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Eletrodinâmica: Circuito elétrico simples

AULA 6 Circuito elétrico é um circuito fechado, em que os elétrons circulam por ele-
mentos interligados, o que torna possível a passagem da corrente elétrica.
Um circuito elétrico simples contém uma fonte de energia ou gerador (bate-
ria), fios e um resistor (lâmpada). Nele, os elétrons saem da bateria, passam
pelos fios e entram na lâmpada.

Circuito elétrico simples: bateria + fio + interruptor + lâmpada

Circuito Elétrico Simples

Interruptor

Bateria Lâmpada

Fio

Acende ou Não?

Os materiais se classificam em condutores ou isolantes, dependendo da sua capacidade de


conduzir ou não eletricidade. No nosso dia a dia, podemos observar diversos materiais comuns e
descobrir quais deles conduzem ou não corrente elétrica.
Os condutores de eletricidades são materiais que possuem elétrons livres em seu interior.
Estes elétrons quando submetidos a uma diferença de potencial elétrico, se movem sob o efeito
deste potencial. Por exemplo: metais (fios, pregos, arame, clips etc.).
Já nos isolantes, as cargas elétricas do material estão em equilíbrio, atraindo-se mutuamen-
te. Portanto não há elétrons livres para compor o movimento. Por exemplo: plásticos ou borrachas
(sacola de supermercado, borrachas escolares, câmara de ar de bicicleta, pedaços de pneu, san-
dálias tipo havaianas etc.).
Se fizermos fluir uma corrente elétrica em um circuito muito simples com uma pilha e uma
lâmpada, esta acenderá. Se o circuito for interrompido a lâmpada apagará. Então se a interrup-
ção for preenchida com algum tipo de material condutor, a corrente elétrica será restabelecida e a
lâmpada acenderá novamente. Já no caso contrário, quando o material que for usado para fechar
o circuito não tiver a propriedade de conduzir eletricidade, a lâmpada não acenderá. Com essa
explicação é possível identificar e classificar os materiais em isolantes e condutores.
E a pergunta do título do texto pode ser respondida. Material condutor ascende! Material
isolante, não!

Disponível em: http://www2.fc.unesp.br/experimentosdefisica/ele06.htm. Adaptado.

Física 3 - Aula 6 55 Instituto Universal Brasileiro


Eletrodinâmica: Circuito elétrico simples
Circuito elétrico simples Igualmente falaremos de rendi-
mento do gerador (ri) como a relação
Geradores e receptores entre a potência elétrica lançada e a po-
tência total.
Em aula anterior, mencionamos a exis-
tência de geradores e receptores. Nesta abor- Os mesmos raciocínios podem ser apli-
dagem, os geradores foram considerados cados aos receptores. Relembrando que o
ideais, ou seja, isentos de perdas. Na vida rendimento (ƞ) é o quocientte entre a potência
prática, os geradores não são ideais; ao con- elétrica útil (PU) e a potência elétrica fornecida
trário, eles têm perdas, que são representa- ao receptor (PF), fica agora claro que existe
das pela Resistência Interna do Gerador. A uma parcela da potência para que se tenha os
figura abaixo ilustra este caso: 100%. A esta parcela, chamaremos de potên-
cia dissipada internamente (imaginando uma
E resistência intena r’) dada por: P’D = r’ . i2.
A i + - r B
Distinguiremos, num circuito, o re-
U
ceptor do gerador pelo fato da corrente
U = (VA - VB) elétrica entrar no receptor pelo polo po-
sitivo, como vemos na figura abaixo.
Do exposto temos:

P= E.i Potência elétrica total ge-


rada. Receptor
PT = U . i Potência lançada no circuito i
externo. - +
PD = r . i2 Potência dissipada interna-
mente na resistência.

Lembre-se de que o sentido da cor-


rente adotado neste curso é do positi-
vo para o negativo, obedecendo a uma Como os peixes-elétricos
antiga convenção, quando não se sabia, geram eletricidade?
como hoje, que o sentido real é do ne-
gativo para o positivo. Então, quando
falarmos de gerador, entenderemos que
ele é o componente elétrico no qual a cor-
rente elétrica sai pelo polo positivo.

