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SOCIOLOGIA: Fundamentos Teóricos

O darwinismo social
 Situa o desenvolvimento do pensamento positivista no século
XIX.
 A expansão da Revolução Industrial pela Europa, por meio
das revoluções burguesas que atingiram todos os países
europeus até 1870, trouxe a destruição da ordem feudal e a
consolidação da nova sociedade capitalista.
 Darwinismo social: análise da sociedade no “princípio de que
as sociedades se modificam e se desenvolvem num mesmo
sentido e que tais transformações representariam a passagem
de um estágio inferior para outro superior, em que o
organismo social se mostraria mais evoluído, mais adaptado e
mais complexo” (COSTA, Cristina. Sociologia, Introdução à Ciência da
Sociedade. São Paulo: Moderna, p. 49)
Origem Histórica e Conceitual
Fim da estrutura feudal;
Surgimento da burguesia na organização social de produção
capitalista;
Revolução Científica do século XVII;
Revolução Industrial do Século XVIII;
Surgimento do Estado Moderno que descentraliza e institui-se
com caráter social, político e jurídico;
Desdobramentos da Revolução Francesa.
Tudo isso deu início à necessidade de investigar a sociedade de
um modo diferenciado.
No Século XIX...
 Intensas transformações sociais e políticas.
 Intensas mutações nas relações sociais entre os indivíduos.
 Deslocamento populacional do campo para a cidade.
 Intensificação da exploração da força de trabalho, gerando
acúmulo de riqueza e por consequência, a segmentação da
sociedade e a segregação social.
 Tradição, usos e costumes são modificados.
 O desenvolvimento industrial propiciou a interação entre as
pesquisas científicas e a tecnologia, ocasionando a
consolidação do conhecimento iniciado no século XVII.
 A nova configuração social e política e o desenvolvimento das
atividades produtivas propiciaram a abertura de caminhos para a
ciência.
 Ocorre uma tomada de consciência sobre o significado do
conhecimento científico como instrumento, como fato social
relevante para a elaboração das políticas de Estado e de Governo.
 Importância da ciência se direcionava para o ramo de ciência
aplicada = a tecnologia como extensão do conhecimento
científico.
 A sociedade passa a ser objeto de estudo específico, tendo por
referência a Filosofia e, mais precisamente a Filosofia Política.
Surgimento da Sociologia
 Imposta para a explicação, compreensão ou mesmo como
apreensão para sistematizar as novas demandas que
perpassaram a sociedade, provenientes das novas formações
sociais, políticas e econômicas.
 Entende os fenômenos sociais como objeto de estudo,
fazendo parte das Ciências Sociais, como também o faz o
Direito, a Política, a História e a Antropologia.
 A Sociologia nascia positivista, filha da ordem necessária ao
livre progresso da produção nos moldes da burguesia e do
capitalismo.
 Suas funções sintetizadas são a procura de formas racionais
para entender os conflitos entre classes e estabelecer novos
parâmetros de comportamento que restaurassem a ordem
entre as classes na sociedade industrial, de tal forma que os
privilégios da classe econômica e politicamente dominante
(burguesia) não fossem ameaçados e que os valores do
capitalismo não fossem alterados.
Augusto Comte
Utiliza o termo física social para designar campo de estudo que tem a
sociedade por objeto, para conceituar o que denominou de leis
fundamentais dos fenômenos sociais.
Refere-se ao estudo da Sociedade como ciência social, física social,
filosofia positiva e sociologia, na tentativa de aplicar as leis da natureza à
análise da sociedade.
A sociologia deveria ser vista como uma ciência da sociedade baseada em
leis gerais, apoiando-se nas ideias dos pensadores iluministas do Século
XVIII, que afirmavam que podemos entender as leis da sociedade humana
aplicando os instrumentos da ciência.
Noção de consenso: ideias e crenças comuns partilhada por todos os
membros de uma sociedade, que seriam os responsáveis para manter a
ordem nesta sociedade.
A história da humanidade segundo Comte:
O termo positivo é entendido como aquilo que é estabelecido ou
como aquilo que é reconhecido como um fato (verdades de
fato=fato e verdades de razão=Deus).
O positivo está em contraposição ao natural, significando aquilo
que vigora de fato, que tem realidade efetiva.
