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ISSN 1519-7182

7 908234 002384

Vem q í o 3o Congresso Nacional Infanto-Juvenil


Evento foz porte do celebração dos 80 onos do CPAD

CONVERSA FRANCA A RAÇA ?


A superintendente da ED em Porto Alegre A Assembléia de Deus em Campos Sales HUMANA: l i j i* ,
ii I ;
(RS), Marlene Alves, conta suas experiências
(PI) investe no amor, na tecnologia e em Origem,
na ED, fala sobre suas viagens missionárias
muita criatividade, contribuindo para Quedo e Redenção
e sobre sua intensa dedicação à vida de
estudos mesmo já na terceira idade, para despertar o interesse dos alunos pela
aperfeiçoar-se na obra de Deus Escola Dominical
CONHEÇA A SÍNTESE
TEO LÓ GICA DE
GO RDO N D. FEE
A CERC A DOS
ENSINOS DE PAULO
SOBRE
JESUS
CBC;
Código: 344089 / formato: 14,5 x 22,5 cm / páginas: 240

PUBLICANDO
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www.cpad.com.br CPAD PRODUZINDO
EXPEDIENTE
Presidente da CGADB
Jo sé Wellington Costa Júnior
Gratidão:
Presidente do Conselho Administrativo
José Wellington Bezerra da Costa
combustível
Diretor-executivo
Ronaldo Rodrigues de Souza
para a
Editor-chefe
Silas Daniel fidelidade
Editora
Gilda Júlio Gilda Julio
Gerente de Publicações
Alexandre Claudino Coelho
Gerente Financeiro
Josafá Franklin Santos Bomfim Estamos chegando ao primeiro trimestre de 2020 e muita coi­
Gerente Comercial sa aconteceu no Brasil, no mundo e em nossas vidas. Quando
Cicero da Silva falamos em termos de nação, podem os dizer que enfrentamos
Gerente de Produção uma das piores recessões da nossa história, a economia brasileira
Jarbas Ramires Silva segue a passos lentos e só neste ano é que há uma possibilidade
Chefe de Arte & Design de recuperar o nível de PIB (Produto Interno Bruto) que tínhamos
Wagner de Almeida em 2014, quando a última crise teve início.
Projeto Gráfico/Designer
Mas, não estou aqui para falar de crises. Quero convidá-ío(a) a
Suzane Barboza
celebrara vida, a salvação. À s vezes, nos pegam os questionando,
Fotos
Lucyano Correia e Shutterstock
reclamando, sempre querendo conquistar além do que temos, e
esquecem os de agradecer o que Deus já nos deu. É tempo de
Tratamento de imagem
Djalma Cardoso sermos mais gratos! A Bíblia diz: "Em tudo, dai graças, porque
esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1Ts
CENTRAL DE VENDAS CPAD
5.18). Na gratidão, você reconhece a soberania de Deus, e ela
2aò 6adas 8h às i8h * Sáb das 8h às i4h
Rio de Janeiro: (21) 3171-2723 nos faz olhar além das circunstâncias.
Demais localidades: 0800-021-7373
Comecemos agradecendo a Deus pelos 80 anos que a CPAD
* Igrejas - ramal 2
* Colportores e seminaristas - ramal 3 comemora neste ano. A Casa é conhecida principalmente como
* Livreiros - ramal 4 "A Editora da Escola Dominical". Ela tem se esmerado em cum­
* Pastores/demais consumidores - ramal 5 prir seu papel na área da educação cristã com zelo e dedica­
■SAC - ramal 6 ção. Minha alegria se estende à revista Ensinador Cristão, que
LIVRARIA VIRTUAL: w w w.cpad.com .br
completa 20 anos e tem sido uma ferramenta de apoio para os
OUVIDORIA: ouvidoria@cpad.com.br
professores que militam no ministério. Eu louvo a Deus p o r fazer
Ano 2 1 - n° 8 1 - jan/fev/m ar de 2 0 2 0 parte desta história, estando à frente desta abençoada revista.
Núm ero avulso: R $ 9 ,95 Na realidade, nossa vida deve ser sempre pautada na Palavra de
A ssin atu ra bianual: R $ 79,00 Deus. Desta maneira, teremos motivos incontáveis para glorificar
Ensinador Cristão - revista evangélica trimestral Seu nome. A irmã Martene Alves que o diga. Ela é superinten­
lançada em novembro de 1999, editada pela Casa
Publicadora das Assembléias de Deus. dentes da ED em Porto Alegre (RS) e tem muitos testemunhos
Correspondência para publicação deve ser lindos para contar sobre suas viagens missionárias e o trabalho
endereçada ao Departamento de Jornalismo. na Escola Dominical, para a qual tem se dedicado intensamente.
As remessas de valor (pagamento de assinatura,
Mais detalhes você confere na entrevista com ela, na página 11.
publicidade etc.) exclusivamente à CPAD. A
direção é responsável perante a Lei por toda Nossa reportagem desta edição destaca a preparação da CPAD
matéria publicada. Perante a igreja, os artigos
assinados são de responsabilidade de seus para o 3o Congresso Nacional Infanto-Juvenil e a preocupação
autores, não representando necessariamente dos educadores que trabalham com crianças em meio a essa so­
a opinião da revista. Assegura-se a publicação, ciedade tão conturbada.
apenas, das colaborações solicitadas. 0 mesmo
princípio vale para anúncios. Estes e outros assuntos você confere na edição deste trimestre.
CASA PUBLICADORA DAS E você poderá observar p o r meio dos conteúdos publicados que
ASSEMBLÉIAS DE DEUS nós temos motivos de sobra para sermos muitíssimos gratos ao
Av. Brasil, 34 .4 0 1 - Bangu Eterno. Que você tenha um ano repleto na presença do Espírito
CEP 218 5 2 -0 0 2 Rio de Janeiro - RJ Santo e Ele possa te ajudar a dar graças p o r tudo.
Fone 2 1 2 4 0 6 - 7 3 7 1 - Fax 2 1 2 4 0 6 - 7 3 7 0
ensinador@cpad.com.br Um abraço!
usem
Sum ário

05 Espaço do Leitor

10 ED em Foco

11 Converso Franco

22 Reportagem
r y .
25 Entrevisto do comentarista

29 Solo de Leitura

30 O Professor Responde

31 Boas Idéias
06 CAPA
Estratégias para manter o 44 Artigo
jovem interessado e assíduo
nas aulas da ED 1 46 Em Evidência

14 ARTIGO
Divulgue as atividades
A Pessoa de Jesus
do departamento de
ensino de sua igreja
18 ARTIGO Entre em contato com

O Incomparável Jesus E N S IN A D O R C R iS T Á O

Avenida Brasil. 34.401


Bangu • Rio de Janeiro • RJ
CEP 21852-002
36 Subsídio Telefone 21 2406-7371
Semanal Fax 212406-7370
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A RAÇA
HUMANA: R ec la m a ç ã o , c rític a e/ou
Origem, Queda s u g e s tã o ? Ligue;
e Redenção 2 Z+0 6 - 7 A 1 6
2406-7418
S E T O R DE A S S I N A T U R A S
Atendimento a todos
os nossos periódicos
Mensageiro da Paz
ManuaL do Obreiro
GeraçãoJC
Ensinador Cristão
Acervo do ED Q u e o Senhor continue inspirando a
A Ensinador Cristão é mais cada um que trabalha nesta estimada
que uma revista. Ela já faz revista. Q u e Ele recom pense a cada
parte do acervo de pesqui­ um, renovando as fo rças e su ste n ­
sa de incontáveis obreiros de Escola tando. E que mais professores sejam
Dominical. Isso porque, ao longo dos alcançados e motivados pelos textos
anos, os conteúd os pub licad os por aqui publicados. Parabéns a todos!
meio dos artigos, reportagens, entre­ Roberta Alves,
vistas, dinâmicas e subsídios das Lições Rio de Janeiro (RJ)
Bíblicas tornaram-se fundamentais para Por E-mail
o aprimoramento de superintenden­
tes, professores, secretários; enfim, Dinâmica para
de todos que trabalham na área do crianças
ensino cristão. Sou professora do Depar­
Q u e o Espírito Santo continue inspi­ tamento Infantil da minha
rando a cada um que faz essa revista! igreja e coleciono exemplares da revista
Andréa Saltes - Rio de Janeiro Ensinador Cristão. Uso a revista como
Por e-mail material de auxílio para preparar mi­
nhas aulas. Minha base de apoio são
Tempo de crescer as D inâm icas. G o staria de ver mais
A Revista Ensinador Cristão artigos relacionados ao Departamento
é um manual de vida prática de crianças. Cada conteúdo divulgado
que proporciona um profí­ pela Ensinador colabora com o pro­
cuo crescim ento. Ela corrobora com fessor na sua área específica. Deus
ferram entas didáticas para o ensino a b e n ço e ricam ente a eq u ip e d este
do Povo de Deus. Fico radiante com valioso veículo de com unicação!
a seriedade com a qual a revista trata Ana Paulo Gurgel ((MG)
os assu n to s. C o m m uita cau te la e Por email
eficiência, preocupa-se em transmitir
a verdade da Palavra de Deus. Sem ­ Prezada Ana
pre em uma linguagem que traz mais Paula, a Paz!
conhecimento e ajuda a mantermos o A revista Ensinador Cristão
padrão das Escrituras Sagradas. Esse procura atender a todas as
manual é sem dúvida um compêndio de faixas etárias em suas publicações. A
doutrinas bíblicas que alimenta a nossa CPA D valoriza o com prom isso com a
vida e, à medida que a lemos, não te­ qualidade do ensino cristão e a tarefa
mos vontade de parar de ler, pois traz de cooperar o máximo possível com
CO M U N IQ U E-SE COM A alegria constante. Eu admiro escritores as igrejas no país. Ficarem os atentos
ENSINADOR CRISTÃO que ao escreverem conseguem tocar à sua solicitação.
a alma do leitor de maneira que sua Obrigada pela cooperação.
Por carta: Av. Brasil, 34.401 - Bangu
vida se transforma, ou seja, acontece Deus abençoe!
21852-002 - Rio de Janeiro/RJ
Por fax: 21 2406-7370 a m etam orfose, uma real m udança.
Por email: ensinador@cpad.com.br A melhor transformação é quando o Recantos do país
indivíduo consegue mudar seu modo É uma satisfação ter a re­
de pensar. C o n seq u en tem en te, seu vista E n sin a d o r C ristã o .
E n tre em c o n ta to com o
re visto E n s in a d o r C ris tã o com portam ento será diferente (Rm Ela tem ch e g a d o aos in­

S u o o p in iã o é 12. 1- 2). teriores de nosso país. Foi no interior


im p o rta n te p a ra nós! Ev. Roberto Santos (membro - de Pernambuco que adquiri a minha
ensinadord^cpad.com.br AD em Lins de Vasconcelos (RJ) primeira revista, ocasião em que um
Por email artigo muito me cham ou a atenção.
Devido às limitações de espaço, as Fiz uma citação do m esm o em minha
Nova Roupagem monografia. A revista continua sendo

©
cartas serão selecionadas e transcritas
na íntegra ou em trechos considerados A revista Ensinador estpa um veículo de comunicação importante
mais significativos. Serão publicadas com nova roupagem, mas na divulgação da ED . A igreja é um
as corresp o n d ên cias assinadas e com a mesma qualidade. Quero para­ órgão socializador e a ED é de suma
que contenham nome e endereço benizar a equipe pelo em penho que importância para o aprendizado nos
completos e legíveis. No caso de uso demonstra através das matérias. Quero dias atuais. Parabéns a toda equipe
de fax ou e-mail, só serão publicadas agradecer pelo zelo em trazer assuntos pela dedicação.
as cartas que informarem também a atuais e relevantes para todos os que Inês Moura- Rio de Janeiro
cidade e o Estado onde o leitor reside. prezam e am am a e d u ca çã o cristã. Por e-mail
sa m i
Estratégias
ara m anter o
ovem
interessado
e assíduo nas
auias a ED
miiM »

O co n tin g e n te jo vem do Brasil u ltrap assa 34


m ilhões de p e sso a s entre 15 a 24 anos de idade
(IBGE/2010). O s dados apontam para relevância da
temática e o tamanho do desafio das Assembléias de
Deus para com os jovens na Igreja. Em termos gerais,
a conceituação de juventude refere-se à fase de vida
situada entre a infância e a idade adulta. Portanto, um
período com características peculiares de profundas
transformações de ordem biológica, social, psicológica,
moral e espiritual. Trata-se de uma etapa em que o
indivíduo busca afirmação da identidade e a consoli­
dação do caráter. As escolhas realizadas nesse estágio
implicarão no futuro, tanto como fator de crescimento
ou limitação da vida adulta. Ciente desta realidade, a
Escola Dominical deve envidar esforços e se apresentar
| como segmento de educação norteador na formação
cristã de nossa juventude. Para alcançar tal objetivo
é necessário desenvolver estratégias para manter o
jovem interessado e assíduo nas aulas da ED . Nesse
artigo, apresentam os três princípios elem entares de
com provada eficácia:
incom pletos. Esta classificação deixa subentendido
que a juventude com eça depois de com pletados os
18 anos, sendo esse o indicador adotado pelo currí­
culo da Casa Publicadora das A ssem bléias de Deus
(CPAD). Contudo, não tem os uma definição exata,
em term os etários, que esclareça em que momento
se encerra o período da adolescência para dar início
à juventude. O consenso é de que a juventude se
inicia na adolescência e avança gradativam ente até
a idade adulta. Durante esse processo não existem
garantias que todos alcançarão a maturidade e nem
tam pouco a suposta idade em que isso acontecerá.
Afinal, as teorias são subjetivas e a socialização hu­
mana acontece de m odo diverso. A relevância do
entendim ento desta com plexidad e está em alertar
o professor para não ficar refém de co nceitos e s­
tereotipados, e sim, tratar com esm erada atenção
e re sp eito os lim ites in d ivid uais e a cad ê n cia de
aprendizado de cada um de seus alunos.
C ontextualizar as tem áticas em sua totalidade.
' s Em bora, com o afirm ado acima, não se deve rotular
W m Èí e nem form atar o m odo com o o jo vem se d e se n ­
volve, sabem os que a juventude não aprende como
aprendem os adultos. Em vista disso, contextualizar
as tem áticas abordadas em sala de aula se constitui
em agente de m otivação para o aprendizado entre
os jovens. Contextualizar significa pôr no contexto,
ou seja, analisar os fatos dentro do tem po e espaço
em que aconteceram e ao mesmo tem po aplicá-los
à realidade atual. O s alunos são desestim ulados e
Reconhecer a com plexidad e da faixa etária. O s perdem o interesse quando o professor limita sua
term os s^ lolescência e ju ven tu d e, por vezes, são aula aos aspectos históricos e doutrinários. Portanto,
usados no Brasil com o se fossem sinô n im o s. Em para m anter uma turm a interessada requer-se do
consequência, suas sem elhanças e diferenças nem professor dom ínio do tem a e aplicação atualizada
sempre são esclarecidas. Para mostrar a complexidade da lição m inistrada.
da questão usaremos os parâmetros da Organização O professor precisa estar ciente que seus alunos
Mundial de Saúde (OMS), onde a adolescência é vista vivem um período de transição entre a dependência
com o um processo biológico de desenvolvim ento e a m aturidade, cercados de dúvidas, incertezas e
cognitivo e estruturação da personalid ade que se esperanças, som adas a necessidade de realizar-se
divide em pré-adolescência (10 aos 14 anos) e de pessoal, espiritual e profissionalmente. Por isso, torna-
adolescência propriam ente dita (15 a 19 anos). E, a -se im perioso apresentar aos alunos questões reais
ju ven tu d e é identificada com o uma categoria so ­ e desafiadoras para que possam buscar soluções.
ciológica em processo de preparação para assum ir O s debates acerca da aplicação do texto bíblico a
o papel de adulto no plano fam iliar e profissional, realidade pessoal e coletiva são ótim as form as de
com preendendo a idade dos 15 aos 24 anos (OM S/ m anter os alunos interessados e afastar o enfado e
O PS, 1985). Percebe-se pela análise do recorte etário o desânim o. G rande parcela da juventude sente-se
que a categ orização da idade que com preende o bem em expor suas opiniões e pontos de vista sobre
período da adolescência se sobrepõe e se confunde assuntos que retratam o seu dia-a-dia. Ao fazer uso
com o da juventude. desta e straté g ia, o professor co n seg u e trab alhar
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente o conteúdo da lição, estim ular a participação, d e ­
(ECA) estabelece adolescência entre os 12 e 18 anos senvolvera com preensão das verdades e princípios

ENSINADOR Cristão 7
b íb lico s, e ain d a, m anter os aluno s m o tivad o s a exem plo a ser seg uido . Sua atividade ped agóg ica
retornarem para a próxima aula. não pode ser balizada apenas pelo uso form al de
té cn ica s e m étodos e d u cacio n ais, mas d eve pro ­
porcionar um clim a aco lhed o r e d esco n traíd o no
Ratificamos que a ação do professor no espaço de
âm bito da sala de aula. Por e xe m p lo , alternar os
sala de aula é fundamental para conquistar a atenção
m om entos de se rie d a d e e d esco n tração e o em ­
dos alunos, manter a frequência e assiduidade do jovem
prego do bom hum or tornam -se boas táticas para
na ED. Nesta tarefa, a escolha das práticas pedagógicas
despertar o interesse da turma. Estim ular a solução
tem papel preponderante, pois elas abrangem todo o de p ro p o siçõ e s d ifíce is e a ativid ad e e xtraclasse
processo ensino-aprendizagem. Como a faixa-etária da instiga a p esq u isa de novas fo n tes e m antém os
classe jovem é complexa, as ações pedagógicas precisam alunos m otivados. N esse sentido, com o ensina as
ser dinâmicas a fim de promover o desenvolvimento dos Escrituras, o professor d ed icad o é com parado ao
alunos respeitadas as suas características individuais. servo útil que faz além do previsto (Lc. 17.10), isto
No ambiente da ED o grupo de jovens é heterogêneo é, não restringe sua atuação as paredes da sala de
e o desafio com preende questões culturais, grau de aula. Sua prática p ed ag ó g ica o leva a visitar seus
instrução, classe social, estrutura familiar, maturidade alunos, a m anter contato e ajudá-los na superação
espiritual dentre outros fatores. Portanto, o entusiasmo, de seus conflitos e m azelas. Esta postura faz toda
o amor pelo conteúdo ministrado, o empenho e a forma a d ife re n ça . M uito m ais do que tá tic a s e te o ria s
de dar aula passam a ser o primeiro ponto de contato p e d ag ó g icas, a m elhor form a de atrair e m anter o
entre professor e aluno. interesse de qualquer aluno deve, necessariam ente,
No m ag istério cristão , o p ro fe sso r para além passar pela atitude altruísta e o bom exem plo do
do pap el de m e d ia d o r d eve se rvir de m o d elo e professor.

8 ENSINADOR Cristão
Portanto, o
entusiasmo, o amor
pelo conteúdo
ministrado, o
empenho e o formo
de dor aula possam o
ser o primeiro ponto
de contato entre
professor e aluno.

Considerações Finais
Reafirm am os que o incentivo é fator
determ inante para o sucesso do aprendi­
zado. Esta assertiva é com provada pelo
Program a Internacional de A valiação de
Alunos (Pisa). Respeitar a complexidade da
faixa etária e a individualidade, usar meto­
dologias que tornam o aluno participante
e não m ero o b servad o r e a com binação Douglas Roberto de
ad eq u ad a de p ráticas p e d a g ó g ica s que Alm eida Baptista.
■&m . _ i •
Líder da Assembléia
instigam o ap ren d izad o são e stra té g ia s
de Deus de Missão do
fun dam entais com fo rte im pacto no d e ­ Distrito Federal e do i
sem penho escolar dos alunos. Conselho de Educação j
A monotonia desmotiva o público jovem e Cultura da CGADB. í
que tem acesso em tempo real às múltiplas Graduado emteologia]
ferram entas da tecnologia da informação. filosofia, sociologia j
e pedagogia1
Dessa forma, as aulas na ED precisam ser
\Especialista em|
interessantes, cativantes e surpreendentes. 1 Docência do Ensino |
Lembre-se a motivação ou a falta dela é a ^Superior. Mestre em
reação do aluno mercê da atuação de seu : Ciências das Religiões
professor. Por conseguinte, "se o ministério é e Mestre e Doutor em
Teologia Sistemática
ensinar, haja dedicação ao ensino" (Rm 12.7).
Comentarista das
il III'! '.liW W IW W W W W W W i

Lições Bíblicas CPAD.

