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Universidade de São Paulo – Campus São Carlos

Matheus Hoffmann Jordão

A mudança de comportamento das gerações X,Y,Z e Alfa


e suas implicações

São Carlos
2016
Introdução

Antes de começar os estudos sobre cada geração em específico, uma breve definição
e contextualização sobre o que iremos discutir faz se necessária, uma vez que o objeto de
estudo está em constante mudança graças ao avanço da tecnologia e da consciência do ser
humano.

“ A noção de geração permite fazer referência ao conjunto de pessoas que, por terem
nascido no mesmo período histórico, receberam ensinamentos e estímulos culturais e sociais
similares e, por conseguinte, têm gostos, comportamentos e interesses em comum”. [1]

“Durante muitas décadas, definiu-se geração como sendo aquele grupo de indivíduos
que sucederam a seus pais. Portanto, “calculava-se como sendo uma geração o tempo de 25
anos”, diz o educador Mário Sérgio Cortella. “A questão é que, nos últimos 50 anos, nós
tivemos uma aceleração do tempo, do modo de fazer as coisas, do jeito de produzir. A
tecnologia é decisiva para criar marcas de tempo”, completa Cortella. O intervalo entre uma
geração e outra ficou mais curto. Hoje, já se pode falar em uma nova geração a cada dez
anos. Isso significa que mais pessoas diferentes estão convivendo em casa, na escola, no
mercado de trabalho.” [2]

Atualmente temos 4 gerações coexistindo no mercado de trabalho, e uma que esta em


fase de crescimento ainda. Analisaremos cada uma delas por ordem cronológica, começando
assim pelos Baby Boomers, Geraçao X, Geraçao Y, Geraçao Z e por fim Geração Alfa.

A Geração Baby Boomer surgiu logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Hoje,
estas pessoas estão com mais de 45 anos. O termo em inglês “Baby Boomer” pode ser
traduzido para o português como “explosão de bebês”, fenômeno social ocorrido nos
Estados unidos no final da Segunda Guerra, quando os soldados voltaram para suas casas e
puderam se acomodar em suas cidades para criarem famílias visto que o futuro seria de paz
eprosperidade.
Também são conhecidos como criadores da era “paz e amor”, pois tinham aversão
aos conflitos armados. Optavam pela música, as artes e todas as outras formas de cultura
como instrumentos para evolução humana.

Ibope (2010)

O termo Geração X é utilizado para rotular as pessoas nascidas após o chamado


“Baby Boom”, ou seja, nascidos durante a Guerra Fria. O medo do futuro incerto e a
constante convivencia com ameaças da então Ditadura militar em que o Brasil vivia definiu
a infância dessa geração. Essa geração inclui a população nascida no início de 1960 até, no
máximo, o ano de 1982.

“A expressão "Geração X" foi inventada pelo fotógrafo da Agência Magnum, Robert
Capa, em 1950. Ele iria usá-la mais tarde como título de um ensaio fotográfico sobre
homens e mulheres jovens que cresceram imediatamente após a Segunda Guerra Mundial. O
projeto emergiu em 1953 na revista britânica "Picture Post" e na estadunidense "Holiday".
Descrevendo a sua intenção, Capa disse:
“Nós nomeamos esta geração desconhecida como Geração X e, mesmo em nosso
primeiro entusiasmo, percebemos que tínhamos algo muito maior do que os nossos talentos
e bolsos poderiam lidar com".

O escritor John Ulrich explica:

“Desde então, 'Geração X' sempre significou um grupo de jovens, aparentemente


sem identidade, a enfrentar um incerto, mal definido, talvez hostil, futuro. Aparições
posteriores do termo, em meados dos anos 1960 e meados de 1970, mudaram sua
abrangência de geração global, atribuída por Capa, para conjuntos específicos de subculturas
da juventude britânica, constituídos principalmente de homens brancos da classe
trabalhadora, desde os mods e seus rivais rockers até a subcultura minicraft, mais
abertamente contestadora.”.” [3]

A geraçao seguinte (geração Y) nasceu em um Brasil um pouco melhor; nos anos 90


tivemos o plano Real que rendeu ao pais mais respeito com relação a sua recente democracia
e economia aberta. Nessa mesma época tivemos a popularização da internet e o começo da
“invasão tecnológica” de nossas vidas, ou seja, essa geração acompanhou de perto o começo
e o crescimento das maquinas modernas.

““Esse é um profissional mais voltado para ele, para o prazer. Ele não quer um
trabalho sisudo, um trabalho fechado. Ele não quer um chefe que diga para ele somente o
que ele deve fazer, ele quer participar”, diz Eline.” [4]

Geração Z (também conhecida como iGeneration, Plurais ou Centennials) são as


pessoas nascidas na década de 90 até o ano de 2010. Essa é a geração que corresponde à
idealização e nascimento da World Wide Web, criada em 1990 por Tim Berners-Lee
(nascidos a partir de 1991) e no "boom" da criação de aparelhos tecnológicos (nascidos entre
o fim de 1992 a 2010), isto é, desta vez foram as máquinas mordernas que acompanharam
de perto o nascimento e crescimento dos jovens. A grande nuance dessa geração é zapear,
variando dentre muitas opções tais como, canais de televisão, internet, vídeo game, telefone
e MP3 players, etc.