A Teoria Positiva parte do princípio de que os homens deveriam
aceitar a ordem existente, não devendo contestá-la.
O positivismo se enraíza na prática da coleta de dados sobre
determinada sociedade, cuja análise será feita pela constatação e
confirmação destes dados.
1. Estado teológico: particularidade de aprender os fenômenos
naturais como manifestações dos deuses, sob três etapas:
fetichismo, politeísmo e monoteísmo.
2. Estado metafísico: abstração para o estudo da natureza.
3. Estado positivo: etapa mais evoluída da sociedade, onde
manifesta-se a conduta científica, o estudo dos fenômenos é
realizado através da observação, da comprovação empírica e da
formulação das leis da natureza.
A sociologia é portanto uma tentativa de compreender o ser
humano em grupo. Se concentra na vida social. Não enfoca a
personalidade do indivíduo como a causa do comportamento, mas
examina a interação social, os padrões sociais e a socialização em
processo – origem e desenvolvimento das sociedades.
O positivismo de Comte pode ser assim explicado:
 Características e propriedades imutáveis dos fenômenos sociais,
fazendo com que os mesmos não se modifiquem no tempo e no
espaço;
 Despreocupação com as determinações históricas atuantes sobre
os fenômenos sociais, no sentido de não objetivar propor
mudanças ao status quo existente;
 Entender que a ordem – princípio estático da sociedade – deve
prevalecer sobre o progresso – princípio dinâmico da sociedade
(é a ordem social que produz o progresso e não o contrário);
 A ordem dos fenômenos sociais se assemelha a um trem, que
ainda que, pilotado pelo homem, só pode chegar aonde os trilhos
o levarem;
 O pesquisador deve manter-se neutro em relação aos fenômenos
sociais como condição sine qua non (circunstância indispensável;
condição sem a qual não) para captar a natureza das coisas e não
interferir nos resultados de seu entendimento.
 O pensamento científico nasce vinculado ao estágio de
desenvolvimento científico que a humanidade possui.
 Sujeito às condições concretas da sociedade onde se desenvolve.
Assim, se a Sociologia queria se firmar como ciência, só poderia fazer se
seguisse:
1. O pensamento filosófico e científico dominante nos séculos XVIII e
XIX (Iluminismo- foi um movimento global, ou seja, filosófico, político, social, econômico e
cultural, que defendia o uso da razão como o melhor caminho para se alcançar a liberdade, a
autonomia e a emancipação. O centro das ideias e pensadores Iluministas foi a cidade de Paris. O
Iluminismo foi um movimento de reação ao absolutismo europeu, que tinha como características as
estruturas feudais, a influencia cultural da Igreja Católica, o monopólio comercial e a censura das
“ideias perigosas”.);
2. Uma linha de pesquisa condizente com as necessidades da classe
dominante e hegemônica (burguesia).
A Sociologia em geral, como ciência autônoma, nasce dentro da proposta
positivista, que acabou se estendendo a todos os ramos do conhecimento
entre as ciências sociais, e que, entre nós brasileiros, se consolidou de
forma quase irreversível na forma política de ser do Estado, da
proclamação da República até hoje.
ÉMILE DURKHEIM
 A Sociologia encontra pressupostos paralelos na Biologia, pois a
sociedade é entendida como um organismo vivo, que apresenta
órgãos sociais entendidos como instituições que exercer funções
específicas dentro de sua estrutura.
 Melhor seguidor da sociologia de Comte.
 Organização social = decorre a partir da solidariedade,
proveniente da divisão do trabalho social.
 A articulação ou integração das diversas atividades necessárias
para a produção de bens permite que ocorra uma dinâmica
harmônica entre os indivíduos.
 Solidariedade mecânica = divisão do trabalho a partir do
biológico (sexo). Os valores, usos e costumes apresentam-se
como organizadores e são transmitidos de modo que todos os
indivíduos saibam quais são as condutas aceitas.
Fato social = Comportamento Humano. É o objeto da sociologia
com características essenciais:
 Coerção: todo o ser humano é obrigado a seguir um conjunto de
normas que o grupo social ao qual pertence lhe impõe.
