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AULA 2

Estudo analítico da reta


O plano cartesiano permite fazer o estudo analítico e o cálculo da equação geral e
da equação reduzida da reta. É possível ainda verificar se duas ou mais retas são
paralelas ou perpendiculares; e ainda, medir a distância de um ponto em relação
à reta.

O estudo das retas é estratégico para a análise de gráficos


60%

50% 52%
49%
50% 47% 47% 45%
43% 44%
42% 42%
40% 43% 43% 42%
42%
33% 38%
31%
29% 29%
30% 26%
28% 28%
25% 26% 25% 19%
20%
12%
10% 8% 8%
6%
Crescimento Inflação Juros
0%
2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Crescimento: Ações de empresas (RV). Investimentos imobiliarios e fundos de participação.
Juros: Ativos atrelados ao CDI/Selic
Inflação: Ativos atrelados aos índices de preços.

Balanço de 2012 apresentado pela Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF


Disponível em: http://www.funcef.com.br/ccom/PageSvr.aspx/Get?id_doc=5391.
Acesso em: 22.11.2013. Texto adaptado.

Juros, inflação e o crescimento sustentável no Brasil

O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil – conhecido como Copom – se reú-
ne oito vezes por ano para determinar a taxa básica de juros do país (Selic). O resultado da reunião
é muito aguardado por empresários e participantes do mercado financeiro. Afinal, uma mudança nas
taxas de juros mexe com custos do crédito, rendimentos de aplicações financeiras, taxa de câmbio
entre outros. E, por conseguinte, pode alterar os rumos da economia nos meses seguintes.
O debate sobre juros tende a ser acalorado em qualquer lugar do mundo. No Brasil em parti-
cular, onde por muitos anos os juros ficaram bem acima da média mundial, a discussão é ainda mais
exaltada. O principal papel da política monetária (e, por conseguinte, dos juros) é evitar a inflação. O
Banco Central calibra os juros para que o crescimento da demanda agregada seja compatível com
o potencial de oferta do país e, portanto, para evitar pressões de preços. Mas, se a queda dos juros
vier acompanhada do aumento da inflação, ao longo do tempo afetará negativamente o crescimento.
É preciso garantir a estabilidade da economia, assegurando o poder de compra e a previsibi-
lidade de investimento. Esta é a contribuição da política monetária para o maior crescimento. Nos
últimos anos, o Brasil foi capaz de manter a inflação dentro da faixa estipulada pelo regime de metas
para a inflação, trazendo uma sensação de segurança àqueles que fazem investimentos de longo
prazo no país. Este é um valor que deve ser preservado, ainda que, para isso, o Copom tenha que
temporariamente elevar novamente os juros. Esta parece ser a melhor forma para avançarmos rumo
ao crescimento sustentável.
Disponível em: http://americaeconomiabrasil.uol.com.br/artigo/edicao-422/secao/opiniao/juros-inflacao-e-o-crescimento-
-sustentavel. Acesso em: 22.11.2013. Texto adaptado.

Matemática 3 - Aula 2 17 Instituto Universal Brasileiro


Equação geral da reta
Analisando o gráfico de “crescimento, x1 = 4 y1 = 5 x2 = 1 y2 = 1
juros e inflação”, percebemos que o índice
de inflação entre 2007 e 2008 é uma reta E após, utilizaremos a fórmula abaixo:
crescente, que aumentou de 25% para 44%.
Mas qual será a equação que deu origem a x1 y1 1
essa reta?
x2 y2 1 =0
Já vimos que com dois pares ordenados
é possível traçar uma reta. x y 1

Substituindo pelos elementos dos pares


ordenados, já identificados acima, ficando da
seguinte forma:

Dados os pares ordenados abaixo, 4 5 1


podemos traçar uma reta ligando os dois 1 1 1 =0
pontos marcados no plano cartesiano:
x y 1
A (4, 5)
B (1, 1) Repare que os elementos da 3ª linha (x e y)
não são substituídos e a 3ª coluna será sempre 1.
y
A Posteriormente, para calcular a equa-
5
4
ção da reta, basta calcular o determinante
3 gerado. Veja:
2
B
-4 -3 -2 -1
1
1 2 3 4 4 5 1 4 5
0 x
-1 1 1 1 1 1
-2
-3 x y 1 x y
-4
-5
x 4y 5 4 5x y

(4 + 5x + y) - (x + 4y + 5)
Portanto, através dos dois pontos que 4 + 5x + y - x - 4y - 5 = 0
deu origem à reta no plano cartesiano, iremos
calcular qual é a equação que estabelece re- 5x - x + y - 4y + 4 - 5 = 0
lação entre as coordenadas x e y, chamada
equação da reta. 4x - 3y - 1 = 0
Para isso, utilizaremos os dois pares or-
denados que gerou a reta:
Observe que após calcular as diago-
A (4, 5) e B (1, 1) nais, os termos semelhantes foram colo-
cados lado a lado para fazer a soma.
Após unir os termos semelhantes, o
Para identificarmos os elementos x e y,
que fica é a equação geral da reta:
nomearemos da seguinte forma:
A (x1, y1) e B (x2, y2) 4x – 3y – 1 = 0

Matemática 3 - Aula 2 18 Instituto Universal Brasileiro


Equação reduzida da reta
A equação reduzida da reta é obtida por
y
meio da equação geral da reta, pois consiste 5
em isolar o y no 1º membro da equação. Veja: 4
3

- ax - c 2
α
ax + by + c = 0 y= 1
b -4 -3 -2 -1 1 2 3 4
0 x
-1
Portanto, para obtermos a equação re- -2

duzida da reta do exemplo anterior, utilizare- -3


-4
mos a sua equação geral da reta. Então: -5

1º passar para o segundo


membro da equação os Decrescente
elementos que não têm o
4x - 3y - 1 = 0 y. Lembre-se de inverter
os sinais. y
5
4
3
Depois, o índice de y 2
-3y = -4x + 1 passa para o segundo 1
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
membro, dividindo todos
0 x
os elementos. -1
-2
-3
-4
-4x + 1
y= Equação reduzida da reta -5
-3
Constante

Coeficiente angular da reta


O coeficiente angular é a medida que
Uma reta no plano cartesiano pode ser dá o grau de inclinação da reta (representa-
crescente, decrescente ou constante. do acima pela letra grega α), ou seja:
• Se o ângulo for menor que 90º, a
y reta será crescente, pois na medida em que
5
4
os valores na reta x (abscissas) avançam, vão
3 aumentando os valores em y (ordenadas).
2 • Se o ângulo for maior que 90º, a
-4 -3 -2 -1
1
1 2 3
α
4 reta será decrescente, pois na medida em
0 x que os valores na reta x (abscissas) avan-
-1
-2
çam, vão diminuindo os valores em y (or-
-3 denadas).
-4 • Se o ângulo for igual a zero, não
-5
haverá inclinação, a reta será constante.
Para descobrirmos o coeficiente angu-
Crescente lar de uma reta, basta calcular a tangente do
ângulo que ela está gerando com o eixo x.

Matemática 3 - Aula 2 19 Instituto Universal Brasileiro


y=m.x+a
Indicaremos o coeficiente an-
gular por meio da letra m.
Portanto, dada a equação reduzida
abaixo, o coeficiente angular será:
Portanto, se o ângulo de inclinação de
uma reta for de 60º, seu coeficiente angular y = 4x + 5
(m) será:

1 Coeficiente angular
tg 60° =
2
m=4
Então, seu coeficiente angular será:
1 É possível também calcular o coeficiente
m=
2 angular por meio de dois pontos marcados no
plano cartesiano.
Dados os pares ordenados A (4, 5) e B
(1, 1).
y
A
5
4
Em uma função, nunca haverá o índice 3 4
de inclinação igual a 90º, pois nesse caso, 2 α
haveria muitos valores de y para um único x. -4 -3 -2 -1
1
B1 2 3 4
Veja o caso abaixo: para um único valor 0 x
-1
de x = 2, existem vários y: 3
-2
y -3
5 -4
4 -5
3
2

