Você está na página 1de 15

processos de montagem

ESCORAS ALSINA
PT 1108V1

Soluções de Cofragem Alisply, Lda


Rua Pé De Mouro | Ultimo Armazém 2710 -180 | Sintra | PORTUGAL
Tel. (+351) 219 172 535 | Fax (+351) 219 175 164 | E-mail: : portugal@alsina.com | www.alsina.com
O GRUPO ALSINA INFORMA: Não é permitido reproduzir, copiar ou
utilizar de outra forma electrónica, mecânica, magnética, óptica, química,
manual, etc. o conteúdo deste
catálogo, nem poderá arcquivá-lo numa ferramenta de busca ou traduzi-lo
para outro idioma, sem prévia autorização da nossa empresa .
As descrições, propriedades e ilustrações que contém este catálogo
representam apenas avisos gerais e não constituem nenhuma garantia
nem dizem respeito à segurança na aplicação dos nossos sistemas.
Para poder oferecer-lhe um producto da máxima qualidade, reservamos
o direito de introduzir possíveis melhoras ou modificações sem aviso
prévio.
É recomendável consultar o departamento técnico da Alsina para garantir
a boa utilização dos nossos equipamentos, especialmente se utilizados
com produtos de outros fabricantes.

Soluções de Cofragem Alisply, Lda


Rua Pé De Mouro | Ultimo Armazém 2710 -180 | Sintra | PORTUGAL
Tel. (+351) 219 172 535 | Fax (+351) 219 175 164 | E-mail: : portugal@alsina.com | www.alsina.com
Índice
Cargas das escoras de acordo com o tipo e espessura das lajes 4
Diagrama de cargas de utilização das escoras standard novas 5
Manutenção, utilização e segurança 6
Anexo 1: Condições de utilização em obra 9
Resumo Anexo 2: Inconvenientes dos sistemas de rescoramento. 10
Anexo 2: Estudo Técnico de Descofragem 11
Anexo 3: Redes de protecção colectiva 13
Nota Técnica sobre o Sistema de Cofragem Alumecano (*) 13
Central de Racionalización Estudios y Aplicaciones, S.A. 14
Registo de produto ITEC 15
Escora Alsina

Cargas das escoras de acordo com o tipo e


espessura das lajes

Lajes Aligeradas Lajes maciças de 50 a 80 cm

Kp por escora Alumecano com tabuleiros de 98 x 50 x 2,7 cm


Kp/m2
N de intermédias
º
Escorado Kp por escora
(Espessura) Completo
(info) (1) Kp/m2
Nº de intermédias Escorado
(Espessura) Completo
(25) - 450 450 900 (info) (1)
1
(30) - 510 510 1020
(Apoio a 1 m) (50) - 1400 700 1400 (1)
(35) - 560 560 1120
1 (60) - 1640 820 1640 (1)
(40) - 730 485 1460 (1) (Apoio a 1 m) (70) - 1880 940 1880 (1)
2
(45) - 790 525 1580 (1) (80) - 2120 1060 2120 (1)
(Apoios a 0,66 m)
(50) - 850 565 1700 (1)

Info (1) Comprovar a capacidade de carga da escora de acordo


Lajes maciças de 15 a 80 cm com a altura de trabalho na obra (ver Anexo com diagramas de
carga das escoras).
Alumecano com tabuleiros de 197 x 50 x 2,7 cm
Info Os valores das cargas correspondem aos vãos
Kp por escora centrais isostáticos.
Kp/m 2
Nº de intermédias Escorado
(Espessura) Completo
(info) (1) Info O escorado representa uma escora a cada 2 m2
1 (15) - 460 460 920 depois de realizada uma descofragem parcial após 3 dias.
(Apoio a 1 m) (20) - 580 580 1160
Info Não se deve carregar uma planta superior enquanto
(25) - 750 500 1500 (1)
não tiverem passado 7 dias desde a betonagem da planta
(30) - 870 580 1740 (1)
2 (40) - 1160 775 2320 (1)
inferior.
(Apoios a 0,66 m) (50) - 1400 935 2800 (1)
(60) - 1640 1095 3280 (1)
(50) - 1400 700 2800 (1)
3 (60) - 1640 820 3280 (1)
(Apoios a 0,50 m) (70) - 1880 940 3760 (1)
(80) - 2120 1060 4240 (1)

4 I PT I 1108V1
Escora Alsina

Diagrama de cargas de utilização das escoras


standard novas

Dados fornecidos pelo fabricante com base em testes realizados LEGENDA


pelo "Instituto Eduardo Torroja de la Construcción y del Cemento de
Madrid". 1. Altura máxima 6 m 800 kg
2. 5 m 1.200 Kg Escora 6 m
1
3. Altura mínima 3,60 m 2.450 kg
4. Altura máxima 5,20 m 830 kg
4 5. 4,25 m 1.250 Kg Escora 5 m
6. Altura mínima 3,55 m 1.750 kg
2
5 7 7. Altura máxima 4 m 870 kg
8. 3,20 m 1.200 Kg Escora 4 m
3 6 9. Altura mínima 2,45 m 1.750 kg