 Exterioridade: esses valores, regras e normas impostas pelo
grupo são anteriores aos homens isoladamente considerados. As
transformações na moral e normas do grupo social são possíveis
apenas enquanto movimento coletivo, em relação aos
acontecimentos históricos.
 Generalidade: o comportamento social que interessa à sociologia
estudar tem de se apresentar uma condição significativa no
grupo. É fenômeno comum a toda a sociedade (a todos os
indivíduos).
Fato Social é todo fenômeno social coercitivo, exterior aos sujeitos e que
apresenta certa generalidade no grupo social.
Quando se fala em fato social, sociologicamente, está se relacionando o
comportamento ou fenômeno social a essas características.
Fatos sociais: podem se apresentar como fatos normais ou patológicos.
 Fato social normal: é aquele fato que não extrapola os limites dos
acontecimentos mais gerais de uma sociedade e que reflete os valores e
as condutas aceitas pela maior parte da população. Se identifica com a
norma como um conjunto de valores sociais impostos.
 Fato social patológico: é aquele que se encontra fora dos limites
permitidos pela ordem social e pela moral vigente. Decorre da
impossibilidade de acomodação de todos os indivíduos às normas de
condutas preexistentes.
Considerações importantes acerca da
Consciência Coletiva e Controle Social
 A coercitividade é fundante da sociedade e do
comportamento social de sucesso que possibilita a
humanização e a sobrevivência dos homens.
 O que se espera é que os indivíduos dirijam seus
comportamentos de acordo com os valores, regras e normas
impostos, isso não quer dizer que não possam ser aceitos
comportamentos diferentes, o que não pode ocorrer é um
consciência individual extrapolar os limites da coercitividade
ou comportamento esperado.
 A normalidade é definida de forma diversa do senso comum: é
normal todo o comportamento que esteja dentro dos limites da
coercitividade institucionalizada pela consciência coletiva e que
tenham uma redundância significativa, mas pode ser que dentro
desses limites existam atos e comportamentos indesejáveis e
condenáveis pelo grupo social.
 Ela aparece como um conjunto de regras fortes estabelecidas que
atribuem valor e delimitam os atos individuais (pode ser
subentendida como a forma moral vigente na sociedade).
Durkheim e a Divisão do Trabalho
Social
 A sociedade considerada como tal, só existe a partir do
momento em que o grupo humano divide as tarefas
necessárias à sobrevivência de todos; a sociedade humana só
existe a partir da divisão do trabalho social.
 O grupo passa então a dividir tarefas produtivas necessárias à
sobrevivência: foi dividido em razão do sexo, depois
estendeu-se para crianças, adolescentes, adultos e idosos.
 A divisão do trabalho social é importante pois, o grupo
humano passa da barbárie para a sociedade organizada.
MAX WEBER
Organização social: implica o estudo da legitimidade e o significado
de poder.
Entende que o cientista social deve tentar ser objetivo em sua
pesquisa, deixando de lado seus pré-conceitos, porém essa
neutralidade é sempre subjetiva e difícil de realizar.
Pensa a sociedade a partir de relações sociais determinadas por
certa autonomia dos agentes sociais.
A pesquisa histórica é essencial para a compreensão das sociedades.
Passa a definir a ação social como uma conduta pessoal determinada
por objetivos específicos em relação ao outro.
Agente Social: indivíduo, organização, instituição.
Ação social é a conduta e comportamento orientado pelas
expectativas dos outros, orca como é o indivíduo, de forma pessoal,
que percebe e realiza esse entendimento do comportamento
esperado, pelos outros, a vida em sociedade em sociedade adquire
num certo sentido uma pessoalidade, uma individualidade, na
medida em que se realiza pela conduta pessoal a partir dessas duas
expectativas alheias.
Ação Social: é determinada de três modos:
1. Racional: ações referentes a fins ou valores
2. Afetivo: ações contém sentimentos
3. Tradicional: ações estabelecidas por costumes cristalizados no
interior da sociedade.
Ação Social e Relação Social
Para Weber, a vida social apresenta duas características:
1. O comportamento de indivíduos ou grupos é imprevisível,
sendo apenas uma probabilidade de vir a ocorrer.
2. O relacionamento entre os indivíduos ou grupos não tem,
necessariamente, o mesmo sentido, e ainda assim existe o
comportamento social.