“Garotas e garotos da Geração Z, em sua maioria, nunca conceberam o planeta sem


computador, chats, telefone celular. Por isso, são menos deslumbrados que os da Geração Y
com chips e joysticks. Sua maneira de pensar foi influenciada desde o berço pelo mundo
complexo e veloz que a tecnologia engendrou. Diferentemente de seus pais, sentem-se à
vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet.
Outra característica essencial dessa geração é o conceito de mundo que possui, desapegado
das fronteiras geográficas. Para eles, a globalização não foi um valor adquirido no meio da
vida a um custo elevado. Aprenderam a conviver com ela já na infância. Como informação
não lhes falta, estão um passo à frente dos mais velhos, concentrados em adaptar-se aos
novos tempos.” [5]
“A chamada geração Alpha são as crianças que nasceram depois do ano 2010 – a
mais nova geração deste século 21. O termo foi usado pela primeira vez pelo sociólogo
australiano Mark McCrindle, em março de 2010, e seu nome tem origem na primeira letra
do alfabeto grego, “α”. A geração Alpha nasceu em um contexto global no qual as novas
tecnologias estão bem mais desenvolvidas do que há dez anos. Os desafios ambientais são
mais preocupantes e a quantidade de informações com as quais lidamos no dia a dia nunca
foi tão grande.” [6]

Fonte: Google

Desenvolvimento
Baby Boomers
-Perfil Social
“Os baby boomers surgiram na época da globalização, marcada por fatos como: a ida
do homem à lua, o capitalismo e o consumismo, o Rock and Roll, o movimento Hippie, a
contestação política e social ,os movimentos pela paz, a guerra do Vietnã, a ideologia
libertária e o feminismo, entre muitos outros movimentos que mudaram a sociedade. Tais
fatores influenciaram o modo de pensar e agir dessa geração, que é contestadora e marcada
pelas lutas por seus direitos.

Nos dias atuais, os Baby Boomers estão em fase de mudança, revendo suas carreiras
e pensando no seu pós-carreira. A grande revolução desta fase é que estão vivendo mais e
não estão interessados em “relaxar”, ao contrário, querem continuar produzindo já que são
pessoas saudáveis e bem dispostas. O conhecimento acumulado e a experiência que tal
geração detém devem ser compartilhados e não podem ser desperdiçados. As empresas
buscam aproveitar toda essa disposição e experiência em sua gestão do conhecimento,
transformando o que ainda é tácito em explicito.” [7]

Segundo o autor Serrano, algumas das características dos baby Boomers são:

Possui renda mais consolidada;


Tem um padrão de vida mais estável;
Não se influencia facilmente por outras pessoas;
É firme e maduro nas decisões;
(SERRANO, 2014, s/p)

Essa época foi marcada por intensas lutas por direitos, tasi como o feminismo, a
contracultura, a guerra do Vietnã, a luta pelo direito dos negros, etc. Abaixo alguns textos
explanando sobre o movimento da contracultura e o feminismo:

“The Boomer Counterculture”

As they grew older, some baby boomers began to resist this consumerist suburban
ethos. They began to fight instead for social, economic and political equality and justice for
many disadvantaged groups: African-Americans, young people, women, gays and lesbians,
American Indians and Hispanics, for example. Student activists took over college campuses,
organized massive demonstrations against the war in Vietnam and occupied parks and other
public places. Young people also participated in the wave of uprisings that shook American
cities from Newark to Los Angeles in the 1960s.
Other baby boomers “dropped out” of political life altogether. These “hippies” grew
their hair long, experimented with drugs, and–thanks to the newly-accessible birth-control
pill–practiced “free love.” Some even moved to communes, as far away from Levittown as
they could get.” [8]

O Boomer Contracultura
À medida que crescia, alguns baby boomers começaram a resistir a este ethos
suburbana consumista . Eles começaram a lutar em vez de igualdade social , económica e
política e justiça para muitos grupos desfavorecidos: os afro-americanos , jovens,
mulheres , gays e lésbicas , índios e hispânicos americanos , por exemplo. ativistas
estudantis assumiu campi universitários , organizado manifestações maciças contra a
guerra no Vietnã e parques ocupados e outros locais públicos. Os jovens também
participaram da onda de levantes que abalaram as cidades americanas de Newark a Los
Angeles na década de 1960 .
Outros baby boomers " desistiram " da vida política completamente. Estes " hippies "
cresceram seus cabelos longos , experimentaram drogas , e , graças a pilula de controle de
natalidade recém acessível, o " amor livre ".

“The Baby Boom & The “Feminine Mystique”

The suburban baby boom had a particularly confining effect on women. Advice
books and magazine articles (“Don’t Be Afraid to Marry Young,” “Cooking To Me Is
Poetry,” “Femininity Begins At Home”) urged women to leave the workforce and embrace
their roles as wives and mothers. The idea that a woman’s most important job was to bear
and rear children was hardly a new one, but it took on a new significance in the postwar era.
First, it placed the baby boomers squarely at the center of the suburban universe. Second, it
generated a great deal of dissatisfaction among women who yearned for a more fulfilling
life. (In her 1963 book “The Feminine Mystique,” women’s-rights advocate Betty Friedan
argued that the suburbs were “burying women alive.”) This dissatisfaction, in turn,
contributed to the rebirth of the feminist movement in the 1960s.” [9]

O Baby Boom & “Feminine Mystique”


O baby boom suburbana teve um efeito particularmente confinativo sobre as
mulheres . Livros de conselhos e artigos de revistas ( " Não Tenha Medo de casar jovens ", "
Cozinhar para mim é Poesia ", " Feminilidade começa em casa " ) exortou as mulheres a
deixar a força de trabalho e abraçar seus papéis como esposas e mães. A idéia de que
trabalho mais importante de uma mulher era dar à luz e criar os filhos não era novo, mas
assumiu um novo significado na era do pós-guerra . Primeiro, ela colocou os baby boomers
diretamente no centro do universo suburbano. Em segundo lugar , gerou uma grande dose
de insatisfação entre as mulheres que ansiavam por uma vida mais gratificante. ( Em 1963
seu livro " The Feminine Mystique, " a advogada dos direitos da mulher, Betty Friedan
argumentou que os subúrbios " enterraram as mulheres com vida. ") Esta insatisfação, por
sua vez, contribuiu para o renascimento do movimento feminista na década de 1960.

