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AULA 1

Geometria analítica
A Geometria analítica surgiu quando a álgebra foi usada na solução de problemas
geométricos. As figuras que antes eram só desenhadas passaram a ser repre-
sentadas por equações, com letras e números. E tudo passou a ser colocado em
gráficos, em forma de pontos e curvas.

A importância do plano cartesiano na Geometria analítica


A B C D E F G H I J

10

Tudo nos eixos

Descartes descreveu figuras geométricas com letras e números e fez o mundo ver através de
gráficos. Imagine a oscilação da bolsa de valores sem visualizar um gráfico. Ou então um jogo de
batalha naval sem as coordenadas.
Ao publicar seu mais famoso trabalho, o filósofo e matemático francês René Descartes (1596-
1650) apresentou ao mundo uma nova maneira de pensar e ao mesmo tempo inaugurou uma nova
área na Matemática. No "Discurso sobre o Método (para bem conduzir a razão e procurar a verdade
nas ciências)", ele expõe sua crença de que, entre todas as áreas do conhecimento, só a Matemática
é certa, portanto tudo deve ser baseado nela.
Como a extensão do título de sua obra indica, Descartes prega o uso da razão para a obtenção da
verdade, só alcançável por meio do método. E isso deve ser feito como se procede na matemática, com o
emprego do raciocínio lógico e dedutivo na prova de teoremas. Surge daí a clássica expressão "cogito, ergo
sum" (penso, logo existo), começando com a dúvida de Descartes sobre sua própria existência, mas depois
chegando à conclusão de que uma consciência clara de seu pensamento provava sua própria existência.
A influência das ideias do filósofo foi tão abrangente que hoje costumamos dizer que somos
cartesianos se agimos racionalmente, objetivamente ou de maneira lógica. A maior contribuição do
francês para a Matemática também está registrada no "Discurso sobre o Método".
Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT720945-2680,00.html.
Acesso em: 17.10.2013.

Matemática 3 - Aula 1 5 Instituto Universal Brasileiro


Geometria Analítica
Plano Cartesiano Eixo y - eixo das ordenadas
Nesta aula vamos estudar o plano car-
tesiano sob a ótica da Geometria analítica.
Vamos aprender a marcar pontos e calcular
distância entre eles, verificar a condição de
alinhamento, e, se não alinhado, calcular a
área dos triângulos formados. Eixo x - eixo das abscissas

Vale lembrar que o Plano Cartesia-


no foi criado por René Descartes. Esse foi
o método que ele conseguiu representar Esses eixos possuem valores dispostos
graficamente as expressões algébricas. em uma escala, igual a uma régua.

Eixo y - eixo das ordenadas


5
4
3
2

Só com Descartes é que passamos -4 -3 -2 -1


1
1 2 3 4
a enxergar um ponto no espaço como um 0
-1
par ordenado de números no eixo carte- -2
Eixo x - eixo das abscissas
siano. As retas, os círculos e outras figuras -3
geométricas podem então ser representa- -4

das por equações em x e y. Descartes é -5

o responsável também por algumas nota-


ções matemáticas que costumamos usar. Repare que os eixos se interceptam no
Foi ele quem começou a utilizar as últimas ponto zero, que separa os números positivos dos
letras do alfabeto para designar as quanti- negativos. Como a reta possui infinitos pontos, os
dades desconhecidas (incógnitas) e as pri- números também são infinitos, dependendo do
meiras letras do alfabeto para designar as tamanho da reta ou a escala utilizada.
quantidades conhecidas numa expressão O plano cartesiano possui 4 regiões dis-
matemática. O francês introduziu também tintas, chamadas de quadrantes, que são no-
o sistema de índices em potências ou o meados no sentido anti-horário.
costume de designar a ordem da potência
na equação como x2, x3 etc. y
5
Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Galileu/ 4
0,6993,ECT720945-2680,00.html. Acesso em: 10.10.2013. 2º quadrante 3 1º quadrante
2
1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
Eixos das abscissas e ordenadas 0 x
-1
No sistema criado por Descartes, ele tra- -2
çou duas retas perpendiculares, o eixo x (na 3º quadrante -3 4º quadrante
horizontal) e o eixo y (na vertical), que são os -4
-5
eixos das abscissas e ordenadas, respecti-
vamente, conforme a seguir:
Matemática 3 - Aula 1 6 Instituto Universal Brasileiro
Ponto Par ordenado