Gerador
i
- +

Física 3 - Aula 6 56 Instituto Universal Brasileiro


às cargas livres existentes no condutor. O sentido
Esses animais têm um órgão espe- convencional da corrente elétrica que se estabe-
cializado – chamado de órgão elétrico -, lece no fio condutor é do polo positivo para o polo
composto de células que se diferencia- negativo, conforme indicado na figura abaixo:
ram a partir dos músculos durante sua
evolução. Assim como os músculos ge-
ram eletricidade ao se contraírem, pela
entrada e saída de íons de suas células,
cada eletrócito (célula do órgão elétrico)
também se carrega e descarrega conti- + -
nuamente. Cada vez que os eletrócitos B A
são estimulados por um comando que
vem do cérebro, eles produzem uma pe-
quena descarga elétrica de aproximada-
mente 120 milésimos de volt (120 mili-
volts). Como o órgão elétrico é formado
por milhares de eletrócitos que se des-
carregam ao mesmo tempo, um peixe
como o brasileiro poraquê (Electropho-
rus electricus), com mais de 2 metros de ► Quando o fio condutor possui
comprimento, pode gerar mais de 600 resistência elétrica desprezível, iremos
volts numa única descarga. “O poraquê representá-lo por uma linha cheia e reta.
é apenas uma entre mais de 120 espé-
cies de peixes elétricos que existem na R desprezível
América do Sul. Todas as outras espé-
cies produzem descargas mais fracas,
► Quando o fio condutor possui
que variam entre menos de 1 volt e 5
uma resistência elétrica não desprezí-
volts”, diz o biólogo José Alves Gomes,
vel, ele é um resistor e iremos repre-
do Instituto Nacional de Pesquisas da
sentá-lo como na figura abaixo:
Amazônia. Também há peixes elétricos
em rios da África. Nos oceanos, há duas
ou R
espécies de arraia e uma de peixe que R
também são capazes de emitir descar-
gas elétricas.
(Mundo estranho) Leis de Kirchhoff
Veremos agora, as leis de Kirchhoff que
Funcionamento do circuito nos fornecem elementos para que possamos
elétrico simples analisar, matematicamente, circuitos elétricos.

Circuito elétrico simples. É aquele


em que um gerador alimenta um resistor.

Quando ligamos os polos de um gerador a Para melhor compreensão, vamos


um fio condutor, construímos um circuito elétrico definir alguns termos:
simples. A diferença de potencial que existe entre ►Nó: nome dado à intersecção de
os polos do gerador será estabelecida então, nas três ou mais condutores. Nas figuras que se-
extremidades do fio condutor. A diferença de po- guem visualizamos um nó, que é o ponto A.
tencial ocasionará uma corrente elétrica, devido
Física 3 - Aula 6 57 Instituto Universal Brasileiro
1ª Lei de Kirchhoff
A soma das intensidades das correntes
que “chegam” ao nó é igual à soma das cor-
rentes que “saem” dele.

1
R
A E
R2 i1
+
r

-
r1 i4
A

i3
r
2
R
1

i2
A R

Para o nó A da figura, temos:


R
r

i1 + i2 = i3 + i4
+E
2ª Lei de Kirchhoff
► Ramo: nome dado ao conjunto A soma algébrica dos produtos das re-
de componentes elétricos, como gerado- sistências pelas respectivas correntes que a
res, resistores, capacitores, entre dois nós atravessam, em uma malha, é igual a zero,
consecutivos. O trecho AB da figura abai- como também das fem e das fcem na mes-
xo ilustra um ramo. ma malha é igual a zero.

r3 E2 +
A B R1
r1 + -
r2
+
r4 i
r5 r6 E1

E3 + R2
► Malha: nome dado a um cami-
nho fechado, sem pontos de cruzamento,
formado por ramos de circuito. Na figura Componente FEM FCEM
abaixo, visualizamos a malha ABCDA, Sim, igual a
E1
onde temos os seguintes nós: A,B,C e D, E1
e os ramos: AB, BC, CD, DA. R1 Sim, igual a i x R1
A B E2 Sim, igual a E2
R2 Sim, igual a i x R2
E3 Sim, igual a E3
+
I Assim temos de acordo com a 2ª. Lei de
Kirchhoff:
D
C E1 + E2 - i (R1 + R2) - E3 = 0

E1 + E2 = [E3 + i (R1 + R2)]

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Exemplos Resolvendo o sistema temos:
1. A figura 1 mostra um circuito cujos i1 = 0,82ª
elementos têm os seguintes valores: i2 = -0,4ª
E1 = 2,1 V, E2 = 6,3 V, R1 = 1,7 Ώ, R2 = 3,5 Ώ i3 = 0,42ª
Ache as correntes nos três ramos do circuito. Os sinais das correntes mostram que
escolhemos corretamente os sentidos de
i1 i3
a i1 e i3, contudo o sentido de i2 está inverti-
b f
do, ela deveria apontar para cima no ramo
R1 R1 E2 central da figura 1.
i2 R2
i1 2. Qual a diferença de potencial en-
E1 tre os pontos a e d da figura 1?
E2 R1 i3 Solução: pela Lei da Malhas temos:
R1
Va - i2R2 - E2 = Vb
c d e
i1 Va - Vb = i2R2 + E2