-Mercado de Trabalho

Baby Boomers chegaram ao mercado de trabalho com valores como a preocupação


com a qualidade de vida, o inconformismo, a busca de autonomia e a lealdade a si mesmo e
com a organização. Podemos descreve-los como Workaholics (viciados em trabalho), que
valorizam o status e o crescimento profissional; políticos, formam alianças para atingirem
seus objetivos; responsáveis pelo estilo de vida que se tem hoje: de conquistas materiais, tais
como casa, carro e acesso ao entretenimento; funcionários fiéis às organizações em que
trabalham, criam vínculos com a empresa. [10]

Ainda segundo Serrano;

Sofre pouca influência da marca no momento da compra;


Prefere qualidade a quantidade;
Experiências passadas servem de exemplo para consumo futuro;
Não vê o preço como obstáculo para perseguir um desejo.
(SERRANO, 2014, s/p)

Com todas essas características espera-se nada alem de grandes mudanças no cenário
econômico, um bom exemplo foi o exodo para o subúrbio, região que até então não era
habitada que viria a se tornar um dos padrões americanos. Começa a se observar também,
que com a chegada da televisão e os desenhos animados, produtos de bens de consumo,
tiveram que se reinventar de acordo com a moda do momento, uma vez que o mundo do
entretenimento influencia diretamente na casa das pessoas agora.

“Moving to the Suburbs

The baby boom and the suburban boom went hand in hand. Almost as soon as World
War II ended, developers such as William Levitt (whose “Levittowns” in New York, New
Jersey and Pennsylvania would become the most famous symbols of suburban life in the
1950s) began to buy land on the outskirts of cities and use mass-production techniques to
build modest, inexpensive tract houses there. The G.I. Bill subsidized low-cost mortgages
for returning soldiers, which meant that it was often cheaper to buy one of these suburban
houses than it was to rent an apartment in the city.
These houses were perfect for young families–they had informal “family rooms,”
open floor plans and backyards–and so suburban developments earned nicknames like
“Fertility Valley” and “The Rabbit Hutch.” By 1960, suburban baby boomers and their
parents comprised one-third of the population of the United States.” [11]

“Movendo-se para os subúrbios

O baby boom e o crescimento suburbano andaram de mãos dadas. Quase assim que
a Segunda Guerra Mundial terminou , desenvolvedores, como William Levitt (cujo "
Levittowns " em Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia se tornaria os símbolos mais
famosos da vida suburbana na década de 1950 ) começou a comprar terras na periferia de
cidades e usar técnicas de produção em massa para construir casas do trato modestos ,
barato . O G.I. Bill subsidiava hipotecas de baixo custo para os soldados que retornavam ,
o que significava que era muitas vezes mais barato comprar uma dessas casas suburbanas
do que era para alugar um apartamento na cidade.
Estas casas eram perfeitos para as famílias jovens , que tinham informais " quartos
familiares, " planos de chão aberto e quintais, estes desenvolvimentos tão suburbanas foram
apelidadas como " Fertility Valley" e " O coelho Hutch . " Em 1960 , os baby boomers
suburbanas e seus pais compreendiam um terço da população dos Estados Unidos .”

“The Boomer Market

Consumer goods played an important role in middle-class life during the postwar era.
Adults participated eagerly in the consumer economy, using new-fangled credit cards and
charge accounts to buy things like televisions, hi-fi systems and new cars. But manufacturers
and marketers had their eyes on another group of shoppers as well: the millions of relatively
affluent boomer children, many of whom could be persuaded to participate in all kinds of
consumer crazes. Baby boomers bought mouse-ear hats to wear while they watched “The
Mickey Mouse Club” and coonskin caps to wear while they watched Walt Disney’s TV
specials about Davy Crockett. They bought rock and roll records, danced along with
“American Bandstand” and swooned over Elvis Presley. They collected hula hoops, Frisbees
and Barbie dolls. A 1958 story in Life magazine declared that “kids” were a “built-in
recession cure.” (“4,000,000 a Year Make Millions in Business,” the article’s headline
read.)” [12]

O Mercado Boomer

Bens de consumo teve um papel importante na vida de classe média durante a era
pós-guerra. Adultos participaram ansiosamente na economia de consumo, o uso de novos e
complexos cartões de crédito e contas de carga para comprar coisas como televisores,
sistemas de hi-fi e carros novos. Mas os fabricantes e comerciantes tiveram seus olhos sobre
outro grupo de compradores: os milhões de crianças boomer relativamente afluentes,
muitos dos quais poderiam ser persuadidos a participar em todos os tipos de manias de
consumo. Baby boomers comprou chapéus rato-orelha para usar enquanto assistiam "The
Mickey Mouse Club" e tampas de coonskin para vestir enquanto assistiam especiais de TV
da Walt Disney sobre Davy Crockett. Eles compraram discos de rock and roll, dançaram
junto com "American Bandstand" e desmaiaram sobre Elvis Presley. Eles coletaram
bambolês, frisbees e bonecas Barbie. A história 1958 na revista Life declarou que
"crianças" eram uma "cura recessão built-in." ( "4.000.000 Um Ano Faz milhões em
Negócios", dizia a manchete do artigo.)