-4 -3 -2 -1
1
1 2 3 4
Ao traçar a reta no plano cartesiano, é
0 x
possível desenhar um triângulo, como visto
-1
anteriormente, e identificar os valores de dois
-2
-3
de seus lados, que seriam os catetos.
-4 Para calcular o coeficiente angular, bas-
-5 ta aplicar a fórmula da tangente:

Portanto, não conseguiríamos também cateto oposto


tg α =
calcular o coeficiente angular, pois não existe cateto adjacente
tg 90º.

4
tg α =
3
Calculando o coeficiente angular
por meio da equação
4
Para calcular o coeficiente angular da m=
3
equação, primeiramente precisamos fazer a
redução dela, pois, na equação reduzida,
Portanto, o coeficiente angular é 4 .
o coeficiente angular é o índice da incógnita 3
x. Veja:
Matemática 3 - Aula 2 20 Instituto Universal Brasileiro
Coeficiente linear da reta Retas perpendiculares
O coeficiente linear da reta é o elemento Para que duas retas sejam perpendi-
da equação que não possui incógnita (x). culares, ao se cruzarem, tem que formar um
Se substituirmos o valor de x por zero, o ângulo de 90º.
resultado será o coeficiente linear. No plano cartesiano, para sabermos se
A identificação dele é parecida com a do duas retas são perpendiculares, a multipli-
coeficiente angular. Veja: cação dos respectivos coeficientes angula-
res tem que ser igual a -1.
y = 4x + 5
m1 . m2 = -1

Coeficiente linear
n=5 y

5 y = 2x - 1
4
3
2 Ângulo de 90°
Retas paralelas -4 -3 -2 -1
1
1 2 3 4
0 x
Para verificar se duas retas são parale- -1 y=-
x
+4
2
las no plano cartesiano, precisamos calcular o -2

coeficiente angular de cada uma, e, se forem -3


-4
iguais, elas serão paralelas. -5

y y=x+4
5
4 y=x-1 No gráfico acima, as duas retas são
3 perpendiculares, pois formam um ângulo de
2 90º ao se cruzarem.
α 1 β
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
0 x
-1 y = 2x - 1
-2
-3
-4 m1 = 2
-5

Veja que no gráfico acima as retas são 1


y=- x+4
geradas por duas equações do primeiro grau. 2

1
m2 = -
y = 1x + 4 2

m=1 Ao multiplicar os coeficientes angulares,


temos:
y = 1x - 1
2. - ( 21 ( = -1
m=1
Portanto, as retas são perpendiculares,
Como os coeficientes angulares são pois na multiplicação dos coeficientes angula-
iguais, as retas são paralelas. res, o resultado foi -1.
Matemática 3 - Aula 2 21 Instituto Universal Brasileiro
Distância entre ponto e reta
|a . x0 + b . y0 + c|
A distância entre um ponto e uma reta é dp =
a2 + b2
calculada unindo o ponto à reta por meio de
um segmento, formando um ângulo de 90º.
Para calcularmos a distância precisamos |-3 . (-1) + 4 . 5 + (-8)|
dp =
da equação geral da reta e a coordenada do (-3)2 + 42
ponto. Veja no gráfico:
y
|3 + 20 - 8|
P = (-1, 5) -3x + 4y - 8 = 0 dp =
5
9 + 16
4
3
2 |23 - 8|
1 dp =
-4 -3 -2 -1 1 2 3 4
25
0 x
-1
-2 15
-3 dp =
-4
5
-5
dp = 3
Para calcular a distância, será necessá-
rio utilizar a fórmula abaixo: Portanto, a distância entre o ponto e
a reta é 3.

|a . x0 + b . y0 + c|
dp =
a2 + b2

Então, resolvendo por meio da fórmula:


Você sabia que é possível calcular a
Ponto
distância aproximada que caiu um raio e o
P (-1, 5) local onde você está?
Para chegar a uma distância aproxi-
mada, comece a contar os segundos em
x0 y0 que o relâmpago (luz do raio) foi visto e
pare quando ouvir o trovão (som do raio).
Depois divida esses segundos por 3 e terá
Reta
a distância em quilômetros.
- 3x + 4y - 8 = 0

a b c

a = -3
b=4
c = -8

Substituindo os elementos na fórmula:


Matemática 3 - Aula 2 22 Instituto Universal Brasileiro
Após unir os termos semelhantes o
que fica é a equação geral da reta.

