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UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI

MESTRADO EM TECNOLOGIA AMBIENTE E SOCIEDADE

FINANCEIRIZAÇÃO RURAL

TEÓFILO OTONI – 2017


LEONARDO FERREIRA ROCHA SOUZA

FINANCEIRIZAÇÃO RURAL

TEÓFILO OTONI – 2017


INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas o que se observa é um crescente aumento do capital


financeiro, fato que vem ocorrendo desde o final da II Guerra Mundial onde a redução
dos níveis de concorrência em vários setores leva ao surgimento de monopólios e
oligopólios, o capital financeiro se fortalece passando a influenciar e comandar as
relações de produção e consumo.

No presente artigo tenho como objetivo mostrar que a financeirização também


está impregnada no setor agrícola brasileiro. O capital estatal sai de cena abrindo espaço
para o capital privado e o termo “Gerente de Fazenda” perdeu espaço para o chamado
Administrador Rural. (MOTTER, SENDIN, 1995 apud NASCIMENTO et al 2007).

O SENAR em parceria com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e


Pequena Empresa) em 2003 criou o Programa Empreendedor Rural, um programa que
estimula o empreendedorismo entre homens e mulheres do campo1.

Shumpeter (1934) cria a Teoria do Desenvolvimento Econômico, teoria na qual é


associada definitivamente o termo empreendedor ao conceito de inovação, ao
desenvolvimento e ao aproveitamento de oportunidades em negócios.

Araújo (2003) diz que o termo agronegócio remonta de meados dos anos de 1950
quando dois professores da Universidade de Harvad, John Davis e Ray Goldberg,
lançaram um conceito para entender a nova realidade da agricultura, o termo criado foi o
agrobusiness, e foi definido como:

O conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a


fabricação dos insumos agropecuários, das operações de produção nas
unidades agropecuárias, até o processamento e distribuição e consumo
dos produtos agropecuários ‘in natura’ ou industrializados. (RUFINO,
1999 apud ARAÚJO, 2003).

A modernização do campo vem ocorrendo desde a década de 1950, Meyer et al


(1998) diz que essa modernização no final dos anos cinquenta são consequências dos
processos de urbanização e industrialização, ou seja, para sustentar toda essa cadeia

1
http://www.senar.org.br/programa/programa-empreendedor-rural - acessado dia 24/06/2017
evolutiva, que a sociedade vinha e vem sofrendo, o crescimento de produtividade e
trabalho no campo eram exigidos.

Para o melhor entendimento esse trabalho foi divido em quatro partes a começar
pela introdução, logo em segui faço uma breve discussão sobre a financeirização e a crise,
na terceira parte falo sobre a financeirização na agricultura e por último apresento a minha
conclusão.

FINANCEIRIZAÇÃO E CRISE

Braga (2016) afirma que atualmente existe uma ampla gama de interpretações
sobre o termo financeirização, o que torna a discursão do assunto numa “Torre de Babel”,
vários autores têm diferentes concepções sobre o tema, mas não devemos nos prender ao
nominalismo – devemos ir fundo nos conteúdos e argumentos sem ficar apegados as
palavras.

Ao longo dos séculos XX e XXI o capitalismo foi a partir de determinado


momento se transformando num sistema econômico de grandes empresas, de grandes
bancos e de grandes instituições financeiras.

É a finança que atua às vezes como depressora outras como amplificadora no papel
de regulador do investimento, e Hyman Minsky (apud BRAGA, 2016) conclui sua fala
dizendo que as finanças determinam o ritmo e andamento da economia. Para Braga (2016)
as finanças, aqui não dizem respeito ao domínio do setor financeiro, mas sim a inter-
relação entre os “cash flows”, dos balanços e diferentes e principais atores que existem
do sistema.

A fala de Minsky (apud BRAGA 2016) mostra a relevância das finanças num
sentido mais geral que opera não somente do sistema financeiro propriamente dito como
no conjunto da economia e no conjunto das decisões tomadas pelas empresas capitalistas
em seus diferentes ramos de atuação.