8 10 10. Altura máxima 3,10 m 1.300 kg


11. 2,40 m 1.900 Kg Escora 3 m
9
11 12. Altura mínima 1,80 m 2.200 kg
12
13. Altura máxima 1,50 m 1.300 kg
3,15 m

13 14. Altura mínima 1,00 m 1.500 kg Escora 1,5 m


14
1,84 m

1,88 m

1,54 m

0,80 m

Escora Escora Escora Escora Escora Info De acordo com o fabricante o coeficiente de segurança
6m 5m 4m 3m 1,5 m é N=1,5.
Código de
63025 64029 64005 64003 64007
produto

60,3 60 48 48 48
Ø Tubo Info Dados para escoras novas, nivelados e com carga
Corpo mm
vertical centrada.
Espessura
2,7 2 2 2 1,8
Corpo mm

Ø Tubo
48,3 52 41 41 41
Cana mm Info Para escoras usadas, aconselha-se reduzir as cargas
utilizadas em 20%. Ao mesmo tempo que se efectua a
Espessura
4 2,5 2,5 2,5 1,8
Cana mm montagem, procede-se sempre a uma revisão do material
31 18,58 11,25 9,51 5,48 Peso kg
para verificar se está apto a ser utilizado. Esta revisão será
feita com base no Anexo 1 deste mesmo manual (condições
de utilização na obra - Escoras).

Info A Escora de 6 m foi concebida de forma a que


a utilização invertida das escoras não tenha qualquer
influência sobre a resistência final do artigo.

1108V1 I PT I 5
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Manutenção, utilização e segurança


Critérios de actuação da Alsina face a Requerimentos
Técnicos, Segurança e Prevenção em obras.

Antecedentes Formação e Normativas

O Grupo Alsina, presente no mercado espanhol há mais de 50 anos, Antes de mais, o presente Manual de Montagem e Segurança pretende
destaca-se como uma das empresas mais importantes do sector das ser uma ajuda para quem pretenda trabalhar com os nossos produtos
cofragens, com uma quota de mercado de edificação superior a 20%. e é por essa razão que o mesmo se encontra à disposição do cliente
Desde a sua fundação, as grandes prioridades foram a segurança antes do início dos trabalhos de montagem da cofragem. No caso de
nas obras, a qualidade, num sentido amplo, e a produtividade. não possuir ainda um exemplar, ou no caso de necessitar de mais
Como objetivo principal salienta-se a vontade de industrializar a exemplares, não hesite em solicitá-los a Encofrados J. Alsina, S.A.
cofragem nas estruturas de betão. directamente, ou estabelecendo o contacto com o Técnico Comercial
encarregado da sua obra.
Na Alsina, uma grande parte dos nossos recursos técnicos destina-se
ao trabalho para melhorar continuamente os produtos e os processos, O Manual foi elaborado com o objectivo de apoiar a formação teórico-
com o objectivo de incorporar novas soluções tanto a nível funcional práctica fornecida no início da obra. São incluídos gráficos e esboços
como a nível de segurança, que permitam dispôr de uma gama única para auxiliar no que for possível a compreensão dos trabalhadores
e inovadora. As mais de 50 patentes registadas em Espanha e outras que irão utilizar e proceder à manutenção dos equipamentos.
recentemente registadas a nível internacional, são a prova do desejo ../..
contínuo da empresa. A empresa Encofrados J. Alsina, S.A. fornece o material de cofragem
e responsabiliza-se pela entrega dos equipamentos em bom estado
I+D+I de utilização em conformidade com os critérios presentes no
nosso manual de qualidade. Uma vez que a Alsina não efectua a
Tanto o Departamento Técnico como o de I+D, têm por base avançados montagem nem conduz a orientação da obra, o utilizador assume
equipamentos informáticos de forma a que os nossos produtos a responsabilidade inerente à utilização e manutenção dos
sejam pensados em função de situações reais. Tudo isto permite equipamentos.
o desenvolvimento de um elevado elevado número de produtos
novos com qualidade e inovação; são também realizados com Para além das recomendações do presente manual, devem ser
frequência trabalhos directamente com Universidades, Laboratórios cumpridas as normas de segurança e de saúde previstas para o sector
e Engenheiros. da construção a funcionar em cada zona geográfica de Espanha (em
especial a norma LPRL 31/95 e RD 1627/97) e as vigentes em cada
No que diz respeito a segurança e requisitos técnicos baseamo- país.
nos, na generalidade, das normas europeias. Os nossos produtos
são certificados com base na normativa Espanhola e Comunitária
através de organismos reconhecidos para esse efeitos. Entre outros,
destacam-se: Intemac, Indus, Itec, ACE, LGAI, Bureau Veritas, etc.