Equação reduzida da reta


Equação geral da reta
A equação reduzida da reta é obtida
Através dos dois pontos que deu ori- por meio da equação geral da reta, pois
gem à reta no plano cartesiano, iremos consiste em isolar o y no 1º membro da
calcular qual é a equação que estabelece equação. Veja:
relação entre as coordenadas x e y, cha-
mada equação da reta. - ax - c
ax + by + c = 0 y=
Para isso, utilizaremos os dois pares b
ordenados que gerou a reta:
Então:
A (4, 5) e B (1, 1)
1º passar para o segundo
Para identificarmos os elementos x e membro da equação os
y, nomearemos da seguinte forma: 4x - 3y - 1 = 0
elementos que não têm o
y. Lembre-se de inverter
A (x1, y1) e B (x2, y2) os sinais.

x1 = 4 y1 = 5 x2 = 1 y2 = 1
Depois, o índice de y
-3y = -4x + 1 passa para o segundo
E após, utilizaremos a fórmula abaixo: membro, dividindo todos
os elementos.
x1 y1 1
x2 y2 1 =0
-4x + 1
x y 1 y= Equação reduzida da reta
-3

Substituindo pelos elementos dos pa-


Coeficiente angular da reta
res ordenados, já identificados acima, fican-
do da seguinte forma:
Uma reta no plano cartesiano pode ser
crescente, decrescente ou constante.
4 5 1 4 5 O coeficiente angular é a medida
1 1 1 1 1 que dá o grau de inclinação da reta.
Para descobrirmos o coeficiente angu-
x y 1 x y lar de uma reta, basta calcular a tangente do
ângulo que ela está gerando com o eixo x.
x 4y 5 4 5x y
Calculando o coeficiente angular
(4 + 5x + y) - (x + 4y + 5) por meio da equação
4 + 5x + y - x - 4y - 5 = 0
O coeficiente angular é o índice da
5x - x + y - 4y + 4 - 5 = 0
incógnita x. Veja:

4x - 3y - 1 = 0 y=m.x+a

Matemática 3 - Aula 2 23 Instituto Universal Brasileiro


Portanto, dada a equação reduzida Retas Perpendiculares
abaixo, o coeficiente angular será:
Para que duas retas sejam perpen-
y = 4x + 5 diculares, ao se cruzarem, tem que formar
um ângulo de 90º.
Coeficiente angular No plano cartesiano, para sabermos
m=4 se duas retas são perpendiculares, a mul-
tiplicação dos respectivos coeficientes an-
É possível também calcular o coe- gulares tem que ser igual a -1.
ficiente angular por meio de dois pontos y = 2x - 1 1
marcados no plano cartesiano. y=- x+4
2
Dados os pares ordenados A (4, 5) m1 = 2
e B (1, 1). 1
m2 = -
Ao traçar a reta no plano cartesiano, 2
é possível desenhar um triângulo e identi-
Ao multiplicar os coeficientes angula-
ficar os valores de dois de seus lados, que
res, temos:
seriam os catetos.
Para calcular o coeficiente angular,
basta aplicar a fórmula da tangente:
2. - ( 21 ( = -1
cateto oposto
Portanto, as retas são perpendicula-
4 4
tg α =
cateto adjacente
tg α =
3
m=
3 res, pois na multiplicação dos coeficientes
angulares, o resultado foi -1.
Portanto, o coeficiente angular é 4 .
3 Distância entre Ponto e Reta

