corpo está ele-
trizado positivamente, com carga equivalente 33,75 • 10−3
F12 = N
à diferença entre a quantidade de prótons e 0,09
elétrons.
Essa carga é calculada por: F12 = K • N

Q = ne Portanto a força de atração que atua so-


Q = + (5 • 1019 − 4 • 1019) e bre a carga 2 tem módulo 0,375 N e seu vetor
Q = +1019 • 1,6 • 10−19 pode ser representado como:
Q = +1,6 C
d = 0,3 m
+ −
5. d) ( x ) Q´A = +4 µC; Q´B = +2 µC;
Q´C = +2 µC Q1 = +2,5 µC Q2 = −1,5 µC
Comentário. Resolvendo o exercício.
Física 3 - Aula 1 13 Instituto Universal Brasileiro
7. c) ( x ) 2,74 N
Q=n.e
Comentário. Para calcularmos a força
resultante no ponto onde se localiza a partí- Sendo n o número de elétrons que modi-
cula 4, devemos primeiramente calcular cada fica a carga do corpo:
uma das forças elétricas que atuam sobre ela.
Para a força da partícula 1 que atua sobre 4: Q = n.e
3,2 . 10-4 = n. 1,6.10-19
Q1 • Q4
F14 = K 3,2 . 10-4
h2 n=
1,6 . 10-19
10 • 10-6 • 3 • 10-6 n = 2 . 1015 elétrons
F14 = 9 • 109 .
0,52
270 • 10−3 9. a) ( x ) I e II apenas
F14 =
0,25 Comentário. Com base nas informa-
ções da aula, temos que:
F14 = 1,08 N
Afirmativa I – correta. Quando um corpo
Para a força da partícula 2 que atua sobre 4: perde elétrons, ele passa a ter maior número
de prótons, portanto fica com carga positiva.
Q2 • Q4
F24 = K Afirmativa II – correta. Os corpos neu-
y2 tros possuem a mesma quantidade de prótons
5 • 10-6 • 3 • 10-6 e de elétrons.
F24 = 9 • 109 . Afirmativa III – incorreta. O núcleo atô-
0,32
mico é formado por prótons e nêutrons.
135 • 10−3
F24 =
0,09 10. d) ( x ) 5,96 x 10-4C
F24 = 1,5 N Comentário. Com base nas informa-
ções da aula, analisamos os sinais das car-
Para a força da partícula 3 que atua sobre 4: gas e podemos concluir que a força calculada
pela lei de Coulomb será de atração, tendo o
Q3 • Q4
F34 = K cálculo de seu módulo dado por:
x2
|q1| • |q2|
12 • 10-6 • 3 • 10-6 F = K0
F34 = 9 • 109 . d2
0,42
Temos:
324 • 10−3
F34 = 9 . 109 . Q2
0,16 200 =
42
F34 = 2,025 N
200 . 42
Q2 =
Para se calcular a força resultante: 9 . 109

FR = (F14)2 + (F24)2 + (F34)2 200 . 16


Q2 =
9 . 109
FR = (1,08)2 + (1,5)2 + (2,025)2
3.200
Q2 =
FR = 2,74 N 9 . 109
Q2 = 3,55 . 10-7
8. c) ( x ) um excesso de 2. 1015 elétrons Q= 3,55 . 10−7
Comentário. Quanto à resolução numé-
rica do problema, devemos lembrar, da equa- Q = 5,96 . 10−4 C
ção da quantização de carga elétrica:
Física 3 - Aula 1 14 Instituto Universal Brasileiro