6 I PT I 1108V1
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Condições de utilização

O sistema foi pensado e calculado para as utilizações e aplicações 5. É necessário garantir a correcta execução das uniões. Quando
específicas descritas no presente manual sendo assim renunciada for necessário colocar pregos não é conveniente colocá-los na
qualquer responsabilidade sobre a sua utilização para outros fins não mesma fila de madeira, mas alternados, confirmando que nenhum
previstos. fica saliente ou solto, sendo necessário um cuidado especial nas
uniões com pilares.
Em simultâneo com a montagem, é sempre efectuada a revisão do
material por um técnico qualificado que tem de atestar a sua aptidão 6. Não devem ser deixadas quaisquer peças de madeira em falso,
para a realização da mesma revisão. Para tal, o sistema dispõe de ou elementos soltos ou instáveis. Os materiais de colocação e
notas específicas de controlo para os seus principais componentes, ferramentas de trabalho devem ser colocados ou armazenados
notas que poderá encontrar em anexo (Anexo 1) no final do presente de modo a evitar a sua derrocada, queda ou viragem.
capítulo. Tendo em conta estes critérios, é essencial que, sempre
que seja detectada uma peça inapta para utilização, a mesma seja 7. As vigas devem possuir todos as escoras incluindo sempre que
imediatamente excluída. os respectivos pivôs coincidam com os porta-vigas; estes últimos
devem estar niveladas e no que diz respeito aos basculantes
Em seguida, apresentam-se informações que devem ser consideradas é necessário comprovar que todos estão correctamente
nas fases de colocação, recuperação e manutenção do sistema. colocados e com os passadores fechados.

Colocação dos elementos do sistema 8. O técnico da obra certifica-se do correcto ajuste da totalidade ou
parte das escoras, em função do elemento estrutural que esteja a
1. Todos os elementos possuem uma resistência e estabilidade receber a cofragem, da legislação e das utilizações na localidade
suficientes para suportar as cargas e os esforços previstos ou no país.
no presente manual. É imprescindível a colocação de todos
os elementos previstos no sistema, com todos os acessórios 9. Em todo o processo de montagem as vigas devem ter sempre
montados, correctamente acoplados e comprovando, em especial, um apoio mínimo na linha de porta-vigas, excepto no arranque de
a colocação correcta e o apoio dos paineis. dois deles.

2. A empresa Encofrados J.Alsina, S.A. nega qualquer 10. Na colocação sucessiva dos diferentes elementos é necessário
responsabilidade no caso de os elementos do sistema serem obter a máxima estabilidade (utilizando tripés, cruzes de St.
substituídos por outros similares fornecidos por outra André,....). É importante ajustar a primeira linha de porta-vigas
empresa. aos pilares.

3. Em situações de condições climatéricas extremas (clima muito 11. Durante a fase de colocação de tabuleiros, de varandas de
seco e quente) é necessário molhar os paineis. O sistema segurança, de redes perimetrais, etc. e sempre que exista risco de
Alsina permite pregar o painel aos basculantes com madeira queda em altura, para evitar acidentes e para efectuar o trabalho de
que se torna praticamente imprescindível nos perímetros, em forma segura, é recomendável a utilização do sistema anti-quedas
zonas próximas aos vazios interiores, em maciços de pilares, concebido por Alsina, a colocação de redes de segurança por
em situações de ventos fortes, em cofragens inclinadas e, em baixo da laje através do sistema de fixação de gancho com escora
geral, sempre que exista risco de deslocamento do tabuleiro por (caso em que deverão ser seguidas as instruções de montagem do
qualquer outro motivo. fabricante de redes e/ou do instalador) (consultar Anexo 3), linha de
vida entre pilares, etc.
4. Para garantir um apoio correcto é conveniente que o tabuleiro O eventual risco de queda em altura deve ser avaliado por pessoal
colocado entre dois basculantes alinhados, seja apoiado competente que, tendo em conta a experiência a empresa de
simultaneamente em ambos, podendo para tal intercalar cofragem, a localização da obra, a legislação vigente, etc., avalia
tábuas cortadas à medida. Na realidade, para a combinação de a opção de montar a partir da base ou com outra protecção
dimensões do painel e dos basculantes, sempre que o tabuleiro equivalente, se assim o considerar necessário.
é apoiado em ambos os basculantes, a sequência que o sucede
fica também apoiada correctamente.
Caso assim não aconteça, é recomendável pregar os paineis ou,
em alternativa, colocar o interbasculante.

1108V1 I PT I 7
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Recuperação dos elementos do sistema

