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Eletroquímica – Pilhas e Baterias

AULA 2 Eletroquímica é a área da Química que estuda as reações que envolvem a


transferência de elétrons e a interconversão de energia química em energia
elétrica. A eletroquímica vem sendo amplamente aplicada na fabricação de
muitos aparelhos utilizados em nosso cotidiano, como pilhas, baterias, celu-
lares, lanternas, computadores e calculadoras.

A pilha converte energia química em energia elétrica de modo espontâneo

Eletroquímica & Meio Ambiente


Atualmente é quase impossível imaginar nosso cotidiano sem o uso de celulares, laptops, no-
tebooks, câmeras fotográficas, entre outros equipamentos portáteis que funcionam através do uso
de pilhas e baterias. Contudo, o uso destes equipamentos tecnológicos e modernos traz consigo um
grande problema, quando relacionado ao esgotamento e descarte das pilhas e baterias em locais
inadequados que podem causar prejuízos ao meio ambiente e a saúde dos organismos vivos, prin-
cipalmente ao ser humano.
O uso de equipamentos portáteis vem crescendo gradativamente ano após ano e consequen-
temente, a quantidade de pilhas e baterias, aumentando assim, o problema relacionado ao descarte
destes materiais o que vem preocupando vários especialistas e integrantes da sociedade civil. A
maioria das pessoas desconhece a composição das pilhas e baterias utilizadas em aparelhos como
rádios, brinquedos, relógios, lanternas, telefones sem fio, celulares e muitos outros, e quais os da-
nos que as mesmas podem causar à saúde e ao meio ambiente, e assim acabam descartando esse
material em qualquer lugar, sem nenhum cuidado. Na composição das pilhas e baterias é possível
encontrar alguns metais pesados, entre eles, mercúrio, zinco, cádmio e cobre. Os metais pesados
também chamados de metais tóxicos, são elementos químicos que a partir de certos níveis de con-
centração tornam-se tóxicos a biota.
A preocupação com os problemas ambientais é responsabilidade de todos. É possível fazer a
integração entre Química e os problemas relacionados ao meio ambiente, intensificando a Educação
Ambiental. Hoje já se fala em Eletroquímica Ambiental com o objetivo de analisar os diversos compo-
nentes de solos, águas superficiais e águas subterrâneas, visando ao desenvolvimento de técnicas
de análise eletroquímica e o desenvolvimento de dispositivos eletroquímicos que possam ser utiliza-
dos na minimização da poluição ambiental de águas e solos.
Adaptado de texto disponível em: http://www.pos.uea.edu.br/data/area/publicacoes/download/5-5.PDF.

Química 3 - Aula 2 23 Instituto Universal Brasileiro


Eletroquímica – Pilhas e Baterias
Eletroquímica é o capítulo da Química
Eletroquímica
que estuda os fenômenos elétricos relacio-
Conceito de eletroquímica nados com as reações químicas. Antes de
iniciarmos o estudo da Eletroquímica, é im-
Eletroquímica: uma área portante recordarmos dois conceitos já estu-
que não para de crescer dados em aulas anteriores: o de eletroposi-
tividade e o de oxirredução.

Eletropositividade
É a capacidade que um metal tem de
ceder elétrons e tornar-se um íon positivo.
Como já vimos, nos estudos sobre Tabela Pe-
riódica, os metais alcalinos (família 1A) são
os mais eletropositivos, ou seja, cedem elé-
trons com maior facilidade. Os metais nobres
O homem passou a dominar a eletri- como: cobre (Cu); prata (Ag), mercúrio (Hg),
cidade desde a descoberta de que certas platina (Pt) e ouro (Au) são os menos eletropo-
transformações químicas liberam energia sitivos, pois não cedem seus elétrons com faci-
na forma de eletricidade, que é basica- lidade, e portanto, não se tornam íons positivos
mente promovida pelo movimento de elé- com frequência. Por esta característica, estes
trons nas reações entre as substâncias. metais são chamados metais nobres.
Atualmente, em cada parte que se
olhe, a eletroquímica está presente. Desde a Metais mais importantes para
rede elétrica que abastece as nossas casas, a eletroquímica numa sequência de-
até as pilhas usadas em lanternas. Desde a crescente:
bateria utilizada em celulares até os proces- A eletropositividade diminui
sos de galvanização. Além disso, cada vez
Família
mais a eletroquímica tem se apresentado 1A Mg - Al - Zn - Fe - Cd - Ni - Sn - Pb - H - Cu - Hg - Ag - Pt - AU
como uma ferramenta poderosa tanto para
as ciências básicas como aplicadas e de tec- Mais eletropositivo Menos eletropositivo
nologia. A área da Eletroquímica está abran- mais reativo menos reativo
menos nobre mais nobre
gendo uma série muito grande de áreas de
interesse, não só científico como industrial.
Os exemplos mais notáveis são o da Vejamos alguns exemplos de reações
conversão e armazenamento de energia, que envolvem esse conceito: 1A 2A
que é o desenvolvimento de novas baterias
-2
de células a combustível, ou seja, desen- 1) 2Nao + Mg+2 Cl2 Na+1 Cl-1 + Mgo
volvimento de fontes alternativas de ener-
gia. Outra área de bastante importância Como Na é mais
reativo que o Mg,
industrial é o desenvolvimento de eletro- consegue deslocá-lo.
química ambiental, ou seja, a utilização da
eletroquímica para resolver problemas am- Perceba que o sódio metálico(Nao)
bientais, através da detecção da poluição passa a sódio íon (Na+) e o magnésio íon
por métodos eletroanalíticos. (Mg+2) passa a magnésio metálico (Mgo).