ENSINADOR Cristõo 9
Criatividade atrai alunos
para ED em Campos Sales
| A Assembléia de Deus Campos uma sala única, não havendo o ensino desempenhos. Na primeira lição de
1 Sales (CE), presidida pelo pastor Fran- específico para crianças e jovens. cada trimestre, é realizado um grande
cisco Ferreira Henrique, reconhece Hoje, dois anos depois, ela possui café da manhã, onde é apresentado
o a im portância de ter os membros mais de 130 alunos matriculados. um relatório à igreja com os avanços
envolvidos com a Escola Dominical "Acredito que a maior dificuldade e conquistas do trimestre anterior.
e, nos últimos anos, tem realizado na época foi conscientizar a todos da Na ocasião, são entregues medalhas
estratégias como forma de captar importância de crescer não só na gra­ para os alunos e professores que
novos alunos. ça, mas também no conhecimento" mais se destacaram no trim estre,
A equipe responsável pela edu­ A partir daí, o trabalho foi iniciado, nas seguintes categorias; "Aluno
cação cristã da igreja é composta por e a taxa média de assiduidade dos e Aluna ED " (cada classe tem um
dois superintendentes, uma secretária alunos, chegou a 72% .. ganhador e o critério é apenas o
administrativa, uma financeira, um Dos oito professores, cinco pos­ número de presenças), "Família ED"
secretário de infraestrutura e oito suem formação superior. Diogo e sua (premia a família com maior número
professores, que atendem às quatro esposa, a também superintenden­ de presenças), "Destaque ED" (alunos
classes. Recentemente, foi implantada te, líder do departam ento infantil recém-matriculados e que obtiveram
a ED em duas congregações peque­ e professora do maternal, Priscila mais de 9 presenças no trimestre),
nas, localizadas na zona rural, onde Moura Ribeiro, são graduados em "Professor ED " (professores com o
funcionam ainda em salas únicas. Teologia e participam de diversos maior número de presenças) e, por
O superintendente da ED, Diogo cursos e congressos voltados à área fim, "C lasse ED " (premia a classe
Ribeiro, conta que, ao chegar com da educação cristã com a finalidade com maior média de presentes em
sua esposa em Cam pos Sales em de repassar todo o conhecimento relação ao número de matriculados.
janeiro de 2018, encontraram uma aos demais professores. Outra estratégia adotada é per­
ED que sobrevivia com pouco mais "Na nossa região, não dispomos mitir que os alunos fiquem com os
de dez alunos. Todos adultos e em de cursos de capacitação. Por essa celulares ligados e em suas mãos
razão, eu mesmo organizo os cursos na sala, como uma forma de "ter­
de capacitação e ministro entre nos­ mômetro" de retenção da atenção.
sos professores, e a outras igrejas", Caso o aluno prefira usar o aparelho
conta Diogo. a assistir a aula, o professor entende
A ED em Campos Sales teve um que precisa se esforçar ainda mais
crescimento qu elevou à ampliação para conquistar a atenção dele.
do espaço de uma sala para quatro O desenvolvimento das classes é
salas de aula, e a im plantação de elogiado e notado por toda equipe
ED em congregações carentes da de professores, que consideram ,
O departamento infantil faz parte do crescimento
da Escola Dominical na AD em Campos Sales zona rural e de difícil acesso. Isso é como as palavras de ordem da ED,
resultado do esforço da liderança em o amor, a criatividade e a inovação.
fazer com que o aluno veja algo de "Todas as nossas classes se desta­
diferente na ED, algo que cative sua cam em uma questão: os adultos pelo
atenção, que o estimule a levantar volume de matriculados, que são 50%
da cama e ir até a igreja todos os de toda a ED; os jovens, pela elevada
domingos pela manhã,. A ED é mais taxa de assiduidade, algo próximo a
atrativa do que qualquer tipo de lazer 90%; e as classes de Maternal e Ju ­
ou recreação no domingo. niores pelas suas atividades criativas e
A liderança tem se dedicado à lúdicas, bem como suas apresentações
Os jovens deixam sua marca na Escola Dominical
criação de estratégias que premiam das lições diante das outras salas", se
e se destacam pela taxa elevada de assiduidade,
algo próximo a 90%. os alunos de acordo com os seus orgulha o superintendente.

10 ENSINADOR Cristão
Conversa Franca
Na dependência
total do Senhor
Natural de Charqueada de Santa Tereza, interior de Bagé (RS), Mar-
lene Alves entrou pela primeira vez numa Assembléia de Deus aos
5 anos de idade, levada pela mãe Cezária Gonçalves. A região
onde moravam foi alcançada pelos esforços evangelísticos
dos m issionários noruegueses Nils e Mary Taranger.
Desde então, a menina não só passou a frequentar,
mas a desenvolver seus talentos nos departamentos
da igreja. "A família de minha mãe converteu-se ao
Senhor, mas ela permaneceu impassível. Foram 50
anos de intercessão. Finalmente, aos 84 anos, ela
decidiu-se por Jesus. Aos 88, minha mãe faleceu",
lembra M arlene. A conversão do pai aconteceu
no leito de morte: acompanhado por um cristão,
João Portugal Machado recebeu o Senhor e partiu.
Batizada no Espírito Santo aos 14 anos, sua
jornada na obra de Deus incluiu a atuação como
professora de ED, secretária, tesoureira e evangelista
em presídios. Aos 15 anos, contraiu tuberculose e foi
d esenganada pelos m édicos. N aquele m om ento, a
adolescente estava concluindo o curso normal a fim de
ingressar na carreira de magistério, quando ficou doente e
corria risco de morte. A estudante adorava o Senhor, quando
Este lhe mostrou dois pulmões sadios. Logo depois, estava boa.
"Foi Deus quem me curou dessa enferm idade", assevera Marlene.
Marlene recorda que, ao longo de sua jornada na Seara do Mestre, ela
atuou como missionária em Guiné Bissau, Cabo Verde e Senegal. Hoje, aos
73 anos, milita na superintendência da Escola Dominical da Assem bléia
de Deus em Porto Alegre (RS). Viúva do missionário Antônio Peres Alves,
ela ainda reserva tem po para os três filhos, sete netos e duas bisnetas.

irma nasceu em lar evanaelico

Meus pais não eram evangélicos, mas criam em Deus com muita
reverência e até, posso dizer, com temor. Nasci no interior da cidade de
Bagé (RS), em um lugar cham ado Charqueada de Santa Tereza, onde o
Evangelho entrou pelos missionários Nils e Mary Taranger. Toda a família
da minha m ãe converteu-se, porém minha mãe, não. No entanto, foi
ela quem me levou ao primeiro culto. Eu tinha 5 anos de idade. Algo
curioso aconteceu: minha mãe deixou-me na Igreja. Com ecei a frequen­
tar a Escola Dominical, sendo a minha primeira professora a missionária
Mary Taranger. Graças a Deus, perm aneço na Casa do Senhor até hoje.

ENSINADOR Cristão 11
Qual q importância da pedagógicos. Falta tam bém , para Jesus (Mc 16.15). Uma observação:
e m iê b s ê í ar aa muitos, a visão correta de que o en­ na Á frica, em certo s p aíses, não
sino fundamenta-se em princípios há d e sre sp e ito em usar o nom e
A Escola Dom inical é de suma im utáveis, gerando um processo "m ulher". Na Bíblia, tem os o caso
im p o rtân cia para a m inha vid a , ,e deste um sistema com objetivos de Jo ã o 2.4.
porque, olhando exem plos bíbli­ claros e determ inantes. Por outro
cos, constato que somente através lado, entendo que muitos ensinam
do ensino correto, fundam entado sem a visão do hom em integral:
em princípios im utáveis bíblicos, criança, adolescente, jovem, adulto
terem os verdadeiros avivamentos, e idoso. Além disso, falta em alguns WBê MSBèSBBM
como aprendemos com o rei Josa- lugares um conhecim ento bíblico Ao Senhor toda a glória. Sem ­
fá, em 2 Crônicas 17; e o rei Josias, profundo e tam bém da visão clara pre gostei de aprender; portanto,
em 2 R eis 22 e 23. A lé m d isso , da so cie d a d e atual em tod as as de ler. Éram os muito pobres, mas
tam b ém a cre d ito q ue so m e n te áreas, seja a social, a filosófica, a minha mãe presenteava-m e com
um ensino de qualidade formará educacional etc. E não pode faltar livros de histórias. Na escola nor­
cidadãos capazes de serem úteis a d e p e n d ê n cia total do Espírito mal, ganhei uma bolsa de estudo
ao país. Santo (Jo 14.26). in te g ra l. C a s e i- m e c e d o , m as,

8 1 B E H E E *B S E E a com o já trabalhava, pagava meus


ministrar na Escola experiencio marcante com cursos superiores e até hoje sigo
Deus em uma de su asj^ B estudando. Recentem ente fiz um
vioaens missionárias■ ! » curso de Arqueologia Bíblica pelo
Considero, em prim eiro lugar, Instituto Moriah em parceria com a
Pela bondade do Senhor Jesus
um g rand e p re se n te de D eus o Universidade de Israel. Ainda, se o
Cristo, tenho presenciado muitos
ministrar a Palavra tanto no Brasil Senhor permitir, farei outros cursos.
m ila g re s, s a lv a ç ã o , lib e rta ç ã o ,
como no exterior. Porém, precisa­ cura divina etc. Mas, com o tenho muma • iz m M W úw
mos de uma visão correta sobre que escolher, relatarei um que, eu e levou por um caminho
cultura para não querer tirar o que diria, pela graça de D eu s, valeu ue t n ^ n
é bom na cultura e implantar aspec­ muito ter passado naquele lugar. R e a lm e n te , não ach o q ue a
tos não bíblicos. Também necessi­ Estávam os trabalhando no lindo e minha form ação tenha levado-me
tam os de conhecer o sacerdócio abençoad o país de C a b o Verde. por tantos caminhos que eu jamais
ao qual p erten cem o s, conform e Em um sábado, dividíamo-nos em im aginei. Mas o Senhor, sim, tem
1 Pedro 2.9, pois o nosso dever é equipes para o trabalho de evan- me levado por tan to s lugares e
ensinar sobre Cristo e anunciar a gelism o. Em um culto ao ar livre, p a íse s q ue eu nunca p e n se i. E
todos as Suas virtudes, porque Ele após a m ensagem , no m om ento em cada lugar, rendo g raças ao
nos chamou das trevas para a Sua do convite, um senhor por nome A ltíssim o , porque não posso e s­
maravilhosa luz. Portanto, ministrar Jo ã o dirigiu-se à fren te, falando quecer das dificuldades financeiras
no B rasil ou no e x te rio r é uma na língua crio u lo , d ize n d o : "E u que minha família enfrentava e de
e xp e riê n cia m aravilho sa, d e sd e quero o Je s u s da m u lh e r". Não outros problemas. E o Senhor tem
que a Palavra seja ensinada com interessava quem eu era, mas era me agraciado de tal forma que só
conhecim ento e graça, conform e, algo falad o com a alm a. Refrisei me resta render-lhe louvores por
2 Pedro 3.18, a fim de que em tudo o co n vite . Ele insistia com m ais tudo. Inclusive, por esta entrevista.
Je su s seja glorificado. força que queria o meu Je su s (era
J que o senhora acha que a prim eira vez que ouvia falar de
alta na Éscoía Dominlcotl^ Jesu s). O rei com ele. Je su s curou inculado a alguma igre,
Jo ferosil poro motivar a | i sua esposa e filhos e outras pesso­
requència dos jovens n asl as. Aleluia! Mas, no próximo culto, M eu tra b a lh o nos p re síd io s
SSSSi quando voltamos lá, o Senhor Jesus se m p re foi v in c u la d o à Ig re ja .
Em muitas Igrejas, faltam espa­ havia levado o irmão Jo ã o para o Em C a b o Verde, o Senhor Je su s
ços físicos adequados, como salas C é u . É para m e d itar: uma única proporcionou-m e trabalhar junto
ap ro p riad as para o uso de data o p o rtu n id a d e ... Q u e e ste jam o s com a senhora Madalena, secretária
show, m apas e outros m ateriais dispostos a o b e d e ce rão "Ide" de de ação so cial do país, abrindo

12 ENSINADOR Cristão
m uitas p o rta s de e va n g e lism o ,
inclusive no presídio.
No detalham ento de suas fun­
ç õ e s , vim o s q u e fe z tra b a lh o s
e v a n g e lístic o s em m an icô m ios.
Como surgiu esse desejo? Quando
o Espírito Santo conscientizou-me
Quando o Espírito Santo
de minha cham ada m issionária, o
meu co ração foi inundando por
conscientizou-me de minha
uma responsabilidade e um amor chamada missionária, o meu
p elas alm as, e isso m oveu-m e a
trabalhar até em manicômio, sendo coração foi inundando por uma
um tra b a lh o m uito g ra tifican te ,
pois o Senhor faz coisas tão lindas
responsabilidade e um amor pelas
que jamais pensamos que possam
acontecer.
almas, e isso moveu-me a
m QiQum momento m trabalhar até em manicômio
E ensou em parar pela
em alqum sonho
ue ainda nao foi posto
tt
Parar? C o m o d esejo sem p re
ouvir o Espírito Santo, não quero
fa ze r o que Ele não quiser, mas
estou disposta a continuar. Sonhos?
F a z e r um cu rso de A ra m a ic o e
c o n tin u a r e s c re v e n d o o q u e o
Senhor Je su s determinar.

anos, esta ativa na

az parte da equipe de
superintendente da

eixe uma mensagem


Eara o professor que esta
BE&BEBB
A o s p ro fe s s o re s q u e e stã o
com eçando, é preciso ter certeza
da chamada e da vocação, e fazer
o que o apóstolo Paulo aconselhou
em Romanos 12.7: "Se é ministério,
seja em ministrar; se é ensinar, haja
d e d icação ao e n sin o ". A p ro v e i­
tan d o, quero ag rad e ce r por tão
honrosa o p ortunid ad e e d esejar
as bênçãos do Senhor Jesus sobre
todos. Deixo Salm os 122.

ENSINADOR Cristão 13
1

m
S s llilf
O Incomparável Jesus
Vivem os tem pos de uma prolongada crise, um O resumo deste estado-de-coisas é que as pessoas
m om ento em que os valores tradicionais têm sido vêm às igrejas, mas não tem comunhão (encontramos
diluídos em meio a um emaranhado cultural cada vez igrejas-shoppings lotadas de pessoas, no entanto cada
mais cético, humanista e pragmático. A sede e fome uma destas está solitária em seu próprio mundo de
de Deus tem sido ludibriada por um empanturramento ambições, desejos e ganância); os frequentadores de
de futilidades (as igrejas arquitetonicamente parecem cultos cantam e tocam músicas religiosas, porém estão
cada vez mais shoppings, e os shoppings ganham um bem distantes de qualquer adoração (As igrejas-shop­
ar de pureza e paz religiosa), um assoberbamento de pings investem muito em uma sofisticada engenharia
tarefas a cum prir (a adoração genuína e generosa sonora, porém o interesse parece mais em manipular as
é trocada pelo ativismo religioso que se caracteriza emoções das pessoas do que levá-las a uma comunhão
pela com petitividade doentia e arrogância vazia), e genuína com o salvador); os carros e roupas dessas
uma falsa sensação de com panhia em virtude das pessoas trazem slogans ou frases religiosas, todavia,
múltiplas conexões digitais (são inúmeros aplicativos seus corações e caráteres manifestam a decadência
de relacionamentos, alto desenvolvimento tecnológico de quem nem sabe de fato quem Jesus é.
associado às empresas de comunicação, porém, nunca Nasce assim um perigoso e monstruoso construto
as pessoas estiveram tanto tempo solitárias e isoladas, social deste tem po: um Cristianism o sem Cristo.
mesmo quando estão na mesma mesa para refeições). Por fim, um dado extrem am ente preocupante
E s ta b e le c e - s e a ss im , um a p e rig o s a ilu sã o , que caracteriza de m odo e m b lem ático toda essa
desenvolve-se um Cristianism o difuso. celeum a religiosa de nosso tem po, é que entre os
Para algum as pesso as a sim p les id entificação jovens tanto cresce o número de ateus como o de
com uma d e te rm in a d a c o m u n id a d e re lig io sa já p articip antes de igrejas-shoppings que anunciam
lhes concedería o direito de se autodefinirem como um evangelho-fake. Desta maneira, se nada for feito
cristãs. Esses indivíduos não conseguem discernir a para m udar essa situ ação alarm an te, em p o u cas
diferença entre seg uidor (aquele que em preend e gerações enfrentarem os no Brasil um colapso sem
longas jornadas em busca de interesses pessoais) e precedentes, com um esvaziam ento das igrejas que
discípulo (aquele que está disposto a moldar-se de se com prom etem em apresentar o Evangelho com
acordo com o caráter de Jesus); essa m ultidão não seriedade, bem como um efeito social danoso - em
é capaz de diferenciar o frequentador (aquele que virtude do esfacelam ento de princípios ético-morais
se declara "evang élico nom inal", cuja participação diretam ente associados à vida cristã autêntica.
sem anal nos cultos tem muito mais uma finalidade Sensível a esta situação a CPA D resolveu apre­
de "desencargo de consciência" do que de serviço sen tar à co m u n id ad e jo vem das A sse m b lé ia s de
e adoração) e a testem unha (aquele que se identi­ Deus no Brasil uma Lição Bblica concentrada exclu­
fica tão rad icalm ente com C risto que é capaz, se sivam ente num debate sobre a pessoa bendita de
necessário, de morrer por seu Mestre). Je su s de N azaré. Serão treze lições nas quais nos
Fab rica-se uma su bcultu ra p seu d o e va n g é lica debruçarem os sobre os mais variados aspectos da
com o intuito de produzir nos cristãos nominais uma vida, ministério e natureza do Salvador do mundo.
ilusória sensação de pertença. Daí nasce um dialeto Pensar sobre Je su s , ap rend er sobre a vida do
próprio - o "evangeliquês" - com gírias e expressões M estre, e de m odo especial refletir sobre a m ara­
inteligíveis apenas para os participantes do gueto vilhosa obra da salvação que ele estab eleceu em
social; patrocina-se uma moda gospel que, aliada a nosso favor, é uma exigência de nosso tem po, assim
uma produção artística gospel, gera mais rendimentos com o um e xe rcício de co m p ro m etim ento com o
financeiros do que qualquer bem -estar espiritual. futuro saudável da Igreja.