12. Todos os vazios situados no interior da superfície de cofragem 1. A recuperação deve ser realizada em zonas avaliadas e medidas,
estão convenientemente protegidos com varandas ou redes, evitando o perigo de queda inesperada de algum elemento. Por
armações em malha ou outra protecção colectiva equivalente baixo das referidas zonas apenas se devem colocar os operários
para evitar qualquer acidente. necessários para a operação.
Devem ser instaladas varandas, para além do sistema de
protecção perimetral colectiva formado por redes tipo 2. Os elementos a recuperar são gradualmente retirados para, no
forquilha, em todo o perímetro da cofragem horizontal, em caso de ocorrerem deformações, seja possível voltar a escorar de
primeiro lugar, e em seguida na laje, tipo consola (igualmente imediato.
designadas como de bandeja ou de abrigo) ou outra
protecção colectiva equivalente. As varandas são fornecidas 3. Durante o processo da 1.ª fase de descofragem, não é retirada
com corrimões a 90 cm do nível do piso, de protecção intermédia qualquer escora das vigas que ficam a escorar.
e rodapés, sendo este último para evitar a queda de objectos.
Os operários devem utilizar os meios de protecção individual 4. Na generalidade, não é retirada qualquer escora antes de passados
necessários em cada fase: capacete, luvas e botas. 3 dias da colocação do betão, e sempre que o betão tenha tido
tempo de curar e adquirir a resistência mínima em 40%.
13. Nas deslocações dos operários em cima das cofragens de
piso parcial, para evitar possíveis roturas das tijoleiras, são 5. Não é conveniente depositar nas zonas recém betonadas e
colocadas pranchas para circulação. descofradas, cargas pesadas tais como; depósitos de materiais,
máquinas ou aparelhos de elevação, permitir a circulação de
14. Para alturas de laje superiores a 4,9 m não é aconselhada nenhuma pessoal nas superfícies caso a referida circulação corra riscos
solução de contra andaime com escora, que provocou no passado reais e possa provocar esforços dinâmicos que conduzam a
inúmeros acidentes, sendo necessária uma montagem muito acidentes.
precisa, realizada por pessoal especializado, e sob a supervisão
de técnicos peritos e competentes. Em qualquer caso a empresa 6. A descofragem total da 2ª fase é realizada 28 dias após a
Alsina nega qualquer responsabilidade perante qualquer solução colocação do betão ou quando o betão tenha alcançado a
do género. resistência necessária para suportar, com suficiente segurança
e sem deformações excessivas, os esforços aos quais vai ser
15. Nos casos em que exista uma escora em mau estado, é submetido.
conveniente que estas sejam apoiadas em tábuas, em vez de
as apoiar directamente sobre a laje anterior. Caso o apoio das 7. Depois de cada camada, e antes da montagem seguinte, as vigas
escoras nas lajes do piso inferior seja realizado sob o terreno e os paineis devem ser limpos de restos de sujidade e devem
natural, o apoio nunca deverá ser realizado directamente mas sim ser retirados todos os pregos . Esta operação nunca poderá ser
através de pranchas que possam dividir as cargas. É essencial realizada caso as vigas estejam já montadas para evitar posições
que as escoras situadas nas extremidades das lajes fiquem perigosas.
correctamente apoiadas. ../..

16. Para evitar a queda de escoras em cima de pessoas e/ou bens Info Na cofragem do sistema “com suportes” (de
nas operações de elevação, carga e descarga, é recomendável reescoramento) devem igualmente ser consideradas as
a utilização de depósitos ou contentores de transporte seguindo, condições especiais apresentadas no Anexo 2.
em qualquer dos casos, as instrucções do fabricante. Em
alternativa, as escoras podem ser elevadas através de ligas,
vigas de repartição, balanços, etc. em caixas cintadas em ambas
as extremidades evitando assim o deslocamento horizontal do
conjunto estável.

8 I PT I 1108V1
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Anexo 1: Condições de utilização em obra


Condicões de manutenção Tabuleiros

No caso das cofragens é possível atribuir uma data de validade Causa Notas de controlo
predeterminada e deve ser evitada a má utilização dos equipamentos
Quando todo o perfil (ou topo) do painel sobressair
uma vez que poderão ficar danificados. Quando o material deixar
mais de 1 cm da Viga (curvatura de face); ou
de satisfazer os requisitos estabelecidos segundo o Anexo 1 o
Deformações quando alguma das quatro esquinas sobressair 2
mesmo é substituído uma vez que se considera que o seu estado de cm ou mais em relação à Viga (revirado): o painel
conservação está abaixo dos níveis mínimos exigidos. deve ser molhado ou pregado.
Sempre que exista uma tábua separada em
Em todo o equipamento, quer seja propriedade dos clientes ou
mais de metade do seu comprimento e caso as
em regime de aluguer, são os utilizadores os responsáveis pela Colados
separações possuam uma largura superior a
manutenção das peças para utilização posterior ou para nova
1 cm: eliminar.
colocação.
Quando uma tábua estiver partida na transversal;
No que se refere aos paineis, para aumentar o seu tempo de vida ou quando uma tábua nas extremidades
Fissuras
longitudinais tiver uma fissura de mais de 50 cm
útil, é recomendável retirar todas as pontas pregadas logo após a (ou Fendas)
de comprimentos que atravesse toda a espessura
descofragem e antes da aplicação seguinte, limpar os restos de betão
do painel: eliminar.
e aplicar desencofrante.
Perfil
No caso dos elementos metálicos os restos de betão são limpos (não aplicar Quando o painel não tiver o perfil colocado ou este
com o auxílio de uma espátula, nunca utilizar um martelo. Convém caso se trate de não esteja correctamente fixo: eliminar.
tabuleiro Tricapa)
igualmente evitar pregar pregos que danifiquem o material. Para
evitar estas ocorrências são disponibilizadas barras de madeira onde Quando uma tábua possui orifícios de diâmetro
Nós / Orifícios
se incluem os basculantes. superior a 4 cm: eliminar.
Quando o painel não estiver inteiro (quando falta
Falta de tábua uma tábua ou parte dela) devido a golpes, cortes,
Encofrados J. Alsina, S.A. roturas, etc.: eliminar.
Servicios de Encofrados Alisan, S.A.
Alsina Forms Co. Inc. (U.S.A.) Vigas
Moldajes Alsina (Chile)
Soluções de Cofragem Alisply Ltda (Portugal) Modo de
Casseforme Alsina s.p.a (Italia) Notas de controlo procedimento
<<GRUPO ALSINA>> (se não cumpre)
Não deve ter deformações longitudinais
superiores a 2 cm, ou amolgaduras profundas, Eliminar
nem devem faltar elementos.