Coeficiente linear da reta A distância entre um ponto e uma


reta é calculada unindo o ponto à reta por
O coeficiente linear da reta é o elemen- meio de um segmento, formando um ân-
to da equação que não possui incógnita (x). gulo de 90º.
y = 4x + 5 P = (-1, 5)
Reta -3x + 4y - 8 = 0
Coeficiente linear
n=5 |a . x0 + b . y0 + c|
dp =
a2 + b2
Retas Paralelas
|-3 . (-1) + 4 . 5 + (-8)|
dp =
Para verificar se duas retas são para- (-3)2 + 42
lelas no plano cartesiano, precisamos cal-
cular o coeficiente angular de cada uma, |3 + 20 - 8| |23 - 8|
e, se forem iguais, elas serão paralelas. dp = dp =
9 + 16 25
y = 1x + 4 y = 1x - 1
15
dp = dp = 3
m=1 m=1 5

Portanto, a distância entre o ponto


Como os coeficientes angulares são e a reta é 3.
iguais, as retas são paralelas.

Matemática 3 - Aula 2 24 Instituto Universal Brasileiro


ção, o pesquisador resolveu calcular a equa-
ção reduzida da reta, que é igual a:

a) ( ) y = 2x + 8
b) ( ) y = 3x + 2
Utilize o texto abaixo para responder c) ( ) y = x + 1
as questões 1, 2 e 3. d) ( ) y = 4x - 2

3. No plano cartesiano, o pesquisador


percebeu que o prédio mais alto da cidade se
posicionava no ponto P (1, 2) e que, naquele
trecho, a equação que o meteoro descreveu
era 3x - 4y - 15 = 0, conforme esboço abaixo:
y
P = (-1, 5)
5
4
3x - 4y - 15 = 0
3
2

Passagem de meteoro pela Rússia 1

-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 x
Pelo menos 400 pessoas ficaram feri- -1
-2
das nesta sexta-feira após a passagem de um
-3
meteoro na região dos montes Urais, no cen- -4
tro da Rússia. O fenômeno natural causou a -5
queda de bolas de fogo em direção à Terra,
provocando tremores. A passagem do corpo Portanto, se a escala utilizada foi o qui-
celeste provocou um rastro branco que pôde lômetro, a distância que o meteoro passou do
ser visto em um raio de 200 km, incluindo a prédio foi de:
cidade de Iekaterimburgo. Segundo a agência
de notícias Reuters, a cidade mais afetada foi a) ( ) 1 km
Tchielabinsk, onde moradores ouviram um ba- b) ( ) 2 km
rulho similar ao de uma explosão. c) ( ) 3 km
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/02/ d) ( ) 4 km
1231067-passagem-de-meteorito-pela-russia-deixa -pelo-
menos-400-feridos.shtml. Acesso em: 10.11.2013.
4. Analisando um gráfico de cresci-
1. Um pesquisador, ao mapear o rastro mento demográfico do Brasil de 1950 a
do meteoro que passou no centro da Rússia, 2050, a equação reduzida de uma reta num
percebeu que ao colocar a sua direção em um determinado trecho é y = 2x + 7, portanto o
plano cartesiano, num determinado momento, coeficiente angular e linear dessa reta é:
ele passava por dois pontos, sendo A (2, 3) e 250.000.000
r=0
B (0, 1) em linha reta. Com isso, a equação 225.000.000
200.000.000
geral da reta seria: 175.000.000
150.000.000
a) ( ) 2x - 2y + 2 = 0 125.000.000

b) ( ) y = 5x - 8 100.000.000
75.000.000
c) ( ) x - 3y - 2 = 0 50.000.000
d) ( ) -2x + y - 8 = 0 25.000.000
0
1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030 2040 2050
2. Com base na resposta anterior, para Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/foto/0,,-
simplificar o modo de visualização da equa- 15999576-EX,00.jpg. Texto adaptado. Acesso em: 13.11.2013.