ENSINADOR Cristão 15
p f - r r i

:
liH M m

O Evangelho necessita retornar às suas raízes no Pedro, tanto para apresentar a ignorância popular
Brasil, e não há nada mais fundamental no Cristianismo quanto para re ssaltar o nível da re velação que já
que a compreensão plena de quem é nosso Salvador, tinha alcança dos apó sto lo s, é algo m arcante nas
pois é através dele que temos acesso ao máximo daquilo páginas do Evangelho.
que se pode compreender da divindade. Dito de outra Je s u s não p o d e ser co nfun dido com nada ou
forma, Jesus - através de sua vida e ensinamentos - é o ninguém ; o R edentor não é um mero agitad or de
próprio mapa do céu; conhecer o Mestre - em virtude multidões, muito menos um simples sábio do Oriente,
de seu amor com que muito nos ama - é a única razão ele é o ungido de Deus para promoção da salvação
pela qual faz sentido enfrentar todos os desafios da das m ultid õ es que m orreram na e xp e cta tiva das
jornada terrena para chegar no céu. promessas e daqueles que, ainda não tendo o visto,
O próprio Redentor preocupou-se em fazer co­ creem em suas palavras de vida eterna.
nhecido e compreendido enquanto viveu conosco; o De que modo o destino da Juventud e brasileira
nascim ento humilde, a vida comum em Cafarnaum , poderá ser transform ado? Dados recentes de pes­
a participação em inúm eros eventos sociais (como quisas sobre crimes violentos no Brasil apontam que
alm oços, jan tare s, casam en to s etc.) são algum as mais de 50% das pessoas que são assassinadas em
provas inquestionáveis de que Je su s queria que as nosso país tem entre 15 e 29 anos - isto significa
pessoas com preendessem quem ele era. Já o uso um verdadeiro genocídio da população jovem . Se
de m etáforas e parábolas para transm issão de sua refletirm os bem , a estratégia do im pério das trevas
m ensagem eterna são m anifestações não só da sa­ aplicada no Brasil hoje assemelha-se aquela adotada
bedoria divina, mas tam bém da com paixão celestial pelas nações que dom inavam o povo de Deus no
para conosco seus filhos. passado - opressão dos mais frágeis, escravização
Enquanto rodeado de pessoas hum ildes e sim ­ dos sobreviventes e m assacre dos mais jovens.
ples socialm ente, Je su s anunciava o Reino de Deus É urgente que a Igreja brasileira volte seu olhar
falando de sementes, pescarias, fermento para bolos; para a população jovem, evangelização, discipulado,
já quando estava na presença de fariseus, sacerd o­ formação e capacitação ministeriais são deveres que
tes ou autoridades civis, o Cristo discursava com a a com unidade dos que servem ao Cristo ressuscita­
Thiago BraziL, Líder
oratória de quem transbordava sabedoria. do precisa ter com todos; e em tem pos de crise, a
da AD em Parque
Buenos Aires, O problem a relativo ao entendim ento de quem prioridade precisa ser concedida àqueles que estão
Ministério Templo era Je su s foi uma questão tão cara ao M estre que mais vulneráveis e frágeis.
Centrai, em Fortaleza ele próprio em determ inado m om ento questionou Nenhum a igreja local não precisa ser um shop­
(CE), comentarista ping, uma boate ou um circo para que a juventude
os seus am igos - aqueles que ele escolheu sep ara­
das Lições Bíblicas
dam ente para uma obra específica - sobre o que a interesse-se em estar lá, basta que cada comunidade
de Jovens, doutor em
Filosofia, professor população em geral e eles mesmos entendiam sobre cumpra sua natureza missional e comprometa-se em
efetivo da UECE a pessoa do Salvador. A sinceridade da resposta de alcançar os carentes de salvação.

16 ENSINADOR Cristão
Exemplo de Mestre
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A. J. Gordon %|v':

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Gordon College,
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dos mois influentes i 4
pastores de suo
geração
A d o n ira m Ju d s o n G o rd o n (1836-1895), m ais tuais e evangelísticas de sua época nos EUA. Aliás, A
conhecido com o A. J . Gordon, recebeu esse nome G ordon era muito am igo do m aior evangelista do
de seus pais em hom enagem ao m issionário A d o ­ século 19, o célebre Dwight Lyman Moody, tendo,
niram Ju d so n (1788-1850), o prim eiro e van g é lico inclusive, participado de suas cam panhas evangelís­
norte-am ericano enviado à Birmânia e que traduziu ticas pregando e dando apoio financeiro. Tam bém
a Bíblia para o birm anês. A u to r de vários livros e pregou no Tabernáculo de Spurgeon em Londres,
editor de dois hinários, A . J . G ordon é o fundador outro amigo seu.
„ jd o G ord on C o lle g e , um fam oso sem inário te o ló ­ Gordon trabalhou intensamente na evangelização I
gico n orte-am erican o que re ceb e esse nom e em de alcóolatras, tendo criado o Industrial Home, uma
Jjom enagem a ele e que antes se cham ava Boston espécie de cooperativa que fornecia trabalho para
Missionary Training Institute. os novos co n ve rtid o s. Sua a tivid a d e a p o lo g é tica
A os 15 anos de id ade, A. J . G ordon converteu- tam bém é fam osa, tendo se destacado no com bate
■'* -se e foi b atizad o . A o s 20 anos, entrou na Brown à Ciência Cristã de Mary Baker Ed dy (1821-1910) e
U n iversity com o e stu d a n te de filo lo g ia c lá ss ic a , ao transcendentalism o de Ralph W aldo Em erson.
te n d o c o n h e c id o ali a sua futurg e sp o sa , M aria Uma curiosidade é que A. J. Gordon é considerado
| H a le . Em 1860, e n tro u na N e w to n T h e o lo g ic a l tam bém um dos "p a is" do M ovim ento Pentecostal ;
| Institution com o o b jetivo de preparar-se para o m oderno, uma vez que entre seus posicionam entos
•^m inistério. Sua m atéria p referida era E xe g e se do teológicos marcantes estava a defesa do batismo no
i
Novo Testamento. Em 1878, criou uma revista mensal Espírito Santo com o uma bênção distinta da Salva­ j
)! cham ada "T h e W atchw ord " com o único objetivo ção, como um revestim ento de poder do Alto para
de edificar os cristãos. o serviço a Deus e que norm alm ente era marcado
Reconhecido com o um dos grandes nom es do pela m an ifestação dos dons e sp iritu a is. G o rd o n ,
m ovim ento reno vacio n ista que m arcou a Europa porém , não n ecessariam en te vinculava as línguas
e os Estad o s Unidos no século 19, A . J . G ordon é ao batism o no Espírito, em bora fosse visivelm ente
considerado tam bém um dos mais influentes p as­ sim pático a esse entendim ento.
tores de sua geração. Batista, ele liderou a Igreja da Conta-se que a última palavra que se ouviu dos
Claredon Street, considerada uma das mais espiri- seus lábios ao morrer foi "V itó ria !".

ENSINADOR Cristão T J
■É9
O problema não era em si o que Jesus ensinava. O
que de fato incomodava era o que Jesus fazia. Ações
do tipo: falar com m ulheres, tocar em doentes, dar
mais im portância às pessoas do que as posturas e

Jesus Cristo cerim ônias religiosas, falar com sam aritanos, com er
com cobradores de im postos, curar no sábado etc.
H o je , nós p o d e m o s nos p e rg u n ta r: por que
o e xe m p lo de Je s u s incom odava tan to? Por que
despertava críticas?
A cultura judaica estava pautada na observação
da Lei mosaica. Este zelo em cumprir a Lei, associado
à religiosidade e manipulação dos poderosos sobre
os humildes resultou em uma sociedade estratificada
entre puros e impuros, inclusos na aliança com Deus
A liderança e a influência de Je s u s na história e excluídos, povo de Deus e não povo.
humana é inegável. Cientistas, acadêmicos, filósofos, Q uando Je su s, que era reconhecidam ente um
C E O 's e escritores ensinam e publicam sobre seu M estre, surgiu realizando m ilag res e p regan do o
e xe m p lo com o um m estre. En tretan to , para nós, perdão de pecados e acolhendo os cham ados 'p e ­
cristãos, Je s u s não foi só uma pessoa inspiradora cadores' que eram excluídos pelo sistem a religioso
ou sim plesm ente um grande comunicador. Ao con­ isso foi motivo de espanto e discórdia.
trário, nós entendem os que Ele é o próprio Deus, Jesus veio com seu exemplo ensinando algo mais
nosso salvador, que não apenas lidera, mas tam bém poderoso do que a Lei: a G raça. Nas palavras e nas
transform a vidas. ações de Je su s vem os graça e m isericórdia, com o
N este trim estre nossos alunos aprenderão um prom otoras da Ju stiça de Deus. Isso escandalizou
pouco mais sobre Je su s: seu exem p lo , perso n ali­ o mundo.
dade, sobre a form a com o Ele se relacionava com Jesus, ao contrário dos mestres do judaísmo que
as pessoas e principalm ente sobre seu ensino aos tinham com o prioridade não se contam inar com as
discípulos. pessoas ou em lugares impuros, im portava-se com
A história de Jesu s é bem conhecida: está em na todos. Mesmos os que eram chamados de 'imundos'
Bíblia, em diversos livros, músicas e até nos cinemas. e 'pecadores'. Ele via as pessoas além desses rótulos.
Hoje ele é reconhecido com o um m odelo incrível E m ais do que isso: Ele ajudava a estas p esso as.
a ser seguido. Entretanto os evangelhos registram Com seu amor, p o d e r e co m p aixão , Je s u s tocou Flavianne Vaz
que, nos anos em que exerceu seu ministério, Jesus as pessoas, trazendo cura e salvação para muitos. é Bacharei em História
foi alvo de muitas críticas. Ele enfrentou opositores E hoje, tem o s a o b rig ação de nos p ergu ntar: (UGF) e TeoLogia
e q u estio n ad o res. Ele fugiu de uma tentativa de (FTSA). Pós Graduando
enquanto igreja, estam os seg uind o o m odelo de
em TeoLogia do
assassinato; Ele foi confrontado e ofendido p u b li­ Jesus? Estamos cuidando de pessoas sem nos preo­
Novo Testamento
cam ente algum as vezes. cupar com rótulos? Estam os indo a todo e qualquer (Faecad). É membro da
Se por um lado Jesus tinha uma alta popularidade lugar para ajudar os necessitados? Ou tem lugares AssembLéia de Deus
por causa dos seus milagres, por outro, foi censurado que deixam os abandonados porque consideram os - Ministério Crescer
até pelos seus discípulos por causa do seu discurso. impuro ou pecam inoso? A igreja do século 21 se ­ (RJ). É comentarista
do currículo de Escola
Mas, no geral, quem eram os opositores de Je su s? gue o m odelo de quem ? De Je su s ou dos líderes
Dominical da CPAD.
Alguns pequenos grupos de religiosos de diferentes religiosos que faziam oposição ao Cristo? Autora de “Liderando
correntes do judaísm o não viam com 'bons olhos' o Nosso mestre nos deixou uma direção: caminho Adolescentes”,
com portam ento de Jesu s. do amor. Este foi seu maior exem plo. Sigam os. publicado pela CPAD.

ENSINADOR Cristão 19
Conselhos Sociois e
Espirituais dos
Profetas Menores
O s profetas estão presentes em todo o Antigo Todos esses tem as são mais que urgentes para
Testam ento. Em diversas épocas diferentes a Bíblia os nossos dias. N otem os: A m ós prenuncia o juízo
mostra homens e mulheres sendo usados por Deus para sobre Israel por causa da injustiça social e da falta
falar com o seu povo. Neste trimestre, os juvenis vão de interesse pelos necessitados. M iquéias adverte
estudar especificamente os livros dos profetas menores: que a corrupção trará um juízo em inente, mas tam ­
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, bém anuncia a esp eran ça do reino do m essias. A
Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. infidelidade da m ulher de O séias ilustra a relação
Nós sabemos que a categorização como 'profetas entre o povo e Deus. Sofonias fala do juízo universal
menores' refere-se apenas ao tamanho do volume da que co m eçará em Ju d á , mas tam b ém anuncia a
obra literária (quando com parada com o volume da prom essa de restauração. Zacarias conduz o povo
obra de Isaías, Jeremias e Ezequiel), e não tem nenhum à reconstrução espiritual do indivíduo; M alaquias
tom de inferioridade ou de definição de importância. conclam a o arrependim ento do povo.
De modo que os cham ados 'menores' são livros tão A tualm ente apesar das m ilhares de igrejas em
importantes na Bíblia quanto qualquer outro. nosso país vivemos um silêncio profético nos púlpitos.
Fe ito este p rim eiro e sc la re cim e n to , tam b ém Há muita pregação de auto-ajuda, motivacional e de
g ostaríam o s de ap resen tar um quadro geral das acolhim ento. E pouca ou quase nenhuma denúncia
obras proféticas no A ntig o Testam ento, para que de p e cad o , cham ada ao arrep en d im en to sincero
seja possível com preender o contexto cronológico (tanto dos religiosos, como dos que não possuem
e atuação destes hom ens. Vejam os este quadro: uma vida com Deus).
É tempo de orarmos para que o Espírito Santo use
Falou a Falou a o utras
Período Falou a Judá
Israel N açõ es os profetas dos nossos dias para pregarem e ensina­
Profetas Jo el; Isaías; M iquéias;
A m ós; Jo n a s (Nínive);
rem sobre arrependim ento, ética social, integridade
Pré- Sofonias; H abacuque;
O sé ia s; Naum (Nínive);
exílicos Jerem ias; de adoração, prom oção de justiça entre o povo. E
Profetas
1 e 2 Sam uel foram escritos O b a d ia s (Edom ); especialmente para proclamarem a verdadeira miseri­
em fins do século X a .C . D aniel (Babilônia);
do Exílio
Entre 1.100 e 970 a. C . E zeq u ie l (Exilados); córdia de Deus e esperança centrada em Jesus Cristo.
O propósito d e 1 Sam uel é
d escrever o m om ento da
história de Israel em que
Profetas
Pós-
o governo passou do juiz REFERÊNCIAS:
para o rei. O propósito de
-exílio
2 Sam uel é narrar a história ELW ELL, W. A. Manual bíblico do estudante. Rio de
profética do asp ecto teocrá-
tico da monarquia de Israel. Janeiro: CPAD, 1997.

N ele, pod em os p erceb er que o profetism o foi GOWER, R. Novo manual dos usos e costumes dos tempos
Flavianne Vaz
bíblicos. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
é Bacharel em História uma marca do final do período da m onarquia dos
(UGF) e Teologia reinos de Israel e Jud á e que perdurou mesmo após RICHARDS, L. O. Comentário histórico cultural do Novo
(FTSA). Pós Graduando o final do exílio. Também fica claro que cada profeta Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
em Teologia do
se dirigiu especificam ente para uma nação.
Novo Testamento
(Faecad). É membro da A mensagem presente nestes livros é muito con­ É tempo de orarmos poro que o
tundente. Ao contrário dos que o senso comum pensa,
Assembléia de Deus Espírito Santo use os profetas
- Ministério Crescer o papel do profeta não era revelar o futuro. Mas a voz
(RJ). É comentarista profética do Antigo Testamento denunciava o pecado, dos nossos dias paro pregarem e
do currículo de Escola
as injustiças sociais, a corrupção moral dos reis e sacer­
Dominical da CPAD. ensinarem sobre arrependimento,
dotes, a pecaminosidade no templo e nos ministérios,
Autora de “Liderando
Adolescentes”, a idolatria do povo, a necessidade de arrependimento ético social, integridade de
publicado pela CPAD. e a existência de uma esperança centrada em Deus.
adoração, promoção de justiço
20 ENSINADOR Cristão
entre o povo.
CHEGOU A HORA DE
VENCER O SEU GIGANTE
Em G olias D eve Cair, o pastor Louie Giglio descobre uma nova
reviravolta na clássica história de David e Golias. A chave para
viver livre de nossos gigantes não é ter a melhor mira, mas
manter nossos olhos no único matador de gigantes - Jesus.
Deposite sua esperança nEle e veja Golias cair.

Golias
Deve
Cair
Código: 335436 / Formato: 14,5 x 22,5 cm / Páginas: 232

Ganhando a Batalha Contia os seus Gigantes

ssjp

PUBLICANDO
A VERDADE
MOSTRANDO
0 8 0 0 0 2 1 73 73 O CAMINHO
www.cpad.com.br CPAD PRODUZINDO
VIDA
"CONGRESSO
3NACIONAL
Reportagem

DE EDUCAÇÃO E EVAN G ELIZAÇÃO * -

Infanto-Iuvenu empos Difíceis


Sâo Paulo / SP
12-15 de Março 12020

A C asa Publicadora das A sse m b lé ia s de Deus vem sentindo de diversas organizações e áreas da
(C PA D ), em sua m issão de d ivu lg ar a Palavra por sociedade. "Percebem os que estão tentando acoar
meio da educação cristã, com o firme propósito de a família. Percebe-se uma mudança de pensam ento
com bater as heresias e dem ais ensinos contrários que muitas crianças estão tendo devido à orienta­
à sã doutrina, tem com o meta para 2020 continuar ção e à form ação que elas têm nos co lég io s. Nos
a difundir cronogram as e relevantes projetos que últimos anos, as escolas levaram para dentro delas
sirvam de alerta à igreja e à liderança em relação ao uma doutrinação de quebra de valores, quebra da
m om ento crítico em que estam os atravessando. E família tradicional, inserindo na mente dela princípios
para enfrentar o mom ento conturbado que a socie­ totalm ente contrários a Palavra", atesta o diretor.
d ade hodierna dem onstra, a editora m obilizou-se Ele informou ainda que o tema escolhido "Ensi­
para realizar o 3o Congresso Nacional de Educação nando em tempos difíceis", é um retrato dos dias de
e Evangelização Infanto-Juvenil. hoje. "Trouxem os preletores que estão vivenciando
O objetivo é fornecer inform ações vitais para a isso no dia a dia não só com base bíblica, mas tam ­
m anutenção da família tradicional e o com bate aos bém com uma form ação nas suas respectivas áreas.
program as nocivos à in te g rid ad e hum ana. Estão Eles orientarão os professores da área infanto-juvenil
convidados os professores que militam nesta área como devem se posicionar diante deste quadro que
e que têm com o p rio ridad e ensinar e estim ular o estamos vivendo. E como reverter esta tendência que
surgimento de novos talentos, a fim de serrar fileiras hoje, infelizmente, está estabelecida na nossa socie­
e evitar a contam inação da Igreja por m odism os e
dade e que hoje é uma realidade", pondera Ronaldo.
novidades contrários à Sagrada Escritura.
Sob o tem a "E n sin a n d o em te m p o s d ifíc e is" isposiçoo para aprender
baseado no livro de 2 Tim ó te o 3.1, o evento será Para Je a n Porto dos Santos, p e d a g o g o , coor­
em São Paulo (SP), na A D Belenzinho, entre os dias d e n ad o r dos d e p artam e n to s Infantil H erança do
12 e 15 de m arço. O d ireto r e xe cu tivo da C PA D , Senhor e do Discipulado Infantil (Joinville), existe uma
Ronaldo Rod rigues de Souza, disse que um dos tentativa para desconstruir a fé da próxima geração
m otivos para a C asa realizar o co ng resso é ju sta ­ e por isso líderes e professores de crianças estão
mente em função de todo este ataque que a família diante de grandes desafios. "Po r essa razão, o 3o

22 ENSINADOR Cristão
SEMINÁRIOS

Congresso de Educação e Evangelização Infanto - Para a gestora e ped ago g a G láu cia Leal Lima,
Juvenil é fundam ental. Por ele receberem os orien­ as estratégias precisam vir com urgência. "C o n heci­
tações e direcionam entos que serão fundam entais mento da legislação nacional sobre o EC A , direitos
no desem penho do nosso ministério. Precisamos de e d e ve re s da c ria n ça , fo rm a çõ e s d ire cio n a d a s à
ferramentas para poder desenvolver com excelência práticas de leitura bíblica com os filhos, projetos de
aquilo que o Senhor nos chamou para fazer, educar evangelização nas escolas infanto-juvenis, conhecer
e evangelizar essa geração. Sendo assim, acredito as b a se s fu n d a m e n ta is do d e se n v o lv im e n to da
que o cong resso é de grande relevância para os criança e do a d o le sce n te criar p eq u en o s grupos
líderes de todo o Brasil", afirma professor Je a n . de estudos bíblicos nos lares, envolvendo fam ílias,
A p ro fe sso ra e c o n fe re n c is ta Jo a n e B e n te s incentivo à intercessão".
participou com o palestrante do 2o cong resso em A p ro fe sso ra A n ita O yaizu dá alg u m as d ica s
2009, e acredita que m ediante a todos os ataques b ásicas. "R e fe rin d o -se à su g estão de estratég ias
que a criança e a família vêm sofrendo no Brasil, há para alertar aos professores, não encontram os re­
uma urgência na realização do 3o congresso. "N ó s, ceitas prontas, entretanto, entendem o s que, para
educadores cristãos e seculares, homens e mulheres, lidar com as crianças de quaisquer faixas etárias da
líderes preocupados com a infância no Brasil, preci­ infância, é necessário acima de tudo ter convicção
sam os de orientação, de inform ações, de m étodos do propósito e objetivo a ser alcan çad o . E com o
criativos de ensino. Nós estam os d eb aixo de um sem pre d ig o , tem o s que traçar essas m etas com
bombardeio no Brasil para destruir a infância. Precisa­ sab ed o ria, sem jam ais nos esq u e ce r de que nem
mos urgentem ente do 3°congresso Infanto- Juvenil, sem pre os fins justificam os m eio s".
onde possam os ser capacitados, orientados a usar
m étodos criativos de ensino, recursos que possam
is de combate
construir nas nossas crianças valores perm anentes e Para o pastor Je a n Porto, o evento trará infor­
imutáveis, e nenhuma doutrinação do mal terá poder m ações necessárias e satisfatórias. "A cred ito que
de destruir aquilo que vam os construir a partir da esse co ng resso nos dará id éias, e straté g ias e d i­
prim eira infância, a partir do m aternal, do berçário recionam entos que facilitarão o desenvolvim ento
que é com eça a nossa m issão", enfatisa Jo a n e . de projetos na área da educação e evangelização