Deve ter as caixas de apoio das ripas inteiras e


centradas (apenas para o mecano). Eliminar

Sem manchas de óxido generalizadas. Eliminar

1108V1 I PT I 9
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Resumo Anexo 2:
Inconvenientes dos sistemas de
Porta-vigas
rescoramento.
Modo de
Notas de controlo procedimento Pós-escoramento de cimbre parcial após 6 DIAS, em vez de 3 DIAS.
(se não cumpre)
A descofragem do piso deve ser realizada 6 dias após a betonagem
Não deve ter deformações longitudinais
superiores a 2 cm, ou amolgaduras profundas, Eliminar em vez de 3 dias permitidos pelo sistema recuperável de descofragem
nem devem faltar elementos. parcial.
Esta é uma das conclusões, a nível técnico, do estudo comparativo
Sem manchas de óxido generalizadas. Eliminar
dos Sistemas de cofragem recuperável em relação aos Sistemas de
rescoramento que realizaram em conjunto as Cofragens Alsina e a
Basculantes Universidade Politécnica de Valência (*). O referido estudo conclui que:

Modo de 1.º- Nos sistemas de RESCORAMENTO, na generalidade a


Notas de controlo procedimento recuperação ocorre após 6 dias e não apó 3 dias. Para poder
(se não cumpre) recuperar após 3 dias deve ser colocado o dobro da quantidade
de escoras ou tomar precauções muito especiais de descofragem.
Não devem estar dobrados, nem devem ter
Eliminar Deve ser planificado e supervisionado por pessoal técnico
amolgaduras ou fendas significativas.
competente. Consultar condições apresentadas na informação
Devem ter as tampas de plástico e as barras de técnica.
Eliminar
madeira fixas.

Devem ter o passador em bom estado e este 2.º- Incorrecta transmissão de cargas:
Eliminar A disposição no sentido transversal das escoras nos suportes dos
deve tocar no corpo do basculante, ao fechar.
pisos APEADAS suportam a carga no sentido inverso (longitudinal)
das escoras no piso que está a receber a betonagem, que reflecte
Escoras as recomendações apresentadas no ponto anterior.

Modo de A operação de montagem dos sistemas de Reescoramento


Notas de controlo procedimento apresenta, por outro lado, inconvenientes que devem ser
(se não cumpre) considerados:
Não devem estar dobradas, nem devem ter
Eliminar 1.- Requer MAIS MÃO-DE-OBRA porque é necessário voltar a
amolgaduras ou fendas significativas.
colocar as escoras DUAS vezes
Devem ter o passador em bom estado, e as
anilhas e platinas devem estar correctamente Eliminar
2.- Sistema que utiliza MAIS REFERÊNCIAS, (VIG. EXTREMA,
colocadas.
VIG. INTERMÉDIA, SUPORTE E PORTA-VIGA) em vez de
Sem manchas de óxido generalizadas. Eliminar 3 referências (VIGA, BASCULANTE e PORTA-VIGA).

3.- SEGURANÇA: Maior risco por possuir um MENOR APOIO DO


TABULEIRO na zona das Vigas e mais reduzido ainda nas zonas
sujas de betão.

4.- ACABAMENTOS: O tabuleiro não fica sempre na mesma altura


devido à acumulação de betão na ala; o tabuleiro -de madeira-
e o apoio -metálico- flexionam-se de forma diferente, deixando
MOLDURAS MAIORES NO BETÃO.
Encofrados J. Alsina, S.A.
Alsitec, Setembro de 2003.

Info* Segundo Relatório Técnico (consultar ANEXO


2) realizado por Juan José Moragues –Catedrático de
Edificação e Prefabricação– e Pedro Calderón –Professor
Titular de Edificação e Prefabricação– da Universidad
Politécnica de Valencia; O referido relatório técnico encontra-
se à disposição dos nossos clientes para consulta.