Solução: Os sentidos das correntes Va - Vb = (0,4) - (3,5) + 6,3


são escolhidos arbitrariamente. Aplicando
a 1ª lei de Kirchhoff (Lei dos Nós), temos: Observe que se não alterarmos o
sentido da corrente i2, teremos que utili-
i1 + i2 = i3 zar o sinal negativo quando for feito algum
Aplicando a 2ª Lei de Kirchhoff (Lei cálculo com essa corrente.
das Malhas): partindo do ponto a percor-
rendo a malha abcd no sentido anti-horá-
Associação de resistores em paralelo
rio, encontramos:
Os resistores podem ser associados em
-i1 R1 - E1 - i1 R1 + E2 + i2 R2 = 0
série e em paralelo, advindo, destes arranjos, a
ou possibilidade de se calcular um valor de resistên-
cia equivalente à associação; neste caso, tere-
2i1 R1 - i2 R2 = E2 - E1 mos o resistor equivalente da associação.
Para deduzirmos estas fórmulas, vamos
Se percorrermos a malha adef no nos valer das Leis de Kirchhoff que você já estu-
sentido horário temos: dou nesta lição.
+ i3 R1 - E2 + i3 R1 + E2 + i2 R2 = 0 i
ou R1 R2 R3 RN
U
2i3 R1 + i2 R2 = 0 i1 i2 i3 iN

Ficamos então com um sistema de


3 equações e 3 incógnitas, que podemos
VR1 = i1 x R1 i1 = VR1/R1
resolver facilmente: Neste VR2 = i2 x R2 i2 = VR2/R2
i1 + i2 = i3 circuito VR3 = i3 x R3 i1 = VR3/R3
2i1 R1 - i2 R2 = E2 - E1 podemos
2i3 R1 + i2 R2 = 0 escrever: VRN = iN x RN iN = VRN/RN
i1 + i2 = i3 Podemos, ainda, escrever:
2i1(1,7) - i2(3,5) = 6,3 - 2,1
2i3 (1,7) + i2 (3,5) = 0 i = i1 + i2 + i3 + ..... + iN

Física 3 - Aula 6 59 Instituto Universal Brasileiro


Portanto: Exemplos a seguir:

i = U 1 + 1 + 1 + ..... + 1 (1) 1. Qual é a resistência equivalente


R1 R2 R3 RN
de dois resistores de 6Ω e 9Ω em parale-
A lei de Ohm diz que: lo, mostrados na figura abaixo?
U 1 6Ω
i = R = U x R (2) i1
A i B
Comparando-se (1) e (2), temos: i2

1 = 1 + 1 + 1 + ..... + 1
R R1 R2 R3 RN Resolução:
1 = 1 1 1 = 1 1
Req 6 + 9
1 é a resistência equivalen-
Portanto, R Req R1 + R2
te da associação de resistores em paralelo.
1 = 3 2 Req = 18
Observe finalmente, o seguinte: Req 18 + 18 5
1. A resistência equivalente de uma
Req = 3,6 Ω
associação em paralelo sempre é menor
que qualquer das resistências que com- que é a resistência equivalente da as-
põem a associação. sociação.
2. A tensão em cada um dos resisto-
res é igual à da fonte.
2. Sabendo-se que a corrente total
A equação que calcula a tensão em um que atravessa o circuito é 2 A, qual é a
ponto do circuito é: V = R . i , então teremos diferença de potencial entre os terminais
a equação final: A e B?

Req . i = R1 . i1 + R2 . i2 + R3 . i3 + R4 . i4 ... UAB = VA - VB = ?


Dados i=2A
V i R eq = 3,6 Ω
- +
Resolução:
i4 Aplicando: U = R . i
R4 R1 i1
R3 R2 UAB = 3,6 . 2
UAB = 7,2 V
i3 i2

Como todas as correntes são iguais, po-


demos eliminar esses números da equação, Associação de resistores em série
que é encontrado em todos os termos: Consideremos a figura abaixo, onde te-
Req = R1 + R2 + R3 + R4 .. mos uma associação de resistores em série.
V i vR1 vR2
- + R1 R2
+
U
i
Req
RN R3
vRN vR3

Física 3 - Aula 6 60 Instituto Universal Brasileiro


Com relação a este circuito podemos es-
crever: - Corrente no resistor equivalente
é igual à soma das correntes dos resis-
U = VR1 + VR2 + VR3 + ..... + VR4 tores: i = i1 + i2 + i3 + i4 ..
- A equação que calcula a corrente
Como, pela Lei de Ohm, U = R . i (1) em um ponto do circuito é: i = V / R ,
Podemos reescrever: logo, V/R eq = (V 1/R1) + (V 2/R 2) + (V 3/R 3)
+ (V4/R 4) ..
U = i . R1 + i . R2 + i . R3 + ..... + i . RN V
- + i
i
U = i (R1 + R2 + R3 + ..... + RN) (2) Req

Referindo-se novamente à Lei de Ohm


(1), e comparando-se (1) e (2):
Exemplos:
R = R1 + R2 + R3 + ..... + RN) 1. Qual é a resistência equivalente
de dois resistores de 6 Ω e de 15 Ω em
série da figura abaixo:
onde R é a resistência equivalente da asso-
A B C
ciação de resistores em série. 6Ω 15 Ω
Observe finalmente, o seguinte:
1. O valor da resistência equivalente é
UAB UBC
superior ao de qualquer resistor constante
da associação. Resolução:
2. A corrente que circula por todos os Req = R1 + R2
resistores da associação em série é a mesma.
Req = 6 + 15
3. A soma das ddp em cada resistor
constante da associação em série é igual à Req = 21 Ω
ddp da fonte.