ENSINADOR Cristão 23
I
in fan to -ju ven il. Será um m o m ento de tro ca de tra ta r e ste s a ssu n to s. E le s não são fa la d o s com
vivências que possibilitarão am pliar nossos conhe- muita naturalidade dentro das nossas igrejas. Muitas
cim en tos", frisa o pedagogo. vezes nossas igrejas trabalham com o se vivéssem os
"Em meio a todos esses conflitos que a sociedade num m undo d iferen te, mas na re alid ade não é. A
enfrenta, em âm bito m undial, reconhecem os que infiltração está acontecendo. A s crianças ficam mais
nossas fam ílias, pais, líderes e professores precisam te m p o na esco la com o professor, que tem toda
de suporte em todas as áreas, para que tenham con- essa doutrinação errada, fica as vezes pouco tem po
dições de combater as diversas formas de influências na igreja. Praticam ente dom ingo pela m anhã e à
da mídia, das correntes filosóficas que percorrem as noite. Tem que haver um trab alh o da igreja com
escolas de nossa nação, como tam bém orientarem seus professores, com total envolvimento dos pais",
seus filhos no conhecim ento da Palavra. Por isso, a assevera diretor.
im portância de term os um C o n g resso em expan- Ele entende que os pais precisam entrar nesta
são nacional, onde estejam presentes lideranças e luta e saber o que está acontecendo, mas tam bém
fam ílias de todo o Brasil para juntos colocarm os em precisam ter esta orientação. "E sta é a estratégia
práticas estratégias apresentadas por palestrantes que podem os fazer. Mas sem o apoio da igreja, a
capacitad os que já estejam envolvidos na ca u sa ", editora não pode fazer nada. A Casa trabalha com
argum enta G láucia Leal Lima. as igrejas. É um trabalho de dar as m ãos. A CPA D
A professora Jo a n e Bentes acredita que é um por meio da literatura, eventos, capacitação junto
grito e uma u rg ência. " É para já , nós precisam o s com as igrejas, por meio dos seus líderes e pastores
ser orientados, capacitados para defender a infância e, da Esco la D o m in ical. E acim a de tu d o , som os
no Brasil e os valores da família segundo a Palavra e totalm ente d epend entes da benção de Deus. Q ue
usando tam bém os nossos direitos. Nossas crianças o Senh o r possa confirm ar e nos dar vitória neste
estão sendo violadas nos seus direitos, o Estatuto pro pó sito ", conclui.
da Criança e do Adolescente nos traz direito contra Estarão m inistrando a Palavra os pastores Jo sé
abusos, a pornografia, contra a doutrinação do mal Wellington Costa Júnior (SP); José Wellington Bezerra
q ue querem e já está sen d o in serid a dentro d as da C osta (SP); Ronaldo Rodrigues de Souza; (DF);
cartilhas e projetos escolares. Precisam os urgente- Guilherm e Schelb (PR); Terry Linhart (EUA); Douglas
m ente levantar e capacitar um exército em defesa Baptista (DF); Alexandre Coelho (RJ); Jamiel Lopes(SP);
da infância e da fam ília no B rasil", desabafa Jo a n e . M arcos Tedesco (SC). A s professoras Jo a n e Bente
Segundo Ronaldo Rodrigues, a Casa vai trabalhar (PR); Marta Costa (SP); (DF) Elaine Cruz (RJ); Valquiria
por meio dos preletores a fim de orientar os pais, Salin as (SP); Telm a Bueno (R J); A nita O yazu (SP),
professores e lideranças. "N ó s pretendem os trazer H elena Fig u eired o (RJ), a m inistra D am ares A lves
a re alid ad e do que está o co rren d o . N ão adianta e os adoradores da CPA D M usic Lilia Paz, Marcelo
im aginar que isso não está acontecendo. Evitam os Santos e Victorino Silva.
Entrevista do Comentarista
Moior entendimento
sobre o Criação
O tema da revista Lições Bíblicas deste trim estre discorre
sobre a doutrina bíblica do hom em . No d ecorrer das
lições, o autor mostrará o que a Bíblia ensina a respeito
do ser hum ano. Ele vai enfatizar a criação de A dão
e Eva, a triste realidade do pecado, a experiência
humana fora do Éden e a nossa redenção. A pro­
posta do com entarista é nos ajudar a entender
mais sobre o que é a doutrina do hom em . A ta ­
refa coube ao experiente escritor, conferencista e
consultor doutrinário e teológico da CPAD, pastor
Claudionor de A ndrade.
Pastor C lau d io n o r escreve com en tários para re­
vista Lições Bíblicas desde 1997. Em seu currículo,
encontramos os comentários de Malaquias, Atos dos
Apóstolos, Gênesis; Adoração, Santidade e Serviço: os
princípios de Deus para a sua igreja em Levítico, dentre
outros. Confira abaixo entrevista sobre a nova revista.

Ho correntes teologicos Deus assim constituiu-nos, para que, por ser o pai da raça humana,
conflitantes ouonto que tivéssemos condições de viver acabou por alcançar todos nós; ele
o constituição do ser sobre a face da Terra. Mas, após o o cabeça da raça humana (Rm 5.12).
humano como, por arrebatamento, seremos semelhantes O segundo é o experimental - uma
exemplo, o dicotomisto ao Senhor Jesus (1 Jo 3.2). É por isso consequência direta e imediata do
e o tricotomisto. Qual o que a nossa santificação tem de ser original (1 Rs 8.46). O pecado origi­
diferenço entre ambos') E ] com pleta: corpo, alma e espírito. nal também pode ser chamado de
qual delas reflete melhor o Aliás, o hino cinco de nossa querida pecado-fonte ou pecado-matriz, pois
ensinamento bíblicoVÉHi Harpa Cristã reflete muito bem este dele procedem todas as transgres­
Q uando nos voltamos à Bíblia anseio do crente: sões e iniquidades.
Sagrada, constatam os que o ser Espírito, alma e corpo Esclarecemos, porém, que o pe­
humano é, de fato, constituído tri­ Oferto a Ti, Senhor cado original não leva ninguém para
plamente: corpo, alma e espírito (1 Como hóstia verdadeira o inferno, mas o experimental, sim (Ez
Ts 5.23). Todavia, ressaltamos que o Em oblação de amor 18.4). O recém-nascido, por exemplo,
espírito e a alma, em nós, acham-se embora traga, em si, a semente do
Umo doutrino pouco
intimamente ligados; não podem ser comentado, hoje em dia, e original, ainda não tem a culpa do
apartados um do outro. Somente a o do pecado original e do experimental (1 Rs 14.12,13). Se morrer
Palavra de Deus é capaz de alcançar consequente corrupção É nessa fase, não perde a alma.
a divisão entre a alma e o espírito total do h u m o n id o d e U l Quanto à corrupção total do ser
(Hb 4.12). Resumidamente, discorro j humano, podemos entendê-la dessa
Através da alma, que se utiliza de sobre esses pontos B IIIm form a: em A dão, todos pecaram
nossos órgãos sensoriais, entramos d o u trin o isJB B B B B B M I e foram destituídos da glória de
em contato com o mundo físico. E, Consideremos, aqui, dois tipos Deus; consequentemente, todo o
por intermédio do espírito, comun­ de pecado: o original e o experimen­ nosso ser acha-se corrompido não
gamos com o mundo espiritual. tal. O primeiro é o pecado de Adão apenas pela iniquidade de Adão,

ENSINADOR Cristão 25
mas principalm ente pelas nossas mental, já somos libertos. Glória a Na verd ad e, estam os diante
(Rm 3.23; Is 1.6). Todavia, o homem Jesus! (Rm 6.14). E, nessa condição, de um assunto tão maravilhoso e
m antém as condições m entais e a casa do nosso tabernáculo vai, dia profundo, que, no meu entender, um
intelectuais necessárias para ouvir e a dia, desfazendo-se (2 Co 5.1). Mas, trimestre chega a ser insuficiente. Por
crer no Evangelho de Cristo (Jo 3.16). quando do arrebatamento da Igreja, isso, temos de aproveitar muito bem
Ressalto que, no Dia do Juízo, ser seremos glorificados com o Filho de o tempo de que dispomos, para nos
humano algum poderá desculpar-se Deus (1 Co 15.50-58). inteirar, com mais propriedade, das
no pecado de Adão; todos seremos Qual o proposito final de verdades bíblicas acerca do homem.
julgados por nossos próprios atos (Ap Deus para o ser humano' Vejamos, agora, por que deve­
20.11 -15). Não culpemos Adão por mos estudar a doutrina do homem,
O propósito final de Deus para
nossas transgressões; assumamos como a encontramos na Bíblia Sa­
nós é a nossa completa redenção em
nossos pecados e confessemo-los grada.
Jesus Cristo. Quando isso acontecer,
a Deus (Lm 3.39; Jo 1.7). Antes de tudo, a fim de conhe­
a humanidade redimida terá uma
A Bíblia destaca o valor do] comunhão perfeita com a Santíssima cermos a nossa origem. Embora o
ser humano perante Deus, | Trindade. Esta, aliás, foi a reivindica­ ser humano não seja divino, a sua
O senhor poderio discorrer ção que o Senhor, em sua oração origem é indiscutivelmente divina,
biblicamente sobre esse BÉ sacerdotal, apresentou ao Pai, no porquanto procedemos de Deus (Gn
Jardim da A gonia: "a fim de que 1.26). Conforme diz o salmista, somos
O ser humano, compreendendo todos sejam um; e como és tu, ó Pai, propriedade do Senhor (S1100.2).
am bos os sexos, foi criado d ire­ em mim e eu em ti, também sejam Em segundo lugar, quando es­
tam ente por Deus (Gn 1.26; 2.7). eles em nós; para que o mundo tudam o s a doutrina do hom em ,
Somos imagem e sem elhança do creia que tu me enviaste" (Jo 17.21). piedosa e reflexiva m ente, passa­
Pai Celeste. Além disso, confiou-nos mos a co m p reend er claram ente
Ele o governo da Terra, apesar de o nosso lugar no Reino de Deus e
sermos inferiores aos anjos; de glória na sociedade humana. A partir daí,
e de honra, corou-nos (SI 8.44-6). contraditório com o agiremos como súditos do Criador
Não nos esqueçamos de que o soberania divina. Diga algo e Mantenedor de todas as coisas.
Senhor Jesus, sendo Deus de Deus, E, nesse contexto, veremos todos
fez-se carne não apenas para habitar O livre-arbítrio pode ser definido os nossos semelhantes, até mesmo
entre nós, mas principalmente para com o a ca p a cid a d e hum ana de os mais distantes, como irmãos, por­
resgatar-nos do pecado (Jo 1.14; 1 tomar livremente uma decisão. Tal que todos viemos de Deus. Afinal,
Tm 2.5). Por representarmos a obra- atributo é observado em diversas originamo-nos de um único tronco
-prima de suas mãos, o Pai Celeste passagens das Escrituras (Gn 13.9; genético: Adão e Eva.
amou-nos singular e grandemente Js 24.15; Hb 4.7). A doutrina bíblica do homem
(Jo 3.16). Somos o tem plo de seu Segundo a Bíblia, o ato de decidir é indispensável para entendermos
Espírito (1 Co 6.19). Tao importantes entre o bem e o mal, entre Deus e o plano de salvação. No primeiro
somos aos olhos de Deus, que Ele os ídolos e entre aceitar Je su s e Adão (nosso pai genético), todos
veio a entregar o próprio Filho para recusá-lo é um direito que o Todo- pecamos. Mas, em Jesus Cristo, o
salvar-nos. A leluia! D eus alm eja -Poderoso concedeu-nos (Gn 2.9; 1 Último A dão (nosso irmão maior,
habitar conosco. Ele está entre nós, Rs 18.21; Mc 15.15,16). por ter participado plenamente da
na Pessoa do Divino Consolador. Já que Deus confiou-nos o direito natureza humana, exceto quanto ao
omo o Bíblia descreve a de escolha, ajamos com responsa­ pecado) todos podemos ser salvos e
bilidade e discernimento, porque reconciliados com Deus. Como se vê,
todos seremos responsabilizados por a doutrina do homem não pode ser
nossas escolhas (Ec 11.9; Rm 14.12). dissociada da doutrina da salvação;
Em bora salvos, continuam os Portanto, o livre-arbítrio humano e a são íntimas e siamesas.
neste m undo; ainda não se m a­ soberania divina não são excludentes; M inha o ração é q ue, d u ran ­
nifestou o que havemos de ser (1 são perfeitamente harmônicos. te o trimestre, no qual estivermos
Jo 3.2). Aqui, estam os sujeitos às Qual a relevância em se | estudando a doutrina do homem,
consequências do pecado original estudar o doutrina do H venhamos a glorificar, ainda mais,
- enfados, doenças e, finalmente, homem durante todo um o Senhor Jesus Cristo - Verdadeiro
a morte mas, do pecado experi­ Homem e Verdadeiro Deus. Aleluia!

26 ENSINADOR Cristão
IIP

mm

W í

O tema inclusão das pessoas com deficiência tem "E u tenho um Down em minha sala" se referindo
sido muito d ebatido no m eio social. A s Escrituras a pessoa com sínd ro m e de D ow n. A g in d o dessa
Sagradas nos adverte em "Persiste em ler, exortar e form a estarem os as excluindo conform e o mundo
ensinar, até que eu vá" ( I Tm 4.13). O apóstolo Paulo age. Elas precisam ser respeitadas, cham adas pelo
neste versículo instrui Tim óteo a fim de que, como nom e e reconhecidas pelas suas conquistas e seus
líder cristão, persistisse em adquirir conhecim entos próprios m éritos É preciso levar o corpo docente
por meio da leitura da Palavra de Deus e ensinasse da ED à percepção de que as pessoas com d efici­
seus liderados com diligência. A ssim , este ensina­ ência precisam de fato ser vistas com o sujeitos de
mento dado por Paulo a Tim óteo aplica-se tam bém si e com plenas condições de vivenciarem êxitos.
ao professor da Escola Dominical, vez que, este é um Outra dificuldade a ser mencionadas são as barreiras
líder e necessita estar instruído e atualizado a fim de arquitetônicas que as impedem de desfrutar de um
saber lidar com todos os seus aprendizes. espaço de socialização por não existir acessibilidade.
No am biente da igreja, precisam ente da sala de Muitas vezes o aluno consegue chegar até a igreja,
ED , é visível os desafios que a pessoa com d efici­ no entanto, a falta de acessibilidade as impedem de
ência (SD I) tem enfrentado para serem incluídas. estarem na sala de aula. De sorte, o professor ne­
Muitas não conseguem chegar até a igreja por não cessita estar informado sobre as leis que asseguram
te r quem a conduza. Em outros casos os en vo lvi­ esses direitos as pessoas com deficiência, bem como,
dos (fam iliares / igreja) acham que esses sujeito s manter-se capacitad os para acolher sabiam ente e
não p re cisa m ir p ara ED p o rq u e são in ca p a ze s com amor esse publico tão especial para o Senhor.
de co m p reend er o conteúdo ou vão atrapalhar o A tualm ente vivenciam os em nossas igrejas um
and am ento da aula. O utra situação p reo cu pan te e x p re ssiv o núm ero d e p e sso a s com d e ficiê n c ia
é estarem na igreja, mas de form a seg reg ad a, em que têm d e se ja d o a p re n d e r so b re as Escritu ras.
um "c a n tin h o so m e n te para e le " e se r ta ch a d o M as, o que tem os feito para acolher essas pessoas
com o o "b ic h in h o ", "o c o ita d in h o ". A in da há os tão estigm atizadas pela so cied ad e? Qual tem sido
que para se re ferir ao aluno não os cham a pelos nossa atitu d e ? Tem os olhado in d ife re n te s? E sta ­
seus nomes, mas pela deficiência que a caracteriza: mos escolhendo os últimos acentos da igreja para

ENSINADOR Cristão 27
acomodá-las? Será que a excluímos de participarem Ao chegarem à igreja não querem ser recebidas
de conjuntos de louvor, ou não damos oportunidades como objetos de piedade, mas querem sentir-se
no culto por entendermos que não são capazes? amadas, acolhidas. Toda essa receptividade está
Mesmo havendo em nosso ordenam ento ju ­ fincada no dever e na prática cristã de amor ao
rídico a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com próximo como a si mesmo. Somos chamados pelo
Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), Senhor a ensinar e precisamos cumprir esse dever
frequentem ente esses indivíduos são vítimas de com dedicação conforme Romanos 12.7b "... se é
discriminação por fugirem de um contexto social ensinar que haja dedicação ao ensino". Na Bíblia
que foi padronizado para atingir os objetivos da­ temos vários exemplos de inclusão praticados pelo
queles que são considerados dentro dos padrões M estre dos m estres, o Senhor Jesu s. E a maior
da "normalidade". importância que Ele expressava não era pelo cor­
Segundo dados do Censo do IBGE realizado em po físico, mas pela salvação da alma. O objetivo
2010, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum primordial de Jesus era para que todas as pessoas
tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população. se achegassem a Ele sem barreiras, nem distinções.
Precisamos buscar essas pessoas e trazê-las para perto Precisamos dar continuidade a essa obra divina, pois
de Cristo. Como está escrito na passagem bíblica: "Sai essa é uma ordem dada por Jesus nas escrituras
depressa pelas ruas, campos e vaiados e trazer para sagradas quando afirma: "Ide por todo mundo,
o nosso meio: os pobres, mancos, aleijados. (Lucas pregai o evangelho a toda criatura. (Mc 16.15) as
14.15). Ao chegarem às salas de ED devem ser bem pessoas com deficiências estão incluídas no público
acolhidas. O professor necessita utilizar estratégias a ser alcançado.
metodológicas que envolva o educando no processo Portanto, a missão do professor de ED vai muito
ensino-aprendizagem, tornando-o participante, pois além de ser um mero transmissor de conhecimentos.
não há aprendizado se o aluno permanece apenas Assim como um pastor ele deve ser um apascentador
como observador. Toda pessoa com ou sem defici­ conduzindo o seu rebanho por meio da Palavra de
ência dispõe de recursos pessoais que poderão ser Deus, um instrumento usado pelo Espírito Santo,
investidos numa certa atividade. A forma como vão motivador, amigo, procurando relacionar-se bem
utilizar esses recursos será diferente de uma pessoa com os alunos. Deve ser intérprete, traduzindo para
para outra. Cabe ao professor, portanto, estabelecer os alunos aquilo que lhes é ensinado; planejador,
maneiras de ativá-los em seus alunos estimulando de procurando adaptar as lições, os currículos às ne­
forma equilibrada, a fim de resultar um processo de cessidades dos alunos; aprendiz, estando disposto a
aprendizagem bíblico que respeite suas especificidades. colocar-se no lugar dos que querem sempre aprender
Apesar das recorrentes dificuldades enfrentadas mais para ensinar melhor. Dotando esses sujeitos SDI
pelos professores, como não ter uma sala adequa­ do pleno desenvolvimento e da participação ativa
da e materiais didáticos acessíveis, o Senhor tem na vida cotidiana na ED, tornando-os protagonistas,
despertado em educadores Cristãos o interesse dando vez e voz a eles (Mota Rocha, 2002), agindo
buscar novos conhecimentos por meio de formação. assim o professor estará sendo um agente de Deus
Com unidades evangélicas têm oferecido treina­ contribuindo para transformação de vidas.
mentos com tem as específicos sobre Inclusão, o
ingresso em cursos acadêm icos para aperfeiçoar
BIBLIOGRAFIA
os seus conhecimentos e desenvolver um trabalho
DARKE, Brenda. Título: O Desafio da Inclusão na Igreja.
com mais eficácia na Obra de Deus.
1o Ed. São Paulo: United Press - Hagnos, 2015.
Tais atitudes têm demonstrado que a ED está
Bíblia. Português. Bíblia Sagrada. Tradução: João Ferreira
aberta para receb er estas p esso as carentes de
de Almeida.
ouvir a Palavra de Deus. É fundamental mudarmos
Rosilene MOTA ROCHA. S.R. da. Leitores da comunidade e crianças
Silva Sousa,
os nossos hábitos e ao realizar algum evento, por
lêem histórias na escola: Programa de integração da criança
psicopedagoga exemplo, precisamos reservar um lugar que ofereça
remanescente à comunidade letrada. (Tese de Doutorado
e coordenadora conforto para SDI e seus familiares. A partir desses
apresentada à Universidade Federal do Ceará), 2002.
adjunta do gestos podemos quebrar barreiras da indiferença
Departamento VILELA, Flávia. 6,2% da População Tem Algum Tipo de
daqueles que recebem e do receio daqueles que
infantil da Deficiência. Disponível e m :<http://agenciabrasil.ebc.
chegam à igreja. A pessoa com deficiência não pode
Assembléia de com.br/geral/noticia/2015-08/ibge-62-da-populacao-tem-
Deus em Campina ser vista pelo seu déficit, mas sim, a ser entendida algum-tipo-de-deficiencia>. Acesso em:08 Dez. 2018.
Grande (PB) como uma pessoa integral plena de significado.