Química 3 - Aula 2 24 Instituto Universal Brasileiro


2) Mgo + Zn2+ Br2
-2
Mg2+ Br2- + Zno Agente oxidante: HgSO4, pois sofre uma
2
redução.
Como Mg é mais reativo que Agente redutor: : Zn, pois sofre uma oxi-
o Zn consegue deslocá-lo.
dação.
Nesta reação o magnésio metálico
(Mg ) passa a magnésio íon (Mg2+) en-
o

quanto o zinco íon (Zn2+) tranforma-se em


zinco metálico (Zno). Reação de óxido-redução
Uma reação de óxido-redução pode ser
3) Ago + Pb2+ SO4 Não há reação, a
prata é um metal usada para produzir corrente elétrica (gera-
nobre menos reativo dor) ou, inversamente, uma corrente elétrica
Não desloca o PB
que o chumbo, não pode provocar uma reação de óxido-redução.
cede seus elétrons. Quando, por exemplo, um rádio de pilhas está
funcionando, reações de óxido-redução estão
ocorrendo dentro das pilhas (geradores), pro-
duzindo a energia elétrica necessária para o
Oxirrredução
funcionamento do rádio.
Como o seu nome indica, as reações de No entanto, quando uma peça metálica
oxirredução ocorrem em duas etapas: está sendo niquelada ou cromada, teremos o
• Oxidação: Perda de elétrons. processo inverso; a transformação da energia
• Redução: Ganho de elétrons. elétrica em energia química, através de um pro-
Entretanto, para saber quem ganha e quem cesso chamado eletrólise. O fenômeno da ele-
perde elétrons, deve-se conhecer os números de trólise é basicamente contrário ao da pilha, pois
oxidação dos elementos. enquanto na pilha o processo químico é espon-
A oxidação e a redução são sempre simul- tâneo, o da eletrólise é não espontâneo.
tâneas. Como nesses dois casos, pilhas e ele-
• Oxidante: é o elemento (ou substân- trólise, ocorrem reações de oxirredução,
cia) que provoca a oxidação (ele próprio se vamos examinar, com muita atenção, cada
reduzindo). processo, começando pelas pilhas.
• Redutor: é o elemento (ou substância)
que provoca a redução (ele próprio se oxidando). Estudo das pilhas
Vejamos dois exemplos para estes Estado inicial Estado final
Cobre (Cu) Cobre (Cu)
conceitos:
1) Feo + CU2+ Cl2-
2
Fe2+ Cl22- + Cuo Ag NO3(aq) Prata (Ag)
incolor
Passa de 0 para 2+
oxidação do Fe Ag+ Ag+ NO3 Cl2+

Passa de 2+ para 0 NO3 NO3 NO3


redução do Cu
Colocando-se uma barra de cobre
Agente oxidante: Cu Cl2, sofre redução. em uma solução aquosa de nitrato de prata
Agente redutor: Fe, sofre oxidação. (Ag NO3), após um certo tempo a barra de
cobre ficará recoberta por um pó cinzento
2) Zno + Hg2+ SO4 Zn2+ SO4 + Hgo (prata metálica: Ago) e a solução aquosa,
que era incolor vai ficando azulada devido à
Passa de 0 a +2
oxidação do Zn presença de íons de cobre (Cu2+)

Passa de +2 para 0 Observação: a maioria das soluções aquo-


redução do Hg
sas que possuem os íons cobre são azuladas.