Matemática 3 - Aula 2 25 Instituto Universal Brasileiro


a) ( ) O coeficiente angular é 2 e o coe- a) ( ) A medida da altura do triângulo
ficiente linear é 7. ABC relativa ao lado BC é 1
b) ( ) O coeficiente angular é -5 e o coe- b) ( ) A medida da altura do triângulo
ficiente linear é 1. ABC relativa ao lado BC é 2
c) ( ) O coeficiente angular é 1 e o coe- c) ( ) A medida da altura do triângulo
ficiente linear é 2. ABC relativa ao lado BC é 3
d) ( ) O coeficiente angular é -7 e o coe- d) ( ) A medida da altura do triângulo
ficiente linear é -2. ABC relativa ao lado BC é 4

5. Para calcular o coeficiente angular que


uma ponte descreve com o solo, um estudante
colocou um de seus trechos no plano cartesiano e
percebeu que o início se dava no ponto A (-4, 3) e
o fim do trecho no ponto B (4, 7), conforme abaixo:
y 1. a) ( x ) 2x - 2y + 2 = 0
8
B (4, 7) Comentário. Para obter a equação ge-
7
ral da reta no trecho em que o meteoro pas-
6
5
sou, utilizamos a fórmula abaixo:
4
3
x1 y1 1
A (-4, 3) 2 x2 y2 1 =0
1
-5 -4 -3 -2 -1
0
1 2 3 4 5 6 7 8
x
x y 1
-1
-2 Como ele passou pelos pontos A (2, 3)
e B (0, 1), podemos identificar os elementos
Com isso, pode-se concluir que o coefi- como:
ciente angular desse trecho da ponte é:
x1 = 2 e y1 = 3
a) ( ) 4
b) ( ) 2 x2 = 0 e y2 = 1
c) ( ) 1
2 Que substituindo na fórmula, ficaria da
d) ( ) 3 seguinte maneira:

6. Em uma cidade existem duas avenidas 2 3 1 2 3


paralelas que cruzam todo seu território. Qual das
0 1 1 0 1
equações abaixo melhor descreve essa situação?
x y 1 x y
a) ( ) Reta 1 y = 4x - 8 e
Reta 2 y = 2x + 2 x 2y 0 2 3x 0
b) ( ) Reta 1 y=x+4e
Reta 2 y = -4x - 5 (2 + 3x + 0) - (x + 2y + 0)
c) ( ) Reta 1 y = x - 3 e 2 + 3x + 0 - x - 2y - 0 = 0
Reta 2 y=x+7
d) ( ) Reta 1 y = 3x + 1 e 3x - x - 2y + 2 + 0 - 0 = 0
Reta 2 y = 7x - 5
2x - 2y + 2 = 0
7. (UFSC) Dados os pontos A (1, -1),
B (-1, 3) e C (2, 7), determine a medida da Portanto, a equação geral da retal é
altura do triângulo ABC relativa ao lado BC. 2x - 2y + 2 = 0.
Matemática 3 - Aula 2 26 Instituto Universal Brasileiro
2. c) ( x ) y = x + 1
Comentário. Com base na equação ge- (3 - 8 - 15)
dp =
ral da reta obtida no exercício anterior, a equa- 9 + 16
ção reduzida ficaria da seguinte forma:
(-20)
dp =
2x - 2y + 2 = 0 25
-2y + 2 = -2x 20
dp =
-2y = -2x - 2 5

-2x - 2 dp = 4
y=
-2
-2x -2 Portanto, se a escala é em quilômetros, a dis-
y=
-2 -2 tância que o meteoro passou do prédio foi de 4 km.

y=x+1 4. a) ( x ) O coeficiente angular é 2 e


o coeficiente linear é 7.
Portanto, a equação reduzida da reta é Comentário. Os coeficientes de uma
y = x + 1. equação reduzida são identificados conforme
abaixo, em que “a” é o coeficiente angular e
3. d) ( x ) 4 km “b” é o coeficiente linear.
Comentário. Para saber qual a distân-
cia do prédio até o rastro (reta) do meteoro, y = ax + b
utilizamos a fórmula para calcular a distância
de um ponto em relação à reta: Portanto, os coeficientes angular e linear
da equação dada serão:
(a . x0 + b . y0 + c)
dp = y = 2x + 7
a +b
2 2