28 ENSINADOR Cristão
Nels Nelson

Samuel Nelson

Claudionor de A ndrade
Flavianne Vaz Samuel Nelson
O livro que acom panha a revista
Lição Bíblica neste trim estre apro­ Os adolescentes estão em constante Do mesmo autor de "Nels Nelson:
funda mais o conteúdo estudado mudança; corpo, mente, os hábitos, o apóstolo pentecostal brasileiro",
com o mesmo tema e a proposta relacio nam ento corn os p ais, as est aobra, escrita pelo filho do
do autor é evidenciar o que a Bíblia amizades, os interesses. Este livro m issionário Nels N elson, Samuel
ensina a respeito do ser humano. foi escrito para ajudar lideres, pro­ Nelson, traz uma compilação de di­
E n tre o u tro s a ssu n to s, F o c a r a fessores e pais a lidarem com essa versos estudos dados pelo saudoso
cria ção de A d ão e E v a , a tris te nova geração em transformação. missionário escandinavo pentecostal
realidade do pecado, a experiên­ Ao trabalhar a liderança de adoles­ nas tradicionais Escola Bíblicas Re­
cia de nossos pais fora do Éden e centes sobre quatro eixos (Liderança, gionais de Obreiros durante toda
a nossa própria redenção. E, por Adolescência, Desenvolvimento a sua vida ministerial aqui no Brasil.
fim, mostrar a glorificação eterna Integral e as Batalhas Invisíveis da Trata-se de uma obra de grande
dos que receberam a Jesus Cristo Liderança), Flavianne Vaz mostra valor histórico e que apresenta um
-V erdadeiro Homem e Verdadeiro que é possível e que vale a pena conteúdo edificante para o estudo
Deus. Nesta obra, pode-se ver o enfrentar todas as barreiras por devocional da Palavra de Deus.
que é a doutrina bíblica do homem. eles, a fim de vê-los crescerem e se
Todos estes assuntos serão abor­ tornarem homens e mulheres de
dados e você professor não pode sucesso e tementes a Deus.
deixar de adquirir.

1 4 4 4 4 4 4 4 4 4 éè 4 4 4 4 4 4

Alcance todos os seus alunos: Igreja Saudável: Educando


Estratégias para uma jornada para uma vida plena
de aprendizagem Página 164
Página 128 e 129
"Troque de posição. Abra um espaço para uma inversão de
"Por séculos, a música tem sido a maneira preferida de se
papéis. Isso mesmo! Pergunte à sua equipe se eles estão
comunicar o evangelho; de evocar o sentimento de reverência
satisfeitos com o seu trabalho. É hora de pedir sugestões
para com Deus; e de recordar grandes verdades teológicas.
para que os pontos negativos e de conflito sejam melhorados
Devemos continuar essa bela tradição enquanto ajudamos
nossos alunos a tornarem-se discípulos de Jesus". e solucionados".

Clancy P. Hayes Telma Bueno

ENSINADOR Cristão 29
Q u e h ab ilid ad es o professor
p recisa ter em sa la de au la?
Telma Carvalho
V o lta Redonda (RJ)

O professor é um semeador de Sementes (idéias) e O s docentes devem conhecer o aluno psicologi­


o campo (intelecto do aluno) é o local onde as sementes cam ente, ou seja, ter uma noção do seu com porta­
são plantadas. Quando o docente ministra a aula na mento, Je su s conhecia seus alunos (Jo 1.48; 21.15).
classe da Escola Dominical, encontra vários tipos de Por exem plo: "o estudo do cérebro e suas relações
solo, por isso o professor precisa conhecer de que for­ com a aprendizagem, poderá ajudar o professor, pois,
ma irar lançar a semente. O pastor e educador Marcos são muitos alunos que apresentam dificuldades na
Tuler afirma que: "é necessário diversificar os métodos absorção do co nteúd o ". O professor vocacionado
e adequá-los eficientemente às novas circunstâncias, por Deus entenderá que, deve haver dedicação ao
ou seja, mudar a maneira de comunicar uma verdade ensino (Rm 12.7).
sem alterá-la". Jesus conta uma parábola de um seme­
O s recursos didáticos na sala de aula devem ser
ador que, saiu a sem ear em diferentes tipos de solo,
variados, cabe ao professor a habilidade de saber
porém, uma parte da semente caiu ao pé do caminho,
qual o melhor m étodo usar. Para cada tipo de solo,
Ismael Ferreira
e vieram as aves, e a comeram. Outra parte caiu em
existe sem entes apropriadas. O professor não sabe
Silva, evangelista solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu,
" ... qual tipo de sem entes pro sperará; se esta, se
na AD em Caracol visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol,
aquela ou am bas igualm ente serão boas" (Ec 11.6).
(PI), Articulista, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra
Só colhe alegrias de ver as sem entes, produzindo,
Membro da parte caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram
(CEADEP e o professor que plantou a sem ente, pois só colhe
e a sufocaram. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu
CGADB), Bacharel quem planta! (2Co 9.6; Gl 6.7). Muitas vezes o solo
em Teologia, fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. (Mt 13. 3-8).
(Discente) é duro, seco e arenoso, por isso, falta-lhe
pós-graduado compreensão da aula. Porém, o professor habilidoso
A semente cai em boa terra, quando produz frutos
em Docência no
(Mt 13.23). O professor que procura compreender seus jam ais desistirá diante das d ificuldades, o intenso
Ensino Superior,
Neuropsicologia, alunos, alcança seus objetivos. O ensino da Palavra desejo de ver o aluno produzindo frutos de conhe­
Filosofia, História, de Deus transform a com pletam ente a vida do ser cim ento e sabedoria, será o seu com bustível.
e Geografia. humano, pois é viva e eficaz (Hb 4.12).O docente da
Acadêmico de ED deverá procurar os melhores métodos de ensino
Pedagogia. Diretor REFERÊNCIAS
diante de sua classe, pois encontrará vários alunos
Geral do Centro TULER, Marcos A. Manual do Professor de Escola Dominical.
Preparatório Para que só en ten d erá o co n teú d o , se o p ro fesso r se
4. Ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2005.
Obreiros (CPPO). utilizar de um recurso diferente.

30 ENSINADOR Cristão
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ADÃO, O A CRIAÇÃO DE |
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Neste trimestre, teremos a oportunidade ím­ Na lição de hoje, seus alunos vão estudar a
par de estudar a respeito da doutrina bíblica do respeito da criação da mulher. Deus nos criou;
homem, a obra-prima de Deus no seu processo não somos o resultado da evolução das espécies ffcrx*
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de criação. Diferente de tudo que foi criado, como afirmava Charles Darwin. Viemos de Deus!
fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. Ele nos criou, nos ama e nos sustenta. ’Ã ..X
Na primeira lição, estudarem os a respeito do Objetivo: Compreender que Deus criou a mulher. - 1 i ■
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primeiro homem, Adão. Material: Massa de modelar, quadro branco
O bjetivo: Sondar o conhecim ento prévio ou de giz.
dos alunos a respeito do tem a do trim estre e Procedimento: Distribua massa de modelar m
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introduzir a primeira lição. para os alunos e peça que eles façam a primeira E*. ■ ,.
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Material: Quadro e caneta. mulher, Eva. Enfatize a dificuldade de se modelar S . -r-Hr
Procedimento: Converse com seus alunos e um bonequinho. Em seguida, ressalte a grandeza
apresente o tema do trimestre e a nova revista e o poder do Criador ao formar o nosso corpo ‘f
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de aluno. Desenhe a silhueta de um homem no de uma forma tão perfeita. Nosso corpo é a "má­
quina" mais perfeita que existe. Explique que,
quadro. Em seguida, escreva dentro da silhueta
as seguintes perguntas: "Quem sou eu?" "De ao formar Adão e Eva, Deus não disse "haja". O
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onde vim?" "O que represento?" "Para onde ser humano foi formado diretamente pelas mãos
eu vou?" Discuta com os alunos as questões e de Deus. Escreva os tópicos abaixo no quadro
conclua enfatizando que todos nós, um dia, já e mostre o que Deus, ao formar o homem e a
fizemos essas perguntas. Explique que o estudo mulher, lhes concedeu:
da doutrina bíblica do homem, tema do trimestre, - Fôlego de vida (Gn 2.7);
vai nos ajudar a responder a essas questões que - A sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27);
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tanto inquietam a humanidade. - O direito de governar a criação como repre­
sentante de Deus (Gn 1.26,28-30);
-A responsabilidade moral de obedecer às
ordens divinas (Gn 2.16,17).
Explique que a mulher foi formada de uma parte
do homem (costela); logo, a mulher e o homem
foram feitos da mesma matéria-prima. Diga que,
segundo o Guia do Leitor da Bíblia (CPAD), "Deus
não tirou Eva do pé do Adão para que ele não
tentasse dominá-la; ou da cabeça, para que ela se
visse acima. Em vez, disso, Deus tirou da costela
de Adão, para que os dois pudessem caminhar
lado a lado ao longo da vida".

’’ ÈNSINADOR Cristão 3 1
SEXUALIDADE
hum ana

LIÇÃO 6

Na sexta lição, estudaremos um tema de extrema Na sétima lição, estudaremos a respeito da


relevância para os nossos dias: a sexualidade humana. Queda do ser humano. O pecado entrou no mundo
Temos visto, em especial na mídia, a banalização e pela desobediência de Adão e Eva e afetou toda
a deturpação da sexualidade. Sabemos que Deus a humanidade, tornando todo ser humano um
criou apenas dois sexos — homem e mulher — e que pecador. A punição para o pecado é uma só — a
Ele nos deu a sexualidade com alguns propósitos morte (Rm 3.23).
específicos. Os propositos da sexualidade humana Objetivo: Mostrar como se deu a Queda do
é o que vamos enfatizar. ser humano.
Objetivo: Explicar os propósitos da sexuali­ Material: Uma maçã bem bonita.
dade humana. Procedimento: Apresente a maçã aos alunos.
Material: Uma laranja bem bonita e outra Em seguida, faça a seguida pergunta: "O fruto
com mofo ou imprópria para comer (estragada). proibido que Adão e Eva comeram era uma maçã?".
Procedimento: Apresente aos alunos a laranja Explique que o fruto que Adão e Eva desejaram e
que esta boa. Pergunte se gostam da fruta ou do comeram deveria ser um fruto bonito e apetitoso,
suco. Fale que a laranja possui vitamina C e que pois despertou os sentidos físicos deles. Porém,
essa vitamina age em nosso organismo como um este fruto não estava na macieira, mas na árvore
protetor contra a baixa imunidade. Também auxilia da "ciência do bem e do mal" (Gn 3.17). Satanás
no combate das doenças cardiovasculares, doenças tentou o primeiro casal e com isso podemos ver o
dos olhos e até ajuda na prevenção do envelheci­ quanto somos vulneráveis ao pecado. Precisamos
mento da pele. Depois, mostre a laranja que não estar sempre vigilantes e atentos às tentações do
está boa para o consumo e pergunte se alguém Maligno. Em seguida, escreva no quadro os passos
gostaria de experimentar essa fruta. Diga que, de Satanás ao tentar Adão e Eva. Analise esses
embora o consumo de laranja seja saudável, não passos com seus alunos e diga o quanto precisamos
devemos ingerir uma fruta que esteja mofada, com estar vigilantes, pois Satanás continua a usar essas
fungos, já passada, pois pode provocar problemas estratégias para nos levar ao pecado.
sérios de saúde. Aproveite o gancho para explicar PASSOS DO MAUGNO NA TENTAÇÃO
que o sexo foi criado por Deus; logo, ele é bom e 1) Primeiro Satanás deturpou a Palavra de Deus
salutar para o ser humano. Todavia, o homem tem (Gn 3.1; cf. 2.16,17);
deturpado o sexo. Deus criou o sexo com objetivos 2) Depois, negou-a diretamente (Gn 3.4);
específicos e tudo que vai contra esses propósitos 3) Em seguida, questionou os motivos de Deus
prejudica o homem e seu relacionamento com (Gn 3.5).
Deus. Aponte os objetivos da sexualidade humana
(procriaçào, união conjugal e satisfação) e discuta
com os alunos cada um deles.

ENSINADQR Cristão
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LIÇAO 9 PRIMÁRIOS

Na lição de hoje, estudaremos a respeito do globa­ Revelar quem era Jesus humano, como nas­
lismo, que teve início na construção da Torre de Babel. ceu, como cresceu e todas as informações que o
Veremos que um dos fatores que contribuíram para cercam é fundamental para os nossos alunos. Só
que a depravação da humanidade viesse a crescer de assim poderemos entender que, no ministério de
forma vertiginosa foi o monolinguismo. Aterra havia Jesus, o foco principal eram as pessoas, cuidar
sido purificada pelas águas do Dilúvio, mas a semente delas e apontar sempre o caminho da Salvação.
do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Com o Ele mesmo disse: "Eu sou o caminho, e
Não demorou muito para que o pecado se alastrasse a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão
novamente. Já que não havia impedimento quanto por mim", João 14.6
à língua, homens cheios de soberba e com um espí­ Objetivo: Introdução à lição 10 - Jesus veio
rito de rebelião se unem para fazer um monumento salvar quem está perdido
que seria símbolo da sua empáfia. Deus não estava Materiais: Uma venda para os olhos, um cartaz
preocupado com a construção ou com o tamanho com o título "SALVAÇÃO".
da torre, mas com a arrogância que dominava, mais Atividade: Esta é uma brincadeira bem conhe­
uma vez, o coração do homem. cida e pode ser aplicada aos nossos alunos, pois
Objetivo: Compreender o que é globalismo. eles amam desafios. Você vai colocar o cartaz no
Material: Alguns livros e quadro branco ou de giz. chão a uma certa distância do aluno, que colocará
Procedimento: Mostre os livros para os alunos, a venda nos seus olhos. Ele vai rodar três vezes
peça que formem duplas. Em duplas, eles terão e caminhar até ficar encima do cartaz, apenas
que fazer uma pilha de livros sobre uma mesa. seguindo as orientações dos seus colegas, que
Quem conseguir fazer a pilha mais alta, sem deixar tentarão dificultá-lo. Se a turma for grande, você
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cair, e em 2 minutos, ganha um brinde. Enfatize a poderá colocar mais de um aluno com as vendas.
dificuldade para erguer uma pilha de livros alta e em Faça aplicação e inicie a lição.
pouco tempo. Depois diga que a lição de hoje trata
da construção de uma torre onde todos se uniram
nesse intento. Depois, faça a seguinte pergunta:
"O que é globalismo?". Explique que segundo o
autor das lições, Pr. Claudionor de Andrade, o glo­
balismo "é uma doutrina que afronta os propósitos
de Deus quanto ao povoamento e ao governo da
Terra, a partir dos filhos de Noé". A seguir, escreva
as questões abaixo no quadro e discuta com os alu­
nos. Se desejar, você poderá elaborar mais questões
para serem analisadas com os alunos. As questões
apresentadas são apenas uma sugestão.
1. O que levou os descendentes de Noé a cons­ : ISSfí
truírem a torre de Babel?
Eles queriam fama e desejavam segurança e
.
foram movidos pelo orgulho.
2. Qual foi o objetivo da confusão das línguas? O
objetivo foi colocar um ponto final no projeto
da torre.
3. O que teria acontecido se eles tivessem al­
cançado o seu intento?

• ÈNSINADOR C ristão 3 3
mm lí
m a r a v il h o s o
a m ig o s d e
p la n o da
JESU S SALVAÇAO

JUNIORES

Caro professor, os laços de amizades devem


sempre ser valorizados em nossas lições, pois o
relacionamento foi muito valorizado por Jesus.
Durante o seu ministério, Je su s possuía doze
amigos que O auxiliavam em tudo. Por isso, é
importante que seus alunos saibam quem são
estes amigos, a importância da amizade e como
era o relacionamento entre eles e Jesus. Convide-
-os para conhecê-los.
Objetivo: Introduzir a lição.
Material: Papel sulfite A4, tesoura e canetinha.
Atividade: N ossa proposta é que o aluno
grave os nom es dos am igos de Jesu s. Dobre
umas 2 folhas no sentido vertical no formato de
sanfona com ócm de largura. Recorte o modelo
abaixo e copie na folha dobrada e recorte. Ao
total, você precisará ter 12 homenzinhos de mãos
dadas. No verso de cada um você escreverá um
nome de um amigo de Jesus (os 12 apóstolos).
Apresente os homenzinhos recortados e inicie a
aula contando assim: "Jesus tinha uma amizade
mais próxima com João, o discípulo amado, e
também com Pedro e Tiago, filho de Zebedeu
(aponte para). Em algumas ocasiões, Jesus levou
apenas esses três consigo (Mateus 17.1-2). Ele
tinha uma intimidade especial com eles e con­
fiava na discrição deles. Além dos 12 apóstolos,
havia outros amigos como Lázaro, Marta e Maria,
por exemplo. Hoje, Jesus convida para que nós
sejamos seus amigos também. Quem aqui quer
ser amigo de Jesus?"
Faça a aplicação e encerre.

3 4 ENSINADOR Cristão
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Professor, os adolescentes estão vivencian-
do um período onde os relacionam entos são ■
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fundam entais para a construção de quem ele u n a E iíj* * ■ . .


será. Por isso é tão im portante ensinar-lhes a * .
compreenderem o poder da unidade da igreja. É H . .*C,Ç ,
isso que a Bíblia nos ensina: "O Deus que concede
perseverança e ânimo dê a vocês um espírito de
unidade, segundo Cristo Jesus, para que com
um só coração e uma só voz vocês glorifiquem
ao Deus e Pai de nosso Senhor Je su s Cristo"
(Rm 15.5-6).
Material: Papel ofício e caneta esferográfica
Objetivo: Introdução da lição 5 - A unidade
na Diferença
Atividade: Recorte o papel em pequenos pe­
daços e, sem que ninguém veja, escreva o mesmo
número em todos os pedaços de papel, dobre-os
e coloque-os em um copo. Cada aluno deverá
tirar um papel, abrir e ver sem deixar o colega
&
saber. Eles terão o mesmo número, porém não
sabem. Você deverá orientá-los que, ao ouvir o
seu número, deverão escolher alguém e abraçá-lo.
Ip s p
C o m e c e ch am an d o n úm ero s a le a tó rio s,
menos o número que está nos papéis. Quando
M9R
você finalmente disser o número, todos deverão
se abraçar, pois têm o mesmo número. Texto
\v:
sugerido: "Portanto, se há algum conforto em §111
Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma
comunhão no Espírito, se alguns entranháveis
afetos e com paixões, com pletai o meu gozo, Com o foram
#
O que anunciaram ou
PRO FETAS conhecidos
para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, denunciaram ?
O mau relacio n am en to de D eu s
o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa" (Fp O seía s
com 0 seu povo.
O profeta do amor
J. Telm a Bueno
2.1.2). Faça a conclusão e encerre. Jo el O P entecoste O Profeta do Pentecoste
Pedagoga, jornalista,
A co rru p ção na política e a falta
Am ós O Profeta da Justiça Bacharel em Teologia e
de justiça social.

0 que fez cessar a zombaria


editora das revistas de
O b ad ias Q u e vontade de Deus é soberana!