A ideia de capital financeiro, trabalhado por Rudolf Hilferding no início do século,


é entendido como a fusão das diferentes formas de riqueza do capital ou a frisão da forma
lucro com a forma juros, mas não necessariamente é a única forma que opera o capital
financeiro.
(...) financeirização não decorre apenas da práxis de segmentos e
setores – o capital bancário, os rentistas tradicionais - mas, ao
contrário, tem marcado as estratégias de todos os agentes
privados relevantes, condicionando a operação das finanças e
dispêndios públicos, modificando a dinâmica macroeconômica.
(BRAGA, 1997, p 230)

A professora Maria da Conceição Tavares, no livro Ciclo e Crise (1978, apud


BRAGA, 2016), diz que o capitalismo veio se desenvolvendo a partir de três orbitas, que
são: 1) órbita da produção de mercadorias; 2) órbita da realização de mercadorias, e; 3) a
órbita da circulação do dinheiro capital. Na opinião de Braga (2016) a autora se refere ao
desenvolvimento inerente ao capital e ao capitalismo do crescimento das finanças em
sentido amplo, cuja a terceira órbita se amplia, ao que nós poderíamos dizer, às dimensões
de âmbito monetário financeiro e onde inclusive se realiza e se valoriza/desvaloriza a
formação de riqueza fictícia.

A expansão dessa terceira órbita não é uma deformação do capitalismo e do capital


e sim é algo intrínseco ao caráter do próprio capital e é o próprio caráter da dinâmica
capitalista. Os movimentos de expansão e contração passam a ser os elementos
importantes das estabilidades estruturais que vão marcar o capitalismo.

O fenômeno da financeirização não é meramente resultado de um mecanismo


automático dos mercados, ele é resultado desse movimento intrínseco da dinâmica do
capital e resultado também de decisões de políticas econômicas e de políticas públicas
por parte de governos e estados nacionais cuja a importância na determinação dessas
políticas é vital (BRAGA, 2016).

A financeirização é sistêmica e de escopo mundial, vale dizer,


impacta as relações econômicas internacionais e as torna
crescente transnacionais, atravessadas por fluxos de capital
transfronteiriços capazes de influenciar o comportamento de
economias nacionais. (BASTOS, 2013, p. 2)

François Chesnais procurando compreender a o capitalismo contemporâneo


desenvolveu a "Teoria do regime de acumulação financeirizado" (que propõe uma
explicação global para o desenvolvimento do capitalismo do final do século XX), pouco
antes da virada do milênio o capital-dinheiro, que estava concentrado nas mãos de dos
bancos e dos fundos de pensão, estava para estabelecer sua ascendência sobre o capital
industrial. Por meio dessa teoria o autor, opõe o capital financeiro ao capital
industrial. (PRADO, 2013)
Braga (2010, apud MIRANDA 2013) diz que a financeirização é o padrão
sistêmico da riqueza, sua origem data da década de 60 nos Estados Unidos e a sua difusão
mundial provocou grandes instabilidades financeiras e econômicas. Tal processo mudou
a dinâmica existente e o sistema produtivo passa a se subordinar às finanças desse modo
afetando a estratégia dos agentes econômicos. O aumento da importância de atividades
financeiras em empresas não financeiras é uma característica da financeirização2, tal
fenômeno ganhou força com o movimento de liberalização e desregulamentação
financeira a partir da década de 70 nos países desenvolvidos e posteriormente atingindo
os países emergentes (COSTA e SOUZA-SANTOS 2012).

Desse modo, podemos conceituar a financeirização, de acordo com Bastos (2013),


como o atual modo de funcionamento do sistema capitalista global, que se originou nos
anos 80 e a lógica da especulação é uma marca desse modo.

Por ser de escopo mundial, uma crise que atinja o sistema financeiro passa ter
grandes consequências e elevada magnitude. O termo “crise” no capitalismo pode ser
definido basicamente como um desequilíbrio que pode ocorrer em determinados setores
da economia, mas com o risco de contaminação de todo sistema econômico. Com a
evolução do sistema capitalista a economia foi se tornando mais complexa e as crises
continuaram a ocorrer, pois elas fazem parte de um processo cíclico (a economia também
é cíclica, ela combina períodos de expansão e fases de contração) e inerente ao próprio
desenvolvimento econômico.

As crises são inerentes ao capitalismo, tais eventos ocorrem quando o ciclo do


capital não se realiza (D-M-D’ – onde “D” é o dinheiro aplicado, “M” é a mercadoria e
“D’” é o dinheiro aplicado mais um retorno) e podem se manifestar de diferentes formas
como em 1929 quando ocorreu o Crash da bolsa de Nova York.