-Religião
Durante as décadas de 50,60 a religião predomintante era a superconservadora
católica. As pessoas pouco questionavam a igreja, preocupadas mais com o ambiente social
que fervia em novos movimentos.
-Relação com a Tecnologia,o meio ambiente,a saúde e a educação

Esta é uma geração saudável, observa-se nos gráficos que dentre todas as outras é
uma das que mais se pratica exercícios físicos, e com um dos menores índices de
sedentarismo. Esse grupo de pessoas não possuem o ávido desejo de aposentar, uma vez que
se sentem produtivos e fortes querem continuar a trabalhar independente de sua idade ou de
sua experiência.

Fonte:http://saudebusiness.com/noticias/habitos-e-comportamentos-nas-diferentes-geracoes-estudo/

Quando se trata de tecnologia estes não são muito dinâmicos, devido até ao novo
grande fluxo de informações. Mas de maneira geral, são conservadores na maioria de seus
aspectos.

GERAÇÃO X

-Perfil Social

-Almejam equilíbrio entre a vida pessoal e prfissional;


-Motivam-se com novos desafios;
-Enxergam o mundo mais abertamente;
-Julgam pela meritocracia;
-Prezam pelo trabalho em equipe;
-Preferem encontros pessoais;
-Busca da Individualidade sem a perda da convivência em grupo;
-Quebra com as gerações anteriores;

-Valorizam o sexo oposto;


-Luta por seus direitos;
-Procura de liberdade;

Fonte:http://pt.slideshare.net/maurojornalista/as-caractersticas-das-geraes-tradicionalistas-baby-
boomers-x-y-z
-Mercado de trabalho

-Enxergam o emprego como algo


instável;
-Não são tão fiéis a organizações;
-Trabalham com entusiasmo
quando possuem foco definido;

-Contrários ou indiferentes á
autoridade;
-Prioriza ás variedades,o trabalho
em equipe, o seu aprimoramento
no trabalho, e de novos
conhecimentos;
-Optam pela estabilidade
econômica.

-Dedicam bastante tempo em uma mesma Organização, garantindo a sua segurança;


-Maturidade na escolha de produtos de qualidade;

-Religião
Com o acesso a internet a informação se tornou algo mais fácil de se obter, e com a
informação vem os questionamentos. A juventude começa a questionar o catolicismo
pregado pela igreja católica e a buscar respostas em outros cultos, ou até em nenhum culto.

“O Brasil sempre foi um país predominantemente católico, um reflexo direto da


colonização portuguesa. O catolicismo tem características muito fortes, repletas de ritos,
simbologias, tradicionalismos de origem muito antiga, que faziam sentido quando foram
criados. Parte disso foi se perdendo ao longo do tempo, com as pessoas desligando o “modo
automático” a que eram submetidas. Com isso, as pessoas passaram a procurar outras
orientações espirituais, com maior identificação e às vezes liberdade, buscando apenas se
sentir bem.” [13]

-Relação com a Tecnologia,o meio ambiente,a saúde e a educação


-Criativos e habilidosos com a tecnologia;
-Não valorizam tanto a qualidade de vida e família;
-Suspeitam da hierarquia, obtando por arranjos informais;
-Não apresentam grande preocupação com o Meio Ambiente;
-Conhecem os computadores intimamente;

Fonte: https://pinkandpurpleblog.files.wordpress.com/2011/02/punks.jpg

http://3.bp.blogspot.com/-
5Yp4kaxaXFU/U0x1N98QSI/AAAAAAAABvg/bo_OPhM9GHY/s1600/hippies.jpg

Geração Y
-Perfil Social
A Geração Y, também conhecida como geração do milênio ou geração da Internet, é
uma definição em Sociologia que se refere, segundo alguns autores, àos nascidos após 1980
e, segundo outros, de meados da década de 1970 até meados da década de 1990.
“Essa geração desenvolveu-se numa época de grandes avanços tecnológicos e
prosperidade econômica, e facilidade material, e efetivamente, em um ambiente altamente
urbanizado, imediatamente após a instauração do domínio da virtualidade como sistema de
interação social e midiática, e em parte, no nível das relações de trabalho. Se a geração X foi
concebida na transição para o novo mundo tecnológico, a geração Y foi a primeira
verdadeiramente nascida neste meio, mesmo que incipiente.” [14]

Fonte: http://metalrevista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/gera%C3%A7%C3%A3o-y-03.jpg

É importante notar que a geração Y é em sua maioria


urbana. A quantidade de elementos lúdicos, de brinquedos,
artefatos e eletrodomésticos ou qualquer nível de produto
na cadeia social na geração x é muito menor que na geraçao
y, e em contrapartida, mais duradouro e predisposto à
manutenção ao invés do descarte e atualização (update).

Fonte:https://entrelideres.files.
wordpress.com/2013/11/x.png
“Os sinais mais claros da importância que os jovens dão aos próprios valores
começam a piscar no mundo do trabalho. Como seus funcionários, as empresas estão
flexibilizando as hierarquias, agindo em rede, priorizando a ética e a responsabilidade. E, se
no passado a questão era saber equilibrar a vida íntima com uma carreira, hoje isso não é
nem sequer questionado: a vida fora do escritório é a mais importante e ponto final.
Uma oficina sobre carreiras com estudantes da Faculdade de Administração da USP
mostrou que a prioridade da maioria deles é ter "estilo de vida", ou seja, integrar o emprego
às necessidades familiares e pessoais - e não o contrário…..