10 I PT I 1108V1
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Anexo 2: Estudo Técnico de Descofragem


A pedido da empresa ENCOFRADOS J. ALSINA S.A. os professores Para os casos habituais, em edifícios de habitação, com betão de
do departamento de Engenharia da Construção da Universidad resistência característica fck = 25 MPa, a trabalhar em condições
Politécnica de Valencia realizaram um estudo sobre os sistemas de normais de 20º C de temperatura e cerca de 60% de humidade, numa
cofragens de lajes de edificação habitualmente utilizados, incidindo descofragem parcial são necessárias resistências da ordem de 40%
especialmente nos prazos e formas de Pós-escoramento de cimbre. da característica, possível de alcançar três dias após colocação do
betão, enquanto que numa descofragem total a resistência necessária
Neste artigo resume-se de forma breve o referido estudo. é de cerca de 60-70% da característica, sendo necessário aguardar
até que que o betão atinja os 6 ou 7 dias. Tendo em conta a evolução
Os diferentes sistemas são criados tendo em conta, por um lado, mínima previsível das características mecânicas do betão, presentes
critérios de resistência, durabilidade e maneabilidade e, por outro nos artigos 30.4 e 39.6 da Instrução de Betão Estrutural EHE 99
lado, de economia, com o objectivo de recuperar a maior parte dos vigente.
componentes no menor espaço de tempo possível, tentando assim
diminuir o número total de elementos utilizados. Cofragens recuperáveis

As condições para utilizar o mínimo de elementos possível são as Os sistemas de cofragem recuperável, tipo Alumecano, de
seguintes: ENCOFRADOS J. ALSINA S.A ou similares de outras empresas,
1.- A estrutura provisória que suporta o betão fresco, o peso dos são concebidos de modo a permitir e facilitar as operações de
pisos superiores e a sobrecarga de construção tem de ser estável, descofragem parcial. Um equipamento completo de cofragem é
resistente e com o mínimo de deformações possível. composto por uma superfície horizontal, formada por tabuleiros e
2.- A descofragem deve ser simples e progressiva. vigas, apoiada sobre escoras metálicas telescópicas que transmitem
as cargas na vertical. Ao descofrar, sem acrescentar nem deslocar
A descofragem pode ser PARCIAL ou TOTAL, consoante se retire uma nenhum elemento, mantém-se um conjunto de elementos, vigas e
parte ou a totalidade dos componentes da cofragem e os seus apoios. escoras como escoramento, na mesma posição que mantinha dentro
No primeiro caso, são colocados apoios inferiores da laje (vigas, da cofragem completa. Todos os anos são construídos milhares de
traves, escoras, etc.) que reduzem os esforços e deformações da metros quadrados de estrutura e lajes de edifícios utilizando o sistema
laje, enquanto que no segundo, os únicos apoios considerados são os de cofragens sucessivas, com bons resultados tanto em relação a
próprios pilares da estrutura, com distâncias máximas habituais entre prazos de construção como de comportamento da estrutura, existindo
6 e 8 m., trabalhando assim a estrutura com as luzes de concepção. recomendações gerais de utilização que permitem uma aplicação
Quando se opta por uma descofragem total, ao carregar os pisos fiável e segura.
superiores, a laje por si só não tem geralmente resistência nem
rigidez suficientes para suportar os esforços sendo imprescindível Cofragens com suporte de rescoramento
acrescentar um novo escoramento do mesmo capaz de absorver as
referidas cargas, operação que se classifica como recimbrar. Trata-se de uma variante das cofragens anteriores, consistindo
em intercalar entre os tabuleiros apoios de suporte no sentido
Para que esta operação possa ser executada, o betão jovem deve perpendicular às vigas inicialmente dispostas, para que ao
adquirir a resistência e rigidez necessárias para suportar o seu próprio desencofrar o sistema, se possa retirar a totalidade de vigas,
peso para além das respectivas sobrecargas de construção, exigindo tabuleiros e escoras. Dispondo estes apoios como único escoramento
ambas um valor diferente tendo em conta o próprio processo de do sistema.
construção e cada tipo de edifício em particular. Por outro lado, o prazo
de descofragem depende de muitos factores, em especial do sistema As vigas do sistema oferecem um conjunto organizado e constante na
e processo de construção utilizados, das próprias características da sua distribuição, enquanto que a introdução deste novos apoios vem
obra (tipo de betão e acções de projecto) e também das condições alterar o sentido de trabalho do betão jovem, rompe a continuidade
ambientais de temperatura e humidade em que são realizados os vertical entre as escoras dos diferentes pisos e obriga as lajes dos
trabalhos. pisos cofrados a trabalharem de forma diferente.

Para avaliar os efeitos provocados pela sua utilização vamos analisar


a sua repercussão na última laje betonada e na laje inferior.