É possível marcar um ponto no plano Quando se tem um par ordenado, o pri-


cartesiano conhecendo suas coordenadas, meiro número corresponde ao eixo x e o se-
igual a um jogo de batalha naval. gundo número ao eixo y; portanto, é possível
marcar o ponto. Veja:
Jogo de Batalha Naval
Par Ordenado (3, 5)
Neste jogo é utilizado dois quadros,
y
um para cada jogador, que representa a dis- (3, 5) 5
posição dos barcos de cada um. Esses qua- 4 Ponto
dros são identificados por linhas e colunas, Eixo x Eixo y
3

representados por números e letras. Veja: 2


1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
A B C D E F G H I J 0 x
-1
1
-2
2 -3
-4
3 -5

6 Distância entre dois pontos


7 Para calcular a distância entre dois pon-
8
tos no plano cartesiano, inicialmente usare-
mos uma metodologia já utilizada em aulas
9
anteriores, o Teorema de Pitágoras.
10
Teorema de Pitágoras
A ideia consiste no oponente chutar Hipotenusa2 = Cateto2 + Cateto2
uma letra e um número para acertar o na-
vio do seu adversário.
Dado dois pontos:
Exemplo: Coluna H e linha 7 H7
A B C D E F G H I J A (4, 5)
1 B (1, 1)
2
Podemos identificá-los no Plano Carte-
3
siano conforme vimos:
4
y
A
5 5
4
6 3
2
7 B
1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
8 0 x
-1
9 -2

10 -3
-4
-5
E acertaria em cheio o navio do oponente!

Matemática 3 - Aula 1 7 Instituto Universal Brasileiro


Para calcularmos a distância entre es- Porém, com base no teorema de Pitágo-
ses dois pontos, podemos calcular a medida ras, é possível montar uma fórmula para cal-
da reta que os liga. cular a distância, aplicando-a.
y
A
5 Hipotenusa2 = Cateto2 + Cateto2
4
3
2
B Então, a distância do ponto A em rela-
1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4 ção ao B (dAB) será:
0 x
-1
-2 dAB2 = (x2 – x1)2 + (y2 – y1)2
-3
-4
-5
Portanto, a fórmula seria:

Dessa reta gerada, é possível traçar dAB = (x2 – x1)2 + (y2 – y1)2
um triângulo, em que os lados (catetos)
têm medidas definidas pela escala do plano
cartesiano. Aplicando-a no exercício anterior:
y
A dAB = (x2 – x1)2 + (y2 – y1)2
5
4
3 x 4
2 dAB = (4 – 1)2 + (5 – 1)2
1
-4 -3 -2 -1 B1 2 3 4
x
0
-1
dAB = 32 + 42
-2 3
-3
dAB = 9 + 16
-4
-5

dAB = 25
Assim, o único lado do triângulo (hi-
potenusa) que não tem medida é a dis- dAB = 5
tância entre os pontos, no caso, A e B.

Então, para calcular a distância entre


eles, basta aplicar o Teorema de Pitágoras, Condição de alinhamento de três pontos
veja:
O alinhamento de três pontos pode ser
Hipotenusa2 = Cateto2 + Cateto2 determinado utilizando o cálculo do determi-
x2 = 32 + 42 nante de uma matriz de três linhas e três colu-
nas, ou seja, 3x3.
x2 = 9 + 16
Cada ponto no plano cartesiano tem seu
x2 = 25 par ordenado, em que encontraremos o valor
x= 25 de x e y.
Dados os pontos:
x=5

Portanto, a distância entre os dois A (0, -3)


pontos é de 5. B (2, 1)
C (5, 7)
Matemática 3 - Aula 1 8 Instituto Universal Brasileiro
Para resolver o determinante, basta du-
y
8
plicar as duas primeiras colunas e multiplicar
7
C suas diagonais:
6
5
4
0 -3 1 0 -3
3
2 1 1 2 1
2
1
B 5 7 1 5 7
-8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
0 x
-1
-2
5 0 -6 0 -15 14
A -3
-4 Posteriormente, os que estão apontando
-5 para frente, serão subtraídos dos que estão
-6
apontando para trás.
-7
-8
(0 - 5 + 14) - (5 + 0 - 6)