 A sociologia de Weber permite passagem para o coletivo na
caracterização da relação social.
 Considera a sociedade organizada intencionalmente, com
objetivos que são organizados pela razão para atender aos fins
projetados pelos indivíduos.
 Cada indivíduo age levado por motivos que resultam da
influência da tradição, dos interesses racionais e da emotividade.
Ação Social
 Objeto de investigação = a ação social, a conduta humana
dotada de sentido: o homem estabelece a conexão entre o motivo
da ação, a ação e seus efeitos.
 Não existe oposição entre indivíduo e sociedade: as normas
sociais só se tornam concretas quando se manifestam em cada
indivíduo sob a forma de motivação.
 A tarefa do cientista é descobrir os possíveis sentidos da ação
humana presentes na realidade social que lhe interessa estudar.
 É o indivíduo que por meio dos valores sociais e de sua
motivação produz o sentido da ação social. E por mais individual
que seja o sentido da ação, o fato de agir levando em
consideração o outro dá um caráter social a toda ação humana.
Relação Social
 Para que se estabeleça uma relação social é preciso que o
sentido seja compartilhado.
 Exemplo: sujeito que pede uma informação a outro
estabelece uma ação social: ele tem um motivo e age em
relação a outro indivíduo, mas tal motivo não é
compartilhado.
 Na sala de aula, onde o objetivo da ação dos vários sujeitos é
compartilhado, existe uma relação social.
Conduta
 Individual
 Organizada pelo comportamento dos outros
Ações Sociais
(Individual)
 Determinada
 De modo racional – aos fins / aos valores
 De modo afetivo
 De modo tradicional
 Conduta sustentada por sentido compartilhado
 Probabilidade da ocorrência da aceitação do sentido
 Relação Comunitária
 Relação Associativa
Relações Sociais
(Coletivo)
Legitimação
 Convencional
 Jurídica

Ações Sociais: ação organizada pelo comportamento do outro.


Relações Sociais: conduta com sentido compartilhado.
O sentido da ação permite sua legitimidade.
A legitimidade permite a validade da ordem social.
As condutas dos indivíduos apresentam-se a partir das condutas dos
outros.
As normas sociais apresentam-se como resultado de todas as ações
individuais.
As instituições como Estado, economia, religião, mantém sua
existência porque existe uma reciprocidade das ações, o que
significa a manutenção das relações sociais através das ações
individuais.
Weber: tarefa do cientista
 Rejeita a maioria das proposições positivistas: o
evolucionismo, a exterioridade do cientista social em relação
ao objeto de estudo.
 O cientista, como todo indivíduo em ação, age guiado por
seus motivos, sua cultura, sua tradição.
 Para a sociologia weberiana os acontecimentos que integram
o social têm origem nos indivíduos.
Cientista

Nexo causal:
Preocupação Meta:
Sentido da ação
(subjetiva) Compreensão
social
Weber: Tipo Ideal
 Constituir um trabalho teórico indutivo com o objetivo de
sintetizar aquilo que é essencial na diversidade das
manifestações da vida social, permitindo a identificação de
exemplares em diferentes tempos e lugares.
 O tipo ideal não é um modelo perfeito a ser buscado pelas
formações sociais históricas, mas um instrumento de análise
científica, numa construção do pensamento que permite
conceituar fenômenos e formações sociais e identificar na
realidade observada suas manifestações.
Weber: Método Compreensivo
Compreensão da especificidade das ciências humanas como
aquelas que estudam o homem como um ser diferente dos
demais e, portanto, sujeito a leis de ação e comportamento
próprios.

COMPORTAMENTO

LEIS DE AÇÃO

HOMEM
Método Positivista
 Expôs ao pensamento humano a ideia de que uma sociedade é
mais do que a soma de indivíduos, que há normas,
instituições e valores estabelecidos que constituem o social.
 Weber reorganizou os fatos sociais à luz da história e da
subjetividade do agente social.
KARL MARX
 Suas obras apresentam conceitos, definições e categorias que
permitem a compreensão e a explicação dos movimentos e
das práticas sociais como processos históricos, socialmente
produzidos nas tensões do sistema capitalista.