Coeficiente Angular Coeficiente Linear


Então para identificarmos cada item da
fórmula, precisamos do ponto P (1, 2) e da Assim, o coeficiente angular é 2 e o coe-
equação da reta 3x2 - 4x - 15 = 0. Veja: ficiente linear é 7.
a=3
5. c) ( x ) 1
2
b = -4
Comentário. Para calcular o coeficien-
c = -15 te angular desse trecho da ponte, utilizamos
a reta para desenhar um triângulo no gráfico
x0 = 1
cartesiano, conforme abaixo, para saber as
y0 = 2 medidas dos catetos. Veja:
y
Que substituindo ficaria da seguinte forma: 8
B (4, 7)
7
(a . x0 + b . y0 + c) 6
dp = 5 4
a2 + b2 α
4
3
A (-4, 3) 2
(3 . 1 + (-4 . 2) + (-15)) 8
dp = -5 -4 -3 -2 -1
1
1 2 3 4 5 6 7 8
32 + (-4)2 0 x
-1

Matemática 3 - Aula 2 27 Instituto Universal Brasileiro


Então, calcularemos o coeficiente angu- A altura relativa ao lado BC seria a medi-
lar, que é a tangente de α: da que parte da reta BC até o ponto A.
Assim, antes de calcularmos essa altura,
cateto oposto 4
tg α = tg α = precisamos determinar a equação da reta for-
cateto adjacente 8 mada pelos pontos B (-1, 3) e C (2, 7).
1 1
tg α = m=
2 2 -1 3 1 -1 3
Portanto, o coeficiente angular é 1 . 2 7 1 2 7
2
x y 1 x y
6. c) ( x ) Reta 1 y=x-3e
Reta 2 y=x+7 7x -y 6 -7 3x 2y
Comentário. Para que duas retas se-
jam paralelas, o coeficiente angular precisa (-7 + 3x + 2y) - (7x - y + 6)
ser o mesmo. Comparando as alternativas:
-7 + 3x + 2y - 7x + y - 6 = 0
a) y = 4x - 8 ≠ y = 2x + 2
3x - 7x + 2y + y - 7 - 6 = 0
b) y = 1x + 4 ≠ y = -4x - 5 Quando não
aparece índice
no x, lembre-se
c) y = 1x - 3 = y = 1x + 7 de que o valor é 1.
-4x + 3y - 13 = 0

d) y = 3x + 1 ≠ y = 7x - 5 Com a equação geral da reta -4x + 3y - 13 = 0,


basta aplicar a fórmula para calcular a distância
Portanto, a única alternativa que tem os para o ponto A (1, -1):
coeficientes angulares idênticos é a alternati-
va c, que tem os coeficientes igual a 1. Equação Geral a = -4; b = 3 e c = -13
Ponto A x0 = 1 e y0 = -1
7. d) ( x ) A medida da altura do triân-
gulo ABC relativa ao lado BC é 4 |a . x0 + b . y0 + c|
Comentário. Para calcular a medida da dp =
altura do triângulo ABC relativa ao lado BC, a2 + b2
primeiramente vamos visualizar a situação no
gráfico cartesiano. |-4 . 1 + (3 . -1) + (-13)|
dp =
y
(-4)2 + 32
8
C (2, 7)
7 |-4 - 3 - 13|
6 dp =
5 16 + 9
4
B (-1, 3)
3
|-20|
2 dp =
-8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1
1
1 2 3 4 5 6 7 8 25
0 x
-1
A (1, -1) 20
-2 dp =
-3 5
-4
-5 dp = 4
-6
-7
-8 Portanto, a medida da altura do triân-
gulo ABC relativa ao lado BC é 4.
Matemática 3 - Aula 2 28 Instituto Universal Brasileiro