(-1) - (-1)

-1 + 1 = 0

Portanto, os pontos estão alinhados, vis-


to que o resultado do determinante foi zero.
Apesar de vermos que esses três pon-
tos estão alinhados, podemos comprovar o Área de um triângulo
alinhamento por meio do determinante, cal-
culando o seu valor. Se o resultado for zero Quando os três pontos não estão ali-
(0), é porque eles estão alinhados. nhados, é possível gerar um triângulo no Pla-
no Cartesiano. Veja:
y
Com os 3 pontos do gráfico acima, te- B 8 A (-2, 2)
mos os seguintes pares ordenados: 7
6
B (0, 8)
A x1 = 0, y1 = -3; 5 C (5, 1)
4
B x2 = 2, y2 = 1; 3
C x3 = 5, y3 = 7; A
2
1
C
-8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
A disposição dos pontos do Plano Carte- 0 x
siano será da seguinte forma: -1
-2
-3
x1 y1 1 -4

x2 y2 1 -5
-6
x3 y3 1 -7

Substituindo:
Se calcularmos o determinante desses
0 -3 1 três pontos, obviamente não terá valor igual a
zero, visto que não estão alinhados.
2 1 1 A metade desse valor é a área do triân-
5 7 1 gulo, desde que esteja no módulo, ou seja,
seja sempre positivo.
Matemática 3 - Aula 1 9 Instituto Universal Brasileiro
Então para sabermos a área do triângu-
lo, o primeiro passo é calcular o determinante
dos três pontos:
A (-2, 2) onde x1 = -2 e y1 = 2;
B (0, 8) onde x2 = 0 e y2 = 8; Poesia Matemática
C (5, 1) onde x3 = 5 e y3 = 1. Às folhas tantas
do livro matemático
Aplicando a fórmula: um Quociente apaixonou-se
um dia, doidamente, por uma Incógnita.
x1 y1 1 Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
x2 y2 1 uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
x3 y3 1 corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
-2 2 1 -2 2 até que se encontraram
no infinito.
0 8 1 0 8 "Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
5 1 1 5 1 "Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
40 -2 0 -16 10 0 (o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
(-16 + 10 + 0) - (40 - 2 + 0) primos entre si.
E assim se amaram
(-6) - (38) = -44 ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação, traçando
ao sabor do momento e da paixão
Então a área do triângulo será a metade do retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
determinante, só que em módulo, ou seja, como o nos jardins da quarta dimensão.
valor do determinante está negativo, e não existe Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas
e os exegetas do Universo Finito.
área negativa, consideraremos como positivo. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
|D| constituir um lar,
Área = mais que um lar,
2 um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
|-44|
Área = o Poliedro e a Bissetriz.
2 E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
44 integral e diferencial.
Área = E se casaram e tiveram uma secante e três cones
2
muito engraçadinhos.
E foram felizes, até aquele dia,
Área = 22 em que tudo vira afinal monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Portanto, a área do triângulo é 22. frequentador de círculos concêntricos, viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela, uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais uma unidade.
Era o triângulo, tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração, a mais ordinária.
Função Modular Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser moralidade
A operação matemática que consiste em como, aliás, em qualquer sociedade.
"tirar o sinal" de um número, ou seja, considerar Millôr Fernandes. Tempo e Contratempo.
seu valor absoluto, chama-se “módulo”. Rio de Janeiro: Edições O Cruzeiro, 1954. Texto adaptado.