Química 3 - Aula 2 25 Instituto Universal Brasileiro


Neste experimento observamos a Preparou-se, em laboratório, uma solu-
seguinte reação: ção aquosa de sulfato de cobre Cu2+ e SO42-,
que é um sal bastante solúvel em água, e
Cuo(s) + 2 Ag1+ NO3(aq) Cu2+ (NO3)2(aq) + Ago(s)
se dissocia em íons Cu2+ e SO42-. Essa solu-
Passa de 0 para 2+ ção é de uma cor azul característica (como
a maioria das soluções de cobre). A seguir,
Passa de 1+ para 0
- mergulhou-se uma lâmina de zinco metálico
Como os íons NO3 conservaram-se (Zno), que é de cor cinza.
os mesmos, podemos representar o pro- Após um certo tempo, ao retirar a lâ-
cesso na forma iônica por: mina de zinco da solução, observa-se que
Cuo(s) + 2 Ag+ (aq) Cu2+ (aq) + Ago(s) a parte da lâmina que ficou mergulhada
O cobre sofreu oxidação: na solução está recoberta por uma fina
camada vermelho-amarelada, que pode
Cuo Cu2+ + 2 e- ser identificada como sendo cobre metáli-
Esta semirreação mostra que, para co (oCu) e que a solução perdeu um pouco
se oxidar, cada átomo de cobre perde 2 da sua cor azul. Observe que na figura ao
elétrons. lado, subtende-se que a solução cinza in-
A prata sofreu redução: tenso é o azul, cinza claro é a solução cin-
Ag+ + e- Ago za e o vermelho-amarelado é a que está
Esta semirreação mostra que, para se em branco.
reduzir, cada íon de prata ganha 1 elétron. Através de uma análise da solução,
Como em todo processo de oxirredução é possível identificar íons Zn2+ dispersos
o número de elétrons cedidos pelo agente re- na solução. Ao montar a equação dessa
dutor deve ser igual ao número de elétrons reação, temos:
recebido peto agente oxidante, teremos: Zno + Cu2+ SO4 Zn2+ SO4 + Cuo
oxidação
Semi-equação: Cuo Cu2+ + 2 e- Passa de 0 a 2+
do cobre
Passa de 2+ a 0
Semi-equação: 2 Ag+ + 2 e- 2 Ago
da prata O Zn se oxida: perde dois elétrons.
O Cu se reduz: ganha dois elétrons.
Equação global: Cuo + 2 ago Cu2+ + 2 ago
Podemos montar as semi-equações
deste processo:
Experiência facilmente oxidação
Zno Zn2+ + 2 e-
realizável em laboratório
Cu2+ + 2 e- redução Cuo

Equação Zno + Cu2+ Zn2+ + Cuo


Cu2+ SO42- global
Cu2+ SO42-
Observação: Veremos, logo mais a frente,
exercícios para você estudar, envolvendo rea-
ções de oxirredução com metais.

Pilhas
SO42-
Cu 2+
Cu 2+ SO4 2-
São dispositivos que aproveitam a
SO42- Zn2+ SO42- transferência de elétrons, em uma reação
de oxirredução, para produzir uma corrente
elétrica através de um condutor. Ela trans-
Química 3 - Aula 2 26 Instituto Universal Brasileiro
forma energia química em energia elétrica. Em 1800 o físico italiano Alessandro Volta
Existem vários tipos de pilha e bateria: pi- (1745-1827) construiu a primeira pilha conheci-
lhas comuns, baterias de níquel-cádmio, pi- da. Esta pilha era formada por um conjunto de
lhas alcalinas, pilhas de óxido de prata, ba- placas de zinco (Zno) e cobre (Cuo), empilha-
terias de íons de lítio. das alternadamente e separadas por cartões
embebidos em solução de ácido sulfúrico (H2
SO4). As placas de zinco constituem o polo ne-
gativo e as de cobre, o polo positivo. Como já
dissemos, uma pilha é um gerador de corrente
elétrica. Em qualquer pilha está ocorrendo uma
reação de oxirredução espontânea, na qual é
produzida uma corrente elétrica.

Pilha de Daniell
Para iniciar nossos estudos sobre pi-
lhas eletroquímicas, vamos descrever primei-
ramente a Pilha de Daniell, idealizada pelo
químico inglês John F. Daniell (1790-1845).

