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AO JUIZO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE XXXXXXXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXX, brasileiro, advogado, casado, portador da CI nº


M.XXXXXXXXX SSP/MG, inscrito no CPF/MF sob o nº 1111111111111, residente
e domiciliado nesta (endereço completo), advogando em causa própria, vem
perante Vossa Excelência propor, a presente

AÇÃO MONITÓRIA

em face de
xxxxxxxxxxxxxx, brasileira, empresária, inscrita no CPF/MF sob o nº
111111111111, portadora da Cédula de Identidade nº M-11111111 SSP/MG e

xxxxxxxxxxxx brasileiro, empresário, inscrito no CPF/MF sob o nº 1111111,


portador da Cédula de Identidade nº MG 11111111111, casado com a primeira
requerida, ambos residentes e domiciliados (endereço completo)

pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

I - DOS FATOS

Em virtude de diversas obrigações assumidas com o Autor, a primeira Ré,


emitiu em favor do Autor, dois cheques, cada um no valor de R$ 10.500,00
(cheques SL-000751 e SL-000752), totalizando R$ 21.000,00, valor este que
deveria ter sido pago na data de 18/07/2018. Importante ressaltar que os cheques
foram avalizados pelo segundo Réu, seu esposo, conforme se comprova pelos
registros de conversas eletrônicas em anexo, que inclusive deu em garantia da
dívida, uma motocicleta Placa 1111.
Ocorre que em virtude de supostas desavenças conjugais entre os requeridos,
houve a injustificada sustação dos dois cheques pela Primeira Ré permanecendo
inadimplida a obrigação de pagamento das obrigações até o presente momento,
totalizando, hoje, o crédito atualizado no importe de R$ 21.445,48 (- VINTE E UM
MIL, QUATROCENTOS E QUARENTA E CINCO REAIS E QUARENTA E OITO
CENTAVOS -) nos termos da tabela abaixo:

Data da Índice Correção Valor Juros 1% ao Valor


Valor principal
obrigação Monetária TJMG corrigido mês atualizado

18/07/2018 R$ 10.500,00 1,002500 R$ 10.526,25 R$ 196,49 R$ 10.722,74


18/07/2018 R$ 10.500,00 1,002500 R$ 10.526,25 R$ 196,49 R$ 10.722,74

SOMA TOTAL DO ATUALIZADO R$ 21.445,48

Enfim, em face da existência do débito e a impossibilidade da cobrança


extrajudicial, a fim de recuperar o crédito devido ao Autor e evitar o enriquecimento
ilícito pelos Réus, tornou-se imprescindível o manejo da presente ação, firme nos
argumentos aduzidos a seguir.

II - DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS

Dispõe o artigo 700 do NCPC que:

“Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar,
com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de
exigir do devedor capaz:
I - o pagamento de quantia em dinheiro;
II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel;
III - o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer.”

Considera-se prova escrita, para o fim de utilização da Monitória, o


documento que autorize o Juiz a entender que há direito à cobrança de determinada
quantia representativa de dívida.

Na lição de Nelson Nery Júnior:

"qualquer documento escrito que não se revista das características de


título executivo é hábil para ensejar a ação monitória, como por exemplo:
a) cheque prescrito; b) duplicata sem aceite; c) carta confirmando a
aprovação do valor do orçamento e a execução dos serviços; d) carta
agradecendo ao destinatário empréstimo em dinheiro; e) telegrama; f)
fax." ("Atualidades Sobre o Processo Civil: A Reforma do Código de
Processo Civil Brasileiro de 1994 e de 1995", RT, 1996, p. 228).

Na mesma, linha, no julgamento do Recurso Especial nº 1.025.377/RJ,


Relatora a Ministra NANCY ANDRIGHI, Acórdão publicado no DJe de 04/08/2009,
o Col. Superior Tribunal de Justiça salientou que:

"Uma das características marcantes da ação monitória é o baixo


formalismo predominante na aceitação dos mais pitorescos meios
documentais, inclusive daqueles que seriam naturalmente descartados
em outros procedimentos. O que interessa, na monitória, é a
possibilidade de formação da convicção do julgador a respeito de um
crédito, e não a adequação formal da prova apresentada a um modelo
pré-definido, modelo este muitas vezes adotado mais pela tradição
judiciária do que por exigência legal.".

Destarte, uma vez comprovado os cheques devolvidos pela instituição


financeira sem pagamento, resta evidenciada e indiscutível a possibilidade da
presente ação monitória bem como os requisitos para procedência da mesma.

III - DO PEDIDO

Pelo exposto, provada a obrigação descumprida pelos Réus e comprovada a


legitimidade do Autor para propor a presente ação monitória, requer:

a) A expedição de carta com AR para a citação dos Réus, no endereço


constantes no preâmbulo desta exordial, para que, no prazo de 15 dias
(artigo 701 do NCPC), pague o débito acima, no valor de R$ 21.445,48
(- VINTE E UM MIL, QUATROCENTOS E QUARENTA E CINCO REAIS
E QUARENTA E OITO CENTAVOS -), acrescido de correção monetária,
juros de mora, demais cominações estabelecidas pelo título, honorários
advocatícios e custas judiciais adiantadas pelo Autor neste processo;
b) Não efetuado o pagamento no prazo legal nem oferecidos embargos,
a constituição em título executivo judicial com a conseguinte conversão
do mandado inicial em mandado executivo;

c) Requer provar o alegado através de todos os meios de prova em


direito permitidos, especialmente testemunhal, documental, como pelo
depoimento pessoal da parte Executada, sob pena de confissão, o que
fica tudo desde já requerido, “ad cautelam”, bem como juntada de novos
documentos;

Oportunamente e desde que a citação do Réu seja efetivada, cumpre registrar que
a parte Autora manifesta desinteresse na realização da audiência de conciliação.

Dá à causa para os devidos fins o valor de R$ 21.445,48 (vinte e um mil,


quatrocentos e quarenta e cinco reais e quarenta e oito centavos).

Nesses termos, pede deferimento.


Cidade, 12 de Setembro de 2018.

ADVOGADO
OAB