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As Tecnologias na Comunicação

e Inovação Organizacional

António Abreu, Phd


Ana Paula Afonso, Phd

19 de Dezembro de 2017
Resumo

• Conceitos fundamentais de Tecnologias de Informação


e Comunicação (TIC)
• As TIC na Organização
• As TIC na Educação
• Estudo de caso: A Caderneta Escolar Tradicional (CT)
o Evolução tecnológica da CT  Caderneta
Electrónica (CE)
o A interacção dos utilizadores com a CE -
Usabilidade da CE
o Concepção do protótipo - Desenho centrado no
Utilizador
o Outras soluções tecnológicas 2
Tecnologias na Sociedade de Informação
Conceitos fundamentais

Sociedade da Informação

Organizações
Informação
Recursos
Mercado
(o que mais se
valoriza)
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A Tecnologia na Organização

Componente material

Máquinas e
Componente abstrata
equipamentos
e conceptual
Subsistema Mecânico

Subsistema de conhecimento
Tecnologia (Faia-Correia, 2002)
Subsistema Humano
Aptidões

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A Tecnologia na Organização
O papel da Tecnologia no desempenho organizacional

 A Tecnologia é provavelmente o factor mais importante


para o aumento da competitividade.

 A Tecnologia é responsável pelo estimulo competitivo


que as empresas terão de ter para fazer face ao mercado
altamente seletivo e concorrencial.

 Existe forte correlação entre o investimento I&D e a


rentabilidade e frequência de introdução de novos
produtos.
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A Tecnologia na Organização
Gestão da Tecnologia

« Arquitetura ou configuração de sistemas,


políticas e procedimentos de gestão das
atividades estratégicas e operacionais
da organização, visando atingir os seus
Objetivos.»

[Joaquim Borges Gouveia e José Magano]

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A Tecnologia na Organização
Gestão da Tecnologia
Objetivos:
 Identificar possibilidades tecnológicas. Esta procura deverá
ser realizada através do departamento de I&D da
organização;
 Selecionar as Tecnologias a serem obtidas tanto de fontes
internas quanto externas;
 Garantir o sucesso na implementação de novos produtos,
processos e serviços.

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A Tecnologia na Organização
Ciclo de vida da Tecnologia

[Joaquim Borges Gouveia e José Magano]

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A Tecnologia na Educação (TE)

A Tecnologia tem um papel essencial na Escola:


- Deve potenciar o desempenho do Professor e
dos Alunos e facilitar a comunicação entre a
comunidade educativa. Não é um mero
instrumentos de comunicação. (Metzker, 2008).

Uma forte interacção


entre a Escola e a
Comunidade conduz
inevitavelmente à
evolução do conhecimento
e a um desenvolvimento
sustentado da sociedade.

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A Tecnologia na Educação
As tecnologias, em contexto educativo

Podem ser usadas como um meio educacional, instrumental ou interativo :

 educacional ao apoiar a aprendizagem dos alunos;


 instrumento de produtividade pessoal para:
 preparar materiais para as aulas
 realizar tarefas administrativas
 procurar informação e materiais
 interativo ao promover a interação com outros Professores e parceiros
educativos .

(Ponte, Oliveira & Varandas, 2003).

Em qualquer «sociedade escolarizada» a Escola e a Família são duas instituições


que têm de comunicar (Perrenoud , 2001).

António Abreu 10
A Tecnologia na Educação

Compete à Escola encontrar a melhor forma de comunicar. Interessa uma


interação comunicacional, capaz de possibilitar e desenvolver uma
comunicação responsável, partilhada, com significado e autenticidade
(Viana, 2011a).

Torna-se necessário uma mudança de comunicação entre as duas


instituições que deve ser mais dinâmica e que não se restrinja ao espaço da
Escola.

Hoje, é difícil de conceber uma instituição escolar sem recurso às


Tecnologias da Informação e da Comunicação.