O Profeta M issionário
Jovens e Maternal da
Jo n as O O rg ulho humano

M iquéias A M isericórdia d e D eus O Profeta dos Pobres Sr CPAD. Palestrante


' «fe* das
conferências da CPAD,
, Naum O Ju ízo d e D eus O Poeta *
■CAPED e autora da Casa.
Habacuque A s queixas de um profeta O filósofo Bí
Sofonias O juízo d e D eu s é para todos! O O rad o r Sim one Maia
O povo da aliança tem responsa­ O P ro fe ta da co n stru çã o
‘ Bacharel em Pedagogia
| A geu
b ilidades com Deus do tem plo i (UCB) e Teologia
Zacarias O reino do M essias está por vir! O vidente (IBADERJ), professora
M alaquias O valor da família O conferencista de ED e assistente de
redação da CPAD

*JSh' ' *
ENSINADOR Cristão 35
A RAÇA
HUMANA:
O R IG E M , Iniciaremos mais um trimestre. O primeiro do pre­
sente ano. É um momento importante para a reflexão
D O U T R IN A E do que foi feito ao longo do ano passado o que deve
ser feito em relação ao ano que inicia.

RED EN ÇÃO O assunto do nosso trimestre é sobre da doutrina


bíblica do homem, um tema importante da Teologia
Sistemática. Para isso, você deve reunir bons livros de
Teologia Sistemática, de preferência sob a perspectiva
pentecostal, bem como uma boa Teologia Bíblica do
Antigo Testamento. Planeje suas aulas para o trimestre e
aprofunde a sua pesquisa acerca do tema. Assim, você
e seus alunos crescerão ao longo do trimestre.

Resumo trim estre


Ao longo de 13 lições, estudaremos a doutrina bíblica
do homem. De maneira geral, veremos que Deus criou
o homem e este caiu; todavia, em seguida, o Altíssimo
prometeu-lhe a salvação. A história do homem é uma
história de criação, queda e redenção.
Nesse sentido, a primeira lição é uma introdução ao
tema, focando logo em seguida em Adão, o primeiro
ser humano. A segunda lição versa sobre a criação da
mulher, Eva. A terceira, a respeito da natureza humana,
sua constituição: corpo, alma e espírito. A quarta, dos
atributos do ser humano: espiritualidade, racionalidade,
sociabilidade, liberdade e criatividade. A quinta, da
unidade da Raça Humana, com ênfase em sua unidade
linguística original. A sexta, da sexualidade humana:
objetivos e distorções da sexualidade. A sétim a, da
Queda do ser humano: livre-arbítrio e consequências.
A oitava, da fundação da civilização humana, ou seja,
sua origem, conflito e intervenção divina. A nona, o pri­
meiro projeto global: Babel e a intervenção de Deus. A
décima, do Evangelho que pode transformar a cultura.
A lição 11, acerca do homem do pecado e sua missão.
A liçã o l2, de Jesus o homem perfeito: verdadeiro
Deus e verdadeiro homem. Finalmente, a lição 13 aborda
o Novo Homem em Jesus Cristo, ou seja, conversão,
justificação e santificação. Assim, você pode planejar
o trimestre a partir do olhar o todo da lição.
Envie sua carta ou email para CPAD
Suas críticas e sugestões são muito Liçõ o 1
importantes para a equipe de produção
de Ensínador Cristão. A primeira lição tem o objetivo de apresentar os con­
ceitos e os objetivos da doutrina bíblica do homem. Por
Av. Brasil, 34.401, Bangu - 21852-000 - Rio de janeiro isso, ela introduz o assunto. Entretanto, a lição perpassa
ensinador@ cpad.com .br
a criação dos Céus e da Terra, a criação do homem e
TeL; 212406-7371 / Fax: 212406-7370
sua missão. É possível, aqui, fazer uma reflexão bíblica
acerca do sentido da vida. Por que o homem foi criado?

36 ENSÍNADOR Cristão
Esta lição tem como tema central Eva, a primeira O ser humano é um ser tricotômico. Ele não é só
mulher. É muito importante ter uma visão bíblica e correta corpo, nem muito menos só alma ou só espírito. Ele é
acerca da mulher. Sua posição na criação, na família e constituído de corpo, alma e espírito; portanto, um ser
na sociedade. Aos olhos de Deus, não há diferença de integral. É assim que as Escrituras mostram o ser humano.
valor entre homem e mulher. Resumo do lição
Resumo do lição Nesta lição, temos os objetivos de mostrar a comple­
A lição procura mostrar que a mulher foi um projeto xidade do ser humano, bem como elencar as caracte­
executado por Deus desde o princípio. Para isso, a rísticas do corpo humano; destacar que alma é o nosso
lição apresenta o primeiro tópico a respeito da mulher elo com o mundo exterior; e relacionar o espírito com o
no plano de Deus. Em seguida, no segundo tópico, nosso contato direto com Deus. Esses objetivos suprirão
descreve a criação da mulher. E, finalmente, no terceiro o propósito de afirmar a complexidade humana, que
tópico, aponta a missão da mulher. passa pela materialidade e imaterialidade do ser que
Para apresentar a mulher no plano de Deus, o pri­ se revelam na constituição do corpo, alma e espírito,
meiro tópico ressalta que a criação da mulher não foi isto é, da pessoa humana.
um ato improvisado de Deus, mas planejado desde o Assim , para m ostrar a com plexidade humana e
início. O tópico enfatiza a decisão de Deus em criar a elencar as características do corpo humano respectiva­
mulher e sua constituição como pessoa. mente, em primeiro lugar, o primeiro tópico mostra que
Para descrever a criação da mulher, o segundo a natureza do ser humano é distinta tanto em relação a
tópico traz o relato de Gênesis em expressão médica, Deus quanto em relação aos anjos; em segundo lugar,
objetivando dar clareza à compreensão do relato bíblico: o segundo tópico elenca as seguintes características do
o uso de uma "anestesia" natural, um procedimento corpo humano: materialidade, visibilidade e mortalidade.
cirúrgico e a inauguração da engenharia genética. O terceiro tópico destaca que a alma é o nosso elo
Para apontar a missão da mulher, o terceiro tópico com o mundo exterior, revelando que a sua separação
enfatiza que Deus criou a mulher para cumprir a missão do corpo provoca a morte. Nesse sentido, não há pessoa
de mãe, de esposa e de súdita no Reino de Deus. humana sem a união da alma (e do espírito) e do corpo.
Assim, a lição conclui que tanto o homem quanto O quarto tópico relaciona o espírito como a sede da
a mulher se complementam e igualmente são impres­ nossa comunhão com Deus, o elemento que faz com
cindíveis ao Reino de Deus. que nos liguemos com as coisas espirituais e divinas.

Uma sugestão Aprofundando o temo


Para aprofundar em seus estudos, leve em conta este Com base em 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus4.12,
fragmento: "Como historiador e estudioso da Bíblia, posso nós, os assembleianos, compreendemos que o ser humano
afirmar que, se há lugares onde mulheres desfrutem de muitas é corpo, alma e espírito. Mas há irmãos que entendem
das mesmas liberdades atuais que os homens, isso só foi que ele não é tricotômico (composto de três partes), mas
possível por causa de Jesus Cristo e sua influência no mundo. dicotômico (composto de duas partes). Acerca disso, o
Quando Jesus veio, Ele enalteceu as mulheres. Jesus não foi teólogo pentecostal, Myer Pearman, em "Conhecendo
um político revolucionário, como alguns de seus seguidores as Doutrinas da Bíblia", escreve: "Embora distintos, o
desejavam. [...] Ele não superaria os poderes do mal por espírito e a alma são inseparáveis, pois permeiam e in-
meio da força bruta, mas através do amor e da igualdade, terpenetram um ao outro. Por estarem tão interligados,
ao mudar o DNA espiritual central da sociedade. Foi sua as palavras 'espírito' e 'alma' muitas vezes confundem-se
mensagem que cativou corações e mentes, reprimiu os (Ec 12.7; Ap 6.9), de maneira que um trecho descreve-se
preconceitos sociais e revolucionou as práticas antigas, a substância espiritual do homem como alma (Mt 10.28)
dentre as quais estava o tratamento horrendo dado às e em outra passagem, como espírito (Tg 2.26)". Logo, a
mulheres. Sem a influência de Jesus, as mulheres provavel­ razão de os termos alternarem-se entre si, não significa que
mente teriam permanecido sem liberdade" (JOHNSTON, ambos sejam sinônimos, como bem demonstra Pearman.
Jeremiah J. Inimaginável: o que nosso mundo seria sem o Entretanto, como alma e espírito são inseparáveis, só a
cristianismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.195). Palavra de Deus pode distingui-los (Hb 4.12).

ENSINADOR Cristão 37
O dicionário Caldas A ulete conceitua a palavra As Sagradas Escrituras mostram que o ser humano
atributo como "aquilo que é próprio de alguém ou de veio de um único casal: Adão e Eva. Neles está a origem
algo, [...] característica, qualidade, condição de algo ou de nossa raça. A historicidade de Adão e Eva mostra a
alguém". Esta lição tem o propósito de explorar alguns unidade racial do ser humano, sua unidade linguística
dos atributos humanos que são perceptíveis com o seu e, por intermédio da cruz, a unidade com nosso Senhor
desenvolvimento. Assim, veremos que o ser humano Jesus Cristo.
espiritual, racional, livre e criativo.
Resumo da lição
Resumo do lição Não se pode perder de vista o objetivo geral da
Os objetivos da presente lição passam explicar a lição que é o de esclarecer que toda humanidade pro­
espiritualidade humana, radiografar a racionalidade vém de um único casal: Adão e Eva. Para atingir esse
humana, expor a sociabilidade humana, aclarar a li­ objetivo, a lição precisa cumprir outros três específicos.
berdade humana e pontuar o trabalho e a criatividade No primeiro tópico, apresentar a unidade racial do
humana. Todos esses objetivos têm o propósito mostrar ser humano. No segundo, discorrer sobre a unidade
a complexidade do ser humano. linguística original da humanidade. No terceiro, refletir
O primeiro tópico explica a origem divina do espírito sobre a unidade em Cristo.
humano e, por isso, a pessoa humana anseia pelo Pai O ponto central, como mencionamos anteriormente,
Celeste. O segundo tópico radiografa a racionalidade, é que toda a humanidade provém de Adão e Eva. Para
apresentando Deus como um ser racional e, afirmando isso converge toda a lição.
assim, a perfeita harmonia entre a genuína razão e a Nesse sentido, para atingir o primeiro objetivo, o
fé bíblica. O terceiro tópico expõe que Deus criou os tópico um apresenta que a origem divina do homem,
seres humanos gregários e sociais; assim, a solidão é sua unidade racial e psicológica corroboram a unidade
contrária à natureza humana. O quarto tópico mostra humana. No tópico dois, está presente a perspectiva
aclara a questão do livre-arbítrio, mostrando Deus o de que houve uma língua primeva, seguida de uma
concedeu ao ser humano para que ele escolhesse entre confusão linguística. E que é possível perceber seus
o bem e o mal. E, finalmente, o quinto tópico pontua indícios nos diversos idiomas presentes. Finalmente,
que através do trabalho, e por meio de sua criatividade, no terceiro tópico, há a reflexão de que todos os seres
o ser humano transforma e preserva a terra. humanos acham-se ligados em Adão quanto ao pecado,
Espiritualidade, racionalidade, sociabilidade, liberda­ e em Cristo quanto à redenção.
de e criatividade são palavras que revelam os atributos
Para a a p ro fu n d a r o tem a
humanos concedidos pelo Criador a fim de que ele se
desenvolva no mundo. Se em Adão todos pecaram, em Jesus todos têm a
oportunidade de obter a vida eterna. Essa correlação
Para a p ro fu n d a r o tem a entre o Adão do A ntigo e o Adão do Novo, Je su s
Para aprofundar melhor o tema do trabalho, destaca­ Cristo, estabelece o fundam ento teológico de uma
mos aqui uma reflexão acerca da vocação para o trabalho das doutrinas mais importantes do evangelicalism o:
que pode ser um excelente ponto de partida para uma a salvação. A Bíblia mostra que Jesus se entregou por
cosmovisão pentecostal a respeito da vida em sociedade. todos e que Deus quer todos os homens sejam salvos
Com a palavra Miroslav Volf, da obra "Panorama do Pensa­ (1 Tm 2.4,6). Que Jesus é a propiciação para o mundo
mento Critão": "Todos os tipos de trabalho têm dignidade (1 Tm 2.2). Entretanto, há um ponto importante. Embora
igual. O trabalho religioso (como pregar ou ensinar num a salvação esteja disponível a todos, ela só é eficaz aos
seminário) não é melhor que o trabalho secular (como que se arrependem e creem.
assar pão ou construir pontes); ambos são igualmente Nessa relação soteriológica vemos a unidade racial
bons se forem feitos em resposta ao dom e chamada do do ser humano. Em Adão estávam os ligados pelo
Espírito de Deus" (p.229). Assim, se fomos chamados à pecado. Em Cristo, estamos ligados pela redenção.
"andar no Espírito", isso passa também pelo trabalho Essa é uma correlação maravilhosa. Pois em Cristo,
que executamos. Uma cosmovisão do crente pentecostal os que se arrependem e creem estão predestinados
deve levar em conta que tudo o que ele fizer no mundo à vida eterna. Se o pecado veio por Adão, a redenção
tem a ver com a sua vocação oriunda do Espírito Santo. veio por Cristo.

38 ENSINADOR Cristão
Deus formou o homem e a mulher e constituiu o A perspectiva das Escrituras quanto a natureza
sexo para que ambos pudessem desfrutá-lo dentro humana é realista: o ser humano é inclinado ao mal. A
do matrimônio. Esse foi o projeto original do Criador. Bíblia diz que o ser humano foi manchado totalmente
Qualquer relação humana que subverta esse padrão pelo pecado. Seu interior foi corrompido pela malda­
toma o caminho da contrariedade ao plano divino. de. A natureza humana, nesse sentido, é má por causa
Nesse sentido, podem os afirmar que o sexo tem o do pecado. As Escrituras revelam que só por meio de
objetivo biológico, no sentido de garantir a procriação; Jesus Cristo há redenção para o ser humano caído.
mas também o objetivo recreativo para que o homem A Bíblia diz que Deus quer todo o homem seja salvo.
e a mulher se alegrem no matrimônio; e, finalmente, Só o Evangelho pode remover a mancha do pecado.
tem o objetivo de, como em tudo na vida do crente,
Não ignore a s objetivos
glorificar a Deus.
Para mostrar essa realidade a lição deseja cons­
A tenção poro os objetivos cientizar os alunos acerca da gravidade do pecado.
Neste lição, temos o objetivo geral de mostrar ao Para realizar essa conscientização temos três objetivos
aluno que o sexo foi criado por Deus para ser desfruta­ específicos para atingir. O primeiro, relacionar o livre-
do dentro do matrimônio. Para alcançar esse objetivo -arbítrio com a soberania divina. O segundo, apresentar
macro, devemos priorizar os objetivos micros. Ou seja, a Queda como um evento histórico e literal. Em terceiro,
em primeiro lugar, conceituar a palavra sexo e enfatizar pontuar as consequências da queda de Adão. Assim,
que Deus criou apenas dois sexos; em segundo lugar, podemos perceber que tudo na lição concorre para o
elencar os objetivos da sexualidade humana; e, final­ seguinte ponto: a queda humana representou a perda
mente, apontar as distorções da sexualidade. Tudo do completo domínio do homem sobre a criação e o
isso está am arrado para atingir o ponto central da tornou vulnerável à morte.
lição: a sexualidade humana tem por objetivo a união
Resumo da lição e p e rsp e ctiva s
do homem e da mulher, a reprodução da espécie e a
glorificação a Deus. O primeiro tópico relaciona o livre-arbítrio com a so­
berania divina, mostrando que entre os dois encontra-se
Resumo e p e rsp e ctiva s da lição a responsabilidade humana. Isso significa reconhecer que
Por isso, no primeiro tópico, está claro que ao criar o a soberania divina não anula a responsabilidade humana.
ser humano, o Criador estabeleceu apenas dois sexos: O segundo tópico, ao apresentar a literalidade da
o masculino e o feminino. Esse tópico quer deixar bem Queda, destaca a possibilidade da queda, a realidade da
claro que a distinção entre homem e mulher, masculino tentação e a historicidade da queda. Ou seja, a Queda
e fem inino, é algo feito pelo o próprio Criador. No humana foi literal, sua história narrada no Gênesis é
segundo tópico, os objetivos do sexo são elencados: realista. Como disse um grande pensador cristão: "a
a procriação, a união conjugal e a glória de Deus. Na doutrina do pecado original talvez seja a única doutrina
perspectiva divina, o sexo tem o objetivo de perpetuar do cristianismo que pode ser provada empiricamente".
a espécie humana, de garantir a recreação e o prazer Ora, em cada esquina é possível ver a maldade humana
entre o homem e a mulher no matrimônio e, finalmen­ manifestada no homicídio, na imoralidade, no roubo.
te, glorificar a Deus por tão maravilhosa bênção. No E, finalm ente, o terceiro tóp ico , ao pontuar as
terceiro e último tópico, é expostas as distorções da consequências do pecado, destaca: a consciência do
sexualidade, mostrando que elas perpassam a forni- pecado, a perda da comunhão com Deus, a transmissão
cação, o adultério, o homossexualismo e a ideologia do pecado às gerações subsequentes, a enfermidade da
de gênero. O que significa dizer que o sexo entre terra e, finalmente, a morte física. Todos esses pontos
solteiros vai contra o plano de Deus para o homem e mostram a universalidade do pecado. Sua perspectiva
a mulher; que o sexo fora do casamento, entre casado psicológica, a consciência do pecado; a inclinação para
com solteiros ou com outras pessoas casadas, é uma a idolatria, a perda da comunhão com Deus; a conde­
afronta a Deus e ao cônjuge; que a relação homossexual nação da humanidade, a transmissão do pecado para
viola o padrão da santidade divina; e que, finalmente, gerações; a poluição do Meio Ambiente e o sofrimento
Deus criou o homem e a mulher com sexos e papéis da Terra, a enferm idade da Terra; e a morte como o
plausivelmente distintos. salário do pecado, a morte física.

ENSINADOR Cristão 39
O IN IC ÍO DÁ C IVILIZACA O PRIMEIRO PRO JETO
■ H H H h u m à TTÃ I ■ d e ó l ò b ã l is W S ,

"E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, Há pessoas tão ricas e poderosas que acreditam
e m ultiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a" é o piamente que podem influenciar e, até mesmo, determi­
que está escrito em Gênesis 1,28a. Do casal primevo, nar fatos no mundo. Isso não é novo, pois as Escrituras
Deus planejou a raça humana. Sua ordem: frutificar e revelam homens que intentaram construir um "mundo
multiplicar. Aqui, está implícito a fundação da civilização particular" em que Deus não faria mais parte dele. Seria
humana. O que significa criar cultura, estabelecer um o primeiro projeto global de poder narrado em Gênesis
conjunto de realizações espirituais, morais e materiais. e denominado de a Torre de Babel.
Nesta oportunidade, queremos evidenciar que o
A tenção poro os objetivos
globalism o afronta os propósitos de Deus no mun­
O objetivo geral da lição é esclarecer que Deus do. Esse é o nosso ponto central da lição. Todos os
intervém na civilização humana. Para promover esse outros objetivos convergem para isso. N esse sen ­
objetivo a lição traz mais três que apresentam o as­ tido, o prim eiro objetivo específico de nossa lição
sunto de maneira específica. O primeiro, conceituar a é apresentar a segunda civilização humana a partir
origem da civilização humana. O segundo, correlacionar
de Noé, pois é a partir de nosso querido patriarca
civilização e conflito. E o terceiro, demonstrar o Deus
que os seres humanos se multiplicam no mundo. O
que intervém na civilização. Assim, uma das principais
segundo, explicar o globalismo de Babel, no que ele
funções do ser humano é fundar uma sociedade que
consistiu e se ele foi bem -sucedido no seu intento.
glorifique a Deus. Ao menos essa deveria ser a grande
O terceiro é mostrar, que a despeito da rebelião do
missão da civilização humana.
ser humano, Deus intervém em sua história como fez
Resumo do liçã o e p ersp ectivo s no episódio da Torre de Babel.
No primeiro tópico, para conceituar a expressão Resumo do lição e p e rsp e ctiva s
"civilização humana", você deve expor que a civilização
Para apresentar a segunda civilização humana a
é o conjunto de realizações espirituais, morais, sociais,
partir de Noé, o primeiro tópico mostra que o filho mais
materiais e econômicas da vida humana num lugar. Ou
novo do patriarca rebelou-se e inaugurou outro período
seja, tudo o que foi produzido ao longo dos séculos,
de decadência e apostasia aos mandamentos divinos.
em perspectiva religiosa, política e cultural, constitui a
Sim, a segunda civilização humana, a que veio depois
civilização humana.
da geração do dilúvio, seria marcada pela decadência e
No segundo tópico, há a correlação entre civilização
apostasia. Uma sociedade que, de maneira deliberada,
e conflito. A Bíblia mostra a civilização de Caim , na
afrontaria os planos de Deus.
pessoa de Enoque, neto de Caim, conflitos violentos
Para explicar o globalismo de Babel, no que ele
enormes. Ainda que tal civilização fosse tecnologica-
consistiu, o segundo tópico informa que a civilização
mente avançada para a época, o conflito humano vem
de Noé dispunha de grandes elementos para forjar uma
desde o início da civilização humana. As guerras foram
sociedade globalista: uma só língua, um só povo e uma
uma tendência na história do ser humano. Isso mostra o
quanto o pecado que atingiu o ser humano o desabilitou só cultura. Era tudo o que aquela sociedade precisava
para se fechar em si mesma e dar seguimento ao mais
a fazer a vontade de Deus.
No terceiro tópico, Deus é Aquele que continua ousado plano de poder global no mundo. Deus não
a intervir na história humana em Cristo. Mediante seu assistiría a esse plano de maneira passiva.
Filho, Deus salvou homens e mulheres, imputando-lhe Assim, para mostrar que Deus interviu no episódio
uma nova natureza. A maneira de pensar e agir se faz da Torre de Babel, contra a rebelião dos homens, o ter­
outra. Em Cristo, o ser humano tem a oportunidade de ceiro tópico destaca que a intervenção divina consistiu
fazer a vontade de Deus, cultivar cultura, valores morais na confusão de língua, fazendo gerar a partir desse
e espirituais que honrem e glorifiquem a Deus. fenômeno várias outras línguas e, consequentemente,
A história do ser humano nas Escrituras mostra que a dispersão dos descendentes de Noé.
o homem falhou nesse propósito. Mas, em Cristo, com Deus continua soberano no mundo. Ainda que os
uma natureza regenerada pelo Espírito Santo, isso é intentos humanos tenha aparência de resiliência, eles
possível. duram até o próprio Deus intervir soberanamente.