Pilhas e Baterias são dispositivos Elétrons


estudados em eletroquímica que transfor-
mam energia química em energia elétrica. Zno + Cu2+ Cuo + Zn2+
redução
Dentro desses aparelhos ocorrem reações
oxidação
de oxirredução, em que há transferência de
elétrons, produzindo assim corrente elétrica. Nesta reação espontânea há uma
A diferença entre as pilhas e baterias está transferência de elétrons direta: o zinco
no fato de que as pilhas são formadas por (Zno) fornece elétrons para os íons de cobre
dois eletrodos (positivo – cátodo, e negativo (Cu2+). A transferência eletrônica direta não
– ânodo) onde ocorrem respectivamente as é uma fonte de energia eficiente.
semirreações de redução e oxidação, além
de um eletrólito, que é uma solução condu-
tora de íons. Já as baterias são formadas Transferência indireta de elétrons
por várias pilhas ligadas em série ou em pa-
ralelo. Graças a isso, as baterias produzem Para que se tenha uma fonte de energia
uma corrente elétrica muito mais forte que que possa ser útil, precisamos de um esquema
as pilhas. Além disso, as pilhas e baterias no qual os elétrons provenientes da oxidação
podem ser divididas em primárias (não re- movimentam-se através de um fio condutor e
carregáveis) e secundárias (recarregáveis). assim realizam um trabalho elétrico como acen-
der uma lâmpada ou movimentar um motor.
Numa pilha, a transferência de elétrons
ocorre de maneira indireta, pois não há con-
tato entre o oxidante e o redutor. Para que
Ânodo (-)
polo negativo isso seja possível, mantêm-se as substâncias
Cátodo (+) em regiões diferentes ou usam-se reagentes
polo positivo
sólidos, nos quais a movimentação dos íons é
Pasta de
Mn O2+ bastante restrita.
Nas pilhas que usamos nos rádios, brin-
quedos etc., também chamadas de “pilhas se-
cas”, a mobilidade entre o oxidante e o redutor
Química 3 - Aula 2 27 Instituto Universal Brasileiro
é bastante limitada. Ao estudarmos a Pilha de • Na outra meia célula, temos uma lâmi-
Daniell, também chamada de “pilha úmida”, na de cobre (Nox= zero) em contato com uma
podemos entender melhor esse esquema de solução aquosa de sulfato de cobre {CuS04},
separação de íons, pois seu funcionamento e ou seja, há íons cobre (Cu2+) em solução. Essa
montagem são bastante simples. lâmina é também chamada de eletrodo de co-
bre. As lâminas, ou eletrodos, de zinco e cobre,
Observe, com atenção, as duas são ligadas por um fio metálico (fio condutor)
montagens possíveis da pilha de Daniell formando um circuito externo, no qual pode-
mos colocar um voltímetro e detectar a passa-
Voltímetro gem de corrente elétrica pelo circuito.
Nota: As soluções usadas possuem a
Parede
concentração igual a 1 molar e a temperatura
Zn O Porosa CuO é normalmente de 25°C.
• Em cada meia célula ocorre uma se-
mirreação, o zinco deixa dois elétrons na lâmi-
Zn2+ Cu2+
na de zinco e passa à solução. Desse modo a
SO4 2-
SO42- lâmina carrega-se de elétrons.

1) Zno Zn2+ + 2 e- oxidação


Voltímetro

• Os elétrons liberados pela oxidação


Ponte Salina
ZnO
CuO do zinco fluem pelo fio condutor e chegam à
placa de cobre. Os íons Cu2+ passam para a
lâmina de cobre metálico, da qual recebem
Zn2+ Cu2+ SO42- dois elétrons e depois se depositam como co-
SO42- SO42- bre metálico (Cuo); consequentemente a lâmi-
na de cobre se “empobrece” de elétrons.
• Pelo circuito externo, os elétrons fluem
• Podemos verificar que na primeira da lâmina de zinco para a de cobre. Chamamos
montagem existe um único recipiente, conten- de polo negativo (ou ânodo) da pilha a lâmina ou
do duas soluções (sulfato de zinco e sulfato eletrodo de zinco, pois esta possui um acúmulo
de cobre) separadas por uma parede porosa. de elétrons. O polo positivo (ou cátodo) é a lâmi-
Na segunda montagem, vemos dois recipien- na de cobre, pois nela há “falta” de elétrons.
tes contendo as mesmas soluções, unidos por • Após um certo tempo de reação, per-
uma ponte salina. cebe-se, visivelmente, que a lâmina de zinco
• Cada compartimento contendo solu- se “desfez” (houve corrosão), enquanto que
ção é denominado meia célula eletrolítica ou a lâmina de cobre aumentou de tamanho e a
semicélula. A parede porosa serve para impe- solução, inicialmente azul, de sulfato de cobre
dir o contato direto das duas soluções e per- clareou, pois perdeu íons cobre que estavam
mitir o fluxo de íons de uma para outra solu- em solução.
ção. A mesma função tem a ponte salina (tubo
em U que contém gelatina e sal).
2) Cu2+ +2 e- Cuo redução
• Na primeira meia célula, temos uma
lâmina de zinco (Nox = zero) em contato com
uma solução aquosa de um sal de zinco (íons • Pelo circuito externo, os elétrons fluem
de Zn2+, por exemplo, sulfato de zinco (ZnSO4). da lâmina de zinco para a de cobre. Chamamos
Teremos, portanto, íons de zinco (Zn2+)em de polo negativo (ou ânodo) da pilha a lâmina ou
solução. Essa lâmina de zinco é também cha- eletrodo de zinco, pois esta possui um acúmulo
mada eletrodo de zinco. de elétrons. O polo positivo (ou cátodo) é a lâmi-
Química 3 - Aula 2 28 Instituto Universal Brasileiro
na de cobre, pois nela há “falta” de elétrons.
• Após um certo tempo de reação, per- • Polo positivo: é o eletrodo que recebe
elétrons do circuito externo.
cebe-se, visivelmente, que a lâmina de zinco se
• Polo negativo: é o eletrodo que forne-
“desfez” (houve corrosão), enquanto que a lâmi- ce elétrons do circuito externo.
na de cobre aumentou de tamanho e a solução,
inicialmente azul, de sulfato de cobre clareou,
pois perdeu íons cobre que estavam em solução. Representação esquemática
convencional da pilha
Elétrons
ZnO CuO Apesar de sabermos que, em um fio me-
Ponte tálico são os elétrons que se movimentam, em
Salina eletricidade adota-se uma convenção tal que o
Zn2+ Cu2+ SO42- sentido da corrente elétrica (i) é contrário àquele
SO42- SO42- do movimento dos elétrons. Internacionalmente,
portanto, considera-se uma corrente convencio-
Znº Zn2+ + 2 e- Cuº Cu2+ + 2 e-
nal (i) como sendo constituída de cargas positi-
Estes elétrons fluirão
através do fio
Estes elétrons chegam
através do fio
vas em movimento, quando, na verdade, são car-
gas negativas que estão em movimento em uma
Equacionando as semirreações, temos: corrente elétrica. Por isso, o sentido da corrente
(i) é contrário ao do movimento dos elétrons.
Oxidação: Zno Zn2+ + 2 e- Convencionou-se também representar a
(polo negativo da pilha) pilha de Daniell (e as demais pilhas) esquema-
ticamente de maneira que sejam indicados os
Redução: Cu2+ + 2 e- Cuo eletrodos, as molaridades das soluções e a tem-
(polo positivo da pilha) peratura de funcionamento da pilha.
Equação global da pilha:
Zn / Zn2+ (1M) // Cu2+ (1M) / Cu (25 ºC)
Zno + Cu2+ Cuo + Zn2+