António Abreu 11
A Tecnologia na Educação
A Caderneta Escolar

A Caderneta escolar foi muito valorizada pela


comunidade educativa nos primeiros anos da sua
utilização:

― Mas revelou-se não ser o meio mais eficaz de


contactar a Família, pois ao recorrer ao aluno
como “mensageiro” limitava o conteúdo a ser
comunicado.
A adopção das TIC pela
Escola traz grandes
benefícios a vários níveis:
1.pedagógico;
2.gestão escolar;
3.comunicação entre a
Escola- Família.
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A Tecnologia na Educação
Evolução da Caderneta Escolar

É importante que os Professores, e sobretudo os


Diretores de Turma, tenham presente que os alunos
podem distorcer as mensagens que circulam entre a
Escola e a Família, assim, o aluno gere a
comunicação entre as instituições familiar e
escolar (Zenhas , 2006).
As Escolas precisam de oferecer à comunidade
educativa ferramentas que permitam a obtenção de
diversos tipos de informação de forma simples e
célere (tempo útil).
Neste contexto surge a necessidade da evolução da
Caderneta, tornando-a um instrumento dinâmico e
mais atrativo para a Escola e a Família.

É(Baptista,
preciso
2005).
estabelecer redes de colaboração
“seguras” entre os intervenientes .
13
A Tecnologia na Educação
Caderneta tradicional  Caderneta
Eletrónica

Metodologia de investigação: Design Science Research (DSR)


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A Caderneta Eletrónica
Entidades participativas

 Entidade  Entidades Básicas


Principal
• Disciplina
• Utilizador
• Turma

 Entidades
adicionais
• Atividades
• Faltas
Definição de tipos de • Mensagens/ SMS
utilizador
• Videoconferência

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Caderneta Eletrónica
Modelo de Dados do Protótipo

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Caderneta Eletrónica
Arquitetura do software

A plataforma desenvolvida utiliza um


padrão de arquitetura de software o
Model-View-Controller (MVC), que é
amplamente adotado aplicações Web.
Executa, decide, controla
todo o fluxo de informação

Envia essa informação Executa função

Dados da aplicação
Apresentação dos Regras de negócio
dados ou informação: Lógica
Tabela, gráficos, etc. Funções

Padrão de design o Model-View-Controller (MVC)

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A Caderneta Eletrónica
Arquitetura do software

Utilizador

–Camada de
segurança
–Camada da
Interface
–Camada lógica
– Camada de
Acesso aos
dados
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A Caderneta Eletrónica
Especificações Técnicas

• Software modular
• Desenvolvimento Web Framework:
YII (Jeffrey, 2012)
• PHP
• Javascript, Jquery, Ajax, HTML5 e
CSS (Cascading Style Sheets)
• Responsive Web Design (RWD):
Bootstrap
• Base de Dados: MySQL
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A Caderneta Eletrónica
A interacção dos utilizadores com a CE
– INTUITIVA
Facilidade na aprendizagem

– EFICAZ
Permite cumprir os objectivos com qualidade.

– EFICIENTE
O esforço do utilizador para atingir os objectivos não é excessivo

– AGRADÁVEL
O nível de conforto e satisfação do utilizador face ao sistema.

Factores que medem a usabilidade do


sistema 20
A Caderneta Eletrónica
A interacção dos utilizadores com a CE

①Usabilidade – Relação do ser


humano com qualquer artefacto. Usabilidade

②IHC – Relação do ser humano com


Interação
qualquer artefacto ligado à tecnologia
informática
Humano- Computador (HCI)

③ DCU – O utilizador é o centro do Desenho centrado no


desenho do artefacto. utilizador (DCU)
Experiência do
④ UX – User Experience – conceito
utilizador (UX)
que sintetiza a experiência completa do
utilizador com o artefacto tecnológico:
Funcionalidade; Interface
Facilidade de uso;
Desenho e utilização agradáveis.
A Caderneta Eletrónica
Desenho do protótipo

1. Centrar a atenção desde


o início e de forma
contínua, nos
utilizadores e nas suas
tarefas;
2. Medir o comportamento
do utilizador de forma
empírica;
3. Desenho iterativo.

Regras para obter um elevado grau de usabilidade.


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A Caderneta Eletrónica
Implantação do sistema nas Escolas

Projecto em curso ….

A funcionar em pleno a médio


prazo em escolas piloto da
Galiza e de Portugal !

E num futuro breve….

A App Caderneta Eletrónica


acessível a partir de qualquer
telemóvel 
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Gracias!

Questões?

António Abreu Ana Paula Afonso


aabreu@iscap.ipp.pt apafonso@iscap.ipp.pt
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