Matemática 3 - Aula 1 10 Instituto Universal Brasileiro


y
Ponto
5
4
3
2
Plano Cartesiano 1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
0 x
No sistema criado por Descartes, -1

ele traçou duas retas perpendiculares, o -2


-3
eixo x (na horizontal) e o eixo y (na ver- -4
tical), que são os eixos das abscissas e -5
ordenadas, respectivamente, conforme
abaixo:
Distância entre dois pontos
Eixo y - eixo das ordenadas
5 Para calcular a distância entre dois
4 pontos no plano cartesiano, inicialmente
3
2
usaremos uma metodologia já utilizada em
1 aulas anteriores, o Teorema de Pitágoras.
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
0
-1 y
A
-2 5
Eixo x - eixo das abscissas
-3 4
-4 3 x 4
-5 2
1
-4 -3 -2 -1 B1 2 3 4
0 x

O plano cartesiano possuí 4 regiões -1


-2 3
distintas, chamadas de quadrantes, que -3
são nomeados no sentido anti-horário. -4
-5
y
5
4
2º quadrante 3 1º quadrante Hipotenusa2 = Cateto2 + Cateto2
2 x2 = 32 + 42
1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
x2 = 9 + 16
0 x
-1 x2 = 25
-2
3º quadrante -3 4º quadrante x= 25
-4
-5
x=5

Portanto, a distância entre os


dois pontos é de 5.
Ponto
Porém, com base no Teorema de Pi-
Par Ordenado (3, 5)
tágoras, é possível montar uma fórmula
para calcular a distância.
(3, 5)
dAB = (x2 – x1)2 + (y2 – y1)2
Eixo x Eixo y

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Condição de alinhamento Área de um triângulo
de três pontos
Quando os três pontos não estão ali-
Podemos comprovar o alinhamento nhados, é possível gerar um triângulo no
por meio do determinante, calculando o plano cartesiano. Veja:
seu valor. Se o resultado for zero (0), eles
estão alinhados. B
y
8
A (-2, 2)
7 B (0, 8)
y
6
8 C (5, 1)
7
C 5
4
6
3
5 A
2
4
1
C
3 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
2 0 x
1
B -1
-8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8 -2
0 x -3
-1
-4
-2
-5
A -3
-6
-4
-7
-5
-6
-7
-8
x1 y1 1
x2 y2 1
A x1 = 0, y1 = -3; x3 y3 1
B x2 = 2, y2 = 1;
C x3 = 5, y3 = 7;
-2 2 1 -2 2
0 8 1 0 8
x1 y1 1 5 1 1 5 1
x2 y2 1
40 -2 0 -16 10 0
x3 y3 1

(-16 + 10 + 0) - (40 - 2 + 0)
0 -3 1 0 -3
(-6) - (38) = -44
2 1 1 2 1
5 7 1 5 7 |D|
Área =
2
5 0 -6 0 -15 14
|-44|
Área =
2
(0 - 5 + 14) - (5 + 0 - 6)
44
(-1) - (-1) Área =
2
-1 + 1 = 0 Área = 22

Matemática 3 - Aula 1 12 Instituto Universal Brasileiro


a) ( ) 13 metros
b) ( ) 8 metros
c) ( ) 5 metros
d) ( ) 10 metros

1. Em um jogo de batalha naval, um jo- 3. Um eclipse é um evento astronômico


gador chutou 4 tiros, sendo: que acontece quando um objeto celeste se move
para a sombra de outro. Quando isso acontece
Tiro 1 B/4
dentro de um sistema solar, ele forma o alinha-
Tiro 2 E/9
mento de três ou mais corpos celestes do mes-
Tiro 3 A / 10
mo sistema gravitacional em uma linha reta.
Tiro 4 G/9
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eclipse
A B C D E F G H I J
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Dados os pontos cartesianos A, B e C
Com base na cartela de navios do opo- que representam a posição desses corpos
nente, dos 4 tiros dados, apenas 1 não atin- celestes, o único caso em que eles estariam
giu o alvo, que foi o: alinhados seria na alternativa:

a) ( ) Tiro 1 a) ( ) A (0, 5), B (1, 3) e C (2, 1)


b) ( ) Tiro 2 b) ( ) A (1, 2), B (-5, 0) e C (5, -5)
c) ( ) Tiro 3 c) ( ) A (2, 0), B (7, 1) e C (2, -1)
d) ( ) Tiro 4 d) ( ) A (1, -4), B (0, 4) e C (-2, -3)

