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07/04/2019

Estudos experimentais e coorte

Prof. Joaquim Henrique Lorenzetti Branco

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Desenhos dos Estudos Epidemiológicos e suas diferenças

Os estudos epidemiológicos são estruturados conforme o tipo de unidade de

investigação (agregado ou individuado), segundo o posicionamento do

investigador (observacional ou experimental) e a dimensão temporal do estudo

(transversal ou longitudinal).

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ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Quanto à classificação por unidade, os estudos podem ser realizados por conjunto

de indivíduos particularizados um a um, sendo denominados individuados, podem

ser agregados (em que são realizados agrupamentos de pessoas, coletivos de

homens e mulheres referidos em uma base geográfica e temporal).

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Segundo o posicionamento do investigador, os estudos são classificados como

passivos, quando o investigador observa de forma metódica e precisa, mas não

intervém; observacionais, ou ativos, quando o investigador intervém de maneira

sistemática e controlada por meio de experimentação; e experimentais, ou de

intervenção.

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ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Tanto os estudos individuados como os agregados podem ser do tipo

observacionais ou experimentais (intervenção), dependendo do posicionamento

do investigador, e transversal ou longitudinal, dependendo da temporalidade na

produção e análise dos dados.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Pode-se ter estudos individuados observacionais quando são realizados por meio

de inquéritos, avaliando cada indivíduo; se forem realizados em uma única vez,

são denominados estudos individuados observacionais transversais, ou

comumente conhecidos como transversais; porém, o estudo pode ser realizado em

séries, e neste caso será denominado individuado observacional longitudinal.

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Os estudos agregados observacionais, ou seja, aqueles que adotam como unidade

uma população, ou grupo de pessoas de determinada região, são denominados

estudos ecológicos e, geralmente, avaliam a influência do ambiente e do meio

social na saúde da população.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Podem ser classificados de acordo com a base territorial, fazendo análise

comparativa com referência geográfica.

Ex: entre bairros, distritos, municípios, estados, regiões, países.

De acordo com as instituições.

Ex: análise de condições de saúde entre escolas, fábricas, prisões, ou análise de

patologias entre unidades de saúde.

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Os estudos experimentais, ou intervencionais são aqueles em que o investigador

introduz algum elemento.

Ex: medicação, procedimento terapêutico para alterar o estado de saúde dos

participantes do estudo, que podem ser indivíduos (individuado) ou uma

determinada população (agregado).

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Todos os estudos experimentais são longitudinais e são usados para testar

hipóteses e avaliar a eficácia de procedimentos diagnósticos, terapêuticos ou

preventivos.

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ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Os estudos longitudinais são aqueles realizados por um período de tempo, como

se fosse um filme, podendo ser analisados partindo do momento presente para o

futuro, e são denominados prospectivos.

Quando realizados do presente para o passado são denominados retrospectivos.

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Os estudos analíticos prospectivos de coorte são aqueles realizados com

indivíduos saudáveis, que são divididos em grupos segundo a exposição ao fator

de risco a ser estudado (expostos e não expostos) e são acompanhados por um

período de tempo.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Estes estudos têm como objetivo descrever a ocorrência de casos novos de uma

doença em dado período de tempo, ou seja, as medidas de incidência da doença.

Permitem, também, fazer a associação entre fatores de risco e condições ou

doenças, portanto, são utilizados para investigar a etiologia e fatores de risco.

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ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Etapas do estudo de Coorte:

1. Seleção de um grupo de pessoas sadias quanto à doença investigada (grupo

deve ser homogêneo em suas características: idade, ocupação, área geográfica

onde mora ou trabalha).

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2. Identificar os indivíduos expostos e não expostos ao fator de risco estudado,

separando-os em grupos.

3. Acompanhamento sistemático.

4. Diagnóstico dos doentes e não doentes.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Vantagens: produz medidas diretas de risco, tem alto poder analítico com maior

grau de evidência de fatores de risco, apresenta desenho simples com facilidade de

análise, é indicado para verificar exposição rara e possibilita acompanhar a história

natural da doença e medir sua incidência.

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Limitações: é muito vulnerável ao abandono dos participantes devido à duração do

estudo, o custo é elevado devido aos exames diagnósticos e a duração é

inadequada para doenças raras.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Os estudos experimentais são sempre longitudinais.

Se o desenho do estudo for agrupado, o estudo experimental é denominado

Ensaio Comunitário, e se for individuado, o estudo é denominado Ensaio

Clínico.

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Neste modelo de estudo experimental, verificam-se as consequências empíricas de

determinada hipótese por meio de uma intervenção (aplicação ou supressão do

fator a ser testado no grupo experimental) em um ambiente artificial rigidamente

controlado pelo investigador, para comparar os resultados obtidos entre os grupos.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Os estudos experimentais agregados prospectivos, denominados ensaios

comunitários, são semelhantes ao de coorte, porém, a intervenção ocorre em uma

comunidade, para avaliar a eficácia de medidas preventivas por meio da

modificação de fatores de risco.

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Já nos estudos individuados experimentais longitudinais, os chamados ensaios

clínicos, tem-se um grupo de indivíduos com uma doença a ser estudada, que será

submetida à intervenção e a outro controle, e receberá procedimento convencional,

cujos resultados já são cientificamente conhecidos.

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Exemplo utilização de ensaios comunitários:

São usados para avaliar vacinas, ou a eficácia da fluoretação da água para a

prevenção de cárie em crianças.

ESTUDOS EXPERIMENTAIS E COORTE

Exemplo utilização de ensaios clínicos:

São usados para avaliar a eficácia de determinada terapêutica, com a avaliação de

diferenças de mortalidade por doença cardiovascular em doentes tratados com um

novo anti-hipertensivo comparado a um fármaco de eficácia conhecida, por

exemplo.

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A vantagem dos estudos experimentais, principalmente dos ensaios clínicos, é

permitir controlar erros sistemáticos por meio do processo de atribuição aleatória da

intervenção e mediante o ocultamento a vários níveis (doente, investigador e

responsável pela avaliação do resultado esperado).

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Quanto às limitações, temos alto custo, duração longa, dificuldades de

generalização e de seu uso com humanos devido às questões éticas, e ainda,

muitos pacientes podem abandonar o estudo.

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https://www.youtube.com/watch?v=Z4-J7KE_sMg

h"ps://www.youtube.com/watch?v=orIeElt22KY

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