Funcionamento da pilha de Daniell: É importante citar ainda, que a pilha de Da-


i Fio condutor niell, com as reações entre zinco e cobre, nos ser-
e- e- e- e-
ve para entender todo o processo sobre pilhas,
ZnO
Voltímetro
CuO
mas é possível prepararem-se outras pilhas, com
outros metais, desde que respeitadas as regras
já vistas sobre a reatividade dos metais.

Cuo / Cu2+ // Ag+ / Ago


Onde o cobre cede elétrons para a prata,
pois ele é mais eletropositivo do que a prata.
Mgo / Mg2+ // Au3+ / Auo
Nesta pilha o magnésio cede elétrons
para o ouro, pois é mais eletropositivo.
É muito importante frisar algumas conven-
ções estabelecidas para uma pilha, tais como:
• Ânodo: é o eletrodo para onde se diri- Diferença de potencial (ddp) das pilhas
gem os ânions (íons negativos).
Como já vimos, através dos esquemas
• Cátodo: é o eletrodo para onde se diri-
gem os cátions (íons positivos). apresentados, é possível medir a corrente elétri-
ca que passa pelo condutor (fio metálico) durante
Química 3 - Aula 2 29 Instituto Universal Brasileiro
o funcionamento de uma pilha. A essa medição
de corrente elétrica dá-se o nome de voltagem, Quanto maior o potencial de oxi-
ou força eletromotriz (fem) ou diferença de po- dação de um metal, maior é a sua ten-
tencial (ddp). O instrumento usado para medir a dência em perder elétrons, é mais eletro-
diferença de potencial é o voltímetro. A unidade positivo e mais redutor.
de medida utilizada é o volt (V). Quanto maior o potencial de redu-
Pilhas montadas com diferentes metais ção de um metal, maior é a sua tendência
fornecem diferentes voltagens. No entanto, uma em ganhar elétrons, é menos eletropo-
mesma pilha, em diferentes temperaturas, ou sitivo e mais oxidante.
com variações nas concentrações das soluções
usadas, também fornecerá “voltagens” desiguais.
Em resumo, a diferença de potencial (ddp)
ou voltagem, de uma pilha depende:
a) das concentrações das soluções em-
pregadas;
b) da temperatura do processo. 1. Entende-se como Eooxidação, o poten-
Comparando-se as diferenças de poten- cial de oxidação do metal e como Eoredução
ciais entre vários metais e um eletrodo padrão o potencial de redução do metal. Atual-
(eletrodo de hidrogênio), a 25 °C e 1 atm, e solu- mente, são mais usados os potenciais de
ções 1,00 M, construiu-se uma tabela, chamada redução do que os potenciais de oxidação.
fila das tensões eletrolíticas, ou série de ativi- 2. Entre todas as espécies que apa-
dade química dos metais, ou série de poten- recem nesta tabela, o Li+ (Lítio) é o que
ciais padrão de eletrodos, dada a seguir. tem menor potencial de redução, logo,
Potenciais-padrão de eletrodo maior dificuldade em reduzir. Portanto, é
ele que tem menor possibilidade de oxidar
Potencial
de
Potencial
de redução uma outra espécie química, ou seja, quan-
Oxidantes Redutores
oxidação
em volts
(E°) em
volts
to menor o E° de redução, menor o caráter
+3,04 e- + Li+ Li -3,04
oxidante da espécie. Veja que na tabela o
+2,92 e- + K+ K -2,92
Li+ é o que tem menor caráter oxidante.
+2,90 2 e + Ba
- 2+
Ba -2,90 3. O metal que tem maior tendência
+2,87 2 e- + Ca2+ Ca -2,87 a se oxidar (processo inverso à redução),
+2,71 e- + Na+ Na -2,71 de acordo com a tabela dada, é o Li+. Por-
+2,36 2 e + Mg
- 2+
Mg -2,36 tanto, é ele que tem maior possibilidade de
Aumento da força oxidante

+1,66 3 e- + Al3+ Al -1,66 reduzir outro metal.