2. Em um GPS, a distância entre duas ci- 4. No Plano Cartesiano abaixo estão de-
dades é calculada da mesma forma que calcu- marcados 3 pontos não alinhados. Qual é o
lamos a distância entre dois pontos no plano valor da área do triângulo formado por eles?
cartesiano. No entanto, a escala geográfica é y
6
a latitude e a longitude. Fazendo a função do 5
A
GPS, qual seria a distância entre a cidade A 4
(Escala em metros)
(1, 5) e a cidade B (7, -3)? 3
C 2
y
6 1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
A
5 0 x
4 -1
(Escala em metros)
3 -2
2 -3
1 -4
B
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
0 x a) ( ) 10 m2
-1
-2
b) ( ) 15 m2
-3 c) ( ) 21 m2
B
-4 d) ( ) 35 m2
Matemática 3 - Aula 1 13 Instituto Universal Brasileiro
5. Marcando a posição das casas dos
alunos em um plano cartesiano, deseja-se
descobrir qual a distância em que eles se en-
contram da escola:
(Escala em metros)
y
8
Escola 1. b) ( x ) Tiro 2
7
6
Comentário. Veja que de todos os tiros
5 disparados pelo oponente, apenas o tiro 2 não
4 acertou nenhum navio.
Garoto B
3
A B C D E F G H I J
2
Garoto A 1
1 Tiro 1 Letra B
-6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
2 Número 4
0 x
-1 3
-2 Tiro 3 Letra A
4
-3 Número 10
-4 5
-5 6
Tiro 2 Letra E
7 Número 9
a) ( ) O garoto A está a 10 metros e o
8
garoto B a 5 metros. Tiro 4 Letra G
9
b) ( ) O garoto A está a 14 metros e o Número 9
10
garoto B a 7 metros.
c) ( ) O garoto A está a 8 metros e o ga-
roto B a 3 metros. 2. d) ( x ) 10 metros
d) ( ) O garoto A está a 5 metros e o ga- Comentário. Para calcularmos a dis-
roto B a 12 metros. tância entre a cidade A e a cidade B, precisa-
mos traçar um triângulo, igual ao que vimos
6. Para saber a área de um terreno, que na aula, e identificar os valores de seus cate-
descreve um quadrilátero irregular, João de- tos, conforme abaixo:
senhou a figura em um plano cartesiano. y
6
y A
5
(Escala em metros) 4
8
(Escala em metros)
7 3
6 2
B 8 1
x
5
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
4 0
C x
3 -1
2 -2
A
1 -3
-6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
-4
B
0 x
-1 6
-2
Para descobrir a distância (x) entre as cida-
-3
-4
des, basta aplicar o Teorema de Pitágoras. Veja:
D
-5
Hipotenusa2 = Cateto2 + Cateto2
Utilizando a matéria que vimos nessa x2 = 62 + 82
aula, qual seria a área desse quadrilátero? x2 = 36 + 64
x2 = 100
a) ( ) 18 m2 x= 100
b) ( ) 37 m2 x = 10
c) ( ) 40 m2
d) ( ) 59 m2 Portanto, alternativa d.
Matemática 3 - Aula 1 14 Instituto Universal Brasileiro
3. a) ( x ) A (0, 5), B (1, 3) e C (2, 1) d) A (1, -4), B (0, 4) e C (-2, -3)
Comentário. Para verificarmos a con-
dição de alinhamento dos três pontos, pre- 1 -4 1 1 -4
cisamos calcular o determinante utilizando a 0 4 1 0 4
fórmula: -2 -3 1 -2 -3
x1 y1 1 -8 -3 0 4 8 0
x2 y2 1 (4 + 8 + 0) - (-8 - 3 + 0)
12 - (-11)
x3 y3 1
12 + 11 = 23
Para verificarmos quais das alternativas Repare que apenas na alternativa a o
estão alinhadas, teremos que calcular o deter- valor do determinante foi igual a zero, com-
minante de todas: provando que apenas ele está alinhado, os
a) A (0, 5), B (1, 3) e C (2, 1) demais, por ser diferente de zero, não estão.
Portanto, a alternativa em que os corpos
0 5 1 0 5 celestes estão alinhados é a a.
1 3 1 1 3 4. c) ( x ) 21 metros
2 1 1 2 1 Comentário. Quando os pontos não es-
tão alinhados, é possível gerar um triângulo. Veja:
6 0 5 0 10 1 y Ponto A
6 (1, 5)
(0 + 10 + 1) - (6 + 0 + 5) 5
A
Ponto C
11 - 11 = 0 (-2, 2) 4
(Escala em metros)
3
C 2
b) A (1, 2), B (-5, 0) e C (5, -5) 1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
0 x
1 2 1 1 2 -1
-2 Ponto B
-5 0 1 -5 0 -3 (7, -3)
-4
B
5 -5 1 5 -5
Cada ponto demarcado no plano carte-
0 -5 -10 0 10 25 siano é um vértice do triângulo.