A resistência equivalente de uma asso- 2. Qual é a intensidade da corrente,


ciação em paralelo sempre será menor que o no problema anterior, sabendo-se que a
resistor de menor resistência da associação. diferença de potencial aplicada aos termi-
nais A e C do circuito é 210V?
V i
- + U = 210 V
i Dados
R eq = 21 Ω
R4

R3 i1 Resolução:
Aplicando:
R2 i2 U
i= R
eq
R1 i3
temos:
i4 210
i = 21 i = 10 A
- Tensões iguais: V = V1 = V2 = V3 = V4 ...

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Associação mista ciação é igual à diferença de potencial aplica-
da aos terminais do circuito. Evidentemente o
Em um mesmo circuito podem ser en- mesmo princípio se aplica à ligação em série
contrados resistores em série e resistores de lâmpadas incandescentes.
em paralelo. Para calcular a resistência total
do circuito, deve-se primeiro calcular a re- Imaginemos que você disponha de
sistência equivalente dos resistores em pa- lâmpadas de 6,3 V e, que com elas, você
ralelo, e em posse desse valor, considerá-lo queira fazer um jogo de lâmpadas deco-
como se fosse mais um resistor em série. rativas para uma árvore de Natal. Você
teria o seguinte circuito:
Aplicações dos conceitos de eletricidade
L1 L2 L3 L4
em aparelhos usados no dia a dia
A
Inicialmente, vamos recordar que
quando uma corrente elétrica passa por um B
LN L(N - 1)
condutor de resistência não nula, as partícu-
las carregadas transferem sua energia aos
íons e moléculas, decorrendo disto o aque- Se cada lâmpada requer uma ddp
cimento do condutor. Este é o conhecido de 6,3 V para funcionar, então calculemos
efeito Joule. quantas lâmpadas haveria neste circuito.
Via de regra, UAB = 127 Volts. (Tensão da
Rede em São Paulo).
Efeito Joule: “A quantidade de ca-
Portanto o número de lâmpadas se-
lor produzido em um condutor pela pas-
ria calculado por:
sagem de uma corrente elétrica, é pro-
porcional: ao quadrado da corrente, à
ddp entre os pontos A e B
resistência do condutor e ao intervalo de n=
ddp entre os terminais da lâmpada
tempo de passagem desta corrente.”

Este é o princípio dos diversos aparelhos No presente caso:


elétricos que geram calor, tais como aquece- 127 n = 20,15
n = 6,3
dores, fornos, ferros de soldar etc. Um caso
mais notável é o das lâmpadas incandescen-
20 lâmpadas
tes, inventadas por Edison. Elas são ampolas
de vidro de onde o ar é retirado. No interior Se, por acaso, um dos filamentos
das mesmas há um pedaço de condutor elé- se abrir, teremos R = ∞.
trico de resistência R. Quando se aplica aos (Recorde: Circuito aberto, R = ∞
seus terminais uma diferença de potencial, e i = 0; curto circuito, R = 0 e i = ∞.)
há a circulação de uma corrente i, que, pelo Portanto, o valor da resistência
efeito Joule leva este condutor a se aquecer equivalente na situação comentada será
a altas temperaturas, quando, então, se torna igual a infinito(∞) e a corente i = 0.
incandescente. As lâmpadas incandescentes Em termos práticos isto equivale a
podem ser ligadas individualmente e, quando dizer que se uma lâmpada se queimar,
em grupo, em série ou em paralelo. todas as lâmpadas da associação se
apagarão, estejam ou não com o fila-
Ligação em série das mento íntegro. É isto o que ocorre, via
lâmpadas incandescentes de regra, por ocasião do Natal quando
instalamos um jogo de lâmpadas de-
Como já vimos em circuitos de resistores corativas anteriormente usadas, que,
em série, o somatório das diferenças de, po- quando ligado, não funciona.
tencial em cada resistor constituinte da asso-
Física 3 - Aula 6 62 Instituto Universal Brasileiro
Ligação em paralelo de Os fusíveis são ligados em série ao
lâmpadas incandescentes circuito que destinam proteger. Quando há
um curto-circuito ou uma sobrecarga, o con-
Este circuito é o mais usado porque, como sequente aumento da corrente, pelo efeito
já vimos nos circuitos em paralelo, a ddp é cons- Joule, fará com que aumente a temperatura
tante, como é comum nas instalações elétricas. dos condutores. No caso do fusível, face ao
baixo ponto de fusão do metal, ele se fundi-
i rá, rompendo-se. Como ele está ligado em
A série ao circuito, sua resistência variará de
i1 i2 um valor muito baixo para infinito.
iN
Como já vimos, isto equivale a desli-
B gar o circuito, pois o valor da corrente cairá
para zero. Assim se protege o circuito de
Devemos observar que i = i1 + i2 + .... + iN. consequências mais sérias. Agora você já
Assim, quanto mais lâmpadas colocamos entende porque os fusíveis são comerciali-
na associação, maior será o valor da corrente i. zados para diferentes valores de corrente,
pois destinam-se a proteger os mais diver-
sos circuitos. Também você pode perceber
quão perigoso é substituir um fusível quei-
mado por um de maior valor de corrente, ou
ainda, isolar um fusível pela colocação de
Este fato explica porque não se reco- um pedaço de fio ou de metal. No circuito
menda o uso de “benjamins” (tomadas T) abaixo você verá como deve ser instalado
para ligarmos diversos aparelhos, porque a um fusível, simbolizado por F.
corrente que circulará poderá ser excessiva,
provocando o aquecimento da peça. Outra F
A
observação decorrente deste fato é que os circuito
fios elétricos apresentam-se com diferentes elétrico
diâmetros, porque há uma limitação da cor- B
rente máxima que pode circular, com segu-
rança, por um fio. Este fato justifica o perigo
das ligações elétricas “clandestinas” onde
diversos aparelhos elétricos são ligados a Aquecedores: chuveiros
um único par de fios. Nunca devemos nos e torneiras elétricas
esquecer das leis que regem os fenômenos
da Natureza, porque não é, no mínimo, pru- Chuveiros e/ou torneiras elétricas
dente violá-las. Os conceitos vistos até ago- apresentam, algumas vezes, mais que uma
ra são suficientes para que você compreen- temperatura de operação, ou seja, inver-
da o funcionamento dos fusíveis. no e verão, ou quente e morno. Você já
deve ter visto em prateleiras de lojas que
as chamadas “resistências” destes apare-
lhos são um pedaço de fio enrolado. Para
Fusíveis que você entenda o funcionamento, vale a
pena recordar que o produto da ddp pela
São componentes elétricos destinados corrente dá a potência do circuito.
a proteger circuitos contra “curto-circuito”.
Basicamente, são compostos de um seg-
P=U.I
portanto, P = U
2
mento de metal de baixo ponto de fusão,
tais como o Zinco e o Chumbo, que tenha, Mas, I = U/R R
também, baixa resistividade.