+1,18 2 e- + Mn2+ Mn -1,18 4. Na tabela dada, o Li+ possui
+0,76 2 e + Zn Zn -0,76
maior caráter redutor e o Au+, menor
- 2+
Aumento da força redutora

+0,74 3 e- + Cr3+ Cr -0,74


caráter redutor.
+0,48 2 e- + S S2- -0,48
5. Não é necessário decorar os poten-
+0,44 2 e + Fe
- 2+
Fe -0,44
ciais de oxidação ou redução dos metais,
+0,41 e- + Cr3+ Cr2+ -0,41
+0,28 2 e- + Co2+ Co -0,28
mas através desta tabela é útil perceber o
+0,25 2 e + Ni
- 2+
Ni -0,25
caráter redutor ou oxidante de cada um dos
+0,14 2 e- + Sn2+ Sn -0,14 metais apresentados e, a partir daí, entender
+0,13 2 e- + Pb2+ Pb -0,13 melhor porque certas reações químicas ocor-
0,00 2e +2H
- +
H2 -0,00 rem e outras não.
-0,14 2 e- + 2 H+- + S H2 S +0,14
-0,15 2 e- + Sn4+ Sn2+ +0,15
-0,34 2 e + Cu
- 2+
Cu +0,34 Exemplo:
-0,40 2 e- + H2O + 1/2 O2 2 OH- +0,40 Os potenciais-padrão (E°) de redu-
-0,52 e- + Cu+ Cu +0,52
ção dos metais magnésio e zinco são,

Química 3 - Aula 2 30 Instituto Universal Brasileiro


respectivamente: Veja alguns exemplos e verifique a
Semirreações Mg2+ +2 e-
tabela dada para uma comparação dos
Mgo Eo = - 2,36 V
de potenciais de cada metal.
redução Zn2+ +2 e- Zno Eo = - 0,76 V
Pbo + Cu2+ SO4 Pb2+ SO4 + Cuo
Como o zinco tem maior potencial
de redução, ou seja, ganha elétrons com Desloca o Cu do composto, pois de
mais facilidade do que o magnésio, numa acordo com a tabela, Pb possui maior po-
pilha constituída por esses dois metais, o tencial de oxidação.
eletrodo de zinco é aquele que irá sofrer
a redução. Consequentemente, o eletro- Não ocorre, pois o
do de magnésio sofrerá a oxidação. potencial de oxidação
Ag + Cu2+ SO4
Para obter a equação global da pi- da prata é menor que
lha, devemos escrever as semirreações o do cobre.
que realmente ocorrerão, ou seja:
Na pilha de Daniell:
Zn2+ + 2 e- Zno redução

Mgo Mg2+ + 2 e- oxidação Zn + Cu2+ SO4 Zn SO4 + Cuo

Zn2+ + Mgo Mg2+ + Zno A reação ocorre porque o zinco tem


um potencial de oxidação maior que o co-
Através do conhecimento sobre o
bre. Já a reação contrária, isto é, a reação:
potencial de redução dos metais é pos-
sível prevermos reações entre metais, Não ocorre
mesmo antes deles reagirem, pois vimos Cuo + Zn SO4
espontâneamente
que um metal de maior potencial de oxi-
dação tem maior tendência de perder elé- Metal ou “eletrodo de sacrifício”
trons, portanto cede elétrons a um outro
metal de menor potencial de oxidação, ou Uma aplicação prática da série dos
seja, de maior potencial de redução. potenciais de oxidação é a instalação de
Resumindo temos que: metais de maior potencial de oxidação jun-
to a, canalizações, bombas submersas,
Metal A: maior potencial de oxi- cascos de navio etc. Como esses equipa-
dação e menor potencial de redução. mentos são feitos de metal e, portanto, su-
Metal B: menor potencial de oxi- jeitos à corrosão, instala-se próximo a eles
dação e maior potencial de redução. um metal de maior potencial de oxidação,
para que este metal, também chamado de
Portanto:
“eletrodo de sacrifício”, sofra a corrosão,
O metal A sofre oxidação conservando assim o metal do equipa-
mento em bom estado.
A é melhor redutor

Cálculo do ddp de uma pilha


O metal B sofre redução

A é melhor oxidante Podemos determinar a diferença de


potencial (ddp) ou voltagem de uma pilha,
Um metal de maior potencial de subtraindo-se os valores dos potenciais de
oxidação pode desfocar um outro de redução ou oxidação dos metais da pilha.
menor potencial de oxidação, dos seus Efetua-se essa diferença entre o maior e o
compostos. menor potencial. É importante que ambos
sejam de oxidação ou redução.
Química 3 - Aula 2 31 Instituto Universal Brasileiro
Zn Eored = - 0,76 V Oxirrredução
Cu E ored = + 0,34 V
Ocorrem em duas etapas: oxida-
como E oredCu > EredZn ção: perda de elétrons; e redução: ga-
ddp da pilha = E oCu - EoZn = 0,34 -(-0,76) nho de elétrons.

