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Ao contrário do que alguns pensam, o

trabalho é uma Lei da Natureza que, como


decorrência, deve ser respeitada e cumprida.
É, ao mesmo tempo, um dever e uma
necessidade, uma vez que não trabalhar
constitui infração à lei, que claramente produz
sérias consequências (com exceção de
algumas poucas hipóteses – perfeitamente
admissíveis e compreensíveis).
A toda evidência, não se trata
de castigo como algumas pessoas chegam a
externar, às vezes, até mesmo publicamente.
Com efeito, Se Deus houvesse isentado do
trabalho do corpo o homem, seus membros se
teriam atrofiado; se o houvesse isentado do
trabalho da inteligência, seu espírito teria
permanecido na infância, no estado de instinto
animal. Por isso é que lhe fez do trabalho uma
necessidade e lhe disse: Procura e
acharás; trabalha e produzirás. Dessa maneira
serás filho das tuas obras, terás delas o mérito
e serás recompensado de acordo com o que
hajas feito.1
Assim, trata-se de
uma excelente oportunidade de honestamente
ganhar o pão de cada dia e de aperfeiçoar cada
vez mais a inteligência.
As dificuldades e os problemas, que
surgem em toda e qualquer atividade
produtiva, são verdadeiros desafios que
precisamos enfrentar com naturalidade em
nosso dia a dia, ocasião em que nossa
inteligência é agitada e impulsionada na busca
das melhores soluções, razão pela qual
progredimos e avançamos pela via do seu
aperfeiçoamento.
Não é difícil entender a necessidade do
trabalho. Basta que lembremos que no planeta
Terra, por exemplo, nossa existência
transcorre em regime de interdependência, ou
seja, dependemos uns dos outros. E é muito
bom que assim seja, porque cada um presta o
seu contributo à coletividade, de tal modo que
colabora para o equilíbrio das necessidades
materiais e intelectuais e, também, para o
equilíbrio das relações humanas e sociais.
Se prestarmos bastante atenção,
observaremos que nada está parado na Terra,
tudo se movimenta. Trabalhar (quando
possível), portanto, significa estar em
conformidade com o planeta que ora
habitamos. E ele é de expiações e de provas,
recordemos, e por isso mesmo depende de
nós o seu avanço, o seu aperfeiçoamento, a
sua melhoria, quando cada um procura fazer a
sua parte, e fazê-la bem, com empenho, com
esforço, com dedicação, com competência,
com amor.
Não importa o trabalho desempenhado, do
mais simples ao mais complexo, todas as
atividades são importantes, visto que
dependemos uns dos outros, sem exceção.
A propósito, importante reproduzir aqui o
ensinamento do Espírito Joanes, através da
psicografia do ínclito médium Raul Teixeira:
No mundo, o seu trabalho representa para
você o necessário arrimo moral, a devida
fortaleza social, a indispensável defesa do mal
e do crime, facultando a valorização da sua
existência humana. Dessa maneira, valorize o
seu trabalho, esmerando-se no desempenho
da sua profissão, oferecendo o seu esforço
para realizar o que seja mais importante na
faixa de sua ocupação.
É importante reforçar que o trabalho terreno
tem o poder de valorizar, por seu turno, a
pessoa que o realiza, pois é pelo trabalho que
cada indivíduo se sente útil nas rotas da
Sociedade.
Quando você trabalha, fecha significativo
circuito de luz com as fontes da saúde e da
alegria, permitindo que receba a ajuda dos
Poderes Celestes, de modo que o labor se
converta em alforria para quem o desenvolve.
Quando esteja trabalhando, sinta-se
dedicado ao que faz, e por isso, vitorioso, por
mais simples seja a sua atividade.2
Por outra parte, muito importante enfatizar
que O trabalho é lei da Natureza, por isso
mesmo que constitui uma necessidade, e a
civilização obriga o homem a trabalhar mais,
porque lhe aumenta as necessidades e os
gozos.3
A clareza do texto é solar.
Nada obstante a obra ter sido escrita e
publicada no século XIX, é ainda mais
inteligível, e verdadeira, a observação neste
século XXI de que a civilização obriga o
homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta
as necessidades e os gozos.
Cumpre relembrar que Toda ocupação útil é
trabalho4, de tal forma que o corpo trabalha e
o Espírito também. Não por acaso, Jesus
Cristo, nosso Modelo e Guia, nosso Mestre e
Amigo de todas as horas, foi quem disse: Meu
Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também.5
Em outras palavras: o trabalho é constante,
é permanente, para todos, encarnados e
desencarnados.
A esta altura nada que surpreenda, pois,
afinal, como já bem o sabemos e
consolidamos: todos somos Espíritos, no
corpo ou fora dele, temos origem divina,
somos imortais, indestrutíveis, nossa
individualidade é inteiramente preservada e,
portanto, viveremos para sempre!
Felizes os que podem e querem trabalhar.
Trabalhar é uma bênção.
O Senhor abençoa sempre aqueles que
realizam o seu trabalho!

Bibliografia:
1 – KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o
Espiritismo, 131. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2013.
cap. XXV, item 3.
2 – TEIXEIRA, J. Raul. Para uso diário. Pelo
Espírito Joanes. 6. ed. Niterói: Fráter, 2014.
cap. 9.
3 – KARDEC, Allan. O livro dos Espíritos, 33.
ed. Rio de Janeiro: FEB. pt. 3, cap. III, item 674.
4 – Op. cit. pt. 3, cap. III, item 675.
5 – BÍBLIA N.T. João. Português. Bíblia
sagrada. Tradução de João Ferreira de
Almeida. Campinas: Os Gideões
Internacionais do Brasil, 1988. cap. 5, vers. 17.