40 ENSINADOR Cristão
Liçõo 10

A CULTURA HUMANA
Wmm

A cultura manifesta o que predomina na natureza do O Anticristo é o assunto central desta lição. É a en­
ser humano. Ali estão o seu olhar, pensamento, desejo carnação do que há de mais maligno no mundo. Ele se
e sentimento. Há uma inclinação clara para o mal na opõe a tudo que está entorno de Cristo. Nesse sentido,
cultura do homem, pois este é manchado pelo pecado. apresentarem os o homem do pecado, o Anticristo,
Entretanto, há também sinais de coisas boas porque o estudaremos sua missão na Terra e apontaremos sua
ser humano carrega consigo a imagem de Deus. Por destruição por ocasião da vinda de Jesus.
isso, esta lição tem o objetivo geral de dem onstrar
Resumo da Liçõ o
que a cultura pode ser transformada pelo Evangelho.
Ora, o Evangelho redime o ser humano todo e, como Para atingir a esses objetivos, o primeiro tópico
consequência, faz com que ele produza cultura que apresentará o anticristo como o "ungido" do Diabo,
glorifique maravilhosamente a Deus. bem como a sua natureza. A Bíblia revela que essa
Para mostrar isso, temos ao menos três objetivos natureza é maligna.
a atingir. O primeiro, definir a cultura. Trata-se de um No segundo tópico é descrita a missão do homem
conceito com plexo, por isso, é preciso atenção para do pecado. Essa missão passa pela oposição a Deus, a
expor esse conceito. Segundo, tem o objetivo de des­ Israel, a Jesus Cristo e à Igreja. É o aprofundamento de
crever uma cultura dominada pela iniquidade, ou seja, toda perversidade contra o plano de Deus. O trabalho
suas marcas e características. E, finalmente, o último do Anticristo se resume em fazer oposição ferrenha
objetivo é mostrar que o Evangelho transforma a cultura. a Deus e ao seu plano redentor para a humanidade.
O terceiro tópico apresenta a destruição do Anticris­
Resumo do liçõo e p e rsp e ctivas
to, passando pela sua ascensão, auge e ruína imperial.
No sentido de definir a palavra cultura, o primeiro
A p ro fu n d an d o o tem a
tópico apresenta a palavra como a soma de todas as
realizações humanas: espirituais, intelectuais, materiais O Anticristo, o homem do pecado, é um personagem
etc. Em seguida, há um contraste entre a cultura gentílica central no tempo da Grande Tribulação. Enquanto está
e cultura do povo de Deus, destacando que este vive ocorrendo no céu o Tribunal de Cristo e as Bodas do
sempre para a glória de Deus. Cordeiro, na terra, após o Arrebatam ento da Igreja,
Para descrever uma cultura dominada pela iniqui­ dar-se-á o início da Grande Tribulação. Será um período
dade, o segundo tópico mostra que o homem foi feito histórico de sete anos entre o Arrebatamento da Igreja
para lavrar a terra e fazer cultura, mas, por causa do de Cristo e a Segunda Vinda gloriosa de Jesus Cristo ao
pecado, a cultura humana pôs-se contra Deus. O ser mundo. As Escrituras mostram que o tempo da Grande
humano rebelou-se contra o seu Criador. A civilização Tribulação será marcado como o tempo da "ira de Deus",
pós-diluviana tinha como marca cultural o homicídio, o da "indignação do Senhor", da "tentação", da "angús­
erotismo e o consumo irrefreado. Ou seja, seu pensa­ tia", de "destruição", de "trevas", de "desolação", de
mento resumia-se ao aqui e o agora. Tudo isso revelado "transtorno" e de "punição" (1 Ts 1.10; Is 26.20,21; Ap
num modo de vida puramente materialista. 3.10; Dn 12.1; 1 Ts 5.3; Am 5.18; Dn 9.27; Is 24.1-4,20,21).
Para pontuar o poder transform ador do Evange­ Será o tempo em que o Altíssimo intensificará os seus
lho, o último tópico demonstra que Evangelho pode juízos àqueles que, conscientem ente, se rebelaram
transformar a cultura dominada pela iniquidade. Para contra o criador. Nesse sentido, podemos dizer que os
isso, o tópico apresenta que Jesus Cristo nasceu num propósitos da Grande Tribulação são: (1) fazer justiça,
contexto cultural oposto ao desígnio de Deus. A partir (2) preservar um pequeno grupo de pessoas fiéis, que
do exemplo dos crentes de Corinto, é possível perce­ sobreviveram aos ataques do Anticristo.
ber o impacto que o Evangelho traz à vida de pessoas Deus derramará a sua ira na Grande Tribulação por
sim ples. A partir dessas pessoas qualquer instância intermédio da abertura dos selos (Ap 6), do toque das
pode ser transformada. trombetas (que é o desdobramento do sétimo selo El Ap
O Evangelho é poderoso para fazer coisas extraor­ 8 - 11) e do derramamento das taças (Ap 16). Então, a
dinárias. Ainda que vivamos em uma cultura oposta a Grande Tribulação terá fim por ocasião da manifestação
nossa fé, Deus pode salvar pessoas e por meio delas gloriosa do Filho de Deus nos Montes das Oliveiras (Zc
recuperar uma cultura. 14.1-7; Mt 24.22,29,30).

ENSINADOR Cristão 41
Jesus é a pessoa mais importante que existiu no Nesta lição é preciso ressaltar que pela fé em Cristo o
mundo. Ele veio em forma de uma criança, cresceu na ser humano pode se tornar nova criatura. Nesse aspecto,
graça e no conhecimento, diante de Deus e dos homens. o passado fica para trás e em Cristo tudo se faz novo.
Jesus iniciou o seu ministério com doze discípulos, pre­ Então, passamos ter um novo olhar, uma nova atitude,
gando o Reino de Deus por toda a Antiga Palestina. É um novo comportamento. Assim, ocorre a verdadeira
impossível alguém ficar indiferente em relação ao seu conversão no Senhor.
ministério. Se os nossos alunos o conhecerem como O novo nascimento é uma das mais importantes
descrevem as Escrituras, "rios de águas vivas fluirão doutrinas cristãs, pois ninguém pode fazer parte de
do seu interior". Reino de Deus se não passar pelo processo de sincera
conversão (Jo 3.3). É quando pela fé em Jesus experi­
Je su s cham ado “Cristo*
mentamos uma metanoia, isto é, uma transformação
Jesus (que quer dizer "o salvador") é o "Messias" que se inicia do interior para transbordar para o exterior.
de Israel, isto é, o ungido de Deus Pai para redimir Os sentimentos egoístas do coração são substituídos
o povo de Israel e o "Cristo" para redimir o mundo: por aquilo que agrada a Deus, os pensamentos passam
"Saiba, pois, com certeza, toda a casa de Israel que a pela renovação da nossa mente por ação do Espírito
esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor Santo, por isso, temos a mente de Cristo (1 Co 2.16).
e Cristo" (At 2.36). Jesus Cristo é o evento anunciado De fato, uma nova vida é implantada em nós. Destacar,
por João Batista: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o exemplificar e explorar as verdades desse ensino deve
pecado do mundo" (Jo 1.29). Nele, a condenação eterna ser o objetivo maior da presente aula.
é apagada, as prisões psicológicas e emocionais são
abertas. Nossa natureza humana pecaminosa, egoísta O Novo Nascimento
e perversa é completamente transformada. Quando o ser humano é regenerado, o que acontece
é uma ação decisiva e instantânea do Espírito Santo
O *10 9 0 5 “
no ser humano. Podemos dizer que ocorre uma nova
O Evangelho afirma que só há verdadeira vida por in­ criação no interior humano: "Assim que, se alguém está
termédio do verbo vivo de Deus: Jesus Cristo, a vida eterna em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram;
que pulsa de Deus para nós. É vida verdadeira que dá conta eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17). Chama-nos a
de todas as interrogações, questionamentos e dúvidas atenção a expressão "nova criatura é ". Significa que
humanas. Mas o mundo não compreendeu o significado não "será", muito menos há qualquer ideia relativizada
dessa vida, desse verbo e desse sentido último (Jo 1.5). acerca da natureza do novo nascimento. Simplesmente
Para descrever esse evento extraordinário o apóstolo a pessoa que está em Cristo "é uma nova criatura". De
João usou um termo bem peculiar em o Novo Testamento, maneira decidida e espontânea ela foi regenerada pelo
Logos, que quer dizer "verbo" ou "palavra". O apóstolo Espírito Santo e reconciliada com Deus por intermédio
escreveu assim o primeiro versículo no seu Evangelho: de Cristo Jesus (2 Co 5.19). Aqui está a garantia da real
"No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e conversão, da marca de nova criação. Tal experiência é
o Verbo era Deus" (Jo 1.1). Esse versículo descreve Jesus que traz na vida do novo convertido a certeza de que
como o início de todas as coisas e o significado último agora ele está seguro em Deus e nada poderá abalar
da vida: "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele a sua fé.
Marcelo Oliveira, nada do que foi feito se fez. Nele, estava a vida e a vida
revisor do Setor de era a luz dos homens" (Jo 1.3,4). Segundo o Evangelho, Um convite a desfrutar da presença de Deus
Educação Cristã, Deus fez tudo novo em nós. O que Ele faz é bom,
só há verdadeira vida por intermédio do verbo vivo de
comentarista do
Deus: Jesus Cristo, a vida que pulsa de Deus para nós. agradável e perfeito. O nosso maior desafio é jamais
currículo Infanto-
Só ele quem pode doar vida verdadeira. Só Ele quem deixar de convivermos diariamente com a presença dEle.
Juvenil e da revista
dá conta de todas as interrogações, questionamentos É o elemento mais importante para a nossa sobrevivência
Discipulando,
bacharel em e dúvidas humanas. Mas o mundo não compreendeu o espiritual. Por isso, não permitir que a frieza espiritual
Teologia, licenciado significado dessa vida, desse verbo e desse sentido último bata a porta da vida nem que a incredulidade invada
em Letras e pós- (Jo 1.5). Mas para nós, os que cremos, o servo Jesus é a mente e escravize o coração, e que o Espírito Santo
graduando em Senhor e Cristo. Sejamos servos disponíveis no serviço, ensine a quem nasceu de novo são reflexões que devem
Educação olhando sempre para o autor e consumador da nossa fé. ser exploradas ao longo da presente lição.

Z+2 ENSINADOR Cristõo


mm mm ®i mmmmmmm

. R M M K M Ü I W»K MWWMM: A M »

Cremos que as Escrituras


foram inspiradas por Deus,
dadas pelo seu Santo Espírito
A Bíblia Assem bléias de Deus, além do texto sagrado e da Harpa Cristã, traz em um encarte
colorido a história e a importância da denominação e também o resumo de sua Declaração de Fé.
Em duas versões de capa e com quatro cores à escolha, esta Bíblia é ideal para aqueles que congregam
e querem saber mais acerca das Assembléias de Deus no Brasil.

Conteúdo
Texto Bíblico na versão A lm eida R evista e Corrigida;
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Escola Dominical: a maior escola do mundo;
A organização das Assembléias de Deus no Brasil;
Resumo da Declaração de Fé.

D ois m odelos de capa;


Tamanho: 13,8 x 21 cm;
Capas couro simulado nas cores preta, vinho, marrom e rosa;
Beira dourada e /o u prateada.

b íb l ia
ASSEMBLÉIA
——-Dl—
——
DEUS DEUS

• HARPA ÇRfSTÃ
•Q UEM SOMOS
RESUMO DA DECLARAÇÃO DE t à >HARPA CRISTÃ
/ -Q UEM SOMOS
RESUMO DA DECLARAÇÃO DE Pê

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VIDA
A ED como promotora
A rtigo

do Identidode j
Pentescotal Ii i ° i,

"De que maneira poderá 1.0 que é identidade


o homem guardar puro o
A p esar da identidade ser en ­
seu caminho? [...]"S1119.9.
tendida como um elem ento que
A Escola Dominical é um espa­ fixa o co m portam ento h eg em ô ­
ço de aprendizagem que prioriza nico de um grupo , o desenro lar
o estudo da Bíb lia, tend o com o da vida no âm bito cristão ou fora
p rin cip al e n fo q u e a vid a cristã dele, acontece na esfera social, no
prática. Para alcançar este objetivo espaço público, nos lugares onde
nos convoca a reafirm ar as boas
lança mão da Teologia Pentecostal as mais variadas perspectivas de
características da identidade e nos
explicada de forma simples e clara vida se en co n tram , conflitam e/
co lo ca d iante dos nossos erros
aos seus alunos. Essa sistemática de ou sobrepõe-se umas nas outras.
e nos convoca a uma constante
ensino tem sido a principal causa A e x is tê n c ia hum ana a c o n te ce
re n ú n c ia e a b a n d o n o de to d a
das Assembléias de Deus no Brasil num cru zam ento de id e o lo g ia s
e q u a lq u e r p rá tica que fe re os
conseguirem manter uma hegemo­ marcadas pelo espírito de época,
princípios éticos que Deus requer
nia doutrinária e conseguirem ter, fruto do quadro so cial, po lítico ,
econôm ico e religioso que co n ­ do seu povo.
ainda que com alguns percalços,
uma identidade pentecostal. figuram os co n te xto s nos quais 2.1 A importância do
C la ro q ue nas id e n tid a d e s , estamos inseridos. Nesse sentido, estudo bíblico
tanto de pessoas quanto de ins­ a identidade é algo inconcluso e
A leitura bíblica penteco stal
titu içõ e s, não existem som ente p re cá rio tem c a rá te r d in â m ico ,
não é feita som ente com pressu­
características positivas, tam bém em b o ra sem p re de novo ela se
postos racionais, mas com equi­
estão em butidas algum as falhas fixa em valores comuns e duráveis
líbrio desde sem pre foi efetuada
e p ro b le m a s , e tu d o p o d e se do grupo social, para em seguida
na dinâm ica da experiência com
cristalizar com a trad ição , neste se m odificar novam ente.
o Espírito Santo , neste sentido ,
s e n tid o , é p re c is o se m p re de
2. Identidades o serem cabe deixar que o Espírito Santo
novo a p lica r um d os p re ce ito s
mantidos le ve o co ra çã o do c re n te e da
da Reform a Protestante: "Igreja
A firm ar a id e n tid a d e p e n te ­ com unidade ao quebrantam ento
reform ada, sem pre se reform an­
costal é faze r a m anutenção do d ia n te de suas v e rd a d e s , bem
d o " , é p re ciso se m p re re ve r a
n osso se n tid o de e x is tê n c ia . E com o ao co nfo rto , tão p ecu liar
identidade da igreja e verificar se
ela reflete o evangelho de Cristo c o n sta n te m e n te d e ix a r que as à pessoa do Espírito Santo, pois

em todas as dim ensões. Por esse nossas vidas, de modo individual, o sola scriptura não existiría sem

m otivo, é preciso pensar a id en­ e a vida da igreja com o um todo, a ilum inação e inspiração do so-
tidad e A ssem bleiana a partir da sejam continuamente confrontadas lusSpiritu Sanctus,pois o Espírito
E D , fo rta le c e n d o o que é bom com a v e rd a d e do e v a n g e lh o , S a n to ,se n d o D e u s, é m aior do
e tra n sfo rm an d o o q ue re q u e r ú n ica id e n tid a d e d ig n a de se r que a escritura, mas am bos são
m udança. p re se rv a d a . Um a v e rd a d e q u e m aiores do que a experiência.
2.2 - O cuidado com os acontecer no culto ou fora d ele.
doutrinos calvinistas Se engessarm o s a liberd ade do
Esp írito Santo nada so b rará da
O calvin ism o é um ram o da
vivacid ad e do p en teco stalism o .
igreja cristã muito piedoso e apli­
Isso é in d ica tivo de que na ED
cado aos estudos bíblicos e teoló­
p o d e -se e n sin a r nosso po vo a
gicos, entretanto algum as idéias
se render à influência do Espírito
centrais d este m odelo teológico
Santo de form a inteligente.
estão em confronto com as idéias
No livro de João 3.8, Jesus diz
pentecostais e são irreconciliáveis.
"o vento sopra onde quer, ouves
Neste sentido, deve-se respeitar o
a sua voz, mas não sabes donde
que eles pensam, livre de atitudes
vem , nem para onde vai, assim
combativas ou beligerantes, mas
é todo que é nascido do E sp íri­
ensinar corretamente as verdades
to " , dando-nos a e n te n d e r que
p e n te c o s ta is , tão b e la m e n te
o Espírito Santo é incontrolável,
e sb o ç a d a s na d e c la ra ç ã o de
im previsível, seus direcionam en­ CONCLUSÃO
fé lançada pela Editora C PA D .
to s não p o d em se r c a lcu la d o s
Este perigo é presente especial­ A preservação da iden­
e transpassam a in teligibilid ad e
m ente entre os jovens Assem - tidade pentecostal tem
hum ana, mas ao m esm o tem po
bleianos, que ficam encantados resultados abrangentes
age em simbiose com a inteligên­
com a organização sistemática entre os cre n te s, pois
cia humana.
das doutrinas calvinistas, pois a m arca p rin c ip a l da
g e ra lm e n te não veem esta 2.4 - Profundidade Assem bléia de Deus foi
organização em sua igreja. teológico nos pregações e a democratização do Es­

2.3- Incentivo às expe­ ensinos pírito, conferindo novo


sen tido de e xistê n cia ,
riências pentecostais
todos sentem -se auto­
Como consequência dire­ rizados a falar, porque
ta do item anterior, é o Espírito quem fala
C o m to d o por todos, consequen­
o a c e s s o à te o lo g ia te m e n te , o se n so de
que tem os hoje não cabe mais re le vâ n cia p esso al na
a d esculp a de que muita g ente so cie d ad e preenche a
su rg e o c e s s a - não considera uma instrução bem existência de cada um.
cionism o, am plam ente elaborada com o sendo da parte A ssim , ca b e à e d u c a ­
d ivu lg ad o p elo s irm ão s de D eus. O acesso e fa cilid a d e ção proporcionada nas
calvinistas, fazendo com com que hoje se tem à Teologia classe s de Esco la D o ­
que uma parte das A D 's d e ve ria se rv ir de in ce n tivo aos m inical preservarem e
c o m e c e m a e n x e rg a r líderes e pastores de promoverem in ce n tiva re m as bo as
com desconfiança e/ou um amplo acesso à uma teologia condutas da identidade
medo as m anifestações pentecostal. Isso levaria à ensinos e pentecostal, permitindo
extáticas da experiência pregações melhor fundamentadas que as novas gerações
pentecostal. Em nome nas escrituras e consequentemente sigam o legado d e ixa ­
da ord em no cu lto e geraria um melhor aproveitamento do por esta igreja que
para evitar m eninices por parte do povo. A educação incluiu milhões de pes­
e b izarrices, que d e ­ teológica deve ser vista com se ­ soas no Reino de Deus.
vem se r co m b atid as ried a d e , pois sua pouca im por­ Isso sem e sq u e c e r as
m esm o, usam-se ar­ tân cia p e rm ite a a sce n sã o dos novas dinâmicas sociais
gumentos que inibem teólogos cessacionistas, liberais e e espirituais que exigem
qualquer demonstra­ tradicionalistas, que geram atraso novos modelos contex-
ção de êxtase ou ex­ para o crescim ento saudável do tualizados de ser igreja
periência que possa movim ento pentecostal.
o y
mm
. m .BLaiiyHIrmJftai
ENSINADOR Cristão 4 5
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'''IKW» íí%;
ii
■,

mÈSBÊÊÈÊISÊmí.