(ΔEo) ΔEo = 1,10 V Reação de óxido-redução

Portanto, a ddp ou a voltagem da Uma reação de óxido-redução


pilha de Daniell é igual a 1,10 V. pode ser usada para produzir corren-
te elétrica (gerador) ou, inversamente,
Veja que se usarmos os potenciais
uma corrente elétrica pode provocar
de oxidação o resultado será o mesmo.
uma reação de óxido-redução.
Zn Eooxid = + 0,76 V Neste caso,
Cu Eo
= - 0,34 EooxidZn > EooxidCu Pilhas
oxid

ddp = ΔE = EZn = ECu = 0,76 - (-0,34)


Pilha é um dispositivo que apro-
ΔE = 1,10 V
o veita a transferência de elétrons de
uma reação química, para gerar corren-
É muito importante frisar que essa é a te elétrica que pode ser utilizada por di-
voltagem inicial da pilha de Daniell, a 25 °C e versos aparelhos elétricos. Ela transfor-
em soluções 1 M. Durante o funcionamento ma energia química em energia elétrica.
da pilha, a diferença de potencial vai diminuin- Existem vários tipos de pilha e bateria:
do, visto que os elétrons liberados na oxida- pilhas comuns, baterias de níquel-cád-
ção vão sendo transferidos para a outra semi mio, pilhas alcalinas, pilhas de óxido de
célula, através do circuito externo. prata, baterias de íons de lítio.

Pilha de Daniell

Nessa reação espontânea há uma


transferência de elétrons direta: o zinco
Eletroquímica – Pilhas e Baterias (Zn)o fornece elétrons para os íons de
cobre (Cu 2+). A transferência eletrônica
Eletroquímica direta não é uma fonte de energia efi-
ciente. Portanto, a transferência de elé-
Conceito de eletroquímica trons, neste caso, é indireta.

Eletroquímica é a área da Química Diferença de potencial


que estuda as reações que envolvem a (ddp) das pilhas
transferência de elétrons e a intercon-
versão de energia química em energia Como já vimos, através dos esque-
elétrica. mas apresentados, é possível medir a
corrente elétrica que passa pelo con-
Eletropositividade dutor (fio metálico) durante o funciona-
mento de uma pilha. A essa medição de
É a capacidade que um metal tem corrente elétrica dá-se o nome de vol-
de ceder elétrons e tornar-se um íon tagem, ou força eletromotriz (fem) ou
positivo. diferença de potencial (ddp).

Química 3 - Aula 2 32 Instituto Universal Brasileiro


a) ( ) Au + 3 Ag Au3+ + 3 Ago
b) ( ) 2 Ago + Cu2+ 2 Ag+ + Cuo
c) ( ) Cuo + Zn2+ Cu2+ + Zno
d) ( ) Zno + Cu2+ Cuo + Zn2+

1. (ENEM- 2015). A calda bordalesa é 3. Sobre as pilhas eletrolíticas são feitas


uma alternativa empregada no combate a as seguintes afirmações:
doenças que afetam folhas de plantas. Sua
produção consiste na mistura de uma solu- I - Transformam energia química
ção aquosa de sulfato de cobre (II), CuSO4, em energia elétrica.
com óxido de cálcio, CaO, e sua aplicação II - Cada meia-célula é formada
só deve ser realizada se estiver levemente por um metal mergulhado em solução
básica. A avaliação rudimentar da basicida- de um de seus sais.
de dessa solução é realizada pela adição III - O contato entre duas semi-
de três gotas sobre uma faca de ferro limpa. células é feito por uma membrana
Após três minutos, caso surja uma mancha porosa (semipermeável), ou por uma
avermelhada no local da aplicação, afirma-se ponte salina.
que a calda bordalesa ainda não está com a IV - No ânodo (polo positivo)
basicidade necessária. O quadro apresenta ocorre redução e no cátodo (polo ne-
os valores de potenciais padrão de redução gativo) ocorre oxidação.
(E°) para algumas semirreações de redução.
Quais das afirmações acima estão in-
Semirreação de corretas?
Eo(V)
redução
Ca + 2 e-
2+
Ca - 2,87 a) ( ) Todas
Fe + 3 e
3+ -
Fe - 0,04 b) ( ) Nenhuma
Cu2+ + 2 e- Cu + 0,34 c) ( ) Apenas l e III
d) ( ) Apenas IV
Cu + e
+ -
Cu + 0,52
Fe + e
3+ -
Fe2+ + 0,77 4. Na pilha de Daniell, durante o seu
MOTTA, I. S. Calda bordalesa: utilidades e preparo. funcionamento, podemos verificar que:
Dourados: Embrapa, 2008 (adaptado)

