Você está na página 1de 4

CÓDIGOS DE

TRANSÍSTORES
Existem três normas principais de codificação marcação de Transístores

• Joint Electron Device Engineering Council (JEDEC).


• Japanese Industrial Standard (JIS).
• Pro-electron.

1. Joint Electron Device Engineering Council (JEDEC).

Neste a forma do código segue a seguinte regra:

Digito, Letra, Nº de Série, [sufixo]

A Letra é sempre 'N'

O primeiro Dígito tem sempre um valor a menos que o


número de pernos do componente, excepto para os casos onde
aparece 4N ou 5N que estão reservados
rese aos octoacopladores.

O Número de Série vai de 100 a 9999 e não dizem nada do Transístor a não
ser o tempo/data aproximado de introdução.

O sufixo (opcional) indica o escalão de ganho (hfe) do Transístor:

A = Ganho Baixo
B = Ganho Médio
C = Ganho Alto
Sem sufixo = Sem escalão (um ganho qualquer).

Para conhecer o verdadeiro Ganho do Transístor a


melhor forma é consultor o Datasheet,
Datasheet por exemplo
neste site: www.alldatasheet.com

O motivo do agrupamento dos transístores em escalões


de Ganho é que os de ganho baixo são
consideravelmente mais baratos que os de ganho alto.

Exemplos: 2N3819,, 2N2221A, 2N904.


2. Japanese Industrial Standard (JIS).

Neste a forma do código segue a seguinte regra:

Digito, Duas letras, Nº de Série, [sufixo]

Da mesma forma que a codificação anterior, o


Dígito representa um valor a menos que o número de pernos
do componente.

As letras indicam a área de aplicação de acordo com a seguinte tabela:

SA: PNP HF transístor SB: PNP AF transístor


SC: NPN HF transístor SD: NPN AF transístor
SE: Diodos SF: Tirístores
SG: Gunn devices SH: UJT
SJ: P-channel FET/MOSFET SK: N-channel FET/MOSFET
SM: Triac SQ: LED
SR: Rectificador SS: Diodos de sinal
ST: Díodos de Avalanche SV: Varicaps
SZ: Diodos de Zener

Intervalo do número de série: 10-9999.

O sufixo (opcional) indica que o transístor está aprovado para ser usado pelas
organizações Japonesas.

NOTA: Como o código para os transístores


codificados por esta norma começa sempre
pela sigla 2S, é normal que a mesma seja
omissa. Por exemplo o 2SC733 aparece
marcado como C 733.

Exemplos: 2SA1187, 2SB646, 2SC733.


2
Página
3. Pro-electron.

Neste a forma do código segue a seguinte regra:

Duas letras, [Letra], Nº de Série, [sufixo]

A primeira letra indica o tipo de material:


A = Ge (Germânio)
B = Si (Silicio)
C = GaAs (Arsieneto de Gálio – Arsénio + Gálio)
R = Materiais compostos.
compostos

Naturalmente a grande maioria dos transístores são do tipo B.

A segunda letra indica o tipo de aplicação:

A: Diodo RF
B: Variac
C: transístor, AF, pequenos sinais
D: transístor, AF, Potência
E: Tunnel diode
F: transístor, HF, pequenos sinais
K: Efeito de Hall
L: Transístor, HF, Potência
N: Optoacoplador
P: Radiation sensitive device
Q: Radiation producing device
R: Tirístor, pequenas potências
T: Tirístor, Potência
U: Transístor, Potência,
Potência Comutação
Y: Rectificador
Z: Zener, ou diodo regulador (de
voltagem)

A terceira letra indica se o componente é


indicado para uso industrial ou profissional em
vez de usos comerciais. São usadas as letras
W,X,Y ou Z.

Intervalo do número de série: 10-9999.

O sufixo indica a classe de ganho, tal como na norma JEDEC.


3
Página

Exemplos: BC108A, BAW68, BF239, BFY51.


4. Outras codificações

Além das normas JEDEC, JIS e Pro-electron, é usual os fabricantes


usarem a sua própria codificação, por razões comerciais (para terem a sua marca nos
códigos).

Eis alguns dos prefixos normalmente utilizados pelas marcas:


marcas

MJ: Motorolla - transístor de potência, cápsula de metal


MJE: Motorolla - transístor de potência, cápsula de plástico
MPS: Motorolla – Baixas potências,
potências cápsula de plástico
MRF: Motorolla HF, VHF e transístor de microondas
RCA: RCA
RCS: RCS
TIP: Texas Instruments - Potência (cápsula de plástico)
TIPL: TI planar power transístor
TIS: TI – transístor de pequenos sinais (cápsula de plástico)
ZT: Ferranti
ZTX: Ferranti

Exemplos - ZTX302, TIP31A, MJE3055,


MJE TIS43.

Observações genéricas

Muitos fabricantes produzem componentes, em grande escala, da chamada


“linha branca”.
Estes componentes são optimizados para serem usados em determinadas
partes de determinados circuitos, muito específicos.
Na maior parte dos casos têm apenas a referência ao fabricante e um código não
conhecido (apenas conhecido pelo fabricante e pela empresa que o usa no fabrico de
um aparelho electrónico que usa o componente)

Com alguma frequência, quando as empresas que constroem transístores


abrem falência e têm um stock de componentes para vender, estes são adicionados
aos kits electrónicos que trazem um saco de componentes e a placa sendo apenas
preciso soldá-los.
los. Nestes componentes é quase impossível conhecer os seus
parâmetros.

É também prática comum usar componentes “equivalentes”. Estes


componentes têm características semelhantes entre sí e muitas vezes é a única forma
de conseguir comprar um componente com determinadas características. Uma
pesquisa num motor de busca pelo termo “transístor cross-reference
reference” ajuda a
4

encontrar tabelas com equivalências.


Página