Fonte:http://www.hbrbr.com.br/media/image/mai10/p_60.jpg

...Nessa etapa, "busca de significado" é a expressão que dá sentido às coisas. Uma


pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) realizada com cerca de 200
jovens de São Paulo revelou que 99% dos nascidos entre 1980 e 1993 só se mantêm
envolvidos em atividades que gostam, e 96% acreditam que o objetivo do trabalho é a
realização pessoal. Na questão "qual pessoa gostariam de ser?", a resposta "equilibrado entre
vida profissional e pessoal" alcançou o topo, seguida de perto por "fazer o que gosta e dá
prazer". O estudo, desenvolvido por Ana Costa, Miriam Korn e Carlos Honorato e
apresentado em julho, tentou traçar um perfil dessa geração que está dando problema para
pais, professores e ao departamento de RH das empresas.

No trabalho, é comum os recém-contratados pularem de um emprego para o outro,


tratarem os superiores como colegas de turma ou baterem a porta quando não são
reconhecidos. "Descobrimos que eles não são revoltados e têm valores éticos muito
fortes, priorizam o aprendizado e as relações humanas", diz Miriam….” [15]

-Mercado de Trabalho
“Os millennials querem cada
vez mais simplificar o processo e
acelerar as respostas .Respeito com o
consumidor é um valor importante
para essa geração.

É no mundo digital onde as


diferenças de comportamento entre
as gerações são extremas, de modo
geral, o tempo de conexão dos
brasileiros é um pouco acima da
média da América Latina, sobretudo
conexão via PC/Laptop (2,9 horas
contra 2,5 horas por dia). Nesse
sentido, saem na frente aquelas
marcas que estão interagindo no
meio digital, especificamente via
celular.” [16]

Fonte:http://www.innovarepesquisa.com.br/wp-content/uploads/2014
/03/gera%C3%A7%C3%A3oY.jpg
Fonte:http://www.ciadetalentos.com.br/votorantim/gestores/artigos/geracao.pdf

“Os millennials são imunes à publicidade tradicional. Segundo o HubSpot, 84%


deles não confiam nessas propagandas. Ou seja, elas já não são mais efetivas. A saída é criar
anúncios que não pareçam anúncios. Publicidade nativa, publieditoriais, anúncios a partir de
branded content. Tudo isso ajuda a não espantar o jovem da geração Y - que não gosta de
propaganda descarada e forçada na sua cara…..

….A estratégia de criar recompensas funciona bem. Por exemplo: um app que, após ser
baixado ou comprado, oferece uma promoção ou desconto. Aquela ideia de "compartilhe" ou
"engaje seus amigos" para ganhar também é uma boa saída. A maioria está disposta a
compartilhar algo nas redes sociais se isso trouxer algum benefício. Claro: eles só
compartilharão serviços de qualidade.” [17]
Fonte:https://eusouageracaoy.files.wordpress.com/2012/01/geracao_y_no_mercado_de_trabalho_4dfd08
209b19a-481095-4dfd0822267a5.jpg

-Religião

A espiritualidade dos jovens e adultos não mudou, muitos ainda acreditam em Deus e
em rezar mesmo optando por não ter uma religião oficial. Isso mostra que a juventude está
mais desconfiada com relação as instituições religiosas, não ás religiões.

“Dados da pesquisa realizada pelo Instituto Pew Research, sobre a relação da geração Y com
a religião, publicada no USA Today, no Denver Post, entre outros veículos, demonstram que
um a cada quatro jovens (25%) não se identificam com nenhuma crença religiosa. Ao
contrário, eles se descrevem religiosamente como “ateus”, “agnósticos” ou “nada em
particular”. Esse nível de não-afiliação também aconteceu muito com outras gerações nessa
mesma idade.
Há uma outra evidência que prova que se trata muito mais de uma falta de afiliação
do que de uma falta de fé em Deus. Uma pesquisa sobre a Geração Y publicada na revista
New Yorker, no ano passado, demonstrou que 43% da geração Y acredita ser ‘tão religiosa’
ou ‘mais religiosa’ que seus pais. Uma enquete do Marist Institute mostra que três em dez
jovens da geração Y definem sua primeira meta de vida a longo prazo em termos religiosos
(“Ser espiritual e próximo a Deus”). Esse cenário é mais forte entre os Ys do que em
qualquer outra geração….

….. É improvável que eles não irão à igreja somente porque ‘é a coisa certa a fazer’, se
possuem questionamentos sobre sua própria sinceridade.” [18]

-Relação com a Tecnologia,o meio ambiente,a saúde e a educação


O nascimento e o crescimento desses jovens foi acompanhado pela evolução da
tecnologia. Desde pequenos estão acostumados a cuidar e manutencionar os aparelhos, visto
que estes ainda são grandes e pesados que realizam tarefas básicas ainda.

“A partir da década de 80, houve um gradativo incremento da demanda por


sustentabilidade do desenvolvimento,fomentado pelos movimentos ambientalistas pela
preservação dos recursos naturais e pela produção de produtos saudáveis e “ambientalmente
corretos”. Mas foi com a globalização de mercados, a partir da década passada, aliada às
correntes e demandas de uma população mundial cada vez mais conscientizada e ativa na
defesa de seus direitos, que se afirmou a
necessidade de uma produção consciente das empresas, com uma difusão mais ampla dos
selos de certificação de qualidade de produto e de ambiente.” [19]
Esse novo comportamento tem como característica a sede por conhecimento. Estes
não enxergam com maus olhos a mudança de empresas e de áreas de serviço, uma vez que a
ideia é sempre aprender mais.