A equação química que representa a rea- a) ( ) a placa de zinco diminui, enquan-


ção de formação da mancha avermelhada é: to a de cobre aumenta.
b) ( ) a placa de zinco aumenta, en-
a) ( ) Ca2+ (aq) + 2 Fe2+ (aq) Ca (s) + quanto a de cobre diminui.
2 Fe (aq).
3+
c) ( ) os íons passam pelo fio metálico,
b) ( ) Cu2+ (aq) + 2 Fe2+ (aq) Cu (s) + enquanto os elétrons passam pela parede
2 Fe (aq).
3+
porosa.
c) ( ) 3 Ca2+ (aq) + 2 Fe (s) 3 Ca (s) + d) ( ) ocorre a transformação da ener-
2 Fe (aq).
3+
gia elétrica em energia química.
d) ( ) 3 Cu2+ (aq) + 2 Fe (s) 3 Cu (s) +
2 Fe (aq).
3+
5. Para evitar a oxidação de uma tubu-
lação de ferro, liga-se a esta um pedaço de
2. Sabendo-se que os potenciais nor- metal. Para tanto, é mais indicado usar:
mais de oxidação, em volt, dos metais ouro,
prata, cobre e zinco são: 1,42; -0,80; -0,34; a) ( ) Chumbo
e +0,76; respectivamente, podemos afirmar b) ( ) Estanho
que, dentre as reações abaixo citadas, a úni- c) ( ) Magnésio
ca que ocorre é: d) ( ) Cobre
Química 3 - Aula 2 33 Instituto Universal Brasileiro
Ânodo (-)
1.d) ( x ) 3 Cu 2+ (aq) + 2 Fe (s) 3 polo negativo
Cátodo (+)
Cu (s) + 2 Fe 3+ (aq) polo positivo
Pasta de
Comentário. A calda bordalesa é uma Mn O2+
mistura aquosa de sulfato de cobre (II) com
óxido de cálcio. O óxido de cálcio é um óxi-
do básico produzindo hidróxido de cálcio
em meio aquoso. Para avaliar a basicida- As demais alternativas estão corretas.
de dessa solução adicionam-se três gotas As pilhas eletrolíticas: I - Transformam ener-
sobre uma faca de ferro limpa. O apareci- gia química em energia elétrica. II - Cada
mento de uma mancha avermelhada no lo- meia-célula é formada por um metal mergu-
cal de aplicação na faca indica que a calda lhado em solução de um de seus sais. III - O
bordalesa ainda não está com a basicidade contato entre duas semi-células é feito por
necessária. Observe que a reação ocorre uma membrana porosa (semipermeável), ou
numa faca de ferro (contém ferro metálico por uma ponte salina.
em sua composição) com CuSO 4 (solução
com Cu +2) e CaO (Ca +2 presente). A pilha 4. a) ( x ) a placa de zinco diminui,
gerada oxida o ferro metálico e reduz o enquanto a de cobre aumenta.
cobre II (já que o cálcio produziria um pro-
cesso eletroquímico com ddp negativa - não Comentário. De acordo com a diferen-
espontâneo). Portanto, a equação química ça de potencial, verifica-se que a placa de
que representa a reação de formação da zinco sofre diminuição e a de cobre sofre
mancha avermelhada é: 3 Cu 2+ (aq) + 2 Fe um aumento. Na pilha de Daniell, em que
(s) 3 Cu (s) + 2 Fe3+ (aq). os eletrodos são de cobre e zinco, o zinco
é mais eletropositivo que o cobre, logo, é
2. d) ( x ) Zn° + Cu2+ Cu° + Zn2+ o zinco que doa elétrons para o cobre. Em
relação às considerações feitas, é correto
Comentário. O zinco possui o maior po- afirmar que, após certo tempo, a placa de
tencial de oxidação dos metais apresentados, cobre aumenta.
portanto ele tem condições de deslocar qual-
quer um dos outros metais. Confira os dados 5. c) ( x ) Magnésio.
citados no enunciado: os potenciais normais
de oxidação, em volt, dos metais ouro, prata, Comentário. Como já vimos, para evitar
cobre e zinco são, respectivamente: Au 1,42; a corrosão de um metal em tubulações, é ne-
Ag -0,80; Cu -0,34; e Zn +0,76. cessário usar um outro metal, também cha-
mado “eletrodo de sacrifício”, que tenha um
3. d) ( x ) Apenas IV potencial de oxidação maior do que o do me-
tal da tubulação, dentre os metais apresen-
Comentário. Todas estão corretas, ex- tados na questão, o magnésio possui maior
ceto a IV, em que houve uma inversão: o potencial de oxidação. Consequentemente,
ânodo é o polo negativo, enquanto o cá- esse metal vai possuir menor poder de redu-
todo é o polo positivo da pilha. O correto ção do que o material utilizado na estrutura,
seria: IV - No ânodo (polo negativo) ocorre para que possa ser “sacrificado” e protegê-la.
redução e no cátodo (polo positivo) ocorre O zinco e o magnésio são os metais mais uti-
oxidação. lizados para essa finalidade.
Química 3 - Aula 2 34 Instituto Universal Brasileiro