AD em C qcoqI: uma igreja


Em Evidencia

que respira a essência da


I ^

Escola Dominical

in m
íS f ia a s ia
iscolQ D o m in ica l e um in s tru m e n to oe ....................
o ro as tam iüas e p o ro o so cie a a a e ron s É
■I M
pastor presidente é o aluno número Dia do Pastor, Dia da Bíblia, Dos
1 da Escola D om inical' e sem pre Avós, Das Mães, dos Pais, Páscoa,
está presente. É notável que essa Sem ana da Pátria etc".
prontidão e vontad e de ver esta O utra estratégia utilizada é o
esco la crescen d o e sem p re m e­ fo rtalecim e n to esp iritual e culto
lhorando é um grande diferencial". doméstico. "Para fortalecer a fé, a
comunhão, o vínculo familiar e manter
A Classe Ester é de irmãs casadas. Elas pnom
Estratégias que deram certo
o bom princípio do culto doméstico,
zam a união e o am or ao próxrmo. Sao alunas A ED em Cacoal usa algum as
o departamento infantil trabalha o
estratégias para manter a assidui­
assíduas e criativas projeto 'Minha família é um projeto de
dade e interesse dos alunos. Dentre
Deus'. Ao final de cada ED um aluno
elas, o superintendente destaca o
da classe do departamento infantil
Em 1971, a Assembléia de Deus acolhimento e o reconhecim ento.
é sorteado para levar uma maleta
em Cacoal (RO) foi fundada e, com "N a abertura de cada trim estre,
para casa contendo atividades que
ela, iniciava a Esco la D o m inical. é oferecido um café da manhã a
devem realizar durante a semana e
Hoje, o tem plo sede possui 1.117 todas as classes com o objetivo de
que envolvem toda a família no culto
alunos matriculados, 105 professores m elhor integração entre o corpo
d om éstico ", explica o presbítero
e 20 colaboradores que todos os docente, discente e visitantes. O
Claudinei.
dom ingos dão suporte à ED. Sem departamento infantil serve lanche
O u tro q u e sito u tiliza d o por
co n tar as c o n g re g a ç õ e s. To d as aos alunos todos os domingos antes
eles é a com unhão. "O d ep arta­
possuem classes de ED tam bém . do início das aulas. São desenvol­
mento Juvenil sem pre está atento
Com 26 turmas, a Escola Dominical vido s projetos com o gincana ao
aos valores cristãos e fam iliares.
em C acoal atende do berçário à final do trim estre relacionada ao
A lém de p alestras sobre o tem a
terceira idade. Ela é liderada por tem a estudado; para os menores
da família, este ano realizaram uma
dois superintendentes, o presbítero há projeto para incentivar a criança
semana denominada 'Encontro de
Claudinei da Rosa e o evangelista a ter assiduidade, bem como trazer
G e raçõ e s', em que os irmãos das
Daniel Muniz. consigo Bíblia, oferta e visitantes;
classes da terceira idade realiza­
O presbítero Claudinei da Rosa, ao final de cada trimestre, os alunos
ram atividades em conjunto com
nos contou que o pastor anterior, que recebem maior pontuação são
os adolescentes. Foi uma grande
N elson Luchtenberg, presidente prem iad o s p elas pro fesso ras da
bênção! Durante a semana aconte­
da C o n ven ção de M inistros das classe. Também são realizadas pre-
ceram oficinas, conversas e trocas
A ssem bléias de Deus em Rondô­ m iações para alunos que não tem
de experiências entre as gerações.
nia (C em ad eron ), foi um grande nenhuma falta durante o trimestre.
Curiosidades e perguntas. Adoles­
im pulsionador da ED em C acoal, São organizados encontros regula­
centes e anciãos saíram gratificados
"ele nos deu a visão do potencial res com todos os departam entos
p e lo s m o m en to s d e u n id a d e e
da Esco la D om inical para tra n s­ e p rem iaçõ es e reconhecim ento
co m unhão v iv id o s", aleg ra-se o
form ar vid as". aos alunos que se d estacam no
superin ten den te e diz que essas
S e g u n d o C la u d in e i, o p a s ­ em penho de estar na ED , com o:
são só algum as estratégias.
to r atu al, R ob erto A lv e s Varjão, culto de ação de graças com os
"tam bém é um am ante da Escola alunos que concluem o discipulado; Diferencial na ED
D om inical, investe, se envolve e valo rização das p rin cip a is datas A ED em Cacoal tem algum as
ap o ia as a ç õ e s. E le fala q ue 'o comemorativas, tais como: Missões, a ç õ e s e s itu a ç õ e s q u e sã o um

46 ENSINADOR Cristão
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tZíZd°efZZa
m
Clas~°lsaqu( 2
fre q u e n te s e ^ te re s s a d o s n o T o m e ú d t
m in istra d o m eudc
A c la s s e F i^ o s d o R e i é fo rm x ri*

d ife re n c ia l. C la u d in e i lista para de ter uma excelen te estrutura e


g en te alg um as. "C o m o a igreja uma quantidade considerável de
é m antenedora da Escola Daniel alunos m atriculados, acreditam os
B e rg , ela nos d isp o n ib iliz a sua q u e um d o s d ife re n c ia is alé m
estrutura para realização da ED , da estru tu ra física , seja a q u a li­
com am biente clim atizado e salas ficação e d e d ica çã o dos nossos
am plas, eq uip adas com recursos professores, são pessoas cheias do
te cn o ló g ico s, que são utilizados Espírito Santo e grande parte têm
pelos professores como meio de form ação pedagógica e atuam na
tornar as aulas atrativas; as clas­ área educacional. Outro fator que
ses são freq uentad as por alunos muito nos ajuda são as equipes de
m em bros da igreja e pessoas não apoio a escola, no organogram a Escola inical;eles estão sempre
Dom ^
evangélicas. Muitos dos frequentes, da nossa ED cad a e q u ip e sa b e aos valores cristãos e familiares que a rgreja |
trazem membros da família ou vizi­ o que precisa ser feito para que te m ensinado por meio de palestras e e s t u d ^ f c

nhos, e m otivados em aprender a o p ro fe sso r esteja su p rid o para


Palavra; a estrutura organizacional uma aula no d o m in g o ", ju b ila o
V • ,
é c o m p o sta p e lo p a sto r p re s i­ presbítero.
llllllll
dente, superintendência, equipe C la u d in e i diz que ainda tem
p ed ag ó g ica e de planejam ento, p ro je to s à se re m im p la n ta d o s.
coordenações específicas para os "A lm ejam os ter um m om ento de -* * * .....
%
d epartam en tos infantil e juvenil, fo rm ação co n tin u a d a para p ro ­
It •
se cre tário s e e q u ip e s de ap o io ; fessores e colaboradores de toda
realizamos um seminário de Escola nossa ED . Tem os uma secretaria
Dom inical anual com plenárias e de Evangelismo atuante em nossa A Classe R a q u e l ta m b é m é c o m p o s ta p o rl
oficinas, organizado com base nas igreja e fu tu ra m e n te q u erem o s m u lh e r e s c a s a d a s . Ela s in v e s te m no c o m p a - 1
n e ce ssid a d e s d id ático -p ed ag ó - trabalhar mais com evangelism o n h e iris m o e s ã o a lu n a s f r e q u e n t e s na E s c o
pmãè.
g icas, id entificadas por m eio de na Escola. Com o dizia o saudoso Dominical.
p e sq u isa feita com nossos p ro ­ pastor Antônio G ilb erto 'a Escola
fessores; Cacoal tem um histórico D om inical e van g e liza enquanto contribuirá na form ação de prin­
de líderes que sem pre valorizaram en sin a'. Q u e re m o s ap ro veitar o cíp io s e valo res na co m u nid ad e
a ED , sem p re foram ag u errid o s potencial dos alunos para ganhar­ a qual está in serid a. A ED é um
d e fe n s o re s d o e n sin o co m o a mos mais alm as para C risto ". instrum ento de bênçãos para as
p rin cip a l form a de tra n sm issã o O líd e r da ig reja, p asto r Ro­ famílias e consequentemente para
das ordenanças bíb licas". berto, fala sobre a importância da a cidade. A grande importância que
"Não podemos dizer que a nos­ ED : "Um a igreja espiritualm ente vejo é que podemos alcançar toda
sa ED seja a maior ou melhor. Esse saudável, prioriza o ensino. A ED a fam ília, e isso é extraordinário,
não é o nosso objetivo. Estam os em C a c o a l tem co m o m issão o pois se conseguirmos reunir todos
trabalhando com afinco para que a
Palavra do Senhor seja propagada
ensino sistemático da Palavra para
o fo rta le cim e n to e cre scim e n to
para o ap ren d izad o sistem ático
da Palavra com certeza terem os

e incutida na m ente e no coração da vida espiritual de cada aluno. famílias melhores, igrejas melhores
d o s q u e a fre q u e n ta m . A p e s a r A cre d ita m o s que assim a igreja e uma so cied ade m elhor".

ENSINADOR Cristõo Z+7


até mesmo leitores mais aprofundados em sua È
leitura e uso da Bíblia" (G O RM A N , p. 19). Neste
artigo, defenderei a posição de que todo professor .
de ED pode interpretar as Escrituras — com a ajuda do
Espírito Santo — , desde que conheça alguns pressupostos
herm enêuticos ortodoxos (cf. Mt 13.11; A t 17.10,11).
Um entendim ento claro desses princípios, relacionados com o m éto­
do histórico-gram atical, "proporciona uma perspectiva mais equilibrada
e uma capacidad e para um diálogo mais significativo com os que creem
de m odo d iferente" (V IRKLER, p. 35). Esse m étodo, originado em Je su s
e os apóstolos, sistem atizado pelos pais da Igreja e aperfeiço ad o pelos
reform ad o res, tem sido adotado p elo s e xe g e ta s p ie d o so s. Para estes,
interpretar uma passagem bíblica corretam ente não denota dizer o que
pensa dela, e sim descob rir seu sentido prim ário, literal, após um trab a­
lho que inclui pesquisa, análise (contextual, formal e detalhada), síntese,
reflexão, aprim oram ento e am pliação.

Z+8 ENSINADOR Cristão


plenária (2 Tm 3.16,17)

Q uando lem os um texto , não podem os forçá- equipe traduziam porções das Escrituras para o ara-
-lo a dizer que o que não diz. Valer-se do m étodo maico e acrescentavam explicações para esclarecer
histórico-gramatical significa exam inar as passagens o sentido. Mas, ainda naqueles dias, alguns escribas
bíblicas com o históricas e literais, a menos que seu co m eçaram a aleg o rizar o te xto b íb lico . Em bora
próprio contexto indique que elas são alegóricas. tivessem grande reverência ao copiá-lo, passaram
A ssim , quem faz e xe g e se , além de contar com a a usar um m étodo heterodoxo, pelo qual atribuíam
indispensável ajuda do Paráclito, o Intérprete das significado a cada d etalhe incidental d esse texto.
Escrituras por excelên cia (Mt 22.29; 1 Co 2.9,10; 1 Com isso, m enosprezavam o sentido que o autor
Jo 2.20), precisa conhecer ferram entas epistem oló- sagrado teve em m ente, ao escrever.
gicas e m etodológicas, como a Teologia (Exegética, No prim eiro século d .C ., os e xe g e ta s judaico s
Bíblica, Sistem ática e Histórica) e a Crítica (Textual, a cre d ita v a m q ue cad a p a ssa g e m d as E scritu ra s
Histórica e Literária). estava cheia de sig n ificad o . N esse caso , quando
Imaginemos que uma bula de remédio prescreva o Senhor andou na terra, deparou com essa te n ­
o seguinte: "C a so tom e mais que a dose m áxim a dência alegorista, que se baseava na ideia de que
diária (50 gotas), poderá ter um infarto". Podem os o verdad eiro sentido do texto bíblico jaz sob seu
relativizar isso e d izer: "E u in terp reto que posso significado literal. O Novo Testam ento — a começar
tom ar 70 g otas"? Claro que não! Isso tam bém vale por Je su s C risto — "lança a base para o m étodo
para a interpretação das Escrituras. Diante disso, a histórico-gramatical (gramático-histórico) da moderna
fim de com preenderm os m elhor a im portância do herm enêutica evangélica" (VIRKLER, p. 43).
m étodo histórico-gram atical — que sem pre parte De m odo geral, o M estre tratava narrativas, in­
do pressuposto de que a Bíblia é a Palavra de Deus clusive as de G ênesis, como eventos históricos (Mt
— , exam inem os um pouco da História da Exeg ese. 12.40; 19.4-6; 24.37,38). Q uando fazia aplicações, as
Em N eem ias 8.8 vem os o prim eiro exem plo de extraía do significado normal do texto, contrariando
professores fazendo exegese do texto sagrado. Como o alegorism o. Ele priorizou o que está escrito, e não
os israelitas, no período do exílio, provavelm ente a tradição (Mc 7.6-13; Mt 15.1-9; 7.28,29). Quanto aos
perderam a com preensão do hebraico, Esdras e sua apóstolos, consideravam as Escrituras como a Palavra
mssmmm
de Deus e as citavam literalm ente (2 Tm 3.16,17; 2 Quais são os pressupostos do método histórico-
Pe 1.21; 3.16). Para eles, história era história, poesia -gram atical? Em síntese, podem os enum erar doze:
era poesia, sím bolos eram símbolos (cf. At 13.16-22; (1) o intérprete deve possuir fé cristã autêntica; (2)
Hb 11; Tg 5.11,17; 1 Pe 3.5,6,20). a Palavra de D eus é infalível e in e rran te ; (3) não
Os pais da Igreja (100-600 d.C.) valorizaram pouco tem co ntrad içõ es; (4) deve-se ter em alta conta o
o legado apostólico. C lem ente de A lexandria (150- sig n ificad o literal e histórico das Escritu ras; (5) o
215 d .C .) desenvolveu a teoria de que cada texto significado verdadeiro de cada passagem é o que
tem cinco sentidos: histórico, doutrinai, profético, o autor quis transmitir; (6) não com pete ao exegeta
filosófico e m ístico. O ríg en es (185-254) acreditava introduzir no texto o significado que quer lhe dar; (7)
que o A ntigo Testam ento era uma vasta alegoria. ele deve consultar o credo ortodoxo; (8) um versículo
A gostinho (354-430), maior erudito de sua época, deve ser estudado em seu contexto; (9) o Espírito
embora tenha form ulado regras herm enêuticas que não tom a o lugar do aprendizado necessário para
vigoram até hoje, inclinou-se ao alegorism o. Mas se entender as Escrituras; (10) o exegeta deve levar
alguns pais, com o Teod oro de M o p su éstia (350- em consideração que a revelação é progressiva; (11)
428), defenderam o m étodo que seria cham ado de as figuras de linguagem devem ser identificadas e
histórico-gram atical (BRAY, p. 77-128). interpretadas com o tais; e (12) as Escrituras inter­
Na Idade Média (séculos V a XV), a intepretação pretam as Escrituras.
foi am arrad a p ela tra d iç ã o ; o que se d e sta ca va Diante do exposto, mesmo que o pro­
era o m étodo aleg o rista: "aceito u-se g eralm ente fesso r de ED conheça outros
o princípio de que qualq uer interpretação de um m étodos de interpretação,
texto bíblico devia adaptar-se à tradição e à d ou­ com o o h istó rico -crítico
trina da igreja" (VIRKLER, p. 46-47). Mas, no século e a "n o va h e rm e n ê u ti­
XVI, contrapondo-se ao dogm a de que a Bíblia é c a ", deve sab er que os
tão obscura que som ente a Igreja pode revelar seu p re ssu p o sto s h e rm e ­
verdadeiro significado, os reformadores resgataram nêuticos ortodoxos —
o método histórico-gramatical. Eles acreditavam que inspirados na maneira
a fé e a ilum inação do Espírito eram indispensáveis com o o Senhor Je su s
ao exeg eta e defendiam que a fonte prim acial de e os ap ó sto lo s inter­
autoridade são as Escrituras, e não a razão, a tradição p re ta ra m o A n tig o
ou a experiência. T e s ta m e n to — não
O s princípios de interpretação adotados pelos p o d e m ser d e s p re ­
reform adores, esp ecialm en te Lutero e Calvino, se zados. Q ue o Esp íri­
Ciro Sanches Zibordi, tornaram os g rand es p ressupo sto s o rto do xo s da to Santo nos ajude a
pastor, escritor Herm enêutica. Segundo a regra preferida de C alvi­ termos compromisso
membro da Casa no — "A Escritura interpreta a Escritura" — , a tarefa com as E s c ritu ra s ,
de Letra s Emílio principal do exegeta é permitir que o texto sagrado defendendo, assim,
Conde e da Academia
diga o que realmente diz. Exegetas pentecostais têm su a in s p ira ç ã o
Evangélica de Letras
do Brasil. Autor de divergido do calvinismo no campo soteriológico, mas plenária (2Tm
best-seller “Erros em geral adotam o m étodo histórico-gram atical. 3.16,17). .Á É 1
que os pregadores D epois da Reform a, surgiram algum as escolas
devem evitar” e das perigosas, que não consideram as Escrituras infalíveis
obras “Erros que os
e inerrantes, com o o racionalism o, o liberalism o e
a d o ra d o res devem
a neo-ortodoxia. Hoje, a maior am eaça ao m étodo
evitar", “Evangelhos
qu e Paulo jamais histórico-gram atical é a "nova herm enêutica" pós-
p rega ria ” e n tre ou tros, -IiberaI, que é ideológica e não vê a Herm enêutica
to d o s o s títu lo s prio ritariam en te com o fo rm ulad o ra de norm as e
da CPAD. E a in d a regras. Com o exem p lo po d em os citar a "H e rm e ­
c o -a u to r da obra
nêutica F e m in ista ", para a qual pouco im porta a
“Teologia Sistem á tica
Pentecostal”, também intenção autoral; ela lê o texto sagrado com as lentes
da CPAD. do fem inism o e o adapta a essa ideologia.
--JsSÉÉfefc..
jáÉ-
gjm

J r
■u ,,,
50 ENSINADOR Cristõo
Usando o seu já consagrado estilo leve e

PAULO bem-humorado, Zibordi nos brinda com


um estudo abrangente da vida de Paulo - que
depois do Sumo Apóstolo Jesus Cristo, Mestre
O PRÍNCIPE DOS dos mestres e Pregador dos pregadores - é,

PREGADORES sem dúvida, o maior dentre todos os apóstolos


e mestres, o mais destacado pregador de todos

ITINERANTES os tempos. Uma abordagem, ao mesmo tempo


historiográfica, teológica e inspirativa, centrada
na conduta de Paulo como pregador do evangelho
e no conteúdo de sua mensagem.

6a obra da
série de
sucesso de
Ciro Zibordi

Código: 345090 / Formato: 14 x 21 cm / Pág.: 272


fâ»ll
PAULO
príncipe dos pregadores

PEDí FIL barnabé

C ir o S anch es Z ib o r d i
C iro S a NCI ZlEORI»
C iro S anches Ciro S ano C iro S anche
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o n d e a c ria n ç a te m a s u a c ria tiv id a d e e
h a b ilid a d e s e s tim u la d a s . Ter um b o letim
re p le to d e n o ta s 10 n ã o significa u m a
e d u c a ç ã o d e q u a lid a d e . E o q u e é u m a
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