“A partir da mudança de perspectiva, as reformas introduziram novidades


organizacionais e de concepção no sistema educacional brasileiro. Quatro dessas novidades
se destacaram e se disseminaram ao longo do país:
A . Sistema de Ciclos de Formação. Cada ciclo é uma série escolar de dois ou três anos de
duração. A base teórica que fundamenta os ciclos são as fases de desenvolvimento de um ser
humano. Piaget já havia estudado o desenvolvimento de crianças e adolescentes e, desde os
anos 30, sugeria que as mudanças biológicas, cognitivas e morais ocorrem em ciclos. Outros
autores se seguiram e reafirmaram o desenvolvimento a partir de ciclos superiores a doze
meses. A organização em ciclos acompanharia, portanto, as fases de desenvolvimento das
crianças, que nunca são regulares ou lineares (ninguém muda de comportamento ou sua
cognição de acordo com o calendário de doze meses). Os projetos de ensino e situações de
aprendizagem acompanhariam as peculiaridades do desenvolvimento de cada aluno e turma;

B . Descentralização Administrativa. Coerente com o sistema de ciclos, as escolas ganharam


maior autonomia para elaborar seu Regimento Interno (forma de gestão, sistema de
avaliação, relação com comunidade, currículo, organização dos tempos escolares) e os
conteúdos escolares a serem desenvolvidos. Grande parte dos recursos financeiros para
estudo e assessoria educacional foram descentralizados. Nunca se investiu tanto em
formação continuada dos professores de ensino fundamental e médio como nos últimos dez
anos;

C . Formação Continuada. Nos últimos dez anos, firmou-se a convicção que as


universidades brasileiras não formam professores. Este não é um fenômeno nacional.
Estudos desenvolvidos pelo professor António Nóvoa, da Universidade de Lisboa, revelam
que o aprendizado de um professor ocorre efetivamente nos dois primeiros anos da sua
carreira. O educador, enfim, não se faz apenas pela teoria em virtude de se apoiar sempre no
relacionamento com o educando, na sua capacidade de diagnosticar e intuir o
desenvolvimento de cada turma, de saber estruturar um plano de aprendizagem articulado a
partir de situações programadas. A avaliação que faz do educando é múltipla porque envolve
inúmeros indicadores (sociais, de comportamento, de capacidade de criação, de
procedimentos técnicos e metodológicos de estudo e pesquisa, de compreensão e uso de
conceitos). Estas características da profissão de educador sugerem que a formação
continuada do professor se mistura com atividades de planejamento e de diagnóstico. Por
este motivo, deve ser contínua, permanente e exercitada na própria escola, envolvendo todo
corpo docente.

D . Ênfase na Avaliação Sistêmica. A partir de um seminário organizado pelo MEC em 1990,


o país passou a desenvolver inúmeros métodos de avaliação dos resultados alcançados em
todos sistemas de ensino: SAEB, Provão, sistemas estaduais. Surpreendentemente, tais
sistemas de avaliação raramente se articularam com as avaliações pedagógicas realizadas em
sala de aula ou nas escolas. O divórcio das duas modalidades de avaliação foi também
conceitual: a sistêmica sempre foi classificatória (apoiada em um padrão externo de
resultado ideal) e quantitativa; as avaliações pedagógicas, sugeridas na maioria das reformas
eram formativas (acompanhando o movimento errático de desenvolvimento de cada aluno,
sem padrão de resultado definido prescritivamente) e qualitativa.” [20]
Geração Z
-Perfil Social

Fonte:http://puc.vc/wp-content/uploads/2015/06/Sem-T%C3%ADtulo-4.png

Fonte:https://entrelideres.files.wordpress.com/2013/11/x.png
Fonte:http://blog.ecrm123.com.br/wp-content/uploads/2013/05/Zs.jpg

-Mercado de Trabalho
“Uma nova conduta da carreira está se formando: o profissional não quer mais
perdurar em uma organização durante anos. A geração Z estará sempre em busca de
novidades. E a grande questão é que as empresas não pensam em investir em talentos que
repentinamente podem sair da corporação. O esforço de recrutar, selecionar e desenvolver
profissionais corre o risco de ser em vão, vide a rotatividade que essa nova geração irá
impor e o grande desafio será que as corporações criem programas atrativos para a
carreira e valorizem seus profissionais, a fim de reter seus talentos. “Acredito que, cada
vez mais, o mercado tende a trabalhar por projetos. Permanecer durante muito tempo em
uma mesma organização é um conceito que está diminuindo e tendência é que seja
eliminado de acordo com os anos”, opina Eline Kullock, presidente do Grupo Foco,
consultoria de RH.
Essa geração que chega ao mercado de trabalho tem como forte característica
executar multitarefas, ou seja, realizar várias atividades ao mesmo tempo. Esse fato pode ser
positivo por um lado, mas há um outro lado negativo: são pessoas que não tem o foco como
seu forte e poderão tornar-se profissionais dispersos, que se concentram muito menos em
uma só ocupação. O desafio estará em capacitar líderes que consigam uma boa
comunicação, uma excelente relação inter e intra-pessoal e que mantenha a equipe
focada e motivada.” [21]
““São críticos, dinâmicos, exigentes, sabem o que querem, autoditadas, não
gostam das hierarquias nem de horários poucos flexíveis…
...Pesquisas mostram,..., os nativos digitais são menos motivados por dinheiro que a
Geração Y e têm mais ambições empreendedoras. A pró-atividade com relação aos meios
digitais também levam muitos a desejarem ter sua própria start-up. "Eles não nasceram para
serem empregados e sim para empreender e empregar. O trabalho para eles precisa ser uma
extensão da casa. Essa geração vai nos ensinar a ter prazer com o trabalho", explica
Scneider.” [22]

Fonte:http://blog.ecrm123.com.br/wp-content/uploads/2013/05/socialco.jpg

“Os nascidos neste milênio não querem abrir mão do seu tempo livre. Não
consideram que trabalhar muito e ficar no escritório horas depois do fim do expediente seja
gratificante. Além disso, eles preferem trabalhar de casa. Oito em cada dez brasileiros da
Geração Z exigem condições de trabalho mais flexíveis que as gerações anteriores,
aponta uma pesquisa da Randstad….