Física 3 - Aula 6 63 Instituto Universal Brasileiro


Assim, se lemos em um chuveiro: ddp 220 V: Cargas elétricas em movimento
No inverno, a potência deve ser de em campos elétricos
4.800 W (P = U2/R), resulta, Rinv = 10,1 Ω
No verão, quando a potência deve ser Para a melhor compreensão das apli-
de 2.200 W, resulta, pelas mesmas conside- cações práticas do efeito que um campo
rações acima, que Rver = 22 Ω. elétrico tem sobre cargas elétricas em mo-
Observe que a resistência na posição vimento, vamos falar, inicialmente, da emis-
inverno é menor que na posição verão. são termoiônica, cuja descoberta propiciou
o aparecimento das válvuIas eletrônicas, ci-
O que ocorre é que na posição ve- nescópios e outros aparelhos.
rão, a chave conecta ao circuito todo o
resistor do chuveiro; na posição inverno, Retrocedamos a 1883, quando o in-
apenas uma seção do mesmo. ventor americano Thomas Alva Edison
ainda trabalhava com uma de suas mais
A Resistor do chuveiro B notáveis invenções: a lâmpada elétrica.
Edison observou que, com o uso, a su-
perfície interna da ampola da lâmpada se
C
enegrecia, tendo como causa provável a
Assim, na posição inverno teríamos vaporização do carbono do filamento da
a chave em C (a resistência representa- lâmpada. Na tentativa de contornar este
da pela seção AC) e, na posição verão, a fenômeno, Edison teve a ideia de co-
chave em B (toda a resistência). locar uma placa metálica no interior do
bulbo, próxima ao filamento, esperando
que esta escurecesse ao invés do bul-
bo de vidro. Isto não aconteceu; porém
Edison constatou que quando esta placa
metálica era ligada a um potencial po-
sitivo em relação ao filamento, um am-
perímetro acusava a passagem de uma
O que podemos concluir, em ter- corrente elétrica. Quando a placa estava
mos práticos? a um potencial negativo em relação ao
1. Que é necessário compreender cátodo, não se percebia a circulação de
as especificações de um aparelho para corrente pelo instrumento. Edison bati-
o correto dimensionamento do fusível. zou este efeito de Efeito Edison.
2. Que é necessário compreender
as especificações de um aparelho para
a escolha correta do fio. (em termos de
diâmetro). Placa
+
3. A impropriedade de se “remen- metálica
dar” resistências avariadas, porque
alteram-se as características originais Filamento
em cima das quais o circuito foi dimen-
sionado.
Bateria - +
Bateria
Como você pode observar nestes
exemplos práticos, a compreensão dos fe- O amperímetro indica a pas-
nômenos elétricos nos auxilia a viver melhor sagem de corrente elétrica
e a evitar situações desagradáveis, decor-
rentes da violação das leis que os regem.
Física 3 - Aula 6 64 Instituto Universal Brasileiro
Com os avanços da Física foi logo
possível entender o efeito Edison: o fila- Por que o feixe de elétrons sofre
mento aquecido tinha a tendência de emitir deflexão (mudança de direção)?
elétrons, que formavam uma tênue nuvem • Recordemos que entre duas pla-
ao redor do mesmo e que eram atraídos à cas metálicas paralelas e mantidas a
placa quando esta estava a um potencial potenciais diferentes, temos um campo
positivo e, repelidos desta, quando a placa elétrico, que poderá ser considerado uni-
estava a um potencial negativo. forme, como na figura abaixo:
Em 1904 um engenheiro inglês, John
Ambrose Fleming inventava o diodo, a pri- ++++++++++++++++++ Placa A
meira válvula eletrônica (o nome válvula ad-
vinha do fato dela “abrir” e “fechar” o fluxo Linhas
de elétrons, em analogia com uma válvula de E
hidráulica). Dois anos mais tarde (1906) o in- campo
ventor americano Lee de Forest adicionava elétrico
um terceiro eletrodo e nascia o triodo e, com - - - - - - - - - - - - - - - - - - Placa B
ele, os circuitos eletrônicos. Evidentemente
novos tipos de válvulas surgiram nos anos
Uma carga elétrica, neste caso, o elé-
subsequentes e, entre eles, o cinescópio, ou
tron, na presença deste campo ficará sujei-
o tubo de raios catódicos.
to à uma força elétrica Fe, sendo Fe = q . E,
O tubo de raios catódicos apresenta
de sentido oposto ao do campo.
vácuo em seu interior. Nele um feixe de elé-
• Quando o elétron é lançado neste
trons pode ser focalizado em uma pequena
campo pelo canhão do tubo, ele entra no
seção sobre uma tela luminescente. Adicio-
campo entre as placas numa direção per-
nalmente é possível variarem-se a posição
pendicular às linhas do campo.
e a intensidade luminosa de modo a serem
• Desta forma, a força elétrica será
formados padrões visíveis a partir de sinais
perpendicular à velocidade do elétron,
elétricos.
como mostra a figura:
Essencialmente, ele é composto de: uma
estrutura de eletrodos denominada de canhão
+++++++++++++++++++++++++++
eletrônico, cuja função é a produção de um
feixe de elétrons; um sistema defletor de feixe
de elétrons destinado a posicionar o feixe de Fe
elétrons sobre a tela; uma tela que emite luz V
quando atingida por elétrons.
O canhão eletrônico é uma estrutura E
que contém um filamento, normalmente de
tungstênio, que, aquecido pela passagem
de uma corrente elétrica, também aquece
um cilindro que o recobre, onde se deposi-
tam óxidos apropriados que, quando aque-
cidos, emitem elétrons. Mediante a correta
aplicação de campos elétricos é possível • Sempre que uma força atua na
criar um feixe pontual e, também, variar o direção perpendicular à velocidade, ela
número de elétrons do feixe, o que se tra- modifica a direção do vetor velocidade
duz por diferentes níveis de brilho da tela. (recorde força centrípeta), alterando a
As placas defletoras, em pares dispostos direção da trajetória do elétron. É isto,
ortogonalmente, permitem a deflexão do basicamente, que faz com que os feixes
feixe quer no sentido horizontal quer no de elétrons sejam defletidos no tubo.
sentido vertical.
Física 3 - Aula 6 65 Instituto Universal Brasileiro
igual à soma de todas as tensões dos
resistores:

V = V1 + V2 + V3 + V..
Eletrodinâmica:
Circuito elétrico simples - A equação que calcula a tensão
em um ponto do circuito é: V = R . i , en-
Circuito elétrico simples tão teremos a equação final:

Quando ligamos os polos de um Req . i = R1 . i1 + R2 . i2 + R3 . i3 + R4 . i4 ...


gerador a um fio condutor, cons-
truímos um circuito elétrico simples.
V i
- +
Leis de Kirchhoff
i4 R4 R1 i1
Nó ► Nome dado à intersec-
R3 R2
ção de três ou mais condutores.
Ramo ► Nome dado ao con-
junto de componentes elétricos, i3 i2
como geradores, resistores, capaci-
tores, entre dois nós consecutivos. Como todas as correntes são
Malha ► Nome dado a um ca- iguais, podemos eliminar esses núme-
minho fechado, sem pontos de cruza- ros da equação, que é encontrado em
mento, formado por ramos de circuito. todos os termos:
1ª Lei de Kirchhoff ► A
soma das intensidades das corren- Req = R1 + R2 + R3 + R4 ..
tes que “chegam” ao nó é igual à
soma das correntes que “saem” dele. V i
2ª Lei de Kirchhoff: ► A soma algé- - +
brica dos produtos das resistências pelas
respectivas correntes que a atravessam,
em uma malha, e, também das fem e das Req
fcem na mesma malha é igual a zero.