 Materialismo histórico: é a corrente mais revolucionária
do pensamento social nas consequências teóricas e na prática
social que propõe.
 Objetivo de Marx era entender o capitalismo.
 Sua obra máxima, O Capital, destinava-se a todos os
homens.
 Suas formulações adquiriram dimensões de ideal
revolucionário e ação política efetiva.
 As contradições básicas da sociedade capitalista e as
possibilidades de superação apontadas em sua obra não
poderiam ser ignoradas pela Sociologia.
Obras que influenciaram Marx:
 Filosofia de Hegel (método dialético)
 Claude Henri de Rouvroy, François-Charles Fourier, Robert
Owen críticos da sociedade burguesa mas utópicos nas
propostas de mudança social. As três teorias desenvolvidas
tinham traços comuns de impor uma transformação social
total, implantando assim, o império da razão e da justiça
eterna.
 Com essa formulação os três desconsideravam a necessidade
de luta política entre as classes sociais e o papel
revolucionário do proletariado na realização dessa transição.
A ideia da alienação de Marx:
 Afirmava que a industrialização, a propriedade privada e o
assalariamento separavam o trabalhador dos meios de
produção (ferramentas, matéria-prima, terra e máquina) que
se tornaram matéria privada do capitalista.
 Separava ou alienava o trabalhador do fruto do seu próprio
trabalho.
 Base da alienação econômica do homem sob o capital.
 Afirmava que a divisão social do trabalho fez com que a
filosofia se tornasse a atividade de um determinado grupo
 Uma vez alienado, o homem só pode recuperar sua condição
humana pela crítica radical ao sistema econômico, à política e
à filosofia que o excluíram da participação efetiva na vida
social.
 Ação política transformadora e consciente.
 Vincula a crítica da sociedade à ação política.
 As desigualdades sociais eram provocadas pelas relações de
produção do sistema capitalista, que dividem os homens em
proprietários e não proprietários dos meios de produção.
 As desigualdades são a base de formação das classes sociais.
 As relações entre os homens se caracterizavam por relações
de oposição, antagonismo, exploração e complementariedade
entre as classes sociais.
 História do homem = História da Luta de Classes.
Origem do Capitalismo para Marx
 A Revolução Industrial acelerou o processo de alienação do
trabalhador dos meios e dos produtos de seu trabalho.
 O capitalismo transformou o trabalho em mercadoria.
 As classes sociais não apresentam apenas uma diferente
quantidade de riqueza, mas oposição, interesse e consciência
diversa.
 Consciência de organização da classe trabalhadora,
impulsionando a organização política para a ação.
Materialismo histórico:
 Teoria com objetivo de entender o capitalismo e explicar a
natureza da organização econômica humana.
 A estrutura de uma sociedade reflete a forma como os
homens organizam a produção social de bens.
 A produção social engloba dois fatores: as forças produtivas e
as relações sociais.
 Organização social: resultado direto das relações sociais de
produção.
 A Organização Social: no sistema capitalista; proprietários
dos meios de produção; não proprietários dos meios de
produção.
No capitalismo essas relações sociais são estabelecidas pelas classes
sociais, os que detém os meios de produção(capitalista) e aqueles
que só possuem a sua força de trabalho (operários).
A organização social vincula-se a presença de interesses
antagônicos, latentes ou efetivamente manifestos, gerando
instabilidade nas relações sociais.
 Interesses opostos = contradição entre capitalista e operário.
 O trabalho adquire seu valor desde o momento que incorpora
um valor de uso e um valor de troca, gerado pela força de
trabalho que se caracteriza como trabalho social.
 A organização social e as formas de comportamento dos homens
são de fato reguladas pelas relações contraídas entre eles no
processo de produção dos bens necessários à sua existência.
 A organização é encarada como um processo, pois o conflito
entre as classes sociais é fator de contínua transformação das
relações sociais entre os homens.
 Objeto: estudo das relações de classe.
 Concepção do Estado como instituição que traduz as relações
sociais de produção.
 O Estado, por envolver interesses de toda a ordem, não expressa
nem representa a vontade geral da sociedade.
 O Estado é instituição para o exercício da dominação e apresenta
variação para manter a organização social.
 O Estado apresenta concepções políticas e econômicas.