No campo da carreira, o mercado observa que há uma tendência a que sejam futuros
profissionais com abordagem mais generalista, de acordo com Forghieri, da Randstad
Professionals. Por isso, há uma preocupação por ausência de especialistas em algumas áreas.
"Isso acontece por causa do amplo acesso que a Geração Z tem às informações, por meio da
internet, utilizando ferramentas como smartphones, tablets etc. Eles recebem muita
informação, mas não se aprofundam em nada", afirma….” [23]

-Religião
A igreja católica já vinha perdendo força desde a geração X, e então durante a
geração Z que observamos a grande mudança. Desde 1991 até 2010, o catolicismo caiu em
cerca de 20%, enquanto os evangélicos cresceram 10% e os sem religião subiram até a
marca de 8%. Isso quer dizer que cada vez mais as pessoas querem participar ativamente de
suas vidas e não apenas cumprir cegamente o que lhes dizem.

Fonte: IBGE
-Relação com a Tecnologia,o meio ambiente,a saúde e a educação
São jovens acostumados com a instataniedade das tecnologias modernas, onde a vida
offline e online são unidas e cada vez mais inseparáveis. Um exemplo é a própria ideia de
que escrever tem que ser com lápis e papel, atualmente temos inumeros exemplos de pessoas
que escrevem melhor e mais rápido em seu celular, ipad, etc. Vivemos em um mundo de
atualização, onde estamos trocando conceitos antigos por novidades, o que muitas vezes
causa um choque de conceitos.

Fonte:http://ciaderesultados.com.br/wp-content/uploads/2015/09/geracao-z.jpg
A nova geração está cada vez mais diminuindo o consumo de tabaco. A moda
imposta pelos cinemas na época dos Baby Boomers de que fumar era algo descolado, depois
de anos e de tantos estudos comprovando os efeitos do cigarro no corpo, o consumo dimiui
expressivamente com o tempo. Entretanto observou-se um crescimento no consumo de
alcool por esses jovens.
Mas o que é mais impressionante é o aumento no consumo de drogas ílicitas. O
numero de internações por dependencia no SUS (27% em 2006 contra 48% em 2012, quase
o dobro).
Fonte:http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/03/06/internados-por-uso-de-drogas-ja-e-
igual-ao-de-alcoolatras/

Com relação ao meio ambiente, essa é uma juventude que cresceu sabendo que
enfrentariam muitos desafios, uma vez que seus antecessores exploram ganaciosamente a
Terra. Agora o maior desses desafios vai ser o do desenvovimento sustentável, ou seja,
manter o ritmo de crescimento do país danificando ao mínimo o planeta.

“As versões do levantamento mostram que na primeira edição, que ocorreu durante a
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio, 92, 47%
dos entrevistados não sabiam identificar os problemas ambientais. Este ano, apenas 10%
ignoravam a questão.
Na média nacional, 34% sabem o que é consumo sustentável atualmente. ''Esta é uma
pesquisa que mostra claramente tendências'', explicou a secretária de Articulação
Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samyra Brollo de
Serpa Crespo….” [24]

“….podemos conceber o desenvolvimento sustentável como uma proposta que tem em seu
horizonte uma modernidade ética, e não apenas uma modernidade técnica (BUARQUE,
1994), pois a proposta do desenvolvimento sustentável implica incorporar o compromisso
com a perenização da vida ao horizonte da intervenção transformadora do ‘mundo da
necessidade’….”[25]