1108V1 I PT I 11
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Última laje betonada Laje imediatamente inferior à última betonagem

Ao recuperar o sistema ocorre uma alteração de disposição de escoras, Nesta placa a carga das escoras superiores não é transmitida para
ao eliminar as escoras das vigas e ao substituí-las por novas escoras as escoras inferiores, uma vez que o sistema impede a continuidade
nos apoios suporte, necessitando para tal de largar e colocar escoras permanente entre escoras. Isto vai, sem dúvida, aumentar os
duas vezes em vez de uma vez apenas. O processo de introdução das esforços exercidos sobre a placa enquanto não se voltarem a alinhar
mesmas pode ser realizado seguindo três procedimentos diferentes: verticalmente todas as escoras. É difícil quantificar este aumento e
seria necessária uma exaustiva definição da distribuição das escoras
A) Colocá-las antes de efectuar a betonagem. Não constitui qualquer de todos os pisos, tornando-se muito complicado generalizar - é
problema estrutural embora sejam acrescentadas em grande necessário realizar uma análise concreta para cada caso.
número as escoras necessárias.
B) Colocá-las depois de uma descofragem total. Trata-se de um Por outro lado, quando se perde a verticalidade, a carga da escora
caso extremo, equivalente a recimbrar que, conforme foi possível superior vai ser transmitida para a inferior através da laje, e caso se
confirmar anteriormente, deve ser realizado nas condições e trate de cargas reticulares com camadas de compressão de pequena
circunstâncias de pelo menos 6 dias após a betonagem do piso. espessura, podem apresentar riscos de degradação.
C) Colocá-las em simultâneo retirando as escoras das vigas e
colocando-as em seguida nos suportes. As condições que devem Devido a este facto, as considerações apresentadas na secção anterior
ser cumpridas para a descofragem antes dos seis dias e com no que diz respeito às precauções a tomar e ao procedimento a seguir
uma descofragem parcial, sem que sejam necessárias mais para a passagem de escoras são de cumprimento obrigatório caso se
intervenções no piso, são: pretenda iniciar a descofragem após três dias de betonagem.
1- Retirar as escoras iniciais de uma área pequena , evitando
deixar distâncias superiores aquelas que surgem num processo
normal de descofragem parcial.
2- Realizar as operações de retirada da escora e de colocação Valência, Fevereiro de 2003
de um novo apoio suporte em simultâneo, ou seja, a primeira
escora retirada deve ser colocada como primeiro apoio suporte,
a segunda retirada como segundo apoio suporte e assim
sucessivamente, tornando-se bastante útil para tal utilizar um
avanço de escoras. Juan José Moragues Terrades D. Pedro Calderón García
3- Enquanto se realiza esta operação é aconselhável limitar Catedrático de Edificação e Professor Titular de Edificação e
as cargas sobre a laje na qual estão a ser substituídas as Prefabricação Prefabricação
escoras.
4- O processo requer cuidado na sua execução, um determinado
nível de conhecimento sobre como funciona a estrutura, uma
planificação prévia e uma revisão ou aprovação por parte de
um técnico especializado.

Caso não haja garantias de que todas estas condições são cumpridas,
será conveniente esperar pelo menos os habituais 6 dias, agindo
como se estivéssemos perante um caso de descofragem total.

12 I PT I 1108V1
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Anexo 3: Redes de protecção colectiva


A montagem deve ser realizada depois de o mecano estar montado e
convenientemente ajustado, e antes da colocação dos paineis. Nota Técnica sobre o Sistema de Cofragem
Alumecano (*)
.../...
2. OBJECTIVO DA NOTA
O objectivo da presente Nota Técnica é a apresentação das
características do sistema de cofragem Alumecano, bem como
Pormenor de Gancho Redes dos seus processos de montagem e desmontagem, avaliando as
vantagens do mesmo face aos sistemas tradicionais de cofragem.
Por vontade expressa do Requerente a análise do cálculo dos
diferentes elementos que compõem o sistema não será contemplada
na presente Nota.
A rede deve ser colocada seguindo as calhas formadas pelas escoras
e deve ser retirada depois de finalizada a betonagem do piso. .../...
5. COMENTÁRIOS
1 2 Através da análise efectuada à documentação facultada sobre
o sistema de cofragem objecto da presente Nota Técnica, e cujas
características foram apresentadas nos pontos anteriores, podemos
apresentar os seguintes comentários:

- Os elementos que compõem o sistema de cofragem Alumecano são


mais leves em relação aos aplicados nos sistemas tradicionais; para
o conjunto do sistema este factor resulta num peso aproximado de
12 kp/m2, o que implica uma maior facilidade de montagem.
LEGENDA - Os elementos denominados basculantes, devido ao seu sistema de
1. Redes ancoragem às vigas, permitem que os mesmos sejam facilmente
2. Escoras retirados, aumentando a rapidez e simplicidade na desmontagem
da cofragem.

A Alsina não fabrica e não monta as redes horizontais, mas poderá - O sistema de cofragem é o indicado para a utilização a que se destina
fornecer informações quanto a possíveis fabricantes e instaladores. e os elementos que o compõem permitem solucionar a maioria das
situações apresentadas em cofragens de lajes planas, tanto de laje
maciça como reticulares.

O alcance da presente Nota, conforme indicado na Secção nº 2,


não inclui nem a análise do cálculo dos elementos que compõem o
sistema de cofragem, nem os prazos de descofragem.

O director da divisão de
controlo de projecto O director geral

Justo Diaz Lozano Enrique González Valle


Engenheiro Civil Dr. Engenheiro Civil

Info* O documento original consta de 7 páginas e de um


Anexo de 23 páginas, cuja consulta se encontra à disposição
dos nossos clientes.

