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Ultrassonografia – Nery

 Grande parte dos fetos com transluscência nucal alterada podem ter cardiopatia congênita
o Por isso, a importância de realização do USG morfológico com 20-24 semanas e depois, com 26
semanas, encaminhar para realização de eco fetal (se houver alterações)
 Ultrassom de terceiro trimestre – indicações
o Indicação para avaliar vitalidade fetal, ver líquido amniótico e placenta
o Rastreamento de restrição de crescimento fetal
o Qual é o melhor parâmetro ultrassonográfico para avaliar restrição de crescimento?
 É a medida do comprimento da circunferência abdominal, pois feto com restrição de
crescimento, o órgão que mais “ressente” é o fígado, logo, a CA estará diminuída
o À grosso modo, diferença de + de 4cm na altura uterina, pode-se levantar a suspeita de restrição de
crescimento intrauterino restrito. Esse seria o método mais simples, porém a USG seria o método
mais apropriado para avaliar
o Líquido amniótico é produzido pela urina fetal à partir de 20 semanas e o pico máximo de líquido
amniótico é com 34 semanas
o São 3 tipos de avaliação do líquido amniótico
o ILA é o marcador crônico de sofrimento fetal
 Avaliação subjetiva: mais feita por quem tem prática, vulgo, “olhômetro”
 Avaliação quantitativa
 Medida dos 4 quadrantes. Medindo-se os quatro quadrantes, quais são os
parâmetros para falar que é uma oligodramnia? Abaixo de 5. Entre 6-8 o ILA estará
reduzido.
 Medida do maior bolsão: não é a mais indicada, porém é mais utilizada quando se
tem uma gestação gemelar (não se consegue medir os 4 quadrantes em gestação
gemelar).
o Limite para dizer que estará diminuído? Abaixo de 2 mm
 Patologias fetais que causam restrição do crescimento intrauterino: a principal são as
anomalias do aparelho urinário (más formações urinárias).
o Avaliação placentária
 Patologias que fazem senescência placentária: DHEG e hipertensão arterial.
 Pacientes que fazem uso de corticoide (questionar o paciente se utilizou) aceleram o
processo de senescência placentária
 A importância maior em casos de senescência placentária é em virtude de ter uma avaliação
por doppler
 Perfil biofísico fetal: cardiotocografia, movimentação fetal, movimentos respiratórios, ILA e tônus fetal
 Margens de erro no USG
o Até 9 semanas: margem de erro de 3 dias
o Até 12 semanas: margem de erro é de 5 dias
o 14-20 semanas: margem de erro é de 7 dias
o 20-30 semanas: margem de erro é de 10 dias
o >30 semanas: margem de erro é de até 2 semanas
 Chega uma paciente de terceiro trimestre, com 30-32 semanas, e eu não sei a idade gestacional. Qual é o
melhor parâmetro para avaliar? São avaliados 4 parâmetros: diâmetro bi-parietal, o perímetro
cefálico/circunferência craniana, circunferência abdominal e o comprimento do fêmur. O melhor parâmetro
para avaliar a idade gestacional é o comprimento do fêmur.
 Centralização: acompanhamento quase que diário pelo ultrassom. Importante a avaliação do ducto venoso
 Para que serve a alteração da artéria uterina? Para fazer diagnóstico preditivo de pré-eclâmpsia e risco de
sofrimento fetal. E tem que se considerar alterado depois de 26 semanas
 Sempre que pedir ultrassom lembrar de verificar de que lado está a placenta.
 USG morfológico: é obrigatório se medir 2 coisas: colo uterino (pouco frequente na prática clínica) e artéria
uterina. Medida do colo uterino só tem importância e validade se for medido via endovaginal (sem
importância se for feito via transabdominal). Faz-se 3 medidas e se considera sempre a menor medida
 “Fez um ultrassom de 1º trimestre, que parâmetro deve ser utilizado para averiguar se essa gestação é
embrionada ou anembrionada? Visualização da vesícula vitelínica. Se você não ver um saco gestacional, com
vesícula vitelínica, acima de 20 mm, com certeza é uma gestação anembrionada. Gestação anembrionada
está mais comumente relacionada a anomalias cromossômicas”
 Lembrar que placenta, é só a partir de 12 semanas. Logo, encontrar um descolamento prematuro de
placenta com 7 semanas... é improvável.
 Para chamar de descolamento prematuro de placenta é só a partir de 20 semanas
o 12-20 semanas: apenas se descreve onde houve descolamento. Não tem um nome em específico
 Acretismo placentário
o Difícil de visualizar no ultrassom.
o Levantar a suspeita de acretismo placentário quando a paciente já tiver 2-3 cicatrizes uterinas
anteriores. Nesse caso tem que se fazer o doppler para avaliar a infiltração no miométrio
o Classificação:
 Placenta acreta: vai até a camada esponjosa do endométrio
 Placenta increta: vai até o miométrio
 Placenta hipercreta: vai até a serosa