Há quatro grandes fases em um ciclo econômico: 1) boom: quando há o aumento


da atividade econômica até o seu ápice; 2) depressão: ocorre a queda dos indicadores; 3)
recessão: ocorre quando a depressão se estende por mais de dois trimestres consecutivos;

2
Stockhammer (2004, apud MIRANDA 2013) afirma que o processo afetou a estrutura
interna das empresas e seus objetivos que agora estão mais voltados à criação de riqueza
para os acionistas.
e 4) recuperação ou estagnação: os índices começam a subir e desse modo se inicia o
boom do ciclo seguinte.

Toda crise econômica advém em algum momento da depressão, podendo tratar-


se de uma crise generalizada, ou que afetam alguns determinados setores em especial, ou
pode ser uma crise de subsistência ou uma crise que se conhece pelo nome de bolha
financeira ou bolha especulativa.

a autonomização do capital fictício leva a um descolamento


inflacionário do preço dos ativos financeiros em relação às
condições de reprodução do capital real: a uma queda das taxas
de juros dos títulos de dívida e a um aumento da cotação das
ações representativas da riqueza de sociedades anônimas,
independentemente do comportamento de seus lucros nas
operações com o capital real. Nos momentos de euforia, até
empresas destinadas a operações produtivas são atraídas pelo
potencial de ganho patrimonial associado à valorização do capital
fictício. O caráter fictício desse capital, porém, torna suas
flutuações de preço sujeitas às oscilações da opinião de mercado,
que são violentas durante as crises de crédito, ou seja, nos
episódios cíclicos em que se perde a confiança quanto ao valor
“real” dos ativos financeiros, por motivos diversos. (BASTOS,
2013, p. 3)

Atualmente a crise é essencialmente uma crise de sobreacumulação do capital,


segundo Mollo (2015, p.52) “a crise mundial foi desencadeada pela crise dos subprime
nos Estados Unidos”, após o colapso da bolha especulativa no mercado imobiliário a crise
financeira se espalhou pelo mundo em poucos meses.

A falência do banco de investimentos Lehman Brothers, após a recusa da Federal


Reserve (FED) em socorrer a instituição, foi o evento detonador da crise. Tal atitude da
FED foi tão impactante a tal ponto de fazer cair a confiança nos mercados financeiros,
pois houve um rompimento da convenção que dizia que a autoridade monetária
estadunidense socorreria as instituições financeiras afetadas pelo estouro da bolha
especulativa no mercado imobiliário. Costa (2013) diz:

a crise atual não é somente do setor imobiliário, do crédito, da falta de


liquidez , da regulação, ou ainda um fenômeno oriundo da ganância dos
especuladores inescrupulosos que colocaram em risco o capitalismo.
Esta é uma crise do conjunto do capitalismo: todo o sistema está doente
e seus fundamentos estão sendo questionados pela crise. (COSTA,
2013, p.28)
Houve a quebra dos mitos neoliberais, que foi uma consequência de seus
fundamentalistas que se viram obrigados a fazer o contrário do que pregavam
anteriormente abandonando assim o discurso do livre mercado, chamando de volta o
Estado para intervir na economia. (COSTA, 2013).

FIANACEIRIZAÇÃO NA AGRICULTURA

Ao final da década de 90 o desenvolvimento agrícola e agrário experimenta uma


nova dinâmica produtiva e econômico-social no Brasil, tal fato se refere à radical
mudança no padrão de acumulação na agricultura (BUAINAIN et al., 2014).

[...] o novo padrão introduz o capital ‘em todas as suas


modalidades’ no centro do desenvolvimento agrícola e agrário.
Rebaixa o papel da terra, pois a produção e as rendas
agropecuárias passam a depender, crescentemente, dos
investimentos em infraestrutura, maquinas, tecnologia e na
qualidade da própria terra, além de investimentos em recursos
ambientais e no treinamento do capital humano. Cada vez mais e
preciso capital de giro para introduzir no sistema produtivo os
insumos que viabilizam as inovações para manter-se rentável em
ambientes de crescente tensionamento concorrencial.
(BUAINAIN et al., 2013, p. 110).