Geração Alfa

Nasceram a partir de 2010. Nenhuma geração anterior teve tanto acesso a informação e a
educação como esta. Aparentemente são mais inteligentes que nos. Provavel evolução da
espécie que precisa ser acompanhada por uma revolução na educação (tanto familiar como
escolar). Muito jovens para se obter dados significativos.
Conclusão
Inegável é o fato de que o foco para as empresas e a educação deve ser direcionado
para as gerações Y,Z e Alfa, portanto precisamos mudar muitas coisas com relação ao
sistema vigente. Muitas das características são comuns nesses jovens citados, a principal
delas é como funciona e se organiza o ambiente de trabalho. Para as empresas, a ideia de um
chefe já está ultrapassada, o treinamento e capacitação de líderes é a solução para que as
empresas alcance um sucesso maior com seus “empregados”, tanto para melhoria de
resultados como para fidelizar esses trabalhadores.
A ideia de carreira longa e duradoura também já está ultrapassada, os currículos hoje
valorizam muito as atividaes extracurriculares e as varias passagens em várias empresas.
Isso demonstra que o inivíduo está disposto a sair da sua zona de conforto, além do
conhecimento de, como se comunicar com outras pessoas, e de diversas áreas de trabalho,
tornando mais fácil a interdisciplinariedade, características essenciais a qualquer líder.
O trabalho no futuro será provavelmente organizado por projetos em equipes
independentes com horários e cargas flexíveis, os adultos se juntarão de forma voluntária de
forma que naturalmente os indivíduos elegerão um líder baseado em suas habilidades,
credibilidade e relação social. Com esse tipo de escolha, faz-se NECESSÁRIO que os
indíviduoss sejam honestos, uma vez que tudo é organizado com base na confiança inicial
para a união do grupo.
A tecnologia está atrelada ao ser humano, e cada vez mais se une ao corpo como uma
extensão dele, um exemplo dos dias de hoje são os smartphones. Portanto, as mídias sociais
do mundo virtual são o meio mais eficaz de atingir esse indivíduos, visto que a televisão, os
jornais, rádios e outros meios de comunicação estão em decadência ao comparar com a
internet.
Com essa simbiose, as escolas e universidades são as que mais devem se preocupar
em reestruturar suas bases funcionais e organizacionais, visto que as crianças Alfa são mais
inteligentes quando comparadas com as outras gerações na mesma idade. Interatividade e
flexibilidade durante as aulas é algo que se tornará essencial, o uso de aplicativos e de
softwares de ensino também, visto que as crianças terão uma compreensão e abstração mais
natural de conhecimentos hoje considerados complexos para tal idade, mesmo sendo
dispersos. A constante interdisciplinariedade deve ser algo fundamental, tendo em mente que
o futuro do nosso planeta depende dela, pois atualmente observamos danos irreversíveis já
causados pela ação do homem.
As pessoas se exercitarão com frequencia regular, o consumo de tabaco deve se
extinguir e o álcool a se tornar algo apenas social. Junto com a ciência dos maus efeitos das
drogas vem também, a ciência da religião. Crenças dogmáticas tenderão a ser minorias,
enquanto a crença em Deus se transformara em algo menos impositor e mais autoreflexivo.
A família conhecida no molde atual também mudará.
Com todas essas informações concluo que o mercado de trabalho atual com todas
essa gerações juntas no mesmo abiente terá uma boa relação dependendo de como os
indivíduos vão se comunicar e de como as máquinas modernas se encontrarão nesse
contexto. A sociedade caminha para um mundo mais honesto e individualista, onde todos
buscam um crescimento pessoal sem prejudicar o outro, pelo contrário, as pessoas se unirão
para atingirem objetivos maiores. A religião será algo pessoal e secundário, a saúde será
prioridade na vida de todos e o desenvolvimento sustentável será a primeira preocupação
dos construtores do futuro.
Referências Bibliográficas

[1]Conceito de geração - O que é, Definição e Significado Disponivel em:


<>.http://conceito.de/geracao#ixzz4I5gZXeYS>.
[2]Adaptado de entrevista do educador Mário Sérgio Cortella ao Jornal da Globo,
Disponivel em: <>.http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/11/pesquisa-inedita-traca-o-
perfil-do-jovem-brasileiro-da-geracao-y.html >
[3]-Wikipedia Disponível em:<>.https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera
%C3%A7%C3%A3o_X>
[4]-Adaptado de entrevista do educador Mário Sérgio Cortella ao Jornal da Globo,
Disponível em: <>. http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/11/pesquisa-inedita-traca-o-
perfil-do-jovem-brasileiro-da-geracao-y.html>
[5]Disponível em:<>.http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/jovens/apresentacao.html>
[6]Disponível em:<>.http://editoralamonica.com.br/geracao-alpha/>
[7]Disponível em:<>.http://www.ebah.com.br/content/ABAAAevDsAJ/relatorio-tecnico-
sobre-geracao-baby-boomer>
[8],[9]Disponível em:<>.http://www.history.com/topics/baby-boomers>
[10]Disponível em:<>.http://www.pucsp.br/estagios/entendendo-geracoes-veteranos-
boomers-x-e-y>
[11],[12]Disponível em:<>.http://www.history.com/topics/baby-boomers>
[13]Disponível em:<>.https://guisantosbr.wordpress.com/tag/geracao-x-geracao-y-politica-
economia-religiao-trabalho-relacionamentos-sexualidade-familia-tecnologia-artes-
sociedade/>
[14]Wikipedia Disponível em:<>.https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera
%C3%A7%C3%A3o_X>
[15]Disponível em:<>.http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG87165-7943-
219,00-GERACAO+Y.html>
[16]-Adaptado da revista exame, Disponível
em:<>.http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/estudo-mostra-como-marcas-devem-
interagir-com-os-millennials>
[17]Disponível em:<>.http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/3-dicas-para-as-marcas-
atrairem-a-geracao-y>
[18]Disponível em:<>.http://www.focoemgeracoes.com.br/index.php/2010/03/09/a-geracao-
y-abraca-crencas-que-nao-se-encaixam-nos-padroes-convencionais/>
[19]Disponível em: <>.http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/industria_meioa.pdf>
[20]Disponível em: <>.http://www.espacoacademico.com.br/021/21ruda.htm>
[21]Disponível em: <>.http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/noticias/a-chegada-da-
geracao-z-no-mercado-de-trabalho>
[22]Disponível em:
<>.http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/20/politica/1424439314_489517.html>
[23]Disponível em:
<>.http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/20/politica/1424439314_489517.html>
[24]Disponível em: <>.https://noticias.terra.com.br/ciencia/clima/pesquisa-em-20-anos-
consciencia-ambiental-quadruplicou-no-
brasil,53690665632da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>
[25]Disponível em: <>.http://www.espacoacademico.com.br/051/51goncalves.htm>