Associação de resistores em série


Associação de resistores em paralelo
Em uma associação em série de
resistores, o resistor equivalente é igual Em uma associação em paralelo de
à soma de todos os resistores que com- resistores, a tensão em todos os resistores
põem a associação. A resistência equi- é igual, e a soma das correntes que atra-
valente de uma associação em série vessam os resistores é igual à resistência
sempre será maior que o resistor de do resistor equivalente (no que nos resisto-
maior resistência da associação. Veja res em série, se somavam as tensões (V),
porque: agora o que se soma é a intensidade (i)).
- A corrente elétrica que passa em A resistência equivalente de uma
cada resistor da associação é sempre a associação em paralelo sempre será
mesma: i = i1 = i2 = i3 =i4 ... menor que o resistor de menor resistên-
- A tensão no gerador elétrico é cia da associação.

Física 3 - Aula 6 66 Instituto Universal Brasileiro


V dos resistores em paralelo, e em posse
- + i
desse valor, considerá-lo como se fosse
i mais um resistor em série.
R4

Aplicações dos conceitos de


R3 i1
eletricidade em aparelhos
R2
usados no dia a dia
i2
R1 i3 O princípio dos diversos aparelhos
elétricos que geram calor, tais como
i4
aquecedores, fornos, ferros de soldar
- Tensões iguais: V = V 1 = V2 = V3 etc. é o Efeito Joule.
= V4 ... Aquecedores: chuveiros e tor-
- Corrente no resistor equivalente neiras elétricas
é igual à soma das correntes dos resis-
tores: i = i1 + i2 + i3 + i4 .. P = U 2/R
- A equação que calcula a corrente
em um ponto do circuito é: i = V / R ,
logo, V/R eq = (V 1/R 1) + (V 2/R2) + (V 3/R 3)
+ (V4/R4) ..

V i
- +
i
1. Considere a rede elétrica a seguir:
Req

A R B R C
i3 +
Como toda as tensões são iguais, i1 - E3
podemos eliminá-las de todos os ter- r1 r2 i2
i1
mos da equação: + i3 r3
E1 - E2 +
i1 -
1/Req = (1/R1) + (1/R2) + (1/R3) + (1/R4) ..
F R E D
Quando se trabalha com apenas
dois resistores em paralelo, podemos
utilizar a equação abaixo: Supondo que a corrente elétrica i1 vale 2
A e i2 4 A, calcule a corrente elétrica i3.
Req = (R1 . R2) / (R1 + R2)
a) ( )8A
Associação mista b) ( )9A
c) ( )7A
Em um mesmo circuito podem ser d) ( )6A
encontrados resistores em série e resis-
tores em paralelo. Para calcular a re- 2. As duas baterias do circuito, asso-
sistência total do circuito, deve-se pri- ciadas em paralelo, alimentam: o amperí-
meiro calcular a resistência equivalente metro A ideal, a lâmpada de incandescência
de resistência R e o resistor de resistência
Física 3 - Aula 6 67 Instituto Universal Brasileiro
interna 1 Ω, todos em série. Se o ampe- a) ( ) 1,0 A
rímetro registra 4 A, indique a alternativa b) ( ) 1,5 A
que apresenta o valor da intensidade das c) ( ) 2,0 A
correntes i 1 e i 2 nas baterias e a resistência d) ( ) 2,5 A
elétrica R da lâmpada.
5. Numa associação de resistores em
0,5 Ω + 12 V
-
série, é possível afirmar:

I – A corrente é a mesma para to-


0,3 Ω + 10 V
- dos os resistores.
II – A somatória das ddps de cada
A resistor da série é igual à da fonte.
III – O resistor equivalente é me-
nor que qualquer um dos pertencentes
R 0,1 Ω
à série.

a) ( ) i1 = 2 A; i2 = 3 A e R = 2,5 Ω
b) ( ) i1 = 4 A; i2 = 0 e R = 1,5 Ω a) ( ) Somente I está correta.
c) ( ) i1 = 0,5 A; i2 = 2 A e R = 1,5 Ω b) ( ) Somente II está correta.
d) ( ) i 1 = 4,5 A; i 2 = 1,5 A e R = 3,5 Ω c) ( ) Somente I e II estão corretas.
d) ( ) Somente I e III estão corretas.
3. Calcule o valor da resistência equi-
valente da associação de resistência mos- 6. O circuito da figura abaixo é percor-
trada na figura abaixo: rido por uma corrente total i igual a:

i
R1 R2 R3 i2
i1
R4
R1 R2
24 V

Sabe-se R 1 = 100 Ω, R 2 = 200 Ω, R 3 =


300 Ω e R4 = 400 Ω. R1 = 5 Ω
R2 = 20 Ω
a) ( ) 100 m Ω
b) ( ) 960 m Ω
c) ( ) 480 m Ω a) ( )4A
d) ( ) 240 Ω b) ( )6A
c) ( )8A
4. A associação de resistores da figura d) ( ) 10 A
está ligada a uma fonte de 480 V. Sendo
que R 1 = R2 = 100 Ω e R 3 = R4 = 60 Ω. O 7. Um chuveiro tem as seguintes ca-
valor da corrente elétrica no circuito é de: racterísticas:

R1 R2 I – ddp = 220 V
II – Potência de verão = 2.640 W
R3
480V III – Potência de inverno = 5.500 W

R4 A resistência deste chuveiro para o


período verão é igual a:
Física 3 - Aula 6 68 Instituto Universal Brasileiro
a) ( ) RV = 8,8 Ω Lei das Malhas: Como o resistor de
b) ( ) RV = 18,22 Ω 0,3 Ω é comum para as duas malhas, ado-
c) ( ) RV = 27,10 Ω taremos como positivo o sinal por onde en-
d) ( ) RV = 31,45 Ω tra a corrente da malha a no resistor. Pelo
enunciado, i 3 = 4 A.

► -12 + 0,5.i1 + 0,3.i2 + 10 = 0 0,5.


i 1 + 0,3.i2 = 2 (2)
► 4R + 3 - 10 - 0,3.i2 = 0 -0,3.i2 =
13 - 4R (3)
1. d) (x) 6 A

Comentário. De acordo com a primeira Substituindo (1) em (2): 0,5.i 1 + 0,3.


Lei de Kirchhoff ou “Lei dos Nós”, a Ω soma (4 - i 1) = 2 0,2.i1 = -0,8 i 1 = 4A ; subs-
das correntes que entram em um nó é igual tituindo i 1 em (1): i2 = 0.
à soma das correntes que saem de um nó. Importante: sinal negativo indica que o
No circuito acima, a corrente i3 sai do nó B e sentido adotado está invertido, basta considerar
as correntes i1 e i2 entram no nó B. Portanto: em módulo. Para determinar R podemos usar a
Lei de Pouillet: i = εR 4 = 10 R + 1 R = 1,5 Ω.
i1 + i2 = i3
∑E
2 + 4 = i3 i = ∑R 4 = R10
+1
i3 = 6 A
R = 1,5 Ω

2. b) (x) i 1 = 4 A; i 2 = 0 e R = 1,5 Ω 3. d) (x) 240 Ω

Comentário. Comentário. Pela figura constatamos que


R1, R2 e R3 estão associados em série.
0,5 Ω + 12 V
-
Então,

Req1 = R1 + R2 + R3
α
i1 i2 0,3 Ω + 10 V
- Req1 = 100 + 200 + 300

Req1 = 600 Ω
4A A i3 β
E temos a seguinte associação
equivalente à inicial:
R 0,1 Ω
Req1

Lei dos Nós: O gerador está localizado


na malha superior (12 V), portanto o sentido R4
da corrente será anti-horário, a corrente i3
terá de circular no sentido anti-horário para
trazer a corrente i2. Portanto: Podemos calcular então, a resis-
tência equivalente total Req.
Como Req1 e R4 estão associados
i3 = i1 + i2 i2 = i3 - i1 (1). em paralelo,

Física 3 - Aula 6 69 Instituto Universal Brasileiro


6. b) (x) 6 A
1 = 1 1 1 = 1 1
Req Req + R4 Req 600 + 400 Comentário.

1 =2+3 1 = 5 Req =1.200


Req 1.200 Req 1.200 5
Req = 240 Ω
i2
i1

4. b) (x) 1,5 A R1 R2
24 V
Comentário. Observando a figura consta-
tamos que R1, R2, R3 e R4 estão associados em
série.
Então, R1 = 5 Ω
R2 = 20 Ω Pedido: i = ?
Req = R1 + R2 + R3 + R4
A figura mostra que R1 e R2 estão
Req = 100 + 100 + 60 + 60 associados em paralelo.
Req = 320 Ω Então,
1 = 1 1 1 = 1 1
E o circuito equivalente é: Req R1 + R2 Req 5 + 20

i Req
1 = 5 Req = 20 = 4 Ω
Req 20 5
480V
U=R.i

onde, i = RU 480
i = 320 24 = 4 . i i = 24 = 6 A
eq 4
i = 1,5 A
7. b) (x) RV = 18,22 Ω

5. c) (x) somente I e II estão corretas. Comentário.

Comentário. Na associação série, U = 220 V


Dados PV = 2.640 W Pedido: RV ?
PV = 5.500 W
U1 U2 U3
R1 R2 R3 U2
P= U
2
PV = R
R
U V

U = U1 + U2 + U3... (220)2 48.400


2.640 = R RV =
V
2.640
e a corrente nos resistores R 1, R2, R3,
..., é a mesma. = 18,22 Ω

Física 3 - Aula 6 70 Instituto Universal Brasileiro


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