O capital financeiro, pela primeira vez na história brasileira, passou a ser o motor
da transformação nesse setor, não é o Estado e cada vez menos são os produtores que
passam a ser peças fundamentais nesse processo. O capital financeiro cada vez mais é o
que determina a lógica de tudo que acontece no setor agropecuário brasileiro.
O financiamento da agricultura está mudando muito, o financiamento privado
está crescendo e cada vez mais ela financia os grandes produtores enquanto que o capital
público/estatal cada vez mais financia produtores de menor porte e particularmente na
Região Sul do país, na Região Centro-Oeste nota-se que o capital privado que começa a
financiar quase que inteiramente o sistema produtivo.
Entre 1981 e 2009 quase que dobrou a valor agregado da produção agrícola por
hora de trabalho, enquanto que o número de trabalhadores diminuiu, desse modo foi
criando um contexto e um ambiente de crescente complexidade na agricultura.
(BUAINAIN et al, 2013).
A história do financiamento rural no Brasil tem início com a criação do Sistema
Nacional de Crédito Rural, criado em 1965, que tinha como objetivo a modernização do
setor desse modo integrando o processo de modernização nacional. (MASSUQUETI e
NETTO 2000, apud NASCIMENTO et al 2007).
Foram criadas as políticas públicas3, para a agricultura nacional, que são ações,
programas e atividades desenvolvidas pelo Estado de forma direta ou indireta, nas quais
podem participar entes públicos ou privados com objetivo de a assegurar determinado
direito de cidadania., de forma difusa ou para um determinado seguimento social, cultural,
étnico ou econômico. Tais políticas são elaboradas principalmente por iniciativas dos
poderes executivo e legislativo, que podem acontecer de forma separada ou conjunta a
partir de demandas e propostas da sociedade nos seus diversos segmentos.4
A Lei Complementar n.º 131 (Lei da Transparência), de 27 de maio de 2009, quanto à
participação da sociedade, assim determina:

“I – Incentivo à participação popular e realização de audiências


públicas, durante os processos de elaboração e discussão dos
planos, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos; II –
liberação ao pleno conhecimento e acompanhamento da
sociedade, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre
a execução orçamentária e financeira, em meios eletrônicos de
acesso público. ” (BRASIL, 2009)

Desse modo a participação popular é garantida e devem ser asseguradas pelos


poderes públicos. Uma política pública poder ser tanto uma Política de Estado - que é
toda política que independe do governo ou do governante e que deve ser realizada pois
está amparada pela constituição - ou uma Política de Governo - que depende da
alternância de poder, pois cada governo tem seus projetos, que por sua vez transformam
em políticas públicas.
Nos anos 80 surgiram novas fontes de financiamento, seu caráter era
eminentemente privado e apesar de a criação dessas novas fontes ter-se dado pela
iniciativa do governo os recursos eram captados no mercado e não no Tesouro Nacional
(NASCIMENTO et al 2007).

3
O conceito de público, hoje em dia, não quer dizer somente gestão governamental, mas, um interesse
público que permeia o Estado e o Governo (primeiro setor), a iniciativa privada (segundo setor) e as
diversas organizações da sociedade civil (terceiro setor).

4
http://www.meioambiente.pr.gov.br/arquivos/File/coea/pncpr/O_que_sao_PoliticasPublicas.pdf
CONCLUSÃO

Atualmente o mundo rural está passando por um grande processo de


transformação, novas tecnologias começaram a surgir, deixando as formas antigas de
trabalho obsoletas e com isso o produtor rural vai se transformando, deixando nada mais
que uma lembrança do que era o trabalho no campo no Brasil. A atividade agrícola é um
sistema de grande complexidade, a agricultor é levado a considerar fatores que levam a
uma rápida mudança em seu perfil.
Uma das consequências que consigo notar é transformação que ocorre no trabalho
rural alterando a identidade do homem do campo. O meio rural está em constante processo
de transformação, Ciampa (1987) fala que a identidade passa por um processo de
metamorfose, ou seja, ela passa por um processo de transformação significativa. Dubar
(2005) diz que a identidade é construída e reconstruída de acordo as relações sociais no
espaço familiar, escolar e de trabalho.

A globalização é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento rural e


ela é uma das grandes responsáveis pelas mutações que ocorrem no mundo trabalho. Tais
mutações no mundo do trabalho ocorreu no meio rural devido aos impactos causados pela
grande modernização do campo durante a década de 1950 e que na década de 1960 ficou
conhecida com Revolução Verde (MATOS, 2010).

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