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Disciplina: Fundamentos de bioquímica

Aula 9: Transdução da sinalização


Apresentação

A transdução de sinal consiste na transferência intercelular ou intracelular de informações, através de uma via sinalizada,
desempenhando importante papel na ativação de funções celulares e na diferenciação e proliferação de células. A
transferência de sinal pode ser mediada por receptores que ativam os segundos mensageiros.

Objetivos

Entender a diferença de receptores e aceptores;

Compreender os tipos de receptores envolvidos nos processos de transdução de sinal;

Discutir sobre o mecanismo de transdução de sinal;

Reconhecer os nucleotídeos e a ligação fosfodiéster;

Aprender sobre a molécula de DNA e RNA;

Discutir sobre os mecanismos de extração de ácidos nucléicosç;

Entender o processo de replicação;

Observar os principais aspectos da mutação e reparo do DNA.


Receptores celulares
Um receptor é uma molécula que reconhece um ligante (agonista) especí co, ou uma família de ligantes, produzindo regulação de
um processo celular como resposta à essa ligação.

 Receptores celulares.

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Quando uma molécula é capaz de realizar sua função  básica sem a interação com um
ligante, é chamada de Aceptor. O ligante então é chamado agonista.

Os receptores se classi cam de acordo com a molécula que reconhecem:

Receptores intracelulares
Localizados no citoplasma ou núcleo celular.
Receptores ligados à membrana
Receptores proteicos que transmitem o sinal através da membrana, ativando segundo mensageiro. Podem se subdividir em
receptores:

1 2

Associados a canais de íons Catalíticos


Modi cam a permeabilidade da membrana à estes. Se comportam como enzimas quando ativados por um ligante
especí co.

Associados à proteína-G
Interação com o ligante mediada por uma proteína associada
a uma molécula de GTP.

Mecanismo de transdução da sinalização


A Transdução de sinal ocorre por receptores ligados à membrana:

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Com canais iônicos 

A ligação de um agonista a canais iônicos resulta em mudança na conformação e na abertura de um canal situado no
interior do receptor, permitindo o uxo de íons a favor de um gradiente de concentração. Isso transduz o sinal químico para
um evento elétrico na membrana plasmática.
Com atividade catalítica 

A ligação de um agonista ao domínio extracelular de receptores catalíticos causa uma modi cação conformacional que
desperta a atividade enzimática do domínio citoplasmático.

Associados com a proteína-G 

Esses receptores  não possuem enzimas ou canais iônicos. Constituídos por sete domínios transmembrana, se associam a
moléculas efetoras por meio da proteína regulatória de ligação ao GTP (proteína-G). Podem haver diversos receptores para
um agonista especí co, cada um com sua farmacologia.

Receptores intracelulares 

Ligantes hidrofóbicos, como alguns hormônios, penetram na membrana plasmática e se ligam a receptores monoméricos
no citoplasma ou no núcleo. As respostas celulares à ativação desses receptores são relativamente lentas, devido à
necessidade de transcrição e tradução.

Genoma

DNA
O DNA é um polímero constituído por quatro tipos de ácidos nucléicos, unidos através de ligações fosfodiéster, formando uma
ta.

Duas tas de DNA se pareiam por pontes de hidrogênio entre as bases nitrogenadas, formando uma dupla hélice, onde as tas de
DNA são dispostas em sentidos opostos (senso e anti-senso).

Citosina Adenina

Guanina Timina
DNA

As informações contidas no DNA são organizadas em unidades funcionais, chamadas genes.


RNA
O RNA é uma molécula intermediária entre o DNA e as proteínas. Disposto em simples ta, esse polímero é composto por
ribonucleotídeos, ligados por ligações fosfodiéster assim como o DNA.

Genoma

DNA
O DNA é um polímero constituído por quatro tipos de ácidos nucléicos, unidos através de ligações fosfodiéster, formando uma
ta.

Duas tas de DNA se pareiam por pontes de hidrogênio entre as bases nitrogenadas, formando uma dupla hélice, onde as tas de
DNA são dispostas em sentidos opostos (senso e anti-senso).

Uracila

RNA

Existem três tipos de RNA:

RNA mensageiro RNA ribossomal RNA transportador


Codi cam proteínas. Parte da estrutura dos ribossomos, Realizam a conexão códon-aminoácido.
catalisam a síntese de proteínas.
Replicação
É o processo de duplicação da molécula de DNA, dando origem a duas novas moléculas com as características da molécula de
origem. Este processo ocorre da seguinte forma:

1 A molécula é desenovelada pela DNA helicase. A DNA topoisomerase atua rompendo e religando as tas
desenoveladas, impedindo a formação de um emaranhado.


2 Uma proteína de ligação ao DNA ta única se liga, protegendo as tas da degeneração até o início da duplicação
do DNA.


3 Usando um fragmento de RNA como iniciador, a DNA polimerase catalisa a incorporação de nucleotídeos.


4 Uma das tas terá polaridade 3'-5' (contínua) enquanto a outra terá polaridade 5'-3' (descontínua).


5 A replicação a partir da ta descontínua gera fragmentos curtos, chamados fragmentos de Okazaki. São
utilizados vários iniciadores, posteriormente removidos por uma RNAse.


6 A DNA polimerase completa a ta de DNA nas lacunas deixadas pelos iniciadores e a DNA ligase une os
fragmentos adjacentes.

Veja o esquema que ilustra o processo de replicação do DNA:


 Replicação do DNA.

Mutação
Mutação é de nida como qualquer alteração permanente no DNA. Podem ocorrer em qualquer célula, desde as germinativas até
as somáticas. Existem as mutações cromossômicas e mutações gênicas.

 Mutação.

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Veja as formas de mutação do DNA:


Mutação por substituição Mutação por deleções e Mutação em sequências
de nucleotídeos inserções promotoras
A substituição de um nucleotídeo pode São causadas pela deleção de um ou Envolvem mutações nas sequências
alterar o código de um códon, mais pares de bases. Quando o número promotoras CAT e TATA box.
ocasionando em uma alteração de de bases envolvidas é múltiplo de 3, a
função proteica. mutação resulta em uma proteína com
adição ou falta de aminoácido.

Mecanismos de reparo do DNA

O DNA está exposto a uma série de agentes físicos e químicos que provocam lesão nessa molécula. Caso não sejam resolvidas
essas lesões podem gerar uma mutação ou até mesmo morte celular.

Os organismos desenvolveram mecanismos capazes de remover lesões para manter a estabilidade do material genético.
Existem mecanismos que revertem a lesão, enquanto outros a removem.

 Mecanismos de reparo do DNA.

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As principais vias de reparo do DNA são:

Reparo por excisão de bases Reparo por excisão de nucleotídeos


Reparo direto Reparo por recombinação

Saiba mais

Para mais informações, leia o texto: Vias de reparo do DNA <galeria/aula9/anexo/a1_doc1.pdf> .

Atividade
1. Explique o que você sabe sobre o câncer de cólon hereditário não-poliposo (HNPCC).

Próxima aula

Genoma e sua expressão.

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