1108V1 I PT I 13
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Central de Racionalización Estudios


y Aplicaciones, S.A.

CASA FUNDADA EM 1954 Nestas condições é rentável a utilização de cofragem completa


para todos os casos?
Pedro de Valdivia, 38
Telf. 91 562 53 20 A nossa resposta é SIM e tem por base a nossa larga experiência
28006-Madrid
Vamos tentar justificar, em seguida, a nossa afirmação.
Cofragem em estruturas de edificação
Analisaremos em exclusivo a estrutura de vigas planas e lajes de
Actualmente no mercado estão disponíveis os seguintes tipos de vigotas ou semivigotas, uma vez que a estrutura com laje de nervuras
estrutura na construção de edifícios de habitação, parques, centros de betão “in situ”, seria, logicamente, equiparada a uma laje maciça.
comerciais, etc.
A percentagem de superfície a receber a cofragem seria, considerando
1 - Estruturas normais de vigas de canto e lajes de vigotas, um edifício de habitações tipo, de aproximadamente 42% do total
semivigotas ou nervuras betonadas no local. do piso e se para além disso, tivermos em conta o envigamento da
vigota, o custo total do revestimento completo seria de apenas mais
2 - Estruturas de vigas planas e os mesmos tipos de lajes. 40% sobre a cofragem parcial.

3 - Estruturas planas de laje maciça. Ou seja, se o custo directo do material de cofragem para vigotas
e corrimões é avaliado em 350 pesetas/m2. Para o revestimento
4 - Estruturas planas de lajes leves, bem como blocos de betão leve, completo seria de aproximadamente *500 pesetas/m2 para o aluguer
com blocos em cerâmica ou com moldes recuperáveis. com uma diferença de 150 pesetas/m2.

Nos casos 3 e 4 é imprescindível a utilização de uma Que vantagens económicas são estimadas na cofragem
cofragem completa em todo o piso, enquanto que nos casos completa?
1 e 2, é possível efectuar a cofragem de todo o piso, ou a cofragem
das vigas e colocar vigas nas vigotas ou semi-vigotas. - Facilidade de montagem da própria cofragem.

Pretendemos assim avaliar, do ponto de vista económico e de - Uma melhoria dos rendimentos da M.O. na montagem das lajes,
segurança, qual das últimas opções, cofragem completa ou cofragem dada a segurança possuir um piso completo.
parcial, é a mais indicada, tanto para o construtor como para a própria
obra. - Facilidade de colocação de materiais no piso, com um maior
rendimento nos elementos de elevação.
Noutros tempos, quando não existiam empresas especializadas em
cofragens e estas eram realizadas à base de madeiras com tábuas, - Maior rapidez na execução. Nestas condições estima-se uma
paineis e escoras, o construtor tinha de aplicar um grande investimento poupança de cerca de 20% do tempo.
inicial, que raramente era amortizado com a primeira obra. Ou seja, a
cofragem era necessária mas não era economicamente rentável. Considerando um custo de M.O. de 1.500 pesetas/m2, representaria
300 pesetas/m2, compensando a diferença face ao custo inicial entre
Actualmente, existe no mercado uma vasta gama de cofragens, a as duas cofragens.
maior parte em metal, representadas por diversas empresas em todo
o território nacional, e que, em sistema de aluguer, disponibilizam Não existe, assim, entre as duas soluções de cofragens qualquer
todo o material, sem necessidade de qualquer tipo de investimento diferença de custo substancial que justifique a não utilização da
por parte do construtor. cofragem completa.

Info* Os preços são apresentados em pesetas devido à


data em que foi realizado o estudo (1998).

14 I PT I 1108V1
Manutenção e Segurança nas Cofragens Horizontais

Registo de produto ITEC


Os valores das propriedades e as características referentes à
qualidade dos produtos e sistemas de construção registados e a
Se considerarmos que aproximadamente 35 a 40% dos acidentes vigorar no Registo de Materiais do ITEC são considerados válidos e
graves ou mortais ocorridos na construção são consequência de suficientes, para efeitos de recepção em obra e para certificação no
quedas de pessoas a diferentes níveis, não existe a menor dúvida Programa de Controlo de Qualidade previsto no Decreto 375/1988 de
de que a utilização da cofragem completa vem melhorar os referidos 1 de Dezembro sobre o Controlo de Qualidade na Edificação.
números.

Assim, independentemente da obrigatoriedade de colocação de redes


no exterior e de vãos de curvas de protecção na terminação das
escadas dos diferentes pisos, é necessário contemplar a utilização de
cofragens completas em qualquer tipo de estrutura.

Em definitivo, e para concluir, segundo o nosso critério, o rendimento


da M.O. seria consideravelmente superior, a betonagem seria facilitada
e diminuiria o risco de acidente, não apenas na M.O. mas também no
que diz respeito ao pessoal técnico de controlo menos habituado a
circular em andaimes.

Assim, um possível aumento do custo de aluguer não justifica, de


todo, a não utilização da cofragem de piso completa.

Março de 1998
Ramon Crespo
Engenheiro Civil

1108V1 I PT I 15

Interesses relacionados