(0 + 10 + 25) - (0 - 5 - 10) A (1, 5)


B (7, -3)
35 + 15 = 50
C (-2, 2)
c) A (2, 0), B (7, 1) e C (2, -1) Para calcular a área do triângulo, preci-
saremos calcular o determinante dos pontos
2 0 1 2 0 que o formam:

7 1 1 7 1 1 5 1 1 5
2 -1 1 2 -1 7 -3 1 7 -3
-2 2 1 -2 2
2 -2 0 2 0 -7
6 2 35 -3 -10 14
(2 + 0 - 7) - (2 - 2 + 0) (-3 - 10 + 14) - (6 + 2 + 35)
-5 - 0 = -5 1 - (43) = -42

Matemática 3 - Aula 1 15 Instituto Universal Brasileiro


Após, basta utilizarmos a fórmula abaixo y
6
(Escala em metros)
para calcular a área do triângulo: 5
B Ponto B
(2, 5) Ponto C
Ponto A 4 (8, 3)
|D| |-42| (-4, 1) 3
C
Área = Área =
2 2 2
A
1
-6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
42 0 x
Área = Área = 21 metros
2 -1
-2
-3
Ponto D
-4
5. a) ( x ) O garoto A está a 10 metros -5
D (7, -4)

e o garoto B a 5 metros.
Comentário. Para calcular a distância Agora é só calcular as áreas de cada triângulo:
dos dois garotos, precisamos tratar cada um
Área do Triângulo ABD
separadamente.
Garoto A -4 1 1 -4 1
y (Escala em metros)
8
Escola
2 5 1 2 5
7
6 7 -4 1 7 -4
5
x 4 6 Garoto B
35 16 2 -20 7 -8
3

Garoto A
2 (-20 + 7 - 8) - (35 + 16 + 2)
1
-6 -5 -4 -3 -2 -1
0
1 2 3 4 5 6 7 8 -21 - 53 = -74
x
-1
-2 8 |D| |-74|
Área = Área =
2 2
x2 = 82 + 62 x2 = 64 + 36 x2 = 100
74
Área = Área = 37 m2
x = 100 x = 10 metros 2

Área do Triângulo BCD


Garoto B
y (Escala em metros) 2 5 1 2 5
8
7
Escola 8 3 1 8 3
6
5 4 x 7 -4 1 7 -4
4
3
Garoto B 21 -8 40 6 35 -32
2
Garoto A 3 (6 + 35 - 32) - (21 - 8 + 40)
1
-6 -5 -4 -3 -2 -1 1 2 3 4 5 6 7 8
0
-1
x 9 - 53 = -44

|D| |-44|
x2 = 42 + 32 x2 = 16 + 9 x2 = 25 Área = Área =
2 2
x= 25 x = 5 metros 44
Área = Área = 22 m2
2
Portanto, alternativa a.
Portanto, para saber a área do quadrilá-
6. d) ( x ) 59 m . 2
tero, basta somar as áreas dos triângulos.
Comentário. Para calcular a área des-
se quadrilátero, precisamos dividi-la em dois Área Total = 37 + 22
triângulos, ligando os pontos BD, assim ge- Área Total = 59 m2
rando o triângulo ABD e o triângulo BCD. Veja:
Matemática 3 - Aula 1 16 Instituto Universal Brasileiro